<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Mundo - SPSP</title>
	<atom:link href="https://www.spsp.org.br/tag/mundo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/mundo/</link>
	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Apr 2026 13:39:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Mundo - SPSP</title>
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/mundo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Onde faltam histórias, sobram limites</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/onde-faltam-historias-sobram-limites/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 13:38:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Limites]]></category>
		<category><![CDATA[Livro Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Monteiro Lobato]]></category>
		<category><![CDATA[Morar]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Sítio do Picapau Amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Universo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=56487</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Uma infância sem livros é uma infância com menos horizontes. Dar um livro a uma criança é mais do que um gesto de carinho – é um ato de construção de futuro. Porque, no fundo, quem lê aprende não apenas a decifrar letras, mas a escrever a própria existência. Ao lembrar, neste texto, o nome de Monteiro Lobato, patrono do Dia Nacional do Livro Infantil, exatamente na data do seu aniversário (18/04), desejo homenagear aqueles que têm contribuído para o desenvolvimento integral da criança ao proporcionar-lhes livros para ler. Tomo o universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, para ancorar esta reflexão. Essa série de livros é rica em ideias que celebram a imaginação, a leitura e o poder transformador dos livros. Há, nele, uma frase que pode resumir o sentido mais profundo da comemoração deste dia: “Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.” No universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, o livro deixa de ser objeto e se torna espaço habitável. Ali, as crianças não apenas leem histórias – elas entram nelas, participam delas, questionam, discordam, reinventam. Narizinho não observa o mundo: ela o descobre. Pedrinho não aceita o mistério: ele o enfrenta. Emília, com sua irreverência, nos lembra que pensar livremente é uma das formas mais sérias de brincar. Celebrar o livro infantil é reconhecer a infância como um território de potência intelectual, criativa e ética. Monteiro Lobato compreendia isso com clareza. Ao afirmar que “quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”, ele não fazia apenas uma defesa da alfabetização – apontava para a leitura como fundamento da própria experiência humana. Ler exige tempo, silêncio, imaginação ativa. E é justamente nesse espaço que a criança começa a construir algo essencial: o sentido. No ‘Sítio’, Dona Benta nunca oferecia respostas prontas. Seu papel não era encerrar perguntas, mas abri-las. Esse gesto pedagógico, simples e profundo, revela uma concepção de leitura que vai além do entretenimento. Ler é aprender a pensar. É experimentar o mundo por múltiplas perspectivas. É, de certo modo, ensaiar a própria liberdade. É nele que se aprende, pela primeira vez, que o mundo pode ser diferente do que é – e, portanto, pode ser transformado. Por isso, quando Lobato afirma que “um país se faz com homens e livros”, ele está dizendo que a formação de uma sociedade começa muito antes das instituições – começa no encontro entre uma criança e uma história. É ali que se formam valores, que se organizam emoções, que se estruturam visões de mundo. No ‘Dia Nacional do Livro Infantil’, é preciso lembrar que não há infância plena sem histórias. Cada página virada de um livro é uma porta aberta para o pensamento, para a curiosidade e para a liberdade de imaginar. O livro é o brinquedo mais poderoso que existe, pois não se quebra, não se gasta e não impõe limites. Ele convida, provoca, transforma. A leitura oferece à criança um lugar para morar. Não apenas um abrigo de papel, mas uma morada feita de sentido, de possibilidades, de encontros. A criança que lê nunca está sozinha – ela habita reinos, dialoga com personagens, atravessa florestas e mares, descobre a si mesma enquanto descobre o mundo. E, pouco a pouco, algo quase invisível acontece: aquilo que era fantasia começa a organizar a realidade. A coragem de um herói, a astúcia de uma menina curiosa, a bondade inesperada de um personagem – tudo isso vai se depositando no espírito da criança como quem constrói, tijolo a tijolo, uma maneira de estar no mundo. Ler é ensaiar a vida. É experimentar, em segurança, os dilemas, as escolhas, as perdas e os recomeços que um dia virão. É, de certo modo, viver muitas vidas antes de viver a própria.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP  </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/onde-faltam-historias-sobram-limites/">Onde faltam histórias, sobram limites</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Nacional-do-Livro-1-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Uma infância sem livros é uma infância com menos horizontes. Dar um livro a uma criança é mais do que um gesto de carinho – é um ato de construção de futuro. Porque, no fundo, quem lê aprende não apenas a decifrar letras, mas a escrever a própria existência.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao lembrar, neste texto, o nome de Monteiro Lobato, patrono do Dia Nacional do Livro Infantil, exatamente na data do seu aniversário (18/04), desejo homenagear aqueles que têm contribuído para o desenvolvimento integral da criança ao proporcionar-lhes livros para ler.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomo o universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, para ancorar esta reflexão. Essa série de livros é rica em ideias que celebram a imaginação, a leitura e o poder transformador dos livros. Há, nele, uma frase que pode resumir o sentido mais profundo da comemoração deste dia: <em>“Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">No universo do ‘Sítio do Picapau Amarelo’, o livro deixa de ser objeto e se torna espaço habitável. Ali, as crianças não apenas leem histórias – elas entram nelas, participam delas, questionam, discordam, reinventam. Narizinho não observa o mundo: ela o descobre. Pedrinho não aceita o mistério: ele o enfrenta. Emília, com sua irreverência, nos lembra que pensar livremente é uma das formas mais sérias de brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">Celebrar o livro infantil é reconhecer a infância como um território de potência intelectual, criativa e ética. Monteiro Lobato compreendia isso com clareza. Ao afirmar que <em>“quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”</em>, ele não fazia apenas uma defesa da alfabetização – apontava para a leitura como fundamento da própria