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	<title>Arquivos Aquisição da fala - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Aquisição da fala - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 17:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Republicando sobre: Atraso no desenvolvimento da fala &#160; Errando, acertando&#8230; falando! A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida. Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível. Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento. Autismo e linguagem A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas. Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal. Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons). O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança. A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho. Ouvindo e falando A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações. A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário. Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva. A criança nem sempre entende o que ouve Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc. As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos. As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc. São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos. &#160; ___ Relator: Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Republicado em 12/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/">Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200">Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong>, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.</p>
<p>Republicando sobre:<br />
<strong>Atraso no desenvolvimento da fala</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>Errando, acertando&#8230; falando!</strong></h1>
<p>A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida.</p>
<p>Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível.</p>
<p>Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento.</p>
<h1><strong>Autismo e linguagem</strong></h1>
<p>A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas.</p>
<p>Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal.</p>
<p>Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons).<br />
O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança.</p>
<p>A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho.</p>
<h1><strong>Ouvindo e falando</strong></h1>
<p>A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações.</p>
<p>A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário.</p>
<p>Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva.</p>
<h1><strong>A criança nem sempre entende o que ouve</strong></h1>
<p>Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc.</p>
<p>As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos.</p>
<p>As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc.</p>
<p>São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos.</p>
<div id="attachment_1996" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1996" class="size-large wp-image-1996" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/child_singing_1521638538-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558"><p id="caption-attachment-1996" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Free-Photos/">Free-Photos</a> | Pixabay</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.<br />
</strong></p>
<p>Republicado em 12/12/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/">Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2018 18:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A demora para soltar algumas palavras exige atenção. Mas, diagnosticando o problema cedo, as chances de revertê-lo são bem maiores Seu filho não está falando? Você está desconfiado que ele está atrasado para falar? Não dá para entender quase nada do que ele diz? Vamos ver como podemos ajudar. A linguagem é um conceito amplo da comunicação. É a capacidade de o indivíduo expressar suas ideias, suas vontades, suas emoções. Isso pode ser feito através da fala, mas também com gestos, olhares, sons e escrita. O desenvolvimento da linguagem começa muito antes de a criança emitir suas primeiras palavras. Com 6 a 9 meses, ela já passa a balbuciar sílabas repetidas – “bababa”, “mamama”. Entre 10 a 12 meses, observamos o aparecimento dos gestos com significado, como dar tchau, esticar os braços quando quer o colo ou apontar para algo que deseja. Ao redor de 13 a 15 meses, a criança ainda pode não proferir palavras, mas ela já brinca de falar. Emite sons, às vezes sem significado, como se estivesse querendo comunicar algo. Quando esperamos que uma criança fale palavras? Algumas já ensaiam antes dos 12 meses de idade. O mais comum, no entanto, é que isso ocorra entre 12 e 18 meses. Ao redor de 2 anos, o vocabulário tem entre 50 a 100 palavras, e, a partir de então, aumenta em uma velocidade tão rápida que até perdemos