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	<title>Arquivos Crescimento - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Crescimento - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Dia de prevenir a obesidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-de-prevenir-a-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso. A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?). Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia. No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira. A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco. Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso. Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade. Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará. Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados. No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua. Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial. Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento. No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade. Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.   Relator: Mauro FisbergPediatra e NutrólogoCoordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSIProfessor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESPPresidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Nutrólogo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>Lesões esportivas da criança e do adolescente</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/lesoes-esportivas-da-crianca-e-do-adolescente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiego Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 14:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada. A diferença entre a atividade física pura e o</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada.</p>
<p style="text-align: justify;">A diferença entre a atividade física pura e o esporte é a competição associada.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a faixa etária dos seis a sete anos, essas atividades ocorrem através de escolas de esporte, onde vários tipos de modalidade são apresentados à criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, elas aprendem os cinco gestos esportivos com os quais podemos realizar quase todas as modalidades. São eles: a corrida, o salto, o arremesso, o nadar e o pedalar.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a escolha de uma modalidade, crianças e adolescentes então iniciam a prática nas suas escolas, em escolas específicas ou em clubes. Ultimamente há uma tendência à especialização cada vez mais precoce nas modalidades esportivas, visando competições e maior frequência nos treinos. Isso acaba sendo, por vezes, uma situação ruim, pois quanto mais competitiva é a atividade, mais lesiva ela acaba se tornando. Uma das situações vistas nos consultórios, atendendo esses atletas em formação, é que se ensina técnica e tática do esporte, deixando-se de lado a atividade fundamental, o condicionamento físico.</p>
<p style="text-align: justify;">É um erro supor que as crianças e adolescentes têm condição física já preparada para todas essas atividades: força, resistência, alongamento muscular, assim como o condicionamento cardiorrespiratório, não são especificamente trabalhados previamente ao início da prática da modalidade na formação desses atletas mirins. Com isso, lesões acabam sendo frequentes, principalmente quando ocorre excesso de treinos.</p>
<p style="text-align: justify;">As lesões típicas da atividade ocorrem quando crianças e adolescentes são submetidos à capacitação esportiva em escolas diferentes, não sendo as mesmas planejadas e executadas pelo mesmo treinador. Assim, elas são submetidas a atividades que, repetidamente, utilizam as regiões mais exigidas para determinado tipo de esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o corpo dos atletas está em desenvolvimento, em muitas ocasiões eles acabam apresentando lesões nas áreas de crescimento, onde os principais grupos musculares são unidos aos ossos. Essas regiões são chamadas apófises. Como essas áreas estão em desenvolvimento, existe uma menor resistência mecânica. O excesso de uso e tração muscular desproporcional, geram lesões dolorosas, culminando na incapacidade de fazer as atividades antes realizadas, piorando a performance, quando então os pais os levam aos consultórios médicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, o excesso de treino e a prática em diferentes escolas de esporte ou em diferentes modalidades acabam por se tornar uma das principais causas de lesões ósseas, tendíneas e musculares dos atletas mirins.</p>
<p style="text-align: justify;">A especialização precoce, a não individualização dos atletas e a falta de exame físico dos mesmos, para investigar a condição física, acabam por facilitar a ocorrência de lesões das regiões em crescimento, ósseas ou musculotendíneas e ligamentares, podendo ocorrer fraturas de estresse, inflamações nas regiões de crescimento, lesões musculares por falta de alongamento, aquecimento inadequado e excesso de atividades esportivas, o que acaba retirando o atleta da sua prática, sendo prejudicial a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Lesões articulares como entorses e lesões ligamentares, assim como fraturas, também ocorrem por uso inadequado dos equipamentos (tamanho de bola, campo e tempo de jogo), assim como pela falta de técnicas protetivas para esportes específicos.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria FIFA, preocupada com lesões ocorridas nas categorias de base, criou, por exemplo, um tipo de aquecimento conhecido como FIFA 11+ Kids, para prevenir lesões que retirassem os jogadores por um ou mais meses do futebol, com êxito de 50% quando colocado em prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, em vez de ser uma boa prática, o excesso de atividades oferecidas por muitos pais a seus filhos, no intuito de melhorar a performance deles, acaba por prejudicá-los, necessitando interromper a prática desportiva para que seja feito o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, o ideal para que a criança e o adolescente diminuam a chance da ocorrência de lesões, é fazer uma atividade esportiva principal, de sua escolha ou em conjunto com sua família, com dias de descanso entre os treinos, para que o sistema musculoesquelético tenha uma recuperação plena e melhora do seu condicionamento físico, o que na verdade é a intenção inicial dessa atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos como pontos principais para evitar um maior número de lesões nos atletas em crescimento:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Desestimular a especialização precoce; não fazer treinos repetidos por uma ou por várias instituições; escolher apenas um esporte como principal; ter apenas um treinador responsável pela atividade do atleta mirim; realizar exame físico e clínico para detectar eventuais faltas de condicionamento físico, alongamento, resistência e de força muscular; descanso entre as atividades físicas principais e, também, uma vez por ano, não realizar a mesma atividade para que as regiões ósseas e musculares em crescimento possam se refazer.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O treino é gasto (catabolismo), mas o intervalo com repouso é ganho (anabolismo). De qualquer maneira, as atividades físicas dentro dos esportes são benéficas para o ser humano em crescimento. Por outro lado, as lesões advêm do excesso, o que acaba por anular esse benefício.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nei Botter Montenegro </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Médico da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e Coordenador do Programa de Esportes para Crianças e Adolescentes do HIAE </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vice-Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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			</item>
		<item>
		<title>O Dia dos Filhos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-dia-dos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 16:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Filhos]]></category>
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		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-filhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-filhos-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-filhos-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Comemorado em 23 de setembro aqui no Brasil e em Portugal, o Dia dos Filhos veio para equilibrar outros feriados familiares, como os Dias das Mães, dos Pais e até dos Avós. A escolha do dia 23 de setembro está relacionada ao início da primavera no hemisfério sul, simbolizando renovação e novos começos. Essa época do ano é frequentemente associada ao crescimento e à vitalidade, características que se encaixam perfeitamente na relação entre pais e filhos. E qual é o objetivo desta comemoração?  Visa recordar a relação entre pais e filhos, reforçar os laços familiares e a importância da convivência, sendo uma excelente oportunidade de reflexão sobre o papel dos filhos nas vidas dos pais e vice-versa, além de promover momentos de união e alegria. É o momento para deixar os filhos saberem, por meio de ações e palavras, o quanto são amados, destacar suas qualidades e conquistas, fortalecer a autoestima e a confiança e fazer com que se sintam valorizados. Além disso, é uma oportunidade para que os pais reflitam sobre suas responsabilidades e o impacto que têm na vida de seus filhos. A educação, o carinho e o exemplo são fundamentais para o crescimento saudável e feliz das crianças, para o desenvolvimento de valores, como os da igualdade e justiça. No agitado mundo contemporâneo em que vivemos, muitos pais trabalham e acabam não aproveitando os momentos livres para acompanhar o cotidiano e as relações com seus filhos e filhas, então serve para chamar a atenção de todos &#8211; pais e filhos &#8211; para que possam repensar suas rotinas e separar um tempo especial dedicado exclusivamente à família e que sirva de “gatilho” para muitos outros dias mais! O que fazer no Dia dos Filhos? O principal objetivo é reunir as famílias para que aproveitem a companhia uns dos outros, proporcionar momentos de diversão e interação ajudam a fortalecer os laços familiares. Algumas atividades podem ser programadas para este dia, como: passeios ao ar livre; compartilhar histórias divertidas; preparar uma refeição especial – e saudável &#8211; com a ajuda das crianças; brincar com jogos apropriados para as idades dos filhos (quebra cabeça, blocos, tabuleiro&#8230;); criar um álbum de memórias dos momentos impactantes que passaram juntos; ir ao teatro ou cinema e até fazer uma viagem divertida. Estas realizações estimulam a cooperação, a comunicação, são fontes de risadas, de lembrar de momentos especiais e de memórias felizes, além de promover a saúde física e mental para todos. A data serve de alerta para que os pais reservem um tempo em suas vidas para estar presentes nas atividades cotidianas e que permaneçam conectados com os filhos – ouçam o que eles têm a dizer, estejam disponíveis, prestem atenção neles e mostrem empolgação pelo que estão fazendo e relatando. Aproveitem também os momentos especiais, que podem acontecer todos os dias e sejam transformados em tempos de qualidade – está aí o “segredo do sucesso”! Nossas fortes recomendações para os pais é que sempre tenham tempo para dar amor e carinho para os filhos, brinquem com eles, façam com que se sintam seguros e protegidos, estimulem sua confiança, que aprendam a lidar com o estresse, com conflitos e com a raiva e ajudem a resolver problemas para que, à medida que crescem, fortaleçam o relacionamento deles com vocês e com os outros. E que a frase a seguir seja sempre repetida pelos pais e incorporada pelos filhos: “quando você estiver enfrentando momentos difíceis, quando sentir que não tem a quem recorrer, saiba que estamos sempre aqui por você.”   