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	<title>Arquivos filhos - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos filhos - SPSP</title>
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		<title>Como melhorar o sono das crianças e adolescentes?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/como-melhorar-o-sono-das-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 18:24:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-Mundial-do-Sono-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-Mundial-do-Sono-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-Mundial-do-Sono-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Dia-Mundial-do-Sono-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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<p style="text-align: justify;">Aproveitamos o Dia Mundial do Sono, que acontece no dia 14 de março, para dar algumas dicas aos pais e cuidadores das crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, é importante saber que o padrão do sono varia de acordo com cada fase da vida e, por isso, é necessário ter conhecimento das suas diferenças e respeitá-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, precisamos reforçar que o sono é uma necessidade do corpo humano e não podemos evitá-la. Quanto melhor cuidarmos dele, mais benefícios entregamos aos nossos filhos, melhor vai ser seu desenvolvimento, seu comportamento durante o dia e melhor será sua saúde como um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">A respeito das diferenças, é preciso saber que os bebês têm necessidade de dormir durante o dia, além do período noturno, ou seja, necessitam de cochilos diurnos. A quantidade vai reduzindo conforme o passar dos meses e anos, até em torno dos cinco a seis anos, em que já não é mais esperado que as crianças durmam durante o dia. Caso percebam que seu filho sente sono durante o dia a partir dessa idade, é importante conversar sobre isso com o pediatra de seu filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser que esteja ocorrendo algum desajuste na rotina, que poderá ser melhorado com algumas orientações. Dentre elas estão:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Garantir uma regularidade de horários de ir dormir e acordar, tanto durante a semana quanto nos finais de semana e férias. Afinal, o nosso cérebro não sabe quando é segunda-feira ou quando é sábado;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Praticar atividades e brincadeiras relaxantes nos momentos que antecedem o deitar na cama, assim como evitar aquelas que sejam mais intensas e enérgicas. Os adolescentes devem evitar consumir bebidas cafeinadas, como café, refrigerante e energético, de seis a oito horas antes do início do sono;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Evitar exposição a telas antes de dormir e isso inclui: celular, televisão, computador, videogame;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Estabelecer uma rotina noturna com atividades sequenciais que ajudem a criança a relaxar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas lembrem-se: os horários de regulação de sono dos bebês são diferentes das crianças, que são diferentes dos adolescentes e também dos adultos. O ideal é que a rotina seja adaptada para cada membro da família de acordo com cada faixa etária.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra informação importante é que todas essas dicas só funcionarão se tivermos o ambiente adequado para uma boa noite de sono, o que inclui:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Quarto escuro</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Ambiente silencioso</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Temperatura do quarto fresca</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Colchão confortável e seguro.</p>
<p style="text-align: justify;">Observem se a noite de sono dos seus filhos será melhor após seguir essas dicas. Caso não percebam melhora, procurem ajuda do pediatra, que poderá indicar um especialista.</p>
<p style="text-align: justify;">Bons sonhos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Beatriz Soares de Azevedo Sardano<br />Presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP</strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Um convite ao cuidado, ao diálogo e à prevenção</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-convite-ao-cuidado-ao-dialogo-e-a-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 12:09:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no vício]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado em 20 de fevereiro, é mais do que uma data no calendário: é um alerta para famílias, escolas e toda a sociedade sobre</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado em 20 de fevereiro, é mais do que uma data no calendário: é um alerta para famílias, escolas e toda a sociedade sobre um tema que começa cada vez mais cedo e pode impactar profundamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que falar sobre isso desde cedo?</p>
<p style="text-align: justify;">O uso de álcool e outras drogas na adolescência traz riscos severos e muitas vezes irreversíveis, pois ocorre em uma fase crítica de maturação cerebral. O cérebro humano continua em desenvolvimento até cerca dos 25 anos. Durante a infância e a adolescência, áreas fundamentais para tomada de decisões, controle dos impulsos, planejamento e avaliação de riscos ainda estão amadurecendo. O uso precoce de álcool e outras drogas pode interferir nesse processo e aumentar o risco de desenvolver problemas de memória e atenção, ansiedade e depressão, psicose – incluindo esquizofrenia, comportamentos de risco e dependência química na vida adulta (quanto mais cedo o início de uso de drogas, maior o risco de dependência, do desenvolvimento de transtornos mentais associados e de alterações de comportamento).</p>
<p style="text-align: justify;">Álcool também é droga e das mais perigosas para adolescentes. Existe uma falsa ideia de que o álcool é “menos grave” por ser legalizado. Seu uso está associado a maior impulsividade, redução da capacidade de julgamento, exposição a acidentes, violências, relações sexuais desprotegidas e a maior chance de experimentar outras substâncias. Nenhuma quantidade é segura para adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O maior fator de proteção ainda mora dentro de casa: o vínculo familiar é uma das mais poderosas medidas de segurança. O adolescente que se sente ouvido, que tem espaço para conversar sem medo, apresenta menor risco de uso de álcool e drogas. O exemplo fala ainda mais alto. Crianças aprendem muito mais pelo que observam do que pelo que escutam. Portanto, vale a reflexão: como o álcool aparece na rotina da família? Ele está associado à diversão obrigatória? Existe consumo exagerado em frente aos filhos? A família é um espaço de proteção, quando os pais se preocupam com as atitudes dos filhos e os desencorajam a atitudes consideradas de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Prevenir o uso de drogas não significa criar uma redoma, mas formar jovens capazes de fazer escolhas seguras mesmo quando os pais não estão por perto. Muitos pais têm receio de abordar o assunto por medo de “dar ideias”. A ciência mostra exatamente o oposto: crianças e adolescentes que conversam abertamente com seus pais têm menor risco de uso precoce de álcool e drogas. A disponibilidade de informações, adquiridas por diálogos e observação acerca do consumo de drogas e suas complicações, e os laços afetivos entre pais e filhos são importantes para a redução das possibilidades do uso das drogas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para você que é adolescente e está lendo este texto:</p>
