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	<title>Arquivos mortalidade infantil - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos mortalidade infantil - SPSP</title>
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		<title>Vacina é vida: um ato de amor e responsabilidade!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 11:25:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia da Covid-19, em relação aos movimentos antivacinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas informações falsas têm circulado e assustado os pais, e quando essas declarações vêm de líderes políticos ou profissionais de saúde sem embasamento em literatura científica ou dados mundiais de farmacovigilância, a situação se torna ainda mais preocupante em relação à importância da prevenção por meio da vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Importante lembrar que a imunização não se trata apenas de uma ação individual e sim coletiva. Vacinar traz consigo amor-próprio e amor ao próximo. Sim, porque a vacina protege quem a recebe e também quem está ao redor e que, por razões variadas, não pode receber a vacina, como bebês em determinadas faixas etárias, pessoas que fazem tratamento oncológico ou reumatológico e idosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos pais não sabem, mas a vacinação é apontada como o segundo maior avanço da humanidade em termos de saúde pública, atrás apenas da ampliação da oferta de água potável.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, vivemos num mundo onde a mortalidade infantil por doenças imunopreveníveis diminuiu de forma significativa, aumentando a nossa expectativa de vida e gerando uma <strong>falsa sensação de segurança</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de combate às mortes infantis é ainda mais preocupante frente à queda na cobertura vacinal no Brasil e no mundo, que se agravou no período pós-pandemia.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), diversas estratégias foram implementadas para reduzir a mortalidade infantil e ampliar a expectativa de vida da população. Nesse processo, a política de vacinação, conduzida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e apoiada pelas Sociedades Científicas, como a Sociedade de Pediatria de São Paulo, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunizações, desempenhou papel central, assegurando avanços significativos na qualidade de vida de crianças, adolescentes e suas famílias em todo o Brasil. Além disso, o setor privado de vacinação, bastante qualificado no país, reforça a possibilidade de melhorar a proteção individual, além da proteção coletiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar desses resultados, doenças como a poliomielite e o sarampo ainda preocupam, pois são endêmicas em outros países, o que reforça a necessidade de mantermos elevadas coberturas vacinais em todo o território nacional, pois a globalização traz consigo risco de contágio na população não vacinada ou incompletamente vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mitos e inverdades precisam ser combatidos com informações seguras e científicas, pois representam risco de adoecimento, sequelas e mortes nas famílias, principalmente <em>“fake news”</em> que relacionam vacinas ao autismo e a outras doenças causadas pelas vacinas de RNAm, vacinas preventivas do câncer, presença de mercúrio ou alumínio nas formulações, sobrecarga do sistema imunológico, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nesse Dia Nacional da Vacinação é importante reforçarmos que: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Inúmeros estudos científicos bem conduzidos comprovam que <strong>não há relação entre nenhuma vacina e o transtorno do espectro autista (TEA)</strong>, como é conhecido o autismo. O trabalho publicado que deu origem a essa questão foi contestado pela comunidade científica por ter graves falhas metodológicas, sendo o autor acusado de fraudar informações apresentadas no estudo e receber pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos por compensação de danos vacinais. O autor teve seu registro cassado e a revista <em>Lancet </em>excluiu o trabalho de seus arquivos e a maioria dos colaboradores solicitou a retirada de seus nomes da publicação. Apesar de todas as evidências científicas, grupos antivacinistas ainda reproduzem o discurso, que induz muitas famílias à hesitação ou à recusa vacinal.</li>
<li>A relação entre o timerosal, substância à base de mercúrio presente em vacinas multidoses desde 1930, e o autismo, também foi amplamente investigada e descartada. O tipo de composto utilizado (etilmercúrio) é degradado e expelido rapidamente do organismo, portanto, <strong>não acumula nos órgãos ou corpo, nem traz qualquer prejuízo à saúde</strong>. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a <em>Food and Drugs Administration</em> (FDA), a Academia Americana de Pediatria (AAP), entre outros regulatórios, já emitiram posicionamentos positivos sobre a segurança do timerosal nas vacinas.</li>
