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	<title>Arquivos Bebê prematuro - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Bebê prematuro - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Sinais de alerta no bebê prematuro após a alta</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sinais-de-alerta-no-bebe-prematuro-apos-a-alta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 18:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A permanência do filho prematuro na UTI Neonatal e, posteriormente, em Cuidados Intermediários, gera a sensação de que, a qualquer momento, pode ocorrer algo inesperado e fora de controle, o que provoca angústia e ansiedade. Essas emoções podem ficar mais intensas quando se aproxima a alta do bebê, devido ao receio dos pais de não saberem identificar sinais de que algo não esteja bem. A alta segura de um prematuro requer que a mãe, ou um cuidador responsável por ele, esteja na unidade neonatal para conhecer os aspectos físicos e as reações corporais normais do bebê. Se o prematuro estiver no setor de Cuidados Intermediários ou no setor Canguru, procure conhecer sua rotina diária, seu modo de se alimentar, como é seu choro e seu comportamento. Observe o ritmo de eliminação de urina e de fezes. Perceba como é a sua respiração, sua cor de pele e de lábios, aprenda a medir a temperatura corporal. Converse com a equipe multiprofissional que cuida do bebê hospitalizado e tire suas dúvidas. Antes de sair do hospital, saiba quem será o pediatra que fará o seguimento ambulatorial do bebê e verifique qual o setor de emergência mais próximo de casa e que tenha pediatra de plantão. Em casa, é importante saber identificar sinais de alerta, que podem significar alguma doença ou situação de risco, indicando a procura de auxílio médico. Verifique se o bebê: • está com dificuldade em respirar (o peito está subindo e descendo mais profundamente ou de forma mais rápida) ou para de respirar por alguns segundos (diferente do habitual);• está tossindo frequentemente e cada tosse dura muito tempo;• apresenta a pele e os lábios azulados ou muito pálidos &#8211; observe manchas roxas espalhadas no corpo;• está vomitando após as mamadas ou várias vezes, mesmo sem mamar;• adormece ou se sente cansado após pequenas refeições ou tem pausas frequentes na alimentação para recuperar o fôlego;• está tendo convulsões, que podem se manifestar com movimentos corporais diferentes, como esticar e encolher as pernas e braços ou tremores, ou movimentos dos lábios, como se estivesse mamando sem parar. Observe se a coloração da pele ficou mais arroxeada nesse momento;• chora muito e sem parar, com dificuldade de se acalmar ou chora ao engolir, como se estivesse com dor;• está muito agitado, não consegue dormir;• está dormindo muito e é mais difícil de acordar, até mesmo para mamar, ou está muito quieto, sem atividade;• apresenta a temperatura medida com termômetro em axila maior do 38°C ou menor do que 35,5°C;• está com a barriga muito crescida, não elimina gases ou fezes ou, ainda, as fezes estão vermelhas, pretas ou brancas, como massa de vidraceiro;• mostra sinais de desidratação, eliminando pouca quantidade de urina (xixi) e geralmente de coloração amarela mais escura; • está com a boca seca, mais irritado ou mais sonolento. Diante desses sinais de alerta, procure ajuda médica imediatamente. ___Relatora:Dra. Celeste Gomez SardinhaDepartamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/sinais-de-alerta-no-bebe-prematuro-apos-a-alta/">Sinais de alerta no bebê prematuro após a alta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p>A permanência do filho prematuro na <a href="https://www.pediatraorienta.org.br/desmistificando-a-uti-neonatal/">UTI Neonatal</a> e, posteriormente, em Cuidados Intermediários, gera a sensação de que, a qualquer momento, pode ocorrer algo inesperado e fora de controle, o que provoca angústia e ansiedade.</p>



<p>Essas emoções podem ficar mais intensas quando se aproxima a alta do bebê, devido ao receio dos pais de não saberem identificar sinais de que algo não esteja bem. A alta segura de um <a href="https://www.pediatraorienta.org.br/a-experiencia-de-ter-um-filho-prematuro/">prematuro</a> requer que a mãe, ou um cuidador responsável por ele, esteja na unidade neonatal para conhecer os aspectos físicos e as reações corporais normais do bebê. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Depositphotos_4018689_icefront-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3063"/><figcaption><em>icefront | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<p>Se o prematuro estiver no setor de Cuidados Intermediários ou no setor <a href="https://www.pediatraorienta.org.br/metodo-canguru-no-cuidado-do-bebe-prematuro/">Canguru</a>, procure conhecer sua rotina diária, seu modo de se alimentar, como é seu choro e seu comportamento. Observe o ritmo de eliminação de urina e de fezes. Perceba como é a sua respiração, sua cor de pele e de lábios, aprenda a medir a temperatura corporal. Converse com a equipe multiprofissional que cuida do bebê hospitalizado e tire suas dúvidas. Antes de sair do hospital, saiba quem será o pediatra que fará o seguimento ambulatorial do bebê e verifique qual o setor de emergência mais próximo de casa e que tenha pediatra de plantão. </p>



<p>Em casa, é importante saber identificar sinais de alerta, que podem significar alguma doença ou situação de risco, indicando a procura de auxílio médico. Verifique se o bebê: <br>• está com dificuldade em respirar (o peito está subindo e descendo mais profundamente ou de forma mais rápida) ou para de respirar por alguns segundos (diferente do habitual);<br>• está tossindo frequentemente e cada tosse dura muito tempo;<br>• apresenta a pele e os lábios azulados ou muito pálidos &#8211; observe manchas roxas espalhadas no corpo;<br>• está vomitando após as mamadas ou várias vezes, mesmo sem mamar;<br>• adormece ou se sente cansado após pequenas refeições ou tem pausas frequentes na alimentação para recuperar o fôlego;<br>• está tendo convulsões, que podem se manifestar com movimentos corporais diferentes, como esticar e encolher as pernas e braços ou tremores, ou movimentos dos lábios, como se estivesse mamando sem parar. Observe se a coloração da pele ficou mais arroxeada nesse momento;<br>• chora muito e sem parar, com dificuldade de se acalmar ou chora ao engolir, como se estivesse com dor;<br>• está muito agitado, não consegue dormir;<br>• está dormindo muito e é mais difícil de acordar, até mesmo para mamar, ou está muito quieto, sem atividade;<br>• apresenta a temperatura medida com termômetro em axila maior do 38°C ou menor do que 35,5°C;<br>• está com a barriga muito crescida, não elimina gases ou fezes ou, ainda, as fezes estão vermelhas, pretas ou brancas, como massa de vidraceiro;<br>• mostra sinais de desidratação, eliminando pouca quantidade de urina (xixi) e geralmente de coloração amarela mais escura; <br>• está com a boca seca, mais irritado ou mais sonolento.</p>