<p style="text-align: justify;">Ser independente não é fazer tudo que os outros fazem: é ter coragem de dizer não e de fazer o que é melhor para você. Você tem uma vida inteira pela frente. Não arrisque!!!</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, transforme o silêncio em conversa, o medo em orientação e a informação em proteção.</p>
<p style="text-align: justify;">De olho no vício!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Alcohol e-cigarettes, cannabis: concerning trends in adolescent substance use, shows new WHO/Europe report. Disponível em: <a href="https://www.who.int/europe/news/item/25-04-2024-alcohol--e-cigarettes--cannabis--concerning-trends-in-adolescent-substance-use--shows-new-who-europe-report">https://www.who.int/europe/news/item/25-04-2024-alcohol&#8211;e-cigarettes&#8211;cannabis&#8211;concerning-trends-in-adolescent-substance-use&#8211;shows-new-who-europe-report</a></li>
<li>Monteiro MG. Alcohol and public health in the Americas: a case for action. Washington, D.C: PAHO, © 2007. Disponível em -https://www.who.int/docs/default-source/substance-use/alcohol-public-health-americas.pdf?sfvrsn=9227a4f_2</li>
<li>WHO: Neurociencia del consumo y dependencia de sustancias psicoactivas. Washington, D.C: OPS© 2005. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/substance-use/neuroscience-spanish.pdf</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-convite-ao-cuidado-ao-dialogo-e-a-prevencao/">Um convite ao cuidado, ao diálogo e à prevenção</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Um gesto que transforma a vida!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-gesto-que-transforma-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2025 10:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 27 de setembro celebramos o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para reforçar a importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo. Quando falamos em transplante, pensamos com frequência em adultos, mas é fundamental lembrar que crianças e adolescentes também podem ser doadores e receptores. Para muitos deles, o transplante representa a única chance de viver, crescer e se desenvolver plenamente. A lista de espera por órgãos no Brasil é longa, e, entre os milhares de pacientes cadastrados, há meninos e meninas em idade escolar, bebês e adolescentes que convivem diariamente com doenças graves do coração, fígado, pulmões ou rins. No caso da nefrologia pediátrica, por exemplo, o transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica em estágio terminal, permitindo uma vida mais próxima do normal do que a terapia dialítica poderia oferecer. Ao contrário do que muitos pensam, no Brasil a doação de órgãos por crianças e adolescentes de qualquer idade é possível, com a autorização da família após a morte do menor. Isso significa que não basta expressar em vida o desejo de ser doador, mas que também é fundamental conversar abertamente sobre o assunto com os familiares. Esse diálogo pode ser transformador, especialmente quando envolve pais e filhos. Crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre empatia, solidariedade e cidadania quando presenciam seus responsáveis tratando desse tema com clareza e sensibilidade. No contexto pediátrico, há uma particularidade: pais podem autorizar a doação de órgãos dos filhos menores em situações de morte encefálica confirmada. Trata-se de uma decisão extremamente delicada, mas que pode significar esperança para várias outras crianças e adolescentes. Muitas famílias que aceitaram a doação relatam que esse gesto trouxe conforto diante da dor da perda, por saberem que parte de seu filho continua vivendo em outra criança. O transplante de órgãos na infância não significa apenas salvar uma vida. Ele representa a possibilidade de ir à escola, brincar, praticar esportes, fazer planos para o futuro. É devolver à infância aquilo que a doença havia limitado. Para os adolescentes, significa retomar o caminho para a vida adulta com maior independência e qualidade de vida. Na nefrologia pediátrica, acompanhamos de perto histórias de crianças que dependiam de sessões frequentes de diálise, com restrições severas na alimentação e no cotidiano. Após o transplante, essas mesmas crianças conseguem brincar, viajar com a família e planejar uma vida mais livre. É difícil imaginar um contraste mais nítido entre a limitação e a possibilidade. O pediatra, que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida, tem um papel fundamental na educação em saúde sobre doação de órgãos. Ele pode orientar pais e responsáveis, esclarecer dúvidas, desmistificar medos e reforçar que a doação é um ato seguro, ético e cercado de critérios médicos rigorosos. Além disso, o pediatra pode ser um elo entre famílias e equipes de transplante, ajudando na identificação precoce de doenças graves que podem evoluir para necessidade de transplante. Como falar sobre doação de órgãos com crianças e adolescentes? A maneira de abordar o tema deve respeitar a idade e o grau de compreensão da criança: Para os pequenos, podemos falar em linguagem simples, destacando a ideia de que doar é ajudar outra pessoa a ficar bem. Já com os adolescentes, é possível discutir de forma mais direta, incluindo informações sobre cidadania, empatia e responsabilidade social. Essas conversas abrem espaço para formar uma geração mais consciente e solidária. O Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma oportunidade para refletirmos sobre como cada um de nós pode fazer a diferença. Declarar-se doador é um gesto simples, mas com impacto imensurável. No caso das crianças e adolescentes que aguardam na fila, cada doação significa a chance de uma vida inteira pela frente. Como médicos e cidadãos, temos a responsabilidade de difundir essa mensagem. A doação de órgãos não é apenas um ato de generosidade: é a concretização da esperança. Que possamos, juntos, transformar essa esperança em realidade para milhares de crianças e adolescentes.   Relator: Flavio de Oliveira IharaSecretário do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 27 de setembro celebramos o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para reforçar a importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo. Quando falamos em transplante, pensamos com frequência em adultos, mas é fundamental lembrar que crianças e adolescentes também podem ser doadores e receptores. Para muitos deles, o transplante representa a única chance de viver, crescer e se desenvolver plenamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A lista de espera por órgãos no Brasil é longa, e, entre os milhares de pacientes cadastrados, há meninos e meninas em idade escolar, bebês e adolescentes que convivem diariamente com doenças graves do coração, fígado, pulmões ou rins. No caso da nefrologia pediátrica, por exemplo, o transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica em estágio terminal, permitindo uma vida mais próxima do normal do que a terapia dialítica poderia oferecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do que muitos pensam, no Brasil a doação de órgãos por crianças e adolescentes de qualquer idade é possível, com a autorização da família após a morte do menor. Isso significa que não basta expressar em vida o desejo de ser doador, mas que também é fundamental conversar abertamente sobre o assunto com os familiares. Esse diálogo pode ser transformador, especialmente quando envolve pais e filhos. Crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre empatia, solidariedade e cidadania quando presenciam seus responsáveis tratando desse tema com clareza e sensibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No contexto pediátrico, há uma particularidade: pais podem autorizar a doação de órgãos dos filhos menores em situações de morte encefálica confirmada. Trata-se de uma decisão extremamente delicada, mas que pode significar esperança para várias outras crianças e adolescentes. Muitas famílias que aceitaram a doação relatam que esse gesto trouxe conforto diante da dor da perda, por saberem que parte de seu filho continua vivendo em outra criança.</p>
