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	<title>Arquivos Álcool na gravidez - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Álcool na gravidez - SPSP</title>
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		<title>Álcool e gestação: nada a ver! Vamos mudar o final desta novela!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Oct 2018 18:00:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O cérebro do feto é o órgão mais suscetível aos efeitos da exposição pré-natal ao álcool. No capítulo da última quinta-feira, 11 de outubro, na véspera do “Dia das Crianças”, a novela “Segundo Sol”, da Rede Globo, exibiu uma cena em que a personagem “Rosa” (Letícia Colin), grávida, para em um boteco durante a noite e começar a beber até desmaiar. Na novela, o “porre” parece não ter tido nenhuma consequência para a saúde da gestante e do feto. Mas, na vida real, a situação é bem mais complicada e pode ter consequências irreversíveis. Estamos falando da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), pouco conhecida dos brasileiros, mas uma das principais causas de anomalias fetais com repercussões para a vida toda, principalmente para quem sofreu os efeitos do “porre” passivamente, ou seja, o feto, mas também para toda a família e a sociedade. A ingestão de álcool na gravidez coloca o feto e o futuro indivíduo em alto risco! O álcool é historicamente reconhecido como um potente agente causador de ruptura do desenvolvimento normal do embrião e do feto. Ele compromete o fluxo sanguíneo para a placenta, além de circular livremente por todos os compartimentos líquidos do corpo, fazendo com que na gestação o líquido amniótico permaneça impregnado de álcool, e assim, a concentração de álcool é a mesma na gestante e no feto. Para o feto ainda pior, pois este possui metabolismo e mecanismos de desintoxicação mais lentos que os de um indivíduo adulto. O cérebro do feto é o órgão mais suscetível aos efeitos da exposição pré-natal ao álcool, uma vez que todos os trimestres da gestação são críticos para o seu desenvolvimento. Em 1973, a SAF foi definida do ponto de vista médico como uma condição irreversível caracterizada por anomalias craniofaciais típicas, deficiência de crescimento intra e extrauterino, disfunções do sistema nervoso central (incluindo anormalidades neurológicas, alterações comportamentais, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e deficiência intelectual) além de várias malformações associadas, principalmente cardíacas, oculares, renais e de coluna vertebral. Como evitar que seu filho tenha SAF? Em primeiro lugar é importante alertar para o fato de que 50% das gestações não são planejadas. Assim, quando a mulher vem a saber que está grávida, já está na quarta ou quinta semana de gestação, o que eleva a possibilidade de exposição fetal ao álcool mesmo nas mulheres que compreendem os riscos da ingestão de álcool na gravidez. Portanto, é recomendado que as mulheres em idade reprodutiva que ingerem bebidas alcoólicas ocasionalmente ou habitualmente, conversem sempre com o(a) ginecologista sobre o assunto, e peçam orientação sobre métodos anticoncepcionais, no intuito de evitar gestações não planejadas. É fundamental suspender a ingestão de álcool não só quando uma gravidez está confirmada, mas em qualquer suspeita de gravidez. Qual a dose mínima de ingestão de álcool segura na gestação? Até o momento não foi estabelecida nenhuma dose segura para ingestão de álcool durante a gestação, em nenhum período da mesma. Existem casos em que um único drinque levou a SAF. Na dúvida se uma dose pequena pode ou não ser inócua, a recomendação mundial é que mulheres em idade fértil que estejam planejando engravidar, ou aquelas que já estejam grávidas, se abstenham completamente da ingestão de álcool, em qualquer quantidade, em qualquer etapa da gestação. Há riscos para a própria gestante que ingere álcool? Sim, o consumo de álcool também traz problemas à própria gravidez, com elevação do risco de abortos, descolamento prematuro de placenta, hipertonia uterina e parto prematuro. Em sua tese de mestrado a Psicóloga Sheila Carla de Souza, orientada pelo Médico Geneticista Decio Brunoni, investigou em um município da Grande São Paulo, 71 gestações de 16 mulheres alcoolistas, e detectou 3 filhos nascidos mortos, 4 abortos espontâneos, e 5 abortos provocados. Claro que a maioria das mulheres que ingerem álcool na gestação não são alcoolistas, e, portanto, o reconhecimento do perfil de mulheres que fazem uso inadequado do álcool durante a gestação deveria ser utilizado para priorizar ações de educação em saúde voltadas para parcela da população mais vulnerável. Além disso, considerando que o risco de repetição de SAF em futuras gestações da mesma gestante é em torno de 50 a 75%, identificar consumo abusivo de álcool entre mulheres em idade fértil é muito importante como medida de prevenção de novos casos de SAF em futuras gestações. Como reconhecer SAF após o nascimento? Na prática médica, identificar com segurança que os problemas de saúde de uma pessoa são consequências da SAF não é uma tarefa fácil, em especial quando as mães não informam que ingeriram bebida alcoólica na gestação ou quando consideram que a ingestão de dose pequena nem precisaria ser mencionada aos médicos. Quando uma pessoa com SAF apresenta sinais físicos, entre eles retardo de crescimento e peso, microcefalia, fissuras palpebrais estreitas, filtro nasal longo, sulco nasal liso e lábio superior fino, um médico especializado consegue fazer o diagnóstico de SAF, mesmo que não haja uma história clara de ingesta de álcool pela mãe quando gestante. Porém a maior parte dos indivíduos com SAF não apresenta estes sinais físicos, mas sim as consequências a médio e longo prazo sobre o comportamento e a inteligência. Os sinais e sintomas da SAF são variados (‘espectro”), desde sinais sutis e inespecíficos, até óbitos fetais e quadros devastadores. Estão dentro do espectro das consequências da SAF muitos indivíduos com déficits intelectuais, com coeficiente de inteligência médio na faixa limítrofe, deficiências em diferentes componentes da função executiva e da atenção, deficiências no processamento de informações e no processamento numérico, deficiências no raciocínio espacial, na memória visual, na linguagem e nas funções motoras. Como se não bastassem tão amplas e severas consequências, recai sobre a mãe, os afetados e seus familiares a espada cruel da estigmatização. Tendo a SAF ocorrido, é fundamental, ao invés de simplesmente “carimbar” o paciente com o diagnóstico de SAF, iniciar um processo amplo e multidisciplinar de intervenção precoce, no intuito de melhorar a performance cognitiva e comportamental do indivíduo, tentando o melhor ajuste possível dentro da família, na escola, e junto a...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><em><strong>O cérebro do feto é o órgão mais suscetível aos efeitos da exposição pré-natal ao álcool.</strong></em></p>
