<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ambiente - SPSP</title>
	<atom:link href="https://www.spsp.org.br/tag/ambiente/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/ambiente/</link>
	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Apr 2026 17:41:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.5</generator>

<image>
	<url>https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Ambiente - SPSP</title>
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/ambiente/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Dia do “Desarmamento Infantil”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Adultos]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Armas de Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Brinquedo]]></category>
		<category><![CDATA[Desarmamento Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ferimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[supervisão]]></category>
		<category><![CDATA[Violentos]]></category>
		<category><![CDATA[Virtuais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=56339</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Desde 2001, no dia 15 de abril é comemorado o Dia do Desarmamento Infantil, data criada com o objetivo principal de debater as consequências que o uso de armas por crianças (incluindo as de brinquedo e as virtuais) pode causar em relação ao aumento da violência. As armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes nos EUA e em vários países do mundo. A maioria dos ferimentos, em crianças, está relacionada ao armazenamento inadequado das mesmas em casa. Muito se fala a respeito de segurança com arma de fogo. O que se tem bem estabelecido é que a forma mais segura de proteger uma criança/adolescente de lesões é não ter armas em casa. Crianças pequenas são curiosas, exploram e diante de uma arma não têm capacidade de entender o perigo. Adolescentes, por outro lado, vivem fases de impulsividade, conflitos emocionais e busca por identidade. Nesse contexto, o acesso a uma arma pode transformar um momento passageiro em uma tragédia irreversível. Se houver arma em casa, ela deverá estar armazenada adequadamente – em cofre com chave ou segredo (que a criança/adolescente desconheçam) e estar descarregada (a munição deverá ser guardada separadamente). Portanto, nem crianças nem adolescentes devem ter acesso a armas de fogo. Devem ser ensinados a não mexer caso encontrem uma arma, sair da área e avisar um adulto. Mas e quanto à premissa de que crianças e adolescentes que brincam com armas de brinquedo ou virtuais podem se tornar adultos violentos? Não há estudos consistentes mostrando que crianças que brincam com armas de brinquedo (revólveres, espingardas, espadas etc.) serão adultos mais violentos ou terão comportamento criminoso na vida adulta. Elas aprendem educando o imaginário, ao representar papéis como herói, polícia, vilão. Exploram conceitos de certo e errado, de justiça, poder e proteção. Brincar dessa forma pode ajudar a controlar impulsos agressivos e a aprender a autorregulação em um ambiente controlado. A expressão de agressividade depende de uma série de fatores ambientais durante o desenvolvimento do indivíduo. Essa é a base da psicologia do desenvolvimento: o comportamento agressivo não nasce de um único fator, mas sim da interação entre a criança e o ambiente em que ela cresce. O modelo dos adultos com quem ela convive (pais, cuidadores, responsáveis), seu ambiente emocional (seguro x instável), a exposição à violência real (doméstica, comunitária), suas relações sociais (acolhimento x rejeição), cultura e valores familiares, essa interação de fatores, ensinam a criança como expressar emoções (inclusive raiva). Portanto, não é a arma de brinquedo que ensina violência – é o contexto que molda o significado da brincadeira. Contudo, a segurança física é indispensável. Responsáveis devem garantir que os brinquedos sejam adequados à faixa etária e não se assemelhem excessivamente a armas reais. Equipamentos que disparam projéteis não devem ser utilizados em crianças de qualquer idade – e exigem dispositivos de proteção e supervisão, pois podem causar ferimentos graves. O Dia do “Desarmamento Infantil” deve focar na prevenção de acidentes com armas de fogo, através da premissa bem estabelecida de que crianças não têm maturidade para lidar com armas reais A prevenção deve estar em: reduzir acesso a armas reais, ensinar diferença entre fantasia e realidade e supervisão ativa.   Saiba mais: . Smith S, Ferguson CJ, Beaver KM. Learning to blast a way into crime, or just good clean fun? Examining aggressive play with toy weapons and its relation with crime. Crim Behav Ment Health. 2018;28:313–323. https://doi.org/10.1002/cbm.2070 . Ferguson CJ. Does media violence predict societal violence? It depends on what you look at and when. Journal of Communication, November 2014. https://doi.org/10.1111/jcom.12129 . AAP &#8211; Pediatric patient education. A parent&#8217;s guide to toy safety. Apr 03 2025 Disponível em: https://www.pediatrust.com/safety/a-parents-guide-to-toy-safety   Relatora: Tania ZamataroMembro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP    </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/">Dia do “Desarmamento Infantil”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Desde 2001, no dia 15 de abril é comemorado o Dia do Desarmamento Infantil, data criada com o objetivo principal de debater as consequências que o uso de armas por crianças (incluindo as de brinquedo e as virtuais) pode causar em relação ao aumento da violência.</p>
<p style="text-align: justify;">As armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes nos EUA e em vários países do mundo. A maioria dos ferimentos, em crianças, está relacionada ao armazenamento inadequado das mesmas em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se fala a respeito de segurança com arma de fogo. O que se tem bem estabelecido é que a forma mais segura de proteger uma criança/adolescente de lesões é <strong>não ter armas em casa.</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Crianças pequenas são curiosas, exploram e diante de uma arma não têm capacidade de entender o perigo.</li>
<li>Adolescentes, por outro lado, vivem fases de impulsividade, conflitos emocionais e busca por identidade. Nesse contexto, o acesso a uma arma pode transformar um momento passageiro em uma tragédia irreversível.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se houver arma em casa, ela deverá estar armazenada adequadamente –</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>em cofre com chave ou segredo (que a criança/adolescente desconheçam) e estar descarregada (a munição deverá ser guardada separadamente).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Portanto, nem crianças nem adolescentes devem ter acesso a armas de fogo. Devem ser ensinados a não mexer caso encontrem uma arma, sair da área e avisar um adulto.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas e quanto à premissa de que crianças e adolescentes que brincam com armas de brinquedo ou virtuais podem se tornar adultos violentos?</p>
<p style="text-align: justify;">Não há estudos consistentes mostrando que crianças que brincam com armas de brinquedo (revólveres, espingardas, espadas etc.) serão adultos mais violentos ou terão comportamento criminoso na vida adulta. Elas aprendem educando o imaginário, ao representar papéis como herói, polícia, vilão. Exploram conceitos de certo e errado, de justiça, poder e proteção. Brincar dessa forma pode ajudar a controlar impulsos agressivos e a aprender a autorregulação em um ambiente controlado.</p>
<p style="text-align: justify;">A expressão de agressividade depende de uma série de fatores ambientais durante o desenvolvimento do indivíduo. Essa é a base da psicologia do desenvolvimento: o comportamento agressivo não nasce de um único fator, mas sim da interação entre a criança e o ambiente em que ela cresce. O modelo dos adultos com quem ela convive (pais, cuidadores, responsáveis), seu ambiente emocional (seguro x instável), a exposição à violência real (doméstica, comunitária), suas relações sociais (acolhimento x rejeição), cultura e valores familiares, essa interação de fatores, ensinam a criança como expressar emoções (inclusive raiva). Portanto, não é a arma de brinquedo que ensina violência – é o contexto que molda o significado da brincadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, a segurança física é indispensável. Responsáveis devem garantir que os brinquedos sejam adequados à faixa etária e não se assemelhem excessivamente a armas reais. Equipamentos que disparam projéteis não devem ser utilizados em crianças de qualquer idade – e exigem dispositivos de proteção e supervisão, pois podem causar ferimentos graves.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia do “Desarmamento Infantil” deve focar na prevenção de acidentes com armas de fogo, através da premissa bem estabelecida de que <strong>crianças não têm maturidade para lidar com armas reais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção deve estar em: reduzir acesso a armas reais, ensinar diferença entre fantasia e realidade e supervisão ativa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">. Smith S, Ferguson CJ, Beaver KM. Learning to blast a way into crime, or just good clean fun? Examining aggressive play with toy weapons and its relation with crime. Crim Behav Ment Health. 2018;28:313–323. <a href="https://doi.org/10.1002/cbm.2070">https://doi.org/10.1002/cbm.2070</a></p>
<p style="text-align: justify;">. Ferguson CJ. Does media violence predict societal violence? It depends on what you look at and when. Journal of Communication, November 2014. <a href="https://doi.org/10.1111/jcom.12129">https://doi.org/10.1111/jcom.12129</a></p>
