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	<title>Arquivos Covid-19 - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Covid-19 - SPSP</title>
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		<title>Vacina é vida: um ato de amor e responsabilidade!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-e-vida-um-ato-de-amor-e-responsabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 11:25:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia da Covid-19, em relação aos movimentos antivacinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas informações falsas têm circulado e assustado os pais, e quando essas declarações vêm de líderes políticos ou profissionais de saúde sem embasamento em literatura científica ou dados mundiais de farmacovigilância, a situação se torna ainda mais preocupante em relação à importância da prevenção por meio da vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Importante lembrar que a imunização não se trata apenas de uma ação individual e sim coletiva. Vacinar traz consigo amor-próprio e amor ao próximo. Sim, porque a vacina protege quem a recebe e também quem está ao redor e que, por razões variadas, não pode receber a vacina, como bebês em determinadas faixas etárias, pessoas que fazem tratamento oncológico ou reumatológico e idosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos pais não sabem, mas a vacinação é apontada como o segundo maior avanço da humanidade em termos de saúde pública, atrás apenas da ampliação da oferta de água potável.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, vivemos num mundo onde a mortalidade infantil por doenças imunopreveníveis diminuiu de forma significativa, aumentando a nossa expectativa de vida e gerando uma <strong>falsa sensação de segurança</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de combate às mortes infantis é ainda mais preocupante frente à queda na cobertura vacinal no Brasil e no mundo, que se agravou no período pós-pandemia.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), diversas estratégias foram implementadas para reduzir a mortalidade infantil e ampliar a expectativa de vida da população. Nesse processo, a política de vacinação, conduzida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e apoiada pelas Sociedades Científicas, como a Sociedade de Pediatria de São Paulo, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunizações, desempenhou papel central, assegurando avanços significativos na qualidade de vida de crianças, adolescentes e suas famílias em todo o Brasil. Além disso, o setor privado de vacinação, bastante qualificado no país, reforça a possibilidade de melhorar a proteção individual, além da proteção coletiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar desses resultados, doenças como a poliomielite e o sarampo ainda preocupam, pois são endêmicas em outros países, o que reforça a necessidade de mantermos elevadas coberturas vacinais em todo o território nacional, pois a globalização traz consigo risco de contágio na população não vacinada ou incompletamente vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mitos e inverdades precisam ser combatidos com informações seguras e científicas, pois representam risco de adoecimento, sequelas e mortes nas famílias, principalmente <em>“fake news”</em> que relacionam vacinas ao autismo e a outras doenças causadas pelas vacinas de RNAm, vacinas preventivas do câncer, presença de mercúrio ou alumínio nas formulações, sobrecarga do sistema imunológico, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nesse Dia Nacional da Vacinação é importante reforçarmos que: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Inúmeros estudos científicos bem conduzidos comprovam que <strong>não há relação entre nenhuma vacina e o transtorno do espectro autista (TEA)</strong>, como é conhecido o autismo. O trabalho publicado que deu origem a essa questão foi contestado pela comunidade científica por ter graves falhas metodológicas, sendo o autor acusado de fraudar informações apresentadas no estudo e receber pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos por compensação de danos vacinais. O autor teve seu registro cassado e a revista <em>Lancet </em>excluiu o trabalho de seus arquivos e a maioria dos colaboradores solicitou a retirada de seus nomes da publicação. Apesar de todas as evidências científicas, grupos antivacinistas ainda reproduzem o discurso, que induz muitas famílias à hesitação ou à recusa vacinal.</li>
<li>A relação entre o timerosal, substância à base de mercúrio presente em vacinas multidoses desde 1930, e o autismo, também foi amplamente investigada e descartada. O tipo de composto utilizado (etilmercúrio) é degradado e expelido rapidamente do organismo, portanto, <strong>não acumula nos órgãos ou corpo, nem traz qualquer prejuízo à saúde</strong>. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a <em>Food and Drugs Administration</em> (FDA), a Academia Americana de Pediatria (AAP), entre outros regulatórios, já emitiram posicionamentos positivos sobre a segurança do timerosal nas vacinas.</li>
<li>Compostos de alumínio, utilizados como adjuvante <strong>em algumas vacinas inativadas</strong>, <strong>não estão associados</strong> ao aumento do risco de distúrbios do neurodesenvolvimento, doenças autoimunes crônicas ou quadros alérgicos e atópicos. Vale destacar que a exposição humana ao alumínio é frequente, uma vez que o metal está presente no solo, em chás e ervas, temperos, utensílios de cozinha, latinhas de bebidas, creme dental, cosméticos e até mesmo na água tratada.</li>
<li>O uso de vacinas combinadas e a aplicação de várias vacinas no mesmo momento para prevenção de mais de uma doença <strong>não é capaz de sobrecarregar o sistema imunológico</strong>. O número de antígenos com o qual o organismo entra em contato devido à vacinação é muito inferior à exposição que acontece naturalmente no dia a dia.</li>
<li>A vacina contra hepatite B administrada já nas primeiras horas após o nascimento tem o objetivo de evitar a doença caso o vírus seja transmitido da mãe para o filho durante a gestação, parto ou por meio da amamentação. <strong>Nove entre dez recém-nascidos infectados pelo vírus da hepatite B, não vacinados,</strong> desenvolvem a forma crônica da doença, que pode evoluir com gravidade e levar à cirrose ou ao câncer de fígado, geralmente na adolescência ou vida adulta.</li>
<li><strong>Vacinas de RNAm</strong> <strong>não alteram o cromossomo nem o DNA das pessoas</strong>. Elas usam uma molécula de RNA mensageiro envolta em pequenas partículas de gordura, para <strong>levar instruções às células e gerar uma resposta imunológica.</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Apesar da <strong>tecnologia de RNA mensageiro ser estudada há décadas</strong>, a aplicação dela só teve repercussão mundial quando foi utilizada para a produção da vacina Covid-19, criando especulações e desinformação. A vacinação contra a Covid-19 teve grande impacto na redução da morbimortalidade da doença, evitando milhares de óbitos e internações no mundo, desde a sua introdução no ano de 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a função do RNA mensageiro vai além; a tecnologia abre a perspectiva de que<strong> vários tipos de câncer </strong>que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia<strong>, Aids, doenças genéticas raras ou outros distúrbios associados a proteínas ausentes ou que não funcionem corretamente</strong> possam ser tratados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Avaliação das coberturas vacinais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A análise recente das coberturas vacinais evidencia avanços significativos no país, com destaque para o período a partir de 2023, quando se observou incremento consistente em diversas vacinas ofertadas para os menores de 2 anos, porém ainda precisamos melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses progressos reforçam a pertinência das ações realizadas, como também a oportunidade estratégica para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e assegurar maior homogeneidade das coberturas vacinais no país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Objetivos principais do Dia Nacional da Vacinação: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ampliar o acesso da população de crianças e adolescentes à vacinação, conforme o Calendário Nacional de Vacinação;</li>
<li>Contribuir na redução da incidência das doenças imunopreveníveis;</li>
<li>Enfrentar a hesitação vacinal com ações de comunicação e mobilização social;</li>
<li>Oportunizar a vacinação contra epidemias (febre amarela, dengue, sarampo, etc.) em locais de risco;</li>
<li>Possibilitar o resgate de crianças e adolescentes não vacinados;</li>
<li>Proporcionar a vacinação de adultos e idosos, especialmente quando acompanham as crianças ao posto de vacinação;</li>
<li>Monitorar casos de doenças imunopreveníveis já erradicadas no mundo;</li>
<li>Manter o status de eliminação da poliomielite e do sarampo no Brasil e no mundo;</li>
<li>Realizar o monitoramento da segurança das vacinas;</li>
