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	<title>Arquivos Amamentação - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Amamentação - SPSP</title>
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		<title>A jornada da amamentação e o papel do odontopediatra</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-jornada-da-amamentacao-e-o-papel-do-odontopediatra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 11:53:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A amamentação é uma jornada única e desafiadora, cheia de aprendizados para a mãe e para o bebê. O recém-nascido, mesmo que tenha nascido a termo, ainda está desenvolvendo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Amamentacao-Anquiloglossia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A amamentação é uma jornada única e desafiadora, cheia de aprendizados para a mãe e para o bebê. O recém-nascido, mesmo que tenha nascido a termo, ainda está desenvolvendo a coordenação complexa de sugar, deglutir e respirar. Essa habilidade, que é essencial para extrair o leite, é aprendida e aprimorada a cada mamada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos primeiros três meses, o aprendizado da amamentação passa por uma autorregulação. O bebê se adapta para coordenar a sucção e a deglutição, enquanto o corpo da mãe se ajusta para produzir leite de forma constante. Esse período nem sempre é simples, mas um manejo adequado da amamentação pode fazer toda a diferença. Dificuldades como a pega incorreta podem causar dor e ferimentos na mãe, podendo levar a um desmame precoce.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, as dificuldades na amamentação podem estar relacionadas a problemas na cavidade oral do bebê. É aí que o <strong>odontopediatra</strong> se torna um aliado na equipe que atende a família, diagnosticando e tratando condições como:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Lesões na cavidade oral</li>
<li>Pouca abertura de boca, retrognatia mandibular (situação quando a mandíbula está posicionada mais para trás do que o normal, podendo resultar em recuo do queixo)</li>
<li>Dentes natais (presentes ao nascer) ou neonatais (que aparecem no primeiro mês de vida)</li>
<li>Anquiloglossia (a famosa &#8220;língua presa&#8221;), que limita os movimentos da língua, e outros freios orais que podem estar alterados e impactando na movimentação local.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Anquiloglossia: a “língua presa”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A anquiloglossia é um dos desafios de amamentação mais discutidos. O diagnóstico é complexo e deve ser feito por uma <strong>equipe transdisciplinar</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É crucial que o <strong>pediatra</strong> avalie o bebê, para que possa ser realizada qualquer intervenção, até mesmo uma simples manipulação.</p>
<p style="text-align: justify;">O bebê é um paciente que deve ser considerado especial e, portanto, cuidados específicos devem ser tomados, como evitar excesso de manipulação, dor, etc., que possam causar estresse ao bebê e desorganizar o aprendizado de funções básicas!</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não exista consenso na literatura, muitos estudos e a prática clínica têm demonstrado que a liberação do freio lingual pode melhorar a pega do seio materno pelo bebê e a dor da mãe durante as mamadas. Em casos de dúvida, uma abordagem conservadora, com acompanhamento e suporte contínuos, é a mais indicada, conforme a Nota Técnica 52/2023 do Ministério da Saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A importância do acompanhamento multidisciplinar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A língua é um órgão composto por vários músculos, que precisam trabalhar em equilíbrio e harmonia. A anquiloglossia pode afetar o desenvolvimento da língua na forma e função e, por isso, mesmo após a cirurgia de liberação do freio, o acompanhamento com um <strong>fonoaudiólogo</strong> é essencial. Esse profissional auxilia na reabilitação muscular e da mamada, garantindo que a língua ganhe a forma e função necessárias e a dupla mãe-bebê alcance uma amamentação eficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada família é singular e o diagnóstico e plano de tratamento devem ser personalizados. É fundamental evitar o <strong>sobretratamento</strong> (procedimentos cirúrgicos desnecessários), quanto o <strong>subdiagnóstico</strong> e o <strong>subtratamento</strong> (falha em identificar e tratar problemas reais), que podem prejudicar o crescimento e desenvolvimento do bebê!</p>
<p style="text-align: justify;">Atender uma família nesse momento vulnerável exige conhecimento, empatia e, acima de tudo, uma abordagem cuidadosa, criteriosa e transdisciplinar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Adriana Cátia Mazzoni<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Oral da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong style="font-size: revert; color: initial;">Colaboradoras:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Cristina Giovannetti Del Conte<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Mary Odete da Silva<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Sylvia Lavínia Ferreira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos de Saúde Oral da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>A 34ª Semana Mundial de Aleitamento Materno abre o 9º Agosto Dourado</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-34a-semana-mundial-de-aleitamento-materno-abre-o-9o-agosto-dourado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 15:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Chegamos à 34ª SMAM – Semana Mundial de Aleitamento Materno, que começou a ser celebrada em 1992.  O Brasil não participou da</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Mterno-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos à 34ª SMAM – Semana Mundial de Aleitamento Materno, que começou a ser celebrada em 1992.  O Brasil não participou da primeira semana por não ter sido comunicado a tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o mês de AGOSTO, que é <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13435.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%2013.435%2C%20DE%2012%20DE%20ABRIL%20DE%202017.&amp;text=Institui%20o%20m%C3%AAs%20de%20agosto,o%20M%C3%AAs%20do%20Aleitamento%20Materno.">DOURADO desde 2017</a>, representa uma ampliação das oportunidades de programações que vão além da primeira semana (1 a 7 de agosto).</p>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, a WABA – <em>World Alliance for Breastfeeding Action</em> (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) – analisa a situação da amamentação no mundo e define um tema a ser abordado e desenvolvido.</p>
<p style="text-align: justify;">Já foram temas da Semana Mundial a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC &#8211; o primeiro, em 1992), a mulher trabalhadora, amamentação na primeira hora de vida, o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno. Alguns deles foram levantados e discutidos, mais de uma vez, como a ecologia e a sustentabilidade:</p>
<p style="text-align: justify;">1997 – Amamentar é um ato ecológico.</p>
