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	<title>Arquivos Doença - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Doença - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Evolução nos cuidados e tratamentos da hemofilia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/evolucao-nos-cuidados-e-tratamentos-da-hemofilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 18:53:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Articulações]]></category>
		<category><![CDATA[Complicações]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Aproveitamos o Dia Internacional da Hemofilia, que acontece no dia 17 de abril, para falar um pouco sobre essa doença, como identificá-la e dar algumas dicas aos pais e cuidadores de crianças e adolescentes. A hemofilia é uma doença genética que afeta a capacidade do sangue de coagular corretamente. Isso acontece porque a pessoa nasce com falta ou deficiência de algumas proteínas, chamadas “fatores de coagulação”, que são essenciais para estancar sangramentos. Quando há falta do fator VIII, chamamos de hemofilia A, e do fator IX, de hemofilia B. Por causa dessa deficiência de fator, pequenos machucados podem sangrar por mais tempo que o normal e podem ocorrer sangramentos internos e espontâneos, especialmente nas articulações e músculos, mesmo sem trauma evidente. Para quem convive com a hemofilia, alguns cuidados no dia a dia ajudam a prevenir complicações e dar mais segurança ao paciente. É importante manter acompanhamento regular com um serviço especializado e seguir corretamente o tratamento prescrito. Em casa, vale adaptar o ambiente para reduzir riscos de quedas e traumas, principalmente para crianças pequenas, como a colocação de tapetes antiderrapantes e criar proteção em cantos, além de incentivar o uso de equipamentos de proteção em atividades físicas, como capacete, joelheira e cotoveleira, entre outros. Pais e cuidadores devem estar sempre atentos a sinais de sangramento. Deve-se seguir o plano previamente combinado com seu hematologista e procurar atendimento precoce em casos de inchaço, dor ou limitação de movimento nas articulações. Em casos de traumas mais graves ou na cabeça, sempre é necessário ser avaliado por um médico. É fundamental informar a escola e outros responsáveis sobre a condição da criança e como agir em caso de sangramento, tendo um plano de ação para emergências e acesso rápido ao fator de coagulação. Deve-se evitar medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anti-inflamatórios (por exemplo, o ibuprofeno) e antiagregantes (como o AAS), e manter as vacinas em dia (realizar preferencialmente por via subcutânea em centro de referência). Ao longo dos últimos 100 anos, o tratamento da hemofilia evoluiu de forma extraordinária, transformando uma condição frequentemente fatal na infância em uma doença crônica com boa qualidade de vida. No Brasil, desde o início e até hoje, todos os cuidados e tratamentos necessários são fornecidos pelo SUS. No início do século XX, as opções eram limitadas a transfusões de sangue total ou plasma, com eficácia restrita e muitas complicações. A partir da década de 1960, a introdução dos concentrados de fator de coagulação revolucionou o manejo, permitindo tratamento mais direcionado, embora tenha sido marcada, nas décadas seguintes, por complicações graves, como a transmissão de vírus (principalmente HIV e hepatites) através dos hemoderivados. Com o avanço das técnicas de purificação e o desenvolvimento de fatores recombinantes nas décadas de 1980 e 1990, a segurança aumentou significativamente. Atualmente, seu tratamento é feito principalmente com a reposição do fator de coagulação que falta, aplicado na veia, seja para tratar sangramentos ou para preveni-los de forma regular &#8211; a profilaxia regular tornou-se padrão de cuidado, prevenindo sangramentos e sequelas articulares. Mais recentemente, no início de 2026, uma nova medicação foi incorporada para uso em crianças abaixo de seis anos com hemofilia A grave: o emicizumabe, que é um medicamento aplicado de forma subcutânea, com menor frequência e que ajuda a “substituir” a função do fator VIII. Ele tem se mostrado muito eficaz na prevenção de sangramentos, inclusive em pacientes com formas mais complexas da doença, tornando o tratamento mais prático e melhorando a qualidade de vida dessas crianças. Ainda há espaço para avanços no tratamento, principalmente para os pacientes com hemofilia B. A área continua evoluindo rapidamente, com perspectivas promissoras de novos tratamentos, como as terapias de reequilíbrio da coagulação e a terapia gênica, que podem transformar ainda mais o tratamento no futuro. Relatora: Julia L. SionHematologista Pediátrica do Hospital Infantil Sabará e do Hemocentro do Hospital das Clínicas da FMUSP-SPMembro do Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/evolucao-nos-cuidados-e-tratamentos-da-hemofilia/">Evolução nos cuidados e tratamentos da hemofilia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Aproveitamos o Dia Internacional da Hemofilia, que acontece no dia 17 de abril, para falar um pouco sobre essa doença, como identificá-la e dar algumas dicas aos pais e cuidadores de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A hemofilia é uma doença genética que afeta a capacidade do sangue de coagular corretamente. Isso acontece porque a pessoa nasce com falta ou deficiência de algumas proteínas, chamadas “fatores de coagulação”, que são essenciais para estancar sangramentos. Quando há falta do fator VIII, chamamos de hemofilia A, e do fator IX, de hemofilia B. Por causa dessa deficiência de fator, pequenos machucados podem sangrar por mais tempo que o normal e podem ocorrer sangramentos internos e espontâneos, especialmente nas articulações e músculos, mesmo sem trauma evidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem convive com a hemofilia, alguns cuidados no dia a dia ajudam a prevenir complicações e dar mais segurança ao paciente. É importante manter acompanhamento regular com um serviço especializado e seguir corretamente o tratamento prescrito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casa, vale adaptar o ambiente para reduzir riscos de quedas e traumas, principalmente para crianças pequenas, como a colocação de tapetes antiderrapantes e criar proteção em cantos, além de incentivar o uso de equipamentos de proteção em atividades físicas, como capacete, joelheira e cotoveleira, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e cuidadores devem estar sempre atentos a sinais de sangramento. Deve-se seguir o plano previamente combinado com seu hematologista e procurar atendimento precoce em casos de inchaço, dor ou limitação de movimento nas articulações. Em casos de traumas mais graves ou na cabeça, sempre é necessário ser avaliado por um médico.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental informar a escola e outros responsáveis sobre a condição da criança e como agir em caso de sangramento, tendo um plano de ação para emergências e acesso rápido ao fator de coagulação.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se evitar medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anti-inflamatórios (por exemplo, o ibuprofeno) e antiagregantes (como o AAS), e manter as vacinas em dia (realizar preferencialmente por via subcutânea em centro de referência).