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	<title>Arquivos luto - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos luto - SPSP</title>
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	<item>
		<title>“Vendem-se sapatos de bebês, nunca usados”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vendem-se-sapatos-de-bebes-nunca-usados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 13:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Prematuro]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O título deste texto é uma tradução livre daquele que é considerado o conto mais curto que já foi escrito, atribuído a Ernest Hemingway. Tem apenas seis palavras na língua original: “For sale</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vendem-se-sapatos-de-bebes-nunca-usados/">“Vendem-se sapatos de bebês, nunca usados”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O título deste texto é uma tradução livre daquele que é considerado o conto mais curto que já foi escrito, atribuído a Ernest Hemingway. Tem apenas seis palavras na língua original: “<em>For sale: baby shoes, never worn</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Há múltiplos entendimentos ou interpretações sobre o que este conto sugere. Pessoalmente, remeteu-me a esta imagem, bastante dramática: “sapatinhos de um enxoval de RN que nunca foi utilizado porque a criança não sobreviveu”. Cena de um luto prematuro. Cena de uma tragédia familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sapatinhos foram o mote para escrever sobre este tema: a taxa de mortalidade infantil no Brasil. Tal qual a dramaticidade do conto é a tragédia de mortes prematuras que poderiam ser evitadas: “duas a cada três mortes de crianças com menos de 1 ano de idade no Brasil poderiam ter sido evitadas com medidas básicas de atenção à saúde” (Fiocruz, publicado em <strong>11/05/2022</strong>).</p>
<p style="text-align: justify;">Essas medidas incluem pré-natal adequado, incentivo à amamentação, incentivo à vacinação. Estamos regredindo, uma vez que em 2015 o Brasil alcançou e comemorou um dos objetivos do milênio, que era o de reduzir pela metade as mortes infantis.</p>
<p style="text-align: justify;">A taxa de mortalidade infantil no Brasil, medida pelo número de mortes antes de completar um ano de idade, chegou a ficar em 12,4. A tabela abaixo revela o aumento desses números.</p>
<p style="text-align: justify;">Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil. Fonte: Boletim Epidemiológico. Secretaria de Vigilância em Saúde. MS. Volume 52/0utubro 2021.</p>
<table style="width: 100%; height: 41px;">
<tbody>
<tr style="height: 25px;">
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="86">Ano</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="82"> </td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="94">1990</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="94">2015</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="94">2016</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="108">2017/2019</td>
</tr>
<tr style="height: 16px;">
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="86">Taxa</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="82"> </td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="94">47,1</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="94">13,3</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="94">14,0</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="108">13,3</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A doença do “sarampo” é emblemática para expressar a deterioração de conquistas anteriores no campo da saúde pública. A região das Américas, após ter sido declarada, em 2016, a primeira região livre do sarampo, voltou em 2017 a conviver com essa doença. A Venezuela enfrenta desde julho de 2017 um surto de sarampo, sendo a maioria dos casos provenientes do Estado de Bolívar. A situação sociopolítica e econômica enfrentada pelo país ocasionou um intenso movimento migratório, que contribuiu para a propagação do vírus para outras áreas geográficas.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Brasil</strong>, desde fevereiro de 2018, também enfrenta um surto de sarampo (genótipo D8, circulante na Venezuela desde 2017). No ano de 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, dando início a novos surtos, com a confirmação de 20.901 casos da doença. Em 2020 foram confirmados 8.448 casos e, em 2021, até a Semana Epidemiológica (SE) 52, foram confirmados dois óbitos por sarampo no Estado do Amapá, ambos em crianças menores de um ano &#8211; uma delas com 7 meses de idade, não vacinada (com orientação da Dose Zero em Estados com surto) e sem comorbidades e a outra com quatro meses de idade (não indicada vacinação, por ser menor de seis meses), nascida de parto prematuro, gemelar, baixo peso, com síndrome de Down e pertencente à terra indígena Waiãpi.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Nikola Budanovic, “For sale, baby shoes, never worn”: Tracing the history of the shortest story ever told. Sep 24, 2017. Disponível em: https://www.thevintagenews.com/2017/09/24/for-sale-baby-shoes-never-worn-tracing-the-history-of-the-shortest-story-ever-told/?chrome=1</li>