experiência humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ler exige tempo, silêncio, imaginação ativa. E é justamente nesse espaço que a criança começa a construir algo essencial: o sentido. No ‘Sítio’, Dona Benta nunca oferecia respostas prontas. Seu papel não era encerrar perguntas, mas abri-las. Esse gesto pedagógico, simples e profundo, revela uma concepção de leitura que vai além do entretenimento. Ler é aprender a pensar. É experimentar o mundo por múltiplas perspectivas. É, de certo modo, ensaiar a própria liberdade. É nele que se aprende, pela primeira vez, que o mundo pode ser diferente do que é – e, portanto, pode ser transformado. Por isso, quando Lobato afirma que <em>“um país se faz com homens e livros”</em>, ele está dizendo que a formação de uma sociedade começa muito antes das instituições – começa no encontro entre uma criança e uma história. É ali que se formam valores, que se organizam emoções, que se estruturam visões de mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">No ‘Dia Nacional do Livro Infantil’, é preciso lembrar que não há infância plena sem histórias. Cada página virada de um livro é uma porta aberta para o pensamento, para a curiosidade e para a liberdade de imaginar. O livro é o brinquedo mais poderoso que existe, pois não se quebra, não se gasta e não impõe limites. Ele convida, provoca, transforma. A leitura oferece à criança um lugar para morar. Não apenas um abrigo de papel, mas uma morada feita de sentido, de possibilidades, de encontros. A criança que lê nunca está sozinha – ela habita reinos, dialoga com personagens, atravessa florestas e mares, descobre a si mesma enquanto descobre o mundo. E, pouco a pouco, algo quase invisível acontece: aquilo que era fantasia começa a organizar a realidade. A coragem de um herói, a astúcia de uma menina curiosa, a bondade inesperada de um personagem – tudo isso vai se depositando no espírito da criança como quem constrói, tijolo a tijolo, uma maneira de estar no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ler é ensaiar a vida. É experimentar, em segurança, os dilemas, as escolhas, as perdas e os recomeços que um dia virão. É, de certo modo, viver muitas vidas antes de viver a própria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fernando MF Oliveira<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/onde-faltam-historias-sobram-limites/">Onde faltam histórias, sobram limites</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 12:49:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Telas]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinação]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=55773</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/">O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 7 de abril, celebramos o <strong>Dia Mundial da Saúde</strong>. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento de lembrarmos que a saúde de uma criança não é apenas a ausência de febre ou tosse, mas um estado de equilíbrio que envolve o corpo, a mente e o ambiente em que ela vive.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da saúde infantil em 2026 traz novos desafios. O mundo mudou, e as necessidades dos nossos filhos também. A seguir, destacamos os pilares fundamentais que toda família deve observar para garantir um desenvolvimento saudável e feliz.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> A vacinação: o escudo invisível</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Não há ferramenta de saúde pública mais eficaz do que a vacina. Ela é a prova de amor mais concreta que podemos oferecer. Manter a caderneta de vacinação em dia protege não apenas o seu filho, mas toda a comunidade, impedindo que doenças que considerávamos &#8220;vencidas&#8221; retornem. Em caso de dúvidas sobre novas vacinas ou reforços, o seu pediatra é a fonte mais segura de informação.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong> O equilíbrio no mundo digital</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era hiperconectada. Se por um lado a tecnologia ajuda no aprendizado, o excesso de telas pode prejudicar o sono, o desenvolvimento da fala e a socialização.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Dica prática:</strong> Estabeleça &#8220;zonas livres de telas&#8221; (como a mesa de jantar e o quarto antes de dormir) e priorize o brincar ao ar livre. O contato com a natureza é um &#8220;santo remédio&#8221; para a saúde mental e física.</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong> Alimentação e movimento</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A base da saúde do adulto é construída na infância. Estimular o consumo de alimentos naturais – frutas, legumes e verduras – e evitar os ultraprocessados (aqueles cheios de corantes e conservantes) é um investimento a longo prazo. Além disso, o corpo da criança foi feito para se mexer. O sedentarismo infantil é um risco real para a obesidade e doenças cardiovasculares precoces.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong> Saúde mental e afeto</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Criança saudável é criança que se sente segura. O estresse tóxico, causado por ambientes instáveis ou violência, pode deixar marcas profundas no desenvolvimento cerebral. O diálogo, o acolhimento das emoções e o tempo de qualidade em família são tão importantes quanto as vitaminas. Esteja atento a mudanças bruscas de comportamento, isolamento ou queda no rendimento escolar; a saúde emocional merece a mesma atenção que a física.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong> Prevenção de acidentes e violência</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada com medidas simples de segurança. Além disso, a proteção contra qualquer forma de violência – física, sexual, psicológica ou digital – é um direito inalienável da criança. Como sociedade, precisamos estar vigilantes. Se algo parece errado no comportamento do seu filho ou no ambiente ao redor dele, não hesite em buscar orientação profissional.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><strong> A ética no cuidado</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Como pais e cuidadores, vocês são os principais defensores dos direitos dos seus filhos. Na relação com o médico, exijam sempre clareza, respeito e humanidade. A bioética na pediatria nada mais é do que garantir que cada decisão médica seja tomada pensando no melhor interesse da criança, respeitando sua dignidade em todas as etapas da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão: um olhar atento hoje, um adulto saudável amanhã</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Mundial da Saúde, nosso desejo é que cada família veja o pediatra como um parceiro de jornada. Mais do que tratar doenças, nosso objetivo comum é cultivar a saúde. Que possamos, juntos, construir um ambiente onde cada criança tenha a oportunidade de crescer com alegria, segurança e plenitude.