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	<title>Arquivos Isolamento social - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Isolamento social - SPSP</title>
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		<title>O que mudou na pandemia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 20:32:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O texto anterior, publicado em 17 de março de 2020, tem trechos destacados em itálico e entre aspas e o texto atual está em negrito. Assim começava o texto publicado no BLOG em março de 2020: Coronavírus: sem pânico, com responsabilidade. “Parece estranho esse título? Nem tanto”.“Passamos, no momento, por uma situação desconhecida ou já esquecida por grande parte dos brasileiros (última em 2009 – H1N1):&#160;PANDEMIA.”Quase um ano depois, com mais conhecimento, muitos estudos, muito progresso da ciência (e da “anticiência”, mais conhecida como fake news), sim, tivemos mudanças. Mas, com certeza, a imensa maioria delas não representa o que todos imaginavam. “No momento, os países mais afetados com novos casos são a Itália (cerca de 3.500), Espanha (1.500), Irã (1.365), França (830) e Alemanha (735)”.Esses números também mudaram muito desde então, e de forma incontestável:Com quase 103 milhões de casos e mais de 2.2 milhões de mortes no mundo, o Brasil agora ocupa o 3º lugar nas estatísticas mundiais de COVID-19 (perto de 9.3 milhões) e o 2º na contagem de óbitos (225 mil).Apesar de incansáveis pesquisas, tentativas de evitar a disseminação do vírus (lockdown, fronteiras fechadas, distanciamento social), os números são implacáveis. E se antes alguns imaginavam que a pandemia fosse uma “nuvem passageira”, agora estamos todos no “olho do furacão”. “Por ser um&#160;coronavírus&#160;novo (há outros que já circulam entre nós, mas sem as mesmas características), ninguém está naturalmente protegido contra ele e não existem nem vacinas e nenhum tratamento milagroso que aumente a imunidade geral ou específica em relação ao vírus”.Agora, presenciamos o aparecimento de mutações do SARS-Cov-2, que se espalham com velocidade maior e, no mínimo, mantém o nível de letalidade, trazendo, a cada dia, mais leitos de UTI ocupados no Brasil, esgotando recursos materiais (até o oxigênio na Amazônia), logísticos (leitos em hospitais) e humanos (muitos trabalhadores da saúde perdendo suas vidas). “Não. Não existe soro preparado que aumente a imunidade contra o vírus.Não. Não existem nem preparados vitamínicos ou dieta específica contra o vírus.Não. Não existe nenhum tratamento homeopático ou fitoterápico contra o vírus.”A isso, poderíamos acrescentar:Não. Não existe nenhum tratamento medicamentoso preventivo ou curativo comprovado por estudos até hoje contra o vírus. Existem, nas redes sociais e na internet, “estudos” que mostram a ação de determinadas drogas e substâncias na prevenção da COVID-19. E, infelizmente, além da população que recorre à internet em busca não filtrada de informações, há profissionais de saúde que ainda acreditam nesses “estudos”, constantemente desmentidos pela comunidade científica nacional e internacional.&#160; Quem não gostaria que isso fosse verdade? Quem não gostaria que fosse apenas tomar essas substâncias e não aconteceria a transmissão incontrolável do vírus que tirou a vida de familiares, amigos e até de quem usou esses “tratamentos milagrosos” na esperança de vida? Agora, ainda pela ação da ciência, da questionada ciência, parece haver luz no final do túnel com as vacinas, que passaram por todas as fases de estudos necessárias para serem liberadas. Quem, em sã consciência, pode sequer supor que cientistas e instituições liberariam um tratamento, qualquer que seja ele, nesse momento, sem a eficácia e a segurança exigidas? Para falarmos só no Brasil, quem pode questionar a idoneidade do Instituto Butantan e da FIOCRUZ? A vacina é o maior avanço contra o coronavírus que começamos a ter em mãos. Mas isso está longe de significar que os vacinados podem sair sem proteção adequada. Ainda não há estoque de vacinas suficiente para todos e a previsão é de que o país seja imunizado, de forma satisfatória, apenas perto do final desse ano. Existe uma programação de vacinação e uma razão para isso (uma “fila”?). Não é educado, ético ou adequado “furar essa fila”. Sem a proteção de todos, a proteção individual é incompleta e não necessariamente eficaz. “O que funciona é&#160;INFORMAÇÃO&#160;e&#160;AÇÃO.O que funciona é&#160;PREVENÇÃO&#160;e (o nome do momento)&#160;CONTENÇÃO.O que funciona é&#160;RESPONSABILIDADE&#160;e&#160;SOLIDARIEDADE.”Isso não mudou. Isso não vai mudar nunca. E para concluir:“Não.&#160;Coronavírus&#160;não é um simples resfriado ou uma gripe.Não.&#160;Coronavírus&#160;não é uma manobra política ou econômica.Não.&#160;Coronavírus&#160;não é uma invenção da mídia.Coronavírus&#160;existe, se espalha e pode matar.”“As recomendações de contenção orientadas pelas sociedades (Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e órgãos oficiais (OMS e o nosso Sistema Único de Saúde) devem ser seguidas à risca: lavar as mãos, não beijar, não apertar as mãos, não abraçar, usar de álcool gel e tomar providências muito importantes como: lavar mais ainda as mãos, não sair correndo para estocar alimentos e evitar pânico e alarmismo.”Aqui vale acrescentar o uso de máscaras, que na época não tinha se mostrado ainda uma medida fundamental de segurança. “Quanto mais cedo nos distanciarmos fisicamente, mais cedo poderemos nos abraçar.”A cada mês que passa estamos mais distantes do começo da&#160;pandemia.&#160;O final dela depende da ciência, depende de cada um de nós, depende de todos nós. Somos todos pela vida. Não é só sobre não ficar doente. É sobre querer que ninguém fique também. ___Relator:Yechiel Moises ChencinskiPresidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da&#160;Sociedade de Pediatria de São PauloCoordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-mudou-na-pandemia/">O que mudou na pandemia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-color" style="color:#f20505">O texto anterior, publicado em 17 de março de 2020, tem trechos destacados em itálico e entre aspas e o texto atual está em negrito.</p>



<p><em>Assim começava o texto publicado no BLOG em março de 2020:</em></p>



<p><strong><em>Coronavírus: sem pânico, com responsabilidade</em></strong><em>.</em></p>



<p><em>“Parece estranho esse título? Nem tanto”.</em><br>“<em>Passamos, no momento, por uma situação desconhecida ou já esquecida por grande parte dos brasileiros (última em 2009 – H1N1):&nbsp;PANDEMIA.</em>”<br><strong>Quase um ano depois, com mais conhecimento, muitos estudos, muito progresso da ciência (e da “<em>anticiência</em>”, mais conhecida como <em>fake news</em>), sim, tivemos mudanças. Mas, com certeza, a imensa maioria delas não representa o que todos imaginavam.</strong></p>



<p>“<em>No momento, os países mais afetados com novos casos são a Itália (cerca de 3.500), Espanha (1.500), Irã (1.365), França (830) e Alemanha (735)</em>”.<br><strong>Esses números também mudaram muito desde então, e de forma incontestável:</strong><br><strong>Com quase 103 milhões de casos e mais de 2.2 milhões de mortes no mundo, o Brasil agora ocupa o 3º lugar nas estatísticas mundiais de COVID-19 (perto de 9.3 milhões) e o 2º na contagem de óbitos (225 mil).</strong><br><strong>Apesar de incansáveis pesquisas, tentativas de evitar a disseminação do vírus (<em>lockdown</em>, fronteiras fechadas, distanciamento social), os números são implacáveis. E se antes alguns imaginavam que a pandemia fosse uma “nuvem passageira”, agora estamos todos no “olho do furacão”.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2021/02/pixabay_5961419_NghiNguyen-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3584"/><figcaption>nghi nguyen | pixabay.com</figcaption></figure>



<p>“<em>Por ser um&nbsp;coronavírus&nbsp;novo (há outros que já circulam entre nós, mas sem as mesmas características), ninguém está naturalmente protegido contra ele e não existem nem vacinas e nenhum tratamento milagroso que aumente a imunidade geral ou específica em relação ao vírus</em>”.<br><strong>Agora, presenciamos o aparecimento de mutações do SARS-Cov-2, que se espalham com velocidade maior e, no mínimo, mantém o nível de letalidade, trazendo, a cada dia, mais leitos de UTI ocupados no Brasil, esgotando recursos materiais (até o oxigênio na Amazônia), logísticos (leitos em hospitais) e humanos (muitos trabalhadores da saúde perdendo suas vidas).</strong></p>



<p>“<em>Não. Não existe soro preparado que aumente a imunidade contra o vírus.</em><br><em>Não. Não existem nem preparados vitamínicos ou dieta específica contra o vírus.</em><br><em>Não. Não existe nenhum tratamento homeopático ou fitoterápico contra o vírus</em>.”<br><strong>A isso, poderíamos acrescentar:</strong><br><strong>Não. Não existe nenhum tratamento medicamentoso preventivo ou curativo comprovado por estudos até hoje contra o vírus.</strong></p>



<p><strong>Existem, nas redes sociais e na internet, “estudos” que mostram a ação de determinadas drogas e substâncias na prevenção </strong><strong>da</strong><strong> COVID-19. E, infelizmente, além da população que recorre à internet em busca não filtrada de informações, há profissionais de saúde que ainda acreditam nesses “estudos”, constantemente desmentidos pela comunidade científica nacional e internacional.&nbsp;</strong></p>



<p><strong>Quem não gostaria que isso fosse verdade? Quem não gostaria que fosse apenas tomar essas substâncias e não aconteceria a transmissão incontrolável do vírus que tirou a vida de familiares, amigos e até de quem usou esses “tratamentos milagrosos” na esperança de vida?</strong></p>



<p><strong>Agora, ainda pela ação da ciência, da questionada ciência, parece haver luz no final do túnel com as vacinas, que passaram por todas as fases de estudos necessárias para serem liberadas. Quem, em sã consciência, pode sequer supor que cientistas e instituições liberariam um tratamento, qualquer que seja ele, nesse momento, sem a eficácia e a segurança exigidas? Para falarmos só no Brasil, quem pode questionar a idoneidade do Instituto Butantan e da FIOCRUZ?</strong></p>



<p><strong>A vacina é o maior avanço contra o <em>coronavírus</em> que começamos a ter em mãos. Mas isso está longe de significar que os vacinados podem sair sem proteção adequada. Ainda não há estoque de vacinas suficiente para todos e a previsão é de que o país seja imunizado, de forma satisfatória, apenas perto do final desse ano. Existe uma programação de vacinação e uma razão para isso (uma “fila”?). Não é educado, ético ou adequado “furar essa fila”. Sem a proteção de todos, a proteção individual é incompleta e não necessariamente eficaz.</strong></p>



<p>“<em>O que funciona é&nbsp;<strong>INFORMAÇÃO&nbsp;</strong>e&nbsp;<strong>AÇÃO</strong>.</em><br><em>O que funciona é&nbsp;<strong>PREVENÇÃO</strong>&nbsp;e (o nome do momento)&nbsp;<strong>CONTENÇÃO</strong>.</em><br><em>O que funciona é&nbsp;<strong>RESPONSABILIDADE</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>SOLIDARIEDADE</strong>.</em>”<br><strong>Isso não mudou. Isso não vai mudar nunca.</strong></p>



<p><strong>E para concluir:</strong><br>“<em>Não.&nbsp;Coronavírus&nbsp;não é um simples resfriado ou uma gripe.</em><br><em>Não.&nbsp;Coronavírus&nbsp;não é uma manobra política ou econômica.</em><br><em>Não.&nbsp;Coronavírus&nbsp;não é uma invenção da mídia.</em><br><em>Coronavírus&nbsp;existe, se espalha e pode matar.</em>”<br>“<em>As recomendações de contenção orientadas pelas sociedades (Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e órgãos oficiais (OMS e o nosso Sistema Único de Saúde) devem ser seguidas à risca: lavar as mãos, não beijar, não apertar as mãos, não abraçar, usar de álcool gel e tomar providências muito importantes como: lavar mais ainda as mãos, não sair correndo para estocar alimentos e evitar pânico e alarmismo.</em>”<br><strong>Aqui vale acrescentar o uso de máscaras, que na época não tinha se mostrado ainda uma medida fundamental de segurança.</strong></p>



<p>“<em>Quanto mais cedo nos distanciarmos fisicamente, mais cedo poderemos nos abraçar.</em>”<br><strong><strong>A cada mês que passa estamos mais distantes do começo da&nbsp;pandemia.&nbsp;</strong>O final dela depende da ciência, depende de cada um de nós, depende de todos nós. Somos todos pela vida.</strong></p>



<p><strong>Não é só sobre não ficar doente. É sobre querer que ninguém fique também.</strong></p>



