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	<title>Arquivos Epilepsia - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Epilepsia - SPSP</title>
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	<item>
		<title>A epilepsia em crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 15:24:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Conscientizacao-da-Epilepsia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Conscientizacao-da-Epilepsia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Conscientizacao-da-Epilepsia-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia é celebrado no dia 26 de março. É também conhecido como &#8220;Dia Roxo&#8221; (Purple Day); assim, todos os anos no dia 26/03, pessoas ao redor do mundo são convidadas a usar a cor roxa e promover eventos que tragam esclarecimentos sobre a doença. A epilepsia é uma das condições neurológicas mais prevalentes no mundo, comprometendo cerca de 1% dos indivíduos. Mais especialmente em crianças, essa prevalência ocorre em 2% dos casos, cifra bastante significativa. Sua ocorrência é mais expressiva nos primeiros três anos de vida. A característica da epilepsia  é sua tendência à repetição das convulsões. Manifesta-se por convulsões com características diversas, sendo a mais conhecida a do tipo generalizado, com tremores difusos nos braços e pernas e contratura muscular, às vezes concomitantes na face, com perda de consciência. É o tipo mais comum e de maior conhecimento público. Entretanto, existem outras formas, como por exemplo: crises com tremores somente na face, ou só num membro superior, consideradas parciais; crises de ausência, nas quais há um curto período de desligamento ou perda de contato e pronta recuperação; crises de contraturas ou espasmos musculares em flexão dos membros; ou súbitas perdas de tônus muscular e queda. Enfim, são múltiplas expressões clínicas, e que podem caracterizar tipos de síndromes epilépticas. É importante lembrar que convulsão não é sinônimo de epilepsia e que pode ocorrer em outras circunstâncias: insolação, hipoglicemia, infecções do sistema nervoso, traumas cranianos. A sua ocorrência implica sempre em um procedimento médico de emergência e investigação na busca do esclarecimento da causa e conduta a seguir, e exames complementares necessários, como o eletroencefalograma, obtenção de imagens radiológicas e outros que possam ser indicados. Após os esclarecimentos, a criança e familiares deverão ser encaminhados para Serviço Especializado em Epilepsia para acompanhamento adequado da terapia medicamentosa, realização de exames complementares e em consultas com os especialistas, por determinados períodos estabelecidos em protocolos. O tratamento  medicamentoso com anticonvulsivantes tem bom prognóstico em grande parte dos casos. Nos casos de convulsões refratárias, o profissional procederá na busca de alternativas, como mudança do esquema de medicamentos ou em alguns casos a possibilidade cirúrgica.   Relator:Saul CypelProfessor Livre-Docente de Neurologia InfantilMembro do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-epilepsia-em-criancas/">A epilepsia em crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Conscientizacao-da-Epilepsia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Conscientizacao-da-Epilepsia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Conscientizacao-da-Epilepsia-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia é celebrado no dia 26 de março. É também conhecido como &#8220;Dia Roxo&#8221; (<em>Purple Day</em>); assim, todos os anos no dia 26/03, pessoas ao redor do mundo são convidadas a usar a cor roxa e promover eventos que tragam esclarecimentos sobre a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A epilepsia é uma das condições neurológicas mais prevalentes no mundo, comprometendo cerca de 1% dos indivíduos. Mais especialmente em crianças, essa prevalência ocorre em 2% dos casos, cifra bastante significativa. Sua ocorrência é mais expressiva nos primeiros três anos de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">A característica da epilepsia  é sua tendência à repetição das convulsões. Manifesta-se por convulsões com características diversas, sendo a mais conhecida a do tipo generalizado, com tremores difusos nos braços e pernas e contratura muscular, às vezes concomitantes na face, com perda de consciência. É o tipo mais comum e de maior conhecimento público.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, existem outras formas, como por exemplo: crises com tremores somente na face, ou só num membro superior, consideradas parciais; crises de ausência, nas quais há um curto período de desligamento ou perda de contato e pronta recuperação; crises de contraturas ou espasmos musculares em flexão dos membros; ou súbitas perdas de tônus muscular e queda. Enfim, são múltiplas expressões clínicas, e que podem caracterizar tipos de síndromes epilépticas.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante lembrar que convulsão não é sinônimo de epilepsia e que pode ocorrer em outras circunstâncias: insolação, hipoglicemia, infecções do sistema nervoso, traumas cranianos.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua ocorrência implica sempre em um procedimento médico de emergência e investigação na busca do esclarecimento da causa e conduta a seguir, e exames complementares necessários, como o eletroencefalograma, obtenção de imagens radiológicas e outros que possam ser indicados.</p>
