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	<title>Arquivos Apneia obstrutiva do sono - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Apneia obstrutiva do sono - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Meu filho ronca. É normal?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 18:19:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Apneia obstrutiva do sono na infância é relativamente comum e o tratamento é simples, além de necessário para o bom desenvolvimento da criança A respiração da criança durante o sono deve ser sempre silenciosa. Por isso, a criança que ronca ou tem respiração ruidosa enquanto dorme merece especial atenção. Outros sinais também devem ser observados: movimentação excessiva, sono agitado, transpiração, respiração oral, enurese (xixi na cama). Por trás de sintomas aparentemente comuns, pode estar a apneia obstrutiva do sono. O distúrbio respiratório do sono é uma condição relativamente comum na infância, sendo mais grave a apneia obstrutiva do sono, que acomete cerca de 1 a 3% das crianças na faixa etária pré-escolar (até dois anos). Os sintomas mais marcantes são noturnos: o ronco intenso, respiração oral, sono sem descanso e pequenas pausas respiratórias. Porém, há ainda sintomas diurnos relevantes: agitação ou sonolência e falta de atenção. A apneia obstrutiva do sono interfere potencialmente no desenvolvimento da criança, tanto em aspectos físicos, como déficit de crescimento, quanto cognitivos, que pode se expressar como déficit de atenção e/ou aprendizado. Além disso, em casos extremos, o esforço respiratório durante o sono pode levar a sequelas cardíacas. Os roncos e a apneia do sono na criança resultam de uma combinação entre um estreitamento anatômico das vias aéreas e função neuromuscular (tônus da musculatura da faringe). Na faixa etária pré-escolar, o principal fator associado é o aumento das amígdalas e da adenoide que obstruem as partes nasal e oral da faringe, respectivamente. &#160;Além disso, rinites são fatores potencializados que contribuem para a obstrução nasal repercutindo também na qualidade do sono. Fazendo diagnóstico A investigação da apneia do sono deve iniciar com um relato detalhado dos sintomas. Em seguida, a avaliação da via aérea para determinar o grau de obstrução. Exames complementares podem ser solicitados, como radiografias de perfil da cabeça para análise das vias aéreas. A polissonografia (exame do sono) pode caracterizar a gravidade da apneia e o número de eventos obstrutivos. Entretanto, trata-se de exame demorado e caro e que não deve ser feito de rotina em todas as crianças; deve ser solicitado quando os sintomas não são bem caracterizados, quando há discrepância destes com o grau de obstrução, sendo obrigatório em crianças portadoras de síndromes ou doenças neuromusculares. Tratando as causas &#160; Uma vez que os principais fatores são a hiperplasia (aumento) das amígdalas e adenoide, o tratamento inicial de escolha é a retirada dessas estruturas, ou seja, adenoamigdalectomia. O tratamento cirúrgico tem alta eficácia e leva à transformação da qualidade de vida da criança, com melhora não apenas no padrão respiratório, mas também no seu desenvolvimento, comportamento, atenção etc. Além disso, é obrigatório o tratamento de quadros complementares como rinite e alergia, entre outros. Em crianças com alterações da oclusão dental ou desarmonias do crescimento craniofacial é necessária avaliação do odontopediatra e/ou ortodontista para complementação com tratamento ortodôntico. Em crianças com hipotonia da musculatura perioral, postura de boca aberta, alterações das funções orofacias como deglutição e mastigação deve-se indicar a intervenção fonoaudiológica. A obesidade, cada vez mais frequente, é fator que influencia fortemente na apneia e é associada ao baixo sucesso do tratamento cirúrgico, sendo a orientação dietética obrigatória na apneia do sono. O tratamento precoce reverte as consequências, melhorando sobremaneira a qualidade de vida dessas crianças. RelatoraProfa. Dra. Renata C. Di FrancescoDepartamento de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-ronca-e-normal/">Meu filho ronca. É normal?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p class="has-text-align-center" style="font-size:21px"><em>Apneia
obstrutiva do sono na infância é relativamente comum e o tratamento é simples, além
