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	<title>Arquivos Desenvolvimento infantil - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Desenvolvimento infantil - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Faz de conta</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/faz-de-conta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2023 19:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
		<category><![CDATA[brincadeira]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
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		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundo Mágico]]></category>
		<category><![CDATA[Nuvens]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Qual é a avó ou o avô que não se lembra de estar procurando um netinho(a) escondido, enrolado(a) na cortina da sala? Ele ou ela, está certíssimo(a) de que está oculto(a) a todos os olhares, no entanto um pezinho descoberto denuncia aquela doce presença. Como é gostoso fingirmos que não ouvimos aquela risadinha sapeca explodindo enquanto palpamos a cortina e dizemos: “ah! não tem ninguém aqui!”. A brincadeira do esconde-esconde é uma brincadeira que permanece eternamente popular em todas as casas. Quem é que não brincou de esconde-esconde? Essa brincadeira é universal, prazerosa, alegre. Está nas nossas melhores recordações da infância e marca, indelevelmente, as relações intergeracionais com nossos filhos e netos. O “faz de conta”, também conhecido como brincadeira simbólica ou jogo de imaginação, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil. É muito mais do que apenas uma atividade lúdica, é uma ferramenta essencial para o crescimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças. Nesse mundo encantado, tudo é possível! As árvores têm rostos amigáveis e as flores falam com as borboletas. Um sol sorridente brilha no céu azul, espalhando luz dourada por toda parte. As nuvens se transformam em castelos flutuantes, onde vivem seres fantásticos e adoráveis. Perto de um riacho cristalino encontra-se uma pequena vila de casinhas coloridas, todas feitas de doces e biscoitos. Cada casa tem uma família de duendes simpáticos, que trabalham juntos para trazer alegria e felicidade a esse mundo mágico. Nas florestas, as árvores ganham vida, dançando ao som do vento. Os animais falam a língua dos humanos e são ótimos amigos das crianças. Ao explorar a floresta, você pode encontrar um portal secreto que leva a outras dimensões. Em uma delas, há um reino flutuante onde os unicórnios brincam com fadas e elfos em campos repletos de arcos-íris. O céu está cheio de balões mágicos que levam as pessoas para passeios emocionantes pelas nuvens. E que tal uma visita à escola mágica? Lá, as crianças aprendem a controlar seus poderes especiais, como criar fogos de artifício com as mãos – mesmo que sofram queimaduras! – voar em vassouras mágicas – podem até cair! – e fazer poções encantadoras – correndo o risco de se intoxicar! Esse mundo mágico do pensamento infantil é um lugar onde a criatividade floresce, as aventuras são infinitas e o poder da imaginação é a chave para tornar tudo possível. Nesse mundo, as crianças se sentem amadas, protegidas e empoderadas para enfrentar desafios e descobrir o extraordinário em cada canto. Relembro algumas das principais razões pelas quais o faz de conta é importante para o desenvolvimento infantil: Estimula a criatividade e a imaginação: a brincadeira simbólica permite que as crianças inventem e criem suas próprias histórias e cenários. Elas podem ser qualquer coisa que desejem: super-heróis, princesas, animais falantes, astronautas ou outros personagens imaginários. Essa liberdade de imaginação é essencial para o desenvolvimento criativo das crianças. Desenvolve habilidades cognitivas: durante o faz de conta, as crianças precisam resolver problemas, tomar decisões, planejar e organizar suas brincadeiras. Isso desenvolve suas habilidades cognitivas, como a capacidade de pensamento crítico, a resolução de enigmas e a compreensão de causa e efeito. Aprimora as habilidades sociais: a brincadeira simbólica frequentemente envolve interações com outras crianças, o que melhora as habilidades sociais, como comunicação, colaboração, compartilhamento e empatia. As crianças aprendem a negociar, expressar suas ideias e ouvir as dos outros, desenvolvendo, assim, uma base importante para suas habilidades sociais ao longo da vida. Promove a linguagem e a alfabetização: durante o faz de conta, as crianças falam muito e criam histórias, o que estimula o desenvolvimento da linguagem oral. Além disso, quando as crianças brincam com livros e materiais escritos, estão sendo expostas à linguagem escrita, o que contribui para o desenvolvimento da alfabetização e o amor pela leitura. Ajuda a lidar com emoções: o faz de conta permite que as crianças expressem suas emoções e explorem situações que podem ser difíceis ou desafiadoras para elas na vida real. Isso ajuda a compreender e lidar com suas emoções, além de desenvolver habilidades de autorregulação emocional. Reforça o desenvolvimento físico: a brincadeira simbólica frequentemente envolve movimentos físicos, como correr, pular, dançar e manipular objetos. Isso contribui para o desenvolvimento físico, incluindo habilidades motoras finas e grossas. Constrói a autoconfiança: quando as crianças criam, lideram e participam de brincadeiras, sentem-se mais seguras e confiantes em suas habilidades. Essa autoconfiança é crucial para o desenvolvimento de uma autoimagem positiva. Por meio do faz de conta, as crianças têm a oportunidade de enfrentar monstros, salvar o mundo, superar vilões e, ao fazer isso, desenvolvem um senso de capacidade pessoal e confiança em suas habilidades. Ao lidar com essas situações em um ambiente seguro e controlado, elas aprendem a enfrentar desafios com coragem e determinação. Além disso, ao imaginar e representar diferentes papéis e personagens, as crianças também podem desenvolver empatia, ao se colocarem no lugar de outras pessoas e criaturas. Essa habilidade de se conectar com as emoções e perspectivas dos outros é fundamental para o desenvolvimento de relações saudáveis e compreensão interpessoal. Ao mergulhar em seu mundo de faz de conta, as crianças estão cultivando as habilidades e traços que as ajudarão a se tornarem adultos confiantes, criativos, empáticos e resilientes, prontos para enfrentar as complexidades da vida com imaginação e sabedoria. &#160; Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p style="text-align: justify;">Qual é a avó ou o avô que não se lembra de estar procurando um netinho(a) escondido, enrolado(a) na cortina da sala? Ele ou ela, está certíssimo(a) de que está oculto(a) a todos os olhares, no entanto um pezinho descoberto denuncia aquela doce presença. Como é gostoso fingirmos que não ouvimos aquela risadinha sapeca explodindo enquanto palpamos a cortina e dizemos: “ah! não tem ninguém aqui!”. A brincadeira do esconde-esconde é uma brincadeira que permanece eternamente popular em todas as casas.</p>
<p>Quem é que não brincou de esconde-esconde?</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira é universal, prazerosa, alegre. Está nas nossas melhores recordações da infância e marca, indelevelmente, as relações intergeracionais com nossos filhos e netos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “faz de conta”, também conhecido como brincadeira simbólica ou jogo de imaginação, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil. É muito mais do que apenas uma atividade lúdica, é uma ferramenta essencial para o crescimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse mundo encantado, tudo é possível! As árvores têm rostos amigáveis e as flores falam com as borboletas. Um sol sorridente brilha no céu azul, espalhando luz dourada por toda parte. As nuvens se transformam em castelos flutuantes, onde vivem seres fantásticos e adoráveis. Perto de um riacho cristalino encontra-se uma pequena vila de casinhas coloridas, todas feitas de doces e biscoitos. Cada casa tem uma família de duendes simpáticos, que trabalham juntos para trazer alegria e felicidade a esse mundo mágico. Nas florestas, as árvores ganham vida, dançando ao som do vento. Os animais falam a língua dos humanos e são ótimos amigos das crianças. Ao explorar a floresta, você pode encontrar um portal secreto que leva a outras dimensões. Em uma delas, há um reino flutuante onde os unicórnios brincam com fadas e elfos em campos repletos de arcos-íris. O céu está cheio de balões mágicos que levam as pessoas para passeios emocionantes pelas nuvens.</p>
<p style="text-align: justify;">E que tal uma visita à escola mágica? Lá, as crianças aprendem a controlar seus poderes especiais, como criar fogos de artifício com as mãos – mesmo que sofram queimaduras! – voar em vassouras mágicas – podem até cair! – e fazer poções encantadoras – correndo o risco de se intoxicar!</p>
<p style="text-align: justify;">Esse mundo mágico do pensamento infantil é um lugar onde a criatividade floresce, as aventuras são infinitas e o poder da imaginação é a chave para tornar tudo possível. Nesse mundo, as crianças se sentem amadas, protegidas e empoderadas para enfrentar desafios e descobrir o extraordinário em cada canto.</p>
<p style="text-align: justify;">Relembro algumas das principais razões pelas quais o faz de conta é importante para o desenvolvimento infantil:</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><strong>Estimula a criatividade e a imaginação:</strong> a brincadeira simbólica permite que as crianças inventem e criem suas próprias histórias e cenários. Elas podem ser qualquer coisa que desejem: super-heróis, princesas, animais falantes, astronautas ou outros personagens imaginários. Essa liberdade de imaginação é essencial para o desenvolvimento criativo das crianças.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Desenvolve habilidades cognitivas:</strong> durante o faz de conta, as crianças precisam resolver problemas, tomar decisões, planejar e organizar suas brincadeiras. Isso desenvolve suas habilidades cognitivas, como a capacidade de pensamento crítico, a resolução de enigmas e a compreensão de causa e efeito.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Aprimora as habilidades sociais:</strong> a brincadeira simbólica frequentemente envolve interações com outras crianças, o que melhora as habilidades sociais, como comunicação, colaboração, compartilhamento e empatia. As crianças aprendem a negociar, expressar suas ideias e ouvir as dos outros, desenvolvendo, assim, uma base importante para suas habilidades sociais ao longo da vida.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Promove a linguagem e a alfabetização:</strong> durante o faz de conta, as crianças falam muito e criam histórias, o que estimula o desenvolvimento da linguagem oral. Além disso, quando as crianças brincam com livros e materiais escritos, estão sendo expostas à linguagem escrita, o que contribui para o desenvolvimento da alfabetização e o amor pela leitura.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Ajuda a lidar com emoções:</strong> o faz de conta permite que as crianças expressem suas emoções e explorem situações que podem ser difíceis ou desafiadoras para elas na vida real. Isso ajuda a compreender e lidar com suas emoções, além de desenvolver habilidades de autorregulação emocional.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Reforça o desenvolvimento físico: </strong>a brincadeira simbólica frequentemente envolve movimentos físicos, como correr, pular, dançar e manipular objetos. Isso contribui para o desenvolvimento físico, incluindo habilidades motoras finas e grossas.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Constrói a autoconfiança</strong>: quando as crianças criam, lideram e participam de brincadeiras, sentem-se mais seguras e confiantes em suas habilidades. Essa autoconfiança é crucial para o desenvolvimento de uma autoimagem positiva.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Por meio do faz de conta, as crianças têm a oportunidade de enfrentar monstros, salvar o mundo, superar vilões e, ao fazer isso, desenvolvem um senso de capacidade pessoal e confiança em suas habilidades. Ao lidar com essas situações em um <strong>ambiente seguro e controlado</strong>, elas aprendem a enfrentar desafios com coragem e determinação. Além disso, ao imaginar e representar diferentes papéis e personagens, as crianças também podem desenvolver <strong>empatia</strong>, ao se colocarem no lugar de outras pessoas e criaturas. Essa habilidade de se conectar com as emoções e perspectivas dos outros é fundamental para o desenvolvimento de relações saudáveis e compreensão interpessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mergulhar em seu mundo de faz de conta, as crianças estão cultivando as habilidades e traços que as ajudarão a se tornarem adultos confiantes, criativos, empáticos e resilientes, prontos para enfrentar as complexidades da vida com imaginação e sabedoria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Relator:<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que a vovó nunca disse</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-a-vovo-nunca-disse/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 17:20:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
		<category><![CDATA[brincadeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[união]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_325499050_fizkes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_325499050_fizkes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_325499050_fizkes-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Com certeza a vovó nunca disse algumas das expressões que crianças e adolescentes vêm usando atualmente; se usou, foi em sentido completamente diferente do entendido hoje. É um novo léxico, que necessita ser compreendido pelos pais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_325499050_fizkes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_325499050_fizkes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_325499050_fizkes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 20/10/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Episódio 7: O que a vovó nunca disse</strong><strong></strong></h3>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>PPRT</strong><strong>: Abreviação para “papo reto”</strong></h3>



