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	<title>Arquivos Bebês - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Bebês - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/doacao-de-leite-humano-solidariedade-que-nutre-vida-que-cresce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Acima está o slogan vencedor deste ano da campanha celebrada em 19 de maio &#8211; o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. O leite humano é o alimento mais completo para nutrir os recém-nascidos nos primeiros dias de vida, sendo rico em nutrientes e substâncias que promovem saúde, desenvolvimento e qualidade de vida. Mas você sabia que esse alimento tão especial também pode salvar vidas quando é doado? Muitas mulheres que amamentam produzem mais leite do que seus bebês necessitam. Esse excedente não deve ser desprezado, pois pode ser destinado aos Bancos de Leite Humano e utilizado em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, contribuindo para a sobrevivência de muitos bebês. Esta afirmação é muito verdadeira: “cada gota salva vidas”. Mas por que alguns bebês não podem ser amamentados por suas próprias mães? Em algumas situações, como em casos de doenças, como Aids, hepatites, uso de determinados medicamentos, entre outras condições, o leite materno da própria mãe não pode ser oferecido com segurança. Nesses casos, o leite doado torna-se essencial. Embora o Brasil possua a maior rede de Bancos de Leite Humano do mundo, ainda não é possível atender a todos os bebês que necessitam desse alimento tão rico em nutrientes e anticorpos. A doação de leite humano é um ato de solidariedade que faz toda a diferença, especialmente para bebês prematuros ou doentes que estão internados e não podem ser amamentados diretamente por suas mães. Para esses pequenos, cada gota de leite é valiosa. Mulheres que possuem produção excedente podem se tornar doadoras e ajudar outros bebês. O processo de doação é simples, seguro e orientado por profissionais de saúde. O leite coletado passa por rigorosos controles de qualidade antes de ser oferecido aos recém-nascidos, garantindo sua segurança. Além disso, a doação também beneficia a própria doadora. A retirada do excesso de leite pode evitar desconfortos, como o ingurgitamento mamário, que pode causar dor e inflamação nas mamas. Doar leite não prejudica a amamentação do próprio filho. Pelo contrário, a retirada regular pode até estimular e manter a produção de leite. Além disso, a doadora ajuda muito outras crianças e suas famílias, fortalecendo uma rede de cuidado, amor e solidariedade. Os Bancos de Leite Humano estão preparados para orientar, apoiar e acompanhar todo o processo de doação. Em muitos casos, oferecem coleta domiciliar e fornecem os materiais necessários, facilitando a participação das mães. Se você pode doar, informe-se. Sua solidariedade pode salvar vidas e ajudar muitos bebês a crescerem fortes e saudáveis. Para doar, entre no site da rede de Banco de Leite Humano* e localize o banco de leite mais próximo de sua residência. *https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs   Relatora:Rosangela Gomes dos SantosPresidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Acima está o slogan vencedor deste ano da campanha celebrada em 19 de maio &#8211; o Dia Nacional da Doação de Leite Humano.</p>
<p style="text-align: justify;">O leite humano é o alimento mais completo para nutrir os recém-nascidos nos primeiros dias de vida, sendo rico em nutrientes e substâncias que promovem saúde, desenvolvimento e qualidade de vida. Mas você sabia que esse alimento tão especial também pode salvar vidas quando é doado?</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas mulheres que amamentam produzem mais leite do que seus bebês necessitam. Esse excedente não deve ser desprezado, pois pode ser destinado aos Bancos de Leite Humano e utilizado em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, contribuindo para a sobrevivência de muitos bebês. Esta afirmação é muito verdadeira: “cada gota salva vidas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas por que alguns bebês não podem ser amamentados por suas próprias mães? Em algumas situações, como em casos de doenças, como Aids, hepatites, uso de determinados medicamentos, entre outras condições, o leite materno da própria mãe não pode ser oferecido com segurança. Nesses casos, o leite doado torna-se essencial.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o Brasil possua a maior rede de Bancos de Leite Humano do mundo, ainda não é possível atender a todos os bebês que necessitam desse alimento tão rico em nutrientes e anticorpos.</p>
<p style="text-align: justify;">A doação de leite humano é um ato de solidariedade que faz toda a diferença, especialmente para bebês prematuros ou doentes que estão internados e não podem ser amamentados diretamente por suas mães. Para esses pequenos, cada gota de leite é valiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mulheres que possuem produção excedente podem se tornar doadoras e ajudar outros bebês. O processo de doação é simples, seguro e orientado por profissionais de saúde. O leite coletado passa por rigorosos controles de qualidade antes de ser oferecido aos recém-nascidos, garantindo sua segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a doação também beneficia a própria doadora. A retirada do excesso de leite pode evitar desconfortos, como o ingurgitamento mamário, que pode causar dor e inflamação nas mamas.</p>
<p style="text-align: justify;">Doar leite não prejudica a amamentação do próprio filho. Pelo contrário, a retirada regular pode até estimular e manter a produção de leite. Além disso, a doadora ajuda muito outras crianças e suas famílias, fortalecendo uma rede de cuidado, amor e solidariedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Bancos de Leite Humano estão preparados para orientar, apoiar e acompanhar todo o processo de doação. Em muitos casos, oferecem coleta domiciliar e fornecem os materiais necessários, facilitando a participação das mães.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você pode doar, informe-se. Sua solidariedade pode salvar vidas e ajudar muitos bebês a crescerem fortes e saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Para doar, entre no site da rede de Banco de Leite Humano* e localize o banco de leite mais próximo de sua residência.</p>