a conta. Quando procurar ajuda Se seu filho tem 18 meses e ainda não fala ou se passou dos 2 anos e emite poucas palavras, atenção: alguma coisa pode estar errada. Converse com seu pediatra para procurar ajuda especializada. É comum escutarmos que cada criança se desenvolve no seu tempo e que depois ela recupera o atraso. Mas é preciso cuidado. Um atraso real não diagnosticado pode gerar outros problemas e a perda de tempo precioso para iniciar um tratamento o mais brevemente possível. Entre outras coisas, fique atento a esses três pontos: 1) Você nota que seu filho escuta bem? O teste da orelhinha ao nascimento foi normal? Ele teve muitas infecções ou dores no ouvido? Para aprender a falar, é preciso ouvir bem e ser capaz de diferenciar os sons. Se você desconfia que seu filho não ouve, ou que não escuta muito bem, converse com o pediatra para ver a necessidade de um exame de audição. 2) Como está o desenvolvimento do seu filho? Ele começou a andar antes dos 14 meses, e brinca com os brinquedos de uma forma adequada? Se interessa por outras crianças? A fala não evolui isoladamente. É importante observar como está o desenvolvimento de uma forma geral. 3) Existe algum sinal sugestivo do espectro autista? O atraso na fala é apenas um dos sinais. Outros podem ser sutis, como ter dificuldade para olhar nos olhos, usar brinquedos de forma diferente, adquirir manias esquisitas. Ou mesmo não responder quando chamado, fazer movimentos repetitivos, não utilizar gestos como “apontar” e ter pouco interesse por expressões de emoções (não emitindo sorrisos em resposta às gracinhas dos pais). Os pequenos com esse quadro também não buscam ativamente a interação com outras pessoas, mesmo pais e irmãos. Se alguma dessas três questões disparar um sinal de alerta, é necessário buscar auxílio para o diagnóstico e início do tratamento especializado o mais rapidamente possível. Agora, é importante não confundir o ato de não falar com o de falar errado. É comum as crianças trocarem os sons quando estão experimentando as primeiras palavras. Acima dos 2 anos de idade, se há uma fala muito errada que ninguém entende, ou se, acima de 3 anos, a fala tem muitas trocas de letras, é preciso consultar um pediatra, que pode indicar avaliação fonoaudiológica. Não se deve aguardar até os 4 anos de idade para procurar auxílio profissional! No mais, ajude seu filho a desenvolver a fala. Converse com ele o tempo todo, conte histórias desde bebê, cante músicas com gestos para acompanhar o som. Narre ações do dia a dia, descreva o que estão vendo ou fazendo juntos. E, até os 2 anos de idade, evite o uso de TV, tablets e celulares, que não promovem estímulos adequados. ___ Texto produzido por Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/ A Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires é vice-presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 28/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/">Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><em><strong>A demora para soltar algumas palavras exige atenção. Mas, diagnosticando o problema cedo, as chances de revertê-lo são bem maiores</strong></em></p>
<p>Seu filho não está falando? Você está desconfiado que ele está atrasado para falar? Não dá para entender quase nada do que ele diz? Vamos ver como podemos ajudar.</p>
<div id="attachment_2309" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2309" class="size-large wp-image-2309" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/09/child_singing_1538146775-1024x853.jpg" alt="" width="838" height="698" /><p id="caption-attachment-2309" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/tookapic/">tookapic</a> | Pixabay</p></div>
<p>A linguagem é um conceito amplo da comunicação. É a capacidade de o indivíduo expressar suas ideias, suas vontades, suas emoções. Isso pode ser feito através da fala, mas também com gestos, olhares, sons e escrita.</p>
<p>O desenvolvimento da linguagem começa muito antes de a criança emitir suas primeiras palavras. Com 6 a 9 meses, ela já passa a balbuciar sílabas repetidas – “bababa”, “mamama”.</p>
<p>Entre 10 a 12 meses, observamos o aparecimento dos gestos com significado, como dar tchau, esticar os braços quando quer o colo ou apontar para algo que deseja.</p>
<p>Ao redor de 13 a 15 meses, a criança ainda pode não proferir palavras, mas ela já brinca de falar. Emite sons, às vezes sem significado, como se estivesse querendo comunicar algo.</p>
<p>Quando esperamos que uma criança fale palavras? Algumas já ensaiam antes dos 12 meses de idade. O mais comum, no entanto, é que isso ocorra entre 12 e 18 meses.</p>
<p>Ao redor de 2 anos, o vocabulário tem entre 50 a 100 palavras, e, a partir de então, aumenta em uma velocidade tão rápida que até perdemos a conta.</p>
<h2>Quando procurar ajuda</h2>
<p>Se seu filho tem 18 meses e ainda não fala ou se passou dos 2 anos e emite poucas palavras, atenção: alguma coisa pode estar errada. Converse com seu pediatra para procurar ajuda especializada.</p>
