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	<title>Arquivos Histórias - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Histórias - SPSP</title>
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		<title>“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” (Ensaio sobre a cegueira)</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/se-podes-olhar-ve-se-podes-ver-repara-ensaio-sobre-a-cegueira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jan 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-do-Leitor-2025-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-do-Leitor-2025-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-do-Leitor-2025-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Histórias bem contadas formam pontes entre o passado, o presente e o futuro. É sabedoria humana deixada como herança. É fonte de conhecimento. É memória da humanidade.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/se-podes-olhar-ve-se-podes-ver-repara-ensaio-sobre-a-cegueira/">“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” (Ensaio sobre a cegueira)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-do-Leitor-2025-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-do-Leitor-2025-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-do-Leitor-2025-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Histórias bem contadas formam pontes entre o passado, o presente e o futuro. É sabedoria humana deixada como herança. É fonte de conhecimento. É memória da humanidade. Assim, são os livros.</p>
<p style="text-align: justify;"> “<em>As </em><em>Mil e Uma Noites</em><em>”</em>, de autor anônimo, exemplifica o que explicitamos acima. É uma coletânea de histórias orais e escritas que se desenvolveram ao longo de séculos, com contribuições de diversas culturas, como a persa, a árabe e a indiana. A figura central da narrativa é Xerazade, a contadora de histórias, cuja voz e inteligência salvaram sua própria vida e, simbolicamente, celebraram o poder da narração.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor colombiano Gabriel García Márquez adverte ao leitor: “desde muito cedo, aprendi que não se deve nunca abrir a porta de um livro sem estar preparado para entrar completamente nele”. Acreditava que a leitura era um ato profundo, que exigia total entrega e envolvimento, porque a literatura é uma ferramenta poderosa para explorar a realidade através da imaginação: “a ficção é uma armadilha de mentiras para capturar a verdade”.</p>
<p style="text-align: justify;">José Saramago, o único escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, disse que o poder dos livros e da leitura é instrumento de autoconhecimento e reflexão crítica: “os livros ajudam-nos a compreender quem somos e como somos, a fazer perguntas. Ao escrever, o autor traduz em palavras aquilo que já existe em nós, pois explora e revela os sentimentos, pensamentos e questões universais que habitam o ser humano”.</p>
<p style="text-align: justify;">Contar histórias é um ato de sobrevivência e cura, tanto para quem conta quanto para quem ouve. As histórias são repletas de elementos fantásticos, como gênios, tesouros escondidos e viagens mágicas. A imaginação nos liberta dos limites da realidade e nos faz sonhar com mundos novos. A leitura é, provavelmente, uma outra maneira de estar em um lugar. É uma forma de viajar, compreender e transcender os limites da própria experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">A leitura é um lugar aconchegante, onde histórias aquecem e iluminam a alma, como uma fogueira em uma noite fria.</p>
<p style="text-align: justify;">As palavras plantam ideias e sentimentos que crescem e se transformam em algo único dentro de cada leitor. Livro é semente que floresce.</p>
<p style="text-align: justify;">Livro é um amigo fiel: Sempre disponível, com palavras que confortam, ensinam e fazem companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">Livros nos ensinam a arte da prudência, da coragem e da empatia.</p>
<p style="text-align: justify;">Um livro pode funcionar como espelho no qual nos miramos e conseguimos, então, fazer as correções necessárias em nossa imagem, tanto interna quanto externamente.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia do Leitor, sigamos a recomendação de Saramago: “Leiam! É o que se pode fazer de melhor”.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA. José Saramago. Companhia das. Companhia das Letras, 1995</li>