<li>Combater informações falsas, oferecendo referências científicas acessíveis e claras para tranquilizar a população.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Vacinação é uma excelente oportunidade para relembrarmos quantas vidas têm sido salvas, quantas sequelas têm sido evitadas, quanto sofrimento e preocupação desapareceram, desde que as vacinas surgiram.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Silvia Bardella<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Infectopediatra<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>O desafio das coberturas vacinais e o fenômeno da hesitação</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-desafio-das-coberturas-vacinais-e-o-fenomeno-da-hesitacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 10:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Introdução O Dia Nacional da Imunização é celebrado em 9 de junho, tendo por objetivo conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a prevenção de doen</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Vacinacao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Introdução</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Imunização é celebrado em 9 de junho, tendo por objetivo conscientizar a população sobre a importância da vacinação para a prevenção de doenças e a proteção da saúde individual e coletiva. A queda nas taxas de coberturas vacinais (CV) na infância traz enormes preocupações para todos os países, com risco de retorno de doenças já controladas e eliminadas, como o sarampo, a difteria e até a poliomielite.</p>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que dados oficiais apontaram que 23 milhões de crianças não receberam as vacinas básicas por meio dos serviços de vacinação de rotina em 2020, representando 3,7 milhões a mais do que em 2019-20. Outro aspecto a ser considerado é a heterogeneidade das CV nos mais de 5.500 municípios do Brasil. Bolsões de baixas coberturas não favorecem o controle das doenças. A homogeneidade de coberturas para os anos de 2015 a 2018 foi baixa em todo o período, com tendência decrescente para cada vacina. Somam-se a esses fatores os desafios de uma vacinação oportuna, ou seja, que as vacinas sejam aplicadas nas idades preconizadas sem atrasos e sem interrupções do esquema vacinal.<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Possíveis causas para a queda das coberturas vacinais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A redução nas taxas de vacinação tem sido atribuída a diversos fatores, que em um país continental como o Brasil deve ser compreendida em suas diferentes regiões e particularidades; entretanto, destacam-se como as principais razões: perda de percepção de risco para doenças que já não fazem mais parte de nossa rotina, desabastecimento frequente de algumas vacinas, horários de funcionamento dos postos de saúde que não atendem mais às necessidades de famílias que trabalham, a própria complexidade do calendário vacinal, com grande número de visitas necessárias para seu adequado cumprimento, entre outros. Além do surgimento de grupos antivacinas, que disseminam notícias falsas sobre a segurança e a efetividade dos imunizantes.<sup>2</sup></p>
<p style="text-align: justify;">Principais causas das baixas coberturas vacinais no Brasil:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Crenças em práticas alternativas de saúde e em falsas contraindicações.</li>
<li>Controle eficiente das doenças imunopreveníveis, que promove uma falsa sensação de segurança e desestimula a procura pela vacinação.</li>
<li>Medo dos eventos adversos.</li>
<li>Oportunidades perdidas de vacinação.</li>
<li>Problemas relacionados ao abastecimento de algumas vacinas.</li>
<li>Percepção equivocada de parte da população de que as doenças desapareceram.</li>
<li>Desconhecimento sobre quais vacinas fazem parte do calendário de vacinação.</li>
<li>Receio de que o número elevado de vacinas “sobrecarregue” o sistema imunológico.</li>
<li>Falta de tempo dos pais para levar as crianças aos postos de vacinação.</li>
<li>Notícias disseminadas pelas redes sociais e outros meios de comunicação capazes de promover a perda da credibilidade nas vacinas e mesmo notícias falsas sobre vacinação (fake news).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Coberturas vacinais na pandemia da Covid-19 </strong></p>
<p style="text-align: justify;">As taxas de CV, que já vinham em queda, tiveram forte impacto negativo com a pandemia da Covid-19. As atenções e a sobrecarga do sistema de saúde voltadas à pandemia, e também o receio da população em frequentar serviços de vacinação, foram determinantes para que a procura pela vacinação fosse deixada em segundo plano.<sup>3</sup> A análise dos dados evidenciou, em 2020, um decréscimo nos índices de CV para todas as vacinas do calendário infantil na vigência da pandemia, comparado ao ano imediatamente anterior, embora as CV para a vacina pentavalente tenham sido incrementadas em função do desabastecimento da vacina no ano anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">As coberturas vacinais (CV) no Brasil para as vacinas do calendário da criança vêm se elevando nos últimos anos, com recuperação para quase todas elas. Em nosso país, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), em seus quase 50 anos de existência, tornou-se modelo, com constantes incorporações de novas vacinas, grande capilaridade, dinamismo, gratuidade e grande credibilidade e confiança conquistadas desde sua criação.<sup>4,5</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O PNI foi criado em 1973, abrindo uma nova etapa na história das políticas de Saúde Pública no campo da prevenção, ano em que foi declarada a erradicação da varíola nas Américas, por ocasião da 22ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).<sup>7</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O envolvimento das três esferas da gestão, no planejamento, capacitação, infraestrutura e logística foi capaz de permitir que na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS) chegassem vacinas de qualidade, o que gerou credibilidade por parte população.<sup>4,5</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O PNI, com suas mais de 38 mil salas de vacinas, distribuídas por todo o país, foi responsável pela erradicação da varíola, contribuiu para a eliminação da poliomielite, a interrupção da transmissão do sarampo e da rubéola, a eliminação do tétano materno-neonatal, a redução da incidência de difteria, coqueluche, meningite causada por <em>H. influenzae </em>tipo b, tétano, tuberculose em menores de 15 anos de idade, além da redução significativa nas taxas de mortalidade infantil no Brasil.<sup>8</sup></p>
<p style="text-align: justify;">O esquema vacinal da criança inclui hoje, no PNI, 13 vacinas contra 19 diferentes doenças, segundo o calendário proposto pelo Ministério da Saúde (Tabela 1).<sup>7</sup></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tabela 1. Vacinas disponibilizadas pelo PNI para crianças nos dois primeiros anos de vida, Brasil 2022</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Quadro-Vacinacao-Infantil-Blog.jpeg" alt="" width="432" height="407" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hesitação vacinal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A hesitação vacinal refere-se à demora em aceitar ou à recusa das vacinas, apesar da disponibilidade nos serviços de vacinação. É um fenômeno complexo e específico em seu contexto, variando ao longo do tempo, lugar e vacinas. Com a pandemia da Covid-19, veio a infodemia, definida como uma epidemia de informações precisas ou imprecisas, que se disseminam de forma rápida e abrangente, como uma doença digitalmente transmissível. À medida que fatos, rumores e medos se misturam e se dispersam, torna-se difícil para as pessoas encontrarem fontes e orientações confiáveis quando precisam.</p>
<p style="text-align: justify;">Os riscos da desinformação para os programas de vacinação nunca foram tão elevados, assim como o risco de reemergência de doenças imunopreveníveis. A atitude dos médicos e de outros profissionais de saúde em relação à vacinação influencia seus pacientes e afeta a decisão da população em se vacinar. A recomendação médica foi e continua sendo importante fator de adesão da população à vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusões </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A recuperação de elevadas e homogêneas CV é crucial para a manutenção do controle e eliminação de diversas doenças imunopreveníveis. As conquistas obtidas pelos extensos programas de vacinação são marcos fundamentais da saúde pública. A pandemia da Covid-19 agravou a situação da queda nas taxas de vacinação e todos os esforços para a sua recuperação devem ser realizados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>São urgentes no país as ações para aumentar a imunização infantil e sustentá-la em um patamar elevado, sendo fundamental a participação de todos os profissionais da saúde em avaliar, na sua prática diária, a situação vacinal de todo indivíduo, estimulando e fomentando o conhecimento sobre vacinas, aumentando a adesão de todos aos programas de vacinação. O combate à desinformação é ferramenta crucial na recuperação da confiança da população nas vacinas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Pandemia de covid-19 leva a grande retrocesso na vacinação infantil, mostram novos dados da OMS e UNICEF. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/pandemia-de-covid-19-alimenta-o-maior-retrocesso-continuo-nas-vacinacoes-em-tres-decadas. Acesso em setembro 2022.</li>