<p>No capítulo da última quinta-feira, 11 de outubro, na véspera do “Dia das Crianças”, a novela “Segundo Sol”, da Rede Globo, exibiu uma cena em que a personagem “Rosa” (Letícia Colin), grávida, para em um boteco durante a noite e começar a beber até desmaiar.</p>
<p>Na novela, o “porre” parece não ter tido nenhuma consequência para a saúde da gestante e do feto. Mas, na vida real, a situação é bem mais complicada e pode ter consequências irreversíveis. Estamos falando da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), pouco conhecida dos brasileiros, mas uma das principais causas de anomalias fetais com repercussões para a vida toda, principalmente para quem sofreu os efeitos do “porre” passivamente, ou seja, o feto, mas também para toda a família e a sociedade.</p>
<div id="attachment_2342" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2342" class="size-large wp-image-2342" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/10/pregnant_1539870985-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2342" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Free-Photos/">Free-Photos</a> | Pixabay</p></div>
<h1>A ingestão de álcool na gravidez coloca o feto e o futuro indivíduo em alto risco!</h1>
<p>O álcool é historicamente reconhecido como um potente agente causador de ruptura do desenvolvimento normal do embrião e do feto. Ele compromete o fluxo sanguíneo para a placenta, além de circular livremente por todos os compartimentos líquidos do corpo, fazendo com que na gestação o líquido amniótico permaneça impregnado de álcool, e assim, a concentração de álcool é a mesma na gestante e no feto.</p>
<p>Para o feto ainda pior, pois este possui metabolismo e mecanismos de desintoxicação mais lentos que os de um indivíduo adulto. O cérebro do feto é o órgão mais suscetível aos efeitos da exposição pré-natal ao álcool, uma vez que todos os trimestres da gestação são críticos para o seu desenvolvimento. Em 1973, a SAF foi definida do ponto de vista médico como uma condição irreversível caracterizada por anomalias craniofaciais típicas, deficiência de crescimento intra e extrauterino, disfunções do sistema nervoso central (incluindo anormalidades neurológicas, alterações comportamentais, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e deficiência intelectual) além de várias malformações associadas, principalmente cardíacas, oculares, renais e de coluna vertebral.</p>
<h1>Como evitar que seu filho tenha SAF?</h1>
<p>Em primeiro lugar é importante alertar para o fato de que 50% das gestações não são planejadas. Assim, quando a mulher vem a saber que está grávida, já está na quarta ou quinta semana de gestação, o que eleva a possibilidade de exposição fetal ao álcool mesmo nas mulheres que compreendem os riscos da ingestão de álcool na gravidez.</p>
<p>Portanto, é recomendado que as mulheres em idade reprodutiva que ingerem bebidas alcoólicas ocasionalmente ou habitualmente, conversem sempre com o(a) ginecologista sobre o assunto, e peçam orientação sobre métodos anticoncepcionais, no intuito de evitar gestações não planejadas. É fundamental suspender a ingestão de álcool não só quando uma gravidez está confirmada, mas em qualquer suspeita de gravidez.</p>
<h1>Qual a dose mínima de ingestão de álcool segura na gestação?</h1>
<p>Até o momento não foi estabelecida nenhuma dose segura para ingestão de álcool durante a gestação, em nenhum período da mesma. Existem casos em que um único drinque levou a SAF. Na dúvida se uma dose pequena pode ou não ser inócua, a recomendação mundial é que mulheres em idade fértil que estejam planejando engravidar, ou aquelas que já estejam grávidas, se abstenham completamente da ingestão de álcool, em qualquer quantidade, em qualquer etapa da gestação.</p>
<h1>Há riscos para a própria gestante que ingere álcool?</h1>
<p>Sim, o consumo de álcool também traz problemas à própria gravidez, com elevação do risco de abortos, descolamento prematuro de placenta, hipertonia uterina e parto prematuro. Em sua tese de mestrado a Psicóloga Sheila Carla de Souza, orientada pelo Médico Geneticista Decio Brunoni, investigou em um município da Grande São Paulo, 71 gestações de 16 mulheres alcoolistas, e detectou 3 filhos nascidos mortos, 4 abortos espontâneos, e 5 abortos provocados.</p>
<p>Claro que a maioria das mulheres que ingerem álcool na gestação não são alcoolistas, e, portanto, o reconhecimento do perfil de mulheres que fazem uso inadequado do álcool durante a gestação deveria ser utilizado para priorizar ações de educação em saúde voltadas para parcela da população mais vulnerável. Além disso, considerando que o risco de repetição de SAF em futuras gestações da mesma gestante é em torno de 50 a 75%, identificar consumo abusivo de álcool entre mulheres em idade fértil é muito importante como medida de prevenção de novos casos de SAF em futuras gestações.</p>
<h1>Como reconhecer SAF após o nascimento?</h1>
<p>Na prática médica, identificar com segurança que os problemas de saúde de uma pessoa são consequências da SAF não é uma tarefa fácil, em especial quando as mães não informam que ingeriram bebida alcoólica na gestação ou quando consideram que a ingestão de dose pequena nem precisaria ser mencionada aos médicos.</p>
<p>Quando uma pessoa com SAF apresenta sinais físicos, entre eles retardo de crescimento e peso, microcefalia, fissuras palpebrais estreitas, filtro nasal longo, sulco nasal liso e lábio superior fino, um médico especializado consegue fazer o diagnóstico de SAF, mesmo que não haja uma história clara de ingesta de álcool pela mãe quando gestante. Porém a maior parte dos indivíduos com SAF não apresenta estes sinais físicos, mas sim as consequências a médio e longo prazo sobre o comportamento e a inteligência.</p>