<p style="text-align: justify;">2016 – Presente saudável. Futuro sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;">2020 – Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, em 2025, impulsionados por questões climáticas e abordando redes de apoio sustentáveis, retomamos essas temáticas anteriores. O tema que será privilegiado no Brasil é:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Priorize a amamentação. Crie Redes de Apoio Sustentáveis”. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O <em>Action Folder</em> (Plano de Ação) da WABA propõe, inicialmente, quatro ações fundamentais:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Informar </strong>as pessoas sobre seu papel na criação de ambientes sustentáveis e de apoio à amamentação;</li>
<li><strong>Promover </strong>ações que criem sistemas de apoio à amamentação, contribuindo para um ambiente sustentável;</li>
<li><strong>Consolidar</strong> o apoio contínuo à amamentação como um componente vital para criar um ambiente sustentável;</li>
<li><strong>Interagir </strong>com indivíduos e organizações visando melhorar a colaboração e o apoio à amamentação.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Segundo o documento<em> Action Folder:</em></p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Um sistema de apoio à amamentação sustentável é uma abordagem de toda a sociedade que garanta que cada mãe tenha o apoio, o ambiente e os recursos para amamentar com sucesso, desde o parto até os dois primeiros anos de vida da criança ou mais</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">A sustentabilidade é um conceito que vai além, mas inclui o tempo, a duração.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, a proposta é que esse apoio à amamentação comece no pré-natal, prossiga na maternidade e após a alta, até dois anos ou mais (período recomendado pela Organização Mundial da Saúde – OMS) para o aleitamento materno, sendo exclusivo nos primeiros seis meses), através de orientação de uma equipe multiprofissional capacitada.</p>
<p style="text-align: justify;">Através desse suporte contínuo, inclusivo, sem limites geográficos, sociais, econômicos, raciais, as mães que amamentam poderão superar desafios como a volta ao trabalho, o marketing antiético que bombardeia as famílias com desinformação e as “<em>fake news</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o <em>Action Folder</em>: “Uma cadeia acolhedora e contínua de apoio à amamentação.”</p>
<p style="text-align: justify;">E, como já demonstrado em outras SMAM, e reafirmado nesta, é fundamental que tenhamos como propostas de ações:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Implementação de Políticas e Monitoramento</strong>;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Sistema de Saúde Integrado</strong>;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Ampliação do Apoio à Amamentação no Local de Trabalho</strong>;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Promoção de Normas Sociais em Toda a Sociedade e em Todas as Gerações</strong>;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Empoderamento das Comunidades para Garantir Acesso Local</strong>;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Sustentabilidade Ambiental e Climática, Conectando a Amamentação à Saúde do Planeta.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essas movimentações conjuntas, mesmo a longo prazo, visam criar possibilidades de continuidade para beneficiar os bebês (lactentes), as mães (lactantes), as famílias, a sociedade, protegendo o meio ambiente. Afinal, amamentar é um direito de mães e bebês.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas as chances de sucesso aumentam quando se associam legislação e políticas públicas e em locais de trabalho, um sistema de saúde preparado, recursos e grupos na comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar que o aleitamento materno deve ser abordado como tema e com ações diárias, durante o ano todo. A Semana Mundial e o Agosto Dourado são apenas oportunidades de impulsionar e consolidar o aleitamento materno no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Moises Chencinski<br />Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agosto Dourado &#8211; Juntos Pela Amamentação</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/campanha-agosto-dourado-juntos-pela-amamentacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[_Notícias - Home]]></category>
		<category><![CDATA[Campanhas Home Site]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto]]></category>
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		<category><![CDATA[Amamentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/campanha_agosto_bannerGG-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/campanha_agosto_bannerGG-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/campanha_agosto_bannerGG-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Texto divulgado em&#160;01/08/2024 A campanha&#160;Agosto Dourado: juntos pela amamentação&#160;tem por objetivo sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a importância do aleitamento materno. Esta é mais uma ação da SPSP a fim de promover e apoiar esse ato de amor e saúde para que a amamentação seja reconhecida como fundamental para o desenvolvimento infantil. “Entre as campanhas da SPSP, certamente não poderíamos deixar de contemplar o tema amamentação, tendo em vista os inúmeros benefícios que o aleitamento materno proporciona às crianças, não somente na primeira fase da vida, mas também para a saúde futura, uma vez que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem seus riscos reduzidos graças ao ato de amamentar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida e a SPSP abraça esse propósito, visando, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada. Além disso, anualmente a WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que em 2024 é&#160;“Closing the gap: breastfeeding support for all”&#160;(na tradução livre “Amamentação: Apoio em todas as situações”). Dessa forma, a&#160;campanha&#160;Agosto&#160;Dourado procurará alinhar sua programação com o tema escolhido para a SMAM em prol do incentivo à prática do aleitamento materno.” Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) “A campanha Agosto Dourado é uma ação que visa divulgar a importância do aleitamento materno, prática que traz inúmeras vantagens para a saúde tanto do bebê como da mãe. A WABA (Word Alliance for Breastfeeding Action) é uma rede global de indivíduos e organizações dedicadas à proteção, promoção e apoio à amamentação em todo o mundo, e a IBFAN Brasil luta por um mundo sem pressões comerciais, para que as mulheres possam tomar decisões informadas quanto à alimentação infantil de forma adequada; estas duas organizações trazem como tema deste ano, no Agosto Dourado, o Apoio da amamentação em todas as situações, no intuito de reduzir as desigualdades. Inúmeras são as situações em que as mães e os bebês precisam de apoio, como por exemplo as mulheres em trabalho formal e informal na volta ao trabalho, as mães de prematuros, nas crises climáticas, nas diferenças de gênero e raça, entre várias outras. Ao intervirmos no prolongamento da amamentação, fortalecemos a saúde e aumentamos a sobrevivência de mães e crianças, além de promovermos uma melhora do meio