<li>Domingues CMAS, Maranhão AGK, Teixeira AM, Fantinato FFS, Domingues RAS. 46º ano do Programa Nacional de Imunizações: uma história repleta de conquistas e desafios a serem superados. Cad Saúde Pública. 2020;36(2):e00222919.</li>
<li>Teixeira AMS et al. Desafios das coberturas vacinais de rotina em tempos de pandemia: como enfrentar? In: Kfouri RA, Guido L. Controvérsias em Imunizações, 2021.</li>
<li>Conselho Nacional de Secretária de Saúde. A queda na Imunização no Brasil. Rev Consensus/Saúde em Foco. 2017;25. Disponível em: https//conass.org.br. Acesso em: setembro 2022.</li>
<li>Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações. 2003. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes. Acesso em: setembro 2022.</li>
<li>Sato APS. Pandemia e coberturas vacinais: desafios para o retorno às escolas. Rev Saúde Pública. 2020;54:115.</li>
<li>Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações (PNI): 40 anos. 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/programa_nacional_imunizacoes_pni40.pdf.</li>
<li>Braz RM, Teixeira AMS, Domingues CMAS. O Programa Nacional de Imunizações e a cobertura vacinal: histórico e desafios atuais. In: Barbieri CLA, Martins LC, Pamplona YAP. Imunização e cobertura vacinal: passado, presente e futuro. Santos, Editora Universitária Leopoldianum, 2021.</li>
<li>Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-de-vacinacao. Acesso em setembro 2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renato de Ávila Kfouri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra Infectologista<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-desafio-das-coberturas-vacinais-e-o-fenomeno-da-hesitacao/">O desafio das coberturas vacinais e o fenômeno da hesitação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Dia Nacional da Imunização</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-nacional-da-imunizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2023 18:56:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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<p>Na data de 9 de junho comemoramos o Dia Nacional da Imunização. Os programas de vacinação são considerados uma das mais importantes conquistas da saúde pública do mundo. Junto com</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-Imunizacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-Imunizacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Imagem-Imunizacao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Na data de 9 de junho comemoramos o Dia Nacional da Imunização. Os programas de vacinação são considerados uma das mais importantes conquistas da saúde pública do mundo. Junto com a água tratada e melhoria do acesso aos serviços de saúde, as imunizações contribuíram de forma definitiva e relevante para o aumento da expectativa de vida na maioria dos países, propiciando ainda reduções nas dramáticas taxas de mortalidade infantil registradas em um passado não distante. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as campanhas de vacinação evitam de 4 a 5 milhões de mortes anualmente no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">As vacinas, presentes na humanidade há mais de dois séculos, foram essenciais para alcançarmos a erradicação da varíola em 1980, doença que foi responsável pela morte de 300 milhões de pessoas somente no século 20, além de permitirem a eliminação da poliomielite, do tétano neonatal, da rubéola e da rubéola congênita em diversas regiões do mundo. Os programas de vacinação contribuíram ainda para o controle do tétano acidental, da coqueluche, do sarampo, da difteria, das meningites e de diversas outras doenças, responsáveis no passado por elevadas taxas de hospitalizações, sequelas e mortes entre crianças e adolescentes.</p>
<p>A percepção do risco associado a uma determinada doença é um fator muito determinante na adesão às campanhas vacinais pelas famílias de uma maneira geral. A redução do número de casos, hospitalizações e mortes atribuídas a diversas doenças fez com que muitas pessoas achassem que não era mais importante vacinar seus filhos contra essas doenças. Trata-se de um erro, pois já vimos no passado que assim que houve a diminuição das coberturas vacinais contra determinadas doenças, observamos o retorno dessas doenças à nossa realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo recente e emblemático desse fenômeno é o ressurgimento do sarampo. Após muitos anos de eliminação da doença no nosso país, vimos desde 2018 um retorno dos casos, com hospitalizações e mortes. Aproximadamente uma morte ocorreu para cada mil casos que foram confirmados no país nos últimos cinco anos. A maioria dessas mortes em crianças, especialmente no primeiro ano de vida. A boa notícia é que as campanhas de vacinação contra o sarampo incorporando uma dose extra da vacina aos seis meses reduziram novamente as taxas de doença e em 2023 não identificamos ainda novos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, um dos fenômenos observados durante a pandemia e que merece por todos nós uma reflexão profunda foi o crescimento de publicações com informações equivocadas, com diversas motivações, e que acabam trazendo dúvidas e hesitação para as famílias no momento da vacinação. Neste cenário, nossa recomendação é que as famílias busquem sempre a fonte dessas informações recebidas e chequem a sua veracidade. Esse é um hábito que todos nós devemos incorporar.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui no Brasil existem excelentes fontes de informações corretas, idôneas e confiáveis, nos <em>sites</em> das sociedades científicas, como a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), além, é claro, do Ministério da Saúde e da OMS.</p>
<p style="text-align: justify;">A prática da vacinação rotineira está muito associada à população pediátrica, especialmente nos primeiros cinco anos de vida. Nesse período protegemos as crianças contra diversas doenças, como a paralisia infantil, tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, diarreia pelo rotavírus, infecções graves causadas pelo meningococo, pneumococo, <em>Haemophilus influenzae</em> b, catapora, sarampo, rubéola, caxumba, febre amarela e gripe. A covid-19 se soma às doenças que são passíveis de prevenção por vacinas, com um destaque para a prevenção de suas formas graves e de suas complicações, a exemplo do que fazem as vacinas de gripe, coqueluche, rotavírus, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, não é só na infância que a vacinação se faz necessária. Adolescentes, adultos e idosos precisam também estar em dia com os programas de vacinação. O tétano, por exemplo, pode acometer indivíduos em qualquer faixa etária e a vacina é uma forma de prevenir a enfermidade, devendo ser repetida a cada dez anos, para manutenção de seu efeito protetor. Há ainda vacinas que devem ser administradas na adolescência, como por exemplo HPV e meningococo. Outras, na idade adulta ou por pessoas que vão viajar para determinadas regiões do Brasil ou do exterior, como por exemplo febre amarela, febre tifoide, hepatite A, meningococo, entre outras. Os idosos também têm um calendário vacinal especial, com programas de vacinação como os da gripe, doença pneumocócica, covid-19 e herpes-zoster, especialmente dirigidos para diminuir o risco de complicações dessas doenças nesta fase da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">A Sociedade de Pediatria de São Paulo enfatiza nesta data comemorativa a importância das vacinas e rende a sua homenagem ao exitoso Programa Nacional de Imunizações, orgulho de todos os brasileiros.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Marco Aurélio Palazzi Sáfadi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>H3N2: Não é só Covid-19 que requer cuidados</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/h3n2-nao-e-so-covid-19-que-requer-cuidados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 17:00:56 +0000</pubDate>
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<p>A cepa H3N2 está contida na vacina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas a atual variante, responsável pelo recente surto no Rio de Janeiro e em São Paulo, não é adequadamente coberta pela vacina atual.</p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 20/12/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>A cepa H3N2 está contida na vacina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas a atual variante, responsável pelo recente surto no Rio de Janeiro e em São Paulo, não é adequadamente coberta pela vacina atual. No entanto, mesmo assim, é importante realizar a vacinação contra a gripe.</p>



