<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Dislexia - SPSP</title>
	<atom:link href="https://www.spsp.org.br/tag/dislexia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/dislexia/</link>
	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Nov 2025 19:03:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Dislexia - SPSP</title>
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/dislexia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Conhecer, identificar e tratar a dislexia o mais precocemente possível é fundamental para se obter melhores resultados</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/conhecer-identificar-e-tratar-a-dislexia-o-mais-precocemente-possivel-e-fundamental-para-se-obter-melhores-resultados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2025 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Dificuldades]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Emocionais]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=54208</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>16 de novembro é o Dia Nacional de Atenção à Dislexia, uma condição relacionada ao desenvolvimento </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/conhecer-identificar-e-tratar-a-dislexia-o-mais-precocemente-possivel-e-fundamental-para-se-obter-melhores-resultados/">Conhecer, identificar e tratar a dislexia o mais precocemente possível é fundamental para se obter melhores resultados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dislexia-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">16 de novembro é o Dia Nacional de Atenção à Dislexia, uma condição relacionada ao desenvolvimento do cérebro que torna a leitura mais difícil do que o esperado, mesmo para crianças que têm inteligência normal, motivação e uma boa escolaridade. Na prática, ela causa dificuldades na hora de reconhecer palavras rapidamente, soletrar corretamente e entender o que se está lendo, o que pode ser frustrante, tanto para os pequenos quanto para os adultos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que isso acontece? A dislexia tem uma origem neurológica, ou seja, ela está relacionada a diferenças na estrutura e funcionamento de algumas áreas do cérebro que lidam com a linguagem escrita. Além disso, ela costuma ser herdada, com uma chance de até 70% de passar de geração em geração.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos mostram que a dislexia afeta cerca de 5% a 10% das crianças em idade escolar, podendo chegar a 17,5%, dependendo do grupo estudado. Acomete meninos e meninas, embora meninos sejam mais frequentemente encaminhados para avaliação, devido a outras dificuldades comportamentais que podem estar presentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O impacto da dislexia vai além da escola. Crianças e adultos com esse transtorno podem ter mais dificuldades na autoestima, sofrer de ansiedade ou até depressão, e encontrar dificuldades para manter boas relações com colegas, amigos e familiares. Quando o diagnóstico e o início do apoio chegam tarde, essas dificuldades podem se ampliar, levando a desigualdades na educação, problemas emocionais e maior estresse na família.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, conhecer e identificar a dislexia cedo é fundamental. Quanto mais cedo ela for reconhecida, maiores as chances de se oferecer o suporte adequado, ajudando a pessoa a superar essas dificuldades e a desenvolver todo seu potencial, com mais confiança e bem-estar, na escola e na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Para entender como se identifica e se trata a dislexia, é importante saber que o diagnóstico envolve uma avaliação detalhada, realizada por uma equipe especializada. Essa avaliação inclui conversar com os pais e professores, observar o histórico escolar da criança e aplicar testes padronizados, que avaliam habilidades de leitura, escrita, linguagem e raciocínio. O objetivo é detectar dificuldades específicas na leitura e na escrita, que não sejam apenas decorrentes de questões sensoriais, neurológicas ou falta de oportuna instrução. A equipe recomendada é composta por educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e médicos (pediatras, foniatras e neurologistas), trabalhando juntos para uma avaliação que permita identificar a dislexia cedo, oferecendo apoio antes que as dificuldades afetem seu desempenho escolar de forma mais grave.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento da dislexia é baseado em métodos educacionais desenvolvidos especialmente para cada pessoa. Essas intervenções focam na conscientização fonológica, no entendimento do princípio alfabético, na prática da fonética, na decodificação, na leitura fluente, no fortalecimento do vocabulário e na compreensão do texto. É fundamental que esse trabalho seja feito por profissionais treinados, com prática constante e feedbacks que ajudem a criança a evoluir. Quanto mais cedo a intervenção começar, melhores os resultados. A adaptação escolar também é importante: podem ser necessários tempo extra para provas, uso de tecnologia assistiva e materiais adaptados, tudo com o objetivo de garantir o aprendizado e a inclusão do aluno.