<p style="text-align: justify;">O transplante de órgãos na infância não significa apenas salvar uma vida. Ele representa a possibilidade de ir à escola, brincar, praticar esportes, fazer planos para o futuro. É devolver à infância aquilo que a doença havia limitado. Para os adolescentes, significa retomar o caminho para a vida adulta com maior independência e qualidade de vida. Na nefrologia pediátrica, acompanhamos de perto histórias de crianças que dependiam de sessões frequentes de diálise, com restrições severas na alimentação e no cotidiano. Após o transplante, essas mesmas crianças conseguem brincar, viajar com a família e planejar uma vida mais livre. É difícil imaginar um contraste mais nítido entre a limitação e a possibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O pediatra, que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida, tem um papel fundamental na educação em saúde sobre doação de órgãos. Ele pode orientar pais e responsáveis, esclarecer dúvidas, desmistificar medos e reforçar que a doação é um ato seguro, ético e cercado de critérios médicos rigorosos. Além disso, o pediatra pode ser um elo entre famílias e equipes de transplante, ajudando na identificação precoce de doenças graves que podem evoluir para necessidade de transplante.</p>
<p style="text-align: justify;">Como falar sobre doação de órgãos com crianças e adolescentes? A maneira de abordar o tema deve respeitar a idade e o grau de compreensão da criança: Para os pequenos, podemos falar em linguagem simples, destacando a ideia de que doar é ajudar outra pessoa a ficar bem. Já com os adolescentes, é possível discutir de forma mais direta, incluindo informações sobre cidadania, empatia e responsabilidade social. Essas conversas abrem espaço para formar uma geração mais consciente e solidária.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma oportunidade para refletirmos sobre como cada um de nós pode fazer a diferença. Declarar-se doador é um gesto simples, mas com impacto imensurável. No caso das crianças e adolescentes que aguardam na fila, cada doação significa a chance de uma vida inteira pela frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como médicos e cidadãos, temos a responsabilidade de difundir essa mensagem. A doação de órgãos não é apenas um ato de generosidade: é a concretização da esperança. Que possamos, juntos, transformar essa esperança em realidade para milhares de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Flavio de Oliveira Ihara<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretário do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP</strong></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-gesto-que-transforma-a-vida/">Um gesto que transforma a vida!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Dia dos Filhos em quatro palavras</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-dia-dos-filhos-em-quatro-palavras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 16:14:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia dos Filhos é celebrado todo dia 23 de setembro. Essa data comemorativa parece um tanto estranha; afinal, todo ser humano é filho (ou filha). Já nasce nessa condição, uma vez que não há vida humana fruto de geração espontânea. Nesse sentido, essa data poderia ser nomeada de ‘Dia do Ser Humano’. Então, qual é o objetivo dessa comemoração? A ciência, hoje, nos possibilita gerar descendentes sem que saibamos de que matriz genética o novo ser tenha vindo. As atuais técnicas de inseminação e fertilização garantem o sucesso dessa empreitada. Então, podemos ter filhos (ou filhas) que não sabem quem são seus pais biológicos. Hoje, ainda, necessitamos de um útero de mulher para gerar um novo ser humano. Em teoria e na ficção científica, entretanto, existe a possibilidade de que essa gestação se dê em úteros artificiais. Com o cenário descrito, a figura do(a) genitor(a) pode se tornar confusa e despersonalizada, esmaecendo o protagonismo e o glamour dessa função. Todos somos filhos(as), porém, nem todos os filhos(as) são pais ou mães. Uma palavra emerge da ‘desconstrução’ feita acima, neste texto – a palavra CUIDADO. Nossa espécie, diferentemente das outras, não produz descendentes aptos para a vida, plenos para o exercício da sua autonomia. Eles necessitam de cuidados por um período longo até ganharem a sua independência. Outra palavra aflora – DEPENDÊNCIA. Que ensino, então, deve ser resgatado na data que estamos comemorando? O que nasce frágil e despreparado necessita de cuidados que devem lhe ser prestados necessariamente, sob o risco de que, em faltando, a vida desse novo ser corre perigo. Há uma relação a ser desenvolvida entre um e outro – o que carece de cuidados e aqueles que os oferecem. Outra palavra surge – RELACIONAMENTO. Esse relacionamento, entretanto, é um processo peculiar, que deve ser urdido e fundamentado num elemento essencial – AFETO. Essa é mais uma palavra a chamar nossa atenção. Parece que estas quatro palavras salientadas dão sentido à comemoração deste dia: CUIDADO &#8211; DEPENDÊNCIA &#8211; RELACIONAMENTO &#8211; AFETO. Os filhos são um dom da vida e não uma posse, como bem lembrou o poeta: “Vossos filhos não são vossos filhos.São os filhos e as filhas do anelo da Vida por si mesma.Vêm através de vós, mas não de vós.E embora estejam convosco, a vós não pertencem.”¹ Filhos nos constrangem a amar e cuidar, educar sem aprisionar. Eles nos convidam a viver o amor de modo inteiro, mesmo nos gestos pequenos – um abraço, uma conversa, uma presença. Outro poeta já nos havia alertado: “Para ser grande, sê inteiro: nadaTeu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa. Põe quanto ésNo mínimo que fazes.Assim em cada lago a lua todaBrilha, porque alta vive”² O Dia dos Filhos tem como objetivo: Valorizar o papel dos filhos na vida familiar; Fortalecer vínculos afetivos entre pais, mães e filhos; Promover momentos de convivência e diálogo dentro da família; Ressaltar a importância do cuidado, da educação e do afeto na relação entre gerações. É, também, uma maneira de incentivar a reflexão sobre os direitos das crianças e adolescentes, aproximando o sentido da comemoração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).   Saiba mais: O profeta. Khalil Gibran, 1923. Odes (reunidas na edição de Poemas de Ricardo Reis, 1946. (Fernando Pessoa utilizou nessa obra um de seus heterônimos.)   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia dos Filhos é celebrado todo dia 23 de setembro. Essa data comemorativa parece um tanto estranha; afinal, todo ser humano é filho (ou filha). Já nasce nessa condição, uma vez que não há vida humana fruto de geração espontânea. Nesse sentido, essa data poderia ser nomeada de ‘Dia do Ser Humano’.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Então, qual é o objetivo dessa comemoração?</em></p>
