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	<title>Arquivos Dieta - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Dieta - SPSP</title>
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		<title>A importância de cuidar da saúde e alimentação todos os dias</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-importancia-de-cuidar-da-saude-e-alimentacao-todos-os-dias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 19:58:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-importancia-de-cuidar-da-saude-e-alimentacao-todos-os-dias/">A importância de cuidar da saúde e alimentação todos os dias</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada. Todo ano, no dia 31 de março, temos essa chance de refletir sobre como nossos hábitos alimentares podem influenciar nossa saúde física e mental. Quando falamos de crianças e adolescentes, estamos promovendo o crescimento, desenvolvimento, imunidade e especialmente prevenindo as doenças do adulto e melhorando a qualidade de vida atual e futura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Origem e objetivos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esse dia foi criado para promover a educação alimentar e encorajar práticas saudáveis. Diversas atividades acontecem pelo país, como palestras e workshops, sempre com o intuito de mostrar os benefícios de uma dieta equilibrada e como ela pode ajudar a prevenir doenças. É essencial promover o bem-estar físico e emocional como parte da qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211; </strong><strong>Importância da nutrição</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da alimentação é essencial para manter nossa saúde e evitar doenças. Comer bem nos dá os nutrientes necessários para o corpo funcionar direito, fortalece o sistema imunológico, ajuda no desenvolvimento cognitivo e mantém o peso sob controle. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, proteínas magras e grãos integrais pode reduzir o risco de várias doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Princípios de uma alimentação saudável</em></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui estão algumas dicas para garantir uma boa nutrição:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Variedade: Comer alimentos variados garante que se consuma todos os nutrientes necessários.</li>
<li>Moderação: Evitar exageros e controlar as porções, para manter o equilíbrio.</li>
<li>Equilíbrio: Incluir todos os grupos alimentares na dieta diária, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.</li>
<li>Hidratação: Beber água regularmente, para manter o corpo hidratado e ajudar nos processos metabólicos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Benefícios de uma alimentação saudável</em></p>
<p style="text-align: justify;">Adotar uma alimentação saudável traz muitos benefícios, como:</p>
<ul>
<li>Melhora do sistema imunológico: Nutrientes como vitaminas A, C, D e E, zinco e selênio são essenciais para fortalecer o sistema imunológico e proteger o corpo contra infecções.</li>
<li>Controle do peso: Uma dieta balanceada ajuda a manter o peso adequado e prevenir a obesidade.</li>
<li>Saúde cardiovascular: Alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e grãos integrais, ajudam a reduzir o colesterol e prevenir doenças cardíacas.</li>
<li>Bem-estar mental: Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde mental, melhorando o humor e a concentração e reduzindo o risco de depressão e ansiedade.<br /><strong><br /></strong></li>
</ul>
<p><strong>2 &#8211; Importância da atividade física para a saúde e bem-estar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade física é essencial para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, trazendo diversos benefícios físicos, mentais e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos principais ganhos é o fortalecimento dos ossos e músculos. A prática regular ajuda a construir um sistema musculoesquelético forte. Além disso, a atividade física ajuda no controle do peso corporal, diminuindo o risco de excesso de peso e obesidade, que estão associados a várias condições de saúde, como diabetes tipo 2 e hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Atividades físicas regulares estão ligadas à redução do estresse, ansiedade e depressão, além de melhorarem a autoestima e o bem-estar emocional. Crianças ativas normalmente têm um desempenho escolar melhor, pois essa prática está relacionada a melhorias nas funções cognitivas.</p>
