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	<title>Arquivos Escolas - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Escolas - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Reflexões para uma formação integral</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/reflexoes-para-uma-formacao-integral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 19:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril, é essencial repensar o papel da família e da escola na formação das crianças. Primeiro, a terceirização da educação dos filhos para as escolas sobrecarrega essas instituições, transferindo responsabilidades primordiais dos pais. Famílias devem retomar o protagonismo, complementando o aprendizado escolar com diálogos diários e valores éticos, promovendo uma educação holística. O envolvimento familiar na educação é fundamental. Segundo, o uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos deteriora o padrão de atenção infantil. Estudos mostram que exposições prolongadas reduzem a capacidade de foco sustentado, aumentando riscos de TDAH e ansiedade. Pais e educadores precisam limitar o tempo de tela, incentivando brincadeiras ao ar livre e interações presenciais para restaurar a atenção plena. O contato com a natureza deve também ser estimulado nas escolas e nas residências. Terceiro, a Inteligência Artificial (IA) revoluciona o ensino-aprendizagem, personalizando conteúdos e auxiliando diagnósticos pedagógicos. No entanto, exige regulação para evitar dependência excessiva, desigualdades digitais e perda de criatividade humana. Como pediatras e educadores, devemos buscar integrar a IA de forma ética, equilibrando inovação com desenvolvimento emocional, tarefa bem complexa e que exige a contribuição de todos (pais, professores e responsáveis). Que este dia inspire ações coletivas por uma educação equilibrada e humanizada!   Relator:Fausto Flor CarvalhoVice-Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSPCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/reflexoes-para-uma-formacao-integral/">Reflexões para uma formação integral</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Educacao-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril, é essencial repensar o papel da família e da escola na formação das crianças.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Primeiro, a terceirização da educação dos filhos para as escolas sobrecarrega essas instituições, transferindo responsabilidades primordiais dos pais. Famílias devem retomar o protagonismo, complementando o aprendizado escolar com diálogos diários e valores éticos, promovendo uma educação holística. O envolvimento familiar na educação é fundamental.</li>
<li>Segundo, o uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos deteriora o padrão de atenção infantil. Estudos mostram que exposições prolongadas reduzem a capacidade de foco sustentado, aumentando riscos de TDAH e ansiedade. Pais e educadores precisam limitar o tempo de tela, incentivando brincadeiras ao ar livre e interações presenciais para restaurar a atenção plena. O contato com a natureza deve também ser estimulado nas escolas e nas residências.</li>
<li>Terceiro, a Inteligência Artificial (IA) revoluciona o ensino-aprendizagem, personalizando conteúdos e auxiliando diagnósticos pedagógicos. No entanto, exige regulação para evitar dependência excessiva, desigualdades digitais e perda de criatividade humana. Como pediatras e educadores, devemos buscar integrar a IA de forma ética, equilibrando inovação com desenvolvimento emocional, tarefa bem complexa e que exige a contribuição de todos (pais, professores e responsáveis).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Que este dia inspire ações coletivas por uma educação equilibrada e humanizada!</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br />Fausto Flor Carvalho<br />Vice-Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>Lesões esportivas da criança e do adolescente</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/lesoes-esportivas-da-crianca-e-do-adolescente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiego Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 14:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada. A diferença entre a atividade física pura e o</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Lesao-no-Esporte-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">O esporte é a maneira mais frequentemente utilizada para que a atividade física das crianças e adolescentes seja realizada.</p>
<p style="text-align: justify;">A diferença entre a atividade física pura e o esporte é a competição associada.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a faixa etária dos seis a sete anos, essas atividades ocorrem através de escolas de esporte, onde vários tipos de modalidade são apresentados à criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, elas aprendem os cinco gestos esportivos com os quais podemos realizar quase todas as modalidades. São eles: a corrida, o salto, o arremesso, o nadar e o pedalar.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a escolha de uma modalidade, crianças e adolescentes então iniciam a prática nas suas escolas, em escolas específicas ou em clubes. Ultimamente há uma tendência à especialização cada vez mais precoce nas modalidades esportivas, visando competições e maior frequência nos treinos. Isso acaba sendo, por vezes, uma situação ruim, pois quanto mais competitiva é a atividade, mais lesiva ela acaba se tornando. Uma das situações vistas nos consultórios, atendendo esses atletas em formação, é que se ensina técnica e tática do esporte, deixando-se de lado a atividade fundamental, o condicionamento físico.</p>
<p style="text-align: justify;">É um erro supor que as crianças e adolescentes têm condição física já preparada para todas essas atividades: força, resistência, alongamento muscular, assim como o condicionamento cardiorrespiratório, não são especificamente trabalhados previamente ao início da prática da modalidade na formação desses atletas mirins. Com isso, lesões acabam sendo frequentes, principalmente quando ocorre excesso de treinos.</p>
<p style="text-align: justify;">As lesões típicas da atividade ocorrem quando crianças e adolescentes são submetidos à capacitação esportiva em escolas diferentes, não sendo as mesmas planejadas e executadas pelo mesmo treinador. Assim, elas são submetidas a atividades que, repetidamente, utilizam as regiões mais exigidas para determinado tipo de esporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o corpo dos atletas está em desenvolvimento, em muitas ocasiões eles acabam apresentando lesões nas áreas de crescimento, onde os principais grupos musculares são unidos aos ossos. Essas regiões são chamadas apófises. Como essas áreas estão em desenvolvimento, existe uma menor resistência mecânica. O excesso de uso e tração muscular desproporcional, geram lesões dolorosas, culminando na incapacidade de fazer as atividades antes realizadas, piorando a performance, quando então os pais os levam aos consultórios médicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, o excesso de treino e a prática em diferentes escolas de esporte ou em diferentes modalidades acabam por se tornar uma das principais causas de lesões ósseas, tendíneas e musculares dos atletas mirins.</p>