<p>___<br><strong>Relator:</strong><br><strong>Yechiel Moises Chencinski</strong><br><strong>Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da&nbsp;Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><br><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Como falar com as crianças sobre o coronavírus?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/como-falar-com-as-criancas-sobre-o-coronavirus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 20:40:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de pandemia, são levantadas muitas questões sobre o que dizer ou não a uma criança acerca da Covid-19. É natural que surjam dúvidas e ansiedades sobre como abordar um capítulo tão triste da história, o qual não poderemos propositalmente “pular”, tal como fazemos quando queremos proteger os filhos de algo cruel como uma notícia da TV. Afinal, as restrições ao convívio social e até mesmo o comprometimento da saúde de amigos e parentes atingiram diretamente nossas crianças, tornando o assunto incontornável. Pensei ser interessante contextualizar que os jovens dessa pandemia nasceram em um mundo em que ser feliz e ter qualidade de vida são imperativos que se aplicam à tarefa de tornar os filhos felizes, a qual muitos pais confundem com não frustrar as crianças e elas não aprenderem a tolerar frustrações, como se elas não pudessem suportar contrariedades e percalços inerentes à vida de qualquer ser humano. Desde a primeira semana de confinamento da pandemia, foi frequente ouvir nos grupos de WhatsApp de mães e pais de escolas particulares de São Paulo sobre a preocupação a respeito de como ficariam as aulas e o conteúdo que as crianças teriam que cumprir neste ano. Críticas à escola, discussões, ameaças de cancelamentos de matrícula, tudo isso na primeira semana. Quem protegeria as crianças de terem qualquer perda? Quem poderia salvar o ano letivo? De fato, se pensarmos na agenda lotada dessas crianças, parar parece uma tragédia, quase um crime. Qual o impacto emocional para as crianças? É evidente que toda essa situação preocupa muito e merece reflexão, porém tão importante quanto o comprometimento da normalidade do dia a dia escolar, é pensar em como essas crianças entenderão a gravidade do que acontece no mundo neste exato momento. Quais impactos emocionais estariam sentindo em suas vidas? Ouvindo os pais em desespero com questões escolares, eu me perguntava se a grande angústia deles, na verdade, não seria a de não poderem suportar esse acidente de percurso nos maiores planos que fizeram aos filhos? Ou por estarem extremamente preocupados com o que farão com seus filhos em casa? Ou ainda suportar lidar com o fato de que agora estamos todos sendo frustrados e mergulhados em uma situação de bastante descontrole que não sabemos como terminará? Esse último elemento que agrega imensa angústia a qualquer um de nós. Na última semana, ouvi de uma paciente, preocupada a esse respeito e que perguntou ao filho, se ele pudesse estar em qualquer lugar do mundo, onde seria? Ficou tocada com a resposta: “No recreio da minha escola, com meus amigos”. A colocação desse menino me fez pensar que a grande perda para as crianças talvez seja a ausência do outro, do amigo, do abraço, da corrida no pátio, de jogar bola no recreio, da liberdade.Ainda que a condição mais favorável das classes média e média alta permita aos pais proteger os filhos de boa parte dos sofrimentos derivados da vulnerabilidade econômica e social, invariavelmente sempre existirão dois incontornáveis inimigos: a doença e a morte. São vilões democráticos e que na pandemia chegaram sem pedir licença, atingindo todos os países do mundo de uma única vez. Essa é a notícia que teremos que dar aos nossos filhos e pacientes: estamos diante de algo imponderável, que não poderá ser censurado ou esquecido de forma deliberada, para que todos sigamos sem perdas, como se nada tivesse acontecido. Esteja atento aos sinais de angústia e necessida de conversar Se antigamente os velórios eram realizados em casa e as crianças eram parte do cenário inevitável e natural da morte, hoje muitas crianças só entram em contato com ela mais tarde na vida. O fato é que a pandemia chegou e subverterá justamente a forma como morremos e lidamos com a morte. É impossível poupar os jovens de tais notícias. Por outro lado, temos em nossas mãos uma grande oportunidade de observar como cada criança lidará com essa nova realidade. Será importante estarmos atentos aos sinais de angústia, aos sintomas e a necessidade de falar sobre a morte e a doença, que surgirão de qualquer forma, dependendo da faixa etária. Em crianças pequenas, por exemplo, a angústia em seu entorno, característica desse período, pode produzir retrocessos em habilidades consolidadas, como, por exemplo, voltar a fazer xixi na cama e pedir a mamadeira, fatos que podem ser a expressão de toda tensão familiar. Nesse período, podem aparecer também angústias difusas e escamoteadas e que ganham outras facetas, outros nomes: o medo de ficar sozinho, a necessidade de ficar colado ao pai e/ou a mãe o dia todo, pavor em sair na rua, medo de dormir sozinho, são exemplos que qualquer profissional que cuida de crianças escuta cotidianamente, mas que nas últimas semanas vêm se intensificando. Nesse momento, penso ser importante não silenciar ou distrair as crianças e os jovens, mas ter a coragem e dignidade de atravessar com eles período tão triste. Na hora de conversar, considere a idade da criança Evidente que cada criança, dependendo de sua idade, deve ser exposta às notícias de acordo com a possibilidade de compreensão e elaboração da angústia. Com crianças bem pequenas não devemos apresentar as agruras da pandemia, como caixões em fila ou coisas do tipo, e mesmo com as mais velhas devemos preservar certas imagens e situações. Por outro lado, diante das constatações e perguntas das crianças mais velhas sobre desfechos piores, não devemos nos esquivar em dar esse triste dado de realidade. Essa será uma ocasião para mostrarmos a elas como lidar com tanta dor e incerteza e manter a esperança, tarefa que será individual e intransferível. Lidar com tais angústias precocemente nos parece cruel, porém essa experiência pode se traduzir em importante ferramenta para o enfrentamento da frustração e da adversidade. Teremos a oportunidade de refletir sobre como a felicidade é uma aspiração que, em qualquer biografia, estará mesclada à dor e ao sofrimento, que tudo isso faz parte da vida, que capítulos tristes, tal como nas histórias infantis, podem ser parte de uma vida feliz e, que a tristeza...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em tempos de pandemia, são levantadas muitas questões sobre o que dizer ou não a uma criança acerca da Covid-19. É natural que surjam dúvidas e ansiedades sobre como abordar um capítulo tão triste da história, o qual não poderemos propositalmente “pular”, tal como fazemos quando queremos proteger os filhos de algo cruel como uma notícia da TV. Afinal, as restrições ao convívio social e até mesmo o comprometimento da saúde de amigos e parentes atingiram diretamente nossas crianças, tornando o assunto incontornável. <br>Pensei ser interessante contextualizar que os jovens dessa pandemia nasceram em um mundo em que ser feliz e ter qualidade de vida são imperativos que se aplicam à tarefa de tornar os filhos felizes, a qual muitos pais confundem com não frustrar as crianças e elas não aprenderem a tolerar frustrações, como se elas não pudessem suportar contrariedades e percalços inerentes à vida de qualquer ser humano.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Depositphotos_47119131_petrograd99-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-3300"/><figcaption>petrograd99 | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p><br>Desde a primeira semana de confinamento da pandemia, foi frequente ouvir nos grupos de WhatsApp de mães e pais de escolas particulares de São Paulo sobre a preocupação a respeito de como ficariam as aulas e o conteúdo que as crianças teriam que cumprir neste ano. Críticas à escola, discussões, ameaças de cancelamentos de matrícula, tudo isso na primeira semana. Quem protegeria as crianças de terem qualquer perda? Quem poderia salvar o ano letivo? De fato, se pensarmos na agenda lotada dessas crianças, parar parece uma tragédia, quase um crime. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Qual o impacto emocional para as
crianças?</strong></h4>



<p>É evidente que toda essa situação preocupa muito e merece reflexão, porém tão importante quanto o comprometimento da normalidade do dia a dia escolar, é pensar em como essas crianças entenderão a gravidade do que acontece no mundo neste exato momento. Quais impactos emocionais estariam sentindo em suas vidas? Ouvindo os pais em desespero com questões escolares, eu me perguntava se a grande angústia deles, na verdade, não seria a de não poderem suportar esse acidente de percurso nos maiores planos que fizeram aos filhos? Ou por estarem extremamente preocupados com o que farão com seus filhos em casa? Ou ainda suportar lidar com o fato de que agora estamos todos sendo frustrados e mergulhados em uma situação de bastante descontrole que não sabemos como terminará? Esse último elemento que agrega imensa angústia a qualquer um de nós. <br>Na última semana, ouvi de uma paciente, preocupada a esse respeito e que perguntou ao filho, se ele pudesse estar em qualquer lugar do mundo, onde seria? Ficou tocada com a resposta: “<em>No recreio da minha escola, com meus amigos</em>”. A colocação desse menino me fez pensar que a grande perda para as crianças talvez seja a ausência do outro, do amigo, do abraço, da corrida no pátio, de jogar bola no recreio, da liberdade.<br>Ainda que a condição mais favorável das classes média e média alta permita aos pais proteger os filhos de boa parte dos sofrimentos derivados da vulnerabilidade econômica e social, invariavelmente sempre existirão dois incontornáveis inimigos: a doença e a morte. São vilões democráticos e que na pandemia chegaram sem pedir licença, atingindo todos os países do mundo de uma única vez. Essa é a notícia que teremos que dar aos nossos filhos e pacientes: estamos diante de algo imponderável, que não poderá ser censurado ou esquecido de forma deliberada, para que todos sigamos sem perdas, como se nada tivesse acontecido.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Esteja atento aos sinais de angústia
e necessida de conversar</strong></h4>



<p>Se antigamente os velórios eram realizados em casa e as crianças eram parte do cenário inevitável e natural da morte, hoje muitas crianças só entram em contato com ela mais tarde na vida. O fato é que a pandemia chegou e subverterá justamente a forma como morremos e lidamos com a morte. É impossível poupar os jovens de tais notícias. Por outro lado, temos em nossas mãos uma grande oportunidade de observar como cada criança lidará com essa nova realidade. Será importante estarmos atentos aos sinais de angústia, aos sintomas e a necessidade de falar sobre a morte e a doença, que surgirão de qualquer forma, dependendo da faixa etária. Em crianças pequenas, por exemplo, a angústia em seu entorno, característica desse período, pode produzir retrocessos em habilidades consolidadas, como, por exemplo, voltar a fazer xixi na cama e pedir a mamadeira, fatos que podem ser a expressão de toda tensão familiar. <br>Nesse período, podem aparecer também angústias difusas e escamoteadas e que ganham outras facetas, outros nomes: o medo de ficar sozinho, a necessidade de ficar colado ao pai e/ou a mãe o dia todo, pavor em sair na rua, medo de dormir sozinho, são exemplos que qualquer profissional que cuida de crianças escuta cotidianamente, mas que nas últimas semanas vêm se intensificando. Nesse momento, penso ser importante não silenciar ou distrair as crianças e os jovens, mas ter a coragem e dignidade de atravessar com eles período tão triste. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Na hora de conversar, considere a
idade da criança</strong><strong></strong></h4>



<p>Evidente que cada criança, dependendo de sua idade, deve ser
exposta às notícias de acordo com a possibilidade de compreensão e elaboração
da angústia. Com crianças bem pequenas não devemos apresentar as agruras da
pandemia, como caixões em fila ou coisas do tipo, e mesmo com as mais velhas
devemos preservar certas imagens e situações. Por outro lado, diante das
constatações e perguntas das crianças mais velhas sobre desfechos piores, não
devemos nos esquivar em dar esse triste dado de realidade. Essa será uma ocasião
para mostrarmos a elas como lidar com tanta dor e incerteza e manter a
esperança, tarefa que será individual e intransferível. Lidar com tais
angústias precocemente nos parece cruel, porém essa experiência pode se traduzir
em importante ferramenta para o enfrentamento da frustração e da adversidade.
Teremos a oportunidade de refletir sobre como a felicidade é uma aspiração que,
em qualquer biografia, estará mesclada à dor e ao sofrimento, que tudo isso faz
parte da vida, que capítulos tristes, tal como nas histórias infantis, podem
ser parte de uma vida feliz e, que a tristeza e a alegria coexistem o tempo
todo. Tirar lições e conclusões sobre os impactos dessa pandemia é impossível,
pois ela ainda está viva e faz parte do nosso presente. O que sabemos por ora é
que ela nos trouxe medo extremo, uma impotência maior ainda e uma incerteza que
por alguns momentos parece engolir toda esperança. Ora, se não sabemos como
lidar com todos esses sentimentos e fatos, talvez seja melhor usarmos esse
tempo para refletir, observar, aprender, ao invés de, como seres pós-modernos
que somos, sairmos concluindo ou cobrando coisas, seja da escola, de nossos
filhos e até de nós mesmos. Graças à pandemia, ganhamos uma oportunidade sem
precedentes na história recente de ficarmos juntos dos nossos filhos por longos
períodos, suportando dividir a dor, o receio, o tédio e os momentos de alegria.
Nossas crianças conhecerão novos capítulos felizes se soubermos aguardar,
refletir, suportar a angústia, conversar e preservar nossos vínculos
solidários. A grande questão é: essas são tarefas árduas para todos nós, seres
individualistas e acostumados à velocidade da luz e à felicidade ao alcance de
uma curtida.</p>