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a criança também apresenta dificuldades emocionais, como ansiedade ou depressão, o apoio psicológico pode ser necessário. Além disso, programas de exercícios visuais, atenção e recursos digitais vêm mostrando benefícios no desenvolvimento da fluência de leitura e na compreensão do texto. Vale destacar que, atualmente, não há evidências de que medicamentos ou terapias alternativas sejam eficazes para tratar a dislexia, recomendando-se a combinação de estratégias educativas e apoio terapêutico individualizado.Parte superior do formulário</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sulene Pirana<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Médica Otorrinolaringologista e Foniatra<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/conhecer-identificar-e-tratar-a-dislexia-o-mais-precocemente-possivel-e-fundamental-para-se-obter-melhores-resultados/">Conhecer, identificar e tratar a dislexia o mais precocemente possível é fundamental para se obter melhores resultados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Orientação aos pais sobre dislexia: entendendo e apoiando seu filho</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 16:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auditivas]]></category>
		<category><![CDATA[Avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[Dificuldade]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Intervenções]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas de Visão]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=48917</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a habilidade de ler e processar a linguagem escrita. De acordo com as diretrizes da Classificação Internacional</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho/">Orientação aos pais sobre dislexia: entendendo e apoiando seu filho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Dislexia-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta a habilidade de ler e processar a linguagem escrita. De acordo com as diretrizes da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), é categorizada como um transtorno específico de aprendizagem, caracterizando-se por dificuldades significativas na leitura e na ortografia, que não são atribuíveis a outros fatores.</p>
<p style="text-align: justify;">A dislexia é uma condição neurológica que afeta a capacidade de decodificar palavras e compreender textos. Não está relacionada à inteligência. Crianças com dislexia podem ser muito inteligentes e criativas, mas podem encontrar desafios ao lidar com a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">É essencial que as famílias busquem intervenções educacionais precoces e baseadas em evidências. As terapias e programas educacionais devem incluir instrução específica em decodificação, treinamento de fluência, vocabulário e compreensão. A intervenção precoce e a referência a profissionais qualificados são cruciais para alcançar os melhores resultados possíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente familiar e o estilo parental também desempenham um papel significativo. Um ambiente de alfabetização em casa deve incluir atividades de leitura regulares e de qualidade entre pais e filhos. Estilos parentais que demonstram calor emocional e evitam superproteção e criação ansiosa estão associados a melhores resultados em aprendizagem acadêmica.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos indicam que a dislexia está frequentemente associada a dificuldades no processamento auditivo básico, especialmente na percepção de sons da fala. A integração audiovisual, que envolve a combinação de informações auditivas e visuais, também é prejudicada em indivíduos com dislexia. Esses déficits auditivos podem ser melhorados com treinamento audiovisual, o que sugere uma plasticidade do sistema auditivo em resposta a intervenções específicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, enquanto a dislexia não é causada por problemas visuais, há evidências de que alterações no processamento auditivo desempenham um papel significativo na manifestação dos sintomas da dislexia. Intervenções educacionais baseadas em evidências que abordam essas dificuldades auditivas podem ser benéficas para indivíduos com dislexia.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, é importante desmistificar a relação entre dislexia e problemas de visão. Embora problemas de visão possam coexistir com a dislexia, eles não são mais prevalentes do que na população geral e não são a causa da dislexia. Terapias visuais, como exercícios oculares, não têm eficácia comprovada no tratamento da dislexia e podem atrasar a aplicação de intervenções eficazes.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sinais de dislexia podem aparecer na infância, mas muitas vezes são reconhecidos mais tarde, quando as demandas escolares aumentam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinais comuns de dislexia:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Dificuldade em associar sons às letras.</li>
<li>Dificuldade em reconhecer letras e palavras.</li>
