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	<title>Arquivos Distúrbios do sono - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Distúrbios do sono - SPSP</title>
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	<item>
		<title>As crianças crescem enquanto dormem?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/as-criancas-crescem-enquanto-dormem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 16:36:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_461952994_NewAfrica-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_461952994_NewAfrica-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_461952994_NewAfrica-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A falta de horário regular para o adormecer e despertar interfere na concentração de crianças e adolescentes, repercutindo na aprendizagem, nas alterações de humor, no estresse.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_461952994_NewAfrica-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_461952994_NewAfrica-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/Depositphotos_461952994_NewAfrica-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p class="wp-block-paragraph">Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 12/05/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p style="text-align: justify;"><strong>Episódio 11: “</strong>A vovó já dizia que as crianças crescem enquanto dormem<strong>!”</strong><br /><br />Arthur Schopenhauer escreveu que “sono é para o indivíduo o mesmo que dar corda em um relógio”. Em tempo digital esta imagem analógica, mecânica, ainda serve para resgatar a importância fisiológica do sono para o indivíduo. Essa frase evoca, também, a noção conhecida como “relógio biológico”, os ritmos de nosso corpo, que foram comprometidos duramente durante a pandemia.  O horário regular, tanto para o adormecer quanto para o despertar, ficou atrapalhado no ambiente familiar, interferindo na capacidade de concentração das crianças e dos adolescentes, repercutindo na aprendizagem, nas alterações de humor, no estresse.</p>
<p style="text-align: justify;"> A sabedoria popular traduziu esse conhecimento de muitas formas. A vovó já dizia que as crianças crescem enquanto dormem. Há muita sabedoria nessa frase, embora a vovó nem imaginasse que a ciência viesse a explicar o porquê que isso acontece &#8211; é durante o sono que ocorre a liberação de 2/3 da produção do GH (hormônio do crescimento). Em decorrência disso, uma ou várias noites mal dormidas, ir dormir de madrugada e acordar cedo, ou ainda uma sequência de noites com vários despertares e interrompidas podem acarretar consequências na saúde das crianças e adolescentes, como por exemplo: falta de atenção, alterações de humor, crises de ansiedade, agitação e inquietude, dificuldade de aprendizado e até <em>déficit</em> de crescimento.</p>
<p>A vovó também dizia para “não encher a pança na hora do jantar”, coma menos, prefira alimentos mais leves, menos gordurosos e menos doces. Ela estava certa, de novo!</p>
<p><strong>A sabedoria popular, encarnada por nossas avós, intuía as noções que hoje preconizamos como hábitos saudáveis para que se desfrute de uma noite de repouso:  </strong></p>
<p>1. Criança tem que ter horário certo para dormir. Sinalize através de hábitos e rotina que a hora do sono está chegando: diminua o barulho, desacelere o ritmo das atividades.</p>
<p>2. Nada de brincadeiras ou atividades que agitem e excitem a criança perto da hora de dormir.</p>
<p>3. Conte histórias, leia um livro para elas ou ponha para tocar uma música suave.</p>
<p>4. Diminua a intensidade da iluminação no ambiente (a vovó nem sabia que a melatonina &#8211; que é o hormônio relacionado ao sono &#8211; é retardado quando há exposição à luz).</p>
<p> </p>
<p><strong>Insônia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A insônia, que habitualmente afeta, segundo a Academia Americana de Medicina do Sono, de 20-30% das crianças no mundo, pode ser provocada por dois tipos de fatores: (A) retardo do início do adormecer por comportamentos inadequados, (B) falta de estabelecimento de limites. O primeiro tipo (A) ocorre quando a criança aprende a dormir sob uma condição muito específica, por exemplo: andar de carro, ninar no carrinho ou no colo, tomar mamadeira. Já o segundo tipo (B) se caracteriza pela dificuldade dos pais em estabelecer regras para a hora de dormir ou de fazer com que sejam respeitadas. Uma criança que não tem limites durante o dia não os aceitará na hora de dormir. O pequeno “tirano” vence todas!</p>
<p>A dinâmica é simples: a criança chora e os pais não dão o que ela quer, chora mais alto e os pais resistem, mais alto ainda e os pais não aguentam e cedem. Então, ela aprende que, se chorar alto o suficiente, conseguirá o que quer.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças “respiradoras bucais”, que apresentam, em geral, hipertrofia de amigdalas e/ou adenoides, têm com frequência apneia (interrupções da respiração) durante o sono. Cerca de 10% das crianças roncam e, dessas, aproximadamente 3% tem apneia obstrutiva do sono, quando ocorrem breves e repetidas interrupções da respiração, enquanto a criança dorme. Esse fator ocasiona um sono de má qualidade, levando aos desdobramentos que mencionamos antes.</p>
<p><strong>Distúrbios do sono</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outros distúrbios de sono comuns em crianças são o “sonambulismo” e o “terror noturno”, que fazem parte do grupo das parassonias. Nestes casos há forte correlação com fatores genéticos e a ansiedade é um fator desencadeante importante. Em geral, esses casos não necessitam de nenhuma intervenção (apesar de parecerem assustadores para os que presenciam o evento) e resolvem-se naturalmente com o tempo.</p>
<p><strong>Pais:</strong> relaxem, não fiquem nervosos e nem obcecados! Tentem trabalhar em uma coisa de cada vez, mantenham a calma e tenham mais paciência, esta fase vai passar!</p>
<p><strong>Relator:</strong><br /><strong>Fernando Manuel Freitas de Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
<p><strong><em>O QUE OS ESPECIALISTAS DIZEM SOBRE O ASSUNTO?<br /></em></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Gustavo Moreira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
<p><strong>O sono infantil nos tempos atuais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As transformações do estilo de vida da população nas últimas décadas tiveram impacto importante nos padrões de sono de lactentes e crianças. Diversos aspectos contribuem para a redução do tempo de sono, como o tempo excessivo gasto no deslocamento para escola/trabalho &#8211; típicos do ambiente urbano &#8211; a exposição excessiva à luz artificial e a crescente ocupação feminina no ambiente de trabalho, retirando-a de tarefas antes desempenhadas na criação dos filhos. Assim, o horário que biologicamente é mais adequado para as crianças dormirem, entre 19 e 21 horas, foi gradativamente atrasado nas últimas gerações. Como o horário de acordar pela manhã é fixo e cedo nos dias de semana, a oportunidade de dormir diminui. O aumento do tempo das sonecas diurnas só compensa esta perda parcialmente. A desvalorização do tempo de descanso e a competitividade do mundo moderno contribuem para a minimização do sono das crianças, como é observado em vários países asiáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">A pandemia pelo coronavírus trouxe novos fatores que influenciam nos hábitos diurnos e noturnos de adultos e crianças, entre eles: a necessidade de isolamento social, o deslocamento de trabalho para a residência (<em>home-office</em>), as preocupações em relação à insegurança financeira, a saúde pessoal e de familiares. Os horários de início e fim do sono foram atrasados em 1 a 2 horas, pois não havia mais a necessidade de deslocamento para a escola. Algumas crianças reduziram o tempo de sono, pois permaneceram em atividades de lazer em telas (videogames, navegando pela Internet, filmes e séries na TV). A luz emitida por estes dispositivos reduz a secreção da melatonina, o hormônio que é liberado à noite para regular o sono. Outras crianças aumentaram o tempo de sono, principalmente naquelas famílias que conseguiram organizar o tempo de estudo, lazer e descanso nestes tempos difíceis. Um estudo de monitorização contínua por vídeo nos Estados Unidos mostrou que lactentes aumentaram o tempo de sono no ano de 2020 quando comparado ao ano de 2019.</p>
<p style="text-align: justify;"> Problemas de saúde mental foram identificados em adultos no período de isolamento social, como estresse pós-traumático, ansiedade e depressão. Isso foi especialmente observado em profissionais de saúde, pessoas com doenças crônicas, pacientes com covid-19 e pessoas em quarentena. Por outro lado, exercício físico, maiores níveis de renda, habilidades de enfrentamento, participação social e relacionamento interpessoal foram identificados como fatores de proteção.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante destacar que as crianças também foram bastante afetadas nesse período, com grandes mudanças negativas no estilo de vida. Elas foram submetidas a menos atividade física, maior tempo de tela e mudanças em padrões alimentares e de sono, sendo que a população economicamente mais vulnerável foi a que apresentou maiores dificuldades. Com a realidade do isolamento social, as crianças precisaram se adaptar às aulas <em>on-line</em> e muitas tiveram dificuldades; além disso, houve aumento de consumo de comidas processadas, sintomas significativos de ansiedade, problemas de humor e autorregulação e piora na qualidade e quantidade de sono, tanto de crianças, quanto de suas mães.</p>
