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	<title>Arquivos Nutrição - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Nutrição - SPSP</title>
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		<title>A importância de cuidar da saúde e alimentação todos os dias</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-importancia-de-cuidar-da-saude-e-alimentacao-todos-os-dias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 19:58:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada. Todo ano, no dia 31 de março, temos essa chance de refletir sobre como nossos hábitos alimentares podem influenciar nossa saúde física e mental. Quando falamos de crianças e adolescentes, estamos promovendo o crescimento, desenvolvimento, imunidade e especialmente prevenindo as doenças do adulto e melhorando a qualidade de vida atual e futura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Origem e objetivos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esse dia foi criado para promover a educação alimentar e encorajar práticas saudáveis. Diversas atividades acontecem pelo país, como palestras e workshops, sempre com o intuito de mostrar os benefícios de uma dieta equilibrada e como ela pode ajudar a prevenir doenças. É essencial promover o bem-estar físico e emocional como parte da qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211; </strong><strong>Importância da nutrição</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da alimentação é essencial para manter nossa saúde e evitar doenças. Comer bem nos dá os nutrientes necessários para o corpo funcionar direito, fortalece o sistema imunológico, ajuda no desenvolvimento cognitivo e mantém o peso sob controle. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, proteínas magras e grãos integrais pode reduzir o risco de várias doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Princípios de uma alimentação saudável</em></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui estão algumas dicas para garantir uma boa nutrição:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Variedade: Comer alimentos variados garante que se consuma todos os nutrientes necessários.</li>
<li>Moderação: Evitar exageros e controlar as porções, para manter o equilíbrio.</li>
<li>Equilíbrio: Incluir todos os grupos alimentares na dieta diária, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.</li>
<li>Hidratação: Beber água regularmente, para manter o corpo hidratado e ajudar nos processos metabólicos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Benefícios de uma alimentação saudável</em></p>
<p style="text-align: justify;">Adotar uma alimentação saudável traz muitos benefícios, como:</p>
<ul>
<li>Melhora do sistema imunológico: Nutrientes como vitaminas A, C, D e E, zinco e selênio são essenciais para fortalecer o sistema imunológico e proteger o corpo contra infecções.</li>
<li>Controle do peso: Uma dieta balanceada ajuda a manter o peso adequado e prevenir a obesidade.</li>
<li>Saúde cardiovascular: Alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e grãos integrais, ajudam a reduzir o colesterol e prevenir doenças cardíacas.</li>
<li>Bem-estar mental: Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde mental, melhorando o humor e a concentração e reduzindo o risco de depressão e ansiedade.<br /><strong><br /></strong></li>
</ul>
<p><strong>2 &#8211; Importância da atividade física para a saúde e bem-estar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade física é essencial para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, trazendo diversos benefícios físicos, mentais e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos principais ganhos é o fortalecimento dos ossos e músculos. A prática regular ajuda a construir um sistema musculoesquelético forte. Além disso, a atividade física ajuda no controle do peso corporal, diminuindo o risco de excesso de peso e obesidade, que estão associados a várias condições de saúde, como diabetes tipo 2 e hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Atividades físicas regulares estão ligadas à redução do estresse, ansiedade e depressão, além de melhorarem a autoestima e o bem-estar emocional. Crianças ativas normalmente têm um desempenho escolar melhor, pois essa prática está relacionada a melhorias nas funções cognitivas.</p>
<p style="text-align: justify;">A socialização também é beneficiada pela atividade física, já que participar de esportes ensina valores como trabalho em equipe, respeito às regras e convivência social . Assim, estabelecer hábitos de vida ativa desde a infância pode levar a um estilo de vida saudável ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; </strong><strong>Saúde e nutrição no dia a dia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que celebrar uma data específica, é importante lembrar que cuidar da saúde e da alimentação deve ser uma prática diária. Pequenas mudanças nos nossos hábitos podem fazer uma grande diferença. Tente incorporar mais alimentos frescos e nutritivos na dieta de sua família, oriente para que se deve beber bastante água e evitar alimentos com excesso de gordura, sal e muito açúcar. Movimente-se e faça com que sua família tenha um comportamento mais ativo, com passeios ao ar livre, esportes, recreação livre e orientada. Saúde infantil é cuidar do sono, do descanso, do lazer, como parte do sistema educativo. Prevenir doenças com vacinação completa e adequada é um dos pilares da saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Faça da saúde e da nutrição uma prioridade todos os dias, e não apenas no Dia Nacional da Saúde e Nutrição. Os Dias Nacionais são ocasiões de conscientização, mas são mais uma lembrança de adotar medidas adequadas no dia a dia. Lembre-se de que cuidar de si mesmo é um ato de amor e respeito com o próprio corpo. Cuidar do bem-estar das crianças é garantir um país desenvolvido, digno e com possibilidades de uma melhor vida futura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Médico Pediatra e Nutrólogo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares &#8211; CENDA, do Instituto Pensi-Sabará Hospital Infantil<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Sênior Doutor &#8211; Pediatria da Escola Paulista de Medicina &#8211; Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Hoje é o Dia Nacional da Saúde e Nutrição</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/hoje-e-o-dia-nacional-da-saude-e-nutricao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2022 14:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_21373813_jbryson-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_21373813_jbryson-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_21373813_jbryson-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 31 de março, no Brasil, comemoramos o Dia Nacional da Saúde e Nutrição, onde temos uma excelente oportunidade para debater e avaliar a importância das práticas nutricionais e as políticas públicas voltadas a elas. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_21373813_jbryson-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_21373813_jbryson-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_21373813_jbryson-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 31/03/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Em 31 de março, no Brasil, comemoramos o Dia Nacional da Saúde e Nutrição, onde temos uma excelente oportunidade para debater e avaliar a importância das práticas nutricionais e as políticas públicas voltadas a elas.</p>



<p>Mas é bom destacar que isto não se limita a saciar a fome de maneira adequada, uma vez que a nutrição também envolve aspectos ligados ao consumo e sustentabilidade. Os 193 Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo o Brasil, comprometeram-se a adotar a chamada <strong>Agenda Pós-2015</strong>, considerada uma das mais ambiciosas e universais da história da diplomacia internacional.</p>



<p>A partir dela, as nações trabalharão para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que conta com o apoio do UNICEF, caracterizado como um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade.</p>



<p><strong>E o que são os ODS?</strong></p>



<p>Representam um plano de ação global para eliminar a pobreza extrema e a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030; estão baseados nos compromissos nas áreas de pobreza, nutrição, saúde, educação, água e saneamento e igualdade de gênero &#8211; os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.</p>



<p>O objetivo específico da nutrição exige o fim da desnutrição, que ameaça a vida das crianças e prejudica a sua saúde e seu crescimento físico, sua educação e seu futuro.</p>



<p>Foi assumido o compromisso, por diversos países, de reduzir a fome no mundo pela metade. No Brasil, o objetivo é reduzir para 2,1% a população de famintos e, segundo dados oficiais do governo, a meta da ONU foi alcançada pelo Brasil em 2002. Em 2007, a meta nacional de reduzir a porcentagem de pobres a ¼ da de 1990 também foi cumprida e superada em 2008.</p>



<p><strong>Mas e o brasileiro, está preocupado com a alimentação saudável e adequada?</strong></p>



<p>Está sim! Mais atento à qualidade do alimento que consome. Segundo a ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição), várias pesquisas sobre os hábitos alimentares dos brasileiros mostram que está havendo uma mudança no perfil: maior preferência por frutas, verduras e legumes, assim como aumento do consumo de sucos naturais, em detrimento dos industrializados, estão lendo mais os rótulos das embalagens e mais preocupados com o valor calórico, a porcentagem de gordura e de sódio.</p>



<p>Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a alimentação adequada e saudável é um direito humano básico que envolve a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais do indivíduo e que deve estar em acordo com as necessidades alimentares especiais; ser referenciada pela cultura alimentar e pelas dimensões de gênero, raça e etnia; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade, atendendo aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer; e baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis.</p>



<p>No escopo das ações voltadas à promoção da saúde e da segurança alimentar e nutricional, foi publicado o <em>Guia Alimentar para a População Brasileira – Promovendo a Alimentação Saudável</em>, com as primeiras diretrizes alimentares oficiais para a nossa população, indicando os:</p>



<p><strong>10 passos para uma alimentação saudável</strong></p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Fazer de alimentos <em>in natura</em>, ou minimamente processados, a base da alimentação;</li><li>Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;</li><li>Limitar o consumo de alimentos processados;</li><li>Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados;</li><li>Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;</li><li>Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos <em>in natura</em> ou minimamente processados;</li><li>Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;</li><li>Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;</li><li>Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora;</li><li>Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais e redes sociais.</li></ol>



<p><strong>E o que mais podemos fazer?</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Evitar o consumo de alimentos ricos em calorias e industrializados, gordurosos e salgados;</li><li>Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais integrais e feijões;</li><li>Beber bastante água;</li><li>Reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o uso do cigarro;</li><li>Fazer exames preventivos e consultar sempre o médico;</li><li>Fazer exercícios físicos regulares, diariamente ou pelo menos três vezes por semana, após avaliação médica;</li><li>Dormir pelo menos 8h num período de 24h.</li></ul>



<p>Estas atitudes simples fazem grande diferença e refletem na saúde.</p>



<p>Mas ainda temos um longo caminho pela frente e a luta em duas frentes: combater a fome e os graves problemas de saúde e a obesidade, que atingem cada vez mais crianças e adolescentes.</p>