<p style="text-align: justify;">A especialização precoce, a não individualização dos atletas e a falta de exame físico dos mesmos, para investigar a condição física, acabam por facilitar a ocorrência de lesões das regiões em crescimento, ósseas ou musculotendíneas e ligamentares, podendo ocorrer fraturas de estresse, inflamações nas regiões de crescimento, lesões musculares por falta de alongamento, aquecimento inadequado e excesso de atividades esportivas, o que acaba retirando o atleta da sua prática, sendo prejudicial a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Lesões articulares como entorses e lesões ligamentares, assim como fraturas, também ocorrem por uso inadequado dos equipamentos (tamanho de bola, campo e tempo de jogo), assim como pela falta de técnicas protetivas para esportes específicos.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria FIFA, preocupada com lesões ocorridas nas categorias de base, criou, por exemplo, um tipo de aquecimento conhecido como FIFA 11+ Kids, para prevenir lesões que retirassem os jogadores por um ou mais meses do futebol, com êxito de 50% quando colocado em prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, em vez de ser uma boa prática, o excesso de atividades oferecidas por muitos pais a seus filhos, no intuito de melhorar a performance deles, acaba por prejudicá-los, necessitando interromper a prática desportiva para que seja feito o tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Com isso, o ideal para que a criança e o adolescente diminuam a chance da ocorrência de lesões, é fazer uma atividade esportiva principal, de sua escolha ou em conjunto com sua família, com dias de descanso entre os treinos, para que o sistema musculoesquelético tenha uma recuperação plena e melhora do seu condicionamento físico, o que na verdade é a intenção inicial dessa atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos como pontos principais para evitar um maior número de lesões nos atletas em crescimento:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Desestimular a especialização precoce; não fazer treinos repetidos por uma ou por várias instituições; escolher apenas um esporte como principal; ter apenas um treinador responsável pela atividade do atleta mirim; realizar exame físico e clínico para detectar eventuais faltas de condicionamento físico, alongamento, resistência e de força muscular; descanso entre as atividades físicas principais e, também, uma vez por ano, não realizar a mesma atividade para que as regiões ósseas e musculares em crescimento possam se refazer.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O treino é gasto (catabolismo), mas o intervalo com repouso é ganho (anabolismo). De qualquer maneira, as atividades físicas dentro dos esportes são benéficas para o ser humano em crescimento. Por outro lado, as lesões advêm do excesso, o que acaba por anular esse benefício.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nei Botter Montenegro </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Médico da Clínica de Especialidades Pediátricas do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e Coordenador do Programa de Esportes para Crianças e Adolescentes do HIAE </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vice-Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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			</item>
		<item>
		<title>Movimento, educação e cidadania em campo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/movimento-educacao-e-cidadania-em-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
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		<category><![CDATA[Quadras]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Desporto-Escolar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Desporto-Escolar-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Desporto-Escolar-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O dia 25 de maio marca mais do que uma simples comemoração: é uma oportunidade de refletir sobre o papel do esporte na escola e tudo o que ele representa na formação de crianças</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Desporto-Escolar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Desporto-Escolar-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Desporto-Escolar-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O dia 25 de maio marca mais do que uma simples comemoração: é uma oportunidade de refletir sobre o papel do esporte na escola e tudo o que ele representa na formação de crianças e adolescentes. Em tempo de tantas transformações sociais e educacionais, o desporto escolar se reafirma como um momento de convivência, aprendizado e saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">A conexão entre movimento e educação não é recente &#8211; já era valorizada na Antiguidade. Mas foi a partir do século XIX, especialmente na Inglaterra, que o esporte começou a ser integrado à vida escolar com objetivos pedagógicos mais claros. Nas chamadas <em>public schools</em>, atividades esportivas passaram a ser usadas como ferramentas de disciplina e formação moral.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o crescimento do desporto escolar se deu ao longo do século XX, impulsionado por políticas públicas, competições regionais e pela fundação da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), em 2000. Desde então, a CBDE atua para promover o desenvolvimento esportivo com foco não apenas no desempenho, mas também na cidadania, no lazer e na inclusão.</p>
<p style="text-align: justify;">O dia 25 de maio foi escolhido justamente por marcar a criação da CBDE, sendo oficializado como o Dia Nacional do Desporto Escolar pela Lei nº 14.579, sancionada em 2023.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática, o esporte dentro das escolas vai muito além dos pódios: ajuda no desenvolvimento motor e cognitivo, melhora a concentração, favorece o desempenho escolar e contribui para a construção de valores importantes, como empatia, respeito às regras, cooperação e resiliência. Para muitos alunos, as aulas de Educação Física e os jogos são os momentos mais esperados do dia — e não é à toa. Ali, eles se sentem parte de algo, criam vínculos e aprendem na prática o que significa conviver.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora do Brasil, o desporto escolar também tem um papel de destaque. A <em>International School Sport Federation</em> (ISF), criada em 1972, reúne mais de 130 países e organiza a <em>Gymnasiade</em> — uma espécie de olimpíada estudantil internacional que combina esporte, intercâmbio cultural e amizade entre jovens. O Brasil participa ativamente, e a edição de 2023 foi sediada no Rio de Janeiro. Já em 2025, a <em>Gymnasiade</em> aconteceu em abril, em Belgrado, na Sérvia.