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pediatria: A arte de cuidar do futuro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mario Roberto Hirschheimer<br />2º Secretário da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/">O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A juventude diante de um mundo incerto &#8211; desafios a enfrentar</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-juventude-diante-de-um-mundo-incerto-desafios-a-enfrentar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 14:02:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Estabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Geração]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Poder Tecnológico]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=55625</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Cada geração recebe um mundo imperfeito. A geração atual herda um mundo extraordinariamente conectado, tecnologicamente poderoso e, ao mesmo tempo, profundamente instá</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-juventude-diante-de-um-mundo-incerto-desafios-a-enfrentar/">A juventude diante de um mundo incerto &#8211; desafios a enfrentar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Juventude-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Cada geração recebe um mundo imperfeito. A geração atual herda um mundo extraordinariamente conectado, tecnologicamente poderoso e, ao mesmo tempo, profundamente instável. Reconhecer essa realidade é o primeiro passo para preparar os jovens para um futuro que ainda está sendo inventado.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante grande parte do século 20 havia um roteiro relativamente previsível para a entrada na vida adulta. A educação preparava para uma profissão; a profissão oferecia estabilidade; e a estabilidade permitia planejar o futuro. Esse percurso nunca foi perfeito, mas funcionava como referência para milhões de pessoas. Hoje, esse roteiro tornou-se incerto.</p>
<p style="text-align: justify;">A digitalização da economia, a automação e o avanço acelerado da inteligência artificial estão remodelando profissões inteiras e alterando a própria natureza do trabalho. Jovens que ingressam no mercado encontram um cenário em constante mutação, no qual muitas ocupações atuais podem desaparecer ou se transformar radicalmente nas próximas décadas. Em vez de se prepararem para uma carreira relativamente estável, muitos precisam aprender a viver em um ambiente de mudanças permanentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa transformação é econômica, moral e existencial. O filósofo Hans Jonas advertia que o poder tecnológico da humanidade cresce mais rápido do que nossa capacidade de prever suas consequências. Quanto maior o poder tecnológico, maior deveria ser também a responsabilidade ética diante do futuro. Uma advertência que continua relevante nos dias atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, vivemos em uma sociedade marcada pela aceleração – uma era de hiperatividade e desempenho permanente, na qual indivíduos são constantemente pressionados a produzir, adaptar-se e mostrar resultados. Para os jovens, isso cria um paradoxo: há mais possibilidades do que nunca, mas também mais ansiedade e desorientação.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro elemento desse cenário é a “crise de referências”: Instituições como escola, família, religião, política, enfrentam perda de autoridade simbólica. Em seu lugar surgem outras, fragmentadas e muitas vezes efêmeras, mediadas por fluxos incessantes de informação nas redes sociais. A identidade contemporânea precisa ser construída em meio a múltiplos horizontes de sentido – entendimento de que a vida e o mundo são compreendidos através de diferentes interpretações e significados, o que torna o processo de amadurecimento mais complexo.</p>
<p style="text-align: justify;">A cultura digital também altera nossa relação com o tempo. A lógica do imediato – marcada por respostas rápidas, recompensas instantâneas e ciclos curtos de atenção – tende a enfraquecer a disposição para processos mais longos de formação intelectual e profissional. Projetos de vida, que exigem paciência e continuidade, tornam-se mais difíceis de sustentar em um ambiente dominado pela urgência.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse panorama, o Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, se torna um convite à reflexão coletiva. Investir na juventude significa ampliar oportunidades educacionais, oferecer cursos de capacitação e criar, também, condições para que os jovens encontrem referências, construam sentido e possam enfrentar um futuro incerto com responsabilidade e esperança. Fica a pergunta: para que mundo estamos preparando os jovens de hoje?</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-juventude-diante-de-um-mundo-incerto-desafios-a-enfrentar/">A juventude diante de um mundo incerto &#8211; desafios a enfrentar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Discriminação: muitos ainda ficam de fora</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/discriminacao-muitos-ainda-ficam-de-fora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Definição]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Estresse]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Negativos]]></category>
		<category><![CDATA[Níveis]]></category>
		<category><![CDATA[Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=55233</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Segundo o dicionário, a palavra “discriminar” significa perceber diferenças ou distinguir. Podemos encontrar também outra definição, que diz que “discriminar é colocar à</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/discriminacao-muitos-ainda-ficam-de-fora/">Discriminação: muitos ainda ficam de fora</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Zero-Discriminacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Segundo o dicionário, a palavra “discriminar” significa perceber diferenças ou distinguir. Podemos encontrar também outra definição, que diz que “discriminar é colocar à parte por algum critério”. Infelizmente, quando pensamos em diversos aspectos da sociedade, ainda é amplamente presente a segunda definição, que exclui e priva crianças e adultos de direitos básicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial de Zero Discriminação é celebrado no dia 1º de março em todo o mundo, a fim de promover igualdade, inclusão e respeito aos direitos de todos, sem distinção de raça, gênero, idade ou características físicas e cognitivas. Quando a discriminação atinge a infância, colocamos em risco o futuro de toda uma geração, pois comprometemos o direito a aprender, a brincar, à saúde e, consequentemente, ao desenvolvimento em pleno potencial.