<p>Com certeza a vovó nunca disse algumas das palavras e expressões que crianças e adolescentes vêm usando atualmente; se usou, foi em sentido completamente diferente do entendido hoje. É um novo léxico, que necessita ser decodificado, compreendido por pais e adultos, para que possa haver uma comunicação adequada com as novas gerações. A língua é viva. Muda com o tempo. É necessário imergir nesse “dicionário” sem preconceito de nenhuma espécie. Mesmo sabendo de sua efemeridade, pode cair em desuso rapidamente, dando lugar a novas expressões, <em>hashtags</em>, etc.</p>



<p>Este texto nasceu motivado por uma mãe preocupada com a notícia de que na escola da filha de 7 anos estava tendo um tal de “<em>crush</em>”. &nbsp;Bora! TMJ: “tamo junto”. Vamos a esse novo dicionário.</p>



<p><strong>Azaração: </strong>ação ou tentativa de buscar companhia amorosa. Exemplo: &#8220;aquele bar virou ponto de azaração.&#8221;</p>



<p><strong>Anotado, amore: </strong>equivale a um desprezo, demonstrando que a pessoa não se importa com a opinião que acaba de ouvir. Exemplo de diálogo: &#8211; &#8220;Você precisa mudar o visual logo.&#8221; &nbsp;&#8211; &#8220;Ok, anotado amore.&#8221;</p>



<p><strong>Biscoiteiro: </strong>é uma pessoa que posta algo para chamar mais atenção. A gíria “dar biscoito” pode ser utilizada como elogio ou como deboche, por meio de curtidas ou comentários, para responder às famosas pessoas biscoiteiras. Exemplos: “Olha lá a foto que postou, vou&nbsp;<strong>dar o biscoito</strong>&nbsp;que tá pedindo.”</p>



<p><strong>BFF: </strong>“Best Friend&nbsp;Forever” &#8211; Declaração de amizade.</p>



<p><strong>BV, BVL: </strong>“Boca Virgem”, aquele(a) que ainda não deu um beijo de boca ou beijo de língua.</p>



<p><strong>Bolado: </strong>surpreso e confuso com determinada atitude ou reação de outrem; aborrecido, chateado. Exemplo: “ficou bolado com o fora que levou.”</p>



<p><strong>Colar/constar: </strong>ir em algum lugar. Exemplo: – “Quer constar numa festa hoje?”</p>



<p><strong>Cringe: </strong>gíria usada para mencionar ou lembrar de uma situação extremamente constrangedora e embaraçosa, referente à “vergonha alheia”. Exemplo: “Vamos mudar de assunto. Essa história é&nbsp;<strong>cringe.</strong>”</p>



<p><em><strong>Crush:</strong> </em>palavra de origem inglesa que quer dizer &#8220;esmagar&#8221;. Como gíria é usada para se referir a uma pessoa por quem se está apaixonado(a) ou se sente atraído(a) ou que gostaria muito que fosse seu amigo(a). Substitui o bom e velho &#8220;paquera&#8221;. Exemplo: &#8220;Ele é meu <em>crush</em> da escola.”</p>



<p><strong>Deitou/deitei: </strong>fazer uma coisa muito bem. Exemplo: – “Deitei na prova de Matemática.”</p>