<p>Temos duas situações que afetaram sobremaneira este surto. A primeira é que a cobertura vacinal contra a gripe foi muito baixa e isso não só permitiu que muitas pessoas estivessem suscetíveis a contrair infecção pelovírus Influenza, como também resultou na manutenção da circulação do vírus. Junta-se a isso pequenas mudanças nas variantes (no caso a H3N2) que não são adequadamente protegidas pela vacina. A segunda situação é o tempo de eficácia da vacina, que é curto. Ou seja, além de termos permitido que o vírus continuasse circulando, pela baixa cobertura vacinal, neste momento temos pessoas que podem ficar novamente vulneráveis à doença.</p>



<p>A redução das medidas não farmacológicas para proteção contra o Covid-19 (como o uso de máscara, isolamento social e medidas de higiene) acaba por permitir novamente a circulação do vírus influenza, o que está provocando este surto mesmo fora de época.</p>



<p>Pessoas que não foram vacinadas, especialmente aquelas que são de grupos de risco, devem receber a sua dose, pois nada impede que os vírus abrangidos pela vacina não tenham aumento na sua circulação. Demais indivíduos também podem ser vacinados. Não há contraindicação. E, a partir da época correta de vacinação no ano que vem, podem tomar normalmente.</p>



<p>A indicação da vacina contra a gripe é a partir de 6 meses, idade em que foi demonstrada sua eficácia. Gestantes, idosos, crianças (principalmente menores de 2 anos) e grupos de risco são prioritários e devem tomar sua dose caso ainda não tenham recebido este ano, mesmo sendo fora de época, pois temos observado mudanças no perfil epidemiológico dos vírus respiratórios, que têm acontecido muito fora do período mais tradicional. Por isso, temos hoje os prontos-socorros cheios e, no caso das crianças, por vários vírus que não Covid-19 e Influenza.</p>