<p>*https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br />Rosangela Gomes dos Santos<br />Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novembro Roxo: a prevenção da cegueira pela retinopatia da prematuridade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/novembro-roxo-a-prevencao-da-cegueira-pela-retinopatia-da-prematuridade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 11:19:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Novembro Roxo é o mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade e suas complicações, entre elas a Retinopatia da Prematuridade (ROP)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Novembro-Roxo-e-ROP-500x500.png 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Novembro Roxo é o mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade e suas complicações, entre elas a Retinopatia da Prematuridade (ROP) – uma das principais causas de cegueira evitável na infância em todo o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A ROP é uma vasculopatia característica do recém-nascido prematuro, resultante da interrupção abrupta do desenvolvimento dos vasos normais da retina, que deveria ocorrer intraútero. A imaturidade, somada a condições clínicas associadas à prematuridade, cria um cenário em que a retina não vascularizada passa a liberar fatores de crescimento de novos vasos sanguíneos descontroladamente, desencadeando o surgimento de novos vasos e proliferação fibrovascular e, nos estágios mais graves, descolamento de retina e cegueira permanente.</p>
<p style="text-align: justify;">O pediatra é quem define, orienta e cobra o rastreamento sistemático, garantindo que todo bebê prematuro seja avaliado pelo oftalmologista no momento adequado.</p>
<p style="text-align: justify;">As recomendações atuais preconizam que sejam submetidos à triagem todos os bebês prematuros que nascem com menos de <span style="text-decoration: line-through;">≤</span> 32 semanas de gestação e ≤ 1.500 g, além de prematuros maiores, em algumas situações (oxigenoterapia prolongada, sepse, transfusões repetidas, ventilação mecânica, hemorragia intracraniana, etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">É essencial que o primeiro exame aconteça de acordo com a idade gestacional corrigida; em geral, entre 4 e 6 semanas de vida. O atraso no início da triagem ainda é um dos principais fatores associados à perda de visão evitável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A importância do acompanhamento até a vascularização completa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento dos bebês não termina após a alta hospitalar. Muitos bebês ainda não têm a retina completamente vascularizada ao deixar a UTI, e a interrupção precoce do acompanhamento pode resultar em progressão silenciosa da doença. A continuidade das consultas oftalmológicas deve ocorrer durante todo o primeiro ano de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O novo cenário do tratamento terapêutico: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante décadas, o tratamento padrão para ROP grave foi a fotocoagulação a laser, que permanece extremamente eficaz e ainda é amplamente utilizada. Porém, o laser destrói a retina avascular periférica, podendo gerar sequelas, como redução do campo visual, maior risco de miopia e alterações estruturais futuras.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos uma revolução silenciosa transformou a abordagem da ROP: o uso dentro do corpo vítreo (substância gelatinosa que preenche o espaço entre a retina e o cristalino dentro do olho) de substâncias e medicamentos que agem neutralizando a produção e surgimento de novos vasos e permitindo que o desenvolvimento vascular fisiológico prossiga de forma mais natural.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes tratamentos modernos possibilitam uma vascularização da retina mais fisiológica, com potencial para melhor desenvolvimento visual a longo prazo. No entanto, exige seguimento prolongado, pois pode ocorrer meses após a aparente regressão inicial.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desafios e considerações importantes</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O acompanhamento oftalmológico pode se estender por até 12 a 24 meses, dependendo da evolução;</li>
<li>Pode haver recidiva silenciosa, que só é detectada com exames regulares;</li>
<li>A decisão terapêutica deve sempre envolver diálogo entre oftalmologista, neonatologista e família, considerando riscos, benefícios e particularidades clínicas do bebê.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma atuação integrada que salva vidas e a visão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No contexto do Novembro Roxo, é imprescindível reforçar que a ROP é uma doença quase totalmente prevenível, desde que o rastreamento seja rigoroso e o tratamento seja realizado em tempo hábil.</p>
<p style="text-align: justify;">A prematuridade representa um desafio multidisciplinar, e a prevenção da cegueira por ROP é um dos maiores exemplos de como a integração entre pediatria, neonatologia e oftalmologia pode mudar de forma definitiva o futuro de uma criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Novembro Roxo nos lembra: cada dia conta. Cada exame conta. Cada olhar conta.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Marcelo Alexandre A. Cavalcante<br />Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vez ou outra, alguns modismos voltam… infelizmente!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vez-ou-outra-alguns-modismos-voltam-infelizmente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 18:55:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/imagem-no-padrao-correto-de-boia-de-pescoco-para-bebe-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Há uns oito anos, mais ou menos, houve na Europa e nos EUA uma “febre do uso dos <em>babies neck floats</em>”, ou boias de pescoço, anéis de plástico infláveis usados ao redor do pescoço do bebê, que permitiam que o mesmo flutuasse livremente na água. Algumas dessas boias eram comercializadas para bebês a partir de duas semanas de vida ou prematuros. Eram usadas durante o banho, na piscina ou como uma ferramenta de fisioterapia (intervenção de terapia aquática) para bebês com atrasos ou deficiências no desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses produtos prometiam aumento do tônus muscular, maior flexibilidade e amplitude de movimento, aumento da capacidade pulmonar, melhor qualidade do sono e aumento da estimulação do cérebro e do sistema nervoso. Entretanto, a segurança e a eficácia das boias de pescoço para desenvolver força, promover o desenvolvimento motor ou como uma ferramenta de fisioterapia não foram estabelecidas. Além do mais, houve relatos de agravamento de lesões motoras, além de acidentes (que serão melhor explicados a seguir), o que fez com que o FDA (<em>Food and Drug Administration</em>) emitisse um alerta em 2022, contra o uso desses dispositivos em fisioterapia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo para uso “recreacional”, os flutuadores de pescoço acabaram se mostrando perigosos, com risco de morte por afogamento e sufocamento, distensão e lesão no pescoço do bebê. Várias entidades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Pediatria, manifestaram repúdio ao uso.</p>