<p><strong>Fail: </strong>como a própria tradução em inglês diz, fail é o termo utilizado para dizer que algo não deu certo e a pessoa não conseguiu fazer aquilo que desejava. Exemplo: “Estudei muito para a prova, mas foi um <strong>fail!</strong>”</p>



<p><strong><em>Floppar:</em> </strong><em>flip</em>, em inglês, significa virar, tombar. Ou seja, &#8220;algo deu errado ou deu ruim&#8221;. Equivale a gíria tradicional &#8220;dançou/dancei&#8221;, &#8220;me dei mal&#8221; ou até mesmo &#8220;lascou&#8221;. Exemplo: &#8220;Ia pra festa ontem, aí choveu e flopou.&#8221;</p>



<p><strong>Hype: </strong>gíria para dizer que algo está em alta, com muitos comentários e que chama muita atenção. É utilizada, principalmente, para falar sobre moda, séries, músicas e filmes. Exemplos: “Eu estou muito&nbsp;<strong>hypado</strong> naquela série.” ou “Você está no&nbsp;<strong>hype</strong>&nbsp;com esse tênis!”</p>



<p><strong>Jantar/jantou:</strong> termo utilizado para dizer que uma pessoa respondeu à altura para alguém, ou seja, que verdades foram ditas e muitos concordaram com aquela opinião. Exemplo: “E aquele post?&nbsp;<strong>Jantou</strong>&nbsp;os preconceituosos!”</p>



<p><strong>Laje</strong><strong>:</strong> uma coisa ruim/difícil. Exemplo de um diálogo: – “Pode vir aqui em casa hoje? – Laje piá, não rola.”</p>



<p><strong>Mec:</strong> algo que foi muito legal. Exemplo – “Essa festa foi Mec.”</p>



<p><strong>PPRT</strong><strong>:</strong> abreviação para “papo reto.”<strong></strong></p>



<p><strong>Shippar: </strong>derivado da palavra inglesa &#8220;relationship&#8221;, que significa &#8220;relacionamento&#8221;. A gíria é muito utilizada na internet com o significado de aproximar um casal, ato normalmente representado por uma <em>hashtag</em> e a fusão dos nomes de quem se desejar juntar.<br><br><strong><em>Stalker:</em></strong> <em>stalkear </em>em inglês tem o significado de perseguidor ou caçador. Virou sinônimo de &#8220;observar de maneira frenética&#8221; tudo que uma pessoa posta nas redes sociais &#8211; especialmente no Facebook e Instagram. Exemplo: &#8220;Já sei tudo sobre ele; estou sempre stalkeando suas páginas nas redes sociais.&#8221;</p>



<p><strong>Suave:</strong> tudo bem?</p>



<p><strong>Tô Pistola:</strong> essa gíria surgiu para abordar situações que deixam as pessoas irritadas. Alguém perde a razão, fica bravo e, por qualquer motivo, fica &#8220;pistola&#8221;, na linguagem dos jovens. Exemplo: &#8220;Nossa, hoje ele tá pistola.&#8221;</p>



<p><strong>Tá na Disney:</strong> expressão equivalente a famosa gíria “pirando na batatinha” ou “viajando na maionese”, ou seja, indica que a pessoa fala ou faz algo fora da realidade ou está equivocada em alguma informação. Exemplo: “Meus pais&nbsp;<strong>estão na Disney</strong>&nbsp;achando que eu não vou à festa!”</p>



<p><strong>Trollar: </strong>gíria que indica quando alguém vai tirar sarro de outra pessoa. Exemplo: “Vamos&nbsp;<strong>trollar</strong>&nbsp;meu irmão e esconder seu celular?”</p>



<p><strong>Um nojo:</strong> utilizado normalmente para expressar repúdio a algo ou a alguém, o termo &#8220;nojo&#8221; virou uma gíria muito popular entre os jovens como um autoelogio em tom de deboche.&nbsp; Exemplo: &#8220;Nossa, hoje eu tô um nojo de linda.&#8221;</p>



<p><strong>Vem de Zap: </strong>surgiu nas comunicações da internet como forma de pedir o contato de WhatsApp, com o objetivo de iniciar uma conversa, quase sempre com intenções amorosas. Substitui o velho &#8220;passa seu contato&#8221; ou &#8220;me passa seu telefone&#8221;. Exemplo: &#8220;E aí bebê, vem de Zap.&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading">&nbsp;</h3>



<p><strong>Fontes e saiba mais:</strong></p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Ribeiro SN. Um estudo sobre o vocabulário das revistas destinadas a adolescentes. Disponível em: http://www.filologia.org.br/viicnlf/anais/caderno06-22.html</li><li>Gíria adolescente. Disponível em:&nbsp; https://por.psychology-ifk.com/teen-slang-76904?__cf_chl_jschl_tk__=pmd_2d2e2496482a546b560719ef4b19214b97c71a5c-1633734143-0-gqNtZGzNAg2jcnBszQc6</li><li>Memes, hashtags, siglas e gírias da internet – conheça as 60 mais. Julho 2020 Disponível em: https://www.pravaler.com.br/memes-hashtags-siglas-e-girias-da-internet-conheca-as-60-mais-populares/</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading">&nbsp;</h3>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Fernando M F Oliveira</strong><br><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p></p>



<p>Foto:&nbsp;fizkes&nbsp;|&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vovó pop-it</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vovo-pop-it/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 15:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
		<category><![CDATA[brincadeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[união]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_90559474_Wavebreakmedia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_90559474_Wavebreakmedia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_90559474_Wavebreakmedia-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No tempo da vovó parece que criança não tinha estresse ou direito ao tédio. As suas missões eram estudar e brincar. O “dinheiro curto” da família não era um impedimento para brincar: se não dá pra comprar uma “pipa”, faz de jornal uma “capucheta”.</p>
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<h3 class="wp-block-heading"><strong>Episódio 6: Vovó p<em>op-it</em></strong></h3>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>“Vai brincar menino”. “Faça alguma coisa”. “Cabeça vazia é oficina do diabo”</strong></h3>



<p>No tempo da vovó parece que criança não tinha estresse ou direito ao tédio. As suas missões eram estudar e brincar. O “dinheiro curto” da família não era um impedimento para brincar: &nbsp;</p>



<p>&#8211; Se não dá pra comprar uma “pipa”, faz de jornal uma “capucheta”;</p>



<p>&#8211; se não tem patinete, faz carrinho de rolimã – basta uma tábua, duas traves de madeira mais grossa e duas rolimãs que podem ser encontradas em qualquer oficina da esquina – é só procurar;</p>



<p>&#8211; uma bola de tênis já gasta, três pedaços de madeira apoiados uns nos outros, em posição vertical, pronto&#8230; está feito o jogo de “taco”.</p>



<p>Uma lata vazia, uma caixa de papelão, tudo pode virar brinquedo na imaginação da criança. Pintar na calçada, com giz branco ou amarelo, uma sequência para pular amarelinha.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Quem não aproveitou uma embalagem de papel bolha para estourar e ouvir aquele “Poc-poc” delicioso? Crianças e adultos disputavam esse brinquedinho improvisado.</p>



<p>Hoje em dia esse brinquedo ganhou sofisticação e está servindo para movimentar o mercado de brinquedos. O <em>pop-it</em> é um sucesso de vendas após viralizar na internet, principalmente em aplicativos como o TikTok. Tornou-se a febre do momento, principalmente entre as crianças. O objeto é uma peça de silicone que imita um plástico-bolha: é cheio de bolinhas que, ao serem apertadas, fazem um leve barulho que soa como “pop”.</p>



<p>O brinquedo conta com diferentes formatos e cores, bem atrativos. A novidade faz parte de uma categoria denominada <em>“fidget toys”</em>, que significa “brinquedos de inquietação” ou “brinquedos sensoriais”.</p>