<p>Diante desses sinais de alerta, procure
ajuda médica imediatamente.</p>



<p>___<br><strong>Relatora:<br>Dra. Celeste Gomez Sardinha<br>Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/LogoPrematuro-1024x1024.jpg" alt="março lilás" class="wp-image-1983" width="584" height="584"/></figure>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desmistificando a UTI Neonatal</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/desmistificando-a-uti-neonatal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 18:15:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Meu filho nasceu prematuro e foi para a UTI. E agora? No Brasil, em 2017, 11% dos nascidos vivos foram prematuros e 1,4% dos recém-nascidos pesaram menos que 1.500 gramas. Alguns prematuros necessitam de cuidados especiais e, por isso, logo após o nascimento, são encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Na UTIN, eles recebem todos os cuidados para tratar as doenças da prematuridade e, ao mesmo tempo, dar condições para o seu corpo continuar a se desenvolver. Quais são os cuidados que ele vai receber? Na UTIN, os cuidados são dados aos bebês prematuros de acordo com a necessidade de cada um. Os bebês podem precisar de ajuda para respirar e por isso recebem oxigênio, que pode ser administrado de diversas maneiras. A pressão arterial do prematuro pode oscilar e pode ser necessário o uso de medicações. Além disso, outros problemas que ele porventura apresente são rapidamente identificados e tratados. Ele faz alguns exames para detectar problemas no cérebro, nos olhos e na audição, que não são percebidos com o exame físico do bebê e que são tratados se necessário. E como eu vou amamentar meu filho? Os prematuros muito pequenos não conseguem se alimentar sozinhos. No início, eles podem receber a nutrição parenteral, que é administrada diretamente na veia, mas tão logo seja possível, começa-se a oferecer o leite materno da própria mãe, de preferência cru, ou se não for possível, o leite humano que é pasteurizado no Banco de Leite Humano. Assim, é muito importante, caso o bebê não consiga mamar, que se faça a extração do leite da mãe para que possa ser oferecido a ele, com orientação dos profissionais de enfermagem. Como o prematuro muito pequeno não consegue coordenar a sucção, a respiração e a deglutição, o leite da mãe é oferecido por uma sonda que vai direto ao estômago. À medida que o bebê for crescendo, ele adquire essa capacidade. O fonoaudiólogo faz uma avaliação e diz quando é possível começar a oferecer o leite pela boca, direto do seio materno. Nos horários em que a mãe não estiver na UTIN, o leite é oferecido pelo copinho. E quem vai cuidar do meu bebê? A UTIN tem uma equipe multiprofissional, composta por pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais que trabalham de forma integrada para oferecer o melhor cuidado para cada bebê. Diariamente, os diferentes profissionais se reúnem para discutir cada paciente e definir, em conjunto, o que é melhor para ele em um cuidado individualizado. O que é o cuidado individualizado? O cuidado individualizado para o prematuro tem como objetivo ajudar o desenvolvimento do seu cérebro enquanto ele está na UTIN. O ambiente da UTIN apresenta vários estímulos visuais e auditivos que podem causar estresse ao bebê: os tratamentos necessários para salvar a sua vida podem causar desconforto e a separação do bebê de seus pais pode interferir na formação do vínculo entre eles. Todos esses fatores podem dificultar o desenvolvimento do cérebro do prematuro, requerendo, dessa forma, um cuidado planejado. Cada procedimento deve ser adaptado de acordo com a sensibilidade de cada um. O cuidado individualizado baseia-se nas respostas comportamentais do bebê e é adaptado para que o prematuro se mantenha calmo e organizado a maior parte do tempo e, assim, seu cérebro se desenvolva. E os pais podem participar do cuidado ao prematuro? A participação dos pais no cuidado do bebê prematuro não só é possível, como também é recomendada. Ela traz muitos benefícios como, por exemplo, o fortalecimento do vínculo dos pais com o bebê. Para isso, é recomendado que os pais venham diariamente a UTIN e fiquem com o seu bebê o maior tempo possível. Com o passar dos dias, os pais se acostumam com o ambiente da UTIN, ficam menos estressados e passam a interagir cada vez mais com os profissionais que lá atuam, contribuindo para um melhor cuidado nesse primeiro lar do prematuro. Durante a internação, os pais vão conhecendo cada dia mais o seu filho e a melhor maneira de realizar os procedimentos com o bebê. Quando for possível, os pais passam a cuidar do bebê, trocando as fraldas, dando banho e alimentando, de forma que, ao chegar no momento da alta, eles estejam preparados para continuar com os cuidados ao seu filho no novo lar. ___Relatora:Dra. Marina Carvalho de Moraes Barros Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desmistificando-a-uti-neonatal/">Desmistificando a UTI Neonatal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<h4 class="wp-block-heading">Meu filho nasceu prematuro e foi para a UTI. E agora? </h4>



<p>No Brasil, em 2017, 11% dos nascidos vivos foram prematuros e 1,4% dos recém-nascidos pesaram menos que 1.500 gramas. Alguns prematuros necessitam de cuidados especiais e, por isso, logo após o nascimento, são encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Na UTIN, eles recebem todos os cuidados para tratar as doenças da prematuridade e, ao mesmo tempo, dar condições para o seu corpo continuar a se desenvolver. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Depositphotos_104249688_Ondrooo-1024x689.jpg" alt="" class="wp-image-3044"/><figcaption><em>ondrooo | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Quais são os cuidados que ele vai receber? </h4>



<p>Na UTIN, os cuidados são dados aos bebês prematuros de acordo com a necessidade de cada um. Os bebês podem precisar de ajuda para respirar e por isso recebem oxigênio, que pode ser administrado de diversas maneiras. A pressão arterial do prematuro pode oscilar e pode ser necessário o uso de medicações. </p>



<p>Além
disso, outros problemas que ele porventura apresente são rapidamente
identificados e tratados. Ele faz alguns exames para detectar problemas no
cérebro, nos olhos e na audição, que não são percebidos com o exame físico do
bebê e que são tratados se necessário.</p>



<h4 class="wp-block-heading">E como eu vou amamentar meu filho? </h4>



<p>Os prematuros muito pequenos não conseguem se alimentar sozinhos. No início, eles podem receber a nutrição parenteral, que é administrada diretamente na veia, mas tão logo seja possível, começa-se a oferecer o leite materno da própria mãe, de preferência cru, ou se não for possível, o leite humano que é pasteurizado no Banco de Leite Humano. Assim, é muito importante, caso o bebê não consiga mamar, que se faça a extração do leite da mãe para que possa ser oferecido a ele, com orientação dos profissionais de enfermagem.</p>



<p>Como o prematuro muito pequeno não consegue coordenar a sucção, a respiração e a deglutição, o leite da mãe é oferecido por uma sonda que vai direto ao estômago. À medida que o bebê for crescendo, ele adquire essa capacidade. O fonoaudiólogo faz uma avaliação e diz quando é possível começar a oferecer o leite pela boca, direto do seio materno. Nos horários em que a mãe não estiver na UTIN, o leite é oferecido pelo copinho. </p>



<h4 class="wp-block-heading">E quem vai cuidar do meu bebê? </h4>



<p>A UTIN tem uma equipe multiprofissional, composta por pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais que trabalham de forma integrada para oferecer o melhor cuidado para cada bebê. Diariamente, os diferentes profissionais se reúnem para discutir cada paciente e definir, em conjunto, o que é melhor para ele em um cuidado individualizado. </p>



<h4 class="wp-block-heading">O que é o cuidado individualizado? </h4>



<p>O cuidado individualizado para o prematuro tem como objetivo ajudar o desenvolvimento do seu cérebro enquanto ele está na UTIN. O ambiente da UTIN apresenta vários estímulos visuais e auditivos que podem causar estresse ao bebê: os tratamentos necessários para salvar a sua vida podem causar desconforto e a separação do bebê de seus pais pode interferir na formação do vínculo entre eles. </p>



<p>Todos esses fatores podem dificultar o desenvolvimento do cérebro do prematuro, requerendo, dessa forma, um cuidado planejado. Cada procedimento deve ser adaptado de acordo com a sensibilidade de cada um. O cuidado individualizado baseia-se nas respostas comportamentais do bebê e é adaptado para que o prematuro se mantenha calmo e organizado a maior parte do tempo e, assim, seu cérebro se desenvolva. </p>



