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	<title>Arquivos Diabetes - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Diabetes - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Segurança em relação a dietas com baixo teor de carboidratos para controlar o diabetes em crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/seguranca-em-relacao-a-dietas-com-baixo-teor-de-carboidratos-para-controlar-o-diabetes-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 12:28:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Uma das grandes preocupações de pais de crianças com diabetes tipo 1 (DM1) é buscar um equilíbrio dos níveis de glicose diariamente</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/seguranca-em-relacao-a-dietas-com-baixo-teor-de-carboidratos-para-controlar-o-diabetes-em-criancas/">Segurança em relação a dietas com baixo teor de carboidratos para controlar o diabetes em crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dietas-de-Baixo-Teor-de-Carbo-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Uma das grandes preocupações de pais de crianças com diabetes tipo 1 (DM1) é buscar um equilíbrio dos níveis de glicose diariamente e a longo prazo, com o objetivo de evitar as complicações agudas e crônicas da doença. Ao mesmo tempo, há o sentimento de reduzir o sofrimento dos filhos por conta das famosas “picadas” – seja para monitorizar os níveis de glicose, seja para a aplicação da insulina. A dieta desempenha papel importante no tratamento do DM1; abordaremos, neste espaço, alguns aspectos relativos à utilização dos carboidratos.</p>
<p style="text-align: justify;">O carboidrato é um macronutriente que compõe a nossa pirâmide alimentar, sendo a base dela – ou seja, a maioria da nossa caloria consumida por dia é por conta dos carboidratos (pelo menos 50% a 55% das calorias diárias). Ao mesmo tempo, o carboidrato é a principal fonte que aumenta de forma imediata os níveis de glicose após seu consumo nos pacientes DM1. Por conta deste impacto, pelo receio de aumentos exorbitantes das glicemias após as refeições e, ao mesmo tempo, tentando buscar uma forma para aplicação de uma menor quantidade de insulinas bolus, algumas famílias buscam utilizar uma dieta com uma menor quantidade de carboidratos para as crianças DM1 – as famosas dietas low-carb (LC), very low-carb (VLC) e dieta cetogênica (DC).</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando-se na proposta e resultado dela, realmente pode haver um impacto positivo, tanto na redução dos níveis de glicose com estas dietas. No entanto, qual a segurança na realização delas em crianças DM1?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois atenção: toda criança, independentemente se apresenta doenças ou não, necessita de forma obrigatória dos carboidratos. Devemos lembrar que eles são a fonte imediata de energia para nossas células do corpo, e a redução drástica do seu consumo pode afetar o desenvolvimento e o rendimento da criança, podendo causar, por exemplo, apatia, sonolência, queda do rendimento escolar, entre outros comportamentos. Ao mesmo tempo, o carboidrato tem efeito direto na proliferação celular e, por isso, gera uma consequência direta no crescimento do indivíduo. Ou seja, uma redução além do normal no consumo de carboidratos em crianças pode afetar o crescimento e desenvolvimento delas a curto e longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra questão que deve ser considerada: pelo fato de o carboidrato ser uma fonte imediata de energia, a redução do consumo nem sempre é tolerada na população pediátrica, gerando sintomas como fraqueza, tonturas, vômitos, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais um aspecto a ser discutido: com a redução do consumo de carboidratos, a tendência é que a dieta seja reforçada por um maior nível de proteínas e gorduras. Estes, apesar de em menor proporção, possuem conversão e podem impactar também em aumento dos níveis de glicose após horas do seu consumo; além disso, o consumo aumentado de proteínas e gorduras pode gerar impactos nos níveis de colesterol, aumentar risco de obesidade, gerar impactos na saúde hepática e renal, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">As dietas VLC e DC, pela redução considerável do consumo de carboidratos, podem gerar um aumento da quebra do tecido adiposo corporal para fornecimento de glicose para fornecimento de energia – entretanto, este mecanismo pode causar a redução do pH sanguíneo (acidose) e aumentar a formação de corpos cetônicos – e a junção destes dois mecanismos pode levar a uma cetoacidose diabética mesmo com níveis normais de glicose, chamada cetoacidose diabética euglicêmica, que é uma emergência médica e deve ser tratada imediatamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo: crianças com DM1 devem ter uma dieta individualizada, com aporte calórico adequado e consumo correto de carboidratos, proteínas e gorduras. A redução do consumo de carboidratos na dieta não possui, a princípio, estudos que demonstrem segurança para o seu uso de forma indiscriminada. A alimentação do paciente DM1 deve ser acompanhada de forma rigorosa por um nutricionista, de tal forma que haja ajustes adequados para otimizar o crescimento, desenvolvimento e níveis adequados de glicose nas crianças DM1.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Thiago Santos Hirose<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Endocrinologista Pediátrico<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Endocrinologia da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Diretor da Regional de Ribeirão Preto da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Internacional do Diabético</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-internacional-do-diabetico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 18:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>27 de junho é o Dia Internacional do Diabético. O diabetes é uma das doenças mais prevalentes no mundo e com potencial para aumentar ainda mais. Segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF), atualmente são cerca de 537 milhões de pessoas adultas de 20-79 anos vivendo com diabetes, ou seja, em cada 10 pessoas uma tem a doença. A estimativa é que até 2030 serão 643 milhões e até 2045, 783 milhões. A grande preocupação é que as nossas crianças de hoje serão os adultos de amanhã. E como prevenir para que elas não estejam nesta estimativa? Primeiro é importante entender que existem diferentes tipos de diabetes; na infância, o diabetes tipo 1 (DM1) é o mais comum. Esse tipo de diabetes responde por cerca de 8,75 milhões de pessoas em todo o mundo e apenas 1,52 milhão tinham menos de 20 anos em 2022. Nesse tipo há uma predisposição genética e algum gatilho ambiental ativo e inicia-se um processo autoimune em que as células produtoras de insulina são destruídas e o portador da doença necessita repor este hormônio para sobreviver. Embora o DM1 ainda não tenha cura, novos tratamentos com insulinas modernas e tecnologia assessorando o controle da doença permitem que os portadores tenham uma excelente qualidade de vida e seu melhor controle glicêmico diminui a chance de evoluir para complicações crônicas. Outros tipos de diabetes também podem ocorrer entre os mais jovens, inclusive o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Isto desenvolve-se pelo aumento da obesidade infantil, que acelera a cada dia nas estatísticas. Nesse tipo de diabetes, a produção de insulina não acabou, mas a insulina produzida não consegue exercer a sua função adequadamente devido a uma resistência em sua atuação, levando ao aumento da glicemia. Essa elevação, por sua vez, gera outras alterações em órgãos importantes, como olhos, rins, coração e nervos, predispondo a graves doenças e aumento e antecipação na mortalidade. Assim, é muito importante estar atento ao seu filho, pois o diagnóstico precoce e o tratamento corretos podem mudar a evolução desse quadro. E o que pode ser feito para que nossas crianças de hoje não sejam os portadores de diabetes de amanhã? Primeiro devemos pensar no diabetes como uma condição e que se não cuidada poderá levar a doenças e complicações, mas o seu cuidado permitirá uma boa evolução. Não é verdade que toda pessoa com diabetes terá algum tipo de complicação, sendo que aqueles que conseguem manter um controle adequado dos