de necessário para o bom desenvolvimento da criança</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>A respiração da criança durante o sono deve ser sempre silenciosa. Por isso, a criança que ronca ou tem respiração ruidosa enquanto dorme merece especial atenção. Outros sinais também devem ser observados: movimentação excessiva, sono agitado, transpiração, respiração oral, enurese (xixi na cama). Por trás de sintomas aparentemente comuns, pode estar a apneia obstrutiva do sono. </p>



<p>O distúrbio respiratório do sono é uma condição relativamente comum na infância, sendo mais grave a apneia obstrutiva do sono, que acomete cerca de 1 a 3% das crianças na faixa etária pré-escolar (até dois anos). Os sintomas mais marcantes são noturnos: o ronco intenso,
respiração oral, sono sem descanso e pequenas pausas respiratórias. Porém, há
ainda sintomas diurnos relevantes: agitação ou sonolência e falta de atenção. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/11/bebe-3401065_1920-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2970"/><figcaption>adiretoriaeventos | pixabay.com</figcaption></figure>



<p>A apneia obstrutiva do sono interfere potencialmente
no desenvolvimento da criança, tanto em aspectos físicos, como <em>déficit</em> de crescimento, quanto cognitivos,
que pode se expressar como <em><a href="http://www.pediatraorienta.org.br/tdah-ha-uma-epidemia-por-ai/">déficit de atenção</a></em> e/ou aprendizado. Além
disso, em casos extremos, o esforço respiratório durante o sono pode levar a
sequelas cardíacas. </p>



<p>Os roncos e a apneia do sono na criança resultam de
uma combinação entre um estreitamento anatômico das vias aéreas e função
neuromuscular (tônus da musculatura da faringe). Na faixa etária pré-escolar, o
principal fator associado é o aumento das amígdalas e da adenoide que obstruem
as partes nasal e oral da faringe, respectivamente. &nbsp;Além disso, rinites são fatores
potencializados que contribuem para a obstrução nasal repercutindo também na
qualidade do sono. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Fazendo diagnóstico</h4>



<p>A investigação da apneia do sono deve iniciar com um relato detalhado dos sintomas. Em seguida, a avaliação da via aérea para determinar o grau de obstrução. Exames complementares podem ser solicitados, como radiografias de perfil da cabeça para análise das vias aéreas. A polissonografia (exame do sono) pode caracterizar a gravidade da apneia e o número de eventos obstrutivos. Entretanto, trata-se de exame demorado e caro e que não deve ser feito de rotina em todas as crianças; deve ser solicitado quando os sintomas não são bem caracterizados, quando há discrepância destes com o grau de obstrução, sendo obrigatório em crianças portadoras de síndromes ou doenças neuromusculares. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Tratando as causas &nbsp;</h4>



<p>Uma vez que os principais fatores são a hiperplasia (aumento) das amígdalas e adenoide, o tratamento inicial de escolha é a retirada dessas estruturas, ou seja, adenoamigdalectomia. O tratamento cirúrgico tem alta eficácia e leva à transformação da qualidade de vida da criança, com melhora não apenas no padrão respiratório, mas também no seu desenvolvimento, comportamento, atenção etc. Além disso, é obrigatório o tratamento de quadros complementares como rinite e alergia, entre outros. </p>



<p>Em crianças com alterações da oclusão dental ou
desarmonias do crescimento craniofacial é necessária <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/momento-saude-saude-oral/">avaliação do
odontopediatra</a> e/ou ortodontista para complementação com tratamento ortodôntico. </p>



<p>Em crianças com hipotonia da musculatura perioral,
postura de boca aberta, alterações das funções orofacias como deglutição e
mastigação deve-se indicar a intervenção fonoaudiológica. </p>



<p>A obesidade, cada vez mais frequente, é fator que influencia fortemente na apneia e é associada ao baixo sucesso do tratamento cirúrgico, sendo a orientação dietética obrigatória na apneia do sono. </p>



<p>O tratamento precoce reverte as consequências, melhorando
sobremaneira a qualidade de vida dessas crianças.</p>



<p><strong>Relatora</strong><br><strong>Profa. Dra. Renata C. Di Francesco</strong><br>Departamento de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>



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			</item>