<h4 class="wp-block-heading">E os pais podem participar do cuidado ao prematuro? </h4>



<p>A participação dos pais no cuidado do bebê prematuro não só é possível, como também é recomendada. Ela traz muitos benefícios como, por exemplo, o fortalecimento do vínculo dos pais com o bebê. Para isso, é recomendado que os pais venham diariamente a UTIN e fiquem com o seu bebê o maior tempo possível. Com o passar dos dias, os pais se acostumam com o ambiente da UTIN, ficam menos estressados e passam a interagir cada vez mais com os profissionais que lá atuam, contribuindo para um melhor cuidado nesse primeiro lar do prematuro. Durante a internação, os pais vão conhecendo cada dia mais o seu filho e a melhor maneira de realizar os procedimentos com o bebê. Quando for possível, os pais passam a cuidar do bebê, trocando as fraldas, dando banho e alimentando, de forma que, ao chegar no momento da alta, eles estejam preparados para continuar com os cuidados ao seu filho no novo lar. </p>



<p>___<br><strong>Relatora:<br>Dra. Marina Carvalho de Moraes Barros <br>Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/LogoPrematuro-1024x1024.jpg" alt="março lilás" class="wp-image-1983" width="450" height="450"/></figure>



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			</item>
		<item>
		<title>Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2019 18:44:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste mês de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove mais uma campanha: Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, um tema muito importante, uma vez que no Brasil nascem ao redor de 3 milhões de crianças por ano e, destas, cerca de 11% são prematuras (com idade gestacional abaixo de 37 semanas). Em São Paulo, o número de nascimentos ao ano é ao redor de 600 mil crianças, mantendo a mesma proporção de prematuros. De acordo com a coordenadora da campanha, Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente da SPSP e presidente do Departamento de Neonatologia da SPSP, esses prematuros nascem por diversas causas, que devem ser avaliadas e discutidas junto às Sociedades de Pediatria, Obstetrícia e órgãos públicos, com o objetivo de prevenir a prematuridade. “Para isso, temos o dia 17 de novembro como o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em mais de 50 países, com o intuito de lembrar as causas da prematuridade e discutir estratégias para diminuir essa taxa”, afirma. Atenção à saúde do prematuro Conforme explica Lilian, os pediatras e neonatologistas, preocupados com os cuidados e desafios relacionados aos bebês que nascem prematuros, batalharam e conseguiram a promulgação, em 2009, do Projeto de lei nº 146, que instituiu o Dia da Atenção ao Cuidado do Bebê Prematuro, comemorado todo o dia 14 de março, no âmbito do Estado de São Paulo. “Em 2017, a SPSP lançou a campanha Março Lilás, ampliando a atenção à saúde do prematuro para todo o mês de março”, comenta a médica. “Um dos motivos pelos quais lançamos campanha foi, em primeiro lugar, devido ao aumento no número de casos de prematuros no Brasil e em São Paulo. Além do alto índice no nascimento de prematuros, também observamos um número cada vez mais crescente de prematuros com idade gestacional mais baixa”, revela Claudio Barsanti, presidente da SPSP, enfatizando que a atenção neonatal se desenvolveu muito nas últimas décadas e que, atualmente, o cuidado ao bebê prematuro, mesmo aqueles com menos idade e peso, tem obtido muito mais sucesso. O médico ressalta que existem cuidados que devem ser dirigidos especificamente ao bebê prematuro, pois existem riscos que são inerentes (ou maiores) nesta população. Ele declara que é fundamental que haja uma atenção muito bem-feita, seja no pós-natal imediato como também após a alta, durante o acompanhamento desse bebê. “Dessa forma, diante do aumento na incidência de prematuros e da importância de se ter um atendimento/seguimento adequado, a SPSP destacou esse tema como uma de suas campanhas”, afirma Barsanti. Equipe bem treinada No período da campanha, deve-se intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais, constituídas por neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. “É importante não só melhorar as taxas de sobrevida desses pacientes, como também garantir uma qualidade de vida adequada”, relata Lilian. De acordo com a neonatologista, os cuidados essenciais com o prematuro já começam no momento do nascimento, com uma boa atenção obstétrica e neonatal nesse período de grande vulnerabilidade, que é a transição da vida intra-uterina para a extra-uterina. “Para isso, é necessário uma equipe treinada para fazer a recepção e realizar todas as manobras de reanimação que o bebê prematuro poderá necessitar. Isso já implica que ele deve nascer em um serviço capacitado”, aponta a médica, esclarecendo que após o nascimento, um grande número desses bebês irá necessitar de cuidados intensivos, como suporte ventilatório, monitorização dos sinais vitais e nutrição parenteral. Lilian destaca, ainda, que durante sua internação, o bebê prematuro poderá apresentar uma série de intercorrências que irão demandar algum cuidado do neonatologista e da equipe multiprofissional, além de outras especialidades médicas. “Quanto mais prematuro maior o risco de morrer e maior o tempo de internação. Vale ressaltar que a mortalidade entre os RN prematuros é muito elevada: dados do DataSUS, de 2016, mostram que 79 (no Brasil) e 70 (em São Paulo) para cada mil RN nascidos prematuros evoluem a óbito no período neonatal (até 28 dias de vida)”, informa a neonatologista. Para Barsanti, é preocupação constante da SPSP, desde a sua fundação, dar enfoque na discussão e na apresentação de temas de grande importância da Pediatria, o que inclui as campanhas promovidas pela SPSP, entre as quais o Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro”. “A SPSP já vem promovendo reuniões, encontros e palestras científicas diretamente relacionadas à abordagem do recém-nascido e à área neonatal, e daremos maior ênfase ao tema durante o mês de março, quando ocorre a campanha. Assim teremos não só a possibilidade de realizar um uptodate e discutir ações com os profissionais dessa área, como também estaremos presentes para a sociedade em geral, alertando as pessoas para o risco da prematuridade e como deve ser esse acompanhamento”, conclui o presidente da SPSP. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 01/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2-2/">Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove mais uma campanha: <strong>Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</strong>, um tema muito importante, uma vez que no Brasil nascem ao redor de 3 milhões de crianças por ano e, destas, cerca de 11% são prematuras (com idade gestacional abaixo de 37 semanas). Em São Paulo, o número de nascimentos ao ano é ao redor de 600 mil crianças, mantendo a mesma proporção de prematuros.</p>
<p>De acordo com a coordenadora da campanha, Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente da SPSP e presidente do Departamento de Neonatologia da SPSP, esses prematuros nascem por diversas causas, que devem ser avaliadas e discutidas junto às Sociedades de Pediatria, Obstetrícia e órgãos públicos, com o objetivo de prevenir a prematuridade. “Para isso, temos o dia 17 de novembro como o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em mais de 50 países, com o intuito de lembrar as causas da prematuridade e discutir estratégias para diminuir essa taxa”, afirma.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1982" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BannerMarcoLilas.png" alt="março lilás" width="700" height="395"></p>
<h2>Atenção à saúde do prematuro</h2>
<p>Conforme explica Lilian, os pediatras e neonatologistas, preocupados com os cuidados e desafios relacionados aos bebês que nascem prematuros, batalharam e conseguiram a promulgação, em 2009, do Projeto de lei nº 146, que instituiu o Dia da Atenção ao Cuidado do Bebê Prematuro, comemorado todo o dia 14 de março, no âmbito do Estado de São Paulo. “Em 2017, a SPSP lançou a campanha Março Lilás, ampliando a atenção à saúde do prematuro para todo o mês de março”, comenta a médica.</p>