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses eventos mostram que o esporte escolar pode &#8211; e deve &#8211; ser uma ponte entre educação e cidadania, com alcance global. No entanto, por aqui, o modelo ainda está distante dessa realidade. Muitos desafios permanecem: escolas sem quadras adequadas, falta de materiais, desvalorização da Educação Física e desigualdades no acesso às práticas esportivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudar esse cenário exige mais do que boa vontade. É preciso investir em infraestrutura, capacitar profissionais e criar políticas públicas consistentes, que reconheçam o valor do esporte como parte integrante do projeto pedagógico de cada escola.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional do Desporto Escolar é um momento para celebrar quem já faz a diferença: professores, coordenadores, gestores e alunos que acreditam no poder transformador do movimento. Mais do que formar atletas, o que está em jogo é formar cidadãos ativos, saudáveis e preparados para os desafios da vida dentro e fora das quadras.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatores:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rubens Romualdo da Silva<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Diego Lopes Valiukevicius<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><span style="font-size: revert; color: initial;">&nbsp;</span></p>






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			</item>
		<item>
		<title>Comentários sobre IA e violência infantil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/comentarios-sobre-ia-e-violencia-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 18:07:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-IA-e-violencia-infantil-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-IA-e-violencia-infantil-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-IA-e-violencia-infantil-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No 18º Fórum Paulista de Prevenção de Acidentes e Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes, compartilhei os resultados da minha pesquisa e o conteúdo do livro recém-lançado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-IA-e-violencia-infantil-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-IA-e-violencia-infantil-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Imagem-IA-e-violencia-infantil-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No 18º Fórum Paulista de Prevenção de Acidentes e Combate à Violência contra Crianças e Adolescentes, compartilhei os resultados da minha pesquisa e o conteúdo do livro recém-lançado, intitulado <em>A Influência das Mídias Digitais na Cultura da Infância</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Os direitos digitais de crianças e adolescentes também estiveram no centro das discussões, voltadas à garantia da proteção integral dessa população no Brasil. Dando continuidade aos debates do Fórum, destaco a preocupação com o uso de tecnologias sem supervisão durante a infância e adolescência, o que motivou, entre outras ações, a discussão sobre a proibição do uso de celulares em escolas como medida protetiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 5 de dezembro de 2024, foi aprovado o projeto de lei que proíbe o uso de aparelhos celulares por estudantes em escolas públicas e privadas no Estado de São Paulo. Posteriormente, em 20 de fevereiro de 2025, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes operacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular do componente &#8220;Educação Digital e Midiática&#8221;. Em março, é lançado pelo Governo Federal o documento que traz orientações baseadas em evidências científicas para a criação de um espaço virtual mais saudável e seguro para crianças e adolescentes. As novas diretrizes, válidas para toda a educação básica – da educação infantil ao ensino médio –, entraram em vigor no ano letivo de 2025. O uso de telas está permitido em dois casos específicos: para fins pedagógicos e para estudantes com deficiência ou condições de saúde que demandem suporte tecnológico.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas regulamentações representam avanços importantes na ampliação do debate sobre o uso de celulares por crianças e adolescentes, tanto nas escolas quanto em contextos familiares e comunitários. Entendo que tais medidas podem oferecer apoio significativo não só às escolas, mas às famílias e sociedade, e trazem novos desafios para a sua implementação.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Ambiente virtual inseguro:</strong> As redes sociais têm se tornado espaços marcados por graves riscos, como a coleta de dados comportamentais para fins publicitários, racismo, misoginia, incitação à violência e discurso de ódio, abuso sexual, automutilação, <em>cyberbullying</em>, jogos de azar e conteúdos relacionados ao suicídio. Esses fatores tornam o ambiente digital extremamente nocivo, especialmente para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, sem a maturidade e sem os recursos necessários para lidar com tais exposições de forma segura.</li>
<li><strong> Necessidade de regulamentação:</strong> É urgente demandar das plataformas digitais a implementação de diretrizes éticas que assegurem ambientes virtuais saudáveis e protegidos. Enquanto projetos de lei seguem em tramitação no Senado, é imperativo proteger crianças e adolescentes de interações indevidas, sobretudo nos períodos de não supervisão, como recreios e intervalos escolares. O fácil acesso a conteúdos violentos, apostas ilegais e a possibilidade de manipulação de imagens sem o acompanhamento de adultos representam grande risco ao desenvolvimento de nossas crianças e jovens.</li>
<li><strong> Uso pedagógico mediado:</strong> As legislações em vigor reconhecem a importância da mediação adulta no uso pedagógico das tecnologias, por meio da atuação de professores e educadores, em consonância com os projetos político-pedagógicos das instituições escolares.</li>
<li><strong>Educação especial e tecnologias assistivas:</strong> As diretrizes garantem o uso de recursos tecnológicos no contexto do Atendimento Educacional Especializado (AEE), assegurando a inclusão de estudantes com deficiência ou outras necessidades específicas.</li>