<p style="text-align: justify;">A ciência, hoje, nos possibilita gerar descendentes sem que saibamos de que matriz genética o novo ser tenha vindo. As atuais técnicas de inseminação e fertilização garantem o sucesso dessa empreitada. Então, podemos ter filhos (ou filhas) que não sabem quem são seus pais biológicos. Hoje, ainda, necessitamos de um útero de mulher para gerar um novo ser humano. Em teoria e na ficção científica, entretanto, existe a possibilidade de que essa gestação se dê em úteros artificiais. Com o cenário descrito, a figura do(a) genitor(a) pode se tornar confusa e despersonalizada, esmaecendo o protagonismo e o glamour dessa função.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Todos somos filhos(as), porém, nem todos os filhos(as) são pais ou mães.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma palavra emerge da ‘desconstrução’ feita acima, neste texto – a palavra <strong>CUIDADO</strong>. Nossa espécie, diferentemente das outras, não produz descendentes aptos para a vida, plenos para o exercício da sua autonomia. Eles necessitam de cuidados por um período longo até ganharem a sua independência. Outra palavra aflora – <strong>DEPENDÊNCIA.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Que ensino, então, deve ser resgatado na data que estamos comemorando?</em></p>
<p style="text-align: justify;">O que nasce frágil e despreparado necessita de cuidados que devem lhe ser prestados necessariamente, sob o risco de que, em faltando, a vida desse novo ser corre perigo. Há uma relação a ser desenvolvida entre um e outro – o que carece de cuidados e aqueles que os oferecem. Outra palavra surge – <strong>RELACIONAMENTO</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse relacionamento, entretanto, é um processo peculiar, que deve ser urdido e fundamentado num elemento essencial – <strong>AFETO</strong>. Essa é mais uma palavra a chamar nossa atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que estas quatro palavras salientadas dão sentido à comemoração deste dia: <strong><em>CUIDADO</em></strong><em> <strong>&#8211;</strong> <strong>DEPENDÊNCIA &#8211; RELACIONAMENTO &#8211; AFETO</strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os filhos são um dom da vida e não uma posse, como bem lembrou o poeta:</p>
<p style="text-align: justify;">“Vossos filhos não são vossos filhos.<br />São os filhos e as filhas do anelo da Vida por si mesma.<br />Vêm através de vós, mas não de vós.<br />E embora estejam convosco, a vós não pertencem.”¹</p>
<p style="text-align: justify;">Filhos nos constrangem a amar e cuidar, educar sem aprisionar. Eles nos convidam a viver o amor de modo inteiro, mesmo nos gestos pequenos – um abraço, uma conversa, uma presença. Outro poeta já nos havia alertado:</p>
<p style="text-align: justify;">“Para ser grande, sê inteiro: nada<br />Teu exagera ou exclui.<br />Sê todo em cada coisa. Põe quanto és<br />No mínimo que fazes.<br />Assim em cada lago a lua toda<br />Brilha, porque alta vive”²</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia dos Filhos tem como objetivo: Valorizar o papel dos filhos na vida familiar; Fortalecer vínculos afetivos entre pais, mães e filhos; Promover momentos de convivência e diálogo dentro da família; Ressaltar a importância do cuidado, da educação e do afeto na relação entre gerações. É, também, uma maneira de incentivar a reflexão sobre os direitos das crianças e adolescentes, aproximando o sentido da comemoração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><em>O profeta</em>. Khalil Gibran, 1923.</li>
<li><em>Odes (</em>reunidas na edição de <em>Poemas de Ricardo Reis, </em>1946. (Fernando Pessoa utilizou nessa obra um de seus heterônimos.)</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fernando MF Oliveira<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>“Todas as mães se parecem, só muda o endereço.”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/todas-as-maes-se-parecem-so-muda-o-endereco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 11:52:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-das-Maes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-das-Maes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-das-Maes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Parafraseando essa frase conhecida, parabenizo todas as mulheres que exercem essa difícil e gratificante missão – a de cuidar de um novo ser. Tanto o desejo de ser mãe, quanto</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-das-Maes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-das-Maes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Dia-das-Maes-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Parafraseando essa frase conhecida, parabenizo todas as mulheres que exercem essa difícil e gratificante missão – a de cuidar de um novo ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto o desejo de ser mãe, quanto o amor incondicional de uma mãe para com o filho(a), sabe-se hoje, que não são tão naturais quanto se julgava antes. A maternagem é aprendida, tem que ser cultivada para florescer.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste mundo globalizado e interconectado, em boa parte das sociedades modernas, a mulher enfrenta um desafio maior do que antigamente, para o exercício do modo de ser mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje é mais desafiador para a mulher conciliar os diversos papéis a desempenhar: de mulher – inescapável e fundamental; de mãe – a cuidadora de um novo ser e promotora do seu desenvolvimento e crescimento; a de profissional – estar apta para o mercado de trabalho. Há um outro fenômeno que impacta nessa equação: o “encolhimento” da família, que hoje está cada vez mais restrita ao núcleo primário (pai, mãe e filhos). A família estendida (avós, tios e primos) convive cada vez menos e por pouco tempo com esse novo núcleo familiar. A maternagem (conjunto de práticas e cuidados da mãe para o filho, para garantir seu bem-estar físico, emocional e social), nesta nova realidade, pode recair com mais intensidade sobre a figura materna.</p>
<p style="text-align: justify;">Quero homenagear todas as mulheres que optaram pelo exercício da maternagem – tanto aquelas que geraram pela gravidez quanto aquelas que geraram pelo amor, em seus corações, uma nova criatura. Quero, através da ‘mãe pediatra’, minhas colegas de profissão, fazer essa justa homenagem. Tive a oportunidade de conviver no ambiente de trabalho com algumas colegas em seus diversos momentos de maternagem. Percebi as suas dores e angústias, suas preocupações, o cansaço físico e mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Pude acompanhar diversas separações da mãe em relação a seu filho(a): a primeira delas, grande e marcante, é a volta ao trabalho, após a licença-maternidade; distância que pode ser mitigada pela tecnologia maravilhosa do ‘big brother’ eletrônico – poder ver e falar com a criança por áudio e vídeo. Serve, também, para suavizar a saudade. A segunda separação, a ida para a escola, pode deixar a impressão de que o filho ou a filha estão ficando independentes. Esse é um dos paradoxos de ser mãe: “devo soltar, mas não quero soltar”. Acaba sendo uma contradição: o objetivo principal de toda maternagem é criar filhos para a vida e que sejam plenamente desenvolvidos, capazes e independentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>