<li>AS MIL E UMA NOITES &#8211; A versão elaborada por Antoine Galland talvez seja uma das mais completas. É um clássico de mais de 3 séculos lido e admirado ao redor do mundo inteiro. Há muitas versões e a coletânea pode ser encontrada em volumes ou, simplesmente, como histórias avulsas.</li>
<li>Gabriel Garcia Marques (1927- 2014) &#8211;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Editor-chefe">editor</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ativista">ativista</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtico">político</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Colombiano">colombiano</a>. Considerado um dos autores mais importantes do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XX">século XX</a>. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1982, pelo conjunto de sua obra que, entre outros livros, inclui o aclamado <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cem_Anos_de_Solid%C3%A3o">Cem Anos de Solidão</a>.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>


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			</item>
		<item>
		<title>A psicanálise e os contos de fadas</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-psicanalise-e-os-contos-de-fadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 19:48:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
		<category><![CDATA[Contos de Fadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Vivendo e aprendendo. Quando eu era criança, minha mãe lia histórias infantis e contos de fadas para os filhos. Quando fui pai, repeti com os meus filhos o que aprendi e vivenciei – li livros infantis para eles. Eu sabia que era uma coisa boa e agora a ciência consegue explicar porquê isso é bom. A criança vivencia o mundo concreto de forma diferente. Às vezes, a mãezinha querida que a acolhe e a enche de beijos e carinho pode se transformar, de repente, na madrasta má, personagem malévola dos contos de fadas, só porque em dado momento a criança se sentiu humilhada por ter recebido uma bronca, por ter molhado acidentalmente as calças, por exemplo. “Como pode a minha própria mãe agir de modo totalmente diferente?” A criança pequena experimenta o mundo como inteiramente gracioso ou como um total inferno; é como ela coloca alguma ordem em sua visão de mundo &#8211; dividindo tudo em opostos. Os contos de fadas podem ajudar a criança na solução de problemas difíceis de entender como este, do exemplo acima. Nesta situação, a criança, ao ouvir a narrativa de uma história, pode criar duas personagens separadas em sua mente: a ‘mãezinha querida’ e a ‘madrasta má’. A fantasia da ‘madrasta má’ não só conserva intacta a mãe boa, como também impede os sentimentos de culpa em relação aos pensamentos e desejos coléricos a seu respeito – uma culpa que interferiria seriamente na boa relação com a mãe. As crianças consideram as histórias reais, verídicas e acreditam que possam ocorrer de fato. De acordo com Bruno Bettelheim: “os contos de fadas retratam de forma simbólica os passos essenciais para o crescimento e para a aquisição de uma existência independente”. (pg.106) Os personagens dos contos de fadas são unidimensionais: são a ferocidade encarnada ou a benevolência altruísta. Um animal ou é só devorador ou só prestativo. Isso possibilita à criança compreender com facilidade suas ações e reações, por meio de imagens simples e diretas. Estas histórias ajudam a criança a organizar seus sentimentos complexos e ambivalentes, de modo que cada um começa a ocupar um lugar separado, em vez de serem todos uma grande mistura. “Até mesmo Freud não encontrou melhor maneira de ajudar a dar sentido à incrível mistura de contradições que coexistem em nossas mentes e vidas interiores do que criar símbolos para aspectos isolados da personalidade. Chamou-os de id, ego e superego. Se nós, como adultos, temos que recorrer à criação de instâncias separadas para trazer alguma ordem sensível ao caos de nossas experiências interiores, quão maior é essa necessidade na criança!”. (pg. 108) As abstrações criadas por Freud parecem “entidades” separadas, que muitas vezes são contraditórias. Esses conceitos podem ser abstratos e algumas vezes são convenientes para lidar com ideias que, sem serem “colocadas para fora, seriam difíceis de ser compreendidas. Na realidade, não há nenhuma separação entre elas, assim como não há separação entre corpo e mente. Essas reflexões não são muito diferentes das imagens e símbolos dos contos de fadas. Saiba mais: As páginas assinaladas no corpo deste texto se referem ao livro que recomendo fortemente a leitura: A psicanálise dos contos de fadas. Bruno Bettelheim; tradução Arlene Caetano. 44ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023. Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-psicanalise-e-contos-de-fadas-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Vivendo e aprendendo. Quando eu era criança, minha mãe lia histórias infantis e contos de fadas para os filhos. Quando fui pai, repeti com os meus filhos o que aprendi e vivenciei – li livros infantis para eles. Eu sabia que era uma coisa boa e agora a ciência consegue explicar porquê isso é bom.</p>
<p style="text-align: justify;">A criança vivencia o mundo concreto de forma diferente. Às vezes, a mãezinha querida que a acolhe e a enche de beijos e carinho pode se transformar, de repente, na madrasta má, personagem malévola dos contos de fadas, só porque em dado momento a criança se sentiu humilhada por ter recebido uma bronca, por ter molhado acidentalmente as calças, por exemplo. “Como pode a minha própria mãe agir de modo totalmente diferente?” A criança pequena experimenta o mundo como inteiramente gracioso ou como um total inferno; é como ela coloca alguma ordem em sua visão de mundo &#8211; dividindo tudo em opostos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os contos de fadas podem ajudar a criança na solução de problemas difíceis de entender como este, do exemplo acima. Nesta situação, a criança, ao ouvir a narrativa de uma história, pode criar duas personagens separadas em sua mente: a ‘mãezinha querida’ e a ‘madrasta má’. A fantasia da ‘madrasta má’ não só conserva intacta a mãe boa, como também impede os sentimentos de culpa em relação aos pensamentos e desejos coléricos a seu respeito – uma culpa que interferiria seriamente na boa relação com a mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças consideram as histórias reais, verídicas e acreditam que possam ocorrer de fato. De acordo com Bruno Bettelheim: “os contos de fadas retratam de forma simbólica os passos essenciais para o crescimento e para a aquisição de uma existência independente”. (pg.106)</p>
<p style="text-align: justify;">Os personagens dos contos de fadas são unidimensionais: são a ferocidade encarnada ou a benevolência altruísta. Um animal ou é só devorador ou só prestativo. Isso possibilita à criança compreender com facilidade suas ações e reações, por meio de imagens simples e diretas. Estas histórias ajudam a criança a organizar seus sentimentos complexos e ambivalentes, de modo que cada um começa a ocupar um lugar separado, em vez de serem todos uma grande mistura.</p>
<p style="text-align: justify;">“Até mesmo Freud não encontrou melhor maneira de ajudar a dar sentido à incrível mistura de contradições que coexistem em nossas mentes e vidas interiores do que criar símbolos para aspectos isolados da personalidade. Chamou-os de id, ego e superego. Se nós, como adultos, temos que recorrer à criação de instâncias separadas para trazer alguma ordem sensível ao caos de nossas experiências interiores, quão maior é essa necessidade na criança!”. (pg. 108)</p>
<p style="text-align: justify;">As abstrações criadas por Freud parecem “entidades” separadas, que muitas vezes são contraditórias. Esses conceitos podem ser abstratos e algumas vezes são convenientes para lidar com ideias que, sem serem “colocadas para fora, seriam difíceis de ser compreendidas. Na realidade, não há nenhuma separação entre elas, assim como não há separação entre corpo e mente.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas reflexões não são muito diferentes das imagens e símbolos dos contos de fadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">As páginas assinaladas no corpo deste texto se referem ao livro que recomendo fortemente a leitura<strong>: </strong>A psicanálise dos contos de fadas. Bruno Bettelheim; tradução Arlene Caetano. 44ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2023.</p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>




