<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Disbiose - SPSP</title>
	<atom:link href="https://www.spsp.org.br/tag/disbiose/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/disbiose/</link>
	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Tue, 04 Jun 2024 18:33:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.5</generator>

<image>
	<url>https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Disbiose - SPSP</title>
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/disbiose/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Saúde digestiva em crianças e adolescentes</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/saude-digestiva-em-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 19:31:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Bactérias]]></category>
		<category><![CDATA[Disbiose]]></category>
		<category><![CDATA[Doença celíaca]]></category>
		<category><![CDATA[Extraintestinais]]></category>
		<category><![CDATA[Gastrointestinais]]></category>
		<category><![CDATA[Glúten]]></category>
		<category><![CDATA[Intestino]]></category>
		<category><![CDATA[Microbiota Intestinal]]></category>
		<category><![CDATA[Microrganismos]]></category>
		<category><![CDATA[Probióticos]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Imunológico]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=46395</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-saude-digestiva-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-saude-digestiva-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-saude-digestiva-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O tubo digestivo tem diversas funções, como digerir e absorver os nutrientes – macronutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras) e micronutrientes (vitaminas, minerais) -, excretar</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/saude-digestiva-em-criancas-e-adolescentes/">Saúde digestiva em crianças e adolescentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-saude-digestiva-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-saude-digestiva-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-saude-digestiva-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O tubo digestivo tem diversas funções, como digerir e absorver os nutrientes – macronutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras) e micronutrientes (vitaminas, minerais) –, excretar produtos da digestão, proteger o organismo dos agentes nocivos do meio ambiente, como produtos ingeridos, por meio da acidez do estômago, barreira do epitélio intestinal e do sistema imune do intestino. Também, o intestino interage com o cérebro, de modo que a comunidade microbiana presente no intestino, denominada microbiota intestinal, tem ação no cérebro, assim como o cérebro também age na microbiota intestinal.</p>
<p style="text-align: justify;">O intestino, especialmente intestino grosso, abriga cerca de 100 trilhões de microrganismos, na maioria bactérias anaeróbias, que vivem em equilíbrio com o ser humano, cada qual presta auxílio mútuo: ser humano aos microrganismos, assim como microrganismos ao ser humano. Sim, a microbiota intestinal exerce muitas funções, como sintetizar ácidos orgânicos, butirato, vitaminas, aminoácidos; agir como barreira e inibir o crescimento de agentes danosos; estimular o sistema imunológico; e metabolizar substâncias não digeríveis.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ter e manter a microbiota intestinal saudável desde o início da vida, como nascer de parto normal, receber leite materno exclusivo, não necessitar ser internado nem usar antibióticos, especialmente nos dois primeiros anos de vida. A partir dos 2-3 anos de vida a microbiota torna-se mais estável. Entretanto, ao longo da vida há situações que podem desequilibrar a microbiota intestinal, isto é, disbiose, onde ocorre diminuição da diversidade bacteriana e aumento do número das bactérias patogênicas em relação às bactérias benéficas. O uso de antibiótico pode levar à situação de disbiose da microbiota intestinal. Por esta razão, este medicamento deve ser utilizado quando realmente houver necessidade, sempre por indicação médica.</p>
<p style="text-align: justify;">Para manter uma microbiota intestinal normal é importante seguir uma alimentação saudável, constituída pelos diversos grupos alimentares da pirâmide alimentar (https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/14297e1-cartaz_Piramide.pdf), comer alimentos <em>in natura</em> ou minimamente processados, e evitar o consumo de alimentos ultraprocessados. Também o consumo de fibras pode estimular o crescimento de bactérias benéficas, como Lactobacilos e Bifidobactérias, que podem proteger e estimular o sistema imunológico e reduzir o risco de infecções.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente há uma avalanche de suplementos alimentares, como os probióticos. Deve-se mencionar que os probióticos podem ter utilidade em certas ocasiões, devendo-se atentar qual é o probiótico, sua dose e dias de uso. Infelizmente, na grande maioria das vezes está se utilizando probióticos que não têm evidência científica para muitas situações em que os probióticos não têm indicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Duas doenças que acometem o tudo digestivo têm chamado atenção e devem ser divulgadas e esclarecidas na população leiga e médica. Por isso, promove-se, internacionalmente, no mês de maio, campanha para conscientização da Doença Celíaca e da Doença Inflamatória Intestinal.</p>