<li>Compostos de alumínio, utilizados como adjuvante <strong>em algumas vacinas inativadas</strong>, <strong>não estão associados</strong> ao aumento do risco de distúrbios do neurodesenvolvimento, doenças autoimunes crônicas ou quadros alérgicos e atópicos. Vale destacar que a exposição humana ao alumínio é frequente, uma vez que o metal está presente no solo, em chás e ervas, temperos, utensílios de cozinha, latinhas de bebidas, creme dental, cosméticos e até mesmo na água tratada.</li>
<li>O uso de vacinas combinadas e a aplicação de várias vacinas no mesmo momento para prevenção de mais de uma doença <strong>não é capaz de sobrecarregar o sistema imunológico</strong>. O número de antígenos com o qual o organismo entra em contato devido à vacinação é muito inferior à exposição que acontece naturalmente no dia a dia.</li>
<li>A vacina contra hepatite B administrada já nas primeiras horas após o nascimento tem o objetivo de evitar a doença caso o vírus seja transmitido da mãe para o filho durante a gestação, parto ou por meio da amamentação. <strong>Nove entre dez recém-nascidos infectados pelo vírus da hepatite B, não vacinados,</strong> desenvolvem a forma crônica da doença, que pode evoluir com gravidade e levar à cirrose ou ao câncer de fígado, geralmente na adolescência ou vida adulta.</li>
<li><strong>Vacinas de RNAm</strong> <strong>não alteram o cromossomo nem o DNA das pessoas</strong>. Elas usam uma molécula de RNA mensageiro envolta em pequenas partículas de gordura, para <strong>levar instruções às células e gerar uma resposta imunológica.</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Apesar da <strong>tecnologia de RNA mensageiro ser estudada há décadas</strong>, a aplicação dela só teve repercussão mundial quando foi utilizada para a produção da vacina Covid-19, criando especulações e desinformação. A vacinação contra a Covid-19 teve grande impacto na redução da morbimortalidade da doença, evitando milhares de óbitos e internações no mundo, desde a sua introdução no ano de 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a função do RNA mensageiro vai além; a tecnologia abre a perspectiva de que<strong> vários tipos de câncer </strong>que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia<strong>, Aids, doenças genéticas raras ou outros distúrbios associados a proteínas ausentes ou que não funcionem corretamente</strong> possam ser tratados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Avaliação das coberturas vacinais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A análise recente das coberturas vacinais evidencia avanços significativos no país, com destaque para o período a partir de 2023, quando se observou incremento consistente em diversas vacinas ofertadas para os menores de 2 anos, porém ainda precisamos melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses progressos reforçam a pertinência das ações realizadas, como também a oportunidade estratégica para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e assegurar maior homogeneidade das coberturas vacinais no país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Objetivos principais do Dia Nacional da Vacinação: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ampliar o acesso da população de crianças e adolescentes à vacinação, conforme o Calendário Nacional de Vacinação;</li>
<li>Contribuir na redução da incidência das doenças imunopreveníveis;</li>
<li>Enfrentar a hesitação vacinal com ações de comunicação e mobilização social;</li>
<li>Oportunizar a vacinação contra epidemias (febre amarela, dengue, sarampo, etc.) em locais de risco;</li>
<li>Possibilitar o resgate de crianças e adolescentes não vacinados;</li>
<li>Proporcionar a vacinação de adultos e idosos, especialmente quando acompanham as crianças ao posto de vacinação;</li>
<li>Monitorar casos de doenças imunopreveníveis já erradicadas no mundo;</li>
<li>Manter o status de eliminação da poliomielite e do sarampo no Brasil e no mundo;</li>
<li>Realizar o monitoramento da segurança das vacinas;</li>
<li>Combater informações falsas, oferecendo referências científicas acessíveis e claras para tranquilizar a população.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Vacinação é uma excelente oportunidade para relembrarmos quantas vidas têm sido salvas, quantas sequelas têm sido evitadas, quanto sofrimento e preocupação desapareceram, desde que as vacinas surgiram.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Silvia Bardella<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Infectopediatra<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Vendem-se sapatos de bebês, nunca usados”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vendem-se-sapatos-de-bebes-nunca-usados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2022 13:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Prematuro]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O título deste texto é uma tradução livre daquele que é considerado o conto mais curto que já foi escrito, atribuído a Ernest Hemingway. Tem apenas seis palavras na língua original: “For sale</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Vende-se-Sapato-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O título deste texto é uma tradução livre daquele que é considerado o conto mais curto que já foi escrito, atribuído a Ernest Hemingway. Tem apenas seis palavras na língua original: “<em>For sale: baby shoes, never worn</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Há múltiplos entendimentos ou interpretações sobre o que este conto sugere. Pessoalmente, remeteu-me a esta imagem, bastante dramática: “sapatinhos de um enxoval de RN que nunca foi utilizado porque a criança não sobreviveu”. Cena de um luto prematuro. Cena de uma tragédia familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sapatinhos foram o mote para escrever sobre este tema: a taxa de mortalidade infantil no Brasil. Tal qual a dramaticidade do conto é a tragédia de mortes prematuras que poderiam ser evitadas: “duas a cada três mortes de crianças com menos de 1 ano de idade no Brasil poderiam ter sido evitadas com medidas básicas de atenção à saúde” (Fiocruz, publicado em <strong>11/05/2022</strong>).</p>