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos 100 anos, o tratamento da hemofilia evoluiu de forma extraordinária, transformando uma condição frequentemente fatal na infância em uma doença crônica com boa qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, desde o início e até hoje, todos os cuidados e tratamentos necessários são fornecidos pelo SUS. No início do século XX, as opções eram limitadas a transfusões de sangue total ou plasma, com eficácia restrita e muitas complicações. A partir da década de 1960, a introdução dos concentrados de fator de coagulação revolucionou o manejo, permitindo tratamento mais direcionado, embora tenha sido marcada, nas décadas seguintes, por complicações graves, como a transmissão de vírus (principalmente HIV e hepatites) através dos hemoderivados. Com o avanço das técnicas de purificação e o desenvolvimento de fatores recombinantes nas décadas de 1980 e 1990, a segurança aumentou significativamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, seu tratamento é feito principalmente com a reposição do fator de coagulação que falta, aplicado na veia, seja para tratar sangramentos ou para preveni-los de forma regular &#8211; a profilaxia regular tornou-se padrão de cuidado, prevenindo sangramentos e sequelas articulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais recentemente, no início de 2026, uma nova medicação foi incorporada para uso em crianças abaixo de seis anos com hemofilia A grave: o emicizumabe, que é um medicamento aplicado de forma subcutânea, com menor frequência e que ajuda a “substituir” a função do fator VIII. Ele tem se mostrado muito eficaz na prevenção de sangramentos, inclusive em pacientes com formas mais complexas da doença, tornando o tratamento mais prático e melhorando a qualidade de vida dessas crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda há espaço para avanços no tratamento, principalmente para os pacientes com hemofilia B. A área continua evoluindo rapidamente, com perspectivas promissoras de novos tratamentos, como as terapias de reequilíbrio da coagulação e a terapia gênica, que podem transformar ainda mais o tratamento no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Julia L. Sion<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Hematologista Pediátrica do Hospital Infantil Sabará e do Hemocentro do Hospital das Clínicas da FMUSP-SP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vacinação é fundamental para a erradicação da poliomielite</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacinacao-e-fundamental-para-a-erradicacao-da-poliomielite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 11:33:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral. O quadro clínico varia em gravidade, desde formas inaparentes ou com sintomas leves, como febre, mal-estar, cefaleia, sintomas gastrointestinais, até paralisia flácida e atrofia permanente, geralmente unilateral, em membros inferiores. Um em cada 200 infectados desenvolve uma paralisia irreversível e, dentre estes, 5%-10% morrem quando há o comprometimento da musculatura respiratória. Não há tratamento, mas há prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacina pólio oral (VOP) mudou o cenário mundial da poliomielite. A VOP é uma vacina produzida com o poliovírus enfraquecido que estimula a imunidade contra a poliomielite. A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio criada em 1988 teve muito sucesso com a redução dos casos. Porém, dois países, Paquistão e Afeganistão, ainda apresentam casos. Até que a transmissão do poliovírus seja interrompida nesses países, todos os países permanecem em risco de importação de pólio.</p>
<p style="text-align: justify;">O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba, e o Brasil, com os demais países da América, obteve o certificado de área livre do poliovírus selvagem em seu território desde 1994, conferido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de então, o Brasil assumiu um compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de não permitir a reintrodução da doença no país. Para isto, precisamos manter altas coberturas vacinais, ou seja, que a população menor de cinco anos seja vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a vacinação, dos três tipos de poliovírus, o sorotipo 2 (P2) e o sorotipo 3 (P3) desapareceram em 1999 e 2012, respectivamente. O sorotipo 1 (P1) é o que tem causado os casos de poliomielite nos últimos anos em países endêmicos (Afeganistão e Paquistão). Além desses tipos selvagens, a poliomielite pode ser causada por um poliovírus derivado da vacina pólio oral (VDPV), quando o vírus vacinal excretado no ambiente, apesar de enfraquecido, readquire a capacidade de causar a doença, levando a surtos em locais onde há baixa cobertura vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido a isto, para manter o país livre da poliomielite, conforme a orientação da OMS, progressivamente a VOP foi retirada do calendário da criança e, desde novembro de 2024, as crianças recebem apenas a vacina pólio inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses, com uma dose de reforço aos 15 meses. A VIP não causa poliomielite porque não é uma vacina viva. Então, no Brasil, a vacina pólio oral não é mais administrada. No entanto, o Zé Gotinha não se aposentou; ele é um símbolo das Campanhas Nacionais de Vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um esforço mundial para a erradicação da poliomielite, ou seja, para que o poliovírus não seja mais detectado, não circule mais e não ocorram mais casos da doença. O trabalho constante das equipes de saúde para garantir a vacinação mesmo em locais de difícil acesso, como locais acometidos por catástrofes naturais, enchentes, terremotos, ou guerras, é louvável. Em nosso meio, tem sido observada, desde 2016, uma queda progressiva na cobertura vacinal para poliomielite, assim como para outras vacinas, o que se agravou durante a pandemia da Covid-19. As campanhas de multivacinação para atualização vacinal são importantes para melhorar estes números.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante mantermos altas coberturas vacinais, porque se houver casos de pólio provenientes de outros países (casos importados), pode haver disseminação do vírus entre as crianças não vacinadas e surgirem casos após 36 anos sem registro de poliomielite em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, neste Dia Mundial de Combate à Poliomielite, devemos lembrar da vacinação como medida fundamental para a prevenção de casos de pólio, uma doença que pode ser grave e deixar sequelas permanentes, e que está caminhando para a erradicação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>World Health Organization Weekly epidemiological record. Polio vaccines: WHO position paper – June 2022; 97: 277-300.</li>
<li>World Health Organization. Highlights of new wild poliovirus and cVDPV positives reported globally this week. Disponível em: application/pdf 44_Polio_Global_update_02Nov2022_.pdf — 1433 KB.</li>