<li><strong>Educação midiática como eixo formativo:</strong> Diante da centralidade das redes sociais, da coleta de dados e da disseminação da inteligência artificial, é fundamental inserir a educação midiática nos currículos escolares e na formação docente. É por meio dela que se promove o uso ético e consciente das tecnologias e se constrói uma cultura de responsabilidade digital. Essa abordagem favorece o desenvolvimento de projetos educativos consistentes e exerce pressão sobre as <em>big techs</em>, como já ocorre em outros países. O controle parental, nesse contexto, deve ser tratado como parte integrante da formação de toda a comunidade escolar.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Enquanto essas políticas públicas não forem plenamente implementadas, é essencial evitar a exposição de crianças e adolescentes a riscos que possam comprometer sua segurança, bem-estar e desenvolvimento. Os danos decorrentes do uso desregulado da tecnologia podem ser irreversíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, é importante ressaltar que a responsabilização direta de estudantes, como punições ou confisco de aparelhos por parte de professores, inspetores ou diretores, não deve ser o foco das ações escolares. A formação crítica de crianças e adolescentes começa pela leitura do mundo – inclusive do mundo digital. A escola deve ser um espaço educativo que promova interações significativas, brincadeiras, jogos e diálogos “olhos nos olhos”, e não “olhos nas telas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe, portanto, cuidar do nosso tempo de tela como adultos também e olhar para a qualidade da relação que estamos construindo. Assim, a escola, as famílias e o poder público podem promover, conjuntamente, a reconstrução de ambientes escolares saudáveis, por meio do planejamento coletivo, da intencionalidade educativa e do cuidado contínuo, convidando todos a se integrarem a essa Rede de Proteção à Infância.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Sandra Cavaletti Toquetão<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pesquisadora do Grupo Políticas Públicas da Infância (CRIANDO-PUC/SP) e Linguagem em Atividade no Contexto Escolar (LACE-PUC/SP)<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Atua na formação de educadores da infância, ministrando cursos e palestras</strong></p>


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		<item>
		<title>Que tipo de escola comemorar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/que-tipo-de-escola-comemorar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>            Dia 15 de março é o Dia da Escola. Para um país continental como é o nosso Brasil, cheio de variações regionais, de diferentes culturas, com diversidade de sotaques, quando falamos em escola, qual escola nós estamos nos referindo?             Existem escolas públicas, particulares, civis, militares, as que estão em regiões nobres, outras em periferias e subúrbios e algumas na zona rural, no sertão ou dentro da floresta. Há escolas com paredes de madeira, outras de alvenaria, algumas em containers de metal, outras quase sem estrutura alguma.             Se queremos realmente um país melhor, mais justo, com mais oportunidades e que se desenvolva com prosperidade, precisamos olhar para dentro das nossas escolas. Infelizmente encontramos nelas profissionais cansados, sobrecarregados, pouco valorizados. Precisamos avaliar as condições de ventilação, de arejamento, de iluminação e de piso onde as nossas crianças estão. Verificar se há banheiros em número ideal, ver como é feita a higiene do ambiente. Saber qual tem sido o envolvimento dos pais e da comunidade com a instituição.             É preciso destacar que ainda existem profissionais dedicados e criativos, que ainda existem alunos interessados, que existe um potencial imenso de criatividade e que o choque de gerações deve melhorar os relacionamentos e não causar distanciamento.             Essencial eleger a leitura como pilar para o desenvolvimento das atividades, de provocar a curiosidade com livros e mais livros. De falar sobre a liberdade de pensar e de se responsabilizar pelo pensamento, de falar sobre como mudar e como transformar o mundo.             Lembramos que escola não é depósito de crianças para os pais poderem trabalhar, a educação deve começar em casa, com o ensino do respeito e da gentileza e que o convívio com pessoas da mesma faixa de idade será importante para os nossos filhos.             Temos muito a fazer. Por isso, convido a todos que estão lendo este texto a conhecer a escola de seus filhos, ou a escola mais próxima de sua casa. Se possível, seja um voluntário. Ajudem a fazer diferença para construir um mundo melhor.   Relator:Fausto Flor CarvalhoPresidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São PauloCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">            Dia 15 de março é o Dia da Escola. Para um país continental como é o nosso Brasil, cheio de variações regionais, de diferentes culturas, com diversidade de sotaques, quando falamos em escola, qual escola nós estamos nos referindo?</p>
<p style="text-align: justify;">            Existem escolas públicas, particulares, civis, militares, as que estão em regiões nobres, outras em periferias e subúrbios e algumas na zona rural, no sertão ou dentro da floresta. Há escolas com paredes de madeira, outras de alvenaria, algumas em containers de metal, outras quase sem estrutura alguma.</p>
<p style="text-align: justify;">            Se queremos realmente um país melhor, mais justo, com mais oportunidades e que se desenvolva com prosperidade, precisamos olhar para dentro das nossas escolas. Infelizmente encontramos nelas profissionais cansados, sobrecarregados, pouco valorizados. Precisamos avaliar as condições de ventilação, de arejamento, de iluminação e de piso onde as nossas crianças estão. Verificar se há banheiros em número ideal, ver como é feita a higiene do ambiente. Saber qual tem sido o envolvimento dos pais e da comunidade com a instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">            É preciso destacar que ainda existem profissionais dedicados e criativos, que ainda existem alunos interessados, que existe um potencial imenso de criatividade e que o choque de gerações deve melhorar os relacionamentos e não causar distanciamento.</p>
<p style="text-align: justify;">            Essencial eleger a leitura como pilar para o desenvolvimento das atividades, de provocar a curiosidade com livros e mais livros. De falar sobre a liberdade de pensar e de se responsabilizar pelo pensamento, de falar sobre como mudar e como transformar o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">            Lembramos que escola não é depósito de crianças para os pais poderem trabalhar, a educação deve começar em casa, com o ensino do respeito e da gentileza e que o convívio com pessoas da mesma faixa de idade será importante para os nossos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">            Temos muito a fazer. Por isso, convido a todos que estão lendo este texto a conhecer a escola de seus filhos, ou a escola mais próxima de sua casa. Se possível, seja um voluntário. Ajudem a fazer diferença para construir um mundo melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fausto Flor Carvalho<br />Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Encontro com o Especialista debateu o uso da melatonina em pediatria</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-debateu-o-uso-da-melatonina-em-pediatria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 12:47:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto divulgado em 20/09/2024 No dia 17 de setembro foi realizado o Encontro com o Especialista &#8211; Melatonina em Pediatria – Quando usar?, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP, o evento, dirigido a pediatras, teve por objetivo discutir quando utilizar a melatonina em pediatria. Coordenado por Cristiane Fumo dos Santos, presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da SPSP, que coordenou e moderou a mesa, o Encontro com o Especialista contou, ainda, com a participação de Clarissa Bueno, vice-presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente. Com um público de 34 espectadores, os temas discutidos no evento foram Conceitos básicos em medicina do sono e Afinal, quais as indicações de melatonina em pediatria?. Ao término da atividade, as especialistas responderam dúvidas do público enviadas pelo chat. A gravação deste Encontro com o Especialista está disponível no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).</p>