<p><strong>E como podemos fazer isso funcionar?</strong></p>



<p>Trabalhar em parceria com a ONU, UNICEF, governo, sociedade civil, empresas, universidades e outras agências. Para fortalecer o que funciona, compartilhar lições aprendidas, inovar para obter melhores soluções e resultados e avaliar o progresso delas.</p>



<p>Saiba mais:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a rel="noreferrer noopener" href="//www.asbran.org.br/noticias/dia-nacional-da-saude-e-nutricao-comemorar-sem-se-acomodar" target="_blank">Dia Nacional da Saúde e Nutrição: comemorar sem se acomodar</a></li><li><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel" target="_blank">UNICEF. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ainda é possível mudar 2030.</a></li><li><a rel="noreferrer noopener" href="https://bvsms.saude.gov.br/31-3-dia-da-saude-e-da-nutricao/" target="_blank">Dia da Saúde e da Nutrição.</a> </li><li><a rel="noreferrer noopener" href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/dez_passos_alimentacao_adequada_saudavel_dobrado.pdf" target="_blank">Brasil. Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação adequada e saudável.</a></li><li><a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Brasil. Guia alimentar para a população brasileira. Ministério da Saúde, 2014. </a></li></ul>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Renata D. Waksman</strong><br><strong>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p></p>



<p><strong>Crédito:</strong>&nbsp;jbryson |&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="http://depositphotos.com/" target="_blank">depositphotos.com</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Anorexia infantil: quando suspeitar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/anorexia-infantil-quando-suspeitar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 15:04:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_4050168_Bedolaga-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_4050168_Bedolaga-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_4050168_Bedolaga-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A anorexia é o termo utilizado para as situações em que há diminuição ou perda do apetite. Queixas relacionadas ao padrão alimentar das crianças são muito frequentes e costumam ser motivo de preocupação familiar e de visitas aos consultórios. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_4050168_Bedolaga-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_4050168_Bedolaga-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_4050168_Bedolaga-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 08/03/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>A anorexia é o termo utilizado para as situações em que há diminuição ou perda do apetite. Queixas relacionadas ao padrão alimentar das crianças são muito frequentes e costumam ser motivo de preocupação familiar e de visitas aos consultórios pediátricos. Embora, na maior parte das vezes, essas queixas estejam relacionadas à discordância entre as expectativas familiares e o padrão alimentar da criança, é preciso saber identificar quando elas podem significar sofrimentos psíquicos, físicos ou até transtornos alimentares mais graves.</p>



<p><strong>Alimentação = nutrição física = nutrição psíquica: </strong>desde as primeiras mamadas, alimentar-se é muito mais do que um ato instintivo de sobrevivência. Preparar, servir e saborear o alimento são atos sociais que remetem às nossas experiências afetivas, às nossas histórias de vida. A alimentação adequada é essencial para a manutenção da vida. Assim, ter um filho ou filha que se alimenta de acordo com o que acreditamos ser o ideal qualifica o nosso cuidado, sendo, portanto, legítima a preocupação dos pais em relação ao padrão alimentar de seus filhos.</p>



<p>Essa apreensão costuma ser mais frequente em alguns períodos do crescimento e desenvolvimento, nos quais naturalmente ocorrem mudanças no padrão de alimentação da criança, o que muitas vezes é interpretado pelos familiares como anorexia.</p>



<p><strong><em>Períodos de mudanças fisiológicas, próprias do crescimento e do desenvolvimento da criança</em></strong></p>



<p><strong>No início do desmame:</strong> a introdução de novos alimentos na dieta da criança é um período que pode ser desafiador, mas também representa uma oportunidade para grandes aprendizados. No começo, por ter uma desconfiança natural para experimentar novos sabores, o bebê pode recusar alguns alimentos, sendo importante que eles sejam oferecidos outras vezes antes de definir se a criança realmente não gosta. O período de desmame, ainda que inconscientemente, pode ser um período de luto para a mãe, o que também favorece o maior número de queixas nessa fase.</p>



<p><strong>Durante o 2° semestre de vida:</strong> nesse período, é comum a criança não ganhar peso na mesma intensidade que vinha ocorrendo antes, diminuindo um pouco a quantidade de alimento que aceita. Para algumas famílias, essa desaceleração natural do crescimento é interpretada como consequência de uma menor ingestão alimentar, quando o que ocorre é o oposto: o bebê come menos porque está precisando menos. É também nessa fase que a criança vai gradativamente se descobrindo como um ser independente, o que pode gerar alguma angústia e períodos reversíveis (em geral sem repercussão no crescimento) de regressão no padrão alimentar e de sono.</p>



<p><strong>Entre um e dois anos de idade:</strong> essa é uma fase de grandes descobertas e experimentações. Muitas vezes a queixa da anorexia, na verdade, refere-se aocomportamento de uma criança que já não fica parada para se alimentar e que quer pegar tudo com as próprias mãos. A criança experimenta o mundo com todos os sentidos. Deixar se sujar é a regra nesse período.</p>



<p><strong>Entre dois e cinco anos:</strong> a desaceleração do crescimento é maior, ocorrendo, portanto, uma diminuição natural do apetite. É também um período de maior socialização e independência com influência progressiva das propagandas e um desejo aumentado de impor sua vontade.</p>



<p>A partir dessa idade até a adolescência o crescimento ocorre de forma mais lenta e há uma influência cada vez maior do grupo social e da rotina de vida da criança.</p>



<p>De forma geral, a criança costuma comer o suficiente para crescer e se desenvolver apropriadamente. Nascemos com um mecanismo regulador da fome que faz com que a gente coma aquilo que precisa para crescer e se desenvolver. Forçar a criança para que coma a quantidade que achamos ideal, não respeitando sua saciedade, faz com que ela perca gradualmente esse mecanismo de autorregulação. Dessa maneira, mais importante do que a quantidade de alimento que a criança aceita é o seu padrão de crescimento, a sua vivacidade e a presença de sintomas associados.</p>



<p>É muito importante o acompanhamento do pediatra em todas as idades para observar se a criança está mantendo seu padrão de crescimento.</p>



<p><strong><em>Quando a queda de apetite ou mudança no padrão alimentar pode necessitar de maior investigação e atenção</em></strong></p>



<p>&#8211; Quadros prolongados, com repercussão na curva de crescimento.</p>



<p>&#8211; Presença de outros sintomas como: queda de cabelo, pele seca, constipação, falta de ânimo, ansiedade, engasgos ou vômitos recorrentes.</p>



<p>&#8211; Quadros súbitos: a recusa alimentar é comum nos processos infecciosos, sendo totalmente reversível após esses períodos. Quando ela surge isoladamente, é importante a investigação de fatores estressores na vida da criança, como doenças na família, mudanças nas relações familiares, vida escolar e outros. A avaliação do pediatra para investigar a presença de alterações no exame físico que possam sugerir alguma doença é também importante nesses casos.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Quadros de muita seletividade alimentar: algumas crianças, desde muito cedo, apresentam aversão importante a algumas texturas e consistências. São crianças mais exigentes para se alimentar (“picky eaters”, em inglês). Essas situações demandam muita paciência dos pais e abordagem logo que os sintomas surgem para que não piorem mais.</p>



<p>Em todos os casos, é sempre importante observar o comportamento da criança nos outros cenários em que vive (casa dos avós, escola, casa de amigos) e também em relação aos seus outros hábitos (sono, brincadeiras, rotina).</p>



<p>Conversar com a criança, para saber o motivo da recusa alimentar e o que está acontecendo na vida dela, é essencial. Além disso, conversar quando há momentos de crises familiares. As crianças, mais que os adultos, percebem os sinais da linguagem corporal das pessoas que gosta. Aquilo que não dizemos, muitas vezes com a intenção de não fazê-las sofrer, pode causar mais danos, porque percebem que algo não vai bem e não conseguem definir o que é.</p>



<p>Muitas vezes as pessoas dizem que a criança está com esse comportamento para chamar a atenção. Ficam as perguntas: por que chamar a atenção não comendo? Será que ela está recebendo a atenção que necessita em outros momentos? Não existe um “atenciômetro” que defina a quantidade exata de atenção que uma pessoa precisa. Cada pessoa tem o seu modo próprio de se relacionar no mundo e algumas precisam de mais atenção ou não conseguem pedir quando necessitam. Além disso, as crianças não nascem sabendo definir as emoções que sentem. A conversa com os adultos que ama ajuda a construir sua “cartografia emocional” e, aos poucos, ela vai aprendendo a definir e acolher o que sente, o que muitas vezes ajuda a diminuir sintomas como a falta de apetite.</p>



<p>Finalizando, prevenir e criar bons hábitos alimentares é importante para toda criança. Talvez seja uma das melhores heranças que os pais podem deixar para os seus filhos e filhas.</p>



<p><strong>Relatora</strong><br><strong>Rosa Resegue</strong><br><strong>Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: bedolaga |&nbsp;depositphotos.com</p>
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		<title>04/03 &#8211; Hoje é o Dia Mundial da Obesidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/04-03-hoje-e-o-dia-mundial-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 18:49:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[sobrepeso]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_186166400_belchonock-1024x682-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>As taxas de obesidade quase triplicaram desde 1975 e aumentaram quase cinco vezes em crianças e adolescentes, afetando pessoas de todas as idades de todos os grupos sociais em países desenvolvidos e em desenvolvimento. </p>
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<p></p>



