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	<title>Arquivos Desenvolvimento da fala - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Desenvolvimento da fala - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 17:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Republicando sobre: Atraso no desenvolvimento da fala &#160; Errando, acertando&#8230; falando! A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida. Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível. Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento. Autismo e linguagem A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas. Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal. Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons). O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança. A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho. Ouvindo e falando A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações. A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário. Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva. A criança nem sempre entende o que ouve Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc. As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos. As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc. São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos. &#160; ___ Relator: Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Republicado em 12/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/">Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200">Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong>, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.</p>
<p>Republicando sobre:<br />
<strong>Atraso no desenvolvimento da fala</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>Errando, acertando&#8230; falando!</strong></h1>
<p>A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida.</p>
<p>Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível.</p>
<p>Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento.</p>
<h1><strong>Autismo e linguagem</strong></h1>
<p>A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas.</p>
<p>Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal.</p>
<p>Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons).<br />
O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança.</p>
<p>A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho.</p>
<h1><strong>Ouvindo e falando</strong></h1>
<p>A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações.</p>
<p>A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário.</p>
<p>Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva.</p>
<h1><strong>A criança nem sempre entende o que ouve</strong></h1>
<p>Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc.</p>
<p>As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos.</p>
<p>As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc.</p>
<p>São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos.</p>
<div id="attachment_1996" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1996" class="size-large wp-image-1996" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/child_singing_1521638538-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558"><p id="caption-attachment-1996" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Free-Photos/">Free-Photos</a> | Pixabay</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.<br />
</strong></p>
<p>Republicado em 12/12/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/">Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Meu filho está se desenvolvendo bem? Quando me preocupar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-se-desenvolvendo-bem-quando-me-preocupar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Nov 2018 18:33:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O desenvolvimento é um processo que nos acompanha em toda a nossa existência e resulta da interface entre fatores genéticos e experiências vividas. Quando nasce, a criança ainda enxerga muito pouco e de maneira muito borrada. Por volta de um mês, começa a fixar o olhar em pessoas próximas (como a mãe, no momento da mamada), porém o movimento dos dois olhos ainda é independente e, com cerca de seis meses, esses movimentos passam a ser coordenados. Se isso não acontecer, a possibilidade de estrabismo deverá ser investigada. A visão do bebê vai se aprimorando no decorrer dos meses e atinge a visão do adulto por volta dos dois anos. Outros sentidos, como audição e tato, já estão mais desenvolvidos no nascimento. Olfato e paladar começam a se desenvolver no 2° trimestre da gestação e vão continuar amadurecendo até o final da primeira infância. O desenvolvimento neuropsicomotor é contínuo e previsível. Ele ocorre desde os primeiros dias de vida, numa sucessão coordenada de aquisições. Estímulos e ambiente adequados e sem riscos são fundamentais para que elas surjam em toda sua potencialidade. Existem algumas idades que consideramos como “esperadas” para que a criança comece a apresentar determinadas habilidades. São os chamados “marcos do desenvolvimento” como, por exemplo, sentar por volta dos seis meses e falar as primeiras palavras com cerca de um ano. Entretanto, algumas crianças podem demorar um pouco mais para desenvolver certas capacidades e essas variações são absolutamente normais. Marcos do desenvolvimento Costumamos separar o processo do desenvolvimento da criança por faixas etárias e por áreas, visando