ambiente, que ficará mais livre de resíduos e substâncias tóxicas.” Rosângela Gomes dos Santos, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP e coordenadora da Campanha Agosto Dourado: juntos pela amamentação Organização: Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-agosto-dourado-juntos-pela-amamentacao/">Agosto Dourado &#8211; Juntos Pela Amamentação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/campanha_agosto_bannerGG-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/campanha_agosto_bannerGG-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/campanha_agosto_bannerGG-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p class="wp-block-paragraph">Texto divulgado em&nbsp;01/08/2024</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha&nbsp;<em>Agosto Dourado: juntos pela amamentação</em>&nbsp;tem por objetivo sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a importância do aleitamento materno. Esta é mais uma ação da SPSP a fim de promover e apoiar esse ato de amor e saúde para que a amamentação seja reconhecida como fundamental para o desenvolvimento infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Entre as campanhas da SPSP, certamente não poderíamos deixar de contemplar o tema amamentação, tendo em vista os inúmeros benefícios que o aleitamento materno proporciona às crianças, não somente na primeira fase da vida, mas também para a saúde futura, uma vez que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem seus riscos reduzidos graças ao ato de amamentar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) traçou como meta alcançar o ano de 2025 com pelo menos 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses de vida e a SPSP abraça esse propósito, visando, inclusive, contribuir para que essa meta seja superada. Além disso, anualmente a WABA (<em>World Alliance for Breastfeeding Action</em>) define o slogan da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que em 2024 é&nbsp;<em>“Closing the gap: breastfeeding support for all”</em>&nbsp;(na tradução livre “Amamentação: Apoio em todas as situações”). Dessa forma, a&nbsp;campanha&nbsp;Agosto&nbsp;Dourado procurará alinhar sua programação com o tema escolhido para a SMAM em prol do incentivo à prática do aleitamento materno.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A campanha Agosto Dourado é uma ação que visa divulgar a importância do aleitamento materno, prática que traz inúmeras vantagens para a saúde tanto do bebê como da mãe. A WABA (<em>Word Alliance for Breastfeeding Action</em>) é uma rede global de indivíduos e organizações dedicadas à proteção, promoção e apoio à amamentação em todo o mundo, e a IBFAN Brasil luta por um mundo sem pressões comerciais, para que as mulheres possam tomar decisões informadas quanto à alimentação infantil de forma adequada; estas duas organizações trazem como tema deste ano, no Agosto Dourado, o Apoio da amamentação em todas as situações, no intuito de reduzir as desigualdades. Inúmeras são as situações em que as mães e os bebês precisam de apoio, como por exemplo as mulheres em trabalho formal e informal na volta ao trabalho, as mães de prematuros, nas crises climáticas, nas diferenças de gênero e raça, entre várias outras. Ao intervirmos no prolongamento da amamentação, fortalecemos a saúde e aumentamos a sobrevivência de mães e crianças, além de promovermos uma melhora do meio ambiente, que ficará mais livre de resíduos e substâncias tóxicas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Rosângela Gomes dos Santos, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP e coordenadora da Campanha Agosto Dourado: juntos pela amamentação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Organização: Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Campanha Agosto Dourado, Juntos pela Amamentação" width="980" height="551" src="https://www.youtube.com/embed/2XgNG5h6tGc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Você sabia que existe uma Semana Mundial de Aleitamento Materno?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/voce-sabia-que-existe-uma-semana-mundial-de-aleitamento-materno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2023 19:16:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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<p>Em 2023 celebramos a 32ª Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que acontece entre os dias 1º e 7 de agosto e tem como tema: “APOIE</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-amamentacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-amamentacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-amamentacao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 2023 celebramos a 32ª Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que acontece entre os dias 1º e 7 de agosto e tem como tema: <strong>“APOIE A AMAMENTAÇÃO. FAÇA A DIFERENÇA PARA MÃES E PAIS QUE TRABALHAM”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a lei federal nº 13.435/17 institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno, criando assim o <strong>AGOSTO DOURADO </strong>(o leite materno é considerado o <strong><em>padrão ouro</em></strong> da alimentação infantil), desde 2017.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto de partida para a criação da SMAM foi uma reunião (&#8220;<em>Amamentação na década de 1990: uma Iniciativa Global</em>&#8220;), realizada em Florença, na Itália, de 30 de julho a 1º de agosto de 1990, no <em>Spedale degli Innocenti </em>(Hospital dos Inocentes), com a presença de formuladores de políticas da OMS/UNICEF, copatrocinada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (A.I.D.) e a Autoridade Internacional de Desenvolvimento da Suécia (SIDA), com uma proposta de ações até 1995.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado desse encontro foi a Declaração de Innocenti, assinada por 40 representantes de 30 países, do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), OMS, FAO (Organização para Alimentação e Agricultura), do Banco Mundial e outras instituições.</p>
<p style="text-align: justify;">Em fevereiro de 1991 foi criada a WABA (<em>World Alliance for Breastfeeding Action</em>), em uma reunião de ONGs (IBFAN, La Leche League, ILCA, ABM, entre outras), com a ideia inicial de celebrar um dia (1º de agosto, pela data da assinatura da Declaração de Innocenti), para reforçar a importância do aleitamento materno e discutir formas de implementar a sua prática de forma ampla. Assim, o que começou com um dia (1º de agosto), passou a uma semana em 1992 e, no Brasil, desde 2017, tem um mês (agosto) dedicado à proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, a WABA estabelece um tema a ser trabalhado mundialmente, cria um slogan e uma proposta de ações para que cada país aplique dentro de sua cultura, suas características sociais e econômicas, mas sempre com a intenção de proteger, promover e apoiar a amamentação. Assim, a 1ª SMAM foi oficializada em 1992, com o tema: “Iniciativa Hospitais Amigos da Criança”.