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	<title>Arquivos 27ª Semana Mundial de Amamentação - SPSP</title>
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	<title>Arquivos 27ª Semana Mundial de Amamentação - SPSP</title>
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		<title>Juntos pela amamentação: Agosto Dourado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2019 14:45:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A amamentação foi um dos primeiros temas a serem selecionados para fazer parte das campanhas mensais da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, lembra que, dentre tantos assuntos importantes, definir apenas doze temas &#8211; um para cada mês do ano &#8211; foi um grande desafio. “Certamente o aleitamento materno não poderia ficar de fora, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também na saúde futura. Hoje sabemos que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem os riscos reduzidos graças ao ato de amamentar”, ressalta Barsanti. “Embora exista a possibilidade de uma alimentação que não seja o leite materno, esta escolha deve ser sempre exceção. A regra é a amamentação que, entre outras vantagens, cria um elo de amor entre a mãe e o bebê”, acrescenta o coordenador. A Organização Mundial da Saúde traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida. Certamente a campanha da SPSP abraça esse propósito e visa, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada. Aleitamento materno no Brasil “Em 2017, a Revista de Saúde Pública divulgou um artigo sobre a tendência de indicadores do aleitamento materno no Brasil em três décadas. A publicação reuniu os últimos dados disponíveis dos inquéritos nacionais sobre o aleitamento materno que datam 1986, 1996, 2006 e 2013. As conclusões do estudo apontaram uma tendência ascendente nos indicadores de aleitamento materno no País até 2006, com estabilização a partir dessa data. O resultado pode ser considerado um alerta para que novas estratégias sejam traçadas e os indicadores de aleitamento materno se mantenham em uma linha ascendente”, relata Moises Chencinski, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP. Uma pesquisa nacional sobre alimentação, intitulada Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), está sendo realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense, e conta com a parceria de dezenas de outras universidades e instituições públicas de todo o Brasil. “O ENANI é uma pesquisa científica para avaliar crianças menores de cinco anos quanto as práticas de aleitamento materno, de consumo alimentar, do estado nutricional e as deficiências de micronutrientes. Serão visitados os domicílios de famílias em todas as regiões do Brasil, incluindo as zonas rural e urbana. Os resultados dessa pesquisa provavelmente estarão concluídos em 2020”, informa Chencinski. Aleitamento materno no mundo Anualmente, a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). A iniciativa tem o intuito de sensibilizar e mobilizar a população mundial em relação aos diversos assuntos relacionados ao aleitamento materno, bem como criar desafios e propostas. A campanha Agosto Dourado da SPSP procura alinhar sua programação com o conteúdo escolhido para a SMAM. Moises Chencinski ressalta que a SMAM vem sendo realizada desde 1992 e, ao longo desses anos, tem abordado importantes assuntos, tais como maternidade, paternidade, questões trabalhistas, redes de apoio a amamentação, entre muitos outros. “Cada tema definido para a SMAM é disseminado para todo o mundo e cada país o traduz para o seu idioma e reenvia para a instituição organizadora, a fim de que todos possam trabalhar de forma conjunta. Em 2019, o foco será a proteção social parental equitativa em todas as suas formas para ajudar as mulheres a amamentar de forma mais exitosa”, explica o pediatra. Acompanhando o tema proposto, a campanha da SPSP irá abordar o respeito ao trabalho da mulher e a equidade de gêneros considerando melhores condições salariais, de modo que as mulheres possam contribuir de forma mais dinâmica na vida financeira da família, permitindo ao pai que participe mais nos cuidados da criança e da casa. A campanha visa abranger tanto profissionais da saúde quanto a sociedade em geral. “Para o primeiro público faremos encontros, reuniões e jornadas específicas sobre o tema, discutindo aspectos fisiológicos, naturais e legais relacionados à amamentação. Para a população em geral, faremos divulgações através da imprensa e outras atividades que estão sendo planejadas, inclusive com participação dos médicos para orientação e esclarecimento”, adianta Claudio Barsanti.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/juntos-pela-amamentacao-agosto-dourado-2/">Juntos pela amamentação: Agosto Dourado</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p class="wp-block-paragraph">A amamentação foi um dos primeiros temas  a serem selecionados para fazer parte das campanhas mensais da  Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). O coordenador das Campanhas  da SPSP, Claudio Barsanti, lembra que, dentre tantos assuntos importantes, definir apenas doze temas &#8211; um para cada mês do ano &#8211; foi um  grande desafio. “Certamente o aleitamento materno não poderia ficar de  fora, tendo em vista os inúmeros benefícios da amamentação, não somente  na primeira fase da vida, mas também na saúde futura. Hoje sabemos que  muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser  evitadas ou terem os riscos reduzidos graças ao ato de amamentar”,  ressalta Barsanti. “Embora exista a possibilidade de uma alimentação que  não seja o leite materno, esta escolha deve ser sempre exceção. A regra  é a amamentação que, entre outras vantagens, cria um elo de amor entre a  mãe e o bebê”, acrescenta o coordenador.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" class="wp-image-1757"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde traçou 
como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento 
exclusivo até os seis meses de vida. Certamente a campanha da SPSP 
abraça esse propósito e visa, inclusive, contribuir para que essa meta 
seja superada.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Aleitamento materno no Brasil</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">“Em 2017, a <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Revista de Saúde Pública (opens in a new tab)" href="http://www.rsp.fsp.usp.br/artigo/tendencia-de-indicadores-do-aleitamento-materno-no-brasil-em-tres-decadas/" target="_blank">Revista de Saúde Pública</a> divulgou um artigo sobre a tendência de indicadores do aleitamento  materno no Brasil em três décadas. A publicação reuniu os últimos dados  disponíveis dos inquéritos nacionais sobre o aleitamento materno que  datam 1986, 1996, 2006 e 2013. As conclusões do estudo apontaram uma  tendência ascendente nos indicadores de aleitamento materno no País até  2006, com estabilização a partir dessa data. O resultado pode ser  considerado um alerta para que novas estratégias sejam traçadas e os  indicadores de aleitamento materno se mantenham em uma linha  ascendente”, relata Moises Chencinski, presidente do Departamento de  Aleitamento Materno da SPSP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa nacional sobre alimentação, intitulada Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), está sendo realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense, e conta com a parceria de dezenas de outras universidades e instituições públicas de todo o Brasil. “O ENANI é uma pesquisa científica para avaliar crianças menores  de cinco anos quanto as práticas de aleitamento materno, de consumo  alimentar, do estado nutricional e as deficiências de micronutrientes. Serão visitados os domicílios de famílias em todas as regiões do Brasil, incluindo as zonas rural e urbana. Os resultados dessa pesquisa provavelmente estarão concluídos em 2020”, informa Chencinski.