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			</item>
		<item>
		<title>Que tipo de escola comemorar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/que-tipo-de-escola-comemorar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>            Dia 15 de março é o Dia da Escola. Para um país continental como é o nosso Brasil, cheio de variações regionais, de diferentes culturas, com diversidade de sotaques, quando falamos em escola, qual escola nós estamos nos referindo?             Existem escolas públicas, particulares, civis, militares, as que estão em regiões nobres, outras em periferias e subúrbios e algumas na zona rural, no sertão ou dentro da floresta. Há escolas com paredes de madeira, outras de alvenaria, algumas em containers de metal, outras quase sem estrutura alguma.             Se queremos realmente um país melhor, mais justo, com mais oportunidades e que se desenvolva com prosperidade, precisamos olhar para dentro das nossas escolas. Infelizmente encontramos nelas profissionais cansados, sobrecarregados, pouco valorizados. Precisamos avaliar as condições de ventilação, de arejamento, de iluminação e de piso onde as nossas crianças estão. Verificar se há banheiros em número ideal, ver como é feita a higiene do ambiente. Saber qual tem sido o envolvimento dos pais e da comunidade com a instituição.             É preciso destacar que ainda existem profissionais dedicados e criativos, que ainda existem alunos interessados, que existe um potencial imenso de criatividade e que o choque de gerações deve melhorar os relacionamentos e não causar distanciamento.             Essencial eleger a leitura como pilar para o desenvolvimento das atividades, de provocar a curiosidade com livros e mais livros. De falar sobre a liberdade de pensar e de se responsabilizar pelo pensamento, de falar sobre como mudar e como transformar o mundo.             Lembramos que escola não é depósito de crianças para os pais poderem trabalhar, a educação deve começar em casa, com o ensino do respeito e da gentileza e que o convívio com pessoas da mesma faixa de idade será importante para os nossos filhos.             Temos muito a fazer. Por isso, convido a todos que estão lendo este texto a conhecer a escola de seus filhos, ou a escola mais próxima de sua casa. Se possível, seja um voluntário. Ajudem a fazer diferença para construir um mundo melhor.   Relator:Fausto Flor CarvalhoPresidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São PauloCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">            Dia 15 de março é o Dia da Escola. Para um país continental como é o nosso Brasil, cheio de variações regionais, de diferentes culturas, com diversidade de sotaques, quando falamos em escola, qual escola nós estamos nos referindo?</p>
<p style="text-align: justify;">            Existem escolas públicas, particulares, civis, militares, as que estão em regiões nobres, outras em periferias e subúrbios e algumas na zona rural, no sertão ou dentro da floresta. Há escolas com paredes de madeira, outras de alvenaria, algumas em containers de metal, outras quase sem estrutura alguma.</p>
<p style="text-align: justify;">            Se queremos realmente um país melhor, mais justo, com mais oportunidades e que se desenvolva com prosperidade, precisamos olhar para dentro das nossas escolas. Infelizmente encontramos nelas profissionais cansados, sobrecarregados, pouco valorizados. Precisamos avaliar as condições de ventilação, de arejamento, de iluminação e de piso onde as nossas crianças estão. Verificar se há banheiros em número ideal, ver como é feita a higiene do ambiente. Saber qual tem sido o envolvimento dos pais e da comunidade com a instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">            É preciso destacar que ainda existem profissionais dedicados e criativos, que ainda existem alunos interessados, que existe um potencial imenso de criatividade e que o choque de gerações deve melhorar os relacionamentos e não causar distanciamento.</p>
<p style="text-align: justify;">            Essencial eleger a leitura como pilar para o desenvolvimento das atividades, de provocar a curiosidade com livros e mais livros. De falar sobre a liberdade de pensar e de se responsabilizar pelo pensamento, de falar sobre como mudar e como transformar o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">            Lembramos que escola não é depósito de crianças para os pais poderem trabalhar, a educação deve começar em casa, com o ensino do respeito e da gentileza e que o convívio com pessoas da mesma faixa de idade será importante para os nossos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">            Temos muito a fazer. Por isso, convido a todos que estão lendo este texto a conhecer a escola de seus filhos, ou a escola mais próxima de sua casa. Se possível, seja um voluntário. Ajudem a fazer diferença para construir um mundo melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fausto Flor Carvalho<br />Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/que-tipo-de-escola-comemorar/">Que tipo de escola comemorar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A todas as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-todas-as-mulheres-e-meninas-direitos-igualdade-empoderamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 18:42:51 +0000</pubDate>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=50463</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Internacional-da-Mulher-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Internacional-da-Mulher-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Internacional-da-Mulher-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Neste dia 8 de março, queremos desejar, a todas as mulheres, um feliz Dia Internacional da Mulher, que em 2025 tem como tema</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Internacional-da-Mulher-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Internacional-da-Mulher-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Internacional-da-Mulher-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Neste dia 8 de março, queremos desejar, a todas as mulheres, um feliz Dia Internacional da Mulher, que em 2025 tem como tema <strong>“Para todas as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento.”</strong> Celebramos, assim, mais que uma data, uma força de ser. Mulheres que cuidam, acalentam, protegem e lutam. Merecem nosso respeito as mulheres que saíram das sombras para gritar e exigir igualdade. Igualdade que ainda está distante. Por isso há aquelas mulheres incansáveis, que inspiram e aspiram por um mundo sem subserviência feminina.</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz Dia das Mulheres para as que, além de mulheres, são médicas! Como é difícil equilibrar vida pessoal com uma profissão com tantos desafios, cansaço e dificuldades. Somente com muita paixão e coragem conseguem encher de vida os atendimentos com empatia ímpar, transformando vidas em histórias diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz Dias das Mulheres. Não apenas às médicas que passam por essas dificuldades, mas a todas as mulheres que trabalham e compartilham os mesmos obstáculos. Se em um primeiro momento a mulher conquistou a entrada no mercado de trabalho, conquistou a possibilidade de graduar-se e trabalhar, também recebeu fardos. Seguiu com o legado que algumas tarefas seriam somente dela. Seguiu com a difícil tarefa de lidar com o trabalho doméstico, só que agora cumulado com o labor profissional. Falta tempo para tudo. Faltam muitos avanços, especialmente quando se pensa em maternidade e suas naturais consequências. Falta a divisão da responsabilidade em relação à casa e aos filhos, tarefas assumidas apenas pelas mulheres, gerando injusta sobrecarga física e emocional. Urge que os homens também tenham sua equalitária parcela de responsabilidade pelo trabalho doméstico e cuidado com os filhos, saindo do cômodo papel de auxiliares, quando assim o são.</p>
<p>Apenas com o equilíbrio das relações poderemos celebrar plenamente o “Feliz Dia das Mulheres”.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Mônica Lopez Vazquez<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Ginecologia e Obstetrícia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Prevenir é sempre o melhor remédio!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/prevenir-e-sempre-o-melhor-remedio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 11:38:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-combate-drogas-e-alcool-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-combate-drogas-e-alcool-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem-combate-drogas-e-alcool-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em um cenário de crescentes desafios relacionados ao consumo de substâncias, o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo se apresenta como uma oportunidade</p>
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<p style="text-align: justify;">Em um cenário de crescentes desafios relacionados ao consumo de substâncias, o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo se apresenta como uma oportunidade indispensável para refletirmos sobre a prevenção do uso indevido de drogas e álcool, sobretudo entre os jovens. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019 do IBGE revelou vários dados sobre o comportamento e a segurança de estudantes de 13 a 17 anos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>22,6% dos estudantes já experimentaram cigarro</li>
<li>26,9% dos estudantes já experimentaram narguilé</li>
<li>16,8% dos estudantes já experimentaram cigarro eletrônico</li>
<li>63,3% dos estudantes já experimentaram bebida alcoólica</li>
<li>13% dos estudantes já experimentaram alguma droga ilícita</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em um contexto em que a adolescência é marcada por intensas transformações físicas e emocionais, a exposição a drogas e ao álcool pode causar consequências devastadoras, afetando não apenas a saúde física, mas também o desenvolvimento psicológico e social dos jovens:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Desenvolvimento Cerebral:</strong> O cérebro adolescente passa por importantes processos de maturação, especialmente nas áreas de controle de impulsos e funções executivas. A exposição a drogas pode interferir na formação de conexões sinápticas, afetando a aprendizagem, a tomada de decisões e o autocontrole.</li>
<li><strong>Risco de Dependência:</strong> O sistema de recompensa do cérebro, fortemente influenciado pela dopamina, é particularmente sensível nessa fase, o que aumenta a vulnerabilidade à dependência e ao abuso de substâncias.</li>
