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	<title>Arquivos obesidade - SPSP</title>
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	<title>Arquivos obesidade - SPSP</title>
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		<title>Sedentarismo: um problema de saúde pública que começa na infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sedentarismo-um-problema-de-saude-publica-que-comeca-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 13:40:01 +0000</pubDate>
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<p>O sedentarismo já é uma das principais causas de adoecimento e morte no mundo e começa cada vez mais cedo. Segundo a Organização Mundial</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Combate-ao-Sedentarismo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Combate-ao-Sedentarismo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Combate-ao-Sedentarismo-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Combate-ao-Sedentarismo-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O sedentarismo já é uma das principais causas de adoecimento e morte no mundo e começa cada vez mais cedo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente um terço da população adulta mundial é fisicamente inativa e cerca de 5 milhões de mortes por ano estão associadas à inatividade física. Estima-se ainda que, entre 2020 e 2030, quase 500 milhões de pessoas poderão desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade ou outras condições relacionadas à inatividade física, caso não haja mudanças estruturais nas políticas públicas globais.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o cenário também preocupa: cerca de 47% dos adultos são sedentários, e aproximadamente 300 mil mortes anuais estão associadas a doenças relacionadas à inatividade física. O dado mais alarmante, porém, está entre os jovens: aproximadamente 84% não atingem níveis adequados de atividade física.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O problema começa cedo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A recomendação é clara: crianças e adolescentes devem acumular pelo menos 60 minutos diários de atividade física de intensidade moderada a vigorosa. Entretanto, análise global publicada no <em>The Lancet Child &amp; Adolescent Health</em>, envolvendo 1,6 milhão de adolescentes de 146 países, demonstrou que 81% dos jovens entre 11 e 17 anos são insuficientemente ativos. Entre meninas, esse percentual chega a 84,7%, sem melhora significativa ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da baixa prática de atividade física, observa-se aumento progressivo do tempo em comportamento sedentário, especialmente diante de telas. É importante destacar que comportamento sedentário e atividade física não são opostos absolutos: longos períodos sentados representam fator de risco independente para doenças crônicas, mesmo entre pessoas que praticam exercício regularmente. Ou seja, não basta “fazer exercício” algumas vezes por semana; é necessário reduzir o tempo total de inatividade ao longo do dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Muito além das doenças no futuro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando falamos em sedentarismo, muitas vezes pensamos apenas nas doenças crônicas da vida adulta. No entanto, seus efeitos já são observados na infância e adolescência.</p>
<p style="text-align: justify;">A prática regular de atividade física está associada a melhor aptidão cardiorrespiratória, maior força e resistência muscular, melhor mineralização óssea, melhora do perfil metabólico, redução da pressão arterial, melhor desempenho cognitivo e maior autoestima.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, a prática insuficiente de atividade física está relacionada ao aumento do sobrepeso e obesidade, prejuízo funcional musculoesquelético, piora da qualidade do sono, maior vulnerabilidade emocional e redução da competência motora. São impactos que já se manifestam no presente e podem se perpetuar ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não é só sedentarismo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O problema não é apenas “não praticar esporte”, mas as consequências desse padrão de comportamento. Nos últimos anos, o conceito de Tríade da Inatividade Pediátrica tem ampliado a compreensão sobre os impactos do sedentarismo na infância. Essa tríade é composta por três elementos inter-relacionados:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Transtorno do Déficit de Exercício – níveis de atividade física abaixo do recomendado, configurando condição pré-mórbida;</li>
<li>Dinapenia Pediátrica – baixos níveis de força e potência muscular;</li>
<li>Analfabetismo físico (ou motor) – falta de competência, confiança e motivação para se engajar em atividades físicas.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Essa abordagem mostra que não estamos falando apenas de ausência de movimento, mas de um comprometimento progressivo do desenvolvimento motor, musculoesquelético, cardiometabólico e psicossocial. Crianças com baixa competência motora tendem a evitar atividades físicas, e ao evitar o movimento desenvolvem menor força, menor desempenho e maior frustração, entrando em um ciclo de inatividade que se retroalimenta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O papel do pediatra</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse cenário, o pediatra ocupa posição estratégica. Assim como avaliamos peso, estatura e pressão arterial, o nível de atividade física deve ser considerado um indicador essencial da saúde pediátrica. A avaliação da prática de atividade física precisa fazer parte da anamnese de rotina, incluindo investigação do tempo de tela e do padrão de movimento da criança e da família. Mais do que identificar “sedentarismo”, é fundamental reconhecer o Transtorno do Déficit de Exercício como condição prevenível.</p>
<p style="text-align: justify;">A consulta pediátrica é um espaço privilegiado para:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Detectar precocemente fatores de risco cardiometabólicos;<br />• Estabelecer metas progressivas e realistas;<br />• Engajar pais como modelos ativos;<br />• Identificar e trabalhar barreiras familiares e sociais;<br />• Incentivar experiências motoras positivas desde a primeira infância.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Promover atividade física não é recomendação acessória. É intervenção clínica estruturante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um compromisso coletivo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se mantido o ritmo atual, a meta global de redução da inatividade física até 2030 dificilmente será alcançada. O enfrentamento do sedentarismo pediátrico exige integração entre saúde, escola e família; ampliação de espaços seguros; educação motora desde os primeiros anos de vida; redução do tempo de tela; e fortalecimento de políticas públicas intersetoriais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Neste 10 de março, o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo</strong> nos convida à reflexão. Combater o sedentarismo não é apenas prevenir doenças futuras. É proteger o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional de uma geração. E o pediatra tem papel fundamental nessa transformação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Brizza Valeria Foianini Biassi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da SPSP</strong><span style="font-size: revert; color: initial;"> </span></p>