<p>___<br><strong>Relator</strong><br><strong>Dra. Flavia Schimith Escrivão</strong><br><strong>Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/como-falar-com-as-criancas-sobre-o-coronavirus/">Como falar com as crianças sobre o coronavírus?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Volta às aulas: orientações práticas para a vida escolar no “novo normal”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/volta-as-aulas-orientacoes-praticas-para-a-vida-escolar-no-novo-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2020 14:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sociedade de Pediatria de São PauloTexto divulgado em 01/07/2020 Como praticamente todos os aspectos da vida cotidiana, a vida escolar de nossas crianças foi afetada com a pandemia da COVID-19. Subitamente, as aulas foram suspensas, as férias antecipadas em alguns casos e a retomada dos estudos por meio remoto através da tecnologia. Pais e filhos passaram a conviver em um ambiente único, com a casa se tornando local não apenas de trabalho, o chamado home office, mas também de aprendizagem e estudo. O papel do professor, tão desvalorizado em nossa sociedade, foi, aos poucos, sendo reconhecido pela maioria dos pais, ao estudarem com seus filhos e perceberem a dificuldade da transmissão do saber e do conhecimento, especialmente a esta geração tão bombardeada com estímulos. Limites precisaram ser colocados e, em muitos casos, houve aumento da ansiedade e conflitos relacionais. Neste contexto, como pensar sobre a volta às aulas? Quais os cuidados que devemos tomar? Como será o papel da escola e do professor neste momento chamado de “novo normal”? Devemos analisar os aspectos pedagógicos, psicológicos, sociais e sanitários do retorno às aulas. Muitas são as dúvidas e nem todas as respostas estão claras ainda. Mas vamos procurar trazer algumas orientações. Quanto aos aspectos pedagógicos, é importante centralizar esforços em celebrar a resiliência dos alunos, buscando integrar as diversas situações vividas e, através da discussão das práticas adotadas no ensino a distância, procurar equilibrar os alunos de modo mais homogêneo, sem descaracterizar a individualidade de cada aluno. É um momento muito oportuno para que os pais se aproximem da escola e conheçam melhor o conteúdo, a forma de ensino, as metas, o relacionamento da criança e do adolescente com a equipe escolar. Será fundamental repensar os espaços pedagógicos e redefinir as prioridades na retomada da vida escolar. Lembrem-se: todo mundo foi afetado pela pandemia! Em relação aos aspectos psicológicos, teremos várias crianças e adolescentes tomados por sentimentos como medo, pânico, dificuldade de readaptação. Será um momento oportuno para que a equipe escolar trabalhe atividades nas quais seus alunos possam exprimir sentimentos, angústias e medos a fim de auxiliar a recuperação emocional. Importante ter um olhar sobre a violência doméstica, que pode ter se intensificado com a questão do distanciamento social. Nem sempre as equipes escolares têm capacitação para lidar com este tipo de questão e é necessária a aproximação dos serviços de saúde às escolas. No que se refere à questão sanitária, o distanciamento social será imprescindível, assim como uso de máscaras e lavagem das mãos. Provavelmente teremos que ter rodízio de alunos e olhar com cuidado especial a questão da ventilação e renovação do ar nos espaços fechados, assim como nas salas de aulas e nos laboratórios. Um cuidado adicional será o de olhar com atenção especial àqueles alunos que têm na merenda escolar sua principal refeição. Verificar as necessidades das famílias e trabalhar para que tenham o mínimo de condição para alimentar as crianças é uma questão humanitária ainda muito importante em nossos dias. Respostas e fórmulas prontas não existem, mas, mais do que nunca, precisamos todos trabalhar para a construção de um ambiente de ensino-aprendizagem que seja acolhedor, confortável e principalmente efetivo em construir cidadãos preparados para os desafios que vem por aí. E pensarmos também em criar cidadãos críticos, responsáveis, cientes de seu papel social, com menos preocupação na competição e no individualismo. __Relator: Dr. Fausto Flor CarvalhoDepartamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/volta-as-aulas-orientacoes-praticas-para-a-vida-escolar-no-novo-normal/">Volta às aulas: orientações práticas para a vida escolar no “novo normal”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 01/07/2020</p>



<p>Como praticamente todos os aspectos da vida cotidiana, a vida escolar de nossas crianças foi afetada com a pandemia da COVID-19. Subitamente, as aulas foram suspensas, as férias antecipadas em alguns casos e a retomada dos estudos por meio remoto através da tecnologia. Pais e filhos passaram a conviver em um ambiente único, com a casa se tornando local não apenas de trabalho, o chamado <em>home office,</em> mas também de aprendizagem e estudo.</p>



<p>O papel do professor, tão desvalorizado em nossa sociedade, foi, aos poucos, sendo reconhecido pela maioria dos pais, ao estudarem com seus filhos e perceberem a dificuldade da transmissão do saber e do conhecimento, especialmente a esta geração tão bombardeada com estímulos. Limites precisaram ser colocados e, em muitos casos, houve aumento da ansiedade e conflitos relacionais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Depositphotos_294753846_IgorVetushko-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3296"/><figcaption>igor vetushko | depositphotos.com</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Neste
contexto, como pensar sobre a volta às aulas? Quais os cuidados que devemos
tomar? Como será o papel da escola e do professor neste momento chamado de “novo
normal”?</strong></h4>



<p>Devemos analisar os aspectos pedagógicos,
psicológicos, sociais e sanitários do retorno às aulas. Muitas são as dúvidas e
nem todas as respostas estão claras ainda. Mas vamos procurar trazer algumas orientações.</p>



<p>Quanto aos aspectos pedagógicos, é importante
centralizar esforços em celebrar a resiliência dos alunos, buscando integrar as
diversas situações vividas e, através da discussão das práticas adotadas no
ensino a distância, procurar equilibrar os alunos de modo mais homogêneo, sem
descaracterizar a individualidade de cada aluno. É um momento muito oportuno
para que os pais se aproximem da escola e conheçam melhor o conteúdo, a forma
de ensino, as metas, o relacionamento da criança e do adolescente com a equipe
escolar. Será fundamental repensar os espaços pedagógicos e redefinir as
prioridades na retomada da vida escolar. Lembrem-se: todo mundo foi afetado
pela pandemia!</p>



<p>Em relação aos aspectos psicológicos, teremos várias
crianças e adolescentes tomados por sentimentos como medo, pânico, dificuldade
de readaptação. Será um momento oportuno para que a equipe escolar trabalhe
atividades nas quais seus alunos possam exprimir sentimentos, angústias e medos
a fim de auxiliar a recuperação emocional. Importante ter um olhar sobre a
violência doméstica, que pode ter se intensificado com a questão do
distanciamento social. Nem sempre as equipes escolares têm capacitação para
lidar com este tipo de questão e é necessária a aproximação dos serviços de
saúde às escolas.</p>



<p>No que se refere à questão sanitária, o distanciamento
social será imprescindível, assim como uso de máscaras e lavagem das mãos.
Provavelmente teremos que ter rodízio de alunos e olhar com cuidado especial a
questão da ventilação e renovação do ar nos espaços fechados, assim como nas
salas de aulas e nos laboratórios. Um cuidado adicional será o de olhar com
atenção especial àqueles alunos que têm na merenda escolar sua principal
refeição. Verificar as necessidades das famílias e trabalhar para que tenham o
mínimo de condição para alimentar as crianças é uma questão humanitária ainda muito
importante em nossos dias.</p>



<p>Respostas e fórmulas prontas não existem, mas, mais do
que nunca, precisamos todos trabalhar para a construção de um ambiente de ensino-aprendizagem
que seja acolhedor, confortável e principalmente efetivo em construir cidadãos
preparados para os desafios que vem por aí. E pensarmos também em criar
cidadãos críticos, responsáveis, cientes de seu papel social, com menos
preocupação na competição e no individualismo.</p>



<p><strong>__</strong><br><strong>Relator: </strong><br><strong>Dr. Fausto Flor Carvalho</strong><br><strong>Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/volta-as-aulas-orientacoes-praticas-para-a-vida-escolar-no-novo-normal/">Volta às aulas: orientações práticas para a vida escolar no “novo normal”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>O medo da COVID-19 afasta as crianças de consultas com pediatras ou emergências</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-medo-da-covid-19-afasta-as-criancas-de-consultas-com-pediatras-ou-emergencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 20:04:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Crianças podem pegar e transmitir o coronavírus, mas raramente de forma grave e, se seu filho estiver doente, há uma grande chance de ser outra doença, que não COVID-19. Um dos papéis do pediatra é garantir que as crianças tenham avaliação, investigação e diagnóstico rapidamente, para que o tratamento específico, quando for necessário, comece assim que possível, ou seja, tomar os cuidados adequados, no momento e no local certos. No entanto, surgem relatos que, nos dias de hoje, muitos pais estão hesitantes ou esperando demais para procurar atendimento médico quando seu filho está doente ou se sofreu algum acidente ou trauma. Menos crianças são trazidas aos consultórios pediátricos ou aos serviços de emergência com condições muitas vezes sérias e, quando chegam, estão em situação grave. Segundo o Center of Diseases Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos, os atendimentos em pronto-socorro para emergências não-COVID-19 caíram 42% durante a pandemia, sendo as reduções mais acentuadas entre menores de 14 anos. Em 2019, 12% de todas as visitas ao departamento de emergência ocorreram em menores de 10 anos, em comparação com 6% durante o mesmo período deste ano, durante a quarentena. E por que isso acontece? Alguns pais não procuram ajuda por estarem preocupados em pegar COVID-19 no consultório ou no hospital, ou que seu filho contraia a doença. Há quem assuma que tudo é causado pelo coronavírus e, por ser criança, vai melhorar logo. Outros acham que podem cuidar em casa, minimizando os riscos, até quando seu filho tem alguma doença crônica, ou que situações como cortes, fraturas e queimaduras vão sarar logo, sem necessidade de atendimento médico. Levar o filho ao hospital pode ser uma experiência estressante, mas, ao contrário do que muitos pensam, o serviço de emergência ainda é um lugar muito seguro, especialmente para crianças, apesar da pandemia. A sala de espera lotada não é mais a realidade no momento e a maioria dos hospitais segue práticas rigorosas para impedir a propagação do vírus entre pacientes e funcionários, &#160;ressaltando que &#160;todos devem usar&#160; máscara o tempo todo enquanto estiverem no hospital; praticar o distanciamento social (de 1,5 metro entre as pessoas); isolar todos os pacientes suspeitos e positivos de COVID-19 em áreas privadas; minimizar o contato através de um sistema de triagem, incluindo admissão e transferência direta no hospital; evitar o serviço de emergência sempre que possível; visitação limitada (uma só pessoa para pacientes com até 18 anos); testar todos os pacientes admitidos para o setor de COVID-19 (na emergência, na &#160;observação e internados) e limpeza/ higienização regulares de todas as superfícies e salas. O que os pais podem fazer? Entre em contato com seu pediatra e verifique se a consulta deverá ser presencial ou por teleconsulta, através de outras mídias (aplicativos como: WhatsApp, FaceTime, Zoom, Webex, Skype, Google Meet, etc.). Nessas consultas de telemedicina, podem ser obtidas orientações para vocês e seus filhos sobre alimentação, imunizações, desenvolvimento. Além disso, podem ser feitas solicitações de exames laboratoriais, receitas simples, de controle especial e de orientações gerais. A maioria dos consultórios está aberta e adotando medidas extras para garantir que você e seus filhos fiquem seguros. Alguns consultórios separaram as crianças que “estão bem” das que “estão doentes” e agendam recém-nascidos e bebês pequenos nos primeiros horários. Algumas situações demandam atendimento presencial, como consultas de recém-nascido e bebês pequenos, monitoração de crescimento, pressão arterial e outros sinais vitais e tratamento de doenças, lesões e/ou infecções. O que fazer se o seu filho ficar doente Se a criança foi exposta ao coronavírus ou vocês estão preocupados com os sintomas que apresenta, entrem imediatamente em contato com o pediatra. Sabemos que às vezes é difícil descrever como está a criança ou o quanto doente está e seu pediatra, conhecendo a família, vai fazer algumas perguntas e, de acordo com as respostas, poderá orientar algumas medidas iniciais a serem tomadas, os sinais de alerta ou de piora e quando deverão ir para o hospital. Quando devem ir ao Serviço de Emergência De acordo com as orientações elaboradas pelos The Royal College of Paediatrics and Child Health (RCPCH), no Reino Unido, através de um sistema de semáforo nas cores vermelha, âmbar (alaranjada) e verde, os pais devem avaliar quando devem procurar atendimento médico e de que tipo, se a criança está doente ou sofreu um acidente. Seguem as recomendações, adaptadas para a nossa realidade: SINAL VERMELHO Seu filho apresenta ou está com: Pele e mucosas pálidas, frias ou extremidades e lábios roxos (cianose). Erupção cutânea que não desaparece com a pressão (manchas vermelhas ou roxas). Respiração com paradas ou pausas (apneia), irregular, gemente, com som como “um grunhido”, grande desconforto. Nível de consciência: agitação, irritabilidade, choro inconsolável, letárgico (difícil de ser acordado), sonolência ou falta de resposta. Convulsão Dor testicular em meninos. O QUE FAZER: ir ao Serviço de Emergência mais próximo.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; SINAL ÂMBAR Se seu filho tem um dos seguintes sinais ou sintomas: Febre de 38º C ou superior em recém-nascidos e bebês com menos de 3 meses de idade, temperatura acima de 39ºC em bebês de 3 a 6 meses de idade e febre acima de 38ºC por mais de 5 dias para todos os lactentes e crianças. Dificuldade para respirar, batimento das asas do nariz, contração dos músculos no pescoço, abaixo ou entre as costelas, crise grave de asma. Dor abdominal severa e persistente. Desidratação (boca seca, olhos fundos, chora sem lágrimas, sonolento ou urinando menos do que o habitual), vômitos repetidos ou logo após ingerir algum líquido e recusa de qualquer líquido ou sólido, episódios de diarreia. Muita sonolência, dificuldade de ser acordado ou irritabilidade (sem estar com febre). Tremores ou dores musculares. Urina ou evacuação com sangue. Qualquer lesão em algum membro causando movimento reduzido, dor persistente. Lesão na cabeça causando choro persistente ou sonolência. Está piorando ou se vocês estão preocupados. O QUE FAZER: entrar em contato com o pediatra ou serviço de emergência; se não conseguirem rapidamente ou se os sintomas persistirem por quatro horas, levar a criança ao Serviço de Emergência mais próximo. SINAL...</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-medo-da-covid-19-afasta-as-criancas-de-consultas-com-pediatras-ou-emergencias/">O medo da COVID-19 afasta as crianças de consultas com pediatras ou emergências</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Crianças podem pegar e transmitir o coronavírus, mas raramente de forma grave e, se seu filho estiver doente, há uma grande chance de ser outra doença, que não COVID-19.</p>