<p><strong>Foto:</strong> new africa | <a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Meu filho ronca. É normal?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meu-filho-ronca-e-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2019 18:19:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Apneia obstrutiva do sono na infância é relativamente comum e o tratamento é simples, além de necessário para o bom desenvolvimento da criança A respiração da criança durante o sono deve ser sempre silenciosa. Por isso, a criança que ronca ou tem respiração ruidosa enquanto dorme merece especial atenção. Outros sinais também devem ser observados: movimentação excessiva, sono agitado, transpiração, respiração oral, enurese (xixi na cama). Por trás de sintomas aparentemente comuns, pode estar a apneia obstrutiva do sono. O distúrbio respiratório do sono é uma condição relativamente comum na infância, sendo mais grave a apneia obstrutiva do sono, que acomete cerca de 1 a 3% das crianças na faixa etária pré-escolar (até dois anos). Os sintomas mais marcantes são noturnos: o ronco intenso, respiração oral, sono sem descanso e pequenas pausas respiratórias. Porém, há ainda sintomas diurnos relevantes: agitação ou sonolência e falta de atenção. A apneia obstrutiva do sono interfere potencialmente no desenvolvimento da criança, tanto em aspectos físicos, como déficit de crescimento, quanto cognitivos, que pode se expressar como déficit de atenção e/ou aprendizado. Além disso, em casos extremos, o esforço respiratório durante o sono pode levar a sequelas cardíacas. Os roncos e a apneia do sono na criança resultam de uma combinação entre um estreitamento anatômico das vias aéreas e função neuromuscular (tônus da musculatura da faringe). Na faixa etária pré-escolar, o principal fator associado é o aumento das amígdalas e da adenoide que obstruem as partes nasal e oral da faringe, respectivamente. &#160;Além disso, rinites são fatores potencializados que contribuem para a obstrução nasal repercutindo também na qualidade do sono. Fazendo diagnóstico A investigação da apneia do sono deve iniciar com um relato detalhado dos sintomas. Em seguida, a avaliação da via aérea para determinar o grau de obstrução. Exames complementares podem ser solicitados, como radiografias de perfil da cabeça para análise das vias aéreas. A polissonografia (exame do sono) pode caracterizar a gravidade da apneia e o número de eventos obstrutivos. Entretanto, trata-se de exame demorado e caro e que não deve ser feito de rotina em todas as crianças; deve ser solicitado quando os sintomas não são bem caracterizados, quando há discrepância destes com o grau de obstrução, sendo obrigatório em crianças portadoras de síndromes ou doenças neuromusculares. Tratando as causas &#160; Uma vez que os principais fatores são a hiperplasia (aumento) das amígdalas e adenoide, o tratamento inicial de escolha é a retirada dessas estruturas, ou seja, adenoamigdalectomia. O tratamento cirúrgico tem alta eficácia e leva à transformação da qualidade de vida da criança, com melhora não apenas no padrão respiratório, mas também no seu desenvolvimento, comportamento, atenção etc. Além disso, é obrigatório o tratamento de quadros complementares como rinite e alergia, entre outros. Em crianças com alterações da oclusão dental ou desarmonias do crescimento craniofacial é necessária avaliação do odontopediatra e/ou ortodontista para complementação com tratamento ortodôntico. Em crianças com hipotonia da musculatura perioral, postura de boca aberta, alterações das funções orofacias como deglutição e mastigação deve-se indicar a intervenção fonoaudiológica. A obesidade, cada vez mais frequente, é fator que influencia fortemente na apneia e é associada ao baixo sucesso do tratamento cirúrgico, sendo a orientação dietética obrigatória na apneia do sono. O tratamento precoce reverte as consequências, melhorando sobremaneira a qualidade de vida dessas crianças. RelatoraProfa. Dra. Renata C. Di FrancescoDepartamento de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><em>Apneia
obstrutiva do sono na infância é relativamente comum e o tratamento é simples, além
de necessário para o bom desenvolvimento da criança</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">A respiração da criança durante o sono deve ser sempre silenciosa. Por isso, a criança que ronca ou tem respiração ruidosa enquanto dorme merece especial atenção. Outros sinais também devem ser observados: movimentação excessiva, sono agitado, transpiração, respiração oral, enurese (xixi na cama). Por trás de sintomas aparentemente comuns, pode estar a apneia obstrutiva do sono. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O distúrbio respiratório do sono é uma condição relativamente comum na infância, sendo mais grave a apneia obstrutiva do sono, que acomete cerca de 1 a 3% das crianças na faixa etária pré-escolar (até dois anos). Os sintomas mais marcantes são noturnos: o ronco intenso,
respiração oral, sono sem descanso e pequenas pausas respiratórias. Porém, há
ainda sintomas diurnos relevantes: agitação ou sonolência e falta de atenção. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/11/bebe-3401065_1920-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2970"/><figcaption>adiretoriaeventos | pixabay.com</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A apneia obstrutiva do sono interfere potencialmente
no desenvolvimento da criança, tanto em aspectos físicos, como <em>déficit</em> de crescimento, quanto cognitivos,
que pode se expressar como <em><a href="http://www.pediatraorienta.org.br/tdah-ha-uma-epidemia-por-ai/">déficit de atenção</a></em> e/ou aprendizado. Além
disso, em casos extremos, o esforço respiratório durante o sono pode levar a
sequelas cardíacas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os roncos e a apneia do sono na criança resultam de
uma combinação entre um estreitamento anatômico das vias aéreas e função
neuromuscular (tônus da musculatura da faringe). Na faixa etária pré-escolar, o
principal fator associado é o aumento das amígdalas e da adenoide que obstruem
as partes nasal e oral da faringe, respectivamente. &nbsp;Além disso, rinites são fatores
potencializados que contribuem para a obstrução nasal repercutindo também na
qualidade do sono. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Fazendo diagnóstico</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação da apneia do sono deve iniciar com um relato detalhado dos sintomas. Em seguida, a avaliação da via aérea para determinar o grau de obstrução. Exames complementares podem ser solicitados, como radiografias de perfil da cabeça para análise das vias aéreas. A polissonografia (exame do sono) pode caracterizar a gravidade da apneia e o número de eventos obstrutivos. Entretanto, trata-se de exame demorado e caro e que não deve ser feito de rotina em todas as crianças; deve ser solicitado quando os sintomas não são bem caracterizados, quando há discrepância destes com o grau de obstrução, sendo obrigatório em crianças portadoras de síndromes ou doenças neuromusculares. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Tratando as causas &nbsp;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que os principais fatores são a hiperplasia (aumento) das amígdalas e adenoide, o tratamento inicial de escolha é a retirada dessas estruturas, ou seja, adenoamigdalectomia. O tratamento cirúrgico tem alta eficácia e leva à transformação da qualidade de vida da criança, com melhora não apenas no padrão respiratório, mas também no seu desenvolvimento, comportamento, atenção etc. Além disso, é obrigatório o tratamento de quadros complementares como rinite e alergia, entre outros. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças com alterações da oclusão dental ou
desarmonias do crescimento craniofacial é necessária <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/momento-saude-saude-oral/">avaliação do
odontopediatra</a> e/ou ortodontista para complementação com tratamento ortodôntico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em crianças com hipotonia da musculatura perioral,
postura de boca aberta, alterações das funções orofacias como deglutição e
mastigação deve-se indicar a intervenção fonoaudiológica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A obesidade, cada vez mais frequente, é fator que influencia fortemente na apneia e é associada ao baixo sucesso do tratamento cirúrgico, sendo a orientação dietética obrigatória na apneia do sono. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento precoce reverte as consequências, melhorando
sobremaneira a qualidade de vida dessas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Relatora</strong><br><strong>Profa. Dra. Renata C. Di Francesco</strong><br>Departamento de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





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			</item>
		<item>