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		<title>Obesidade: um importante problema de saúde pública</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/obesidade-um-importante-problema-de-saude-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:35:49 +0000</pubDate>
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<p>O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade. Desde 2020, a data é celebrada todos os anos em <strong>4 de março</strong>, servindo como um momento global de reflexão, informação e mobilização.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal objetivo da data é <strong>chamar a atenção para a obesidade como um importante problema de saúde pública</strong>, incentivar a prevenção e ampliar o acesso ao tratamento. Também busca reduzir o preconceito contra pessoas que vivem com obesidade e estimular governos e instituições a adotarem políticas que promovam ambientes mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversas organizações internacionais participam dessa iniciativa, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em muitos países, sociedades científicas, universidades e associações de profissionais de saúde organizam campanhas educativas, eventos e ações de conscientização.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, o Dia Mundial da Obesidade apresenta um tema específico para ampliar o debate. As campanhas procuram informar a população sobre os riscos da obesidade, incentivar hábitos saudáveis e mostrar que o problema é complexo, envolvendo fatores biológicos, sociais e ambientais – e não apenas escolhas individuais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desafios para prevenir a obesidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de décadas de campanhas de saúde pública, ainda existem lacunas importantes no conhecimento da população sobre obesidade, suas consequências e formas de tratamento. Estudos mostram que muitas pessoas <strong>não reconhecem corretamente seu próprio peso</strong> ou subestimam o impacto de hábitos como atividade física regular na manutenção da saúde. Além disso, nem sempre os profissionais de saúde abordam o tema de forma ativa nas consultas, o que pode atrasar a identificação do problema e o início de estratégias de controle do peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro desafio importante é o <strong>estigma associado à obesidade</strong>. Preconceito, discriminação e mensagens negativas podem causar sofrimento psicológico, isolamento social e até dificultar que as pessoas busquem ajuda ou adotem hábitos saudáveis. Por isso, campanhas de saúde precisam informar sobre os riscos da obesidade sem reforçar estereótipos ou culpabilizar indivíduos, reconhecendo que se trata de uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, sociais e ambientais.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é fundamental considerar o papel dos chamados <strong>“ambientes obesogênicos”</strong> – contextos que favorecem o ganho de peso. Em muitas cidades, há grande oferta de alimentos ultraprocessados e calóricos, porções cada vez maiores, intensa publicidade de produtos pouco saudáveis e poucas oportunidades para atividade física segura. Esse cenário mostra que a prevenção da obesidade não depende apenas de decisões individuais, mas também de <strong>políticas públicas e mudanças no ambiente</strong> que facilitem escolhas mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse problema exige <strong>informação, empatia e ação coletiva</strong>, envolvendo indivíduos, profissionais de saúde, governos e toda a sociedade na construção de ambientes mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caminhos para o futuro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Especialistas destacam que o enfrentamento da obesidade exige <strong>ações contínuas ao longo de todo o ano</strong>, e não apenas campanhas pontuais. O Dia Mundial da Obesidade deve servir como um ponto de partida para programas permanentes de prevenção, educação e cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é essencial reduzir desigualdades. A obesidade atinge de forma mais intensa populações socialmente vulneráveis, que muitas vezes vivem em ambientes com menos acesso a alimentação saudável e oportunidades de atividade física. Políticas públicas devem buscar garantir <strong>acesso equitativo à prevenção e ao tratamento</strong> para toda a população.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto importante é avaliar melhor as iniciativas de prevenção. Muitos países realizam campanhas e programas criativos, mas ainda há pouca evidência sobre o impacto real dessas ações no comportamento, no conhecimento das pessoas e nos resultados de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de <strong>combater o estigma e promover abordagens mais humanas e respeitosas</strong>, tratando a obesidade como uma condição de saúde complexa que exige cuidado, apoio e informação – e não julgamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, a cooperação entre países e instituições é fundamental para compartilhar experiências e estratégias eficazes. Trocar conhecimentos e aprender com diferentes realidades pode ajudar a fortalecer ações de prevenção e tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma responsabilidade de todos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade está associada a diversas doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de representar um grande impacto para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Dia Mundial da Obesidade</strong> reforça que enfrentar esse desafio exige <strong>informação, empatia e ação coletiva</strong>. Mais do que uma data no calendário, ele é um convite para que governos, profissionais de saúde, escolas, famílias e comunidades trabalhem juntos na construção de ambientes mais saudáveis e de um futuro com melhor qualidade de vida para todos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares – CENDA – Instituto Pensi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Associado (SR) do Departamento de Pediatria EPM-UNIFESP Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</strong></p>