<p style="text-align: justify;">A socialização também é beneficiada pela atividade física, já que participar de esportes ensina valores como trabalho em equipe, respeito às regras e convivência social . Assim, estabelecer hábitos de vida ativa desde a infância pode levar a um estilo de vida saudável ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; </strong><strong>Saúde e nutrição no dia a dia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que celebrar uma data específica, é importante lembrar que cuidar da saúde e da alimentação deve ser uma prática diária. Pequenas mudanças nos nossos hábitos podem fazer uma grande diferença. Tente incorporar mais alimentos frescos e nutritivos na dieta de sua família, oriente para que se deve beber bastante água e evitar alimentos com excesso de gordura, sal e muito açúcar. Movimente-se e faça com que sua família tenha um comportamento mais ativo, com passeios ao ar livre, esportes, recreação livre e orientada. Saúde infantil é cuidar do sono, do descanso, do lazer, como parte do sistema educativo. Prevenir doenças com vacinação completa e adequada é um dos pilares da saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Faça da saúde e da nutrição uma prioridade todos os dias, e não apenas no Dia Nacional da Saúde e Nutrição. Os Dias Nacionais são ocasiões de conscientização, mas são mais uma lembrança de adotar medidas adequadas no dia a dia. Lembre-se de que cuidar de si mesmo é um ato de amor e respeito com o próprio corpo. Cuidar do bem-estar das crianças é garantir um país desenvolvido, digno e com possibilidades de uma melhor vida futura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Médico Pediatra e Nutrólogo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares &#8211; CENDA, do Instituto Pensi-Sabará Hospital Infantil<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Sênior Doutor &#8211; Pediatria da Escola Paulista de Medicina &#8211; Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Internacional do Diabético</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-internacional-do-diabetico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 18:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>27 de junho é o Dia Internacional do Diabético. O diabetes é uma das doenças mais prevalentes no mundo e com potencial para aumentar ainda mais. Segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF), atualmente são cerca de 537 milhões de pessoas adultas de 20-79 anos vivendo com diabetes, ou seja, em cada 10 pessoas uma tem a doença. A estimativa é que até 2030 serão 643 milhões e até 2045, 783 milhões. A grande preocupação é que as nossas crianças de hoje serão os adultos de amanhã. E como prevenir para que elas não estejam nesta estimativa? Primeiro é importante entender que existem diferentes tipos de diabetes; na infância, o diabetes tipo 1 (DM1) é o mais comum. Esse tipo de diabetes responde por cerca de 8,75 milhões de pessoas em todo o mundo e apenas 1,52 milhão tinham menos de 20 anos em 2022. Nesse tipo há uma predisposição genética e algum gatilho ambiental ativo e inicia-se um processo autoimune em que as células produtoras de insulina são destruídas e o portador da doença necessita repor este hormônio para sobreviver. Embora o DM1 ainda não tenha cura, novos tratamentos com insulinas modernas e tecnologia assessorando o controle da doença permitem que os portadores tenham uma excelente qualidade de vida e seu melhor controle glicêmico diminui a chance de evoluir para complicações crônicas. Outros tipos de diabetes também podem ocorrer entre os mais jovens, inclusive o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Isto desenvolve-se pelo aumento da obesidade infantil, que acelera a cada dia nas estatísticas. Nesse tipo de diabetes, a produção de insulina não acabou, mas a insulina produzida não consegue exercer a sua função adequadamente devido a uma resistência em sua atuação, levando ao aumento da glicemia. Essa elevação, por sua vez, gera outras alterações em órgãos importantes, como olhos, rins, coração e nervos, predispondo a graves doenças e aumento e antecipação na mortalidade. Assim, é muito importante estar atento ao seu filho, pois o diagnóstico precoce e o tratamento corretos podem mudar a evolução desse quadro. E o que pode ser feito para que nossas crianças de hoje não sejam os portadores de diabetes de amanhã? Primeiro devemos pensar no diabetes como uma condição e que se não cuidada poderá levar a doenças e complicações, mas o seu cuidado permitirá uma boa evolução. Não é verdade que toda pessoa com diabetes terá algum tipo de complicação, sendo que aqueles que conseguem manter um controle adequado dos valores de glicemia possuirão uma boa qualidade de vida a curto e longo prazo, através de cuidados adequados e acompanhamento com a equipe de saúde. Segundo, devemos olhar na prevenção para que as crianças saudáveis se mantenham sem a doença. O que falamos é que em ambos os casos, portadores ou não portadores de diabetes, há a necessidade de um estilo de vida saudável para se manter são. Muitas pessoas não sabem que jovens também podem ter DM2 e que nesse grupo etário a doença pode ter uma progressão mais agressiva e com complicações mais precoces do que na idade adulta. Vamos então conversar sobre como proceder em relação à prevenção do DM2 e como suspeitar nos casos em que a criança já esteja com a doença. A prevenção se faz com manutenção do peso dentro do ideal, para cada idade e