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	<title>Arquivos Aparelho - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Aparelho - SPSP</title>
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		<title>Nosso cérebro ancestral</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Oct 2024 19:04:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-cerebro-ancestral-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-cerebro-ancestral-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-cerebro-ancestral-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Vovó dizia que ficava toda “pimpona” quando recebia um elogio. Ela gostava muito, pois sentia-se reconhecida, ficava alegre. Se o elogio era feito na presença de alguma testemunha, tinha um sabor muito mais gostoso. Afinal, quem não gosta de um “like”, como os jovens dizem hoje.  Nossos filhos são jovens, mas o cérebro deles é ancestral. Ele é geneticamente programado para adquirir informação e receber uma “recompensa” – sob a forma de uma pequena dose de dopamina (é um neurotransmissor, uma substância química que transmite informações do cérebro para as demais partes do corpo e é conhecida como um dos “hormônios da felicidade”) – cada vez que consegue. A indústria do setor digital, com absoluta lucidez, explora essa vulnerabilidade da psicologia humana. Esse sistema de recompensa é que mantém cativos os usuários nas redes sociais. Basta criar um mecanismo de liberação regular de dopamina em seus cérebros. O Facebook faz isso ao estimular o seu like em resposta a uma mensagem ou foto publicada (nós pensamos que fazer isso é uma atitude educada!). Isso retroalimenta o mecanismo, levando-o a contribuir cada vez mais e assim receber mais comentários e likes, um encadeamento sem fim. Sempre é bom recordar que esse mecanismo de recompensa é o mesmo que determina o vício de qualquer outra etiologia (cigarro, drogas, bebida, sexo, etc.). Athena Chavarria, que trabalhou no Facebook, disse: “Estou convencida de que o diabo mora em nossos smartphones e está destruindo nossos filhos”. O desabafo pode ser exagerado, mas tem o mérito de soar como um alarme necessário. A cada dia, em média, os indivíduos que possuem smartphones, adultos e adolescentes, submetem-se a algo entre 50 a 129 interrupções em sua atenção, ou seja, uma a cada 7 ou 20 minutos, durante o tempo em que estão acordados. O estímulo para verificar se alguma mensagem chegou ou se há uma informação nova vem do som do aparelho ou, simplesmente, pela vontade interna do usuário em saber o que está acontecendo. A simples presença do aparelho, ao alcance dos olhos, pode gerar essa curiosidade. Inconscientemente, tememos deixar passar uma informação vital, ou apenas queremos nos deleitar com mais uma dose de dopamina. Esse mecanismo, atualmente, recebeu o acrônimo FoMO (Fear of Missing Out &#8211; medo de perder alguma coisa). Uma quantidade crescente de estudos mostra que os comportamentos de multitasking (realização de múltiplas tarefas), associadas às incessantes solicitações do mundo digital (em especial as redes sociais), contribuem negativamente para a fixação de dados na memória, no processo de aprendizagem, déficit de atenção e interferem no estabelecimento de hábitos comportamentais prejudiciais. O cérebro humano fica mais vulnerável quando submetido a esses estímulos continuados, especialmente na infância e adolescência, os quais agem negativamente sobre o desenvolvimento cerebral.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/nosso-cerebro-ancestral/">Nosso cérebro ancestral</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-cerebro-ancestral-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-cerebro-ancestral-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-cerebro-ancestral-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Vovó dizia que ficava toda “pimpona” quando recebia um elogio. Ela gostava muito, pois sentia-se reconhecida, ficava alegre. Se o elogio era feito na presença de alguma testemunha, tinha um sabor muito mais gostoso. Afinal, quem não gosta de um “<em>like</em>”, como os jovens dizem hoje. </p>
<p style="text-align: justify;">Nossos filhos são jovens, mas o cérebro deles é ancestral. Ele é geneticamente programado para adquirir informação e receber uma “recompensa” – sob a forma de uma pequena dose de dopamina (é um neurotransmissor, uma substância química que transmite informações do cérebro para as demais partes do corpo e é conhecida como um dos “hormônios da felicidade”) – cada vez que consegue. A indústria do setor digital, com absoluta lucidez, explora essa vulnerabilidade da psicologia humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse sistema de recompensa é que mantém cativos os usuários nas redes sociais. Basta criar um mecanismo de liberação regular de dopamina em seus cérebros. O Facebook faz isso ao estimular o seu <em>like</em> em resposta a uma mensagem ou foto publicada (nós pensamos que fazer isso é uma atitude educada!). Isso retroalimenta o mecanismo, levando-o a contribuir cada vez mais e assim receber mais comentários e <em>likes</em>, um encadeamento sem fim. Sempre é bom recordar que esse mecanismo de recompensa é o mesmo que determina o vício de qualquer outra etiologia (cigarro, drogas, bebida, sexo, etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">Athena Chavarria, que trabalhou no Facebook, disse: “Estou convencida de que o diabo mora em nossos <em>smartphones </em>e está destruindo nossos filhos”. O desabafo pode ser exagerado, mas tem o mérito de soar como um alarme necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada dia, em média, os indivíduos que possuem <em>smartphones, </em>adultos e adolescentes, submetem-se a algo entre 50 a 129 interrupções em sua atenção, ou seja, uma a cada 7 ou 20 minutos, durante o tempo em que estão acordados<em>. </em>O estímulo para verificar se alguma mensagem chegou ou se há uma informação nova vem do som do aparelho ou, simplesmente, pela vontade interna do usuário em saber o que está acontecendo. A simples presença do aparelho, ao alcance dos olhos, pode gerar essa curiosidade. Inconscientemente, tememos deixar passar uma informação vital, ou apenas queremos nos deleitar com mais uma dose de dopamina. Esse mecanismo, atualmente, recebeu o acrônimo FoMO (<em>Fear of Missing Out</em> &#8211; medo de perder alguma coisa).</p>
<p style="text-align: justify;">Uma quantidade crescente de estudos mostra que os comportamentos de <em>multitasking</em> (realização de múltiplas tarefas), associadas às incessantes solicitações do mundo digital (em especial as redes sociais), contribuem negativamente para a fixação de dados na memória, no processo de aprendizagem, déficit de atenção e interferem no estabelecimento de hábitos comportamentais prejudiciais. O cérebro humano fica mais vulnerável quando submetido a esses estímulos continuados, especialmente na infância e adolescência, os quais agem negativamente sobre o desenvolvimento cerebral.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/nosso-cerebro-ancestral/">Nosso cérebro ancestral</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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