<li><strong>Consequências a Longo Prazo:</strong> Alterações no sistema nervoso central durante o desenvolvimento podem predispor o indivíduo a problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e outros transtornos neuropsiquiátricos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A falta de informação dos pais e adolescentes é também responsável pelo aumento do uso de drogas. Ainda há um certo clima na sociedade de que o cigarro eletrônico não faz mal à saúde, mas isto não é verdade. As doenças relacionadas ao tabaco estão aparecendo mais cedo e mais intensamente. Será que os pais sabem que o álcool e a maconha podem diminuir o aprendizado e afastar os filhos das escolas? Será que os pais sabem que pode haver destruição cerebral com o uso de álcool e/ou maconha e esta é definitiva? Será que os pais sabem que, depois de grande ingestão de bebida alcoólica, o cérebro encolhe de 2 a 4 mm e demora 7 meses para voltar ao normal?</p>
<p style="text-align: justify;">A Sociedade de Pediatria São Paulo reconhece a ameaça do uso de álcool e drogas na adolescência e apoia a iniciativa do Projeto Dr. Bartô para a prevenção de drogas lícitas e ilícitas.</p>
<p style="text-align: justify;">Aumente seu conhecimento através de literatura médica confiável e tire dúvidas no site: <a href="https://www.drbarto.com.br/">https://www.drbarto.com.br/</a>. Os 12 passos para pais prevenirem o uso de drogas na adolescência são:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Passo 1: Família unida e com limites</li>
<li>Passo 2: Estimular o diálogo em família</li>
<li>Passo 3: Refeição com a família unida</li>
<li>Passo 4: Ter o conhecimento do que as crianças fazem no tempo livre</li>
<li>Passo 5: Supervisionar os deveres de casa dos filhos</li>
<li>Passo 6: Demonstrar que tem orgulho dos filhos</li>
<li>Passo 7: Incentivar atividades artísticas, culturais e esportivas</li>
<li>Passo 8: Envolvimento em atividades voluntárias e sociais</li>
<li>Passo 9: Praticar a espiritualidade</li>
<li>Passo 10: Estimular boas amizades</li>
<li>Passo 11: Não fumar e não beber em excesso</li>
<li>Passo 12: Ser um bom exemplo em todos os sentidos</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, é fundamental que os pais se mantenham vigilantes e engajados na vida dos seus filhos, criando um ambiente de diálogo aberto e de apoio contínuo, que permita identificar precocemente sinais de risco e oferecer orientações claras sobre os perigos do consumo de drogas. Ao investir em educação, supervisão e comunicação honesta, os responsáveis podem fortalecer a autoestima e a resiliência dos jovens, capacitando-os a fazer escolhas mais conscientes. Dessa forma, o envolvimento parental torna-se um pilar essencial na prevenção do uso de substâncias, contribuindo para o desenvolvimento saudável dos filhos e para a construção de um futuro mais seguro e promissor.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Brasil. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2020.</li>
<li>Lotufo JPB. Álcool, tabaco, maconha e cigarro eletrônico são drogas pediátricas. 2a edição. 2024.</li>
<li>Sociedade Brasileira de Pediatria. 12 Passos. São Paulo: SBP; 2020. Disponível em: <a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/12_passos_final_06out2020_final_p_sbp_071020__002_.pdf">https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/12_passos_final_06out2020_final_p_sbp_071020__002_.pdf</a>.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatores:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Denise Swei Lo<br />João Paulo Lotufo<br />Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<item>
		<title>A psicanálise e os contos de fadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-psicanalise-e-os-contos-de-fadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 19:48:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
		<category><![CDATA[Contos de Fadas]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Vivendo e aprendendo. Quando eu era criança, minha mãe lia histórias infantis e contos de fadas para os filhos. Quando fui pai, repeti com os meus filhos o que aprendi e vivenciei – li livros infantis para eles. Eu sabia que era uma coisa boa e agora a ciência consegue explicar porquê isso é bom. A criança vivencia o mundo concreto de forma diferente. Às vezes, a mãezinha querida que a acolhe e a enche de beijos e carinho pode se transformar, de repente, na madrasta má, personagem malévola dos contos de fadas, só porque em dado momento a criança se sentiu humilhada por ter recebido uma bronca, por ter molhado acidentalmente as calças, por exemplo. “Como pode a minha própria mãe agir de modo totalmente diferente?” A criança pequena experimenta o mundo como inteiramente gracioso ou como um total inferno; é como ela coloca alguma ordem em sua visão de mundo &#8211; dividindo tudo em opostos. Os contos de fadas podem ajudar a criança na solução de problemas difíceis de entender como este, do exemplo acima. Nesta situação, a criança, ao ouvir a narrativa de uma história, pode criar duas personagens separadas em sua mente: a ‘mãezinha querida’ e a ‘madrasta má’. A fantasia da ‘madrasta má’ não só conserva intacta a mãe boa, como também impede os sentimentos de culpa em relação aos pensamentos e desejos coléricos a seu respeito – uma culpa que interferiria seriamente na boa relação com a mãe. As crianças consideram as histórias reais, verídicas e acreditam que possam ocorrer de fato. De acordo com Bruno Bettelheim: “os contos de fadas retratam de forma simbólica os passos essenciais para o crescimento e para a aquisição de uma existência independente”. (pg.106) Os personagens dos contos de fadas são unidimensionais: são a ferocidade encarnada ou a benevolência altruísta. Um animal ou é só devorador ou só prestativo. Isso possibilita à criança compreender com facilidade suas ações e reações, por meio de imagens simples e diretas. Estas histórias ajudam a criança a organizar seus sentimentos complexos e ambivalentes, de modo que cada um começa a ocupar um lugar separado, em vez de serem todos uma grande mistura. “Até mesmo Freud não encontrou melhor maneira de ajudar a dar sentido à incrível mistura de contradições que coexistem em nossas mentes e vidas interiores do que criar símbolos para aspectos isolados da personalidade. Chamou-os de id, ego e superego. Se nós, como adultos, temos que recorrer à criação de instâncias separadas para trazer alguma ordem sensível ao caos de nossas experiências interiores, quão maior é essa necessidade na criança!”. (pg. 108) As abstrações criadas por Freud parecem “entidades” separadas, que muitas vezes são contraditórias. Esses conceitos podem ser abstratos e algumas vezes são convenientes para lidar com ideias que, sem serem “colocadas para fora, seriam difíceis de ser compreendidas. Na realidade, não há nenhuma separação entre elas, assim como não há separação entre corpo e mente. Essas reflexões não são muito diferentes das imagens e símbolos dos contos de fadas. Saiba mais: As páginas assinaladas no corpo deste texto se referem ao livro que recomendo fortemente a leitura: A psicanálise dos contos de fadas. Bruno Bettelheim; tradução Arlene Caetano. 44ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023. Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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<p style="text-align: justify;">Vivendo e aprendendo. Quando eu era criança, minha mãe lia histórias infantis e contos de fadas para os filhos. Quando fui pai, repeti com os meus filhos o que aprendi e vivenciei – li livros infantis para eles. Eu sabia que era uma coisa boa e agora a ciência consegue explicar porquê isso é bom.</p>
<p style="text-align: justify;">A criança vivencia o mundo concreto de forma diferente. Às vezes, a mãezinha querida que a acolhe e a enche de beijos e carinho pode se transformar, de repente, na madrasta má, personagem malévola dos contos de fadas, só porque em dado momento a criança se sentiu humilhada por ter recebido uma bronca, por ter molhado acidentalmente as calças, por exemplo. “Como pode a minha própria mãe agir de modo totalmente diferente?” A criança pequena experimenta o mundo como inteiramente gracioso ou como um total inferno; é como ela coloca alguma ordem em sua visão de mundo &#8211; dividindo tudo em opostos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os contos de fadas podem ajudar a criança na solução de problemas difíceis de entender como este, do exemplo acima. Nesta situação, a criança, ao ouvir a narrativa de uma história, pode criar duas personagens separadas em sua mente: a ‘mãezinha querida’ e a ‘madrasta má’. A fantasia da ‘madrasta má’ não só conserva intacta a mãe boa, como também impede os sentimentos de culpa em relação aos pensamentos e desejos coléricos a seu respeito – uma culpa que interferiria seriamente na boa relação com a mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças consideram as histórias reais, verídicas e acreditam que possam ocorrer de fato. De acordo com Bruno Bettelheim: “os contos de fadas retratam de forma simbólica os passos essenciais para o crescimento e para a aquisição de uma existência independente”. (pg.106)</p>
<p style="text-align: justify;">Os personagens dos contos de fadas são unidimensionais: são a ferocidade encarnada ou a benevolência altruísta. Um animal ou é só devorador ou só prestativo. Isso possibilita à criança compreender com facilidade suas ações e reações, por meio de imagens simples e diretas. Estas histórias ajudam a criança a organizar seus sentimentos complexos e ambivalentes, de modo que cada um começa a ocupar um lugar separado, em vez de serem todos uma grande mistura.</p>
<p style="text-align: justify;">“Até mesmo Freud não encontrou melhor maneira de ajudar a dar sentido à incrível mistura de contradições que coexistem em nossas mentes e vidas interiores do que criar símbolos para aspectos isolados da personalidade. Chamou-os de id, ego e superego. Se nós, como adultos, temos que recorrer à criação de instâncias separadas para trazer alguma ordem sensível ao caos de nossas experiências interiores, quão maior é essa necessidade na criança!”. (pg. 108)</p>
<p style="text-align: justify;">As abstrações criadas por Freud parecem “entidades” separadas, que muitas vezes são contraditórias. Esses conceitos podem ser abstratos e algumas vezes são convenientes para lidar com ideias que, sem serem “colocadas para fora, seriam difíceis de ser compreendidas. Na realidade, não há nenhuma separação entre elas, assim como não há separação entre corpo e mente.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas reflexões não são muito diferentes das imagens e símbolos dos contos de fadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">As páginas assinaladas no corpo deste texto se referem ao livro que recomendo fortemente a leitura<strong>: </strong>A psicanálise dos contos de fadas. Bruno Bettelheim; tradução Arlene Caetano. 44ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023.</p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>