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<p style="font-weight: 400;">Texto divulgado em 20/09/2024</p>
<hr />
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">No dia 17 de setembro foi realizado o <em>Encontro com o Especialista &#8211; Melatonina em Pediatria – Quando usar?</em>, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP, o evento, dirigido a pediatras, teve por objetivo discutir quando utilizar a melatonina em pediatria.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Coordenado por Cristiane Fumo dos Santos, presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da SPSP, que coordenou e moderou a mesa, o Encontro com o Especialista contou, ainda, com a participação de Clarissa Bueno, vice-presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Com um público de 34 espectadores, os temas discutidos no evento foram <strong>Conceitos básicos em medicina do sono</strong> e <strong>Afinal, quais as indicações de melatonina em pediatria?</strong>. Ao término da atividade, as especialistas responderam dúvidas do público enviadas pelo chat.</p>
<p style="font-weight: 400;">A gravação deste Encontro com o Especialista está disponível no portal SPSP Educa (<a href="http://www.spspeduca.org.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.spspeduca.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1726916801517000&amp;usg=AOvVaw275evdgprHRObeV8y_lAK6">www.spspeduca.org.br</a>).</p>
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		<title>Por que falar de bullying?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/por-que-falar-de-bullying/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 18:17:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-bullying-escolar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-bullying-escolar-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-bullying-escolar-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Chegamos a mais um Dia Mundial de Combate ao Bullying, instituído em 20 de outubro. E por que precisamos de um dia para isto? Por que falar de bullying? Isso não existe desde sempre? Bullying é</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/por-que-falar-de-bullying/">Por que falar de bullying?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-bullying-escolar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-bullying-escolar-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-bullying-escolar-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos a mais um Dia Mundial de Combate ao <em>Bullying</em>, instituído em 20 de outubro. E por que precisamos de um dia para isto? Por que falar de <em>bullying</em>? Isso não existe desde sempre?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bullying</em> é a situação em que uma pessoa promove o abuso de outra através da desigualdade de forças, de papéis, em que o agressor usa força física, ou constrangimento, para receber favores da vítima. Este tipo de situação é bastante frequente no âmbito escolar e não é novidade para ninguém. O <em>bullying</em> existe há muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas décadas, o assunto tem ganho mais atenção, por estar cada vez mais presente nas escolas e ruas, além de ter ganho uma nova proporção com o “extravasamento” do <em>bullying</em> pelas redes sociais, o chamado <em>cyberbullying</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta nova vertente traz um agravamento das consequências para o agredido, pois este fica exposto não apenas nas situações internas da escola, como pode ser vítima de agressão por pessoas desconhecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Traumas psicológicos, baixa autoestima, dificuldade de reconhecimento de sua própria identidade acabam afetando as vítimas, podendo contribuir para situações como autoagressão, depressão e tentativas de suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos lembrar que o agressor também costuma ser vítima de violência, às vezes em casa ou em outros locais. Por isso é preciso atenção tanto ao agressor quanto à vítima.</p>
<p style="text-align: justify;">A triste realidade é que muitos pais estão fora de casa, trabalhando e acabam desconectados com o que está acontecendo com seus filhos. Os pais precisam participar da vida escolar de seus filhos e frequentar as escolas. As equipes escolares devem estar atentas a sinais de violência e de desigualdade. Propor atividades em grupos, exaltando a importância do companheirismo e da participação pode ajudar a atenuar o problema. Ter canais abertos para denúncias e acolhimento de quem vivencia situações de <em>bullying</em> é essencial para minimizar a questão.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Relator:</strong><strong><br />Fausto Flor Carvalho<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/por-que-falar-de-bullying/">Por que falar de bullying?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<item>
		<title>Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-nacional-de-combate-ao-bullying-e-a-violencia-nas-escolas-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2023 18:07:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Dia 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência. Neste ano, a data nos leva a refletir sobre os casos ocorridos nas últimas semanas em São Paulo, no</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-nacional-de-combate-ao-bullying-e-a-violencia-nas-escolas-2/">Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/04/Imagem-Bullying-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p style="text-align: justify;">Dia 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao <em>Bullying</em> e à Violência. Neste ano, a data nos leva a refletir sobre os casos ocorridos nas últimas semanas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.</p>