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos demonstram que a discriminação está associada a desfechos negativos na saúde infantil. Experiências de racismo, por exemplo,  levam a maior risco de depressão, ansiedade, baixa autoestima, além de problemas comportamentais e pior estado geral de saúde em crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras evidências recentes também relacionam a discriminação a alterações em biomarcadores inflamatórios, maior índice de massa corporal (IMC), obesidade, aumento da pressão arterial e maiores níveis de cortisol, indicando ativação de vias biológicas relacionadas ao estresse.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos também que o momento e a duração da exposição à discriminação durante a infância e a adolescência são fatores que contribuem em níveis distintos para mudança da arquitetura cerebral. O chamado estresse tóxico, causado pela discriminação sistemática e contínua, está associado a maior tendência a comportamentos de risco e abuso de substâncias. Estudos demonstram efeitos negativos sobre a saúde mental, uma vez que a discriminação aumenta o risco de ansiedade e depressão, que, por sua vez, estão associadas a pior saúde global.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto maior a vulnerabilidade da criança ou do adolescente, as diferentes camadas de discriminação se sobrepõem, aumentando o risco de exclusão e impacto negativo em saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo publicado na revista Pediatrics em 2025 mostrou que em adultos, a discriminação em saúde leva a perda de confiança, evitação de cuidados e mudança no comportamento de busca por assistência. Dados pediátricos eram escassos, até que em 2025 uma grande análise, usando um banco de dados com mais de 14 milhões de crianças, observou que 1 em cada 10 crianças com necessidades específicas sofre discriminação na saúde. Esse cenário está associado a uma chance duas vezes maior de abandono de cuidados e 45% maior de ida ao pronto-socorro por agravamento de questões que não foram direcionadas. Daqueles que sofrem discriminação constante nos serviços de saúde, 87% referiram impacto funcional significativo nas atividades diárias. Uma em cada cinco crianças com deficiência tem seu cuidado negado ou abandona o seguimento em saúde por mais de 12 meses e praticamente metade das crianças discriminadas eram adolescentes. Com frequência, é quem mais precisa do cuidado coletivo que fica à margem.</p>
<p style="text-align: justify;">São inúmeras as evidências de que quanto maior o investimento na infância, buscando equiparar desigualdades e garantir direitos em saúde, educação e na construção de ambientes livres de violência, menores serão os gastos necessários para frear as consequências dos impactos negativos que a falta desses recursos traz.</p>
<p style="text-align: justify;">Não são apenas as barreiras estruturais, como as dificuldades de acesso físico, as restrições de atendimento ou tratamento e a falta de profissionais preparados, que discriminam determinadas populações. A repercussão do ciclo negativo de cuidado acaba por trazer evitação ativa de cuidados, por parte das crianças e famílias envolvidas, que perdem a confiança no sistema, têm medo de novas experiências ruins que os exponham novamente à discriminação.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial de Zero Discriminação, que possamos entender que um mundo em que não cabe um, não caberá nenhum de nós eventualmente.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Ames et al. Disability-based discrimination and forgone health care in children with special health care needs. Pediatrics 2025;156(1).</li>
<li>Trent et al. The impact of racism on child and adolescent health. Pediatrics 2019;144(2):e20191765.</li>
<li>Priest et al. Racism and health and wellbeing among children and youth &#8211; An updated systematic review and meta-analysis. <br />Soc Sci Med 2024 Nov:361:117324.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Anna Dominguez Bohn<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Núcleo de Estudos Sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/discriminacao-muitos-ainda-ficam-de-fora/">Discriminação: muitos ainda ficam de fora</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ler é um ato silencioso que transforma o mundo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/ler-e-um-ato-silencioso-que-transforma-o-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ato]]></category>
		<category><![CDATA[Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Ler]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Menos]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Telas]]></category>
		<category><![CDATA[Transforma]]></category>
		<category><![CDATA[Visuais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=54717</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Ler é um ato silencioso que transforma o mundo. A cada página virada, o leitor amplia horizontes, constrói pensamento crítico. A leitura é uma ferramenta poderosa de desenvolvimento huma</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/ler-e-um-ato-silencioso-que-transforma-o-mundo/">Ler é um ato silencioso que transforma o mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dra.-Tania-7-de-janeiro-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Ler é um ato silencioso que transforma o mundo. A cada página virada, o leitor amplia horizontes, constrói pensamento crítico. A leitura é uma ferramenta poderosa de desenvolvimento humano, essencial desde a infância, influenciando a linguagem, a cognição, a criatividade e a formação cidadã.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos um tempo em que as imagens se impõem antes das palavras. As telas piscam, deslizam e capturam o olhar, enquanto a leitura – lenta, silenciosa e reflexiva – corre o risco de ser deixada de lado. Há, nesse cenário, um motivo legítimo de preocupação. A leitura exige pausa, atenção e profundidade. Ela ensina a sustentar o pensamento, a interpretar sentidos ocultos, a lidar com a complexidade e com o contraditório. Quando é substituída por conteúdos fragmentados, rápidos e predominantemente visuais, perde-se não apenas o hábito de ler, mas a capacidade de pensar com calma, de argumentar e de compreender o mundo em sua totalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O excesso de estímulos visuais pode anestesiar a curiosidade, reduzir a tolerância ao silêncio e enfraquecer o vínculo com a linguagem escrita – base da educação, da ciência e da cidadania. Uma sociedade que lê menos corre o risco de questionar menos, de refletir menos e de aceitar mais facilmente respostas prontas.</p>