<p style="text-align: justify;">Após os esclarecimentos, a criança e familiares deverão ser encaminhados para Serviço Especializado em Epilepsia para acompanhamento adequado da terapia medicamentosa, realização de exames complementares e em consultas com os especialistas, por determinados períodos estabelecidos em protocolos.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento  medicamentoso com anticonvulsivantes tem bom prognóstico em grande parte dos casos. Nos casos de convulsões refratárias, o profissional procederá na busca de alternativas, como mudança do esquema de medicamentos ou em alguns casos a possibilidade cirúrgica.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Saul Cypel<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Livre-Docente de Neurologia Infantil<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>26 de março &#8211; Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/26-de-marco-dia-mundial-da-conscientizacao-da-epilepsia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 12:16:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-epilepsia1-e1712245733190-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-epilepsia1-e1712245733190-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-epilepsia1-e1712245733190-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Hoje, 26 de março de 2024, Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia, é uma data significativa para o incentivo da consciência sobre essa doença disseminada e conhecida em todos os cantos deste nosso mundo. Sua ocorrência afeta pessoas de todas as raças e classes socioeconômicas, e de todas as idades, desde os recém-nascidos às pessoas idosas, homens e mulheres. Preferencialmente ocorre nos mais jovens e idosos. Considera-se a epilepsia como doença cerebral crônica e persistente, na qual o indivíduo apresenta tendência a ter convulsões. Essa cronicidade, bem como a ocorrência permanente de crises convulsivas, nem sempre é definitiva, pois existem formas que podem regredir e desaparecer com tratamento. Sua incidência média em crianças acontece em 7/100.000 e a prevalência é de 65,2/10.000, variando de acordo com a idade. Nos casos mais brandos, com medicamentos adequados e com eficácia reconhecida, as convulsões poderão ficar controladas ou mesmo serem raras. Especialmente nessas crianças, o neurodesenvolvimento irá se processar de modo normal, tanto motor, psíquico, na aprendizagem e na sua socialização. Nos casos mais severos, em que ocorrem episódios convulsivos frequentes e/ou demorados, por meses ou anos, determinados por lesões encefálicas pelos mesmos motivos já citados, pode-se verificar comprometimento funcional múltiplo, como deficiência mental, transtornos psiquiátricos com alterações comportamentais, com prejuízo importante em seu processo de desenvolvimento. São observados mais comumente em casos de lesões cerebrais determinadas por traumas, anoxia perinatal, doenças metabólicas congênitas, por anormalidades congênitas, malformações cerebrais. Importante esclarecer que as ocorrências de convulsões eventuais nem sempre são consideradas epilepsia. Uma crise ocorrida em traumatismos cranianos leves, sem deixar lesão cerebral, poderá não mais se repetir se a criança tiver seus exames clínicos e laboratoriais normais no futuro, sem necessidade de tratamento. Do mesmo modo, convulsões ocorridas em transtornos eletrolíticos, como na hipocalcemia, e que foram corrigidas, as mesmas não se repetirão. Com relativa frequência observamos em crianças convulsões determinadas por febre que se eleva rapidamente, mais comum na idade de 6 a 18 meses, em que não há doença cerebral concomitante. Constitui condição benigna na maior parte dos casos, mas sempre serão necessárias avaliação especializada e mesmo realização de exames laboratoriais pertinentes se anormalidades neurológicas forem constatadas. A ocorrência de convulsão, principalmente o tipo leigo mais conhecido, é a crise tônico-clônica generalizada, na qual há perda de consciência, queda e movimentos sucessivos de flexão e extensão dos membros superiores e inferiores, com duração em torno de até três minutos. Em geral, os familiares são surpreendidos, ficam aflitos e procuram proteger a criança. Caso ocorra duração maior, a criança deverá ser levada para emergência médica de imediato. Nos casos de curta duração, após cessar a crise, deve-se procurar serviço médico para esclarecimento e conduta. Fica o recado importante de que na maioria dos casos de epilepsia a evolução e o prognóstico são bons, com o esclarecimento da causa, com tratamento e controle dos episódios convulsivos. E que o futuro siga fazendo acenos otimistas.   