<p style="text-align: justify;">. AAP &#8211; Pediatric patient education. A parent&#8217;s guide to toy safety. Apr 03 2025 Disponível em: https://www.pediatrust.com/safety/a-parents-guide-to-toy-safety</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br />Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/">Dia do “Desarmamento Infantil”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 12:49:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Telas]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinação]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=55773</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/">O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 7 de abril, celebramos o <strong>Dia Mundial da Saúde</strong>. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento de lembrarmos que a saúde de uma criança não é apenas a ausência de febre ou tosse, mas um estado de equilíbrio que envolve o corpo, a mente e o ambiente em que ela vive.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da saúde infantil em 2026 traz novos desafios. O mundo mudou, e as necessidades dos nossos filhos também. A seguir, destacamos os pilares fundamentais que toda família deve observar para garantir um desenvolvimento saudável e feliz.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> A vacinação: o escudo invisível</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Não há ferramenta de saúde pública mais eficaz do que a vacina. Ela é a prova de amor mais concreta que podemos oferecer. Manter a caderneta de vacinação em dia protege não apenas o seu filho, mas toda a comunidade, impedindo que doenças que considerávamos &#8220;vencidas&#8221; retornem. Em caso de dúvidas sobre novas vacinas ou reforços, o seu pediatra é a fonte mais segura de informação.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong> O equilíbrio no mundo digital</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era hiperconectada. Se por um lado a tecnologia ajuda no aprendizado, o excesso de telas pode prejudicar o sono, o desenvolvimento da fala e a socialização.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Dica prática:</strong> Estabeleça &#8220;zonas livres de telas&#8221; (como a mesa de jantar e o quarto antes de dormir) e priorize o brincar ao ar livre. O contato com a natureza é um &#8220;santo remédio&#8221; para a saúde mental e física.</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong> Alimentação e movimento</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A base da saúde do adulto é construída na infância. Estimular o consumo de alimentos naturais – frutas, legumes e verduras – e evitar os ultraprocessados (aqueles cheios de corantes e conservantes) é um investimento a longo prazo. Além disso, o corpo da criança foi feito para se mexer. O sedentarismo infantil é um risco real para a obesidade e doenças cardiovasculares precoces.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong> Saúde mental e afeto</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Criança saudável é criança que se sente segura. O estresse tóxico, causado por ambientes instáveis ou violência, pode deixar marcas profundas no desenvolvimento cerebral. O diálogo, o acolhimento das emoções e o tempo de qualidade em família são tão importantes quanto as vitaminas. Esteja atento a mudanças bruscas de comportamento, isolamento ou queda no rendimento escolar; a saúde emocional merece a mesma atenção que a física.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong> Prevenção de acidentes e violência</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada com medidas simples de segurança. Além disso, a proteção contra qualquer forma de violência – física, sexual, psicológica ou digital – é um direito inalienável da criança. Como sociedade, precisamos estar vigilantes. Se algo parece errado no comportamento do seu filho ou no ambiente ao redor dele, não hesite em buscar orientação profissional.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><strong> A ética no cuidado</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Como pais e cuidadores, vocês são os principais defensores dos direitos dos seus filhos. Na relação com o médico, exijam sempre clareza, respeito e humanidade. A bioética na pediatria nada mais é do que garantir que cada decisão médica seja tomada pensando no melhor interesse da criança, respeitando sua dignidade em todas as etapas da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão: um olhar atento hoje, um adulto saudável amanhã</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Mundial da Saúde, nosso desejo é que cada família veja o pediatra como um parceiro de jornada. Mais do que tratar doenças, nosso objetivo comum é cultivar a saúde. Que possamos, juntos, construir um ambiente onde cada criança tenha a oportunidade de crescer com alegria, segurança e plenitude.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pediatria: A arte de cuidar do futuro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mario Roberto Hirschheimer<br />2º Secretário da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/">O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Celebrando o espaço onde o cuidado e o aprendizado se encontram</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/celebrando-o-espaco-onde-o-cuidado-e-o-aprendizado-se-encontram/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Emocional]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=55461</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-500x500.png 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia da Escola, celebrado em 15 de março, é mais do que uma data no calendário. É um convite a reconhecer a importância desse espaço na forma</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/celebrando-o-espaco-onde-o-cuidado-e-o-aprendizado-se-encontram/">Celebrando o espaço onde o cuidado e o aprendizado se encontram</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-da-Escola-500x500.png 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia da Escola, celebrado em 15 de março, é mais do que uma data no calendário. É um convite a reconhecer a importância desse espaço na formação de crianças e adolescentes, não apenas como local de ensino formal, mas como ambiente essencial de desenvolvimento humano.</p>
<p style="text-align: justify;">A escola é um dos principais cenários da infância e da adolescência. É ali que se constroem conhecimentos acadêmicos, habilidades sociais, emocionais e cognitivas, que acompanham o indivíduo por toda a vida. Aprender a ler e escrever é fundamental. Aprender a conviver, cooperar, argumentar, respeitar diferenças, construir autonomia e lidar com frustrações é igualmente transformador. Esses aprendizados não estão apenas no currículo, estão nas interações diárias, nas regras compartilhadas, nos combinados coletivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob a perspectiva da saúde e do desenvolvimento infantil, a escola ocupa papel estratégico. Ambientes estruturados, com rotina previsível e adultos de referência, favorecem segurança emocional e autorregulação. A convivência com pares estimula empatia, comunicação e senso de pertencimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo das diferentes fases do crescimento, a escola assume funções específicas. Na infância, o brincar e a descoberta estruturam a aprendizagem e estimulam o desenvolvimento neurológico. No ensino fundamental, consolidam-se competências acadêmicas e habilidades sociais mais complexas. Na adolescência, a escola se torna espaço de construção de identidade, valores, autonomia e projeto de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que transmitir conteúdos, a escola desenvolve o pensamento crítico, a capacidade de resolução de problemas, responsabilidade e consciência social. Forma cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">A integração entre família e escola é uma parceria essencial para o desenvolvimento saudável. Comunicação aberta, alinhamento de expectativas e escuta ativa contribuem para que crianças e adolescentes se sintam seguros e apoiados. Também é na escola que, muitas vezes, se identificam precocemente dificuldades de aprendizagem, alterações comportamentais ou sinais de sofrimento emocional. Quando integrada a uma rede de cuidado, que inclui família e profissionais de saúde, a escola atua como potente fator de proteção.</p>
<p style="text-align: justify;">Acompanhar o cotidiano escolar não se resume a avaliar notas. Envolve observar bem-estar emocional, relações interpessoais e adaptação às demandas de cada fase.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No Dia da Escola, um convite à reflexão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Celebrar o Dia da Escola é reconhecer o valor dos educadores, das equipes pedagógicas e de todos os profissionais que sustentam esse ambiente diariamente. É também lembrar que a experiência escolar impacta profundamente a autoestima, a saúde emocional e a trajetória de vida das crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">É, sobretudo, reafirmar que educação e desenvolvimento caminham juntos. Investir na escola é investir na saúde, na cidadania e nas oportunidades das próximas gerações.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste 15 de março, que a escola seja celebrada como aquilo que verdadeiramente é: um dos pilares mais importantes na formação integral de crianças e adolescentes. Um espaço de crescimento, descobertas e construção de futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Betina Lahterman<br />Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP</strong></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/celebrando-o-espaco-onde-o-cuidado-e-o-aprendizado-se-encontram/">Celebrando o espaço onde o cuidado e o aprendizado se encontram</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Meu filho está gaguejando &#8211; e agora?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-gaguejando-e-agora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 14:22:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Bloqueios]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos Estressantes]]></category>