<p>Um
dos papéis do pediatra é garantir que as crianças tenham avaliação,
investigação e diagnóstico rapidamente, para que o tratamento específico,
quando for necessário, comece assim que possível, ou seja, tomar os cuidados adequados,
no momento e no local certos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Depositphotos_237369902_AndreyPopov-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3292"/><figcaption>andrey popov | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>No
entanto, surgem relatos que, nos dias de hoje, muitos pais estão hesitantes ou esperando
demais para procurar atendimento médico quando seu filho está doente ou se
sofreu algum acidente ou trauma. Menos crianças são trazidas aos consultórios
pediátricos ou aos serviços de emergência com condições muitas vezes sérias e,
quando chegam, estão em situação grave. Segundo o <em>Center of Diseases Control and Prevention</em> (CDC) dos Estados Unidos,
os atendimentos em pronto-socorro para emergências não-COVID-19 caíram 42%
durante a pandemia, sendo as reduções mais acentuadas entre menores de 14 anos.
Em 2019, 12% de todas as visitas ao departamento de emergência ocorreram em menores
de 10 anos, em comparação com 6% durante o mesmo período deste ano, durante a
quarentena.</p>



<p>E
por que isso acontece? Alguns pais não procuram ajuda por estarem preocupados
em pegar COVID-19 no consultório ou no hospital, ou que seu filho contraia a
doença. Há quem assuma que tudo é causado pelo coronavírus e, por ser criança,
vai melhorar logo. Outros acham que podem cuidar em casa, minimizando os riscos,
até quando seu filho tem alguma doença crônica, ou que situações como cortes,
fraturas e queimaduras vão sarar logo, sem necessidade de atendimento médico. </p>



<p>Levar
o filho ao hospital pode ser uma experiência estressante, mas, ao contrário do
que muitos pensam, o serviço de emergência ainda é um lugar muito seguro,
especialmente para crianças, apesar da pandemia. A sala de espera lotada não é
mais a realidade no momento e a maioria dos hospitais segue práticas rigorosas
para impedir a propagação do vírus entre pacientes e funcionários, &nbsp;ressaltando que &nbsp;todos devem usar&nbsp; máscara o tempo todo enquanto estiverem no
hospital; praticar o distanciamento social (de 1,5 metro entre as pessoas);
isolar todos os pacientes suspeitos e positivos de COVID-19 em áreas privadas;
minimizar o contato através de um sistema de triagem, incluindo admissão e
transferência direta no hospital; evitar o serviço de emergência sempre que possível;
visitação limitada (uma só pessoa para pacientes com até 18 anos); testar todos
os pacientes admitidos para o setor de COVID-19 (na emergência, na &nbsp;observação e internados) e limpeza/
higienização regulares de todas as superfícies e salas. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que os pais podem fazer?</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Entre em contato com seu pediatra e
verifique se a consulta deverá ser presencial ou por teleconsulta, através de
outras mídias (aplicativos como: WhatsApp, FaceTime, Zoom, Webex, Skype, Google
Meet, etc.).</li><li>Nessas consultas de telemedicina, podem
ser obtidas orientações para vocês e seus filhos sobre alimentação,
imunizações, desenvolvimento. Além disso, podem ser feitas solicitações de
exames laboratoriais, receitas simples, de controle especial e de orientações
gerais.</li><li>A maioria dos consultórios está aberta e
adotando medidas extras para garantir que você e seus filhos fiquem seguros.
Alguns consultórios separaram as crianças que “estão bem” das que “estão doentes”
e agendam recém-nascidos e bebês pequenos nos primeiros horários.</li><li>Algumas situações demandam atendimento
presencial, como consultas de recém-nascido e bebês pequenos, monitoração de
crescimento, pressão arterial e outros sinais vitais e tratamento de doenças,
lesões e/ou infecções.</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que fazer se o seu filho ficar doente</strong></h4>



<p>Se
a criança foi exposta ao coronavírus ou vocês estão preocupados com os sintomas
que apresenta, entrem imediatamente em contato com o pediatra. Sabemos que às
vezes é difícil descrever como está a criança ou o quanto doente está e seu
pediatra, conhecendo a família, vai fazer algumas perguntas e, de acordo com as
respostas, poderá orientar algumas medidas iniciais a serem tomadas, os sinais
de alerta ou de piora e quando deverão ir para o hospital.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quando devem ir ao Serviço de Emergência</strong></h4>



<p>De
acordo com as orientações elaboradas pelos <em>The Royal College of Paediatrics and Child Health</em> (RCPCH), no Reino Unido, através de um sistema de
semáforo nas cores vermelha, âmbar (alaranjada) e verde, os pais devem
avaliar quando devem procurar atendimento médico e de que tipo, se a criança
está doente ou sofreu um acidente.</p>



<p>Seguem
as recomendações, adaptadas para a nossa realidade:</p>



<h4 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#ff0000"><strong>SINAL VERMELHO</strong></h4>



<p>Seu filho
apresenta ou está com:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Pele
e mucosas pálidas, frias ou extremidades e lábios roxos (cianose).</li><li>Erupção
cutânea que não desaparece com a pressão (manchas vermelhas ou roxas).</li><li>Respiração
com paradas ou pausas (apneia), irregular, gemente, com som como “um grunhido”,
grande desconforto.</li><li>Nível
de consciência: agitação, irritabilidade, choro inconsolável, letárgico
(difícil de ser acordado), sonolência ou falta de resposta.</li><li>Convulsão</li><li>Dor
testicular em meninos.</li></ul>



<p>O QUE FAZER: ir ao
Serviço de Emergência mais próximo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>



<h4 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#ffd000"><strong>SINAL ÂMBAR</strong></h4>



<p>Se seu filho tem
um dos seguintes sinais ou sintomas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Febre
de 38º C ou superior em recém-nascidos e bebês com menos de 3 meses de idade,
temperatura acima de 39ºC em bebês de 3 a 6 meses de idade e febre acima de
38ºC por mais de 5 dias para todos os lactentes e crianças.</li><li>Dificuldade
para respirar, batimento das asas do nariz, contração dos músculos no pescoço,
abaixo ou entre as costelas, crise grave de asma. </li><li>Dor
abdominal severa e persistente. </li><li>Desidratação
(boca seca, olhos fundos, chora sem lágrimas, sonolento ou urinando menos do
que o habitual), vômitos repetidos ou logo após ingerir algum líquido e recusa
de qualquer líquido ou sólido, episódios de diarreia.</li><li>Muita
sonolência, dificuldade
de ser acordado ou irritabilidade (sem estar com febre).</li><li>Tremores
ou dores musculares.</li><li>Urina
ou evacuação com sangue.</li><li>Qualquer
lesão em algum membro causando movimento reduzido, dor persistente.</li><li>Lesão
na cabeça causando choro persistente ou sonolência.</li><li>Está
piorando ou se vocês estão preocupados.</li></ul>



<p>O QUE FAZER:
entrar em contato com o pediatra ou serviço de emergência; se não conseguirem
rapidamente ou se os sintomas persistirem por quatro horas, levar a criança ao
Serviço de Emergência mais próximo.</p>



<h4 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#00a87c"><strong>SINAL VERDE</strong></h4>



<p>Se nenhum dos
sintomas ou sinais acima estiver presente:</p>



<p>O QUE FAZER:
entrar em contato com o pediatra ou serviço de emergência, aguardar resposta e
continuar prestando assistência em casa. Se os sintomas mudarem ou aumentarem,
entrar em contato com o pediatra. E, se não for possível, ir ao Serviço de
Emergência que estão acostumados.</p>



<p>Confiem
em seus instintos e, se for possível, entrem em contato com seu pediatra
primeiro, para ajudar por telefone, ao orientar e coordenar os cuidados, sem
que haja necessidade de levar a criança ao hospital.</p>



<p>Sabemos
que realmente estão assustados. Nós pediatras estamos por aqui, prontos para
ajudá-los a cuidar de seu filho, mantendo todos seguros. Nosso trabalho é
prestar assistência às crianças e adolescentes e continuaremos a fazê-lo
durante toda a pandemia.</p>



<p>Leituras adicionais:<br>1- Royal College of Paediatrics and Child Health. Advice for parents when your child is unwell or injured during coronavirus. England: RCPCH; 2020. Disponível em: <a href="https://www.rcpch.ac.uk/sites/default/files/2020-04/covid19_advice_for_parents_when_child_unwell_or_injured_poster.pdf">https://www.rcpch.ac.uk/sites/default/files/2020-04/covid19_advice_for_parents_when_child_unwell_or_injured_poster.pdf</a><br>2- Jennifer Shu. Is it OK to call my pediatrician during COVID-19? FAAP. Disponível em: <a href="https://www.healthychildren.org/English/tips-tools/ask-the-pediatrician/Pages/Is-it-OK-to-call-the-pediatrician-during-COVID-19-even-if-Im-not-sure-my-child-is-sick.aspx">https://www.healthychildren.org/English/tips-tools/ask-the-pediatrician/Pages/Is-it-OK-to-call-the-pediatrician-during-COVID-19-even-if-Im-not-sure-my-child-is-sick.aspx</a><br>3- ER visits for non-Covid emergencies have dropped 42% during the pandemic, CDC says. Disponível em: <a href="https://whnt.com/news/coronavirus/cdc-says-er-visits-have-dropped-42-percent-during-covid-19-pandemic/">https://whnt.com/news/coronavirus/cdc-says-er-visits-have-dropped-42-percent-during-covid-19-pandemic/</a></p>



<p>___<br><strong>Relator: </strong><br><strong>Dra. Renata D. Waksman</strong><br><strong>Vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><br><strong>Coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra Crianças e Adolescentes e do blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-medo-da-covid-19-afasta-as-criancas-de-consultas-com-pediatras-ou-emergencias/">O medo da COVID-19 afasta as crianças de consultas com pediatras ou emergências</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vai acabar a quarentena. E agora?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vai-acabar-a-quarentena-e-agora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 14:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Fases (Home Blog - Topo)]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o vislumbre do final da quarentena, há um relaxamento natural e progressivo das medidas de isolamento social. Em paralelo, a previsão é de que o retorno às aulas presenciais ocorra apenas em agosto, ainda que escalonado (a definir).Sendo assim, como flexibilizar, com segurança, saídas e passeios para as crianças? Com o retorno dos pais ao trabalho, com quem deixar as crianças em casa?Os cuidados com a higiene e a etiqueta respiratória adotados durante o período de quarentena continuam valendo: lavagem das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos (ou, se não for possível, uso de álcool em gel), manter a casa ventilada, tirar os sapatos ao entrar em casa, uso de lenços descartáveis para higiene nasal, cobrir o rosto ao tossir ou espirrar, etc. Cuidados necessários nos passeios Em relação aos passeios, os cuidados devem começar mesmo antes de sair de casa. Crianças acima de dois anos devem usar máscaras, desde que não haja contraindicações (ver quadro abaixo). Deve-se conversar com a criança sobre a importância da máscara e dos cuidados com seu uso antes de sair de casa. Importante que qualquer pessoa sintomática não saia de casa, a não ser que seja para atendimento médico. No caso de uso de elevadores, atender ao cuidado de entrar somente se vazio. Evitar que crianças toquem paredes, botões e portas e todos devem higienizar as mãos ao saírem do elevador, pois pode haver contágio através do toque em superfícies contaminadas. Atenção redobrada ao uso de aparelhos celulares enquanto estiverem fora de casa: eles devem ser mantidos higienizados.Passeios ao ar livre, parques e praças são sempre bem-vindos. Escolher locais onde o distanciamento social seja possível, evitando sempre aglomerações. No momento, não se recomenda que crianças brinquem com outras de famílias diferentes. Parquinhos e playgrounds não são indicados, tanto por ser impossível manter os cuidados com as superfícies, quanto por geralmente estarem mais cheios, impossibilitando o distanciamento social.Manter lactentes e pré-escolares no carrinho (ou cangurus) pode ser uma boa maneira de criar um espaço seguro enquanto passeiam.O uso de piscinas é possível, desde que o distanciamento social seja respeitado, uma vez que não há evidência de contágio através de água tratada. A volta dos pais ao trabalho Algumas famílias terão a necessidade da presença de funcionários em casa para que possam retornar ao trabalho, já que creches e escolas ainda não estarão funcionando. Para diminuir os riscos, tanto para os funcionários quanto para as famílias, é aconselhável o uso de máscaras, além de roupas e calçados separados para uso domiciliar e fora dele. Objetos pessoais como carteiras, bolsas, chaves e celulares devem estar guardados em um local específico. Outra medida para aumentar a segurança nesse processo seria planejar turnos alternativos, que propiciem aos funcionários evitar o transporte público nos horários de maior aglomeração. Havendo a possibilidade, considerar o uso de transporte individual alternativo, como aplicativos de transporte ou táxi.Haverá um período de adaptação na retomada das atividades, inclusive na questão de sociabilização da criança, seja com amigos ou com familiares. Os cuidados no contato com os avós devem ser mantidos e, caso a opção seja visitá-los, as medidas de distanciamento social e o uso de máscaras devem ser reforçados. Os adolescentes devem ser orientados a manter o autocuidado mesmo quando seu grupo tiver conduta diferente da preconizada pela família.Importante que a decisões sejam feitas com cautela e segurança. Dessa maneira, protegemos nossas crianças, nossas famílias e, consequentemente, nossa comunidade. USO DE MÁSCARAS Deve ser usada durante todo o período fora de casa, respeitando os protocolos de higiene e distanciamento social. Uso indicado para maiores de dois anos, sendo que de dois a cinco anos o uso correto dependerá da maturidade de cada criança. Cuidado individualizado no uso em crianças portadoras de deficiências. Não utilizar em crianças com dificuldade respiratória. A máscara caseira deve ser feita com três camadas de tecido, sendo a camada exterior impermeável e a camada próxima ao rosto de tecido tipo algodão. Deve cobrir boca e nariz e estar ajustada ao rosto. Trocar a máscara a cada duas horas e sempre que molhar ou sujar. Lavar a máscara após uso. ___Relatores:&#160;&#160;&#160;&#160; Dra. Luciana IssaDra. Regina Sílvia Costa CarnaúbaDepartamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vai-acabar-a-quarentena-e-agora/">Vai acabar a quarentena. E agora?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o vislumbre do final da quarentena, há um relaxamento natural e progressivo das medidas de isolamento social. Em paralelo, a previsão é de que o retorno às aulas presenciais ocorra apenas em agosto, ainda que escalonado (a definir).<br>Sendo assim, como flexibilizar, com segurança, saídas e passeios para as crianças? Com o retorno dos pais ao trabalho, com quem deixar as crianças em casa?<br>Os cuidados com a higiene e a etiqueta respiratória adotados durante o período de quarentena continuam valendo: lavagem das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos (ou, se não for possível, uso de álcool em gel), manter a casa ventilada, tirar os sapatos ao entrar em casa, uso de lenços descartáveis para higiene nasal, cobrir o rosto ao tossir ou espirrar, etc.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Depositphotos_367343248_Intel.nl_-1024x741.jpg" alt="" data-id="3289" data-full-url="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Depositphotos_367343248_Intel.nl_.jpg" data-link="https://www.pediatraorienta.org.br/?attachment_id=3289" class="wp-image-3289"/><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">ntel.nl | depositphotos.com</figcaption></figure></li></ul></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cuidados
necessários nos passeios</strong></h4>