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Aleitamento materno no mundo</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Anualmente, a WABA (<em>World Alliance for Breastfeeding Action</em>) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM). A  iniciativa tem o intuito de sensibilizar e mobilizar a população mundial em relação aos diversos assuntos relacionados ao aleitamento materno,  bem como criar desafios e propostas. A campanha Agosto Dourado da SPSP procura alinhar sua programação com o conteúdo escolhido para a SMAM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moises Chencinski ressalta que a SMAM vem sendo realizada desde 1992 e, ao longo desses anos, tem abordado importantes assuntos, tais como maternidade, paternidade, questões trabalhistas, redes de apoio a amamentação, entre muitos outros. “Cada tema definido para a SMAM é disseminado para todo o mundo e cada país o traduz para o seu idioma e reenvia para a instituição organizadora, a  fim de que todos possam trabalhar de forma conjunta. Em 2019, o foco  será a proteção social parental equitativa em todas as suas formas para  ajudar as mulheres a amamentar de forma mais exitosa”, explica o  pediatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhando o tema proposto, a campanha  da SPSP irá abordar o respeito ao trabalho da mulher e a equidade de gêneros considerando melhores condições salariais, de modo que as mulheres possam contribuir de forma mais dinâmica na vida financeira da família, permitindo ao pai que participe mais nos cuidados da criança e da casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha visa abranger tanto  profissionais da saúde quanto a sociedade em geral. “Para o primeiro  público faremos encontros, reuniões e jornadas específicas sobre o tema,  discutindo aspectos fisiológicos, naturais e legais relacionados à  amamentação. Para a população em geral, faremos divulgações através da imprensa e outras atividades que estão sendo planejadas, inclusive com  participação dos médicos para orientação e esclarecimento”, adianta Claudio Barsanti.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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		<title>Agosto Dourado &#8211; amamentação é a base da vida</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/agosto-dourado-amamentacao-e-a-base-da-vida-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Aug 2018 18:20:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Durante este mês, acompanhamos, por todo o País, as ações institucionais, governamentais, sociais, os desafios, as festividades. Mas&#8230; Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Até 2016, tínhamos a Semana Mundial de Amamentação (1 a 7 de agosto) e sempre dissemos que era pouco. A partir de 2017, passamos a celebrar o mês de agosto e parece até que isso se tornou suficiente. É melhor, sim, sem dúvida. Mas a amamentação é tão fundamental, tão importante, tão base da vida que, com certeza, 31 dias não serão o bastante para que possamos, de fato e para sempre, mudar a história do aleitamento materno no Brasil. Precisamos falar sobre a amamentação sempre, o tempo todo, para todas as pessoas. E compartilhar experiências é um dos caminhos para que todos se sintam fazendo parte do mesmo time, o time que luta, o time que quer ganhar, o time que sente que quando deu um passo à frente. Por outro lado&#8230; Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Profissionais de saúde de todas as áreas se uniram. Na Medicina (especialmente na Pediatria), Enfermagem, Nutrição, Fonoaudiologia, Odontopediatria, Psicologia, Fisioterapia, Serviço Social, entre Consultores e Doulas, a meta é “proteger, promover e apoiar a amamentação”, de forma ética, “sem conflitos de interesse”. A imprensa abriu espaço para nossas informações e manifestações. Mamaços, aulas, congressos, jornadas, entrevistas. Acabou sendo um mês pleno de festividades, de celebrações nacionais e mundiais, de comemorações, de aumentar números, viralizar o leite materno e a amamentação, abordando toda sua importância, seus desafios. Aí, no dia 31 de agosto&#8230; Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Nós, Pediatras do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com a participação de outros pediatras que não quiseram ficar de fora desse momento, através do blog Pediatra Orienta da SPSP, contamos nossas vivências, apontamos nossas dificuldades, mostramos nossos caminhos – muitas vezes também difíceis, reais, expusemos nossos sentimentos e, com certeza, crescemos como indivíduos e como departamento, durante este mês. Cada “história” era esperada com muita ansiedade, compartilhada, comemorada e celebrada como se a “história de cada um de nós” fosse parte da “história de todos nós”. E era sim. Nós nos vimos em cada depoimento, nos sensibilizamos com cada tropeço e vibramos com cada vitória. E temos certeza de que nesse mês crescemos como um grupo, como um departamento. Pra variar&#8230; Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”. Que tal se, a partir desse AGOSTO DOURADO de 2018, nós realmente não precisássemos mais de um mês para “relembrar” a importância da amamentação? Que tal se não houvesse a necessidade do “gostinho de quero mais”, porque todos os dias seriam dedicados à sensibilização, proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno? Que tal se o AGOSTO DOURADO não terminasse e invadisse os setembros laranja (obesidade), os outubros rosa (câncer de mama), os novembros roxo (prematuridade) e prateado (pelos direitos do nascituro, crianças e adolescentes), chegando até o julho branco (contra drogas) de 2019 e o AGOSTO DOURADO de 2019 fosse apenas uma celebração festiva de tudo o que conseguimos durante esse período? &#8211; É difícil? Sim, assim como amamentar. &#8211; É possível? Sim, assim como proteger, promover e apoiar a amamentação. &#8211; É fácil e simples? Não, e assim como para amamentar, será necessário termos uma rede de apoio segura, constante, forte e presente. &#8211; É um sonho? Por que não? É permitido sonhar. Podemos, juntos, enfrentar essa situação DE PEITO ABERTO, com um mesmo ideal, com muita perseverança. &#8211; É real? Ainda não. Mas que esse AGOSTO DOURADO seja um dos passos iniciais na caminhada da normalização da amamentação quando, onde e por quanto tempo for desejado. E, tão importante quanto o ideal, é o respeito, sem julgamentos, sempre nos lembrando de que os principais protagonistas dessa história são a mãe, o bebê, o pai, a família. A democracia começa pelo direito à amamentação para todos. E para isso são fundamentais a INFORMAÇÃO e o APOIO. Começamos fazendo a nossa parte e convidamos a todos a nos acompanhar nos próximos AGOSTOS DOURADOS, ainda assim deixando o “gostinho de querermos sempre mais”. Dr. Moises Chencinski Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016-2019). ___ Publicado em 31/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/agosto-dourado-amamentacao-e-a-base-da-vida-2/">Agosto Dourado &#8211; amamentação é a base da vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><strong>Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.</strong></p>
<p>Durante este mês, acompanhamos, por todo o País, as ações institucionais, governamentais, sociais, os desafios, as festividades. Mas&#8230;</p>
<p><strong>Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.</strong></p>
<p>Até 2016, tínhamos a Semana Mundial de Amamentação (1 a 7 de agosto) e sempre dissemos que era pouco. A partir de 2017, passamos a celebrar o mês de agosto e parece até que isso se tornou suficiente. É melhor, sim, sem dúvida.</p>
<p>Mas a amamentação é tão fundamental, tão importante, tão base da vida que, com certeza, 31 dias não serão o bastante para que possamos, de fato e para sempre, mudar a história do aleitamento materno no Brasil.</p>
<p>Precisamos falar sobre a amamentação sempre, o tempo todo, para todas as pessoas. E compartilhar experiências é um dos caminhos para que todos se sintam fazendo parte do mesmo time, o time que luta, o time que quer ganhar, o time que sente que quando deu um passo à frente. Por outro lado&#8230;</p>
<p><strong>Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.</strong></p>
<p>Profissionais de saúde de todas as áreas se uniram. Na Medicina (especialmente na Pediatria), Enfermagem, Nutrição, Fonoaudiologia, Odontopediatria, Psicologia, Fisioterapia, Serviço Social, entre Consultores e Doulas, a meta é “proteger, promover e apoiar a amamentação”, de forma ética, “sem conflitos de interesse”.</p>
<p>A imprensa abriu espaço para nossas informações e manifestações. Mamaços, aulas, congressos, jornadas, entrevistas. Acabou sendo um mês pleno de festividades, de celebrações nacionais e mundiais, de comemorações, de aumentar números, viralizar o leite materno e a amamentação, abordando toda sua importância, seus desafios. Aí, no dia 31 de agosto&#8230;</p>
<p><strong>Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.</strong></p>