<p style="text-align: justify;">Essas medidas incluem pré-natal adequado, incentivo à amamentação, incentivo à vacinação. Estamos regredindo, uma vez que em 2015 o Brasil alcançou e comemorou um dos objetivos do milênio, que era o de reduzir pela metade as mortes infantis.</p>
<p style="text-align: justify;">A taxa de mortalidade infantil no Brasil, medida pelo número de mortes antes de completar um ano de idade, chegou a ficar em 12,4. A tabela abaixo revela o aumento desses números.</p>
<p style="text-align: justify;">Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil. Fonte: Boletim Epidemiológico. Secretaria de Vigilância em Saúde. MS. Volume 52/0utubro 2021.</p>
<table style="width: 100%; height: 41px;">
<tbody>
<tr style="height: 25px;">
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="86">Ano</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="82"> </td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="94">1990</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="94">2015</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="94">2016</td>
<td style="height: 25px; text-align: center;" width="108">2017/2019</td>
</tr>
<tr style="height: 16px;">
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="86">Taxa</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="82"> </td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="94">47,1</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="94">13,3</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="94">14,0</td>
<td style="height: 16px; text-align: center;" width="108">13,3</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A doença do “sarampo” é emblemática para expressar a deterioração de conquistas anteriores no campo da saúde pública. A região das Américas, após ter sido declarada, em 2016, a primeira região livre do sarampo, voltou em 2017 a conviver com essa doença. A Venezuela enfrenta desde julho de 2017 um surto de sarampo, sendo a maioria dos casos provenientes do Estado de Bolívar. A situação sociopolítica e econômica enfrentada pelo país ocasionou um intenso movimento migratório, que contribuiu para a propagação do vírus para outras áreas geográficas.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Brasil</strong>, desde fevereiro de 2018, também enfrenta um surto de sarampo (genótipo D8, circulante na Venezuela desde 2017). No ano de 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, dando início a novos surtos, com a confirmação de 20.901 casos da doença. Em 2020 foram confirmados 8.448 casos e, em 2021, até a Semana Epidemiológica (SE) 52, foram confirmados dois óbitos por sarampo no Estado do Amapá, ambos em crianças menores de um ano &#8211; uma delas com 7 meses de idade, não vacinada (com orientação da Dose Zero em Estados com surto) e sem comorbidades e a outra com quatro meses de idade (não indicada vacinação, por ser menor de seis meses), nascida de parto prematuro, gemelar, baixo peso, com síndrome de Down e pertencente à terra indígena Waiãpi.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Nikola Budanovic, “For sale, baby shoes, never worn”: Tracing the history of the shortest story ever told. Sep 24, 2017. Disponível em: https://www.thevintagenews.com/2017/09/24/for-sale-baby-shoes-never-worn-tracing-the-history-of-the-shortest-story-ever-told/?chrome=1</li>
</ol>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li>“Duas a cada três mortes de crianças com menos de 1 ano de idade no Brasil poderiam ter sido evitadas com medidas básicas de atenção à saúde” (Fiocruz. Publicado 11/05/2022 pela RedeBrasilAtual). Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2022/05/brasil.</li>
<li>Taxa de Mortalidade Infantil no Brasil. Fonte: Boletim Epidemiológico. Secretaria de Vigilância em Saúde. MS. Volume 52/0utubro 2021.</li>
<li>Boletim Epidemiológico 03. Secretaria de Vigilância em Saúde. Volume 53/Jan.2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p> </p>
<p>Foto: @wirestock/br.freepik.com</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência: Informações para os pais e responsáveis</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/semana-nacional-de-prevencao-de-gravidez-na-adolescencia-informacoes-para-os-pais-e-responsaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2021 16:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
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		<category><![CDATA[pobleza]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[vulnerabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3593</guid>

