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	<title>Arquivos Desafio Momo - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Desafio Momo - SPSP</title>
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		<title>Mídia: jogos e desafios online entre adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 18:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os desafios presentes na Internet, conhecidos na Língua Inglesa como challenges ou dares, são um fenômeno cultural que envolve a realização de tarefas inusitadas por usuários da rede, com posterior transmissão e veiculação das mesmas, através de posts, fotos e vídeos. Esse fenômeno tem como objetivos: • inspirar e provocar outros usuários a repetirem as tarefas; • ser recompensado pelas mídias sociais a ter um comportamento “no limite”, através de mais visualizações, viralização do conteúdo, curtidas (likes), comentários e seguidores. Muitos desafios e jogos são antigos e, conforme o tempo passa, são reinventados e relançados. Os jovens, fazendo parte desse ambiente impulsivo e altamente rotativo, não querem ficar excluídos das novidades e acabam se rendendo às tarefas. Como exemplos, podemos citar desde desafios como ingestão de canela em pó ou cápsulas de sabão líquido, até os que começam inofensivamente e podem culminar com a morte do participante. O fenômeno do “desafio da baleia azul”, com 50 tarefas progressivamente perigosas, foi difundido no mundo todo entre 2016 e 2017, com relatos consideráveis de suicídios. Mais recentemente, houve o “desafio Momo”, em que instruções eram dadas através de ameaças da personagem Momo, incluindo chantagens, frases e fotos aterrorizantes distribuídas através das mídias sociais. Já no ano de 2019, o “desafio Bird Box” &#8211; inspirado em filme homônimo em que personagens sobrevivem vendados &#8211; estimula a realização de tarefas como dirigir sem enxergar. O fenômeno dos desafios online pode ser classificado como uma “autoagressão imitativa”, ou seja, a pessoa imita a agressão realizada por outra (disfarçada de “tarefa”). Outros métodos de autoagressão, como a automutilação ou mesmo de agressão a outros e suicídio acabam sendo banalizados, vistos como comuns. O cérebro do jovem está em desenvolvimento e é importante que nessa fase existam novas experiências, para que se adquira conhecimento e aprendizado. No entanto, a região cerebral responsável pelos pensamentos racionais (córtex pré-frontal) só termina de se desenvolver entre 20 e 30 anos de idade. Dessa maneira, os jovens são naturalmente mais impulsivos e fazem muitas coisas sem notar as consequências negativas. Esteja perto e crie vínculos Conhecer os “desafios” do momento é importante para pais e mães de todas as faixas etárias: • informe-se sobre o desafio, suas propostas, consequências e perigos; • inicie diálogo com seu/sua adolescente perguntando se já ouviu falar, viu ou conhece alguém que realizou o desafio; • pergunte sua opinião sobre o challenge. Alerte sobre as consequências através de conversa aberta e franca e tente estimular a habilidade de julgamento do risco; • se perceber que existe intenção de participar dos desafios, estimule a pensar em cada passo, inclusive com as piores consequências possíveis, como: ficar doente, se machucar, machucar outros e até morrer. Nas mídias sociais também estão presentes os desafios que deram errado, que podem ser utilizados como exemplo. Será que vale a pena? Faça um convite à reflexão; • acompanhe seu/sua jovem nas mídias sociais e tente ficar por dentro das novidades digitais; • exerça seu poder parental ou de responsável sobre aquele indivíduo: se necessário, limite contato com colegas e possíveis ameaças/ameaçadores. O melhor controle que pode existir é ser próximo e criar vínculos; • sempre procurar ajuda de profissional capacitado para pesquisar outros comportamentos prejudiciais e de sofrimento psíquico, como bullying e transtornos de humor, entre outros. ___ Relatoras: Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg Dra. Carolina Maria Soares Cresciúlo Departamento Científico de Adolescência da SPSP. Publicado em 26/02/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os desafios presentes na Internet, conhecidos na Língua Inglesa como <em>challenges</em> ou <em>dares</em>, são um fenômeno cultural que envolve a realização de tarefas inusitadas por usuários da rede, com posterior transmissão e veiculação das mesmas, através de posts, fotos e vídeos. Esse fenômeno tem como objetivos:</p>