</ol>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li>“Duas a cada três mortes de crianças com menos de 1 ano de idade no Brasil poderiam ter sido evitadas com medidas básicas de atenção à saúde” (Fiocruz. Publicado 11/05/2022 pela RedeBrasilAtual). Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2022/05/brasil.</li>
<li>Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil. Fonte: Boletim Epidemiológico. Secretaria de Vigilância em Saúde. MS. Volume 52/0utubro 2021.</li>
<li>Boletim Epidemiológico 03. Secretaria de Vigilância em Saúde. Volume 53/Jan.2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
<p>Foto: @wirestock/br.freepik.com</p>
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			</item>
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		<title>Depressão, é possível prevenir?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/depressao-e-possivel-prevenir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2020 22:04:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Crianças e adolescentes também podem e necessitam vivenciar o luto, sendo essencial o acolhimento dos sentimentos decorrentes. Falar sobre prevenção da depressão se configura uma tarefa desafiadora. A depressão nos impõe uma série de diferenciações e, além de não existir um único tipo, sua origem não é unívoca, passando por fatores de vulnerabilidade neurobiológica, situações familiares e existenciais. Manifesta-se de formas distintas, havendo a presença ou não de tristeza.A tristeza é um afeto como outro qualquer. Ela é fundamental em muitos casos quando ocorre uma perda para aquele que sofre. O luto nada mais é do que o processo que possibilita ao sujeito dar conta da perda, exige um tempo e, ao seu término, o permite investir na retomada de sua vida. A tristeza surge, pois a aceitação do desaparecimento de algo ou alguém importante não é feita sem dor.Não é privilégio dos adultos passarem por processos desse tipo, crianças e adolescentes também podem e necessitam vivenciar o luto, sendo essencial o acolhimento dos sentimentos decorrentes, tais como o fazemos com os de alegria ou qualquer outro. Aliás, a adolescência é por si só repleta de experiências desse tipo.Há risco em não legitimar e evitar a todo custo o encontro da criança e do adolescente com frustrações, faltas e perdas, que são inerentes ao caminhar da vida.Na verdade, entrar em contato com a tristeza pode ser um bom sinal de saúde mental e poderá refletir numa capacidade de não se deprimir frente à certas experiências penosas.A depressão poderá advir quando esse processamento das perdas, das dores e dos impactos fica dificultado ou impedido, ou seja, na impossibilidade de fazer o luto. Ela é uma condição emocional prolongada, com manifestações distintas e que afeta o sujeito de maneira contundente, podendo atingir alguns aspectos da personalidade.Já no início da vida, o bebê terá que lidar com o processamento de perdas e separações. Ele vai precisar se ligar à sua mãe para posteriormente se diferenciar, se separar dela ou de quem faz tal função. O primeiro luto ocorre aí e a partir da combinação entre “presenças”, traduzidas no cuidado afinado às suas necessidades, e depois “ausências” é que poderá se formar uma representação interna da mãe, como se sua mãe em suas funções continentes, cuidadoras e alertadoras pudesse estar de certa forma dentro dele. Essa capacidade se torna importante para que o bebê possa paulatinamente ser amparado de dentro para fora, tendo condições de aceitar gradativamente que sua mãe é uma outra pessoa, fazendo com que possa investir ele mesmo em outros interesses, impactando positivamente em sua capacidade de lidar com a vida de maneira geral, mas principalmente na elaboração dos lutos recorrentes que a vida o desafiará. Seria possível então a prevenção? Parte da prevenção possível seria poder cuidar da quantidade e da qualidade de oferta de apoio emocional e social para os pais na vinda de um filho. Sabemos que uma rede de suporte nessa época mostra-se fundamental, porque, amparados, podem estar mais livres nessa função e cuidar de melhor forma do desafio que implica um filho que nasce. No entanto, talvez isso tudo não possa garantir a prevenção, uma vez que a depressão é multifacetada, mas certamente lançará um olhar mais cuidadoso para a importância dos primeiros tempos de vida de um bebê e de sua família, reverberando positivamente na construção do processo de subjetivação da criança, que tem ligação direta com a forma como lidará ao longo da vida com os desafios que as perdas cotidianas impõem a todos. ___RelatoraDra. Cristiane da Silva Geraldo FolinoNúcleo&#160;de Estudos sobre Depressão em Crianças e Adolescentes &#8211; SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Crianças e