facilitar seu entendimento e a atenção nos marcos que caracterizam cada fase. De forma simplificada, estas áreas caracterizam-se em: • Motora Grossa: começando pelo sustento da cabeça ao redor dos 2-3 meses; sentar sem apoio ao redor dos 6-7 meses; ficar de pé ao redor dos 10 meses e começar a andar sozinho ao redor de um ano de vida. • Motora Fina: colocar as mãos na boca com dois a três meses; agarrar um objeto com quatro meses; alcançar e segurar um objeto com seis meses; transferi-lo de uma mão a outra com nove meses e realizar movimento de pinça com 10 meses. • Linguagem: desde o nascimento, o bebê reage aos sons (se assusta); vira a cabeça na direção do som por volta de dois meses; entre dois e três meses começa a emitir sons de vogais; por volta de cinco e seis meses já interage aos estímulos emitindo sons; entre sete e oito meses reconhece o “não” e o seu próprio nome e, por volta de um ano, começa a utilizar as primeiras palavras. • Interação Social: por volta de dois meses o bebê inicia o chamado “sorriso social” em resposta a um estímulo (como uma brincadeira feita pelos cuidadores). Com quatro meses já começa a gargalhar e convocar os pais para uma brincadeira; ao redor dos seis meses começa a responder pelo nome; aos nove meses começa a demonstrar medo de estranhos e ter noção da ausência ou presença, na chamada “ansiedade da separação”. Com 12 meses o bebê já aponta e entrega brinquedos nas mãos dos pais para compartilhar seus interesses. Os sinais de alerta É normal haver variações na aquisição desses marcos do desenvolvimento, como citamos antes. Entretanto, é fundamental que os pais estejam preparados para detectar atrasos significativos, os chamados “sinais de alerta ou “red flags”. São eles: 2 meses: • Não reage a vozes ou sons • Não segue com o olhar objetos em movimento • Não levanta a cabeça quando deitado de bruços • Não mostra interesse em observar a face das pessoas 4 meses: • Não sorri em resposta a estímulos • Não faz vocalizações • Não sustenta a cabeça • Não consegue trazer as mãos para perto da boca 6 meses: • Não tenta segurar objetos com as mãos • Não olha em direção a vozes • Não sorri com frequência quando brinca com você 9 meses: • Não balbucia sílabas • Não fica sentado sem apoio • Não rola • Não interage, não chama a atenção por meio de sons ou jogando objetos no chão • Não demonstra medo de separação dos pais/cuidadores 12 meses: • Não responde quando chamado pelo nome • Não fica de pé com apoio • Não olha para onde os cuidadores apontam • Não responde a brincadeiras de esconder 15 meses: • Não emite palavras simples como “mamãe” e “papai” • Não faz movimento de pinça • Não aponta para objetos que deseja 18 meses: • Não usa pelo menos seis palavras • Não entende ordens simples • Não anda com independência • Não aponta para demonstrar interesse Dois anos: • Não utiliza duas palavras combinadas • Não segue comandos • Não imita ações ou palavras • Faz pouco contato visual • Não anda com autonomia Caso seja observado um sinal de alerta, esse deve ser levado prontamente ao conhecimento do pediatra que acompanha a criança e este poderá julgar a necessidade de uma avaliação de profissional que atua na área de desenvolvimento infantil. Regressões do desenvolvimento também são sempre preocupantes. Se a criança deixa de apresentar uma habilidade que já tinha desenvolvido (como balbuciar, falar ou andar), isso deve ser imediatamente investigado. ___ Relatores: Dra. Mariana F. Granato Dr. Luiz Guilherme Florence Dra. Renata D. Waksman Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP Publicado em 13/11/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-se-desenvolvendo-bem-quando-me-preocupar/">Meu filho está se desenvolvendo bem? Quando me preocupar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>O desenvolvimento é um processo que nos acompanha em toda a nossa existência e resulta da interface entre fatores genéticos e experiências vividas.</p>
<p>Quando nasce, a criança ainda enxerga muito pouco e de maneira muito borrada. Por volta de um mês, começa a fixar o olhar em pessoas próximas (como a mãe, no momento da mamada), porém o movimento dos dois olhos ainda é independente e, com cerca de seis meses, esses movimentos passam a ser coordenados. Se isso não acontecer, a possibilidade de estrabismo deverá ser investigada. A visão do bebê vai se aprimorando no decorrer dos meses e atinge a visão do adulto por volta dos dois anos.</p>
<p>Outros sentidos, como audição e tato, já estão mais desenvolvidos no nascimento. Olfato e paladar começam a se desenvolver no 2° trimestre da gestação e vão continuar amadurecendo até o final da primeira infância.</p>
<div id="attachment_2359" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2359" class="size-large wp-image-2359" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/11/human_baby_1542133950-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2359" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/wsucht/">wsucht</a> | Pixabay</p></div>
<p>O desenvolvimento neuropsicomotor é contínuo e previsível. Ele ocorre desde os primeiros dias de vida, numa sucessão coordenada de aquisições. Estímulos e ambiente adequados e sem riscos são fundamentais para que elas surjam em toda sua potencialidade. Existem algumas idades que consideramos como “esperadas” para que a criança comece a apresentar determinadas habilidades. São os chamados “marcos do desenvolvimento” como, por exemplo, sentar por volta dos seis meses e falar as primeiras palavras com cerca de um ano. Entretanto, algumas crianças podem demorar um pouco mais para desenvolver certas capacidades e essas variações são absolutamente normais.</p>