<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-psicanalise-e-os-contos-de-fadas/">A psicanálise e os contos de fadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Faz de conta</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/faz-de-conta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2023 19:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Qual é a avó ou o avô que não se lembra de estar procurando um netinho(a) escondido, enrolado(a) na cortina da sala? Ele ou ela, está certíssimo(a) de que está oculto(a) a todos os olhares, no entanto um pezinho descoberto denuncia aquela doce presença. Como é gostoso fingirmos que não ouvimos aquela risadinha sapeca explodindo enquanto palpamos a cortina e dizemos: “ah! não tem ninguém aqui!”. A brincadeira do esconde-esconde é uma brincadeira que permanece eternamente popular em todas as casas. Quem é que não brincou de esconde-esconde? Essa brincadeira é universal, prazerosa, alegre. Está nas nossas melhores recordações da infância e marca, indelevelmente, as relações intergeracionais com nossos filhos e netos. O “faz de conta”, também conhecido como brincadeira simbólica ou jogo de imaginação, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil. É muito mais do que apenas uma atividade lúdica, é uma ferramenta essencial para o crescimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças. Nesse mundo encantado, tudo é possível! As árvores têm rostos amigáveis e as flores falam com as borboletas. Um sol sorridente brilha no céu azul, espalhando luz dourada por toda parte. As nuvens se transformam em castelos flutuantes, onde vivem seres fantásticos e adoráveis. Perto de um riacho cristalino encontra-se uma pequena vila de casinhas coloridas, todas feitas de doces e biscoitos. Cada casa tem uma família de duendes simpáticos, que trabalham juntos para trazer alegria e felicidade a esse mundo mágico. Nas florestas, as árvores ganham vida, dançando ao som do vento. Os animais falam a língua dos humanos e são ótimos amigos das crianças. Ao explorar a floresta, você pode encontrar um portal secreto que leva a outras dimensões. Em uma delas, há um reino flutuante onde os unicórnios brincam com fadas e elfos em campos repletos de arcos-íris. O céu está cheio de balões mágicos que levam as pessoas para passeios emocionantes pelas nuvens. E que tal uma visita à escola mágica? Lá, as crianças aprendem a controlar seus poderes especiais, como criar fogos de artifício com as mãos – mesmo que sofram queimaduras! – voar em vassouras mágicas – podem até cair! – e fazer poções encantadoras – correndo o risco de se intoxicar! Esse mundo mágico do pensamento infantil é um lugar onde a criatividade floresce, as aventuras são infinitas e o poder da imaginação é a chave para tornar tudo possível. Nesse mundo, as crianças se sentem amadas, protegidas e empoderadas para enfrentar desafios e descobrir o extraordinário em cada canto. Relembro algumas das principais razões pelas quais o faz de conta é importante para o desenvolvimento infantil: Estimula a criatividade e a imaginação: a brincadeira simbólica permite que as crianças inventem e criem suas próprias histórias e cenários. Elas podem ser qualquer coisa que desejem: super-heróis, princesas, animais falantes, astronautas ou outros personagens imaginários. Essa liberdade de imaginação é essencial para o desenvolvimento criativo das crianças. Desenvolve habilidades cognitivas: durante o faz de conta, as crianças precisam resolver problemas, tomar decisões, planejar e organizar suas brincadeiras. Isso desenvolve suas habilidades cognitivas, como a capacidade de pensamento crítico, a resolução de enigmas e a compreensão de causa e efeito. Aprimora as habilidades sociais: a brincadeira simbólica frequentemente envolve interações com outras crianças, o que melhora as habilidades sociais, como comunicação, colaboração, compartilhamento e empatia. As crianças aprendem a negociar, expressar suas ideias e ouvir as dos outros, desenvolvendo, assim, uma base importante para suas habilidades sociais ao longo da vida. Promove a linguagem e a alfabetização: durante o faz de conta, as crianças falam muito e criam histórias, o que estimula o desenvolvimento da linguagem oral. Além disso, quando as crianças brincam com livros e materiais escritos, estão sendo expostas à linguagem escrita, o que contribui para o desenvolvimento da alfabetização e o amor pela leitura. Ajuda a lidar com emoções: o faz de conta permite que as crianças expressem suas emoções e explorem situações que podem ser difíceis ou desafiadoras para elas na vida real. Isso ajuda a compreender e lidar com suas emoções, além de desenvolver habilidades de autorregulação emocional. Reforça o desenvolvimento físico: a brincadeira simbólica frequentemente envolve movimentos físicos, como correr, pular, dançar e manipular objetos. Isso contribui para o