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se fala sobre a Declaração de Innocenti, mas a imensa maioria dos profissionais de saúde materno-infantil desconhece o seu teor. Esse documento de 1990 traz, já na sua essência, grande parte das propostas que se discutem ano após ano, incluindo a de 2023 sobre as condições de trabalho para as mães, especialmente quando voltam de sua licença-maternidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos foram os temas das Semanas Mundiais definidos pela WABA, desde a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (1992 e 2010), passando pelos direitos da mulher no trabalho (1993, 2015 e agora em 2023), pelo Código Internacional de Substitutos do Leite Materno (1994 e 2006) e por questões a respeito da era da informação, rede de apoio, saúde materno-infantil, aleitamento materno na primeira hora de vida, exclusivo até o sexto mês e a introdução de novos alimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, ano a ano, se levanta uma nova frente de resistência e de luta, mas sem que se deixem de lado as temáticas anteriores. Vale ressaltar que o aleitamento materno aparece como coadjuvante e parceiro em outras datas representativas durante o ano, como no OUTUBRO ROSA, de prevenção ao câncer de mama, pela proteção conferida através do leite humano. O NOVEMBRO ROXO, mês dedicado à prematuridade, também reforça a importância do leite humano como melhor forma de nutrição para diminuir os quadros de doenças e oferecer maior chance de alta mais precoce para as díades mães-bebês. Em 19 de maio celebra-se o Dia Nacional e Mundial de Doação de Leite Humano, destacando a importância da nossa Rede de Bancos de Leite Humano, a maior do mundo, que inclusive exporta tecnologia para muitos países. “<em>Um pequeno gesto pode alimentar um grande sonho: Doe leite materno</em>”. Esse foi o tema oficial da campanha deste ano.</p>
<p style="text-align: justify;">O Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo lançou um e-book: “30 anos de história da Semana Mundial de Aleitamento Materno”. Nesse documento, estão os temas de cada ano, com uma explicação sobre as ações propostas pela WABA e aplicadas no Brasil desde 1991, sobre o início da caminhada, até 2021, com a 30ª SMAM.</p>
<p>“<em>A amamentação é um processo único que:</em></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><em> fornece nutrição ideal para bebês e contribui para seu crescimento e desenvolvimento saudáveis;</em></li>
<li><em> reduz a incidência e gravidade de doenças infecciosas, diminuindo assim a morbimortalidade infantil;</em></li>
<li style="text-align: justify;"><em> contribui para a saúde da mulher, ao reduzir o risco de câncer de mama e ovário, ao aumentar o espaçamento entre as gestações;</em></li>
<li><em> fornece benefícios sociais e econômicos para a família e a nação;</em></li>
<li><em> proporciona à maioria das mulheres uma sensação de satisfação quando realizada com sucesso.</em></li>
</ul>
<p><em> </em></p>
<p><em>Pesquisas recentes descobriram que:</em></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><em> esses benefícios aumentam com o aumento da exclusividade da amamentação durante os primeiros seis meses de vida e, posteriormente, com o aumento da duração da amamentação com alimentos complementares; </em></li>
<li style="text-align: justify;"><em> as intervenções do programa podem resultar em mudanças positivas no comportamento da amamentação. </em></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Como meta global para a saúde e nutrição materno-infantil ideais, todas as mulheres devem poder praticar a amamentação exclusiva e todos os bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno desde o nascimento até os 4-6 meses de idade. Depois disso, as crianças devem continuar a ser amamentadas, até dois anos de idade ou mais, e receber alimentos complementares apropriados e adequados. Esse ideal de alimentação infantil deve ser alcançado criando um ambiente apropriado de conscientização e apoio para que as mulheres possam amamentar dessa maneira</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Esses são alguns trechos da Declaração de Innocenti sobre a proteção, promoção e apoio à amamentação (vale a leitura na íntegra), que trazem informações interessantes sobre o aleitamento materno, o leite humano e as propostas para a compreensão dos desafios que as mães superam quando querem amamentar seus filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">E essa é uma responsabilidade de todos nós, governo e suas políticas públicas; empresas e licenças maternidade e paternidade, com salas de apoio à amamentação; da sociedade, sem preconceitos; das mídias e das redes sociais, com informação científica ética, atualizada e sem <em>fake news</em>; das escolas, desde o fundamental até as universidades, com educação continuada sobre o tema; dos profissionais de saúde materno-infantil, com estudos constantes, prática ética, sem conflitos de interesse; da família e redes de apoio, permitindo que a díade mãe-bebê se beneficie do padrão ouro da alimentação infantil.</p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Moises Chencinski<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
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		<title>19 de maio &#8211; Dia Nacional e Mundial de Doação de Leite Humano</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/19-de-maio-dia-nacional-e-mundial-de-doacao-de-leite-humano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 19:35:41 +0000</pubDate>
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<p>O Brasil, segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI- 2019), é considerado uma referência para o aleitamento materno, porque desde</p>
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<p style="text-align: justify;">O Brasil, segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI- 2019), é considerado uma referência para o aleitamento materno, porque desde a década de 1980 várias ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, com a participação dos governos, sociedade civil e organizações não governamentais, contribuíram para aumentar a duração mediana do aleitamento, de três meses, nos anos 1970, para mais de um ano (16 meses).</p>
<p style="text-align: justify;">A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH) tem como principal missão a promoção, a proteção e o apoio ao aleitamento materno, à saúde da mulher e da criança, bem como a mobilização pela doação de leite humano. Este ano, com a frase “UM PEQUENO GESTO PODE ALIMENTAR UM GRANDE SONHO: DOE LEITE”, os Bancos de Leite Humano (BLH) do Brasil querem aumentar a captação de leite humano para beneficiar mais prematuros.</p>
<p style="text-align: justify;">A produção excessiva de leite materno e dificuldades na amamentação estão entre os relatos mais frequentes das mulheres que procuram ajuda nos bancos de leite. Nestes casos, após terem recebido auxílio, muitas mulheres optam por ajudar a salvar vidas. Qualquer volume é importante, um litro de leite doado pode alimentar 10 recém-nascidos internados nas unidades neonatais por dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela legislação RDC 171, que regulamenta a Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, a doadora, além do excesso de produção de leite, deve ser saudável, não fumar ou usar bebidas alcoólicas, não apresentar doenças infectocontagiosas, não usar drogas e medicamentos que impossibilitem a doação de leite.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo leite doado passa pelo processo de coleta, é analisado no BLH, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado a uma criança prematura internada em uma unidade neonatal, conforme rege a legislação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer ser uma doadora de leite? Acesse o site da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano/FIOCRUZ, escolha a região e o Estado onde você reside, faça contato telefônico com o BLH mais próximo de sua residência, que lhe dará todas as informações necessárias. Não se preocupe com ter que levar o leite extraído, porque será retirado em sua residência.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a doação, não faltará leite para o seu filho, porque a produção de leite humano obedece à lei da demanda, ou seja, quanto mais leite é retirado (para doação ou sugado pelo seu bebê), mais leite será produzido. Tenha certeza de que os prematuros agradecem!</p>