		<category><![CDATA[Fala]]></category>
		<category><![CDATA[Gagueira]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Persistente]]></category>
		<category><![CDATA[Pressão]]></category>
		<category><![CDATA[Sons]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=55207</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O que é gagueira? é uma alteração da fluência da fala, caracterizada por repetições (por exemplo, “-pa-pa-papai”), prolongamentos de sons (“ssssala”) ou bloqueios (pausas em</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-gaguejando-e-agora/">Meu filho está gaguejando &#8211; e agora?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Gagueira-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O que é gagueira? é uma alteração da fluência da fala, caracterizada por repetições (por exemplo, “-pa-pa-papai”), prolongamentos de sons (“ssssala”) ou bloqueios (pausas em que a palavra não sai). É comum em crianças pequenas, enquanto a fala e o controle da linguagem estão em desenvolvimento. Nem toda gagueira na infância vira gagueira persistente (aquela que acompanha a pessoa por mais tempo).</p>
<p style="text-align: justify;">As causas prováveis, baseadas em evidências, incluem</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Alteração ou imaturidade do desenvolvimento neurológico: algumas crianças têm um padrão de desenvolvimento da fala mais sensível; há diferenças na forma como o cérebro processa a linguagem e a coordenação motora da fala.</li>
<li>Genética: estudos mostram maior risco em famílias com histórico de gagueira.</li>
<li>Fatores linguísticos e do ambiente: períodos de rápido ganho de linguagem, falar muito rápido ou frases complexas podem sobrecarregar a criança. Não é culpa dos pais, mas o ambiente pode influenciar a expressão.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Fatores emocionais e de temperamento, ansiedade e frustração, eventos estressantes podem agravar a gagueira, mas não são a causa dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Eventos estressantes: grandes modificações na vida da criança (mudança, chegada de irmão) podem coincidir com o início, mas também não são a causa da gagueira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como agir quando a criança começa a gaguejar</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Manter a calma: reações de nervosismo ou correção imediata aumentam a pressão sobre a criança.</li>
<li>Escutar com atenção e paciência: oferecer tempo para que termine, manter contato visual e não completar as palavras.</li>
<li>Reduzir a pressa: falar de forma lenta e relaxada com a criança; usar frases curtas e pausas para modelar o ritmo natural.</li>
<li>Evitar cobrar falando: “diga certo” ou corrigir a fala durante a conversa. Elogiar tentativas de comunicação, não a fluência.</li>
<li>Criar momentos de interação tranquila: leitura conjunta, brincadeiras que valorizem a comunicação sem pressão.</li>
<li>Procurar orientação profissional se houver dúvida: foniatras e fonoaudiólogos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando se preocupar (procurar avaliação em curto prazo)</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Início após os 4–5 anos sem sinais de melhora em 3–6 meses.</li>
<li>A criança evita falar em situações sociais, demonstra angústia significativa, ou a gagueira aumenta em frequência/intensidade.</li>
<li>Há bloqueios longos, esforço evidente, sons cortados ou tremores na fala.</li>
<li>Histórico familiar de gagueira persistente.</li>
<li>Desenvolvimento da linguagem atrasado, problemas auditivos ou outras condições neurológicas/psicológicas associadas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando é razoável aguardar (observação ativa)</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Início entre 18 meses e 4 anos, especialmente durante um período de rápido desenvolvimento da linguagem.</li>
<li>Gagueira intermitente, com intensidade baixa e sem sinais de angústia ou evitação.</li>
<li>Melhora observada em semanas a poucos meses. Nesses casos, acompanhamento cuidadoso (monitoramento por pais e, se possível, por fonoaudiólogo) é apropriado. Manter estratégias de comunicação calmas e apoio emocional costumam ajudar.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A gagueira na infância é comum e muitas vezes melhora com apoio e tempo. Agir com calma, oferecer um ambiente de fala seguro e buscar avaliação profissional quando houver sinais de risco são as melhores atitudes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sulene Pirana</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Médica Otorrinolaringologista com Área de Atuação em Foniatria e Medicina do Sono</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Membro do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vice-Presidente do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP </strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-gaguejando-e-agora/">Meu filho está gaguejando &#8211; e agora?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qualidade de vida da criança em cuidado domiciliar</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/qualidade-de-vida-da-crianca-em-cuidado-domiciliar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção Domiciliar]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Equipe]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Infecções]]></category>
		<category><![CDATA[Internação Domiciliar]]></category>
		<category><![CDATA[Paciente]]></category>
		<category><![CDATA[Personalizado]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=52113</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-crianca-em-cuidado-domiciliar-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-crianca-em-cuidado-domiciliar-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-crianca-em-cuidado-domiciliar-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A qualidade de vida em Atenção Domiciliar (Home Care) pode ser melhor do que em ambiente hospitalar. A internação domiciliar é capaz de oferecer um atendimento</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/qualidade-de-vida-da-crianca-em-cuidado-domiciliar/">Qualidade de vida da criança em cuidado domiciliar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-crianca-em-cuidado-domiciliar-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-crianca-em-cuidado-domiciliar-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-crianca-em-cuidado-domiciliar-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A qualidade de vida em Atenção Domiciliar (Home Care) pode ser melhor do que em ambiente hospitalar. A internação domiciliar é capaz de oferecer um atendimento individualizado e personalizado, adaptado às necessidades específicas do paciente, da família e do ambiente em que vivem, gerando adesão ao cuidado e bons resultados assistenciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que considerar a internação domiciliar?</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Conforto e privacidade:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A criança sente-se mais à vontade em casa, pela familiaridade do ambiente e a possibilidade de manter suas rotinas e hábitos. Este contexto favorável é capaz de diminuir o estresse e a ansiedade e proporcionar sensação de segurança e tranquilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente acolhedor apoia positivamente no eficaz controle da dor e de sintomas desagradáveis, gerando impactos positivos para a saúde do paciente.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong>Menor risco de infecções:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A internação domiciliar reduz a exposição a germes e bactérias hospitalares, diminuindo o risco de infecções. No ambiente domiciliar existe apenas um paciente, os profissionais cuidam apenas daquele paciente e não circulam de leitos em leitos, de forma que existe uma “barreira física” para transmissão de agentes infecciosos, como vírus e bactérias, fato que ficou bastante evidente na pandemia. Quando se fala em transmissão de infecção não existe dúvida: o lugar mais seguro para o paciente é em casa.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong>Maior autonomia e independência do pequeno paciente:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Estar em casa permite que o paciente tenha autonomia e independência máxima dentro das possibilidades da sua condição de saúde, o que contribui para a saúde mental e desenvolvimento neuropsicomotor da criança.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong>Envolvimento da família:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Os familiares podem participar mais ativamente do cuidado e do tratamento, proporcionando suporte emocional e promovendo um ambiente positivo para a cura que fortalece os laços e contribui para a recuperação do paciente. O vínculo e apoio dos pais têm papel crucial no desenvolvimento de toda criança, e a internação domiciliar potencializa esse vínculo para aqueles que mantêm necessidades contínuas de cuidados de saúde.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong>Acompanhamento individualizado e personalizado:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A Atenção Domiciliar possui uma equipe interdisciplinar, composta por médicos pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistente social, nutricionista, entre outros. Essa equipe de saúde atua de forma integrada, com foco no paciente, visando construir um plano de cuidado personalizado para as necessidades individuais do paciente, o que pode melhorar a resposta ao tratamento, a recuperação, o desfecho clínico e a satisfação do paciente e família. </p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><strong>Redução do estresse e fadiga: </strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A Atenção Domiciliar reduz a necessidade de deslocamentos frequentes, reduzindo o estresse e a fadiga associados às viagens para hospitais ou clínicas para consultas, exames e terapias. </p>