desenvolvimento físico, incluindo habilidades motoras finas e grossas. Constrói a autoconfiança: quando as crianças criam, lideram e participam de brincadeiras, sentem-se mais seguras e confiantes em suas habilidades. Essa autoconfiança é crucial para o desenvolvimento de uma autoimagem positiva. Por meio do faz de conta, as crianças têm a oportunidade de enfrentar monstros, salvar o mundo, superar vilões e, ao fazer isso, desenvolvem um senso de capacidade pessoal e confiança em suas habilidades. Ao lidar com essas situações em um ambiente seguro e controlado, elas aprendem a enfrentar desafios com coragem e determinação. Além disso, ao imaginar e representar diferentes papéis e personagens, as crianças também podem desenvolver empatia, ao se colocarem no lugar de outras pessoas e criaturas. Essa habilidade de se conectar com as emoções e perspectivas dos outros é fundamental para o desenvolvimento de relações saudáveis e compreensão interpessoal. Ao mergulhar em seu mundo de faz de conta, as crianças estão cultivando as habilidades e traços que as ajudarão a se tornarem adultos confiantes, criativos, empáticos e resilientes, prontos para enfrentar as complexidades da vida com imaginação e sabedoria. &#160; Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-faz-de-conta-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p style="text-align: justify;">Qual é a avó ou o avô que não se lembra de estar procurando um netinho(a) escondido, enrolado(a) na cortina da sala? Ele ou ela, está certíssimo(a) de que está oculto(a) a todos os olhares, no entanto um pezinho descoberto denuncia aquela doce presença. Como é gostoso fingirmos que não ouvimos aquela risadinha sapeca explodindo enquanto palpamos a cortina e dizemos: “ah! não tem ninguém aqui!”. A brincadeira do esconde-esconde é uma brincadeira que permanece eternamente popular em todas as casas.</p>
<p>Quem é que não brincou de esconde-esconde?</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira é universal, prazerosa, alegre. Está nas nossas melhores recordações da infância e marca, indelevelmente, as relações intergeracionais com nossos filhos e netos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “faz de conta”, também conhecido como brincadeira simbólica ou jogo de imaginação, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil. É muito mais do que apenas uma atividade lúdica, é uma ferramenta essencial para o crescimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse mundo encantado, tudo é possível! As árvores têm rostos amigáveis e as flores falam com as borboletas. Um sol sorridente brilha no céu azul, espalhando luz dourada por toda parte. As nuvens se transformam em castelos flutuantes, onde vivem seres fantásticos e adoráveis. Perto de um riacho cristalino encontra-se uma pequena vila de casinhas coloridas, todas feitas de doces e biscoitos. Cada casa tem uma família de duendes simpáticos, que trabalham juntos para trazer alegria e felicidade a esse mundo mágico. Nas florestas, as árvores ganham vida, dançando ao som do vento. Os animais falam a língua dos humanos e são ótimos amigos das crianças. Ao explorar a floresta, você pode encontrar um portal secreto que leva a outras dimensões. Em uma delas, há um reino flutuante onde os unicórnios brincam com fadas e elfos em campos repletos de arcos-íris. O céu está cheio de balões mágicos que levam as pessoas para passeios emocionantes pelas nuvens.</p>
<p style="text-align: justify;">E que tal uma visita à escola mágica? Lá, as crianças aprendem a controlar seus poderes especiais, como criar fogos de artifício com as mãos – mesmo que sofram queimaduras! – voar em vassouras mágicas – podem até cair! – e fazer poções encantadoras – correndo o risco de se intoxicar!</p>
<p style="text-align: justify;">Esse mundo mágico do pensamento infantil é um lugar onde a criatividade floresce, as aventuras são infinitas e o poder da imaginação é a chave para tornar tudo possível. Nesse mundo, as crianças se sentem amadas, protegidas e empoderadas para enfrentar desafios e descobrir o extraordinário em cada canto.</p>