<p>Vale lembrar que a vacina é feita em duas aplicações, com intervalo de 1 mês em crianças até 9 anos de idade. Se a vacinação for realizada em dezembro de 2021, por exemplo, e a 2° dose em janeiro de 2022, assim que iniciar a campanha contra gripe em 2022 essas crianças já devem ser vacinadas novamente.</p>



<p>Os principais cuidados devem ser o isolamento daqueles confirmados com a infecção ou com suspeita. Usar máscaras novamente ganha importância neste momento, não só para não adquirir a infecção como para evitar a transmissão. Medidas de higiene, cuidados nas escolas e trabalho devem ser tomados sempre.</p>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Marcelo Otsuka</strong><br><strong>Vice-presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</strong></p>



<p></p>



<p>Foto: tashatuvango |&nbsp;<a href="http://depositphptps.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphptps.com.br</a></p>


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		<title>Recomendações para férias seguras ainda em tempos de Covid-19</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/recomendacoes-para-ferias-seguras-ainda-em-tempos-de-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 14:37:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Depositphotos_167194894_Lopolo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Depositphotos_167194894_Lopolo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Depositphotos_167194894_Lopolo-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>As férias escolares estão quase aí. Apesar de parte da população estar vacinada e a queda de novos casos, das mortes e da ocupação hospitalares, não é hora de relaxar os cuidados contra a Covid-19.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Depositphotos_167194894_Lopolo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Depositphotos_167194894_Lopolo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/12/Depositphotos_167194894_Lopolo-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 03/12/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>As férias escolares estão quase aí. No entanto, apesar de parte da população estar vacinada e a consequente queda de novos casos, das mortes e da ocupação dos leitos hospitalares, não é hora de relaxar os cuidados contra a Covid-19.</p>



<p>Todas as medidas de prevenção deverão permanecer mesmo com a flexibilização e retorno à “normalidade”: lavagem constante das mãos com água e sabão ou uso do álcool em gel (sob a supervisão de um adulto), uso de máscaras faciais, considerando a idade da criança e sua capacidade de usá-las de forma apropriada, e evitar grandes aglomerações.</p>



<p>Dê preferência às brincadeiras e passeios ao ar livre, como praças e parques, incentivando o contato com a natureza. Pequenas viagens podem ser programadas, de preferência para locais com espaços ao ar livre, como sítios, fazendas e praias, sempre se atentando para a segurança das crianças e dos adolescentes. Se a família for viajar de avião ou ônibus, cheque as exigências das companhias ou do local de destino (como certificado de vacinação para os adultos ou PCR negativo nas últimas 72 horas).</p>



<p>Mantenha o distanciamento e mínimo contato físico com outras pessoas, principalmente em áreas comuns como parquinhos, pracinhas e condomínios. Faça a limpeza constante de brinquedos de uso frequente, em especial aqueles utilizados fora do domicílio e que tenham sido compartilhados com outras crianças.</p>



<p>Visitas a museus e a espaços culturais e esportivos são bons programas, observando sempre se os protocolos de segurança sanitária estão sendo seguidos e sinalizados corretamente para a proteção da saúde dos visitantes.</p>



<p>Atente para que a criança não toque com as mãos superfícies como corrimão de escadas, painel de elevadores e assentos de uso comum, devendo-se sempre realizar a higienização constante das mãos. Preste também atenção na higiene e na forma de servir as refeições em espaços públicos.</p>



<p>A recomendação mais importante é verificar o cartão vacinal de toda família. Se houver alguma vacina em atraso, recomenda-se colocá-la em dia. E a vacinação contra Covid-19 é atualmente a principal estratégia de prevenção de saúde pública para acabar com a pandemia.&nbsp;As vacinas atualmente aprovadas e autorizadas no Brasil são altamente eficazes na proteção contra doenças graves de Covid-19.&nbsp;Pessoas totalmente vacinadas têm menos probabilidade de serem infectadas e, se infectadas, têm menos chances de desenvolver sintomas e correm risco substancialmente reduzido de doença grave e morte por Covid-19 em comparação com pessoas não vacinadas.</p>



<p>Temos que lembrar também que as crianças ainda não estão imunizadas contra a Covid-19 e, portanto, podem adoecer durante o passeio. Vale pesquisar sobre o sistema de saúde da região para onde a família irá viajar.</p>



<p>Enfim, ainda não podemos relaxar com os cuidados que aprendemos a incorporar em nossa rotina: não existe risco zero de contaminação numa viagem, mas com cautela e responsabilidade, as férias de verão podem ser proveitosas e trazer muita diversão e relaxamento para a família.</p>