<p>Nós, Pediatras do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com a participação de outros pediatras que não quiseram ficar de fora desse momento, através do blog <strong>Pediatra Orienta</strong> da SPSP, contamos nossas vivências, apontamos nossas dificuldades, mostramos nossos caminhos – muitas vezes também difíceis, reais, expusemos nossos sentimentos e, com certeza, crescemos como indivíduos e como departamento, durante este mês.</p>
<p>Cada “história” era esperada com muita ansiedade, compartilhada, comemorada e celebrada como se a “história de cada um de nós” fosse parte da “história de todos nós”. E era sim. Nós nos vimos em cada depoimento, nos sensibilizamos com cada tropeço e vibramos com cada vitória. E temos certeza de que nesse mês crescemos como um grupo, como um departamento. Pra variar&#8230;</p>
<p><strong>Chega ao fim o AGOSTO DOURADO, deixando um “gostinho de quero mais”.</strong></p>
<p>Que tal se, a partir desse AGOSTO DOURADO de 2018, nós realmente não precisássemos mais de um mês para “relembrar” a importância da amamentação?</p>
<p>Que tal se não houvesse a necessidade do “gostinho de quero mais”, porque todos os dias seriam dedicados à sensibilização, proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno?</p>
<p>Que tal se o AGOSTO DOURADO não terminasse e invadisse os setembros laranja (obesidade), os outubros rosa (câncer de mama), os novembros roxo (prematuridade) e prateado (pelos direitos do nascituro, crianças e adolescentes), chegando até o julho branco (contra drogas) de 2019 e o AGOSTO DOURADO de 2019 fosse apenas uma celebração festiva de tudo o que conseguimos durante esse período?</p>
<p>&#8211; É difícil? Sim, assim como amamentar.<br />
&#8211; É possível? Sim, assim como proteger, promover e apoiar a amamentação.<br />
&#8211; É fácil e simples? Não, e assim como para amamentar, será necessário termos uma rede de apoio segura, constante, forte e presente.<br />
&#8211; É um sonho? Por que não? É permitido sonhar. Podemos, juntos, enfrentar essa situação DE PEITO ABERTO, com um mesmo ideal, com muita perseverança.<br />
&#8211; É real? Ainda não. Mas que esse AGOSTO DOURADO seja um dos passos iniciais na caminhada da normalização da amamentação quando, onde e por quanto tempo for desejado.</p>
<p>E, tão importante quanto o ideal, é o respeito, sem julgamentos, sempre nos lembrando de que os principais protagonistas dessa história são a mãe, o bebê, o pai, a família. A democracia começa pelo direito à amamentação para todos. E para isso são fundamentais a INFORMAÇÃO e o APOIO.</p>
<p>Começamos fazendo a nossa parte e convidamos a todos a nos acompanhar nos próximos AGOSTOS DOURADOS, ainda assim deixando o “gostinho de querermos sempre mais”.</p>
<p><strong>Dr. Moises Chencinski</strong><br />
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016-2019).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 31/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dr. Moises Chencinski</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dr-moises-chencinski/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 18:40:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Eu concluí a faculdade de Medicina em 1979 e a residência médica em Pediatria em 1982, ano que nasceu meu primeiro filho, o Renato. E foi aí que aconteceu meu primeiro contato com aleitamento materno. Estranhou a afirmação? Mesmo em uma das melhores faculdades de Medicina do País, e depois em uma das mais tradicionais residências médicas de São Paulo, não tive quase nenhum curso ou estágio específico a respeito de amamentação durante esses nove anos de estudo, e assim era a grade curricular. Nessa mesma época, com a indústria em pleno crescimento, nós, pediatras, recém-formados, desempregados e, até como eu, recém-casados, éramos foco de atenção especial e recebíamos, “gratuitamente”, estoque de fórmulas infantis por seis meses, assim que nossos filhos “precisassem”. Além disso, a licença-maternidade era de 86 dias. E minha esposa teve que sair 15 dias antes, encurtando, assim, o período para 72 dias, voltando a seguir para o trabalho, como nutricionista, em um hospital que tinha creche. A rotina alimentar era suco aos dois, frutas com três e almoço aos quatro meses. O uso de fórmulas aconteceu como complemento aos cinco meses com desmame aos seis meses e meio. Após dois anos (1984), veio o Danilo. Mesmo nessa época, a minha informação a respeito da importância do aleitamento materno não era muito melhor do que antes. A volta ao trabalho aconteceu após os 86 dias. Nessa época, as avós (Raquel e Regina) nos ajudaram muito, cuidando deles enquanto nós trabalhávamos (e muito) e já ofereciam suco e frutas também, e a fórmula veio apenas aos quatro meses e meio. Com essa ajuda a mais, o desmame ocorreu próximo aos 11 meses. Nessa época, eu acordava assim que eles choravam à noite e aos finais de semana (entre os plantões), e os trazia para que fossem amamentados, depois trocava as fraldas e os colocava para dormir. Esse foi o “nosso possível”. Minha experiência profissional, com a observação das crianças que acompanhava, tanto nos hospitais e maternidades, quanto em meu consultório, me mostraram o tanto que eu tinha e ainda tenho que aprender a respeito da amamentação e do leite materno. E é esse desafio que me faz querer ir além e transmitir, sempre que eu posso, no consultório, pelas redes sociais e mídia digital, com aulas e cursos que eu ministro a importância da amamentação. E não poderia estar mais feliz e agradecido por participar dos Departamentos Científicos de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria. Dr. Yechiel Moises Chencinski Marido da Janice, pai do Renato (36 anos) e Danilo (34 anos). Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 30/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dr-moises-chencinski/">Amamentação é a base da vida – Dr. Moises Chencinski</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Eu concluí a faculdade de Medicina em 1979 e a residência médica em Pediatria em 1982, ano que nasceu meu primeiro filho, o Renato. E foi aí que aconteceu meu primeiro contato com aleitamento materno. Estranhou a afirmação?</p>
<p>Mesmo em uma das melhores faculdades de Medicina do País, e depois em uma das mais tradicionais residências médicas de São Paulo, não tive quase nenhum curso ou estágio específico a respeito de amamentação durante esses nove anos de estudo, e assim era a grade curricular.</p>
<p>Nessa mesma época, com a indústria em pleno crescimento, nós, pediatras, recém-formados, desempregados e, até como eu, recém-casados, éramos foco de atenção especial e recebíamos, “gratuitamente”, estoque de fórmulas infantis por seis meses, assim que nossos filhos “precisassem”.</p>
<p>Além disso, a licença-maternidade era de 86 dias. E minha esposa teve que sair 15 dias antes, encurtando, assim, o período para 72 dias, voltando a seguir para o trabalho, como nutricionista, em um hospital que tinha creche. A rotina alimentar era suco aos dois, frutas com três e almoço aos quatro meses. O uso de fórmulas aconteceu como complemento aos cinco meses com desmame aos seis meses e meio.</p>
<p>Após dois anos (1984), veio o Danilo. Mesmo nessa época, a minha informação a respeito da importância do aleitamento materno não era muito melhor do que antes. A volta ao trabalho aconteceu após os 86 dias. Nessa época, as avós (Raquel e Regina) nos ajudaram muito, cuidando deles enquanto nós trabalhávamos (e muito) e já ofereciam suco e frutas também, e a fórmula veio apenas aos quatro meses e meio. Com essa ajuda a mais, o desmame ocorreu próximo aos 11 meses.</p>
<p>Nessa época, eu acordava assim que eles choravam à noite e aos finais de semana (entre os plantões), e os trazia para que fossem amamentados, depois trocava as fraldas e os colocava para dormir. Esse foi o “nosso possível”.</p>
<p>Minha experiência profissional, com a observação das crianças que acompanhava, tanto nos hospitais e maternidades, quanto em meu consultório, me mostraram o tanto que eu tinha e ainda tenho que aprender a respeito da amamentação e do leite materno.</p>
<p>E é esse desafio que me faz querer ir além e transmitir, sempre que eu posso, no consultório, pelas redes sociais e mídia digital, com aulas e cursos que eu ministro a importância da amamentação. E não poderia estar mais feliz e agradecido por participar dos Departamentos Científicos de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Pediatria.</p>
<p><strong>Dr. Yechiel Moises Chencinski</strong><br />
Marido da Janice, pai do Renato (36 anos) e Danilo (34 anos).<br />