<h2>Marcos do desenvolvimento</h2>
<p>Costumamos separar o processo do desenvolvimento da criança por faixas etárias e por áreas, visando facilitar seu entendimento e a atenção nos marcos que caracterizam cada fase.</p>
<p>De forma simplificada, estas áreas caracterizam-se em:<br />
<strong>• Motora Grossa:</strong> começando pelo sustento da cabeça ao redor dos 2-3 meses; sentar sem apoio ao redor dos 6-7 meses; ficar de pé ao redor dos 10 meses e começar a andar sozinho ao redor de um ano de vida.<br />
<strong>• Motora Fina:</strong> colocar as mãos na boca com dois a três meses; agarrar um objeto com quatro meses; alcançar e segurar um objeto com seis meses; transferi-lo de uma mão a outra com nove meses e realizar movimento de pinça com 10 meses.<br />
<strong>• Linguagem:</strong> desde o nascimento, o bebê reage aos sons (se assusta); vira a cabeça na direção do som por volta de dois meses; entre dois e três meses começa a emitir sons de vogais; por volta de cinco e seis meses já interage aos estímulos emitindo sons; entre sete e oito meses reconhece o “não” e o seu próprio nome e, por volta de um ano, começa a utilizar as primeiras palavras.<br />
<strong>• Interação Social:</strong> por volta de dois meses o bebê inicia o chamado “sorriso social” em resposta a um estímulo (como uma brincadeira feita pelos cuidadores). Com quatro meses já começa a gargalhar e convocar os pais para uma brincadeira; ao redor dos seis meses começa a responder pelo nome; aos nove meses começa a demonstrar medo de estranhos e ter noção da ausência ou presença, na chamada “ansiedade da separação”. Com 12 meses o bebê já aponta e entrega brinquedos nas mãos dos pais para compartilhar seus interesses.</p>
<h2>Os sinais de alerta</h2>
<p>É normal haver variações na aquisição desses marcos do desenvolvimento, como citamos antes. Entretanto, é fundamental que os pais estejam preparados para detectar atrasos significativos, os chamados “sinais de alerta ou “<em>red flags</em>”. São eles:</p>
<p><strong>2 meses:</strong><br />
• Não reage a vozes ou sons<br />
• Não segue com o olhar objetos em movimento<br />
• Não levanta a cabeça quando deitado de bruços<br />
• Não mostra interesse em observar a face das pessoas</p>
<p><strong>4 meses:</strong><br />
• Não sorri em resposta a estímulos<br />
• Não faz vocalizações<br />
• Não sustenta a cabeça<br />
• Não consegue trazer as mãos para perto da boca</p>
<p><strong>6 meses:</strong><br />
• Não tenta segurar objetos com as mãos<br />
• Não olha em direção a vozes<br />
• Não sorri com frequência quando brinca com você</p>
<p><strong>9 meses:</strong><br />
• Não balbucia sílabas<br />
• Não fica sentado sem apoio<br />
• Não rola<br />
• Não interage, não chama a atenção por meio de sons ou jogando objetos no chão<br />
• Não demonstra medo de separação dos pais/cuidadores</p>
<p><strong>12 meses:</strong><br />
• Não responde quando chamado pelo nome<br />
• Não fica de pé com apoio<br />
• Não olha para onde os cuidadores apontam<br />
• Não responde a brincadeiras de esconder</p>
<p><strong>15 meses:</strong><br />
• Não emite palavras simples como “mamãe” e “papai”<br />
• Não faz movimento de pinça<br />
• Não aponta para objetos que deseja</p>
<p><strong>18 meses:</strong><br />
• Não usa pelo menos seis palavras<br />
• Não entende ordens simples<br />
• Não anda com independência<br />
• Não aponta para demonstrar interesse</p>
<p><strong>Dois anos:</strong><br />
• Não utiliza duas palavras combinadas<br />
• Não segue comandos<br />
• Não imita ações ou palavras<br />
• Faz pouco contato visual<br />
• Não anda com autonomia</p>
<p>Caso seja observado um sinal de alerta, esse deve ser levado prontamente ao conhecimento do pediatra que acompanha a criança e este poderá julgar a necessidade de uma avaliação de profissional que atua na área de desenvolvimento infantil.</p>
<p>Regressões do desenvolvimento também são sempre preocupantes. Se a criança deixa de apresentar uma habilidade que já tinha desenvolvido (como balbuciar, falar ou andar), isso deve ser imediatamente investigado.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatores:</strong><br />
<strong> Dra. Mariana F. Granato</strong><br />
<strong> Dr. Luiz Guilherme Florence</strong><br />
<strong> Dra. Renata D. Waksman</strong><br />
Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP</p>
<p>Publicado em 13/11/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-se-desenvolvendo-bem-quando-me-preocupar/">Meu filho está se desenvolvendo bem? Quando me preocupar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2018 18:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisição da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Atraso da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Atraso no desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento da fala]]></category>