<ol style="text-align: justify;" start="7">
<li><strong>Humanização do atendimento:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Em domicílio é mantida a interação da criança com os membros da família, amigos, animais de estimação, brinquedos, etc., o que permite um cuidado mais humanizado, que tem como um dos pilares o bem-estar e a qualidade de vida do paciente e seus familiares. </p>
<ol style="text-align: justify;" start="8">
<li><strong>Melhoria na resposta ao tratamento:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A equipe que atende em domicílio é submetida a capacitação técnica contínua, através de programas de educação continuada. A atuação dessa equipe capacitada de forma interdisciplinar e centrada no paciente, em associação a um ambiente confortável e acolhedor e ao apoio da família, contribui positivamente para uma melhor resposta ao tratamento e uma recuperação mais rápida. </p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento contínuo das crianças em domicílio, através de múltiplas visitas domiciliares e de monitoramento periódico, ajuda na prevenção de complicações e identificação precoce de descompensações clínicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem são os pacientes habitualmente atendidos em domicílio no Brasil?</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Crianças com doenças crônicas, que tornam o paciente dependente de cuidado, como:</li>
</ol>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Doenças neurológicas, doenças cardíacas e respiratórias</li>
<li>Doenças neuromusculares: atrofia muscular espinhal (AME), distrofia muscular de Duchenne, entre outras</li>
<li>Sequelas ou complicações de prematuridade</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Pacientes com doenças agudas como:</li>
</ol>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Bronquiolite</li>
<li>Crise asmática</li>
<li>Infecção urinária, pneumonia e outras infecções</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Pacientes em cuidados paliativos, oncológicos e não oncológicos:</li>
<li>Pacientes com indicação para administração de medicamentos parenterais ou nutrição parenteral</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais são os principais recursos disponíveis no Atendimento Domiciliar?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Equipe multiprofissional – visitas domiciliares de médicos pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistente social, nutricionista, terapeuta ocupacional;</li>
<li>Técnico de Enfermagem em atendimento pontual ou turnos de plantão de 12 ou 24 h;</li>
<li>Equipamentos: oxímetro, aspirador, ventiladores mecânicos, bomba de infusão, etc.;</li>
<li>Administração de medicação por via oral, por sonda ou gastrostomia, por via subcutânea e endovenosa;</li>
<li>Administração de nutrição parenteral;</li>
<li>Cuidados com a pele e ostomias;</li>
<li>Atendimento de Emergência.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O atendimento domiciliar pediátrico é uma estratégia eficaz para oferecer cuidados de baixa, média e alta complexidade, assegurando intervenções seguras, personalizadas e centradas na criança e família.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Valentina Rinaldi V. D. Estrada<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Atenção Domiciliar da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/qualidade-de-vida-da-crianca-em-cuidado-domiciliar/">Qualidade de vida da criança em cuidado domiciliar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Para que acessibilidade?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/para-que-acessibilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 16:22:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[Desenho Universal]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Espaços]]></category>
		<category><![CDATA[Interação]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Sensorial]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Soluções]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=49348</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 5 de dezembro comemora-se o Dia Nacional da Acessibilidade. E qual a relação da acessibilidade com o cuidado? Para que acessibilidade? Acessar é um verbo que pressupõe movimento e exige um impulso sensorial. No dicionário, &#8220;acesso&#8221; pode se referir à entrada, ao ingresso ou à possibilidade de chegar a algum lugar. Em um sentido mais abstrato, também pode indicar formas de comunicação. Independentemente da definição, acessar implica uma interação entre o indivíduo e o ambiente. Mas o que acontece quando o ambiente não está preparado para a forma como alguém pode interagir com ele? Será que todos experimentamos o mundo da mesma maneira? Temos todos o mesmo tipo de acesso? A resposta, infelizmente, é não. E é aqui que a acessibilidade se torna crucial. Acessibilidade é um direito humano fundamental, como consagrado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Ela garante o direito à livre circulação, à saúde, ao lazer, ao trabalho, ao estudo e à participação plena na sociedade. No entanto, para que esses direitos sejam de fato universais, precisamos de ambientes que considerem a diversidade humana e ofereçam diferentes possibilidades de interação. Embora a acessibilidade seja frequentemente associada às pessoas com deficiência – que representam mais de um bilhão de indivíduos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde – ela beneficia uma gama muito mais ampla de pessoas: crianças, idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida temporária, indivíduos com características físicas ou sensoriais específicas, e até mesmo aqueles que enfrentam barreiras linguísticas ou culturais também necessitam de ambientes e serviços acessíveis. Afinal, todos têm suas particularidades e podem, em algum momento da vida, precisar de soluções que facilitem sua interação com o mundo. A ausência de acessibilidade priva não apenas as pessoas com deficiência, mas qualquer indivíduo que não se enquadre no modelo-padrão para o qual os ambientes e serviços geralmente são projetados. Isso perpetua barreiras sociais e físicas, agravando desigualdades e alimentando formas de preconceito estrutural, como o capacitismo. Esse preconceito, embora inicialmente voltado à discriminação contra pessoas com deficiência, pode ser ampliado para qualquer situação em que a sociedade falha em reconhecer e atender às necessidades de diferentes grupos. Não existe um manual único para tornar o mundo acessível, e isso é compreensível. A dificuldade de interação com o ambiente pode ser espacial, sensorial ou comunicacional, exigindo soluções variadas e em constante evolução. A acessibilidade, portanto, não é estática; ela deve acompanhar as mudanças tecnológicas, sociais e culturais. Desde a implementação de rampas e elevadores até o desenvolvimento de tecnologias digitais adaptadas, como leitores de tela e softwares inclusivos, cada avanço é um passo em direção à equidade. Um ponto essencial é que a acessibilidade precisa ser pensada a partir das demandas reais de todos os grupos da sociedade, e não apenas do olhar de quem projeta os espaços. Esse protagonismo é fundamental para garantir que soluções sejam adequadas, funcionais e respeitosas. Além disso, é importante considerar que o processo de envelhecimento é inerente a todos nós. Com o tempo, nossa forma de interagir com o mundo muda, e espaços acessíveis se tornam indispensáveis para qualquer pessoa, em qualquer etapa da vida. Os benefícios do desenho universal vão além da garantia de direitos fundamentais. Ele promove maior eficiência e inovação no design de espaços e produtos, ao criar soluções que atendem a um público mais amplo. Ambientes planejados de forma acessível são mais funcionais para todos, reduzindo barreiras não apenas para quem tem deficiência, mas também para pessoas temporariamente imobilizadas, gestantes, idosos ou famílias com crianças pequenas. Uma sociedade que adota o desenho universal, economiza recursos a longo prazo ao evitar reformas e adaptações futuras, e cria um padrão que se adapta às necessidades de uma população diversa e em constante mudança. Além disso, a prática do desenho universal fortalece o “tecido social”, ao promover uma convivência mais integrada e empática. Quando espaços públicos e privados são projetados para incluir todas as pessoas, criam-se oportunidades para interações mais ricas e diversificadas. Isso contribui para uma sociedade mais coesa, que valoriza e celebra a pluralidade de vivências. Ambientes verdadeiramente acessíveis inspiram uma cultura de acolhimento, onde cada indivíduo se sente respeitado e pertencente. Falar sobre acessibilidade, portanto, é falar sobre inclusão, direitos humanos e, acima de tudo, sobre todos nós. Um mundo acessível é um mundo que abraça a diversidade e reconhece que as diferenças nos tornam mais fortes como sociedade. Construí-lo é um desafio coletivo, mas também uma oportunidade única de criar ambientes mais justos e acolhedores, onde cada indivíduo tenha a liberdade de ser, viver e participar plenamente. É nossa responsabilidade provocar reflexões sobre este tema e garantir que nos espaços onde circulamos, a acessibilidade esteja assegurada para todas as pessoas em suas diversidades de corpos, de comunicação e cognitivas. Relator:Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/para-que-acessibilidade/">Para que acessibilidade?