<p>Além do barulhinho, pode ter outras utilidades: ocupa a criança, retira-a do mundo virtual, acalma, estimula a coordenação motora fina, o raciocínio, a agilidade e a criatividade na interação com outras crianças.</p>



<p>Qualquer brinquedo, quando compartilhado ou brincado em grupo, pode estimular a competição. Aí entra um estresse bom: <em>“quem estoura as bolinhas primeiro? Agora usando três dedos?&nbsp; Só pode estourar as bolinhas azuis: quem estourar as de outra cor perde”</em>&#8230; e assim vai. O lúdico estimula o espírito competitivo, aguça a criatividade, ultrapassando fronteiras. Pode ser utilizado como um artefato pedagógico em questões de contagem, padrões, agrupamentos, etc.</p>



<p>Esse brinquedo surgiu durante a pandemia, quando as crianças estavam confinadas dentro de casa, sofrendo de ansiedade, de tédio, da falta da companhia dos amigos e da interação social. Ouviram muitas vezes a palavra “morte”: o mundo real se tornou assustador, asfixiante. Brincar, além de ser uma válvula de escape, tornou-se uma maneira de organizar as ideias.</p>



<p>Quem diria que o “Poc-poc” seria tão divertido e tão importante?</p>



<p>O que é um brinquedo estimulante? O que é um brinquedo sem graça?</p>



<p>Só a criança tem a resposta. Há brinquedos caros e sofisticados que perdem a graça no primeiro dia de uso e outros, mais baratos, que jamais deixam de serem buscados e manipulados.</p>



<p>O “Poc-poc” de hoje tem sua aplicação especial para o momento. Amanhã&#8230;bem, amanhã é outro dia. As crianças vão descobrir o que lhes dá prazer, o que as faz felizes e empolgadas com alguma coisa.</p>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Fernando M F Oliveira</strong><br><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p></p>



<p>Foto:&nbsp;wavebreakmedia |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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		<item>
		<title>Nossa homenagem às crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/nossa-homenagem-as-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Oct 2021 20:58:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[união familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/children-ga52b73bba_1920-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/children-ga52b73bba_1920-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/children-ga52b73bba_1920-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial da Criança foi proclamado pela primeira vez em 1 de junho de 1925, durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança e, posteriormente, em 1959, a ONU definiu que este dia seria celebrado em 20 de novembro.</p>
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<p></p>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 11/10/2021</p>
<p> </p>
<hr class="wp-block-separator" />
<p> </p>
<p>Comecemos com um breve histórico: o Dia Mundial da Criança foi proclamado pela primeira vez em 1 de junho de 1925, durante a Conferência Mundial para o Bem-estar da Criança e, posteriormente, em 1959, a ONU definiu que este dia seria celebrado em 20 de novembro, data da Declaração Universal dos Direitos da Criança.</p>
<p>No Brasil, assim como em outros países, o Dia das Crianças é comemorado em outra data &#8211; para nós é em 12 de outubro* e, apesar de ter se tornado uma data comercial e voltada para a compra e consumo de bens materiais, deve servir de oportunidade para que reforcemos nossos compromissos com seu bem-estar, saúde, cuidados, ensino, proteção e desenvolvimento saudável.</p>
<p>Dia da infância, de brincar, correr, cantar, imaginar, sorrir, de ser autêntico de amar e ser amado&#8230; Toda criança é sempre criança em qualquer lugar do mundo em qualquer cultura ou classe social. O que muda é a consideração e atitude que os adultos têm em relação a ela.</p>
<p>A celebração do dia das crianças nos faz lembrar a importância delas na família, na sociedade e no país. A seguir estão listados seus direitos comuns, baseados e adaptados da Declaração dos Direitos da Criança, elaborada pela Liga das Nações (1924) e adotada pela ONU:</p>
<ul>
<li>devem receber cuidados adequados e amor por parte dos pais e da família;</li>
<li>devem receber os meios necessários para seu desenvolvimento normal, tanto material quanto espiritualmente;</li>
<li>devem obter alimentos saudáveis, roupas limpas e segurança;</li>
<li>devem ter um ambiente de vida saudável onde possam se sentir seguras em casa, na escola &#8211; em todos os lugares;</li>
<li>devem receber cuidados especiais quando estiverem incapacitados ou doentes;</li>
<li>devem obter um nível de educação adequado e, quando atrasadas devem ser ajudadas;</li>
<li>a criança delinquente deve ser resgatada;</li>
<li>o órfão e a criança abandonada devem ser protegidos e socorridos;</li>
<li>devem ser os primeiros a receber alívio em momentos de angústia;</li>
<li>ter proteção contra todas as formas de exploração;</li>
<li>devem ser criadas com a consciência de que seus talentos devem ser dedicados ao serviço de seus semelhantes.</li>
</ul>
<p>Parabéns pelo seu dia e que sejam felizes, amadas e respeitadas em todos os dias!</p>
<p>                        “A melhor maneira de tornar as crianças boas é fazê-las felizes.”                          </p>
<p>                                        Oscar Wilde, escritor irlandês.</p>
<p>*Em 12 de outubro de 1923 ocorreu no Rio de Janeiro &#8211; então capital federal &#8211; o Congresso Sul-Americano da Criança, que reuniu estudiosos da infância e políticos de vários países e onde foram discutidas questões educacionais, alimentares e de desenvolvimento. Em 1924, Galdino do Valle Filho (deputado federal recém-eleito) propôs uma lei instituindo 12 de outubro como o Dia das Crianças no Brasil, que foi sancionada pelo presidente da República Arthur Bernardes em novembro do mesmo ano.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatores:</strong></p>
<p><strong>Renata D Waksman</strong></p>
<p><strong>Tania M R Zamataro</strong></p>
<p><strong>Moises Chencinski</strong></p>
<p><strong>Fernando M F Oliveira</strong></p>
<p><strong>Coordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>Foto: pixabay/TheOtherKev</p>