					<description><![CDATA[<p>De 1 a 8 de fevereiro, acontece no Brasil a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução dos números de casos no Brasil. Alguns fatos são claros (ou deveriam ser!) quando analisamos a questão da gravidez na adolescência: O que contribui para que ocorra com tanta frequência? Entre os principais fatores relacionados a esta incidência tão alta, temos: renda familiar insuficiente e baixa, educação deficiente ou abandono dos estudos, oportunidades limitadas para ingresso no mercado de trabalho, perpetuação do ciclo da pobreza, falta de informações sobre saúde, direitos sexuais e reprodutivos e aumento da violência sexual. E quanto aos pais, cuidadores e responsáveis por estes adolescentes, o que podem fazer para orientá-los e ajudá-los a prevenir a gravidez? Seguem algumas dicas, adaptadas de: Nelson, P.T. (Ed) (2012). 10 Tips for Parents in Families Matter! A Series for Parents of School-Aged Youth. Newark, DE: Cooperative Extension, University of Delaware. 1- Conversem com seus filhos desde cedo, de forma honesta, aberta e numa linguagem clara e sucinta. Não esperem que perguntem espontaneamente, iniciem a conversa. Escutem com atenção o que eles têm a dizer, se entenderam o que foi falado e o que gostariam mais de saber. Importante destacar as diferenças entre amor e sexo, como funcionam os relacionamentos e todas as partes do corpo. É importante que saibam os valores e crenças de vocês e que estão à disposição para conversar sobre tudo que estão pensando ou quais são suas preocupações. 2- Supervisionem e monitorem as atividades de seus filhos. Saibam onde estão o tempo todo ou se estão sendo supervisionados por adultos atentos e responsáveis. É melhor serem acusados de intrometidos e enxeridos, do que de pais que não se importam! 3- Conheçam e convivam com os amigos de seus filhos e suas famílias. Tenham sempre em mente a enorme influência que seus pares podem exercer. Estimulem seus filhos a convidar amigos para vir em casa e conversem com eles regularmente. Conversem com os pais dos amigos sobre as regras e expectativas com relação aos filhos. 4- Saibam o que seus filhos estão assistindo, lendo e ouvindo. Sejam “alfabetizados em mídia”. Como é impossível controlar totalmente o que veem e ouvem, ensinem a pensar de forma crítica, conversem sobre o que estão aprendendo com o que assistem e as músicas que ouvem. É aconselhável não terem TV e os celulares serem desligados e deixados fora do quarto nos momentos de descanso. 5- Ajudem seus filhos adolescentes a terem opções para o futuro que sejam muito mais atraentes do que a gravidez precoce e a paternidade. Façam com que percebam que tornar-se pai ou mãe pode atrapalhar seus planos e sonhos. Estejam ao lado deles para definir metas reais e significativas para o futuro. Conversem sobre o que precisam fazer para alcançar seus objetivos e ajudem-nos a alcançá-los. 6- Enfatizem o quanto vocês valorizam a educação. Definam expectativas para o desempenho escolar de seus filhos, acompanhem a vida escolar deles e intervenham logo se não vão bem na escola &#8211; o fracasso e abandono escolar são importantes fatores de risco para a paternidade adolescente. 