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 30/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dr-moises-chencinski/">Amamentação é a base da vida – Dr. Moises Chencinski</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dra. Zezé Mattar</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-zeze-mattar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Aug 2018 18:25:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Na infância fui amamentada e observei a amamentação dos meus 3 irmãos mais novos. Durante a minha formação acadêmica, tive a motivação no ambulatório de Puericultura e na Residência Médica nos estágios de Pediatria Ambulatorial. Quando iniciei a minha carreira profissional, na maternidade apoiava as mães do alojamento conjunto e da unidade neonatal. Com a implantação do Banco de Leite Humano em 1988, o apoio para as mães de prematuros foi tanto para a manutenção da lactação destas nutrizes, como para mamadas efetivas tendo como meta o aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional. Acompanhei os recém-nascidos de alta no ambulatório de retorno e de seguimento sempre enfocando o aleitamento materno. Tive a oportunidade de ser capacitada em todos os cursos da OMS/UNICEF/Ministério da Saúde (Manejo Clínico da Lactação, Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Aconselhamento, Método Canguru, NBCAL, MTA, Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), o que me manteve atualizada para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno durante a minha vida profissional pública, há quatro décadas, e privada durante 10 anos em consultório. Tornei-me mãe em 1989, tive intercorrências mamárias precoces e tardias, mas consegui amamentar exclusivamente por seis meses e 15 dias e dei continuidade até os dois anos. Dentro do meu ciclo de amizades e núcleo familiar apoiei as nutrizes na amamentação de oito sobrinhos e muitos filhos de amigas. Há 36 anos atuo em atividades de ensino e transmito as políticas públicas de promoção, proteção e apoio à amamentação e evidências científicas do aleitamento materno para que os acadêmicos, internos e residentes tenham uma formação adequada na área. Sou membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP há 23 anos e, junto com toda a equipe, temos a meta de manter os pediatras atualizados para esta prática diária profissional. O aleitamento materno faz parte da base da minha vida pessoal e profissional há quase quatro décadas. Sinto-me gratificada por desempenhar a minha atividade como pediatra e neonatologista, oportunizando aos recém-nascidos e lactentes o melhor alimento para seu desenvolvimento. Dra. Maria José Guardia Mattar Esposa do Gladstone, mãe do Guilherme (29 anos). Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 29/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-zeze-mattar/">Amamentação é a base da vida – Dra. Zezé Mattar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Na infância fui amamentada e observei a amamentação dos meus 3 irmãos mais novos.</p>
<p>Durante a minha formação acadêmica, tive a motivação no ambulatório de Puericultura e na Residência Médica nos estágios de Pediatria Ambulatorial. Quando iniciei a minha carreira profissional, na maternidade apoiava as mães do alojamento conjunto e da unidade neonatal.</p>
<p>Com a implantação do Banco de Leite Humano em 1988, o apoio para as mães de prematuros foi tanto para a manutenção da lactação destas nutrizes, como para mamadas efetivas tendo como meta o aleitamento materno exclusivo na alta hospitalar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional.</p>
<p>Acompanhei os recém-nascidos de alta no ambulatório de retorno e de seguimento sempre enfocando o aleitamento materno. Tive a oportunidade de ser capacitada em todos os cursos da OMS/UNICEF/Ministério da Saúde (Manejo Clínico da Lactação, Avaliadora da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Aconselhamento, Método Canguru, NBCAL, MTA, Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil), o que me manteve atualizada para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno durante a minha vida profissional pública, há quatro décadas, e privada durante 10 anos em consultório.</p>
<p>Tornei-me mãe em 1989, tive intercorrências mamárias precoces e tardias, mas consegui amamentar exclusivamente por seis meses e 15 dias e dei continuidade até os dois anos. Dentro do meu ciclo de amizades e núcleo familiar apoiei as nutrizes na amamentação de oito sobrinhos e muitos filhos de amigas.</p>
<p>Há 36 anos atuo em atividades de ensino e transmito as políticas públicas de promoção, proteção e apoio à amamentação e evidências científicas do aleitamento materno para que os acadêmicos, internos e residentes tenham uma formação adequada na área.</p>
<p>Sou membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP há 23 anos e, junto com toda a equipe, temos a meta de manter os pediatras atualizados para esta prática diária profissional.</p>
<p>O aleitamento materno faz parte da base da minha vida pessoal e profissional há quase quatro décadas. Sinto-me gratificada por desempenhar a minha atividade como pediatra e neonatologista, oportunizando aos recém-nascidos e lactentes o melhor alimento para seu desenvolvimento.</p>
<p><strong>Dra. Maria José Guardia Mattar</strong><br />
Esposa do Gladstone, mãe do Guilherme (29 anos).<br />
Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 29/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-zeze-mattar/">Amamentação é a base da vida – Dra. Zezé Mattar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dra. Virginia Quintal</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-virginia-quintal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2018 18:30:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Amamentação tem sido a base de minha vida profissional há pelo menos 19 anos, pois trabalho como pediatra no Banco de Leite Humano do Hospital Universitário da USP. Muita gente não conhece como é a atuação dos bancos de leite e acha que só atendem doadoras de leite humano para garantir que os recém-nascidos internados com alguma doença ou prematuros recebam o leite de outras mães. Eles fazem mais do que isso: possuem equipes especializadas que realizam várias ações de incentivo e apoio ao aleitamento materno! Um telefonema garante o horário marcado. O atendimento é gratuito! Nesses anos todos, vi muitas mães chegarem com grandes dificuldades e depois do nosso atendimento saírem tranquilas e seguras para continuarem a amamentar seus filhos em casa! É extremamente gratificante! Sou de uma geração de pediatras que, durante a graduação e a residência, foi orientada a preparar e oferecer leite em mamadeiras! Com muito orgulho amamentei meus filhos até um ano de idade. E até hoje consigo me lembrar da sensação prazerosa que era vê-los sorrir após a mamada! Dra. Virginia Spinola Quintal Esposa do Antonio, mãe da Laís (29 anos) e do Fernando (22 anos). Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 28/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-virginia-quintal/">Amamentação é a base da vida – Dra. Virginia Quintal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Amamentação tem sido a base de minha vida profissional há pelo menos 19 anos, pois trabalho como pediatra no Banco de Leite Humano do Hospital Universitário da USP.</p>
<p>Muita gente não conhece como é a atuação dos bancos de leite e acha que só atendem doadoras de leite humano para garantir que os recém-nascidos internados com alguma doença ou prematuros recebam o leite de outras mães. Eles fazem mais do que isso: possuem equipes especializadas que realizam várias ações de incentivo e apoio ao aleitamento materno!</p>
<p>Um telefonema garante o horário marcado. O atendimento é gratuito! Nesses anos todos, vi muitas mães chegarem com grandes dificuldades e depois do nosso atendimento saírem tranquilas e seguras para continuarem a amamentar seus filhos em casa! É extremamente gratificante!</p>
<p>Sou de uma geração de pediatras que, durante a graduação e a residência, foi orientada a preparar e oferecer leite em mamadeiras! Com muito orgulho amamentei meus filhos até um ano de idade. E até hoje consigo me lembrar da sensação prazerosa que era vê-los sorrir após a mamada!</p>
<p><strong>Dra. Virginia Spinola Quintal</strong><br />
Esposa do Antonio, mãe da Laís (29 anos) e do Fernando (22 anos).<br />
Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 28/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-virginia-quintal/">Amamentação é a base da vida – Dra. Virginia Quintal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dra. Valdenise Calil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-valdenise-calil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Aug 2018 18:35:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Cresci ouvindo minha mãe dizer que fui um bebê gordo e saudável graças ao aleitamento materno. Cheguei a ter peso e comprimento bem acima da normalidade aos seis meses, mas aos poucos atingi níveis adequados. Durante a faculdade de Medicina, tive poucas aulas sobre a importância do leite materno. Aprendi a prescrever o aleitamento materno alternado com outros alimentos desde o segundo mês, pois não se utilizava o aleitamento exclusivo até os seis meses. Nas residências de Pediatria e Neonatologia, comecei a reconhecer o papel do leite materno na evolução dos recém-nascidos, particularmente prematuros. Fiquei deslumbrada com os recentes trabalhos sobre o leite das mães de recém-nascidos pré-termo, mais rico em nutrientes do que o de mães de bebês de termo. Ingressei na pós-graduação determinada a realizar pesquisas sobre o aleitamento materno. Desenvolvi alguns aspectos do tema “Composição e Propriedades do Leite Humano”, em minha dissertação de Mestrado e em minha tese de Doutorado. Tornei-me mãe de dois filhos em 1982 e 1984 e mantive o aleitamento materno exclusivo por apenas dois meses; introduzi alimentação complementar a partir de então e, com sacrifício, amamentei até o sexto mês. Outro fator que dificultou a manutenção do aleitamento materno foi a extensão da licença-maternidade, na época de 84 dias! Meu marido levava meus filhos ao hospital durante os plantões e eu os amamentava no carro, ansiosa e com medo de me ausentar da UTI neonatal. Nos anos 1990, ingressei no Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). A seguir, fui convidada para o mesmo departamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), do qual fui secretária por duas gestões. Exerci ainda a presidência do departamento da SPSP e, na sequência, assumi a assessoria da presidência da SBP. Trabalhei intensamente pela ampliação da licença-maternidade para 180 dias, conseguindo caminhar bastante nesse sentido. Em 2010, entrei como representante da SBP no grupo de trabalho do Ministério da Saúde “Mulher Trabalhadora que Amamenta”. Fizemos várias oficinas para formação de tutores em capitais brasileiras, incentivando a implantação da licença-maternidade ampliada e das salas de apoio à amamentação nas empresas. Atualmente estou me dedicando à formação de alunos de graduação e residentes, tentando melhorar o ensino do aleitamento materno e os incentivando a lutar pelo aumento dos índices de amamentação. Coordeno a implantação do Banco de Leite Humano no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que será meu mais importante legado para o ensino dos residentes e otimização da assistência aos recém-nascidos pré-termos, em especial de muito baixo peso. Dra. Valdenise Martins Laurindo Tuma Calil Esposa do Ricardo, mãe do Ricardo Luis (36 anos) e Luis Fernando (33 anos) e avó da Luiza (dois anos e meio). Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 27/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-valdenise-calil/">Amamentação é a base da vida – Dra. Valdenise Calil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Cresci ouvindo minha mãe dizer que fui um bebê gordo e saudável graças ao aleitamento materno. Cheguei a ter peso e comprimento bem acima da normalidade aos seis meses, mas aos poucos atingi níveis adequados.</p>
<p>Durante a faculdade de Medicina, tive poucas aulas sobre a importância do leite materno. Aprendi a prescrever o aleitamento materno alternado com outros alimentos desde o segundo mês, pois não se utilizava o aleitamento exclusivo até os seis meses. Nas residências de Pediatria e Neonatologia, comecei a reconhecer o papel do leite materno na evolução dos recém-nascidos, particularmente prematuros. Fiquei deslumbrada com os recentes trabalhos sobre o leite das mães de recém-nascidos pré-termo, mais rico em nutrientes do que o de mães de bebês de termo.</p>
<p>Ingressei na pós-graduação determinada a realizar pesquisas sobre o aleitamento materno. Desenvolvi alguns aspectos do tema “Composição e Propriedades do Leite Humano”, em minha dissertação de Mestrado e em minha tese de Doutorado.</p>
<p>Tornei-me mãe de dois filhos em 1982 e 1984 e mantive o aleitamento materno exclusivo por apenas dois meses; introduzi alimentação complementar a partir de então e, com sacrifício, amamentei até o sexto mês.</p>
<p>Outro fator que dificultou a manutenção do aleitamento materno foi a extensão da licença-maternidade, na época de 84 dias! Meu marido levava meus filhos ao hospital durante os plantões e eu os amamentava no carro, ansiosa e com medo de me ausentar da UTI neonatal.</p>
<p>Nos anos 1990, ingressei no Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). A seguir, fui convidada para o mesmo departamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), do qual fui secretária por duas gestões. Exerci ainda a presidência do departamento da SPSP e, na sequência, assumi a assessoria da presidência da SBP. Trabalhei intensamente pela ampliação da licença-maternidade para 180 dias, conseguindo caminhar bastante nesse sentido. Em 2010, entrei como representante da SBP no grupo de trabalho do Ministério da Saúde “Mulher Trabalhadora que Amamenta”. Fizemos várias oficinas para formação de tutores em capitais brasileiras, incentivando a implantação da licença-maternidade ampliada e das salas de apoio à amamentação nas empresas.</p>
<p>Atualmente estou me dedicando à formação de alunos de graduação e residentes, tentando melhorar o ensino do aleitamento materno e os incentivando a lutar pelo aumento dos índices de amamentação. Coordeno a implantação do Banco de Leite Humano no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, que será meu mais importante legado para o ensino dos residentes e otimização da assistência aos recém-nascidos pré-termos, em especial de muito baixo peso.</p>
<p><strong>Dra. Valdenise Martins Laurindo Tuma Calil</strong><br />
Esposa do Ricardo, mãe do Ricardo Luis (36 anos) e Luis Fernando (33 anos) e avó da Luiza (dois anos e meio).<br />
Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 27/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-valdenise-calil/">Amamentação é a base da vida – Dra. Valdenise Calil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dra. Adriana Mazzoni</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-adriana-mazzoni/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Aug 2018 18:40:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Sou odontopediatra há 28 anos e mãe da Vitória há 23 anos! Quando eu estava grávida, achei que tudo seria de acordo com a minha escolha, parto e aleitamento. Minha mãe teve quatro filhos, todos por parto normal, nos amamentou livremente, por isso achei que naturalmente eu poderia ter a mesma situação com a minha filha, já que eu era jovem, 28 anos, e muito saudável. Na minha cabeça, o parto e a amamentação seriam da minha escolha&#8230; e, quando ela ia nascer, foi necessário ser por cesárea. Em seguida, por falta de orientação adequada para mim e para o pai dela, comecei a apresentar dificuldades para amamentá-la. Em uma semana fomos ao pediatra, que sugeriu mamadeira e fórmula porque ela dormia pouco à noite e meu leite era fraco&#8230; oi? Quase surtei!!! Só que eu não tinha para quem perguntar e estava muito assustada porque também não queria que a minha filha ficasse com fome ou sofresse, só porque eu queria amamentar. E então começaram as falas familiares: ”chazinho de camomila, um pouco de água, só um pouco de leite na mamadeira e nada disso vai fazer mal”. Insisti, mas precisei entrar com aleitamento misto. Mesmo assim, eu e a minha filha conseguimos seguir até os 10 meses de idade dela, com bastante dificuldade, com a introdução da alimentação complementar aos quatro meses, conforme a orientação médica da época. Depois desses episódios todos, decidi estudar com profundidade esse assunto pelo qual me apaixonei, para que nenhuma mãe passasse pelo que passei, para que as pessoas tivessem mais orientação e carinho para orientá-las, para que, através de um, e mais um e muitos uns, pudéssemos fazer a diferença para o próximo bebê que nascer! Hoje trabalho com muita alegria com aleitamento materno, e minha filha, que sempre está comigo nessas empreitadas e não trabalha na área da saúde, levanta a mesma bandeira da amamentação e conhece sobre este assunto tanto quanto eu! Ela ajuda todos os amigos e amigas que têm bebês com orientações simples, mas que podem fazer toda a diferença! E eu sigo nessa linda missão, que me emociona toda vez que eu consigo ajudar um bebê a ser amamentado! Dra. Adriana Mazzoni Mãe da Vitória (23 anos). Odontopediatra do Grupo de Saúde Oral da SPSP. ___ Publicado em 25/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-adriana-mazzoni/">Amamentação é a base da vida – Dra. Adriana Mazzoni</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Sou odontopediatra há 28 anos e mãe da Vitória há 23 anos!</p>