<p><strong>Relatores</strong><br><strong>Alexandre Massashi Hirata</strong><br><strong>Regina Sílvia Costa Caranaúba</strong><br><strong>Departamento Científico de Segurança Infantil da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: lopolo |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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		<title>A pandemia não acabou. O Hemisfério Norte é logo aí</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-pandemia-nao-acabou-o-hemisferio-norte-e-logo-ai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Nov 2021 16:05:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_361851268_spyrakot-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_361851268_spyrakot-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_361851268_spyrakot-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Pela primeira vez, desde a primeira morte por Covid-19 no Brasil, o dia 7 de novembro pode ser considerado um marco importante dessa pandemia. Essa segunda-feira registrou ZERO óbitos por Covid-19 em São Paulo </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_361851268_spyrakot-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_361851268_spyrakot-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_361851268_spyrakot-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p></p>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 16/11/2021</p>
<p> </p>
<hr class="wp-block-separator" />
<p> </p>
<p>Pela primeira vez, desde a primeira morte por Covid-19 no Brasil (março de 2020), o dia 7 de novembro pode ser considerado um marco importante dessa pandemia. Essa segunda-feira registrou ZERO óbitos por Covid-19 em São Paulo e em mais outros 8 estados (Acre, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rondônia, Roraima e Sergipe). </p>
<p>Sabe-se que às segundas-feiras a notificação é menor, como reflexo da demora aos finais de semana. Mas, 82 semanas após o primeiro óbito por Covid-19 no Brasil, essa é a primeira vez que isso acontece e isso deve ser comemorado, porém, ainda, com muitos cuidados: estamos em plena pandemia. A média de mortes no Brasil atinge 235 por dia (na última semana) &#8211; isso representa 1.645 mortes por semana, 7.050 por mês, 84.600 por ano, um número incomparável dentre as causas mais prevalentes de letalidade no país. </p>
<p>SEMPRE vale reforçar que:</p>
<p>&#8211; Quanto mais pessoas vacinadas, menos doentes e muito menos mortes por Covid-19;</p>
<p>&#8211; Quanto mais completo o esquema vacinal contra Covid-19, menos doentes e muito menos mortes;</p>
<p>&#8211; Uso de máscara protege.</p>
<p>Há alguns dias, o mundo atingiu a marca de 5 milhões de mortes pela Covid-19 (desde março de 2020), mesmo com a vacinação já adiantada em várias regiões, o que não tem sido suficiente para conter o número de casos e mortes recentes.  </p>
<p>A OMS trouxe um alerta (09/11) que a pandemia está tomando novo fôlego na Europa, inclusive em alguns países que tinham os casos mais controlados. É esperado que os países europeus representem o novo epicentro da 4° onda (pela variante Delta) e pela época de inverno que se aproxima. </p>
<p>A França prorrogou o passe de saúde sanitário até 31 de julho pelo aumento de casos acima do limite de alerta (62 casos para cada 100 mil habitantes).</p>
<p>A Alemanha está com taxas em franca elevação, atingindo 200 casos por 100 mil pessoas, considerada a maior desde o início da pandemia. Além disso, instituiu a 3° dose da vacina para todos, 6 meses após a 2° dose.</p>
<p>A Áustria, com o nível mais alto de casos em 2021, anunciou a proibição da entrada em bares, cafés, restaurantes e cabeleireiros de pessoas sem comprovante vacinal.</p>
<p>No Reino Unido, apesar do aumento de 8,2% do número de mortes na última semana, ainda não se cogita um novo <em>lockdown</em>, mas um reforço nas campanhas de vacinação. </p>
<p>No leste europeu, a situação é bem crítica, até pela baixa cobertura vacinal, como na Romênia (40%) e na Bulgária (27%), além de níveis recordes de casos na Ucrânia, Grécia e Rússia.</p>
<p>O Hemisfério Norte é logo ali e, com a liberação das viagens, estará cada vez mais próximo de nós, aumentando o risco dessa transmissão. </p>
<p>Temos motivos para nos sentirmos mais seguros, mas ainda está muito longe a fase de podermos relaxar. Outras experiências mundiais ainda mostram que a Covid-19 está aí, que cuidados ainda precisam ser mantidos e que a vacinação de todos é FUNDAMENTAL para sairmos dessa, juntos, vivos e com esperança.       </p>
<p><strong>Relator</strong></p>
<p><strong>Moises Chencinski    </strong></p>
<p><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>Foto: spyrakot | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://depositphotos.com&amp;source=gmail&amp;ust=1637160672055000&amp;usg=AOvVaw1sWgYI48goM9zPxSL4e46r">depositphotos.com</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>CoronaVac também pode induzir a produção de anticorpos no leite materno</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/coronavac-tambem-pode-induzir-a-producao-de-anticorpos-no-leite-materno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2021 18:42:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Aleitamento Materno]]></category>
		<category><![CDATA[Amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[Vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Depositphotos_14939531_fiamoli-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Depositphotos_14939531_fiamoli-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Depositphotos_14939531_fiamoli-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Início de 2021, foram publicados alguns estudos que identificaram anticorpos no leite materno de lactantes vacinadas com a vacina da Pfizer-BioNTech, à época não disponível no Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Depositphotos_14939531_fiamoli-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Depositphotos_14939531_fiamoli-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/06/Depositphotos_14939531_fiamoli-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 30/06/2021</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<p>No início de 2021, foram publicados alguns estudos, em especial um israelense (Perl e colaboradores) e outro americano (Gray e colaboradores), que identificaram anticorpos no leite materno de lactantes vacinadas com a vacina da Pfizer-BioNTech, à época não disponível no Brasil. Esses anticorpos poderiam, provavelmente, proteger os recém-nascidos e crianças maiores em aleitamento materno contra a Covid-19.</p>



<p>Foi iniciado, então, estudo semelhante no Instituto da Criança e do Adolescente do HCFMUSP, utilizando o leite doado por 20 voluntárias vacinadas com duas doses da vacina CoronaVac (da Sinovac Biotech) em janeiro e fevereiro. Avaliou-se a presença do anticorpo IgA (imunoglobulina A) específico para o SARS-CoV-2 em amostras coletadas antes da vacina e semanalmente até a 3ª semana após a segunda dose. Demonstraram-se picos de anticorpos IgA na 1ª e 2ª semanas após a primeira dose e níveis mais elevados na 5ª e 6ª semanas após a primeira dose (1ª e 2ª semanas após a segunda dose). Amostras coletadas 4 meses após a 1ª dose ainda mostraram níveis significativos de anticorpos em 50% das nutrizes.</p>