<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 04/03/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>As taxas de obesidade quase triplicaram desde 1975 e aumentaram quase cinco vezes em crianças e adolescentes, afetando pessoas de todas as idades de todos os grupos sociais em países desenvolvidos e em desenvolvimento. A obesidade é um dos principais fatores de risco para várias doenças não transmissíveis, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão e acidente vascular cerebral e várias formas de câncer.</p>



<p>Os principais fatos da obesidade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) são:</p>



<p>&#8211; A obesidade mundial quase triplicou desde 1975;</p>



<p>&#8211; 800 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com obesidade;</p>



<p>&#8211; As consequências médicas da obesidade custarão mais de US$ 1 trilhão até 2025;</p>



<p>&#8211; Globalmente há mais pessoas obesas do que abaixo do peso – isso ocorre em todas as regiões, exceto partes da África Subsaariana e Ásia;</p>



<p>&#8211; A maioria da população mundial vive em países onde o sobrepeso e a obesidade matam mais pessoas do que o baixo peso;</p>



<p>&#8211; Pessoas que vivem com obesidade têm duas vezes mais chances de serem hospitalizadas se testarem positivo para Covid-19;</p>



<p>&#8211; 39 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em 2020;</p>



<p>&#8211; Espera-se que a obesidade infantil aumente 60% na próxima década, chegando a 250 milhões em 2030.</p>



<p><strong>E aqui no Brasil?</strong></p>



<p>Segundo dados do Ministério da Saúde, de 2019, a estimativa é que 6,4 milhões de crianças tenham excesso de peso no Brasil e 3,1 milhões já evoluíram para obesidade.</p>



<p>A doença afeta 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos acompanhadas no Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde, e pode trazer consequências preocupantes ao longo da vida. Nessa faixa-etária, 28% das crianças apresentam excesso de peso e, entre os menores de 5 anos, o índice de sobrepeso é de 14,8, sendo 7% já apresentam obesidade.</p>



<p>E o principal fato é que a obesidade é evitável!</p>



<p>A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é um desequilíbrio energético entre o que é consumido e o que é gasto.</p>



<p></p>



<p><strong>E o que aconteceu a nível global nas últimas décadas?</strong></p>



<p>Aumento da ingestão de alimentos densos em energia que são ricos em gordura e açúcares; aumento do sedentarismo, mudança nos modos de transporte e crescente urbanização.</p>



<p>As mudanças nos padrões alimentares e de atividade física são muitas vezes o resultado de mudanças ambientais e sociais associadas ao desenvolvimento e à falta de políticas de apoio em setores como saúde, agricultura, transporte, planejamento urbano, meio ambiente, processamento de alimentos, distribuição, marketing e educação.</p>



<p>Diante desse contexto a Sociedade de Pediatria de São Paulo promoveu a Campanha Setembro Laranja – Combate à Obesidade Infantil, com objetivo de divulgar o problema, desenvolver e implementar ações de promoção de hábitos e práticas alimentares saudáveis, estimular a atividade física, visando a melhoria da qualidade de vida das crianças, suas famílias e as comunidades nas quais estão inseridas.</p>



<p>Destacamos nesta campanha o documento: <a href="https://www.spsp.org.br/PDF/enfrentando%20a%20obesidade%20infantil%20setembro%20laranja.pdf">ENFRENTANDO A OBESIDADE INFANTIL &#8211; SETEMBRO LARANJA SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO</a>, de setembro de 2018, que destaca as principais estratégias de combate e prevenção da obesidade entre nossas crianças e adolescentes. São elas:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Consulta pediátrica no pré-natal a partir da 32a semana de gestação, com orientação nutricional materna e controle do ganho de peso corporal;</li><li>Aleitamento Materno &#8211; esforços para promover aleitamento materno e mantê-lo, segundo a OMS, exclusivo até o sexto mês de vida e complementado até 2 anos ou mais;</li><li>Introdução de Alimentação Complementar: ao redor do sexto mês de vida, evitar sucos, preferir frutas in natura, evitar adição de açúcar (sacarose, frutose e glicose) nos alimentos, alimentos devem ter baixo teor de açúcar, sal e gorduras, evitar alimentos industrializados, avaliar a alimentação da família e incentivar a leitura das informações dos rótulos dos produtos industrializados para o prévio conhecimento do produto a ser adquirido;</li><li>Leite de vaca e de outros mamíferos sem modificações e extratos vegetais não são recomendados durante os primeiros anos de vida;</li><li>Acompanhamento pediátrico é essencial no atendimento ambulatorial das crianças e dos adolescentes e orientação preventiva;</li><li>Inventário da rotina da criança e do adolescente, horário do sono, tempo de tela e tipo de atividades na tela, saber como é o dia alimentar: horários, dieta habitual (qualidade e quantidade); refeições e lanches fora de casa, ambiente das refeições, atividades sociais: escola, atividades físicas, amigos e atividades de lazer, situações de prazer: comer, tela, sono, passeio, atividades físicas e ambiente emocional;</li><li>Diagnóstico precoce de condições e situações que possam agravar e desencadear obesidade;</li><li>&nbsp;Presença de fatores de risco para obesidade: &nbsp;aumento do IMC, mudança de canais percentuais, risco de sobrepeso;</li><li>Fatores associados à obesidade infantil: dieta, escolhas alimentares, ambiente familiar obesogênico, atividade física, sono, tempo de tela/sedentarismo, fatores genéticos e epigenéticos, etnia, adiposidade materna, baixo peso ao nascer, rebote de adiposidade (elevação precoce dos índices de adiposidade como ocorre em determinadas patologias, por exemplo, nas leucemias), doença endócrina, síndromes genéticas, medicações, baixo nível socioeconômico, residência urbana;</li><li>&nbsp;Alimentação: bons hábitos nutricionais e formação de um comportamento alimentar saudável desde tenra idade, comportamento do cuidador, hábitos da família &#8211; a prevenção da obesidade começa pela base familiar;</li><li>Família:&nbsp; percepção de que a relação da criança e da família com a alimentação está incorrendo em um padrão que leva a obesidade e atuação nos primeiros meses de vida da criança e quando já partilha das refeições ou dos alimentos com os demais familiares;</li><li>Atividade física O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral em adultos, para obesidade, elevação da pressão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e redução do HDL-colesterol, daí que a atividade física está entre as principais medidas preventivas;</li><li>Boa qualidade de sono contribui para a memória, imunidade, crescimento e também na manutenção do peso.</li><li>Políticas públicas para a prevenção da obesidade;</li><li>Publicidade e ações governamentais: a solução, ainda que resulte parcial, da obesidade só poderá se concretizar se abranger todos os atores envolvidos neste cenário, em atuação intersetorial e interdisciplinar articulada e devidamente coordenada. Deve ser papel do governo desenvolver políticas que estimulem, facilitem e apoiem a integração de fato de todos os atores/setores na universalização das ações transdisciplinares e intersetoriais reconhecidas atualmente como capazes de gerar resultados de curto, médio e longo prazos. Além disso, propiciem os recursos humanos e materiais necessários à sua implementação e à avaliação sistemática de seus resultados.</li></ol>



<p><strong>Estratégias em andamento</strong></p>



<p>Adotada pela Assembleia Mundial da Saúde em 2004 e reconhecida novamente em uma declaração política de 2011 sobre doenças não transmissíveis (DNTs), a &#8220;Estratégia Global da OMS sobre Dieta, Atividade Física e Saúde&#8221; descreve as ações necessárias para apoiar dietas saudáveis e atividade física regular. A Estratégia apela a todas as partes interessadas para que tomem medidas a nível global, regional e local para melhorar as dietas e os padrões de atividade física a nível da população.</p>



<p>A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável reconhece as DNTs como um grande desafio para o desenvolvimento sustentável. Como parte da Agenda, os Chefes de Estado e de Governo comprometeram-se a desenvolver respostas nacionais ambiciosas, até 2030, para reduzir em um terço a mortalidade prematura por DNTs por meio de prevenção e tratamento (meta 3.4 dos ODS).</p>



<p>O &#8220;Plano de ação global sobre atividade física 2018–2030: pessoas mais ativas para um mundo mais saudável&#8221; fornece ações políticas eficazes e viáveis para aumentar a atividade física globalmente. A OMS publicou um pacote técnico ACTIVE para auxiliar os países no planejamento e entrega de suas respostas. Novas diretrizes da OMS sobre atividade física, comportamento sedentário e sono em crianças menores de cinco anos foram lançadas em 2019.</p>



<p>No Brasil, o Ministério da Saúde lançou em agosto de 2021 a Estratégia Nacional de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil – Proteja e a Campanha Nacional de Prevenção à Obesidade Infantil, para o desenvolvimento de ações de combate ao problema e promoção de hábitos saudáveis.</p>



<p>Juntos podemos e devemos fazer a diferença. Há muito que podemos fazer, como visto acima e, além das mudanças alimentares, melhor acesso a alimentos saudáveis e acessíveis, abrir espaço para caminhadas, ciclismo e recreação seguras e, fundamental, ensinar aos nossos filhos hábitos saudáveis desde cedo.</p>



<p>Saiba mais:</p>



<p>&#8211; <a href="https://www.worldobesityday.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">World Obesity Day:</a> </p>



<p>&#8211; <a href="https://www.who.int/news-room/events/detail/2020/03/04/default-calendar/world-obesity-day">WHO. World Obesity Day:</a></p>