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		<title>Dia de prevenir a obesidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-de-prevenir-a-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso. A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?). Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia. No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira. A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco. Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso. Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade. Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará. Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados. No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua. Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial. Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento. No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade. Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.   Relator: Mauro FisbergPediatra e NutrólogoCoordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSIProfessor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESPPresidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</p>
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<p style="text-align: justify;">Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Nutrólogo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</strong></p>
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		<title>Colesterol alto na população pediátrica: orientações para prevenção e controle</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/colesterol-alto-na-populacao-pediatrica-orientacoes-para-prevencao-e-controle/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 13:36:28 +0000</pubDate>
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<p>O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol foi instituído em 8 de agosto com o objetivo conscientizar a população sobre a importância</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol foi instituído em 8 de agosto com o objetivo conscientizar a população sobre a importância de prevenir e controlar os níveis de colesterol no organismo, visando reduzir os riscos de doenças cardiovasculares.</p>
<p style="text-align: justify;">Você sabia que criança também pode ter colesterol alto? Não pense que esse assunto merece atenção só entre os adultos; as crianças também estão no grupo de alerta desse problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Manter cronicamente o nível de colesterol alto no sangue é um fator de risco para as doenças cardiovasculares, tanto em crianças como em adultos. Quando a elevação ocorre precocemente na infância, há maior risco de termos adultos jovens doentes no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">O colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do nosso corpo, pois participa da formação da parede das células de todo o organismo, além da formação de hormônios e vitaminas, como a vitamina D.</p>
<p style="text-align: justify;">O colesterol presente em nosso sangue vem dos alimentos que ingerimos e também da produção do nosso corpo, principalmente no fígado e intestino.</p>
<p style="text-align: justify;">O colesterol total avalia a quantidade total de colesterol no sangue, incluindo o LDL (colesterol ruim) e o HDL (colesterol bom). Valores elevados podem indicar risco cardiovascular.</p>
<p style="text-align: justify;">O LDL é a fração “ruim” porque pode se depositar na parede dos vasos sanguíneos, formando placas e iniciando o processo de aterosclerose (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode causar infarto ou AVC (derrame cerebral).</p>
<p style="text-align: justify;">Já o HDL é o colesterol “bom”, pois tem capacidade de remover o colesterol da parede dos vasos (limpando-os) e transportá-lo de volta para o fígado, onde será eliminado.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro tipo de gordura presente no sangue chama-se triglicerídeo. Os triglicerídeos são gorduras essenciais armazenadas nas células de gordura do corpo, que servem como reserva de energia. O corpo converte calorias não utilizadas imediatamente em triglicerídeos durante a digestão, e vai liberando essas calorias para fornecer energia para as células do corpo durante o dia. Níveis elevados de triglicerídeos podem aumentar o risco de doenças cardíacas.</p>
<p style="text-align: justify;">As principais causas de colesterol alto na criança são: a alimentação rica em gorduras, o excesso de peso e o sedentarismo (rotina corrida, excesso de alimentos industrializados). Entretanto, algumas crianças e adolescentes terão colesterol alto mesmo seguindo uma dieta e vida saudável e apresentando peso adequado. Isso acontece nos casos de dislipidemia familiar, uma doença genética que vem da família.</p>
<p style="text-align: justify;">O colesterol alto em crianças geralmente não causa sintomas visíveis no início, por isso ele é considerado uma condição silenciosa. Então, quando se preocupar? Quando devemos medir o colesterol de uma criança?</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos nos preocupar sempre que exista histórico familiar de colesterol alto, infarto ou AVC precoce (antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres) e na criança se houver obesidade ou sobrepeso, alimentação rica em gorduras saturadas e processadas e sedentarismo. Assim, devemos dosar o colesterol em:</p>
<p style="text-align: justify;">*Crianças saudáveis: teste de triagem entre 9 e 11 anos (antes da puberdade) e depois entre 17 e 21 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">*Crianças com risco aumentado (obesidade, diabetes, hipertensão, histórico familiar): podem ser testadas a partir dos 2 anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Na grande maioria das crianças podemos controlar o colesterol e prevenir seu aumento, com mudanças simples no estilo de vida e na alimentação. Poucas crianças serão medicadas, principalmente na hipercolesterolemia familiar, dependendo do nível de alteração do colesterol e triglicerídeos.</p>
<p style="text-align: justify;">1) Alimentação:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Alimentos Recomendados:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ricos em fibras: aveia, frutas com casca (maçã, pera), legumes e verduras (espinafre, cenoura, brócolis), feijão, lentilha, grão-de-bico</li>
<li>Fontes de gorduras boas: azeite de oliva extravirgem (cru, em pequenas quantidades), abacate, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas – pequenas porções)</li>
<li>Fontes de proteína magra: peixes (atum, sardinha, salmão – ricos em ômega-3), frango sem pele, ovos (com moderação, se recomendados pelo médico), leite desnatado ou semidesnatado, queijo branco</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Alimentos a EVITAR</p>
<p style="text-align: justify;">Frituras, embutidos (salsicha, presunto, mortadela, nuggets), fast food, doces industrializados e biscoitos recheados, manteiga, creme de leite, leite integral em excesso, produtos com gordura trans ou óleo vegetal hidrogenado</p>
<p style="text-align: justify;">2) Atividade física:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Evitar: muito tempo de tela (TV, videogame, iPad, smartphones)</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Preferir: brincadeiras ao ar livre, corridas, esporte</p>