valores de glicemia possuirão uma boa qualidade de vida a curto e longo prazo, através de cuidados adequados e acompanhamento com a equipe de saúde. Segundo, devemos olhar na prevenção para que as crianças saudáveis se mantenham sem a doença. O que falamos é que em ambos os casos, portadores ou não portadores de diabetes, há a necessidade de um estilo de vida saudável para se manter são. Muitas pessoas não sabem que jovens também podem ter DM2 e que nesse grupo etário a doença pode ter uma progressão mais agressiva e com complicações mais precoces do que na idade adulta. Vamos então conversar sobre como proceder em relação à prevenção do DM2 e como suspeitar nos casos em que a criança já esteja com a doença. A prevenção se faz com manutenção do peso dentro do ideal, para cada idade e sexo. A obesidade e o sobrepeso são fatores de risco para DM2. A prática de exercícios físicos auxilia a manter a saúde física e mental da criança, colaborando na prevenção da doença. Manter uma dieta saudável, evitando o excesso de doces, refrigerantes, fast food, embutidos e alimentos ultraprocessados é fundamental para manutenção da saúde de seu pequeno. Na infância, o que mais ocorre é o DM1, que é de origem autoimune e seu aparecimento não está relacionado com a dieta que a criança tem; mas uma vez adquirido, será importante manter uma dieta equilibrada. Os sintomas são perda de peso, cansaço, desânimo, falta de ar, muita sede, urinar muito e muita fome. Às vezes algumas crianças têm sintomas mais inespecíficos, como coceira, dores de barriga, acelerar o coração ou até desmaiar. Falar sobre diabetes é importante por muitos motivos. Procure assistência médica o mais rápido possível, se reconhecer estes sintomas clássicos da descompensação do diabetes: perda de peso (apesar de uma alimentação adequada ou até com mais fome do que o habitual); aumento da sede e aumento da quantidade da urina e da frequência das micções. Estes sintomas podem acontecer em qualquer idade. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico, quanto antes se inicia o tratamento, menor o risco de uma descompensação grave. Ao longo dos últimos 100 anos, a partir da descoberta da insulina, a vida das pessoas com diabetes mudou muito. A insulina permitiu que esse diagnóstico preocupante passasse a ser compatível com uma vida com menos limitações e complicações. Os últimos 20 anos foram marcados por avanços tecnológicos impressionantes. Os medicamentos mais modernos, que agem por mais tempo e têm menos risco de hipoglicemia, ou que agem mais rápido e permitem um melhor controle da glicemia após as refeições, foram se tornando acessíveis para as pessoas que dependem de insulina para viver. As canetas que utilizam agulhas menores permitiram mais conforto na aplicação da insulina. O acesso a sensores de glicose permite um controle glicêmico muito mais preciso e confortável para quem precisa olhar sua glicemia muitas vezes ao dia. Os sistemas de infusão contínua de insulina (as conhecidas “bombas de insulina”) passaram a ser automatizados e acoplados aos sensores. Quem imaginou que tantos avanços aconteceriam em 100 anos! O uso da tecnologia para promover educação e conscientização permite que em lugares mais distantes seja possível oferecer atendimento de melhor qualidade. Sabemos que o caminho ainda é longo; muitas pessoas com diabetes ainda não têm acesso às tecnologias mais modernas ou enfrentam dificuldades para encontrar profissionais de saúde especializados, mas vivemos em um país onde o acesso a medicamentos e insumos para o cuidado do diabetes é garantido pelo SUS. As sociedades científicas e as organizações...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">27 de junho é o Dia Internacional do Diabético. O diabetes é uma das doenças mais prevalentes no mundo e com potencial para aumentar ainda mais. Segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF), atualmente são cerca de 537 milhões de pessoas adultas de 20-79 anos vivendo com diabetes, ou seja, em cada 10 pessoas uma tem a doença. A estimativa é que até 2030 serão 643 milhões e até 2045, 783 milhões. A grande preocupação é que as nossas crianças de hoje serão os adultos de amanhã. E como prevenir para que elas não estejam nesta estimativa?</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro é importante entender que existem diferentes tipos de diabetes; na infância, o diabetes tipo 1 (DM1) é o mais comum. Esse tipo de diabetes responde por cerca de 8,75 milhões de pessoas em todo o mundo e apenas 1,52 milhão tinham menos de 20 anos em 2022. Nesse tipo há uma predisposição genética e algum gatilho ambiental ativo e inicia-se um processo autoimune em que as células produtoras de insulina são destruídas e o portador da doença necessita repor este hormônio para sobreviver. Embora o DM1 ainda não tenha cura, novos tratamentos com insulinas modernas e tecnologia assessorando o controle da doença permitem que os portadores tenham uma excelente qualidade de vida e seu melhor controle glicêmico diminui a chance de evoluir para complicações crônicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros tipos de diabetes também podem ocorrer entre os mais jovens, inclusive o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Isto desenvolve-se pelo aumento da obesidade infantil, que acelera a cada dia nas estatísticas. Nesse tipo de diabetes, a produção de insulina não acabou, mas a insulina produzida não consegue exercer a sua função adequadamente devido a uma resistência em sua atuação, levando ao aumento da glicemia. Essa elevação, por sua vez, gera outras alterações em órgãos importantes, como olhos, rins, coração e nervos, predispondo a graves doenças e aumento e antecipação na mortalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é muito importante estar atento ao seu filho, pois o diagnóstico precoce e o tratamento corretos podem mudar a evolução desse quadro.</p>
<p style="text-align: justify;">E o que pode ser feito para que nossas crianças de hoje não sejam os portadores de diabetes de amanhã?</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro devemos pensar no diabetes como uma condição e que se não cuidada poderá levar a doenças e complicações, mas o seu cuidado permitirá uma boa evolução. Não é verdade que toda pessoa com diabetes terá algum tipo de complicação, sendo que aqueles que conseguem manter um controle adequado dos valores de glicemia possuirão uma boa qualidade de vida a curto e longo prazo, através de cuidados adequados e acompanhamento com a equipe de saúde. Segundo, devemos olhar na prevenção para que as crianças saudáveis se mantenham sem a doença. O que falamos é que em ambos os casos, portadores ou não portadores de diabetes, há a necessidade de um estilo de vida saudável para se manter são.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas não sabem que jovens também podem ter DM2 e que nesse grupo etário a doença pode ter uma progressão mais agressiva e com complicações mais precoces do que na idade adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos então conversar sobre como proceder em relação à prevenção do DM2 e como suspeitar nos casos em que a criança já esteja com a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção se faz com manutenção do peso dentro do ideal, para cada idade e sexo. A obesidade e o sobrepeso são fatores de risco para DM2. A prática de exercícios físicos auxilia a manter a saúde física e mental da criança, colaborando na prevenção da doença. Manter uma dieta saudável, evitando o excesso de doces, refrigerantes, fast food, embutidos e alimentos ultraprocessados é fundamental para manutenção da saúde de seu pequeno.</p>