Saiba mais: -Dia dos Filhos (23 de setembro): Uma Celebração da Relação Familiar https://www.soescola.com/glossario/dia-dos-filhos-23-de-setembro#google_vignette -CALENDARR Brasil. Dia dos Filhos https://www.calendarr.com/brasil/dia-dos-filhos/ -NATIONAL TODAY. Son and Daughter Day – August 11, 2025 https://nationaltoday.com/son-and-daughter-day/ -Minds Quotes. 46 National Son and Daughter Day Quotes, Wishes &#38; Messages. https://www.mindsquotes.com/national-son-and-daughter-day-quotes/   Relatora: Renata D WaksmanPresidente da Sociedade de Pediatria de São PauloCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-filhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-filhos-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-filhos-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Comemorado em 23 de setembro aqui no Brasil e em Portugal, o Dia dos Filhos veio para equilibrar outros feriados familiares, como os Dias das Mães, dos Pais e até dos Avós.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha do dia 23 de setembro está relacionada ao início da primavera no hemisfério sul, simbolizando renovação e novos começos. Essa época do ano é frequentemente associada ao crescimento e à vitalidade, características que se encaixam perfeitamente na relação entre pais e filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E qual é o objetivo desta comemoração? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Visa recordar a relação entre pais e filhos, reforçar os laços familiares e a importância da convivência, sendo uma excelente oportunidade de reflexão sobre o papel dos filhos nas vidas dos pais e vice-versa, além de promover momentos de união e alegria.</p>
<p style="text-align: justify;">É o momento para deixar os filhos saberem, por meio de ações e palavras, o quanto são amados, destacar suas qualidades e conquistas, fortalecer a autoestima e a confiança e fazer com que se sintam valorizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, é uma oportunidade para que os pais reflitam sobre suas responsabilidades e o impacto que têm na vida de seus filhos. A educação, o carinho e o exemplo são fundamentais para o crescimento saudável e feliz das crianças, para o desenvolvimento de valores, como os da igualdade e justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">No agitado mundo contemporâneo em que vivemos, muitos pais trabalham e acabam não aproveitando os momentos livres para acompanhar o cotidiano e as relações com seus filhos e filhas, então serve para chamar a atenção de todos &#8211; pais e filhos &#8211; para que possam repensar suas rotinas e separar um tempo especial dedicado exclusivamente à família e que sirva de “gatilho” para muitos outros dias mais!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que fazer no Dia dos Filhos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O principal objetivo é reunir as famílias para que aproveitem a companhia uns dos outros, proporcionar momentos de diversão e interação ajudam a fortalecer os laços familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas atividades podem ser programadas para este dia, como: passeios ao ar livre; compartilhar histórias divertidas; preparar uma refeição especial – e saudável &#8211; com a ajuda das crianças; brincar com jogos apropriados para as idades dos filhos (quebra cabeça, blocos, tabuleiro&#8230;); criar um álbum de memórias dos momentos impactantes que passaram juntos; ir ao teatro ou cinema e até fazer uma viagem divertida.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas realizações estimulam a cooperação, a comunicação, são fontes de risadas, de lembrar de momentos especiais e de memórias felizes, além de promover a saúde física e mental para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">A data serve de alerta para que os pais reservem um tempo em suas vidas para estar presentes nas atividades cotidianas e que permaneçam conectados com os filhos – ouçam o que eles têm a dizer, estejam disponíveis, prestem atenção neles e mostrem empolgação pelo que estão fazendo e relatando. Aproveitem também os momentos especiais, que podem acontecer todos os dias e sejam transformados em tempos de qualidade – está aí o “segredo do sucesso”!</p>
<p style="text-align: justify;">Nossas fortes recomendações para os pais é que sempre tenham tempo para dar amor e carinho para os filhos, brinquem com eles, façam com que se sintam seguros e protegidos, estimulem sua confiança, que aprendam a lidar com o estresse, com conflitos e com a raiva e ajudem a resolver problemas para que, à medida que crescem, fortaleçam o relacionamento deles com vocês e com os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">E que a frase a seguir seja sempre repetida pelos pais e incorporada pelos filhos: “quando você estiver enfrentando momentos difíceis, quando sentir que não tem a quem recorrer, saiba que estamos sempre aqui por você.”</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p>-Dia dos Filhos (23 de setembro): Uma Celebração da Relação Familiar https://www.soescola.com/glossario/dia-dos-filhos-23-de-setembro#google_vignette</p>
<p>-CALENDARR Brasil. Dia dos Filhos https://www.calendarr.com/brasil/dia-dos-filhos/</p>
<p>-NATIONAL TODAY. Son and Daughter Day – August 11, 2025 https://nationaltoday.com/son-and-daughter-day/</p>
<p>-Minds Quotes. 46 National Son and Daughter Day Quotes, Wishes &amp; Messages. https://www.mindsquotes.com/national-son-and-daughter-day-quotes/</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Renata D Waksman<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Efeito Mateus</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/efeito-mateus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 18:56:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Efeito-Mateus-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Efeito-Mateus-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Efeito-Mateus-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>“Sai da frente da TV e vai ver o céu, menino”, conclamava a vovó, incomodada com o tempo que o netinho estava parado diante de uma tela.  Ah! A vovó não aceitava que o neto ficasse “sem gastar energia”, “sem interagir com a natureza”, “sem brincar com os amigos”. Desconfiava que tinha alguma coisa errada: “tem caroço nesse angu”. Hoje, o caroço nesse angu tem o nome de ‘Efeito Mateus’. O &#8220;Efeito Mateus&#8221; é um fenômeno observado em estatísticas e análises econômicas, que descreve como as diferenças e desequilíbrios tendem a se ampliar durante períodos de crescimento econômico ou recuperação após uma crise. O termo deriva de uma passagem do Novo Testamento da Bíblia cristã, no Evangelho de Mateus, onde Jesus diz: &#8220;Pois a quem tem, mais será dado, e terá em abundância. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado&#8221;. Essa passagem é frequentemente interpretada como uma reflexão sobre a dinâmica das desigualdades sociais. Em períodos de crescimento econômico as desigualdades podem se agravar, perpetuando um ciclo sem fim e aumentando as disparidades sociais. Michel Desmurget* aplica esse conceito ao analisar a importância dos efeitos negativos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, em especial na idade entre 0 e 6 anos, causados pela exposição inadequada às telas. Nessa faixa etária ocorre um enorme crescimento do tecido neural, extraordinário na formação de sinapses, fundamentais para o processo de aprendizagem e memorização. A analogia se estabelece ao afirmar que o comprometimento do crescimento e maturação desse sistema, nessa faixa etária, determina um patamar para aquisições futuras aquém do que poderia ter sido estabelecido. Portanto, quaisquer fatores que interfiram nesse desenvolvimento, sequestram oportunidades, são “ladrões de tempo oportuno e insubstituível”. As telas são descritas como as “grandes vilãs” quanto ao uso desse bem primordial e essencial – o tempo. Elas competem, nas 24 horas do dia, com outras utilizações melhores e mais saudáveis para o desenvolvimento infantil.   Esse é o ponto.   É uma falácia bastante disseminada que uma criança que é estimulada ao uso precoce das diversas mídias terá uma performance melhor em sua vida futura, tanto acadêmica, quanto profissional. Podemos afirmar, sem risco de errar, que essa melhora, por exemplo com o treinamento continuado nos videogames, produz apenas melhores jogadores de videogames, sem repercutir em outras habilidades. O que é essencial é a qualidade dos estímulos recebidos por uma criança. Nenhum programa de TV, como Vila Sésamo, Peppa Pig ou equivalente, será um estímulo melhor do que a criança brincar com jogos de encaixar, multicoloridos, contando com a interação de um adulto que as supervisione. É a tese do livro de Michel Desmurget: “As crianças precisam que falemos com elas, leiamos histórias para elas, que ganhem e leiam livros. Elas precisam se “entediar”, “ter tempo para não fazer nada”, brincar, montar quebra-cabeças, construir casas com blocos, correr, pular, cantar. Elas necessitam desenhar, praticar atividades físicas, ouvir músicas, tocar instrumentos, etc. Todas essas atividades (e muitas outras semelhantes) constroem seu cérebro de forma mais segura e eficaz do que qualquer tela recreativa. Dito de outra maneira, a criança não se tornará um deficiente no mundo digital porque não foi exposta às telas durante os seis primeiros anos de sua vida. Ao contrário. O que ela desenvolverá longe das telas a ajudará a melhor utilizar o que o digital pode oferecer de positivo”. Há os que subestimam, ou não acreditam nisso. Resgato, como alerta, uma frase veiculada pela Academia Americana de Pediatria: “Se não sabemos que algo é bom e há razões para acreditar que é mau, por que fazê-lo?” (**) Listo para terminar, os principais problemas médicos, relacionados com a exposição inadequada às telas, que podem afetar a saúde das crianças e adolescentes: Dependência digital e uso problemático das mídias interativas; Problemas de saúde mental: irritabilidade, ansiedade e depressão; Transtornos do déficit de atenção e hiperatividade; Transtornos do sono; Transtornos de alimentação: sobrepeso/obesidade e anorexia/bulimia; Sedentarismo e falta da prática de exercícios; Bullying &#38; cyberbullying; Transtornos da imagem corporal e da autoestima; Riscos da sexualidade, nudez, sexting, abuso sexual, estupro virtual; Comportamentos autolesivos, indução e riscos de suicídio; Aumento da violência, abusos e fatalidades; Problemas visuais, miopia e síndrome visual do computador; Problemas auditivos e PAIR (perda auditiva induzida pelo ruído); Transtornos posturais e musculoesqueléticos; Uso de nicotina, vaping, bebidas alcoólicas, maconha, anabolizantes e outras drogas.   Saiba mais:   * A Fábrica de Cretinos Digitais: os perigos das telas para nossas crianças. Michel Desmurget. São Paulo: Vestígio, 2023. ** Falck RS et al. What is the association between behaviour and cognitive function? A systematic review. British Journal of Sports Medicine, 2017; 51.   Relator: Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Efeito-Mateus-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Efeito-Mateus-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-Efeito-Mateus-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">“Sai da frente da TV e vai ver o céu, menino”, conclamava a vovó, incomodada com o tempo que o netinho estava parado diante de uma tela.  Ah! A vovó não aceitava que o neto ficasse “sem gastar energia”, “sem interagir com a natureza”, “sem brincar com os amigos”. Desconfiava que tinha alguma coisa errada: “tem caroço nesse angu”.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, o caroço nesse angu tem o nome de ‘Efeito Mateus’.</p>