<li>Leitura lenta e com muitos erros.</li>
<li>Problemas para compreender o que é lido ou escrito.</li>
<li>Dificuldades na soletração e na escrita.</li>
<li>Frustrações quando se trata de atividades relacionadas à leitura.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como apoiar seu filho:</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Informe-se:</strong> Conheça mais sobre a dislexia, suas causas e como ela se manifesta. O entendimento é fundamental para lidar com a situação de forma adequada.</li>
<li><strong>Busque avaliação profissional:</strong> Caso você perceba dificuldades de aprendizagem, é essencial procurar avaliação com um profissional qualificado, converse com seu pediatra, ele pode orientar e encaminhar para uma avaliação foniátrica. Descartar outras causas de transtorno de aprendizagem, como alterações visuais, auditivas e intelectuais é muito importante, pois o diagnóstico preciso ajudará na escolha das melhores intervenções.</li>
<li><strong>Comunique-se com a escola:</strong> É importante manter um diálogo aberto com os professores e a escola. Informe-os sobre o diagnóstico e discuta a implementação de estratégias de ensino adaptativas, como o uso de leituras em voz alta ou a utilização de tecnologias assistivas.</li>
<li><strong>Crie um ambiente positivo:</strong> Incentive a leitura em casa, oferecendo livros que sejam interessantes para seu filho e tornando a leitura uma atividade agradável. Valorize os esforços e conquistas dele, por menores que sejam.</li>
<li><strong>Mantenha paciência e apoio:</strong> O aprendizado pode ser mais desafiador, e pode levar tempo para que seu filho desenvolva habilidades de leitura. Esteja ao lado dele, oferecendo apoio emocional e ajudando-o a lidar com a frustração que pode surgir.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A dislexia é parte da jornada de aprendizado do seu filho, e com as intervenções corretas e o ambiente de apoio, ele pode alcançar seu potencial pleno durante o processo educativo. O amor, a compreensão e a paciência são essenciais enquanto vocês navegam por esse processo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Sulene Pirana </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Secretária do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho/">Orientação aos pais sobre dislexia: entendendo e apoiando seu filho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Meu filho tem dificuldades na escola: será dislexia?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meu-filho-tem-dificuldades-na-escola-sera-dislexia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2019 18:30:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento e aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Dificuldade escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Dificuldade para ler]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2950</guid>

					<description><![CDATA[<p>As dificuldades fazem parte do processo de aprendizagem da criança, mas é preciso estar atento para identificar um transtorno que exige cuidados específicos Aprender faz parte do nosso dia a dia: desde que nascemos, estamos o tempo todo aprendendo. Entretanto, o aprendizado formal (acadêmico) é envolto em grandes preparativos e expectativas. As famílias se preocupam e tentam contribuir, oferecendo as melhores oportunidades. Mas e quando a criança não consegue aprender? Nesse momento todos os olhares se voltam para os pequenos e começam as buscas pelas causas desse “fracasso”. Muitos são os caminhos que surgem, mas qual deles pode ajudar a reverter esse quadro? Qual profissional, quais terapias, quais metodologias educacionais? Essas escolhas podem determinar o desenvolvimento atual e futuro da criança. Os pré-requisitos para um bom aprendizado são:Saúde físicaSaúde emocionalCognição – que podemos entender como inteligênciaMemória e atençãoVisão: percepção e processamentoAudição: percepção e processamentoDesejo e oportunidadeAmbiente educacional – pedagógicoMotricidade corporal e em especial manualEquilíbrio A ideia de que “cada criança tem seu tempo” é muito banalizada e pode atrasar o atendimento adequado. Então, uma criança pode aprender a ler e escrever aos dois anos e outra aos 10 e ser normal? Precisa ficar claro que esse tempo tem limites que devem ser respeitados. Tanto a introdução muito precoce de atividades para a qual aquele sistema nervoso em desenvolvimento ainda não está preparado, quanto um atraso podem levar a desvios na evolução normal. A idade em que a maturidade neurológica permite o adequado aprendizado da leitura e escrita, base para toda escolaridade, é entre cinco e sete anos de idade. Uma criança pode ter dificuldades por uma série de razões que devem ser investigadas, de acordo com a apresentação clínica, por um profissional médico, pois o diagnóstico correto orientará as terapias e adaptações para que ela, como indivíduo, possa aprender no máximo de sua capacidade. O pediatra será o primeiro a avaliar e orientar a família e fará os encaminhamentos quando, e se necessário, para o foniatra e/ou neurologista. Uma observação necessária: a dislexia Quando as