<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Crimes - SPSP</title>
	<atom:link href="https://www.spsp.org.br/tag/crimes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/crimes/</link>
	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 May 2023 13:37:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.5</generator>

<image>
	<url>https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Crimes - SPSP</title>
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/crimes/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>18 de maio &#8211; Dia do Combate ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/18-de-maio-dia-do-combate-ao-abuso-e-exploracao-sexual-contra-criancas-e-adolescentes-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 May 2023 19:34:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Crimes]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Exploração Sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Prostituição]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=37466</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-combate-ao-abuso-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-combate-ao-abuso-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-combate-ao-abuso-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/18-de-maio-dia-do-combate-ao-abuso-e-exploracao-sexual-contra-criancas-e-adolescentes-2/">18 de maio &#8211; Dia do Combate ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-combate-ao-abuso-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-combate-ao-abuso-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-combate-ao-abuso-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil, por meio da Lei Federal 9.970/00, com o objetivo de conscientizar e incentivar denúncias.</p>
<p style="text-align: justify;">A data escolhida acontece em memória ao “Caso Araceli”, crime que aconteceu em Vitória, Espírito Santo, há 50 anos, quando uma menina foi sequestrada, mantida em cárcere sob efeito de drogas e estuprada, entrou em coma e, ao ser levada para o hospital, já sem vida, foi abandonada no terreno atrás dele. Este crime que chocou o nosso país ainda nos espanta e revolta, uma vez que os suspeitos foram absolvidos por falta de provas e o caso, arquivado.</p>
<p><strong>Os fatos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os dados do último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que analisou os crimes cometidos em 2021, o Brasil registrou uma média de 130 casos por dia de abuso e exploração sexual.</p>
<p style="text-align: justify;">Um levantamento do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostrou que, em 2021, cerca de 74% dos registros de violência sexual contra crianças e adolescentes aconteceram contra meninas.</p>
<p style="text-align: justify;">Das 4.486 denúncias de violação infantil em 2022, 18,6% estavam ligadas a abuso sexual. Dos casos denunciados no país, 40% de crianças têm entre 0 e 11 anos, 30% de 12 a 14 anos e 20% de 15 a 17.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Europa, uma em cada 5 crianças é vítima de violência sexual e, em cerca de 80% dos casos, essa violência é cometida por alguém que a criança conhece e em quem confia.</p>
<p><strong>O problema:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do contexto de violência sexual existem dois tipos de violações: o abuso e a exploração. A diferença entre os dois é que o primeiro é voltado para a satisfação de desejos, sem fins comerciais, e o segundo envolve gratificação, mercantilização e muitas vezes pode estar relacionado a redes criminosas. As formas de abuso de poder vão desde o uso da intimidação física e psicológica, manipulação, chantagem, ameaça, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da violência sexual, as crianças também sofrem violência psicológica, devido à traição da pessoa responsável por sua educação e proteção. Os autores da violência encontram-se frequentemente em posição de autoridade e/ou com fortes laços afetivos com a vítima (pais, supervisores da escola ou do desporto, acolhimento ou guarda de crianças, etc.).</p>
<p><strong>As causas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As causas são diversas: sociais, culturais e econômicas. Violência, negligência e abuso de poder são alguns fatores de um conjunto contextual que levam à violência sexual. Os agressores são adultos, em sua maioria homens, que usam a relação sexual para satisfazer desejos e/ou obter vantagens, relacionadas a fins comerciais ou não. Existem diferentes tipos de exploração sexual: trocas sexuais, pedofilia, prostituição, pornografia, turismo sexual e tráfico de pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">A violência pode ocorrer em casa, na escola, em atividades extracurriculares, na rua, na Internet ou nas redes sociais e pode assumir diferentes formas (toque, agressão, violência on-line, prostituição, etc.). Essa violência, praticada no contexto de quebra de confiança, raramente é denunciada à polícia, sendo muitas situações ocorrendo no âmbito familiar, com um impacto psicotraumático profundo e duradouro, com consequências prejudiciais para a saúde física e mental das crianças. Os motivos para a “não denúncia” são: desconhecimento de como ajudar, medo de se expor, não saber identificar uma situação como violenta ou muitas vezes atribuir normalidade a comportamentos suspeitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a vítima, é muito difícil falar: por medo de não acreditarem ou de represálias, sentimentos de vergonha e culpa, confusão de sentimentos, ignorância da natureza anormal da situação, isolamento, dependência, medo das consequências para a família, reputação ou carreira no esporte.</p>
<p><strong>As soluções:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nossa sociedade promove a hipersexualização de crianças, incluindo acesso precoce e não regulamentado à pornografia, influência da mídia e marketing inapropriado. Neste contexto, os jovens de hoje exploram e expressam cada vez mais a sua sexualidade nas relações amorosas através das tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente nas redes sociais e por meio de mensagens. Isso inclui produzir e compartilhar “sexts”, imagens e/ou vídeos sexualmente sugestivos ou explícitos de si mesmos. Muitas vezes agem desta forma em busca de reconhecimento ou sob pressão dos seus pares ou adultos; no entanto, muitas vezes subestimam os riscos associados a estes comportamentos: <em>cyberbullying</em>, <em>sextortion</em>, aliciamento, incitação à prostituição e outros abusos pedocriminais.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante orientá-los quanto às consequências dessa exposição, ficar atento e praticar a prevenção para uma melhor proteção das crianças e adolescentes, além de não deixar que comportamentos de risco aconteçam, como imagens e/ou vídeos de cunho sexual gerados por crianças. Comunicar e acionar as autoridades públicas para que encontrem meios para combater a cibercriminalidade, que ocorre num contexto particularmente alarmante com crianças mais conectadas e, portanto, mais expostas e vulneráveis a predadores sexuais online.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à denúncia, lembrar que ela é anônima! Mesmo assim, estimativas mostram que existem aproximadamente 500 mil crianças e adolescentes vítimas da exploração sexual no Brasil &#8211; porém apenas 7 em cada 100 casos são denunciados. Essa triste realidade de subnotificação ainda está fincada no preconceito, tabus e medo em relação à violência sexual.</p>
<p><strong>Outros pontos que devem ser discutidos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; a maioria dos casos de abuso sexual contra crianças ou adolescentes ocorre dentro de casa &#8211; que ainda é considerada o local onde quem manda são os pais.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; esse tipo de violência se manifesta em formas menos perceptíveis, como fazer a criança sentar no colo, observá-la em situações cotidianas (tirando ou trocando de roupa, no banho, etc.), mostrar os genitais, masturbar-se na frente da criança, acariciar com intenções ambíguas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em caso de qualquer suspeita de uma situação de violência sexual de crianças e adolescentes, deve-se denunciar de forma anônima pelo Disque 100, Disque Denúncia – 181 (em SP), Ligue 180 ou pelo aplicativo SABE, sem custo nenhum para o denunciante, em todos os dias da semana, durante 24 horas por dia.</p>
<p><strong>Comentários finais:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os interesses das crianças e adolescentes devem vir em primeiro lugar e conseguimos isso ao fortalecer os esforços para prevenir a exploração sexual e o abuso sexual e levar os perpetradores à justiça.</p>
<p>Juntos, temos a responsabilidade ética e social de proteger o bem-estar de nossas crianças e adolescentes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Relatora:<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renata D. Waksman<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/18-de-maio-dia-do-combate-ao-abuso-e-exploracao-sexual-contra-criancas-e-adolescentes-2/">18 de maio &#8211; Dia do Combate ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