7- Sejam claros sobre seus próprios valores e atitudes sexuais. Será muito mais fácil conversar com os filhos pensando em algumas questões, como: sua opinião sobre adolescentes em idade escolar sexualmente ativos e tornando-se pais; o que pensam de namoro precoce; sobre adolescentes que namoram pessoas mais velhas ou mais jovens do que eles (mais do que 2 anos); quem deve definir os limites no relacionamento e como isso deve ser feito; o que acham de adolescentes que usam anticoncepcionais; apoiam ou não serem sexualmente ativos na adolescência; o que pensam sobre a abstinência sexual nesta fase. E imaginem se as respostas de vocês a estas questões vão afetar o que vai ser dito a seus filhos. 8- Esforcem-se para que o relacionamento entre vocês seja de confiança e respeito mútuos, caloroso e afetuoso, mas firme na disciplina e rico na comunicação. Escutem com atenção o que seus filhos dizem e atente-se ao que eles fazem, reforçando sempre que devem se sentir bem com isso. Não comparem uma criança com outra, deixem ela saber que é única. Tentem fazer pelo menos uma refeição em família todos os dias. Usem o tempo juntos para conversar e não para discutir ou ficar nas mídias sociais. 9- Estejam preparados para responder, de forma clara e franca, a perguntas do tipo: Como vou saber que estou apaixonado? Quando estarei pronto para o sexo? O sexo vai me aproximar do meu namorado(a)? Fazer sexo vai me tornar mais popular? Como posso dizer que não quero fazer sexo, sem ferir os sentimentos ou perder a pessoa? Como reagir quando for pressionado para fazer sexo? Devo usar qual método de contracepção? Qual é o mais seguro e que funciona melhor? Posso engravidar na primeira vez? E quais seriam as respostas mais adequadas? Não temos como saber, uma vez que cada família e todos os seus membros podem ter diferentes valores, crenças, ideais, noções de respeito, empatia, honestidade e autonomia e usam, em menor ou maior grau, as lições e experiências de vida como aprendizado, tentando manter relações saudáveis e convivência em harmonia. As respostas mais “pé no chão” poderiam ser: “Acho os riscos de AIDS, outras doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez muito grandes. Vocês precisam ter maturidade e saber se proteger sempre que fizerem sexo, até que se sintam prontos e preparados para ter um filho”. “Pense à frente como você poderá lidar com diferentes situações &#8211; tem um plano? Estará preparado? Vai usar medidas de proteção e anticoncepção? Se sua ideia for dizer não, terá força suficiente para mantê-la? Como vai lidar e negociar com tudo isso?” “Fazer sexo não é o preço que você deve pagar por um relacionamento íntimo. É natural e normal ter desejos sexuais e pensar em sexo. Não é normal engravidar sem estarem preparados e prontos para isso; ter um bebê não transforma um menino...</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/semana-nacional-de-prevencao-de-gravidez-na-adolescencia-informacoes-para-os-pais-e-responsaveis/">Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência: Informações para os pais e responsáveis</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>De 1 a 8 de fevereiro, acontece no Brasil a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução dos números de casos no Brasil.</p>