avaliações física, auditiva, visual, emocional, cognitiva e pedagógica encontram-se dentro da normalidade – e mesmo assim ocorrem dificuldades no aprendizado – podemos estar diante de um quadro de dislexia, mais corretamente denominado como Transtorno de Leitura e Escrita. Ele é causado por uma alteração do sistema nervoso central que leva a uma perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os as letras e seus sons. Pode ocorrer, ainda, um transtorno específico do aprendizado da matemática, em que a criança terá dificuldades com conceitos de quantidade, contagem, grupos e símbolos numéricos. Esses transtornos podem melhorar com tratamento adequado, mas não têm cura, sendo fundamental um atendimento interdisciplinar envolvendo a fonoaudiologia, psicopedagogia e psicologia. ___RelatoraDra. Sulene PiranaGrupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP. Publicado em 18/10/2019</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-tem-dificuldades-na-escola-sera-dislexia/">Meu filho tem dificuldades na escola: será dislexia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" style="font-size:22px"><em>As dificuldades fazem parte do processo de aprendizagem da criança, mas é preciso estar atento para identificar um transtorno que exige cuidados específicos </em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprender faz parte do nosso dia a dia: desde que nascemos, estamos o tempo todo aprendendo. Entretanto, o aprendizado formal (acadêmico) é envolto em grandes preparativos e expectativas. As famílias se preocupam e tentam contribuir, oferecendo as melhores oportunidades. Mas e quando a criança não consegue aprender? Nesse momento todos os olhares se voltam para os pequenos e começam as buscas pelas causas desse “fracasso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos são
os caminhos que surgem, mas qual deles pode ajudar a reverter esse quadro? Qual
profissional, quais terapias, quais metodologias educacionais? Essas escolhas
podem determinar o desenvolvimento atual e futuro da criança.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/10/pixabay-1093758_klimkin-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2951"/><figcaption>klimkin  pixabay.com</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os pré-requisitos para um bom aprendizado são:<br>Saúde física<br>Saúde emocional<br>Cognição – que podemos entender como inteligência<br>Memória e atenção<br>Visão: percepção e processamento<br>Audição: percepção e processamento<br>Desejo e oportunidade<br>Ambiente educacional – pedagógico<br>Motricidade corporal e em especial manual<br>Equilíbrio </p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia de que “cada criança tem seu tempo” é muito banalizada e pode atrasar o atendimento adequado. Então, uma criança pode aprender a ler e escrever aos dois anos e outra aos 10 e ser normal? Precisa ficar claro que esse tempo tem limites que devem ser respeitados. Tanto a introdução muito precoce de <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/o-estresse-do-excesso-de-atividades-na-crianca/">atividades</a> para a qual aquele sistema nervoso em desenvolvimento ainda não está preparado, quanto um atraso podem levar a desvios na evolução normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A idade em
que a maturidade neurológica permite o adequado aprendizado da leitura e
escrita, base para toda escolaridade, é entre cinco e sete anos de idade. Uma
criança pode ter dificuldades por uma série de razões que devem ser
investigadas, de acordo com a apresentação clínica, por um profissional médico,
pois o diagnóstico correto orientará as terapias e adaptações para que ela,
como indivíduo, possa aprender no máximo de sua capacidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O pediatra será o primeiro a avaliar e orientar a família e fará os encaminhamentos quando, e se necessário, para o foniatra e/ou neurologista. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Uma observação necessária: a dislexia</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as avaliações física, auditiva, visual, emocional, cognitiva e pedagógica encontram-se dentro da normalidade – e mesmo assim ocorrem dificuldades no aprendizado – podemos estar diante de um quadro de dislexia, mais corretamente denominado como Transtorno de Leitura e Escrita. Ele é causado por uma alteração do sistema nervoso central que leva a uma perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os as letras e seus sons.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ocorrer, ainda, um transtorno específico do aprendizado da matemática, em que a criança terá dificuldades com conceitos de quantidade, contagem, grupos e símbolos numéricos. Esses transtornos podem melhorar com tratamento adequado, mas não têm cura, sendo fundamental um atendimento interdisciplinar envolvendo a fonoaudiologia, psicopedagogia e psicologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">___<br><strong>Relatora</strong><br><strong>Dra. Sulene Pirana</strong><br>Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado em 18/10/2019</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>