<p style="text-align: justify;">A violência que ocorre na escola é reflexa à violência que acontece na sociedade, pois a escola é apenas um ecossistema pertencente ao todo. E a forma mais frequente que se apresenta na escola é o <em>bullying.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O <em>bullying</em>, termo usado na língua inglesa, identifica a situação em que uma ou mais pessoas são submetidas à agressão física, moral ou verbal e cujas vítimas são humilhadas, ameaçadas, maltratadas, podendo gerar sintomas físicos, psicológicos e até dificuldade de convívio social.</p>
<p style="text-align: justify;">A escola costuma ser o primeiro ambiente social em que a criança convive fora do lar. Nela, precisa aprender a conviver com os colegas (seus pares) e passará da atenção individualizada da família para o convívio coletivo com uma supervisão mais generalizada.</p>
<p style="text-align: justify;">No início da escolarização é comum a criança visualizar na professora/tutora uma “segunda mãe”, uma pessoa a quem é importante ter afeto e conquistar sua atenção &#8211; no entanto, terá que disputá-la com diversas crianças, o que pode facilitar o surgimento de atritos.</p>
<p style="text-align: justify;">É essencial para evitar o <em>bullying</em> que pais e responsáveis convivam com seus filhos e que conheçam a equipe escolar, assim como participem das atividades que envolvam as crianças e as famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">Construir uma boa autoestima, trabalhar as inseguranças que são próprias da infância, mostrar respeito pelos professores e por toda a equipe escolar são fundamentais, pois as crianças aprendem pelo exemplo e pela confiança. Trabalhar atividades com outras crianças da mesma faixa etária com supervisão de adultos confiáveis também ajuda no processo de amadurecimento social.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveitando a comoção social que vem acontecendo com os casos bárbaros de violência recente, é essencial que cada escola discuta internamente e com a sociedade ao seu entorno, com pais, com associações de bairros, como enfrentar as situações de violência.</p>
<p style="text-align: justify;">A constituição de comissões permanentes de prevenção de acidentes e violência é uma estratégia interessante para trabalhar o tema.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existem respostas fáceis à violência, porém a construção de debates que possam permitir trocas é fundamental. Exercer a tolerância e a democracia é essencial nestes momentos e orientar os filhos para isto seja, talvez, a mais importante lição que podemos realizar, a fim de prevenir a escalada de violência que nos afeta.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:</strong><strong><br /></strong><strong>Fausto Flor Carvalho<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-nacional-de-combate-ao-bullying-e-a-violencia-nas-escolas-2/">Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Dia Internacional do Estudante</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-internacional-do-estudante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2022 18:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Educadores]]></category>
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		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Ocupação Nazista]]></category>
		<category><![CDATA[Pão]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-estudantes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-estudantes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-estudantes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Thomas Hobbes cunhou uma frase que permanece verdadeira e viva até os dias de hoje: conhecimento é poder. O Dia Internacional do Estudante surgiu dentro de um cenário de luta dos que tinham poder e queriam abafar as poderosas vozes de estudantes e professores, detentores de um conhecimento que incomodava – liberdade e justiça.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-estudantes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-estudantes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-estudantes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Thomas Hobbes cunhou uma frase que permanece verdadeira e viva até os dias de hoje: conhecimento é poder. O Dia Internacional do Estudante surgiu dentro de um cenário de luta dos que tinham poder e queriam abafar as poderosas vozes de estudantes e professores, detentores de um conhecimento que incomodava – liberdade e justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa data homenageia a memória de um grupo de estudantes da antiga Tchecoslováquia, que lutou contra as tropas nazistas que invadiram o país na Segunda Guerra Mundial. No dia 28 de outubro de 1939, durante a ocupação nazista, estudantes da Universidade Carolina em Praga fizeram uma manifestação para comemorar o 21º aniversário da independência da República da Tchecoslováquia. O movimento foi brutalmente reprimido pelos alemães: 15 estudantes ficaram feridos e um morreu no hospital. As forças invasoras permitiram que a família e amigos realizassem o funeral do estudante morto, com uma procissão no centro de Praga, que se transformou numa demonstração contra a ocupação nazista. Em represália, as universidades foram fechadas, mais de 1.200 estudantes foram deportados para o campo de concentração de Sachsenhausen. No dia 17 de novembro de 1939, oito estudantes e um professor foram executados sem julgamento. As universidades permaneceram fechadas até o final da guerra. Em 1941, foi realizado em Londres, no Reino Unido, o Conselho de Estudantes Internacionais. Nesse evento instituiu-se o Dia Internacional do Estudante, lembrando a data das execuções dos estudantes tchecos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudantes e escolas são a cara e a coroa de uma única moeda. Desempenham papéis diferentes e complementares. O papel do estudante é se tornar uma pessoa completa, aprender a conhecer o mundo, conhecer a si mesmo, conhecer pessoas e contribuir para se compreender e modificar a realidade, exercitar sua cidadania. Serão eles os novos profissionais, os novos educadores, os novos filósofos, os inventores de novas tecnologias, os novos líderes, enfim, os que transformarão a realidade recebida e construirão o futuro para a geração seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">As escolas, mais do que ensinar a ler, a escrever e a projetar uma carreira profissional, contribuem para que as pessoas desenvolvam valores éticos, morais e políticos, bem como o senso crítico, tão necessário para a vivência em sociedade. É papel da escola educar (e da família também), que para Rubem Alves é “mostrar a vida a quem ainda não a viu”.</p>
<p style="text-align: justify;">As nossas crianças, entretanto, estão vendo uma realidade que precisa ser decodificada por pais e educadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar que uma escola possa ser insegura para os nossos filhos parece bizarro e assustador, uma vez que queremos que a frequentem por ser fundamental para o seu desenvolvimento. Entregamos à escola a tarefa de ser participante e copromotora desse desenvolvimento. A violência social que se infiltra intramuros da escola tem um fator de agravo real e preocupante – a falta do Pão.</p>