<p style="text-align: justify;">Na infância, o que mais ocorre é o DM1, que é de origem autoimune e seu aparecimento não está relacionado com a dieta que a criança tem; mas uma vez adquirido, será importante manter uma dieta equilibrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas são perda de peso, cansaço, desânimo, falta de ar, muita sede, urinar muito e muita fome. Às vezes algumas crianças têm sintomas mais inespecíficos, como coceira, dores de barriga, acelerar o coração ou até desmaiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre diabetes é importante por muitos motivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Procure assistência médica o mais rápido possível, se reconhecer estes sintomas clássicos da descompensação do diabetes: perda de peso (apesar de uma alimentação adequada ou até com mais fome do que o habitual); aumento da sede e aumento da quantidade da urina e da frequência das micções. Estes sintomas podem acontecer em qualquer idade. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico, quanto antes se inicia o tratamento, menor o risco de uma descompensação grave.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos 100 anos, a partir da descoberta da insulina, a vida das pessoas com diabetes mudou muito. A insulina permitiu que esse diagnóstico preocupante passasse a ser compatível com uma vida com menos limitações e complicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Os últimos 20 anos foram marcados por avanços tecnológicos impressionantes. Os medicamentos mais modernos, que agem por mais tempo e têm menos risco de hipoglicemia, ou que agem mais rápido e permitem um melhor controle da glicemia após as refeições, foram se tornando acessíveis para as pessoas que dependem de insulina para viver. As canetas que utilizam agulhas menores permitiram mais conforto na aplicação da insulina. O acesso a sensores de glicose permite um controle glicêmico muito mais preciso e confortável para quem precisa olhar sua glicemia muitas vezes ao dia. Os sistemas de infusão contínua de insulina (as conhecidas “bombas de insulina”) passaram a ser automatizados e acoplados aos sensores. Quem imaginou que tantos avanços aconteceriam em 100 anos!</p>
<p style="text-align: justify;">O uso da tecnologia para promover educação e conscientização permite que em lugares mais distantes seja possível oferecer atendimento de melhor qualidade. Sabemos que o caminho ainda é longo; muitas pessoas com diabetes ainda não têm acesso às tecnologias mais modernas ou enfrentam dificuldades para encontrar profissionais de saúde especializados, mas vivemos em um país onde o acesso a medicamentos e insumos para o cuidado do diabetes é garantido pelo SUS. As sociedades científicas e as organizações de pessoas com diabetes trabalham diariamente para que os diagnósticos sejam mais precoces, os tratamentos mais acessíveis e a sociedade mais estruturada.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Internacional do Diabético precisamos pensar em promover educação, celebrar os avanços no tratamento e lembrar que ainda hoje muitas pessoas demoram para receber o diagnóstico e ter acesso aos cuidados de saúde adequados para terem uma vida saudável com diabetes. Falar sobre diabetes, em um mês dedicado a esse assunto, permite que os profissionais de saúde estejam mais atentos e atualizados, que as redes de apoio das pessoas com diabetes estejam mais capacitadas, que as políticas públicas sejam ajustadas às realidades regionais e que todas as pessoas com diabetes possam viver com mais saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatores:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Jesselina Haber<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Laura Cudizio<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Thiago Santos Hirose<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial do Diabetes</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-do-diabetes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 21:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dia-Mundial-Diabetes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dia-Mundial-Diabetes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/11/Imagem-Dia-Mundial-Diabetes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Novembro é o mês de conscientização do diabetes, sendo 14 de novembro o Dia Mundial do Diabetes. O diabetes é uma das doenças mais prevalentes no mundo e, a cada ano, o número de pessoas</p>
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<p>Novembro é o mês de conscientização do diabetes, sendo 14 de novembro o Dia Mundial do Diabetes.</p>
<p style="text-align: justify;">O diabetes é uma das doenças mais prevalentes no mundo e, a cada ano, o número de pessoas que vivem com diabetes aumenta. O Atlas Internacional do Diabetes, elaborado pela Federação Internacional do Diabetes (IDF), estima que metade das pessoas que têm diabetes no mundo não foi diagnosticada. Por isso essa data é tão importante, pois o diagnóstico e o tratamento corretos podem salvar vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na infância, o diabetes tipo 1 (DM1) é o mais comum. O Brasil é o terceiro país do mundo em número de crianças vivendo com DM1, e a cada ano mais crianças são diagnosticadas com essa condição. O DM1 é uma doença autoimune e ainda não tem cura, mas com acesso a tratamento e um controle glicêmico adequado é possível melhorar (e muito!) a qualidade de vida e reduzir as complicações crônicas.</p>
<p style="text-align: justify;">O diabetes tipo 2 (DM2) é ainda o mais prevalente entre adultos, mas vem aumentando por conta do aumento da obesidade e do sedentarismo entre os adolescentes. As mudanças de hábitos de vida têm um impacto muito grande na evolução do DM2, e muitas pessoas desconhecem a importância desse diagnóstico ainda na adolescência, quando a doença pode ter uma progressão mais agressiva e com complicações mais precoces do que na idade adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento regular com o pediatra é fundamental para prevenir o DM2. Reconhecer o início do ganho de peso em uma criança, e já implementar mudanças de hábitos, fazem muita diferença. A obesidade deve ser reconhecida como uma doença que demanda acompanhamento médico multidisciplinar, modificações de estilo de vida e em alguns casos medicação. Essas medidas podem reduzir muito o risco da evolução do DM2. Não podemos perder a chance de prevenir o aparecimento de uma doença, pois é possível melhorar o futuro dessa criança.</p>
<p>Falar sobre diabetes é importante por muitos motivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Procure assistência médica, o mais rápido possível, se reconhecer estes sintomas clássicos da descompensação do diabetes:  perda de peso (apesar de uma alimentação adequada ou até com mais fome do que o habitual); aumento da sede e aumento da quantidade da urina e da frequência das micções. Estes sintomas podem acontecer em qualquer idade. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico, quanto antes se inicia o tratamento, menor o risco de uma descompensação grave.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos 100 anos, a partir da descoberta da insulina, a vida das pessoas com diabetes mudou muito. A insulina permitiu que esse diagnóstico preocupante passasse a ser compatível com uma vida com menos limitações e complicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Os últimos 20 anos foram marcados por avanços tecnológicos impressionantes. Os medicamentos mais modernos, que agem por mais tempo e têm menos risco de hipoglicemia, ou que agem mais rápido e permitem um melhor controle da glicemia após as refeições foram se tornando acessíveis para as pessoas que dependem de insulina para viver. As canetas que utilizam agulhas menores permitiram mais conforto na aplicação da insulina. O acesso a sensores de glicose permite um controle glicêmico muito mais preciso e confortável para quem precisa olhar sua glicemia muitas vezes ao dia. Os sistemas de infusão contínua de insulina (as conhecidas “bombas de insulina”) passaram a ser automatizados e acoplados aos sensores. Quem imaginou que tantos avanços aconteceriam em 100 anos!</p>