<p>Em relação aos passeios, os cuidados devem começar mesmo antes de sair de casa. Crianças acima de dois anos devem usar máscaras, desde que não haja contraindicações (ver quadro abaixo). Deve-se conversar com a criança sobre a importância da máscara e dos cuidados com seu uso antes de sair de casa. Importante que qualquer pessoa sintomática não saia de casa, a não ser que seja para atendimento médico. <br>No caso de uso de elevadores, atender ao cuidado de entrar somente se vazio. Evitar que crianças toquem paredes, botões e portas e todos devem higienizar as mãos ao saírem do elevador, pois pode haver contágio através do toque em superfícies contaminadas. Atenção redobrada ao uso de aparelhos celulares enquanto estiverem fora de casa: eles devem ser mantidos higienizados.<br>Passeios ao ar livre, parques e praças são sempre bem-vindos. Escolher locais onde o distanciamento social seja possível, evitando sempre aglomerações. No momento, não se recomenda que crianças brinquem com outras de famílias diferentes. <br>Parquinhos e playgrounds não são indicados, tanto por ser impossível manter os cuidados com as superfícies, quanto por geralmente estarem mais cheios, impossibilitando o distanciamento social.<br>Manter lactentes e pré-escolares no carrinho (ou cangurus) pode ser uma boa maneira de criar um espaço seguro enquanto passeiam.<br>O uso de piscinas é possível, desde que o distanciamento social seja respeitado, uma vez que não há evidência de contágio através de água tratada.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A
volta dos pais ao trabalho</strong></h4>



<p>Algumas famílias terão a necessidade da presença de funcionários em casa para que possam retornar ao trabalho, já que creches e escolas ainda não estarão funcionando. <br>Para diminuir os riscos, tanto para os funcionários quanto para as famílias, é aconselhável o uso de máscaras, além de roupas e calçados separados para uso domiciliar e fora dele. Objetos pessoais como carteiras, bolsas, chaves e celulares devem estar guardados em um local específico. Outra medida para aumentar a segurança nesse processo seria planejar turnos alternativos, que propiciem aos funcionários evitar o transporte público nos horários de maior aglomeração. Havendo a possibilidade, considerar o uso de transporte individual alternativo, como aplicativos de transporte ou táxi.<br>Haverá um período de adaptação na retomada das atividades, inclusive na questão de sociabilização da criança, seja com amigos ou com familiares. Os cuidados no contato com os avós devem ser mantidos e, caso a opção seja visitá-los, as medidas de distanciamento social e o uso de máscaras devem ser reforçados. Os adolescentes devem ser orientados a manter o autocuidado mesmo quando seu grupo tiver conduta diferente da preconizada pela família.<br>Importante que a decisões sejam feitas com cautela e segurança. Dessa maneira, protegemos nossas crianças, nossas famílias e, consequentemente, nossa comunidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>USO DE MÁSCARAS</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Deve ser usada durante todo o período fora de
casa, respeitando os protocolos de higiene e distanciamento social. </li><li>Uso indicado para maiores de dois anos, sendo
que de dois a cinco anos o uso correto dependerá da maturidade de cada criança.</li><li>Cuidado individualizado no uso em crianças
portadoras de deficiências.</li><li>Não utilizar em crianças com dificuldade
respiratória. </li><li>A máscara caseira deve ser feita com três
camadas de tecido, sendo a camada exterior impermeável e a camada próxima ao
rosto de tecido tipo algodão.</li><li>Deve cobrir boca e nariz e estar ajustada ao
rosto.</li><li>Trocar a máscara a cada duas horas e sempre
que molhar ou sujar.</li><li>Lavar a máscara após uso.</li></ul>



<p>___<br><strong>Relatores:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </strong><br><strong>Dra. Luciana Issa</strong><br><strong>Dra. Regina Sílvia Costa Carnaúba</strong><br><strong>Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>COVID-19 &#8211; Como proteger os bebês do contágio?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/covid-19-como-proteger-os-bebes-do-contagio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 22:19:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta época que vivemos, com a pandemia do novo coronavírus, muito se discute sobre qual a melhor forma de proteção do contágio, quer seja para os profissionais da saúde, quer seja para a população em geral. Algo que se deveria discutir também é: como devemos proteger os recém-nascidos? Como parte do EPI (equipamento de proteção individual), utilizado pelas pessoas atuantes na linha de frente ao combate à COVID-19, é usado o escudo facial feito com acetato, que em conjunto com a máscara cirúrgica e demais itens, é um grande aliado no impedimento do contágio com as secreções dos pacientes infectados. A falta deste utensílio faz com que as chances de contaminação por parte dos atuantes na linha de frente sejam maiores, uma vez que a máscara (tais como N95 ou PFF2, as mais usadas nas instituições de saúde) protegem apenas as vias aéreas e, como foi percebido, basta o simples contato das gotículas em qualquer parte da pele para que haja o contato com o vírus. Em se tratando de salas de parto, os cuidados e procedimentos de segurança são ainda mais rigorosos. Alguns fatores nos fazem compreender sobre o porquê de tais medidas: os bebês são alvos potenciais de germes e vírus que estejam circulando no ar; cerca de 15% das mulheres grávidas que possuem sintomas de coronavírus são assintomáticas; ainda há dificuldades em se notar se há algum tipo de transmissão da mãe para o bebê, mesmo que pelo leite materno. Devido as alterações estruturais de muitos hospitais e demais instituições médicas para atender potenciais pacientes sintomáticos, algumas maternidades concentraram consideravelmente os partos realizados, bem como as rotinas comumente conhecidas das maternidades foram duramente modificadas, como a circulação de pessoas, o maior tempo juntos de mãe e bebê, bem como forte restrição no que tange a visitas. E como protegemos os pequeninos após seu nascimento? O uso de máscaras, diferentemente do prescrito para adultos, não é recomendado até os 2 anos de idade, segundo informações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, porque as vias aéreas nesta idade são menores e, consequentemente, existe o risco de sufocamento, aliado ao fato de que as crianças ainda não estão aptas a manipularem as máscaras por conta própria. Além disso, o tamanho da máscara dificilmente fica adequado ao rosto dos bebês, bem como há grande possibilidade deles as tocarem, propiciando o contágio por outros orifícios. Os recém-nascidos costumam babar, consequentemente sujando estes equipamentos e, por último, o fato de que o incômodo de uma máscara pode irritar as crianças. Pensando nisso, o Praram 9 Hospital, em Bangkok, na Tailândia, começou a ceder escudos para os recém-nascidos, num tamanho capaz de proteger o rosto, em sua totalidade, bem como metade de seu corpo. Isso começou quando as enfermeiras tomaram conhecimento que a mãe retornaria para sua casa de transporte público. Preocupadas com os riscos de contágio, produziram artesanalmente o primeiro escudo. No Brasil, temos iniciativas semelhantes, nas cidades de Recife, Natal e Caxias do Sul. A grande diferença destes escudos para aqueles usados em adultos é como fixar nas frágeis cabeças dos bebês. Para isto, ajustes nas hastes foram feitos para trazer maior firmeza e comodidade. O uso do escudo permite que pais possam transitar com seus filhos, em casos estritamente necessários, tais como consultas médicas e vacinações necessárias, de acordo com a faixa etária da criança. Olhando um outro aspecto, citamos acima que as medidas protetivas se intensificaram em todos os meios médicos, nada diferente quando falamos de salas de parto. As medidas de distanciamento físico (que é o que realmente vivemos) tomadas por estados e municípios, bem como as recomendações já comumente feitas pelos pediatras no que diz respeito sobre quais locais os recém-nascidos podem frequentar, como o cuidado com exposição ao sol, no devido horário, é a melhor forma de proteção dos bebês. A situação atual requer maior regramento no que tange ajustar a rotina da família, permanecendo por mais tempo nos lares e entendemos que é um desafio. Sabemos que é a fase da vida onde as crianças estão em descoberta do mundo, onde o contato e a intimidade com o seio familiar são cruciais. Sem contar que a higiene, fator sempre observado nesta época, está com requisitos ainda maiores, inclusive nos adultos. Lavar as mãos com água e sabão (na falta, por estar na rua, álcool em gel), não usar a mesma roupa da rua em casa, higienizar itens e/ou alimentos vindos de fora, deixar calçados do lado de fora da casa são ações que minimizam as chances de qualquer contágio com o novo coronavírus. E com a clareza de que isto é um momento e irá passar. Finalizando, é muito importante que nos cuidemos como um todo e, no caso das crianças, fiquem em casa! Se for preciso sair, procuremos usar os recursos possíveis para diminuir as chances de contágio, quer seja com um lençol, um pano suave ou mesmo o escudo facial. Assim, nossos anjinhos estarão sempre seguros. ___Relatora:Dra. Patricia Marañon TerrívelDepartamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nesta
época que vivemos, com a pandemia do novo coronavírus, muito se discute sobre qual
a melhor forma de proteção do contágio, quer seja para os profissionais da
saúde, quer seja para a população em geral. Algo que se deveria discutir também
é: como devemos proteger os recém-nascidos?</p>



<p>Como
parte do EPI (equipamento de proteção individual), utilizado pelas pessoas
atuantes na linha de frente ao combate à COVID-19, é usado o escudo facial
feito com acetato, que em conjunto com a máscara cirúrgica e demais itens, é um
grande aliado no impedimento do contágio com as secreções dos pacientes
infectados. A falta deste utensílio faz com que as chances de contaminação por
parte dos atuantes na linha de frente sejam maiores, uma vez que a máscara
(tais como N95 ou PFF2, as mais usadas nas instituições de saúde) protegem
apenas as vias aéreas e, como foi percebido, basta o simples contato das
gotículas em qualquer parte da pele para que haja o contato com o vírus. Em se tratando
de salas de parto, os cuidados e procedimentos de segurança são ainda mais
rigorosos. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/06/ProtecaoBebe-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-3285"/><figcaption> <strong>Fonte: arquivo do autor</strong></figcaption></figure></div>



<p>Alguns
fatores nos fazem compreender sobre o porquê de tais medidas: os bebês são
alvos potenciais de germes e vírus que estejam circulando no ar; cerca de 15% das
mulheres grávidas que possuem sintomas de coronavírus são assintomáticas; ainda
há dificuldades em se notar se há algum tipo de transmissão da mãe para o bebê,
mesmo que pelo leite materno. Devido as alterações estruturais de muitos
hospitais e demais instituições médicas para atender potenciais pacientes
sintomáticos, algumas maternidades concentraram consideravelmente os partos
realizados, bem como as rotinas comumente conhecidas das maternidades foram
duramente modificadas, como a circulação de pessoas, o maior tempo juntos de
mãe e bebê, bem como forte restrição no que tange a visitas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E como protegemos os pequeninos após
seu nascimento? </strong></h4>