<p style="text-align: justify;">O &#8220;Efeito Mateus&#8221; é um fenômeno observado em estatísticas e análises econômicas, que descreve como as diferenças e desequilíbrios tendem a se ampliar durante períodos de crescimento econômico ou recuperação após uma crise.</p>
<p style="text-align: justify;">O termo deriva de uma passagem do Novo Testamento da Bíblia cristã, no Evangelho de Mateus, onde Jesus diz: &#8220;Pois a quem tem, mais será dado, e terá em abundância. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado&#8221;. Essa passagem é frequentemente interpretada como uma reflexão sobre a dinâmica das desigualdades sociais. Em períodos de crescimento econômico as desigualdades podem se agravar, perpetuando um ciclo sem fim e aumentando as disparidades sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Michel Desmurget* aplica esse conceito ao analisar a importância dos efeitos negativos no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, em especial na idade entre 0 e 6 anos, causados pela exposição inadequada às telas. Nessa faixa etária ocorre um enorme crescimento do tecido neural, extraordinário na formação de sinapses, fundamentais para o processo de aprendizagem e memorização.</p>
<p style="text-align: justify;">A analogia se estabelece ao afirmar que o comprometimento do crescimento e maturação desse sistema, nessa faixa etária, determina um patamar para aquisições futuras aquém do que poderia ter sido estabelecido. Portanto, quaisquer fatores que interfiram nesse desenvolvimento, sequestram oportunidades, são “ladrões de tempo oportuno e insubstituível”.</p>
<p style="text-align: justify;">As telas são descritas como as “grandes vilãs” quanto ao uso desse bem primordial e essencial – o tempo. Elas competem, nas 24 horas do dia, com <strong>outras utilizações melhores e mais saudáveis para o desenvolvimento infantil. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esse é o ponto.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">É uma falácia bastante disseminada que uma criança que é estimulada ao uso precoce das diversas mídias terá uma performance melhor em sua vida futura, tanto acadêmica, quanto profissional. Podemos afirmar, sem risco de errar, que essa melhora, por exemplo com o treinamento continuado nos <em>videogames</em>, produz apenas melhores jogadores de videogames, sem repercutir em outras habilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é essencial é a qualidade dos estímulos recebidos por uma criança. Nenhum programa de TV, como Vila Sésamo, <em>Peppa Pig</em> ou equivalente, será um estímulo melhor do que a criança brincar com jogos de encaixar, multicoloridos, contando com a interação de um adulto que as supervisione.</p>
<p style="text-align: justify;">É a tese do livro de Michel Desmurget: “As crianças precisam que falemos com elas, leiamos histórias para elas, que ganhem e leiam livros. Elas precisam se “entediar”, “ter tempo para não fazer nada”, brincar, montar quebra-cabeças, construir casas com blocos, correr, pular, cantar. Elas necessitam desenhar, praticar atividades físicas, ouvir músicas, tocar instrumentos, etc. Todas essas atividades (e muitas outras semelhantes) constroem seu cérebro de forma mais segura e eficaz do que qualquer tela recreativa. Dito de outra maneira, a criança não se tornará um deficiente no mundo digital porque não foi exposta às telas durante os seis primeiros anos de sua vida. Ao contrário. O que ela desenvolverá longe das telas a ajudará a melhor utilizar o que o digital pode oferecer de positivo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Há os que subestimam, ou não acreditam nisso. Resgato, como alerta, uma frase veiculada pela Academia Americana de Pediatria: “Se não sabemos que algo é bom e há razões para acreditar que é mau, por que fazê-lo?” (**)</p>
<p style="text-align: justify;">Listo para terminar, os principais problemas médicos, relacionados com a exposição inadequada às telas, que podem afetar a saúde das crianças e adolescentes:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Dependência digital e uso problemático das mídias interativas;</li>
<li>Problemas de saúde mental: irritabilidade, ansiedade e depressão;</li>
<li>Transtornos do déficit de atenção e hiperatividade;</li>
<li>Transtornos do sono;</li>
<li>Transtornos de alimentação: sobrepeso/obesidade e anorexia/bulimia;</li>
<li>Sedentarismo e falta da prática de exercícios;</li>
<li><em>Bullying &amp; cyberbullying</em>;</li>
<li>Transtornos da imagem corporal e da autoestima;</li>
<li>Riscos da sexualidade, nudez, <em>sexting</em>, abuso sexual, estupro virtual;</li>
<li>Comportamentos autolesivos, indução e riscos de suicídio;</li>
<li>Aumento da violência, abusos e fatalidades;</li>
<li>Problemas visuais, miopia e síndrome visual do computador;</li>
<li>Problemas auditivos e PAIR (perda auditiva induzida pelo ruído);</li>
<li>Transtornos posturais e musculoesqueléticos;</li>
<li>Uso de nicotina, <em>vaping</em>, bebidas alcoólicas, maconha, anabolizantes e outras drogas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">* A Fábrica de Cretinos Digitais: os perigos das telas para nossas crianças. Michel Desmurget. São Paulo: Vestígio, 2023.</p>
<p style="text-align: justify;">** Falck RS et al. What is the association between behaviour and cognitive function? A systematic review. British Journal of Sports Medicine, 2017; 51.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/efeito-mateus/">Efeito Mateus</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Um “santo” remédio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-santo-remedio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 11:59:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/imagem-dia-do-pediatra-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/imagem-dia-do-pediatra-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/imagem-dia-do-pediatra-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 27 de julho é comemorado o Dia do Pediatra, profissional que cuida de crianças e adolescentes, que todas as famílias deveriam ter e conhecer e que tem o privilégio de acompanhar o desenvolvimento/crescimento de seus pacientes. Pais e mães, em geral, conseguem conviver bem com os erros dos seus filhos. Suportam até o limite suas peraltices, malcriações e suas birras. Toleram o comportamento opositor com certa elasticidade. Conseguem passar noites de privação do sono em razão de doenças ou preocupações com os filhos. Conseguem até perdoar o imperdoável, por amor aos filhos. Há, entretanto, um evento que atinge forte o instinto maternal/paternal, capaz de levá-los à “lona” – a dor ou desconforto que um filho está passando. A doença, por exemplo, pode facilmente desestruturar os pais. Ver os “remelentos”, os “pimpolhos”, “os amorecos”, “as coisinhas lindas” sofrer é insuportável. O único remédio eficaz nessa situação tem o nome comercial de PEDIATRA.Informações sobre o “produto”:Nome genérico: Pediatra.Nome comercial: Dr.(a). Fulano(a) de tal.Mecanismo de ação: Remédio de ação abrangente com repercussões sistêmicas e ambientais. Empatia e amorosidade são os princípios ativos fundamentais. Indicação: Indicado para atendimento em todas as situações que seu paciente possa se encontrar: consultas de Puericultura, que nada mais é do que  o acompanhamento periódico visando a promoção e proteção da saúde das crianças e adolescentes, de forma integral, desde seu nascimento até a entrada na vida adulta, ao verificar seu crescimento, desenvolvimento físico e mental, nutricional, imunizações, sono, segurança, atividades físicas &#8230; e em todos os estados suspeitos de doenças ou anormalidades. Utilizado, com frequência, para tratamento de ansiedade em familiares e cuidadores dos pacientes-alvo. Posologia: 1 pediatra por vez. Modo de uso: utilizável em consultas regulares e em circunstâncias emergenciais. Via de aplicação: presencial, por telefone e por teleconferência. Efeitos colaterais: são raros, porém essas reações podem estar na dependência de um mecanismo interativo poderoso – as relações humanas. Durabilidade e conservação: prazo ilimitado para o uso. Conserve o medicamento numa prateleira específica – respeito. É frágil (embora não pareça). Cuidados especiais: para verificar a qualidade do produto, consulte os órgãos competentes de avaliação e certificação: Sociedade de Pediatria de São Paulo, Sociedade Brasileira de Pediatria, Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde mora e trabalha.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/imagem-dia-do-pediatra-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/imagem-dia-do-pediatra-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/imagem-dia-do-pediatra-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 27 de julho é comemorado o Dia do Pediatra, profissional que cuida de crianças e adolescentes, que todas as famílias deveriam ter e conhecer e que tem o privilégio de acompanhar o desenvolvimento/crescimento de seus pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e mães, em geral, conseguem conviver bem com os erros dos seus filhos. Suportam até o limite suas peraltices, malcriações e suas birras. Toleram o comportamento opositor com certa elasticidade. Conseguem passar noites de privação do sono em razão de doenças ou preocupações com os filhos. Conseguem até perdoar o imperdoável, por amor aos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Há, entretanto, um evento que atinge forte o instinto maternal/paternal, capaz de levá-los à “lona” – a dor ou desconforto que um filho está passando. A doença, por exemplo, pode facilmente desestruturar os pais.</p>