<p>“Um dos motivos pelos quais lançamos campanha foi, em primeiro lugar, devido ao aumento no número de casos de prematuros no Brasil e em São Paulo. Além do alto índice no nascimento de prematuros, também observamos um número cada vez mais crescente de prematuros com idade gestacional mais baixa”, revela Claudio Barsanti, presidente da SPSP, enfatizando que a atenção neonatal se desenvolveu muito nas últimas décadas e que, atualmente, o cuidado ao bebê prematuro, mesmo aqueles com menos idade e peso, tem obtido muito mais sucesso.</p>
<p>O médico ressalta que existem cuidados que devem ser dirigidos especificamente ao bebê prematuro, pois existem riscos que são inerentes (ou maiores) nesta população. Ele declara que é fundamental que haja uma atenção muito bem-feita, seja no pós-natal imediato como também após a alta, durante o acompanhamento desse bebê. “Dessa forma, diante do aumento na incidência de prematuros e da importância de se ter um atendimento/seguimento adequado, a SPSP destacou esse tema como uma de suas campanhas”, afirma Barsanti.</p>
<h2>Equipe bem treinada</h2>
<p>No período da campanha, deve-se intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais, constituídas por neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. “É importante não só melhorar as taxas de sobrevida desses pacientes, como também garantir uma qualidade de vida adequada”, relata Lilian.</p>
<p>De acordo com a neonatologista, os cuidados essenciais com o prematuro já começam no momento do nascimento, com uma boa atenção obstétrica e neonatal nesse período de grande vulnerabilidade, que é a transição da vida intra-uterina para a extra-uterina. “Para isso, é necessário uma equipe treinada para fazer a recepção e realizar todas as manobras de reanimação que o bebê prematuro poderá necessitar. Isso já implica que ele deve nascer em um serviço capacitado”, aponta a médica, esclarecendo que após o nascimento, um grande número desses bebês irá necessitar de cuidados intensivos, como suporte ventilatório, monitorização dos sinais vitais e nutrição parenteral.</p>
<p>Lilian destaca, ainda, que durante sua internação, o bebê prematuro poderá apresentar uma série de intercorrências que irão demandar algum cuidado do neonatologista e da equipe multiprofissional, além de outras especialidades médicas. “Quanto mais prematuro maior o risco de morrer e maior o tempo de internação. Vale ressaltar que a mortalidade entre os RN prematuros é muito elevada: dados do DataSUS, de 2016, mostram que 79 (no Brasil) e 70 (em São Paulo) para cada mil RN nascidos prematuros evoluem a óbito no período neonatal (até 28 dias de vida)”, informa a neonatologista.</p>
<p>Para Barsanti, é preocupação constante da SPSP, desde a sua fundação, dar enfoque na discussão e na apresentação de temas de grande importância da Pediatria, o que inclui as campanhas promovidas pela SPSP, entre as quais o Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro”. “A SPSP já vem promovendo reuniões, encontros e palestras científicas diretamente relacionadas à abordagem do recém-nascido e à área neonatal, e daremos maior ênfase ao tema durante o mês de março, quando ocorre a campanha. Assim teremos não só a possibilidade de realizar um uptodate e discutir ações com os profissionais dessa área, como também estaremos presentes para a sociedade em geral, alertando as pessoas para o risco da prematuridade e como deve ser esse acompanhamento”, conclui o presidente da SPSP.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 01/03/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2-2/">Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Cuidados com a saúde oral do bebê prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/cuidados-com-a-saude-oral-do-bebe-prematuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Dec 2018 17:18:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O bebê prematuro apresenta maior risco de desenvolver alterações na boca e nos dentes, por isso deve contar com atenção multidisciplinar no monitoramento do seu desenvolvimento oral ao longo de toda a sua infância. O prematuro pode apresentar dificuldade ou incapacidade de sucção, deglutição e/ou respiração, sendo necessário o uso de sonda orogástrica ou nasogástrica para alimentar-se e intubação para manter a respiração. A permanência prolongada desses dispositivos pode alterar a postura e mobilidade da língua, dos lábios, além de alterar o formato do céu da boca. À medida que a sobrevida de prematuros aumenta, a importância de seu acompanhamento também cresce. As alterações orais encontradas com maior frequência em crianças nascidas prematuras são os defeitos de desenvolvimento do esmalte dentário (hipocalcificações e hipoplasias), tanto nos dentes de leite como nos permanentes. Os defeitos de esmalte estão associados ao aumento da prevalência de cárie, pois há maior acumulo de biofilme (placa). Outras alterações orais também podem ser observadas na sequência de erupção dentária, no tamanho e no formato da coroa do dente. A atenção primária, que inclui o acompanhamento odontológico individualizado, contribui para a promoção da saúde oral com a prevenção da cárie dentária, doença gengival, alteração na posição dos dentes e na mordida/oclusão da criança. Orientações importantes para promover saúde oral: 1. O leite materno é sempre o melhor para o bebê. 2. Evitar o uso de chupetas após a alta hospitalar. 3. Estimular a introdução de alimentos complementares obedecendo as orientações do médico pediatra, seguindo a evolução de consistência dos alimentos: pastoso, semi-sólido e sólido para estimular as funções orais e o aprendizado da mastigação. 4. Oferecer alimentos saudáveis, evitando o uso do açúcar, principalmente, até os dois anos de idade. 5. Estabelecer uma rotina de horários para refeições e lanches. 6. Consultar um odontopediatra ao surgir o primeiro dente de leite ou até completar um ano de vida. 7. Após o surgimento do primeiro dente de leite, iniciar a higiene oral, utilizando uma escova infantil e pasta de dentes com flúor. Em bebês, utilizar a quantidade de creme dental equivalente a um grão de arroz. 8. Caso ocorra um traumatismo dentário procure imediatamente um odontopediatra, pois os primeiros socorros são importantes para uma boa recuperação. Lembre-se de que os cuidados com a saúde oral refletem na saúde geral do bebê. ___ Relator: Grupo de Trabalho de Saúde Oral da SPSP. Publicado em 11/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/cuidados-com-a-saude-oral-do-bebe-prematuro/">Cuidados com a saúde oral do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>O bebê prematuro apresenta maior risco de desenvolver alterações na boca e nos dentes, por isso deve contar com atenção multidisciplinar no monitoramento do seu desenvolvimento oral ao longo de toda a sua infância.</p>
<p>O prematuro pode apresentar dificuldade ou incapacidade de sucção, deglutição e/ou respiração, sendo necessário o uso de sonda orogástrica ou nasogástrica para alimentar-se e intubação para manter a respiração. A permanência prolongada desses dispositivos pode alterar a postura e mobilidade da língua, dos lábios, além de alterar o formato do céu da boca.</p>
<p><div id="attachment_2392" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2392" class="size-large wp-image-2392" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/12/baby_teeth_1544462191-1024x685.jpg" alt="" width="838" height="561" /><p id="caption-attachment-2392" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Mojpe/">Mojpe</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>À medida que a sobrevida de prematuros aumenta, a importância de seu acompanhamento também cresce. As alterações orais encontradas com maior frequência em crianças nascidas prematuras são os defeitos de desenvolvimento do esmalte dentário (hipocalcificações e hipoplasias), tanto nos dentes de leite como nos permanentes. Os defeitos de esmalte estão associados ao aumento da prevalência de cárie, pois há maior acumulo de biofilme (placa). Outras alterações orais também podem ser observadas na sequência de erupção dentária, no tamanho e no formato da coroa do dente.</p>
<p>A atenção primária, que inclui o acompanhamento odontológico individualizado, contribui para a promoção da saúde oral com a prevenção da cárie dentária, doença gengival, alteração na posição dos dentes e na mordida/oclusão da criança.</p>