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		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A demora para soltar algumas palavras exige atenção. Mas, diagnosticando o problema cedo, as chances de revertê-lo são bem maiores Seu filho não está falando? Você está desconfiado que ele está atrasado para falar? Não dá para entender quase nada do que ele diz? Vamos ver como podemos ajudar. A linguagem é um conceito amplo da comunicação. É a capacidade de o indivíduo expressar suas ideias, suas vontades, suas emoções. Isso pode ser feito através da fala, mas também com gestos, olhares, sons e escrita. O desenvolvimento da linguagem começa muito antes de a criança emitir suas primeiras palavras. Com 6 a 9 meses, ela já passa a balbuciar sílabas repetidas – “bababa”, “mamama”. Entre 10 a 12 meses, observamos o aparecimento dos gestos com significado, como dar tchau, esticar os braços quando quer o colo ou apontar para algo que deseja. Ao redor de 13 a 15 meses, a criança ainda pode não proferir palavras, mas ela já brinca de falar. Emite sons, às vezes sem significado, como se estivesse querendo comunicar algo. Quando esperamos que uma criança fale palavras? Algumas já ensaiam antes dos 12 meses de idade. O mais comum, no entanto, é que isso ocorra entre 12 e 18 meses. Ao redor de 2 anos, o vocabulário tem entre 50 a 100 palavras, e, a partir de então, aumenta em uma velocidade tão rápida que até perdemos a conta. Quando procurar ajuda Se seu filho tem 18 meses e ainda não fala ou se passou dos 2 anos e emite poucas palavras, atenção: alguma coisa pode estar errada. Converse com seu pediatra para procurar ajuda especializada. É comum escutarmos que cada criança se desenvolve no seu tempo e que depois ela recupera o atraso. Mas é preciso cuidado. Um atraso real não diagnosticado pode gerar outros problemas e a perda de tempo precioso para iniciar um tratamento o mais brevemente possível. Entre outras coisas, fique atento a esses três pontos: 1) Você nota que seu filho escuta bem? O teste da orelhinha ao nascimento foi normal? Ele teve muitas infecções ou dores no ouvido? Para aprender a falar, é preciso ouvir bem e ser capaz de diferenciar os sons. Se você desconfia que seu filho não ouve, ou que não escuta muito bem, converse com o pediatra para ver a necessidade de um exame de audição. 2) Como está o desenvolvimento do seu filho? Ele começou a andar antes dos 14 meses, e brinca com os brinquedos de uma forma adequada? Se interessa por outras crianças? A fala não evolui isoladamente. É importante observar como está o desenvolvimento de uma forma geral. 3) Existe algum sinal sugestivo do espectro autista? O atraso na fala é apenas um dos sinais. Outros podem ser sutis, como ter dificuldade para olhar nos olhos, usar brinquedos de forma diferente, adquirir manias esquisitas. Ou mesmo não responder quando chamado, fazer movimentos repetitivos, não utilizar gestos como “apontar” e ter pouco interesse por expressões de emoções (não emitindo sorrisos em resposta às gracinhas dos pais). Os pequenos com esse quadro também não buscam ativamente a interação com outras pessoas, mesmo pais e irmãos. Se alguma dessas três questões disparar um sinal de alerta, é necessário buscar auxílio para o diagnóstico e início do tratamento especializado o mais rapidamente possível. Agora, é importante não confundir o ato de não falar com o de falar errado. É comum as crianças trocarem os sons quando estão experimentando as primeiras palavras. Acima dos 2 anos de idade, se há uma fala muito errada que ninguém entende, ou se, acima de 3 anos, a fala tem muitas trocas de letras, é preciso consultar um pediatra, que pode indicar avaliação fonoaudiológica. Não se deve aguardar até os 4 anos de idade para procurar auxílio profissional! No mais, ajude seu filho a desenvolver a fala. Converse com ele o tempo todo, conte histórias desde bebê, cante músicas com gestos para acompanhar o som. Narre ações do dia a dia, descreva o que estão vendo ou fazendo juntos. E, até os 2 anos de idade, evite o uso de TV, tablets e celulares, que não promovem estímulos adequados. ___ Texto produzido por Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/ A Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires é vice-presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 28/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/">Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><em><strong>A demora para soltar algumas palavras exige atenção. Mas, diagnosticando o problema cedo, as chances de revertê-lo são bem maiores</strong></em></p>
<p>Seu filho não está falando? Você está desconfiado que ele está atrasado para falar? Não dá para entender quase nada do que ele diz? Vamos ver como podemos ajudar.</p>
<div id="attachment_2309" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2309" class="size-large wp-image-2309" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/09/child_singing_1538146775-1024x853.jpg" alt="" width="838" height="698" /><p id="caption-attachment-2309" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/tookapic/">tookapic</a> | Pixabay</p></div>
<p>A linguagem é um conceito amplo da comunicação. É a capacidade de o indivíduo expressar suas ideias, suas vontades, suas emoções. Isso pode ser feito através da fala, mas também com gestos, olhares, sons e escrita.</p>
<p>O desenvolvimento da linguagem começa muito antes de a criança emitir suas primeiras palavras. Com 6 a 9 meses, ela já passa a balbuciar sílabas repetidas – “bababa”, “mamama”.</p>
<p>Entre 10 a 12 meses, observamos o aparecimento dos gestos com significado, como dar tchau, esticar os braços quando quer o colo ou apontar para algo que deseja.</p>