<p style="text-align: justify;">Ver os “remelentos”, os “pimpolhos”, “os amorecos”, “as coisinhas lindas” sofrer é insuportável.</p>
<p style="text-align: justify;">O único remédio eficaz nessa situação tem o nome comercial de PEDIATRA.<br /><strong style="font-size: revert; color: initial;">Informações sobre o “produto”:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Nome genérico:</strong><span style="font-size: revert; color: initial;"> Pediatra.<br /></span><strong style="font-size: revert; color: initial;">Nome comercial</strong><span style="font-size: revert; color: initial;">: Dr.(a). Fulano(a) de tal.<br /></span><strong style="font-size: revert; color: initial;">Mecanismo de ação</strong><span style="font-size: revert; color: initial;">: Remédio de ação abrangente com repercussões sistêmicas e ambientais. Empatia e amorosidade são os princípios ativos fundamentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Indicação: </strong>Indicado para atendimento em todas as situações que seu paciente possa se encontrar: consultas de Puericultura, que nada mais é do que  o acompanhamento periódico visando a promoção e proteção da saúde das crianças e adolescentes, de forma integral, desde seu nascimento até a entrada na vida adulta, ao verificar seu crescimento, desenvolvimento físico e mental, nutricional, imunizações, sono, segurança, atividades físicas &#8230; e em todos os estados suspeitos de doenças ou anormalidades. Utilizado, com frequência, para tratamento de ansiedade em familiares e cuidadores dos pacientes-alvo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Posologia: </strong>1 pediatra por vez.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Modo de uso: </strong>utilizável em consultas regulares e em circunstâncias emergenciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Via de aplicação</strong>: presencial, por telefone e por teleconferência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Efeitos colaterais: </strong>são raros, porém essas reações podem estar na dependência de um mecanismo interativo poderoso – as relações humanas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Durabilidade e conservação</strong>: prazo ilimitado para o uso. Conserve o medicamento numa prateleira específica – respeito. É frágil (embora não pareça).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cuidados especiais</strong>: para verificar a qualidade do produto, consulte os órgãos competentes de avaliação e certificação: Sociedade de Pediatria de São Paulo, Sociedade Brasileira de Pediatria, Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde mora e trabalha.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>O que é a Puericultura?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-e-a-puericultura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 11:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[ANS]]></category>
		<category><![CDATA[Atendimento Ambulatorial em Puericultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Puericultura é a arte de promover e proteger a saúde das crianças, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento, com suas particularidades. É uma especialidade médica incluída e integrada à Pediatria, que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto biopsicossociocultural. Este atendimento é sempre realizado pelo pediatra, também chamado de puericultor e destina-se a uma análise de diversos aspectos da saúde da criança ou do adolescente. O atendimento exige mais tempo e o conhecimento global do desenvolvimento nestas faixas etárias. São avaliados itens como condição nutricional, curva de crescimento, estado vacinal, desenvolvimento neuropsicomotor e cuidados domiciliares dispensados à criança. Quando identificados desvios da normalidade, é realizada uma intervenção rápida e eficaz. As consultas de Puericultura são consultas de rotina, sendo esclarecidas dúvidas aos pais ou responsáveis quanto ao crescimento (peso e altura), vacinas, pressão arterial, desempenho escolar, relacionamento social, hábitos alimentares, sono e prevenção de acidentes. Para que a consulta seja realizada com tranquilidade e maior eficácia, orienta-se o agendamento em um período em que a criança não esteja em tratamento de alguma doença. Diferentemente do Atendimento de Puericultura, entende-se por consulta tradicional em Pediatria aquela em que há uma queixa específica do paciente e/ou de sua família, ou seja, é uma consulta que avalia o que foi relatado e tomam-se as condutas inerentes à sua resolução. Normalmente não deve ser enquadrada como consulta de rotina, sendo avaliada em conformidade com a premência do problema apresentado, sendo muitas vezes realizada em pronto atendimento. O pediatra geral, tanto na unidade de saúde pública como no consultório privado, realiza os dois tipos de atendimento, a Puericultura e a consulta tradicional relacionada a uma queixa específica. O que vem a ser Atendimento Ambulatorial em Puericultura? Em 2014, a Sociedade Brasileira de Pediatria postulou e conseguiu incluir, junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Atendimento Ambulatorial em Puericultura no “rol de cobertura obrigatória” para TODAS as Operadoras de Planos de Saúde (OPS). Tal procedimento já constava para atendimento pediátrico na Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira (CBHPM – AMB), uma tabela de procedimentos que serve de referência para a inclusão de atos médicos no rol de procedimentos da ANS. A última versão da CBHPM é de 2023 e mantém o Atendimento Ambulatorial em Puericultura, assim como no próprio rol de procedimentos (obrigatórios) da ANS. O Atendimento Ambulatorial em Puericultura refere-se a atendimento em consultórios pediátricos por convênios ou OPS que, por sua vez, estão sob a regulação da ANS. Importante destacar que tal atendimento é diferente do atendimento de patologia aguda ou crônica em Pediatria. São dois códigos que especificam tais atendimentos no rol da ANS: Consulta em Pediatria &#8211; código 1.01.01.01-2 Atendimento Ambulatorial em Puericultura &#8211; código 1.01.06.14-6 Ou seja, o rol da ANS permite ao pediatra e aos pais ou responsáveis pela criança identificar os dois códigos para atendimento pediátrico em convênios e é muito importante que possam usufruir desses benefícios, muitas vezes desconhecidos por ambos. A complexidade é diferente para cada tipo de consulta, sendo que a CBHPM considera o Atendimento Ambulatorial em Puericultura como porte 3B, de maiores complexidade e valor do que o porte 2B, que se refere à consulta de Pediatria. Na prática do dia a dia, significa que o atendimento de rotina, na grande maioria das vezes, acontece por meio do Atendimento Ambulatorial em Puericultura, e a consulta, quando a criança apresenta alguma patologia, ocorrerá mediante a consulta em Pediatria, obedecendo a inclusão correta do código para o atendimento do convênio. O Atendimento Ambulatorial em Puericultura deve ter uma periodicidade, que está na Tabela a seguir:   Em alguns momentos poderá haver até dois atendimentos pelo pediatra para um mesmo usuário, pois apresentam códigos distintos para o atendimento. Tal fato contribui muito na assistência pediátrica, por permitir que muitas consultas sejam realizadas pelo pediatra que habitualmente atende a criança, ao invés de ocorrer no pronto atendimento. Por sua vez, o pediatra deve informar a seus pacientes, familiares e responsáveis a respeito do Atendimento Ambulatorial em Puericultura junto à sua operadora de planos de saúde. Desta forma, terão maior liberdade de atendimento com o seu pediatra, permitindo que este possa atender com maior frequência e sempre que houver necessidade. A Sociedade de Pediatria de São Paulo entende que esta situação aqui exposta é um direito inalienável das crianças atendidas em consultório pelo seu pediatra, que também terá seu direito preservado. É nosso desejo que este comunicado alcance os pediatras brasileiros e as crianças, adolescentes e suas famílias assistidos, fazendo valer o propósito da Sociedade Brasileira de Pediatria, quando da implantação deste importante procedimento de Puericultura.   Saiba mais: &#8211; https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-conquista-puericultura-na-saude-suplementar/ &#8211; https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/puericultura-no-rol-da-ans-esclarecimento/ &#8211; https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/pareceres-tecnicos-da-ans/2020/parecer_tecnico_no_06_2021_atendimento_ambulatorial_em_puericultura.pdf   Relator:Paulo Tadeu FalangheMembro da Diretoria Executiva da Sociedade de Pediatria de São PauloDiretor de Defesa Profissional da SPSP</p>
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<p style="text-align: justify;">Puericultura é a arte de promover e proteger a saúde das crianças, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento, com suas particularidades. É uma especialidade médica incluída e integrada à Pediatria, que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto biopsicossociocultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Este atendimento é sempre realizado pelo pediatra, também chamado de puericultor e destina-se a uma análise de diversos aspectos da saúde da criança ou do adolescente. O atendimento exige mais tempo e o conhecimento global do desenvolvimento nestas faixas etárias. São avaliados itens como condição nutricional, curva de crescimento, estado vacinal, desenvolvimento neuropsicomotor e cuidados domiciliares dispensados à criança. Quando identificados desvios da normalidade, é realizada uma intervenção rápida e eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">As consultas de Puericultura são consultas de rotina, sendo esclarecidas dúvidas aos pais ou responsáveis quanto ao crescimento (peso e altura), vacinas, pressão arterial, desempenho escolar, relacionamento social, hábitos alimentares, sono e prevenção de acidentes. Para que a consulta seja realizada com tranquilidade e maior eficácia, orienta-se o agendamento em um período em que a criança não esteja em tratamento de alguma doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente do Atendimento de Puericultura, entende-se por consulta tradicional em Pediatria aquela em que há uma queixa específica do paciente e/ou de sua família, ou seja, é uma consulta que avalia o que foi relatado e tomam-se as condutas inerentes à sua resolução. Normalmente não deve ser enquadrada como consulta de rotina, sendo avaliada em conformidade com a premência do problema apresentado, sendo muitas vezes realizada em pronto atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O pediatra geral, tanto na unidade de saúde pública como no consultório privado, realiza os dois tipos de atendimento, a Puericultura e a consulta tradicional relacionada a uma queixa específica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que vem a ser Atendimento Ambulatorial em Puericultura?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2014, a Sociedade Brasileira de Pediatria postulou e conseguiu incluir, junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Atendimento Ambulatorial em Puericultura no “rol de cobertura obrigatória” para <strong>TODAS</strong> as Operadoras de Planos de Saúde (OPS). Tal procedimento já constava para atendimento pediátrico na Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira (CBHPM – AMB), uma tabela de procedimentos que serve de referência para a inclusão de atos médicos no rol de procedimentos da ANS. A última versão da CBHPM é de 2023 e mantém o Atendimento Ambulatorial em Puericultura, assim como no próprio rol de procedimentos (obrigatórios) da ANS. O Atendimento Ambulatorial em Puericultura refere-se a atendimento em consultórios pediátricos por convênios ou OPS que, por sua vez, estão sob a regulação da ANS. Importante destacar que tal atendimento é diferente do atendimento de patologia aguda ou crônica em Pediatria.</p>