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 5 de dezembro comemora-se o Dia Nacional da Acessibilidade. E qual a relação da acessibilidade com o cuidado? Para que acessibilidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Acessar é um verbo que pressupõe movimento e exige um impulso sensorial. No dicionário, &#8220;acesso&#8221; pode se referir à entrada, ao ingresso ou à possibilidade de chegar a algum lugar. Em um sentido mais abstrato, também pode indicar formas de comunicação. Independentemente da definição, acessar implica uma interação entre o indivíduo e o ambiente. Mas o que acontece quando o ambiente não está preparado para a forma como alguém pode interagir com ele? Será que todos experimentamos o mundo da mesma maneira? Temos todos o mesmo tipo de acesso?</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta, infelizmente, é não. E é aqui que a acessibilidade se torna crucial. Acessibilidade é um direito humano fundamental, como consagrado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Ela garante o direito à livre circulação, à saúde, ao lazer, ao trabalho, ao estudo e à participação plena na sociedade. No entanto, para que esses direitos sejam de fato universais, precisamos de ambientes que considerem a diversidade humana e ofereçam diferentes possibilidades de interação.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a acessibilidade seja frequentemente associada às pessoas com deficiência – que representam mais de um bilhão de indivíduos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde – ela beneficia uma gama muito mais ampla de pessoas: crianças, idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida temporária, indivíduos com características físicas ou sensoriais específicas, e até mesmo aqueles que enfrentam barreiras linguísticas ou culturais também necessitam de ambientes e serviços acessíveis. Afinal, todos têm suas particularidades e podem, em algum momento da vida, precisar de soluções que facilitem sua interação com o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A ausência de acessibilidade priva não apenas as pessoas com deficiência, mas qualquer indivíduo que não se enquadre no modelo-padrão para o qual os ambientes e serviços geralmente são projetados. Isso perpetua barreiras sociais e físicas, agravando desigualdades e alimentando formas de preconceito estrutural, como o capacitismo. Esse preconceito, embora inicialmente voltado à discriminação contra pessoas com deficiência, pode ser ampliado para qualquer situação em que a sociedade falha em reconhecer e atender às necessidades de diferentes grupos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe um manual único para tornar o mundo acessível, e isso é compreensível. A dificuldade de interação com o ambiente pode ser espacial, sensorial ou comunicacional, exigindo soluções variadas e em constante evolução. A acessibilidade, portanto, não é estática; ela deve acompanhar as mudanças tecnológicas, sociais e culturais. Desde a implementação de rampas e elevadores até o desenvolvimento de tecnologias digitais adaptadas, como leitores de tela e softwares inclusivos, cada avanço é um passo em direção à equidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto essencial é que a acessibilidade precisa ser pensada a partir das demandas reais de todos os grupos da sociedade, e não apenas do olhar de quem projeta os espaços. Esse protagonismo é fundamental para garantir que soluções sejam adequadas, funcionais e respeitosas. Além disso, é importante considerar que o processo de envelhecimento é inerente a todos nós. Com o tempo, nossa forma de interagir com o mundo muda, e espaços acessíveis se tornam indispensáveis para qualquer pessoa, em qualquer etapa da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Os benefícios do desenho universal vão além da garantia de direitos fundamentais. Ele promove maior eficiência e inovação no design de espaços e produtos, ao criar soluções que atendem a um público mais amplo. Ambientes planejados de forma acessível são mais funcionais para todos, reduzindo barreiras não apenas para quem tem deficiência, mas também para pessoas temporariamente imobilizadas, gestantes, idosos ou famílias com crianças pequenas. Uma sociedade que adota o desenho universal, economiza recursos a longo prazo ao evitar reformas e adaptações futuras, e cria um padrão que se adapta às necessidades de uma população diversa e em constante mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a prática do desenho universal fortalece o “tecido social”, ao promover uma convivência mais integrada e empática. Quando espaços públicos e privados são projetados para incluir todas as pessoas, criam-se oportunidades para interações mais ricas e diversificadas. Isso contribui para uma sociedade mais coesa, que valoriza e celebra a pluralidade de vivências. Ambientes verdadeiramente acessíveis inspiram uma cultura de acolhimento, onde cada indivíduo se sente respeitado e pertencente.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre acessibilidade, portanto, é falar sobre inclusão, direitos humanos e, acima de tudo, sobre todos nós. Um mundo acessível é um mundo que abraça a diversidade e reconhece que as diferenças nos tornam mais fortes como sociedade. Construí-lo é um desafio coletivo, mas também uma oportunidade única de criar ambientes mais justos e acolhedores, onde cada indivíduo tenha a liberdade de ser, viver e participar plenamente.</p>
<p style="text-align: justify;">É nossa responsabilidade provocar reflexões sobre este tema e garantir que nos espaços onde circulamos, a acessibilidade esteja assegurada para todas as pessoas em suas diversidades de corpos, de comunicação e cognitivas.</p>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/para-que-acessibilidade/">Para que acessibilidade?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Orientação aos pais sobre dislexia: entendendo e apoiando seu filho</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 16:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auditivas]]></category>
		<category><![CDATA[Avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[Dificuldade]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas de Visão]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=48917</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a habilidade de ler e processar a linguagem escrita. De acordo com as diretrizes da Classificação Internacional</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho/">Orientação aos pais sobre dislexia: entendendo e apoiando seu filho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a habilidade de ler e processar a linguagem escrita. De acordo com as diretrizes da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), é categorizada como um transtorno específico de aprendizagem, caracterizando-se por dificuldades significativas na leitura e na ortografia, que não são atribuíveis a outros fatores.</p>
<p style="text-align: justify;">A dislexia é uma condição neurológica que afeta a capacidade de decodificar palavras e compreender textos. Não está relacionada à inteligência. Crianças com dislexia podem ser muito inteligentes e criativas, mas podem encontrar desafios ao lidar com a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">É essencial que as famílias busquem intervenções educacionais precoces e baseadas em evidências. As terapias e programas educacionais devem incluir instrução específica em decodificação, treinamento de fluência, vocabulário e compreensão. A intervenção precoce e a referência a profissionais qualificados são cruciais para alcançar os melhores resultados possíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente familiar e o estilo parental também desempenham um papel significativo. Um ambiente de alfabetização em casa deve incluir atividades de leitura regulares e de qualidade entre pais e filhos. Estilos parentais que demonstram calor emocional e evitam superproteção e criação ansiosa estão associados a melhores resultados em aprendizagem acadêmica.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos indicam que a dislexia está frequentemente associada a dificuldades no processamento auditivo básico, especialmente na percepção de sons da fala. A integração audiovisual, que envolve a combinação de informações auditivas e visuais, também é prejudicada em indivíduos com dislexia. Esses déficits auditivos podem ser melhorados com treinamento audiovisual, o que sugere uma plasticidade do sistema auditivo em resposta a intervenções específicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, enquanto a dislexia não é causada por problemas visuais, há evidências de que alterações no processamento auditivo desempenham um papel significativo na manifestação dos sintomas da dislexia. Intervenções educacionais baseadas em evidências que abordam essas dificuldades auditivas podem ser benéficas para indivíduos com dislexia.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, é importante desmistificar a relação entre dislexia e problemas de visão. Embora problemas de visão possam coexistir com a dislexia, eles não são mais prevalentes do que na população geral e não são a causa da dislexia. Terapias visuais, como exercícios oculares, não têm eficácia comprovada no tratamento da dislexia e podem atrasar a aplicação de intervenções eficazes.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sinais de dislexia podem aparecer na infância, mas muitas vezes são reconhecidos mais tarde, quando as demandas escolares aumentam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinais comuns de dislexia:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Dificuldade em associar sons às letras.</li>