<p>Ao redor de 13 a 15 meses, a criança ainda pode não proferir palavras, mas ela já brinca de falar. Emite sons, às vezes sem significado, como se estivesse querendo comunicar algo.</p>
<p>Quando esperamos que uma criança fale palavras? Algumas já ensaiam antes dos 12 meses de idade. O mais comum, no entanto, é que isso ocorra entre 12 e 18 meses.</p>
<p>Ao redor de 2 anos, o vocabulário tem entre 50 a 100 palavras, e, a partir de então, aumenta em uma velocidade tão rápida que até perdemos a conta.</p>
<h2>Quando procurar ajuda</h2>
<p>Se seu filho tem 18 meses e ainda não fala ou se passou dos 2 anos e emite poucas palavras, atenção: alguma coisa pode estar errada. Converse com seu pediatra para procurar ajuda especializada.</p>
<p>É comum escutarmos que cada criança se desenvolve no seu tempo e que depois ela recupera o atraso. Mas é preciso cuidado. Um atraso real não diagnosticado pode gerar outros problemas e a perda de tempo precioso para iniciar um tratamento o mais brevemente possível.</p>
<p>Entre outras coisas, fique atento a esses três pontos:</p>
<p><strong>1) Você nota que seu filho escuta bem? O teste da orelhinha ao nascimento foi normal? Ele teve muitas infecções ou dores no ouvido?</strong></p>
<p>Para aprender a falar, é preciso ouvir bem e ser capaz de diferenciar os sons. Se você desconfia que seu filho não ouve, ou que não escuta muito bem, converse com o pediatra para ver a necessidade de um exame de audição.</p>
<p><strong>2) Como está o desenvolvimento do seu filho? Ele começou a andar antes dos 14 meses, e brinca com os brinquedos de uma forma adequada? Se interessa por outras crianças?</strong></p>
<p>A fala não evolui isoladamente. É importante observar como está o desenvolvimento de uma forma geral.</p>
<p><strong>3) Existe algum sinal sugestivo do espectro autista?</strong></p>
<p>O atraso na fala é apenas um dos sinais. Outros podem ser sutis, como ter dificuldade para olhar nos olhos, usar brinquedos de forma diferente, adquirir manias esquisitas.</p>
<p>Ou mesmo não responder quando chamado, fazer movimentos repetitivos, não utilizar gestos como “apontar” e ter pouco interesse por expressões de emoções (não emitindo sorrisos em resposta às gracinhas dos pais). Os pequenos com esse quadro também não buscam ativamente a interação com outras pessoas, mesmo pais e irmãos.</p>
<p>Se alguma dessas três questões disparar um sinal de alerta, é necessário buscar auxílio para o diagnóstico e início do tratamento especializado o mais rapidamente possível.</p>
<p>Agora, é importante não confundir o ato de <strong>não falar</strong> com o de <strong>falar errado</strong>. É comum as crianças trocarem os sons quando estão experimentando as primeiras palavras.</p>
<p>Acima dos 2 anos de idade, se há uma fala muito errada que ninguém entende, ou se, acima de 3 anos, a fala tem muitas trocas de letras, é preciso consultar um pediatra, que pode indicar avaliação fonoaudiológica. Não se deve aguardar até os 4 anos de idade para procurar auxílio profissional!</p>
<p>No mais, ajude seu filho a desenvolver a fala. Converse com ele o tempo todo, conte histórias desde bebê, cante músicas com gestos para acompanhar o som. Narre ações do dia a dia, descreva o que estão vendo ou fazendo juntos. E, até os 2 anos de idade, evite o uso de TV, tablets e celulares, que não promovem estímulos adequados.</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido por Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/</a></p>
<p>A Dra. Adriana Monteiro de Barros Pires é vice-presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>___<br />
Publicado em 28/09/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/atrasos-no-desenvolvimento-da-fala-como-notar-e-contornar/">Atrasos no desenvolvimento da fala: como notar e contornar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Momento Saúde: a criança nem sempre entende o que ouve</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-a-crianca-nem-sempre-entende-o-que-ouve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 18:20:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Atraso no desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbio do Processamento Auditivo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória auditiva]]></category>
		<category><![CDATA[Perda auditiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto é: atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar? &#160; A criança nem sempre entende o que ouve Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc. As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos. As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc. São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos. ___ Relatora: Dra. Renata C. Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Publicado em 11/04/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-a-crianca-nem-sempre-entende-o-que-ouve/">Momento Saúde: a criança nem sempre entende o que ouve</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200" />A coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.</p>
<p>O assunto é:<br />
<strong>atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>A criança nem sempre entende o que ouve</strong></h1>
<p>Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc.</p>
<p>As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos.</p>
<p>As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc.</p>
<p>São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos.</p>