<li>Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – Divisão de Imunização. Documento Técnico: Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente. 03/08/2022. Estado de São Paulo. Disponível em: <a href="https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf">https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf</a>. Acesso em 05/12/2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Alessandra Ramos<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sífilis na gestante e sífilis congênita: a urgência da prevenção materno-fetal</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sifilis-na-gestante-e-sifilis-congenita-a-urgencia-da-prevencao-materno-fetal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 12:04:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum. Embora seja uma doença com tratamento</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Sifilis-Congenita-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria <em>Treponema pallidum</em>. Embora seja uma doença com <strong>tratamento simples e eficaz</strong> (geralmente com penicilina), sua presença durante a gestação representa um grave risco para a saúde do bebê, podendo levar à <strong>sífilis congênita</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Sífilis na gestante: um risco silencioso</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando a sífilis afeta a gestante, a bactéria pode atravessar a placenta em qualquer fase da gravidez e infectar o feto. Muitas vezes, a sífilis materna pode ser <strong>assintomática</strong> ou apresentar sintomas leves (como feridas ou manchas na pele, que desaparecem sozinhas), levando a gestante a desconhecer a infecção. Isso torna o <strong>rastreamento pré-natal</strong> uma etapa crucial.</p>
<p style="text-align: justify;">As consequências da sífilis não tratada na gestação são sérias e incluem:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Abortamento espontâneo</strong> ou <strong>natimorto</strong> (morte fetal).</li>
<li><strong>Parto prematuro</strong>.</li>
<li><strong>Hidropsia fetal</strong> (acúmulo de líquido em vários órgãos do feto).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sífilis congênita: as consequências para o bebê</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A sífilis congênita ocorre quando o bebê é infectado pela mãe durante a gestação. A doença pode se manifestar de diversas formas e em diferentes momentos após o nascimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, o bebê pode nascer sem sinais visíveis da doença. No entanto, sem tratamento adequado, a sífilis congênita pode causar <strong>lesões graves e irreversíveis</strong>, como:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Problemas ósseos e articulares.</li>
<li>Anemia e icterícia (pele e olhos amarelados).</li>
<li><strong>Neurossífilis</strong> (infecção do sistema nervoso central), podendo causar meningite.</li>
<li>Alterações dentárias e oftalmológicas (visão).</li>
<li><strong>Surdez</strong> ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, manifestando-se anos após o nascimento.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A importância crítica da prevenção materno-fetal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão da sífilis da mãe para o bebê é <strong>totalmente evitável</strong>. A prevenção reside em três pilares fundamentais: <strong>diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento do parceiro</strong>.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Diagnóstico oportuno e universal:</strong>
<ul>
<li>Toda gestante deve ser testada para sífilis já na <strong>primeira consulta do pré-natal</strong>.</li>
<li>O teste deve ser <strong>repetido</strong> no segundo e no terceiro trimestres da gestação e, novamente, no momento do parto. O teste rápido, de resultado imediato, é uma ferramenta essencial para o diagnóstico rápido em qualquer nível de atenção à saúde.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Tratamento imediato e adequado:</strong>
<ul>
<li>Uma vez diagnosticada, a gestante deve ser <strong>tratada imediatamente</strong> com o esquema correto de <strong>penicilina benzatina</strong>, a única medicação que garante a cura materna e a prevenção da infecção fetal.</li>
<li>É imprescindível que o <strong>parceiro sexual</strong> também seja testado e tratado <strong>simultaneamente</strong> para evitar a reinfecção da gestante.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Acompanhamento pós-tratamento:</strong>
<ul>
<li>A gestante e o parceiro devem ser acompanhados com exames de controle para monitorar a resposta ao tratamento e garantir a cura.</li>
<li>A efetividade do tratamento materno é o fator-chave para que o bebê nasça sem sífilis congênita.</li>
</ul>
</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro, é importante enfatizar que a luta contra a sífilis congênita passa necessariamente pela <strong>qualidade da assistência pré-natal</strong>. Garantir que todas as gestantes sejam testadas, tratadas de forma completa e imediata, juntamente com o tratamento de seus parceiros, é a estratégia mais eficaz para que os bebês nasçam saudáveis e livres das consequências devastadoras dessa doença.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:</strong></p>
<p><strong>Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck<br />Coordenadora do Grupo de Trabalho da Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/sifilis-na-gestante-e-sifilis-congenita-a-urgencia-da-prevencao-materno-fetal/">Sífilis na gestante e sífilis congênita: a urgência da prevenção materno-fetal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia do Pulmão: é hora de respirar esse assunto!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-do-pulmao-e-hora-de-respirar-esse-assunto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Todo mundo respira, todo dia, o tempo todo; mas será que a gente cuida mesmo dos nossos pulmões? No Dia do Pulmão, celebrado em 25 de setembro, é importante parar um pouco</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Pulmao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Todo mundo respira, todo dia, o tempo todo; mas será que a gente cuida mesmo dos nossos pulmões? No Dia do Pulmão, celebrado em 25 de setembro, é importante parar um pouco e refletir sobre isso. Muita gente está doente, sem saber, com problemas respiratórios sérios, que poderiam ser tratados ou até evitados, se a saúde funcionasse como deveria.</p>
<p style="text-align: justify;">Doenças como asma, bronquiolite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), fibrose pulmonar e até câncer de pulmão estão por aí, afetando milhões de pessoas. O problema é que grande parte dessas doenças não são diagnosticadas a tempo. A pessoa sente falta de ar, cansaço, tosse constante, esforço respiratório&#8230;, mas acha que é &#8220;da idade&#8221;, &#8220;do tempo seco&#8221;, ou &#8220;porque fuma um pouquinho só&#8221;. E aí, deixa pra lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o chamado subdiagnóstico, quando a doença existe, mas ninguém descobriu ainda e mesmo quando descobre, às vezes o tratamento não é o ideal. Seja por falta de acesso, seja por falta de informação. Aí entra outro problema: o subtratamento. Ou seja, a pessoa até sabe que está doente, mas não consegue tratar direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o acesso aos exames e aos medicamentos ainda é um desafio. Muita gente espera meses por uma consulta com pneumologista, por um exame simples como espirometria (aquele que mede como você respira), ou por remédios que deveriam estar disponíveis no posto de saúde. E isso sem contar com os pacientes que precisam de oxigênio ou de remédios mais caros, que quase nunca estão ao alcance de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem tudo é doença. Tem muita coisa que dá para fazer para cuidar do pulmão antes que o problema apareça. Desde o aleitamento materno, que diminui as taxas de infecções respiratórias agudas, até as vacinas: gripe, VSR, covid-19, pneumonia, todas essas doenças atacam o pulmão e podem complicar muito a vida, principalmente dos mais velhos e das pessoas com doenças crônicas. Vacinar é um jeito simples e eficiente de proteger o sistema respiratório.