<p style="text-align: justify;">O uso da tecnologia para promover educação e conscientização permite que em lugares mais distantes seja possível oferecer atendimento de melhor qualidade. Sabemos que o caminho ainda é longo; muitas pessoas com diabetes ainda não têm acesso a tecnologias mais modernas ou enfrentam dificuldades para encontrar profissionais de saúde especializados, mas vivemos em um país onde o acesso a medicamentos e insumos para o cuidado do diabetes é garantido pelo SUS. As sociedades científicas e as organizações de pessoas com diabetes trabalham diariamente para que os diagnósticos sejam mais precoces, os tratamentos mais acessíveis e a sociedade mais estruturada.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial do Diabetes precisamos pensar em promover educação, celebrar os avanços no tratamento e lembrar que ainda hoje muitas pessoas demoram para receber o diagnóstico e ter acesso aos cuidados de saúde adequados para terem uma vida saudável com diabetes. Falar sobre diabetes, em um mês dedicado a esse assunto, permite que os profissionais de saúde estejam mais atentos e atualizados, que as redes de apoio das pessoas com diabetes estejam mais capacitadas, que as políticas públicas sejam ajustadas às realidades regionais e que todas as pessoas com diabetes possam viver com mais saúde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Laura de Freitas Pires Cudizio<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Médica Colaboradora do Ambulatório de Diabetes Pediátrico da Santa Casa de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Diabetes na infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/diabetes-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jun 2023 18:56:07 +0000</pubDate>
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<p>27 de junho é o Dia Internacional do Diabético e a data de celebração nasceu com o objetivo de promover conscientização sobre a doença e suas formas de tratamento. O diabetes é</p>
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<p style="text-align: justify;">27 de junho é o Dia Internacional do Diabético e a data de celebração nasceu com o objetivo de promover conscientização sobre a doença e suas formas de tratamento. O diabetes é uma das doenças crônicas mais importantes e se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. Estimam-se 1,2 milhão de crianças e adolescentes com diabetes no mundo. Os diagnósticos de diabetes tipo 2 (DM2) entre os adolescentes vêm aumentando, mas o diabetes tipo 1 (DM1) ainda é o mais comum na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas qual a diferença entre eles? O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o corpo produz anticorpos que atacam as células do pâncreas que produzem insulina. Quando restam poucas células produtoras de insulina, o açúcar começa a se acumular no sangue. A maioria dos casos ocorre na infância e adolescência em famílias que não têm nenhum caso de diabetes conhecido. Ainda não há cura para interromper ou reverter esse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">O diabetes tipo 2 é causado por resistência à ação da insulina, quando a insulina tem dificuldade de agir, resultando no acúmulo de açúcar no sangue. Existe uma propensão genética, mas hábitos de vida sedentários e o excesso de peso aumentam muito o risco de se desenvolver o DM2 em adolescentes e adultos jovens. Manter o peso adequado, uma alimentação saudável e praticar atividades físicas regulares reduz significativamente o risco de desenvolver esse tipo de diabetes.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quais são os sintomas de diabetes? </strong></p>
<ul>
<li>Muita sede</li>
<li>Aumento da diurese</li>
<li>Muita fome</li>
<li>Perda de peso</li>
<li>Hálito cetônico (cheiro de maçã podre ou vinagre)</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Se essas alterações persistirem por um tempo prolongado, outros sintomas podem aparecer, como dor na barriga, vômitos, muito cansaço, respiração muito rápida. Nesses casos, é importante buscar avaliação médica com urgência.</p>
<p> </p>
<p><strong>O diagnóstico de diabetes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A medida de glicose no sangue acima de 200 mg/dl é considerada elevada – procure avaliação médica.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casos de DM1 é possível medir os anticorpos no sangue, aqueles que prejudicam a produção de insulina pelo pâncreas.</p>
<p style="text-align: justify;">No DM2 esses anticorpos não estão presentes, mas hiperglicemias associadas a obesidade e história familiar são suficientes para o diagnóstico.</p>
<p> </p>
<p><strong>Qual o tratamento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nos casos de DM1, o tratamento é a aplicação de insulina, desde o momento do diagnóstico. A insulina pode ser aplicada com seringas, canetas de insulina ou sistemas de infusão contínua (“bombas” de insulina). São utilizados dois tipos de insulina, uma lenta e outra insulina de ação rápida. Para manter os níveis de glicose dentro do alvo recomendado é necessário monitoramento dos valores de açúcar no sangue, que pode ser feito com medidas do açúcar no sangue ou com sensores do líquido intersticial.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o DM2 são fundamentais mudanças no estilo de vida (com uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares). O uso de medicamentos via oral ou injetáveis também é indicado, sendo que a insulina também pode ser necessária, dependendo dos valores de glicemia e da capacidade de produção de insulina que cada pessoa tem no momento do diagnóstico.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ter atenção para a ocorrência de hipoglicemias – açúcar baixo no sangue. Os sintomas podem variar muito e conforme a glicemia vai ficando mais baixa, sintomas mais importantes podem aparecer. É importante agir rapidamente para que esse quadro não piore. Os sintomas mais comuns de hipoglicemia nas crianças:</p>
<ul>
<li>Tremores</li>
<li>Suor frio</li>
<li>Sonolência</li>
<li>Irritabilidade</li>
<li>Muita fome</li>
<li>Alterações na visão</li>
<li>Dor de cabeça</li>
<li>Desmaio</li>
<li>Convulsão</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em casos de sintomas, deve-se medir a glicose e oferecer açúcar de rápida absorção – água com açúcar, refrigerante ou suco não diet, mel, ou glicose em sachês. É importante ter fácil acesso a esses alimentos, pois a hipoglicemia pode evoluir rapidamente se não reconhecida e tratada adequadamente.</p>
<p> </p>
<p><strong>E as complicações crônicas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O risco de evoluir com complicações está diretamente relacionado aos níveis de glicemia ao longo dos anos. Manter os níveis de glicose dentro do alvo (70 a 180 mg/dL) a maior parte do tempo reduz significativamente o risco de problemas de saúde no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">A glicemia elevada por longos períodos faz com que o açúcar do sangue se ligue aos tecidos de órgãos e promova alterações que podem ser progressivas e irreversíveis. Essas são chamadas complicações microvasculares e macrovasculares.</p>
<ul>
<li>Retinopatia diabética: alterações na visão</li>
<li>Nefropatia diabética: problemas renais</li>
<li>Neuropatia diabética: alterações na sensibilidade de mãos e pés</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>E como podemos ajudar a criança com diabetes?</strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><strong>Procure um médico: </strong>em casos de emergência (mal-estar, palidez, dores abdominais, vômitos, falta de ar) busque atendimento imediatamente. Informe sobre sintomas de diabetes (emagrecimento, aumento da sede, aumento da diurese). O <strong>Pediatra</strong> pode iniciar o tratamento até a consulta com o <strong>Endocrinologista Pediátrico</strong>.</li>
<li><strong>Posto de saúde: </strong>Informe-se quais os serviços gratuitos para o tratamento do diabetes.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Educação em diabetes: </strong>procure especialistas capacitados: enfermeiras, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos. A Sociedade Brasileira de Diabetes (<a href="http://www.sbd.org.br">sbd.org.br</a>) e a Associação de Diabetes Juvenil (<a href="http://www.adj.com.br">www.adj.com.br</a>) são bons pontos de partida para aprender sobre diabetes.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Organize a rotina e os cuidados: </strong>uma rotina organizada deixa tudo mais fácil. Estabeleça horários para refeições, manter insumos necessários próximos de onde se realizam as refeições, tenha carboidratos de rápida absorção em fácil acesso. Com isso os cuidados do diabetes se adaptam à rotina da família.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Converse com a escola: </strong>informe sobre o diagnóstico do diabetes e os cuidados necessários nos horários da escola. A equipe de saúde deve fornecer um Plano de Cuidados de Diabetes para a escola saber como proceder em diferentes situações. Você encontra essas informações no site <a href="http://diabeteseaescola.com.br">http://diabeteseaescola.com.br</a> e no aplicativo gratuito Diabetes e a Escola.</li>