<p>&#8211; <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank">WHO. Obesity and overweight:</a></p>



<p>&#8211; <a rel="noreferrer noopener" href="http://enores-de-10-anos-no-brasil" target="_blank">Obesidade infantil afeta 3,1 milhões de crianças menores de 10 anos no Brasil:</a></p>



<p></p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: belchonock | depositphotos.com</p>
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		<title>Anemia: causas, consequências e prevenção</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/anemia-causas-consequencias-e-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 18:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Aleitamento Materno]]></category>
		<category><![CDATA[Anemia]]></category>
		<category><![CDATA[ferro]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_322161766_bit245-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_322161766_bit245-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_322161766_bit245-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A anemia é o maior problema nutricional no Brasil, com causa multifatorial e que acarreta prejuízos na vida das crianças. É a condição na qual a concentração de hemoglobina está abaixo dos valores esperados. </p>
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<p></p>



<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 29/11/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>A anemia é o problema nutricional de maior magnitude no Brasil e no mundo, com causa multifatorial e que acarreta prejuízos a curto, médio e longo prazos na vida das crianças. É definida como a condição na qual a concentração de hemoglobina está abaixo dos valores esperados (inferior a –2 desvios padrão de acordo com a idade da criança) como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, principalmente do ferro, sendo a anemia ferropriva a mais comum (representa 90% das anemias).</p>



<p><strong>O que provoca a anemia?</strong></p>



<p>A hemoglobina é responsável pelo transporte de oxigênio no sangue e sua escassez traz repercussões no crescimento e desenvolvimento da criança, o que representa grande problema de saúde pública infantil. O ferro é fundamental para o metabolismo celular, influenciando no desenvolvimento mental e psicomotor na infância, atuando em funções imunológicas, endocrinológicas, bioquímicas e clínicas, diminuindo internações e mortalidade a longo prazo.</p>



<p>No Brasil, um estudo recente concluiu que uma entre cada três crianças apresentava anemia ferropriva (prevalência de 33%), e há estudos que estimam que a prevalência de anemia por deficiência de ferro possa chegar até a 60% da população mundial.</p>



<p><strong>Quais as consequências?</strong></p>



<p>Nas crianças, a presença de anemia é de grande relevância, sendo considerada um problema de saúde pública pelos efeitos danosos no desenvolvimento cognitivo e psicomotor, além de favorecer o aparecimento de infecções e contribuir como fator de risco para mortalidade infantil. Acarreta prejuízos na saúde, aumenta a chance do desenvolvimento de doenças, favorece o aparecimento de infecções (algumas com necessidade de internações hospitalares), contribui para o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e, como atua na fisiologia celular, leva a um desequilíbrio em todo o organismo.</p>



<p>Para prevenirmos a anemia são fundamentais orientações pediátricas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e mantido até os dois anos de idade</li><li>Orientar a mãe sobre uma adequada nutrição materna e suplementação de ferro na lactação</li><li>Fazer uma dieta com ingestão de ferro, obtido através da ingesta principalmente de carnes vermelhas, aves e peixes.</li><li>Diminuir a ingestão de leite de vaca (principalmente nos menores de um ano de idade).</li></ul>



<p>Além disso, é fundamental também a suplementação vitamínica que prescrevemos ao bebê, pois ela atua na prevenção da anemia.</p>



<p>O quadro clínico da deficiência de ferro pode ser gradual, insidioso e evolutivo. Muitas crianças podem ser assintomáticas, sendo diagnosticada esta condição apenas com a realização de exames laboratoriais. As manifestações podem ser leves até graves (principalmente se forem de aparecimento precoce, e se intensa e prolongada a perda de ferro), levando até a um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, alterações comportamentais e de linguagem.</p>



<p>Quando há manifestações clínicas da deficiência de ferro, já podem ser instaladas consequências graves e duradouras. Sua deficiência deve ser prontamente reconhecida e tratada, uma vez que seus efeitos danosos podem impactar por toda a vida do indivíduo (há impacto negativo por décadas mesmo após o tratamento).</p>



<p>Dada a importância do ferro para o adequado crescimento e desenvolvimento, é fundamental o seguimento de puericultura de forma regular e adequada, com a realização de exames em momento oportuno, conforme preconizam as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. O pediatra é o profissional capacitado para orientar as mães sobre a alimentação, prevenção de anemia, investigação com exames laboratoriais, e tratamento adequado da condição.</p>



<p><strong>Relatora</strong><br><strong>Natália Tonon Domingues</strong><br><strong>Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><br>Fonte: bit245 | <a rel="noreferrer noopener" href="http://depositphotos.com/" target="_blank">depositphotos.com</a></p>



<p></p>


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		<item>
		<title>Cuidados com a saúde oral nos primeiros Mil dias do bebê em tempos de pandemia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/cuidados-com-a-saude-oral-nos-primeiros-mil-dias-do-bebe-em-tempos-de-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2021 14:41:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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		<category><![CDATA[Aleitamento Materno]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3617</guid>

					<description><![CDATA[<p>Campanha Fevereiro Safira – Primeiros mil dias: pelo futuro das crianças Em tempo de pandemia de COVID-19 a melhor forma de promover a saúde oral do seu bebê continua sendo a integração dos demais cuidados com a saúde geral. Estes cuidados devem ser iniciados durante a gestação, através do pré-natal odontológico e prosseguindo, após o nascimento, com o monitoramento das funções orais e das medidas preventivas das doenças orais. Desta forma, seguem alguns aconselhamentos para o dia a dia: Toda gestante deve realizar o pré-natal odontológico, visando favorecer a saúde materno-infantil, a formação adequada dos dentes e das demais estruturas da boca e o engajamento na rotina dos bons hábitos alimentares e de higiene oral. É recomendado que seja realizado o exame da cavidade oral ao nascimento ou pelo menos ao aparecimento do primeiro dente decíduo (de leite). Sempre que possível, o leite materno deve ser oferecido ao bebê de maneira exclusiva nos seis primeiros meses de vida, devendo ser estendido, em paralelo à alimentação complementar, até dois anos ou mais. O leite materno é o único alimento completo e ideal para o bebê, nutrindo, aumentando a imunidade, contribuindo para a saúde e a formação adequadas dos dentes e dos futuros hábitos alimentares. Durante a amamentação ocorre o sincronismo adequado das funções de sucção, deglutição e respiração nasal, o desenvolvimento harmonioso e simétrico da boca e face do bebê; bem como, através dos movimentos realizados, preparam-se todas as estruturas da boca para as futuras funções da mastigação e fala. Desta forma, é muito importante o exame da cavidade oral ao nascimento, com a avaliação de todas as estruturas e funções da cavidade oral e dos movimentos e funções orofaciais. Quanto mais tempo o bebê for amamentado, melhor para a sua saúde oral e global, inclusive para o melhor encaixe de todos os dentes e um belo sorriso! A amamentação prepara o bebê para a mastigação e a fala no futuro. A introdução de alimentos complementares constitui o estímulo adequado para o aprendizado da mastigação, auxilia o irrompimento e posicionamento dos dentes de leite e gera benefícios ao crescimento e desenvolvimento oral infantil. É importante seguir as recomendações do pediatra e, quando necessário, do nutricionista com respeito às necessidades nutricionais, evolução gradual e individual da consistência dos alimentos, tamanho das porções e utensílios utilizados. Inicia-se do pastoso com grumos ao semissólido, com o objetivo de chegar à alimentação sólida, similar à da família, por volta dos 12 meses. Para prevenir a doença cárie, é recomendável estabelecer uma rotina de refeições com intervalos adequados entre elas, e não oferecer preparações ou produtos que contenham açúcar até os 2 anos de idade. A oferta precoce do açúcar (sacarose) pode ser considerada um fator de risco para a saúde oral, ganho excessivo de peso, diabetes e outras doenças crônicas que começam a ser desenvolvidas já na infância. Enquanto o bebê receber leite materno de maneira exclusiva, não é necessário limpar sua boca após as mamadas. Entretanto, no momento do surgimento do primeiro dente de leite na boca do bebê, a higiene oral deve ser iniciada. A limpeza deve ser realizada pelo menos duas vezes ao dia: de manhã e antes de dormir, utilizando uma escova dental infantil com cabeça pequena e cerdas macias.&#160; A pasta de dentes deve conter entre 1000 e 1100 PPM de flúor e ser colocada em uma quantidade pequena na escova, equivalente, no máximo, a um grão de arroz cru. Nos bebês com dentes muito juntos, utilizar o fio dental. Em tempos de pandemia de Covid-19, alerta-se para os cuidados com a higiene das mãos do adulto e do bebê, bem como da limpeza e armazenamento adequado da escova após seu uso, na posição vertical com as cerdas para cima, em um copo separado dos demais membros da família e longe do vaso sanitário. Tenha cuidado na higiene e na escolha dos mordedores, talheres, copos, brinquedos, tipos de brincadeiras, berços, camas, cadeiras, proteção de quinas e demais situações domésticas para evitar os acidentes que envolvam a boca e os dentes. Em caso de traumatismo oral, consulte imediatamente um odontopediatra. Este atendimento especializado é muito importante para a avaliação, plano de tratamento e monitoramento das possíveis repercussões futuras. Leituras sugeridas:Dicas da Associação Internacional de Odontopediatria: https://iapdworld.org/portuguese-brazil-iapd-infographics/ Relatoras:Dóris Rocha RuizAdriana Cátia MazzoniGrupo de Trabalho de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/cuidados-com-a-saude-oral-nos-primeiros-mil-dias-do-bebe-em-tempos-de-pandemia/">Cuidados com a saúde oral nos primeiros Mil dias do bebê em tempos de pandemia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Campanha Fevereiro Safira – Primeiros mil dias: pelo futuro das crianças</strong></h4>



