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	<title>Arquivos Dengue - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Dengue - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Doenças negligenciadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/doencas-negligenciadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 14:47:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Talvez a grande questão deste tema seja entender do que estamos falando, quando nos referimos a doenças negligenciadas. Começamos contextualizando que essas infecções são impactantes na população, inclusive pediátrica, mas muitas vezes pouco divulgadas, e com ações para seu controle aquém do que deveríamos ter, seja pelas políticas públicas, nos meios de comunicação ou pelos serviços médicos/hospitalares. Aqui pretendemos comentar algumas dessas doenças: como devemos iniciar seu reconhecimento e quais medidas iniciais podemos ou devemos realizar. É fundamental saber, diferente do que muitas pessoas imaginam, que qualquer indivíduo, independentemente do nível socioeconômico, raça, idade e sexo está sujeito a desenvolver essas doenças. A primeira delas a ser comentada trata-se da tuberculose. Endêmico no Brasil, o Mycobacterium (que são diversos e não só o tuberculosis) primariamente determina doença pulmonar. A tuberculose pulmonar se caracteriza por ser insidiosa, com tosse persistente, febre prolongada mais comum no final do dia e com emagrecimento frequente. Na criança, continua sendo um quadro mais arrastado; entretanto, o comprometimento respiratório é mais rápido e as imagens no Rx nem sempre são características. A tuberculose também acomete outros órgãos com frequência elevada, como linfonodos (ínguas, gânglios&#8230;), ossos, sistema nervoso (meningites), entre outros órgãos. É necessário, frente a febres pouco elevadas persistentes e emagrecimento ou não ganho de peso no paciente pediátrico, pensar em tuberculose. A disponibilidade de testes mais específicos e com resultados mais rápidos é uma realidade no SUS, facilitando o diagnóstico nas crianças, mas continua sendo mais difícil do que no adulto. Não podemos nos esquecer das parasitoses, frequentes na população pediátrica. Cuidados de higiene alimentar, saneamento básico, recomendações no preparo dos alimentos e vigilância na produção dos alimentos são determinantes para a ocorrência dessas doenças. As manifestações gastrointestinais, anemia e dores abdominais ganham destaque na apresentação clínica. Outra doença tão falada nos últimos dois anos, a dengue, teve seu recorde de internações e óbitos no mundo e no Brasil em 2024 (mais de 6 milhões de casos e mais de 6 mil óbitos). Muito pouco tem sido feito para o controle da dengue em relação à orientação da população, ações da saúde pública, incentivo à pesquisa e, mais recentemente, incentivo e orientação à vacinação. É verdade que ainda não há produção da vacina em escala suficiente para atender à demanda do Brasil, mas diversas medidas que deveriam ter sido adotadas foram negligenciadas, principalmente nesta última década. A dengue se caracteriza por ser uma doença bifásica (que ocorre em duas fases), onde a febre, a dor no corpo e olhos e, eventualmente, as manifestações hemorrágicas iniciais são muito características, mas que, após uma melhora inicial, retorna com maior gravidade, com dores mais intensas, inclusive abdominais e quadros hemorrágicos com maior frequência. Uma segunda infecção pelo vírus da dengue determina maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves. Os adolescentes estão entre a população que mais frequentemente necessita de internação, e por isso há a estratégia de vacinação nessa população. Apesar dos idosos estarem no grupo de maior ocorrência de óbitos, ainda não há dados adequados para a recomendação vacinal. Além da dengue, outras doenças têm participação de insetos em sua transmissão, como Zika e Chikungunya. Aqui queremos dar destaque a outras duas doenças, Chagas e Leishmaniose, e algumas condições clínicas pelos próprios insetos, a Pediculose (piolho) e a Escabiose (sarna). Chagas e Leishmaniose ocorrem em áreas chamadas endêmicas, e determinam doenças sistêmicas (disseminadas). Na doença de Chagas, comprometimentos cardíaco e intestinal ganham destaque, normalmente de evolução insidiosa. Na Leishmaniose, o comprometimento é habitualmente mais rápido e caracterizado por febre, aumento do fígado e do baço e diminuição na produção das séries vermelha (hemácias) e de plaquetas. A promoção de medidas de saúde, como higiene alimentar, o saneamento básico, a orientação e educação da população sobre essas doenças, assim como seu diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento adequados são a base mestra para o controle dessas doenças. O controle dos focos para Dengue, Chikungunya, Zika, Chagas, Leishmaniose, parasitoses, Escabiose e Tuberculose deve ser meta prioritária em Saúde Pública. Cabe também a todos nós a busca por informações adequadas, de procedência segura e validada, bem como adoção das medidas corretas para prevenção dessas e tantas outras doenças, para conseguirmos a melhor qualidade possível na saúde das crianças.   Saiba mais: . Médicos sem fronteiras. Acesso em https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/ . Ministério da Saúde. Brasil. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU). . Agência Fiocruz de notícias. Acesso em https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas   Relator:Marcelo OtsukaPresidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Doencas-Negligencidas.jpeg-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Talvez a grande questão deste tema seja entender do que estamos falando, quando nos referimos a doenças negligenciadas. Começamos contextualizando que essas infecções são impactantes na população, inclusive pediátrica, mas muitas vezes pouco divulgadas, e com ações para seu controle aquém do que deveríamos ter, seja pelas políticas públicas, nos meios de comunicação ou pelos serviços médicos/hospitalares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui pretendemos comentar algumas dessas doenças: como devemos iniciar seu reconhecimento e quais medidas iniciais podemos ou devemos realizar.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental saber, diferente do que muitas pessoas imaginam, que qualquer indivíduo, independentemente do nível socioeconômico, raça, idade e sexo está sujeito a desenvolver essas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira delas a ser comentada trata-se da tuberculose. Endêmico no Brasil, o <em>Mycobacterium</em> (que são diversos e não só o <em>tuberculosis</em>) primariamente determina doença pulmonar. A tuberculose pulmonar se caracteriza por ser insidiosa, com tosse persistente, febre prolongada mais comum no final do dia e com emagrecimento frequente. Na criança, continua sendo um quadro mais arrastado; entretanto, o comprometimento respiratório é mais rápido e as imagens no Rx nem sempre são características.</p>
<p style="text-align: justify;">A tuberculose também acomete outros órgãos com frequência elevada, como linfonodos (ínguas, gânglios&#8230;), ossos, sistema nervoso (meningites), entre outros órgãos.</p>
<p style="text-align: justify;">É necessário, frente a febres pouco elevadas persistentes e emagrecimento ou não ganho de peso no paciente pediátrico, pensar em tuberculose. A disponibilidade de testes mais específicos e com resultados mais rápidos é uma realidade no SUS, facilitando o diagnóstico nas crianças, mas continua sendo mais difícil do que no adulto.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos nos esquecer das parasitoses, frequentes na população pediátrica. Cuidados de higiene alimentar, saneamento básico, recomendações no preparo dos alimentos e vigilância na produção dos alimentos são determinantes para a ocorrência dessas doenças. As manifestações gastrointestinais, anemia e dores abdominais ganham destaque na apresentação clínica.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra doença tão falada nos últimos dois anos, a dengue, teve seu recorde de internações e óbitos no mundo e no Brasil em 2024 (mais de 6 milhões de casos e mais de 6 mil óbitos). Muito pouco tem sido feito para o controle da dengue em relação à orientação da população, ações da saúde pública, incentivo à pesquisa e, mais recentemente, incentivo e orientação à vacinação. É verdade que ainda não há produção da vacina em escala suficiente para atender à demanda do Brasil, mas diversas medidas que deveriam ter sido adotadas foram negligenciadas, principalmente nesta última década.</p>
<p style="text-align: justify;">A dengue se caracteriza por ser uma doença bifásica (que ocorre em duas fases), onde a febre, a dor no corpo e olhos e, eventualmente, as manifestações hemorrágicas iniciais são muito características, mas que, após uma melhora inicial, retorna com maior gravidade, com dores mais intensas, inclusive abdominais e quadros hemorrágicos com maior frequência. Uma segunda infecção pelo vírus da dengue determina maior risco para o desenvolvimento de quadros mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">Os adolescentes estão entre a população que mais frequentemente necessita de internação, e por isso há a estratégia de vacinação nessa população. Apesar dos idosos estarem no grupo de maior ocorrência de óbitos, ainda não há dados adequados para a recomendação vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da dengue, outras doenças têm participação de insetos em sua transmissão, como Zika e Chikungunya. Aqui queremos dar destaque a outras duas doenças, Chagas e Leishmaniose, e algumas condições clínicas pelos próprios insetos, a Pediculose (piolho) e a Escabiose (sarna).</p>
<p style="text-align: justify;">Chagas e Leishmaniose ocorrem em áreas chamadas endêmicas, e determinam doenças sistêmicas (disseminadas). Na doença de Chagas, comprometimentos cardíaco e intestinal ganham destaque, normalmente de evolução insidiosa. Na Leishmaniose, o comprometimento é habitualmente mais rápido e caracterizado por febre, aumento do fígado e do baço e diminuição na produção das séries vermelha (hemácias) e de plaquetas.</p>
<p style="text-align: justify;">A promoção de medidas de saúde, como higiene alimentar, o saneamento básico, a orientação e educação da população sobre essas doenças, assim como seu diagnóstico clínico e laboratorial e tratamento adequados são a base mestra para o controle dessas doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">O controle dos focos para Dengue, Chikungunya, Zika, Chagas, Leishmaniose, parasitoses, Escabiose e Tuberculose deve ser meta prioritária em Saúde Pública.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe também a todos nós a busca por informações adequadas, de procedência segura e validada, bem como adoção das medidas corretas para prevenção dessas e tantas outras doenças, para conseguirmos a melhor qualidade possível na saúde das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">. Médicos sem fronteiras. Acesso em <a href="https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/">https://www.msf.org.br/noticias/5-doencas-negligenciadas-que-afetam-milhoes-de-pessoas-todos-os-anos/</a></p>