<p>O
uso de máscaras, diferentemente do prescrito para adultos, não é recomendado
até os 2 anos de idade, segundo informações do Centro de Controle e Prevenção de
Doenças (CDC) dos Estados Unidos, porque as vias aéreas nesta idade são menores
e, consequentemente, existe o risco de sufocamento, aliado ao fato de que as
crianças ainda não estão aptas a manipularem as máscaras por conta própria.
Além disso, o tamanho da máscara dificilmente fica adequado ao rosto dos bebês,
bem como há grande possibilidade deles as tocarem, propiciando o contágio por
outros orifícios. Os recém-nascidos costumam babar, consequentemente sujando
estes equipamentos e, por último, o fato de que o incômodo de uma máscara pode
irritar as crianças. </p>



<p>Pensando
nisso, o Praram 9 Hospital, em Bangkok, na Tailândia, começou a ceder escudos
para os recém-nascidos, num tamanho capaz de proteger o rosto, em sua
totalidade, bem como metade de seu corpo. Isso começou quando as enfermeiras
tomaram conhecimento que a mãe retornaria para sua casa de transporte público.
Preocupadas com os riscos de contágio, produziram artesanalmente o primeiro
escudo. </p>



<p>No
Brasil, temos iniciativas semelhantes, nas cidades de Recife, Natal e Caxias do
Sul. A grande diferença destes escudos para aqueles usados em adultos é como
fixar nas frágeis cabeças dos bebês. Para isto, ajustes nas hastes foram feitos
para trazer maior firmeza e comodidade. O uso do escudo permite que pais possam
transitar com seus filhos, em casos estritamente necessários, tais como
consultas médicas e vacinações necessárias, de acordo com a faixa etária da
criança.</p>



<p>Olhando
um outro aspecto, citamos acima que as medidas protetivas se intensificaram em
todos os meios médicos, nada diferente quando falamos de salas de parto. As
medidas de distanciamento físico (que é o que realmente vivemos) tomadas por
estados e municípios, bem como as recomendações já comumente feitas pelos
pediatras no que diz respeito sobre quais locais os recém-nascidos podem
frequentar, como o cuidado com exposição ao sol, no devido horário, é a melhor
forma de proteção dos bebês. A situação atual requer maior regramento no que
tange ajustar a rotina da família, permanecendo por mais tempo nos lares e
entendemos que é um desafio. Sabemos que é a fase da vida onde as crianças
estão em descoberta do mundo, onde o contato e a intimidade com o seio familiar
são cruciais. Sem contar que a higiene, fator sempre observado nesta época,
está com requisitos ainda maiores, inclusive nos adultos. Lavar as mãos com
água e sabão (na falta, por estar na rua, álcool em gel), não usar a mesma roupa
da rua em casa, higienizar itens e/ou alimentos vindos de fora, deixar calçados
do lado de fora da casa são ações que minimizam as chances de qualquer contágio
com o novo coronavírus. E com a clareza de que isto é um momento e irá passar.</p>



<p>Finalizando, é muito importante que nos cuidemos como um todo e, no caso das crianças, fiquem em casa! Se for preciso sair, procuremos usar os recursos possíveis para diminuir as chances de contágio, quer seja com um lençol, um pano suave ou mesmo o escudo facial. Assim, nossos anjinhos estarão sempre seguros.</p>



<p>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Dra. Patricia Marañon Terrível</strong><br><strong>Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dicas para manter o sorriso das crianças saudável durante a pandemia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dicas-para-manter-o-sorriso-das-criancas-saudavel-durante-a-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 19:48:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fases (Home Blog - Topo)]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
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		<category><![CDATA[Isolamento social]]></category>
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		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[saúde bucal]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde oral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A doença COVID-19 que acomete todo o planeta mudou drasticamente nossa rotina! E tudo parece mais complicado para as pessoas que estão confinadas em casa com crianças. Com o intuito de conciliar home office e atenção às crianças, alguns problemas podem surgir, tais como: descuido na higiene bucal, ingestão de alimentos açucarados com mais frequência, além de acidentes domésticos que podem colocar em risco as crianças. Nesse momento, a recomendação do Conselho Federal de Odontologia é para que somente sejam realizados atendimentos de urgência, por isso é interessante tomar alguns cuidados a fim de evitar a necessidade de atendimento odontológico. Fiquem em casa e sigam essas dicas: Higiene bucal: escovar os dentes da criança após as refeições principais com dentifrício (pasta de dente) fluoretado infantil (1.100ppm de flúor), colocando pouca quantidade na escova e orientando a criança para não engolir o creme dental. O flúor ingerido em excesso pode causar alterações no esmalte dental em formação (fluorose). Importante:&#160; não esquecer de limpar a língua, escovando de dentro para fora. Escovas de cerdas macias e cabeça pequena são ideais para a higiene e devem ser guardadas secas sem que encostem nas escovas de outros familiares.&#160; O fio dental deve ser usado diariamente para a remoção da placa bacteriana entre os dentes. Caso a criança use aparelho ortopédico funcional (móvel), este também deverá ser higienizado com creme dental. Alimentação: não deixar a criança comer o tempo todo, principalmente alimentos doces, que são mais prejudiciais aos dentes, além de diminuir o apetite para as refeições principais. Lembrar que: lesão de cárie causa dor e haverá necessidade de procurar o odontopediatra, portanto preferir alimentos saudáveis e naturais para oferecer ao seu filho. Açúcar, o grande vilão! A sacarose é o açúcar mais cariogênico (que provoca cáries dentárias) e se for ingerida na forma pegajosa (como bolachas recheadas, balas) permanecerá mais tempo em contato com o dente, aumentando os riscos de ataque bacteriano. O ideal é evitar esses alimentos, mas se forem ingeridos, os dentes precisam ser bem escovados. Sucos, atenção! São muito ácidos e concentrados em açúcar. A água é o melhor “suco natural” para hidratar o organismo. Dê preferência às frutas frescas e evite refrigerantes.Traumas dentais: as crianças estão sujeitas a quedas, principalmente aquelas que estão começando a andar e não têm noção do perigo. Nas crianças maiores, brincadeiras mais violentas, de grande impacto, podem causar acidentes e comprometer os dentes permanentes anteriores (dentes da frente). Nesses casos, há necessidade de procurar o especialista imediatamente, pois o prognóstico do caso será mais favorável quando o atendimento for feito no menor espaço de tempo possível. O que pode ser feito em casa, antes de levar a criança ao odontopediatra: &#8211; tranquilidade é a palavra de ordem, ficar calmo auxilia no manejo da criança;&#8211; limpar lábios e bochechas que estejam com vestígios de sangue;&#8211; em caso de fratura dental, verificar se encontra o fragmento dental, que deverá ser colocado em um frasco com leite ou soro fisiológico;&#8211; se os pais perceberem a falta do dente, é importante procurá-lo, pois ele pode ter sido expulso da cavidade bucal (avulsão dental). Se o dente for encontrado, pegá-lo pela coroa dental, lavar em água corrente e colocar imediatamente dentro de um frasco com leite ou soro fisiológico. Via de regra, os dentes decíduos (dentes de leite), diferentemente dos permanentes, não são reimplantados na arcada dentária, mas o profissional terá melhores condições de avaliar cada caso individualmente.Os dentes decíduos serão substituídos pelos permanentes, mas isso não quer dizer que eles não precisem de cuidados. Eles têm um importante papel na mastigação, no desenvolvimento da fala e deglutição das crianças pequenas. Assim, manter um sorriso saudável é fundamental para o desenvolvimento adequado da criança. Em caso de dúvidas, procure o odontopediatra. ___Relator: Dra. Ana Maria Peixoto Guimarães de AraújoGrupo de Trabalho de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left">A doença COVID-19 que acomete todo o planeta mudou drasticamente nossa rotina! E tudo parece mais complicado para as pessoas que estão confinadas em casa com crianças. Com o intuito de conciliar <em>home office</em> e atenção às crianças, alguns problemas podem surgir, tais como: descuido na higiene bucal, ingestão de alimentos açucarados com mais frequência, além de acidentes domésticos que podem colocar em risco as crianças.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Depositphotos_22595111_sbworld7-1024x730.jpg" alt="" class="wp-image-3281"/><figcaption>sbworld7 | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-left">Nesse momento, a recomendação do Conselho Federal de Odontologia é para que somente sejam realizados atendimentos de urgência, por isso é interessante tomar alguns cuidados a fim de evitar a necessidade de atendimento odontológico. Fiquem em casa e sigam essas dicas:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Higiene bucal: escovar os dentes da criança após as refeições principais com dentifrício (pasta de dente) fluoretado infantil (1.100ppm de flúor), colocando pouca quantidade na escova e orientando a criança para não engolir o creme dental. O flúor ingerido em excesso pode causar alterações no esmalte dental em formação (fluorose). Importante:&nbsp; não esquecer de limpar a língua, escovando de dentro para fora. Escovas de cerdas macias e cabeça pequena são ideais para a higiene e devem ser guardadas secas sem que encostem nas escovas de outros familiares.&nbsp; O fio dental deve ser usado diariamente para a remoção da placa bacteriana entre os dentes. </li><li>Caso a criança use aparelho ortopédico funcional (móvel), este também deverá ser higienizado com creme dental. </li><li>Alimentação: não deixar a criança comer o tempo todo, principalmente alimentos doces, que são mais prejudiciais aos dentes, além de diminuir o apetite para as refeições principais. Lembrar que: lesão de cárie causa dor e haverá necessidade de procurar o odontopediatra, portanto preferir alimentos saudáveis e naturais para oferecer ao seu filho.</li><li>Açúcar, o grande vilão! A sacarose é o açúcar mais cariogênico (que provoca cáries dentárias) e se for ingerida na forma pegajosa (como bolachas recheadas, balas) permanecerá mais tempo em contato com o dente, aumentando os riscos de ataque bacteriano. O ideal é evitar esses alimentos, mas se forem ingeridos, os dentes precisam ser bem escovados.</li><li>Sucos, atenção! São muito ácidos e concentrados em açúcar. A água é o melhor “suco natural” para hidratar o organismo. Dê preferência às frutas frescas e evite refrigerantes.<br>Traumas dentais: as crianças estão sujeitas a quedas, principalmente aquelas que estão começando a andar e não têm noção do perigo. Nas crianças maiores, brincadeiras mais violentas, de grande impacto, podem causar acidentes e comprometer os dentes permanentes anteriores (dentes da frente). Nesses casos, há necessidade de procurar o especialista imediatamente, pois o prognóstico do caso será mais favorável quando o atendimento for feito no menor espaço de tempo possível. </li></ol>



<p>O que pode ser
feito em casa, antes de levar a criança ao odontopediatra:</p>



<p>&#8211; tranquilidade é a palavra de ordem, ficar calmo auxilia no manejo da criança;<br>&#8211; limpar lábios e bochechas que estejam com vestígios de sangue;<br>&#8211; em caso de fratura dental, verificar se encontra o fragmento dental, que deverá ser colocado em um frasco com leite ou soro fisiológico;<br>&#8211; se os pais perceberem a falta do dente, é importante procurá-lo, pois ele pode ter sido expulso da cavidade bucal (avulsão dental). Se o dente for encontrado, pegá-lo pela coroa dental, lavar em água corrente e colocar imediatamente dentro de um frasco com leite ou soro fisiológico. Via de regra, os dentes decíduos (dentes de leite), diferentemente dos permanentes, não são reimplantados na arcada dentária, mas o profissional terá melhores condições de avaliar cada caso individualmente.<br>Os dentes decíduos serão substituídos pelos permanentes, mas isso não quer dizer que eles não precisem de cuidados. Eles têm um importante papel na mastigação, no desenvolvimento da fala e deglutição das crianças pequenas. Assim, manter um sorriso saudável é fundamental para o desenvolvimento adequado da criança. Em caso de dúvidas, procure o odontopediatra.</p>