<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-filho-tem-dificuldades-na-escola-sera-dislexia/">Meu filho tem dificuldades na escola: será dislexia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Dec 2018 17:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Apraxia]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisição da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Atraso no desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo e linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Avaliação auditiva]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação da criança]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbio do Processamento Auditivo]]></category>
		<category><![CDATA[Falar]]></category>
		<category><![CDATA[Gagueira]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Memória auditiva]]></category>
		<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ouvir]]></category>
		<category><![CDATA[Ouvir e falar]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Perda auditiva]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema auditivo]]></category>
		<category><![CDATA[Teste da orelhinha]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno do espectro autista]]></category>
		<category><![CDATA[Transtornos articulatórios]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2380</guid>

					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Republicando sobre: Atraso no desenvolvimento da fala &#160; Errando, acertando&#8230; falando! A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida. Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível. Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento. Autismo e linguagem A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas. Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal. Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons). O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança. A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho. Ouvindo e falando A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações. A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário. Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva. A criança nem sempre entende o que ouve Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc. As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos. As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc. São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos. &#160; ___ Relator: Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Republicado em 12/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/">Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200">Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong>, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.</p>
<p>Republicando sobre:<br />
<strong>Atraso no desenvolvimento da fala</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>Errando, acertando&#8230; falando!</strong></h1>
<p>A fala é uma importante manifestação da linguagem (ideias, pensamentos, sentimentos) e depende de um complexo sistema integrativo entre audição e motricidade oral. As primeiras emissões surgem ao redor de 7-8 meses, com o balbucio, e vão evoluindo até o aparecimento das primeiras palavras entre 12 e 18 meses. Aos dois anos, a criança deve ter um vocabulário mínimo de seis a oito palavras, aos três anos usa sentenças e sua fala deve ser compreensível para um estranho. A articulação estará perfeita até o quinto ano de vida.</p>
<p>Cerca de 10% das crianças apresenta algum tipo de alteração da produção motora da fala – os transtornos articulatórios – dificuldades na realização de um ou mais sons da língua. Outras alterações podem ocorrer na fluência da fala – a gagueira – quando aparecem repetições, prolongamentos e bloqueios. A apraxia da fala é o quadro em que a programação motora da fala no cérebro está alterada, levando a falhas graves na articulação dos sons, podendo tornar a fala ininteligível.</p>
<p>Essas alterações devem ser avaliadas o mais precocemente possível para possibilitar a distinção entre o que é apenas um processo normal dentro da aquisição da fala ou alterações e atrasos do desenvolvimento.</p>
<h1><strong>Autismo e linguagem</strong></h1>
<p>A linguagem é o meio pelo qual os seres humanos estabelecem relações sociais, conexões emocionais e profissionais. O transtorno do espectro autista afeta primordialmente a capacidade de estabelecer relações sociais. Sendo assim, tanto a linguagem verbal quanto a não verbal (gestos, expressões faciais, entonação) estarão afetadas.</p>
<p>Os autistas têm uma comunicação ineficaz porque não conseguem adaptar a mensagem às necessidades do ouvinte e perceber as sutis informações não verbais, ironias, piadas. Podem adquirir e reconhecer o significado de muitas palavras, mas sua linguagem está limitada a significados concretos. Tendem a compreender a informação de forma literal.</p>
<p>Muitas crianças com autismo não desenvolvem a linguagem oral e quase 65% apresentam apraxia de fala (falha na articulação dos sons).<br />