<p style="text-align: justify;">. Ministério da Saúde. Brasil. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU)">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/janeiro/ministerio-da-saude-divulga-boletim-epidemiologico-sobre-o-impacto-das-doencas-tropicais-negligenciadas-nas-criancas#:~:text=A%20an%C3%A1lise%20dos%20dados%20epidemiol%C3%B3gicos,das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20Unidas%20(ONU)</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">. Agência Fiocruz de notícias. Acesso em <a href="https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas">https://agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7as-negligenciadas</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Marcelo Otsuka<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Combate à dengue: protegendo nossas crianças e a comunidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/combate-a-dengue-protegendo-nossas-criancas-e-a-comunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 15:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro – dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro &#8211; dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância e da ação conjunta de toda a população contra essa doença que, infelizmente, continua a ser um grave problema de saúde pública em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">A dengue é uma infecção viral séria, transmitida pela picada de um mosquito, que pode afetar qualquer pessoa, mas exige atenção redobrada quando se trata de crianças, que são mais vulneráveis e podem apresentar quadros mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão da dengue ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, que se reproduz em locais com água parada. Com o clima tropical do Brasil, e especialmente em grandes centros urbanos de um Estado populoso como São Paulo, a proliferação do mosquito é facilitada, tornando a prevenção uma tarefa contínua.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossas crianças, com seu sistema imunológico em desenvolvimento e muitas vezes com dificuldade para expressar o que sentem, estão em maior risco e precisam da nossa proteção constante.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas da dengue em crianças podem ser variados e, por vezes, confundidos com outras doenças comuns da infância. Deve-se ficar atento a febre alta repentina, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo, náuseas, vômitos e dor abdominal.</p>
<p style="text-align: justify;">É crucial procurar atendimento médico imediatamente se a criança apresentar sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (nariz, gengiva), sonolência excessiva ou irritabilidade. A rapidez no diagnóstico e tratamento pode salvar vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor forma de combater a dengue é através da prevenção, eliminando os focos do mosquito. Dedique alguns minutos do seu dia para verificar e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água: vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas entupidas, caixas d’água destampadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras medidas importantes: usar repelentes adequados para a idade da criança, instalar telas em janelas e portas e vestir roupas que cubram braços e pernas, especialmente nos horários de maior atividade do mosquito (manhã e fim de tarde).</p>
<p style="text-align: justify;">A participação de cada família e de toda a comunidade é fundamental. Em algumas cidades há a disponibilidade gratuita da vacinação para adolescentes de 10 a 14 anos, mas aqueles de 4 a 60 anos que não estiverem contemplados por gratuidade podem procurar a prevenção pela vacinação em serviços privados também.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntos, podemos construir um ambiente mais seguro e saudável para todos. A luta contra a dengue é um compromisso coletivo que exige informação, conscientização e atitude. Sua ação hoje, por menor que pareça, é um passo gigante na proteção da vida e na construção de um futuro livre dessa doença. Vamos juntos nessa batalha!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melissa Palmieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Desafios no combate às Doenças Tropicais Negligenciadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/desafios-no-combate-as-doencas-tropicais-negligenciadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 18:17:05 +0000</pubDate>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=49997</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Internacional das Doenças Tropicais Negligenciadas é comemorado em 30 de janeiro de cada ano. Essa data foi escolhida para chamar a atenção para essas doenças, que afetam</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desafios-no-combate-as-doencas-tropicais-negligenciadas/">Desafios no combate às Doenças Tropicais Negligenciadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Imagem-Doencas-Tropicais-Negligenciadas-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O Dia Internacional das Doenças Tropicais Negligenciadas é comemorado em 30 de janeiro de cada ano. Essa data foi escolhida para chamar a atenção para essas doenças, que afetam mais de 1,7 bilhão de pessoas em todo o mundo, principalmente em áreas pobres e marginalizadas. Essas doenças atingem desproporcionalmente populações vulneráveis e são consideradas &#8220;negligenciadas&#8221; porque recebem menos atenção e recursos para pesquisa, prevenção e tratamento, em comparação com outras doenças globais. As Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) são um grupo diversificado de condições que incluem doenças como a malária, a dengue, a leishmaniose, a esquistossomose, a raiva humana transmitida por cães, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;"> Entre as principais estão:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Doença de Chagas &#8211; Causada pelo parasita <em>Trypanosoma cruzi</em>. Transmitida pelo inseto chamado barbeiro, transfusão de sangue, transplante de órgãos ou de mãe para filho durante a gravidez. Pode levar a problemas cardíacos e digestórios (na fase crônica).</li>
<li>Dengue &#8211; Talvez a mais frequente neste momento. Causada pelo vírus da dengue e transmitida pelo mosquito <em>Aedes aegypti</em>.</li>
<li>Leishmaniose &#8211; Transmitida por picada do mosquito-palha. Manifesta-se na forma cutânea (feridas na pele) e na visceral, que afeta órgãos internos, conhecida como calazar.</li>
<li>Esquistossomose -Transmitida por contato com água doce contaminada. Principais sintomas são febre, dor abdominal, diarreia e, em casos crônicos, danos ao fígado e baço.</li>
<li>Hanseníase (Lepra) &#8211; Causada pela bactéria <em>Mycobacterium leprae</em>. Transmitida por contato prolongado com pessoas infectadas. Os sintomas são lesões na pele, danos aos nervos e perda de sensibilidade. Ainda é uma realidade em nosso meio.</li>
<li>Geo-helmintíases (Verminoses) &#8211; Causadas por vermes intestinais (ex.: <em>Ascaris lumbricoides</em>, <em>Ancylostoma duodenale</em>). A transmissão ocorre por ingestão de ovos ou larvas em solo ou água contaminados.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Os principais desafios no combate às Doenças Tropicais Negligenciadas são:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Falta de investimento: Poucos recursos são destinados à pesquisa e desenvolvimento de tratamentos.</li>
<li>Acesso limitado aos serviços de saúde: populações afetadas muitas vezes vivem em áreas remotas.</li>
<li>Condições socioeconômicas: pobreza, falta de saneamento e educação dificultam a prevenção.</li>
<li>Estigma social: algumas DTNs, como a hanseníase, são associadas a preconceitos. As principais estratégias de controle são:</li>
<li>Medicamentos e Vacinas: distribuição de medicamentos em massa e desenvolvimento de vacinas, que pode ser muito lento, devido ao baixo interesse econômico nestas doenças.</li>
<li>Melhoria do saneamento: principalmente por meio do acesso à água potável e esgoto tratado.</li>
<li>Educação em saúde: importante a conscientização sobre prevenção e tratamento.</li>
<li>Controle de vetores: uso de inseticidas, mosquiteiros e eliminação de criadouros.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações internacionais estão trabalhando para combater essas doenças e melhorar a saúde das populações afetadas. Uma das estratégias é promover a prevenção e o controle das DTNs através da melhoria do acesso à água potável, ao saneamento e à higiene, além de promover a educação e a conscientização sobre essas doenças.</p>
<p><span style="font-size: 14px;"><strong>Relator:<br />
</strong><strong>Eitan Berezin<br />
</strong><strong>Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></span></p>
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		<item>
		<title>O Brasil e a Dengue</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-brasil-e-a-dengue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 13:57:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os primeiros relatos de dengue no Brasil datam do final do século 19, em Curitiba (PR), mas ainda eram dados incipientes. O primeiro surto documentado ocorreu em Roraima, em 1981. Desde então observamos temporadas de maior e menor incidência do vírus no Brasil, mas sempre algo preocupante&#8230; Então chegamos em 2024! Depois da Covid-19, é o novo pesadelo em nosso país! Foram 6,5 milhões de casos prováveis até meados de setembro deste ano, com 5.536 óbitos confirmados e mais 1.591 em investigação. Somente em São Paulo foram 2,1 milhões de casos (mais de 639 mil na capital) e 1.786 mortes confirmadas (365 na capital).1 E algo triste de pensar:  quantas crianças têm sido internadas devido a dengue? Foram quase 1,6 milhão de crianças e adolescentes acometidos, quase 52.000 bebês menores de 1 ano de idade.1 São várias razões para justificar essa atual situação, que incluem a falta de atenção pública à doença, as alterações climáticas, a ausência de medidas efetivas disponíveis para o controle da doença, além da responsabilidade social de cada cidadão, em fazer a sua parte. Temperaturas elevadas e umidade são dois fatores determinantes para a replicação viral no inseto, o famigerado Aedes aegypti. Então, novamente, vemos as ações da humanidade impactando nas mudanças climáticas e facilitando essa pandemia de dengue e, infelizmente, outras futuras pandemias que viremos a conhecer. São necessárias ações no controle da dengue. Ações de todas as esferas, públicas e sociais. O desenvolvimento de novas metodologias para o controle do inseto, como a bactéria Wolbachia, que reduz a multiplicação do Aedes aegypti, adotada este ano, por exemplo, em Niterói (RJ), trouxe redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% de chikungunya e 37% de zika na cidade.2 A implementação da vacinação universal no Brasil pode trazer um novo alento no controle da doença, mas ela precisa ser realizada. Já convivemos com baixa cobertura vacinal na população, uma vez que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa de 10 a 14 anos para a realização da vacina contra a dengue. Não temos a extensão para outras idades, por absoluta incapacidade de produção da vacina, somada ao custo e falhas na preparação para o combate à doença. Aquisição de mais vacinas? Desenvolvimento da nossa vacina (vacina do Butantan na fase III no momento)? Controle do inseto? Cuidados com o ambiente? Compromisso social e governamental? Na verdade, tudo isso somado. Que cada um de nós possa fazer muito bem-feita a sua parte.   