		<title>Momento Saúde: sono do bebê – colocando limites</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-colocando-limites/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jun 2019 18:17:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Distúrbios do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos saudáveis de sono]]></category>
		<category><![CDATA[Higiene do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina do Sono]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina de sono]]></category>
		<category><![CDATA[Sono do bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estabelecer um horário de dormir e seguir um ritual permite que a criança se prepare internamente para adormecer. Colocar pijama, escovar os dentes, contar uma história ou uma conversa de final do dia significa uma gradativa despedida do estado mental ativo. A criança se organiza e isso a conforta da sensação de caos que a falta de rotina e limite pode causar. É preciso que ela sinta que dormir é prazeroso e que a brincadeira pode ser retomada no dia seguinte. É sempre difícil abandonar uma brincadeira e a companhia dos pais. A criança não tem noção de seus limites de cansaço. É o adulto que precisa ajudá-la, mesmo que ela proteste. Se os pais não demonstrarem culpa ou hesitação, a criança geralmente acaba aceitando que o dia acabou e se entrega ao sono. A convicção firme dos pais é o termômetro. A criança sente quando seus pais têm dúvidas e tentam ludibriá-los. É importante não ceder, a não ser em situações de exceção, que devem ser explicadas a elas para que possam distinguir entre a rotina e os dias diferentes. Os limites organizam e acalmam a criança, que ainda não sabe perceber seu cansaço Mas também é importante que a hora de dormir não seja antes de os pais chegarem ou logo em seguida à sua chegada em casa. Se os filhos só encontram os pais no final do dia é preciso dar a eles um tempo de convivência antes de serem levados para dormir. Muitas vezes é necessário rever a própria rotina e horário de trabalho para reservar esse tempo familiar. A criança é naturalmente insaciável e sempre vai querer mais. Entretanto, quando de fato os pais reservam pouco tempo do seu dia com elas, ocorre uma carência real, que certamente vai interferir na rotina do sono. Os limites começam pela própria rotina dos adultos de modo a dar um equilíbrio à vida familiar. ___Relatores:Dra. Denise FelicianoDr. Eduardo GoldensteinDepartamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/06/MomentoMental-300x200.png" alt="saúde mental" class="wp-image-2129"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Estabelecer um horário de dormir e seguir um ritual permite que a criança se prepare internamente para adormecer. Colocar pijama, escovar os dentes, contar uma história ou uma conversa de final do dia significa uma gradativa despedida do estado mental ativo. A criança se organiza e isso a conforta da sensação de caos que a falta de rotina e limite pode causar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso que ela sinta que dormir é prazeroso e que a brincadeira pode ser retomada no dia seguinte. É sempre difícil abandonar uma brincadeira e a companhia dos pais. A criança não tem noção de seus limites de cansaço. É o adulto que precisa ajudá-la, mesmo que ela proteste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se os pais não demonstrarem culpa ou hesitação, a criança geralmente acaba aceitando que o dia acabou e se entrega ao sono. A convicção firme dos pais é o termômetro. A criança sente quando seus pais têm dúvidas e tentam ludibriá-los. É importante não ceder, a não ser em situações de exceção, que devem ser explicadas a elas para que possam distinguir entre a rotina e os dias diferentes.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" style="font-size:22px"><em>Os limites organizam e acalmam a criança, que ainda não sabe perceber seu cansaço</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também é importante que a hora de dormir não seja antes de os pais chegarem ou logo em seguida à sua chegada em casa. Se os filhos só encontram os pais no final do dia é preciso dar a eles um tempo de convivência antes de serem levados para dormir. Muitas vezes é necessário rever a própria rotina e horário de trabalho para reservar esse tempo familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criança é naturalmente insaciável e sempre vai querer mais. Entretanto, quando de fato os pais reservam pouco tempo do seu dia com elas, ocorre uma carência real, que certamente vai interferir na rotina do sono. Os limites começam pela própria rotina dos adultos de modo a dar um equilíbrio à vida familiar. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/05/children-1922580_1280-1024x602.jpg" alt="" class="wp-image-1637"/></figure>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





<p class="wp-block-paragraph">___<br><strong>Relatores:<br>Dra. Denise Feliciano<br>Dr. Eduardo Goldenstein</strong><br>Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-colocando-limites/">Momento Saúde: sono do bebê – colocando limites</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Momento Saúde: sono do bebê &#8211; observando os sinais</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-observando-os-sinais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 18:30:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Saber sobre o desenvolvimento fisiológico de um bebê não substitui conhecer as peculiaridades de cada um. É importante observar como responde aos estímulos e criar uma rotina saudável, mas que respeite suas preferências. Cuidado para não achar que seu filho prefere dormir no colo, ser chacoalhado, dormir de luz acesa ou com música. Em geral, esses vícios são construídos pelos próprios pais quando estão aflitos para que a criança durma logo. Os bebês assimilam rapidamente a maneira como são cuidados. Se forem ninados no colo até dormir, adotarão esse padrão como recurso único para adormecer. No começo, os pais acham gostoso, mas logo ficarão exaustos com a dependência e o bebê não desenvolve a autonomia. É importante que os pais não se desesperem apresentando muitos estímulos na tentativa de acalmá-lo ou fazê-lo adormecer rapidamente, mas criem um ritual que aos poucos o ensine a dormir sozinho. Observe e conheça seu bebê, evitando um descompasso entre as necessidades dele e suas expectativas Noites traumáticas, em geral, revelam o descompasso entre as necessidades do bebê e as expectativas dos pais. É a observação atenta de si mesmos e do bebê que ajuda a discriminar esses sinais. Assim como perceber quando estão doentes, assustados, agitados ou com outros desconfortos físicos. A expectativa de acertar pode gerar insegurança nos pais e faz com que não acreditem em sua própria observação, supervalorizando a opinião do pediatra ou dos conselhos que buscam entre amigos ou na internet. Comparar seu filho com outras crianças só cria tensão. Ninguém melhor do que os pais para saber o que o filho quer, pois estão com ele o tempo todo. Mas precisam manter a calma e aprender a lidar com incertezas e momentos de desespero do bebê. Não é fácil. O choro do bebê pode gerar muito desconforto ao nos recordarmos das marcas da experiência de desamparo do bebê que todos nós fomos. São registros inconscientes de uma época remotíssima de vida que, embora não nos lembremos, pode ser evocada no contato próximo com uma criança. Nem sempre dá para saber o que está acontecendo com o bebê. É um engano querer aplacar os desconfortos e a insônia com medicamentos. Uma noite sem dormir pode ser incômoda, mas nem sempre é preocupante. ___Relatores: Dra. Denise Feliciano Dr. Eduardo Goldenstein Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 19/06/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-observando-os-sinais/">Momento Saúde: sono do bebê &#8211; observando os sinais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="alignright"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/06/MomentoMental-300x200.png" alt="saúde mental" class="wp-image-2129"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Saber sobre o desenvolvimento fisiológico de um bebê não substitui conhecer as peculiaridades de cada um. É importante observar como responde aos estímulos e criar uma rotina saudável, mas que respeite suas preferências. Cuidado para não achar que seu filho prefere dormir no colo, ser chacoalhado, dormir de luz acesa ou com música. Em geral, esses vícios são construídos pelos próprios pais quando estão aflitos para que a criança durma logo.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os bebês assimilam rapidamente a maneira como são cuidados. Se forem ninados no colo até dormir, adotarão esse padrão como recurso único para adormecer. No começo, os pais acham gostoso, mas logo ficarão exaustos com a dependência e o bebê não desenvolve a autonomia. É importante que os pais não se desesperem apresentando muitos estímulos na tentativa de acalmá-lo ou fazê-lo adormecer rapidamente, mas criem um ritual que aos poucos o ensine a dormir sozinho.  </p>



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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" style="font-size:22px"><em>Observe e conheça seu bebê, evitando um descompasso entre as necessidades dele e suas expectativas</em></p>