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		<title>Prevenção da Violência na Primeira Infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/prevencao-da-violencia-na-primeira-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Oct 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Violencia-na-1o-Infancia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Violencia-na-1o-Infancia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Violencia-na-1o-Infancia-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância acontece entre os dias 12 e 18 de outubro. A violência doméstica, que ocorre na esfera privada, perpetrada por pess</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Violencia-na-1o-Infancia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Violencia-na-1o-Infancia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-Violencia-na-1o-Infancia-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância acontece entre os dias 12 e 18 de outubro.<strong> </strong>A violência doméstica, que ocorre na esfera privada, perpetrada por pessoas que deveriam apoiar e proteger crianças e adolescentes, é difícil de ser desvendada, por ser resguardada pela lei do silêncio, pelo medo e pela impunidade de seus agentes.</p>



<p>Ela pode ser praticada de formas variadas, não excludentes entre si, didaticamente classificadas em física, sexual, psicológica, negligência, além de formas específicas.</p>



<p>A violência física implica o uso da força física de forma intencional, com o objetivo de ferir, danificar ou destruir a vítima, deixando ou não marcas evidentes.</p>



<p>A violência sexual caracteriza-se pelo uso de criança ou adolescente para gratificação sexual de adulto ou adolescente mais velho, responsável por ele ou com o qual mantém algum vínculo familiar, de convivência ou confiança.</p>