<p style="text-align: justify;">Como foi dito no início, infelizmente, alguns modismos retornam&#8230; e parece ser o caso dessas boias. Alguns vídeos de bebês flutuando com o dispositivo retornaram às mídias sociais. Por isso, o Departamento de Segurança da SPSP achou por bem retomar as explicações dos malefícios do uso:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Risco de afogamento </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo em banheiras ou piscinas rasas, o bebê pode deslizar para dentro do dispositivo ou virar, ficando com o rosto submerso. Bebês tiveram a boca, o nariz ou a cabeça inteira escorregando pelas aberturas e caindo na água quando as boias não estavam infladas o suficiente, quando apresentavam vazamentos por ficarem escorregadias com sabão ou por razões desconhecidas. O adulto pode ter uma falsa sensação de segurança e diminuir a supervisão, aumentando o risco de acidentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Risco de lesões no pescoço e coluna cervical</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O pescoço do bebê é frágil e o peso da cabeça é desproporcional nessa idade. A boia exerce pressão inadequada na região do pescoço, podendo causar torcicolos, microlesões ou agravar problemas neurológicos e ortopédicos em crianças com doenças preexistentes. O uso frequente pode levar a alterações no desenvolvimento da coluna do bebê.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Risco de asfixia e estrangulamento</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Se o dispositivo esvaziar, furar ou não estiver bem ajustado, pode comprimir vias aéreas, dificultar respiração ou machucar o bebê, além de propiciar o afogamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Problemas no desenvolvimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O uso de <em>neck floats</em> restringe movimentos naturais e não contribui para aprendizado motor saudável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ausência de regulação e normas de segurança</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esses flutuadores são vendidos como “brinquedos” ou “dispositivos terapêuticos”, mas sem estudos clínicos ou testes de segurança confiáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, mediante vários relatos de acidentes no mundo e algumas mortes, as sociedades médicas e órgãos de saúde, entre outros, <strong>desencorajam completamente</strong> o uso dos “<em>babies neck floats”</em>, reforçando que a forma segura de estimular bebês na água é através de contato próximo e direto com os pais/cuidadores, em atividades supervisionadas e sempre com atenção total.</p>
<p style="text-align: justify;">“<em>Babies neck floats”</em> (boias de pescoço) não protegem: aumentam o risco de afogamento e lesões – mantenha seu bebê sempre nos seus braços, nunca dentro delas. Tire essa ideia da cabeça (e do pescoço)!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP<br /><b>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</b><br /></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Um gesto humanitário que alimenta esperança</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-gesto-humanitario-que-alimenta-esperanca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 11:32:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano.jpeg-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 19 de maio celebramos o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, uma data que reforça a importância da solidariedade entre mulheres e o poder transformador do leite humano</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Doacao-de-Leite-Humano.jpeg-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 19 de maio celebramos o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, uma data que reforça a importância da solidariedade entre mulheres e o poder transformador do leite humano para salvar vidas e mudar o futuro de inúmeras crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">A campanha deste ano reforça a doação de leite humano com o slogan “Um gesto humanitário que alimenta esperança”. Esperança é o que os bebês que estão em UTIs podem ter ao receber leite materno, pelos inúmeros benefícios que traz para a sua sobrevida e, principalmente, para as que, por algum motivo, estão impossibilitadas de receber o leite da própria mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Doar é simples, seguro e pode ser feito por meio de qualquer Banco de Leite Humano autorizado pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz. Basta estar saudável, não usar drogas, não tomar medicamentos que interfiram na amamentação, estar amamentando o seu filho e extrair o leite excedente. Devem seguir as orientações de higiene e armazenamento fornecidas pela equipe do Banco de Leite Humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Mães que produzem leite em excesso podem entrar em contato com um Banco de Leite Humano para realizar a doação, processo que será orientado por profissionais de saúde capacitados. O leite doado passa pelo processo de pasteurização e rigorosos testes de qualidade antes de ser distribuído aos bebês que mais precisam e que estão em UTIs neonatais. A maioria dos bancos de Leite Humano faz a coleta do leite humano excedente na casa da doadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao doar leite materno, uma mulher contribui diretamente para a saúde de outras crianças, ajuda a reduzir a mortalidade infantil e traz esperança para uma qualidade de vida futura.