<p>A Sociedade de Pediatria de São Paulo apoia esta campanha e incentiva todas as mulheres a amamentar.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Rosângela Gomes dos Santos<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>SMAM 2022: Fortalecer a Amamentação. Educando e Apoiando</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/smam-2022-fortalecer-a-amamentacao-educando-e-apoiando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 13:12:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_144759849_szeyuen-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_144759849_szeyuen-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_144759849_szeyuen-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) foi criada em 1992, pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_144759849_szeyuen-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_144759849_szeyuen-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_144759849_szeyuen-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) foi criada em 1992, pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno), para promover as metas da Declaração de Innocenti<sup>1</sup>. A SMAM ocorre entre 1 e 7 de agosto em cerca de 170 países<sup>1</sup> e é uma importante estratégia de promoção da amamentação<sup>2</sup>, alinhada aos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização Mundial de Saúde (OMS)<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">A 31ª SMAM tem quatro objetivos principais: informar pessoas sobre o seu papel fortalecendo a cadeia de calor da amamentação, vincular amamentação como parte de boa nutrição, segurança alimentar e redução das desigualdades, engajar pessoas e organizações ao longo da cadeia de calor para amamentação e estimular ação de fortalecimento da capacidade de protagonistas e sistemas para a mudança transformacional<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">O leite materno é o alimento padrão-ouro na alimentação infantil, recomendado exclusivamente até os seis meses de vida e, com outros alimentos, até os dois anos ou mais. Previne infecções e alergias, aumenta o vínculo entre a mãe e o bebê e garante a segurança alimentar do bebê e da família<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">A pandemia da COVID-19 e os conflitos geopolíticos pioraram as desigualdades sociais, a insegurança alimentar, o atendimento dos sistemas de saúde, o marketing abusivo da indústria alimentícia e as famílias ficaram sem rede de apoio devido ao distanciamento social<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">A amamentação tem desafios e exige apoio em diversos momentos. No pré-natal, os pais precisam ser preparados com aconselhamento em amamentação. Durante o trabalho de parto e o nascimento, cuidados amigos da mãe e Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) são decisivos para o sucesso inicial e a continuidade da amamentação. Em casa, a mãe necessita de cuidados pós-parto e os pais necessitam de ajuda prática e aconselhamento em aleitamento materno nas primeiras seis semanas de vida do bebê. Nos primeiros dois anos, cuidados contínuos podem evitar queda das taxas de aleitamento materno exclusivo e amamentação continuada, no retorno ao trabalho, nas práticas abusivas de marketing da indústria de substitutos de leite materno (SLM), como fórmulas e bicos. Em circunstâncias especiais (bebê prematuro, pequeno para a idade gestacional, em risco de hipoglicemia, separado da mãe, mãe diabética, com contraindicação à amamentação, impossibilitada de amamentar) e em emergências, a ordem de preferência deve ser leite extraído da mãe, leite pasteurizado de doadora saudável ou SLM oferecido em copinho ou xícara<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">A cadeia de calor é formada por protagonistas dos sistemas de saúde e protagonistas da comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Protagonistas dos sistemas de saúde devem receber educação baseada em evidências e treinamentos em cuidados amigos da mãe, IHAC, Mãe Canguru, aconselhamento em amamentação, Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) no Brasil<sup>2</sup>.</p>
<p style="text-align: justify;">Protagonistas da comunidade devem participar de campanhas para proteger, promover e apoiar a amamentação como a SMAM. Em colaboração com os protagonistas da saúde, eles devem denunciar as táticas nocivas da indústria de SLM e apoiar as mulheres a amamentar<sup>2</sup>.</p>
<p>Referências</p>
<ol>
<li><a href="http://worldbreastfeedingweek.net/webpages/1994.html">http://worldbreastfeedingweek.net/webpages/1994.html</a></li>
<li><a href="https://worldbreastfeedingweek.org/2022/wp-content/uploads/2022/06/SMAM%202022-%20Folder%20de%20A%C3%A7%C3%A3o-PT-BR.pdf">https://worldbreastfeedingweek.org/2022/wp-content/uploads/2022/06/SMAM%202022-%20Folder%20de%20A%C3%A7%C3%A3o-PT-BR.pdf</a></li>
</ol>
<p><strong>Relator: Mirela Leite Rozza<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP</strong></p>
<p>szeyuen | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://depositphotos.com&amp;source=gmail&amp;ust=1659439260083000&amp;usg=AOvVaw0GGSs140QL3uuBSPolXSco">depositphotos.com</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Semana Mundial de Aleitamento Materno 2022</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/semana-mundial-de-aleitamento-materno-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 12:21:32 +0000</pubDate>
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<p>Na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), temos a oportunidade de conversar e refletir sobre alguns aspectos da amamentação. Nesse ano o tema é: Fortalecer a amamenta</p>