<p style="text-align: justify;">Relembro algumas das principais razões pelas quais o faz de conta é importante para o desenvolvimento infantil:</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><strong>Estimula a criatividade e a imaginação:</strong> a brincadeira simbólica permite que as crianças inventem e criem suas próprias histórias e cenários. Elas podem ser qualquer coisa que desejem: super-heróis, princesas, animais falantes, astronautas ou outros personagens imaginários. Essa liberdade de imaginação é essencial para o desenvolvimento criativo das crianças.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Desenvolve habilidades cognitivas:</strong> durante o faz de conta, as crianças precisam resolver problemas, tomar decisões, planejar e organizar suas brincadeiras. Isso desenvolve suas habilidades cognitivas, como a capacidade de pensamento crítico, a resolução de enigmas e a compreensão de causa e efeito.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Aprimora as habilidades sociais:</strong> a brincadeira simbólica frequentemente envolve interações com outras crianças, o que melhora as habilidades sociais, como comunicação, colaboração, compartilhamento e empatia. As crianças aprendem a negociar, expressar suas ideias e ouvir as dos outros, desenvolvendo, assim, uma base importante para suas habilidades sociais ao longo da vida.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Promove a linguagem e a alfabetização:</strong> durante o faz de conta, as crianças falam muito e criam histórias, o que estimula o desenvolvimento da linguagem oral. Além disso, quando as crianças brincam com livros e materiais escritos, estão sendo expostas à linguagem escrita, o que contribui para o desenvolvimento da alfabetização e o amor pela leitura.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Ajuda a lidar com emoções:</strong> o faz de conta permite que as crianças expressem suas emoções e explorem situações que podem ser difíceis ou desafiadoras para elas na vida real. Isso ajuda a compreender e lidar com suas emoções, além de desenvolver habilidades de autorregulação emocional.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Reforça o desenvolvimento físico: </strong>a brincadeira simbólica frequentemente envolve movimentos físicos, como correr, pular, dançar e manipular objetos. Isso contribui para o desenvolvimento físico, incluindo habilidades motoras finas e grossas.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Constrói a autoconfiança</strong>: quando as crianças criam, lideram e participam de brincadeiras, sentem-se mais seguras e confiantes em suas habilidades. Essa autoconfiança é crucial para o desenvolvimento de uma autoimagem positiva.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Por meio do faz de conta, as crianças têm a oportunidade de enfrentar monstros, salvar o mundo, superar vilões e, ao fazer isso, desenvolvem um senso de capacidade pessoal e confiança em suas habilidades. Ao lidar com essas situações em um <strong>ambiente seguro e controlado</strong>, elas aprendem a enfrentar desafios com coragem e determinação. Além disso, ao imaginar e representar diferentes papéis e personagens, as crianças também podem desenvolver <strong>empatia</strong>, ao se colocarem no lugar de outras pessoas e criaturas. Essa habilidade de se conectar com as emoções e perspectivas dos outros é fundamental para o desenvolvimento de relações saudáveis e compreensão interpessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mergulhar em seu mundo de faz de conta, as crianças estão cultivando as habilidades e traços que as ajudarão a se tornarem adultos confiantes, criativos, empáticos e resilientes, prontos para enfrentar as complexidades da vida com imaginação e sabedoria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Relator:<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Por que contamos histórias?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/por-que-contamos-historias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 11:49:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=35890</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-por-que-contamos-historias-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-por-que-contamos-historias-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-por-que-contamos-historias-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A pergunta é pertinente, afinal parece que a humanidade vem contando histórias desde que nossos ancestrais passaram a conviver em pequenos agrupamentos. Algumas são inúmeras vezes repetidas ao longo do tempo, outras são criadas para substituir aquelas que já “envelheceram”. Precisamos delas por algum motivo. Contamos histórias em livros, em áudios, em vídeos, em filmes, em família, em salas de aula, em palestras. São de todos os tipos: relatos de fatos que