O diagnóstico envolve a diferenciação entre autismo e distúrbios de linguagem, onde a interação social também pode estar prejudicada pela dificuldade de entendimento da fala da criança.</p>
<p>A avaliação e reabilitação devem centrar nas necessidades comunicativas e sociais levando em consideração os ambientes da vida cotidiana do indivíduo: família, escola e trabalho.</p>
<h1><strong>Ouvindo e falando</strong></h1>
<p>A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações.</p>
<p>A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário.</p>
<p>Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva.</p>
<h1><strong>A criança nem sempre entende o que ouve</strong></h1>
<p>Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc.</p>
<p>As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos.</p>
<p>As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc.</p>
<p>São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos.</p>
<p><div id="attachment_1996" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1996" class="size-large wp-image-1996" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/child_singing_1521638538-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558"><p id="caption-attachment-1996" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Free-Photos/">Free-Photos</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.<br />
</strong></p>
<p>Republicado em 12/12/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-desenvolvimento-da-fala/">Retrospectiva Momento Saúde: desenvolvimento da fala</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Momento Saúde: a criança nem sempre entende o que ouve</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-a-crianca-nem-sempre-entende-o-que-ouve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 18:20:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Atraso no desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento da fala]]></category>
		<category><![CDATA[Dislexia]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbio do Processamento Auditivo]]></category>
		<category><![CDATA[Memória auditiva]]></category>
		<category><![CDATA[Perda auditiva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2021</guid>

					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto é: atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar? &#160; A criança nem sempre entende o que ouve Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc. As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos. As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc. São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos. ___ Relatora: Dra. Renata C. Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP. Publicado em 11/04/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-a-crianca-nem-sempre-entende-o-que-ouve/">Momento Saúde: a criança nem sempre entende o que ouve</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1994 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/MomentoOtorrino-300x200.png" alt="otorrinolaringologia" width="300" height="200" />A coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.</p>
<p>O assunto é:<br />
<strong>atraso no desenvolvimento da fala: quando investigar?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>A criança nem sempre entende o que ouve</strong></h1>
<p>Essa situação é uma queixa frequente e caracteriza Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA): condição que torna difícil reconhecer diferenças sutis entre sons das palavras e afeta a habilidade de processar/compreender o que se fala. Esse distúrbio afeta a comunicação (atraso no desenvolvimento da fala) e a memória auditiva, trazendo dificuldade em compreender ordens complexas, que se estendem aos problemas escolares, como alfabetização, leitura, soletramento, compreensão de problemas, etc.</p>
<p>As crianças apresentam dificuldade nas relações sociais, problemas em contar histórias ou piadas e evitam conversas longas, principalmente ao telefone. Solicitam a repetição do que se fala, usam “Ah”, “Que?”. São, em geral, crianças distraídas, com pobre habilidade musical, dificuldades em decorar letras musicais, ritmos.</p>
<p>As causas vão além da perda auditiva, destacando-se, ainda, a prematuridade, baixo peso ao nascer, distúrbios neurológicos, otites de repetição etc.</p>
<p>São comumente associadas a perda auditiva o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a dislexia. Os testes de diagnóstico devem ser realizados acima dos seis anos.</p>
<p><div id="attachment_2022" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2022" class="size-large wp-image-2022" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/04/child_ear_1522780195-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2022" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/freestocks-photos/">freestocks-photos</a> /| Pixabay</p></div></p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong>Dra. Renata C. Di Francesco</strong><br />
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 11/04/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-a-crianca-nem-sempre-entende-o-que-ouve/">Momento Saúde: a criança nem sempre entende o que ouve</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