<p>Quando eu estava grávida, achei que tudo seria de acordo com a minha escolha, parto e aleitamento. Minha mãe teve quatro filhos, todos por parto normal, nos amamentou livremente, por isso achei que naturalmente eu poderia ter a mesma situação com a minha filha, já que eu era jovem, 28 anos, e muito saudável.</p>
<p>Na minha cabeça, o parto e a amamentação seriam da minha escolha&#8230; e, quando ela ia nascer, foi necessário ser por cesárea. Em seguida, por falta de orientação adequada para mim e para o pai dela, comecei a apresentar dificuldades para amamentá-la. Em uma semana fomos ao pediatra, que sugeriu mamadeira e fórmula porque ela dormia pouco à noite e meu leite era fraco&#8230; oi?</p>
<p>Quase surtei!!! Só que eu não tinha para quem perguntar e estava muito assustada porque também não queria que a minha filha ficasse com fome ou sofresse, só porque eu queria amamentar. E então começaram as falas familiares: ”chazinho de camomila, um pouco de água, só um pouco de leite na mamadeira e nada disso vai fazer mal”.</p>
<p>Insisti, mas precisei entrar com aleitamento misto. Mesmo assim, eu e a minha filha conseguimos seguir até os 10 meses de idade dela, com bastante dificuldade, com a introdução da alimentação complementar aos quatro meses, conforme a orientação médica da época.</p>
<p>Depois desses episódios todos, decidi estudar com profundidade esse assunto pelo qual me apaixonei, para que nenhuma mãe passasse pelo que passei, para que as pessoas tivessem mais orientação e carinho para orientá-las, para que, através de um, e mais um e muitos uns, pudéssemos fazer a diferença para o próximo bebê que nascer!</p>
<p>Hoje trabalho com muita alegria com aleitamento materno, e minha filha, que sempre está comigo nessas empreitadas e não trabalha na área da saúde, levanta a mesma bandeira da amamentação e conhece sobre este assunto tanto quanto eu! Ela ajuda todos os amigos e amigas que têm bebês com orientações simples, mas que podem fazer toda a diferença! E eu sigo nessa linda missão, que me emociona toda vez que eu consigo ajudar um bebê a ser amamentado!</p>
<p><strong>Dra. Adriana Mazzoni </strong><br />
Mãe da Vitória (23 anos).<br />
Odontopediatra do Grupo de Saúde Oral da SPSP.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 25/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-adriana-mazzoni/">Amamentação é a base da vida – Dra. Adriana Mazzoni</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dra. Rosângela Santos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-rosangela-santos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Aug 2018 18:45:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Pediatra há 35 anos e de formação na cidade do Rio de Janeiro, vim iniciar a minha vida profissional em São Paulo, após ter casado com um paulista não médico. Meu primeiro filho nasceu em 1985, em São Paulo, de parto cesariana após um período longo de trabalho de parto. Nessa época, nossa formação universitária era pobre em informação sobre amamentação e o conceito sobre pouco leite ou leite materno insuficiente dominava os livros de Pediatria. Apesar de o alojamento conjunto não ser a prática hospitalar na época, meu filho permaneceu muitas horas no quarto ao nascimento. Não sei se no berçário ofereceram água, chá ou mesmo outro leite, prática também comum na época. Nos primeiros dias o aleitamento exclusivo se estabeleceu com o que hoje chamamos de livre demanda. Em torno dos 15 dias de vida, em uma noite, meu filho chorou muito e tinha uma “certa” recusa ao meu leite. Comecei a abrir os livros de Pediatria e lá estava a frase “Uma causa de choro em bebês era leite fraco e pouco leite”. Será que esse era o meu caso? Tarde da noite pedi para meu marido que fosse comprar uma lata de leite e iniciei o aleitamento misto. Apesar da fórmula, ele demorou a dormir, porém fez um sono mais prolongado e então pude descansar. No outro dia, na hora do banho, verifiquei que em um de seus dedos da mão havia um pequeno abcesso decorrente, provavelmente, do corte da unha do dia anterior. Compreendi o choro do dia anterior e talvez por insegurança materna mantive a fórmula. Naquela hora eu era mãe e não pediatra. Ficou em aleitamento misto até três meses de vida quando voltei ao trabalho e, também, iniciei a alimentação complementar conforme orientação científica da época. Em 1990 nasceu minha filha, ano em que o atual Banco de Leite Humano do Hospital Regional Sul começa suas atividades. Este banco de leite, inicialmente inaugurado na sede administrativa, tinha que se afirmar como o único banco de leite do Brasil fora de uma unidade hospitalar. Eu era e sou a responsável técnica. A pressão sobre a possibilidade de que eu seria uma doadora foi grande, e com certeza dificultou a minha possibilidade de aleitamento prolongado e exclusivo. Muitas noites me senti angustiada durante o aleitamento e com certeza desejaria não estar amamentando. Será o que seria hoje chamado de depressão pós-parto? Minha filha chorava muito e nada saciava. Apesar de acordar com a roupa molhada de leite o choro era frequente. Esse quadro emocional cedeu espaço para a introdução de fórmula precocemente. Hoje, com os conhecimentos sobre o aconselhamento em amamentação, entendo perfeitamente que faltou alguém para ouvir as minhas ansiedades e me apoiar naquele período em que estava tão só e sendo cobrada para, além de amamentar exclusivamente, ser uma doadora de leite para o recém-inaugurado Banco de Leite. Eu era pediatra e sabia da importância da amamentação exclusiva, porém, como mãe, eu estava só. Os conhecimentos científicos sobre o leite humano, a experiência profissional que adquiro todos os dias com o trabalho de apoiar a amamentação e a importância de ouvir e apoiar a mulher em suas dificuldades durante esse processo me fizeram entender as dificuldades que tive em manter o aleitamento exclusivo, quando do nascimento dos meus dois filhos. Dra. Rosângela Gomes dos Santos Esposa do Adalberto, mãe do Fábio (32 anos) e da Patrícia (27 anos). Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 24/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-rosangela-santos/">Amamentação é a base da vida – Dra. Rosângela Santos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Pediatra há 35 anos e de formação na cidade do Rio de Janeiro, vim iniciar a minha vida profissional em São Paulo, após ter casado com um paulista não médico.</p>
<p>Meu primeiro filho nasceu em 1985, em São Paulo, de parto cesariana após um período longo de trabalho de parto. Nessa época, nossa formação universitária era pobre em informação sobre amamentação e o conceito sobre pouco leite ou leite materno insuficiente dominava os livros de Pediatria. Apesar de o alojamento conjunto não ser a prática hospitalar na época, meu filho permaneceu muitas horas no quarto ao nascimento. Não sei se no berçário ofereceram água, chá ou mesmo outro leite, prática também comum na época.</p>
<p>Nos primeiros dias o aleitamento exclusivo se estabeleceu com o que hoje chamamos de livre demanda. Em torno dos 15 dias de vida, em uma noite, meu filho chorou muito e tinha uma “certa” recusa ao meu leite. Comecei a abrir os livros de Pediatria e lá estava a frase “Uma causa de choro em bebês era leite fraco e pouco leite”. Será que esse era o meu caso? Tarde da noite pedi para meu marido que fosse comprar uma lata de leite e iniciei o aleitamento misto.</p>
<p>Apesar da fórmula, ele demorou a dormir, porém fez um sono mais prolongado e então pude descansar. No outro dia, na hora do banho, verifiquei que em um de seus dedos da mão havia um pequeno abcesso decorrente, provavelmente, do corte da unha do dia anterior. Compreendi o choro do dia anterior e talvez por insegurança materna mantive a fórmula. Naquela hora eu era mãe e não pediatra. Ficou em aleitamento misto até três meses de vida quando voltei ao trabalho e, também, iniciei a alimentação complementar conforme orientação científica da época.</p>