Relator:Saul CypelMembro do Departamento Científico de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/26-de-marco-dia-mundial-da-conscientizacao-da-epilepsia/">26 de março &#8211; Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-epilepsia1-e1712245733190-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-epilepsia1-e1712245733190-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/03/imagem-epilepsia1-e1712245733190-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje, 26 de março de 2024, Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia, é uma data significativa para o incentivo da consciência sobre essa doença disseminada e conhecida em todos os cantos deste nosso mundo. Sua ocorrência afeta pessoas de todas as raças e classes socioeconômicas, e de todas as idades, desde os recém-nascidos às pessoas idosas, homens e mulheres. Preferencialmente ocorre nos mais jovens e idosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Considera-se a epilepsia como doença cerebral crônica e persistente, na qual o indivíduo apresenta tendência a ter convulsões. Essa cronicidade, bem como a ocorrência permanente de crises convulsivas, nem sempre é definitiva, pois existem formas que podem regredir e desaparecer com tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua incidência média em crianças acontece em 7/100.000 e a prevalência é de 65,2/10.000, variando de acordo com a idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos casos mais brandos, com medicamentos adequados e com eficácia reconhecida, as convulsões poderão ficar controladas ou mesmo serem raras. Especialmente nessas crianças, o neurodesenvolvimento irá se processar de modo normal, tanto motor, psíquico, na aprendizagem e na sua socialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos casos mais severos, em que ocorrem episódios convulsivos frequentes e/ou demorados, por meses ou anos, determinados por lesões encefálicas pelos mesmos motivos já citados, pode-se verificar comprometimento funcional múltiplo, como deficiência mental, transtornos psiquiátricos com alterações comportamentais, com prejuízo importante em seu processo de desenvolvimento. São observados mais comumente em casos de lesões cerebrais determinadas por traumas, anoxia perinatal, doenças metabólicas congênitas, por anormalidades congênitas, malformações cerebrais.</p>
<p style="text-align: justify;">Importante esclarecer que as ocorrências de convulsões eventuais nem sempre são consideradas epilepsia. Uma crise ocorrida em traumatismos cranianos leves, sem deixar lesão cerebral, poderá não mais se repetir se a criança tiver seus exames clínicos e laboratoriais normais no futuro, sem necessidade de tratamento. Do mesmo modo, convulsões ocorridas em transtornos eletrolíticos, como na hipocalcemia, e que foram corrigidas, as mesmas não se repetirão.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relativa frequência observamos em crianças convulsões determinadas por febre que se eleva rapidamente, mais comum na idade de 6 a 18 meses, em que não há doença cerebral concomitante. Constitui condição benigna na maior parte dos casos, mas sempre serão necessárias avaliação especializada e mesmo realização de exames laboratoriais pertinentes se anormalidades neurológicas forem constatadas.</p>
<p style="text-align: justify;">A ocorrência de convulsão, principalmente o tipo leigo mais conhecido, é a crise tônico-clônica generalizada, na qual há perda de consciência, queda e movimentos sucessivos de flexão e extensão dos membros superiores e inferiores, com duração em torno de até três minutos. Em geral, os familiares são surpreendidos, ficam aflitos e procuram proteger a criança. Caso ocorra duração maior, a criança deverá ser levada para emergência médica de imediato. Nos casos de curta duração, após cessar a crise, deve-se procurar serviço médico para esclarecimento e conduta.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica o recado importante de que na maioria dos casos de epilepsia a evolução e o prognóstico são bons, com o esclarecimento da causa, com tratamento e controle dos episódios convulsivos. E que o futuro siga fazendo acenos otimistas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:</strong><strong><br /></strong><strong>Saul Cypel<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>