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem quiser contribuir com os bancos de Leite Humano entre em contato com a Rede Brasileira de Banco de Leite Humano pelo site: <strong>rblh.fiocruz.br</strong> e encontre o Banco de Leite Humano mais próximo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Rosangela Gomes dos Santos<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Ambiente de sono seguro: cobertores vestíveis são mais seguros</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/ambiente-de-sono-seguro-cobertores-vestiveis-sao-mais-seguros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 16:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Garantir um ambiente de sono seguro para bebês é essencial para a segurança e bem-estar dos pequenos. Um dos principais cuidados está na escolha </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Garantir um ambiente de sono seguro para bebês é essencial para a segurança e bem-estar dos pequenos. Um dos principais cuidados está na escolha do que o bebê vai usar durante o sono, especialmente em relação a cobertores e roupas de cama. Um dos itens mais recomendados é o <strong>cobertor vestível</strong>, também conhecido como &#8220;saco de dormir&#8221;, que pode ser uma alternativa mais segura aos cobertores tradicionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é um cobertor vestível?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O cobertor vestível é uma peça de roupa que o bebê usa durante o sono, funcionando como um cobertor, mas de forma mais segura. Ele cobre o bebê como um saco, permitindo liberdade para os movimentos das pernas, enquanto mantém o corpo aquecido sem o risco de sufocação, estrangulamento ou superaquecimento, algo que pode acontecer com cobertores comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral possuem um zíper ou uma série de botões de pressão, normalmente na frente, tornando extremamente fácil vestir. O design do cobertor vestível impede que ele se desloque durante a noite, garantindo que o bebê fique coberto sem o perigo de sufocamento. Os braços devem ser livres para o caso de o bebê rolar, poder voltar para a posição original. Os sacos de dormir podem ser usados desde recém-nascido até os dois anos de idade, sendo importante verificar o tamanho adequado para o bebê.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Cobertor-Vestivel.png" alt="" width="283" height="263" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que os cobertores vestíveis são mais seguros?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Redução do risco de sufocamento:</strong> Cobertores e edredons soltos podem cobrir o rosto do bebê, aumentando o risco de sufocamento. Com os cobertores vestíveis, o bebê fica sempre coberto de forma segura, sem o risco de se enroscar.</li>
<li><strong>Prevenção do superaquecimento</strong>: Bebês têm maior dificuldade em regular a temperatura do corpo. Cobertores pesados ou roupas de cama excessivas podem causar superaquecimento, o que está associado ao risco de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI).</li>
<li><strong>Facilidade de uso:</strong> Ao contrário dos cobertores tradicionais, que podem se deslocar facilmente, o cobertor vestível mantém o bebê aquecido sem que os pais precisem se preocupar em ajustar durante a noite. Além disso, muitos modelos têm fechos que tornam fácil colocar e tirar o bebê de forma rápida, sem interrupções no sono.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras dicas para um ambiente de sono seguro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além de optar por um cobertor vestível, existem outras práticas recomendadas para garantir um ambiente de sono seguro para o bebê:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Crianças menores de 1 ano devem ser colocadas para dormir de “barriga para cima”:</strong> A posição de dormir é fundamental para reduzir o risco de SMSI. O bebê deve sempre ser colocado para dormir de “barriga para cima“ em qualquer sono.</li>
<li><strong>Usar um colchão firme:</strong> Evite colchões muito macios, que podem aumentar o risco de asfixia. O colchão deve ser firme e bem ajustado ao berço, plano e sem inclinação. O lençol deve ser preso ao colchão com elástico.</li>
<li><strong>Evitar objetos no berço:</strong> Não coloque travesseiros, protetores de berço, brinquedos ou cobertores soltos no berço. Estes itens podem representar um risco de sufocamento ou estrangulamento.</li>
<li><strong>Escolher berço certificado pelo “INMETRO”.</strong> Os berços certificados garantem que passaram por testes de segurança e qualidade.</li>
<li><strong>Manter a temperatura do ambiente confortável:</strong> O quarto do bebê deve ter uma temperatura amena. Evite agasalhar demais o bebê, já que o superaquecimento é um risco para a saúde dele.</li>
<li><strong>Compartilhar o quarto, mas não a mesma cama.</strong> É recomendado que o bebê compartilhe o quarto com os pais até pelo menos 6 meses, mas nunca a mesma cama. O compartilhamento de sofás e poltronas é muito perigoso, aumentando consideravelmente o risco de morte.</li>
<li><strong>O aleitamento materno tem efeito protetor contra a morte súbita. </strong>Quanto maior o tempo de amamentação, maior a proteção contra a morte súbita.</li>
<li><strong>Evitar tabagismo, consumo de álcool ou drogas ilícitas na gestação ou parto. </strong>Estes fatores estão relacionados a mortes de bebês durante o sono.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Ao seguir essas orientações, os pais podem garantir que o ambiente de sono do bebê seja o mais seguro possível, reduzindo os riscos e promovendo uma boa noite de descanso para o pequeno. Lembre-se, a segurança no sono do bebê é uma prioridade e deve ser levada a sério desde os primeiros dias de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sarah Saul<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Conscientização e prevenção sobre os defeitos do nascimento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/conscientizacao-e-prevencao-sobre-os-defeitos-do-nascimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 3 de março é celebrado o Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, uma data criada para conscientização sobre condições que podem afetar a saúde e o desenvolvimento dos bebês. Defeitos do nascimento, também conhecidos como anomalias congênitas, são alterações estruturais ou funcionais presentes desde a gestação, que podem impactar negativamente a qualidade de vida das crianças. Essas malformações são problemas estruturais ou funcionais que ocorrem durante o desenvolvimento do bebê, geralmente no início da gravidez. Elas podem afetar qualquer parte do corpo, incluindo coração, cérebro, pés, entre outros. Alguns exemplos comuns incluem:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Fendas labiopalatais</strong>: Abertura na boca ou no céu da boca.</li>