sexo. A obesidade e o sobrepeso são fatores de risco para DM2. A prática de exercícios físicos auxilia a manter a saúde física e mental da criança, colaborando na prevenção da doença. Manter uma dieta saudável, evitando o excesso de doces, refrigerantes, fast food, embutidos e alimentos ultraprocessados é fundamental para manutenção da saúde de seu pequeno. Na infância, o que mais ocorre é o DM1, que é de origem autoimune e seu aparecimento não está relacionado com a dieta que a criança tem; mas uma vez adquirido, será importante manter uma dieta equilibrada. Os sintomas são perda de peso, cansaço, desânimo, falta de ar, muita sede, urinar muito e muita fome. Às vezes algumas crianças têm sintomas mais inespecíficos, como coceira, dores de barriga, acelerar o coração ou até desmaiar. Falar sobre diabetes é importante por muitos motivos. Procure assistência médica o mais rápido possível, se reconhecer estes sintomas clássicos da descompensação do diabetes: perda de peso (apesar de uma alimentação adequada ou até com mais fome do que o habitual); aumento da sede e aumento da quantidade da urina e da frequência das micções. Estes sintomas podem acontecer em qualquer idade. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico, quanto antes se inicia o tratamento, menor o risco de uma descompensação grave. Ao longo dos últimos 100 anos, a partir da descoberta da insulina, a vida das pessoas com diabetes mudou muito. A insulina permitiu que esse diagnóstico preocupante passasse a ser compatível com uma vida com menos limitações e complicações. Os últimos 20 anos foram marcados por avanços tecnológicos impressionantes. Os medicamentos mais modernos, que agem por mais tempo e têm menos risco de hipoglicemia, ou que agem mais rápido e permitem um melhor controle da glicemia após as refeições, foram se tornando acessíveis para as pessoas que dependem de insulina para viver. As canetas que utilizam agulhas menores permitiram mais conforto na aplicação da insulina. O acesso a sensores de glicose permite um controle glicêmico muito mais preciso e confortável para quem precisa olhar sua glicemia muitas vezes ao dia. Os sistemas de infusão contínua de insulina (as conhecidas “bombas de insulina”) passaram a ser automatizados e acoplados aos sensores. Quem imaginou que tantos avanços aconteceriam em 100 anos! O uso da tecnologia para promover educação e conscientização permite que em lugares mais distantes seja possível oferecer atendimento de melhor qualidade. Sabemos que o caminho ainda é longo; muitas pessoas com diabetes ainda não têm acesso às tecnologias mais modernas ou enfrentam dificuldades para encontrar profissionais de saúde especializados, mas vivemos em um país onde o acesso a medicamentos e insumos para o cuidado do diabetes é garantido pelo SUS. As sociedades científicas e as organizações...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Dia-do-Diabetico-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">27 de junho é o Dia Internacional do Diabético. O diabetes é uma das doenças mais prevalentes no mundo e com potencial para aumentar ainda mais. Segundo a Federação Internacional do Diabetes (IDF), atualmente são cerca de 537 milhões de pessoas adultas de 20-79 anos vivendo com diabetes, ou seja, em cada 10 pessoas uma tem a doença. A estimativa é que até 2030 serão 643 milhões e até 2045, 783 milhões. A grande preocupação é que as nossas crianças de hoje serão os adultos de amanhã. E como prevenir para que elas não estejam nesta estimativa?</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro é importante entender que existem diferentes tipos de diabetes; na infância, o diabetes tipo 1 (DM1) é o mais comum. Esse tipo de diabetes responde por cerca de 8,75 milhões de pessoas em todo o mundo e apenas 1,52 milhão tinham menos de 20 anos em 2022. Nesse tipo há uma predisposição genética e algum gatilho ambiental ativo e inicia-se um processo autoimune em que as células produtoras de insulina são destruídas e o portador da doença necessita repor este hormônio para sobreviver. Embora o DM1 ainda não tenha cura, novos tratamentos com insulinas modernas e tecnologia assessorando o controle da doença permitem que os portadores tenham uma excelente qualidade de vida e seu melhor controle glicêmico diminui a chance de evoluir para complicações crônicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros tipos de diabetes também podem ocorrer entre os mais jovens, inclusive o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Isto desenvolve-se pelo aumento da obesidade infantil, que acelera a cada dia nas estatísticas. Nesse tipo de diabetes, a produção de insulina não acabou, mas a insulina produzida não consegue exercer a sua função adequadamente devido a uma resistência em sua atuação, levando ao aumento da glicemia. Essa elevação, por sua vez, gera outras alterações em órgãos importantes, como olhos, rins, coração e nervos, predispondo a graves doenças e aumento e antecipação na mortalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é muito importante estar atento ao seu filho, pois o diagnóstico precoce e o tratamento corretos podem mudar a evolução desse quadro.</p>