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		<item>
		<title>Epilepsia: o que é e como tratar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/epilepsia-o-que-e-e-como-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Mar 2023 15:13:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Epilepsia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Epilepsia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Epilepsia-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 26 de março é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia. Considera-se um quadro de epilepsia duas ou mais crises não provocadas com intervalo maior que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Epilepsia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Epilepsia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-Epilepsia-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 26 de março é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia. Considera-se um quadro de epilepsia duas ou mais crises não provocadas com intervalo maior que 24 horas entre elas ou crises associadas a lesões estruturais causadas por insulto cerebral remoto, como acidentes vasculares, infecção ou trauma ou diagnóstico de uma síndrome epiléptica.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal sintoma da epilepsia é a crise convulsiva. As causas podem ser estruturais, genéticas, infecciosas, metabólicas, imunológicas ou desconhecidas. Pode manifestar-se em qualquer idade, no entanto, sem dúvida, é mais preocupante em pacientes mais jovens.</p>
<p>O tratamento existe para todos os tipos de pacientes, entretanto não quer dizer que haja controle efetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">As principais recomendações durante uma crise são manter a calma, proteger o paciente, especialmente a cabeça, para que não bata contra o solo ou outra superfície, jamais colocar o dedo na boca de quem está tendo a crise, não fazer “respiração boca a boca”, jamais dar comida ou líquido para quem está tendo a crise e chamar socorro imediatamente. Deixar a cabeça sempre lateralizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, quando não controlada, a epilepsia pode levar a distúrbio de aprendizado e muitas outras complicações de médio e longo prazo, de acordo com a etiologia. Há também descrição de morte súbita em epilepsia.</p>
<p style="text-align: justify;">A criança não consegue controlar o quadro, por isso é importante tentar ensinar os pacientes a evitar possíveis desencadeantes de crise, como por exemplo: privação de sono, alguns estímulos luminosos, alterações de ciclo circadiano. Nos adolescentes, evitar uso de álcool e⁄ou drogas Ilícitas ou medicamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, vale lembrar que é necessário acompanhamento com neurologista infantil, bem como realizar exames complementares, como ressonância e eletroencefalograma em sono e vigília.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Carlos Takeuchi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>26/03 &#8211; Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/26-03-dia-mundial-de-conscientizacao-da-epilepsia-nbs/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 12:48:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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		<category><![CDATA[doença neurológica]]></category>
		<category><![CDATA[Epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[primeiros socorros]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_299706082_Sewcream-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_299706082_Sewcream-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_299706082_Sewcream-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, que é uma das doenças neurológicas mais comuns, aproveitamos para destacar alguns aspectos pediátricos muito relevantes para se observar.</p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 25/03/2022</p>