<p>Em 1990 nasceu minha filha, ano em que o atual Banco de Leite Humano do Hospital Regional Sul começa suas atividades. Este banco de leite, inicialmente inaugurado na sede administrativa, tinha que se afirmar como o único banco de leite do Brasil fora de uma unidade hospitalar. Eu era e sou a responsável técnica. A pressão sobre a possibilidade de que eu seria uma doadora foi grande, e com certeza dificultou a minha possibilidade de aleitamento prolongado e exclusivo.</p>
<p>Muitas noites me senti angustiada durante o aleitamento e com certeza desejaria não estar amamentando. Será o que seria hoje chamado de depressão pós-parto? Minha filha chorava muito e nada saciava. Apesar de acordar com a roupa molhada de leite o choro era frequente.</p>
<p>Esse quadro emocional cedeu espaço para a introdução de fórmula precocemente. Hoje, com os conhecimentos sobre o aconselhamento em amamentação, entendo perfeitamente que faltou alguém para ouvir as minhas ansiedades e me apoiar naquele período em que estava tão só e sendo cobrada para, além de amamentar exclusivamente, ser uma doadora de leite para o recém-inaugurado Banco de Leite.</p>
<p>Eu era pediatra e sabia da importância da amamentação exclusiva, porém, como mãe, eu estava só.</p>
<p>Os conhecimentos científicos sobre o leite humano, a experiência profissional que adquiro todos os dias com o trabalho de apoiar a amamentação e a importância de ouvir e apoiar a mulher em suas dificuldades durante esse processo me fizeram entender as dificuldades que tive em manter o aleitamento exclusivo, quando do nascimento dos meus dois filhos.</p>
<p><strong>Dra. Rosângela Gomes dos Santos</strong><br />
Esposa do Adalberto, mãe do Fábio (32 anos) e da Patrícia (27 anos).<br />
Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 24/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-rosangela-santos/">Amamentação é a base da vida – Dra. Rosângela Santos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dra. Renata Santos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-renata-santos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Aug 2018 21:38:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-300x300.png 300w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3.png 600w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Amamentar sempre foi um sonho quando pensava em ser mãe. Com a bagagem que tinha da minha profissão, que não era muita (cinco anos de formada, incluindo três de residência em Pediatria), não quis enfrentar esse desafio sozinha. Escolhi uma pediatra especialista em aleitamento materno, humana e experiente. E Gabriel nasceu&#8230; e com ele todas as dificuldades que não eram apenas da amamentação, mas de toda uma mudança de papeis, de mulher a mãe, de pediatra a paciente, do individual a dupla mãe/bebê. Na maternidade, ele só queria colo e só se acalmava no peito. Não tive fissuras, mas mamava o “tempo todo” e por semanas eu passava o dia praticamente todo com ele no peito. E se não fosse a rede de apoio (pediatra, amigos e familiares), dificilmente conseguiria corresponder a toda demanda sem apelar para uma fórmula. Apojadura foi arrastada, semanas de leite ordenhado, sonda, copo ou colher, muuuuiiita paciência e apoio de todos que me cercavam. Chupeta até passou pela cabeça em muitas madrugadas. E que bom que eu havia jogado fora a única que ganhara e meu companheiro me apoiou nessa. Mais algumas semanas, veio o diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Para manter a amamentação e para a melhora dos sintomas do meu filho (refluxo, dermatite e sangue nas fezes), eu deveria retirar algumas proteínas alergênicas da minha dieta, por looonngos meses. Recebi opiniões de amigos pediatras sobre a possibilidade de substituição do meu leite por fórmulas específicas. Encontrei profissionais que apoiavam a amamentação, seguimos sem fórmulas. Mesmo sendo profissional da saúde e conhecendo o drama de tantas mães e a batalha para amamentar nossos filhos, a prática nunca chegou perto da teoria, que vem com sonhos, sonos, olhares, cansaço físico, mas com aquele sorriso de satisfação após cada mamada. Após dois anos e nove meses de aleitamento materno do Gabriel, sendo que nos últimos seis meses eu já estava grávida de Catarina, ao oferecer o peito ele disse: “Mamãe, eu não quelo mais mama”. Missão cumprida. Catarina completou dois anos de muito peito este mês sem data para acabar essa história. Mãe experiente, filha mamava exclusivamente para se nutrir, sem APLV. Mas aleitamento é aleitamento, é disposição, entrega, noites a fio, é o nosso corpo, tudo junto e misturado para corresponder às necessidades dos nossos bebês e filhos. São ganhos imensuráveis para eles, para nós. E marcas que ficarão conosco para todo o sempre. E de pediatra a mãe, agora retorno de mãe a pediatra. Viver essa história nos deixa infinitamente mais empáticos com os desejos e histórias de cada família. Revivemos nossa própria história ao atender tantas outras, semeando confiança e empoderando as mães para amamentarem seus bebês, como, onde e até quando elas quiserem. Dra. Renata Cavalcante Kuhn dos Santos Esposa de Eduardo, mãe de Gabriel (5 anos) e Catarina (2 anos). Pediatra do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 23/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-renata-santos/">Amamentação é a base da vida – Dra. Renata Santos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-300x300.png 300w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2015/12/CongrEmerg3.png 600w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p>Amamentar sempre foi um sonho quando pensava em ser mãe. Com a bagagem que tinha da minha profissão, que não era muita (cinco anos de formada, incluindo três de residência em Pediatria), não quis enfrentar esse desafio sozinha. Escolhi uma pediatra especialista em aleitamento materno, humana e experiente.</p>
<p>E Gabriel nasceu&#8230; e com ele todas as dificuldades que não eram apenas da amamentação, mas de toda uma mudança de papeis, de mulher a mãe, de pediatra a paciente, do individual a dupla mãe/bebê.</p>
<p>Na maternidade, ele só queria colo e só se acalmava no peito. Não tive fissuras, mas mamava o “tempo todo” e por semanas eu passava o dia praticamente todo com ele no peito. E se não fosse a rede de apoio (pediatra, amigos e familiares), dificilmente conseguiria corresponder a toda demanda sem apelar para uma fórmula.</p>
<p>Apojadura foi arrastada, semanas de leite ordenhado, sonda, copo ou colher, muuuuiiita paciência e apoio de todos que me cercavam. Chupeta até passou pela cabeça em muitas madrugadas. E que bom que eu havia jogado fora a única que ganhara e meu companheiro me apoiou nessa.</p>
<p>Mais algumas semanas, veio o diagnóstico de alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Para manter a amamentação e para a melhora dos sintomas do meu filho (refluxo, dermatite e sangue nas fezes), eu deveria retirar algumas proteínas alergênicas da minha dieta, por looonngos meses. Recebi opiniões de amigos pediatras sobre a possibilidade de substituição do meu leite por fórmulas específicas. Encontrei profissionais que apoiavam a amamentação, seguimos sem fórmulas.</p>
<p>Mesmo sendo profissional da saúde e conhecendo o drama de tantas mães e a batalha para amamentar nossos filhos, a prática nunca chegou perto da teoria, que vem com sonhos, sonos, olhares, cansaço físico, mas com aquele sorriso de satisfação após cada mamada.</p>
<p>Após dois anos e nove meses de aleitamento materno do Gabriel, sendo que nos últimos seis meses eu já estava grávida de Catarina, ao oferecer o peito ele disse: “Mamãe, eu não quelo mais mama”. Missão cumprida.</p>
<p>Catarina completou dois anos de muito peito este mês sem data para acabar essa história. Mãe experiente, filha mamava exclusivamente para se nutrir, sem APLV. Mas aleitamento é aleitamento, é disposição, entrega, noites a fio, é o nosso corpo, tudo junto e misturado para corresponder às necessidades dos nossos bebês e filhos. São ganhos imensuráveis para eles, para nós. E marcas que ficarão conosco para todo o sempre.</p>
<p>E de pediatra a mãe, agora retorno de mãe a pediatra. Viver essa história nos deixa infinitamente mais empáticos com os desejos e histórias de cada família. Revivemos nossa própria história ao atender tantas outras, semeando confiança e empoderando as mães para amamentarem seus bebês, como, onde e até quando elas quiserem.</p>