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			</item>
		<item>
		<title>O Dia Mundial do Brincar é hoje – 28 de maio!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-dia-mundial-do-brincar-e-hoje-28-de-maio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 20:08:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[brincadeira]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_199813606_AllaSerebrina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_199813606_AllaSerebrina-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_199813606_AllaSerebrina-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Hoje comemoramos o direito das crianças de brincar! A importância do brincar já foi reconhecida, desde 1959, com a Declaração dos Direitos da Criança e fortalecida em 1989, na Convenção dos Direitos da Criança.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_199813606_AllaSerebrina-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_199813606_AllaSerebrina-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_199813606_AllaSerebrina-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 28/05/2021</p>
<hr />
<p>Hoje comemoramos o direito das crianças de brincar! A importância do brincar já foi reconhecida, desde 1959, com a Declaração dos Direitos da Criança e fortalecida em 1989, na Convenção dos Direitos da Criança. O Brasil foi signatário dessa Convenção e o direito de brincar e ao lazer está no <a href="https://www.unicef.org/brazil/convencao-sobre-os-direitos-da-crianca">Artigo 31</a>.</p>
<p>Esta data foi escolhida em reconhecimento ao dia em que a <em>International Toy Library Association </em>foi formada, em 1987. A data foi reconhecida pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e é celebrada em mais de 40 países.</p>
<p>E para tornar o dia ainda mais especial, a Aliança pela Infância &#8211; rede mundial que promove ações e reflexões das pessoas em relação aos cuidados com a educação infantil &#8211; organiza, no mundo e no Brasil, desde 2004, a <strong>Semana Mundial do Brincar</strong>, que vai de 22/05 a 30/05.</p>
<p>Todos os anos ocorre a escolha de um tema para esta semana e, sem esquecer da pandemia e do confinamento em que vivemos há mais de um ano, para o ano de 2021 o tema escolhido foi: “casinhas da infância”.</p>
<h4><strong>E por que o brincar é essencial para a saúde mental e o bem-estar das crianças?</strong></h4>
<p>Segundo a organização <a href="https://www.playday.org.uk/"><em>Play Day England</em></a>, do Reino Unido:</p>
<ul>
<li>Brincar ajuda as crianças a lidar com o estresse e a ansiedade e promove a resiliência, permitindo que lidem melhor com os desafios;</li>
<li>Brincar oferece a oportunidade de se divertir, rir, “dar um tempo”, relaxar e fazer novas amizades;</li>
<li>Brincar ao ar livre permite que as crianças apreciem a natureza, o meio ambiente e se sintam parte de sua comunidade – em e com segurança;</li>
<li>Brincar é fundamental para a felicidade das crianças e crianças felizes deixam as comunidades mais felizes.</li>
</ul>
<p>Mais dicas de como brincar na pandemia, estimular brincadeiras populares e espaços lúdicos no site da <a href="http://fmcsv56063.activehosted.com/index.php?action=social&amp;chash=42a0e188f5033bc65bf8d78622277c4e.424&amp;s=83b511f5c303bd533d6084458e04f89d">Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal &#8211; Radar da Primeira Infância &#8211; Especial: Dia Mundial do Brincar.</a></p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: inherit;">Renata D. Waksman<br /></strong><strong style="font-size: inherit;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Foto: </span> AllaSerebrina | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://depositphotos.com/&amp;source=gmail&amp;ust=1622317521654000&amp;usg=AFQjCNG8maFa4hJIiTXDXFyVsBAiZENUsA">depositphotos.com</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ficar isolado: o que isso significa para o adolescente?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/ficar-isolado-o-que-isso-significa-para-o-adolescente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 May 2021 13:19:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=28467</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_460764820_HayDmitriy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_460764820_HayDmitriy-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_460764820_HayDmitriy-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Quando pensamos em adolescente e isolamento, logo recordamos daquele indivíduo que fica o tempo todo no quarto com a porta fechada e quando sai de lá, troca 4 ou 5 palavras com o resto da casa e volta para seu refúgio.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_460764820_HayDmitriy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_460764820_HayDmitriy-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_460764820_HayDmitriy-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 26/05/2021</p>
<hr />
<p>Quando pensamos em adolescente e isolamento, logo recordamos daquele indivíduo que fica o tempo todo no quarto com a porta fechada e quando sai de lá, troca 4 ou 5 palavras com o resto da casa e rapidamente já volta para seu refúgio, e que, no geral, odeia ser interrompido.</p>
<p>Na era pós-Covid-19, essa imagem mudou. Antes esse ser se isolava da família, mas estava extremamente conectado e presente na vida dos seus pares, seja na escola, na comunidade ou até mesmo nas redes sociais. Hoje em dia, esses ambientes estão resumidos à tão infame tela, à escola, à família, às amizades, todo meio social e as relações afetivas estão acontecendo no meio virtual.</p>
<p>É muito nítida, compreendida e trabalhosa a transformação do bebê na criança que corre, lê, opina e distribui abraços, mas quando pensamos na evolução de uma criança em um adulto confiante, responsável, autônomo e com um futuro profissional, na maioria das vezes torcemos o nariz&#8230;é o tal adolescente. Essa trajetória igualmente trabalhosa, além de ser um momento de muitas transformações corporais, é também quando lidamos com a aquisição de novas habilidades intelectuais, capacidade de lidar com abstrações, autocontrole e da troca ou amadurecimento dos papéis sociais e sedimentação da identidade que caracterizam essa fase do desenvolvimento. É um momento em que todos os sentimentos são intensos, nada fica no meio termo: a raiva é muita raiva, o amor é eterno, o carinho é infinito e o cansaço, exaustão. Lidar com tudo isso e ainda estar em isolamento social, restrito as telas, distante dos colegas, da escola e de todos os ambientes tão fundamentais para que essas novas aquisições sejam descobertas, experimentadas, testadas e amadurecidas, somadas a atual vivência de algo que jamais foi esperado, torna tudo muito mais complicado.</p>
<p>É esperado que, nesse momento único na vida dos filhos associado a atual instabilidade externa, o estresse intensifique as emoções do medo e da ansiedade. Se isso está acontecendo, um caminho para dar vazão a esses sentimentos e sensações se torna necessário. Mas como fazer isso? Restringir o tempo de telas? Proibir de jogar videogame? Como lidar com o tédio, o isolamento do adolescente da família e as consequências do excesso ou do mau uso das telas? Além disso, sabendo da função do social para o bem-estar dos adolescentes, como manter contatos saudáveis, ainda que a distância?</p>
<p>Conecte-se, qual será o interesse atual dele? Procurando momentos improváveis, mantenha os espaços para conversas abertos, seja no carro, no jantar, durante um jogo em família ou enquanto fazemos uma faxina. Pergunte a opinião dele sobre uma notícia. Conte como era a sua vida naquela idade, como se virava sem celular ou internet (sem fazer julgamentos se era melhor ou pior), o que fazia de errado, quais as enrascadas que você escapou? Seja sincero! Se o excesso de informações sobre o coronavírus estiver causando muitas angústias, limite o acesso para todos em casa.</p>
<p>Tendo em vista que ainda somos o exemplo a ser seguido e contestado, tente fazer uma rotina familiar coletiva, dividindo os afazeres da casa, da escola e do trabalho com o tempo de tela e para o lazer. Procure incorporar alguns combinados entre a família, seja para melhorar o sono, a alimentação; reconheça as falhas quando acontecerem e tente de novo, colaborando entre si, demostrando insegurança, raiva e frustração ou orgulho nas pequenas conquistas.</p>
<p>Continue encarando esse momento como difícil e desgastante para todos, as incertezas e as questões financeiras podem estar tornando o ambiente mais propício para que ocorram conflitos, intolerâncias e para as emoções serem ignoradas. Respire, tente identificar e lidar com as emoções, faça seu melhor, ou faça simplesmente o possível, mas não deixe de pelo menos tentar e sempre busque ajuda quando não souber o que fazer. Isolamento não é sinônimo de solidão e tristeza muito menos de doença.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: inherit;">Gabriella Lube<br /></strong><strong style="font-size: inherit;">Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