<li><strong>Cardiopatias congênitas</strong>: Situação de gravidade que ocorre quando a formação do coração se faz de forma anormal.</li>
<li><strong>Espinha bífida</strong>: Problema grave de desenvolvimento da coluna vertebral.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da prevenção e do acompanhamento pré-natal, com consultas regulares e exames durante a gravidez, que colaboram para identificar precocemente possíveis defeitos do nascimento para reduzir as suas consequências. Fatores como a ingestão de ácido fólico antes e durante a gestação, vacinação adequada, controle de doenças crônicas e evitar o consumo de álcool, tabaco e outras substâncias nocivas são essenciais para uma gestação mais saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença. Exames como o teste do pezinho, ultrassonografias e outros procedimentos podem identificar condições que necessitam de cuidados específicos logo nos primeiros momentos de vida, garantindo um melhor prognóstico e qualidade de vida para a criança se a intervenção for também precoce.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, convidamos todas as famílias a se informarem e se engajarem nessa causa, lembrando que as famílias dessas crianças frequentemente precisam de apoio emocional e financeiro. O conhecimento e a prevenção são os melhores aliados para garantir um início de vida saudável para os bebês.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, a Sociedade de Pediatria de São Paulo segue comprometida em promover a saúde das nossas crianças e em apoiar as famílias nesse percurso, e através de campanhas, eventos educativos e orientações, buscamos proporcionar melhor qualidade de vida e inclusão para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Junte-se a nós neste Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Celso Moura Rebello<br />Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Por uma maior conscientização sobre a prematuridade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O dia 17 de novembro, considerado o Dia Internacional de Conscientização Sobre Prematuridade, foi criado por organizações de mães na Europa e pela European Foundation for the Care</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O dia 17 de novembro, considerado o Dia Internacional de Conscientização Sobre Prematuridade, foi criado por organizações de mães na Europa e pela European Foundation for the Care of Newborn Infants (EFCNI) em 2008. Em 2010, a organização norte-americana <a href="https://www.marchofdimes.org/index.aspx">March of Dimes</a>, a organização africana <a href="http://littlebigsoulsghana.com/">LittleBigSouls,</a> a Australian National Preemie Foundation e a EFCNI se juntaram para celebrar esse dia especial.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde 2011 é designado o Dia Mundial da Prematuridade e, desde então, vem abarcando mais e mais países no mundo. Em 2013 eram 60 e em 2019 já tinham mais 100 países, em que grupos de pais, famílias, profissionais de saúde, políticos, hospitais, organizações e outras partes interessadas envolvidas no nascimento prematuro realizam campanhas de mídia, eventos locais e outras atividades em níveis local, regional, nacional ou internacional para conscientizar o público.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O</em> dia foi ampliado para todo o mês de novembro, sendo escolhido o roxo, por simbolizar sensibilidade e individualidade, características que são muito peculiares aos recém-nascidos pré-termos. O roxo também significa transmutação, ou seja, mudança, transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">O número de bebês prematuros no mundo ainda é muito elevado, segundo a Organização Mundial da Saúde. Em 2020, aproximadamente 13,4 milhões de bebês nasceram prematuros no mundo, representando mais de 10% de todos os nascimentos. No Brasil, em 2023, a ocorrência desses nascimentos chegou a cerca de 301.718 (11,9% dos nascidos vivos), sendo equivalente a 840 por dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O Novembro Roxo é o mês dedicado às ações de sensibilização voltadas para prevenir ou minimizar o nascimento prematuro, já que é atualmente uma das principais causas de óbito no período neonatal e entre crianças menores de cinco anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante esse mês são realizadas atividades e mobilizações direcionadas ao enfrentamento do parto prematuro, com foco na prevenção do nascimento antecipado e na conscientização sobre os riscos envolvidos, bem como na assistência, proteção e promoção dos direitos dos bebês prematuros e suas famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">O parto prematuro pode, em grande parte, ser prevenido com um pré-natal adequado e iniciado precocemente. A detecção de problemas maternos, que podem desencadear o parto prematuro, deve ser feita durante as consultas de pré-natal, incluindo avaliação de exames clínico-laboratoriais, que estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde. Um atendimento adequado no pré-natal já irá diminuir o número de bebês que nascem antes de 37 semanas de idade gestacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, mesmo realizando um pré-natal adequado, o bebê pode nascer prematuro, seja por doenças maternas graves ou por problemas do próprio bebê. Nesses casos eles deverão nascer em hospitais que tenham Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), possibilitando o cuidado adequado para esses pequenos pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Os problemas da prematuridade vão além do baixo peso, um prematuro precisa de cuidados especiais na UTI, o que aumenta em três vezes o risco de morte e sequelas futuras para sua vida adulta. Observa-se que com os avanços tecnológicos dos últimos anos está aumentando a sobrevida de recém-nascidos cada vez mais prematuros, com possibilidade de sobrevida de bebês que nascem a partir de 24-25 semanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas crianças permanecem por um longo tempo internadas e, durante esse período, seus pais passam por vários graus de ansiedade e de medos. Medo da perda, de sequelas e depois, próximo da alta, o medo de cuidar em casa. Portanto, além da equipe da UTIN cuidar do recém-nascido, deve cuidar também da família, que irá necessitar de muito apoio e acolhimento. E progressivamente, de acordo com a evolução do bebê, ir estimulando os pais a participarem dos cuidados do dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Amamentação:  Apoio em todas as situações</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amamentacao-apoio-em-todas-as-situacoes/</link>
		