<p style="text-align: justify;">As telas podem informar, mas é a leitura que forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz Dia do Leitor.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br />Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/ler-e-um-ato-silencioso-que-transforma-o-mundo/">Ler é um ato silencioso que transforma o mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um sonho acordado</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-sonho-acordado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Atravessa]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhava]]></category>
		<category><![CDATA[Lateral Direita]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Páginas]]></category>
		<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Parede]]></category>
		<category><![CDATA[Passo]]></category>
		<category><![CDATA[Porta]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho Acordado]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=54710</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>“Cansado, acabei cochilando sentado onde estava. Depois de algum tempo, que não sei precisar, me vi percorrendo aquela exposição: fui convidado a adentrar numa sala interativa. O aspecto externo lembrava a capa de um livro. A porta era grande, maior que o tamanho habitual. Tinha uma textura de capa de livro e um cheiro peculiar de papel. Abri a porta lentamente. Uma claridade foi surgindo e, de repente, como se tivesse sido tragado por uma lufada de vento suave, eu estava inserido no interior de um ambiente mágico&#8230;. As paredes eram flexíveis e aquela à minha frente permitia que eu a puxasse pela lateral direita e a dobrasse &#8211; imediatamente um novo cenário se descortinava. A cada passo que eu dava parecia que adentrava em outro cenário&#8230; Era como se estivesse virando páginas de livro vivo e dinâmico. As páginas – digo, os ambientes – eram largos como campos, ondulavam como tecido vivo. Comecei a caminhar num estranho “sonho acordado”, onde cada passo virava palavra e cada palavra virava mundo. De repente tropecei – não numa dobra do papel, mas numa pedra enorme, firme, inevitável. Drummond, encostado na margem da página, comentou: “Às vezes, meu amigo, a vida escreve obstáculos para ensinar a ler melhor.” Entendi que algumas leituras não são trilhas, são travessias. Segui, puxando a ranhura da parede na lateral direita, como quem abre uma porta secreta. O ar mudou: ficou leve, translúcido. Cecília Meireles surgia ali, movendo-se como bruma. “O papel é só a superfície,” disse ela. “O que você lê são partidas, chegadas, retornos.” Senti que aquele espaço entre páginas era como os intervalos da vida – finos, decisivos. Dando mais um passo, caí dentro de uma cidade feita de letras: ruas tortas, varandas que pareciam vírgulas, sombras que se esticavam como parênteses.Machado de Assis observava da janela de um sobrado. “Não confie no narrador,” advertiu. “Nem no que você acha que está vendo. Ler é suspeitar.” E a cidade pareceu piscar, como se tudo ali pudesse ser interpretação. Quando virei a próxima página – digo, puxei a lateral da parede – o mundo se abriu em uma planície vasta, com vento largo e luz de horizontes. Era Érico Veríssimo quem caminhava por ela. “A vida anda sempre adiante,” disse, sem parar o passo. “E os livros são jeitos de caminhar mesmo quando estamos sentados.” Percebi que algumas histórias alimentam a alma. A página seguinte exalava música. Notas escorriam pelas margens como tinta viva. Vinicius de Moraes surgia dedilhando um violão feito de palavras. “Leia como quem ama”, aconselhou. “Só assim o texto te devolve inteiro.” Senti que havia livros que ensinavam a respirar mais fundo. Na dobra da última página, quase escondida na sombra, uma mulher caminhava devagar, como quem costura pensamentos. Carla Madeira ergueu os olhos: “O livro te atravessa enquanto você o atravessa”, disse. “Somos feitos dos fios que encontramos.”  Atravessei, então, para a página final. No centro daquela parede estava escrito: “as leituras nos constituem”. Em comemoração ao Dia do Leitor.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-sonho-acordado/">Um sonho acordado</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dia-do-Leitor-Dr.-Fernando-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">“Cansado, acabei cochilando sentado onde estava. Depois de algum tempo, que não sei precisar, me vi percorrendo aquela exposição: fui convidado a adentrar numa sala interativa. O aspecto externo lembrava a capa de um livro. A porta era grande, maior que o tamanho habitual. Tinha uma textura de capa de livro e um cheiro peculiar de papel. Abri a porta lentamente. Uma claridade foi surgindo e, de repente, como se tivesse sido tragado por uma lufada de vento suave, eu estava inserido no interior de um ambiente mágico&#8230;. As paredes eram flexíveis e aquela à minha frente permitia que eu a puxasse pela lateral direita e a dobrasse &#8211; imediatamente um novo cenário se descortinava. A cada passo que eu dava parecia que adentrava em outro cenário&#8230; Era como se estivesse virando páginas de livro vivo e dinâmico.</p>
<p style="text-align: justify;">As páginas – digo, os ambientes – eram largos como campos, ondulavam como tecido vivo. Comecei a caminhar num estranho “sonho acordado”, onde cada passo virava palavra e cada palavra virava mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">De repente tropecei – não numa dobra do papel, mas numa pedra enorme, firme, inevitável. Drummond, encostado na margem da página, comentou: “Às vezes, meu amigo, a vida escreve obstáculos para ensinar a ler melhor.” Entendi que algumas leituras não são trilhas, são travessias.</p>
<p style="text-align: justify;">Segui, puxando a ranhura da parede na lateral direita, como quem abre uma porta secreta. O ar mudou: ficou leve, translúcido. Cecília Meireles surgia ali, movendo-se como bruma. “O papel é só a superfície,” disse ela. “O que você lê são partidas, chegadas, retornos.” Senti que aquele espaço entre páginas era como os intervalos da vida – finos, decisivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dando mais um passo, caí dentro de uma cidade feita de letras: ruas tortas, varandas que pareciam vírgulas, sombras que se esticavam como parênteses.<br />Machado de Assis observava da janela de um sobrado. “Não confie no narrador,” advertiu. “Nem no que você acha que está vendo. Ler é suspeitar.” E a cidade pareceu piscar, como se tudo ali pudesse ser interpretação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando virei a próxima página – digo, puxei a lateral da parede – o mundo se abriu em uma planície vasta, com vento largo e luz de horizontes. Era Érico Veríssimo quem caminhava por ela. “A vida anda sempre adiante,” disse, sem parar o passo. “E os livros são jeitos de caminhar mesmo quando estamos sentados.” Percebi que algumas histórias alimentam a alma.</p>