<p>___<br><strong>Relator: </strong><br><strong>Dra. Ana Maria Peixoto Guimarães de Araújo</strong><br><strong>Grupo de Trabalho de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um alerta sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-alerta-sobre-a-sindrome-inflamatoria-multissistemica-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2020 22:59:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Fases (Home Blog - Topo)]]></category>
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		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia global da COVID-19 tem causado muitos casos graves e mortes entre adultos e idosos com comorbidades, mas, entre crianças e adolescentes, na maioria das vezes, a doença é assintomática ou apresenta sintomas leves da infecção.Entretanto, algumas crianças ou adolescentes podem desenvolver manifestações clínicas graves. É um novo fenômeno, chamado de “síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica”. O que é essa síndrome? É uma situação clínica, na qual ocorre uma intensa inflamação de vários sistemas do corpo: dos vasos sanguíneos (vasculites), causando extravasamento (vazamento) de líquidos e seu acúmulo nos pulmões, coração, rins e outros órgãos, além de diminuição da pressão arterial (quadro de choque). Em alguns países, inclusive no Brasil, nas últimas semanas, infelizmente tem havido alguns casos em crianças e adolescentes desta síndrome, que tem em comum algumas características da Doença de Kawasaki (vasculite aguda rara, cujo diagnóstico baseia-se na presença de febre persistente, quadro de erupção cutânea, aumento de gânglios, conjuntivite com vermelhidão nos olhos, inflamação nas mucosas, alterações nas extremidades e sua principal complicação são os aneurismas das artérias coronárias) e da Síndrome do Choque Tóxico (causada por algumas bactérias que produzem toxinas, ocorre disfunção de múltiplos órgãos e instabilidade da pressão arterial, com choque). O que chama a atenção nesses casos é que as crianças ou adolescentes tem nos exames para SARS-CoV-2: PCR positivo numa minoria dos casos e sorologia (IgG) positiva em sua maioria; além disso, sua faixa etária é mais alta do que a dos pacientes com Doença de Kawasaki. Quais são os sintomas que a maioria dessas crianças apresenta? A COVID-19 pode infectar os pacientes não apenas pelo trato respiratório, na forma de gotículas de ar, mas também pelo trato digestório, por contato ou transmissão fecal-oral.Os sintomas iniciais podem ser gastrointestinais, com dor abdominal, vômitos e diarreia e pode haver ausência de sintomas respiratórios nesta fase. Entretanto, com o passar dos dias os sintomas envolvem inflamações na pele, sangue, coração e veias: febre, cefaleia, confusão mental, erupção na pele, descamação, hipotensão e disfunção de múltiplos órgãos. Sintomas que servem de alerta: dores abdominais, gastrointestinais e inflamação cardíaca O que pode gerar confusão frente aos sintomas? Alguns fatores interferem negativamente para a detecção precoce dessa síndrome em crianças, principalmente em sua fase inicial: não apresentar sintomas respiratórios (que seriam os esperados), estar com febre ou com alguma outra doença. É importante lembrar que esta síndrome causa uma reação inflamatória atípica e desproporcional a uma infecção banal. E o que os pais podem fazer? Primeiro de tudo, mantenham a calma! Considerem que o número de casos é muito pequeno; Fiquem atentos aos sintomas de alarme, tanto pela COVID-19, como de outras doenças que possam justificar o atendimento em pronto socorro; Se estiverem preocupados com algum sintoma que seu filho esteja apresentando, ou se estiver com alguns dos citados acima, entrem em contato com seu pediatra. Caso não seja possível, dirijam-se ao serviço de urgências pediátricas que tenha estrutura de internação em unidade de cuidados intensivos; Estes conhecimentos possibilitam o diagnóstico precoce de doenças que requerem intervenção imediata, não só nos casos do novo coronavírus.&#160; Lembrar que: o reconhecimento precoce e o tratamento definitivo são fundamentais para melhorar os resultados e sobrevida dos pacientes dessa síndrome grave, que pode requerer cuidados intensivos, para abordar as múltiplas insuficiências, com destaque para: coração, pulmões e rins. ___Relatores:Dra. Renata D. WaksmanVice-Presidente da SPSP e Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSPDr. Eitan N. BerezinPresidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-alerta-sobre-a-sindrome-inflamatoria-multissistemica-pediatrica/">Um alerta sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A pandemia global da COVID-19 tem causado muitos casos graves e mortes entre adultos e idosos com comorbidades, mas, entre crianças e adolescentes, na maioria das vezes, a doença é assintomática ou apresenta sintomas leves da infecção.<br>Entretanto, algumas crianças ou adolescentes podem desenvolver manifestações clínicas graves. É um novo fenômeno, chamado de “síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Depositphotos_303864658_milkos-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3261"/><figcaption>milkos | depositphotos.com</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O
que é essa síndrome?</strong></h4>



<p>É uma situação clínica, na qual ocorre uma intensa inflamação de vários sistemas do corpo: dos vasos sanguíneos (vasculites), causando extravasamento (vazamento) de líquidos e seu acúmulo nos pulmões, coração, rins e outros órgãos, além de diminuição da pressão arterial (quadro de choque). <br>Em alguns países, inclusive no Brasil, nas últimas semanas, infelizmente tem havido alguns casos em crianças e adolescentes desta síndrome, que tem em comum algumas características da <strong>Doença de Kawasaki</strong> (vasculite aguda rara, cujo diagnóstico baseia-se na presença de febre persistente, quadro de erupção cutânea, aumento de gânglios, conjuntivite com vermelhidão nos olhos, inflamação nas mucosas, alterações nas extremidades e sua principal complicação são os aneurismas das artérias coronárias) e da <strong>Síndrome do Choque Tóxico</strong> (causada por algumas bactérias que produzem toxinas, ocorre disfunção de múltiplos órgãos e instabilidade da pressão arterial, com choque). <br>O que chama a atenção nesses casos é que as crianças ou adolescentes tem nos exames para SARS-CoV-2: PCR positivo numa minoria dos casos e sorologia (IgG) positiva em sua maioria; além disso, sua faixa etária é mais alta do que a dos pacientes com Doença de Kawasaki.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quais
são os sintomas que a maioria dessas crianças apresenta?</strong></h4>



<p>A COVID-19 pode infectar os pacientes não apenas pelo trato respiratório, na forma de gotículas de ar, mas também pelo trato digestório, por contato ou transmissão fecal-oral.<br>Os sintomas iniciais podem ser gastrointestinais, com dor abdominal, vômitos e diarreia e pode haver ausência de sintomas respiratórios nesta fase. Entretanto, com o passar dos dias os sintomas envolvem inflamações na pele, sangue, coração e veias: febre, cefaleia, confusão mental, erupção na pele, descamação, hipotensão e disfunção de múltiplos órgãos. <br><strong>Sintomas que servem de alerta</strong>: dores abdominais, gastrointestinais e inflamação cardíaca</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O
que pode gerar confusão frente aos sintomas?</strong></h4>



<p>Alguns fatores interferem negativamente
para a detecção precoce dessa síndrome em crianças, principalmente em sua fase
inicial: não apresentar sintomas respiratórios (que seriam os esperados), estar
com febre ou com alguma outra doença. É importante lembrar que esta síndrome
causa uma reação inflamatória atípica e desproporcional a uma infecção banal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E
o que os pais podem fazer?</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Primeiro de tudo, mantenham a calma!
Considerem que o número de casos é muito pequeno;</li><li>Fiquem atentos aos sintomas de alarme,
tanto pela COVID-19, como de outras doenças que possam justificar o atendimento
em pronto socorro;</li><li>Se estiverem preocupados com algum sintoma
que seu filho esteja apresentando, ou se estiver com alguns dos citados acima,
entrem em contato com seu pediatra. Caso não seja possível, dirijam-se ao
serviço de urgências pediátricas que tenha estrutura de internação em unidade
de cuidados intensivos;</li><li>Estes conhecimentos possibilitam o
diagnóstico precoce de doenças que requerem intervenção imediata, não só nos
casos do novo coronavírus.&nbsp; </li></ul>



<p><strong>Lembrar
que: </strong>o reconhecimento precoce e o tratamento definitivo são
fundamentais para melhorar os resultados e sobrevida dos pacientes dessa
síndrome grave, que pode requerer cuidados intensivos, para abordar as
múltiplas insuficiências, com destaque para: coração, pulmões e rins.</p>



<p>___<br><strong>Relatores:</strong><br><strong>Dra. Renata D. Waksman</strong><br><strong>Vice-Presidente da SPSP e Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong><br><strong>Dr. Eitan N. Berezin</strong><br><strong>Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-alerta-sobre-a-sindrome-inflamatoria-multissistemica-pediatrica/">Um alerta sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coronavírus, quarentena e “boa” alimentação dos nossos filhos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/coronavirus-quarentena-e-boa-alimentacao-dos-nossos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 22:58:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Fases (Home Blog - Topo)]]></category>
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		<category><![CDATA[Pais]]></category>
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		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o crescimento do número de casos de COVID-19 no Brasil e no mundo, a pandemia do novo coronavírus evolui entre incertezas e constante geração de conhecimento científico relacionado às estratégias para prevenir e combater a infecção, ou pelo menos, tentar evitar as formas graves da doença. O isolamento social (permanência do maior tempo possível em casa) tem levado a modificações da dinâmica familiar. As dificuldades de lidar com essa fase, direta e indiretamente, podem acarretar consequências à saúde, que vão além da doença. A forma de realizar as refeições é uma dessas mudanças impostas pela quarentena e que pode ter como consequências os distúrbios nutricionais. Crianças e adolescentes, que realizavam pelo menos uma ou mais das refeições principais na escola, estão se alimentando em casa, em tempo integral. No entanto, garantir horários das refeições organizados e uma alimentação equilibrada qualitativa e quantitativamente não tem sido uma tarefa fácil para os pais, por diversas razões: maior número de afazeres domiciliares assumidos por eles, existência de maior ou menor acesso a alimentos saudáveis, a praticidade do fast food, a exigência de trabalhar remotamente e, nos diversos contextos sociais, pela necessidade de criar alternativas para manter uma fonte de renda suficiente para o bem-estar e sobrevivência. A boa nutrição, que é historicamente aliada à boa imunidade ou à defesa competente do organismo contra a agressão de agentes infecciosos, é basicamente resultado da boa alimentação, que inclui o consumo diário de nutrientes necessários para a boa atividade de órgãos e sistemas do corpo. Dentre essas boas características, aponto aqui, especificamente, os efeitos benéficos do estado nutricional adequado de vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco e selênio) na manutenção do sistema imune competente e, consequentemente, no seu papel no controle e prevenção de doenças infecciosas, como a COVID-19. Estes cinco micronutrientes participam dos mecanismos de defesa do organismo contra a invasão de vírus, bactérias e outros agentes estranhos, protegendo as mucosas respiratórias e gastrintestinais, regulando a inflamação, agindo como antioxidantes, garantindo a geração de anticorpos específicos ou fortalecendo células protetoras. Ok, mas o que oferecer para nossos filhos nesta época de “improviso” alimentar para garantir estas funções? Os alimentos considerados melhores fontes de vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco e selênio) e que devem ser oferecidos na mesa familiar estão dispostos no quadro abaixo. Micronutriente Origem/Alimentos Vitamina A Origem animal: carne e óleo de fígado (órgão de reserva), leite e ovos Origem vegetal: vegetais folhosos verde-escuros, óleos, frutas e vegetais com coloração do amarelo ao vermelho (manga, mamão, abóbora, cenoura, batata doce, espinafre, mostarda e couve) Vitamina C Frutas cítricas (limão, laranja, acerola e abacaxi), não cítricas (melancia, melão, cerejas, kiwi, manga, mamão, morango e tomate) e legumes (repolho, brócolis, couve, couve-flor, mostarda, pimentão vermelho e verde, ervilha e batata) Vitamina D* Peixes com alto teor de gordura (salmão, sardinha e atum), óleo de fígado de peixe, gema de ovo, fígado, leite e seus derivados Zinco Mariscos, ostras, carnes vermelhas, fígado, miúdos, ovos, grãos integrais e cereais matinais fortificados Selênio Castanha do Brasil, peixes (sardinha, salmão), fígado de boi, farelo de arroz, farinha de trigo integral, cebola, alho, cebolinha, mostarda, repolho, brócolis, couve-flor e cogumelos *Especificamente, o consumo diário de alimentos fonte de vitamina D é indispensável, pela redução da exposição solar decorrente da quarentena. Fonte: elaborada pelo autor Enfatizo que, embora existam algumas hipóteses recentemente levantadas, até o momento, não há qualquer evidência científica do benefício do uso de suplementos alimentares ou medicamentosos com estes micronutrientes para prevenir ou tratar a COVID-19 em indivíduos saudáveis, principalmente na faixa etária pediátrica. Além disso, altas doses levam ao risco de toxicidade e, consequentemente, prejudicam a saúde. No entanto, é fundamental destacar que o estado de deficiência de qualquer um destes micronutrientes deve ser identificado e reparado prontamente para garantir o bom funcionamento do sistema imune. Aqui sim, diante da forte suspeita clínica ou da deficiência nutricional comprovada, estratégias de suplementação e tratamento são, assim como eram antes da pandemia atual, altamente indicadas e contribuem significativamente com o combate às doenças infecciosas. Convido os pais para uma reflexão: este momento de pausa, sem trânsito, sem escolas, sem igreja, sem parques, sem praias, sem jogos de futebol, sem bares, restaurantes ou lanchonetes pode ser uma oportunidade para proporcionar uma alimentação mais saudável para toda família e para compartilhar o momento das refeições. Mesmo frente ao desafio da adaptação ao isolamento social, este certamente é um caminho para a promoção da saúde e fortalecimento familiar. Tal modificação da prática e comportamento alimentar pode surpreender nossas expectativas, quanto à possibilidade de aquisição de preferências e hábitos alimentares saudáveis pelos nossos filhos. ___Relator: Tulio KonstantynerDepartamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São PauloMembro titular do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/coronavirus-quarentena-e-boa-alimentacao-dos-nossos-filhos/">Coronavírus, quarentena e “boa” alimentação dos nossos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o crescimento do número de casos de
COVID-19 no Brasil e no mundo, a pandemia do novo coronavírus evolui entre
incertezas e constante geração de conhecimento científico relacionado às
estratégias para prevenir e combater a infecção, ou pelo menos, tentar evitar
as formas graves da doença.</p>



<p>O isolamento social (permanência do maior
tempo possível em casa) tem levado a modificações da dinâmica familiar. As
dificuldades de lidar com essa fase, direta e indiretamente, podem acarretar consequências
à saúde, que vão além da doença. A forma de realizar as refeições é uma dessas
mudanças impostas pela quarentena e que pode ter como consequências os
distúrbios nutricionais. Crianças e adolescentes, que realizavam pelo menos uma
ou mais das refeições principais na escola, estão se alimentando em casa, em
tempo integral. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/depositphotos_10880969_GekaSkr-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3254"/><figcaption>geka skr | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>No entanto, garantir horários das
refeições organizados e uma alimentação equilibrada qualitativa e
quantitativamente não tem sido uma tarefa fácil para os pais, por diversas
razões: maior número de afazeres domiciliares assumidos por eles, existência de
maior ou menor acesso a alimentos saudáveis, a praticidade do <em>fast food</em>,
a exigência de trabalhar remotamente e, nos diversos contextos sociais, pela
necessidade de criar alternativas para manter uma fonte de renda suficiente para
o bem-estar e sobrevivência.</p>