<p>Alguns fatos são claros (ou deveriam ser!) quando analisamos a questão da gravidez na adolescência:</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que contribui para que ocorra com tanta frequência?</strong></h4>



<p>Entre os principais fatores relacionados a esta incidência tão alta, temos: renda familiar insuficiente e baixa, educação deficiente ou abandono dos estudos, oportunidades limitadas para ingresso no mercado de trabalho, perpetuação do ciclo da pobreza, falta de informações sobre saúde, direitos sexuais e reprodutivos e aumento da violência sexual.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Depositphotos_85163724_vadimphoto-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-3594"/><figcaption>vadimphoto | depositphoto.com</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E quanto aos pais, cuidadores e responsáveis por estes adolescentes, o que podem fazer para orientá-los e ajudá-los a prevenir a gravidez?</strong></h4>



<p>Seguem algumas dicas, adaptadas de: <em><a href="https://www.udel.edu/canr/cooperative-extension/fact-sheets/avoid-teen-pregnancy-parenting-tip/">Nelson, P.T. (Ed) (2012). 10 Tips for Parents in Families Matter! A Series for Parents of School-Aged Youth. Newark, DE: Cooperative Extension, University of Delaware</a>.</em></p>



<p>1- Conversem com seus filhos desde cedo, de forma honesta, aberta e numa linguagem clara e sucinta. Não esperem que perguntem espontaneamente, iniciem a conversa. Escutem com atenção o que eles têm a dizer, se entenderam o que foi falado e o que gostariam mais de saber. Importante destacar as diferenças entre amor e sexo, como funcionam os relacionamentos e todas as partes do corpo. É importante que saibam os valores e crenças de vocês e que estão à disposição para conversar sobre tudo que estão pensando ou quais são suas preocupações.</p>



<p>2- Supervisionem e monitorem as atividades de seus filhos. Saibam onde estão o tempo todo ou se estão sendo supervisionados por adultos atentos e responsáveis. É melhor serem acusados de intrometidos e enxeridos, do que de pais que não se importam!</p>



<p>3- Conheçam e convivam com os amigos de seus filhos e suas famílias. Tenham sempre em mente a enorme influência que seus pares podem exercer. Estimulem seus filhos a convidar amigos para vir em casa e conversem com eles regularmente. Conversem com os pais dos amigos sobre as regras e expectativas com relação aos filhos.</p>



<p>4- Saibam o que seus filhos estão assistindo, lendo e ouvindo. Sejam “alfabetizados em mídia”. Como é impossível controlar totalmente o que veem e ouvem, ensinem a pensar de forma crítica, conversem sobre o que estão aprendendo com o que assistem e as músicas que ouvem. É aconselhável não terem TV e os celulares serem desligados e deixados fora do quarto nos momentos de descanso.</p>



<p>5- Ajudem seus filhos adolescentes a terem opções para o futuro que sejam muito mais atraentes do que a gravidez precoce e a paternidade. Façam com que percebam que tornar-se pai ou mãe pode atrapalhar seus planos e sonhos. Estejam ao lado deles para definir metas reais e significativas para o futuro. Conversem sobre o que precisam fazer para alcançar seus objetivos e ajudem-nos a alcançá-los.</p>



<p>6- Enfatizem o quanto vocês valorizam a educação. Definam expectativas para o desempenho escolar de seus filhos, acompanhem a vida escolar deles e intervenham logo se não vão bem na escola &#8211; o fracasso e abandono escolar são importantes fatores de risco para a paternidade adolescente.</p>



<p>7- Sejam claros sobre seus próprios valores e atitudes sexuais. Será muito mais fácil conversar com os filhos pensando em algumas questões, como: sua opinião sobre adolescentes em idade escolar sexualmente ativos e tornando-se pais; o que pensam de namoro precoce; sobre adolescentes que namoram pessoas mais velhas ou mais jovens do que eles (mais do que 2 anos); quem deve definir os limites no relacionamento e como isso deve ser feito; o que acham de adolescentes que usam anticoncepcionais; apoiam ou não serem sexualmente ativos na adolescência; o que pensam sobre a abstinência sexual nesta fase. E imaginem se as respostas de vocês a estas questões vão afetar o que vai ser dito a seus filhos.</p>



<p>8- Esforcem-se para que o relacionamento entre vocês seja de confiança e respeito mútuos, caloroso e afetuoso, mas firme na disciplina e rico na comunicação. Escutem com atenção o que seus filhos dizem e atente-se ao que eles fazem, reforçando sempre que devem se sentir bem com isso. Não comparem uma criança com outra, deixem ela saber que é única. Tentem fazer pelo menos uma refeição em família todos os dias. Usem o tempo juntos para conversar e não para discutir ou ficar nas mídias sociais.</p>



<p>9- Estejam preparados para responder, de forma clara e franca, a perguntas do tipo: Como vou saber que estou apaixonado? Quando estarei pronto para o sexo? O sexo vai me aproximar do meu namorado(a)? Fazer sexo vai me tornar mais popular? Como posso dizer que não quero fazer sexo, sem ferir os sentimentos ou perder a pessoa? Como reagir quando for pressionado para fazer sexo? Devo usar qual método de contracepção? Qual é o mais seguro e que funciona melhor? Posso engravidar na primeira vez?</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E quais seriam as respostas mais adequadas?</strong></h4>