<p><span style="font-family: arial, sans-serif;">Foto: </span>hay dmitriy | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://depositphotos.com/&amp;source=gmail&amp;ust=1622119209328000&amp;usg=AFQjCNEEfEug3polpMJIQtoWeGB5yIVsmg">depositphotos.com</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Resiliência: construindo a capacidade de enfrentamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/resiliencia-construindo-a-capacidade-de-enfrentamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 May 2021 17:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_273715824_fizkes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_273715824_fizkes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_273715824_fizkes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A jornada da vida, desde sua “aurora” até seu último instante, traz permanentes desafios. O processo de desenvolvimento da criança e do adolescente, e o viver adulto, envolvem muitos ganhos e várias perdas. </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_273715824_fizkes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_273715824_fizkes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/05/Depositphotos_273715824_fizkes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 18/05/2021</p>
<hr />
<p>A jornada da vida, desde sua “aurora” até seu último instante, traz permanentes atravessamentos e desafios. O próprio processo de desenvolvimento da criança e do adolescente, e o viver adulto, envolvem muitos ganhos e várias perdas. Sem falar das inúmeras vezes em que somos confrontados com situações potencialmente traumáticas, como as que temos vivido durante os tempos de pandemia com todas as reverberações envolvidas.</p>
<p>Para lidarmos com as experiências, necessitamos ao longo da vida construir instrumentos para enfrentarmos as várias situações difíceis que a vida nos confronta.</p>
<p>Resiliência psicológica pode ser considerada uma capacidade de enfrentamento bem-sucedido que sobrevém às situações traumáticas ou às condições muito difíceis. Vale ressaltar que essa construção implica em um processo permanente e deve ser germinada no início da vida. Principalmente a partir das relações de qualidade que se estabelecem com quem cuida da criança, nas quais a confiança possa ser ingrediente básico, tecidas junto a um apego seguro, que ajudará a criança a construir uma boa autoestima, uma capacidade de confiar em si mesma e ter esperança quando algo não vai bem.</p>
<p>Ao dispensarmos cuidados ao bebê, estamos o auxiliando na construção de instrumentos fundamentais, para gradativamente ele poder lidar com afetos de qualidades distintas. Poder tolerar momentos difíceis no início da vida e ser ajudado nessa tarefa cria condições para lidar com a vida.</p>
<p>E se essa potencialidade de “enfrentar tormentas” e depois poder reagir saudavelmente não foi facilitada na infância? Alguém que funcione como um <em>farol </em>no <em>mar escuro</em> poderá ajudar nessa navegação, mas não podemos esquecer que a capacidade de construir possibilidades e instrumentos para enfrentarmos algo difícil está diretamente ligada à capacidade de elaborarmos psiquicamente os impactos, perdas e separações aos quais estamos permanentemente sujeitos.</p>
<p>Podemos querer fazer desaparecer algo que dói e nos faz sofrer. Apesar de muitas vezes essa opção trazer certo alívio momentâneo, não costuma ser um bom negócio a médio e longo prazos. Se usarmos esse mecanismo repetidas vezes, podemos nos afastar cada vez mais das nossas reais emoções e a de nossos filhos, não as legitimando, dificultando e muitas vezes criando obstáculos para o reconhecimento delas, tornando muito difícil um caminho de enfrentamento.</p>
<p>Um exemplo útil ocorre quando uma criança cai ou um adolescente briga com sua namorada e dizemos algo como: “Não foi nada!”. Não acolhemos dentro de nós mesmos e ajudamos a criar um espaço para o que está sendo experimentado e está doendo no outro. Ao reagirmos como se nada tivesse acontecido não estamos ajudando a construir capacidades para encontrar caminhos genuínos. Colocar a “poeira debaixo do tapete”, acaba por passar uma mensagem que emoções e sentimentos são uma bobagem e que não devemos nos dedicar a eles.  </p>
<p>Quanto mais deixamos as experiências intocáveis, negando ou evitando senti-las, mais suas forças originais são conservadas, sem a possibilidade de transformar a dor em crescimento.</p>
<p>Apesar de difícil, o contato com nossas emoções e interioridade pode fornecer uma possibilidade de suportar os afetos desagradáveis: poder compartilhar as emoções com um outro pode fazer a diferença no entendimento das próprias emoções e na descoberta de saídas dos afetos não agradáveis. Uma das coisas mais importantes para o ser humano é ser escutado verdadeiramente e ser refletido pelo outro, mesmo que em alguns momentos essa imagem refletida seja a de dor.</p>
<p>Espaços solitários podem ser importantes para entrar em contato com nosso interior, mas também encontrar no outro um espaço de escuta e acolhimento verdadeiro, no qual haja uma troca fértil, pode ajudar a construir sementes de boas capacidades resilientes, nos servindo de <em>farol em momentos de mar escuro e de tormenta.</em></p>
<p><strong>Relatora:</strong></p>
<p><strong>Cristiane da Silva Geraldo Folino</strong></p>
<p><strong>Núcleo de Estudos da Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>Foto: fizkes | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://depositphotos.com&amp;source=gmail&amp;ust=1621444531308000&amp;usg=AFQjCNH7jDQyS5LPnK4-di2QhnzXyuwDSw">depositphotos.com</a></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Meu filho está se desenvolvendo bem? Quando me preocupar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-se-desenvolvendo-bem-quando-me-preocupar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Nov 2018 18:33:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Atraso no desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos do desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O desenvolvimento é um processo que nos acompanha em toda a nossa existência e resulta da interface entre fatores genéticos e experiências vividas. Quando nasce, a criança ainda enxerga muito pouco e de maneira muito borrada. Por volta de um mês, começa a fixar o olhar em pessoas próximas (como a mãe, no momento da mamada), porém o movimento dos dois olhos ainda é independente e, com cerca de seis meses, esses movimentos passam a ser coordenados. Se isso não acontecer, a possibilidade de estrabismo deverá ser investigada. A visão do bebê vai se aprimorando no decorrer dos meses e atinge a visão do adulto por volta dos dois anos. Outros sentidos, como audição e tato, já estão mais desenvolvidos no nascimento. Olfato e paladar começam a se desenvolver no 2° trimestre da gestação e vão continuar amadurecendo até o final da primeira infância. O desenvolvimento neuropsicomotor é contínuo e previsível. Ele ocorre desde os primeiros dias de vida, numa sucessão coordenada de aquisições. Estímulos e ambiente adequados e sem riscos são fundamentais para que elas surjam em toda sua potencialidade. Existem algumas idades que consideramos como “esperadas” para que a criança comece a apresentar determinadas habilidades. São os chamados “marcos do desenvolvimento” como, por exemplo, sentar por volta dos seis meses e falar as primeiras palavras com cerca de um ano. Entretanto, algumas crianças podem demorar um pouco mais para desenvolver certas capacidades e essas variações são absolutamente normais. Marcos do desenvolvimento Costumamos separar o processo do desenvolvimento da criança por faixas etárias e por áreas, visando facilitar seu entendimento e a atenção nos marcos que caracterizam cada fase. De forma simplificada, estas áreas caracterizam-se em: • Motora Grossa: começando pelo sustento da cabeça ao redor dos 2-3 meses; sentar sem apoio ao redor dos 6-7 meses; ficar de pé ao redor dos 10 meses e começar a andar sozinho ao redor de um ano de vida. • Motora Fina: colocar as mãos na boca com dois a três meses; agarrar um objeto com quatro meses; alcançar e segurar um objeto com seis meses; transferi-lo de uma mão a outra com nove meses e realizar movimento de pinça com 10 meses. • Linguagem: desde o nascimento, o bebê reage aos sons (se assusta); vira a cabeça na direção do som por volta de dois meses; entre dois e três meses começa a emitir sons de vogais; por volta de cinco e seis meses já interage aos estímulos emitindo sons; entre sete e oito meses reconhece o “não” e o seu próprio nome e, por volta de um ano, começa a utilizar as primeiras palavras. • Interação Social: por volta de dois meses o bebê inicia o chamado “sorriso social” em resposta a um estímulo (como uma brincadeira feita pelos cuidadores). Com quatro meses já começa a gargalhar e convocar os pais para uma brincadeira; ao redor dos seis meses começa a responder pelo nome; aos nove meses começa a demonstrar medo de estranhos e ter noção da ausência ou presença, na chamada “ansiedade da