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		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 12:29:17 +0000</pubDate>
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<p>A Semana Mundial de Amamentação iniciou suas comemorações no ano de 1992, a partir da Declaração de Innocenti de 1990. Este documento reconhece o direito fundamental</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Materno-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Materno-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Semana-Aleitamento-Materno-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A Semana Mundial de Aleitamento Materno iniciou suas comemorações no ano de 1992, a partir da Declaração de Innocenti de 1990. Este documento reconhece o direito fundamental de mães amamentarem e bebês serem amamentados como fator importante para saúde e bem-estar de ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2024 a WABA (<em>Word Alliance for Breastfeeding Action</em>), que é uma rede global de indivíduos e organizações dedicadas à proteção, promoção e apoio à amamentação em todo o mundo, e a IBFAN Brasil (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar &#8211; <em>International Baby Food Action Network</em>), que têm lutado por um mundo sem pressões comerciais, para que as mulheres possam tomar decisões informadas quanto à alimentação infantil de forma adequada. Estas organizações trazem como tema deste ano, no Agosto Dourado, o APOIO À AMAMENTAÇÃO EM TODAS AS SITUAÇÕES, reduzindo as desigualdades. </p>
<p style="text-align: justify;">Segundo estas instituições, a SMAM (Semana Mundial de Aleitamento Materno) está apoiada em 4 pilares que são:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Informar</strong>: sobre as desigualdades existentes no apoio à amamentação e sobre os seus indicadores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Promover</strong>: ações para reduzir as desigualdades no apoio à amamentação com foco em grupos de apoio.  </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Consolidar</strong>: a amamentação como um fator que contribui para diminuir as diferenças na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Envolver</strong>: líderes como pessoas e organizações para colaborar e apoiar a amamentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Inúmeras são as situações em que as mães e os bebês precisam de apoio. </p>
<p style="text-align: justify;">Dentre as situações em que as lactantes devem ser apoiadas, temos:  as mulheres que trabalham de maneira formal e informal na volta ao trabalho; as mães de prematuros; nas crises climáticas (enchentes, tufões, terremotos etc.); nas diferenças de gênero e raça e várias outras situações cujo apoio é fundamental para que o aleitamento materno seja exclusivo até o sexto mês e complementado até dois anos ou mais, segundo a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que podemos fazer?  </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para a mulher trabalhadora formal, devemos promover legislações que permitam que amamentem, exclusivamente, até o sexto mês, além de trabalhar com sindicalistas para informar aos trabalhadores sobre os seus direitos.  Para as trabalhadoras informais, é necessário fornecer locais para que elas possam amamentar e coletar o seu leite perto do local de trabalho, assim como receber ajuda financeira para que possam permanecer mais tempo em casa com seus filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para as mães de prematuros, o apoio nas maternidades, para evitar o desmame precoce, é de fundamental importância para que os bebês possam sair de alta em aleitamento materno exclusivo. Este apoio passa por orientações sobre a importância da amamentação, estimular que os bebês prematuros possam ir de forma precoce para o seio materno e estimulação à coleta frequente do leite materno para que a produção láctea da mãe não diminua.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas crises climáticas, os profissionais da saúde devem ficar atentos ao assédio das indústrias de fórmulas infantis nas doações e distribuições de forma indiscriminadas. Devemos ficar atentos ao Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno (NBCAL) que regulamenta a distribuição de fórmulas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos casos de diferenças racial e social, que existam sistemas públicos que ofereçam grupos de apoio à mulher e às suas famílias com informações oportunas e precisas, bem como apoio prático e emocional para promover a amamentação ideal na iniciação e estimulação à manutenção do aleitamento materno.  </p>
<p style="text-align: justify;">O aleitamento materno é um dos melhores investimentos em Saúde Global. Ao intervir para que possamos prolongar a amamentação, melhoraremos a saúde e sobrevivência de mães e crianças e teremos a melhoria do meio ambiente, que ficarão mais livres de resíduos e substâncias tóxicas.    </p>
<p style="text-align: justify;">ESTE MATERIAL FOI ELABORADO A PARTIR DO SITE DA WABA E DA IBFAN BRASIL.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; WABA (<em>Word Alliance for Breastfeeding Action</em>). https://waba.org.my/</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; IBFAN (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – International Baby Food Action Network). http://www.ibfan.org.br/site/</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Rosângela Gomes dos Santos<br />Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Você sabia que existe uma Semana Mundial de Aleitamento Materno?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/voce-sabia-que-existe-uma-semana-mundial-de-aleitamento-materno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2023 19:16:46 +0000</pubDate>