<li> </li>
<li><strong>Mantenha a calma! </strong>Com o apoio da equipe de saúde, família e amigos, com certeza vocês conseguem vencer os desafios do diabetes para uma vida cheia de saúde e realizações.</li>
</ol>
<p>           </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Laura de Freitas Pires Cudizio<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Médica Colaboradora do Ambulatório de Diabetes Pediátrico da Santa Casa de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Diabetes em crianças e adolescentes</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/diabetes-em-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 12:28:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional do Diabético]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/Diabetes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/Diabetes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/Diabetes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica, na qual ocorre a deficiência na produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e que regula a entrada de glicose (açúcar) para dentro das células do corpo. Nosso organismo necessita de glicose para produzir energia a ser utilizada pelas células. Quando ocorre falta da insulina, o açúcar não pode entrar nas células e se acumula no sangue, elevando assim a sua concentração e causando a hiperglicemia. O excesso de açúcar no sangue, além de causar danos sistêmicos, leva o organismo a tentar se adaptar e, com isto a pessoa com hiperglicemia começa a ter alguns sintomas, tais como: ter muita diurese (aumento da quantidade de urina, a fim de eliminar o açúcar em excesso), sentir muita sede, beber muita água (para compensar a água perdida pela diurese), apresentar um hálito com cheiro de vinagre ou maçã podre (hálito cetônico) e perder peso. Estes sintomas nem sempre estão tão evidentes, principalmente dependendo da idade e do tipo de diabetes. Existem vários tipos de DM. O diabetes tipo 1 (DM1), o diabetes tipo 2 (DM2), o diabetes neonatal, o diabetes gestacional (DMG) e os outros tipos de diabetes menos comuns. Esta denominação depende de algumas características como o momento do início do diabetes, a história familiar, o funcionamento do pâncreas, se está associado à obesidade, se existe presença de autoanticorpos e até mesmo se está associado a outras doenças ou síndromes genéticas. Na maioria das vezes, as características clínicas são suficientes para diferenciar entre os principais tipos de DM. Porém, em alguns casos, a apresentação clínica nem sempre é suficiente para esta diferenciação, pois pode haver sobreposição das características clínicas de DM1 e DM2. O DM2 é o tipo mais comum em adultos. Está frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento. Tem início lento e é caracterizado pela deficiência parcial na produção de insulina pelas células do pâncreas, associado com resistência insulínica prévia. Este tipo de diabetes está cada vez mais frequente na infância, especialmente na adolescência, devido ao aumento do número de casos de crianças com obesidade. O DM2 deve ser suspeitado principalmente em adolescentes afrodescendentes com obesidade, com história familiar de DM2, e que apresentem glicemia elevada ou perda de glicose na urina. Na maioria das vezes, a perda de peso e o uso de antidiabéticos orais podem resolver este tipo de diabetes. O DM1 é mais comum em crianças e adolescentes. Apresenta deficiência grave de insulina devido à destruição das células pancreáticas e está associado à autoimunidade. Os sintomas em geral começam de forma abrupta. Pode evoluir para cetoacidose (maior acidez do sangue), que leva a desidratação grave e muitas vezes necessidade de tratamento em unidade de terapia intensiva. Neste tipo de DM há necessidade de insulina desde o diagnóstico. Para os raros casos de crianças em que a elevação da glicemia aparece antes de seis meses de vida, a investigação genética deve ser realizada, pois isso pode nortear o melhor tratamento e permitir o aconselhamento genético. Os sintomas do DM1 começam a aparecer em geral quando 80% do pâncreas já está destruído pelos autoanticorpos, ou seja, no início do DM1 pode não aparecer sintomas ou os sintomas serem muito sutis. O reconhecimento dos sintomas em crianças muito pequenas às vezes é difícil, pois podem ser inespecíficos, como sentir mais fome, voltar a urinar na cama, não ganhar peso adequadamente, referir dor abdominal. Na maioria das vezes o reconhecimento do DM em crianças pequenas acontece quando o quadro já está mais grave, como na cetoacidose. O diagnóstico pode ser realizado com glicemia em qualquer momento ≥200mg/dL, na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia. Em casos assintomáticos, o diagnóstico de DM é feito quando a glicemia plasmática de jejum estiver ≥126mg/dL, a glicemia após 2h de sobrecarga de glicose estiver ≥200mg/dL ou hemoglobina glicada (HbA1) ≥6,5%. Nesta situação, será necessário ter dois exames alterados. Se somente um exame estiver alterado, recomenda-se que este seja repetido para confirmação. Devemos lembrar que existem situações em que a dosagem de HbA1 não deve ser utilizada: hemoglobinopatias, deficiência de G6PD, anemias agudas, transfusões sanguíneas, insuficiência renal dialítica e uso de eritropoetina. Quando há dúvidas diagnósticas entre o tipo DM1 e tipo DM2, pode-se realizar a dosagem de autoanticorpos (anti-GAD, anti IA-2, anti-ZnT8 e o anti-insulina). Em jovens com DM2, os anticorpos não estão presentes e os níveis de peptídeo C são normais ou elevados. Após a confirmação do diagnóstico, iniciar o tratamento adequado é fundamental para evitar a progressão do DM, controlar os sintomas e impedir agravos futuros. Não é fácil receber o diagnóstico de DM na infância ou adolescência. Muitas vezes o entendimento e aceitação são inicialmente bastante difíceis, principalmente porque ainda existe um conceito errado de que a criança com DM1 não vai poder ter uma infância e adolescência normal, e isso não é verdade. Nas últimas décadas houve grande evolução no tratamento do DM1, com novas insulinas, novos dispositivos e novas tecnologias que permitem um melhor controle do DM e maior flexibilidade na rotina do dia a dia da criança. Mas se você acaba de receber o diagnóstico de DM1 de seu filho o que você deve fazer? Quais os caminhos a seguir? Se seu filho está internado, haverá necessidade de ficar uns dias no hospital para que vocês possam aprender sobre os tipos de insulinas e como fazer as aplicações corretamente. Isto é necessário para a segurança de seu filho(a). Fazer dose errada de insulina pode ser grave e até mesmo fatal. Veja aqui 10 importantes dicas: Não se culpe e não se desespere: vai dar tudo certo e seu filho(a) vai crescer e se desenvolver como qualquer outra criança. Você não poderia ter evitado o desenvolvimento do DM. Apesar do DM1 não ter cura, os avanços terapêuticos permitem um ótimo controle da doença. Os esquemas de insulinoterapia para pessoas com DM1 devem simular a secreção normal de insulina que ocorre em pessoas sem diabetes. Desta forma, a melhor estratégia é a terapia chamada basal-bolus que deve ser instituída precocemente, com...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/Diabetes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/Diabetes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/06/Diabetes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica, na qual ocorre a deficiência na produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e que regula a entrada de glicose (açúcar) para dentro das células do corpo. Nosso organismo necessita de glicose para produzir energia a ser utilizada pelas células. Quando ocorre falta da insulina, o açúcar não pode entrar nas células e se acumula no sangue, elevando assim a sua concentração e causando a hiperglicemia. O excesso de açúcar no sangue, além de causar danos sistêmicos, leva o organismo a tentar se adaptar e, com isto a pessoa com hiperglicemia começa a ter alguns sintomas, tais como: ter muita diurese (aumento da quantidade de urina, a fim de eliminar o açúcar em excesso), sentir muita sede, beber muita água (para compensar a água perdida pela diurese), apresentar um hálito com cheiro de vinagre ou maçã podre (hálito cetônico) e perder peso. Estes sintomas nem sempre estão tão evidentes, principalmente dependendo da idade e do tipo de diabetes. Existem vários tipos de DM. O diabetes tipo 1 (DM1), o diabetes tipo 2 (DM2), o diabetes neonatal, o diabetes gestacional (DMG) e os outros tipos de diabetes menos comuns. Esta denominação depende de algumas características como o momento do início do diabetes, a história familiar, o funcionamento do pâncreas, se está associado à obesidade, se existe presença de autoanticorpos e até mesmo se está associado a outras doenças ou síndromes genéticas. Na maioria das vezes, as características clínicas são suficientes para diferenciar entre os principais tipos de DM. Porém, em alguns casos, a apresentação clínica nem sempre é suficiente para esta diferenciação, pois pode haver sobreposição das características clínicas de DM1 e DM2.</p>