<p style="text-align: justify;">São dois códigos que especificam tais atendimentos no rol da ANS:</p>
<p style="text-align: justify;">Consulta em Pediatria &#8211; código 1.01.01.01-2</p>
<p style="text-align: justify;">Atendimento Ambulatorial em Puericultura &#8211; código 1.01.06.14-6</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, o rol da ANS permite ao pediatra e aos pais ou responsáveis pela criança identificar os dois códigos para atendimento pediátrico em convênios e é muito importante que possam usufruir desses benefícios, muitas vezes desconhecidos por ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">A complexidade é diferente para cada tipo de consulta, sendo que a CBHPM considera o Atendimento Ambulatorial em Puericultura como porte 3B, de maiores complexidade e valor do que o porte 2B, que se refere à consulta de Pediatria.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática do dia a dia, significa que o atendimento de rotina, na grande maioria das vezes, acontece por meio do Atendimento Ambulatorial em Puericultura, e a consulta, quando a criança apresenta alguma patologia, ocorrerá mediante a consulta em Pediatria, obedecendo a inclusão correta do código para o atendimento do convênio.</p>
<p style="text-align: justify;">O Atendimento Ambulatorial em Puericultura deve ter uma periodicidade, que está na Tabela a seguir:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/puericulturaSPRS.png" /></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns momentos poderá haver até dois atendimentos pelo pediatra para um mesmo usuário, pois apresentam códigos distintos para o atendimento. Tal fato contribui muito na assistência pediátrica, por permitir que muitas consultas sejam realizadas pelo pediatra que habitualmente atende a criança, ao invés de ocorrer no pronto atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, o pediatra deve informar a seus pacientes, familiares e responsáveis a respeito do Atendimento Ambulatorial em Puericultura junto à sua operadora de planos de saúde. Desta forma, terão maior liberdade de atendimento com o seu pediatra, permitindo que este possa atender com maior frequência e sempre que houver necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A Sociedade de Pediatria de São Paulo entende que esta situação aqui exposta é um direito inalienável das crianças atendidas em consultório pelo seu pediatra, que também terá seu direito preservado.</p>
<p style="text-align: justify;">É nosso desejo que este comunicado alcance os pediatras brasileiros e as crianças, adolescentes e suas famílias assistidos, fazendo valer o propósito da Sociedade Brasileira de Pediatria, quando da implantação deste importante procedimento de Puericultura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-conquista-puericultura-na-saude-suplementar/</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/puericultura-no-rol-da-ans-esclarecimento/">https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/puericultura-no-rol-da-ans-esclarecimento/</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/pareceres-tecnicos-da-ans/2020/parecer_tecnico_no_06_2021_atendimento_ambulatorial_em_puericultura.pdf</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Paulo Tadeu Falanghe<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro da Diretoria Executiva da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Diretor de Defesa Profissional da SPSP</strong></p>
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		<title>5 de agosto é o Dia Nacional da Saúde. Com destaque para a saúde das crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/5-de-agosto-e-o-dia-nacional-da-saude-com-destaque-para-a-saude-das-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2022 15:48:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos]]></category>
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		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=33631</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 1947, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausê</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">Em 1947, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.”</p>
<p style="text-align: justify;">Este é um conceito válido até os dias de hoje; entretanto, quando falamos em SAÚDE DA CRIANÇA, vários adendos merecem destaque. Ser criança no século 21 significa ter uma série de direitos que ultrapassa o básico conceito de saúde, sendo essencial oferecer à criança uma educação plena, respeito, boa nutrição e o fundamental direito à vida com dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os séculos 19 e 20 foram criados os primeiros Estatutos da Criança. São conjuntos de regras que determinam os direitos e as metas para seu desenvolvimento pleno. A infância passou a ser dividida por fases e foi criado o conceito de adolescência. Em 1959, a ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou a “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, que inclui direitos como cidadania, igualdade, escolaridade gratuita e alimentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde 2008, quando a tradicional revista de publicações médicas <strong>Lancet</strong> publicou uma série de artigos abordando a importância de um conjunto de intervenções ou &#8220;janelas de oportunidades&#8221;, no período dos “primeiros mil dias da vida de uma criança”, compreendidos entre o tempo da gestação a termo (280 dias) somado aos primeiros dois anos de idade (730 dias), que apresentam alto impacto na redução da mortalidade e morbidade, incluindo danos ao crescimento pôndero-estatural e ao desenvolvimento neurológico da criança, houve uma grande mudança no acompanhamento da saúde das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das grandes novidades foi a inserção da consulta com o pediatra no terceiro trimestre do pré-natal, fato que representa uma oportunidade de antecipação de riscos e um dos pilares de uma tríade para redução da morbimortalidade perinatal, juntamente com a assistência ao recém-nascido (RN) em sala de parto e a consulta pós-natal dentro da primeira semana de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da antecipação de riscos nessa consulta, o pediatra desmistifica temores da família em torno do nascimento e do período neonatal e disponibiliza informações e recursos estratégicos para o enfrentamento e a resolução de situações do cotidiano das famílias e dos bebês.</p>
<p style="text-align: justify;">Posteriormente, seguem-se as consultas periódicas com o pediatra, chamadas de consulta de Puericultura, que podem ser classificadas como uma “arte de promover e proteger a saúde das crianças”, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento com suas particularidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A Puericultura é como se fosse uma especialidade médica contida na Pediatria, que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando todo o conjunto biopsicossociocultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessas consultas periódicas, o pediatra observa a criança, indaga aos pais sobre as atividades do filho, suas reações frente a estímulos e realiza o exame clínico. Quanto mais nova a criança, mais frágil e vulnerável ela é, daí a necessidade de consultas mais frequentes. Em cada consulta, o pediatra vai pedir informações sobre como a criança se alimenta, se as vacinas estão em dia, como ela brinca, sobre condições de higiene, seu cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento do crescimento, através da aferição periódica do peso, da altura e do perímetro cefálico, e sua análise em gráficos são indicadores das condições de saúde das crianças. Sempre, a cada consulta, bebês, pré-escolares, escolares e jovens devem ter seu crescimento e seu desenvolvimento avaliados.</p>
<p style="text-align: justify;">Crescimento é o ganho de peso e altura, um fenômeno quantitativo, que termina ao final da adolescência. Por outro lado, o desenvolvimento é qualitativo, significa aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se independente e, geralmente, é um processo contínuo.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja como falar e escrever sobre SAÚDE DA CRIANÇA é complexo, pois envolve toda uma integração do pediatra com os pais, cuidadores, escola, parentes, comunidade, sociedade, enfim, temos muitos entraves que ainda separam as crianças brasileiras de um cenário onde todas elas possam desenvolver seu potencial e receber todo o afeto de que precisam. São obstáculos novos e antigos que permeiam as áreas socioeconômicas, educacionais e aquelas que envolvem saúde ou políticas públicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nós, pediatras, acreditamos que com muito trabalho, persistência e perseverança podemos, sim, realmente, incluir a SAÚDE DA CRIANÇA no estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas na ausência de doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Relator:<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Tadeu Fernando Fernandes<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Foto: </strong>belchonock | depositphotos.com</p>
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		<item>
		<title>04/03 &#8211; Hoje é o Dia Mundial da Obesidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/04-03-hoje-e-o-dia-mundial-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 18:49:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[sobrepeso]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>As taxas de obesidade quase triplicaram desde 1975 e aumentaram quase cinco vezes em crianças e adolescentes, afetando pessoas de todas as idades de todos os grupos sociais em países desenvolvidos e em desenvolvimento. </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/04-03-hoje-e-o-dia-mundial-da-obesidade/">04/03 &#8211; Hoje é o Dia Mundial da Obesidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p></p>