<li>Dificuldade em reconhecer letras e palavras.</li>
<li>Leitura lenta e com muitos erros.</li>
<li>Problemas para compreender o que é lido ou escrito.</li>
<li>Dificuldades na soletração e na escrita.</li>
<li>Frustrações quando se trata de atividades relacionadas à leitura.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como apoiar seu filho:</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Informe-se:</strong> Conheça mais sobre a dislexia, suas causas e como ela se manifesta. O entendimento é fundamental para lidar com a situação de forma adequada.</li>
<li><strong>Busque avaliação profissional:</strong> Caso você perceba dificuldades de aprendizagem, é essencial procurar avaliação com um profissional qualificado, converse com seu pediatra, ele pode orientar e encaminhar para uma avaliação foniátrica. Descartar outras causas de transtorno de aprendizagem, como alterações visuais, auditivas e intelectuais é muito importante, pois o diagnóstico preciso ajudará na escolha das melhores intervenções.</li>
<li><strong>Comunique-se com a escola:</strong> É importante manter um diálogo aberto com os professores e a escola. Informe-os sobre o diagnóstico e discuta a implementação de estratégias de ensino adaptativas, como o uso de leituras em voz alta ou a utilização de tecnologias assistivas.</li>
<li><strong>Crie um ambiente positivo:</strong> Incentive a leitura em casa, oferecendo livros que sejam interessantes para seu filho e tornando a leitura uma atividade agradável. Valorize os esforços e conquistas dele, por menores que sejam.</li>
<li><strong>Mantenha paciência e apoio:</strong> O aprendizado pode ser mais desafiador, e pode levar tempo para que seu filho desenvolva habilidades de leitura. Esteja ao lado dele, oferecendo apoio emocional e ajudando-o a lidar com a frustração que pode surgir.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A dislexia é parte da jornada de aprendizado do seu filho, e com as intervenções corretas e o ambiente de apoio, ele pode alcançar seu potencial pleno durante o processo educativo. O amor, a compreensão e a paciência são essenciais enquanto vocês navegam por esse processo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Sulene Pirana </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Secretária do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho/">Orientação aos pais sobre dislexia: entendendo e apoiando seu filho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Encontro com o Especialista debateu o uso da melatonina em pediatria</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-debateu-o-uso-da-melatonina-em-pediatria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 12:47:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[_Notícias - Home]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Deficiências]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empatia]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Indivíduo]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoa com Deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=48068</guid>

					<description><![CDATA[<p>Texto divulgado em 20/09/2024 No dia 17 de setembro foi realizado o Encontro com o Especialista &#8211; Melatonina em Pediatria – Quando usar?, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP, o evento, dirigido a pediatras, teve por objetivo discutir quando utilizar a melatonina em pediatria. Coordenado por Cristiane Fumo dos Santos, presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da SPSP, que coordenou e moderou a mesa, o Encontro com o Especialista contou, ainda, com a participação de Clarissa Bueno, vice-presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente. Com um público de 34 espectadores, os temas discutidos no evento foram Conceitos básicos em medicina do sono e Afinal, quais as indicações de melatonina em pediatria?. Ao término da atividade, as especialistas responderam dúvidas do público enviadas pelo chat. A gravação deste Encontro com o Especialista está disponível no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-debateu-o-uso-da-melatonina-em-pediatria/">Encontro com o Especialista debateu o uso da melatonina em pediatria</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-weight: 400;">Texto divulgado em 20/09/2024</p>
<hr />
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">No dia 17 de setembro foi realizado o <em>Encontro com o Especialista &#8211; Melatonina em Pediatria – Quando usar?</em>, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP, o evento, dirigido a pediatras, teve por objetivo discutir quando utilizar a melatonina em pediatria.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Coordenado por Cristiane Fumo dos Santos, presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da SPSP, que coordenou e moderou a mesa, o Encontro com o Especialista contou, ainda, com a participação de Clarissa Bueno, vice-presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Com um público de 34 espectadores, os temas discutidos no evento foram <strong>Conceitos básicos em medicina do sono</strong> e <strong>Afinal, quais as indicações de melatonina em pediatria?</strong>. Ao término da atividade, as especialistas responderam dúvidas do público enviadas pelo chat.</p>
<p style="font-weight: 400;">A gravação deste Encontro com o Especialista está disponível no portal SPSP Educa (<a href="http://www.spspeduca.org.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.spspeduca.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1726916801517000&amp;usg=AOvVaw275evdgprHRObeV8y_lAK6">www.spspeduca.org.br</a>).</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-debateu-o-uso-da-melatonina-em-pediatria/">Encontro com o Especialista debateu o uso da melatonina em pediatria</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Efeitos na saúde das crianças causados pela poluição</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/efeitos-na-saude-das-criancas-causados-pela-poluicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 13:18:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Adultos]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ar]]></category>
		<category><![CDATA[Asma]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Passivo]]></category>
		<category><![CDATA[Poluição]]></category>
		<category><![CDATA[Produtos]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Tabagismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=47647</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-efeitos-da-poluicao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-efeitos-da-poluicao-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-efeitos-da-poluicao-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>De acordo com relatórios recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 25% das mortes de crianças menores de cinco anos, cerca de 1,7 milhões de crianças, são causadas</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/efeitos-na-saude-das-criancas-causados-pela-poluicao/">Efeitos na saúde das crianças causados pela poluição</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-efeitos-da-poluicao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-efeitos-da-poluicao-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-efeitos-da-poluicao-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">De acordo com relatórios recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 25% das mortes de crianças menores de cinco anos, cerca de 1,7 milhões de crianças, são causadas pela poluição ambiental, que inclui a poluição do ar em ambientes fechados e ao ar livre, o fumo passivo, a água contaminada, a falta de saneamento e a higiene inadequada. Crianças são particularmente vulneráveis à poluição atmosférica, desde o útero até à idade adulta, sofrem mais significativamente o impacto da poluição, em comparação com os adultos. Há razões fisiológicas para isso:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>As crianças ingerem mais água e alimentos e respiram maior quantidade de ar por unidade de peso corporal que um adulto. Isto pode permitir que agentes químicos presentes na água, como metais (chumbo) ou compostos orgânicos lipossolúveis absorvidos pela mãe e veiculados ligados à gordura no leite materno, sejam detectados em fluidos biológicos do lactente amamentado ao seio; pode, ainda, expor mais a criança a poluentes presentes no ar do ambiente doméstico e do ambiente externo.</li>
<li>Características próprias do desenvolvimento dos lactentes, que respiram mais próximo do solo (engatinham, ficam mais sentados, baixa estatura), aumentando o risco de exposição a material particulado e alguns gases (como monóxido de carbono e radônio) que se acumulam nesta zona ambiental.</li>
<li>As crianças tendem a levar a mão à boca com mais facilidade, por isso podem contaminar-se mais por essa via.</li>
<li>A via aérea infantil tem menor calibre e maior resposta irritativa, o que faz com que a obstrução e a inflamação sejam mais relevantes quando em contato com a poluição. Esse detalhe explica a elevada incidência de casos de asma, no mundo todo, em crianças.</li>