<p>Não temos como saber, uma vez que cada família e todos os seus membros podem ter diferentes valores, crenças, ideais, noções de respeito, empatia, honestidade e autonomia e usam, em menor ou maior grau, as lições e experiências de vida como aprendizado, tentando manter relações saudáveis e convivência em harmonia.</p>



<p>As respostas mais “pé no chão” poderiam ser:</p>



<p>“Acho os riscos de AIDS, outras doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez muito grandes. Vocês precisam ter maturidade e saber se proteger sempre que fizerem sexo, até que se sintam prontos e preparados para ter um filho”.</p>



<p>“Pense à frente como você poderá lidar com diferentes situações &#8211; tem um plano? Estará preparado? Vai usar medidas de proteção e anticoncepção? Se sua ideia for dizer não, terá força suficiente para mantê-la? Como vai lidar e negociar com tudo isso?”</p>



<p>“Fazer sexo não é o preço que você deve pagar por um relacionamento íntimo. É natural e normal ter desejos sexuais e pensar em sexo. Não é normal engravidar sem estarem preparados e prontos para isso; ter um bebê não transforma um menino em homem ou uma menina em mulher”.</p>



<p>E lançamos duas afirmações de peso, para que reflitam sobre elas:<br><br>&#8211; Falar com os filhos sobre sexo não vai incentivá-los a se tornarem sexualmente ativos;<br>&#8211; Crianças de todas as idades desejam um relacionamento próximo com seus pais e anseiam por sua ajuda, aprovação e apoio.</p>



<p><strong>Relatores:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Moises Chencinski</strong><br><strong>Coordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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		<title>Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/semana-nacional-de-prevencao-de-gravidez-na-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 18:16:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gravidez na adolescência continua sendo grande responsável pela mortalidade materna e infantil, com complicações relacionadas à gestação e ao parto como a principal causa de morte de meninas de 15 a 19 anos em todo o mundo. Ao se analisar as taxas de gravidez, no Brasil é de 68,4 por 1000 adolescentes, acima da média global (46 por 1000) e da América Latina (65,5 por 1000), segundo publicação na revista The Lancet. Em países onde o aborto é proibido ou altamente restrito, muitas adolescentes, para quem a gravidez não foi planejada, acabam recorrendo a procedimentos inseguros, colocando sua saúde e sua vida em risco (cerca de 3,9 milhões de abortos inseguros/ano em adolescentes de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento). De 1 a 8 de fevereiro acontece no Brasil a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução destes números. Segundo dados do SIDRA&#160;(Sistema IBGE de Recuperação Automática), em 2019, 2.812.030 nascidos vivos foram registrados no Brasil, entre os quais 13% deste total (1 em cada 7,5 partos) são filhos de mães com idades entre 15 e 19 anos e 0,60% (16.707) nascimentos registrados de mães menores de 15 anos. Entre as principais consequências dessas taxas, vale ressaltar os efeitos sociais e econômicos negativos para as meninas, para suas famílias e suas comunidades no que diz respeito à alta incidência de interrupção da vida escolar, rejeição por parte das famílias e colegas, vivência social não esperada, maior vulnerabilidade, bem como maior probabilidade de sofrer violência, ainda mais em famílias de baixa renda. Adolescentes grávidas também enfrentam riscos e complicações à saúde devido a seus corpos imaturos. Além disso, bebês nascidos de mães mais jovens também correm maior risco. Clinicamente, é observado aumento do número de partos prematuros, bebês de baixo peso e de mortes perinatais (50% a mais quando comparadas com as mães entre 20 a 29 anos). Além disso, ocorre redução das taxas de aleitamento materno. A dificuldade de acesso ao sistema de saúde, associada às consequências sociais e de dinâmicas familiares dessa situação, produz um panorama desafiador e assustador para todos os profissionais da área da saúde e para as políticas públicas que buscam atuar sobre essas estatísticas. Não há como negar que a informação ainda não atinge adequadamente os adolescentes e temas como sexualidade e contracepção não são abordados de forma eficaz na prevenção da gravidez. Assim, educação sexual nas escolas e uma assistência ginecológica das adolescentes mais ampla e acessível, antes da iniciação da vida sexual ativa, são ferramentas fundamentais para se conscientizar essa população. Meios de comunicação amplamente utilizados por adolescentes, como mídias sociais e tecnologia, podem divulgar campanhas de prevenção, que irão chegar à maioria da população jovem. ___Relatores:&#160;Moises ChencinskiRenata D. WaksmanCoordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/semana-nacional-de-prevencao-de-gravidez-na-adolescencia/">Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A gravidez na adolescência continua sendo grande responsável pela mortalidade materna e infantil, com complicações relacionadas à gestação e ao parto como a principal causa de morte de meninas de 15 a 19 anos em todo o mundo.</p>