<p style="text-align: justify;">A doença celíaca é uma intolerância ao glúten, que é a principal proteína do trigo, centeio e cevada. Pode se manifestar em qualquer idade e há um amplo espectro de manifestações clínicas com sintomas gastrointestinais, extraintestinais como os descritos no quadro 1.</p>
<p style="text-align: justify;">Também há grupos de risco que têm maior chance de desenvolver essa doença, como os parentes de primeiro grau de celíacos; aqueles que têm doenças autoimunes, como diabetes mellitus tipo 1, tireoidite de Hashimoto, déficit seletivo de imunoglobulina A, síndrome de Sjögren, alopecia areata, artrite reumatoide, hepatite autoimune; síndrome de Down; transtorno do espectro autista.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Quadro 1. Manifestações clínicas gastrointestinais, extraintestinais da doença celíaca</p>
<table style="width: 99.0476%; height: 56px;" width="672">
<tbody>
<tr style="height: 46px;">
<td style="width: 45.3125%; background-color: #f7f7f7; text-align: center; height: 46px;" width="266"><strong>Sinais e sintomas gastrointestinais</strong></td>
<td style="width: 53.7259%; background-color: #f7f7f7; text-align: center; height: 46px;" width="406"><strong>Sinais e sintomas extraintestinais</strong></td>
</tr>
<tr style="height: 10px;">
<td style="width: 45.3125%; height: 10px; text-align: left;" rowspan="4" width="266">
<p><span style="font-size: 14px;">diarreia<br /></span><span style="font-size: 14px;">vômitos recorrentes<br />distensão abdominal<br />flatulência<br />dor abdominal crônica ou intermitente<br />constipação</span></p>
</td>
<td style="width: 53.7259%; text-align: justify; height: 10px;" rowspan="4" width="406"><span style="font-size: 14px;">anemia ferropriva refratária à ferroterapia oral, anemia por deficiência de folato ou de vitamina B12, equimoses, petéquias</span><br /><span style="font-size: 14px;">baixa estatura, retardo do desenvolvimento puberal</span><br /><span style="font-size: 14px;">redução da densidade mineral óssea segundo a idade cronológica, hipoplasia do esmalte dentário, fratura óssea, artralgia, artrites, miopatia, tetania</span><br /><span style="font-size: 14px;">dermatite herpetiforme</span><br /><span style="font-size: 14px;">estomatite aftosa recorrente</span><br /><span style="font-size: 14px;">enxaqueca, epilepsia com calcificação cerebral parieto-occipital bilateral, ataxia relacionada ao glúten, neuropatia periférica, irregularidade menstrual, amenorreia, infertilidade, abortos de repetição depressão, autismo</span><br /><span style="font-size: 14px;">enzimas hepáticas elevadas, fraqueza, emagrecimento sem causa aparente, edema de aparição abrupta após estresse infeccioso ou cirúrgico</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Os indivíduos que apresentam os sintomas acima devem realizar os testes sorológicos específicos para doença celíaca e quando estes são positivos devem confirmar com o exame de biópsia de intestino delgado, feito pela pinça da endoscopia digestiva alta, que demonstrará atrofia da vilosidade intestinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente após a confirmação diagnóstica, firmada de preferência por gastroenterologista pediátrico ou de adulto, é que se deve proceder a retirada do glúten da dieta, que deve ser feita durante toda a vida. A dieta sem glúten promoverá desaparecimento de todos os sintomas, testes sorológicos se normalizarão, assim como a mucosa intestinal voltará a ser normal. Assim, o celíaco que faz a dieta totalmente sem glúten poderá ter qualidade de vida totalmente igual aos que não têm esta intolerância alimentar.</p>
<p style="text-align: justify;">As doenças inflamatórias intestinais, que compreendem doença de Crohn e colite ulcerativa, têm se apresentado cada vez mais prevalentes na faixa etária pediátrica. Os sintomas mais comuns destas doenças são diarreia e dor abdominal, e apresentam frequentemente perda de peso e déficit de crescimento. Também podem apresentar dores articulares, artrite, lesões oculares e de pele.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais é confirmado pelos exames de colonoscopia, endoscopia digestiva alta e/ou exames de imagem, como enterotomografia ou enterorressonância magnética. O tratamento consiste em retirar o paciente da atividade da doença e depois mantê-lo em remissão da doença, utilizando-se um arsenal terapêutico de acordo com a gravidade e extensão da doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, a saúde digestiva está intimamente relacionada com a genética do indivíduo, os fatores ambientes, como saneamento básico e alimentação, assim como fatores emocionais, como o estresse, que podem afetar a microbiota intestinal.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vera Lucia Sdepanian</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Professora Adjunto, Doutora e Chefe da Disciplina de Gastroenterologia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina &#8211; Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Presidente do Departamento Científico de Gastroenterologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/saude-digestiva-em-criancas-e-adolescentes/">Saúde digestiva em crianças e adolescentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