		<item>
		<title>Síndrome de Down e apneia obstrutiva do sono</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sindrome-de-down-e-apneia-obstrutiva-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2019 18:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A apneia obstrutiva do sono é bastante prevalente na Síndrome de Down ou Trissomia do Cromossomo 21, afetando cerca de 50 a 100 % das crianças. Esse quadro caracteriza-se, principalmente, por roncos noturnos e pequenas pausas respiratórias durante o sono, as quais chamamos de apneia. Esses sintomas são os mais comuns, mas outros também podem estar presentes. É importante dizer que ronco é um ruído respiratório grave, mais ou menos forte, que aparece durante o sono. Além disso, qualquer ruído respiratório durante o sono deve ser investigado. Além do ronco, respiração ofegante, pausas respiratórias e aparentes engasgos podem fazer parte do quadro. As crianças apresentam sono agitado, com constantes mudanças de posição, ou mesmo estranhas posturas, tais como dormir de barriga para baixo com as pernas encolhidas, hiperextensão da cabeça etc. Destacam-se, também, alguns sintomas diurnos, relacionados à apneia, tais como: irritabilidade, impulsividade, concentração deficiente, sonolência diurna. A apneia do sono pode ainda sobrecarregar o sistema cardiorrespiratório, relembrando-se também que estas crianças apresentam maior prevalência de doenças cardíacas. Há ainda prejuízos para a memória de longo prazo e desenvolvimento da linguagem. Frente a esses sintomas, as crianças precisam ser investigadas. Muitas vezes os familiares não apresentam uma percepção detalhada dos sintomas respiratórios durante o sono, por isso, desde 2011, a Academia Americana de Pediatria recomenda a realização de polissonografia de rotina aos quatro anos de idade na Síndrome de Down. O principal fator a ser investigado é o aumento das amigdalas e adenoide, porém na Síndrome outros fatores também influenciam a apneia, tais como a macroglossia (língua maior que a cavidade bucal), hipoplasia do terço médio da face, hipotonia muscular (redução da força muscular) e sobrepeso. Tratamento O tratamento da apneia obstrutiva do sono é mandatório para melhorar a qualidade de vida e evitar sequelas a longo prazo, uma vez que a sobrevida desses pacientes hoje ultrapassa os 60 anos. O tratamento inicial de escolha é a adenoamigdalectomia (retirada das amigdalas e adenoide), que apresenta uma eficácia de 50 a 70 %. A cirurgia deve ser complementada, de acordo com cada caso, com tratamento ortodôntico para expansão dos arcos dentários, terapia fonoaudiológica miofuncional e fisioterapia para melhora do tônus muscular e, em casos mais graves, adaptação de CPAP (“Continuous Positive Airway Pressure” &#8211; Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas &#8211; aparelho que fornece fluxo contínuo e constante de ar pressurizado para as vias aéreas do paciente). Eventualmente podem ser necessários tratamentos cirúrgicos complementares abordando-se a hipertrofia de cornetos inferiores, macroglossia ou mesmo o palato mole. O controle de peso deve ser sempre rigoroso, uma vez que sobrepeso e obesidade são fatores que pioram o desconforto respiratório do sono, entre eles a apneia. O diagnóstico precoce e a boa condução no tratamento da apneia obstrutiva do sono resultam em melhora importante da qualidade de vida da criança, interferindo não apenas em seu desenvolvimento físico, como também cognitivo. ___ Relatora: Dra. Renata Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP Publicado em 21/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/sindrome-de-down-e-apneia-obstrutiva-do-sono/">Síndrome de Down e apneia obstrutiva do sono</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>A apneia obstrutiva do sono é bastante prevalente na Síndrome de Down ou Trissomia do Cromossomo 21, afetando cerca de 50 a 100 % das crianças. Esse quadro caracteriza-se, principalmente, por roncos noturnos e pequenas pausas respiratórias durante o sono, as quais chamamos de apneia. Esses sintomas são os mais comuns, mas outros também podem estar presentes.</p>
<p><div id="attachment_2489" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2489" class="size-large wp-image-2489" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/03/Depositphotos_23130626_DenysKuvaiev-1024x683.jpg" alt="" width="838" height="559"><p id="caption-attachment-2489" class="wp-caption-text">DenysKuvaiev | depositphotos.com</p></div></p>