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<p class="wp-block-paragraph">Noites traumáticas, em geral, revelam o descompasso entre as necessidades do bebê e as expectativas dos pais. É a observação atenta de si mesmos e do bebê que ajuda a discriminar esses sinais. Assim como perceber quando estão doentes, assustados, agitados ou com outros desconfortos físicos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A expectativa de acertar pode gerar insegurança nos pais e faz com que não acreditem em sua própria observação, supervalorizando a opinião do pediatra ou dos conselhos que buscam entre amigos ou na internet. Comparar seu filho com outras crianças só cria tensão. Ninguém melhor do que os pais para saber o que o filho quer, pois estão com ele o tempo todo. Mas precisam manter a calma e aprender a lidar com incertezas e momentos de desespero do bebê. Não é fácil. O choro do bebê pode gerar muito desconforto ao nos recordarmos das marcas da experiência de desamparo do bebê que todos nós fomos. São registros inconscientes de uma época remotíssima de vida que, embora não nos lembremos, pode ser evocada no contato próximo com uma criança. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre dá para saber o que está acontecendo com o bebê. É um engano querer aplacar os desconfortos e a insônia com medicamentos. Uma noite sem dormir pode ser incômoda, mas nem sempre é preocupante. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/05/newborn-216723_1280-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-1664"/></figure>



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<p class="wp-block-paragraph">___<br><strong>Relatores: </strong><br><strong>Dra. Denise Feliciano </strong><br><strong>Dr. Eduardo Goldenstein</strong> <br>Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado em 19/06/2019. </p>



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<p class="wp-block-paragraph">Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. </p>



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<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"/></a></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-observando-os-sinais/">Momento Saúde: sono do bebê &#8211; observando os sinais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Momento Saúde: sono do bebê &#8211; a importância de criar uma rotina</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-a-importancia-de-criar-uma-rotina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 18:45:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir dos três meses é importante adotar rotinas que ajudem o bebê a saber quando é hora de dormir, estabelecendo um ritmo circadiano. A repetição prepara a criança emocionalmente para cada momento do dia e gradualmente ajuda a estabilizar o ritmo de sono. Num determinado horário comece a desacelerar. Evite brincadeiras agitadas ou passeios noturnos. Um banho, uma mamada e, antes que pegue no sono, coloque-o no aconchego de seu berço em um quarto escuro e silencioso. Num ambiente propício, o bebê aprende a adormecer sozinho e o fará também nos breves despertares entre os ciclos do sono. É uma forma de dizer a ele que é bom dormir e que seu berço é o melhor lugar. O bebê aprende mais fácil quando há consistência e convicção nos pais. A rotina gera segurança e prepara a criança emocionalmente para a hora de dormir, tonando-se algo prazeroso Para isso, é importante que dormir seja, para os pais, um prazer e não o último recurso de um corpo exaurido. Dormir somente com o barulho da TV ou trabalhar no computador até a exaustão são exemplos de um conflito com o sono. Casais insones tendem a repetir o padrão de aceleração e vícios ao bebê sem que percebam. A insônia dos pais certamente camufla angústias e medos que nem se deram conta. Mas, por sua extrema sensibilidade, o bebê pode captá-los e trazê-los à tona quando não consegue dormir. Para algumas pessoas, dormir pode evocar um sentimento de morte. São medos inconscientes, mas que podem se revelar nos cuidados com um bebê. Sem saber, os pais comunicam ao bebê que não estão tranquilos enquanto ele dorme e então ele passa a não dormir. É uma situação paradoxal &#8211; o psiquismo pode ser contraditório. Para administrar essas situações é importante pensar no que está tirando o sono dos pais, e do bebê por extensão. Conversar com o pediatra ou mesmo com um psicólogo pode ajudar a reconhecer essas sutilezas. A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. ___ Relatores: Dra. Denise Feliciano Dr. Eduardo Goldenstein Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 12/06/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-a-importancia-de-criar-uma-rotina/">Momento Saúde: sono do bebê &#8211; a importância de criar uma rotina</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright wp-image-2129 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/06/MomentoMental-300x200.png" alt="saúde mental" width="300" height="200"></p>
<p>A partir dos três meses é importante adotar rotinas que ajudem o bebê a saber quando é hora de dormir, estabelecendo um ritmo circadiano. A repetição prepara a criança emocionalmente para cada momento do dia e gradualmente ajuda a estabilizar o ritmo de sono.</p>
<p>Num determinado horário comece a desacelerar. Evite brincadeiras agitadas ou passeios noturnos. Um banho, uma mamada e, antes que pegue no sono, coloque-o no aconchego de seu berço em um quarto escuro e silencioso. Num ambiente propício, o bebê aprende a adormecer sozinho e o fará também nos breves despertares entre os ciclos do sono. É uma forma de dizer a ele que é bom dormir e que seu berço é o melhor lugar. O bebê aprende mais fácil quando há consistência e convicção nos pais.</p>
<h3>A rotina gera segurança e prepara a criança emocionalmente para a hora de dormir, tonando-se algo prazeroso</h3>
<p>Para isso, é importante que dormir seja, para os pais, um prazer e não o último recurso de um corpo exaurido. Dormir somente com o barulho da TV ou trabalhar no computador até a exaustão são exemplos de um conflito com o sono. Casais insones tendem a repetir o padrão de aceleração e vícios ao bebê sem que percebam. A insônia dos pais certamente camufla angústias e medos que nem se deram conta. Mas, por sua extrema sensibilidade, o bebê pode captá-los e trazê-los à tona quando não consegue dormir.</p>
<p>Para algumas pessoas, dormir pode evocar um sentimento de morte. São medos inconscientes, mas que podem se revelar nos cuidados com um bebê. Sem saber, os pais comunicam ao bebê que não estão tranquilos enquanto ele dorme e então ele passa a não dormir. É uma situação paradoxal &#8211; o psiquismo pode ser contraditório.</p>
<p>Para administrar essas situações é importante pensar no que está tirando o sono dos pais, e do bebê por extensão. Conversar com o pediatra ou mesmo com um psicólogo pode ajudar a reconhecer essas sutilezas.</p>
<p><div id="attachment_2789" style="width: 756px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2789" class="size-large wp-image-2789" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/06/baby_sleeping_1559764976-1024x683.jpg" alt="" width="746" height="498"><p id="caption-attachment-2789" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/smpratt90/">smpratt90</a> | Pixabay</p></div></p>
<p><strong>A coluna <em>Momento Saúde</em> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. </strong></p>
<p>___<br />
<strong>Relatores:<br />
Dra. Denise Feliciano<br />
Dr. Eduardo Goldenstein</strong><br />
Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>Publicado em 12/06/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-a-importancia-de-criar-uma-rotina/">Momento Saúde: sono do bebê &#8211; a importância de criar uma rotina</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Momento Saúde: sono do bebê &#8211; primeiros três meses de vida</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-primeiros-tres-meses-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 19:53:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Noites mal dormidas podem ser, muitas vezes, a rotina dos pais nos primeiros meses de vida de seus bebês. Mas, para alguns casais, a fase torna-se tão traumática que hesitam em ter um segundo filho. O primeiro trimestre é um período turbulento. O aparelho neurológico imaturo do bebê não tem ainda produção de melatonina estabilizada e os estados de sono e vigília são imprevisíveis, regulados pela fome e desconfortos. Ele não é capaz de se adaptar a outra rotina. Diante dessa instabilidade que se confronta com o ritmo biológico do adulto, muitos pais se apavoram achando que o bebê nunca mais os deixará dormir. No desespero, acabam adotando medidas que, além de ineficazes, criam um ambiente mais tenso, que não favorece o relaxamento do bebê. No início é o bebê quem dá o ritmo e os pais aprendem os sinais do seu filho Nesse período, é preciso aceitar desse ritmo de sono. Não é uma boa ideia querer manter o bebê desperto mais tempo de dia, esperando que ele durma a noite toda &#8211; exausto, ele terá mais dificuldades para dormir. A solução é acompanhá-lo em seu ritmo e procurar descansar também nos períodos diurnos para estar disponível à noite. Por mais cansativo que seja, esse é um período passageiro. O bebê também não dorme se tiver desconfortos como dor, calor, frio, febre, fome. Para os pais, é o momento de conhecer os sinais do filho, de se adaptar ao novo papel e onde ocorrem mudanças significativas na rotina familiar. Muitas vezes se angustiam sem saber como acalmá-lo. A turbulência emocional faz parte desse início e traz alguns medos, inseguranças e conflitos. Bebês e crianças pequenas são suscetíveis, o cansaço e a tensão dos pais pode deixá-los inseguros, não conseguindo relaxar &#8211; torna-se um círculo vicioso. É importante o casal se alternar quando a angústia limita a tolerância nos cuidados com o bebê. Pode ser desesperador ficar horas com um bebê com cólica. Uma pausa para poder se reorganizar emocionalmente também ajuda o bebê a se acalmar. Antes de achar que seu filho tem um distúrbio de sono, pergunte a si mesmo quais são seus próprios medos e inseguranças e comece a cuidar deles. O bebê pode se tornar um aliado importante para perceber sutilezas na dinâmica familiar. A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. ___ Relatores: Dra. Denise Feliciano Dr. Eduardo Goldenstein Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 5/06/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-primeiros-tres-meses-de-vida/">Momento Saúde: sono do bebê &#8211; primeiros três meses de vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-2129 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/06/MomentoMental-300x200.png" alt="saúde mental" width="300" height="200"></p>