<p style="text-align: justify;">E o que pode ser feito para que nossas crianças de hoje não sejam os portadores de diabetes de amanhã?</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro devemos pensar no diabetes como uma condição e que se não cuidada poderá levar a doenças e complicações, mas o seu cuidado permitirá uma boa evolução. Não é verdade que toda pessoa com diabetes terá algum tipo de complicação, sendo que aqueles que conseguem manter um controle adequado dos valores de glicemia possuirão uma boa qualidade de vida a curto e longo prazo, através de cuidados adequados e acompanhamento com a equipe de saúde. Segundo, devemos olhar na prevenção para que as crianças saudáveis se mantenham sem a doença. O que falamos é que em ambos os casos, portadores ou não portadores de diabetes, há a necessidade de um estilo de vida saudável para se manter são.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas não sabem que jovens também podem ter DM2 e que nesse grupo etário a doença pode ter uma progressão mais agressiva e com complicações mais precoces do que na idade adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos então conversar sobre como proceder em relação à prevenção do DM2 e como suspeitar nos casos em que a criança já esteja com a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção se faz com manutenção do peso dentro do ideal, para cada idade e sexo. A obesidade e o sobrepeso são fatores de risco para DM2. A prática de exercícios físicos auxilia a manter a saúde física e mental da criança, colaborando na prevenção da doença. Manter uma dieta saudável, evitando o excesso de doces, refrigerantes, fast food, embutidos e alimentos ultraprocessados é fundamental para manutenção da saúde de seu pequeno.</p>
<p style="text-align: justify;">Na infância, o que mais ocorre é o DM1, que é de origem autoimune e seu aparecimento não está relacionado com a dieta que a criança tem; mas uma vez adquirido, será importante manter uma dieta equilibrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas são perda de peso, cansaço, desânimo, falta de ar, muita sede, urinar muito e muita fome. Às vezes algumas crianças têm sintomas mais inespecíficos, como coceira, dores de barriga, acelerar o coração ou até desmaiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre diabetes é importante por muitos motivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Procure assistência médica o mais rápido possível, se reconhecer estes sintomas clássicos da descompensação do diabetes: perda de peso (apesar de uma alimentação adequada ou até com mais fome do que o habitual); aumento da sede e aumento da quantidade da urina e da frequência das micções. Estes sintomas podem acontecer em qualquer idade. Quanto mais cedo se faz o diagnóstico, quanto antes se inicia o tratamento, menor o risco de uma descompensação grave.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos 100 anos, a partir da descoberta da insulina, a vida das pessoas com diabetes mudou muito. A insulina permitiu que esse diagnóstico preocupante passasse a ser compatível com uma vida com menos limitações e complicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Os últimos 20 anos foram marcados por avanços tecnológicos impressionantes. Os medicamentos mais modernos, que agem por mais tempo e têm menos risco de hipoglicemia, ou que agem mais rápido e permitem um melhor controle da glicemia após as refeições, foram se tornando acessíveis para as pessoas que dependem de insulina para viver. As canetas que utilizam agulhas menores permitiram mais conforto na aplicação da insulina. O acesso a sensores de glicose permite um controle glicêmico muito mais preciso e confortável para quem precisa olhar sua glicemia muitas vezes ao dia. Os sistemas de infusão contínua de insulina (as conhecidas “bombas de insulina”) passaram a ser automatizados e acoplados aos sensores. Quem imaginou que tantos avanços aconteceriam em 100 anos!</p>
<p style="text-align: justify;">O uso da tecnologia para promover educação e conscientização permite que em lugares mais distantes seja possível oferecer atendimento de melhor qualidade. Sabemos que o caminho ainda é longo; muitas pessoas com diabetes ainda não têm acesso às tecnologias mais modernas ou enfrentam dificuldades para encontrar profissionais de saúde especializados, mas vivemos em um país onde o acesso a medicamentos e insumos para o cuidado do diabetes é garantido pelo SUS. As sociedades científicas e as organizações de pessoas com diabetes trabalham diariamente para que os diagnósticos sejam mais precoces, os tratamentos mais acessíveis e a sociedade mais estruturada.