<p>É importante dizer que ronco é um ruído respiratório grave, mais ou menos forte, que aparece durante o sono. Além disso, qualquer ruído respiratório durante o sono deve ser investigado.</p>
<p>Além do ronco, respiração ofegante, pausas respiratórias e aparentes engasgos podem fazer parte do quadro. As crianças apresentam sono agitado, com constantes mudanças de posição, ou mesmo estranhas posturas, tais como dormir de barriga para baixo com as pernas encolhidas, hiperextensão da cabeça etc.</p>
<p>Destacam-se, também, alguns sintomas diurnos, relacionados à apneia, tais como: irritabilidade, impulsividade, concentração deficiente, sonolência diurna. A apneia do sono pode ainda sobrecarregar o sistema cardiorrespiratório, relembrando-se também que estas crianças apresentam maior prevalência de doenças cardíacas. Há ainda prejuízos para a memória de longo prazo e desenvolvimento da linguagem.</p>
<p>Frente a esses sintomas, as crianças precisam ser investigadas. Muitas vezes os familiares não apresentam uma percepção detalhada dos sintomas respiratórios durante o sono, por isso, desde 2011, a Academia Americana de Pediatria recomenda a realização de polissonografia de rotina aos quatro anos de idade na Síndrome de Down. O principal fator a ser investigado é o aumento das amigdalas e adenoide, porém na Síndrome outros fatores também influenciam a apneia, tais como a macroglossia (língua maior que a cavidade bucal), hipoplasia do terço médio da face, hipotonia muscular (redução da força muscular) e sobrepeso.</p>
<h2>Tratamento</h2>
<p>O tratamento da apneia obstrutiva do sono é mandatório para melhorar a qualidade de vida e evitar sequelas a longo prazo, uma vez que a sobrevida desses pacientes hoje ultrapassa os 60 anos.</p>
<p>O tratamento inicial de escolha é a adenoamigdalectomia (retirada das amigdalas e adenoide), que apresenta uma eficácia de 50 a 70 %. A cirurgia deve ser complementada, de acordo com cada caso, com tratamento ortodôntico para expansão dos arcos dentários, terapia fonoaudiológica miofuncional e fisioterapia para melhora do tônus muscular e, em casos mais graves, adaptação de CPAP (“Continuous Positive Airway Pressure” &#8211; Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas &#8211; aparelho que fornece fluxo contínuo e constante de ar pressurizado para as vias aéreas do paciente). Eventualmente podem ser necessários tratamentos cirúrgicos complementares abordando-se a hipertrofia de cornetos inferiores, macroglossia ou mesmo o palato mole.</p>
<p>O controle de peso deve ser sempre rigoroso, uma vez que sobrepeso e obesidade são fatores que pioram o desconforto respiratório do sono, entre eles a apneia.</p>
<p>O diagnóstico precoce e a boa condução no tratamento da apneia obstrutiva do sono resultam em melhora importante da qualidade de vida da criança, interferindo não apenas em seu desenvolvimento físico, como também cognitivo.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong>Dra. Renata Di Francesco</strong><br />
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP</p>
<p>Publicado em 21/03/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<item>
		<title>Terror noturno</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/terror-noturno-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2015 10:57:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbios do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sono]]></category>
		<category><![CDATA[Terror noturno]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O terror noturno é caracterizado por episódios de gritos, agitação e medo intenso. Durante o episódio, a criança pode sentar na cama, gritar, chorar, chutar, bater, suar profusamente, ter respiração e batimentos cardíacos acelerados, ser difícil de acordar, ser inconsolável, ficar com os olhos arregalados, sair da cama e correr pela casa. Esses episódios costumam ocorrer na primeira metade da noite e têm duração de 1 a 3 minutos. Raramente a criança se lembra do episódio pela manhã. O terror noturno geralmente acomete crianças e adolescentes de 3 a 12 anos, são raros e tem igual frequência em meninos e meninas. Em geral, esses episódios desaparecem na adolescência. O terror noturno, assim como o sonambulismo, é chamado de parassonia. É