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa fundamental é o exercício físico. Caminhar, nadar, pedalar, dançar&#8230; qualquer atividade que mexa com o corpo ajuda a fortalecer o pulmão, melhorar a respiração e aumentar a qualidade de vida. E o melhor, não precisa de academia chique nem de roupa cara. Um tênis no pé e vontade de se mexer já são um ótimo começo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá para falar de pulmão sem falar do ar que a gente respira. A poluição é um inimigo invisível que faz um estrago enorme. Queimadas, fumaça dos carros, poeira de obras, fumaça do cigarro – tudo isso agride os pulmões dia após dia. Por isso, é urgente que as cidades invistam em transporte público de qualidade, áreas verdes, energias limpas e políticas de controle da poluição do ar. Respirar bem deveria ser um direito de todo mundo, não um luxo.</p>
<p style="text-align: justify;">E claro, não podemos esquecer do cigarro, que continua sendo um dos maiores vilões quando o assunto é saúde pulmonar. Fumar causa ou piora quase todas as doenças do pulmão. A política antitabagista do Brasil já avançou muito, proibiu propaganda, aumentou impostos, tirou o cigarro de lugares fechados, mas ainda tem muito trabalho pela frente, principalmente com os cigarros eletrônicos, que andam seduzindo os jovens com sabores doces e propaganda enganosa. Eles também fazem mal e não são &#8220;seguros&#8221; como muita gente pensa.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar do pulmão é cuidar da vida. E isso não é responsabilidade só de quem está doente. É um compromisso de todos: das famílias, das escolas, dos profissionais de saúde e, principalmente, do poder público. O diagnóstico tem que chegar mais rápido. O tratamento tem que ser acessível. O ambiente tem que ser mais limpo. E a informação tem que circular – clara, direta e sem enrolação.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia do Pulmão, que tal começar a respirar diferente? Fazer uma caminhada, se vacinar, buscar ajuda médica se estiver com sintomas, conversar com aquele amigo que ainda fuma, cobrar do seu bairro mais verde e menos fumaça. A mudança começa no ar que você escolhe respirar e no que você faz com ele.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Breno Giuseppe Lioi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Pneumologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/apoio-a-pacientes-com-linfoma-em-todo-o-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 15:15:15 +0000</pubDate>
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<p>O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas foi criado em 2004 pela Lymphoma Coalition – uma organização que oferece apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas foi criado em 2004 pela <em>Lymphoma Coalition</em> – uma organização que oferece apoio a pacientes com linfoma em todo o mundo – para ajudar a conscientizar sobre a doença. Esse dia tem o objetivo de informar famílias, educadores e a sociedade sobre o linfoma, que pode afetar crianças e adolescentes, e também de apoio às crianças que enfrentam a doença junto com suas famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele é celebrado anualmente em 15 de setembro, ressaltando a importância do diagnóstico precoce.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é linfoma?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Linfoma é um câncer que se origina no sistema linfático. O sistema linfático é uma rede de órgãos e vasos que movimenta um líquido transparente pelo corpo chamado linfa. Essa rede é uma parte fundamental do sistema imunológico. O sistema linfático ajuda a filtrar células e outros resíduos da corrente sanguínea.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando as células do sistema linfático, chamadas linfócitos, tornam-se malignas, elas geralmente crescem rapidamente e se dividem para formar mais células. Com o tempo, as células do linfoma no sistema linfático podem se espalhar por todo o corpo. Essas células impedem que as células saudáveis ​​próximas a elas funcionem normalmente e dificultam o funcionamento adequado do sistema imunológico.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem dois tipos de linfócitos: linfócitos B e linfócitos T (também chamados de células B e células T). Essas células nos protegem produzindo anticorpos e destruindo micro-organismos nocivos, como bactérias e vírus. O linfoma se origina no desenvolvimento desses linfócitos que sofreram uma alteração maligna. Isso significa que eles se multiplicam sem uma ordem adequada, formando tumores, que são coleções de células cancerígenas.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, existem 43 subtipos diferentes de linfoma reconhecidos pelo sistema de classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Cinco desses subtipos pertencem a um grupo de doenças chamado linfoma de Hodgkin.</p>
<p style="text-align: justify;">O linfoma de Hodgkin se distingue de todos os outros tipos de linfoma pela presença de um tipo especial de célula cancerosa, chamada célula de Reed-Sternberg, que pode ser observada ao se examinar as células tumorais ao microscópio. Todos os outros subtipos são comumente agrupados e chamados de linfoma não Hodgkin (ou linfomas de células B e T).</p>
<p style="text-align: justify;">A manifestação clínica pode corresponder ao aparecimento de gânglios indolores no pescoço, axilas ou virilhas que aumentam com o passar do tempo; dor abdominal, inchaço ou aumento de volume abdominal; aumento do volume da face; tosse, dificuldade para respirar associados ou não a um quadro de febre de origem indeterminada, sudorese profusa e ou emagrecimento importante inexplicável.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de sangue e de imagens e, muitas vezes, uma biópsia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se seu filho estiver apresentando algum desses sintomas, é importante agendar uma consulta com um médico o mais rapidamente possível. Também é importante lembrar que muitos desses sintomas também podem ser causados por outras condições, mas a detecção e o diagnóstico precoces são cruciais no tratamento do linfoma.</p>