<p>Orientações importantes para promover saúde oral:</p>
<p>1. O leite materno é sempre o melhor para o bebê.<br />
2. Evitar o uso de chupetas após a alta hospitalar.<br />
3. Estimular a introdução de alimentos complementares obedecendo as orientações do médico pediatra, seguindo a evolução de consistência dos alimentos: pastoso, semi-sólido e sólido para estimular as funções orais e o aprendizado da mastigação.<br />
4. Oferecer alimentos saudáveis, evitando o uso do açúcar, principalmente, até os dois anos de idade.<br />
5. Estabelecer uma rotina de horários para refeições e lanches.<br />
6. Consultar um odontopediatra ao surgir o primeiro dente de leite ou até completar um ano de vida.<br />
7. Após o surgimento do primeiro dente de leite, iniciar a higiene oral, utilizando uma escova infantil e pasta de dentes com flúor. Em bebês, utilizar a quantidade de creme dental equivalente a um grão de arroz.<br />
8. Caso ocorra um traumatismo dentário procure imediatamente um odontopediatra, pois os primeiros socorros são importantes para uma boa recuperação.</p>
<p>Lembre-se de que os cuidados com a saúde oral refletem na saúde geral do bebê.</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:<br />
Grupo de Trabalho de Saúde Oral da SPSP.</strong></p>
<p>Publicado em 11/12/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Março Lilás &#8211; prematuridade e aleitamento materno</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/marco-lilas-prematuridade-e-aleitamento-materno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 19:09:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O leite materno sabidamente é o alimento mais completo para o bebê até o sexto mês de vida (em idade corrigida para 40 semanas), pois além de alimentá-lo e protegê-lo contra infecções, melhora o desenvolvimento psicomotor, emocional e favorece o vínculo mãe-filho. O leite materno e o aleitamento são especialmente importantes quando se trata de recém-nascidos prematuros, com introdução alimentar após o sexto mês de idade corrigida, mantidos até dois anos ou mais, com desmame natural. Prematuros apresentam maior risco para desenvolver infecções graves como a enterocolite necrosante (lesão na superfície interna do intestino), sepse e meningite. O leite materno possui fatores de crescimento que amadurecem o trato gastrointestinal e favorecem o processo de digestão e absorção de nutrientes, além de propriedades anti-infecciosas que diminuem a ocorrência dessas doenças. Outro aspecto interessante é que bebês amamentados apresentam melhor desempenho motor, cognitivo e comportamental, não só nos primeiros 2 anos de vida, como observado em avaliações de desenvolvimento, mas também em idades futuras. O contato mãe-filho também libera o hormônio ocitocina, chamado de hormônio da felicidade e do bem-estar. Com isso a relação torna-se mais afetuosa e carinhosa, com consequente impacto na qualidade de vida da criança. Quando um bebê prematuro pode ser colocado ao seio materno? Para colocar o bebê prematuro ao seio materno é importante que ele tenha estabilidade dos sinais fisiológicos, que tenha sucção e mantenha o estado de alerta. A avaliação individualizada permite que bebês com idade gestacional de 32-33 semanas, com boa coordenação da sucção e deglutição, possam ser colocados em contato pele-a-pele (método Canguru) e ao seio materno, inicialmente com o peito vazio, ou seja, após a mãe ter feito a ordenha do leite. A coordenação da sucção-deglutição-respiração é complexa para prematuros e o aleitamento pode ajudar nesse processo, com apoio de fonoaudióloga. No ato da sucção, o movimento da língua desencadeia também o movimento de peristalse do intestino, favorecendo a deglutição. Além disso, o fato de ele alternar sucções fortes com momentos de pausa e descanso faz com que o volume de leite a ser engolido seja controlado, evitando o maior gasto de energia. Estudos também mostram que bebês prematuros alimentados ao seio materno, quando comparados com outros que recebem mamadeira, controlam melhor a temperatura corporal, estabilizam frequência cardíaca e respiratória e mantêm melhor padrão de saturação de oxigênio. Se ficam mais estáveis e protegidos de infecção, podem ficar menos tempo internados. Nesse sentido, o contato pele a pele, precocemente, já na UTI Neonatal, e o método Canguru favorecem todo esse preparo, contribuem para a estabilização dos sinais fisiológicos do bebê e deixam a mãe muito mais segura e preparada para a amamentação e para o cuidado do prematuro. O aleitamento materno no prematuro não é tarefa fácil, mas deve ser encarado como prioridade por todos. Depende da motivação da mãe, do apoio dos seus familiares e, também, da motivação de toda equipe de profissionais de saúde envolvidos no cuidado. O olhar atento e individualizado ao bebê prematuro pode fazer toda a diferença no sucesso da amamentação. ___ Relatora: Dra. Maria Regina Bentlin Departamento Científico de Neonatologia da SPSP. Publicado em 23/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/marco-lilas-prematuridade-e-aleitamento-materno/">Março Lilás &#8211; prematuridade e aleitamento materno</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>O leite materno sabidamente é o alimento mais completo para o bebê até o sexto mês de vida (em idade corrigida para 40 semanas), pois além de alimentá-lo e protegê-lo contra infecções, melhora o desenvolvimento psicomotor, emocional e favorece o vínculo mãe-filho. O leite materno e o aleitamento são especialmente importantes quando se trata de recém-nascidos prematuros, com introdução alimentar após o sexto mês de idade corrigida, mantidos até dois anos ou mais, com desmame natural.</p>
<p>Prematuros apresentam maior risco para desenvolver infecções graves como a enterocolite necrosante (lesão na superfície interna do intestino), sepse e meningite. O leite materno possui fatores de crescimento que amadurecem o trato gastrointestinal e favorecem o processo de digestão e absorção de nutrientes, além de propriedades anti-infecciosas que diminuem a ocorrência dessas doenças.</p>
<p>Outro aspecto interessante é que bebês amamentados apresentam melhor desempenho motor, cognitivo e comportamental, não só nos primeiros 2 anos de vida, como observado em avaliações de desenvolvimento, mas também em idades futuras. O contato mãe-filho também libera o hormônio ocitocina, chamado de hormônio da felicidade e do bem-estar. Com isso a relação torna-se mais afetuosa e carinhosa, com consequente impacto na qualidade de vida da criança.</p>
<p><div id="attachment_1827" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1827" class="size-large wp-image-1827" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/10/newborn_1508271240-1024x768.jpg" alt="" width="838" height="629" /><p id="caption-attachment-1827" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Pexels/">Pexels</a> | Pixabay</p></div></p>
<h3>Quando um bebê prematuro pode ser colocado ao seio materno?</h3>
<p>Para colocar o bebê prematuro ao seio materno é importante que ele tenha estabilidade dos sinais fisiológicos, que tenha sucção e mantenha o estado de alerta. A avaliação individualizada permite que bebês com idade gestacional de 32-33 semanas, com boa coordenação da sucção e deglutição, possam ser colocados em contato pele-a-pele (método Canguru) e ao seio materno, inicialmente com o peito vazio, ou seja, após a mãe ter feito a ordenha do leite.</p>
<p>A coordenação da sucção-deglutição-respiração é complexa para prematuros e o aleitamento pode ajudar nesse processo, com apoio de fonoaudióloga. No ato da sucção, o movimento da língua desencadeia também o movimento de peristalse do intestino, favorecendo a deglutição. Além disso, o fato de ele alternar sucções fortes com momentos de pausa e descanso faz com que o volume de leite a ser engolido seja controlado, evitando o maior gasto de energia. Estudos também mostram que bebês prematuros alimentados ao seio materno, quando comparados com outros que recebem mamadeira, controlam melhor a temperatura corporal, estabilizam frequência cardíaca e respiratória e mantêm melhor padrão de saturação de oxigênio. Se ficam mais estáveis e protegidos de infecção, podem ficar menos tempo internados.</p>