<p style="text-align: justify;">3) Manutenção de peso saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo, o aumento de colesterol e triglicerídeos também é um problema na faixa etária pediátrica, mas geralmente pode ser prevenido e controlado com uma alimentação balanceada e com a prática regular de atividade física.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Adriana Monteiro de Barros Pires<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>A importância de cuidar da saúde e alimentação todos os dias</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-importancia-de-cuidar-da-saude-e-alimentacao-todos-os-dias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 19:58:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-da-Saude-e-Nutricao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada. Todo ano, no dia 31 de março, temos essa chance de refletir sobre como nossos hábitos alimentares podem influenciar nossa saúde física e mental. Quando falamos de crianças e adolescentes, estamos promovendo o crescimento, desenvolvimento, imunidade e especialmente prevenindo as doenças do adulto e melhorando a qualidade de vida atual e futura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Origem e objetivos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esse dia foi criado para promover a educação alimentar e encorajar práticas saudáveis. Diversas atividades acontecem pelo país, como palestras e workshops, sempre com o intuito de mostrar os benefícios de uma dieta equilibrada e como ela pode ajudar a prevenir doenças. É essencial promover o bem-estar físico e emocional como parte da qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211; </strong><strong>Importância da nutrição</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da alimentação é essencial para manter nossa saúde e evitar doenças. Comer bem nos dá os nutrientes necessários para o corpo funcionar direito, fortalece o sistema imunológico, ajuda no desenvolvimento cognitivo e mantém o peso sob controle. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, proteínas magras e grãos integrais pode reduzir o risco de várias doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Princípios de uma alimentação saudável</em></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui estão algumas dicas para garantir uma boa nutrição:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Variedade: Comer alimentos variados garante que se consuma todos os nutrientes necessários.</li>
<li>Moderação: Evitar exageros e controlar as porções, para manter o equilíbrio.</li>
<li>Equilíbrio: Incluir todos os grupos alimentares na dieta diária, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.</li>
<li>Hidratação: Beber água regularmente, para manter o corpo hidratado e ajudar nos processos metabólicos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Benefícios de uma alimentação saudável</em></p>
<p style="text-align: justify;">Adotar uma alimentação saudável traz muitos benefícios, como:</p>
<ul>
<li>Melhora do sistema imunológico: Nutrientes como vitaminas A, C, D e E, zinco e selênio são essenciais para fortalecer o sistema imunológico e proteger o corpo contra infecções.</li>
<li>Controle do peso: Uma dieta balanceada ajuda a manter o peso adequado e prevenir a obesidade.</li>
<li>Saúde cardiovascular: Alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e grãos integrais, ajudam a reduzir o colesterol e prevenir doenças cardíacas.</li>
<li>Bem-estar mental: Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde mental, melhorando o humor e a concentração e reduzindo o risco de depressão e ansiedade.<br /><strong><br /></strong></li>
</ul>
<p><strong>2 &#8211; Importância da atividade física para a saúde e bem-estar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade física é essencial para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, trazendo diversos benefícios físicos, mentais e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos principais ganhos é o fortalecimento dos ossos e músculos. A prática regular ajuda a construir um sistema musculoesquelético forte. Além disso, a atividade física ajuda no controle do peso corporal, diminuindo o risco de excesso de peso e obesidade, que estão associados a várias condições de saúde, como diabetes tipo 2 e hipertensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Atividades físicas regulares estão ligadas à redução do estresse, ansiedade e depressão, além de melhorarem a autoestima e o bem-estar emocional. Crianças ativas normalmente têm um desempenho escolar melhor, pois essa prática está relacionada a melhorias nas funções cognitivas.</p>
<p style="text-align: justify;">A socialização também é beneficiada pela atividade física, já que participar de esportes ensina valores como trabalho em equipe, respeito às regras e convivência social . Assim, estabelecer hábitos de vida ativa desde a infância pode levar a um estilo de vida saudável ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; </strong><strong>Saúde e nutrição no dia a dia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que celebrar uma data específica, é importante lembrar que cuidar da saúde e da alimentação deve ser uma prática diária. Pequenas mudanças nos nossos hábitos podem fazer uma grande diferença. Tente incorporar mais alimentos frescos e nutritivos na dieta de sua família, oriente para que se deve beber bastante água e evitar alimentos com excesso de gordura, sal e muito açúcar. Movimente-se e faça com que sua família tenha um comportamento mais ativo, com passeios ao ar livre, esportes, recreação livre e orientada. Saúde infantil é cuidar do sono, do descanso, do lazer, como parte do sistema educativo. Prevenir doenças com vacinação completa e adequada é um dos pilares da saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Faça da saúde e da nutrição uma prioridade todos os dias, e não apenas no Dia Nacional da Saúde e Nutrição. Os Dias Nacionais são ocasiões de conscientização, mas são mais uma lembrança de adotar medidas adequadas no dia a dia. Lembre-se de que cuidar de si mesmo é um ato de amor e respeito com o próprio corpo. Cuidar do bem-estar das crianças é garantir um país desenvolvido, digno e com possibilidades de uma melhor vida futura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Médico Pediatra e Nutrólogo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares &#8211; CENDA, do Instituto Pensi-Sabará Hospital Infantil<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Sênior Doutor &#8211; Pediatria da Escola Paulista de Medicina &#8211; Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Juventude em movimento: o papel do esporte na saúde física e mental</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/juventude-em-movimento-o-papel-do-esporte-na-saude-fisica-e-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 19:27:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Mundial-da-Juventude-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Mundial-da-Juventude-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-Dia-Mundial-da-Juventude-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo e os transtornos de saúde mental se destacam, criando um cenário preocupante. O aumento da inatividade física está diretamente relacionado ao crescimento dos índices de obesidade, doenças metabólicas e transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A geração ansiosa e a epidemia do sedentarismo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era hiperconectada, em que o tempo de tela e a vida digital estão substituindo, cada vez mais, as interações presenciais e a prática de atividades ao ar livre. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes entre 11 e 17 anos não atingem o nível recomendado de atividade física, que é de pelo menos 60 minutos diários de exercícios moderados a intensos. Esse comportamento sedentário compromete não apenas a saúde física, mas também contribui para o aumento dos casos de ansiedade e depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo publicado no JAMA Pediatrics revelou que jovens que passam mais de sete horas diárias em dispositivos eletrônicos têm o dobro do risco de desenvolver sintomas ansiosos e depressivos em comparação a aqueles com menos tempo de exposição. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que quase 30% dos adolescentes relataram se sentir tristes ou desesperançosos de forma recorrente: um número alarmante!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O poder transformador da atividade física</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se o sedentarismo e a ansiedade são problemas crescentes, a boa notícia é que a solução está ao alcance de todos. A prática esportiva tem um papel essencial na promoção da saúde física e mental, ajudando a juventude a construir um futuro mais equilibrado e cheio de vitalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A atividade física regular traz inúmeros benefícios, como melhoria do condicionamento físico, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência e melhora da circulação sanguínea. Além disso, reduz o risco de obesidade, diabetes, problemas cardíacos e hipertensão, além de proporcionar mais energia e disposição para as atividades diárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos impactos no corpo, a atividade física exerce uma influência direta na saúde mental. Estudos demonstram que praticar esportes reduz em até 30% os sintomas de ansiedade e depressão em adolescentes. Isso acontece porque o exercício libera hormônios como endorfina, serotonina e dopamina, neurotransmissores fundamentais para a regulação do humor e do bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">A prática esportiva também melhora a autoestima e a confiança, fortalece os laços sociais e promove valores como disciplina, respeito e cooperação. Outro ponto positivo é o impacto no desempenho acadêmico, pois a atividade física contribui para um cérebro mais ativo e preparado para aprender.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O papel da família e do pediatra: como incentivar o adolescente a se movimentar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A adolescência é um período de transição, no qual os jovens buscam autonomia e identidade. Por isso, impor regras rígidas pode ser menos eficaz do que estimular o engajamento e a descoberta de uma atividade prazerosa. O incentivo deve vir tanto da família quanto dos pediatras e profissionais de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pais, ser exemplo é essencial. Crianças e adolescentes que crescem em um ambiente familiar ativo têm mais chances de valorizar o exercício físico. Apresentar diferentes esportes, equilibrar o tempo de telas e transformar a atividade física em um momento de conexão familiar são estratégias fundamentais para que o jovem se envolva no processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pediatras, a recomendação de atividade física deve fazer parte da rotina de avaliação da saúde dos adolescentes. A cada consulta, é importante questionar sobre o nível de atividade do paciente e reforçar os benefícios do movimento. Além disso, o profissional pode sugerir modalidades esportivas adaptadas ao perfil do jovem, mostrar que a atividade física traz benefícios além da saúde física e incentivar metas realistas para manter o engajamento ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Juntos, podemos transformar o futuro da juventude</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A juventude é uma fase de crescimento, descobertas e aprendizado. E nada melhor do que garantir que essa geração tenha saúde, energia e equilíbrio emocional para enfrentar os desafios da vida. Como pais, educadores e pediatras, temos um papel essencial em incentivar hábitos saudáveis desde cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao proporcionar oportunidades para o movimento, estimular o esporte como parte da rotina e apoiar os jovens na escolha de uma atividade física de que gostem, estamos investindo não apenas na saúde presente, mas no futuro deles. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer toda a diferença na prevenção do sedentarismo e na promoção do bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">Que tal começar hoje? Incentive, apoie e faça parte dessa mudança. A juventude precisa de movimento, e o primeiro passo pode começar com você. Vamos juntos construir uma geração mais saudável, ativa e equilibrada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong> </p>
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		<title>Obesidade em crianças e adolescentes: orientação atualizada para prevenir e cuidar</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/obesidade-em-criancas-e-adolescentes-orientacao-atualizada-para-prevenir-e-cuidar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 18:36:05 +0000</pubDate>
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<p>O Dia Mundial da Obesidade é celebrado em 4 de março, uma data que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Obesidade é celebrado em 4 de março, uma data que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos dessa condição e promover ações que ajudem a prevenir e combater a obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O excesso de peso afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode levar a uma série de problemas de saúde e pode se instalar já na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">A educação e a prevenção são fundamentais para garantir uma vida mais saudável para as futuras gerações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Repercussões negativas da obesidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode prejudicar o funcionamento normal do organismo, podendo afetar a saúde de diversas formas. Entre os principais problemas que a obesidade pode causar, estão:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Doenças cardiovasculares</strong>: O excesso de peso aumenta o risco de hipertensão, colesterol elevado e mau funcionamento do coração;</li>
<li><strong>Diabetes tipo 2</strong>: A obesidade é uma das principais causas do diabetes tipo 2, uma condição que afeta a forma como o corpo metaboliza o açúcar do sangue e pode levar a complicações graves;</li>
<li><strong>Problemas nas articulações</strong>: O peso excessivo acarreta maior pressão sobre as articulações, o que pode resultar em dor, inflamação e, eventualmente, em problemas permanentes, como a osteoartrite do joelho;</li>