<p style="text-align: justify;">Em crianças e adolescentes, o linfoma é um dos tipos de câncer mais comuns e, nessa faixa etária, ele tende a crescer rapidamente, mas em função dos importantes avanços no conhecimento dessas doenças, com o tratamento adequado, mais de 80% delas serão curadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento depende do tipo de linfoma e do estágio, bem como da idade da criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fantástica evolução no prognóstico deve ser atribuída, principalmente, à utilização de combinações terapêuticas, que podem incluir: quimioterapia em altas doses, radioterapia, anticorpos monoclonais ou imunoterapia. Não menos importantes são o tratamento de suporte, a abordagem multidisciplinar desse paciente e a maior precisão dos meios diagnósticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você tiver alguma dúvida, não hesite em entrar em contato com seu pediatra.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Flavio Augusto Luisi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Oncologia da SPSP</strong></p>
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		<title>Avanços no tratamento da fibrose cística</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/avancos-no-tratamento-da-fibrose-cistica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 11:55:05 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Fibrose-Cistica-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Fibrose-Cistica-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Fibrose-Cistica-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Fibrose-Cistica-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A fibrose cística (FC), historicamente conhecida como a “doença do beijo salgado”, devido à maior perda de sal no suor que é percebida ao se beijar a criança e/ou visualização de cristais de sal, principalmente na testa, foi reconhecida como nova entidade de doença em 1938, pela patologista americana Dra. Dorothy H. Andersen, que já ressaltava que se repetia na mesma família.</p>
<p style="text-align: justify;">Cinquenta e um anos depois, em 8 de setembro de 1989, comemorou-se a identificação do gene causador da doença e a alteração (variável) mais comum em pessoas com FC. Essa alteração acarreta a falta da produção de uma proteína ou que ela seja disfuncional. No organismo, a proteína forma um canal para o transporte de sal nas células epiteliais e a ausência ou desregulação da sua função acarreta secreções desidratadas e espessas em vários órgãos. Porém, além dessa primeira variável descrita, denominada como deleção F508 (falta do aminoácido fenilalanina na proteína), foram identificadas muitas outras alterações que causam doença leve ou grave. No Brasil, apenas cerca de 50% dos pacientes têm uma cópia F508.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos pulmões, o muco obstrui as vias aéreas e aprisiona germes como bactérias, favorecendo infecção e inflamação, que se manifestam como tosse crônica, confundida com diversas doenças das vias aéreas inferiores, como pneumonia, bronquite ou asma, e superiores, como sinusite crônica e pólipos nasais.</p>
<p style="text-align: justify;">No pâncreas, os canais obstruídos pela secreção espessa impedem a liberação de enzimas digestivas essenciais na digestão de alimentos e nutrientes, resultando em desnutrição e crescimento deficiente, apesar de um apetite voraz e fezes gordurosas e volumosas frequentes ou dificuldade para evacuar.</p>
<p style="text-align: justify;">No fígado, o muco espesso pode bloquear o ducto biliar, causando doença hepática. Nos homens, a FC pode afetar sua capacidade de ter filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">A apresentação clínica da doença é extremamente variável, mas a maioria apresenta sintomas ao nascimento ou logo após; infecções respiratórias frequentes e baixo ganho de peso são as manifestações mais comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">A FC é uma doença genética. Pessoas com FC herdaram duas cópias do gene com defeitos, uma cópia de cada progenitor (portadores), mas que não têm a doença. Cada vez que dois portadores de FC geram uma criança, as chances são: 25% (1 em 4) terá FC; 50% (1 em 2) será portadora, mas não terá FC; 25% (1 em 4) não será portadora e não terá FC. Porém, esse risco é considerado alto e se repete a cada gestação.</p>
<p style="text-align: justify;"> A doença afeta ambos os sexos, todas as etnias, porém é vista mais frequentemente em brancos.</p>
<p style="text-align: justify;">A FC é uma doença complexa. Os sintomas e a gravidade podem diferir muito de pessoa para pessoa e mesmo entre irmãos. Muitos fatores influenciam o curso da doença, incluindo a idade do diagnóstico, início precoce do tratamento e adesão.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, existe registro de mais de seis mil pessoas com a doença e um a cada dez mil nascidos vivos possui a doença, segundo o Registro Brasileiro de Fibrose Cística (REBRAFC) – mas supõe-se que existam muitas pessoas subdiagnosticadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Há cerca de 40 mil crianças e adultos vivendo com FC nos EUA e cerca de 105 mil pessoas foram diagnosticadas com FC no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Enormes avanços nos cuidados especializados em FC acrescentaram anos na sobrevida e melhoraram a qualidade de vida das pessoas com fibrose cística. Durante a década de 1950, uma criança com FC raramente vivia o suficiente para frequentar a escola primária.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas duas últimas décadas, o conhecimento dos mecanismos da doença e a descoberta de drogas denominadas de moduladoras (corretoras) da proteína defeituosa, isto é, corretoras do defeito básico, mostraram eficácia surpreendente, com melhorias no ganho de peso, doença pulmonar, “crises de piora” respiratória e qualidade de vida, constituindo um novo marco histórico.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil foram aprovadas duas drogas moduladoras, uma delas direcionada à variável genética mais comum (deleção F508) para pacientes maiores de seis anos. Para as crianças entre dois e seis anos e pacientes com variáveis diversas, ainda se aguarda incorporação pelo Ministério da Saúde, embora já estejam aprovadas e em uso em vários países no mundo. Com esse novo tratamento, estima-se que a sobrevida de pacientes nascidos com fibrose cística será equivalente à de pessoas sem a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A ampla instalação do programa de triagem neonatal proporciona o diagnóstico precoce e consequentemente o tratamento, mas é urgente e justo fornecer o tratamento direcionado ao defeito básico a todos os pacientes que possam ser beneficiados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Neiva Damaceno<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professora Assistente de Pneumologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Santa Casa de SP e Coordenadora do Serviço de Referência de FC<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Pneumologia da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/avancos-no-tratamento-da-fibrose-cistica/">Avanços no tratamento da fibrose cística</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Vacina BCG: história e sua importância na luta contra a tuberculose</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-bcg-historia-e-sua-importancia-na-luta-contra-a-tuberculose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 16:19:57 +0000</pubDate>
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<p>O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921 pelos cientistas Albert Calmette e Camille Guérin, ela é uma das vacinas mais antigas ainda em uso e desempenha uma função vital na saúde pública, especialmente em países onde a doença é endêmica.</p>