<p>Em tempo de pandemia de COVID-19 a melhor forma de promover a saúde oral do seu bebê continua sendo a integração dos demais cuidados com a saúde geral. Estes cuidados devem ser iniciados durante a gestação, através do pré-natal odontológico e prosseguindo, após o nascimento, com o monitoramento das funções orais e das medidas preventivas das doenças orais. Desta forma, seguem alguns aconselhamentos para o dia a dia:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Depositphotos_24121025_l-Reanas-1024x680.jpg" alt="" class="wp-image-3616"/><figcaption>reanas | depositphotos.com.br</figcaption></figure>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Toda gestante deve realizar o pré-natal odontológico, visando favorecer a saúde materno-infantil, a formação adequada dos dentes e das demais estruturas da boca e o engajamento na rotina dos bons hábitos alimentares e de higiene oral. É recomendado que seja realizado o exame da cavidade oral ao nascimento ou pelo menos ao aparecimento do primeiro dente decíduo (de leite).</li><li>Sempre que possível, o leite materno deve ser oferecido ao bebê de maneira exclusiva nos seis primeiros meses de vida, devendo ser estendido, em paralelo à alimentação complementar, até dois anos ou mais. O leite materno é o único alimento completo e ideal para o bebê, nutrindo, aumentando a imunidade, contribuindo para a saúde e a formação adequadas dos dentes e dos futuros hábitos alimentares. Durante a amamentação ocorre o sincronismo adequado das funções de sucção, deglutição e respiração nasal, o desenvolvimento harmonioso e simétrico da boca e face do bebê; bem como, através dos movimentos realizados, preparam-se todas as estruturas da boca para as futuras funções da mastigação e fala. Desta forma, é muito importante o exame da cavidade oral ao nascimento, com a avaliação de todas as estruturas e funções da cavidade oral e dos movimentos e funções orofaciais. Quanto mais tempo o bebê for amamentado, melhor para a sua saúde oral e global, inclusive para o melhor encaixe de todos os dentes e um belo sorriso!</li><li>A amamentação prepara o bebê para a mastigação e a fala no futuro. A introdução de alimentos complementares constitui o estímulo adequado para o aprendizado da mastigação, auxilia o irrompimento e posicionamento dos dentes de leite e gera benefícios ao crescimento e desenvolvimento oral infantil. É importante seguir as recomendações do pediatra e, quando necessário, do nutricionista com respeito às necessidades nutricionais, evolução gradual e individual da consistência dos alimentos, tamanho das porções e utensílios utilizados. Inicia-se do pastoso com grumos ao semissólido, com o objetivo de chegar à alimentação sólida, similar à da família, por volta dos 12 meses. Para prevenir a doença cárie, é recomendável estabelecer uma rotina de refeições com intervalos adequados entre elas, e não oferecer preparações ou produtos que contenham açúcar até os 2 anos de idade. A oferta precoce do açúcar (sacarose) pode ser considerada um fator de risco para a saúde oral, ganho excessivo de peso, diabetes e outras doenças crônicas que começam a ser desenvolvidas já na infância.</li><li>Enquanto o bebê receber leite materno de maneira exclusiva, não é necessário limpar sua boca após as mamadas. Entretanto, no momento do surgimento do primeiro dente de leite na boca do bebê, a higiene oral deve ser iniciada. A limpeza deve ser realizada pelo menos duas vezes ao dia: de manhã e antes de dormir, utilizando uma escova dental infantil com cabeça pequena e cerdas macias.&nbsp; A pasta de dentes deve conter entre 1000 e 1100 PPM de flúor e ser colocada em uma quantidade pequena na escova, equivalente, no máximo, a um grão de arroz cru. Nos bebês com dentes muito juntos, utilizar o fio dental. Em tempos de pandemia de Covid-19, alerta-se para os cuidados com a higiene das mãos do adulto e do bebê, bem como da limpeza e armazenamento adequado da escova após seu uso, na posição vertical com as cerdas para cima, em um copo separado dos demais membros da família e longe do vaso sanitário.</li><li>Tenha cuidado na higiene e na escolha dos mordedores, talheres, copos, brinquedos, tipos de brincadeiras, berços, camas, cadeiras, proteção de quinas e demais situações domésticas para evitar os acidentes que envolvam a boca e os dentes. Em caso de traumatismo oral, consulte imediatamente um odontopediatra. Este atendimento especializado é muito importante para a avaliação, plano de tratamento e monitoramento das possíveis repercussões futuras.</li></ol>



<p>Leituras sugeridas:<br>Dicas da Associação Internacional de Odontopediatria: <a href="https://iapdworld.org/portuguese-brazil-iapd-infographics/">https://iapdworld.org/portuguese-brazil-iapd-infographics/</a></p>



<p><strong>Relatoras:</strong><br><strong>Dóris Rocha Ruiz</strong><br><strong>Adriana Cátia Mazzoni</strong><br><strong>Grupo de Trabalho de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Alimentação infantil e saúde oral em tempos de pandemia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/alimentacao-infantil-e-saude-oral-em-tempos-de-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2020 13:57:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As mudanças impostas pela quarentena impactaram os hábitos da família em todos os sentidos: rotina escolar dos filhos, horários de sono e de trabalho dos pais e, consequentemente, a rotina alimentar da casa.O que parecia provisório tem se estendido ao longo dos últimos meses e as consequências para a saúde das crianças estão vindo à tona. Queixas como ganho de peso e mudança nos hábitos de higiene e saúde oral vêm crescendo e ganhando espaço nas famílias.Os pais deixaram de fazer algumas refeições nos locais habituais e os filhos deixaram de receber alimentação no berçário, creche ou escola, sendo criada uma nova rotina de compra, preparo e oferta dos alimentos. O confinamento proporcionou maior convivência doméstica e permitiu que os pais conhecessem melhor os hábitos alimentares de seus filhos; com o surgimento de tarefas associadas à compra, preparo e consumo alimentar e aumento das refeições em família.&#160;Em paralelo, a quarentena colocou as crianças frente a frente com uma nova situação, despertando sentimentos como ansiedade, tédio, mudanças de humor e solidão (pela falta das atividades escolares e físicas, dos amiguinhos e dos pais, que estão “presentes”, mas trabalhando em casa). Em muitos casos, houve mudança total da rotina diária e dos cuidados com as crianças.A criança ainda não possui conhecimento e autonomia para escolher o que é bom e necessário para o seu corpo e, nos momentos de alteração de humor, pode acabar procurando alívio no alimento. Nessas situações, é essencial que pais e cuidadores ajudem a criança a sair do “comer automático”, orientando-a na identificação de quando ela está sentindo fome e quando está saciada.Os alimentos disponíveis em casa muitas vezes passaram a servir de conforto e companhia, especialmente os ultraprocessados, caracterizados por alto apelo sensorial, praticidade, disponibilidade, durabilidade e alto teor energético. Dentre eles, destacam-se as bolachas, salgadinhos, sucos prontos, doces, chocolate, congelados, macarrão instantâneo, pipoca de micro-ondas, bolos prontos e guloseimas em geral.Sua fácil aceitação e consumo exagerado estão associados a altos teores de gordura + açúcar ou gordura + sal, que realçam os sabores; além de baixa demanda mastigatória e embalagens práticas e sedutoras, que favorecem o consumo a qualquer hora e local.O consumo regular desses alimentos predispõe crianças a um risco maior para excesso de peso, desenvolvimento da cárie dentária e da erosão dental. Atitudes simples como deixar fácil acesso à criança uma fruta cortada, picada ou descascada podem facilitar seu consumo e resgatar um hábito saudável. A importância da rotina para a saúde oral Nesse período é essencial que a família estabeleça uma rotina para as crianças, incluindo horários regulares de alimentação, sono, estudo, higiene pessoal e atividade física.&#160; A criança precisa de modelos alimentares e os pais devem assumir esse papel, valorizando os momentos da refeição, sentando à mesa com acolhimento, num ambiente saudável, com uma boa apresentação dos pratos, tempo para uma mastigação adequada, conversas leves, sem cobranças e presença de TV e outras telas que possam distrair a todos. A afetividade e cuidado dos pais são essenciais no processo da alimentação infantil,&#160;assim como a manutenção dos hábitos de higiene oral, que ao final constituem-se em cuidados importantes, traduzidos como atos de amor para com as crianças. &#160;&#160;A pandemia trouxe muitos desafios para as famílias. No início, tudo parecia difícil ou até impossível. A convivência no mesmo ambiente 24 horas por dia exige muito diálogo e criatividade e aos poucos as coisas vêm se acomodando. As famílias terão muito aprendizado com essa experiência ímpar na história da humanidade. ___Relatoras:Cristina Giovannetti Del ConteVera DishchekenianGrupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As mudanças impostas pela quarentena impactaram os hábitos da família em todos os sentidos: rotina escolar dos filhos, horários de sono e de trabalho dos pais e, consequentemente, a rotina alimentar da casa.<br>O que parecia provisório tem se estendido ao longo dos últimos meses e as consequências para a saúde das crianças estão vindo à tona. Queixas como ganho de peso e mudança nos hábitos de higiene e saúde oral vêm crescendo e ganhando espaço nas famílias.<br>Os pais deixaram de fazer algumas refeições nos locais habituais e os filhos deixaram de receber alimentação no berçário, creche ou escola, sendo criada uma nova rotina de compra, preparo e oferta dos alimentos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Depositphotos_50050325_wavebreakmedia-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3550"/><figcaption>wavebreakmedia | depositphotos.com  </figcaption></figure>