Saiba mais: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia.   Relator:Marcelo OtsukaVice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros relatos de dengue no Brasil datam do final do século 19, em Curitiba (PR), mas ainda eram dados incipientes. O primeiro surto documentado ocorreu em Roraima, em 1981. Desde então observamos temporadas de maior e menor incidência do vírus no Brasil, mas sempre algo preocupante&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Então chegamos em 2024! Depois da Covid-19, é o novo pesadelo em nosso país! Foram 6,5 milhões de casos prováveis até meados de setembro deste ano, com 5.536 óbitos confirmados e mais 1.591 em investigação. Somente em São Paulo foram 2,1 milhões de casos (mais de 639 mil na capital) e 1.786 mortes confirmadas (365 na capital).<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;">E algo triste de pensar:  quantas crianças têm sido internadas devido a dengue? Foram quase 1,6 milhão de crianças e adolescentes acometidos, quase 52.000 bebês menores de 1 ano de idade.<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;">São várias razões para justificar essa atual situação, que incluem a falta de atenção pública à doença, as alterações climáticas, a ausência de medidas efetivas disponíveis para o controle da doença, além da responsabilidade social de cada cidadão, em fazer a sua parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Temperaturas elevadas e umidade são dois fatores determinantes para a replicação viral no inseto, o famigerado <em>Aedes aegypti</em>. Então, novamente, vemos as ações da humanidade impactando nas mudanças climáticas e facilitando essa pandemia de dengue e, infelizmente, outras futuras pandemias que viremos a conhecer.</p>
<p style="text-align: justify;">São necessárias ações no controle da dengue. Ações de todas as esferas, públicas e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento de novas metodologias para o controle do inseto, como a bactéria <em>Wolbachia</em>, que reduz a multiplicação do <em>Aedes aegypti</em>, adotada este ano, por exemplo, em Niterói (RJ), trouxe redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% de chikungunya e 37% de zika na cidade.<sup>2</sup></p>
<p style="text-align: justify;">A implementação da vacinação universal no Brasil pode trazer um novo alento no controle da doença, mas ela precisa ser realizada. Já convivemos com baixa cobertura vacinal na população, uma vez que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa de 10 a 14 anos para a realização da vacina contra a dengue. Não temos a extensão para outras idades, por absoluta incapacidade de produção da vacina, somada ao custo e falhas na preparação para o combate à doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquisição de mais vacinas? Desenvolvimento da nossa vacina (vacina do Butantan na fase III no momento)? Controle do inseto? Cuidados com o ambiente? Compromisso social e governamental? Na verdade, tudo isso somado. Que cada um de nós possa fazer muito bem-feita a sua parte.</p>
<p> </p>
<p>Saiba mais:</p>
<ol>
<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses</a>.</li>
<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia</a>.</li>
</ol>
<p> </p>
<p><strong>Relator:</strong><br /><strong>Marcelo Otsuka<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>




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		<title>Medidas de combate à dengue</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/medidas-de-combate-a-dengue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 16:48:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dengue-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dengue-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dengue-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus pertencente à família Flaviviridae e é transmitida através da picada de mosquitos infectados, principalmente pelo Aedes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dengue-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dengue-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dengue-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus pertencente à família Flaviviridae e é transmitida através da picada de mosquitos infectados, principalmente pelo <em>Aedes aegypti</em>. Este vetor encontra-se frequentemente em áreas tropicais e subtropicais, o que torna a dengue uma doença predominante nessas regiões. De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que ocorram cerca de 390 milhões de infecções por dengue anualmente em todo o mundo, com aproximadamente 96 milhões resultando em doença com variados graus de gravidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão da dengue ocorre quando uma fêmea do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, já infectada pelo vírus (existem quatro tipos de vírus da dengue), pica uma pessoa. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. Após um período de incubação que pode durar de quatro a dez dias, o indivíduo infectado passa a apresentar os primeiros sintomas. É importante salientar que o mosquito se torna capaz de transmitir o vírus durante toda sua vida após um período de oito a dez dias depois de ter se alimentado de sangue contendo o vírus.</p>
<p style="text-align: justify;">As manifestações clínicas da dengue variam desde formas assintomáticas e leves até condições graves, que podem ser fatais. Os sintomas típicos incluem febre alta, dor de cabeça severa, dor “atrás dos olhos”, dores musculares e articulares, mal-estar, vômitos, manchas vermelhas na pele e sangramentos leves. Nos casos mais graves, pode ocorrer a dengue hemorrágica, que é caracterizada por sangramento e queda de pressão arterial, levando a um estado de choque, que pode ser fatal se não for tratado prontamente. Portanto, sempre que suspeitar de dengue, é importante procurar um serviço de saúde e iniciar a hidratação precocemente, para reverter quadros que podem evoluir de forma grave.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção da dengue foca principalmente no controle e na eliminação do mosquito transmissor. Ações como evitar o acúmulo de água parada em recipientes que podem servir de criadouros para as larvas do mosquito, uso de repelentes, telas em janelas e portas, e o uso de roupas que minimizem a exposição corporal durante o período de maior atividade do mosquito, que é durante o dia, são medidas eficazes. Além disso, campanhas de saúde pública que promovem a conscientização e educação da população são fundamentais para o controle da dengue.</p>
<p style="text-align: justify;">Adicionalmente, o desenvolvimento de vacinas contra a dengue representa uma esperança para reduzir a carga da doença. Em 2015, uma primeira vacina foi lançada no mercado privado, com o nome Dengvaxia<sup>®</sup>, cuja recomendação é apenas para indivíduos que já foram infectados pelo vírus previamente, de 6 a 45 anos, em um esquema de vacinação de três doses.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ano, uma nova vacina foi aprovada no país e está disponível somente nos serviços privados de imunizações, com o nome de Qdenga<sup>®</sup> e apresenta características superiores com relação à vacina anterior. A nova vacina é indicada para crianças a partir de 4 anos até adultos de 60 anos, em um esquema vacinal de duas doses (0 e 3 meses).</p>
<p style="text-align: justify;">Projetada para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue, possui eficácia em indivíduos que nunca foram expostos ao vírus da dengue, bem como naqueles que já tiveram a doença anteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ensaios clínicos da Qdenga mostraram que a vacina tem um perfil de segurança favorável e é eficaz na prevenção de casos de dengue sintomáticos e hospitalizações decorrentes da doença. A eficácia e a segurança da vacina foram avaliadas em um extenso programa de ensaios clínicos de Fase 3, chamado TIDES (<em>Tetravalent Immunization against Dengue Efficacy Study</em>), envolvendo mais de 20.000 crianças e adolescentes em áreas endêmicas na América Latina e Ásia.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ser uma vacina de vírus vivo atenuado, há poucas contraindicações. Como exemplo, grávidas e pessoas imunossuprimidas não podem receber a vacina. Por isso é sempre importante questionar o seu médico se a vacina pode ser administrada em sua criança e/ou você.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, a integração entre vigilância ambiental, epidemiológica e suas medidas preventivas, bem como a educação em saúde permanecem como as estratégias mais eficientes para o combate à dengue.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Relatora:</strong><strong><br /></strong><strong>Melissa Palmieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamentos Científicos de Imunizações e de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>Casos de dengue na população infantil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/casos-de-dengue-na-populacao-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2022 11:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-DENGUE-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-DENGUE-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-DENGUE-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A Dengue ainda permanece sendo uma importante infecção no Brasil. Até 12 de novembro de 2022 já tinham sido notificados 1.378.505 de casos de Dengue em nosso país e 968 óbitos. Em todo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-DENGUE-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-DENGUE-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-DENGUE-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A Dengue ainda permanece sendo uma importante infecção no Brasil. Até 12 de novembro de 2022 já tinham sido notificados 1.378.505 de casos de Dengue em nosso país e 968 óbitos. Em todo o ano de 2021 foram notificados 544.000 casos e 244 óbitos. No último ano pré-pandemia, o Brasil teve 1.544.987 casos de Dengue, com 840 óbitos, já com 488% de aumento em relação a 2018, trazendo clara demonstração da importância dessa infecção em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">O vírus da Dengue (DENV) é um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) do gênero Flavivírus (RNA vírus) da família Flaviviridae, composto de quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4. O artrópode relacionado com a transmissão no Brasil é o <em>Aedes aegypti</em>, também vetor da febre amarela urbana. O <em>Aedes albopictus</em> não tem comprovada sua relação com a transmissão no Brasil, mas sim na Ásia.</p>