<p style="text-align: justify;">O DM2 é o tipo mais comum em adultos. Está frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento. Tem início lento e é caracterizado pela deficiência parcial na produção de insulina pelas células do pâncreas, associado com resistência insulínica prévia. Este tipo de diabetes está cada vez mais frequente na infância, especialmente na adolescência, devido ao aumento do número de casos de crianças com obesidade. O <strong>DM2</strong> deve ser suspeitado principalmente em adolescentes afrodescendentes com obesidade, com história familiar de DM2, e que apresentem glicemia elevada ou perda de glicose na urina. Na maioria das vezes, a perda de peso e o uso de antidiabéticos orais podem resolver este tipo de diabetes.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>DM1</strong> é mais comum em crianças e adolescentes. Apresenta deficiência grave de insulina devido à destruição das células pancreáticas e está associado à autoimunidade. Os sintomas em geral começam de forma abrupta. Pode evoluir para cetoacidose (maior acidez do sangue), que leva a desidratação grave e muitas vezes necessidade de tratamento em unidade de terapia intensiva. Neste tipo de DM há necessidade de insulina desde o diagnóstico. Para os raros casos de crianças em que a elevação da glicemia aparece antes de seis meses de vida, a investigação genética deve ser realizada, pois isso pode nortear o melhor tratamento e permitir o aconselhamento genético.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas do DM1 começam a aparecer em geral quando 80% do pâncreas já está destruído pelos autoanticorpos, ou seja, no início do DM1 pode não aparecer sintomas ou os sintomas serem muito sutis. O reconhecimento dos sintomas em crianças muito pequenas às vezes é difícil, pois podem ser inespecíficos, como sentir mais fome, voltar a urinar na cama, não ganhar peso adequadamente, referir dor abdominal. Na maioria das vezes o reconhecimento do DM em crianças pequenas acontece quando o quadro já está mais grave, como na cetoacidose.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico pode ser realizado com glicemia em qualquer momento ≥200mg/dL, na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia. Em casos assintomáticos, o diagnóstico de DM é feito quando a glicemia plasmática de jejum estiver ≥126mg/dL, a glicemia após 2h de sobrecarga de glicose estiver ≥200mg/dL ou hemoglobina glicada (HbA1) ≥6,5%. Nesta situação, será necessário ter dois exames alterados. Se somente um exame estiver alterado, recomenda-se que este seja repetido para confirmação. Devemos lembrar que existem situações em que a dosagem de HbA1 não deve ser utilizada: hemoglobinopatias, deficiência de G6PD, anemias agudas, transfusões sanguíneas, insuficiência renal dialítica e uso de eritropoetina. Quando há dúvidas diagnósticas entre o tipo DM1 e tipo DM2, pode-se realizar a dosagem de autoanticorpos (anti-GAD, anti IA-2, anti-ZnT8 e o anti-insulina). Em jovens com DM2, os anticorpos não estão presentes e os níveis de peptídeo C são normais ou elevados.</p>
<p style="text-align: justify;">
</p><p style="text-align: justify;">Após a confirmação do diagnóstico, iniciar o tratamento adequado é fundamental para evitar a progressão do DM, controlar os sintomas e impedir agravos futuros. Não é fácil receber o diagnóstico de DM na infância ou adolescência. Muitas vezes o entendimento e aceitação são inicialmente bastante difíceis, principalmente porque ainda existe um conceito errado de que a criança com DM1 não vai poder ter uma infância e adolescência normal, e isso não é verdade. Nas últimas décadas houve grande evolução no tratamento do DM1, com novas insulinas, novos dispositivos e novas tecnologias que permitem um melhor controle do DM e maior flexibilidade na rotina do dia a dia da criança.</p>
<p style="text-align: justify;">
</p><p style="text-align: justify;"><strong>Mas se você acaba de receber o diagnóstico de DM1 de seu filho o que você deve fazer? Quais os caminhos a seguir?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se seu filho está internado, haverá necessidade de ficar uns dias no hospital para que vocês possam aprender sobre os tipos de insulinas e como fazer as aplicações corretamente. Isto é necessário para a segurança de seu filho(a). Fazer dose errada de insulina pode ser grave e até mesmo fatal.</p>
<p style="text-align: justify;">
</p><p style="text-align: justify;"><strong>Veja aqui 10 importantes dicas:</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Não se culpe e não se desespere: </strong>vai dar tudo certo e seu filho(a) vai crescer e se desenvolver como qualquer outra criança. Você não poderia ter evitado o desenvolvimento do DM. Apesar do DM1 não ter cura, os avanços terapêuticos permitem um ótimo controle da doença. Os esquemas de insulinoterapia para pessoas com DM1 devem simular a secreção normal de insulina que ocorre em pessoas sem diabetes. Desta forma, a melhor estratégia é a terapia chamada <em>basal-bolus</em> que deve ser instituída precocemente, com múltiplas aplicações diárias de insulina ou com a bomba de infusão de insulina.</li>
<li>Faça o <strong>cadastro de seu filho(a) no SUS</strong>, ele tem direito de pegar os insumos e as insulinas no posto de saúde.</li>
<li>Procure entrar em <strong>grupos de apoio e associações</strong> que ajudam na troca de experiência e fornecem muitas informações sobre tudo que está relacionado ao DM.</li>
<li>Procure um <strong>endocrinologista pediátrico</strong> que vai acompanhar e orientar sobre o DM e sobre o melhor tratamento para seu filho(a). Sempre que for a consulta não esqueça de levar o monitor de glicemia e os registros das glicemias. Saiba quais as medicações que seu filho(a) está usando, além das doses de insulina e quais os horários habituais.</li>
<li>Procure um <strong>nutricionista</strong> com experiência em DM, pois futuramente vocês deverão aprender sobre contagem de carboidrato. Todas as pessoas, principalmente as com DM, devem ter uma alimentação saudável, controlar a quantidade de doces e gordura ingeridas e manter o peso adequado.</li>
<li><strong>Comunique aos familiares</strong>, <strong>às pessoas que convivem com seu filho(a) e à</strong> <strong>escola</strong> sobre esta nova condição. Todos devem saber como agir, principalmente nos momentos em que ocorrer hiperglicemia (elevação da glicose) e hipoglicemia (queda da glicose).</li>
<li>Mantenha uma <strong>rotina bem estabelecida</strong> com horários para refeições, atividade física e lazer. Exercícios regulares ajudam a controlar a glicemia.</li>
<li><strong>Não tenha medo </strong>e comece a treinar a aplicação da insulina e como fazer o controle de glicemia capilar, quanto mais vocês treinarem, mais fácil serão as próximas aplicações. Encoraje seu filho(a) a fazer a autoaplicação, isto lhe dará mais autonomia.</li>
<li><strong>Tenha</strong> sempre junto com seu filho(a) um <strong>cartão de identificação de diabético</strong> com um número de contato para uso em situações de emergência, leve sempre o glicosímetro, as insulinas, comprimidos ou gel de glicose ou lanches para os episódios de hipoglicemia.</li>
<li><strong>Fique ligado</strong> nas novidades sobre DM, veja alguns links de interesse no site: <a href="https://adj.org.br/fique-ligado/links-uteis/">https://adj.org.br/fique-ligado/links-uteis/</a>. Acompanhe as novidades!</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
</p><p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Ruth Rocha Franco<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&nbsp;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Foto: </strong>belchonock | depositphotos.com</p>