<p><br>O confinamento proporcionou maior convivência doméstica e permitiu que os pais conhecessem melhor os hábitos alimentares de seus filhos; com o surgimento de tarefas associadas à compra, preparo e consumo alimentar e aumento das refeições em família.&nbsp;<br>Em paralelo, a quarentena colocou as crianças frente a frente com uma nova situação, despertando sentimentos como ansiedade, tédio, mudanças de humor e solidão (pela falta das atividades escolares e físicas, dos amiguinhos e dos pais, que estão “presentes”, mas trabalhando em casa). Em muitos casos, houve mudança total da rotina diária e dos cuidados com as crianças.<br>A criança ainda não possui conhecimento e autonomia para escolher o que é bom e necessário para o seu corpo e, nos momentos de alteração de humor, pode acabar procurando alívio no alimento. Nessas situações, é essencial que pais e cuidadores ajudem a criança a sair do “comer automático”, orientando-a na identificação de quando ela está sentindo fome e quando está saciada.<br>Os alimentos disponíveis em casa muitas vezes passaram a servir de conforto e companhia, especialmente os ultraprocessados, caracterizados por alto apelo sensorial, praticidade, disponibilidade, durabilidade e alto teor energético. Dentre eles, destacam-se as bolachas, salgadinhos, sucos prontos, doces, chocolate, congelados, macarrão instantâneo, pipoca de micro-ondas, bolos prontos e guloseimas em geral.<br>Sua fácil aceitação e consumo exagerado estão associados a altos teores de gordura + açúcar ou gordura + sal, que realçam os sabores; além de baixa demanda mastigatória e embalagens práticas e sedutoras, que favorecem o consumo a qualquer hora e local.<br>O consumo regular desses alimentos predispõe crianças a um risco maior para excesso de peso, desenvolvimento da cárie dentária e da erosão dental. Atitudes simples como deixar fácil acesso à criança uma fruta cortada, picada ou descascada podem facilitar seu consumo e resgatar um hábito saudável.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A importância da rotina para a saúde oral</strong></h4>



<p>Nesse período é essencial que a família estabeleça uma rotina para as crianças, incluindo horários regulares de alimentação, sono, estudo, higiene pessoal e atividade física.&nbsp; A criança precisa de modelos alimentares e os pais devem assumir esse papel, valorizando os momentos da refeição, sentando à mesa com acolhimento, num ambiente saudável, com uma boa apresentação dos pratos, tempo para uma mastigação adequada, conversas leves, sem cobranças e presença de TV e outras telas que possam distrair a todos. A afetividade e cuidado dos pais são essenciais no processo da alimentação infantil,&nbsp;assim como a manutenção dos hábitos de higiene oral, que ao final constituem-se em cuidados importantes, traduzidos como atos de amor para com as crianças. &nbsp;&nbsp;<br>A pandemia trouxe muitos desafios para as famílias. No início, tudo parecia difícil ou até impossível. A convivência no mesmo ambiente 24 horas por dia exige muito diálogo e criatividade e aos poucos as coisas vêm se acomodando. As famílias terão muito aprendizado com essa experiência ímpar na história da humanidade.</p>



<p>___<br><strong>Relatoras:</strong><br><strong>Cristina Giovannetti Del Conte</strong><br><strong>Vera Dishchekenian</strong><br><strong>Grupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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		<item>
		<title>Como lidar com o sedentarismo das crianças? Atividade física ou brincar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/como-lidar-com-o-sedentarismo-das-criancas-atividade-fisica-ou-brincar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Toda criança precisa tomar parte em jogos e brincadeiras que favoreçam seu crescimento e desenvolvimento. A atividade física natural da criança está justamente ligada ao fato de ela poder e ter que brincar. Brincar implica em praticar atividades físicas, além de estimular funções sensoriais, cognitivas e criativas, indissociáveis no processo de aquisição de recursos mentais e emocionais do indivíduo em crescimento. Quando falamos de atividades físicas para crianças é importante destacar que podem ser de pouca ou grande intensidade, com carga ou sobrecarga, esta última compreendida como todo e qualquer peso além do próprio corpo. A sobrecarga é aconselhada apenas a partir dos 12 anos de idade, necessariamente controlada e observada pelo profissional de Educação Física, evitando assim o comprometimento do desenvolvimento físico da criança ou adolescente em crescimento. Em tempos de isolamento social, sugerem-se brincadeiras e desafios que promovam atividades físicas, estimulando a criança a não se tornar sedentária, e consequentemente, inativa ou preguiçosa. Como dica, utilize técnicas alegres e provocativas de desafios, que podem substituir a prática formal da atividade física orientada, como: correr, saltar, saltitar, transportar, virar cambalhota, pular corda, andar mais depressa, dançar, subir e descer escadas, ajudar na limpeza da casa, etc. Lembre-se: Toda atividade divertida deixa um gostinho de quero mais e provoca uma sensação de prazer. É importante ter o acompanhamento e/ou orientação de um profissional de Educação Física, mas na situação de isolamento social, os adultos que acompanham as crianças em suas atividades cotidianas podem supervisionar as atividades físicas sem sobrecarga, criando situações de companheirismo e alegria. Ao gastar mais energia, quer seja brincando ou fazendo atividade física, trabalhamos um dos pilares do estilo saudável de viver que contribui para a manutenção de um peso adequado. O padrão alimentar adotado pela família é o segundo pilar que contribui para uma vida saudável. As escolhas alimentares compartilhadas por todos os integrantes da família servem de base para a formação do hábito alimentar da criança. Crianças e adolescentes não devem seguir dietas restritivas ou dietas da moda. Para poder escolher, é importante a criança conhecer os alimentos. Esta etapa é trabalhosa, mas muito prazerosa também, pois envolve apresentar o alimento e sua história (nome, formato, textura, etc). Na etapa seguinte, mergulhar no universo das cores e sabores, viajando entre o doce, o salgado, o azedo, o amargo. Deve-se fazer da cozinha um espaço de criação, onde os ingredientes dão vida a novas preparações. O processo de aprendizado pode estar recheado de histórias da família, receitas tradicionais, pratos típicos. Ensinar que cereais, grãos, leguminosas, tubérculos, legumes, verduras, frutas fazem parte da alimentação diária. Da mesma forma, carnes, leite e derivados precisam ser ingeridos todos os dias em função do aporte proteico, ferro e cálcio. Para os vegetarianos e veganos, fontes proteicas vegetais, além dos alimentos ricos em ferro e cálcio. Açúcar, gordura e sal com moderação. Gerenciar as escolhas é uma lição de casa para toda a vida! ___Relatores:Luciano F.A. NardellProfessor de educação física, especialista em Recreação e Jogos, Lazer e Natação. Dra. Sueli LongoNutricionista, especialista em Nutrição em Exercícios Físicos e Esporte. Dr. Rubens FeferbaumPresidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Toda criança precisa tomar parte em jogos e brincadeiras que favoreçam seu crescimento e desenvolvimento. A atividade física natural da criança está justamente ligada ao fato de ela poder e ter que brincar. </p>



<p>Brincar implica em praticar atividades físicas, além de estimular funções sensoriais, cognitivas e criativas, indissociáveis no processo de aquisição de recursos mentais e emocionais do indivíduo em crescimento. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Depositphotos_208069714_EdZbarzhyvetsky-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3376"/><figcaption>ed zbarzhyvetsky | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>Quando falamos de atividades
físicas para crianças é importante destacar que podem ser de pouca ou grande
intensidade, com carga ou sobrecarga, esta última compreendida como todo e
qualquer peso além do próprio corpo. A sobrecarga é aconselhada apenas a partir
dos 12 anos de idade, necessariamente controlada e observada pelo profissional
de Educação Física, evitando assim o comprometimento do desenvolvimento físico
da criança ou adolescente em crescimento. </p>



<p>Em tempos de isolamento social, sugerem-se
brincadeiras e desafios que promovam atividades físicas, estimulando a criança
a não se tornar sedentária, e consequentemente, inativa ou preguiçosa.</p>



<p>Como dica, utilize técnicas alegres
e provocativas de desafios, que podem substituir a prática formal da atividade
física orientada, como: correr, saltar, saltitar, transportar, virar
cambalhota, pular corda, andar mais depressa, dançar, subir e descer escadas,
ajudar na limpeza da casa, etc. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Lembre-se:</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Toda
atividade divertida deixa um gostinho de quero mais e provoca uma sensação de
prazer. </li><li>É
importante ter o acompanhamento e/ou orientação de um profissional de Educação
Física, mas na situação de isolamento social, os adultos que acompanham as
crianças em suas atividades cotidianas podem supervisionar as atividades
físicas sem sobrecarga, criando situações de companheirismo e alegria.</li></ul>



<p>Ao gastar mais energia, quer seja
brincando ou fazendo atividade física, trabalhamos um dos pilares do estilo
saudável de viver que contribui para a manutenção de um peso adequado. </p>