<p style="text-align: justify;">A introdução no Brasil ocorreu no século XVIII, provavelmente pelos navios com escravos uma vez que os ovos do <em>Aedes</em> têm uma capacidade de resistência de até um ano, mesmo sem contato com a água. O <em>Aedes</em> também possui um comportamento estritamente urbano e as epidemias de Dengue são relacionadas com a concentração e densidade populacional do inseto.</p>
<p>Após a contaminação do ser humano, há um período de incubação médio de 5 a 6 dias (3 a 15 dias).</p>
<p style="text-align: justify;">Especificamente nas crianças, o diagnóstico sempre foi difícil, devido ao pouco comprometimento do estado geral e à semelhança com outras infecções virais: mesmo com a circulação do DENV-2 na década de 1990 e o DENV-3 em 2002, não houve diferenças na apresentação da Dengue nos pacientes pediátricos. Entretanto, a partir de 2006, com o predomínio do tipo 2 sobre o tipo 3, ocorreu aumento do número de menores de 15 anos com doença grave, levando à atualização do manejo da Dengue no paciente pediátrico. As crianças, em sua maioria, apresentam-se assintomáticas ou com uma síndrome febril clássica viral, com sinais e sintomas inespecíficos: adinamia, sonolência, recusa alimentar, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Em menores de dois anos de idade, particularmente nos menores de seis meses, sintomas como cefaleia, dor retro-orbitária, mialgias e artralgias podem manifestar-se por choro persistente, adinamia e irritabilidade, sem manifestações respiratórias na maioria dos casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na criança, o início da doença pode não ser notado e o quadro grave pode ser identificado como a primeira manifestação clínica, com agravamento súbito, diferente do que ocorre no adulto, que é gradual, e cujos sinais de alarme de gravidade são mais facilmente detectados.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção continua sendo fundamental, utilizando–se repelentes aprovados para o uso pediátrico, a fim de se evitar a picada do mosquito e atenção para os sintomas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Relatores:</strong><br /><strong>Eitan N. Berezin<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Marcelo Otsuka<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<item>
		<title>Dengue</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dengue-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Mar 2017 18:15:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A dengue é uma doença febril, causada pelo vírus da dengue, do qual são conhecidos quatro sorotipos e todos cocirculam no Brasil. A doença apresenta comportamento sazonal, ocorrendo entre os meses de outubro a maio, principalmente no verão. Estima-se 50 milhões de infecções por dengue anualmente no mundo. Em 2016, os dados epidemiológicos sobre a doença no Brasil, segundo o boletim do Ministério da Saúde, somam um total de 1.500.535 casos, dos quais cerca de 10 mil foram graves ou com sinais de alarme e, desses, 629 morreram. Como acontece a transmissão? A dengue é transmitida pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti, no ciclo ser humano – mosquito – ser humano. A fêmea do mosquito se alimenta durante o dia, habita locais perto das residências. Não possui autonomia grande de vôo, mas pica várias pessoas durante uma refeição. Uma vez infectado, o mosquito hospeda o vírus por toda a vida, em média 30 a 35 dias, podendo chegar a 70 dias. A fêmea põe ovos de 4 a 6 vezes durante a vida, cerca de 100 de cada vez, em locais com água limpa e parada. O ovo do Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias (aproximadamente um ano e dois meses), mesmo que o local onde foi depositado fique seco. Se esse recipiente receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva, posteriormente em pupa e atingir a fase adulta depois de, aproximadamente, dois ou três dias. Quais são os principais sinais e sintomas da doença? A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Cerca de três a 15 dias após a picada, as pessoas podem apresentar um quadro de febre alta (39° a 40°C), que dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, falta de apetite, náuseas e vômitos. A dengue na criança, especialmente nas menores de dois anos, apresenta-se como uma síndrome febril inespecífica com apatia, sonolência, irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Nem sempre há erupção (rash) cutânea. Na criança, o início da doença é leve, pode passar despercebido e o quadro grave pode ser a primeira manifestação clínica, geralmente em torno do terceiro dia de doença. O agravamento é súbito, diferente do adulto, no qual os sinais de alarme são mais facilmente detectados. É muito importante procurar orientação médica ao surgimento dos primeiros sinais e sintomas da doença e evitar a automedicação. Há métodos laboratoriais rápidos que auxiliam na confirmação do diagnóstico. Qual o tratamento? Não existe tratamento específico para dengue. Quando aparecerem os sintomas é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. A hidratação por via oral ou pela via intravenosa são as medidas prioritárias. É muito importante não tomar medicamentos por conta própria. O ácido acetil salicílico deve ser evitado devido ao risco aumentado de sangramento. Como se prevenir e quais são as vacinas? Há vacinas sendo testadas em vários países, inclusive no Brasil, em diferentes fases de desenvolvimento. A única vacina licenciada em todo o mundo, até o momento, é a do laboratório Sanofi Pasteur (Dengvaxia®), que foi aprovada pela Anvisa em 2016 e está licenciada para indivíduos de nove a 45 anos de idade no esquema de três doses: 0, 6 e 12 meses. Está disponível em serviços privados de imunização do Brasil. Consulte seu médico acerca da sua indicação. As principais medidas que se deve adotar são as PREVENTIVAS para reduzir/acabar a circulação de mosquitos, ou seja, manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Lembrar que nas habitações, o adulto do Aedes aegypti é encontrado, normalmente, em paredes, móveis, peças de roupas penduradas e mosquiteiros. Usar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, para proporcionar alguma proteção contra as picadas, especialmente durante os surtos. Repelentes compostos por DEET, IR3535 ou Icaridin podem ser aplicados na pele exposta, menos na face ou nas roupas de crianças acima de seis meses. Mesmo assim, as crianças nunca devem dormir com repelente na pele ou nas roupas. Para a redução das picadas por mosquitos em ambientes fechados, recomenda-se o uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador. O uso dos repelentes e inseticidas deve seguir as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos). ___ Relatora: Dra. Heloisa Helena de Sousa Marques Departamento Científico de Infectologia da SPSP Publicado em 10/03/2017. photo credit: Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-882" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2015/04/aedes_aegypti_cdc-gathany-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" />A dengue é uma doença febril, causada pelo vírus da dengue, do qual são conhecidos quatro sorotipos e todos cocirculam no Brasil. A doença apresenta comportamento sazonal, ocorrendo entre os meses de outubro a maio, principalmente no verão.</p>
<p>Estima-se 50 milhões de infecções por dengue anualmente no mundo. Em 2016, os dados epidemiológicos sobre a doença no Brasil, segundo o boletim do Ministério da Saúde, somam um total de 1.500.535 casos, dos quais cerca de 10 mil foram graves ou com sinais de alarme e, desses, 629 morreram.</p>
<p><strong>Como acontece a transmissão?</strong><br />
A dengue é transmitida pela picada do mosquito fêmea <em>Aedes aegypti</em>, no ciclo ser humano – mosquito – ser humano. A fêmea do mosquito se alimenta durante o dia, habita locais perto das residências. Não possui autonomia grande de vôo, mas pica várias pessoas durante uma refeição. Uma vez infectado, o mosquito hospeda o vírus por toda a vida, em média 30 a 35 dias, podendo chegar a 70 dias. A fêmea põe ovos de 4 a 6 vezes durante a vida, cerca de 100 de cada vez, em locais com água limpa e parada. O ovo do Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias (aproximadamente um ano e dois meses), mesmo que o local onde foi depositado fique seco. Se esse recipiente receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva, posteriormente em pupa e atingir a fase adulta depois de, aproximadamente, dois ou três dias.</p>
<p><strong>Quais são os principais sinais e sintomas da doença?</strong><br />
A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Cerca de três a 15 dias após a picada, as pessoas podem apresentar um quadro de febre alta (39° a 40°C), que dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, falta de apetite, náuseas e vômitos.</p>
<p>A dengue na criança, especialmente nas menores de dois anos, apresenta-se como uma síndrome febril inespecífica com apatia, sonolência, irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Nem sempre há erupção (rash) cutânea. Na criança, o início da doença é leve, pode passar despercebido e o quadro grave pode ser a primeira manifestação clínica, geralmente em torno do terceiro dia de doença. O agravamento é súbito, diferente do adulto, no qual os sinais de alarme são mais facilmente detectados.<br />
É muito importante procurar orientação médica ao surgimento dos primeiros sinais e sintomas da doença e evitar a automedicação. Há métodos laboratoriais rápidos que auxiliam na confirmação do diagnóstico.</p>
<p><strong>Qual o tratamento?</strong><br />
Não existe tratamento específico para dengue. Quando aparecerem os sintomas é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. A hidratação por via oral ou pela via intravenosa são as medidas prioritárias. É muito importante não tomar medicamentos por conta própria. O ácido acetil salicílico deve ser evitado devido ao risco aumentado de sangramento.</p>
