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	<title>Arquivos Humanização hospitalar - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Humanização hospitalar - SPSP</title>
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		<title>Humanização na hospitalização pediátrica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2017 18:10:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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<p>A Humanização Hospitalar na Pediatria é o cuidado prestado com respeito, dignidade e ternura às crianças e adolescentes hospitalizados e seus familiares, tornando a relação entre pacientes, familiares e profissionais menos formal, o que minimiza a dor, contribuindo para a sua cura e, portanto, diminuindo o tempo de internação. Quando se está hospitalizado ocorre uma ruptura na rotina familiar, tão natural à criança. Ao ser internada, ela se depara com um espaço desconhecido, pouco acolhedor, com procedimentos que se tornam ameaçadores (injeções, punções, biopsias, curativos, sondagens) e, consequentemente, podem distanciá-la do que é ser criança, do momento lúdico, do brincar e de tudo que faz parte da infância. Durante a hospitalização, a criança tem suas atividades interrompidas, como as brincadeiras e a vida escolar, havendo privação da companhia dos familiares e dos colegas. A importância do acolhimento Para diminuir o desconforto da hospitalização, as atividades lúdicas têm surgido com a finalidade de minimizar o estresse dos procedimentos e proporcionar momentos de atividades construtivas à criança, como: salas de recreação, brinquedoteca, classes hospitalares ou oficina pedagógica. Envolvidas em um clima de descontração e alegria, as crianças se beneficiam de uma permanência mais agradável, o que colabora com o tratamento médico. Ao se valorizar setores como artes, computação e pesquisa, é possível aumentar a satisfação dos familiares, que também recebem orientações sobre a capacidade dos seus filhos, mesmo com necessidades especiais. A inclusão de acompanhantes para as pessoas doentes nos processos de tratamento, bem como a modificação das regras de funcionamento de hospitais e outros serviços é de extrema importância, em função dos direitos dos usuários. Assim, a humanização implica na mudança da visão dos gestores, incluindo a estrutura, a forma de trabalhar e a visão destes profissionais, como exemplo: moradores de UTI Pediátrica, assim como pacientes com necessidades educacionais especiais, necessitam do olhar diferenciado em um ambiente hospitalar frequentado por profissionais capacitados. Classe hospitalar É um trabalho conjunto de ação pedagógica, entre os profissionais da Secretaria da Educação, da Saúde e dos gestores, que colaboram com a qualidade e humanização hospitalar ao conseguir transmitir para todos o acolhimento necessário aos pequenos pacientes e seus familiares. A professora da classe hospitalar acompanha as crianças e adolescentes com idades entre 6 e 16 anos, internadas na UTI pediátrica e enfermaria de Pediatria, portadoras de patologias variadas e, principalmente, politraumatizados com maior tempo de permanência hospitalar, o que facilita o retorno à escola após a alta. Esse atendimento é estendido aos familiares e acompanhantes do paciente por meio de atividades que colaboram com a equipe multidisciplinar na humanização hospitalar, melhorando a qualidade no atendimento. O trabalho pode ser realizado em conjunto com a escola que a criança frequenta, através do acompanhamento das tarefas pela professora da classe hospitalar, ou na sala de classe preparada para isso, ou ainda no próprio leito, conforme a necessidade. A humanização no hospital proporciona então, entre vários fatores, o bem-estar psíquico e físico contribuindo para a redução do tempo de permanência hospitalar. ___ Relatora: Dra. Maria Teresa Torgi Alves Presidente do Departamento Científico de Cuidados Hospitalares da SPSP Publicado em 13/03/2017. Fotos: arquivo da autora. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><div id="attachment_1524" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1524" class="wp-image-1524 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/02/HumanizacaoHospitalar1-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /><p id="caption-attachment-1524" class="wp-caption-text">Voluntárias da Brinquedoteca acompanham as crianças que aguardam atendimento realizando atividades lúdicas, principalmente pinturas</p></div>