<p>O padrão alimentar adotado pela
família é o segundo pilar que contribui para uma vida saudável. As escolhas
alimentares compartilhadas por todos os integrantes da família servem de base
para a formação do hábito alimentar da criança. Crianças e adolescentes não
devem seguir dietas restritivas ou dietas da moda.</p>



<p>Para poder escolher, é importante a
criança conhecer os alimentos. Esta etapa é trabalhosa, mas muito prazerosa
também, pois envolve apresentar o alimento e sua história (nome, formato,
textura, etc). Na etapa seguinte, mergulhar no universo das cores e sabores,
viajando entre o doce, o salgado, o azedo, o amargo. Deve-se fazer da cozinha
um espaço de criação, onde os ingredientes dão vida a novas preparações. O
processo de aprendizado pode estar recheado de histórias da família, receitas
tradicionais, pratos típicos.</p>



<p>Ensinar que cereais, grãos,
leguminosas, tubérculos, legumes, verduras, frutas fazem parte da alimentação
diária. Da mesma forma, carnes, leite e derivados precisam ser ingeridos todos
os dias em função do aporte proteico, ferro e cálcio. Para os vegetarianos e
veganos, fontes proteicas vegetais, além dos alimentos ricos em ferro e cálcio.
Açúcar, gordura e sal com moderação. </p>



<p>Gerenciar as escolhas é uma lição
de casa para toda a vida!</p>



<p>___<br><strong>Relatores:</strong><br><strong>Luciano F.A. Nardell</strong><br>Professor de educação física, especialista em Recreação e Jogos, Lazer e Natação. <br><strong>Dra. Sueli Longo</strong><br>Nutricionista, especialista em Nutrição em Exercícios Físicos e Esporte. <br><strong>Dr. Rubens Feferbaum</strong><br>Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/como-lidar-com-o-sedentarismo-das-criancas-atividade-fisica-ou-brincar/">Como lidar com o sedentarismo das crianças? Atividade física ou brincar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Efeito protetor do leite materno na prevenção da obesidade infantil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/efeito-protetor-do-leite-materno-na-prevencao-da-obesidade-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3377</guid>

					<description><![CDATA[<p>Campanha Setembro Laranja: combate à obesidade infantil. A obesidade é considerada hoje um problema de saúde pública, pois sua prevalência tem aumentado em diversos países e em todas as faixas etárias. Crianças têm maior risco de se tornarem adultos obesos e de desenvolverem todas as condições mórbidas associadas à obesidade, incluindo menor expectativa e pior qualidade de vida.Há muito se procura uma forma de prevenir a obesidade. Hoje, por meio de estudos que envolvem complexos conhecimentos da epigenética, sabemos que a prevenção deve ser iniciada já no pré-natal e inclui a alimentação saudável da mãe.Após o nascimento o efeito protetor de maior impacto contra obesidade é o aleitamento materno. Até poucos anos atrás, a boa nutrição era relacionada ao ganho de peso acelerado logo após o nascimento. Era uma meta desejada para crianças prematuras, de baixo peso ao nascimento, e até mesmo para crianças nascidas no período de 37 semanas. Muitas vezes o aleitamento materno era suspenso em prol dessa pretensão, porém, hoje em dia, com o conhecimento do perfil proteico do leite humano, sabemos que proteína adaptada a nossa espécie nos protege da obesidade. O rápido ganho de peso no primeiro ano de vida está associado à obesidade na primeira infância e na vida adulta. O aleitamento materno protege por toda a vida O que somos como indivíduos está relacionado com o ambiente que interage com nossa genética. Durante o período intrauterino e na primeira infância, nossos órgãos e sistemas estão se desenvolvendo e se adaptam facilmente a estímulos bons e ruins. Efeitos benéficos de comportamentos saudáveis, como o aleitamento materno, podem nos proteger de efeitos danosos do ambiente por toda a vida. Os conhecimentos atuais comprovam essa proteção. O leite humano interfere na expressão gênica da criança (através de um mecanismo chamado “metilação”), “silenciando” os genes ruins. Outra forma de proteção é melhorar a maneira que os genes serão lidos e, conforme comprovado recentemente, os micro RNAs existentes no leite influenciam na formação dos órgãos, melhorando o desenvolvimento neuropsicomotor e promovendo redução da obesidade. Esses micro RNAs funcionam como uma comunicação celular entre a mãe e a criança e são encontrados tanto no colostro como no leite maduro, mas em concentrações diferentes. Vale lembrar que o leite de vaca tem o micro RNA da vaca enquanto as fórmulas não possuem micro RNAs. Outros mecanismos ajudam na ação de prevenção da obesidade, como, por exemplo, pela presença de uma substância chamada leptina, que controla a saciedade, isto é, a criança aprende a parar de comer quando já está satisfeita. Estamos falando de um “alimento vivo”, que promove crescimento e desenvolvimento saudáveis. Para cada mês de aleitamento materno, associa-se uma redução de 4% no risco de desenvolvimento de excesso de peso. Há muitos anos temos falado dessas qualidades do leite humano: promoção da saúde, prevenção de doenças ao longo da vida, mas, só com essas novas descobertas, essas qualidades foram formalmente esclarecidas. Esses conhecimentos fortalecem e justificam a premissa que o leite materno é inigualável e que é impossível reproduzir sua composição e o efeito protetor da amamentação em qualquer outro alimento. ___Relatores:Dra. Marisa AprileDepartamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.Dr. Rubens FeferbaumPresidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/efeito-protetor-do-leite-materno-na-prevencao-da-obesidade-infantil/">Efeito protetor do leite materno na prevenção da obesidade infantil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">Campanha Setembro Laranja: combate à obesidade infantil.</h4>



<p>A obesidade é considerada hoje um problema de saúde pública, pois sua prevalência tem aumentado em diversos países e em todas as faixas etárias. Crianças têm maior risco de se tornarem adultos obesos e de desenvolverem todas as condições mórbidas associadas à obesidade, incluindo menor expectativa e pior qualidade de vida.<br>Há muito se procura uma forma de prevenir a obesidade. Hoje, por meio de estudos que envolvem complexos conhecimentos da epigenética, sabemos que a prevenção deve ser iniciada já no pré-natal e inclui a alimentação saudável da mãe.<br>Após o nascimento o efeito protetor de maior impacto contra obesidade é o aleitamento materno.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Depositphotos_232450302_AllaSerebrina-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3374"/><figcaption>alla serebrina | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p><br>Até poucos anos atrás, a boa nutrição era relacionada ao ganho de peso acelerado logo após o nascimento. Era uma meta desejada para crianças prematuras, de baixo peso ao nascimento, e até mesmo para crianças nascidas no período de 37 semanas. Muitas vezes o aleitamento materno era suspenso em prol dessa pretensão, porém, hoje em dia, com o conhecimento do perfil proteico do leite humano, sabemos que proteína adaptada a nossa espécie nos protege da obesidade. O rápido ganho de peso no primeiro ano de vida está associado à obesidade na primeira infância e na vida adulta.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O aleitamento materno protege por
toda a vida</strong></h4>



<p>O que somos como indivíduos está relacionado com o ambiente que interage com nossa genética. Durante o período intrauterino e na primeira infância, nossos órgãos e sistemas estão se desenvolvendo e se adaptam facilmente a estímulos bons e ruins. Efeitos benéficos de comportamentos saudáveis, como o aleitamento materno, podem nos proteger de efeitos danosos do ambiente por toda a vida. Os conhecimentos atuais comprovam essa proteção. <br>O leite humano interfere na expressão gênica da criança (através de um mecanismo chamado “metilação”), “silenciando” os genes ruins. Outra forma de proteção é melhorar a maneira que os genes serão lidos e, conforme comprovado recentemente, os micro RNAs existentes no leite influenciam na formação dos órgãos, melhorando o desenvolvimento neuropsicomotor e promovendo redução da obesidade. Esses micro RNAs funcionam como uma comunicação celular entre a mãe e a criança e são encontrados tanto no colostro como no leite maduro, mas em concentrações diferentes. Vale lembrar que o leite de vaca tem o micro RNA da vaca enquanto as fórmulas não possuem micro RNAs. </p>



<p>Outros
mecanismos ajudam na ação de prevenção da obesidade, como, por exemplo, pela
presença de uma substância chamada leptina, que controla a saciedade, isto é, a
criança aprende a parar de comer quando já está satisfeita.</p>



<p>Estamos
falando de um “alimento vivo”, que promove crescimento e desenvolvimento
saudáveis. Para cada mês de aleitamento materno, associa-se uma redução de 4%
no risco de desenvolvimento de excesso de peso.</p>



<p>Há muitos
anos temos falado dessas qualidades do leite humano: promoção da saúde,
prevenção de doenças ao longo da vida, mas, só com essas novas descobertas,
essas qualidades foram formalmente esclarecidas. Esses conhecimentos fortalecem
e justificam a premissa que o leite materno é inigualável e que é impossível
reproduzir sua composição e o efeito protetor da amamentação em qualquer outro
alimento.</p>



<p>___<br><strong>Relatores:</strong><br><strong>Dra. Marisa Aprile</strong><br>Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo.<br><strong>Dr. Rubens Feferbaum</strong><br>Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>