<p>Nesse sentido, o contato pele a pele, precocemente, já na UTI Neonatal, e o método Canguru favorecem todo esse preparo, contribuem para a estabilização dos sinais fisiológicos do bebê e deixam a mãe muito mais segura e preparada para a amamentação e para o cuidado do prematuro.</p>
<p>O aleitamento materno no prematuro não é tarefa fácil, mas deve ser encarado como prioridade por todos. Depende da motivação da mãe, do apoio dos seus familiares e, também, da motivação de toda equipe de profissionais de saúde envolvidos no cuidado. O olhar atento e individualizado ao bebê prematuro pode fazer toda a diferença no sucesso da amamentação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1982" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BannerMarcoLilas.png" alt="março lilás" width="700" height="395" /></p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:<br />
Dra. Maria Regina Bentlin</strong><br />
Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 23/03/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<item>
		<title>Campanha Março Lilás &#8211; atenção ao cuidado do bebê prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2018 18:35:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>&#160; A campanha Marços Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, criada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), tem o objetivo de intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. Além de proporcionar às famílias de bebês prematuros informações confiáveis sobre sua evolução e da importância de sua participação durante a internação e no seguimento do tratamento. Como parte da campanha, a SPSP disponibilizou o e-book Manual de Orientação aos pais, familiares e cuidadores de prematuros após a alta hospitalar. O Manual é gratuito, baixe o seu!</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2/">Campanha Março Lilás &#8211; atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1982 alignnone" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BannerMarcoLilas.png" alt="março lilás" width="700" height="395" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A campanha <strong>Marços Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</strong>, criada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), tem o objetivo de intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. Além de proporcionar às famílias de bebês prematuros informações confiáveis sobre sua evolução e da importância de sua participação durante a internação e no seguimento do tratamento.</p>
<p>Como parte da campanha, a SPSP disponibilizou o e-book <a href="http://www.spsp.org.br/PDF/Manual%20de%20orientacao%20pais%20de%20prematuros.pdf">Manual de Orientação aos pais, familiares e cuidadores de prematuros após a alta hospitalar</a>. O Manual é gratuito, baixe o seu!</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2/">Campanha Março Lilás &#8211; atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Março Lilás: atenção ao cuidado do bebê prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2018 18:20:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>No Brasil, de um total de aproximadamente três milhões de nascimentos em 2015, 326.879 (11%) foram prematuros, segundo dados do DataSUS. No estado de São Paulo a taxa de prematuridade é de 10,8%, portanto nascem cerca de 68 mil crianças prematuras por ano. Os bebês que nascem com idade gestacional menor do que 37 semanas irão necessitar, muito frequentemente, de internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal para receber cuidados especializados, administrados por uma equipe multiprofissional. Esses dados enfatizam a importância desse segmento de pacientes e justificam a promulgação, em 2009, do Projeto de Lei nº 146, que instituiu o Dia da Atenção ao Cuidado do Bebê Prematuro, comemorado todo o dia 14 de março, no âmbito do Estado de São Paulo. Campanha Março Lilás Em 2017, a SPSP lançou uma campanha denominada Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, ampliando a atenção à saúde do prematuro para todo o mês de março. Nesse período, deve-se intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais, constituídas por neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. Também se deve atuar frente às famílias de bebês prematuros proporcionando informações confiáveis sobre sua evolução e a importância de sua participação durante a internação e no seguimento do tratamento. Pais e cuidadores de bebês prematuros podem acessar o Manual de Orientação aos pais, familiares e cuidadores de prematuros após a alta hospitalar &#8211; clique aqui. ____ Relatora: Dra. Lilian dos Santos R. Sadeck Departamento Científico de Neonatologia da SPSP. Publicado em 9/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-3/">Março Lilás: atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>No Brasil, de um total de aproximadamente três milhões de nascimentos em 2015, 326.879 (11%) foram prematuros, segundo dados do DataSUS. No estado de São Paulo a taxa de prematuridade é de 10,8%, portanto nascem cerca de 68 mil crianças prematuras por ano.</p>
<p>Os bebês que nascem com idade gestacional menor do que 37 semanas irão necessitar, muito frequentemente, de internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal para receber cuidados especializados, administrados por uma equipe multiprofissional. Esses dados enfatizam a importância desse segmento de pacientes e justificam a promulgação, em 2009, do Projeto de Lei nº 146, que instituiu o Dia da Atenção ao Cuidado do Bebê Prematuro, comemorado todo o dia 14 de março, no âmbito do Estado de São Paulo.</p>
<h3>Campanha Março Lilás</h3>
<p>Em 2017, a SPSP lançou uma campanha denominada <em>Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</em>, ampliando a atenção à saúde do prematuro para todo o mês de março. Nesse período, deve-se intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais, constituídas por neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar.</p>
<p>Também se deve atuar frente às famílias de bebês prematuros proporcionando informações confiáveis sobre sua evolução e a importância de sua participação durante a internação e no seguimento do tratamento.</p>
<p>Pais e cuidadores de bebês prematuros podem acessar o Manual de Orientação aos pais, familiares e cuidadores de prematuros após a alta hospitalar &#8211; <a href="http://www.spsp.org.br/PDF/Manual%20de%20orientacao%20pais%20de%20prematuros.pdf">clique aqui</a>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1982 alignnone" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BannerMarcoLilas.png" alt="março lilás" width="700" height="395" /></p>
<p>____<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong> Dra. Lilian dos Santos R. Sadeck</strong><br />
Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 9/03/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-3/">Março Lilás: atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Permanecer no útero por mais uma semana é vantajoso para o recém-nascido?