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<p style="text-align: justify;">Na Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), temos a oportunidade de conversar e refletir sobre alguns aspectos da amamentação. Nesse ano o tema é: <strong>Fortalecer a amamentação. Educando e apoiando</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas por que esse tema?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos ver. Os benefícios da amamentação para a mãe e o bebê, para o meio ambiente e para a sociedade são bem conhecidos. Mesmo assim, os desafios enfrentados pelas mães que desejam amamentar têm sido muito grandes. O resultado são taxas de amamentação ainda muito aquém do que seria esperado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mudar essa situação, nesse ano se propõe que os profissionais de saúde melhorem a sua atuação na chamada “Cadeia Acolhedora de Apoio à Amamentação”.  Quer dizer, como os elos de uma cadeia, cada nível de assistência à mãe deve se ligar com o outro para oferecer uma atenção adequada e ajudá-la a construir confiança na amamentação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E quais são os elos dessa cadeia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O pré-natal é o primeiro elo, pois ao contrário do que muitas pessoas pensam, a amamentação é sim um importante tema nessa fase. Nas consultas e nos grupos de gestantes, a família vai conhecer mais sobre o assunto, tirar dúvidas e, principalmente, se informar onde buscar ajuda se dificuldades surgirem.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo elo é no parto e no nascimento.  Esse é um momento muito sensível para a mulher e ela necessita, além de um cuidado eficaz, atenção respeitosa e gentil que se estenda para primeira hora após o nascimento (hora de ouro). Mãe e bebê permanecem juntos, em contato pele a pele e o bebê tem oportunidade de realizar a primeira mamada. Mas essa hora significa muito mais. Significa oferecer um momento íntimo para que o bebê receba as boas-vindas da família e um vínculo forte de afeto possa se iniciar.</p>
<p style="text-align: justify;">No terceiro elo a atenção será nos cuidados pós-natais e nas seis primeiras semanas. Uma mãe de primeira viagem pode ficar muito insegura nas primeiras mamadas e essa é uma excelente oportunidade para o profissional de saúde dar apoio e se assegurar que ela entendeu como deve ser uma mamada efetiva e a pega do bebê no peito. O acompanhamento da mãe e família deve observar se estão bem-informados sobre a livre demanda e se conseguem identificar se o bebê está fazendo uma mamada eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito importante é o quarto elo que são os cuidados contínuos, pois a amamentação engloba um longo período e as mães precisam de apoio permanente. A atuação de profissionais engajados e convencidos da importância da amamentação por dois anos ou mais, o apoio da família, da comunidade e receptividade acolhedora no local de trabalho vão dar sustentação para a manutenção dessa corrente calorosa.</p>
<p style="text-align: justify;">O último elo da Cadeia se refere à assistência em circunstâncias especiais e emergências quando mãe e/ou bebê encontram-se em uma situação na qual a amamentação não pode se realizar. Por exemplo, se um bebê prematuro não consegue mamar, sua mãe deve receber apoio e orientação para estimular a produção de leite.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Falamos sobre os elos da Cadeia, mas quem são os protagonistas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">São os protagonistas do sistema de saúde e os da comunidade: profissionais de assistência<span style="text-decoration: line-through;">, </span>que, além de formação de qualidade com competências em aconselhamento, devem ampliar o olhar conhecendo a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), as Normas Brasileiras de Comercialização de Alimentos (NBCAL) e ter proximidade com a família para entender o impacto de suas práticas culturais na amamentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os grupos de apoio à amamentação, formados por: consultores, trabalhadores da saúde da comunidade, doulas e parteiras tradicionais, médicos, obstetrizes e enfermeiros, nutricionistas, obstetras, formuladores de políticas e administradores de sistemas de saúde, acadêmicos, membros da comunidade, empregadores e sindicatos, ambientalistas, grupos religiosos, pais, companheiras(os), avós e membros da família, mídias sociais e pessoas jovens cumprem um importante papel.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa cadeia precisa ser fortalecida para a mãe se preparar adequadamente, para iniciar, estabelecer, manter, proteger e fortalecer a amamentação e cada protagonista é importante, desde o profissional que atua com a mãe até o sindicado que pode estabelecer negociações favoráveis às mulheres que trabalham e amamentam.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos concluir que a amamentação diz respeito a toda a sociedade e que é um trabalho de todos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Honorina de Almeida<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Doutora em Pediatria do Desenvolvimento na Universidade de Friburgo, Alemanha</strong></p>
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		<title>Álcool e Amamentação</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/alcool-e-amamentacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 19:14:04 +0000</pubDate>
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<p>Tudo que as mamães que estão amamentando precisam saber:O leite de uma mulher que amamenta pode conter álcool ingerido pela mãe? Sim. O álcool consumido por uma lactante é transferido para o leite materna</p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 29/07/2022</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">Tudo que as mamães que estão amamentando precisam saber:<br /><span style="font-size: revert; color: initial;">O leite de uma mulher que amamenta pode conter álcool ingerido pela mãe?<br /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: revert; color: initial;">Sim. O álcool consumido por uma lactante é transferido para o leite c por difusão passiva em 30 a 60 minutos após a ingestão materna.<br /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: revert; color: initial;">Quais as ações do álcool sobre a amamentação?<br /></span><span style="font-size: revert; color: initial;">O álcool não aumenta a produção do leite materno, ocorrendo mesmo ligeira sua redução, isto porque o álcool inibe o hormônio chamado “prolactina”, que é responsável pela produção do leite encurtando, portanto, a duração da amamentação Além disso, ele também pode alterar o cheiro e o sabor do leite e, por causa disso, ser recusado pela criança promovendo, portanto, um impacto negativo não apenas para a lactação, mas também sobre o desenvolvimento da criança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"> Há o mito de que a cerveja Malzbier auxilia as mães/gestantes na lactação. Por que esta informação circula até hoje? Ela é verídica de alguma forma?</p>
<p style="text-align: justify;">Essa informação é realmente um mito e circula até os dias de hoje por “tradição”, por ser veiculada em meios leigos sem se preocuparem com as evidências cientificas a respeito. Na verdade, enfatizamos que o álcool não estimula o aleitamento, mas antes pelo contrário, o inibe. Portanto, a mãe que está amamentado não deve ingerir bebidas alcoólicas de nenhum tipo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quais os efeitos do álcool sobre o recém-nascido amamentado por uma puérpera que ingere bebidas alcoólicas?</p>