<p>A Humanização Hospitalar na Pediatria é o cuidado prestado com respeito, dignidade e ternura às crianças e adolescentes hospitalizados e seus familiares, tornando a relação entre pacientes, familiares e profissionais menos formal, o que minimiza a dor, contribuindo para a sua cura e, portanto, diminuindo o tempo de internação.</p>
<p>Quando se está hospitalizado ocorre uma ruptura na rotina familiar, tão natural à criança. Ao ser internada, ela se depara com um espaço desconhecido, pouco acolhedor, com procedimentos que se tornam ameaçadores (injeções, punções, biopsias, curativos, sondagens) e, consequentemente, podem distanciá-la do que é ser criança, do momento lúdico, do brincar e de tudo que faz parte da infância. Durante a hospitalização, a criança tem suas atividades interrompidas, como as brincadeiras e a vida escolar, havendo privação da companhia dos familiares e dos colegas.</p>
<p><strong>A importância do acolhimento</strong><br />
Para diminuir o desconforto da hospitalização, as atividades lúdicas têm surgido com a finalidade de minimizar o estresse dos procedimentos e proporcionar momentos de atividades construtivas à criança, como: salas de recreação, brinquedoteca, classes hospitalares ou oficina pedagógica.</p>
<p>Envolvidas em um clima de descontração e alegria, as crianças se beneficiam de uma permanência mais agradável, o que colabora com o tratamento médico. Ao se valorizar setores como artes, computação e pesquisa, é possível aumentar a satisfação dos familiares, que também recebem orientações sobre a capacidade dos seus filhos, mesmo com necessidades especiais.</p>
<p>A inclusão de acompanhantes para as pessoas doentes nos processos de tratamento, bem como a modificação das regras de funcionamento de hospitais e outros serviços é de extrema importância, em função dos direitos dos usuários. Assim, a humanização implica na mudança da visão dos gestores, incluindo a estrutura, a forma de trabalhar e a visão destes profissionais, como exemplo: moradores de UTI Pediátrica, assim como pacientes com necessidades educacionais especiais, necessitam do olhar diferenciado em um ambiente hospitalar frequentado por profissionais capacitados.</p>
<div id="attachment_1525" style="width: 205px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1525" class="size-full wp-image-1525" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/02/HumanizacaoHospitalar2.jpg" alt="" width="195" height="274" /><p id="caption-attachment-1525" class="wp-caption-text">Desenho de uma criança hospitalizada</p></div>
<p><strong>Classe hospitalar</strong><br />
É um trabalho conjunto de ação pedagógica, entre os profissionais da Secretaria da Educação, da Saúde e dos gestores, que colaboram com a qualidade e humanização hospitalar ao conseguir transmitir para todos o acolhimento necessário aos pequenos pacientes e seus familiares.</p>
<p>A professora da classe hospitalar acompanha as crianças e adolescentes com idades entre 6 e 16 anos, internadas na UTI pediátrica e enfermaria de Pediatria, portadoras de patologias variadas e, principalmente, politraumatizados com maior tempo de permanência hospitalar, o que facilita o retorno à escola após a alta. Esse atendimento é estendido aos familiares e acompanhantes do paciente por meio de atividades que colaboram com a equipe multidisciplinar na humanização hospitalar, melhorando a qualidade no atendimento.</p>
<p>O trabalho pode ser realizado em conjunto com a escola que a criança frequenta, através do acompanhamento das tarefas pela professora da classe hospitalar, ou na sala de classe preparada para isso, ou ainda no próprio leito, conforme a necessidade.</p>
<p>A humanização no hospital proporciona então, entre vários fatores, o bem-estar psíquico e físico contribuindo para a redução do tempo de permanência hospitalar.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong> Dra. Maria Teresa Torgi Alves</strong><br />
Presidente do Departamento Científico de Cuidados Hospitalares da SPSP</p>
<p>Publicado em 13/03/2017.<br />
Fotos: arquivo da autora.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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