<p>A tuberculose, causada pela bactéria&nbsp;<em>Mycobacterium tuberculosis</em>&nbsp;(bacilo de Koch), é uma doença infecciosa que se transmite pelo ar. Embora afete principalmente os pulmões, pode comprometer outros órgãos, levando a casos clínicos graves.&nbsp;</p>



<p><strong>Por que a BCG é tão importante?</strong></p>



<p>A BCG é aplicada principalmente em recém-nascidos e protege contra formas severas da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar em crianças. Em média, previne cerca de 82% dos casos graves, sendo essencial para reduzir complicações e a mortalidade infantil.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, a vacina foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação em 1977 e está disponível gratuitamente nos postos de saúde. A recomendação é que seja administrada logo após o nascimento ou até os 30 dias de vida. A aplicação é feita no braço direito, diretamente na camada intradérmica.</p>



<p><strong>Efeitos esperados após a vacinação</strong></p>



<p>É comum que, vários dias até semanas após a vacinação, o local apresente vermelhidão, apareça uma pequena ferida e, eventualmente, deixe uma cicatriz. Esse processo pode levar até três meses para cicatrizar totalmente. Caso ocorra, basta lavar com água e sabão e evitar coçar a área.&nbsp;</p>



<p>Aproximadamente 90% das pessoas desenvolvem algum tipo de reação no local, mas isso não significa que quem não observa as alterações (os 10%) esteja sem proteção.&nbsp;Por isso, nesses raros casos em que a marquinha não ocorreu não é indicada a revacinação.&nbsp;</p>



<p>Vale lembrar que a vacina não deve ser aplicada em bebês com imunodeficiências graves. Nesse caso, os testes de triagem neonatal (teste do pezinho básico com pesquisa para as imunodeficiências), além de avaliações cuidadosas são indispensáveis quando há histórico familiar de imunodeficiências.</p>



<p><strong>Impacto no combate à tuberculose</strong></p>



<p>A comemoração do Dia da Vacina BCG reforça a relevância da vacinação como ferramenta para salvar vidas e prevenir doenças graves. Além disso, a data serve para lembrar a importância dos programas de vacinação e promover o desenvolvimento de soluções ainda mais eficazes para erradicar a tuberculose.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, os números da tuberculose são alarmantes: cerca de 70 mil novos casos e 4,5 mil mortes ocorrem a cada ano. Por isso, a BCG permanece como recurso fundamental para a proteção das crianças, evitando formas agressivas da doença.</p>



<p><strong>Vacina BCG: uma proteção para o futuro</strong></p>



<p>A vacinação é um ato de amor e cuidado. Ao proteger nossas crianças contra a tuberculose, estamos oferecendo a elas a chance de crescerem saudáveis e livres dos riscos dessa doença tão severa.</p>



<p><strong>Vacinas salvam vidas!</strong>  <img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Vacina-BCG.png" alt="" width="148" height="98" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Estrelas-Emoji-Vacina-BCG.jpg" alt="" width="96" height="96" /></p>



<p><strong>Saiba mais sobre a vacina BCG e a prevenção da tuberculose:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Organização Mundial da Saúde:</strong>&nbsp;<a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>BCG Vaccine: WHO Position Paper</em></a> – https://www.who.int/publications/i/item/who-wer9308-73-96</li>



<li><strong>Ministério da Saúde do Brasil:</strong>&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Calendário Nacional de Vacinação</a> &#8211; <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao">https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao</a></li>



<li><strong>Sociedade Brasileira de Pediatria:</strong>&nbsp;<a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Recomendações sobre a Vacina BCG</a> &#8211; <a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Nota_Informativa_Vacina_BCG_Para_SBP_ARPCRK-MS.pdf">https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Nota_Informativa_Vacina_BCG_Para_SBP_ARPCRK-MS.pdf</a></li>



<li><strong><em>Centers for Disease Control and Prevention:</em></strong><em>&nbsp;</em><a href="https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>BCG Vaccine Information</em></a><em> </em>&#8211; https://www.cdc.gov/tb/hcp/vaccines/index.html</li>
</ul>