<p style="text-align: justify;">A página seguinte exalava música. Notas escorriam pelas margens como tinta viva. Vinicius de Moraes surgia dedilhando um violão feito de palavras. “Leia como quem ama”, aconselhou. “Só assim o texto te devolve inteiro.” Senti que havia livros que ensinavam a respirar mais fundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na dobra da última página, quase escondida na sombra, uma mulher caminhava devagar, como quem costura pensamentos. Carla Madeira ergueu os olhos: “O livro te atravessa enquanto você o atravessa”, disse. “Somos feitos dos fios que encontramos.” </p>
<p style="text-align: justify;">Atravessei, então, para a página final. No centro daquela parede estava escrito: “as leituras nos constituem”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em comemoração ao Dia do Leitor.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fernando MF Oliveira<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-sonho-acordado/">Um sonho acordado</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O álbum de fotografias da vovó &#8211; Seriedade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-album-de-fotografias-da-vovo-seriedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 13:07:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Vovó dizia]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum de Fotografias]]></category>
		<category><![CDATA[Caros]]></category>
		<category><![CDATA[Conversa]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Netinho]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Vovó]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=54123</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>É um momento de muita alegria para a vovó quando o(a) netinho(a) chega daescola, afoito, para perguntar suplicando: – vovó, você me ajuda a fazer a árvore da família?</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-album-de-fotografias-da-vovo-seriedade/">O álbum de fotografias da vovó &#8211; Seriedade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-O-album-de-fotografias-da-vovo-Texto-2-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">É um momento de muita alegria para a vovó quando o(a) netinho(a) chega daescola, afoito, para perguntar suplicando: – vovó, você me ajuda a fazer a árvore da família? Preciso de muitas fotos. Ele(a) bem que tentou falar a palavra complicada – genealógica, mas saiu tropeçando nas letras.</p>
<p style="text-align: justify;">Os diversos álbuns de família são retirados do armário. Parecem muitos aos olhos da avó, mas o(a) netinho(a) comenta: – só tem esses? Eu tenho mais fotos do que você.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah! Que delícia para a vovó ir explicando (esse “gerundismo” aqui vai bem!), foto a foto, quem são aqueles personagens exóticos. Tudo parece muito estranho para o(a) netinho(a), mas a vovó pensa e não fala: – “agora, até pra mim parece muito esquisito”.</p>
<p style="text-align: justify;">A vovó aproveita a ocasião e filosofa para o(a) netinho(a): “quando você chegar na mesma idade que eu tenho agora, com certeza você vai rir muito com as suas próprias fotos&#8230; elas parecerão tiradas em outro mundo e você parecerá um alienígena”.</p>
<p style="text-align: justify;">Conversa vai, conversa vem&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">– Vó, por que todos nessas fotos estão paradinhos e olhando pra frente, sem ninguém dar uma risadinha?</p>
<p style="text-align: justify;">– Você é muito observador(a). É verdade&#8230; naquele tempo, para se tirar uma foto tinha que se pensar muito – escolher um local, um cenário de fundo, uma roupa adequada e ficar como estátua, para nada sair errado. Naquela época,</p>
<p style="text-align: justify;">os filmes de fotografia eram muito caros. Os filmes coloridos eram mais caros ainda. Cada rolo de filme dava para 12, 24 ou até 36 fotografias.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de tiradas, tinham que ser levadas para uma loja especializada para revelar o filme: aí é que você via o que saiu. Às vezes, a constatação era muito triste – o filme queimou, ou a fotografia saiu tremida, enfim, ela não servia para nada. A grande maioria dessas fotos carece então de uma coisa</p>
<p style="text-align: justify;">fundamental: a espontaneidade. O riso brota da espontaneidade, dessa liberdade em ser do jeito que se é ou está e de agir como quiser.</p>
<p style="text-align: justify;">– Nossa vó, que chato.</p>
<p style="text-align: justify;">– É, meu neto(a), por isso você tem mais fotos que a vovó. Hoje, as novas tecnologias tornaram esse aspecto da vida muito mais fácil. Todo mundo quer registar tudo em foto. Além disso, querem divulgar por aí nas redes sociais, não é mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">– Claro, vó! Senão, qual é a graça?</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br />Fernando MF Oliveira<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p> </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-album-de-fotografias-da-vovo-seriedade/">O álbum de fotografias da vovó &#8211; Seriedade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ler é travessia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/ler-e-travessia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 11:58:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Autor]]></category>
		<category><![CDATA[Convite]]></category>
		<category><![CDATA[Entrar]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Ler]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Maçaneta]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Porta]]></category>
		<category><![CDATA[Portal]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Travessia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=53951</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A leitura de um livro é, antes de tudo, uma permissão. Uma dádiva que o autor oferece, abrindo uma passagem para que você atravesse o limiar de seu mundo. Mas é também um convite e, como todo convite, pede resposta. A porta está entreaberta, mas é preciso querer entrar. Entram apenas os dispostos. A imagem da porta é profundamente sugestiva para pensar o livro. Diferentemente da janela, que permite espiar o interior sem se comprometer, mantendo o observador do lado de fora, a porta exige gesto e decisão. É preciso tocar a maçaneta, empurrar, atravessar o umbral. Há esforço. Há escolha. Assim é a leitura: um movimento ativo, uma travessia. Não basta ver; é preciso entrar. E ao entrar, o leitor é acolhido por um território novo – um espaço antes interditado, onde cada frase abre caminhos, cada página revela paisagens inéditas. O livro é casa e labirinto, abrigo e aventura. Pode ser tranquilo e repousante, mas também estranho e desafiador. Em toda leitura há sempre um pouco de risco e de deslumbramento. Talvez, mais que uma porta, o livro seja um portal. Ao abri-lo, não apenas se acessa um outro ambiente, mas um outro mundo. A leitura não amplia apenas o horizonte – ela o desloca. Revela novas formas de ver, de sentir, de compreender. O que era velho, se renova. O que parecia simples, ganha profundidade. O que antes era enigma, se ilumina. Ler é reaprender a ver o mundo – e, muitas vezes, a si mesmo. Cada autor, ao publicar seu livro, concede antecipadamente essa permissão silenciosa: entre, veja, percorra, descubra. Cabe a nós aceitarmos o convite, girar a maçaneta e atravessar o portal. Celebremos, portanto, o Dia Nacional do Livro da forma mais genuína e viva possível: lendo. Porque cada leitura é um ato de travessia &#8211; e cada travessia, um novo começo.