aconteceram ou histórias gestadas em nossas mentes criativas e são lançadas ao ar. Por que necessitamos utilizar esse instrumento tão singular e precioso? Penso que o grande motivo implícito em todas as nossas narrativas é o de buscar sentido. Em outras palavras, as histórias ajudam crianças e adultos a entender os mistérios da vida: ao lê-las ou ouvi-las, recebemos ajuda para identificar quem somos. Algumas dessas histórias alcançam toda a humanidade e atravessam séculos. Outras têm significados restritos a uma cultura ou época. Algumas se revestem de sacralidade porque adentram o espaço da transcendência, do mistério, das perguntas inquietantes: por que existimos? Nesta época do ano, comemoramos uma das grandes histórias da humanidade, o Natal. Ela pode ser lida ultrapassando os muros estritos da religiosidade. Podemos entendê-la como uma história de chamamento, conclamação para a alegria de viver, celebração dos afetos, para o desejo de transformar o que já é belo ainda mais belo, para o cuidado da casa que nos acolhe – a natureza, o planeta Terra. É uma época que antecipa nossos anseios para o novo ano que se avizinha, para o que almejamos que seja um tempo de novos desafios, de conquistas pessoais, profissionais e como nação: tempo de grandes encontros. “Senta que lá vem história!”, assim as crianças na década de 1990 eram convidadas a assistir ao programa “Rá-Tim-Bum”, dirigido por Fernando Meirelles. Digamos uns para os outros, para nossos filhos, para nossas crianças – sentem-se que lá vem história. Qual história? A que seu coração deseja expressar e perenizar na lembrança do outro. Não nos esqueçamos que, individualmente, cada um é uma história que está sendo contada. Feliz 2023! Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-por-que-contamos-historias-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-por-que-contamos-historias-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-por-que-contamos-historias-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A pergunta é pertinente, afinal parece que a humanidade vem contando histórias desde que nossos ancestrais passaram a conviver em pequenos agrupamentos. Algumas são inúmeras vezes repetidas ao longo do tempo, outras são criadas para substituir aquelas que já “envelheceram”. Precisamos delas por algum motivo.</p>
<p>Contamos histórias em livros, em áudios, em vídeos, em filmes, em família, em salas de aula, em palestras. São de todos os tipos: relatos de fatos que aconteceram ou histórias gestadas em nossas mentes criativas e são lançadas ao ar. Por que necessitamos utilizar esse instrumento tão singular e precioso?</p>
<p style="text-align: justify;">Penso que o grande motivo implícito em todas as nossas narrativas é o de buscar sentido. Em outras palavras, as histórias ajudam crianças e adultos a entender os mistérios da vida: ao lê-las ou ouvi-las, recebemos ajuda para identificar quem somos.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas dessas histórias alcançam toda a humanidade e atravessam séculos. Outras têm significados restritos a uma cultura ou época. Algumas se revestem de sacralidade porque adentram o espaço da transcendência, do mistério, das perguntas inquietantes: por que existimos?</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta época do ano, comemoramos uma das grandes histórias da humanidade, o Natal. Ela pode ser lida ultrapassando os muros estritos da religiosidade. Podemos entendê-la como uma história de chamamento, conclamação para a alegria de viver, celebração dos afetos, para o desejo de transformar o que já é belo ainda mais belo, para o cuidado da casa que nos acolhe – a natureza, o planeta Terra. É uma época que antecipa nossos anseios para o novo ano que se avizinha, para o que almejamos que seja um tempo de novos desafios, de conquistas pessoais, profissionais e como nação: tempo de grandes encontros.</p>
<p>“Senta que lá vem história!”, assim as crianças na década de 1990 eram convidadas a assistir ao programa “Rá-Tim-Bum”, dirigido por Fernando Meirelles.</p>
<p style="text-align: justify;">Digamos uns para os outros, para nossos filhos, para nossas crianças – sentem-se que lá vem história. Qual história? A que seu coração deseja expressar e perenizar na lembrança do outro. Não nos esqueçamos que, individualmente, cada um é uma história que está sendo contada.</p>
<p>Feliz 2023!</p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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