<p><strong>Dra. Renata Cavalcante Kuhn dos Santos</strong><br />
Esposa de Eduardo, mãe de Gabriel (5 anos) e Catarina (2 anos).<br />
Pediatra do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 23/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-renata-santos/">Amamentação é a base da vida – Dra. Renata Santos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Amamentação é a base da vida – Dra. Nádia Vargas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-nadia-vargas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 18:22:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Quando era estudante de Medicina, confesso que não tive nenhuma aproximação com aleitamento, nenhuma aula e nada do estilo. No ano do internato rotatório, durante os três meses do meu estágio na Ginecologia e Obstetrícia, apenas um dia vieram ensinar as mães como colocar o bebê no seio. Eram 12h00 e fiquei tão extasiada que preferi ficar ali, junto às mães, e aprender como colocar um bebê ao seio. Perdi o almoço, mas fiquei muito feliz e percebi o quanto eu gostava deste tema. No ano seguinte, repeti o pouco que tinha conseguido aprender para todas as mamães puérperas do Hospital no qual trabalhei no meu serviço rural obrigatório. Como era obstetra e neonatologista ao mesmo tempo, só conseguia fazer isso depois de terminar o atendimento do parto ou cesárea, mas gostava muito de poder orientar e ajudar. No ano seguinte, vim para o Brasil e iniciei a residência de Pediatria. Também não tive nenhuma aula de aleitamento, nem prática, nem nada. Passei no Berçário Anexo à Maternidade como estagiária 1, R1, R2 e R3, mas naquela época, infelizmente, não tínhamos alojamento conjunto. A residência foi maravilhosa no sentido do aprendizado da ciência e Medicina baseada em evidências, um mundo fascinante para mim, mas senti falta do aleitamento materno. No meu R2 mudou a grade e não passei nem como R1 e nem como R2 no alojamento conjunto do Hospital Universitário e não tive nenhuma aproximação com o aleitamento, como os novos R1 tiveram. Nessas circunstâncias tive minha primeira filha e tentei lembrar o pouco que eu sabia, mas realmente penei, tive fissuras e foi difícil. Mas, graças a Deus e ao estímulo da minha mãe e do meu marido, consegui dar de mamar até um ano, mesmo havendo optado por não gozar da licença-maternidade, pois era residente e naquela época dependia da bolsa da residência para viver e se pegasse a licença perderia o concurso para R3. Foi bem sacrificado e penoso, mas agradeço demais o apoio do meu marido (que levava a bebê de 3/3 hrs ao hospital nos diversos estágios para mamar até os 6 meses). Minha filha mamou no seio até um ano e teria mamado mais se não tivesse viajado com o pai para meu país (Bolívia), para eu poder estudar e me preparar para o concurso de R3. Ao concluir a residência comecei a trabalhar e prestei outros concursos. Um deles foi na prefeitura para o Hospital Tatuapé, onde tive o privilégio de conhecer e trabalhar junto com a Dra. Maria José Guardia Mattar, com quem aprendi muito sobre aleitamento e realizei o primeiro curso de manejo. Depois vieram o Curso Canguru, de Banco de Leite e, a partir daí, virei uma guerreira do aleitamento materno. Todos os conhecimentos consegui colocar em prática e multiplicar no Hospital Santa Helena da antiga Unimed Paulistana. Fizemos muito trabalho lá com aleitamento, com total apoio da chefia. Atualmente luto e batalho pelo aleitamento, ensinando os residentes no Hospital das Clínicas, no Hospital Infantil Menino Jesus, no Hospital Santa Catarina e duas vezes por mês me deleito ensinando no alojamento conjunto do Hospital Vitoria da Amil. Para mim o aleitamento é, sem dúvida, o melhor alimento, insubstituível durante os seis primeiros meses de vida e fundamental na vida de cada pessoa por vários fatores, não apenas o nutricional. Amo o aleitamento materno e, graças a Deus, 10 anos e seis meses depois da minha primeira experiência pessoal, tive meu segundo filho, que mamou muito bem desde o primeiro minuto de vida até quase os quatro anos. Dra. Nádia Sandra Orozco Vargas Esposa do José Antonio, mãe da Dayanne (17 anos) e Johan (7 anos). Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP. ___ Publicado em 22/08/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-nadia-vargas/">Amamentação é a base da vida – Dra. Nádia Vargas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Quando era estudante de Medicina, confesso que não tive nenhuma aproximação com aleitamento, nenhuma aula e nada do estilo. No ano do internato rotatório, durante os três meses do meu estágio na Ginecologia e Obstetrícia, apenas um dia vieram ensinar as mães como colocar o bebê no seio. Eram 12h00 e fiquei tão extasiada que preferi ficar ali, junto às mães, e aprender como colocar um bebê ao seio. Perdi o almoço, mas fiquei muito feliz e percebi o quanto eu gostava deste tema.</p>
<p>No ano seguinte, repeti o pouco que tinha conseguido aprender para todas as mamães puérperas do Hospital no qual trabalhei no meu serviço rural obrigatório. Como era obstetra e neonatologista ao mesmo tempo, só conseguia fazer isso depois de terminar o atendimento do parto ou cesárea, mas gostava muito de poder orientar e ajudar.</p>
<p>No ano seguinte, vim para o Brasil e iniciei a residência de Pediatria. Também não tive nenhuma aula de aleitamento, nem prática, nem nada. Passei no Berçário Anexo à Maternidade como estagiária 1, R1, R2 e R3, mas naquela época, infelizmente, não tínhamos alojamento conjunto. A residência foi maravilhosa no sentido do aprendizado da ciência e Medicina baseada em evidências, um mundo fascinante para mim, mas senti falta do aleitamento materno.</p>
<p>No meu R2 mudou a grade e não passei nem como R1 e nem como R2 no alojamento conjunto do Hospital Universitário e não tive nenhuma aproximação com o aleitamento, como os novos R1 tiveram. Nessas circunstâncias tive minha primeira filha e tentei lembrar o pouco que eu sabia, mas realmente penei, tive fissuras e foi difícil. Mas, graças a Deus e ao estímulo da minha mãe e do meu marido, consegui dar de mamar até um ano, mesmo havendo optado por não gozar da licença-maternidade, pois era residente e naquela época dependia da bolsa da residência para viver e se pegasse a licença perderia o concurso para R3.</p>
<p>Foi bem sacrificado e penoso, mas agradeço demais o apoio do meu marido (que levava a bebê de 3/3 hrs ao hospital nos diversos estágios para mamar até os 6 meses). Minha filha mamou no seio até um ano e teria mamado mais se não tivesse viajado com o pai para meu país (Bolívia), para eu poder estudar e me preparar para o concurso de R3.</p>
<p>Ao concluir a residência comecei a trabalhar e prestei outros concursos. Um deles foi na prefeitura para o Hospital Tatuapé, onde tive o privilégio de conhecer e trabalhar junto com a Dra. Maria José Guardia Mattar, com quem aprendi muito sobre aleitamento e realizei o primeiro curso de manejo. Depois vieram o Curso Canguru, de Banco de Leite e, a partir daí, virei uma guerreira do aleitamento materno.</p>
<p>Todos os conhecimentos consegui colocar em prática e multiplicar no Hospital Santa Helena da antiga Unimed Paulistana. Fizemos muito trabalho lá com aleitamento, com total apoio da chefia. Atualmente luto e batalho pelo aleitamento, ensinando os residentes no Hospital das Clínicas, no Hospital Infantil Menino Jesus, no Hospital Santa Catarina e duas vezes por mês me deleito ensinando no alojamento conjunto do Hospital Vitoria da Amil.</p>
<p>Para mim o aleitamento é, sem dúvida, o melhor alimento, insubstituível durante os seis primeiros meses de vida e fundamental na vida de cada pessoa por vários fatores, não apenas o nutricional.</p>
<p>Amo o aleitamento materno e, graças a Deus, 10 anos e seis meses depois da minha primeira experiência pessoal, tive meu segundo filho, que mamou muito bem desde o primeiro minuto de vida até quase os quatro anos.</p>
<p><strong>Dra. Nádia Sandra Orozco Vargas</strong><br />
Esposa do José Antonio, mãe da Dayanne (17 anos) e Johan (7 anos).<br />
Pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1757" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/08/LogoAgostoDourado-1024x724.jpg" alt="agosto dourado" width="838" height="592" /></p>
<p>___<br />
Publicado em 22/08/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amamentacao-e-a-base-da-vida-dra-nadia-vargas/">Amamentação é a base da vida – Dra. Nádia Vargas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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