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP    </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/ler-e-travessia/">Ler é travessia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Livro-1-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A leitura de um livro é, antes de tudo, uma permissão. Uma dádiva que o autor oferece, abrindo uma passagem para que você atravesse o limiar de seu mundo. Mas é também um convite e, como todo convite, pede resposta. A porta está entreaberta, mas é preciso querer entrar. Entram apenas os dispostos.</p>
<p style="text-align: justify;">A imagem da porta é profundamente sugestiva para pensar o livro. Diferentemente da janela, que permite espiar o interior sem se comprometer, mantendo o observador do lado de fora, a porta exige gesto e decisão. É preciso tocar a maçaneta, empurrar, atravessar o umbral. Há esforço. Há escolha. Assim é a leitura: um movimento ativo, uma travessia. Não basta ver; é preciso entrar.</p>
<p style="text-align: justify;">E ao entrar, o leitor é acolhido por um território novo – um espaço antes interditado, onde cada frase abre caminhos, cada página revela paisagens inéditas. O livro é casa e labirinto, abrigo e aventura. Pode ser tranquilo e repousante, mas também estranho e desafiador. Em toda leitura há sempre um pouco de risco e de deslumbramento.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez, mais que uma porta, o livro seja um portal. Ao abri-lo, não apenas se acessa um outro ambiente, mas um outro mundo. A leitura não amplia apenas o horizonte – ela o desloca. Revela novas formas de ver, de sentir, de compreender. O que era velho, se renova. O que parecia simples, ganha profundidade. O que antes era enigma, se ilumina. Ler é reaprender a ver o mundo – e, muitas vezes, a si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada autor, ao publicar seu livro, concede antecipadamente essa permissão silenciosa: <em>entre, veja, percorra, descubra.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Cabe a nós aceitarmos o convite, girar a maçaneta e atravessar o portal.</p>
<p style="text-align: justify;">Celebremos, portanto, o Dia Nacional do Livro da forma mais genuína e viva possível: lendo. Porque cada leitura é um ato de travessia &#8211; e cada travessia, um novo começo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fernando MF Oliveira<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/ler-e-travessia/">Ler é travessia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aos mestres com carinho</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/aos-mestres-com-carinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 15:45:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Aluno]]></category>
		<category><![CDATA[Carinho]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Encontros]]></category>
		<category><![CDATA[Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sala]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=53623</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O título deste artigo faz alusão ao filme “Ao Mestre com Carinho&#8221; (To Sir, with Love), de 1967. Foi intencional. É um clássico sobre educação e o poder transformador do vínculo entre mestre e aluno. Uma breve sinopse dessa película: “O engenheiro Mark Thackeray (interpretado por Sidney Poitier) aceita temporariamente um emprego como professor em uma escola pública de Londres, localizada em um bairro operário marcado por desigualdades sociais. Ao chegar, encontra uma turma de adolescentes rebeldes, indisciplinados e desacreditados do futuro, que não respeitam professores nem regras. Ele enfrenta resistência e provocações, mas aos poucos conquista o respeito dos alunos, ao adotar um método de ensino diferente: em vez de focar apenas nos conteúdos tradicionais, passa a tratar os jovens como adultos em formação, discutindo valores, comportamento, responsabilidade e dignidade. Com resiliência e humanidade, ele transforma a relação com a classe, despertando neles confiança, respeito mútuo e uma nova visão de futuro. No processo, Thackeray também se redescobre como educador, percebendo a importância de sua missão”. O mestre pode ser comparado com alguém que sopra brasas. Não cria o fogo – apenas o desperta. O professor aviva o fogo ensinando a perguntar, a duvidar. Ao atiçar a curiosidade, ao repartir conhecimento, capacita o aluno a sonhar outros mundos possíveis. O professor semeia pacientemente algo que, muitas vezes, só floresce anos depois. Essa é uma dimensão invisível e demorada do ofício. Como dizia Rubem Alves: “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra.” Paulo Freire acrescentou: “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.” Quem ensina deve estar sempre se reinventando: o professor é, antes de tudo, alguém que não deixou de aprender, pois sabe que o conhecimento não se esgota no hoje, mas se renova continuamente. Há sempre muitíssimas coisas que não sabemos. E o que pensamos ser definitivo, verificamos, mais tarde, que era provisório. Na sala de aula, mais do que conhecimento, o professor constrói encontros. E encontros podem mudar destinos. Esses encontros acontecem quando o professor se torna uma fonte de inspiração para cada pessoa que passa por sua sala. São encontros que lançam pontes para futuros mais livres, justos e transformadores. Aos nossos mestres, com carinho, nossa eterna gratidão. Aos que hoje estão na docência, nosso respeito e admiração.   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/aos-mestres-com-carinho/">Aos mestres com carinho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Professor-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O título deste artigo faz alusão ao filme “Ao Mestre com Carinho&#8221; (<em>To Sir, with Love</em>), de 1967. Foi intencional. É um clássico sobre educação e o poder transformador do vínculo entre mestre e aluno. Uma breve sinopse dessa película:</p>
<p style="text-align: justify;">“O engenheiro Mark Thackeray (interpretado por Sidney Poitier) aceita temporariamente um emprego como professor em uma escola pública de Londres, localizada em um bairro operário marcado por desigualdades sociais. Ao chegar, encontra uma turma de adolescentes rebeldes, indisciplinados e desacreditados do futuro, que não respeitam professores nem regras. Ele enfrenta resistência e provocações, mas aos poucos conquista o respeito dos alunos, ao adotar um método de ensino diferente: em vez de focar apenas nos conteúdos tradicionais, passa a tratar os jovens como adultos em formação, discutindo valores, comportamento, responsabilidade e dignidade. Com resiliência e humanidade, ele transforma a relação com a classe, despertando neles confiança, respeito mútuo e uma nova visão de futuro. No processo, Thackeray também se redescobre como educador, percebendo a importância de sua missão”.</p>