<p style="text-align: justify;">São vários. Assim, o recém-nascido pode apresentar sonolência, sudorese, sono profundo, fraqueza, e como consequência ganho anormal de peso e diminuição do crescimento linear. Além do que, como seu cérebro continua em desenvolvimento, o álcool pode atingir seu sistema nervoso provocando lesões irreversíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A mãe que amamenta está proibida de ingerir bebidas alcoólicas?</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, a resposta correta é não, mas a ingestão de bebida alcoólica pela mãe que amamenta depende da quantidade e dos intervalos. Efetivamente não é recomendada a ingestão de bebidas alcoólicas pela mãe que amamenta, mas se não for possível evitar, alguns cuidados são mandatórios.  Poderá beber, eventualmente, mas sempre com moderação e observando alguns requisitos como por exemplo, a ingestão de bebidas fermentadas (vinho, espumantes ou cervejas) é preferível em relação às bebidas destiladas como cachaça, tequila, vodka e whisky.  Uma recomendação importante é de que a mãe aguarde, no mínimo, duas horas após a ingestão de álcool para oferecer o peito novamente ao bebê.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse período de duas horas recomendado é sempre seguro?</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso lembrar que o recém-nascido alimentado em sistema de livre demanda pode ter um ritmo de alimentação bastante irregular, então é preciso ficar atenta a esse fato pois pode ser que o bebê tenha fome antes daquele período/intervalo de duas horas recomendado. Vale lembrar também que o fígado do bebê ainda está imaturo e pode não ser capaz de lidar com a sobrecarga provocada pela metabolização do álcool.</p>
<p style="text-align: justify;">A ingestão de bebidas alcoólicas pela mãe que amamenta pode ter outras consequências?</p>
<p style="text-align: justify;">A Academia Americana de Pediatria alerta que a exposição ao álcool pode prejudicar o julgamento materno e interferir nos cuidados da criança, que vai além além do risco de toxicidade para o lactente amamentado.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual seria então uma recomendação geral?</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o consumo de álcool durante o período de lactação não seja proibido, deve ser fortemente desaconselhado e, se em último caso for utilizado, o consumo deve ser esporádico, em doses baixas e a ingestão de bebidas fermentadas deve ser preferida à de destilados.</p>
<p><strong>Relator: Conceição Aparecida de Mattos Segre<br /></strong><strong>Núcleo de Estudos dos </strong><strong>Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-nascido (SAF)</strong> <strong>da Sociedade de Pediatria de São Paulo  </strong></p>
<p><strong>Foto:</strong> andrew lozovyi | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://depositphotos.com&amp;source=gmail&amp;ust=1659207449424000&amp;usg=AOvVaw27VeLaIWIV9yXYbAlfoBIA">depositphotos.com</a></p>
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		<item>
		<title>Gotas de Amor para um Mundo Melhor&#160;</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/gotas-de-amor-para-um-mundo-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2022 18:37:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_110398906_tiagoz-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_110398906_tiagoz-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_110398906_tiagoz-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Brasil conta com a maior rede de bancos de leite humano do mundo, exportando para outros países. A Rede Brasileira de Leite Humano fornece leite para prematuros ou outros bebês com necessidades específicas. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_110398906_tiagoz-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_110398906_tiagoz-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_110398906_tiagoz-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p class="wp-block-paragraph">Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 19/05/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Essa frase foi o slogan escolhido para representar o DIA NACIONAL DE DOAÇÃO DE LEITE HUMANO em 2022.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A frase reflete o quanto o gesto de doar leite materno pode fazer toda a diferença na vida de mães, bebês e ir além: ser instrumento na construção de uma sociedade mais solidária e com mais qualidade de vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comemorado em 19 de maio, é uma iniciativa para a proteção e promoção do aleitamento materno. São promovidos debates e palestras com a intenção de ressaltar a importância do aleitamento, da doação de leite humano e divulgar os bancos de leite humano existentes em todo território nacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil conta com a maior rede de bancos de leite humano (BLH) do mundo, com tecnologia reconhecida pela OMS desde 2001, exportando para outros países. A rBLH-BR (Rede Brasileira de Leite Humano) configura-se em estratégia de proteção ao recém-nato, fornecendo leite para prematuros ou outros bebês com necessidades específicas para cada caso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se há muito que o leite materno é o padrão ouro em relação à alimentação de bebês. Equilíbrio adequado entre todos os seus componentes, aumenta o vínculo entre mãe e bebê, isento de contaminação, modifica sabor e composição durante todo o tempo que o bebê mamar, muda no mesmo dia e na mesma mamada, vem pronto. Poderia prevenir 840.000 mortes de crianças por ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é necessário ter uma produção demasiada de leite para se tornar doadora e não existe quantidade mínima para doação, tendo em vista que a produção de leite humano obedece à lei da demanda, ou seja, quanto mais leite é retirado (para doação ou sugado pelo bebê), mais leite é produzido.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das mães volta ao mercado de trabalho entre o quarto e sexto mês da licença gestação, o ideal seria neste momento já estar informada sobre extração e armazenamento de leite e dos serviços prestados pela rede de bancos de leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta da 32ª semana de gestação seria um bom momento para se falar sobre a importância da doação de leite humano. Importante também que a mãe saiba que a extração de leite não diminui o volume para seu bebê.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doação de leite humano passa por diversas e rigorosas etapas: coleta, processamento e distribuição do leite humano para bebês prematuros internados e/ou com patologias que impeçam a amamentação pelas próprias mães.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado a uma criança, conforme rege a legislação que regulamenta o funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil, a RDC Nº 171.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Captar doadoras de leite humano é um desafio, por isso a divulgação da existência e das atividades de um banco de leite precisa ser constante e ininterrupta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quem pode doar?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda a mulher que esteja amamentando pode doar leite. Segundo o Ministério da Saúde, as doadoras são nutrizes sadias que apresentam secreção láctea superior às exigências de seu filho e que se dispõem a doar, por livre e espontânea vontade. Esta mulher deve ser avaliada e acompanhada pelos profissionais do BLH seguindo as diretrizes da RDC 171/06, que dispõem sobre o Regulamento Técnico para funcionamento de Bancos de Leite Humano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Construindo um mundo melhor&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as iniciativas para promover e apoiar a doação de leite humano são muito bem-vindas, podem ajudar a salvar a vida de muitos bebês. Doação de leite humano, resulta em gesto de puro amor e solidariedade, palavras-chave na construção de um mundo muito melhor para se viver.