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<p>No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia aproveitamos para destacar alguns aspectos pediátricos relevantes.</p>



<p>A Epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns que acontecem em crianças, sendo maior a sua incidência no primeiro ano de vida e predominando em países e em pessoas de renda mais baixa. A incidência na população mundial é de 40 a 70/100.000 sabendo-se que cerca de 50 milhões de pessoas apresentam algumas de suas formas clínicas. Considerando-se as crianças, a cifra de incidência no primeiro ano é de 144/100.000, sendo que de 1 a 10 anos é 58/100.000.</p>



<p>As crises epiléticas apresentam-se com tipos variados e seus aspectos são decorrentes de descargas neuronais que podem se referir à regiões específicas do cérebro, ou então descargas amplas e difusas dos neurônios cerebrais. No primeiro caso, os sinais serão localizados: por exemplo, contrações rápidas somente da mão direita ou contrações de um lado da face, podendo ocorrer perda ou não de consciência.</p>



<p>Já as crises generalizadas são as mais popularmente conhecidas e se caracterizam por movimentos de todo corpo, com movimentos de flexão e extensão dos membros superiores e inferiores, ou então um enrijecimento de todo o corpo, sempre acompanhados de perda de consciência. Além destas, existem outras formas de crises sem movimentação, somente com um desligamento por segundos ou mais demoradas, e ainda outras mais sutis e do conhecimento do especialista.</p>



<p>A avaliação neurológica permitirá a compreensão adequada das características e será feita a investigação complementar no sentido de esclarecer e indicar o tratamento adequado. Para cada caso serão solicitados os exames necessários, mais especificamente, o eletrencefalograma, a tomografia do crânio e/ou a ressonância magnética cerebral. A maior parte dos quadros epilépticos costuma ter boa evolução respondendo bem à medicação anticonvulsiva, sendo mantida e controlada de acordo com a conduta médica.</p>



<p>É sempre importante esclarecer detalhadamente os familiares e conversar com a criança orientando os cuidados pertinentes. Desfazer os mitos sobre a epilepsia e procurar as informações científicas que o médico responsável lhes transmitirá.</p>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Saul Cypel</strong><br><strong>Departamento Científico de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: sewcream |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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		<title>Importação de remédio derivado de maconha para criança com epilepsia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/importacao-de-remedio-derivado-de-maconha-para-crianca-com-epilepsia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2014 06:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Maconha]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O jornal Folha de São Paulo de 3 de abril de 2014 publicou a matéria Justiça autoriza importação de remédio derivado de maconha para criança com epilepsia (veja a versão on-line aqui), na qual comenta sobre um paciente que conseguiu uma liminar para usar e importar medicamento derivado da maconha. Veja abaixo, comentário do presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Dr. Mario Roberto Hirschheimer, e da Dra. Livia Cunha Elkis, do Departamento Científico de Neurologia da SPSP. A propósito do uso da maconha A planta Cannabis sativa (nome científico da maconha) contém em torno de 80 canabinoides, dos quais dois são os mais abundantes: o delta 9 tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol. Esse último sem ação psicoativa e com provável efeito promissor para várias doenças neurológicas. Uma Revisão Sistemática da Literatura Médica realizada pelo Centro Cochrane, publicada em junho de 2012, incluiu quatro ensaios clínicos randomizados controlados do uso medicinal da Cannabis sativa e mostrou que tais estudos não permitem tirar conclusões a respeito da eficácia e segurança do seu uso no tratamento da epilepsia em crianças e adolescentes. A pergunta que podemos fazer: é válido os pais exporem seus filhos a fármacos ainda não aprovados? O que podemos afirmar é que, no momento, não há evidências científicas de que o canabidiol é um medicamento eficaz e seguro para a epilepsia ou outras doenças neurológicas. O maior problema se refere a percepção do efeito colateral em crianças pequenas, que podem ter associado atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, complicando a percepção da família ou do médico. Uma criança de 7-8 anos pode informar uma cefaleia, mas não descreve precisamente suas características como dor em queimação ou dor pulsátil. Será que uma criança de 1-2 anos pode informar uma ansiedade discreta ou moderada e nós, médicos, ou os seus pais, vamos entender esse sintoma subjetivo, e então avaliar a retirada da medicação? Outro fator a ser considerado é o desenvolvimento da estrutura cerebral da criança. O balanço da excitabilidade dos neurotransmissores nos primeiros 4-5 anos de vida segue um padrão diferente dos adultos, e vai se modificando a medida que certas vias vão se mielinizando. Nós, médicos, precisamos saber mais sobre isto antes do uso do CDB, já que a ação deste é direta nos neurotransmissores e, em adultos, a maconha foi descrita como desencadeante de psicose. A única forma de se estudar um composto é seguir as normas já estabelecidas, que sabemos que são boas. Em primeiro lugar, vamos estudar em adultos, que podem nos informar melhor os efeitos colaterais. Não podemos expor nossas crianças ao empirismo, vamos tentar fazer um esforço global e estudar esse composto de forma mais acelerada. A preocupação da SPSP referente ao caso publicado na matéria da Folha de São Paulo é que muitos pais recorram a este tratamento sem orientações específicas e acabem por prejudicar ainda mais a situação de seus filhos. Dra. Livia Cunha ElkisDepartamento Científico de Neurologia da SPSP Dr. Mario Roberto HirschheimerPresidente da SPSP ___Publicado em 11/04/2014. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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<p>O jornal Folha de São Paulo de 3 de abril de 2014 publicou a matéria <em>Justiça autoriza importação de remédio derivado de maconha para criança com epilepsia</em> (<a rel="noreferrer noopener" href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/04/1435521-justica-autoriza-importacao-de-remedio-derivado-de-maconha-para-crianca-com-epilepsia.shtml" target="_blank">veja a versão on-line aqui</a>), na qual comenta sobre um paciente que conseguiu uma liminar para usar e importar medicamento derivado da maconha. Veja abaixo, comentário do presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Dr. Mario Roberto Hirschheimer, e da Dra. Livia Cunha Elkis, do Departamento Científico de Neurologia da SPSP.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/09/pixabay_2915337_herbalhemp-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3398"/><figcaption>herbal hemp | pixabay.com</figcaption></figure>