<p>Ao se analisar as taxas de gravidez, no Brasil é de 68,4 por 1000 adolescentes, acima da média global (46 por 1000) e da América Latina (65,5 por 1000), <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30352-4/fulltext">segundo publicação na revista The Lancet</a>.</p>



<p>Em países onde o aborto é proibido ou altamente restrito, muitas adolescentes, para quem a gravidez não foi planejada, acabam recorrendo a procedimentos inseguros, colocando sua saúde e sua vida em risco (cerca de 3,9 milhões de abortos inseguros/ano em adolescentes de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Depositphotos_354875840_AndrewLozovyi-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3590"/><figcaption>andrew lozovyi | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>De 1 a 8 de fevereiro acontece no Brasil a <strong>Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência</strong>, instituída pela Lei nº 13.798/2019, para conscientização, prevenção e redução destes números.</p>



<p>Segundo <a href="https://sidra.ibge.gov.br/tabela/2680">dados do SIDRA</a>&nbsp;(Sistema IBGE de Recuperação Automática), em 2019, 2.812.030 nascidos vivos foram registrados no Brasil, entre os quais 13% deste total (1 em cada 7,5 partos) são filhos de mães com idades entre 15 e 19 anos e 0,60% (16.707) nascimentos registrados de mães menores de 15 anos.</p>



<p>Entre as principais consequências dessas taxas, vale ressaltar os efeitos sociais e econômicos negativos para as meninas, para suas famílias e suas comunidades no que diz respeito à alta incidência de interrupção da vida escolar, rejeição por parte das famílias e colegas, vivência social não esperada, maior vulnerabilidade, bem como maior probabilidade de sofrer violência, ainda mais em famílias de baixa renda.</p>



<p>Adolescentes grávidas também enfrentam riscos e complicações à saúde devido a seus corpos imaturos. Além disso, bebês nascidos de mães mais jovens também correm maior risco.</p>



<p>Clinicamente, é observado aumento do número de partos prematuros, bebês de baixo peso e de mortes perinatais (50% a mais quando comparadas com as mães entre 20 a 29 anos). Além disso, ocorre redução das taxas de aleitamento materno.</p>



<p>A dificuldade de acesso ao sistema de saúde, associada às consequências sociais e de dinâmicas familiares dessa situação, produz um panorama desafiador e assustador para todos os profissionais da área da saúde e para as políticas públicas que buscam atuar sobre essas estatísticas.</p>



<p>Não há como negar que a informação ainda não atinge adequadamente os adolescentes e temas como sexualidade e contracepção não são abordados de forma eficaz na prevenção da gravidez.</p>



<p>Assim, educação sexual nas escolas e uma assistência ginecológica das adolescentes mais ampla e acessível, antes da iniciação da vida sexual ativa, são ferramentas fundamentais para se conscientizar essa população.</p>



<p>Meios de comunicação amplamente utilizados por adolescentes, como mídias sociais e tecnologia, podem divulgar campanhas de prevenção, que irão chegar à maioria da população jovem.</p>



<p>___<br><strong>Relatores:&nbsp;</strong><br><strong>Moises Chencinski</strong><br><strong>Renata D. Waksman</strong><br><strong>Coordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/semana-nacional-de-prevencao-de-gravidez-na-adolescencia/">Semana Nacional de Prevenção de Gravidez na Adolescência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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