<p>Os sinais e sintomas da SAF são variados (‘espectro”), desde sinais sutis e inespecíficos, até óbitos fetais e quadros devastadores. Estão dentro do espectro das consequências da SAF muitos indivíduos com déficits intelectuais, com coeficiente de inteligência médio na faixa limítrofe, deficiências em diferentes componentes da função executiva e da atenção, deficiências no processamento de informações e no processamento numérico, deficiências no raciocínio espacial, na memória visual, na linguagem e nas funções motoras. Como se não bastassem tão amplas e severas consequências, recai sobre a mãe, os afetados e seus familiares a espada cruel da estigmatização.</p>
<p>Tendo a SAF ocorrido, é fundamental, ao invés de simplesmente “carimbar” o paciente com o diagnóstico de SAF, iniciar um processo amplo e multidisciplinar de intervenção precoce, no intuito de melhorar a performance cognitiva e comportamental do indivíduo, tentando o melhor ajuste possível dentro da família, na escola, e junto a sociedade.</p>
<h1>Quando as anomalias congênitas, incluindo a SAF, serão finalmente consideradas um problema de saúde pública prioritária no brasil?</h1>
<p>Há 20 anos, as Anomalias Congênitas passaram a ser a segunda maior causa de mortalidade infantil no Brasil. Desde 2015, as Anomalias Congênitas correspondem à principal causa de morte infantil nos estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste — com exceção de Minas Gerais e Goiás, onde ocupam o segundo lugar. No Norte já é a principal causa de mortalidade infantil em Amazonas e Rondônia, e segunda maior causa nos outros estados. No Nordeste já é a principal causa de mortalidade infantil em Pernambuco e Paraíba, e segunda maior causa nos outros estados.</p>
<p>Some-se as dificuldades de gestão da Saúde, culturais e diagnósticas, ao fato que dados epidemiológicos sobre a SAF e outras anomalias congênitas no Brasil são pouco confiáveis, e pode-se compreender que devem existir em nosso país muito mais casos de SAF do que se imagina. Um trabalho recente coordenado pela Médica Geneticista e pesquisadora Debora Gusmão Melo, demonstrou mais uma vez que no Brasil os riscos de SAF são alarmantes!</p>
<p>A pesquisadora e seu grupo entrevistaram 818 gestantes no município de São Carlos, localizado no centro geográfico do Estado de São Paulo. Aplicando um questionário para identificar o padrão de consumo alcoólico das mulheres, identificaram 7,3% das gestantes como consumidoras de álcool. No estudo de São Carlos, 107 gestantes convidadas recusaram-se a participar, o que representou uma frequência de não consentimento de 11,6%.</p>
<p>As recusas foram principalmente atribuídas a cansaço, dores relacionadas ao puerpério e ocupação com atividades maternas, no entanto, é possível que também tenham colaborado para uma menor prevalência de consumo de álcool na amostra investigada. As mulheres temem a falta de sigilo, o estigma do diagnóstico de alcoolista e até mesmo repercussões legais como a perda da guarda dos filhos. A pesquisa identificou que as mulheres mais susceptíveis ao consumo de álcool na gravidez são aquelas sem companheiro fixo.</p>
<p>Outros estudos realizados no Brasil, com diferentes metodologias e em outras localidades, estimam a frequência de consumo de álcool ainda maior, em torno de 10% a 40% das gestantes!</p>
<h1>A SAF é totalmente prevenível e considerada a principal causa de deficiência intelectual e comportamental em humanos!</h1>
<p>Como trata-se de uma condição totalmente evitável, e que já é considerada a principal causa de deficiência intelectual e comportamental em humanos, preveni-la, sem sombra de dúvida, seria a estratégia mais eficiente e menos cara, visto que por envolver atendimento médico, psicológico, social e ações legais, o cuidado com os indivíduos com SAF implica em custos muito elevados para o sistema de saúde, para as famílias e para a sociedade em geral.</p>
<p>A mensagem é clara: No que se refere a ingestão de álcool, não existe dose segura, nem momento de gestação seguro, ou tipo de bebida alcoólica segura durante a gravidez ou quando a mulher está tentando ficar grávida ou em idade reprodutiva sem uso de anticoncepção. Simples assim. Na dúvida, em prol do feto!</p>
<h1>O importante papel das sociedades de especialidades médicas e da mídia na educação em saúde no Brasil</h1>
<p>Cientes do grave problema de saúde pública que é a SAF, de que os gestores de Saúde ainda não conseguiram visualizar o tamanho deste problema, e de que ao contrário de outras drogas a ingestão de álcool é lícita no Brasil, várias Sociedades de Especialidades Médicas vem fazendo seu papel na luta contra a SAF, com brilhantismo e união.</p>
<p>A <strong>Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo</strong>, a <strong>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia</strong>, a <strong>Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong> e a <strong>Sociedade Brasileira de Pediatria</strong>, uniram forças e lançaram em parceria a segunda edição do livro “Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido”. O objetivo da publicação foi atualizar para os médicos de todo o Brasil as informações mais recentes sobre a SAF.</p>
<p>Para conscientizar a população sobre os riscos da ingestão de álcool durante a gravidez, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou um mês atrás uma série de vídeos informativos em alusão ao Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcóolica Fetal, lembrado em 9 de setembro.</p>
<p>A iniciativa faz parte da campanha “Gravidez Sem Álcool”, iniciada pela <strong>Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong> (SPSP) e promovida nacionalmente pela <strong>Sociedade Brasileira de Pediatria</strong>, desde 2017. Fundado em 1990, o SIAT ( Sistema Nacional de Informação sobre Agentes Teratogênicos) é um projeto público do Departamento de Genética e do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Presta atendimento de altíssima qualidade e confiabilidade, gratuito, tanto para a comunidade como para profissionais da área médica. O site gravidez-segura.org é mantido pelo SIAT, e a página sobre SAF pode ser acessada em http://gravidez-segura.org/alcool.php.</p>