separação”. Com 12 meses o bebê já aponta e entrega brinquedos nas mãos dos pais para compartilhar seus interesses. Os sinais de alerta É normal haver variações na aquisição desses marcos do desenvolvimento, como citamos antes. Entretanto, é fundamental que os pais estejam preparados para detectar atrasos significativos, os chamados “sinais de alerta ou “red flags”. São eles: 2 meses: • Não reage a vozes ou sons • Não segue com o olhar objetos em movimento • Não levanta a cabeça quando deitado de bruços • Não mostra interesse em observar a face das pessoas 4 meses: • Não sorri em resposta a estímulos • Não faz vocalizações • Não sustenta a cabeça • Não consegue trazer as mãos para perto da boca 6 meses: • Não tenta segurar objetos com as mãos • Não olha em direção a vozes • Não sorri com frequência quando brinca com você 9 meses: • Não balbucia sílabas • Não fica sentado sem apoio • Não rola • Não interage, não chama a atenção por meio de sons ou jogando objetos no chão • Não demonstra medo de separação dos pais/cuidadores 12 meses: • Não responde quando chamado pelo nome • Não fica de pé com apoio • Não olha para onde os cuidadores apontam • Não responde a brincadeiras de esconder 15 meses: • Não emite palavras simples como “mamãe” e “papai” • Não faz movimento de pinça • Não aponta para objetos que deseja 18 meses: • Não usa pelo menos seis palavras • Não entende ordens simples • Não anda com independência • Não aponta para demonstrar interesse Dois anos: • Não utiliza duas palavras combinadas • Não segue comandos • Não imita ações ou palavras • Faz pouco contato visual • Não anda com autonomia Caso seja observado um sinal de alerta, esse deve ser levado prontamente ao conhecimento do pediatra que acompanha a criança e este poderá julgar a necessidade de uma avaliação de profissional que atua na área de desenvolvimento infantil. Regressões do desenvolvimento também são sempre preocupantes. Se a criança deixa de apresentar uma habilidade que já tinha desenvolvido (como balbuciar, falar ou andar), isso deve ser imediatamente investigado. ___ Relatores: Dra. Mariana F. Granato Dr. Luiz Guilherme Florence Dra. Renata D. Waksman Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP Publicado em 13/11/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-esta-se-desenvolvendo-bem-quando-me-preocupar/">Meu filho está se desenvolvendo bem? Quando me preocupar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>O desenvolvimento é um processo que nos acompanha em toda a nossa existência e resulta da interface entre fatores genéticos e experiências vividas.</p>
<p>Quando nasce, a criança ainda enxerga muito pouco e de maneira muito borrada. Por volta de um mês, começa a fixar o olhar em pessoas próximas (como a mãe, no momento da mamada), porém o movimento dos dois olhos ainda é independente e, com cerca de seis meses, esses movimentos passam a ser coordenados. Se isso não acontecer, a possibilidade de estrabismo deverá ser investigada. A visão do bebê vai se aprimorando no decorrer dos meses e atinge a visão do adulto por volta dos dois anos.</p>
<p>Outros sentidos, como audição e tato, já estão mais desenvolvidos no nascimento. Olfato e paladar começam a se desenvolver no 2° trimestre da gestação e vão continuar amadurecendo até o final da primeira infância.</p>
<p><div id="attachment_2359" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2359" class="size-large wp-image-2359" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/11/human_baby_1542133950-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2359" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/wsucht/">wsucht</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>O desenvolvimento neuropsicomotor é contínuo e previsível. Ele ocorre desde os primeiros dias de vida, numa sucessão coordenada de aquisições. Estímulos e ambiente adequados e sem riscos são fundamentais para que elas surjam em toda sua potencialidade. Existem algumas idades que consideramos como “esperadas” para que a criança comece a apresentar determinadas habilidades. São os chamados “marcos do desenvolvimento” como, por exemplo, sentar por volta dos seis meses e falar as primeiras palavras com cerca de um ano. Entretanto, algumas crianças podem demorar um pouco mais para desenvolver certas capacidades e essas variações são absolutamente normais.</p>
<h2>Marcos do desenvolvimento</h2>
<p>Costumamos separar o processo do desenvolvimento da criança por faixas etárias e por áreas, visando facilitar seu entendimento e a atenção nos marcos que caracterizam cada fase.</p>
<p>De forma simplificada, estas áreas caracterizam-se em:<br />
<strong>• Motora Grossa:</strong> começando pelo sustento da cabeça ao redor dos 2-3 meses; sentar sem apoio ao redor dos 6-7 meses; ficar de pé ao redor dos 10 meses e começar a andar sozinho ao redor de um ano de vida.<br />
<strong>• Motora Fina:</strong> colocar as mãos na boca com dois a três meses; agarrar um objeto com quatro meses; alcançar e segurar um objeto com seis meses; transferi-lo de uma mão a outra com nove meses e realizar movimento de pinça com 10 meses.<br />
<strong>• Linguagem:</strong> desde o nascimento, o bebê reage aos sons (se assusta); vira a cabeça na direção do som por volta de dois meses; entre dois e três meses começa a emitir sons de vogais; por volta de cinco e seis meses já interage aos estímulos emitindo sons; entre sete e oito meses reconhece o “não” e o seu próprio nome e, por volta de um ano, começa a utilizar as primeiras palavras.<br />
<strong>• Interação Social:</strong> por volta de dois meses o bebê inicia o chamado “sorriso social” em resposta a um estímulo (como uma brincadeira feita pelos cuidadores). Com quatro meses já começa a gargalhar e convocar os pais para uma brincadeira; ao redor dos seis meses começa a responder pelo nome; aos nove meses começa a demonstrar medo de estranhos e ter noção da ausência ou presença, na chamada “ansiedade da separação”. Com 12 meses o bebê já aponta e entrega brinquedos nas mãos dos pais para compartilhar seus interesses.</p>
<h2>Os sinais de alerta</h2>
<p>É normal haver variações na aquisição desses marcos do desenvolvimento, como citamos antes. Entretanto, é fundamental que os pais estejam preparados para detectar atrasos significativos, os chamados “sinais de alerta ou “<em>red flags</em>”. São eles:</p>
<p><strong>2 meses:</strong><br />
• Não reage a vozes ou sons<br />
• Não segue com o olhar objetos em movimento<br />
• Não levanta a cabeça quando deitado de bruços<br />
• Não mostra interesse em observar a face das pessoas</p>
<p><strong>4 meses:</strong><br />
• Não sorri em resposta a estímulos<br />
• Não faz vocalizações<br />
• Não sustenta a cabeça<br />
• Não consegue trazer as mãos para perto da boca</p>
<p><strong>6 meses:</strong><br />
• Não tenta segurar objetos com as mãos<br />
• Não olha em direção a vozes<br />
• Não sorri com frequência quando brinca com você</p>
<p><strong>9 meses:</strong><br />
• Não balbucia sílabas<br />
• Não fica sentado sem apoio<br />
• Não rola<br />
• Não interage, não chama a atenção por meio de sons ou jogando objetos no chão<br />
• Não demonstra medo de separação dos pais/cuidadores</p>
<p><strong>12 meses:</strong><br />
• Não responde quando chamado pelo nome<br />
• Não fica de pé com apoio<br />
• Não olha para onde os cuidadores apontam<br />
• Não responde a brincadeiras de esconder</p>
<p><strong>15 meses:</strong><br />
• Não emite palavras simples como “mamãe” e “papai”<br />
• Não faz movimento de pinça<br />
• Não aponta para objetos que deseja</p>
<p><strong>18 meses:</strong><br />
• Não usa pelo menos seis palavras<br />
• Não entende ordens simples<br />
• Não anda com independência<br />
• Não aponta para demonstrar interesse</p>
<p><strong>Dois anos:</strong><br />
• Não utiliza duas palavras combinadas<br />
• Não segue comandos<br />
• Não imita ações ou palavras<br />
• Faz pouco contato visual<br />
• Não anda com autonomia</p>
<p>Caso seja observado um sinal de alerta, esse deve ser levado prontamente ao conhecimento do pediatra que acompanha a criança e este poderá julgar a necessidade de uma avaliação de profissional que atua na área de desenvolvimento infantil.</p>
<p>Regressões do desenvolvimento também são sempre preocupantes. Se a criança deixa de apresentar uma habilidade que já tinha desenvolvido (como balbuciar, falar ou andar), isso deve ser imediatamente investigado.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatores:</strong><br />
<strong> Dra. Mariana F. Granato</strong><br />
<strong> Dr. Luiz Guilherme Florence</strong><br />
<strong> Dra. Renata D. Waksman</strong><br />
Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP</p>
<p>Publicado em 13/11/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Genética e fatores ambientais influenciam na evolução infantil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/genetica-e-fatores-ambientais-influenciam-na-evolucao-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2015 10:50:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=817</guid>