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/permanecer-no-utero-por-mais-uma-semana-e-vantajoso-para-o-recem-nascido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2015 14:49:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Cesárea]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Recentemente, a sociedade brasileira tem sido bombardeada por perguntas que não necessariamente eram feitas há alguns anos por casais aguardando a chegada de seu filho: existe algum risco em se marcar a data do parto? O parto cesáreo pode ser considerado, neste início de século XXI, tão ou mais seguro do que o parto normal? Vários segmentos da sociedade se manifestaram em relação a estes temas, algumas vezes de maneira apaixonada e até passional. Porém, consideramos fundamental que a Sociedade de Pediatria de São Paulo também se manifeste, à luz do conhecimento técnico científico necessário para que a população possa ser informada de maneira isenta e equilibrada. Vamos aos fatos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é atualmente o país com maior incidência de parto cesáreo no mundo. Enquanto que em 1970 as cesáreas representavam 15% do total de nascimentos no País, hoje elas representam cerca de 52% dos três milhões de partos feitos anualmente no Brasil, segundo o estudo Nascer no Brasil, coordenado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reunindo informações de 23.894 gestantes atendidas em 2011 e 2012 em 266 hospitais (públicos, privados e mistos) de 191 municípios brasileiros. Já nas maternidades privadas brasileiras as taxas são tão altas quanto 85-90%. Apenas para comparação, a taxa de parto cesáreo recomendada pela OMS é ao redor de 15%. Estima-se que, no Brasil, pelo menos 20 a 25% dos partos cirúrgicos são decorrentes de cesáreas programadas, sem indicação obstétrica. Embora o parto cesáreo seja fundamental em situações de risco ou de emergência para a mãe ou para o bebê, estas indicações representam apenas uma pequena fração. Em sua maioria, os partos cirúrgicos não são indicados por complicações obstétricas, ou ainda são realizados por solicitação da mãe, que muitas vezes não conhece os riscos desta decisão para si e para seu filho. O risco para o bebê está associado ao nascimento antes do tempo, quando ele ainda não está completamente pronto para a vida fora do útero. Segundo a OMS, uma gestação humana saudável dura entre 37 e 41 semanas, período que recebeu a denominação de Gestação de Termo. Até alguns anos atrás se considerava que todos os bebês de termo tinham o mesmo risco de ficar doentes ou de morrer após o nascimento, e que este risco era muito baixo. Hoje sabemos que isso não é verdade. Os recém-nascidos de termo com menos de 39 semanas de gestação têm um risco maior de desenvolver complicações após o nascimento, principalmente em relação à sua capacidade de respirar normalmente fora do útero. Essa falha de adaptação respiratória após o nascimento é ainda maior quando o bebê nasce de parto cesáreo sem que a mãe tenha entrado em trabalho de parto, pois as contrações (ou o trabalho de parto) contribuem de maneira muito importante para o preparo final dos pulmões do bebê, permitindo uma respiração normal após o nascimento. De fato, pesquisadores brasileiros demonstraram, em um estudo publicado em 2012, que bebês nascidos com 37 semanas de gestação por parto cesáreo sem trabalho de parto tinham maior risco de internação hospitalar e de óbito. Outro problema associado ao excesso de cesáreas é o aumento da taxa de prematuridade (definida pela OMS como nascimento antes de 37 semanas de gestação), pois não é incomum ocorrer um erro no cálculo da idade gestacional do bebê, o que poderia determinar o nascimento uma ou duas semanas antes do tempo adequado. Nesse sentido, (um) outro estudo de pesquisadores brasileiros publicado em 2008 já apontava um aumento nas taxas de prematuridade no Brasil, particularmente o grupo de prematuros tardios (crianças entre 34 e 37 semanas de gestação). A maior prevalência da prematuridade resulta em um maior risco do bebê desenvolver problemas de adaptação à vida fora do útero, particularmente problemas respiratórios, que determinam a sua internação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Além da preocupação e da frustração dos pais em decorrência da internação de seu bebê na UTIN, há um aumento dos custos associados ao atendimento do recém-nascido, que podem ser significativos. Quais são as alternativas que os pais dispõem hoje para garantir um nascer seguro e saudável para o seu filho? Sem dúvida uma adequada assistência obstétrica é fundamental, evitando-se o nascimento desnecessário antes da hora e escolhendo-se a via de parto mais adequada para cada situação em particular, seja o parto vaginal, em gestações sem complicações, seja o parto cesáreo, quando houver clara e precisa indicação por risco materno ou do bebê. Nesse sentido, o diálogo franco dos pais com o obstetra e, quando possível, com o pediatra que fará o acompanhamento (do recém-nascido) após o nascimento, é a melhor opção para se fazer a escolha mais adequada para o nascimento do bebê. ___ Relator: Dr. Celso Moura Rebello Departamento Científico de Neonatologia da SPSP. Publicado em 10/12/2015. photo credit: ggomang &#124; pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/permanecer-no-utero-por-mais-uma-semana-e-vantajoso-para-o-recem-nascido/">Permanecer no útero por mais uma semana é vantajoso para o recém-nascido?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-933" src="https://comunidadespsp.files.wordpress.com/2015/06/pregnant-women-395151_640.jpg?w=300" alt="pregnant" width="300" height="200" />Recentemente, a sociedade brasileira tem sido bombardeada por perguntas que não necessariamente eram feitas há alguns anos por casais aguardando a chegada de seu filho: existe algum risco em se marcar a data do parto? O parto cesáreo pode ser considerado, neste início de século XXI, tão ou mais seguro do que o parto normal?</p>
<p>Vários segmentos da sociedade se manifestaram em relação a estes temas, algumas vezes de maneira apaixonada e até passional. Porém, consideramos fundamental que a Sociedade de Pediatria de São Paulo também se manifeste, à luz do conhecimento técnico científico necessário para que a população possa ser informada de maneira isenta e equilibrada.</p>
<p>Vamos aos fatos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é atualmente o país com maior incidência de parto cesáreo no mundo. Enquanto que em 1970 as cesáreas representavam 15% do total de nascimentos no País, hoje elas representam cerca de 52% dos três milhões de partos feitos anualmente no Brasil, segundo o estudo Nascer no Brasil, coordenado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reunindo informações de 23.894 gestantes atendidas em 2011 e 2012 em 266 hospitais (públicos, privados e mistos) de 191 municípios brasileiros. Já nas maternidades privadas brasileiras as taxas são tão altas quanto 85-90%. Apenas para comparação, a taxa de parto cesáreo recomendada pela OMS é ao redor de 15%. Estima-se que, no Brasil, pelo menos 20 a 25% dos partos cirúrgicos são decorrentes de cesáreas programadas, sem indicação obstétrica.</p>
<p>Embora o parto cesáreo seja fundamental em situações de risco ou de emergência para a mãe ou para o bebê, estas indicações representam apenas uma pequena fração. Em sua maioria, os partos cirúrgicos não são indicados por complicações obstétricas, ou ainda são realizados por solicitação da mãe, que muitas vezes não conhece os riscos desta decisão para si e para seu filho.</p>
<p>O risco para o bebê está associado ao nascimento antes do tempo, quando ele ainda não está completamente pronto para a vida fora do útero. Segundo a OMS, uma gestação humana saudável dura entre 37 e 41 semanas, período que recebeu a denominação de Gestação de Termo. Até alguns anos atrás se considerava que todos os bebês de termo tinham o mesmo risco de ficar doentes ou de morrer após o nascimento, e que este risco era muito baixo. Hoje sabemos que isso não é verdade. Os recém-nascidos de termo com menos de 39 semanas de gestação têm um risco maior de desenvolver complicações após o nascimento, principalmente em relação à sua capacidade de respirar normalmente fora do útero. Essa falha de adaptação respiratória após o nascimento é ainda maior quando o bebê nasce de parto cesáreo sem que a mãe tenha entrado em trabalho de parto, pois as contrações (ou o trabalho de parto) contribuem de maneira muito importante para o preparo final dos pulmões do bebê, permitindo uma respiração normal após o nascimento. De fato, pesquisadores brasileiros demonstraram, em um estudo publicado em 2012, que bebês nascidos com 37 semanas de gestação por parto cesáreo sem trabalho de parto tinham maior risco de internação hospitalar e de óbito.</p>
<p>Outro problema associado ao excesso de cesáreas é o aumento da taxa de prematuridade (definida pela OMS como nascimento antes de 37 semanas de gestação), pois não é incomum ocorrer um erro no cálculo da idade gestacional do bebê, o que poderia determinar o nascimento uma ou duas semanas antes do tempo adequado. Nesse sentido, (um) outro estudo de pesquisadores brasileiros publicado em 2008 já apontava um aumento nas taxas de prematuridade no Brasil, particularmente o grupo de prematuros tardios (crianças entre 34 e 37 semanas de gestação).</p>