<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 04/03/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>As taxas de obesidade quase triplicaram desde 1975 e aumentaram quase cinco vezes em crianças e adolescentes, afetando pessoas de todas as idades de todos os grupos sociais em países desenvolvidos e em desenvolvimento. A obesidade é um dos principais fatores de risco para várias doenças não transmissíveis, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão e acidente vascular cerebral e várias formas de câncer.</p>



<p>Os principais fatos da obesidade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) são:</p>



<p>&#8211; A obesidade mundial quase triplicou desde 1975;</p>



<p>&#8211; 800 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com obesidade;</p>



<p>&#8211; As consequências médicas da obesidade custarão mais de US$ 1 trilhão até 2025;</p>



<p>&#8211; Globalmente há mais pessoas obesas do que abaixo do peso – isso ocorre em todas as regiões, exceto partes da África Subsaariana e Ásia;</p>



<p>&#8211; A maioria da população mundial vive em países onde o sobrepeso e a obesidade matam mais pessoas do que o baixo peso;</p>



<p>&#8211; Pessoas que vivem com obesidade têm duas vezes mais chances de serem hospitalizadas se testarem positivo para Covid-19;</p>



<p>&#8211; 39 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em 2020;</p>



<p>&#8211; Espera-se que a obesidade infantil aumente 60% na próxima década, chegando a 250 milhões em 2030.</p>



<p><strong>E aqui no Brasil?</strong></p>



<p>Segundo dados do Ministério da Saúde, de 2019, a estimativa é que 6,4 milhões de crianças tenham excesso de peso no Brasil e 3,1 milhões já evoluíram para obesidade.</p>



<p>A doença afeta 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos acompanhadas no Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde, e pode trazer consequências preocupantes ao longo da vida. Nessa faixa-etária, 28% das crianças apresentam excesso de peso e, entre os menores de 5 anos, o índice de sobrepeso é de 14,8, sendo 7% já apresentam obesidade.</p>



<p>E o principal fato é que a obesidade é evitável!</p>



<p>A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é um desequilíbrio energético entre o que é consumido e o que é gasto.</p>



<p></p>



<p><strong>E o que aconteceu a nível global nas últimas décadas?</strong></p>



<p>Aumento da ingestão de alimentos densos em energia que são ricos em gordura e açúcares; aumento do sedentarismo, mudança nos modos de transporte e crescente urbanização.</p>



<p>As mudanças nos padrões alimentares e de atividade física são muitas vezes o resultado de mudanças ambientais e sociais associadas ao desenvolvimento e à falta de políticas de apoio em setores como saúde, agricultura, transporte, planejamento urbano, meio ambiente, processamento de alimentos, distribuição, marketing e educação.</p>



<p>Diante desse contexto a Sociedade de Pediatria de São Paulo promoveu a Campanha Setembro Laranja – Combate à Obesidade Infantil, com objetivo de divulgar o problema, desenvolver e implementar ações de promoção de hábitos e práticas alimentares saudáveis, estimular a atividade física, visando a melhoria da qualidade de vida das crianças, suas famílias e as comunidades nas quais estão inseridas.</p>