adolescentes também podem e necessitam vivenciar o luto, sendo essencial o
acolhimento dos sentimentos decorrentes.</em></p>



<p class="has-text-align-justify wp-block-paragraph">Falar sobre <strong>prevenção da depressão</strong> se configura uma tarefa desafiadora. A <strong>depressão</strong> nos impõe uma série de diferenciações e, além de não existir um único tipo, sua origem não é unívoca, passando por fatores de vulnerabilidade neurobiológica, situações familiares e existenciais. Manifesta-se de formas distintas, havendo a presença ou não de <strong>tristeza.</strong><br>A <strong>tristeza</strong> é um afeto como outro qualquer. Ela é fundamental em muitos casos quando ocorre uma perda para aquele que sofre.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Depositphotos_38105333_Sonsedskaya-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3265"/><figcaption>sonsedskaya | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p class="has-text-align-justify wp-block-paragraph"><br>O <strong>luto</strong> nada mais é do que o processo que possibilita ao sujeito dar conta da perda, exige um tempo e, ao seu término, o permite investir na retomada de sua vida. A tristeza surge, pois a aceitação do desaparecimento de algo ou alguém importante não é feita sem dor.<br>Não é privilégio dos adultos passarem por processos desse tipo, crianças e adolescentes também podem e necessitam vivenciar o <strong>luto</strong>, sendo essencial o acolhimento dos sentimentos decorrentes, tais como o fazemos com os de alegria ou qualquer outro. Aliás, a adolescência é por si só repleta de experiências desse tipo.<br>Há risco em não legitimar e evitar a todo custo o encontro da criança e do adolescente com frustrações, faltas e perdas, que são inerentes ao caminhar da vida.<br>Na verdade, entrar em contato com a <strong>tristeza</strong> pode ser um <strong>bom</strong> sinal de saúde mental e poderá refletir numa capacidade de não se <strong>deprimir</strong> frente à certas experiências penosas.<br>A <strong>depressão</strong> poderá advir quando esse processamento das perdas, das dores e dos impactos fica dificultado ou impedido, ou seja, na impossibilidade de fazer o luto. Ela é uma condição emocional prolongada, com manifestações distintas e que afeta o sujeito de maneira contundente, podendo atingir alguns aspectos da personalidade.<br>Já no início da vida, o bebê terá que lidar com o processamento de <strong>perdas</strong> e <strong>separações</strong>. Ele vai precisar se ligar à sua mãe para posteriormente se diferenciar, se separar dela ou de quem faz tal função. O primeiro <strong>luto</strong> ocorre aí e a partir da combinação entre “presenças”, traduzidas no cuidado afinado às suas necessidades, e depois “ausências” é que poderá se formar uma representação interna da mãe, como se sua mãe em suas funções continentes, cuidadoras e alertadoras pudesse estar de certa forma dentro dele. Essa capacidade se torna importante para que o bebê possa paulatinamente ser amparado de dentro para fora, tendo condições de aceitar<br> gradativamente que sua mãe é uma outra pessoa, fazendo com que possa investir ele mesmo em outros interesses, impactando positivamente em sua capacidade de lidar com a vida de maneira geral, mas principalmente na <strong>elaboração dos lutos</strong> recorrentes que a vida o desafiará.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Seria
possível então a prevenção?</h4>



<p class="has-text-align-justify wp-block-paragraph">Parte da prevenção possível seria poder cuidar da quantidade e da qualidade de oferta de apoio emocional e social para os pais na vinda de um filho. Sabemos que uma rede de suporte nessa época mostra-se fundamental, porque, amparados, podem estar mais livres nessa função e cuidar de melhor forma do desafio que implica um filho que nasce. No entanto, talvez isso tudo não possa garantir a prevenção, uma vez que a depressão é multifacetada, mas certamente lançará um olhar mais cuidadoso para a importância dos primeiros tempos de vida de um bebê e de sua família, reverberando positivamente na construção do processo de subjetivação da criança, que tem ligação direta com a forma como lidará ao longo da vida com os desafios que as perdas cotidianas impõem a todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>___</strong><br><strong>Relatora</strong><br><strong>Dra. Cristiane da Silva Geraldo Folino</strong><br><strong>Núcleo&nbsp;de Estudos sobre Depressão em Crianças e Adolescentes &#8211; SPSP </strong></p>



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