<div id="attachment_2022" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2022" class="size-large wp-image-2022" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/04/child_ear_1522780195-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2022" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/freestocks-photos/">freestocks-photos</a> /| Pixabay</p></div>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong>Dra. Renata C. Di Francesco</strong><br />
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 11/04/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-a-crianca-nem-sempre-entende-o-que-ouve/">Momento Saúde: a criança nem sempre entende o que ouve</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Momento Saúde: ouvindo e falando</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-ouvindo-e-falando/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Apr 2018 18:20:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema auditivo]]></category>
		<category><![CDATA[Teste da orelhinha]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto é: atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar? &#160; Ouvindo e falando A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações. A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário. Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva. ___ Relatora: Dra. Renata C. Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Publicado em 4/04/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-ouvindo-e-falando/">Momento Saúde: ouvindo e falando</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200" />A coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.</p>
<p>O assunto é:<br />
<strong>atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>Ouvindo e falando</strong></h1>
<p>A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações.</p>
<p>A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário.</p>
<p>Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva.</p>
<div id="attachment_2019" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2019" class="size-large wp-image-2019" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/04/child_listening_1522779329-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2019" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/tung256/">tung256</a> | Pixabay</p></div>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong>Dra. Renata C. Di Francesco</strong><br />
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 4/04/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-ouvindo-e-falando/">Momento Saúde: ouvindo e falando</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Momento Saúde: atraso no desenvolvimento da fala</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-atraso-no-desenvolvimento-da-fala/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 18:35:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Apraxia]]></category>
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		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Transtornos articulatórios]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto é: atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar? &#160; Errando, acertando&#8230; falando! A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida. Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível. Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento. ___ Relator: Dra. Sulene Pirana Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Publicado em 21/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-atraso-no-desenvolvimento-da-fala/">Momento Saúde: atraso no desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200" />A coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.</p>
<p>O assunto é:<br />
<strong>atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>Errando, acertando&#8230; falando!</strong></h1>
<p>A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida.</p>
<p>Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível.</p>
<p>Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento.</p>
<div id="attachment_1996" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1996" class="size-large wp-image-1996" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/child_singing_1521638538-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-1996" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Free-Photos/">Free-Photos</a> | Pixabay</p></div>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong>Dra. Sulene Pirana</strong><br />
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 21/03/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Meu bebê ainda não fala</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meu-bebe-ainda-nao-fala/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2014 03:40:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação verbal]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Fala]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A comunicação oral é uma necessidade do homem. A sua exteriorização depende de um processo evolutivo complexo e ao mesmo tempo natural, sem a necessidade de um aprendizado formal. O desenvolvimento da fala e da linguagem faz parte deste processo, que progride com o aperfeiçoamento da expressão oral e escrita até a vida adulta. Depende das estruturas físicas, intelectuais e da estimulação que a criança recebe, tanto por parte das pessoas que a cercam como dos sons ambientais ao seu redor. As primeiras emissões vocais com