<p>A maior prevalência da prematuridade resulta em um maior risco do bebê desenvolver problemas de adaptação à vida fora do útero, particularmente problemas respiratórios, que determinam a sua internação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Além da preocupação e da frustração dos pais em decorrência da internação de seu bebê na UTIN, há um aumento dos custos associados ao atendimento do recém-nascido, que podem ser significativos.</p>
<p>Quais são as alternativas que os pais dispõem hoje para garantir um nascer seguro e saudável para o seu filho? Sem dúvida uma adequada assistência obstétrica é fundamental, evitando-se o nascimento desnecessário antes da hora e escolhendo-se a via de parto mais adequada para cada situação em particular, seja o parto vaginal, em gestações sem complicações, seja o parto cesáreo, quando houver clara e precisa indicação por risco materno ou do bebê.</p>
<p>Nesse sentido, o diálogo franco dos pais com o obstetra e, quando possível, com o pediatra que fará o acompanhamento (do recém-nascido) após o nascimento, é a melhor opção para se fazer a escolha mais adequada para o nascimento do bebê.</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Dr. Celso Moura Rebello</strong><br />
Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 10/12/2015.<br />
photo credit: ggomang | pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/permanecer-no-utero-por-mais-uma-semana-e-vantajoso-para-o-recem-nascido/">Permanecer no útero por mais uma semana é vantajoso para o recém-nascido?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<item>
		<title>A experiência de ter um filho prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-experiencia-de-ter-um-filho-prematuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2014 10:41:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A vivência de se ter um bebê prematuro é difícil para a família, pois a experiência é muitas vezes prolongada, cheia de incertezas quanto aos desfechos e, dependendo do grau da imaturidade do bebê, surgem dúvidas até do que poderá haver de sequelas em função de sua condição. Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCINeo) são locais que visam salvar a vida dessas criaturinhas, com a melhor qualidade futura possível. Porém, geralmente, são ambientes nos quais os pais têm dificuldades de se sentirem como tais, pois toda a parafernália de aparelhos destinados aos cuidados a quem veio ao mundo antes da hora, as atribulações de médicos, enfermeiras e outros profissionais envolvidos nos cuidados, fazem com que se sintam muito deslocados, com a sensação até de estarem atrapalhando as atividades da equipe neonatal. Aliado ao medo, tristeza e impotência, pode haver a sensação de culpa, afinal “há algo que nós tenhamos feito que tenha levado ao nascimento antes do termo?”, é uma dúvida que invariavelmente paira sobre as cabeças dos genitores. Embora se saiba que a falta de cuidado pré-natal (entenda-se: o não acompanhamento médico, dieta inadequada, desrespeito às limitações impostas pela gravidez no esporte, atividade laborial, uso de drogas etc.) seja um facilitador do nascimento prematuro, na maior parte das vezes fatores imprevisíveis e inesperados concorrem para a prematuridade. Dentro deste espectro, no intuito de se minimizar todo este sofrimento imposto pelo nascimento em uma condição totalmente diferente do que se espera de uma gravidez normal, em que só alegria e realização são a tônica para pais, irmãos tios e avós, alguns conselhos para os pais são cabíveis: Concentre(m)-se no bebê, e não nos aparelhos com seus ruídos e luzes, pois eles podem ser assustadores (e são!), embora necessários; Tire(m) suas dúvidas sobre o que está acontecendo com seu filho, e os porquês das condutas assumidas &#8211; isso dá a sensação de algum controle sobre a situação, além de poder prever melhor o que virá nas próximas horas (sim, porque com um prematuro, poucas horas podem mudar tudo) e dias; Fique(m) o maior tempo possível ao lado do recém-nascido, procurando participar dos cuidados que a equipe autorizar que sejam feitas por você(s): troca de fraldas, alimentação, cuidado canguru Pai e mãe devem conversar entre si e com a equipe que está cuidando de seu bebê, dividindo as incertezas e angústias que sempre aparecem, pois isso dilui o peso que estes dias lhes impõem; Tenha(m) uma certeza: na maior parte das vezes, tudo corre bem e, como já colocado acima, não sintam-se culpados. Se vocês estão lendo este texto, é por que se interessam, se preocupam e querem bem ao seu bebê! ___ Relator: Dr Paulo Pachi Departamento Científico de Neonatologia da SPSP Publicado em 26/08/2014. photo credit: PublicDomainPictures &#124; Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-experiencia-de-ter-um-filho-prematuro/">A experiência de ter um filho prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2014/08/mother-15522_640.jpg" rel="prettyphoto[26917]"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-741" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2014/08/mother-15522_640.jpg?w=300" alt="mother-15522_640" width="300" height="225" /></a>A vivência de se ter um bebê prematuro é difícil para a família, pois a experiência é muitas vezes prolongada, cheia de incertezas quanto aos desfechos e, dependendo do grau da imaturidade do bebê, surgem dúvidas até do que poderá haver de sequelas em função de sua condição.</p>
<p>Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCINeo) são locais que visam salvar a vida dessas criaturinhas, com a melhor qualidade futura possível. Porém, geralmente, são ambientes nos quais os pais têm dificuldades de se sentirem como tais, pois toda a parafernália de aparelhos destinados aos cuidados a quem veio ao mundo antes da hora, as atribulações de médicos, enfermeiras e outros profissionais envolvidos nos cuidados, fazem com que se sintam muito deslocados, com a sensação até de estarem atrapalhando as atividades da equipe neonatal.</p>
<p>Aliado ao medo, tristeza e impotência, pode haver a sensação de culpa, afinal “há algo que nós tenhamos feito que tenha levado ao nascimento antes do termo?”, é uma dúvida que invariavelmente paira sobre as cabeças dos genitores. Embora se saiba que a falta de cuidado pré-natal (entenda-se: o não acompanhamento médico, dieta inadequada, desrespeito às limitações impostas pela gravidez no esporte, atividade laborial, uso de drogas etc.) seja um facilitador do nascimento prematuro, na maior parte das vezes fatores imprevisíveis e inesperados concorrem para a prematuridade.</p>
<p>Dentro deste espectro, no intuito de se minimizar todo este sofrimento imposto pelo nascimento em uma condição totalmente diferente do que se espera de uma gravidez normal, em que só alegria e realização são a tônica para pais, irmãos tios e avós, alguns conselhos para os pais são cabíveis:</p>
<ul>
<li>Concentre(m)-se no bebê, e não nos aparelhos com seus ruídos e luzes, pois eles podem ser assustadores (e são!), embora necessários;</li>
<li>Tire(m) suas dúvidas sobre o que está acontecendo com seu filho, e os porquês das condutas assumidas &#8211; isso dá a sensação de algum controle sobre a situação, além de poder prever melhor o que virá nas próximas horas (sim, porque com um prematuro, poucas horas podem mudar tudo) e dias;</li>
<li>Fique(m) o maior tempo possível ao lado do recém-nascido, procurando participar dos cuidados que a equipe autorizar que sejam feitas por você(s): troca de fraldas, alimentação, cuidado canguru</li>
<li>Pai e mãe devem conversar entre si e com a equipe que está cuidando de seu bebê, dividindo as incertezas e angústias que sempre aparecem, pois isso dilui o peso que estes dias lhes impõem;</li>
<li>Tenha(m) uma certeza: na maior parte das vezes, tudo corre bem e, como já colocado acima, não sintam-se culpados. Se vocês estão lendo este texto, é por que se interessam, se preocupam e querem bem ao seu bebê!</li>
</ul>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Dr Paulo Pachi</strong><br />
Departamento Científico de Neonatologia da SPSP</p>
<p>Publicado em 26/08/2014.<br />
photo credit: PublicDomainPictures | Pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-experiencia-de-ter-um-filho-prematuro/">A experiência de ter um filho prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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