um transtorno do sono não-REM (sono mais profundo do início da noite). Acredita-se que haja um despertar parcial do sono, onde a criança está parcialmente acordada (verbalização, movimentos) e parcialmente dormindo (inconsciência). O terror noturno costuma acometer outros membros da família, mas não está associado a doenças mentais. A frequência dos eventos é muito variável entre as crianças, podendo ser semanal ou mensal. Mesmo os episódios raros provocam preocupação nos pais, devido a sua intensidade. A maioria das parassonias não necessita de tratamento, somente um ambiente seguro de sono para a criança. No entanto, o terror noturno pode necessitar de tratamento se a criança e/ou os pais não dormirem tempo suficiente ou se houver risco à segurança da criança. O terror noturno frequentemente é confundido com pesadelos. Uma criança que acorda de um pesadelo está consciente e relata uma história de um sonho assustador, muitas vezes com detalhes. No terror noturno a criança pode verbalizar, mas permanece dormindo. A criança com terror noturno não se lembra dos eventos na manhã seguinte. O horário também ajuda a diferenciar, pois os pesadelos são fenômenos do sono REM (estágio do sono dos sonhos) e costumam ocorrer na segunda metade da noite, enquanto o terror noturno acontece na primeira metade da noite. O despertar confusional é outro tipo de parassonia que pode confundir com terror noturno. Durante o episódio de despertar confusional, a criança apresenta confusão mental enquanto está na cama. Não há comportamento de medo, terror ou andar. Não se observa suor profuso ou respiração e batimentos cardíacos acelerados. Diversos fatores contribuem para aumentar a frequência dos episódios de terror noturno, tais como: privação de sono, cansaço extremo, estresse, febre, dormir em local não familiar, sons, luzes e bexiga cheia. Outros problemas de saúde podem estar associados e/ou piorar o terror noturno: apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas, enxaqueca, trauma de crânio e algumas medicações. A presença de complicações é um alerta para iniciar o tratamento. A família pode relatar sonolência excessiva durante o dia, dificuldades na escola, notas baixas ou problemas em executar atividades da vida diária. Pode ainda ocorrer conflito entre os membros da família, vergonha dos episódios de terror noturno, ou pode acontecer da criança e outras pessoas se machucarem. Caso os eventos sejam raros, não há necessidade de tratamento. Durante o episódio não há muito que fazer, o melhor é esperar &#8211; os pais podem conter a criança gentilmente na cama, falar calmamente e aguardar passar. Chacoalhar ou gritar com a criança pode piorar o evento. O tratamento é recomendado quando há sintomas diurnos ou risco à segurança da criança. É importante tratar alguma doença associada, como a apneia obstrutiva do sono. Os hábitos do sono devem ser ajustados para evitar privação de sono, ou seja, horários regulares de dormir e acordar sete dias por semana e evitar atividades ou alimentos estimulantes após o anoitecer. Se ansiedade e estresse forem problemas relevantes, recomenda-se consultar um especialista. Medicações raramente são prescritas no terror noturno, mas quando necessário, obtêm-se bons resultados com os benzodiazepínicos. ___ Relator: Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP Publicado em 14/04/2015. photo credit: PublicDomainPictures &#124; pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/terror-noturno-2/">Terror noturno</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2015/04/adorable-19638_640.jpg" rel="prettyphoto[26955]"><img decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-885" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2015/04/adorable-19638_640.jpg?w=300" alt="adorable-19638_640" width="300" height="200" /></a>O terror noturno é caracterizado por episódios de gritos, agitação e medo intenso. Durante o episódio, a criança pode sentar na cama, gritar, chorar, chutar, bater, suar profusamente, ter respiração e batimentos cardíacos acelerados, ser difícil de acordar, ser inconsolável, ficar com os olhos arregalados, sair da cama e correr pela casa. Esses episódios costumam ocorrer na primeira metade da noite e têm duração de 1 a 3 minutos. Raramente a criança se lembra do episódio pela manhã. O terror noturno geralmente acomete crianças e adolescentes de 3 a 12 anos, são raros e tem igual frequência em meninos e meninas. Em geral, esses episódios desaparecem na adolescência.</p>