<p><strong>Relatora:<br>Melissa Palmieri</strong><br><strong>Membro dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p></p>
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		<title>Vitiligo &#8211; Sintomas, Diagnóstico e Tratamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vitiligo-sintomas-diagnostico-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 18:51:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, portanto não passa de uma pessoa para outra. Essa é uma doença que afeta pessoas com e até mesmo sem predisposição genética.</p>
<p style="text-align: justify;">Impactos emocionais não pioram a doença em pacientes predispostos, mas acabam agindo como gatilhos, como fator agravante.</p>
<p style="text-align: justify;">O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas. No entanto, os seus principais sintomas são:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pode ocorrer clareamento dos pelos do corpo e cabelos, incluindo cílios e barba;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais);</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Não apresenta sintomas como coceira ou dor;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar caso a caso para tratar cada forma de maneira correta.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também na época que o diagnóstico é feito. Quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o momento não há cura e o tratamento é crônico.</p>
<p style="text-align: justify;">Há o tratamento tópico, direcionado para cada fase do vitiligo, além de imunomoduladores tópicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles incluem medicações locais, medicações orais e fototerapia. E há os medicamentos imunobiológicos, que estão em estudo e são mais específicos. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico do tipo de vitiligo para a escolha do tratamento mais adequado, inclusive pesquisar outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho. E para comemorarmos a criação deste dia, ressaltamos a importância de se proteger do sol com a utilização de protetores solares de alta cobertura, sendo estes obrigatórios, pois são áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele, além de agravar o vitiligo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Selma Hélène<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<item>
		<title>Lúpus eritematoso sistêmico juvenil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/lupus-eritematoso-sistemico-juvenil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Lupus-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Lupus-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Lupus-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 10 de maio celebramos o Dia Mundial do Lúpus. Apesar de o lúpus ser mais frequente em indivíduos adultos, em cerca de 20% dos casos essa doença autoimune já se manifesta na faixa etária pediátrica, iniciando-se habitualmente no começo da adolescência. A doença acomete principalmente crianças e adolescentes do sexo feminino, numa proporção aproximada de sete meninas para cada menino afetado. O lúpus juvenil costuma ser mais sintomático do que em pacientes adultos com a doença. Sintomas gerais, como febre intermitente, perda de peso e dores articulares são as manifestações mais frequentemente observadas. Comprometimento de pele também é comum. O característico eritema em asa de borboleta, com manchas vermelhas nas regiões malares (nas bochechas, abaixo dos olhos) e no nariz, é observado em menos de 30% dos casos, mas outras lesões cutâneas e de mucosas, como vasculites (manchas violáceas), nódulos subcutâneos e úlceras, podem ser encontradas em qualquer parte do corpo. Diferentemente da população adulta, crianças e adolescentes com lúpus costumam apresentar maior comprometimento renal, hematológico e neurológico. Desta forma, sinais como inchaço nos olhos ao acordar ou nas pernas no final de dia, assim como aumento da pressão arterial, podem ser indicativos de inflamação renal. Um simples exame de urina com presença de sangue ou proteínas pode auxiliar na suspeita dessa doença. Do ponto de vista hematológico, o lúpus se caracteriza por presença de anemia ou diminuição de outras células sanguíneas, como leucócitos, linfócitos e plaquetas. O exame do fator antinuclear, também conhecido como FAN, é positivo em praticamente todos os casos. No entanto, esse exame não é específico de lúpus, podendo estar presente em diversas outras doenças reumáticas e autoimunes, assim como em processos infecciosos, oncológicos e inclusive pode ser detectado em cerca de 12% de crianças e adolescentes saudáveis. Existem diferentes critérios para auxiliar no diagnóstico do lúpus na faixa etária pediátrica, tendo sido o mais recente deles desenvolvido em 2019. Ele compreende diversas manifestações clínicas e laboratoriais, que, caso presentes, recebem uma pontuação específica e que, quando somadas, serão mais ou menos sugestivas dessa doença. O tratamento do lúpus se baseia no uso de corticosteroides, hidroxicloroquina e medicamentos imunossupressores, visando inibir a produção exacerbada de autoanticorpos. O médico responsável vai estabelecer o tratamento mais indicado para cada caso, com base no quadro clínico do paciente. Além do tratamento medicamentoso, medidas complementares como dieta balanceada, prática de atividade física, suplementos vitamínicos e proteção solar são de grande importância, colaborando para o melhor controle da doença. A adesão ao tratamento é fundamental para se obter o melhor resultado. Lembrem-se que paciente, família e profissional de saúde se tornam um time, com base na confiança mútua, em que cada um deve fazer sua parte para que a doença seja controlada da melhor forma possível e com o menor risco de complicações a curto e longo prazos. O objetivo primordial é que o paciente mantenha uma boa qualidade de vida, que se torne gradualmente responsável pelos seus próprios cuidados e que conquiste sua autonomia, traçando planos pessoais e profissionais para o seu futuro. A melhor forma de celebrar o Dia Mundial do Lúpus é com a divulgação de suas características, provendo ferramentas que permitam seu reconhecimento e tratamento mais precoces e com o que há de mais eficaz, promovendo assim a saúde de nossos pacientes. Essa é a nossa missão. Relatora: Lúcia Maria de Arruda CamposProfessora Livre-Docente da FMUSPMembro do Departamento Científico de Reumatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Lupus-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Lupus-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Lupus-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de maio celebramos o Dia Mundial do Lúpus.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de o lúpus ser mais frequente em indivíduos adultos, em cerca de 20% dos casos essa doença autoimune já se manifesta na faixa etária pediátrica, iniciando-se habitualmente no começo da adolescência. A doença acomete principalmente crianças e adolescentes do sexo feminino, numa proporção aproximada de sete meninas para cada menino afetado.</p>
<p style="text-align: justify;">O lúpus juvenil costuma ser mais sintomático do que em pacientes adultos com a doença. Sintomas gerais, como febre intermitente, perda de peso e dores articulares são as manifestações mais frequentemente observadas. Comprometimento de pele também é comum. O característico eritema em asa de borboleta, com manchas vermelhas nas regiões malares (nas bochechas, abaixo dos olhos) e no nariz, é observado em menos de 30% dos casos, mas outras lesões cutâneas e de mucosas, como vasculites (manchas violáceas), nódulos subcutâneos e úlceras, podem ser encontradas em qualquer parte do corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente da população adulta, crianças e adolescentes com lúpus costumam apresentar maior comprometimento renal, hematológico e neurológico. Desta forma, sinais como inchaço nos olhos ao acordar ou nas pernas no final de dia, assim como aumento da pressão arterial, podem ser indicativos de inflamação renal. Um simples exame de urina com presença de sangue ou proteínas pode auxiliar na suspeita dessa doença. Do ponto de vista hematológico, o lúpus se caracteriza por presença de anemia ou diminuição de outras células sanguíneas, como leucócitos, linfócitos e plaquetas.</p>