<p>É comum escutarmos que cada criança se desenvolve no seu tempo e que depois ela recupera o atraso. Mas é preciso cuidado. Um atraso real não diagnosticado pode gerar outros problemas e a perda de tempo precioso para iniciar um tratamento o mais brevemente possível.</p>
<p>Entre outras coisas, fique atento a esses três pontos:</p>
<p><strong>1) Você nota que seu filho escuta bem? O teste da orelhinha ao nascimento foi normal? Ele teve muitas infecções ou dores no ouvido?</strong></p>
<p>Para aprender a falar, é preciso ouvir bem e ser capaz de diferenciar os sons. Se você desconfia que seu filho não ouve, ou que não escuta muito bem, converse com o pediatra para ver a necessidade de um exame de audição.</p>
<p><strong>2) Como está o desenvolvimento do seu filho? Ele começou a andar antes dos 14 meses, e brinca com os brinquedos de uma forma adequada? Se interessa por outras crianças?</strong></p>
<p>A fala não evolui isoladamente. É importante observar como está o desenvolvimento de uma forma geral.</p>
<p><strong>3) Existe algum sinal sugestivo do espectro autista?</strong></p>
<p>O atraso na fala é apenas um dos sinais. Outros podem ser sutis, como ter dificuldade para olhar nos olhos, usar brinquedos de forma diferente, adquirir manias esquisitas.</p>
<p>Ou mesmo não responder quando chamado, fazer movimentos repetitivos, não utilizar gestos como “apontar” e ter pouco interesse por expressões de emoções (não emitindo sorrisos em resposta às gracinhas dos pais). Os pequenos com esse quadro também não buscam ativamente a interação com outras pessoas, mesmo pais e irmãos.</p>
<p>Se alguma dessas três questões disparar um sinal de alerta, é necessário buscar auxílio para o diagnóstico e início do tratamento especializado o mais rapidamente possível.</p>
<p>Agora, é importante não confundir o ato de <strong>não falar</strong> com o de <strong>falar errado</strong>. É comum as crianças trocarem os sons quando estão experimentando as primeiras palavras.</p>
<p>Acima dos 2 anos de idade, se há uma fala muito errada que ninguém entende, ou se, acima de 3 anos, a fala tem muitas trocas de letras, é preciso consultar um pediatra, que pode indicar avaliação fonoaudiológica. Não se deve aguardar até os 4 anos de idade para procurar auxílio profissional!</p>
<p>No mais, ajude seu filho a desenvolver a fala. Converse com ele o tempo todo, conte histórias desde bebê, cante músicas com gestos para acompanhar o som. Narre ações do dia a dia, descreva o que estão vendo ou fazendo juntos. E, até os 2 anos de idade, evite o uso de TV, tablets e celulares, que não promovem estímulos adequados.</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido por Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/</a></p>
<p>A Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires é vice-presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>___<br />
Publicado em 28/09/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/">Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Momento Saúde: atraso no desenvolvimento da fala</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-atraso-no-desenvolvimento-da-fala/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 18:35:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto é: atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar? &#160; Errando, acertando&#8230; falando! A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida. Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível. Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento. ___ Relator: Dra. Sulene Pirana Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Publicado em 21/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-atraso-no-desenvolvimento-da-fala/">Momento Saúde: atraso no desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200" />A coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.</p>
<p>O assunto é:<br />
<strong>atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>Errando, acertando&#8230; falando!</strong></h1>
<p>A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida.</p>
<p>Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível.</p>
<p>Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento.</p>
<div id="attachment_1996" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1996" class="size-large wp-image-1996" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/child_singing_1521638538-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-1996" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Free-Photos/">Free-Photos</a> | Pixabay</p></div>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong>Dra. Sulene Pirana</strong><br />
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 21/03/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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