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		<title>Como cuidar de pacientes com diabetes mellitus tipo 1 em tempos de coronavírus</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/como-cuidar-de-pacientes-com-diabetes-mellitus-tipo-1-em-tempos-de-coronavirus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 14:18:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devido à pandemia mundial de Covid-19, muitas famílias que têm crianças e adolescentes com diabetes estão preocupadas. Vamos tentar esclarecer as principais dúvidas que temos recebido dos nossos pacientes. Meu filho com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) tem maior risco de pegar a doença ou de ter complicações mais graves? A maioria dos resultados publicados até agora cita dados que relacionam pacientes portadores de diabetes tipo 2, que são mais idosos, e apresentam, frequentemente, outras condições de risco associadas – pressão alta, doenças do coração e obesidade. Não há, até o momento, dados específicos sobre pacientes com DM1. O que sabemos, com certeza, é que o risco está associado a valores elevados de glicemia (açúcar no sangue). Ou seja, nessa fase o mais importante é manter um bom controle do diabetes. Aproveite que as famílias estão mais unidas em casa e faça o melhor controle possível, medindo e aplicando insulina mais vezes ao dia. Quais são as medidas para diminuir a chance de contaminação? As orientações são as mesmas que as passadas para população geral: lavar as mãos frequentemente ou usar álcool gel, manter distanciamento social, etc. Como cuidar de uma gripe leve – coriza, tosse, febre baixa? • Evite hospitais, tente se cuidar em casa;• Tosse e coriza: trate conforme orientações habituais do seu médico;• Febre baixa: pode ser controlada com uso de dipirona ou paracetamol (evitar Ibuprofeno). Quando procurar um pronto-socorro por causa da gripe? Sempre que apresentar falta de ar, febre persistente ou queda do estado geral. &#160;Como controlar o diabetes se tiver gripe com sintomas leves? • Monitorar a glicemia e aplicar insulina mais vezes ao dia, se necessário;• Tentar manter os valores de glicose entre 70-200 mg/dL;• Pedir auxílio para ajustar as doses de insulina se necessário;• NUNCA deixar de aplicar insulina – quando há febre e/ou qualquer infecção é comum precisar aumentar as doses de insulina;• Tomar bastante água;• Se tiver tiras para medir a cetona, checar se está abaixo de 0,6 mmoL/L (caso esteja acima, pedir orientações para seu médico). Sinais de alerta de descompensação do diabetes para procurar orientação médica urgente* • Febre e vômito persistente e/ou perda de peso contínua;• Sinais de desidratação, como boca seca e olhos fundos;• Hálito de fruta estragada, sinal de cetose – pode ser confirmado com medidas no sangue ou urina;• Falta de ar importante, respiração muito rápida, dor abdominal intensa * Estes sintomas podem acontecer em qualquer paciente portador de DM1 que esteja com glicemia muito alta ou por outros motivos, como falta de aplicação de insulina ou abuso de alimentação. Observações importantes • As autoridades estão orientando a deixar de ir à consulta médica nesse período. Só vá ao consultório ou ambulatório se a criança estiver com as glicemias muito altas e você não conseguir falar com seu médico (telefone, WhatsApp ou e-mail) ou com o serviço de saúde.• As receitas e laudos (LME) para retirada de medicamentos terão validade aumentada por 90 dias durante a pandemia, portanto não há necessidade de ir à consulta para pegar esses papéis. (NI 20/03 &#8211; N1/2020SCTIE/GAB/SCTIE/MS).• Se você precisa trabalhar e tem filhos com DM1, tome alguns cuidados: &#8211; Ao chegar em casa, deixar sempre o calçado do lado de fora; &#8211; Tirar imediatamente as roupas utilizadas na rua e colocar em bacia com água e sabão; &#8211; Higienizar imediatamente as mãos e celular ao entrar em casa. Mensagem final • Não se esqueça de tomar a vacina de gripe (influenza). Ela protege contra influenza, doença muito comum nesta época;• Aproveite essa fase para melhorar sua alimentação;• Tente manter a prática de atividade física diariamente, respeitando as orientações e quarentena vigentes (há várias maneiras de se exercitar em casa!). ___Relatores:Dra. Renata Maria de NoronhaDr. Luis Eduardo CalliariDepartamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Devido à pandemia mundial de Covid-19, muitas famílias que têm crianças e adolescentes com diabetes estão preocupadas. Vamos tentar esclarecer as principais dúvidas que temos recebido dos nossos pacientes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/03/pixabay_217248_PublicDomainPictures-1024x678.jpg" alt="" class="wp-image-3095"/><figcaption><em>public domain pictures | pixabay.com</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Meu filho com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) tem maior risco de pegar a doença ou de ter complicações mais graves?</h4>



<p>A maioria dos resultados publicados até agora cita dados que relacionam pacientes portadores de diabetes tipo 2, que são mais idosos, e apresentam, frequentemente, outras condições de risco associadas – pressão alta, doenças do coração e obesidade. Não há, até o momento, dados específicos sobre pacientes com DM1. O que sabemos, com certeza, é que o risco está associado a valores elevados de glicemia (açúcar no sangue). Ou seja, nessa fase o mais importante é <strong>manter um bom controle do diabetes.</strong> Aproveite que as famílias estão mais unidas em casa e faça o melhor controle possível, medindo e aplicando insulina mais vezes ao dia.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quais são as medidas para diminuir a chance de contaminação? </h4>



<p>As orientações são as mesmas que as passadas para população geral: lavar as mãos frequentemente ou usar álcool gel, manter distanciamento social, etc.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como cuidar de uma gripe leve – coriza, tosse, febre baixa?</h4>



<p>• Evite hospitais, tente se cuidar em casa;<br>• Tosse e coriza: trate conforme orientações habituais do seu médico;<br>• Febre baixa: pode ser controlada com uso de dipirona ou paracetamol (evitar Ibuprofeno).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quando procurar um pronto-socorro por causa da gripe?</h4>



<p>Sempre que apresentar falta de ar, febre persistente ou queda do estado geral.</p>



<h4 class="wp-block-heading">&nbsp;Como controlar o diabetes se tiver gripe com sintomas leves?</h4>



<p>• Monitorar a glicemia e aplicar insulina mais vezes ao dia, se necessário;<br>• Tentar manter os valores de glicose entre 70-200 mg/dL;<br>• Pedir auxílio para ajustar as doses de insulina se necessário;<br>• NUNCA deixar de aplicar insulina – quando há febre e/ou qualquer infecção é comum precisar aumentar as doses de insulina;<br>• Tomar bastante água;<br>• Se tiver tiras para medir a cetona, checar se está abaixo de 0,6 mmoL/L (caso esteja acima, pedir orientações para seu médico).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sinais de alerta de descompensação do diabetes para procurar orientação médica urgente*</h4>



<p>• Febre e vômito persistente e/ou perda de peso contínua;<br>• Sinais de desidratação, como boca seca e olhos fundos;<br>• Hálito de fruta estragada, sinal de cetose – pode ser confirmado com medidas no sangue ou urina;<br>• Falta de ar importante, respiração muito rápida, dor abdominal intensa</p>



<p>* Estes
sintomas podem acontecer em qualquer paciente portador de DM1 que esteja com glicemia
muito alta ou por outros motivos, como falta de aplicação de insulina ou abuso
de alimentação.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Observações importantes </h4>



<p><strong>• As autoridades estão orientando a deixar de ir à consulta médica nesse período. </strong>Só vá ao consultório ou ambulatório se a criança estiver com as <strong>glicemias muito altas</strong> e você não conseguir <strong>falar com seu médico </strong>(telefone, WhatsApp ou e-mail) ou com o serviço de saúde.<br>•<strong> As receitas e laudos (LME)</strong> para retirada de medicamentos <strong>terão validade </strong>aumentada <strong>por 90 dias</strong> durante a pandemia, portanto não há necessidade de ir à consulta para pegar esses papéis. (NI 20/03 &#8211; N1/2020SCTIE/GAB/SCTIE/MS).<br>•<strong> Se você precisa trabalhar e tem filhos com DM1, tome alguns cuidados:</strong><br>    &#8211; Ao chegar em casa, deixar sempre o calçado do lado de fora;<br>    &#8211; Tirar imediatamente as roupas utilizadas na rua e colocar em bacia com água e sabão;<br>    &#8211; Higienizar imediatamente as mãos e celular ao entrar em casa.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mensagem final</strong></h4>