<li><strong>Distúrbios respiratórios</strong>: A obesidade pode dificultar a respiração e aumentar o risco de apneia do sono e asma;</li>
<li><strong>Impactos psicológicos</strong>: O excesso de peso pode comprometer a autoestima e a saúde mental de crianças e adolescentes, levando a quadros de estresse, depressão e ansiedade.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>O papel dos pais e responsáveis na prevenção da obesidade em crianças e adolescentes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora a genética tenha um papel na predisposição ao ganho de peso, os hábitos alimentares inadequados e a ausência da prática de atividade física são fatores determinantes para o desenvolvimento da obesidade. Medidas de prevenção devem começar em casa, com a participação de pais e familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui estão <strong>sete dicas práticas</strong> para ajudar a prevenir a obesidade em crianças e adolescentes e, consequentemente, reduzir o risco da ocorrência de suas consequências negativas.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Oferecer uma alimentação equilibrada</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A alimentação saudável é fundamental para manter o peso adequado. Priorize alimentos naturais e frescos, como frutas, legumes, verduras e proteínas magras. Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, como <em>fast food</em>, refrigerantes, doces e frituras. Incentive o consumo de água e evite bebidas açucaradas, como sucos processados.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Estabelecer horários para as refeições</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Ter horários regulares para as refeições ajuda a evitar o consumo excessivo de alimentos, pois contribui com o funcionamento normal do centro da fome e saciedade, ou seja, comer com calma e de forma consciente permite que o corpo perceba quando está satisfeito, evitando excessos.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Incentivar a atividade física regular</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">De forma geral, recomenda-se que crianças e adolescentes tenham, pelo menos, 1 hora de atividade física todos os dias. Pode ser uma caminhada, andar de bicicleta, nadar, jogar futebol, ou até mesmo brincar ao ar livre, principalmente para crianças menores. O importante é que a atividade seja prazerosa, para que se torne parte da rotina diária.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Reduzir o tempo de tela</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A exposição excessiva a telas (televisão, computadores, tablets, celulares e videogames) tem sido um dos principais fatores que contribuem para o sedentarismo. Limite o tempo em frente às telas e incentive brincadeiras ativas, como correr, dançar ou praticar esportes. O cuidado é a conotação que se deve dar a esta prática; limitar e criar rotinas saudáveis não deve beirar a proibição.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Estabelecer um exemplo positivo</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Crianças e adolescentes tendem a imitar os comportamentos dos adultos da família. Portanto, se você adotar um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e atividade física regular, seu filho ou filha terá maior probabilidade de seguir o mesmo caminho.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Promover o sono de qualidade</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O sono tem grande influência no metabolismo e no controle do peso. Procure garantir que a criança/adolescente durma entre 8 e 10 horas por noite. Isso é essencial para o equilíbrio do corpo. A falta de sono pode desregular os hormônios que controlam o crescimento físico e o apetite, contribuindo para o aumento de peso.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Evitar pressões excessivas</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A preocupação excessiva com o peso pode gerar desde ansiedade até transtornos alimentares graves. Em vez de focar no peso, incentive comportamentos saudáveis e a prática de atividades físicas de forma positiva, sem criar pressão ou alcançar um padrão estético específico.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade é uma doença muito importante da sociedade atual, que pode trazer consequências graves para a saúde física e mental de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do aumento da sua prevalência entre crianças e adolescentes, ela pode ser evitada com ações simples, especialmente no ambiente familiar. Pais e responsáveis desempenham um papel fundamental nesse processo, ao oferecerem alimentos saudáveis, incentivarem a prática de atividades físicas e, acima de tudo, serem modelos de comportamentos positivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos lembrar que a prevenção começa cedo, e pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde e bem-estar das próximas gerações.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Mundial da Obesidade, reflita sobre a importância de manter um estilo de vida saudável e ajudar os mais jovens a crescer e se desenvolver de forma equilibrada e feliz.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Tulio Konstantyner<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dia Mundial do Coração</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-do-coracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 15:08:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Dia-do-Coracao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Dia-do-Coracao-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Dia-do-Coracao-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Mundial do Coração, em 29 de setembro, é fundamental refletir sobre a saúde cardiovascular, especialmente em crianças. A manutenção de um coração saudável é essencial para uma vida ativa e para a prevenção de doenças cardiovasculares futuras. A prevenção deve começar na infância, período em que hábitos alimentares e estilos de vida se consolidam. A importância da prevenção As doenças cardiovasculares, frequentemente vistas na idade adulta, podem ter início na infância. Fatores como obesidade, sedentarismo e má alimentação aumentam a incidência de problemas cardíacos precoces. Dados mostram que 15% das crianças menores de 2 anos, 12% entre 2 e 5 anos e 25% de 5 a 10 anos apresentam excesso de peso. Entre adolescentes, essa prevalência é de 30%, o que é preocupante para a saúde cardiovascular a longo prazo. Alimentação saudável A nutrição é vital para a saúde do coração. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras é essencial para o desenvolvimento saudável. A American Heart Association recomenda limitar açúcares adicionados e gorduras saturadas para prevenir obesidade, hipertensão e dislipidemia. Envolver as crianças no preparo das refeições promove hábitos saudáveis e educação nutricional. Atividade física regular A atividade física regular é crucial para a saúde cardiovascular. As diretrizes sugerem que crianças e adolescentes realizem pelo menos 60 minutos de atividade moderada a vigorosa diariamente. Isso fortalece o sistema cardiovascular e melhora a saúde mental e social. Estudos indicam que a atividade física regular reduz o risco de doenças crônicas na adolescência e vida adulta. Monitoramento da saúde O acompanhamento pediátrico regular é essencial para detectar precocemente fatores de risco, como hipertensão e colesterol elevado. Isso possibilita intervenções rápidas e educação contínua sobre saúde. Neste Dia Mundial do Coração, é nossa responsabilidade coletiva cuidar da saúde cardiovascular das crianças. Mudanças simples, como promover uma alimentação saudável e incentivar a prática de atividades físicas, podem ter um impacto significativo na saúde futura dos jovens. A educação e o envolvimento da família são fundamentais para essa transformação.   Relator:Gustavo ForondaPresidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Dia-do-Coracao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Dia-do-Coracao-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Imagem-Dia-do-Coracao-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial do Coração, em 29 de setembro, é fundamental refletir sobre a saúde cardiovascular, especialmente em crianças. A manutenção de um coração saudável é essencial para uma vida ativa e para a prevenção de doenças cardiovasculares futuras. A prevenção deve começar na infância, período em que hábitos alimentares e estilos de vida se consolidam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A importância da prevenção</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As doenças cardiovasculares, frequentemente vistas na idade adulta, podem ter início na infância. Fatores como obesidade, sedentarismo e má alimentação aumentam a incidência de problemas cardíacos precoces. Dados mostram que 15% das crianças menores de 2 anos, 12% entre 2 e 5 anos e 25% de 5 a 10 anos apresentam excesso de peso. Entre adolescentes, essa prevalência é de 30%, o que é preocupante para a saúde cardiovascular a longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alimentação saudável</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A nutrição é vital para a saúde do coração. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras é essencial para o desenvolvimento saudável. A <em>American Heart Association</em> recomenda limitar açúcares adicionados e gorduras saturadas para prevenir obesidade, hipertensão e dislipidemia. Envolver as crianças no preparo das refeições promove hábitos saudáveis e educação nutricional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atividade física regular</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A atividade física regular é crucial para a saúde cardiovascular. As diretrizes sugerem que crianças e adolescentes realizem pelo menos 60 minutos de atividade moderada a vigorosa diariamente. Isso fortalece o sistema cardiovascular e melhora a saúde mental e social. Estudos indicam que a atividade física regular reduz o risco de doenças crônicas na adolescência e vida adulta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Monitoramento da saúde</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento pediátrico regular é essencial para detectar precocemente fatores de risco, como hipertensão e colesterol elevado. Isso possibilita intervenções rápidas e educação contínua sobre saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Mundial do Coração, é nossa responsabilidade coletiva cuidar da saúde cardiovascular das crianças. Mudanças simples, como promover uma alimentação saudável e incentivar a prática de atividades físicas, podem ter um impacto significativo na saúde futura dos jovens. A educação e o envolvimento da família são fundamentais para essa transformação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Gustavo Foronda<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>


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		<title>Dia Mundial da Hipertensão Arterial</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-da-hipertensao-arterial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2024 10:00:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Hipertensao-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Hipertensao-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Hipertensao-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Hoje, 17 de maio, é o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, e este tema voltado para a pediatria é algo pouco abordado e conhecido, porém é necessário que pais, cuidadores e sociedade saibam que crianças podem ter pressão alta, e que um estilo de vida saudável é necessário desde a infância. A hipertensão na faixa etária pediátrica pode estar relacionada com algumas cardiopatias congênitas; portanto, se seu filho estiver hipertenso é necessário que se exclua essa possibilidade. No entanto, a falta de atividade física associada a uma alimentação rica em sal, açúcar e excesso de peso são responsáveis pela maior parte dos casos de pressão alta em crianças e adolescentes. Nitidamente há uma piora alimentar muito grande nos últimos anos, e por isso os níveis de obesidade estão crescendo absurdamente, e consequentemente os níveis de pressão arterial também. A prevalência de hipertensão infantil aumentou de 75% a 79% nas últimas duas décadas, sendo um alerta aos pais e pediatras, pois a hipertensão e a obesidade são fatores de risco para as doenças do coração. Uma dúvida recorrente dos pais e cuidadores é quando a pressão arterial deve ser aferida nas crianças. De acordo com o manual de orientação sobre hipertensão arterial na infância e adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria, a pressão arterial deve ser verificada: &#8211; Em todas as crianças maiores de 3 anos pelo menos uma vez por ano; &#8211; Para crianças menores de 3 anos, a avaliação da pressão arterial está indicada em condições especiais, como: &#8211; Doenças cardíacas; &#8211; Doenças renais; &#8211; Transplante; &#8211; Uso de medicações que alteram a pressão arterial; &#8211; Prematuros &#60; 32 semanas; &#8211; Muito baixo peso ao nascer; &#8211; Crianças que fizeram uso de cateter umbilical; &#8211; Crianças que tiveram outras complicações no período neonatal necessitando de internação em UTI; &#8211; Crianças que tiveram aumento da pressão intracraniana; &#8211; Outras doenças associadas à hipertensão (neurofibromatose, esclerose tuberosa, anemia falciforme, etc.). É importante reforçar que para aferir a pressão arterial em pediatria deve-se possuir o manguito adequado para o braço; além disso, o parâmetro de normalidade muda de acordo com a faixa etária; portanto, manter a consulta em dia com o pediatra é algo fundamental para a manutenção da saúde das crianças. Frente a esta problemática muito atual, a principal orientação e o pilar da prevenção de hipertensão arterial na infância é a mudança de hábitos de toda a família, pois a criança sedentária, obesa ou hipertensa, normalmente é um reflexo dos hábitos familiares. As principais recomendações são Ao menos uma hora de atividade física moderada a intensa por dia; Dieta rica em vegetais, frutas e alimentos ricos em fibra; Limitar a ingestão de sal; Evitar o consumo de açúcar e gordura saturada. Relator: Gustavo Foronda Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Hipertensao-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Hipertensao-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/05/Imagem-Hipertensao-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">Hoje, 17 de maio, é o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, e este tema voltado para a pediatria é algo pouco abordado e conhecido, porém é necessário que pais, cuidadores e sociedade saibam que crianças podem ter pressão alta, e que um estilo de vida saudável é necessário desde a infância.</p>