<p>A violência psicológica compreende toda forma de discriminação, desrespeito, rejeição, depreciação, cobrança ou punição exagerada e utilização da criança ou adolescente para atender às necessidades psíquicas dos adultos. Muitas vezes resulta do despreparo dos pais para educar seus filhos, valendo-se de ameaças, humilhações ou desrespeito como formas culturalmente aprendidas de educar.</p>



<p>A negligência caracteriza-se pela omissão, de forma crônica, em prover as necessidades básicas, como higiene, nutrição, saúde, educação, proteção e afeto, apresentando-se em vários aspectos e níveis de gravidade, sendo o abandono o grau máximo.</p>



<p>Exemplo de forma específica de violência é a síndrome de Munchausen, situação na qual o paciente é trazido para cuidados médicos, mas os sintomas e sinais que apresenta são inventados ou provocados, prática que impõe sofrimentos físicos e psíquicos, como exigência de exames desnecessários e internações por falso pretexto.</p>



<p>Ações de promoção e proteção da saúde física e mental e de prevenção de agravos necessitam caminhar em paralelo às de atendimento já no pré-natal e no de rotina de puericultura (de 0 a 6 meses: mensal; de 6 a 12 meses: bimestral; de 12 a 18 meses: trimestral; de 1,5 a 5 anos: semestral e de 5 a 18 anos: anual).</p>



<p>Quando a violência já ocorreu é porque já houve falha no nosso dever constitucional (artigo 227 da Constituição Federal) de proteger integralmente nossas crianças e adolescentes. Nessa esteira, não podemos tolerar novas falhas.</p>



<p>Para que se consiga reduzir a incidência da violência doméstica contra crianças e adolescentes, deve-se começar fornecendo orientações aos pais, já no período da gestação, para ajudá-los a desenvolver uma percepção real de seus filhos. Discussões sobre vinculação entre pais e filhos, desenvolvimento neuropsicomotor normal, maneiras de ensinar e consequências da violência devem ser estimuladas entre os profissionais de saúde e a comunidade em geral.</p>



<p>A prevenção e o diagnóstico de risco são possíveis e devem estar presentes em todos os atendimentos. Identificar sinais de alerta é uma importante estratégia de prevenção.</p>



<p>São exemplos de indicadores de risco:</p>



<p><strong>No atendimento pré-natal:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gravidez indesejada e não aceita.</li>



<li>Abandono paterno e/ou familiar.</li>



<li>Ocultação de gravidez.</li>



<li>Tentativa de aborto.</li>



<li>Desejo de dar o filho.</li>



<li>Responsável único sem suporte emocional ou financeiro mínimo.</li>



<li>Desajustes sérios entre os genitores; conflitos familiares.</li>



<li>História de doença mental ou distúrbios emocionais.</li>



<li>Abuso de substâncias lícitas e ilícitas.</li>



<li>Antecedentes de comportamentos violentos de um ou ambos os genitores.</li>



<li>Histórico pessoal de vitimização.</li>
</ul>



<p><strong>No atendimento perinatal e puerperal:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sinais de tristeza, depressão, insegurança extrema ou apatia materna.</li>



<li>Comentários depreciativos acerca do bebê.</li>



<li>Indiferença, frieza e distanciamento do bebê.</li>



<li>Evitar segurar, alimentar ou acariciar o bebê.</li>



<li>Repulsa pelas secreções e excrementos do filho.</li>



<li>Indiferença ou recusa do aleitamento.</li>



<li>Desinteresse pelas orientações sobre o cuidar do bebê e seu desenvolvimento.</li>



<li>Falta de visitas pelos pais e/ou familiares ao recém-nascido hospitalizado.</li>



<li>Criança que não evolui bem apesar de ter condições de nascimento para tal.</li>
</ul>



<p><strong>Fatores familiares:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dificuldade financeira.</li>



<li>Falta de acesso ao atendimento de saúde.</li>



<li>Desorganização e/ou violência familiar.</li>



<li>Falta de consciência ou conhecimento do cuidar.</li>



<li>Descrédito nos profissionais de saúde.</li>



<li>Atitudes e comportamentos normais das crianças que podem ser interpretados como desrespeito, desafio etc.</li>
</ul>



<p>A sociedade precisa entender que os maiores investimentos devem se destinar às crianças e buscar, antes de qualquer coisa, o bem-estar e todas as condições de um bom desenvolvimento para aqueles que as sustentarão. Toda criança deveria ter o direito de nascer de pais que as criassem com satisfação e orgulho, incentivando sua cultura, costumes, modo de viver e força de lutar pela vida.</p>



<p>A criança se desenvolve por meio dos cuidados e estímulos que recebe. Cada faixa etária corresponde a uma série de aquisições evolutivas, tanto na área motora como psíquica e relacional. São aquisições que se sucedem, cada uma na dependência da anterior, e das quais se formarão os alicerces e estruturas que sustentarão não só seu crescimento em peso e altura, mas também o seu desenvolvimento intelectual, cognitivo, social e emocional.</p>



<p>Reconhecendo a possibilidade de omissão do cuidar em famílias de todos os padrões socioculturais é possível planejar uma abordagem adequada para cada situação e lutar por uma melhor qualidade de vida para as gerações atuais e futuras, e por uma sociedade mais justa.</p>



<p><strong>Medidas de prevenção</strong> da violência doméstica incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Implementar programas de sustentação, aconselhamento e treinamento no cuidado às crianças para famílias de risco, antes que seus problemas alcancem um estágio crítico através de rede de serviços bem integrada na comunidade local.</li>



<li>Melhorar o bem-estar econômico das famílias, especialmente as numerosas, através da profissionalização dos adultos e adolescentes e da sua capacitação para funções mais bem remuneradas.</li>



<li>Melhorar as condições da moradia, possibilitando hábitos saudáveis.</li>



<li>Reduzir o encargo do cuidado das crianças, por meio de creches e escolas que as abriguem enquanto os pais trabalham, onde também são desenvolvidos programas de treinamento nos cuidados às crianças para os genitores.</li>



<li>Reduzir o isolamento social e aumentar a disponibilidade de recursos e serviços da comunidade, especialmente para as famílias nas quais há uma criança com necessidades especiais.</li>



<li>Orientar precocemente todos os responsáveis sobre as características das fases do desenvolvimento infantil, suas necessidades e a importância de seu papel no desenvolvimento físico e emocional da criança e do adolescente.</li>



<li>Prevenir a gravidez indesejada, através de orientações e disponibilização de meios de planejamento familiar e contraceptivos.</li>
</ul>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Mario Roberto Hirschheimer</strong><br><strong>Presidente do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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