<p><strong>Como se prevenir e quais são as vacinas?</strong><br />
Há vacinas sendo testadas em vários países, inclusive no Brasil, em diferentes fases de desenvolvimento. A única vacina licenciada em todo o mundo, até o momento, é a do laboratório Sanofi Pasteur (Dengvaxia®), que foi aprovada pela Anvisa em 2016 e está licenciada para indivíduos de nove a 45 anos de idade no esquema de três doses: 0, 6 e 12 meses. Está disponível em serviços privados de imunização do Brasil. Consulte seu médico acerca da sua indicação.</p>
<p>As principais medidas que se deve adotar são as PREVENTIVAS para reduzir/acabar a circulação de mosquitos, ou seja, manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Lembrar que nas habitações, o adulto do Aedes aegypti é encontrado, normalmente, em paredes, móveis, peças de roupas penduradas e mosquiteiros. Usar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, para proporcionar alguma proteção contra as picadas, especialmente durante os surtos. Repelentes compostos por DEET, IR3535 ou Icaridin podem ser aplicados na pele exposta, menos na face ou nas roupas de crianças acima de seis meses. Mesmo assim, as crianças nunca devem dormir com repelente na pele ou nas roupas. Para a redução das picadas por mosquitos em ambientes fechados, recomenda-se o uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador. O uso dos repelentes e inseticidas deve seguir as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).</p>
<p>___<br />
Relatora:<br />
Dra. Heloisa Helena de Sousa Marques<br />
Departamento Científico de Infectologia da SPSP</p>
<p>Publicado em 10/03/2017.<br />
photo credit:</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Deu Zika, posso amamentar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/deu-zika-posso-amamentar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2016 15:36:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A bola da vez é o Zika vírus e não sem razão. Já que: 1) Ele é transmitido pelo Aedes aegypti, que é o mesmo mosquito que transmite a dengue e a chikungunya. 2) Já são contabilizados quase 6 mil casos de microcefalia desde 2015, que estão em avaliação para saber se são ou não provenientes do Zika vírus. Desses, até 27 de fevereiro de 2016, 1.046 casos já foram descartados e 641 foram confirmados. 3) Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) já apontam um risco de uma grande epidemia mundial e foco muito marcante no Brasil (com previsão de 1,5 milhões de casos). A prevenção continua sendo a melhor conduta. Mas essa é uma situação nova no mundo e estamos conhecendo, a cada dia, novas facetas do vírus. Assim, a cada nova informação as autoridades de saúde responsáveis elaboram uma nova ação. E muitas dessas informações são veiculadas mundialmente. Afinal, não é só o Brasil que está vivendo essa situação. Nos Estados Unidos, O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) está constantemente produzindo material a respeito dos dados mais recentes do Zika vírus. Foi criado um microsite com informações sobre a doença, sua transmissão, prevenção, sintomas, tratamentos e dados importantes para profissionais de saúde e gestantes. Orientações a respeito do momento adequado para engravidar, viagens para locais com alta prevalência do Zika vírus e transmissão sexual da doença estão constantemente atualizadas no site do CDC. E nessa semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também abriu um espaço com informações e atualizações sobre o Zika vírus. Então, esclarecemos alguns principais tópicos: ZIKA VÍRUS E AMAMENTAÇÃO Em 25 de fevereiro a OMS emitiu uma recomendação a respeito de aleitamento materno em pacientes com Zika vírus. Todas as orientações apontam para a importância do apoio alimentar por profissionais de saúde e consultores de aleitamento experimentados e, se for solicitado, para o início e a manutenção do aleitamento materno: a) tanto em mães com infecção por Zika vírus suspeita, provável ou confirmada, durante a gestação ou após o parto; b) assim como em mães e famílias de crianças nascidas com malformações congênitas (por exemplo, microcefalia). Os estudos mostram que, apesar de o vírus ser encontrado no leite materno, não há relato atual documentado de transmissão do Zika vírus através do leite materno. DIAGNÓSTICO DE MICROCEFALIA Pela alta incidência atual de quadros de suspeita de microcefalia, um dado fundamental que se faz necessário é a medida padronizada do perímetro cefálico (PC &#8211; circunferência da cabeça do bebê). Em 1º de março, o Ministério da Saúde informou que vai modificar, a partir do dia 3 de março, o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios adotados pela OMS. A medida anterior do PC, que era menor do que 32 cm independente do sexo, passa agora para menor que 31,5 cm em meninas e menor que 31,9 cm em meninos. Mas, para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames que mostrem se o cérebro está comprometido. ZIKA VÍRUS NÃO É SÓ MICROCEFALIA A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicou em 2 de março de 2016 uma orientação referente ao atendimento de pacientes pediátricos portadores de microcefalia e de bebês com suspeita de infecção congênita por Zika vírus. O oftalmologista deverá avaliar e, se possível, documentar os achados e encaminhar os casos com alterações (lesões oculares, maculares ou periféricas) para controle epidemiológico (na Secretaria de Saúde Ocular de sua cidade) e os pacientes com lesões maculares ou com perda de capacidade visual por alterações neurológicas aos centros de reabilitação visual. Nesses casos, o exame de fundo de olho deverá ser repetido a cada 3 meses no primeiro ano de vida e a cada 6 meses após o primeiro ano. Também devem ser examinados os bebês cujas mães tenham suspeita de contaminação pelo Zika vírus durante a gestação (rash cutâneo, febre, artralgia). Os bebês com microcefalia sem lesões oculares deverão ser acompanhados a cada 6 meses, com realização do exame de fundo de olho, por um ano. SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ Esse é um quadro neurológico em que o sistema imunológico do corpo começa a combater um microrganismo (vírus ou bactéria, por exemplo) e acaba atacando as suas próprias células nervosas, provocando diferentes graus de manifestação, apresentando desde leve fraqueza muscular em alguns pacientes até o quadro raro de paralisia total dos quatro membros. Muitas patologias são relacionadas a esse quadro e, segundo a OMS, há fortes indícios de que o número desses casos esteja aumentando em locais onde o vírus Zika está presente. Inicialmente podem ocorrer alterações na sensibilidade e formigamento que podem evoluir para um quadro de fraqueza (paralisia flácida ascendente), começando pelas pernas e subindo. Na maioria dos casos, a síndrome aparece de três a quatro semanas após uma infecção com sintomas gastrintestinais (diarreia) ou respiratórios (resfriados). Estudos mostram que perto de 50% dos pacientes se recuperam totalmente até seis meses depois do aparecimento do quadro. Aproximadamente 30% podem apresentar sequelas leves (menor sensibilidade nos membros ou pequenas dificuldades motoras). Quase 20% dos pacientes costumam evoluir de forma um pouco mais grave (maiores dificuldades motoras e fraqueza nas pernas). Cerca de 5% pode apresentar paralisia dos músculos respiratórios e morte. Não há como prevenir a Síndrome de Guillain-Barré. Aos primeiros sinais de suspeita do quadro, os pacientes devem buscar orientação e avaliação médica. ELIMINAR O MOSQUITO Apesar de investimentos na produção da vacina contra o Zika vírus e contra a dengue, e dos cuidados precoces e amplos para o diagnóstico e tratamento dos casos de microcefalia e problemas visuais, todos os esforços devem ser feitos para se evitar a proliferação do Aedes aegypti. Com relação à dengue, em 2015, tivemos a maior epidemia de todos os tempos e esses números só aumentam. Em Ribeirão Preto já são quase 6 mil casos suspeitos, taxa superior ao ano de 2015, que registrou 5 mil casos de dengue. Eliminar o mosquito é a única forma de conter essa grave epidemia, o Zika, que se apresenta agora para o mundo. Sites confiáveis e recomendados:...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/06/229_795_grd-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1105" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2016/03/dreamstime_xs_30506391.jpg?w=300" alt="dreamstime_xs_30506391" width="300" height="200" />A bola da vez é o Zika vírus e não sem razão. Já que:</p>
<p>1) Ele é transmitido pelo Aedes aegypti, que é o mesmo mosquito que transmite a dengue e a chikungunya.<br />
2) Já são contabilizados quase 6 mil casos de microcefalia desde 2015, que estão em avaliação para saber se são ou não provenientes do Zika vírus. Desses, até 27 de fevereiro de 2016, 1.046 casos já foram descartados e 641 foram confirmados.<br />
3) Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) já apontam um risco de uma grande epidemia mundial e foco muito marcante no Brasil (com previsão de 1,5 milhões de casos).</p>
<p>A prevenção continua sendo a melhor conduta. Mas essa é uma situação nova no mundo e estamos conhecendo, a cada dia, novas facetas do vírus. Assim, a cada nova informação as autoridades de saúde responsáveis elaboram uma nova ação. E muitas dessas informações são veiculadas mundialmente. Afinal, não é só o Brasil que está vivendo essa situação.</p>
<p>Nos Estados Unidos, O CDC (<em>Centers for Disease Control and Prevention</em>) está constantemente produzindo material a respeito dos dados mais recentes do Zika vírus. Foi criado um microsite com informações sobre a doença, sua transmissão, prevenção, sintomas, tratamentos e dados importantes para profissionais de saúde e gestantes.</p>
<p>Orientações a respeito do momento adequado para engravidar, viagens para locais com alta prevalência do Zika vírus e transmissão sexual da doença estão constantemente atualizadas no site do CDC. E nessa semana, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também abriu um espaço com informações e atualizações sobre o Zika vírus.</p>
<p><div id="attachment_1106" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1106" class="wp-image-1106 size-large" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2016/03/zik-world-map_active_02-29-2016_web.jpg?w=700" alt="zik-world-map_active_02-29-2016_web" width="700" height="419" /><p id="caption-attachment-1106" class="wp-caption-text">Países e territórios com transmissão ativa do vírus Zika. Fonte: CDC.</p></div></p>
<p>Então, esclarecemos alguns principais tópicos:</p>
<p><strong>ZIKA VÍRUS E AMAMENTAÇÃO</strong><br />
Em 25 de fevereiro a OMS emitiu uma recomendação a respeito de aleitamento materno em pacientes com Zika vírus. Todas as orientações apontam para a importância do apoio alimentar por profissionais de saúde e consultores de aleitamento experimentados e, se for solicitado, para o início e a manutenção do aleitamento materno:<br />