<p>Esses resultados têm que ser muito celebrados e mostram que a vacina CoronaVac também pode induzir a produção de anticorpos IgA no leite materno de nutrizes vacinadas, com grande potencial de proteção para a criança amamentada contra a Covid-19.<br><br>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Valdenise Martins Laurindo Tuma Calil</strong><br><strong>Departamento Científico de Aleitamento da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto:&nbsp;fiamoli |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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		<title>Dia Mundial sem Tabaco: 31 de maio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-sem-tabaco-31-de-maio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 May 2021 20:44:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Combate ao Uso de Drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_1620115_piotr_marcinski-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_1620115_piotr_marcinski-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_1620115_piotr_marcinski-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela OMS para servir de alerta quanto as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Em 2021, o tema da campanha da OMS é: Comprometa-se a parar de fumar durante a Covid-19.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_1620115_piotr_marcinski-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_1620115_piotr_marcinski-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_1620115_piotr_marcinski-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para servir de alerta quanto as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Em 2021, o tema da campanha da OMS é: <strong>Comprometa-se a parar de fumar durante a Covid-19</strong>.</p>
<p>Parar de fumar agora é um grande desafio, pois os fumantes também sentem o estresse social e econômico que surgiu como resultado da pandemia. Em todo o mundo, cerca de 780 milhões de pessoas dizem querer parar de fumar, mas apenas 30% delas têm acesso às ferramentas que podem ajudá-las a fazer isso. No Brasil, estima-se que o tabaco é responsável direto por 150 mil mortes por ano. O álcool, gatilho do tabagismo, é causa de mais 100 mil mortes. Se juntarmos as demais drogas, este número assustador assemelha-se às mortes do Covid-19 neste último ano.</p>
<p>De acordo com o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “fumar mata 8 milhões de pessoas por ano, mas se as pessoas precisarem de mais motivação para largar o vício, a pandemia fornece o incentivo certo”. Os fumantes têm maior risco de desenvolver doença grave e morte por Covid-19. O tabaco também é um importante fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como doenças do coração, câncer, doenças respiratórias e diabetes. Além disso, as pessoas que vivem com essas condições são mais vulneráveis a desenvolver um quadro grave da Covid-19.</p>
<p>Nos documentos da indústria do tabaco tornados públicos pela sentença da juíza Gladys Kessler, em 2006, nos EUA, foram encontradas as seguintes frases:</p>
<ul>
<li><em>“(As crianças e os jovens) representam o negócio de cigarros do amanhã.”</em></li>
<li><em>“À medida que o grupo etário de 14 a 24 anos amadurece, ele se torna parte chave do volume total de consumidores nos próximos 25 anos.”</em></li>
<li><em>&#8220;A pressão dos amigos é o fator mais importante para o tabagismo infantil.”</em></li>
<li><em>“Atingir os jovens pode ser mais eficiente, ainda que os custos sejam maiores, pois eles desejam experimentar, têm mais influência entre os pares de sua idade e são muito mais leais à sua primeira marca escolhida.”</em></li>
<li><em>“Se as empresas de tabaco realmente eliminassem o marketing voltado para crianças, estariam fora do mercado em 25 ou 30 anos, porque não teriam consumidores suficientes para manter seus negócios.&#8221;</em><em style="font-size: inherit;"> </em></li>
</ul>
<p>Pode uma indústria assim ser do bem????? Lógico que não!!!!! Ela agora quer tornar usual o cigarro eletrônico que intoxicou milhares de jovens nos EUA, acarretando dezenas de mortes e transplantes pulmonares em adolescentes, por causar uma intoxicação nicotínica nunca vista e problemas pulmonares gravíssimos.</p>
<p>A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) apoia o movimento “Aconselhamento Breve sobre Álcool e outras Drogas”. É um alerta para todos “gastarem” alguns minutos semanalmente com seus filhos, alunos ou pacientes, aconselhando-os sobre o problema do início precoce do uso de drogas. Foi lançado o livro infantil “<a href="https://www.drbarto.com.br/os-12-passos-para-evitar-a-armadilha-dos-vicios/">12 Passos</a>” para evitar que crianças e adolescentes entrem nas drogas, com o apoio das Sociedades de Pediatria. Numa linguagem infantil voltada para a criança, lá estão conselhos e atitudes fáceis para que as conversa com ela tenha êxito.<strong> </strong></p>
<p><strong>Relator:</strong></p>
<p>João Paulo Becker Lotufo</p>
<p><strong>Coordenador do Grupo de Trabalho do Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Desenvolvimento da fala e a pandemia de Covid-19</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/desenvolvimento-da-fala-e-a-pandemia-de-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2021 19:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento e Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Z Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento da linguagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_264605300_Syda_Productions-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_264605300_Syda_Productions-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_264605300_Syda_Productions-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A primeira infância, período que corresponde aos 6 primeiros anos de vida, é a base para todas as aprendizagens humanas. É neste período que existe maior abertura para o desenvolvimento da comunicação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_264605300_Syda_Productions-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_264605300_Syda_Productions-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_264605300_Syda_Productions-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 27/04/2021</p>
<hr />
<p>A primeira infância, período que corresponde aos seis primeiros anos de vida da criança, é a base para todas as aprendizagens humanas. É neste período que existe uma maior abertura para o desenvolvimento, em especial da comunicação.</p>
<p>A pandemia de Covid-19 levou a um isolamento social que alterou o ambiente sonoro, o que pode afetar o desenvolvimento de linguagem e de audição, particularmente das crianças menores de 5 anos. As dificuldades ficam ainda mais evidentes para aquelas que já apresentam alguma alteração como perdas auditivas, visuais, motoras e intelectuais.</p>
<p>O desenvolvimento das crianças depende de interações sociais e comunicativas com adultos e com outras crianças, o que ocorre nas reuniões sociais, familiares e, principalmente, na escola. A diminuição da exposição à comunicação oral afeta o aparecimento e aperfeiçoamento da fala, aprendizagem e até mesmo da capacidade de pensamento abstrato.</p>
<p>Os ambientes de isolamento social são diferentes, dependendo da composição familiar: crianças de famílias com muitos membros (irmãos, parentes que moram juntos) têm maior exposição à comunicação, enquanto aquelas com menor número de pessoas morando juntas poderiam ser mais afetadas.</p>
<p>Outro fator é o aumento da exposição às telas (celulares, televisão, computador, tablets), devido à necessidade dos pais de trabalhar em casa e não poder contar com as escolas de forma presencial. Estes dispositivos não interagem; a criança fica passivamente assistindo, o que não contribui para o desenvolvimento de fala e da linguagem. Os dispositivos eletrônicos podem ser um instrumento útil de comunicação com amigos, parentes, mas para serem efetivos no desenvolvimento infantil devem ser usados com a mediação de um adulto. Ler livros no formato eletrônico, contando a história e interagindo auxilia no enriquecimento de vocabulário e aprendizado.</p>
<p>O isolamento social também causou perdas na quantidade e qualidade de sons aos quais a criança é exposta. A diminuição dos ruídos de fundo (barulhos) pode ser benéfica para o aprimoramento da audição, porém quanto menos palavras escutar pior será o desenvolvimento do pensamento e da linguagem.</p>
<p>O fechamento das escolas causa impacto no desenvolvimento social e emocional das crianças e adolescentes; a falta de experiência com a interação leva a menor habilidade para interagir com seus pares e com adultos. A escolarização <em>online</em> não tem a mesma qualidade de exposição social que o ensino presencial.</p>
<p>Converse bastante com seu filho, proporcione um ambiente comunicativo em que ele tenha espaço para se manifestar, de acordo com sua idade. Respeite a vez de cada um falar, escute com atenção e valorize suas manifestações, mesmo que ainda seja pequeno.</p>
<p>Precisamos estar atentos aos marcos do desenvolvimento da linguagem. Se você identifica que seu filho apresenta algum dos sinais de alerta a seguir, procure orientação com seu pediatra!</p>
<p> </p>
<table style="width: 100%; height: 616px;" width="600">
<tbody>
<tr style="background-color: #192a67;">
<td style="height: 88px;" width="163">
<p><span style="color: #ffffff;"><strong>Idade</strong></span></p>
</td>
<td style="height: 88px;" width="437">
<p><span style="color: #ffffff;"><strong>Sinais de alerta</strong></span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 88px;">
<td style="height: 88px;" width="163">
<p>2 meses</p>
</td>
<td style="height: 88px;" width="437">
<p>Não fixa o olhar</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 88px;">
<td style="height: 88px;" width="163">
<p>4 meses</p>
</td>
<td style="height: 88px;" width="437">
<p>Não mantém contato visual</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 88px;">
<td style="height: 88px;" width="163">
<p>6 meses</p>
</td>
<td style="height: 88px;" width="437">
<p>Não se vira na direção de sons ou vozes</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 88px;">
<td style="height: 88px;" width="163">
<p>9 meses</p>
</td>
<td style="height: 88px;" width="437">
<p>Não balbucia sons de consoantes</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 88px;">
<td style="height: 88px;" width="163">
<p>24 meses</p>
</td>
<td style="height: 88px;" width="437">
<p>Não utiliza palavras simples</p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 88px;">
<td style="height: 88px;" width="163">
<p>36 meses</p>
</td>
<td style="height: 88px;" width="437">
<p>Não fala sentenças com 3 palavras</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Wilks T, Gerber RJ, Erdie-Lalena C. Developmental milestones: cognitive development.</p>
<p>Pediatr Rev. 2010;31;364-7.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatoras:</strong></p>
<p><strong>Sulene Pirana </strong></p>
<p><strong>Renata Di Francesco </strong></p>
<p><strong>Grupo de Trabalho de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>Foto: syda_productions | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://depositphotos.com&amp;source=gmail&amp;ust=1619628358543000&amp;usg=AFQjCNGodzUHhF81HhXSu4gXEdZ9PVS2MQ">depositphotos.com</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vacina e escolas – expectativa que estejam juntas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-e-escolas-expectativa-que-estejam-juntas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 14:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas (Home Portal e Artigos Recentes)]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Depositphotos_406920452_zgel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Depositphotos_406920452_zgel-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Depositphotos_406920452_zgel-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Pais e professores têm vivido um dilema que parece não ter fim nessa pandemia de covid-19, quando nos referimos às crianças com deficiência. Algumas crianças com deficiência podem ter questões comportamentais e saúde. </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vacina-e-escolas-expectativa-que-estejam-juntas/">Vacina e escolas – expectativa que estejam juntas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Depositphotos_406920452_zgel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Depositphotos_406920452_zgel-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Depositphotos_406920452_zgel-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Pais e professores têm vivido um dilema que parece não ter fim nessa pandemia de covid-19, principalmente quando nos referimos às crianças com deficiência.</p>