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Internacional do Diabético precisamos pensar em promover educação, celebrar os avanços no tratamento e lembrar que ainda hoje muitas pessoas demoram para receber o diagnóstico e ter acesso aos cuidados de saúde adequados para terem uma vida saudável com diabetes. Falar sobre diabetes, em um mês dedicado a esse assunto, permite que os profissionais de saúde estejam mais atentos e atualizados, que as redes de apoio das pessoas com diabetes estejam mais capacitadas, que as políticas públicas sejam ajustadas às realidades regionais e que todas as pessoas com diabetes possam viver com mais saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatores:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Jesselina Haber<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Laura Cudizio<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Thiago Santos Hirose<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vegetarianismo e veganismo: é possível para as crianças?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vegetarianismo-e-veganismo-e-possivel-para-as-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2018 18:20:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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<p>Em tempos em que as mídias sociais nos bombardeiam com propostas para a exclusão de alimentos ou nutrientes de nossa dieta e de nossos filhos, algumas verdades devem ser reconhecidas. Toda vez que retiramos um determinado grupo de alimentos da mesa, possivelmente perdemos a diversidade, qualidade e corremos riscos de deficiências nutricionais. Evidentemente que se há um problema clínico estabelecido, como uma alergia ou intolerância comprovada por diagnósticos corretos, a suspensão do alimento em questão será fator de correção do problema ou melhora clínica. No entanto, algumas questões aparecem quando a retirada de alimentos se dá por motivos filosóficos, religiosos ou por incorporação de conhecimentos de fontes duvidosas. Entre as principais correntes dessa vertente, estão os diferentes aspectos do vegetarianismo. Vegetarianismo e veganismo Primeiro, devemos lembrar que existem inúmeras formas de vegetarianismo, com a retirada apenas das carnes processadas ou de todas as carnes vermelhas, com a manutenção de lácteos e outras proteínas animais (ovo-lácteos), ou a retirada total dessas proteínas (vegetarianismos estritos). Já o veganismo também não aceita a utilização de produtos que tenham sido testados em animais ou com produção com práticas inaceitáveis para seus padrões. Existem trabalhos que mostram efeitos benéficos da retirada da carne e a adição de produtos vegetais no metabolismo cardiovascular, mas as deficiências nutricionais podem ser mais intensas quanto maior a retirada de fontes de cálcio e ferro. Um dos aspectos importantes das dietas de restrição (que paradoxalmente buscam o equilíbrio) seria o desequilíbrio de ingestão de alguns produtos essenciais. Vários trabalhos mostram que a restrição total de proteína animal e suplementos pode levar a alterações do crescimento e cognitivas. A dieta macrobiótica, de origem oriental, incorpora grãos e cereais em uma mistura visando o equilíbrio entre o yin e o yang com diferentes níveis de restrição, desde uma retirada parcial ou uso ponderado de alguns alimentos, até dietas com o uso apenas do arroz integral. Portanto, em fases iniciais, com a retirada de alimentos yin (sucos, café, chá, mel e açúcar) e yang (sal, carnes vermelhas) e os chamados intermediários (frutas, verduras, lácteos queijos e carnes brancas), que podem ser consumidos de acordo com a época do ano e em quantidades estabelecidas, podem ser padrões filosóficos e dietéticos relativamente seguros para serem seguidos. Mas, a partir da retirada total de fontes dietéticas, o risco de doenças aumenta de forma intensa, podendo levar a desnutrição e morte. Assim, novamente, uma dieta que busca o equilíbrio pode levar a uma total condição de risco nutricional. A importância do equilíbrio As dietas vegetarianas podem oferecer benefícios pela utilização de frutas, legumes, verduras, fibras e grãos integrais, reduzindo o aporte de gordura saturada. No entanto, a retirada total de alimentos proteicos animais praticamente impossibilita o equilíbrio de alguns minerais e vitaminas, como o ferro, zinco, cobre e vitaminas do complexo B, especialmente em crianças em crescimento e desenvolvimento. Quanto maior a restrição e quanto mais precoce e por maior tempo, maiores as repercussões para o crescimento, desenvolvimento e potencial deficiência nutricional. Se houver uma possibilidade de diálogo com os pais, o pediatra deve comentar cada um desses aspectos e orientar para que a restrição, se inevitável, seja deixada para um período posterior. Pediatras e nutricionistas especializados podem orientar uma dieta alternativa de substituição em casos de menor restrição, mas ficam obrigados a demonstrar os altos riscos da retirada total de grupos de alimentos, especialmente em crianças e adolescentes. A busca pela saúde permite uma ampla discussão de condutas e de seus custos e benefícios. Mas parte principalmente da análise de riscos para os pacientes. ___ Relator: Dr. Mauro Fisberg Departamento Científico de Nutrição da SPSP. Publicado em 6/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vegetarianismo-e-veganismo-e-possivel-para-as-criancas/">Vegetarianismo e veganismo: é possível para as crianças?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Em tempos em que as mídias sociais nos bombardeiam com propostas para a exclusão de alimentos ou nutrientes de nossa dieta e de nossos filhos, algumas verdades devem ser reconhecidas. Toda vez que retiramos um determinado grupo de alimentos da mesa, possivelmente perdemos a diversidade, qualidade e corremos riscos de deficiências nutricionais.</p>