a) tanto em mães com infecção por Zika vírus suspeita, provável ou confirmada, durante a gestação ou após o parto;<br />
b) assim como em mães e famílias de crianças nascidas com malformações congênitas (por exemplo, microcefalia).</p>
<p>Os estudos mostram que, apesar de o vírus ser encontrado no leite materno, não há relato atual documentado de transmissão do Zika vírus através do leite materno.</p>
<p><strong>DIAGNÓSTICO DE MICROCEFALIA</strong><br />
Pela alta incidência atual de quadros de suspeita de microcefalia, um dado fundamental que se faz necessário é a medida padronizada do perímetro cefálico (PC &#8211; circunferência da cabeça do bebê). Em 1º de março, o Ministério da Saúde informou que vai modificar, a partir do dia 3 de março, o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios adotados pela OMS. A medida anterior do PC, que era menor do que 32 cm independente do sexo, passa agora para menor que 31,5 cm em meninas e menor que 31,9 cm em meninos. Mas, para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames que mostrem se o cérebro está comprometido.</p>
<p><strong>ZIKA VÍRUS NÃO É SÓ MICROCEFALIA</strong><br />
A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) publicou em 2 de março de 2016 uma orientação referente ao atendimento de pacientes pediátricos portadores de microcefalia e de bebês com suspeita de infecção congênita por Zika vírus. O oftalmologista deverá avaliar e, se possível, documentar os achados e encaminhar os casos com alterações (lesões oculares, maculares ou periféricas) para controle epidemiológico (na Secretaria de Saúde Ocular de sua cidade) e os pacientes com lesões maculares ou com perda de capacidade visual por alterações neurológicas aos centros de reabilitação visual. Nesses casos, o exame de fundo de olho deverá ser repetido a cada 3 meses no primeiro ano de vida e a cada 6 meses após o primeiro ano. Também devem ser examinados os bebês cujas mães tenham suspeita de contaminação pelo Zika vírus durante a gestação (rash cutâneo, febre, artralgia). Os bebês com microcefalia sem lesões oculares deverão ser acompanhados a cada 6 meses, com realização do exame de fundo de olho, por um ano.</p>
<p><strong>SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ</strong><br />
Esse é um quadro neurológico em que o sistema imunológico do corpo começa a combater um microrganismo (vírus ou bactéria, por exemplo) e acaba atacando as suas próprias células nervosas, provocando diferentes graus de manifestação, apresentando desde leve fraqueza muscular em alguns pacientes até o quadro raro de paralisia total dos quatro membros. Muitas patologias são relacionadas a esse quadro e, segundo a OMS, há fortes indícios de que o número desses casos esteja aumentando em locais onde o vírus Zika está presente.</p>
<p>Inicialmente podem ocorrer alterações na sensibilidade e formigamento que podem evoluir para um quadro de fraqueza (paralisia flácida ascendente), começando pelas pernas e subindo. Na maioria dos casos, a síndrome aparece de três a quatro semanas após uma infecção com sintomas gastrintestinais (diarreia) ou respiratórios (resfriados).</p>
<p>Estudos mostram que perto de 50% dos pacientes se recuperam totalmente até seis meses depois do aparecimento do quadro. Aproximadamente 30% podem apresentar sequelas leves (menor sensibilidade nos membros ou pequenas dificuldades motoras). Quase 20% dos pacientes costumam evoluir de forma um pouco mais grave (maiores dificuldades motoras e fraqueza nas pernas). Cerca de 5% pode apresentar paralisia dos músculos respiratórios e morte.</p>
<p>Não há como prevenir a Síndrome de Guillain-Barré. Aos primeiros sinais de suspeita do quadro, os pacientes devem buscar orientação e avaliação médica.</p>
<p><strong>ELIMINAR O MOSQUITO</strong><br />
Apesar de investimentos na produção da vacina contra o Zika vírus e contra a dengue, e dos cuidados precoces e amplos para o diagnóstico e tratamento dos casos de microcefalia e problemas visuais, todos os esforços devem ser feitos para se evitar a proliferação do Aedes aegypti. Com relação à dengue, em 2015, tivemos a maior epidemia de todos os tempos e esses números só aumentam. Em Ribeirão Preto já são quase 6 mil casos suspeitos, taxa superior ao ano de 2015, que registrou 5 mil casos de dengue. Eliminar o mosquito é a única forma de conter essa grave epidemia, o Zika, que se apresenta agora para o mundo.</p>
<p><strong>Sites confiáveis e recomendados:</strong><br />
<a href="http://combateaedes.saude.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://combateaedes.saude.gov.br/</a><br />
<a href="http://www.sbp.com.br/zika-virus-informacoes-atualizadas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.sbp.com.br/zika-virus-informacoes-atualizadas/</a><br />
<a href="http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/Recomendacoes_SBOP_zika_virus.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/Recomendacoes_SBOP_zika_virus.pdf</a></p>
<p>___<br />
<strong>Relator:<br />
Dr. Moises Chencinski</strong><br />
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP</p>
<p>Publicado em 9/03/2016.<br />
photo credit: Oksix | Dreamstime.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/deu-zika-posso-amamentar/">Deu Zika, posso amamentar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desinformações sobre a infecção pelo vírus Zika</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/desinformacoes-sobre-a-infeccao-pelo-virus-zika/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Mar 2016 13:16:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Tendo em vista o grande número de informações sobre o vírus Zica divulgadas erradamente por blogs, sites e formadores de opinião, a Sociedade de Pediatria de São Pauo solicitou ao Departamento Científico de Infectologia um parecer sobre os principais pontos críticos. Veja abaixo e compartilhe! Há várias causas de microcefalia, mas muitas evidências apontam o vírus Zika como o responsável pelo aumento de casos no Brasil. Dra. Silvia Marques, presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP Como se não bastasse o momento tão difícil, com a detecção de um novo vírus circulando em nosso país &#8211; o vírus Zika &#8211; no qual todos os esforços se voltam para o estudo científico da doença, pessoas se aproveitam para veicular notícias descabidas para confundir a população. Microcefalia e as vacinas na gestação Primeiramente, recebemos a notícia de que o aumento de casos de microcefalia observado no Nordeste do Brasil, e depois em outros Estados, estaria relacionado com as vacinas aplicadas na gestação. As vacinas aplicadas na gestação, como a influenza e a tríplice acelular tipo adulto, (contra difteria, tétano e coqueluche) têm vasta bibliografia e informações sobre as aplicações, mostrando a sua importância e segurança. Os principais órgãos de saúde, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendam essas vacinas na gestação. Tanto a OMS quanto um extenso estudo realizado em 2014 &#8211; um levantamento do Global Advisory Committee on Vaccine Safety (GACVS) &#8211; mostraram que não há evidências de que vacinas administradas durante a gravidez causariam qualquer problema congênito nos bebês. Não há, portanto, registro na literatura médica nacional e internacional sobre a associação do uso de vacinas com a microcefalia. Todas as vacinas ofertadas no Brasil, pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), são seguras. Microcefalia e o inseticida piriproxifeno Outra informação que circulou recentemente foi que o inseticida piriproxifeno seria a verdadeira causa da microcefalia. Uma equipe de cientistas da OMS recentemente revisou os dados toxicológicos do piriproxifeno, um dos 12 larvicidas que a OMS recomenda para reduzir a população de mosquitos, e não foram encontradas evidências de que o larvicida afete o desenvolvimento de fetos. Microcefalia e os mosquitos geneticamente modificados Por fim, a notícia de que mosquitos geneticamente modificados (genes dos machos modificados) estariam causando microcefalia. Mais uma informação errônea sobre essa prática, que tem como objetivo controlar as populações de mosquitos. Há várias causas de microcefalia, mas muitas evidências apontam o vírus Zika como o responsável pelo aumento de casos no Brasil. O vírus foi isolado do líquido amniótico de dois fetos diagnosticados com microcefalia antes do nascimento, e o material genético do vírus Zika foi identificado em vários órgãos, inclusive cérebro, de uma terceira criança, que morreu logo após o nascimento. Informação responsável Orientamos que a população acesse sites idôneos e responsáveis para obter informações sérias e adequadas sobre a infecção pelo vírus Zika. Sites sugeridos: www.portalsaude.gov.br www.paho.org www.cdc.gov www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/ www.spsp.org.br ___ Relatora: Dra Silvia R. Marques Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP Publicado em 7/03/2016. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desinformacoes-sobre-a-infeccao-pelo-virus-zika/">Desinformações sobre a infecção pelo vírus Zika</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Tendo em vista o grande número de informações sobre o vírus Zica divulgadas erradamente por blogs, sites e formadores de opinião, a Sociedade de Pediatria de São Pauo solicitou ao Departamento Científico de Infectologia um parecer sobre os principais pontos críticos. Veja abaixo e compartilhe!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-large wp-image-1101" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2016/03/zicasero1.png?w=700" alt="ZicaSero" width="700" height="437" /></p>
<blockquote><p><strong>Há várias causas de microcefalia, mas muitas evidências apontam o vírus Zika como o responsável pelo aumento de casos no Brasil.<br />
Dra. Silvia Marques, presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Como se não bastasse o momento tão difícil, com a detecção de um novo vírus circulando em nosso país &#8211; o vírus Zika &#8211; no qual todos os esforços se voltam para o estudo científico da doença, pessoas se aproveitam para veicular notícias descabidas para confundir a população.</p>
<p><strong>Microcefalia e as vacinas na gestação</strong><br />
Primeiramente, recebemos a notícia de que o aumento de casos de microcefalia observado no Nordeste do Brasil, e depois em outros Estados, estaria relacionado com as vacinas aplicadas na gestação. As vacinas aplicadas na gestação, como a influenza e a tríplice acelular tipo adulto, (contra difteria, tétano e coqueluche) têm vasta bibliografia e informações sobre as aplicações, mostrando a sua importância e segurança. Os principais órgãos de saúde, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), recomendam essas vacinas na gestação.</p>