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer saber mais sobre a doação de leite materno?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Procure o banco de leite humano mais próximo da sua casa, onde você encontrará profissionais de saúde preparados para oferecer todas as orientações necessárias sobre o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ABRACE ESTA CAUSA!</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/78.pdf">https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/78.pdf</a><br><a href="https://rblh.fiocruz.br/dia-mundial-de-doacao-de-leite-humano">https://rblh.fiocruz.br/dia-mundial-de-doacao-de-leite-humano</a><br><a href="https://rblh.fiocruz.br/doacao-de-leite-humano-0">https://rblh.fiocruz.br/doacao-de-leite-humano-0</a><br><a href="https://pebmed.com.br/dia-nacional-de-doacao-de-leite-humano/">https://pebmed.com.br/dia-nacional-de-doacao-de-leite-humano/</a><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Relatoras:<br>Ana Maria Calaça Prigenzi<br>Isis Dulce Pezzuol<br>Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Foto: </strong>tiagoz |&nbsp;depositphotos.com</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agosto Dourado e Setembro Amarelo: pela valorização da vida</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/agosto-dourado-e-setembro-amarelo-pela-valorizacao-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Oct 2021 18:31:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Aleitamento Materno]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_232450616_AllaSerebrina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_232450616_AllaSerebrina-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_232450616_AllaSerebrina-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Uma das cores do mês de setembro é o amarelo, dedicado à sensibilização contra a depressão e o suicídio, situação que muitas vezes parece distante de nós, mas pode estar ao seu lado mais do que você imagina.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_232450616_AllaSerebrina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_232450616_AllaSerebrina-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_232450616_AllaSerebrina-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p class="wp-block-paragraph">Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 05/10/2021</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Uma das cores do mês de setembro é o amarelo, dedicado à sensibilização contra a depressão e o suicídio. E essa situação, que muitas vezes parece distante de nós, pode estar mais ao seu lado do que você imagina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria, 10 a 20% das mulheres no Brasil (mais de 500 mil por ano) podem passar por um processo de depressão na gestação ou após o parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Blues</em></strong><strong> puerperal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Possivelmente, a <a href="https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/1927.pdf">tristeza materna</a> seja uma das situações mais comuns (até 80% das mulheres), que pode ocorrer a partir de uma semana após o parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças bruscas de humor, da alegria e ternura pelo bebê, passando ao choro e irritabilidade, insegurança, tristeza e uma sensação de grande dificuldade de cuidar do bebê fazem parte da montanha russa de emoções que podem envolver a mãe no pós-parto. E, mesmo sendo muito comum, transitório e “normal”, essa instabilidade pode trazer sofrimento e desesperança e merece nossa atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma rede de apoio (que pode nem ser imensa) atenta, acolhedora e que apoie a mulher nesse período é o “tratamento” mais eficaz, tornando desnecessária qualquer intervenção medicamentosa. Mas, é fundamental ter um olhar mais presente na situação, se ela se prolongar ou se agravar. Uma intervenção precoce, quando necessária, pode fazer toda a diferença no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depressão pós-parto (DPP)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o quadro é mais prolongado (por meses), mais intenso em suas manifestações, com uma mistura de questões físicas e emocionais e que trazem sofrimento e até uma incapacidade de lidar com o bebê, podemos estar diante de um quadro depressivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada caso pode requerer um tratamento específico com apoio psicológico ou psiquiátrico profissional e/ou medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestação, o parto e pós-parto são períodos de risco para esse quadro, pois representam experiências intensas. A incidência pode atingir 10 a 20% das mulheres nessas fases.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais tempo se leva para detectar ou se buscar ajuda para a mulher com DPP, maiores os riscos de uma evolução mais traumática pelas maiores demandas e responsabilidades que aparecem nesse período, interferindo no sono, gerando mais tristeza e ansiedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, pânico, fadiga intensa, alterações de apetite, distanciamento no vínculo com seu bebê, pensamentos de morte, suicídio ou de prejuízos ao bebê podem aparecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, uma análise com 3.174 mães participantes do programa Bolsa Família, 8 meses após o parto, mostrou que 26,5% delas tinha sintomas depressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Amamentação e DPP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/phn.12969">estudo</a> publicado recentemente no <em>Public Health Nursing </em>avaliou a relação entre amamentação e o risco de DPP. Dados do Sistema de Monitoramento de Avaliação de Risco de Gravidez (PRAMS) de 29.682 mulheres, em 26 estados nos Estados Unidos, mostraram que as que estavam amamentando no momento da pesquisa e as que amamentaram por mais tempo tiveram um risco significativamente menor de DPP do que as que não estavam ou não tinham amamentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33201903/">estudo</a> recente realizado no Brasil mostrou que quanto mais satisfeita uma lactante está com sua amamentação, menor a chance de sintomas de DPP (47% a menos).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Assim, mais uma vez a amamentação promove benefícios relevantes à saúde da mulher gestante e lactante, prevenindo a depressão pós-parto, promovendo uma melhoria do vínculo materno-infantil e protegendo a saúde física e mental da mãe e de seu bebê.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Setembro Amarelo: agir salva vidas!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>Relator:</strong><br><strong>Moises Chencinski</strong><br><strong>Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><br><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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