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	<title>Arquivos Destiladas - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Destiladas - SPSP</title>
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		<title>Bebidas alcoólicas: vamos conhecer o que bebemos?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/bebidas-alcoolicas-vamos-conhecer-o-que-bebemos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 18:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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<p>As bebidas alcoólicas apresentam como seu principal componente o etanol, ou álcool etílico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o álcool etílico é a substância psicoativa</p>
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<p>As bebidas alcoólicas apresentam como seu principal componente o etanol, ou álcool etílico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o álcool etílico é a substância psicoativa mais consumida em todo o mundo e de grande importância e preocupação para a saúde pública do planeta.</p>



<p>Como qualquer substância psicoativa, ao entrar no corpo o álcool atua no cérebro e pode mudar a forma como a pessoa pensa, sente, percebe ou se comporta.</p>



<p>Pela OMS, o uso nocivo do álcool é um dos principais fatores de risco para a saúde da população mundial, incluindo riscos para a saúde materno-infantil, doenças infecciosas (vírus da imunodeficiência humana, hepatite viral, tuberculose), doenças não transmissíveis, saúde mental, lesões e intoxicações. Responsável, também, por grande número de mortes e diminuição da expectativa de vida.</p>



<p>Quando consumido pelas mulheres grávidas, o etanol atravessa a placenta e pode levar a problemas no desenvolvimento e crescimento do embrião/feto, causando os chamados Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal. São condições permanentes, sem tratamento, que se manifestam por inúmeras alterações, como anomalias físicas e congênitas, atraso no crescimento, alterações cognitivas, comprometimento da linguagem, dificuldades de aprendizado, distúrbios de comportamento, grande vulnerabilidade social e dependência de terceiros.</p>



<p>A história do homem e o consumo de bebidas alcoólicas caminham juntos. Fontes arqueológicas evidenciam que as bebidas alcoólicas surgiram por volta de 7.000–6.600 a.C., de forma acidental e natural, quando leveduras, do meio ambiente, fermentaram açúcares presentes em cereais, frutas ou mel, dando origem ao etanol.</p>



<p>Ao contrário das bebidas fermentadas, as bebidas destiladas vêm de um processo tecnológico, não espontâneo, pela manipulação das primeiras. A destilação surgiu entre os séculos I e IX d.C., para fins medicinais e alquímicos, e apenas no século XIII d.C. começou a ser usada para fins recreativos, sociais e comerciais.</p>



<p>Além de serem classificadas em fermentadas e destiladas, as bebidas também podem ser denominadas de acordo com a concentração de álcool etílico/etanol que contêm. Embora essa classificação possa variar de acordo com a legislação dos diversos países, a maioria deles considera “bebidas alcoólicas” aquelas que contêm 0,5% ou mais de álcool por volume, “não alcoólicas/sem álcool” as que têm menos de 0,5% de álcool por volume, e as “zero álcool” as com menos de 0,05% de álcool por volume.</p>



<p>Sugestão de classificação e das características das bebidas encontra-se no quadro 1.</p>



<p>Quadro 1. Sugestão de definição e comparação entre os diferentes tipos de bebidas</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-small-font-size"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Categoria</strong><strong></strong></td><td><strong>ABV</strong><strong></strong></td><td><strong>Processo de produção</strong><strong></strong></td><td><strong>Exemplos</strong><strong></strong></td><td><strong>Relevância clínica</strong><strong></strong></td></tr><tr><td><strong>Fermentadas</strong></td><td>3%-15%</td><td>Fermentação de açúcares</td><td>Cerveja, vinho, hidromel, chicha, espumantes, kombucha alcoólica</td><td>Não indicado para população vulnerável*</td></tr><tr><td><strong>Espirituosas</strong><strong></strong> <strong>(Destiladas)</strong><strong></strong></td><td>≥ 15% (geralmente &nbsp;35%-50%)</td><td>Destilação de bebidas fermentadas</td><td>Whisky, gin, vodka, rum, cachaça, tequila, conhaque, brandy, grappa, aguardentes de frutas</td><td>Não indicado para população vulnerável*</td></tr><tr><td><strong><em>Baixo teor alcoólico (Low-alcohol)</em></strong><strong></strong></td><td>0,05-1,2%</td><td>Desalcoolização</td><td>Vinho desalcoolizado</td><td>Não indicado para população vulnerável*</td></tr><tr><td><strong>Não alcoólicas</strong><strong></strong> <strong>(<em>non-alcoholic beverage</em>)</strong><strong></strong></td><td>&lt; 0,5% &nbsp;</td><td>Desalcoolização Fermentação controlada</td><td>Cerveja não alcoólica, kombucha, vinho desalcoolizado</td><td>Não indicado para população vulnerável*</td></tr><tr><td><strong>Zero álcool</strong> <strong><em>(Alcohol-free)</em></strong><strong></strong></td><td>&lt; 0,05%</td><td>Desalcoolização completa</td><td>Cerveja</td><td>Pode ser uma alternativa mais segura para gestantes, motoristas, adolescentes, indivíduos em uso de medicamentos incompatíveis com o álcool</td></tr><tr><td><strong><em>Light</em></strong><strong></strong></td><td>&lt; 30% de álcool do produto similar da mesma marca</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>Não indicado para população vulnerável*</td></tr></tbody></table></figure>



<p><em>ABV &#8211; Alcohol by Volume</em> (concentração de álcool/volume)</p>



<p>* População vulnerável – menores de 18 anos, grávidas, pessoas com condições de saúde que possam ser prejudicadas pelo álcool, uso de medicamentos incompatíveis com o álcool, motoristas.</p>



<p>&nbsp;Fonte: elaborado pela autora (MAM).</p>



<p>Quanto maior a concentração de álcool em uma bebida, piores os efeitos a que ele leva. Segundo a OMS, não existe nenhum nível seguro de seu consumo em relação a várias doenças, incluindo câncer, doenças imunológicas, cardiovasculares e os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal.</p>



<p>Temos que ter ciência de que bebida “não alcoólica” é diferente de “0% de álcool”. Mesmo sendo chamada de “não alcoólica”, pode conter traços de etanol resultantes da fermentação. A diferença entre 0,0% e 0,5% pode parecer pequena do ponto de vista percentual, mas é clinicamente relevante em situações em que a recomendação é de exclusão total de etanol, como na gestação e nos transtornos por uso de álcool.</p>



<p>Compreender as diferenças entre “bebidas alcoólicas”, “não alcoólica/sem álcool” e “zero álcool” é fundamental, a fim de escolhermos o que queremos e/ou podemos beber com o objetivo de reduzir os danos à nossa saúde e, muitas vezes, à saúde dos outros, como do embrião/feto.</p>



<p>Devemos nos acostumar a ler os rótulos das bebidas, para verificarmos a concentração do álcool nelas contido e, se possível, consultarmos a ficha técnica do seu fabricante. Temos a responsabilidade de prevenirmos e reduzirmos os malefícios que as bebidas alcoólicas podem causar.</p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Maria dos Anjos Mesquita</strong><br><strong>Médica Neonatologista</strong><br><strong>Mestre em Ciências da Saúde</strong><br><strong>Vice-Presidente do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP</strong></p>
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