<p>Destacamos nesta campanha o documento: <a href="https://www.spsp.org.br/PDF/enfrentando%20a%20obesidade%20infantil%20setembro%20laranja.pdf">ENFRENTANDO A OBESIDADE INFANTIL &#8211; SETEMBRO LARANJA SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO</a>, de setembro de 2018, que destaca as principais estratégias de combate e prevenção da obesidade entre nossas crianças e adolescentes. São elas:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Consulta pediátrica no pré-natal a partir da 32a semana de gestação, com orientação nutricional materna e controle do ganho de peso corporal;</li><li>Aleitamento Materno &#8211; esforços para promover aleitamento materno e mantê-lo, segundo a OMS, exclusivo até o sexto mês de vida e complementado até 2 anos ou mais;</li><li>Introdução de Alimentação Complementar: ao redor do sexto mês de vida, evitar sucos, preferir frutas in natura, evitar adição de açúcar (sacarose, frutose e glicose) nos alimentos, alimentos devem ter baixo teor de açúcar, sal e gorduras, evitar alimentos industrializados, avaliar a alimentação da família e incentivar a leitura das informações dos rótulos dos produtos industrializados para o prévio conhecimento do produto a ser adquirido;</li><li>Leite de vaca e de outros mamíferos sem modificações e extratos vegetais não são recomendados durante os primeiros anos de vida;</li><li>Acompanhamento pediátrico é essencial no atendimento ambulatorial das crianças e dos adolescentes e orientação preventiva;</li><li>Inventário da rotina da criança e do adolescente, horário do sono, tempo de tela e tipo de atividades na tela, saber como é o dia alimentar: horários, dieta habitual (qualidade e quantidade); refeições e lanches fora de casa, ambiente das refeições, atividades sociais: escola, atividades físicas, amigos e atividades de lazer, situações de prazer: comer, tela, sono, passeio, atividades físicas e ambiente emocional;</li><li>Diagnóstico precoce de condições e situações que possam agravar e desencadear obesidade;</li><li>&nbsp;Presença de fatores de risco para obesidade: &nbsp;aumento do IMC, mudança de canais percentuais, risco de sobrepeso;</li><li>Fatores associados à obesidade infantil: dieta, escolhas alimentares, ambiente familiar obesogênico, atividade física, sono, tempo de tela/sedentarismo, fatores genéticos e epigenéticos, etnia, adiposidade materna, baixo peso ao nascer, rebote de adiposidade (elevação precoce dos índices de adiposidade como ocorre em determinadas patologias, por exemplo, nas leucemias), doença endócrina, síndromes genéticas, medicações, baixo nível socioeconômico, residência urbana;</li><li>&nbsp;Alimentação: bons hábitos nutricionais e formação de um comportamento alimentar saudável desde tenra idade, comportamento do cuidador, hábitos da família &#8211; a prevenção da obesidade começa pela base familiar;</li><li>Família:&nbsp; percepção de que a relação da criança e da família com a alimentação está incorrendo em um padrão que leva a obesidade e atuação nos primeiros meses de vida da criança e quando já partilha das refeições ou dos alimentos com os demais familiares;</li><li>Atividade física O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral em adultos, para obesidade, elevação da pressão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e redução do HDL-colesterol, daí que a atividade física está entre as principais medidas preventivas;</li><li>Boa qualidade de sono contribui para a memória, imunidade, crescimento e também na manutenção do peso.</li><li>Políticas públicas para a prevenção da obesidade;</li><li>Publicidade e ações governamentais: a solução, ainda que resulte parcial, da obesidade só poderá se concretizar se abranger todos os atores envolvidos neste cenário, em atuação intersetorial e interdisciplinar articulada e devidamente coordenada. Deve ser papel do governo desenvolver políticas que estimulem, facilitem e apoiem a integração de fato de todos os atores/setores na universalização das ações transdisciplinares e intersetoriais reconhecidas atualmente como capazes de gerar resultados de curto, médio e longo prazos. Além disso, propiciem os recursos humanos e materiais necessários à sua implementação e à avaliação sistemática de seus resultados.</li></ol>



<p><strong>Estratégias em andamento</strong></p>



<p>Adotada pela Assembleia Mundial da Saúde em 2004 e reconhecida novamente em uma declaração política de 2011 sobre doenças não transmissíveis (DNTs), a &#8220;Estratégia Global da OMS sobre Dieta, Atividade Física e Saúde&#8221; descreve as ações necessárias para apoiar dietas saudáveis e atividade física regular. A Estratégia apela a todas as partes interessadas para que tomem medidas a nível global, regional e local para melhorar as dietas e os padrões de atividade física a nível da população.</p>



<p>A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece as DNTs como um grande desafio para o desenvolvimento sustentável. Como parte da Agenda, os Chefes de Estado e de Governo comprometeram-se a desenvolver respostas nacionais ambiciosas, até 2030, para reduzir em um terço a mortalidade prematura por DNTs por meio de prevenção e tratamento (meta 3.4 dos ODS).</p>



<p>O &#8220;Plano de ação global sobre atividade física 2018–2030: pessoas mais ativas para um mundo mais saudável&#8221; fornece ações políticas eficazes e viáveis para aumentar a atividade física globalmente. A OMS publicou um pacote técnico ACTIVE para auxiliar os países no planejamento e entrega de suas respostas. Novas diretrizes da OMS sobre atividade física, comportamento sedentário e sono em crianças menores de cinco anos foram lançadas em 2019.</p>



<p>No Brasil, o Ministério da Saúde lançou em agosto de 2021 a Estratégia Nacional de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil – Proteja e a Campanha Nacional de Prevenção à Obesidade Infantil, para o desenvolvimento de ações de combate ao problema e promoção de hábitos saudáveis.</p>



<p>Juntos podemos e devemos fazer a diferença. Há muito que podemos fazer, como visto acima e, além das mudanças alimentares, melhor acesso a alimentos saudáveis e acessíveis, abrir espaço para caminhadas, ciclismo e recreação seguras e, fundamental, ensinar aos nossos filhos hábitos saudáveis desde cedo.</p>



<p>Saiba mais:</p>



<p>&#8211; <a href="https://www.worldobesityday.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">World Obesity Day:</a> </p>



<p>&#8211; <a href="https://www.who.int/news-room/events/detail/2020/03/04/default-calendar/world-obesity-day">WHO. World Obesity Day:</a></p>



<p>&#8211; <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank">WHO. Obesity and overweight:</a></p>



<p>&#8211; <a rel="noreferrer noopener" href="http://enores-de-10-anos-no-brasil" target="_blank">Obesidade infantil afeta 3,1 milhões de crianças menores de 10 anos no Brasil:</a></p>



<p></p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: belchonock | depositphotos.com</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia Internacional da Síndrome de Asperger</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-internacional-da-sindrome-de-asperger/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 15:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de Asperger]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=31358</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/Depositphotos_158349702_photographee-eu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/Depositphotos_158349702_photographee-eu-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/Depositphotos_158349702_photographee-eu-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>18 de fevereiro destaca a Síndrome de Asperger, como se manifesta, como suspeitar e o que fazer uma vez que o diagnóstico foi estabelecido. É considerada uma das formas do transtorno do espectro autista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/Depositphotos_158349702_photographee-eu-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/Depositphotos_158349702_photographee-eu-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/Depositphotos_158349702_photographee-eu-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 18/02/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>O dia 18 de fevereiro destaca a Síndrome de Asperger, seus muitos desafios, como se manifesta, como suspeitar e o que fazer uma vez que o diagnóstico foi estabelecido.<br><br>A síndrome de Asperger é considerada uma das formas do transtorno do espectro autista (TEA). Trata-se de um distúrbio do desenvolvimento que afeta a forma como o cérebro da pessoa processa as informações e, embora possa causar atraso na maturidade social e no raciocínio em crianças, é considerada de alto funcionamento, sendo que muitas das pessoas com Asperger têm inteligência e habilidades verbais acima da média.</p>



<p>A síndrome de Asperger é considerada uma das formas do transtorno do espectro autista (TEA). Trata-se de um distúrbio do desenvolvimento que afeta a forma como o cérebro da pessoa processa as informações e, embora possa causar atraso na maturidade social e no raciocínio em crianças, é considerada de alto funcionamento, sendo que muitas das pessoas com Asperger têm inteligência e habilidades verbais acima da média.</p>



<p>É frequentemente identificada durante a infância e afeta o comportamento, a interação social, a comunicação, a capacidade de entender o que os outros podem estar pensando e a sensibilidade sensorial. A síndrome de Asperger é mais comum no gênero masculino, sendo oito vezes mais diagnosticada nesse grupo do que no feminino.</p>



<p>As pessoas afetadas podem ser muito talentosas, suas habilidades podem variar muito, concentram-se num campo específico e podem ter muito sucesso acadêmico e no ambiente de trabalho escolhido.</p>



<p>Dentre outras questões, podem ter problemas em se comunicar, dificuldade de se expressar, muitas vezes não entendem dicas sociais e verbais, interpretam o que foi dito “ao pé da letra”, têm incapacidade de “ler” outras pessoas, fazem muito esforço para fazer contato visual, são extremamente sensíveis a luzes fortes e sons altos, apresentam dificuldade de entender a linguagem corporal (podem não reconhecer quando alguém está com raiva ou frustrado) e tendem a aderir a uma rígida rotina. Lutar com as tarefas da vida cotidiana pode tornar a vida desafiadora.</p>