<p style="text-align: justify;">O mestre pode ser comparado com alguém que sopra brasas. Não cria o fogo – apenas o desperta. O professor aviva o fogo ensinando a perguntar, a duvidar. Ao atiçar a curiosidade, ao repartir conhecimento, capacita o aluno a sonhar outros mundos possíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O professor semeia pacientemente algo que, muitas vezes, só floresce anos depois. Essa é uma dimensão invisível e demorada do ofício. Como dizia Rubem Alves: <em>“Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra.” </em>Paulo Freire acrescentou: “<em>Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo</em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Quem ensina deve estar sempre se reinventando: o professor é, antes de tudo, alguém que não deixou de aprender, pois sabe que o conhecimento não se esgota no hoje, mas se renova continuamente. Há sempre muitíssimas coisas que não sabemos. E o que pensamos ser definitivo, verificamos, mais tarde, que era provisório.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sala de aula, mais do que conhecimento, o professor constrói encontros. E encontros podem mudar destinos. Esses encontros acontecem quando o professor se torna uma fonte de inspiração para cada pessoa que passa por sua sala. São encontros que lançam pontes para futuros mais livres, justos e transformadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos nossos mestres, com carinho, nossa eterna gratidão. Aos que hoje estão na docência, nosso respeito e admiração.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/aos-mestres-com-carinho/">Aos mestres com carinho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bem-estar mental da criança: um modo de existir, compreender e transformar a realidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/bem-estar-mental-da-crianca-um-modo-de-existir-compreender-e-transformar-a-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-Estar Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Brincar]]></category>
		<category><![CDATA[Existir]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Nascemos]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=53484</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A Organização Mundial da Saúde define saúde mental como um estado de “bem-estar mental que permite à pessoa lidar com o estresse da </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/bem-estar-mental-da-crianca-um-modo-de-existir-compreender-e-transformar-a-realidade/">Bem-estar mental da criança: um modo de existir, compreender e transformar a realidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde define saúde mental como um estado de “bem-estar mental que permite à pessoa lidar com o estresse da vida, realizar as suas capacidades, aprender bem e trabalhar bem, e contribuir para a sua comunidade”.* Definir saúde mental, no entanto, não é tarefa fácil, pois para além do resultado produtivo (aprender bem, trabalhar bem e contribuir para a comunidade), ela se relaciona à maneira como as pessoas reagem às adversidades e a sua sensação de bem-estar no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando olhamos para a infância, esse conceito ganha novas nuances, referindo-se ao bem-estar emocional e social, que pode ser observado na maneira como a criança se desenvolve, aprende, relaciona-se com seus pares e familiares e lida com os problemas. A saúde mental da criança não se mede por desempenho ou obediência, mas pela sua capacidade de imaginar, de se expressar e brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">O brincar é, para ela, um modo de existir, compreender e transformar a realidade. A criança emocionalmente saudável sente-se segura para explorar o mundo e confia nos adultos que ama. Sabe que será acolhida quando os problemas aparecerem ou quando se sentir triste, com medo ou mesmo com raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao nascer, embora já tenhamos uma série de experiências da nossa vida no útero materno, somos seres extremamente frágeis, totalmente dependentes dos cuidados de quem nos acolhe. Nascemos inacabados – e também assim partimos, pois nunca estamos prontos –, e será por meio das interações que vivenciamos que nos constituiremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa fragilidade inicial, entretanto, está nossa potência: nossa diversidade. Nascemos para todas as línguas, para todas as culturas, para todos os ambientes. As interações que experienciamos nos primeiros anos de vida formam caminhos que deixam uma assinatura única no nosso cérebro. Somos seres plurais, mas totalmente singulares – fruto da experiência dos que nos antecederam e do nosso tempo, porém completamente únicos. Nunca, em nenhum outro momento, existirá alguém igual a nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos seres geneticamente sociais, já dizia Wallon; a interdependência, portanto, não é uma característica apenas da criança. É um pressuposto do humano, aliás do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de outubro, em que se comemora o Dia Mundial da Saúde Mental &#8211; no mesmo mês do Dia das Crianças -, desejamos que não falemos sobre doenças mentais, diagnósticos ou riscos. Desejamos que todas as mães e pais confiem na sua potencialidade e menos nas milhares de receitas sobre como criar as crianças, das quais eles, pais, são os maiores conhecedores. Desejamos que todos nós aceitemos que, algumas vezes, as coisas podem não dar certo – e que os erros também são importantes para a saúde mental humana. Desejamos que celebremos as pequenas alegrias, as conexões reais, a beleza da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Que possamos nos encantar com os instantes do cotidiano sem que precisemos fotografá-los e que tenhamos uma imensa gratidão por termos a oportunidade de cuidar das crianças e, pelo menos em alguns momentos, olharmos o mundo com os olhares delas. Que possamos, enfim, “<strong>transver” o mundo</strong>!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">* OMS, 2022: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-strengthening-our-response.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Rosa Resegue<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/bem-estar-mental-da-crianca-um-modo-de-existir-compreender-e-transformar-a-realidade/">Bem-estar mental da criança: um modo de existir, compreender e transformar a realidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