<p style="text-align: justify;">A singeleza da palavra pão não traduz a grandeza do símbolo. Pão é alimento. Pão é vital para a sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">A insegurança alimentar paira, hoje, sobre um enorme contingente de pessoas espalhadas pelo mundo. Aliás, estão à nossa porta, diante de nossos olhos. Na rua em que circulamos. A desnutrição aguda é triste, a crônica é cruel. Ambas acarretam consequências ao indivíduo. Quando acomete crianças, o cenário se torna ainda mais dramático. Quanto mais precocemente se instala e duradoura é, piores são as sequelas que pode acarretar, pois pode comprometer de forma consistente o futuro do indivíduo.</p>
<p style="text-align: justify;">“Quem tem fome, tem pressa” – esta frase famosa do sociólogo Herbert de Souza (Betinho) – 1935-1997, dita tempos atrás, já nos alertava para esse grave problema social – a Fome.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos “bicudos” de escassez, de insegurança alimentar, dentro de um mundo ansiogênico e ameaçador, a Escola passa a ser um bom lugar para alimentar a alma, o espírito e o corpo de nossos estudantes.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Dia Mundial de Combate ao Bullying</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-de-combate-ao-bullying/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 20:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Combate ao Bullying]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Cyberbullying]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas]]></category>
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		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-Bullying-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-Bullying-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-Bullying-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial de Combate ao Bullying, 20 de outubro, é um momento oportuno para refletir e buscar soluções, reconhecendo que esse tipo de agressão é uma violação dos direitos das crianças e adolescentes à educação, à saúde e ao bem-estar. A data tem o intuito de fortalecer parcerias e iniciativas que acelerem o progresso para prevenir e eliminar esse tipo de violência. O bullying em ambientes educacionais é uma realidade cotidiana e nega a milhões de crianças e jovens o direito humano fundamental à educação. Uma estimativa da Plan International sugere que 246 milhões de crianças e adolescentes sofrem violência dentro e ao redor da escola todos os anos. No Brasil, na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) realizada em 2019, cerca de 23,0% dos estudantes se sentiram humilhados pelos colegas duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa. As meninas foram quem mais mencionaram os ataques e os motivos mais frequentes foram: aparência do corpo, aparência do rosto e cor ou raça. Também são alvos constantes de bullying alunos percebidos como não conformes às normas sexuais e de gênero predominantes. Atuaram como autores de bullying 12,0%, com proporções maiores entre o sexo masculino do que feminino. Em relação ao cyberbullying, 13,2% dos escolares já foram intimidados nas redes sociais. O bullying pode afetar a todos que participam, sejam alvos, testemunhas ou mesmo agentes de bullying. Crianças e adolescentes que são alvos de bullying podem experimentar problemas de saúde física, psicológica, social e acadêmica. São mais propensos a experimentar: depressão, ansiedade, aumento dos sentimentos de tristeza e solidão, mudanças nos padrões de sono e alimentação e perda de interesse em atividades de que costumavam gostar. Diminuição do desempenho acadêmico deve ser sempre um sinal de alerta e está associada a risco aumentado de abandono escolar. O bullying e o cyberbullying, quando associados à depressão, negligências e outras violências, levam a maior chance de autolesão não suicida e suicídio. O risco pode aumentar ainda mais quando os alvos não são apoiados pelos pais, colegas e escolas.  Testemunhar bullying aumenta o risco para o uso de cigarro, álcool ou outras drogas; assim como para depressão, ansiedade e abandono escolar. Autores de bullying não devem ser negligenciados de cuidados, pois têm maior chance de abuso de álcool e outras drogas na adolescência e na idade adulta, iniciar atividade sexual precoce e abandono escolar. A sensação de poder experimentada nos atos de bullying pode levar a se envolver em brigas, vandalizar propriedades, ser abusivo com seus parceiros românticos, cônjuges ou filhos quando adultos, além de condenações criminais. Os pais devem estar atentos às mudanças de seus filhos em relação à escola, principalmente à queda de rendimento escolar e a queixas físicas, como dores e mal-estares, que dificultam a ida à escola ou que motivam frequentes retornos para casa. Para as crianças e adolescentes é muito difícil falar sobre o bullying ou o cyberbullying, muitas vezes por temerem as consequências caso os pais conversem sobre o tema na escola e isso chegue ao conhecimento dos autores, levando à intensificação dos atos. Os pais não devem minimizar os fatos e não devem incentivar a violência física como meio de resolução do problema. Devem ouvir com calma a história, saber desde quando ocorre e o sentimento do filho em relação ao fato. Procurar entender se existe desequilíbrio de poder, ou seja, o alvo sente que o agente de bullying é mais poderoso que ele. Desequilíbrio de poder não se limita apenas à força física: se a criança ou o adolescente sentir que há um desequilíbrio de poder, provavelmente há. Os pais precisam auxiliar seus filhos a solucionar o bullying e conversar com a escola é fundamental. Devem pedir que a escola mostre o plano de ação que ela tem para resolução de conflitos. O principal erro, muitas vezes, é colocar frente a frente o alvo e o agente do bullying: como sempre há um desequilíbrio de poder, o alvo vai se sentir muito mais intimidado com esse procedimento. Os pais, sempre que possível, devem buscar ajuda de um pediatra ou profissional da saúde mental para auxiliar na resolução do bullying. As escolas que não são seguras ou inclusivas violam o direito à educação consagrado na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança; e infringem a Convenção contra a Discriminação na Educação, que visa eliminar a discriminação e promover a adoção de medidas que assegurem a igualdade de oportunidades e tratamento. Garantir que todas as crianças, adolescentes e jovens tenham acesso a ambientes de aprendizagem seguros, inclusivos e que promovam a saúde é uma prioridade estratégica para uma sociedade próspera e igualitária. Nota: A UNESCO designou a primeira quinta-feira de novembro de cada ano como o “Dia Internacional Contra a Violência e o Bullying na Escola, incluindo o Cyberbullying”, reconhecendo, assim, que a violência no ambiente escolar em todas as suas formas é uma violação aos direitos das crianças e adolescentes à educação, saúde e bem-estar. Este dia tem como objetivo conscientizar em escala global o problema do bullying, suas consequências e a necessidade de combatê-lo. Saiba mais: https://www.unesco.org/en/days/against-school-violence-and-bullying Relatora:Elizete Prescinotti AndradePresidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-mundial-de-combate-ao-bullying/">Dia Mundial de Combate ao Bullying</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-Bullying-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-Bullying-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/Imagem-Bullying-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial de Combate ao Bullying, 20 de outubro, é um momento oportuno para refletir e buscar soluções, reconhecendo que esse tipo de agressão é uma violação dos direitos das crianças e adolescentes à educação, à saúde e ao bem-estar. A data tem o intuito de fortalecer parcerias e iniciativas que acelerem o progresso para prevenir e eliminar esse tipo de violência.</p>