<p>Já a <strong>Sociedade Brasileira de Genética Médica e Molecular</strong>, alerta e preocupadíssima com a mensagem subliminar errada que a cena da novela pode passar (“os efeitos de um “porre” em uma mulher grávida se encerram quando os efeitos do álcool cessam em quem ingeriu”), imediatamente lançou esta semana uma Nota de esclarecimento à população, em seu site e em suas redes sociais.</p>
<p>Os materiais educativos das Sociedades de Especialidades já foram e serão vistos e lidos por centenas, talvez milhares de pessoas. Porém a novela das 21 horas da Rede Globo é tradicionalmente o programa de maior Ibope na televisão brasileira. O capítulo no qual a gestante se embriagou foi visto por cerca de 26 milhões de pessoas em 9,3 milhões de lares…</p>
<p>“Segundo Sol” ainda tem quatro semanas para chegar ao fim. O último capítulo será exibido no dia 9 de novembro, e a Rede Globo ainda tem tempo de usar o seu enorme potencial de alcançar a casa de milhões de futuras gestantes, e passar a mensagem correta. Será que o filho da personagem “Rosa” vai nascer com a Síndrome Alcoólica Fetal e então milhões de brasileiros passarão a compreender o perigo da ingestão de álcool na gravidez? Ou será que o filho da personagem vai nascer saudável, sinalizando que a ingestão de bebida alcoólica na gestação é inócua? A novela logo acaba, mas no dia seguinte a vida real continua!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Visite o site da campanha: <a href="http://www.gravidezsemalcool.org.br/" target="_blank" rel="noopener">www.gravidezsemalcool.org.br</a>.</h2>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-965" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2015/09/saf-campanha.jpg" alt="sindrome alcoolica fetal" width="800" height="458" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido por Dr. Salmo Raskin para o portal da revista VEJA.</strong><br />
Link original: <a href="https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/alcool-e-gestacao-nada-a-ver-vamos-mudar-o-final-desta-novela/?fbclid=IwAR2PSxyHcyFTIDIqlpApvKaB10d6zvvsE5ZnWlTuL-JKavlVVEnT5zzmxxg">https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/alcool-e-gestacao-nada-a-ver-vamos-mudar-o-final-desta-novela/?fbclid=IwAR2PSxyHcyFTIDIqlpApvKaB10d6zvvsE5ZnWlTuL-JKavlVVEnT5zzmxxg</a></p>
<p>Dr. Salmo Raskin é diretor do Genetika, Centro de Aconselhamento e Laboratório de Genética, em Curitiba. Professor titular de Graduação e Pós-graduação da Universidade Positivo. Médico geneticista e pediatra, membro da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Molecular e da Sociedade Brasileira de Pediatria.</p>
<p>___<br />
Publicado em 18/10/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Médicos e grafiteiros juntos contra o consumo de álcool na gravidez</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/medicos-e-grafiteiros-juntos-contra-o-consumo-de-alcool-na-gravidez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 13:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O início da Primavera será marcado por um dia de conscientização sobre os riscos a que as crianças são expostas quando há ingestão de bebidas alcoólicas durante a gestação. Em 23 de setembro, a partir das 10h, a Câmara Municipal de São Paulo receberá uma ação da campanha #gravidezsemalcool, da Sociedade de Pediatria de São Paulo, cujo objetivo principal é alertar a comunidade e, em especial, as futuras mães a respeito de um problema que se agrava a cada ano: a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Pediatras e grafiteiros famosos estarão unidos a fim de transmitir conhecimento de forma lúdica, porém assertiva. Sob o mote “Gravidez sem álcool: trabalhando por um futuro melhor”, Binho Ribeiro, um dos pioneiros do street art na América Latina, ilustrará um mural de 9 metros quadrados. Binho, cujos desenhos espalham-se por quase todos os estados brasileiros e por diversos países do mundo, coordenará um grupo de mães grafiteiras, que o auxiliarão na elaboração da obra. Além de conferir o trabalho do renomado artista, os presentes poderão esclarecer todas as dúvidas acerca da Síndrome Alcoólica Fetal e dos riscos que a bebida alcoólica acarreta no desenvolvimento da criança, a curto e longo prazo. Médicos estarão à disposição da população, para orientação. Pesquisa inédita Reforçando o objetivo de tornar a Campanha uma multiplicadora de informações acerca da doença, também haverá panfletagem, com folders contendo dados fundamentais para compreender a SAF. Aliás, para dar dimensão ao problema, será divulgada pesquisa inédita, com entrevistas de 1115 médicos pré-natalistas, que traça um panorama sobre a posição dos profissionais e das pacientes quanto à Síndrome, revelando quantos sabem sobre a SAF e qual o percentual de gestantes que consomem bebidas alcoólicas. Movimentação política Os médicos irão participar de uma audiência com o presidente da Câmara, Antonio Donato (PT), para reivindicar a aprovação imediata do Projeto de Lei 33/2014, do vereador Gilberto Natalini (PV), que visa, por meio de campanha permanente, levar à população informação adequada quanto aos riscos da ingestão de bebida alcoólica durante a gestação. A campanha #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, conta com o apoio institucional da Marjan Farma e cooperação da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo SOGESP, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas. Sobre a SAF A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente, e perpetuam-se pelo resto da vida. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, mas as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, mundialmente, de 1 a 3 casos por mil nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção; entretanto, existem números de universos específicos. Para se ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz. “É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção”, diz a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Ségre, do Grupo de Prevenção dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”. Características O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta. “Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino, e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta Claudio Barsanti, presidente da SPSP. No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%). “Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima: o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição. Informações sobre o evento: Manhã de Grafite na Câmara Municipal de São Paulo Data: 23 de setembro Horário: 10h às 13h Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Freitas Nobre Endereço: Palácio Anchieta &#8211; Viaduto Jacareí, 100 &#8211; Bela Vista, São Paulo &#8211; SP ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 20/09/2016. photo credit: Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil. Salvar</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/medicos-e-grafiteiros-juntos-contra-o-consumo-de-alcool-na-gravidez/">Médicos e grafiteiros juntos contra o consumo de álcool na gravidez</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1379" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2016/09/GrafiteSAF-300x225.jpg" alt="grafitesaf" width="300" height="225" />O início da Primavera será marcado por um dia de conscientização sobre os riscos a que as crianças são expostas quando há ingestão de bebidas alcoólicas durante a gestação. Em 23 de setembro, a partir das 10h, a Câmara Municipal de São Paulo receberá uma ação da campanha #gravidezsemalcool, da Sociedade de Pediatria de São Paulo, cujo objetivo principal é alertar a comunidade e, em especial, as futuras mães a respeito de um problema que se agrava a cada ano: a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).</p>
<p>Pediatras e grafiteiros famosos estarão unidos a fim de transmitir conhecimento de forma lúdica, porém assertiva. Sob o mote “Gravidez sem álcool: trabalhando por um futuro melhor”, Binho Ribeiro, um dos pioneiros do <em>street art</em> na América Latina, ilustrará um mural de 9 metros quadrados. Binho, cujos desenhos espalham-se por quase todos os estados brasileiros e por diversos países do mundo, coordenará um grupo de mães grafiteiras, que o auxiliarão na elaboração da obra.</p>
<p>Além de conferir o trabalho do renomado artista, os presentes poderão esclarecer todas as dúvidas acerca da Síndrome Alcoólica Fetal e dos riscos que a bebida alcoólica acarreta no desenvolvimento da criança, a curto e longo prazo. Médicos estarão à disposição da população, para orientação.</p>
<p><strong>Pesquisa inédita</strong><br />
Reforçando o objetivo de tornar a Campanha uma multiplicadora de informações acerca da doença, também haverá panfletagem, com folders contendo dados fundamentais para compreender a SAF. Aliás, para dar dimensão ao problema, será divulgada pesquisa inédita, com entrevistas de 1115 médicos pré-natalistas, que traça um panorama sobre a posição dos profissionais e das pacientes quanto à Síndrome, revelando quantos sabem sobre a SAF e qual o percentual de gestantes que consomem bebidas alcoólicas.</p>
<p><strong>Movimentação política</strong><br />
Os médicos irão participar de uma audiência com o presidente da Câmara, Antonio Donato (PT), para reivindicar a aprovação imediata do Projeto de Lei 33/2014, do vereador Gilberto Natalini (PV), que visa, por meio de campanha permanente, levar à população informação adequada quanto aos riscos da ingestão de bebida alcoólica durante a gestação.</p>
<p>A campanha #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, conta com o apoio institucional da Marjan Farma e cooperação da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo SOGESP, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas.</p>
<p><strong>Sobre a SAF</strong><br />
A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente, e perpetuam-se pelo resto da vida. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, mas as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, mundialmente, de 1 a 3 casos por mil nascidos vivos.</p>
<p>No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção; entretanto, existem números de universos específicos. Para se ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.</p>
<p>“É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção”, diz a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Ségre, do Grupo de Prevenção dos Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”.</p>
<p><strong>Características</strong><br />
O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta.</p>
<p>“Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino, e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta Claudio Barsanti, presidente da SPSP.</p>
<p>No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%).</p>
<p>“Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima: o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição.</p>
<p>Informações sobre o evento:<br />
<strong>Manhã de Grafite na Câmara Municipal de São Paulo </strong><br />
Data: 23 de setembro<br />
Horário: 10h às 13h<br />
Local: Câmara Municipal de São Paulo – Auditório Freitas Nobre<br />
Endereço: Palácio Anchieta &#8211; Viaduto Jacareí, 100 &#8211; Bela Vista, São Paulo &#8211; SP</p>
<p>___<br />
<em>Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</em></p>
<p><em>Publicado em 20/09/2016.</em><br />
<em> photo credit:</em></p>
<p><em>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</em></p>
<p><em><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></em><br />
<em> Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</em></p>
<p><span style="border-radius: 2px; text-indent: 20px; width: auto; padding: 0px 4px 0px 0px; text-align: center; font: bold 11px/20px 'Helvetica Neue',Helvetica,sans-serif; color: #ffffff; background: #bd081c  no-repeat scroll 3px 50% / 14px 14px; position: absolute; opacity: 1; z-index: 8675309; display: none; cursor: pointer; top: 44px; left: 716px;">Salvar</span></p>