<p><strong>A propósito do uso da maconha</strong></p>



<p>A planta <em>Cannabis sativa</em> (nome científico da maconha) contém em torno de 80 canabinoides, dos quais dois são os mais abundantes: o delta 9 tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol. Esse último sem ação psicoativa e com provável efeito promissor para várias doenças neurológicas.</p>



<p>Uma Revisão Sistemática da Literatura Médica realizada pelo Centro Cochrane, publicada em junho de 2012, incluiu quatro ensaios clínicos randomizados controlados do uso medicinal da <em>Cannabis sativa</em> e mostrou que tais estudos não permitem tirar conclusões a respeito da eficácia e segurança do seu uso no tratamento da epilepsia em crianças e adolescentes.</p>



<p>A pergunta que podemos fazer: é válido os pais exporem seus filhos a fármacos ainda não aprovados? O que podemos afirmar é que, no momento, não há evidências científicas de que o canabidiol é um medicamento eficaz e seguro para a epilepsia ou outras doenças neurológicas. O maior problema se refere a <strong>percepção do efeito colateral em crianças pequenas</strong>, que podem ter associado atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, complicando a percepção da família ou do médico. Uma criança de 7-8 anos pode informar uma cefaleia, mas não descreve precisamente suas características como dor em queimação ou dor pulsátil. Será que uma criança de 1-2 anos pode informar uma ansiedade discreta ou moderada e nós, médicos, ou os seus pais, vamos entender esse sintoma subjetivo, e então avaliar a retirada da medicação?</p>



<p>Outro fator a ser considerado é o <strong>desenvolvimento da estrutura cerebral da criança</strong>. O balanço da excitabilidade dos neurotransmissores nos primeiros 4-5 anos de vida segue um padrão diferente dos adultos, e vai se modificando a medida que certas vias vão se mielinizando. Nós, médicos, precisamos saber mais sobre isto antes do uso do CDB, já que a ação deste é direta nos neurotransmissores e, em adultos, a maconha foi descrita como desencadeante de psicose.</p>



<p>A única forma de se estudar um composto é seguir as normas já estabelecidas, que sabemos que são boas. Em primeiro lugar, vamos estudar em adultos, que podem nos informar melhor os efeitos colaterais. Não podemos expor nossas crianças ao empirismo, vamos tentar fazer um esforço global e estudar esse composto de forma mais acelerada. A preocupação da SPSP referente ao caso publicado na matéria da Folha de São Paulo é que muitos pais recorram a este tratamento sem orientações específicas e acabem por prejudicar ainda mais a situação de seus filhos.</p>



<p><strong>Dra. Livia Cunha Elkis</strong><br>Departamento Científico de Neurologia da SPSP</p>



<p><strong>Dr. Mario Roberto Hirschheimer</strong><br>Presidente da SPSP</p>



<p>___<br>Publicado em 11/04/2014.</p>



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<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>



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<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR"></a><br>Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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