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		<title>Dicas práticas para uma alimentação saudável durante a quarentena</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dicas-praticas-para-uma-alimentacao-saudavel-durante-a-quarentena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2020 17:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devido à pandemia da Covid-19, as crianças têm permanecido em casa por mais tempo, condição que é uma oportunidade para pais, cuidadores e ensino escolar à distância de incentivá-las a terem um maior contato com os alimentos, visando a formação e manutenção de bons hábitos. A criança pode participar do processo da elaboração das refeições, desde a higienização até o preparo final – atividades que podem ser realizadas por diferentes faixas etárias, sob a coordenação de um adulto e que incentivam práticas alimentares mais saudáveis. Esse momento é propício para estimular e incentivar o maior consumo de verduras, legumes, frutas, cereais (arroz, milho, trigo), leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilha). Além disso, é preciso evitar o consumo de alimentos de alta densidade calórica e baixo valor nutricional, ricos em sal, açúcar e gordura, como os refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e algumas &#8220;comidas prontas&#8221; ou enviadas por delivery. A família deve proporcionar às crianças as primeiras experiências com os alimentos, que podem ser decisivas para uma aceitação variada e para adquirir hábitos saudáveis em médio e longo prazo. O ambiente onde a criança vive e o estímulo que lhe é dado para se relacionar com os alimentos – variedade de sabores, cores e texturas, manipulação e preparo – é que vão determinar sua autonomia em relação às escolhas mais adequadas. Algumas orientações práticas Antes de iniciar o preparo, cuidados com a higiene alimentar: antes de realizar as refeições e/ou manipular os alimentos, lavar as mãos com água e sabão. Quando não houver essa possibilidade, utilizar álcool gel a 70%; para alimentos que serão consumidos crus, como os vegetais folhosos e frutas, a recomendação é remover as folhas externas ou danificadas, separar uma a uma, lavá-las com água tratada abundante e deixá-las em imersão, por 15 minutos, em uma solução de água sanitária (uma colher de sopa diluída em um litro de água), lavando-as depois com água tratada corrente novamente. Dicas para alimentação saudável: incentivar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais, tubérculos, leguminosas, carnes, ovos e leite; hidratar-se adequadamente: aumentar o consumo de água; quando possível, permitir e ajudar a criança a montar o seu prato de forma atrativa e colorida com diferentes tipos de alimentos; comer com regularidade em horários estabelecidos e com atenção, isto é, devagar e saboreando os alimentos e preparações; comer com calma em horários e ambiente apropriados em conjunto com os demais membros da família, isento de distrações; evitar realizar refeições na presença de telinhas (ou telões!), como televisão, computador, celular, tablet; evitar lanchinhos ou beliscar entre as refeições. Como incentivar crianças e adolescentes a uma alimentação saudável: dar o exemplo e servir de modelo: os pais devem consumir os mesmos alimentos oferecidos às crianças; disponibilizar frutas, verduras e legumes nas refeições junto aos alimentos preferidos, tornando-os acessíveis (lavados, descascados, picados e conservados em geladeira quando perecíveis); fazer receitas simples com a participação das crianças, como saladas de verduras, legumes e de frutas. Essa interação é importante para estimular o contato, principalmente, com novos alimentos; oferecer o mesmo alimento em diferentes formas de preparação e apresentação (ex: cenoura – adicionar a bolos, sucos, arroz, omelete, molhos. Oferecer ralada, fatiada, cozida, crua, etc); compreender que, por vezes, a criança pode estar sem fome ou indisposta para comer; oferecer água com frequência e evitar bebidas açucaradas; limitar a oferta de alimentos industrializados como biscoitos, sorvetes, carnes processadas (hambúrguer, salsicha, etc), salgadinhos. O que não deve ser feito: obrigar ou forçar a criança a comer, o que pode gerar conflitos; “chantagear” a criança. Exemplo: &#8220;se comer todo o legume, vai ganhar a sobremesa&#8221;; substituir o alimento recusado por outro de preferência da criança; desistir de oferecer o alimento após poucas tentativas; substituir a refeição por pães, biscoitos, leite, em caso de inapetência; obrigar o filho a terminar o prato quando ele não quer mais ou não permitir que ele repita algo, quando pede mais. ___Relator: Dr. Rubens FeferbaumDepartamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São PauloColaboração:Nutricionistas Ana Paula Alves Reis, Adriana Servilha Gandolfo e Patrícia Zamberlan</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dicas-praticas-para-uma-alimentacao-saudavel-durante-a-quarentena/">Dicas práticas para uma alimentação saudável durante a quarentena</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Devido à pandemia da Covid-19, as crianças têm permanecido em casa por mais tempo, condição que é uma oportunidade para pais, cuidadores e ensino escolar à distância de incentivá-las a terem um maior contato com os alimentos, visando a formação e manutenção de bons hábitos.</p>



<p>A criança pode participar do processo da elaboração das refeições, desde a higienização até o preparo final – atividades que podem ser realizadas por diferentes faixas etárias, sob a coordenação de um adulto e que incentivam práticas alimentares mais saudáveis. </p>



<p>Esse
momento é propício para estimular e incentivar o maior consumo de verduras,
legumes, frutas, cereais (arroz, milho, trigo), leguminosas (feijão, lentilha,
grão de bico, ervilha). Além disso, é preciso evitar o consumo de alimentos de
alta densidade calórica e baixo valor nutricional, ricos em sal, açúcar e
gordura, como os refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e algumas
&#8220;comidas prontas&#8221; ou enviadas por <em>delivery</em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Depositphotos_25521441_michaeljung-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3208"/><figcaption><em>michaeljung  depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<p>A
família deve proporcionar às crianças as primeiras experiências com os
alimentos, que podem ser decisivas para uma aceitação variada e para adquirir
hábitos saudáveis em médio e longo prazo. </p>



<p>O ambiente onde a criança vive e o estímulo que lhe é dado para se relacionar com os alimentos – variedade de sabores, cores e texturas, manipulação e preparo – é que vão determinar sua autonomia em relação às escolhas mais adequadas. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Algumas orientações práticas</h4>



<p><strong>Antes
de iniciar o preparo, cuidados com a higiene alimentar:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>antes de realizar as refeições e/ou manipular os alimentos, lavar as mãos com água e sabão. Quando não houver essa possibilidade, utilizar álcool gel a 70%;</li><li>para alimentos que serão consumidos crus, como os vegetais folhosos e frutas, a recomendação é remover as folhas externas ou danificadas, separar uma a uma, lavá-las com água tratada abundante e deixá-las em imersão, por 15 minutos, em uma solução de água sanitária (uma colher de sopa diluída em um litro de água), lavando-as depois com água tratada corrente novamente.</li></ul>



<p><strong>Dicas
para alimentação saudável</strong><strong>:</strong><strong></strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>incentivar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais, tubérculos, leguminosas, carnes, ovos e leite;</li><li>hidratar-se adequadamente: aumentar o consumo de água;</li><li>quando possível, permitir e ajudar a criança a montar o seu prato de forma atrativa e colorida com diferentes tipos de alimentos;</li><li>comer com regularidade em horários estabelecidos e com atenção, isto é, devagar e saboreando os alimentos e preparações; </li><li>comer com calma em horários e ambiente apropriados em conjunto com os demais membros da família, isento de distrações;</li><li>evitar realizar refeições na presença de telinhas (ou telões!), como televisão, computador, celular, <em>tablet</em>;</li><li>evitar lanchinhos ou beliscar entre as refeições.</li></ul>



<p><strong>Como incentivar crianças e adolescentes a uma
alimentação saudável:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>dar o exemplo e servir de modelo: os pais devem consumir os mesmos alimentos oferecidos às crianças;</li><li>disponibilizar frutas, verduras e legumes nas refeições junto aos alimentos preferidos, tornando-os acessíveis (lavados, descascados, picados e conservados em geladeira quando perecíveis);</li><li>fazer receitas simples com a participação das crianças, como saladas de verduras, legumes e de frutas. Essa interação é importante para estimular o contato, principalmente, com novos alimentos;</li><li>oferecer o mesmo alimento em diferentes formas de preparação e apresentação (ex: cenoura – adicionar a bolos, sucos, arroz, omelete, molhos. Oferecer ralada, fatiada, cozida, crua, etc);</li><li>compreender que, por vezes, a criança pode estar sem fome ou indisposta para comer;</li><li>oferecer água com frequência e evitar bebidas açucaradas;</li><li>limitar a oferta de alimentos industrializados como biscoitos, sorvetes, carnes processadas (hambúrguer, salsicha, etc), salgadinhos.</li></ul>



<p><strong>O que não deve ser feito:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>obrigar ou forçar a criança a comer, o que pode gerar conflitos;</li><li>“chantagear” a criança. Exemplo: &#8220;se comer todo o legume, vai ganhar a sobremesa&#8221;;</li><li>substituir o alimento recusado por outro de preferência da criança;</li><li>desistir de oferecer o alimento após poucas tentativas;</li><li>substituir a refeição por pães, biscoitos, leite, em caso de inapetência;</li><li>obrigar o filho a terminar o prato quando ele não quer mais ou não permitir que ele repita algo, quando pede mais.</li></ul>



<p><strong>___<br>Relator: <br>Dr. Rubens Feferbaum<br>Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Colaboração:<br>Nutricionistas Ana Paula Alves Reis, Adriana Servilha Gandolfo e Patrícia Zamberlan</strong></p>



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<p></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dicas-praticas-para-uma-alimentacao-saudavel-durante-a-quarentena/">Dicas práticas para uma alimentação saudável durante a quarentena</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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