					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O desenvolvimento das necessidades biológicas e psicológicas do ser humano começa na fecundação e segue por toda a vida. Entretanto, é nos três primeiros anos que o cérebro evolui com maior intensidade. Segundo o Dr. José Gabel, do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), cuidados e estimulação precoce têm fortes impactos e são fatores decisivos na transição de uma criança para a idade adulta, tanto na progressão de suas habilidades de aprendizagem quanto na capacidade de controlar suas emoções. Confira um roteiro da evolução média da criança até os dois anos. Entretanto, o Dr. Gabel ressalta: “o descompasso da criança à linha do tempo não quer dizer que há problemas, mas é importante que seja periodicamente avaliada pelo pediatra, que é o profissional capaz de perceber irregularidades”. Primeiro mês Deitado de costas, já ajeita a cabeça para respirar melhor. Suas atividades são predominantemente reflexivas e a sua percepção visual é satisfatória apenas de perto. Já a mãe é reconhecida pelo aroma. Segundo ao quarto mês Nessa idade começa a sugar o polegar e a reproduzir sons, como tosse e riso. Também emite vocalizações mais prolongadas e fica imóvel ao ouvir uma voz conhecida. Reage ao seu nome e responde virando a cabeça. Nessa fase, a mãe é reconhecida visualmente. Quinto mês Senta-se com apoio e mantêm as costas retas, assim como segura objetos e interage com eles. A criança imita gestos, sabe o momento de chamar a atenção e ri ao brincar. Sexto mês Permanece sentado, ainda com apoio, por um longo tempo. Distingue rostos estranhos de familiares, além de modular suas emissões vocais para imitar a mãe. Sétimo mês Fica sentado sem apoio por alguns momentos, arrasta-se e desloca-se do lugar. Oitavo mês Participa mais ativamente das brincadeiras, como a de esconde-esconde, e troca sinais com adultos. Começa a morder nessa fase. Nono mês Fica parado sozinho em pé e se segura. Começa a engatinhar. Geralmente, é nesse período que articula a primeira palavra, de duas sílabas, e reage corretamente a palavras familiares: pega e me dá, por exemplo. Passa a reconhecer seu nome e os dos familiares. Décimo e décimo primeiro mês Age intencionalmente e utiliza brinquedos de encaixar. Além disso, tenta imitar os sons que ouve e compreende proibições. Um ano Tem bom equilíbrio sentado e começa a andar, seguro pela mão. Repete gestos e emite, no mínimo, três palavras diferentes. Um ano e três meses Autonomia: anda sozinho, ajoelha-se, sobe escada com os quatro membros e bebe líquidos sem ajuda. Um ano e seis meses Senta-se em cadeiras sozinho, sobe e desce escadas segurando-se no corrimão, salta sobre os dois pés e realiza atos coordenados complexos, bem como desenhar rabiscos espontaneamente. Dois anos Maior equilíbrio e chama-se pelo próprio nome. Comunica-se com gestos e atitudes, principalmente com outras crianças. Constrói frases de duas palavras e usa o ‘não’ sistematicamente. “Para identificar possíveis problemas, é essencial a ida frequente ao pediatra e realizar observações comparativas entre crianças da mesma idade, que devem ser valorizadas e pesquisadas quando necessário”, explica Dr. Gabel. Dentre os sinais de alerta estão: dificuldade em interagir com outras pessoas, movimentos estereotipados, pouco contato visual e irritabilidade. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 22/01/2015. photo credit: lavaki &#124; pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/genetica-e-fatores-ambientais-influenciam-na-evolucao-infantil/">Genética e fatores ambientais influenciam na evolução infantil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2015/01/baby-440037_640.jpg" rel="prettyphoto[26937]"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-818" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2015/01/baby-440037_640.jpg?w=300" alt="baby-440037_640" width="300" height="199" /></a>O desenvolvimento das necessidades biológicas e psicológicas do ser humano começa na fecundação e segue por toda a vida. Entretanto, é nos três primeiros anos que o cérebro evolui com maior intensidade. Segundo o Dr. José Gabel, do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), cuidados e estimulação precoce têm fortes impactos e são fatores decisivos na transição de uma criança para a idade adulta, tanto na progressão de suas habilidades de aprendizagem quanto na capacidade de controlar suas emoções.</p>
<p>Confira um roteiro da evolução média da criança até os dois anos. Entretanto, o Dr. Gabel ressalta: “o descompasso da criança à linha do tempo não quer dizer que há problemas, mas é importante que seja periodicamente avaliada pelo pediatra, que é o profissional capaz de perceber irregularidades”.</p>
<p><strong>Primeiro mês</strong><br />
Deitado de costas, já ajeita a cabeça para respirar melhor. Suas atividades são predominantemente reflexivas e a sua percepção visual é satisfatória apenas de perto. Já a mãe é reconhecida pelo aroma.</p>
<p><strong>Segundo ao quarto mês</strong><br />
Nessa idade começa a sugar o polegar e a reproduzir sons, como tosse e riso. Também emite vocalizações mais prolongadas e fica imóvel ao ouvir uma voz conhecida. Reage ao seu nome e responde virando a cabeça. Nessa fase, a mãe é reconhecida visualmente.</p>
<p><strong>Quinto mês</strong><br />
Senta-se com apoio e mantêm as costas retas, assim como segura objetos e interage com eles. A criança imita gestos, sabe o momento de chamar a atenção e ri ao brincar.</p>
<p><strong>Sexto mês</strong><br />
Permanece sentado, ainda com apoio, por um longo tempo. Distingue rostos estranhos de familiares, além de modular suas emissões vocais para imitar a mãe.</p>
<p><strong>Sétimo mês</strong><br />
Fica sentado sem apoio por alguns momentos, arrasta-se e desloca-se do lugar.</p>
<p><strong>Oitavo mês</strong><br />
Participa mais ativamente das brincadeiras, como a de esconde-esconde, e troca sinais com adultos. Começa a morder nessa fase.</p>
<p><strong>Nono mês</strong><br />
Fica parado sozinho em pé e se segura. Começa a engatinhar. Geralmente, é nesse período que articula a primeira palavra, de duas sílabas, e reage corretamente a palavras familiares: pega e me dá, por exemplo. Passa a reconhecer seu nome e os dos familiares.</p>
<p><strong>Décimo e décimo primeiro mês</strong><br />
Age intencionalmente e utiliza brinquedos de encaixar. Além disso, tenta imitar os sons que ouve e compreende proibições.</p>
<p><strong>Um ano</strong><br />
Tem bom equilíbrio sentado e começa a andar, seguro pela mão. Repete gestos e emite, no mínimo, três palavras diferentes.</p>
<p><strong>Um ano e três meses</strong><br />
Autonomia: anda sozinho, ajoelha-se, sobe escada com os quatro membros e bebe líquidos sem ajuda.</p>
<p><strong>Um ano e seis meses</strong><br />
Senta-se em cadeiras sozinho, sobe e desce escadas segurando-se no corrimão, salta sobre os dois pés e realiza atos coordenados complexos, bem como desenhar rabiscos espontaneamente.</p>
<p><strong>Dois anos</strong><br />
Maior equilíbrio e chama-se pelo próprio nome. Comunica-se com gestos e atitudes, principalmente com outras crianças. Constrói frases de duas palavras e usa o ‘não’ sistematicamente.</p>
<p>“Para identificar possíveis problemas, é essencial a ida frequente ao pediatra e realizar observações comparativas entre crianças da mesma idade, que devem ser valorizadas e pesquisadas quando necessário”, explica Dr. Gabel. Dentre os sinais de alerta estão: dificuldade em interagir com outras pessoas, movimentos estereotipados, pouco contato visual e irritabilidade.</p>
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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 22/01/2015.<br />
photo credit: lavaki | pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
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