<p>Por um lado, algumas crianças com deficiência podem ter questões comportamentais e/ou de saúde que as colocam em maior risco de adquirir essa infecção, ou ainda, uma evolução mais grave caso desenvolvam a doença de forma sintomática.</p>



<p>Isso se explica pela dificuldade, em alguns casos, sobre o entendimento das medidas de proteção (uso de máscaras, manter o distanciamento ou fazer a higiene frequente das mãos), pela maior dependência de terceiros (contato com maior número de pessoas, sejam familiares ou cuidadores), ou ainda, que precisem do uso de objetos que possam levar a um maior risco de contaminação (uso de cadeira de rodas ou andadores, por exemplo).</p>



<p>Em relação à saúde, consideramos que algumas dessas crianças possam apresentar certa desregulação em seu sistema imune e outras condições que as colocam numa situação de maior gravidade, caso sejam infectadas (doenças pulmonares, obesidade, e cardiopatias descompensadas, por exemplo).</p>



<p>Por outro lado, o aprendizado “cara a cara” com o professor, utilizando as estratégias que cada criança necessita, o brincar com seus pares nesse ambiente inclusivo (mesmo com as regras necessárias) e esse retorno a algo que remete à rotina, melhora a ansiedade, traz felicidade e certamente, contribui para um melhor desenvolvimento global. As aulas online têm sido um desafio para a maioria das crianças, seus pais e professores, que se esforçam todos os dias. O lado bom desse desafio é que a educação também está passando por mudanças, descobrindo diferentes estratégias para construir conteúdos e novas maneiras de ensinar e aprender.</p>



<p>Portanto, dentro desse dilema, o pediatra pode ajudar na orientação da família em relação a volta à escola, pesando os prós e os contras, considerando a singularidade de cada criança. Precisamos agir com empatia e acolhimento diante de tantas incertezas, medos e todas as inseguranças que estamos vivendo.</p>



<p>E aí vem aquela esperança que as vacinas cheguem logo para todos, incluindo as crianças! E quando falamos em vacinas para as pessoas com deficiência, devemos lembrar que é importantíssimo vacinar também seus familiares e cuidadores, e isso precisa estar nos planos nacionais de imunização.</p>



<p>As vacinas utilizadas até agora no Brasil e nos mais diversos países têm se mostrado seguras e uma ferramenta poderosa contra a covid-19. Então, quem já está elegível para receber a vacina, corre lá para um posto de vacinação!</p>



<p>É de extrema importância que os fabricantes e institutos de pesquisa incluam o quanto antes as crianças de todas as idades nos ensaios clínicos. Assim, teremos uma vacinação mais generalizada, que protegerá toda a comunidade, incluindo a população mais vulnerável e, entre elas, as crianças com deficiência.</p>



<p>Os pediatras terão um papel fundamental quando essas vacinas estiverem disponíveis, pois são os grandes incentivadores da vacinação e os orientadores dessas famílias. Vacina e escola: não tem combinação mais desejada!</p>



<p>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Ana Claudia Brandão</strong><br><strong>Coordenadora do Núcleo de Estudo sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: zgel | depositphotos.com</p>


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