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		<title>28/09: caminhada contra a Síndrome Alcoólica Fetal</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/2809-caminhada-contra-a-sindrome-alcoolica-fetal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2014 14:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Álcool na gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome alcoólica fetal]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Entrega de sementes para reverenciar a vida e o início da Primavera, distribuição esculturas de balões em formato de flores, maquiagem para crianças são algumas das atrações da I Caminhada no Parque contra a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), em 28 de setembro, domingo, às 10h, no Villa-Lobos, zona oeste da capital paulista. A ideia é alertar a população paulista e brasileira sobre os malefícios da exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. São distúrbios que, revelados logo ao nascimento ou mais tardiamente, perpetuam-se pelo resto da vida, acarretando prejuízos físicos, psicológicos e ao sistema nervoso central. Médicos orientarão população A I Caminhada no Parque contra a SAF terá artistas com barrigas fake, além das grávidas de verdade que aderirem ao chamado. Juntamente com os milhares de frequentadores do Villa-Lobos, estarão engrossando o eco por tolerância zero ao álcool na gestação. Médicos especializados em ginecologia, obstetrícia e pediatria estarão em posição estratégica, na entrada principal do parque, orientando a comunidade sobre esse importante problema de saúde pública. Haverá também um mural enorme, com o símbolo e a hashtag da campanha, espaço em que as pessoas poderão deixar seu apoio à causa em adesivos em formato de flores. Os que assim o fizerem ganharão um frasco com terra e uma semente de flor com a mensagem &#8220;Plante esta ideia&#8221;. Toda essa ação integra campanha #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal recém-lançada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, de abrangência nacional, com apoio institucional da Marjan Farma, criação da agência Giusti Comunicação e apoio Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), Associação Paulista de Medicina, Associação Brasileira das Mulheres Médicas – Seção São Paulo e da Lindoya Verão, produtora de água mineral. Embaixadora da causa, Patricia Abravanel, filha do apresentador Silvio Santos, gravou um filme de alerta aos cidadãos, para ser exibido em rede nacional de televisão. Patricia, que acaba de dar à luz Pedro, seu primeiro filho, quer abrir ampla discussão sobre a gravidade dessa doença, sem cura e que pode ser evitada apenas na gestação. “É um assunto impactante e de interesse de toda população, independente de classe social. Poucos têm conhecimento sobre essa terrível síndrome. Só para se ter uma ideia, até mesmo um golinho supostamente inofensivo de álcool pode levar o bebê a nascer com a SAF. Em breve, todos conhecerão a campanha, que promete emocionar e informar mães e famílias de todo o País”. Sobre a SAF A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente e perpetuam-se pelo resto da vida. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, mas as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção. Entretanto, existem números de universos específicos. Para ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz. “É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Ségre, coordenadora do Grupo de prevenção dos efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”. Características O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta. “Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta Dra. Conceição. No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%). “A SAF é um problema que afeta toda a sociedade, não só na área de saúde, mas também na de segurança, por poder se manifestar como comportamento perverso”, comenta do Dr. Mário Roberto Hirschheimer, Presidente da SPSP. Diagnóstico e Tratamento Em São Paulo, o Grupo da SPSP, coordenado pela Dra. Conceição, cria ações para conscientizar os pediatras, com distribuição de material em eventos científicos, publicações disponíveis na internet aos associados da SPSP e cursos voltados para equipes multidisciplinares de capacitação para reconhecimento e condutas nesses casos. Nos Estados Unidos e Canadá, existe um teste que identifica produtos do álcool no mecônio ou cabelo do recém-nascido. É uma técnica de alto custo, que ainda não está disponível no Brasil. “Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima, o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição. Para saber mais sobre a campanha, acesse...</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/2809-caminhada-contra-a-sindrome-alcoolica-fetal/">28/09: caminhada contra a Síndrome Alcoólica Fetal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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<p>A ideia é alertar a população paulista e brasileira sobre os malefícios da exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica. Evidências médicas demonstram que um só gole pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. São distúrbios que, revelados logo ao nascimento ou mais tardiamente, perpetuam-se pelo resto da vida, acarretando prejuízos físicos, psicológicos e ao sistema nervoso central.</p>
<p><strong>Médicos orientarão população</strong></p>
<p>A <strong>I Caminhada no Parque contra a SAF</strong> terá artistas com barrigas fake, além das grávidas de verdade que aderirem ao chamado. Juntamente com os milhares de frequentadores do Villa-Lobos, estarão engrossando o eco por tolerância zero ao álcool na gestação. Médicos especializados em ginecologia, obstetrícia e pediatria estarão em posição estratégica, na entrada principal do parque, orientando a comunidade sobre esse importante problema de saúde pública.</p>
<p>Haverá também um mural enorme, com o símbolo e a hashtag da campanha, espaço em que as pessoas poderão deixar seu apoio à causa em adesivos em formato de flores. Os que assim o fizerem ganharão um frasco com terra e uma semente de flor com a mensagem &#8220;Plante esta ideia&#8221;.</p>
<p>Toda essa ação integra campanha #gravidezsemalcool contra a Síndrome Alcoólica Fetal recém-lançada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, de abrangência nacional, com apoio institucional da Marjan Farma, criação da agência Giusti Comunicação e apoio Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), Associação Paulista de Medicina, Associação Brasileira das Mulheres Médicas – Seção São Paulo e da Lindoya Verão, produtora de água mineral.</p>
<p>Embaixadora da causa, Patricia Abravanel, filha do apresentador Silvio Santos, gravou um filme de alerta aos cidadãos, para ser exibido em rede nacional de televisão. Patricia, que acaba de dar à luz Pedro, seu primeiro filho, quer abrir ampla discussão sobre a gravidade dessa doença, sem cura e que pode ser evitada apenas na gestação.</p>