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<p>Em 2023 celebramos a 32ª Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que acontece entre os dias 1º e 7 de agosto e tem como tema: “APOIE</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-amamentacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-amamentacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-amamentacao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 2023 celebramos a 32ª Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), que acontece entre os dias 1º e 7 de agosto e tem como tema: <strong>“APOIE A AMAMENTAÇÃO. FAÇA A DIFERENÇA PARA MÃES E PAIS QUE TRABALHAM”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a lei federal nº 13.435/17 institui o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno, criando assim o <strong>AGOSTO DOURADO </strong>(o leite materno é considerado o <strong><em>padrão ouro</em></strong> da alimentação infantil), desde 2017.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto de partida para a criação da SMAM foi uma reunião (&#8220;<em>Amamentação na década de 1990: uma Iniciativa Global</em>&#8220;), realizada em Florença, na Itália, de 30 de julho a 1º de agosto de 1990, no <em>Spedale degli Innocenti </em>(Hospital dos Inocentes), com a presença de formuladores de políticas da OMS/UNICEF, copatrocinada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (A.I.D.) e a Autoridade Internacional de Desenvolvimento da Suécia (SIDA), com uma proposta de ações até 1995.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado desse encontro foi a Declaração de Innocenti, assinada por 40 representantes de 30 países, do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), OMS, FAO (Organização para Alimentação e Agricultura), do Banco Mundial e outras instituições.</p>
<p style="text-align: justify;">Em fevereiro de 1991 foi criada a WABA (<em>World Alliance for Breastfeeding Action</em>), em uma reunião de ONGs (IBFAN, La Leche League, ILCA, ABM, entre outras), com a ideia inicial de celebrar um dia (1º de agosto, pela data da assinatura da Declaração de Innocenti), para reforçar a importância do aleitamento materno e discutir formas de implementar a sua prática de forma ampla. Assim, o que começou com um dia (1º de agosto), passou a uma semana em 1992 e, no Brasil, desde 2017, tem um mês (agosto) dedicado à proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, a WABA estabelece um tema a ser trabalhado mundialmente, cria um slogan e uma proposta de ações para que cada país aplique dentro de sua cultura, suas características sociais e econômicas, mas sempre com a intenção de proteger, promover e apoiar a amamentação. Assim, a 1ª SMAM foi oficializada em 1992, com o tema: “Iniciativa Hospitais Amigos da Criança”.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se fala sobre a Declaração de Innocenti, mas a imensa maioria dos profissionais de saúde materno-infantil desconhece o seu teor. Esse documento de 1990 traz, já na sua essência, grande parte das propostas que se discutem ano após ano, incluindo a de 2023 sobre as condições de trabalho para as mães, especialmente quando voltam de sua licença-maternidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos foram os temas das Semanas Mundiais definidos pela WABA, desde a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (1992 e 2010), passando pelos direitos da mulher no trabalho (1993, 2015 e agora em 2023), pelo Código Internacional de Substitutos do Leite Materno (1994 e 2006) e por questões a respeito da era da informação, rede de apoio, saúde materno-infantil, aleitamento materno na primeira hora de vida, exclusivo até o sexto mês e a introdução de novos alimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, ano a ano, se levanta uma nova frente de resistência e de luta, mas sem que se deixem de lado as temáticas anteriores. Vale ressaltar que o aleitamento materno aparece como coadjuvante e parceiro em outras datas representativas durante o ano, como no OUTUBRO ROSA, de prevenção ao câncer de mama, pela proteção conferida através do leite humano. O NOVEMBRO ROXO, mês dedicado à prematuridade, também reforça a importância do leite humano como melhor forma de nutrição para diminuir os quadros de doenças e oferecer maior chance de alta mais precoce para as díades mães-bebês. Em 19 de maio celebra-se o Dia Nacional e Mundial de Doação de Leite Humano, destacando a importância da nossa Rede de Bancos de Leite Humano, a maior do mundo, que inclusive exporta tecnologia para muitos países. “<em>Um pequeno gesto pode alimentar um grande sonho: Doe leite materno</em>”. Esse foi o tema oficial da campanha deste ano.</p>
<p style="text-align: justify;">O Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo lançou um e-book: “30 anos de história da Semana Mundial de Aleitamento Materno”. Nesse documento, estão os temas de cada ano, com uma explicação sobre as ações propostas pela WABA e aplicadas no Brasil desde 1991, sobre o início da caminhada, até 2021, com a 30ª SMAM.</p>
<p>“<em>A amamentação é um processo único que:</em></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><em> fornece nutrição ideal para bebês e contribui para seu crescimento e desenvolvimento saudáveis;</em></li>
<li><em> reduz a incidência e gravidade de doenças infecciosas, diminuindo assim a morbimortalidade infantil;</em></li>
<li style="text-align: justify;"><em> contribui para a saúde da mulher, ao reduzir o risco de câncer de mama e ovário, ao aumentar o espaçamento entre as gestações;</em></li>
<li><em> fornece benefícios sociais e econômicos para a família e a nação;</em></li>
<li><em> proporciona à maioria das mulheres uma sensação de satisfação quando realizada com sucesso.</em></li>
</ul>
<p><em> </em></p>
<p><em>Pesquisas recentes descobriram que:</em></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><em> esses benefícios aumentam com o aumento da exclusividade da amamentação durante os primeiros seis meses de vida e, posteriormente, com o aumento da duração da amamentação com alimentos complementares; </em></li>