significado têm início ao redor de 1 ano de idade, seguidas pelas holofrases (frases de um vocábulo), até os 20 meses, sendo que, em geral, as crianças do sexo feminino iniciam o processo mais cedo que as do sexo masculino. Dos 12 aos 18 meses espera-se um vocabulário de 50 palavras isoladas, geralmente com características mais plosivas ou nasais (/p/, /m/) e compostas por sílabas (/papa/, /papá/, /mamã/), além de sons sem significado na língua a que ela está exposta. A expansão continua até os 4 anos de idade, com a aquisição de novos fonemas (sons da língua), o aumento de vocabulário, que deve ter mais de 2.500 palavras, e a estruturação de frases, sendo ainda esperadas algumas substituições e omissões. Dos 4 aos 7 anos há a estabilização deste sistema fonológico, sendo que aos 7 anos a criança terá entre 7.000 a 10.000 palavras. A comunicação verbal pode estar comprometida em virtude de perdas auditivas, transtornos do sistema nervoso central, doenças degenerativas, doenças infecciosas gestacionais, perinatais e pós natais, ou do sistema periférico da audição, como mal das orelhas e alterações motoras musculares ou neuro musculares que envolvam respiração, fonação, ressonância vocal, articulação da palavra e alterações crânio faciais como fissura lábio palatina. Deve-se atentar e diagnosticar precocemente a possibilidade de ocorrerem distúrbios psicológicos, espectro do autismo como fator etiológico. É possível investigar o desenvolvimento da linguagem em qualquer fase de desenvolvimento da criança e sob quaisquer situações, mesmo na ausência de fala, com a finalidade de intervir assim que qualquer desvio ou atraso ocorra. A deficiência auditiva é uma das causas de atraso no desenvolvimento da linguagem oral, devendo, portanto, ser minuciosamente analisada pelo otorrinolaringologista. Os pais, cuidadores e profissionais da saúde devem suspeitar de perda auditiva se, a partir do nascimento, a criança não acordar com sons intensos, não se acalmar com a voz da mãe, não ficar atenta a sons, não procurar por fonte sonora lateralmente (a partir dos 3 meses), cessar balbucio aos 6 meses, não desenvolver linguagem oral e quando apresentar alterações na fala. Torna-se imprescindível o acompanhamento das crianças provenientes dos berçários de risco que apresentam como indicadores de risco para perda auditiva os seguintes fatores: consanguinidade, histórico familiar de perda auditiva, uso de medicação ototóxica na gravidez como alguns antibióticos no primeiro trimestre da gestação, infecções gestacionais como citomegalovirose, herpes, lues, rubéola, anoxia neonatal, baixo peso ao nascimento, necessidade de uso de medicação ototóxica e permanência na UTI Neonatal por mais de 5 dias. O diagnóstico é otorrinolaringológico e a intervenção deve ser imediata. Dependendo do diagnóstico e da idade da criança, as intervenções podem ser clínicas, cirúrgicas, indicação e adaptação de aparelho de amplificação sonora individual (AASI), implante coclear, bone anchored hearing aid (BAHA) ou implante de tronco encefálico (para adolescentes e adultos). Na maioria das vezes são acompanhadas por estimulação auditiva e de linguagem, tendo sempre em vista a redução do tempo de privação sensorial auditiva. Estudos ressaltam que a conversa entre adultos e a criança é determinante para o adequado desenvolvimento da fala e da linguagem, pois, interagindo com adultos, a criança tem a oportunidade de errar e ser corrigida, além de praticar e consolidar o conteúdo recém adquirido. De maneira oposta, a grande exposição da criança à televisão, computador, video games e jogos em tablets está relacionada a atrasos no desenvolvimento da linguagem, pois contribuem para a redução da interação entre ela e o adulto. Assim, orientam-se pais e adultos que conversem com as crianças de maneira simples, correta e adequada, em forma e conteúdo para a idade. É importante, nesta ocasião, que a criança tenha a oportunidade de expressar e manifestar seus desejos. O adulto deve deixá-la falar e perguntar o que quiser, em vez de tentar adivinhar ou falar por ela. Entende-se que os primeiros anos da criança são cruciais para a formação de seus conteúdos linguísticos. A identificação, o correto diagnóstico e a intervenção precoce, multiprofissional e multidisciplinar dos distúrbios da fala e da linguagem são de extrema importância para o desenvolvimento da comunicação. Os profissionais envolvidos (pediatras, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos) e familiares devem estar atentos para os sinais de alerta e os fatores de risco para alterações do desenvolvimento da linguagem. ___ Relator: Dr. Silvio Antonio Monteiro Marone Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Publicado em 07/05/2014. photo credit: Andrew Taylor &#124; Dreamstime Stock Photos Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-bebe-ainda-nao-fala/">Meu bebê ainda não fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://comunidadespsp.files.wordpress.com/2014/05/dreamstimefree_983482.jpg" rel="prettyphoto[26903]"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-621" src="http://comunidadespsp.files.wordpress.com/2014/05/dreamstimefree_983482.jpg?w=300" alt="Future Bball Star 2" width="300" height="300" /></a>A comunicação oral é uma necessidade do homem. A sua exteriorização depende de um processo evolutivo complexo e ao mesmo tempo natural, sem a necessidade de um aprendizado formal.</p>