<p>“É um assunto impactante e de interesse de toda população, independente de classe social. Poucos têm conhecimento sobre essa terrível síndrome. Só para se ter uma ideia, até mesmo um golinho supostamente inofensivo de álcool pode levar o bebê a nascer com a SAF. Em breve, todos conhecerão a campanha, que promete emocionar e informar mães e famílias de todo o País”.</p>
<p><strong>Sobre a SAF</strong></p>
<p>A exposição pré-natal a qualquer tipo e quantidade de bebida alcoólica pode acarretar problemas graves e irreversíveis ao bebê. Eles podem revelar-se logo ao nascimento ou mais tardiamente e perpetuam-se pelo resto da vida. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) apresenta diversas manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais, mas as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, no mundo, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil não há dados oficiais do que ocorre de norte a sul sobre a afecção. Entretanto, existem números de universos específicos. Para ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.</p>
<p>“É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Ségre, coordenadora do Grupo de prevenção dos efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”.</p>
<p><strong>Características</strong></p>
<p>O conjunto de efeitos decorrentes do consumo de álcool, em qualquer dosagem ou período da gravidez, é chamado de “espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool”, que inclui a SAF. A frequência dessas implicações varia conforme etnia, genética e até mesmo a quantidade ingerida. Isso não significa que todos os bebês expostos serão afetados, mas a probabilidade é alta. “Bebês com SAF têm alterações bastantes características na face, as chamadas dismorfias faciais. Além disso, faz parte do quadro o baixo peso ao nascer devido à restrição de crescimento intrauterino e o comprometimento do sistema nervoso central. Essas são as características básicas para o diagnóstico no período neonatal”, comenta Dra. Conceição.</p>
<p>No decorrer do desenvolvimento infantil, o dismorfismo facial atenua-se, o que dificulta o diagnóstico tardio. Permanece o retardo mental (QI médio varia de 60 a 70), problemas motores, de aprendizagem (principalmente matemática), memória, fala, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, entre outros. Adolescentes e adultos demonstram problemas de saúde mental em 95% dos casos, como pendências com a lei (60%); comportamento sexual inadequado (52%) e dificuldades com o emprego (70%). “A SAF é um problema que afeta toda a sociedade, não só na área de saúde, mas também na de segurança, por poder se manifestar como comportamento perverso”, comenta do Dr. Mário Roberto Hirschheimer, Presidente da SPSP.</p>
<p><strong>Diagnóstico e Tratamento</strong></p>
<p>Em São Paulo, o Grupo da SPSP, coordenado pela Dra. Conceição, cria ações para conscientizar os pediatras, com distribuição de material em eventos científicos, publicações disponíveis na internet aos associados da SPSP e cursos voltados para equipes multidisciplinares de capacitação para reconhecimento e condutas nesses casos.</p>
<p>Nos Estados Unidos e Canadá, existe um teste que identifica produtos do álcool no mecônio ou cabelo do recém-nascido. É uma técnica de alto custo, que ainda não está disponível no Brasil.</p>
<p>“Vale lembrar que os efeitos do álcool ocasionados pela ingestão materna de bebidas alcoólicas durante a gestação não têm cura, por isso vale a máxima, o quanto antes parar, melhor para o bebê, sua família e a sociedade. O diagnóstico precoce da doença e a instituição de tratamento multidisciplinar ainda na primeira infância podem abrandar suas manifestações”, completa a Dra. Conceição.</p>
<p>Para saber mais sobre a campanha, acesse o site <a href="http://www.gravidezsemalcool.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Gravidez sem Álcool</a> com informações úteis aos profissionais de saúde e a população em geral: <a href="http://www.gravidezsemalcool.org.br/" target="_blank" rel="noopener">www.gravidezsemalcool.org.br</a>.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 26/09/2014.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/2809-caminhada-contra-a-sindrome-alcoolica-fetal/">28/09: caminhada contra a Síndrome Alcoólica Fetal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Luta contra a Síndrome Alcoólica Fetal ganha hotsite especial</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/luta-contra-a-sindrome-alcoolica-fetal-ganha-hotsite-especial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2014 13:07:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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<p>A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) acaba de lançar uma importante ferramenta de atualização e pesquisa sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). O hotsite www.gravidezsemalcool.org.br é fonte de informações científicas e também de orientações ao público leigo, com dados fidedignos sobre a doença, descobertas recentes, materiais informativos para download e todas as novidades da campanha #gravidezsemalcool. Enfim, é uma ferramenta importantíssima para ampliar a consciência de todos os atores da comunidade sobre as graves consequências para os recém-nascidos da ingestão de bebidas alcoólicas na gestação. Na página, existe uma área para os educadores, em que está disponível uma cartilha com ferramentas para adaptação de ensino aos alunos portadores da síndrome. Ao público leigo, além dos esclarecimentos, é possível encontrar vídeos e entrevistas. Os profissionais de saúde também contarão com uma agenda de eventos, como simpósios e palestras, além de acesso a artigos científicos. Com o objetivo de alertar as mães e famílias de todo o Brasil, esta é uma das ações de combate à SAF, doença causada pela exposição pré-natal a qualquer tipo e dosagem de bebida alcoólica. Quem estrela o filme da campanha é a apresentadora Patrícia Abravanel, filha do empresário e apresentador Silvio Santos, que se tornou embaixadora da causa. Vale ressaltar que a ingestão de álcool durante a gravidez pode acarretar em doença grave, sem cura e com total possibilidade de prevenção apenas ao excluir o consumo da bebida. Os distúrbios relacionados, que podem surgir após o nascimento ou tardiamente, trazem