<p>A história nos mostra que muitas pessoas têm ou tiveram a síndrome, como: Charles Darwin (Teoria da Evolução), Michelangelo (pintor e escultor), Vincent van Gogh (pintor), Marie Curie (Radiação e Radioatividade), Alan Turing (“Pai do Computador” e decifrou o código Enigma dos nazistas), Albert Einstein (físico e cientista), Sir Isaac Newton (cientista), Hans Christian Andersen (escritor infantil), Bobby Fischer (campeão mundial de xadrez), Satoshi Tajiri (criou o Pokémon), Bill Gates (CEO da Microsoft), Sir Anthony Hopkins, Dan Aykroyd e Daryl Hannah (atores), Greta Thunberg (Doutora em Estudos da Cultura, ativista ambiental).</p>



<p>E não podemos deixar de comentar a excelente atuação da atriz Sara Mortensen, na série francesa “Bright Minds” (episódios vão ao ar toda quarta-feira, no canal AXN), no papel da Astrid Nielsen, personagem com Síndrome de Asperger que trabalha na documentação criminal da polícia e possui memória assombrosa. Sem dar <em>spoilers</em>, Astrid, que tem grande incapacidade de socializar e se comunicar, é encontrada pela comandante Raphaelle Coste que, quando percebe o brilhantismo da Astrid, acaba recrutando-a e as duas passam a investigar crimes ainda não solucionados &#8211; com isso, mesmo com tantas diferenças &#8211; uma tem a força e a destreza, enquanto a outra tem o saber e a mente extraordinária, elas se completam e as habilidades de ambas ajudam nas resoluções dos casos.</p>



<p>Outro personagem de destaque é Sheldon Cooper, na série “The Big Bang Theory”: extremamente inteligente, ele tem&nbsp;dificuldade em lidar com situações consideradas simples&nbsp;no cotidiano, como a de socializar e entender ironias, por exemplo, além de ter comportamentos compulsivos e repetitivos que, às vezes, incomodam quem está ao seu redor.</p>



<p>E também a série protagonizada pelo Dr. Shawn Murphy, personagem interpretado pelo ator Freddie Hihgmore em “The Good Doctor”, é outro exemplo de sucesso.</p>



<p>Muitos comportamentos de crianças com síndrome de Asperger são bastante comuns em crianças pequenas &#8211; é quando tais comportamentos acontecem com frequência que a síndrome pode ser diagnosticada. Pais, familiares, professores e pessoas próximas à criança são mais propensos a notar tais comportamentos, embora possa levar anos até que o diagnóstico seja feito. A partir da suspeita, rotinas devem ser ajustadas e deve-se buscar ajuda especializada.</p>



<p>Terapias práticas como Análise do Comportamento Aplicada (ABA), Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Psicologia e Fonoaudiologia são importantes, além de outras atividades, como: histórias sociais, apoio ao comportamento positivo, suportes visuais, ensino incidental, modelo sociopragmático de desenvolvimento (terapia que usa interações cotidianas entre cuidadores e crianças para promover a comunicação).</p>



<p>E para que se desenvolvam no campo profissional, suas aptidões devem ser detectadas e desenvolvidas com os objetivos de construir confiança, resiliência e rotina, desenvolver melhores relacionamentos, melhorar as tarefas e atividades da vida diária, participar de atividades da comunidade.</p>



<p>Esperamos que tenha ficado claro que o TEA não é uma barreira para alcançar o sucesso, pessoas com Asperger devem inspirar os outros a perseguir seus sonhos e perseverar em qualquer campo que possam imaginar.</p>



<p>Saiba mais:</p>



<p>Parent guide: therapies for autistic Children. https://raisingchildren.net.au/autism/therapies-guide</p>



<p>Asperger’s Syndrome. https://www.psych4schools.com.au/free-resources/aspergers-syndrome/</p>



<p>International Asperger&#8217;s Day. https://www.slq.qld.gov.au/blog/international-aspergers-day</p>



<p>History’s 30 Most Inspiring People on the Autism Spectrum. https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/historys-30-most-inspiring-people-on-the-autism-spectrum/</p>



<p>Celebrating 9 Asperger’s Heroes on International Asperger’s Day. https://calmingmoments.com.au/celebrating-9-aspergers-heroes-on-international-aspergers-day/</p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: <a href="http://photographee.eu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">photographee.eu</a>&nbsp;|&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>






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			</item>
		<item>
		<title>Dicas para o desfralde bem-sucedido</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dicas-para-o-desfralde-bem-sucedido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 14:13:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desfralde]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Fralda]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_336551262_PantherMediaSeller-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_336551262_PantherMediaSeller-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_336551262_PantherMediaSeller-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O controle esfincteriano é um marco importante do desenvolvimento cognitivo e social da criança e deve acontecer de forma adequada. Muitas vezes a expectativa de parentes interferem de forma negativa neste aprendizado.</p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 24/11/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>O controle esfincteriano é um marco importante do desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e social da criança e, portanto, deve acontecer de forma adequada. Muitas vezes a expectativa, a ansiedade e pressões externas de parentes ou escola interferem de forma negativa neste aprendizado.</p>



<p>Para adquiri-lo a criança precisa estar física e emocionalmente preparada e, como qualquer estágio do desenvolvimento infantil, não deve ser forçado ou acelerado. A criança deve aprender a reconhecer a sensação de que precisa esvaziar a bexiga ou o intestino e também como e onde fazê-lo. Tudo isso é fortemente influenciado por fatores educacionais, ambientais, sociais, familiares e psicológicos.</p>



<p>Tanto o início precoce quanto o atraso neste processo podem trazer consequências negativas para a criança &#8211; a retirada inadequada da fralda pode trazer dificuldades e consequências, como: constipação intestinal, disfunção miccional, infecção urinária recorrente, conflitos familiares e repercussões sociais. Os pais devem ser orientados para que a aquisição dessa habilidade transcorra de forma tranquila, sem traumas para a criança.</p>



<p>A criança, na idade entre 18 meses e 3 anos, passa a ter consciência que sua bexiga está cheia, mas ainda não consegue o seu controle. Nesta fase, quando a criança passa a avisar que a fralda está molhada ou suja de fezes, é a idade de iniciar o treinamento.</p>



<p>Idealmente, o processo de retirada da fralda deve começar quando a criança já anda, fala, senta-se por 5 a 10 minutos, tira suas roupas, entende o que significam “xixi e cocô” e sabe que existem locais apropriados, socialmente aceitos, para suas eliminações.</p>



<p>Para muitas crianças é mais fácil iniciar o treinamento usando o penico do que o vaso sanitário, que deve estar equipado com um redutor de assento e uma escadinha ou banco de apoio para os pés.</p>



<p>Em sequência, a criança adquire o controle noturno das fezes, seguido pelo diurno, posteriormente o urinário diurno e finalmente o urinário noturno. O controle noturno da diurese ocorre, em média, um ano após o diurno, mas pode acontecer até os 5 ou 6 anos de idade. O melhor sinal para o desfralde noturno é o fato de a criança acordar com as fralda seca.</p>



<p>Dicas que auxiliam no desfralde bem-sucedido:</p>



<p>&#8211; Compre um penico e comece a colocar a criança aos poucos, em qualquer horário, para que acostume. Faça isso por períodos curtos;</p>



<p>&#8211; Não force a retirada antes que a criança esteja pronta;</p>



<p>&#8211; Converse com a criança, dê exemplos;</p>



<p>&#8211; A alimentação deve ser rica em fibras e água, para evitar a constipação e retenção das fezes. Se ocorrer constipação, esta deve ser tratada antes;</p>



<p>&#8211; Nunca force ou ameace a criança. Punição e castigo só atrapalham;</p>



<p>&#8211; Tenha paciência. Acidentes fazem parte do processo de aprendizado e são normais nos primeiros meses;</p>



<p>&#8211; Se o treinamento e o controle não ocorrerem, devido à fatores familiares, como mudança de residência, nascimento de irmão ou recusa da criança, adie temporariamente.</p>



<p>Após a aquisição do controle esfincteriano, deve-se valorizar a rotina de utilização do penico ou vaso sanitário, com calma e sem adiar ou atrasar. Escolher horários após as refeições, para a criança ficar sentada sem pressa é uma medida importante na formação do hábito intestinal e prevenção da constipação.</p>



<p><strong>Relator</strong><br><strong>Regis Ricardo Assad</strong><br><strong>Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>Foto: panther media seller | depositphotos.com</p>
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