<p>O desenvolvimento da fala e da linguagem faz parte deste processo, que progride com o aperfeiçoamento da expressão oral e escrita até a vida adulta. Depende das estruturas físicas, intelectuais e da estimulação que a criança recebe, tanto por parte das pessoas que a cercam como dos sons ambientais ao seu redor.</p>
<p>As primeiras emissões vocais com significado têm início ao redor de 1 ano de idade, seguidas pelas holofrases (frases de um vocábulo), até os 20 meses, sendo que, em geral, as crianças do sexo feminino iniciam o processo mais cedo que as do sexo masculino.</p>
<p>Dos 12 aos 18 meses espera-se um vocabulário de 50 palavras isoladas, geralmente com características mais plosivas ou nasais (/p/, /m/) e compostas por sílabas (/papa/, /papá/, /mamã/), além de sons sem significado na língua a que ela está exposta. A expansão continua até os 4 anos de idade, com a aquisição de novos fonemas (sons da língua), o aumento de vocabulário, que deve ter mais de 2.500 palavras, e a estruturação de frases, sendo ainda esperadas algumas substituições e omissões. Dos 4 aos 7 anos há a estabilização deste sistema fonológico, sendo que aos 7 anos a criança terá entre 7.000 a 10.000 palavras.</p>
<p>A comunicação verbal pode estar comprometida em virtude de perdas auditivas, transtornos do sistema nervoso central, doenças degenerativas, doenças infecciosas gestacionais, perinatais e pós natais, ou do sistema periférico da audição, como mal das orelhas e alterações motoras musculares ou neuro musculares que envolvam respiração, fonação, ressonância vocal, articulação da palavra e alterações crânio faciais como fissura lábio palatina. Deve-se atentar e diagnosticar precocemente a possibilidade de ocorrerem distúrbios psicológicos, espectro do autismo como fator etiológico.</p>
<p>É possível investigar o desenvolvimento da linguagem em qualquer fase de desenvolvimento da criança e sob quaisquer situações, mesmo na ausência de fala, com a finalidade de intervir assim que qualquer desvio ou atraso ocorra.</p>
<p>A deficiência auditiva é uma das causas de atraso no desenvolvimento da linguagem oral, devendo, portanto, ser minuciosamente analisada pelo otorrinolaringologista. Os pais, cuidadores e profissionais da saúde devem suspeitar de perda auditiva se, a partir do nascimento, a criança não acordar com sons intensos, não se acalmar com a voz da mãe, não ficar atenta a sons, não procurar por fonte sonora lateralmente (a partir dos 3 meses), cessar balbucio aos 6 meses, não desenvolver linguagem oral e quando apresentar alterações na fala.</p>
<p>Torna-se imprescindível o acompanhamento das crianças provenientes dos berçários de risco que apresentam como indicadores de risco para perda auditiva os seguintes fatores: consanguinidade, histórico familiar de perda auditiva, uso de medicação ototóxica na gravidez como alguns antibióticos no primeiro trimestre da gestação, infecções gestacionais como citomegalovirose, herpes, lues, rubéola, anoxia neonatal, baixo peso ao nascimento, necessidade de uso de medicação ototóxica e permanência na UTI Neonatal por mais de 5 dias.</p>
<p>O diagnóstico é otorrinolaringológico e a intervenção deve ser imediata. Dependendo do diagnóstico e da idade da criança, as intervenções podem ser clínicas, cirúrgicas, indicação e adaptação de aparelho de amplificação sonora individual (AASI), implante coclear, <em>bone anchored hearing aid</em> (BAHA) ou implante de tronco encefálico (para adolescentes e adultos). Na maioria das vezes são acompanhadas por estimulação auditiva e de linguagem, tendo sempre em vista a redução do tempo de privação sensorial auditiva.</p>
<p>Estudos ressaltam que a conversa entre adultos e a criança é determinante para o adequado desenvolvimento da fala e da linguagem, pois, interagindo com adultos, a criança tem a oportunidade de errar e ser corrigida, além de praticar e consolidar o conteúdo recém adquirido. De maneira oposta, a grande exposição da criança à televisão, computador, video games e jogos em tablets está relacionada a atrasos no desenvolvimento da linguagem, pois contribuem para a redução da interação entre ela e o adulto.</p>
<p>Assim, orientam-se pais e adultos que conversem com as crianças de maneira simples, correta e adequada, em forma e conteúdo para a idade. É importante, nesta ocasião, que a criança tenha a oportunidade de expressar e manifestar seus desejos. O adulto deve deixá-la falar e perguntar o que quiser, em vez de tentar adivinhar ou falar por ela. Entende-se que os primeiros anos da criança são cruciais para a formação de seus conteúdos linguísticos. A identificação, o correto diagnóstico e a intervenção precoce, multiprofissional e multidisciplinar dos distúrbios da fala e da linguagem são de extrema importância para o desenvolvimento da comunicação.</p>
<p>Os profissionais envolvidos (pediatras, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos) e familiares devem estar atentos para os sinais de alerta e os fatores de risco para alterações do desenvolvimento da linguagem.</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Dr. Silvio Antonio Monteiro Marone</strong><br />
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 07/05/2014.<br />
photo credit: Andrew Taylor | Dreamstime Stock Photos</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-bebe-ainda-nao-fala/">Meu bebê ainda não fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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