<p>Noites mal dormidas podem ser, muitas vezes, a rotina dos pais nos primeiros meses de vida de seus bebês. Mas, para alguns casais, a fase torna-se tão traumática que hesitam em ter um segundo filho.</p>
<p>O primeiro trimestre é um período turbulento. O aparelho neurológico imaturo do bebê não tem ainda produção de melatonina estabilizada e os estados de sono e vigília são imprevisíveis, regulados pela fome e desconfortos. Ele não é capaz de se adaptar a outra rotina. Diante dessa instabilidade que se confronta com o ritmo biológico do adulto, muitos pais se apavoram achando que o bebê nunca mais os deixará dormir. No desespero, acabam adotando medidas que, além de ineficazes, criam um ambiente mais tenso, que não favorece o relaxamento do bebê.</p>
<h3>No início é o bebê quem dá o ritmo e os pais aprendem os sinais do seu filho</h3>
<p>Nesse período, é preciso aceitar desse ritmo de sono. Não é uma boa ideia querer manter o bebê desperto mais tempo de dia, esperando que ele durma a noite toda &#8211; exausto, ele terá mais dificuldades para dormir. A solução é acompanhá-lo em seu ritmo e procurar descansar também nos períodos diurnos para estar disponível à noite. Por mais cansativo que seja, esse é um período passageiro.</p>
<p>O bebê também não dorme se tiver desconfortos como dor, calor, frio, febre, fome. Para os pais, é o momento de conhecer os sinais do filho, de se adaptar ao novo papel e onde ocorrem mudanças significativas na rotina familiar. Muitas vezes se angustiam sem saber como acalmá-lo. A turbulência emocional faz parte desse início e traz alguns medos, inseguranças e conflitos. Bebês e crianças pequenas são suscetíveis, o cansaço e a tensão dos pais pode deixá-los inseguros, não conseguindo relaxar &#8211; torna-se um círculo vicioso.</p>
<p>É importante o casal se alternar quando a angústia limita a tolerância nos cuidados com o bebê. Pode ser desesperador ficar horas com um bebê com cólica. Uma pausa para poder se reorganizar emocionalmente também ajuda o bebê a se acalmar.<br />
Antes de achar que seu filho tem um distúrbio de sono, pergunte a si mesmo quais são seus próprios medos e inseguranças e comece a cuidar deles. O bebê pode se tornar um aliado importante para perceber sutilezas na dinâmica familiar.</p>
<p><div id="attachment_2782" style="width: 756px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2782" class="size-large wp-image-2782" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/06/baby_sleeping_1559763976-1024x682.jpg" alt="" width="746" height="497"><p id="caption-attachment-2782" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/amyelizabethquinn/">amyelizabethquinn</a> | Pixabay</p></div></p>
<p><strong>A coluna <em>Momento Saúde</em> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.</strong></p>
<p>___<br />
<strong>Relatores:<br />
Dra. Denise Feliciano<br />
Dr. Eduardo Goldenstein</strong><br />
Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>Publicado em 5/06/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-primeiros-tres-meses-de-vida/">Momento Saúde: sono do bebê &#8211; primeiros três meses de vida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Sete orientações para o seu filho dormir melhor</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2019 18:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Médica elenca medidas comprovadamente eficazes para que as crianças tenham um descanso saudável e tranquilo Por Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site Saúde Dormir bem é um dos aspectos mais importantes para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção da saúde da criança. É um hábito associado não só à prevenção de doenças mas também a melhoras no aprendizado, no humor e no bem-estar mental. Por isso, enumeramos algumas regras bem fundamentadas para levar em conta na hora de estabelecer um sono ideal para o seu filho. 1. Criar uma rotina para dormir e acordar Em qualquer idade é importante estabelecer horários regulares para ir dormir e para despertar. Na medida do possível, vale evitar mudanças impactantes nesses horários, mesmo nos finais de semana. Os cochilos diurnos, comuns até os cinco ou seis anos, devem ocorrer no início da tarde. Na adolescência, existe uma tendência natural a dormir mais tarde. Mas isso deve ser monitorado pelos pais a fim de evitar um tempo insuficiente de sono. 2. Manter um tempo adequado de sono Baseada em inúmeros estudos, a Academia Americana de Medicina do Sono definiu a quantidade de sono necessária para cada faixa etária. Considerando as características individuais, os pais devem ter como objetivo manter o tempo de sono de seus filhos próximos às recomendações estipuladas abaixo — lembrando que é essencial que o maior tempo de sono ocorra no período noturno. • 4 a 12 meses: 12 a 16 horas de sono por dia, incluindo sonecas • 1 a 2 anos: 11 a 14 horas de sono por dia, incluindo sonecas • 3 a 5 anos: 10 a 13 horas de sono por dia, incluindo sonecas • 6 a 12 anos: 9 a 12 horas de sono por dia • 13 a 18 anos: 8 a 10 horas 3. Buscar o relaxamento antes de dormir Algumas horas antes de ir para cama, o ambiente em casa deve se acalmar: o ideal é evitar agitação e brincadeiras vigorosas, bem como o uso de telas luminosas, seja a do celular, seja a da televisão. A atividade física deve ocorrer no máximo até duas horas antes do sono. Para os pequenos relaxarem, além do banho, são bem-vindas músicas calmas, histórias e massagens. Para os mais crescidos, banho, música tranquila e a leitura de um livro caem bem. 4. Dormir na sua própria cama A recomendação é acostumar a criança, desde cedo, ao seu berço ou cama. O ideal é colocá-la sonolenta ali e deixar que se adapte e tome gosto por seu espaço. Sim, procure não levar o pequeno para a cama dos pais durante a noite. As sociedades de pediatria recomendam que a criança deva dormir no quarto dos pais pelo menos até os 6 meses de vida — nunca na cama dos pais, cabe frisar. Essa proximidade é importante para socorrer o bebê diante de alguma eventualidade e evitar a chamada morte súbita do lactente. 5. Ter atenção com a alimentação à noite No caso do bebê, a alimentação durante a madrugada deve ser retirada a partir de 9 ou 10 meses de idade. Pensando nos mais velhos, um leite morno ou alguma refeição leve estão liberados antes de dormir. Já pratos abundantes e gordurosos devem ser evitados. Refrigerantes e bebidas com cafeína são contraindicados também. 6. Montar um ambiente adequado Procure transformar o quarto em um lugar tranquilo, silencioso e seguro. Se alguma luz for necessária, utilize um tipo bem fraco, mantendo a penumbra. Adequar a temperatura ambiente também é importante. O berço do bebê, no primeiro ano de vida, deve ser o mais “limpo” possível. Protetores de berço, cobertas soltas, travesseiros ou colchões muito fofos devem ser evitados, pois colocam o bebê em risco. O “amiguinho de dormir”, a partir dos 5 meses, ajuda na independência do bebê, já que é um objeto de transição. Mas fique atento às especificações de tamanho, cor e textura do brinquedo. 7. Privilegiar uma posição no sono Essa vale especialmente para os bebês: nos primeiros meses de vida, eles precisam ser colocados para dormir sempre na posição supina, ou seja, de barriga para cima. Essa medida é comprovadamente essencial para a prevenção da morte súbita. Em relação às crianças mais velhas, qualquer dificuldade associada à posição ou à manutenção do sono à noite deve ser comentada e discutida com o pediatra. ___ Texto produzido pela Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/ Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan é pediatra e presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 28/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/">Sete orientações para o seu filho dormir melhor</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><em><strong>Médica elenca medidas comprovadamente eficazes para que as crianças tenham um descanso saudável e tranquilo</strong></em></p>
<p>Por Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site Saúde</p>