<li style="text-align: justify;"><em> as intervenções do programa podem resultar em mudanças positivas no comportamento da amamentação. </em></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Como meta global para a saúde e nutrição materno-infantil ideais, todas as mulheres devem poder praticar a amamentação exclusiva e todos os bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno desde o nascimento até os 4-6 meses de idade. Depois disso, as crianças devem continuar a ser amamentadas, até dois anos de idade ou mais, e receber alimentos complementares apropriados e adequados. Esse ideal de alimentação infantil deve ser alcançado criando um ambiente apropriado de conscientização e apoio para que as mulheres possam amamentar dessa maneira</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Esses são alguns trechos da Declaração de Innocenti sobre a proteção, promoção e apoio à amamentação (vale a leitura na íntegra), que trazem informações interessantes sobre o aleitamento materno, o leite humano e as propostas para a compreensão dos desafios que as mães superam quando querem amamentar seus filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">E essa é uma responsabilidade de todos nós, governo e suas políticas públicas; empresas e licenças maternidade e paternidade, com salas de apoio à amamentação; da sociedade, sem preconceitos; das mídias e das redes sociais, com informação científica ética, atualizada e sem <em>fake news</em>; das escolas, desde o fundamental até as universidades, com educação continuada sobre o tema; dos profissionais de saúde materno-infantil, com estudos constantes, prática ética, sem conflitos de interesse; da família e redes de apoio, permitindo que a díade mãe-bebê se beneficie do padrão ouro da alimentação infantil.</p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Moises Chencinski<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
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		<title>31 de maio &#8211; Dia Mundial sem Tabaco</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/31-de-maio-dia-mundial-sem-tabaco-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 18:04:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-nao-tabaco-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-nao-tabaco-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-nao-tabaco-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os jovens, em idade cada vez mais precoce, encantam-se com o mundo mágico de novidades. Na adolescência, a busca pelo conhecimento, o aprendizado pela experimentação e o gosto pela</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-nao-tabaco-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-nao-tabaco-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-nao-tabaco-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Os jovens, em idade cada vez mais precoce, encantam-se com o mundo mágico de novidades. Na adolescência, a busca pelo conhecimento, o aprendizado pela experimentação e o gosto pela aventura são um terreno propício para a iniciação, além da influência genética, pelas facilidades socioambientais e familiares. Apesar de ser proibido no Brasil pela Anvisa desde 2009, adolescentes e jovens têm acesso fácil ao cigarro eletrônico por meio da comercialização na internet, no comércio informal ou adquirido no exterior. O líquido contido no cigarro eletrônico (também chamado Vapers, Pod) possui nicotina e outros produtos químicos, inclusive THC (componente psicoativo da maconha). Os adolescentes podem começar a usar o cigarro eletrônico por curiosidade ou atraídos pela ideia de que ele pode ajudar a deixar o tabagismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O risco de iniciação ao tabagismo é significativamente maior entre usuários de cigarro eletrônico. Pesquisadores do INCA avaliaram através de revisão sistemática e metanálise mostrando que o uso dos cigarros eletrônicos aumenta em quase três vezes e meia o risco de o indivíduo experimentar o cigarro convencional, e em mais de quatro o risco de passar a utilizar, posteriormente, cigarro convencional.</p>
<p>A OMS já listou mais de 100 razões para parar de fumar, dentre elas que “o cigarro é responsável por 25% das mortes por câncer e pelo risco aumentado de doenças cardiovasculares”.</p>
<p style="text-align: justify;">Não menos importante é o tabagismo passivo: quando um cigarro é aceso, somente uma parte da fumaça é tragada pelo fumante, o restante é lançado ao ambiente pela ponta acesa. O perigo é ainda maior aos bebês fumantes passivos, pois o desenvolvimento incompleto do aparelho respiratório e a relação entre o volume de substâncias tóxicas inaladas e o peso da criança tornam a exposição ao cigarro ainda mais maléfica durante a infância. As crianças maiores expostas à fumaça têm maior frequência de resfriados, otites, bronquites, pneumonias e piora das crises de asma.</p>
<p style="text-align: justify;">As gestantes expostas à fumaça correm o risco de ter bebês com malformações congênitas, baixo peso ao nascer ou ainda natimortos. Em relação aos bebês em fase de amamentação, estudos apresentados pela Sociedade Brasileira de Pediatria sugerem que eles podem ter menor capacidade intelectual, maior risco de morte súbita e grave acometimento respiratório e imunológico.</p>
<p style="text-align: justify;"> O tabagismo é uma doença inscrita na Classificação Internacional de Doenças e merece nossa atenção, combate e cuidados redobrados, por suas danosas consequências. A potencialização das ações educativas, de comunicação, de atenção à saúde, junto com o apoio à adoção ou cumprimento de medidas legislativas e econômicas devem ser feitas para prevenir a iniciação do tabagismo, principalmente entre crianças, adolescentes e adultos jovens.</p>
<p> </p>
<p>Saiba mais:</p>
<p><a href="https://www.who.int/news-room/spotlight/more-than-100-reasons-to-quit-tobacco">https://www.who.int/news-room/spotlight/more-than-100-reasons-to-quit-tobacco</a></p>
<p><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-parar-de-fumar/noticias/2021/criancas-que-convivem-com-fumantes-que-consequencias-podem-sofrer">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-parar-de-fumar/noticias/2021/criancas-que-convivem-com-fumantes-que-consequencias-podem-sofrer</a></p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Karina Pierantozzi Vergani<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pneumologista Pediátrica<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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