<p>Tanto a OMS quanto um extenso estudo realizado em 2014 &#8211; um levantamento do Global Advisory Committee on Vaccine Safety (GACVS) &#8211; mostraram que não há evidências de que vacinas administradas durante a gravidez causariam qualquer problema congênito nos bebês. Não há, portanto, registro na literatura médica nacional e internacional sobre a associação do uso de vacinas com a microcefalia. Todas as vacinas ofertadas no Brasil, pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), são seguras.</p>
<p><strong>Microcefalia e o inseticida piriproxifeno</strong><br />
Outra informação que circulou recentemente foi que o inseticida piriproxifeno seria a verdadeira causa da microcefalia. Uma equipe de cientistas da OMS recentemente revisou os dados toxicológicos do piriproxifeno, um dos 12 larvicidas que a OMS recomenda para reduzir a população de mosquitos, e não foram encontradas evidências de que o larvicida afete o desenvolvimento de fetos.</p>
<p><strong>Microcefalia e os mosquitos geneticamente modificados</strong><br />
Por fim, a notícia de que mosquitos geneticamente modificados (genes dos machos modificados) estariam causando microcefalia. Mais uma informação errônea sobre essa prática, que tem como objetivo controlar as populações de mosquitos.</p>
<p>Há várias causas de microcefalia, mas muitas evidências apontam o vírus Zika como o responsável pelo aumento de casos no Brasil. O vírus foi isolado do líquido amniótico de dois fetos diagnosticados com microcefalia antes do nascimento, e o material genético do vírus Zika foi identificado em vários órgãos, inclusive cérebro, de uma terceira criança, que morreu logo após o nascimento.</p>
<p><strong>Informação responsável</strong><br />
Orientamos que a população acesse sites idôneos e responsáveis para obter informações sérias e adequadas sobre a infecção pelo vírus Zika.</p>
<p>Sites sugeridos:<br />
<a href="http://www.portalsaude.gov.br" target="_blank" rel="noopener">www.portalsaude.gov.br</a><br />
<a href="http://www.paho.org" target="_blank" rel="noopener">www.paho.org</a><br />
<a href="http://www.cdc.gov" target="_blank" rel="noopener">www.cdc.gov</a><br />
<a href="http://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/" target="_blank" rel="noopener">www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/</a><br />
<a href="http://www.spsp.org.br" target="_blank" rel="noopener">www.spsp.org.br</a></p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong> Dra Silvia R. Marques</strong><br />
Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</p>
<p>Publicado em 7/03/2016.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desinformacoes-sobre-a-infeccao-pelo-virus-zika/">Desinformações sobre a infecção pelo vírus Zika</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Aedes aegypti, zika vírus, dengue e chikungunya: não acreditem em milagres! É hora de informação e ação!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/aedes-aegypti-zika-virus-dengue-e-chikungunya-nao-acreditem-em-milagres-e-hora-de-informacao-e-acao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2015 13:56:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Não é de agora que se conhecem as dificuldades de controlar o mosquito Aedes aepypti e os riscos que corremos caso esse controle não seja atingido. Segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2015), houve uma altíssima incidência de dengue, uma doença provocada por vírus transmitido pelo Aedes aepypti, e que mata. Entre 4 de janeiro e 14 de novembro no Brasil, houve o recorde, desde 1990, com 1.534.932 casos prováveis da doença e 811 mortes por dengue confirmadas (79% a mais do que o mesmo período de 2.014), sendo esse, também, o recorde de óbitos. Mesmo isso não foi o suficiente para alertar a população, a sociedade e o governo a respeito de uma atitude mais firme contra a doença e o mosquito transmissor. A febre de chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito teve, até novembro de 2015, mais de 8.900 casos em investigação e mais de 6.700 casos já confirmados. Ainda assim, a movimentação não foi suficiente para estancar o crescimento das estatísticas da doença e a proliferação do mosquito. Agora estamos diante de uma nova e real ameaça – o zika vírus. Até o momento, mais de 1.700 casos suspeitos de microcefalia foram identificados em torno de 400 municípios brasileiros. Esses casos podem estar relacionados à picada do Aedes aegypti durante a gestação. Assim como nas outras doenças virais transmitidas pelo mesmo mosquito (dengue, febre chikungunya), acredita-se que cerca de 80% das pessoas contaminadas pelo zika vírus não apresentam qualquer sintoma, o que não quer dizer que as consequências da infecção (microcefalia nos bebês dessas gestantes, por exemplo) não ocorram. O que é microcefalia Assim, antes de qualquer atitude e antes de sairmos espalhando o terror e informações irresponsáveis, mais uma vez, o fundamental é a INFORMAÇÃO. E só através da INFORMAÇÂO poderemos ter uma AÇÃO eficaz e consciente. Não acreditem em milagres É fundamental que toda e qualquer atitude ou medida em relação ao panorama atual de dengue, zika vírus e febre chikungunya e ao do Aedes aegypti tenha comprovação e embasamento científicos reconhecidos por instituições idôneas (como Ministério da Saúde, Associações Médicas, FIOCRUZ, OMS etc.). Sempre que receber alguma informação, antes de espalhar as notícias pelas redes sociais, cheque suas fontes. Algumas informações veiculadas na mídia requerem atenção por serem inverdades ou não terem comprovação científica. Leia abaixo alguns exemplos das principais dúvidas e mitos sobre este assunto: 1) Crianças menores de 7 anos e idosos têm mais sintomas neurológicos decorrentes do vírus zika, como os da síndrome de Guillain-Barré (doença autoimune onde o sistema imunológico da pessoa ataca o sistema nervoso, causando neurite e fraqueza muscular)? A FIOCRUZ informa que ainda não há dados estatísticos que permitem tal afirmação para qualquer faixa etária. A síndrome de Guillain-Barré pode ter várias causas e sua relação com o zica vírus ainda não está esclarecida. 2) Há envolvimento de outras espécies de mosquitos, além do Aedes aegypti, na transmissão da doença no Brasil? A FIOCRUZ também informa que, quanto ao vetor, até o momento, não existem estudos científicos que apontem para o envolvimento de outras espécies de mosquitos além do Aedes aegypti na transmissão da doença no Brasil. O Aedes albopictus, também existente no Brasil, apesar de não haver nenhum registro de exemplares adultos infectados com o vírus da dengue, chikungunya ou zica vírus no País, é alvo de estudos que monitoram o crescimento de sua população e investigam seus aspectos em comparação aos do Aedes aegypti. 3) A homeopatia pode ser utilizada como uma forma de prevenção e de tratamento das doenças dengue, zika vírus e febre chikungunya? Não existe qualquer estudo conclusivo que comprove a ação da homeopatia em pacientes com qualquer uma dessas doenças, especialmente em febre do chikungunya e zika vírus, que são doenças muito recentes em nosso meio. As fórmulas homeopáticas não curam e nem previnem a dengue. Quanto aos “complexos homeopáticos contra dengue”, há muitas fórmulas diferentes prescritas para essa finalidade. A homeopatia se caracteriza pela individualização do paciente e não da doença. 4) A homeopatia ajuda a repelir o mosquito? Não existe qualquer estudo que comprove essa ação da homeopatia. Aliás, o tratamento homeopático não é realizado com essa intenção. O tratamento homeopático se baseia nos sintomas do paciente e não se propõe a afastar insetos, vírus ou bactérias. Portanto não deve ser usado na esperança de que, ao ser picado por um Aedes aegypti transmissor do vírus, a pessoa não adoeça. 5) O uso de inseticidas naturais à base de citronela, andiroba e álcool, cravo da índia e óleo de amêndoas oferecem proteção contra a picada do mosquito? A ANVISA não reconhece nenhum desses produtos e não existe nenhum estudo que comprove a eficácia e a proteção prometidas (veja o texto Evitando Picadas de Insetos que aborda as questões relativas a roupas adequadas, repelentes e inseticidas). 6) Comer inhame, alho ou ingerir complexo B previne a dengue? Essas informações foram divulgadas por muito tempo e com grande utilização, mas sem eficácia comprovada. No site Invivo, da FIOCRUZ, há uma recomendação a respeito: “O que atrai a fêmea do mosquito para o corpo humano é o cheiro. Por isso, qualquer produto que ingerimos, quando eliminado do organismo, confunde a fêmea, já que modifica nosso cheiro. Mas cuidado! Essas substâncias precisam ser consumidas em grandes quantidades para que a eliminação chegue a confundir o mosquito. Inhame em grande quantidade não faz tão bem ao organismo, complexo B em excesso causa toxidez e o alho, bom&#8230; o alho traz aquele mau hálito.”. 7) Pode-se usar repelentes em crianças abaixo de 6 meses de idade? De acordo com documento recente da Sociedade Brasileira de Pediatria (veja aqui) sobre o uso de repelentes de insetos em crianças, “abaixo de 6 meses &#8211; não há estudos nessa faixa etária sobre segurança dos repelentes e extrapola-se o uso dos recomendados para bebês acima de 6 meses em caso de exposição inevitável e com orientação médica.” Esse mesmo documento indica os repelentes que estão disponíveis no Brasil, regularizados pela ANVISA, inclusive com seus nomes comerciais....</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/aedes-aegypti-zika-virus-dengue-e-chikungunya-nao-acreditem-em-milagres-e-hora-de-informacao-e-acao/">Aedes aegypti, zika vírus, dengue e chikungunya: não acreditem em milagres! É hora de informação e ação!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-864" src="https://comunidadespsp.files.wordpress.com/2015/03/mosquito-213805_640.jpg?w=300" alt="mosquito-213805_640" width="300" height="200" />Não é de agora que se conhecem as dificuldades de controlar o mosquito Aedes aepypti e os riscos que corremos caso esse controle não seja atingido.</p>
<p>Segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2015), houve uma altíssima incidência de dengue, uma doença provocada por vírus transmitido pelo Aedes aepypti, e que mata. Entre 4 de janeiro e 14 de novembro no Brasil, houve o recorde, desde 1990, com 1.534.932 casos prováveis da doença e 811 mortes por dengue confirmadas (79% a mais do que o mesmo período de 2.014), sendo esse, também, o recorde de óbitos. Mesmo isso não foi o suficiente para alertar a população, a sociedade e o governo a respeito de uma atitude mais firme contra a doença e o mosquito transmissor.</p>
<p>A febre de chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito teve, até novembro de 2015, mais de 8.900 casos em investigação e mais de 6.700 casos já confirmados. Ainda assim, a movimentação não foi suficiente para estancar o crescimento das estatísticas da doença e a proliferação do mosquito.</p>