<p>• Não se esqueça de <strong>tomar a vacina de gripe (influenza)</strong>. Ela protege contra influenza, doença muito comum nesta época;<br>• Aproveite essa fase para melhorar sua alimentação;<br>• Tente <strong>manter a prática de atividade física diariamente</strong>, respeitando as orientações e quarentena vigentes (há várias maneiras de se exercitar em casa!).</p>



<p>___<br><strong>Relatores:</strong><br><strong>Dra. Renata Maria de Noronha</strong><br><strong>Dr. Luis Eduardo Calliari</strong><br>Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>



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<p></p>
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		<item>
		<title>A obesidade faz o diabetes tipo 2 também virar uma doença da adolescência</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Sep 2018 18:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A incidência de crianças e adolescentes acima do peso ou obesos vem crescendo rapidamente. Na última década, um terço das crianças norte-americanas foram diagnosticadas com sobrepeso e 17%, como obesas. Na América Latina, uma em cada cinco está acima do peso ou é obesa. No Brasil, observa-se uma disseminação da obesidade em todas as faixas etárias – mas com um especial e nada positivo destaque para os menores de 18 anos. Diversas doenças crônicas são associadas à obesidade, como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, trombose, enfermidades autoimunes, alterações de crescimento e desenvolvimento e até mesmo o câncer. Aqui também se destaca o diabetes tipo 2. Ele é um dos problemas crônicos mais fortemente ligados à obesidade. Antigamente conhecido como “diabetes do adulto”, os casos na infância começaram a surgir com maior frequência graças à epidemia de obesidade. E pior: a incidência já no começo da vida têm aumentado em larga escala nos últimos anos. Por quê? O excesso de peso leva a um estado de resistência à ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela entrada de glicose para dentro das células. Se a obesidade persiste, essa alteração metabólica provoca a falência das células do pâncreas e a consequente diminuição na produção de insulina. Resultado: um aumento duradouro da glicose no sangue – está aí o diabetes tipo 2. As principais causas relacionadas ao crescente número de crianças e adolescentes obesos e com diabetes envolvem mudanças típicas do mundo moderno, como falta de atividade física, aumento da disponibilidade de alimentos com altos índices calóricos e em porções maiores, redução das horas de sono e o estresse. A predisposição genética tem um papel no surgimento do diabetes nas primeiras décadas de vida, mas não é o único fator, como alguns acreditam. Para ajudar a combater a obesidade nessa faixa etária, a sociedade médica tem pressionado os governos para criar políticas de saúde. Em 2014, os países integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) assinaram um acordo para desestimular o consumo de produtos alimentícios industrializados com a adição de altas concentrações de açúcares. Entre outras ações, o plano previu a implementação de políticas fiscais, como impostos sobre as bebidas açucaradas e os produtos com alto valor energético, mas pobre em nutrientes. Observou-se que o aumento de 10% no preço resultou na queda de 11,6% na demanda por esses alimentos. Entretanto, ainda cabe aos educadores, profissionais de saúde e principalmente aos pais observar os hábitos alimentares das crianças e estimular não só a alimentação saudável como também a prática de atividades físicas. O acompanhamento do crescimento pelo médico pediatra deve envolver mensurações frequentes do peso e da altura da criança e qualquer desequilíbrio precisa ser investigado. Juntos, podemos começar a virar essa maré. ___ Texto produzido por Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/ A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica, membro do departamento de endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. ___ Publicado em 6/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>A incidência de crianças e adolescentes acima do peso ou obesos vem crescendo rapidamente. Na última década, um terço das crianças norte-americanas foram diagnosticadas com sobrepeso e 17%, como obesas. Na América Latina, uma em cada cinco está acima do peso ou é obesa. No Brasil, observa-se uma disseminação da obesidade em todas as faixas etárias – mas com um especial e nada positivo destaque para os menores de 18 anos.</p>
<p><div id="attachment_2298" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2298" class="size-large wp-image-2298" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/09/child_eating_1536087830-1024x681.jpg" alt="" width="838" height="557" /><p id="caption-attachment-2298" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/StockSnap/">StockSnap</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>Diversas doenças crônicas são associadas à obesidade, como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, trombose, enfermidades autoimunes, alterações de crescimento e desenvolvimento e até mesmo o câncer.</p>
<p>Aqui também se destaca o diabetes tipo 2. Ele é um dos problemas crônicos mais fortemente ligados à obesidade. Antigamente conhecido como “diabetes do adulto”, os casos na infância começaram a surgir com maior frequência graças à epidemia de obesidade. E pior: a incidência já no começo da vida têm aumentado em larga escala nos últimos anos.</p>
<p>Por quê? O excesso de peso leva a um estado de resistência à ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela entrada de glicose para dentro das células. Se a obesidade persiste, essa alteração metabólica provoca a falência das células do pâncreas e a consequente diminuição na produção de insulina. Resultado: um aumento duradouro da glicose no sangue – está aí o diabetes tipo 2.</p>
<p>As principais causas relacionadas ao crescente número de crianças e adolescentes obesos e com diabetes envolvem mudanças típicas do mundo moderno, como falta de atividade física, aumento da disponibilidade de alimentos com altos índices calóricos e em porções maiores, redução das horas de sono e o estresse. A predisposição genética tem um papel no surgimento do diabetes nas primeiras décadas de vida, mas não é o único fator, como alguns acreditam.</p>
<p>Para ajudar a combater a obesidade nessa faixa etária, a sociedade médica tem pressionado os governos para criar políticas de saúde. Em 2014, os países integrantes da <a href="https://www.paho.org/bra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Organização Pan-Americana da Saúde</a> (Opas) assinaram um acordo para desestimular o consumo de produtos alimentícios industrializados com a adição de altas concentrações de açúcares. Entre outras ações, o plano previu a implementação de políticas fiscais, como impostos sobre as bebidas açucaradas e os produtos com alto valor energético, mas pobre em nutrientes. Observou-se que o aumento de 10% no preço resultou na queda de 11,6% na demanda por esses alimentos.</p>
<p>Entretanto, ainda cabe aos educadores, profissionais de saúde e principalmente aos pais observar os hábitos alimentares das crianças e estimular não só a alimentação saudável como também a prática de atividades físicas. O acompanhamento do crescimento pelo médico pediatra deve envolver mensurações frequentes do peso e da altura da criança e qualquer desequilíbrio precisa ser investigado. Juntos, podemos começar a virar essa maré.</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido por Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/</a></p>
<p>A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica, membro do departamento de endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.</p>
<p>___<br />
Publicado em 6/09/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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