<p>Dormir bem é um dos aspectos mais importantes para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção da saúde da criança. É um hábito associado não só à prevenção de doenças mas também a melhoras no aprendizado, no humor e no bem-estar mental. Por isso, enumeramos algumas regras bem fundamentadas para levar em conta na hora de estabelecer um sono ideal para o seu filho.</p>
<p><div id="attachment_2506" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2506" class="size-large wp-image-2506" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/03/baby_sleep_1553712499-1024x768.jpg" alt="" width="838" height="629" /><p id="caption-attachment-2506" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/ddimitrova/">ddimitrova</a> | pixabay.com</p></div></p>
<h2>1. Criar uma rotina para dormir e acordar</h2>
<p>Em qualquer idade é importante estabelecer horários regulares para ir dormir e para despertar. Na medida do possível, vale evitar mudanças impactantes nesses horários, mesmo nos finais de semana.</p>
<p>Os cochilos diurnos, comuns até os cinco ou seis anos, devem ocorrer no início da tarde. Na adolescência, existe uma tendência natural a dormir mais tarde. Mas isso deve ser monitorado pelos pais a fim de evitar um tempo insuficiente de sono.</p>
<h2>2. Manter um tempo adequado de sono</h2>
<p>Baseada em inúmeros estudos, a <a href="https://aasm.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Academia Americana de Medicina do Sono</a> definiu a quantidade de sono necessária para cada faixa etária. Considerando as características individuais, os pais devem ter como objetivo manter o tempo de sono de seus filhos próximos às recomendações estipuladas abaixo — lembrando que é essencial que o maior tempo de sono ocorra no período noturno.<br />
• 4 a 12 meses: 12 a 16 horas de sono por dia, incluindo sonecas<br />
• 1 a 2 anos: 11 a 14 horas de sono por dia, incluindo sonecas<br />
• 3 a 5 anos: 10 a 13 horas de sono por dia, incluindo sonecas<br />
• 6 a 12 anos: 9 a 12 horas de sono por dia<br />
• 13 a 18 anos: 8 a 10 horas</p>
<h2>3. Buscar o relaxamento antes de dormir</h2>
<p>Algumas horas antes de ir para cama, o ambiente em casa deve se acalmar: o ideal é evitar agitação e brincadeiras vigorosas, bem como o uso de telas luminosas, seja a do celular, seja a da televisão. A atividade física deve ocorrer no máximo até duas horas antes do sono.</p>
<p>Para os pequenos relaxarem, além do banho, são bem-vindas músicas calmas, histórias e massagens. Para os mais crescidos, banho, música tranquila e a leitura de um livro caem bem.</p>
<h2>4. Dormir na sua própria cama</h2>
<p>A recomendação é acostumar a criança, desde cedo, ao seu berço ou cama. O ideal é colocá-la sonolenta ali e deixar que se adapte e tome gosto por seu espaço. Sim, procure não levar o pequeno para a cama dos pais durante a noite.</p>
<p>As sociedades de pediatria recomendam que a criança deva dormir no quarto dos pais pelo menos até os 6 meses de vida — nunca na cama dos pais, cabe frisar. Essa proximidade é importante para socorrer o bebê diante de alguma eventualidade e evitar a chamada morte súbita do lactente.</p>
<h2>5. Ter atenção com a alimentação à noite</h2>
<p>No caso do bebê, a alimentação durante a madrugada deve ser retirada a partir de 9 ou 10 meses de idade. Pensando nos mais velhos, um leite morno ou alguma refeição leve estão liberados antes de dormir.</p>
<p>Já pratos abundantes e gordurosos devem ser evitados. Refrigerantes e bebidas com cafeína são contraindicados também.</p>
<h2>6. Montar um ambiente adequado</h2>
<p>Procure transformar o quarto em um lugar tranquilo, silencioso e seguro. Se alguma luz for necessária, utilize um tipo bem fraco, mantendo a penumbra.</p>
<p>Adequar a temperatura ambiente também é importante. O berço do bebê, no primeiro ano de vida, deve ser o mais “limpo” possível. Protetores de berço, cobertas soltas, travesseiros ou colchões muito fofos devem ser evitados, pois colocam o bebê em risco.</p>
<p>O “amiguinho de dormir”, a partir dos 5 meses, ajuda na independência do bebê, já que é um objeto de transição. Mas fique atento às especificações de tamanho, cor e textura do brinquedo.</p>
<h2>7. Privilegiar uma posição no sono</h2>
<p>Essa vale especialmente para os bebês: nos primeiros meses de vida, eles precisam ser colocados para dormir sempre na posição supina, ou seja, de barriga para cima. Essa medida é comprovadamente essencial para a prevenção da morte súbita. Em relação às crianças mais velhas, qualquer dificuldade associada à posição ou à manutenção do sono à noite deve ser comentada e discutida com o pediatra.</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido pela Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/7-orientacoes-para-o-seu-filho-dormir-melhor/</a></p>
<p>Dra. Beatriz Neuhaus Barbizan é pediatra e presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>___<br />
Publicado em 28/03/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Retrospectiva Momento Saúde: privação do sono</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-privacao-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2019 17:20:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Sono do bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Encerramos a retrospectiva com: Privação do sono em crianças e adolescentes &#160; Privação do sono A privação do sono pode se manifestar de diferentes maneiras na faixa etária pediátrica de acordo com a idade, o desenvolvimento neuropsicomotor, a duração de tempo desde que o problema que provoca os sintomas teve início e a intensidade destes. Na faixa etária do lactente e até os três anos de idade, a manifestação é principalmente comportamental, com humor instável associado a choro ou inquietação, irritabilidade, agressividade – a criança chuta, belisca, morde, puxa o cabelo do cuidador, o seu próprio ou dos coleguinhas, bate a cabeça com força no travesseiro ou na parede. Entre três e seis anos pode se acrescentar comportamento hiperativo ou de isolamento e, com menor frequência, sintomas de sonolência diurna com dificuldade em acompanhar as atividades na escola, distração, sono durante atividades monótonas e dificuldades na coordenação motora. Na faixa etária do escolar até o início da puberdade, os sintomas mais chamativos são o comportamento hiperativo e as dificuldades no aprendizado. Durante toda a fase da infância podem se juntar sintomas de baixa da imunidade com reações de hipersensibilidade, infecções de repetição, dificuldade em ganhar peso e crescer e também, de forma oposta, obesidade que pode ocorrer desde a fase de lactente quando as tentativas de minimizar o sono ruim são feitas com aumento da ingesta noturna. A partir da puberdade, um problema muito frequente e do qual a maioria dos adolescentes sofre é o atraso do ritmo fisiológico do sono. Com frequência o adolescente que dorme com facilidade em torno das 22h vai ter dificuldade em iniciar o sono antes das 23h ou mesmo meia noite. Como a necessidade de sono na faixa etária do adolescente é de cerca de 9 a 9:30 horas, podemos ver que será difícil que o mesmo mantenha uma quantidade de sono adequada se tiver que acordar às 6 ou 7 horas da manhã. O resultado é uma privação de sono que se tornará crônica porque o período da adolescência é longo. Os sintomas principais então serão dificuldade no alerta nas primeiras horas da manhã, dificuldade no aprendizado, absenteísmo, dificuldades nos relacionamentos, baixa autoestima, depressão. A cefaleia pode aparecer nessa idade, seja pela privação do sono ou pela ansiedade e estresse devido às demandas e dificuldades em cumprir metas. Qual especialidade procurar? Se os sintomas descritos no primeiro artigo sobre privação do sono estiverem presentes devemos analisar a rotina e suas possíveis causas. Como é o sono da criança/adolescente? 1. Qual o horário em que a criança/adolescente dorme e acorda? 2. Como é o sono? Tranquilo, agitado, fala, ou anda ou chora ou faz movimentos repetitivos no início do sono ou quando dorme? Range os dentes? Está continente ou o xixi escapa durante o sono? Ronca? Para de respirar durante o sono? 3. Tem algum problema crônico de saúde? O pediatra/hebiatra é, em geral, o primeiro especialista que irá avaliar o problema de sono da criança ou do adolescente e decidir sobre a necessidade de uma consulta com o especialista. O exame clínico geral, exames de sangue e de urina poderão dar pistas de algum problema orgânico. Uma avaliação com otorrinolaringologista se fará necessária para uma queixa de engasgos, ronco/apneia durante o sono, alergias de vias aéreas superiores. Uma avaliação com especialista em Medicina do Sono irá analisar as queixas não respiratórias e possíveis transtornos que possam ocasionar um sono interrompido e pouco eficiente, como as parassonias de despertar, os movimentos periódicos de membros, a epilepsia hipermotora do sono, o bruxismo do sono e os transtornos do ritmo circadiano que possam causar insônia. Esse especialista poderá solicitar o exame de polissonografia para um diagnóstico mais preciso do problema do sono e, também, para afastar causas orgânicas associadas às queixas do paciente ou de seus familiares. Uma vez traçadas as possibilidades diagnósticas e com o resultado do exame de polissonografia, poderá ser necessário um acompanhamento específico com o otorrinolaringologista, neurologista, odontólogo/ortodontista e psiquiatra, entre outros. Tratamento As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento: 1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono. 2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico. 3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica. 4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais. 5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina). 6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc. 7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado. 8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado. 9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada. Higiene do sono Instituir o que chamamos ritual de dormir: 1. Colocar a criança para dormir em horários...</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-privacao-do-sono/">Retrospectiva Momento Saúde: privação do sono</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1636 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/05/MomentosSono-300x200.png" alt="" width="300" height="200">Apresentamos &#8211; nesta época de férias &#8211; uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong>, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.</p>