<p>A <strong>boa</strong> nutrição, que é
historicamente aliada à <strong>boa</strong> imunidade ou à defesa competente do
organismo contra a agressão de agentes infecciosos, é basicamente resultado da <strong>boa</strong>
alimentação, que inclui o consumo diário de nutrientes necessários para a <strong>boa</strong>
atividade de órgãos e sistemas do corpo.</p>



<p>Dentre essas boas características, aponto aqui, especificamente, os efeitos
benéficos do estado nutricional adequado de vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco
e selênio) na manutenção do sistema imune competente e, consequentemente, no seu
papel no controle e prevenção de doenças infecciosas, como a COVID-19.</p>



<p>Estes cinco micronutrientes participam dos
mecanismos de defesa do organismo contra a invasão de vírus, bactérias e outros
agentes estranhos, protegendo as mucosas respiratórias e gastrintestinais,
regulando a inflamação, agindo como antioxidantes, garantindo a geração de
anticorpos específicos ou fortalecendo células protetoras.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ok,
mas o que oferecer para nossos filhos nesta época de “improviso” alimentar para
garantir estas funções?</strong> </h4>



<p>Os alimentos considerados melhores fontes de
vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco e selênio) e que devem ser oferecidos na
mesa familiar estão dispostos no quadro abaixo.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"> <strong>Micronutriente</strong></td><td>
  <strong>Origem/Alimentos</strong>
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Vitamina
  A</strong>
  </td><td>
  Origem animal: carne e
  óleo de fígado (órgão de reserva), leite e ovos
  Origem
  vegetal: vegetais folhosos verde-escuros, óleos, frutas e vegetais com
  coloração do amarelo ao vermelho (manga, mamão, abóbora, cenoura, batata
  doce, espinafre, mostarda e couve)
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Vitamina
  C</strong>
  </td><td>
  Frutas
  cítricas (limão, laranja, acerola e abacaxi), não cítricas (melancia, melão,
  cerejas, kiwi, manga, mamão, morango e tomate) e legumes (repolho, brócolis,
  couve, couve-flor, mostarda, pimentão vermelho e verde, ervilha e batata)
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Vitamina
  D*</strong>
  </td><td>
  Peixes com alto teor de
  gordura (salmão, sardinha e atum), óleo de fígado de peixe, gema de ovo,
  fígado, leite e seus derivados
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Zinco</strong>
  </td><td>
  Mariscos, ostras,
  carnes vermelhas, fígado, miúdos, ovos, grãos integrais e cereais matinais
  fortificados
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Selênio</strong>
  </td><td>
  Castanha
  do Brasil, peixes (sardinha, salmão), fígado de boi, farelo de arroz, farinha
  de trigo integral, cebola, alho, cebolinha, mostarda, repolho, brócolis,
  couve-flor e cogumelos
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>*Especificamente,
o consumo diário de alimentos fonte de vitamina D é indispensável, pela redução
da exposição solar decorrente da quarentena.</p>



<p><em>Fonte: elaborada
pelo autor</em></p>



<p>Enfatizo que, embora existam algumas
hipóteses recentemente levantadas, até o momento, não há qualquer evidência
científica do benefício do uso de suplementos alimentares ou medicamentosos com
estes micronutrientes para prevenir ou tratar a COVID-19 em indivíduos
saudáveis, principalmente na faixa etária pediátrica. Além disso, altas doses levam
ao risco de toxicidade e, consequentemente, prejudicam a saúde.</p>



<p>No entanto, é fundamental destacar que o
estado de deficiência de qualquer um destes micronutrientes deve ser
identificado e reparado prontamente para garantir o bom funcionamento do
sistema imune. Aqui sim, diante da forte suspeita clínica ou da deficiência
nutricional comprovada, estratégias de suplementação e tratamento são, assim
como eram antes da pandemia atual, altamente indicadas e contribuem
significativamente com o combate às doenças infecciosas.</p>



<p>Convido os pais para uma reflexão: este
momento de pausa, sem trânsito, sem escolas, sem igreja, sem parques, sem praias,
sem jogos de futebol, sem bares, restaurantes ou lanchonetes pode ser uma
oportunidade para proporcionar uma alimentação mais saudável para toda família
e para compartilhar o momento das refeições. Mesmo frente ao desafio da
adaptação ao isolamento social, este certamente é um caminho para a promoção da
saúde e fortalecimento familiar. Tal modificação da prática e comportamento
alimentar pode surpreender nossas expectativas, quanto à possibilidade de
aquisição de preferências e hábitos alimentares saudáveis pelos nossos filhos. </p>



<p>___<br><strong>Relator: Tulio Konstantyner</strong><br><strong>Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><br><strong>Membro titular do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria</strong></p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/coronavirus-quarentena-e-boa-alimentacao-dos-nossos-filhos/">Coronavírus, quarentena e “boa” alimentação dos nossos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Doe leite, doe vida &#8211; 19 de maio: Dia Internacional de Doação de Leite Humano</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/doe-leite-doe-vida-19-de-maio-dia-internacional-de-doacao-de-leite-humano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2020 21:53:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Aleitamento Materno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As primeiras comemorações pelo Dia Nacional de Doação de Leite Humano aconteceram em 1º de outubro de 2004 e, a partir da lei nº 13227, de 12 de dezembro de 2015, oficialmente passamos a comemorar, anualmente, no dia 19 de maio. Há 10 anos, a Rede Global de Bancos de Leite Humano (BLH) comemora nesta data o Dia Internacional de Doação de Leite Humano, para sensibilizar gestantes, puérperas e nutrizes sobre esse ato solidário, que contribui para salvar vidas de recém-nascidos prematuros e doentes internados em Unidades Neonatais. Especialmente em 2020, um momento de tantas dúvidas e poucas certezas com a pandemia da Covid-19, sabemos o quanto é necessário e importante para esses prematuros que os estoques dos BLH estejam abastecidos. Quem pode doar? Toda mulher que estiver amamentando e tiver leite excedente, independente do volume, poderá entrar em contato com um BLH na sua região para fazer um cadastro e receber as orientações e os cuidados necessários para coleta e armazenamento do leite. Quanto mais leite é retirado (para doação ou sugado pelo seu bebê), mais leite é produzido. Um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. E, dependendo do peso do prematuro, um (1) ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado. Para ser doadora, a nutriz deverá estar saudável, não ser portadora de doença infectocontagiosa e nem fazer uso de medicamento que seja incompatível com a amamentação. Assim, nesse momento, mães que sejam Covid positivas ou sintomáticas podem amamentar seus filhos (não existe comprovação de transmissão através do leite materno), mas não podem doar seu leite. O que acontece com o leite que é doado? Conforme as recomendações oficiais, toda vez que chega um leite doado a um BLH ele é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade. Só então ele é distribuído de acordo com as necessidades de cada recém-nascido internado e da sua fase de desenvolvimento. Os estudos mostram que os bebês prematuros e/ou com patologias que recebem leite humano quando não podem ser amamentados têm mais chances de se recuperar, melhorar seu ganho de peso, se proteger de infecções e ter uma vida mais saudável. Preciso ir ao BLH ou eles podem vir até minha casa? As duas situações são possíveis. Para começar, entre em contato com o BLH mais próximo por telefone. A candidata poderá realizar um cadastro de doadora e receberá todas as orientações necessárias para a coleta e armazenamento do leite que ela irá retirar. Os dados serão analisados por uma equipe e, se for considerada apta, o processo será regularizado. Antes de começar a doar, a nutriz aprende como coletar o leite e recebe materiais como gorro, máscara, etiquetas e frascos de vidro esterilizados com tampa plástica. A cidade é dividida em zonas que são visitadas ao menos uma vez por semana. A cada visita, a doadora receberá novos frascos esterilizados vazios e entregará a sua doação de leite. Todo transporte do leite é realizado em caixas isotérmicas (que mantém a temperatura) e com gelo reciclável, garantindo assim a qualidade do seu leite. Em momento de tantos heróis e heroínas, nós, pediatras, queremos agradecer as doadoras que, mesmo nesse momento de pandemia, mesmo com o “FIQUE EM CASA”, reservam um pouco de tempo para colher seu leite e doar para um BLH. Todos os Bancos de Leite Humano do Brasil esperam continuar contando com a solidariedade de todas as mulheres que se dispõem a doar seu leite excedente e que também continuam a incentivar outras mulheres a se tornarem doadoras. Caso queira ser uma doadora, entre em contato com um BLH através dos dados que constam no site da Rede Brasileira de Banco de Leite Humano. Com certeza encontrará um Banco de Leite de um hospital necessitando de sua doação. DOE LEITE, DOE VIDA. #FiqueEmCasa e apoie essa ideia! ___Relatores:Dra. Maria José Guardia MattarDra. Rosangela Gomes dos SantosDepartamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/doe-leite-doe-vida-19-de-maio-dia-internacional-de-doacao-de-leite-humano/">Doe leite, doe vida &#8211; 19 de maio: Dia Internacional de Doação de Leite Humano</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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<p>As primeiras comemorações pelo Dia Nacional de Doação de Leite Humano aconteceram em 1º de outubro de 2004 e, a partir da lei nº 13227, de 12 de dezembro de 2015, oficialmente passamos a comemorar, anualmente, no dia 19 de maio. </p>



<p>Há 10 anos, a Rede Global de Bancos de Leite Humano (BLH) comemora nesta data o Dia Internacional de Doação de Leite Humano, para sensibilizar gestantes, puérperas e nutrizes sobre esse ato solidário, que contribui para salvar vidas de recém-nascidos prematuros e doentes internados em Unidades Neonatais.</p>



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<p>Especialmente em 2020, um momento de tantas dúvidas e poucas certezas com a pandemia da Covid-19, sabemos o quanto é necessário e importante para esses prematuros que os estoques dos BLH estejam abastecidos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quem pode doar?</h4>



<p>Toda mulher que estiver amamentando e tiver leite excedente, independente do volume, poderá entrar em contato com um BLH na sua região para fazer um cadastro e receber as orientações e os cuidados necessários para coleta e armazenamento do leite.</p>



<p>Quanto mais leite é retirado (para
doação ou sugado pelo seu bebê), mais leite é produzido. Um litro de leite
materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. E, dependendo do
peso do prematuro, um (1) ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for
alimentado.</p>



<p>Para ser doadora, a nutriz deverá estar saudável, não ser portadora de doença infectocontagiosa e nem fazer uso de medicamento que seja incompatível com a amamentação. Assim, nesse momento, mães que sejam Covid positivas ou sintomáticas podem amamentar seus filhos (não existe comprovação de transmissão através do leite materno), mas não podem doar seu leite.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que acontece com o leite que é doado?</h4>



<p>Conforme as recomendações oficiais, toda vez que chega um leite doado a um BLH ele é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade. Só então ele é distribuído de acordo com as necessidades de cada recém-nascido internado e da sua fase de desenvolvimento. </p>



<p>Os estudos mostram que os bebês prematuros
e/ou com patologias que recebem leite humano quando não podem ser amamentados
têm mais chances de se recuperar, melhorar seu ganho de peso, se proteger de
infecções e ter uma vida mais saudável.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Preciso ir ao BLH ou eles podem vir até minha casa?</h4>



<p>As duas situações são possíveis. </p>



<p>Para começar, entre em contato com o BLH
mais próximo por telefone. A candidata poderá realizar um cadastro de doadora e
receberá todas as orientações necessárias para a coleta e armazenamento do
leite que ela irá retirar. Os dados serão analisados por uma equipe e, se for
considerada apta, o processo será regularizado.</p>



<p>Antes de começar a doar, a nutriz
aprende como coletar o leite e recebe materiais como gorro, máscara, etiquetas
e frascos de vidro esterilizados com tampa plástica.</p>



<p>A cidade é dividida em zonas que são
visitadas ao menos uma vez por semana. A cada visita, a doadora receberá novos
frascos esterilizados vazios e entregará a sua doação de leite. Todo transporte
do leite é realizado em caixas isotérmicas (que mantém a temperatura) e com
gelo reciclável, garantindo assim a qualidade do seu leite.</p>



<p>Em momento de tantos heróis e heroínas, nós, pediatras, queremos agradecer as doadoras que, mesmo nesse momento de pandemia, mesmo com o “FIQUE EM CASA”, reservam um pouco de tempo para colher seu leite e doar para um BLH. </p>



<p>Todos os Bancos de Leite Humano do
Brasil esperam continuar contando com a solidariedade de todas as mulheres que
se dispõem a doar seu leite excedente e que também continuam a incentivar
outras mulheres a se tornarem doadoras. </p>



<p>Caso queira ser uma doadora, entre em
contato com um BLH através dos dados que constam no site da <strong><a href="https://rblh.fiocruz.br/pagina-inicial-rede-blh">Rede Brasileira de Banco
de Leite Humano</a></strong>. Com certeza encontrará um Banco de Leite de um
hospital necessitando de sua doação.</p>



<p><strong>DOE LEITE, DOE VIDA.</strong></p>



<p><strong>#FiqueEmCasa e apoie essa ideia</strong>!</p>



<p>___<br><strong>Relatores:</strong><br><strong>Dra. Maria José Guardia Mattar</strong><br><strong>Dra. Rosangela Gomes dos Santos</strong><br><strong>Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/doe-leite-doe-vida-19-de-maio-dia-internacional-de-doacao-de-leite-humano/">Doe leite, doe vida &#8211; 19 de maio: Dia Internacional de Doação de Leite Humano</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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