<p>O terror noturno, assim como o sonambulismo, é chamado de parassonia. É um transtorno do sono não-REM (sono mais profundo do início da noite). Acredita-se que haja um despertar parcial do sono, onde a criança está parcialmente acordada (verbalização, movimentos) e parcialmente dormindo (inconsciência).</p>
<p>O terror noturno costuma acometer outros membros da família, mas não está associado a doenças mentais. A frequência dos eventos é muito variável entre as crianças, podendo ser semanal ou mensal. Mesmo os episódios raros provocam preocupação nos pais, devido a sua intensidade.</p>
<p>A maioria das parassonias não necessita de tratamento, somente um ambiente seguro de sono para a criança. No entanto, o terror noturno pode necessitar de tratamento se a criança e/ou os pais não dormirem tempo suficiente ou se houver risco à segurança da criança.</p>
<p>O terror noturno frequentemente é confundido com pesadelos. Uma criança que acorda de um pesadelo está consciente e relata uma história de um sonho assustador, muitas vezes com detalhes. No terror noturno a criança pode verbalizar, mas permanece dormindo. A criança com terror noturno não se lembra dos eventos na manhã seguinte. O horário também ajuda a diferenciar, pois os pesadelos são fenômenos do sono REM (estágio do sono dos sonhos) e costumam ocorrer na segunda metade da noite, enquanto o terror noturno acontece na primeira metade da noite.</p>
<p>O despertar confusional é outro tipo de parassonia que pode confundir com terror noturno. Durante o episódio de despertar confusional, a criança apresenta confusão mental enquanto está na cama. Não há comportamento de medo, terror ou andar. Não se observa suor profuso ou respiração e batimentos cardíacos acelerados.</p>
<p>Diversos fatores contribuem para aumentar a frequência dos episódios de terror noturno, tais como: privação de sono, cansaço extremo, estresse, febre, dormir em local não familiar, sons, luzes e bexiga cheia. Outros problemas de saúde podem estar associados e/ou piorar o terror noturno: apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas, enxaqueca, trauma de crânio e algumas medicações.</p>
<p>A presença de complicações é um alerta para iniciar o tratamento. A família pode relatar sonolência excessiva durante o dia, dificuldades na escola, notas baixas ou problemas em executar atividades da vida diária. Pode ainda ocorrer conflito entre os membros da família, vergonha dos episódios de terror noturno, ou pode acontecer da criança e outras pessoas se machucarem.</p>
<p>Caso os eventos sejam raros, não há necessidade de tratamento. Durante o episódio não há muito que fazer, o melhor é esperar &#8211; os pais podem conter a criança gentilmente na cama, falar calmamente e aguardar passar. Chacoalhar ou gritar com a criança pode piorar o evento.<br />
O tratamento é recomendado quando há sintomas diurnos ou risco à segurança da criança. É importante tratar alguma doença associada, como a apneia obstrutiva do sono. Os hábitos do sono devem ser ajustados para evitar privação de sono, ou seja, horários regulares de dormir e acordar sete dias por semana e evitar atividades ou alimentos estimulantes após o anoitecer. Se ansiedade e estresse forem problemas relevantes, recomenda-se consultar um especialista. Medicações raramente são prescritas no terror noturno, mas quando necessário, obtêm-se bons resultados com os benzodiazepínicos.</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP</strong></p>
<p>Publicado em 14/04/2015.<br />
photo credit: PublicDomainPictures | pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Histórias em quadrinhos e os distúrbios do sono</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/historias-em-quadrinhos-e-os-disturbios-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2014 12:20:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Apneia obstrutiva do sono]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbios do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Ronco]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sono]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Os distúrbios de sono constituem um conjunto de doenças que impedem o início ou manutenção de uma boa noite de sono. Estes distúrbios são muito frequentes e estão associados a inúmeras doenças. Para as crianças, especificamente, algumas das implicações que podemos citar são: déficit de crescimento, dificuldades de aprendizagem, distúrbios comportamentais e hipodesenvolvimento craniofacial. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamentos menos invasivos e mais eficazes fazendo com que as ações preventivas sejam bem-vindas. Em uma recente pesquisa realizada na UNIFESP – Escola Paulista de Medicina – as histórias em quadrinhos demonstraram ser uma estratégia eficaz de comunicação com o público infantil. A HQ “Ronco Dorme em Casa” – desenvolvida especialmente para a pesquisa – foi avaliada junto à 548 escolares de 6 a 10 anos. A avaliação comparou o desempenho das crianças antes e depois da leitura da história, em relação ao ronco e higiene do sono. Esperava-se que, por meio da HQ, as crianças fossem informadas sobre duas questões. A primeira delas é que, como já diziam as avós, tomar um copo de leite morno antes de dormir é bom, pois o leite contêm uma substância que ajuda a induzir o sono. A segunda coisa é que, apesar de frequente, o ronco não é normal e é um possível sintoma de doenças mais graves, como a apneia obstrutiva do sono. Os resultados desta pesquisa são otimistas, uma vez que após lerem a HQ os escolares melhoraram significativamente sua performance ao responderem questões sobre estes temas, apontando a eficácia da HQ “Ronco Dorme em Casa” e sugerindo a efetividade de sua utilização em ações de educação em saúde, dirigidas à crianças nesta faixa etária. ___ Relator: Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP. Publicado em 6/11/2014. photo credit: © Crazy80frog &#124; Dreamstime.com &#8211; Smiling Child In Bed Over White Photo Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2014/11/dreamstime_xs_21620938.jpg" rel="prettyphoto[26929]"><img decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-788" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2014/11/dreamstime_xs_21620938.jpg?w=300" alt="" width="300" height="200" /></a>Os distúrbios de sono constituem um conjunto de doenças que impedem o início ou manutenção de uma boa noite de sono. Estes distúrbios são muito frequentes e estão associados a inúmeras doenças. Para as crianças, especificamente, algumas das implicações que podemos citar são: déficit de crescimento, dificuldades de aprendizagem, distúrbios comportamentais e hipodesenvolvimento craniofacial.</p>
<p>O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamentos menos invasivos e mais eficazes fazendo com que as ações preventivas sejam bem-vindas. Em uma recente pesquisa realizada na UNIFESP – Escola Paulista de Medicina – as histórias em quadrinhos demonstraram ser uma estratégia eficaz de comunicação com o público infantil.</p>
<p>A HQ “Ronco Dorme em Casa” – desenvolvida especialmente para a pesquisa – foi avaliada junto à 548 escolares de 6 a 10 anos. A avaliação comparou o desempenho das crianças antes e depois da leitura da história, em relação ao ronco e higiene do sono.</p>
<p>Esperava-se que, por meio da HQ, as crianças fossem informadas sobre duas questões. A primeira delas é que, como já diziam as avós, tomar um copo de leite morno antes de dormir é bom, pois o leite contêm uma substância que ajuda a induzir o sono. A segunda coisa é que, apesar de frequente, o ronco não é normal e é um possível sintoma de doenças mais graves, como a apneia obstrutiva do sono.</p>
<p>Os resultados desta pesquisa são otimistas, uma vez que após lerem a HQ os escolares melhoraram significativamente sua performance ao responderem questões sobre estes temas, apontando a eficácia da HQ “Ronco Dorme em Casa” e sugerindo a efetividade de sua utilização em ações de educação em saúde, dirigidas à crianças nesta faixa etária.</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:<br />
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.<br />
</strong><br />
Publicado em 6/11/2014.<br />
photo credit: © <a href="http://www.dreamstime.com/crazy80frog_info#res359525">Crazy80frog</a> | <a href="http://www.dreamstime.com/#res359525">Dreamstime.com</a> &#8211; <a href="http://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photos-smiling-child-bed-over-white-image21620938#res359525">Smiling Child In Bed Over White Photo</a></p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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