<p style="text-align: justify;">O exame do fator antinuclear, também conhecido como FAN, é positivo em praticamente todos os casos. No entanto, esse exame não é específico de lúpus, podendo estar presente em diversas outras doenças reumáticas e autoimunes, assim como em processos infecciosos, oncológicos e inclusive pode ser detectado em cerca de 12% de crianças e adolescentes saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem diferentes critérios para auxiliar no diagnóstico do lúpus na faixa etária pediátrica, tendo sido o mais recente deles desenvolvido em 2019. Ele compreende diversas manifestações clínicas e laboratoriais, que, caso presentes, recebem uma pontuação específica e que, quando somadas, serão mais ou menos sugestivas dessa doença.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento do lúpus se baseia no uso de corticosteroides, hidroxicloroquina e medicamentos imunossupressores, visando inibir a produção exacerbada de autoanticorpos. O médico responsável vai estabelecer o tratamento mais indicado para cada caso, com base no quadro clínico do paciente. Além do tratamento medicamentoso, medidas complementares como dieta balanceada, prática de atividade física, suplementos vitamínicos e proteção solar são de grande importância, colaborando para o melhor controle da doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A adesão ao tratamento é fundamental para se obter o melhor resultado. Lembrem-se que paciente, família e profissional de saúde se tornam um time, com base na confiança mútua, em que cada um deve fazer sua parte para que a doença seja controlada da melhor forma possível e com o menor risco de complicações a curto e longo prazos.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo primordial é que o paciente mantenha uma boa qualidade de vida, que se torne gradualmente responsável pelos seus próprios cuidados e que conquiste sua autonomia, traçando planos pessoais e profissionais para o seu futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor forma de celebrar o Dia Mundial do Lúpus é com a divulgação de suas características, provendo ferramentas que permitam seu reconhecimento e tratamento mais precoces e com o que há de mais eficaz, promovendo assim a saúde de nossos pacientes. Essa é a nossa missão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lúcia Maria de Arruda Campos<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professora Livre-Docente da FMUSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Reumatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<item>
		<title>O Brasil e a Dengue</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-brasil-e-a-dengue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 13:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-dengue-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os primeiros relatos de dengue no Brasil datam do final do século 19, em Curitiba (PR), mas ainda eram dados incipientes. O primeiro surto documentado ocorreu em Roraima, em 1981. Desde então observamos temporadas de maior e menor incidência do vírus no Brasil, mas sempre algo preocupante&#8230; Então chegamos em 2024! Depois da Covid-19, é o novo pesadelo em nosso país! Foram 6,5 milhões de casos prováveis até meados de setembro deste ano, com 5.536 óbitos confirmados e mais 1.591 em investigação. Somente em São Paulo foram 2,1 milhões de casos (mais de 639 mil na capital) e 1.786 mortes confirmadas (365 na capital).1 E algo triste de pensar:  quantas crianças têm sido internadas devido a dengue? Foram quase 1,6 milhão de crianças e adolescentes acometidos, quase 52.000 bebês menores de 1 ano de idade.1 São várias razões para justificar essa atual situação, que incluem a falta de atenção pública à doença, as alterações climáticas, a ausência de medidas efetivas disponíveis para o controle da doença, além da responsabilidade social de cada cidadão, em fazer a sua parte. Temperaturas elevadas e umidade são dois fatores determinantes para a replicação viral no inseto, o famigerado Aedes aegypti. Então, novamente, vemos as ações da humanidade impactando nas mudanças climáticas e facilitando essa pandemia de dengue e, infelizmente, outras futuras pandemias que viremos a conhecer. São necessárias ações no controle da dengue. Ações de todas as esferas, públicas e sociais. O desenvolvimento de novas metodologias para o controle do inseto, como a bactéria Wolbachia, que reduz a multiplicação do Aedes aegypti, adotada este ano, por exemplo, em Niterói (RJ), trouxe redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% de chikungunya e 37% de zika na cidade.2 A implementação da vacinação universal no Brasil pode trazer um novo alento no controle da doença, mas ela precisa ser realizada. Já convivemos com baixa cobertura vacinal na população, uma vez que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa de 10 a 14 anos para a realização da vacina contra a dengue. Não temos a extensão para outras idades, por absoluta incapacidade de produção da vacina, somada ao custo e falhas na preparação para o combate à doença. Aquisição de mais vacinas? Desenvolvimento da nossa vacina (vacina do Butantan na fase III no momento)? Controle do inseto? Cuidados com o ambiente? Compromisso social e governamental? Na verdade, tudo isso somado. Que cada um de nós possa fazer muito bem-feita a sua parte.   Saiba mais: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia.   Relator:Marcelo OtsukaVice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-brasil-e-a-dengue/">O Brasil e a Dengue</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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<p style="text-align: justify;">Os primeiros relatos de dengue no Brasil datam do final do século 19, em Curitiba (PR), mas ainda eram dados incipientes. O primeiro surto documentado ocorreu em Roraima, em 1981. Desde então observamos temporadas de maior e menor incidência do vírus no Brasil, mas sempre algo preocupante&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Então chegamos em 2024! Depois da Covid-19, é o novo pesadelo em nosso país! Foram 6,5 milhões de casos prováveis até meados de setembro deste ano, com 5.536 óbitos confirmados e mais 1.591 em investigação. Somente em São Paulo foram 2,1 milhões de casos (mais de 639 mil na capital) e 1.786 mortes confirmadas (365 na capital).<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;">E algo triste de pensar:  quantas crianças têm sido internadas devido a dengue? Foram quase 1,6 milhão de crianças e adolescentes acometidos, quase 52.000 bebês menores de 1 ano de idade.<sup>1</sup></p>
<p style="text-align: justify;">São várias razões para justificar essa atual situação, que incluem a falta de atenção pública à doença, as alterações climáticas, a ausência de medidas efetivas disponíveis para o controle da doença, além da responsabilidade social de cada cidadão, em fazer a sua parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Temperaturas elevadas e umidade são dois fatores determinantes para a replicação viral no inseto, o famigerado <em>Aedes aegypti</em>. Então, novamente, vemos as ações da humanidade impactando nas mudanças climáticas e facilitando essa pandemia de dengue e, infelizmente, outras futuras pandemias que viremos a conhecer.</p>
<p style="text-align: justify;">São necessárias ações no controle da dengue. Ações de todas as esferas, públicas e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento de novas metodologias para o controle do inseto, como a bactéria <em>Wolbachia</em>, que reduz a multiplicação do <em>Aedes aegypti</em>, adotada este ano, por exemplo, em Niterói (RJ), trouxe redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% de chikungunya e 37% de zika na cidade.<sup>2</sup></p>
<p style="text-align: justify;">A implementação da vacinação universal no Brasil pode trazer um novo alento no controle da doença, mas ela precisa ser realizada. Já convivemos com baixa cobertura vacinal na população, uma vez que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa de 10 a 14 anos para a realização da vacina contra a dengue. Não temos a extensão para outras idades, por absoluta incapacidade de produção da vacina, somada ao custo e falhas na preparação para o combate à doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquisição de mais vacinas? Desenvolvimento da nossa vacina (vacina do Butantan na fase III no momento)? Controle do inseto? Cuidados com o ambiente? Compromisso social e governamental? Na verdade, tudo isso somado. Que cada um de nós possa fazer muito bem-feita a sua parte.</p>
<p> </p>
<p>Saiba mais:</p>
<ol>
<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses</a>.</li>
<li><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2024/maio/voce-sabe-o-que-e-o-metodo-wolbachia</a>.</li>
</ol>
<p> </p>
<p><strong>Relator:</strong><br /><strong>Marcelo Otsuka<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>




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