severos prejuízos físicos, psicológicos e ao sistema nervoso central. Caminhada contra a SAF A campanha também traz outras vertentes, como peças para internet, TV Minuto e Elemídia. O desfecho deste esforço coletivo culmina em 28 de setembro, com a I Caminhada no Parque contra a Síndrome Alcoólica Fetal, no Parque Villa Lobos (São Paulo), a partir da 10h, com a presença de médicos para orientar os participantes. Na concentração, os participantes receberão sementes para reverenciar a vida e o início da Primavera, além de balões em formato de flores e maquiagem para as crianças. Médicos especialistas em Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria estarão na entrada principal do parque, orientando a comunidade sobre esse importante problema de saúde pública. Esta é uma iniciativa da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com apoio especial da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP) e institucional da Marjan Farma. Outras parceiras são a Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas-Seção São Paulo. A Criação é de Daniela Dahrouge e Bruno Vaz. A produção é da Iskool Filmes. Sobre a SAF A Síndrome Alcoólica Fetal pode apresentar uma série de manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais. Entretanto, as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, em todo o mundo, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos. No Brasil, não há dados oficiais sobre a afecção, somente números de universos específicos. Para ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% delas bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz. “É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre, coordenadora do Grupo de prevenção dos efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 18/09/2014. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2014/09/sitesaf.jpg" rel="prettyphoto[26920]"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-752" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2014/09/sitesaf.jpg?w=266" alt="SiteSAF" width="266" height="300" /></a>A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) acaba de lançar uma importante ferramenta de atualização e pesquisa sobre a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). O hotsite <a href="http://www.gravidezsemalcool.org.br" target="_blank" rel="noopener">www.gravidezsemalcool.org.br</a> é fonte de informações científicas e também de orientações ao público leigo, com dados fidedignos sobre a doença, descobertas recentes, materiais informativos para download e todas as novidades da campanha <strong>#gravidezsemalcool</strong>. Enfim, é uma ferramenta importantíssima para ampliar a consciência de todos os atores da comunidade sobre as graves consequências para os recém-nascidos da ingestão de bebidas alcoólicas na gestação.</p>
<p>Na página, existe uma área para os educadores, em que está disponível uma cartilha com ferramentas para adaptação de ensino aos alunos portadores da síndrome. Ao público leigo, além dos esclarecimentos, é possível encontrar vídeos e entrevistas. Os profissionais de saúde também contarão com uma agenda de eventos, como simpósios e palestras, além de acesso a artigos científicos.</p>
<p>Com o objetivo de alertar as mães e famílias de todo o Brasil, esta é uma das ações de combate à SAF, doença causada pela exposição pré-natal a qualquer tipo e dosagem de bebida alcoólica. Quem estrela o filme da campanha é a apresentadora Patrícia Abravanel, filha do empresário e apresentador Silvio Santos, que se tornou embaixadora da causa.</p>
<p>Vale ressaltar que a ingestão de álcool durante a gravidez pode acarretar em doença grave, sem cura e com total possibilidade de prevenção apenas ao excluir o consumo da bebida. Os distúrbios relacionados, que podem surgir após o nascimento ou tardiamente, trazem severos prejuízos físicos, psicológicos e ao sistema nervoso central.</p>
<p><strong>Caminhada contra a SAF</strong></p>
<p>A campanha também traz outras vertentes, como peças para internet, TV Minuto e Elemídia. O desfecho deste esforço coletivo culmina em 28 de setembro, com a <strong>I Caminhada no Parque contra a Síndrome Alcoólica Fetal</strong>, no Parque Villa Lobos (São Paulo), a partir da 10h, com a presença de médicos para orientar os participantes.</p>
<p>Na concentração, os participantes receberão sementes para reverenciar a vida e o início da Primavera, além de balões em formato de flores e maquiagem para as crianças. Médicos especialistas em Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria estarão na entrada principal do parque, orientando a comunidade sobre esse importante problema de saúde pública.</p>
<p>Esta é uma iniciativa da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com apoio especial da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP) e institucional da Marjan Farma. Outras parceiras são a Sociedade Brasileira de Pediatria, Associação Paulista de Medicina e Associação Brasileira das Mulheres Médicas-Seção São Paulo. A Criação é de Daniela Dahrouge e Bruno Vaz. A produção é da Iskool Filmes.</p>
<p><strong>Sobre a SAF</strong></p>
<p>A Síndrome Alcoólica Fetal pode apresentar uma série de manifestações, desde malformações congênitas faciais, neurológicas, cardíacas e renais. Entretanto, as alterações comportamentais estão sempre presentes. Contabiliza, em todo o mundo, de 1 a 3 casos por 1000 nascidos vivos.</p>
<p>No Brasil, não há dados oficiais sobre a afecção, somente números de universos específicos. Para ter uma ideia, no Hospital Cachoeirinha, um estudo com 2 mil futuras mamães apontou que 33% delas bebiam mesmo esperando um bebê. O mais grave: 22% consumiram álcool até o dia de dar à luz.</p>
<p>“É fundamental ressaltar que o melhor caminho é realmente a prevenção” completa a Dra. Conceição Aparecida de Mattos Segre, coordenadora do Grupo de prevenção dos efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Não há qualquer comprovação de uma quantidade segura de bebida alcoólica que proteja a criança de qualquer risco. Neste caso, a gestante ou a mulher que pretende engravidar deve optar por tolerância zero à bebida alcoólica”.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 18/09/2014.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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