<p>Agora estamos diante de uma nova e real ameaça – o zika vírus. Até o momento, mais de 1.700 casos suspeitos de microcefalia foram identificados em torno de 400 municípios brasileiros. Esses casos podem estar relacionados à picada do Aedes aegypti durante a gestação. Assim como nas outras doenças virais transmitidas pelo mesmo mosquito (dengue, febre chikungunya), acredita-se que cerca de 80% das pessoas contaminadas pelo zika vírus não apresentam qualquer sintoma, o que não quer dizer que as consequências da infecção (microcefalia nos bebês dessas gestantes, por exemplo) não ocorram.</p>
<p><a href="https://comunidadespsp.wordpress.com/2015/12/03/o-que-e-microcefalia/" target="_blank" rel="noopener">O que é microcefalia</a></p>
<p>Assim, antes de qualquer atitude e antes de sairmos espalhando o terror e informações irresponsáveis, mais uma vez, o fundamental é a INFORMAÇÃO. E só através da INFORMAÇÂO poderemos ter uma AÇÃO eficaz e consciente.</p>
<p><strong>Não acreditem em milagres</strong><br />
É fundamental que toda e qualquer atitude ou medida em relação ao panorama atual de dengue, zika vírus e febre chikungunya e ao do Aedes aegypti tenha comprovação e embasamento científicos reconhecidos por instituições idôneas (como Ministério da Saúde, Associações Médicas, FIOCRUZ, OMS etc.). Sempre que receber alguma informação, antes de espalhar as notícias pelas redes sociais, cheque suas fontes. Algumas informações veiculadas na mídia requerem atenção por serem inverdades ou não terem comprovação científica.</p>
<p><strong>Leia abaixo alguns exemplos das principais dúvidas e mitos sobre este assunto:</strong></p>
<p>1) Crianças menores de 7 anos e idosos têm mais sintomas neurológicos decorrentes do vírus zika, como os da síndrome de Guillain-Barré (doença autoimune onde o sistema imunológico da pessoa ataca o sistema nervoso, causando neurite e fraqueza muscular)?<br />
A FIOCRUZ informa que ainda não há dados estatísticos que permitem tal afirmação para qualquer faixa etária. A síndrome de Guillain-Barré pode ter várias causas e sua relação com o zica vírus ainda não está esclarecida.</p>
<p>2) Há envolvimento de outras espécies de mosquitos, além do Aedes aegypti, na transmissão da doença no Brasil?<br />
A FIOCRUZ também informa que, quanto ao vetor, até o momento, não existem estudos científicos que apontem para o envolvimento de outras espécies de mosquitos além do Aedes aegypti na transmissão da doença no Brasil. O Aedes albopictus, também existente no Brasil, apesar de não haver nenhum registro de exemplares adultos infectados com o vírus da dengue, chikungunya ou zica vírus no País, é alvo de estudos que monitoram o crescimento de sua população e investigam seus aspectos em comparação aos do Aedes aegypti.</p>
<p>3) A homeopatia pode ser utilizada como uma forma de prevenção e de tratamento das doenças dengue, zika vírus e febre chikungunya?<br />
Não existe qualquer estudo conclusivo que comprove a ação da homeopatia em pacientes com qualquer uma dessas doenças, especialmente em febre do chikungunya e zika vírus, que são doenças muito recentes em nosso meio. As fórmulas homeopáticas não curam e nem previnem a dengue. Quanto aos “complexos homeopáticos contra dengue”, há muitas fórmulas diferentes prescritas para essa finalidade. A homeopatia se caracteriza pela individualização do paciente e não da doença.</p>
<p>4) A homeopatia ajuda a repelir o mosquito?<br />
Não existe qualquer estudo que comprove essa ação da homeopatia. Aliás, o tratamento homeopático não é realizado com essa intenção. O tratamento homeopático se baseia nos sintomas do paciente e não se propõe a afastar insetos, vírus ou bactérias. Portanto não deve ser usado na esperança de que, ao ser picado por um Aedes aegypti transmissor do vírus, a pessoa não adoeça.</p>
<p>5) O uso de inseticidas naturais à base de citronela, andiroba e álcool, cravo da índia e óleo de amêndoas oferecem proteção contra a picada do mosquito?<br />
A ANVISA não reconhece nenhum desses produtos e não existe nenhum estudo que comprove a eficácia e a proteção prometidas (veja o texto <a href="https://comunidadespsp.wordpress.com/?s=picada" target="_blank" rel="noopener">Evitando Picadas de Insetos</a> que aborda as questões relativas a roupas adequadas, repelentes e inseticidas).</p>
<p>6) Comer inhame, alho ou ingerir complexo B previne a dengue?<br />
Essas informações foram divulgadas por muito tempo e com grande utilização, mas sem eficácia comprovada. No site Invivo, da FIOCRUZ, há uma recomendação a respeito: “O que atrai a fêmea do mosquito para o corpo humano é o cheiro. Por isso, qualquer produto que ingerimos, quando eliminado do organismo, confunde a fêmea, já que modifica nosso cheiro. Mas cuidado! Essas substâncias precisam ser consumidas em grandes quantidades para que a eliminação chegue a confundir o mosquito. Inhame em grande quantidade não faz tão bem ao organismo, complexo B em excesso causa toxidez e o alho, bom&#8230; o alho traz aquele mau hálito.”.</p>
<p>7) Pode-se usar repelentes em crianças abaixo de 6 meses de idade?<br />
De acordo com documento recente da Sociedade Brasileira de Pediatria (<a href="http://www.conversandocomopediatra.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=232&amp;content=detalhe" target="_blank" rel="noopener">veja aqui</a>) sobre o uso de repelentes de insetos em crianças, “abaixo de 6 meses &#8211; não há estudos nessa faixa etária sobre segurança dos repelentes e extrapola-se o uso dos recomendados para bebês acima de 6 meses em caso de exposição inevitável e com orientação médica.” Esse mesmo documento indica os repelentes que estão disponíveis no Brasil, regularizados pela ANVISA, inclusive com seus nomes comerciais. A Sociedade Brasileira de Pediatria (em outro informe) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (<a href="https://comunidadespsp.wordpress.com/2015/03/17/evitando-picadas-de-insetos/" target="_blank" rel="noopener">Evitando Picadas de Insetos</a>) orientam quanto aos cuidados que podem e os que não devem ser tomados na prevenção às picadas de insetos.</p>
<p>8) Gestantes podem usar repelentes?<br />
A ANVISA e o Ministério da Saúde não apresentam restrições ao uso de repelentes em gestantes. Ao contrário, a aplicação desses produtos, bem como outras medidas no combate ao mosquito, é recomendada e orientada em vários informes das instituições, atestando sua segurança nessa faixa de risco da população.</p>
<p>9) A partir da vacina contra dengue &#8211; que deve ser lançada no Brasil em 2016 &#8211; não haverá necessidade do combate ao Aedes aegypti?<br />
A vacina, que ainda está aguardando o registro da ANVISA (já aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), e já foi liberada no México (primeiro país a utilizar a vacina), apresenta níveis parciais de proteção contra os 4 tipos de vírus causadores de dengue, mas, de forma alguma, os cuidados adequados de combate à proliferação do mosquito devem ser abandonados. No blog do Ministério da Saúde há um alerta importantíssimo: “As larvas do mosquito não se desenvolvem apenas em água limpa – os ovos do mosquito também podem se desenvolver em água suja e parada. Para combater a dengue, o importante é acabar com qualquer reservatório de água parada, seja limpa ou suja”.</p>
<p>10) Usando o repelente estamos protegidos contra o Aedes aegypti?<br />
Esse é outro mito perigoso. O blog do Ministério da Saúde diz: “Os repelentes não têm um efeito eficaz no controle do mosquito. O certo é evitar acumular água parada, fazer soluções à base de água sanitária. Colocar areia nos pratinhos dos vasos é o melhor meio para evitar o ciclo de reprodução do Aedes aegypti.”.</p>
<p>11) O zika vírus impede a amamentação?<br />
Na Polinésia Francesa (onde houve surto de zika em 2013), médicos encontraram partículas do vírus no leite materno. Mas ainda não se sabe se existe transmissão para o bebê porque nem todo vírus encontrado no leite é transmitido. Essa questão remete ao mesmo tipo de situação de mães portadoras de hepatite C, em que os investigadores concluíram que o aleitamento materno não apresenta risco para transmissão do vírus. É orientação do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo não suspender o aleitamento materno quando a mãe é portadora do vírus da hepatite C sem infecção associada com HIV, com orientação sobre o possível risco de transmissão se houver fissura nos mamilos com presença de sangue. Segundo dados do CVE, a transmissão raramente ocorre de mãe para filho. Ainda de acordo com esse documento, “até agora, não há relatos de crianças infectadas pelo zika vírus através da amamentação. Pelos benefícios do aleitamento, mães devem ser encorajadas a amamentar mesmo em áreas onde o zika vírus for encontrado”.</p>
<p>12) A vacinação contra a rubéola é responsável pelos quadros de microcefalia encontrados?<br />
Essa é uma informação recente, divulgada de forma irresponsável através das redes sociais. A Síndrome da rubéola congênita, quando afeta a gestante, pode trazer malformações, entre elas a microcefalia (retardo no crescimento intrauterino &#8211; 43%, anormalidades viscerais &#8211; 50 a 75%, microcefalia &#8211; 39%, manifestações cutâneas -20 a 50% e microftalmia &#8211; 20%). No dia 2 de dezembro, o Brasil recebeu um certificado da Organização Mundial de Saúde, considerando a rubéola e a síndrome da rubéola congênita, oficialmente, eliminadas no país (últimos casos de transmissão no país em 2008 e 2009,). O calendário nacional de vacinação prevê que a vacina da rubéola deve ser aplicada aos 12 e 15 meses, (dentro da tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola). Ela é uma vacina produzida com vírus vivos e atenuados, que não são capazes de provocar as três doenças. É possível tomar essa vacina em outros momentos da vida, mas nunca durante a gestação. A vacina contra a rubéola é especialmente indicada para mulheres em idade fértil – entre 15 e 29 anos – para evitar pegar a doença durante a gravidez. As mulheres grávidas que não foram vacinadas antes da gestação devem receber a vacina somente após o parto.</p>
<p>Veja outros textos relacionados:<br />
Conheça as diferenças e semelhanças entre Dengue, Febre do Chikungunya e Zika Vírus<br />
<a href="http://www.blog.saude.gov.br/images/arquivos_blog_saude/12347687_1125921527426462_4822467543375404809_n.png" rel="prettyphoto[26996]" target="_blank" rel="noopener">http://www.blog.saude.gov.br/images/arquivos_blog_saude/12347687_1125921527426462_4822467543375404809_n.png</a></p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Dr. Yechiel Moises Chencinski</strong><br />
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários</p>
<p>Publicado em 14/12/2015.<br />
photo credit: nuzree | pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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