<li>Convém salientar a importância da qualidade do ar intradomiciliar que pode ser afetado por fumaça de cigarro, lareiras, fogões a lenha, fogões a gás mal instalados, poeira doméstica, além dos poluentes externos que invadem esse espaço. Têm importância, também, compostos voláteis oriundos de várias fontes (tintas, colas, perfumes, propelentes de sprays e produtos de limpeza). Cronicamente, essa exposição repercute em menor crescimento pulmonar com comprometimento de sua função e aumento da suscetibilidade a doenças.</li>
<li>A umidade no ambiente domiciliar facilita a proliferação de fungo, ácaros e bactérias. Colchões, tapetes, móveis costumam ser os principais reservatórios desses agentes.</li>
<li>O tabagismo passivo é responsável por muitos problemas causados à criança. As crianças cujas mães são fumantes têm cerca de 70% mais problemas respiratórios e maior número de hospitalizações ao longo do primeiro ano de vida. O tabagismo intraútero aumenta a mortalidade infantil em até 80%. A fumaça liberada pelos cigarros, charutos ou cachimbos é composta por mais de 3800 substâncias diferentes e os níveis de matéria particulada chegam a ser 3 vezes maiores em casas com tabagistas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em adultos, podem afetar a função pulmonar, desencadear asma, provocar exacerbações da DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), aumentar o risco de eventos cardiovasculares graves, como o infarto do miocárdio e acidentes vasculares encefálicos e o desenvolvimento de doença coronariana, além de câncer de pulmão.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós podemos fazer uma grande diferença para ajudar o meio ambiente. Seguem dez escolhas simples para um planeta mais saudável:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Reduza o que joga fora, reutilize e recicle;</li>
<li>Faça trabalho voluntário;</li>
<li>Eduque-se e ensine os outros da importância e o valor dos nossos recursos naturais;</li>
<li>Economize água;</li>
<li>Faça escolhas sustentáveis;</li>
<li>Compre com sabedoria &#8211; menos plástico e use sacolas reutilizáveis;</li>
<li>Use lâmpadas de longa duração e desligue a luz quando sair da sala;</li>
<li>Plante uma árvore;</li>
<li>Não envie produtos químicos para os cursos de água, escolha produtos químicos não tóxicos;</li>
<li>Ande mais de bicicleta e de transporte público, dirija menos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">As políticas de qualidade do ar devem proteger a saúde das crianças e adolescentes, tendo explicitamente em conta as diferenças na sua biologia e vias de exposição.</p>
<p style="text-align: justify;">Crianças e adolescentes não podem proteger-se da poluição atmosférica, nem votar ou influenciar políticas relevantes; só os adultos podem e devem fazer isso por eles, e é urgente.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos responder com esforços concentrados e nos unir por meio de ações coletivas e coordenadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>OMS: 99% da população mundial respira ar “tóxico”. 4 de março de 2024. Disponível em: <a href="https://news.un.org/pt/story/2024/03/1828507">https://news.un.org/pt/story/2024/03/1828507</a></li>
<li>World Health Organization. Children&#8217;s environmental health. Disponível em: <a href="https://www.who.int/health-topics/children-environmental-health#tab=tab_">https://www.who.int/health-topics/children-environmental-health#tab=tab_</a></li>
<li>No Brasil, doenças associadas à poluição do ar matam cerca de 465 crianças menores de cinco anos por dia. 08/07/2024. Disponível em: <a href="https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/no-brasil-doencas-associadas-a-poluicao-do-ar-matam-cerca-de-465-criancas-menores-de-cinco-anos-por-dia/">https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/no-brasil-doencas-associadas-a-poluicao-do-ar-matam-cerca-de-465-criancas-menores-de-cinco-anos-por-dia/</a></li>
<li>Como as mudanças climáticas impactam a nossa saúde. Disponível em: <a href="https://doareassets.s3.sa-east-1.amazonaws.com/Como+as+mudan%C3%A7as+clim%C3%A1ticas+impactam+a+nossa+sa%C3%BAde.pdf">https://doareassets.s3.sa-east-1.amazonaws.com/Como+as+mudan%C3%A7as+clim%C3%A1ticas+impactam+a+nossa+sa%C3%BAde.pdf</a></li>
<li>Air pollution and children&#8217;s health. Disponível em: <a href="https://www.eea.europa.eu/publications/air-pollution-and-childrens-health%20%0d6">https://www.eea.europa.eu/publications/air-pollution-and-childrens-health </a></li>
<li> Ten simple choices for a healthier planet. <a href="_wp_link_placeholder" data-wplink-edit="true">https://oceanservice.noaa.gov/ocean/earthday.html</a></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/efeitos-na-saude-das-criancas-causados-pela-poluicao/">Efeitos na saúde das crianças causados pela poluição</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tudo começa em casa</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/tudo-comeca-em-casa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 18:05:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Indivíduo]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Winnicott]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=46094</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Dia-da-Familia1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Dia-da-Familia1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Dia-da-Familia1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O título deste breve texto em comemoração ao Dia Internacional da Família, celebrado em 15 de maio, é uma homenagem ao pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Seu legado contém inúmeras publicações sobre a importância que a família tem no processo de amadurecimento de um indivíduo, incluindo o livro homônimo Tudo começa em casa. 1 Para esse importante autor, a família é a base estruturante da condição de um indivíduo se tornar uma pessoa, com condições plenas de se socializar e manter relações de respeito e consideração com um outro. Em sua teoria do desenvolvimento emocional primitivo, o bebê nasce em um estado físico e psíquico de absoluta dependência, sem nenhuma condição de sobrevivência sem que um adulto totalmente disponível possa se ocupar de seus cuidados essenciais. O bebê, nesse primeiro estágio, experimenta a sensação de estar aos pedaços, como se seu corpo não fosse uma unidade. A angústia é de desamparo e somente os braços de um cuidador que possa se identificar com suas necessidades, vai permitir que ele viva a experiência de estar contido por uma pele. Em geral é a mãe quem ocupa essa função e se dedica plenamente ao bebê durante os primeiros meses de vida. Ela precisa estar muito perto e atenta, numa relação quase fusional, tal a adaptação que estabelece com ele, que inclui um estado de regressão aos seus próprios registros inconscientes de ter sido um bebê. De acordo com Winnicott, a mãe no último mês de gestação e durante o puerpério adquire uma condição especial para essa função, a preocupação materna primária, que é um estado de regressão e identificação com o bebê, quase como uma “doença”. Uma doença saudável de mães saudáveis. Porém, se a mãe ocupa um lugar protagonista junto ao bebê, só pode exercer plenamente essa função e entrar nesse estado mental primitivo se houver um suporte que a sustente também. É essa a tarefa do pai ou de alguém que ocupe esse lugar de função paterna. Refiro-me à função de guardião do ambiente mãe-bebê, para que ele tenha um mínimo de desconfortos. O estado emocional do bebê é de extrema fragilidade e não pode sofrer grandes abalos, que nessa fase representam ameaças à sua existência psíquica. Portanto, esse terceiro, que é o pai ou substituto, precisa cuidar do ambiente e do suprimento para quem se ocupa do bebê na função mãe. Toda essa configuração vai mudando à medida que o bebê cresce e vai adquirindo condições mais estruturadas de lidar com desconfortos, dores, frustrações e, principalmente, com a ausência gradativa da mãe. Essa mudança de etapa e readaptação do ambiente familiar às novas necessidades do bebê é o que vai construindo a condição para o indivíduo se desenvolver plenamente e alcançar o estágio de independência. Na primeira infância, independência significa autonomias básicas de andar, comer, dormir em seu quarto e cama, separar-se dos pais por períodos maiores. A mesma estrutura desse modelo que vemos durante os dois primeiros anos de vida da criança vai se repetir ao longo de sua vida e permitir que na idade adulta esse filho possa sair de casa e construir sua própria vida adulta e uma nova família. A família é a base e o modelo fundamental para que cada indivíduo seja um “sujeito”, com plenas condições de se relacionar com seus grupos e desenvolver relações de intimidade. Quando algo não vai bem nas relações familiares, há um comprometimento nessas condições de desenvolvimento das crianças, complicando também seus futuros descendentes. É a estabilidade familiar que oferece o continente seguro para a saúde de seus membros. Isso não significa que não existam conflitos, que são parte de uma vida saudável. Nos conflitos familiares, a criança e o adolescente aprendem a se relacionar e desenvolver ferramentas de articulação com um outro. É preciso aprender a lidar com frustrações, ceder, negociar, atender às demandas da realidade e não apenas das expectativas pessoais. Adultos saudáveis e responsáveis podem ser os pilares de uma organização familiar que favoreça o desenvolvimento contínuo de seus membros. O grupo familiar então serve de base para as relações nos grupos mais amplos da sociedade. Conhecemos algumas das razões que fazem essa longa e exigente tarefa – o trabalho dos pais de compreender os filhos – valer a