<p style="text-align: justify;">O bullying em ambientes educacionais é uma realidade cotidiana e nega a milhões de crianças e jovens o direito humano fundamental à educação. Uma estimativa da Plan International sugere que 246 milhões de crianças e adolescentes sofrem violência dentro e ao redor da escola todos os anos.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) realizada em 2019, cerca de 23,0% dos estudantes se sentiram humilhados pelos colegas duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa. As meninas foram quem mais mencionaram os ataques e os motivos mais frequentes foram: aparência do corpo, aparência do rosto e cor ou raça. Também são alvos constantes de bullying alunos percebidos como não conformes às normas sexuais e de gênero predominantes. Atuaram como autores de bullying 12,0%, com proporções maiores entre o sexo masculino do que feminino. Em relação ao cyberbullying, 13,2% dos escolares já foram intimidados nas redes sociais. O bullying pode afetar a todos que participam, sejam alvos, testemunhas ou mesmo agentes de bullying.</p>
<p style="text-align: justify;">Crianças e adolescentes que são alvos de bullying podem experimentar problemas de saúde física, psicológica, social e acadêmica. São mais propensos a experimentar: depressão, ansiedade, aumento dos sentimentos de tristeza e solidão, mudanças nos padrões de sono e alimentação e perda de interesse em atividades de que costumavam gostar. Diminuição do desempenho acadêmico deve ser sempre um sinal de alerta e está associada a risco aumentado de abandono escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">O bullying e o cyberbullying, quando associados à depressão, negligências e outras violências, levam a maior chance de autolesão não suicida e suicídio. O risco pode aumentar ainda mais quando os alvos não são apoiados pelos pais, colegas e escolas. </p>
<p style="text-align: justify;">Testemunhar bullying aumenta o risco para o uso de cigarro, álcool ou outras drogas; assim como para depressão, ansiedade e abandono escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">Autores de bullying não devem ser negligenciados de cuidados, pois têm maior chance de abuso de álcool e outras drogas na adolescência e na idade adulta, iniciar atividade sexual precoce e abandono escolar. A sensação de poder experimentada nos atos de bullying pode levar a se envolver em brigas, vandalizar propriedades, ser abusivo com seus parceiros românticos, cônjuges ou filhos quando adultos, além de condenações criminais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pais devem estar atentos às mudanças de seus filhos em relação à escola, principalmente à queda de rendimento escolar e a queixas físicas, como dores e mal-estares, que dificultam a ida à escola ou que motivam frequentes retornos para casa. Para as crianças e adolescentes é muito difícil falar sobre o bullying ou o cyberbullying, muitas vezes por temerem as consequências caso os pais conversem sobre o tema na escola e isso chegue ao conhecimento dos autores, levando à intensificação dos atos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pais não devem minimizar os fatos e não devem incentivar a violência física como meio de resolução do problema. Devem ouvir com calma a história, saber desde quando ocorre e o sentimento do filho em relação ao fato. Procurar entender se existe desequilíbrio de poder, ou seja, o alvo sente que o agente de bullying é mais poderoso que ele. Desequilíbrio de poder não se limita apenas à força física: se a criança ou o adolescente sentir que há um desequilíbrio de poder, provavelmente há. Os pais precisam auxiliar seus filhos a solucionar o bullying e conversar com a escola é fundamental. Devem pedir que a escola mostre o plano de ação que ela tem para resolução de conflitos. O principal erro, muitas vezes, é colocar frente a frente o alvo e o agente do bullying: como sempre há um desequilíbrio de poder, o alvo vai se sentir muito mais intimidado com esse procedimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pais, sempre que possível, devem buscar ajuda de um pediatra ou profissional da saúde mental para auxiliar na resolução do bullying.</p>
<p style="text-align: justify;">As escolas que não são seguras ou inclusivas violam o direito à educação consagrado na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança; e infringem a Convenção contra a Discriminação na Educação, que visa eliminar a discriminação e promover a adoção de medidas que assegurem a igualdade de oportunidades e tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Garantir que todas as crianças, adolescentes e jovens tenham acesso a ambientes de aprendizagem seguros, inclusivos e que promovam a saúde é uma prioridade estratégica para uma sociedade próspera e igualitária.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota: A <span lang="PT">UNESCO designou a primeira quinta-feira de novembro de cada ano como o “Dia Internacional Contra a Violência e o Bullying na Escola, incluindo o Cyberbullying”, reconhecendo, assim, que a violência no ambiente escolar em todas as suas formas é uma violação aos direitos das crianças e adolescentes à educação, saúde e bem-estar. Este dia tem como objetivo conscientizar em escala global o problema do bullying, suas consequências e a necessidade de combatê-lo.</span></p>
<p><span lang="PT">Saiba mais:</span></p>
<pre><span lang="PT"><a href="https://www.unesco.org/en/days/against-school-violence-and-bullying" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.unesco.org/en/days/against-school-violence-and-bullying&amp;source=gmail&amp;ust=1668701811962000&amp;usg=AOvVaw0Bm6ffJIuq6b8pTw0St6Ua">https://www.unesco.org/en/<wbr />days/against-school-violence-<wbr />and-bullying</a><br /><br /></span></pre>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Elizete Prescinotti Andrade<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-mundial-de-combate-ao-bullying/">Dia Mundial de Combate ao Bullying</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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