<p>Evidentemente que se há um problema clínico estabelecido, como uma alergia ou intolerância comprovada por diagnósticos corretos, a suspensão do alimento em questão será fator de correção do problema ou melhora clínica. No entanto, algumas questões aparecem quando a retirada de alimentos se dá por motivos filosóficos, religiosos ou por incorporação de conhecimentos de fontes duvidosas. Entre as principais correntes dessa vertente, estão os diferentes aspectos do vegetarianismo.</p>
<p><div id="attachment_1973" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1973" class="wp-image-1973 size-large" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/child_eating_1520278293-e1520278354491-1024x470.jpg" alt="" width="838" height="385" /><p id="caption-attachment-1973" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/dhanelle/">dhanelle</a> | Pixabay</p></div></p>
<h3>Vegetarianismo e veganismo</h3>
<p>Primeiro, devemos lembrar que existem inúmeras formas de vegetarianismo, com a retirada apenas das carnes processadas ou de todas as carnes vermelhas, com a manutenção de lácteos e outras proteínas animais (ovo-lácteos), ou a retirada total dessas proteínas (vegetarianismos estritos). Já o veganismo também não aceita a utilização de produtos que tenham sido testados em animais ou com produção com práticas inaceitáveis para seus padrões.</p>
<p>Existem trabalhos que mostram efeitos benéficos da retirada da carne e a adição de produtos vegetais no metabolismo cardiovascular, mas as deficiências nutricionais podem ser mais intensas quanto maior a retirada de fontes de cálcio e ferro. Um dos aspectos importantes das dietas de restrição (que paradoxalmente buscam o equilíbrio) seria o desequilíbrio de ingestão de alguns produtos essenciais. Vários trabalhos mostram que a restrição total de proteína animal e suplementos pode levar a alterações do crescimento e cognitivas.</p>
<p>A dieta macrobiótica, de origem oriental, incorpora grãos e cereais em uma mistura visando o equilíbrio entre o yin e o yang com diferentes níveis de restrição, desde uma retirada parcial ou uso ponderado de alguns alimentos, até dietas com o uso apenas do arroz integral.</p>
<p>Portanto, em fases iniciais, com a retirada de alimentos yin (sucos, café, chá, mel e açúcar) e yang (sal, carnes vermelhas) e os chamados intermediários (frutas, verduras, lácteos queijos e carnes brancas), que podem ser consumidos de acordo com a época do ano e em quantidades estabelecidas, podem ser padrões filosóficos e dietéticos relativamente seguros para serem seguidos. Mas, a partir da retirada total de fontes dietéticas, o risco de doenças aumenta de forma intensa, podendo levar a desnutrição e morte. Assim, novamente, uma dieta que busca o equilíbrio pode levar a uma total condição de risco nutricional.</p>
<h3>A importância do equilíbrio</h3>
<p>As dietas vegetarianas podem oferecer benefícios pela utilização de frutas, legumes, verduras, fibras e grãos integrais, reduzindo o aporte de gordura saturada. No entanto, a retirada total de alimentos proteicos animais praticamente impossibilita o equilíbrio de alguns minerais e vitaminas, como o ferro, zinco, cobre e vitaminas do complexo B, especialmente em crianças em crescimento e desenvolvimento. Quanto maior a restrição e quanto mais precoce e por maior tempo, maiores as repercussões para o crescimento, desenvolvimento e potencial deficiência nutricional.</p>
<p>Se houver uma possibilidade de diálogo com os pais, o pediatra deve comentar cada um desses aspectos e orientar para que a restrição, se inevitável, seja deixada para um período posterior. Pediatras e nutricionistas especializados podem orientar uma dieta alternativa de substituição em casos de menor restrição, mas ficam obrigados a demonstrar os altos riscos da retirada total de grupos de alimentos, especialmente em crianças e adolescentes.</p>
<p>A busca pela saúde permite uma ampla discussão de condutas e de seus custos e benefícios. Mas parte principalmente da análise de riscos para os pacientes.</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:<br />
Dr. Mauro Fisberg</strong><br />
Departamento Científico de Nutrição da SPSP.</p>
<p>Publicado em 6/03/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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