<p>Encerramos a retrospectiva com:<br />
<strong>Privação do sono em crianças e adolescentes</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong>Privação do sono</strong></h1>
<p>A privação do sono pode se manifestar de diferentes maneiras na faixa etária pediátrica de acordo com a idade, o desenvolvimento neuropsicomotor, a duração de tempo desde que o problema que provoca os sintomas teve início e a intensidade destes.</p>
<p>Na faixa etária do lactente e até os três anos de idade, a manifestação é principalmente comportamental, com humor instável associado a choro ou inquietação, irritabilidade, agressividade – a criança chuta, belisca, morde, puxa o cabelo do cuidador, o seu próprio ou dos coleguinhas, bate a cabeça com força no travesseiro ou na parede.</p>
<p>Entre três e seis anos pode se acrescentar comportamento hiperativo ou de isolamento e, com menor frequência, sintomas de sonolência diurna com dificuldade em acompanhar as atividades na escola, distração, sono durante atividades monótonas e dificuldades na coordenação motora.</p>
<p>Na faixa etária do escolar até o início da puberdade, os sintomas mais chamativos são o comportamento hiperativo e as dificuldades no aprendizado.</p>
<p>Durante toda a fase da infância podem se juntar sintomas de baixa da imunidade com reações de hipersensibilidade, infecções de repetição, dificuldade em ganhar peso e crescer e também, de forma oposta, obesidade que pode ocorrer desde a fase de lactente quando as tentativas de minimizar o sono ruim são feitas com aumento da ingesta noturna.</p>
<p>A partir da puberdade, um problema muito frequente e do qual a maioria dos adolescentes sofre é o atraso do ritmo fisiológico do sono. Com frequência o adolescente que dorme com facilidade em torno das 22h vai ter dificuldade em iniciar o sono antes das 23h ou mesmo meia noite. Como a necessidade de sono na faixa etária do adolescente é de cerca de 9 a 9:30 horas, podemos ver que será difícil que o mesmo mantenha uma quantidade de sono adequada se tiver que acordar às 6 ou 7 horas da manhã. O resultado é uma privação de sono que se tornará crônica porque o período da adolescência é longo. Os sintomas principais então serão dificuldade no alerta nas primeiras horas da manhã, dificuldade no aprendizado, absenteísmo, dificuldades nos relacionamentos, baixa autoestima, depressão. A cefaleia pode aparecer nessa idade, seja pela privação do sono ou pela ansiedade e estresse devido às demandas e dificuldades em cumprir metas.</p>
<h1>Qual especialidade procurar?</h1>
<p>Se os sintomas descritos no primeiro artigo sobre privação do sono estiverem presentes devemos analisar a rotina e suas possíveis causas.</p>
<p>Como é o sono da criança/adolescente?<br />
1. Qual o horário em que a criança/adolescente dorme e acorda?<br />
2. Como é o sono? Tranquilo, agitado, fala, ou anda ou chora ou faz movimentos repetitivos no início do sono ou quando dorme? Range os dentes? Está continente ou o xixi escapa durante o sono? Ronca? Para de respirar durante o sono?<br />
3. Tem algum problema crônico de saúde?</p>
<p>O pediatra/hebiatra é, em geral, o primeiro especialista que irá avaliar o problema de sono da criança ou do adolescente e decidir sobre a necessidade de uma consulta com o especialista. O exame clínico geral, exames de sangue e de urina poderão dar pistas de algum problema orgânico.</p>
<p>Uma avaliação com otorrinolaringologista se fará necessária para uma queixa de engasgos, ronco/apneia durante o sono, alergias de vias aéreas superiores.</p>
<p>Uma avaliação com especialista em Medicina do Sono irá analisar as queixas não respiratórias e possíveis transtornos que possam ocasionar um sono interrompido e pouco eficiente, como as parassonias de despertar, os movimentos periódicos de membros, a epilepsia hipermotora do sono, o bruxismo do sono e os transtornos do ritmo circadiano que possam causar insônia. Esse especialista poderá solicitar o exame de polissonografia para um diagnóstico mais preciso do problema do sono e, também, para afastar causas orgânicas associadas às queixas do paciente ou de seus familiares.</p>
<p>Uma vez traçadas as possibilidades diagnósticas e com o resultado do exame de polissonografia, poderá ser necessário um acompanhamento específico com o otorrinolaringologista, neurologista, odontólogo/ortodontista e psiquiatra, entre outros.</p>
<h1>Tratamento</h1>
<p>As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento:<br />
1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono.<br />
2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico.<br />
3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica.<br />
4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais.<br />
5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina).<br />
6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc.<br />
7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado.<br />
8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado.<br />
9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada.</p>
<h1>Higiene do sono</h1>
<p>Instituir o que chamamos ritual de dormir:</p>
<p>1. Colocar a criança para dormir em horários regulares. O adolescente deve também adotar horários regulares em função da disponibilidade de sono que possui e sabendo da necessidade aumentada de sono nessa faixa etária. Se pode acordar mais tarde, por exemplo, se estuda no período da tarde, pode dormir no horário em que dorme mais rápido, mas este horário deve ser fixado. Não esperar sentir sono para ir para a cama.</p>
<p>2. Criar um ritual para dormir:<br />
A partir do sexto mês de vida, um ritual pode ser estabelecido para todos os bebês com boa saúde. O bebê deve receber a mamada/mamadeira na sala. Se adormecer quando recebe a mesma, segurá-lo por alguns minutos em posição sentada e levá-lo para o próprio quarto. Durante a mamada pode-se colocar um “amiguinho de dormir”, para que segure-o e aprenda a manipulá-lo – é interessante que esse amiguinho tenha um interesse tátil, como recheio de bolinhas de isopor ou orelha de cetim/gorgorão. Uma luz fraca (5 watts) e escura (azul marinho/roxa) pode ser usada como luz de presença, num canto do quarto, se for preciso atender o bebê no meio da noite.<br />
A medida que a criança fica mais desperta depois da mamada e cresce, pode-se levá-la para trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes. Uma vez no quarto, sentar-se numa cadeira ao lado da cama, colocar uma lâmpada amarela de 40 watts indireta (essas que são colocadas de trás para a frente, na cabeceira da cama ou na parede) e cantar, contar uma historinha, rezar, fazer um carinho e terminar com um gostoso beijo de boa noite e planos para a manhã seguinte.<br />
Para os maiores, pode-se introduzir uma leitura.<br />
O ritual vai se modificando conforme a criança cresce e o último item que desaparece, em geral já na puberdade, é o beijo de boa noite.<br />
O tempo do ritual deve ser sempre de 20 a 30 minutos. Isso traz segurança e ajuda a criança/adolescente a entrar no período incógnito do sono, com tranquilidade. A experiência bem sucedida será, então, incorporada como um hábito que a criança/adolescente levará para o resto da vida.</p>
<p>3. Em geral as mamadas noturnas não são mais necessárias a partir de 12-18 meses.</p>
<p>4. O ideal é que o período entre o jantar e o início do sono não seja inferior a 2 horas.</p>
<p>5. Não utilizar aparelhos eletrônicos – celulares, tablets, TV etc. como forma de facilitar o sono, pois todos impedem a liberação da melatonina, que é nosso neuro-hormônio facilitador e que mantém o sono.</p>
<p><div id="attachment_2355" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2355" class="size-large wp-image-2355" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/11/sleepy_1541515573-1024x731.jpg" alt="" width="838" height="598"><p id="caption-attachment-2355" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/RachelBostwick/">RachelBostwick</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.</p>