pena! E, de fato, acreditamos que esse trabalho provê a única base real para a sociedade, sendo o único fator para a tendência democrática do sistema social de um país.2 (Winnicott, 1986 – pág. 98) A vivência dos conflitos familiares oferece a possibilidade de lidar internamente com emoções intensas e transbordantes em um ambiente seguro e amoroso. Para tanto, é fundamental que os pais possam ser capazes de sustentar as leis que organizam o convívio grupal e ajudar os filhos na experiência da frustração que deriva dos limites que a realidade impõe aos desejos individuais. Atualmente há um equívoco no que tange à educação dos filhos, que é a ideia de que os pais devam buscar um mínimo de incômodo aos filhos, evitando a todo custo expressões de tristeza, dor, raiva, tomadas como emoções “negativas”. Com essa premissa, temos cada vez mais crianças e jovens que não desenvolvem condições de lidar com a realidade e seus infortúnios. Isso pode gerar um sentimento de vazio e impotência, contribuindo para várias patologias, como a depressão, que pode até levar ao suicídio. A depressão não é necessariamente negativa, como muito bem desenvolveu Winnicott em seu artigo O valor da depressão. Paradoxalmente, esse estado pode ser a condição de um processo de desenvolvimento, desde que possa ser vivido e superado dentro de um ambiente que acolha e suporte as dores que nele estão contidas. A família é uma referência para isso. Se a pessoa que sofre pode contar com um sentimento amoroso de sustentação, a depressão pode evoluir para um processo de cura, como afirmou Winnicott.3 Muito poderia ser ainda desenvolvido sobre o valor da estrutura familiar para o desenvolvimento saudável de uma pessoa, mas o assunto de tão rico e vasto não pode se esgotar em tão poucas...</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/tudo-comeca-em-casa/">Tudo começa em casa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Dia-da-Familia1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Dia-da-Familia1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Dia-da-Familia1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O título deste breve texto em comemoração ao Dia Internacional da Família, celebrado em 15 de maio, é uma homenagem ao pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Seu legado contém inúmeras publicações sobre a importância que a família tem no processo de amadurecimento de um indivíduo, incluindo o livro homônimo <em>Tudo começa em casa.</em><sup> 1</sup></p>
<p style="text-align: justify;">Para esse importante autor, a família é a base estruturante da condição de um indivíduo se tornar uma pessoa, com condições plenas de se socializar e manter relações de respeito e consideração com um outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua teoria do <em>desenvolvimento emocional primitivo,</em> o bebê nasce em um estado físico e psíquico de absoluta dependência, sem nenhuma condição de sobrevivência sem que um adulto totalmente disponível possa se ocupar de seus cuidados essenciais. O bebê, nesse primeiro estágio, experimenta a sensação de estar aos pedaços, como se seu corpo não fosse uma unidade. A angústia é de desamparo e somente os braços de um cuidador que possa se identificar com suas necessidades, vai permitir que ele viva a experiência de estar contido por uma pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral é a mãe quem ocupa essa função e se dedica plenamente ao bebê durante os primeiros meses de vida. Ela precisa estar muito perto e atenta, numa relação quase fusional, tal a adaptação que estabelece com ele, que inclui um estado de regressão aos seus próprios registros inconscientes de ter sido um bebê.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Winnicott, a mãe no último mês de gestação e durante o puerpério adquire uma condição especial para essa função, a <em>preocupação materna primária</em>, que é um estado de regressão e identificação com o bebê, quase como uma “doença”. Uma doença saudável de mães saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, se a mãe ocupa um lugar protagonista junto ao bebê, só pode exercer plenamente essa função e entrar nesse estado mental primitivo se houver um suporte que a sustente também. É essa a tarefa do pai ou de alguém que ocupe esse lugar de <em>função paterna.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Refiro-me à função de guardião do ambiente mãe-bebê, para que ele tenha um mínimo de desconfortos. O estado emocional do bebê é de extrema fragilidade e não pode sofrer grandes abalos, que nessa fase representam <em>ameaças à sua existência psíquica</em>. Portanto, esse terceiro, que é o pai ou substituto, precisa cuidar do ambiente e do suprimento para quem se ocupa do bebê na função mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda essa configuração vai mudando à medida que o bebê cresce e vai adquirindo condições mais estruturadas de lidar com desconfortos, dores, frustrações e, principalmente, com a ausência gradativa da mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa mudança de etapa e readaptação do ambiente familiar às novas necessidades do bebê é o que vai construindo a condição para o indivíduo se desenvolver plenamente e alcançar o estágio de independência.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira infância, independência significa autonomias básicas de andar, comer, dormir em seu quarto e cama, separar-se dos pais por períodos maiores.</p>
<p style="text-align: justify;">A mesma estrutura desse modelo que vemos durante os dois primeiros anos de vida da criança vai se repetir ao longo de sua vida e permitir que na idade adulta esse filho possa sair de casa e construir sua própria vida adulta e uma nova família.</p>
<p style="text-align: justify;">A família é a base e o modelo fundamental para que cada indivíduo seja um “sujeito”, com plenas condições de se relacionar com seus grupos e desenvolver relações de intimidade. Quando algo não vai bem nas relações familiares, há um comprometimento nessas condições de desenvolvimento das crianças, complicando também seus futuros descendentes.</p>
<p style="text-align: justify;">É a estabilidade familiar que oferece o continente seguro para a saúde de seus membros. Isso não significa que não existam conflitos, que são parte de uma vida saudável. Nos conflitos familiares, a criança e o adolescente aprendem a se relacionar e desenvolver ferramentas de articulação com um outro. É preciso aprender a lidar com frustrações, ceder, negociar, atender às demandas da realidade e não apenas das expectativas pessoais. Adultos saudáveis e responsáveis podem ser os pilares de uma organização familiar que favoreça o desenvolvimento contínuo de seus membros. O grupo familiar então serve de base para as relações nos grupos mais amplos da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecemos algumas das razões que fazem essa longa e exigente tarefa – o trabalho dos pais de compreender os filhos – valer a pena! E, de fato, acreditamos que esse trabalho provê a única base real para a sociedade, sendo o único fator para a tendência democrática do sistema social de um país.<sup>2</sup> (Winnicott, 1986 – pág. 98)</p>
<p style="text-align: justify;">A vivência dos conflitos familiares oferece a possibilidade de lidar internamente com emoções intensas e transbordantes em um ambiente seguro e amoroso. Para tanto, é fundamental que os pais possam ser capazes de sustentar as leis que organizam o convívio grupal e ajudar os filhos na experiência da frustração que deriva dos limites que a realidade impõe aos desejos individuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente há um equívoco no que tange à educação dos filhos, que é a ideia de que os pais devam buscar um mínimo de incômodo aos filhos, evitando a todo custo expressões de tristeza, dor, raiva, tomadas como emoções “negativas”. Com essa premissa, temos cada vez mais crianças e jovens que não desenvolvem condições de lidar com a realidade e seus infortúnios. Isso pode gerar um sentimento de vazio e impotência, contribuindo para várias patologias, como a depressão, que pode até levar ao suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão não é necessariamente negativa, como muito bem desenvolveu Winnicott em seu artigo <em>O valor da depressão. </em>Paradoxalmente, esse estado pode ser a condição de um processo de desenvolvimento, desde que possa ser vivido e superado dentro de um ambiente que acolha e suporte as dores que nele estão contidas. A família é uma referência para isso. Se a pessoa que sofre pode contar com um sentimento amoroso de sustentação, a depressão pode evoluir para um processo de cura, como afirmou Winnicott.<sup>3</sup></p>
<p style="text-align: justify;">Muito poderia ser ainda desenvolvido sobre o valor da estrutura familiar para o desenvolvimento saudável de uma pessoa, mas o assunto de tão rico e vasto não pode se esgotar em tão poucas linhas. Fica então a mensagem central dessa importância e o necessário olhar para que a sociedade contribua para o trabalho fundamental do qual cabe à família se ocupar.</p>
<p>Saiba mais:</p>
<ol>
<li>Winnicott D. Tudo começa em casa, 1996, Editora Martins Fontes.</li>
<li>Winnicott D. A contribuição da mãe para a sociedade. In: Tudo começa em casa, 1996, Editora Martins Fontes.</li>
<li>Winnicott D. O valor da depressão. In: Tudo começa em casa, 1996, Editora Martins Fontes.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Relatora:<br />
</strong><strong style="font-size: 1rem;">Denise de Sousa Feliciano<br />
</strong><strong style="font-size: 1rem;">Presidente do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/tudo-comeca-em-casa/">Tudo começa em casa</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