<p>• inspirar e provocar outros usuários a repetirem as tarefas;<br />
• ser recompensado pelas mídias sociais a ter um comportamento “no limite”, através de mais visualizações, viralização do conteúdo, curtidas (<em>likes</em>), comentários e seguidores.</p>
<p>Muitos desafios e jogos são antigos e, conforme o tempo passa, são reinventados e relançados. Os jovens, fazendo parte desse ambiente impulsivo e altamente rotativo, não querem ficar excluídos das novidades e acabam se rendendo às tarefas. Como exemplos, podemos citar desde desafios como ingestão de canela em pó ou cápsulas de sabão líquido, até os que começam inofensivamente e podem culminar com a morte do participante.</p>
<p>O fenômeno do “desafio da baleia azul”, com 50 tarefas progressivamente perigosas, foi difundido no mundo todo entre 2016 e 2017, com relatos consideráveis de suicídios. Mais recentemente, houve o “desafio Momo”, em que instruções eram dadas através de ameaças da personagem Momo, incluindo chantagens, frases e fotos aterrorizantes distribuídas através das mídias sociais. Já no ano de 2019, o “desafio Bird Box” &#8211; inspirado em filme homônimo em que personagens sobrevivem vendados &#8211; estimula a realização de tarefas como dirigir sem enxergar.</p>
<p>O fenômeno dos desafios <em>online</em> pode ser classificado como uma “autoagressão imitativa”, ou seja, a pessoa imita a agressão realizada por outra (disfarçada de “tarefa”). Outros métodos de autoagressão, como a automutilação ou mesmo de agressão a outros e suicídio acabam sendo banalizados, vistos como comuns.</p>
<p>O cérebro do jovem está em desenvolvimento e é importante que nessa fase existam novas experiências, para que se adquira conhecimento e aprendizado. No entanto, a região cerebral responsável pelos pensamentos racionais (córtex pré-frontal) só termina de se desenvolver entre 20 e 30 anos de idade. Dessa maneira, os jovens são naturalmente mais impulsivos e fazem muitas coisas sem notar as consequências negativas.</p>
<div id="attachment_2464" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2464" class="size-large wp-image-2464" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Depositphotos_70975245_l-Goodluz-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2464" class="wp-caption-text">goodluz | depositphotos.com</p></div>
<h2>Esteja perto e crie vínculos</h2>
<p>Conhecer os “desafios” do momento é importante para pais e mães de todas as faixas etárias:<br />
• informe-se sobre o desafio, suas propostas, consequências e perigos;<br />
• inicie diálogo com seu/sua adolescente perguntando se já ouviu falar, viu ou conhece alguém que realizou o desafio;<br />
• pergunte sua opinião sobre o <em>challenge</em>. Alerte sobre as consequências através de conversa aberta e franca e tente estimular a habilidade de julgamento do risco;<br />
• se perceber que existe intenção de participar dos desafios, estimule a pensar em cada passo, inclusive com as piores consequências possíveis, como: ficar doente, se machucar, machucar outros e até morrer. Nas mídias sociais também estão presentes os desafios que deram errado, que podem ser utilizados como exemplo. Será que vale a pena? Faça um convite à reflexão;<br />
• acompanhe seu/sua jovem nas mídias sociais e tente ficar por dentro das novidades digitais;<br />
• exerça seu poder parental ou de responsável sobre aquele indivíduo: se necessário, limite contato com colegas e possíveis ameaças/ameaçadores. O melhor controle que pode existir é ser próximo e criar vínculos;<br />
• sempre procurar ajuda de profissional capacitado para pesquisar outros comportamentos prejudiciais e de sofrimento psíquico, como <em>bullying</em> e transtornos de humor, entre outros.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatoras:<br />
Dra. Bianca Rodrigues de Godoy Lundberg<br />
Dra. Carolina Maria Soares Cresciúlo</strong><br />
Departamento Científico de Adolescência da SPSP.</p>
<p>Publicado em 26/02/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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