<p>Republicado em 30/01/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-privacao-do-sono/">Retrospectiva Momento Saúde: privação do sono</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Momento Saúde: higiene do sono</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-higiene-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 17:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Sono do bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: privação do sono Higiene do sono Instituir o que chamamos ritual de dormir: 1. Colocar a criança para dormir em horários regulares. O adolescente deve também adotar horários regulares em função da disponibilidade de sono que possui e sabendo da necessidade aumentada de sono nessa faixa etária. Se pode acordar mais tarde, por exemplo, se estuda no período da tarde, pode dormir no horário em que dorme mais rápido, mas este horário deve ser fixado. Não esperar sentir sono para ir para a cama. 2. Criar um ritual para dormir: A partir do sexto mês de vida, um ritual pode ser estabelecido para todos os bebês com boa saúde. O bebê deve receber a mamada/mamadeira na sala. Se adormecer quando recebe a mesma, segurá-lo por alguns minutos em posição sentada e levá-lo para o próprio quarto. Durante a mamada pode-se colocar um “amiguinho de dormir”, para que segure-o e aprenda a manipulá-lo – é interessante que esse amiguinho tenha um interesse tátil, como recheio de bolinhas de isopor ou orelha de cetim/gorgorão. Uma luz fraca (5 watts) e escura (azul marinho/roxa) pode ser usada como luz de presença, num canto do quarto, se for preciso atender o bebê no meio da noite. A medida que a criança fica mais desperta depois da mamada e cresce, pode-se levá-la para trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes. Uma vez no quarto, sentar-se numa cadeira ao lado da cama, colocar uma lâmpada amarela de 40 watts indireta (essas que são colocadas de trás para a frente, na cabeceira da cama ou na parede) e cantar, contar uma historinha, rezar, fazer um carinho e terminar com um gostoso beijo de boa noite e planos para a manhã seguinte. Para os maiores, pode-se introduzir uma leitura. O ritual vai se modificando conforme a criança cresce e o último item que desaparece, em geral já na puberdade, é o beijo de boa noite. O tempo do ritual deve ser sempre de 20 a 30 minutos. Isso traz segurança e ajuda a criança/adolescente a entrar no período incógnito do sono, com tranquilidade. A experiência bem sucedida será, então, incorporada como um hábito que a criança/adolescente levará para o resto da vida. 3. Em geral as mamadas noturnas não são mais necessárias a partir de 12-18 meses. 4. O ideal é que o período entre o jantar e o início do sono não seja inferior a 2 horas. 5. Não utilizar aparelhos eletrônicos – celulares, tablets, TV etc. como forma de facilitar o sono, pois todos impedem a liberação da melatonina, que é nosso neuro-hormônio facilitador e que mantém o sono. ___ Relatora: Dra. Márcia Pradella-Hallinan Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP. Publicado em 28/11/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-higiene-do-sono/">Momento Saúde: higiene do sono</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1636 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/05/MomentosSono-300x200.png" alt="" width="300" height="200">A coluna <strong><em>Momento Saúde</em></strong> foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.</p>
<p>O assunto agora é:<br />
<strong>privação do sono</strong></p>
<h1>Higiene do sono</h1>
<p>Instituir o que chamamos ritual de dormir:</p>
<p>1. Colocar a criança para dormir em horários regulares. O adolescente deve também adotar horários regulares em função da disponibilidade de sono que possui e sabendo da necessidade aumentada de sono nessa faixa etária. Se pode acordar mais tarde, por exemplo, se estuda no período da tarde, pode dormir no horário em que dorme mais rápido, mas este horário deve ser fixado. Não esperar sentir sono para ir para a cama.</p>
<p>2. Criar um ritual para dormir:<br />
A partir do sexto mês de vida, um ritual pode ser estabelecido para todos os bebês com boa saúde. O bebê deve receber a mamada/mamadeira na sala. Se adormecer quando recebe a mesma, segurá-lo por alguns minutos em posição sentada e levá-lo para o próprio quarto. Durante a mamada pode-se colocar um “amiguinho de dormir”, para que segure-o e aprenda a manipulá-lo – é interessante que esse amiguinho tenha um interesse tátil, como recheio de bolinhas de isopor ou orelha de cetim/gorgorão. Uma luz fraca (5 watts) e escura (azul marinho/roxa) pode ser usada como luz de presença, num canto do quarto, se for preciso atender o bebê no meio da noite.<br />
A medida que a criança fica mais desperta depois da mamada e cresce, pode-se levá-la para trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes. Uma vez no quarto, sentar-se numa cadeira ao lado da cama, colocar uma lâmpada amarela de 40 watts indireta (essas que são colocadas de trás para a frente, na cabeceira da cama ou na parede) e cantar, contar uma historinha, rezar, fazer um carinho e terminar com um gostoso beijo de boa noite e planos para a manhã seguinte.<br />
Para os maiores, pode-se introduzir uma leitura.<br />
O ritual vai se modificando conforme a criança cresce e o último item que desaparece, em geral já na puberdade, é o beijo de boa noite.<br />
O tempo do ritual deve ser sempre de 20 a 30 minutos. Isso traz segurança e ajuda a criança/adolescente a entrar no período incógnito do sono, com tranquilidade. A experiência bem sucedida será, então, incorporada como um hábito que a criança/adolescente levará para o resto da vida.</p>
<p>3. Em geral as mamadas noturnas não são mais necessárias a partir de 12-18 meses.</p>
<p>4. O ideal é que o período entre o jantar e o início do sono não seja inferior a 2 horas.</p>
<p>5. Não utilizar aparelhos eletrônicos – celulares, tablets, TV etc. como forma de facilitar o sono, pois todos impedem a liberação da melatonina, que é nosso neuro-hormônio facilitador e que mantém o sono.</p>
<p><div id="attachment_2368" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2368" class="size-large wp-image-2368" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/11/sleeping_1542799533-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558"><p id="caption-attachment-2368" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/dewanr2/">dewanr2</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:<br />
Dra. Márcia Pradella-Hallinan<br />
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.</strong></p>
<p>Publicado em 28/11/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Momento Saúde: privação do sono &#8211; tratamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/momento-saude-privacao-do-sono-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2018 17:10:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
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		<category><![CDATA[Privação do sono]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: privação do sono Tratamento As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento: 1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono. 2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico. 3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica. 4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais. 5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina). 6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc. 7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado. 8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado. 9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada. ___ Relatora: Dra. Márcia Pradella-Hallinan Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP. Publicado em 21/11/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/momento-saude-privacao-do-sono-tratamento/">Momento Saúde: privação do sono &#8211; tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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<p>O assunto agora é:<br />
<strong>privação do sono</strong></p>
<h1>Tratamento</h1>
<p>As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento:<br />
1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono.<br />
2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico.<br />
3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica.<br />
4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais.<br />
5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina).<br />
6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc.<br />
7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado.<br />
8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado.<br />
9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada.</p>
<p><div id="attachment_2365" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2365" class="size-large wp-image-2365" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/11/sleeping_1542799085-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558"><p id="caption-attachment-2365" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Pezibear/">Pezibear</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:<br />
Dra. Márcia Pradella-Hallinan<br />
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.</strong></p>
<p>Publicado em 21/11/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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