<p style="text-align: justify;">A hipertensão na faixa etária pediátrica pode estar relacionada com algumas cardiopatias congênitas; portanto, se seu filho estiver hipertenso é necessário que se exclua essa possibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a falta de atividade física associada a uma alimentação rica em sal, açúcar e excesso de peso são responsáveis pela maior parte dos casos de pressão alta em crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Nitidamente há uma piora alimentar muito grande nos últimos anos, e por isso os níveis de obesidade estão crescendo absurdamente, e consequentemente os níveis de pressão arterial também. A prevalência de hipertensão infantil aumentou de 75% a 79% nas últimas duas décadas, sendo um alerta aos pais e pediatras, pois a hipertensão e a obesidade são fatores de risco para as doenças do coração.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma dúvida recorrente dos pais e cuidadores é quando a pressão arterial deve ser aferida nas crianças. De acordo com o manual de orientação sobre hipertensão arterial na infância e adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria, a pressão arterial deve ser verificada:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Em todas as crianças maiores de 3 anos pelo menos uma vez por ano;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Para crianças menores de 3 anos, a avaliação da pressão arterial está indicada em condições especiais, como:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Doenças cardíacas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Doenças renais;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Transplante;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Uso de medicações que alteram a pressão arterial;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Prematuros &lt; 32 semanas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Muito baixo peso ao nascer;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Crianças que fizeram uso de cateter umbilical;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Crianças que tiveram outras complicações no período neonatal necessitando de internação em UTI;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Crianças que tiveram aumento da pressão intracraniana;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Outras doenças associadas à hipertensão (neurofibromatose, esclerose tuberosa, anemia falciforme, etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">É importante reforçar que para aferir a pressão arterial em pediatria deve-se possuir o manguito adequado para o braço; além disso, o parâmetro de normalidade muda de acordo com a faixa etária; portanto, manter a consulta em dia com o pediatra é algo fundamental para a manutenção da saúde das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Frente a esta problemática muito atual, a principal orientação e o pilar da prevenção de hipertensão arterial na infância é a mudança de hábitos de toda a família, pois a criança sedentária, obesa ou hipertensa, normalmente é um reflexo dos hábitos familiares.</p>
<p style="text-align: justify;">As principais recomendações são</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Ao menos uma hora de atividade física moderada a intensa por dia;</li>
<li style="text-align: justify;">Dieta rica em vegetais, frutas e alimentos ricos em fibra;</li>
<li style="text-align: justify;">Limitar a ingestão de sal;</li>
<li style="text-align: justify;">Evitar o consumo de açúcar e gordura saturada.</li>
</ul>
<p><span style="font-size: 14px;"><strong>Relator:<br />
</strong><strong>Gustavo Foronda<br />
</strong><strong>Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></span></p>
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		<title>A importância do esporte para o corpo e mente da criança e do adolescente</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-importancia-do-esporte-para-o-corpo-e-mente-da-crianca-e-do-adolescente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 19:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[Competição]]></category>
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		<category><![CDATA[Visão]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Dia-do-Esporte-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Dia-do-Esporte-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Dia-do-Esporte-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 19 de fevereiro comemoramos o Dia do Esportista no Brasil. Um dos principais benefícios que as atividades físicas proporcionam na fase da infância</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Dia-do-Esporte-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Dia-do-Esporte-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Dia-do-Esporte-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 19 de fevereiro comemoramos o Dia<em> </em>do Esportista no Brasil. Um dos principais benefícios que as atividades físicas proporcionam na fase da infância e da adolescência, por meio dos esportes, é o estímulo ao desenvolvimento ósseo e neuromuscular. Estudos demonstraram que o simples ato de realizar caminhadas diárias programadas, por duas horas, aumenta a densidade mineral óssea de crianças em idade escolar submetidas ao exercício, quando comparadas a grupo controle. O esporte tem grande importância como forma de incentivo às atividades físicas das crianças e adolescentes, resultando na aprendizagem dos denominados “cinco gestos olímpicos”, por meio dos quais todas as modalidades esportivas serão realizadas. São eles: o correr, o saltar, o pedalar, o arremessar e o nadar.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do desenvolvimento físico, as atividades esportivas incrementam a interação social entre as crianças e adolescentes, e a autoestima, auxiliando na prevenção de doenças relacionadas à obesidade, cada vez mais prevalente nessas faixas etárias, além daquelas ligadas ao comportamento e à psique, independentemente da faixa socioeconômica da família.</p>
<p style="text-align: justify;">Orientar a família quanto à introdução do esporte, assim como quanto à prevenção de lesões a ele relacionadas, seja na infância ou adolescência, faz parte da prática clínica. Em cada país existe uma preferência cultural por algumas modalidades, amplamente divulgadas na mídia, influenciando em grande parte essa escolha, como é, no Brasil, o futebol. Pode-se orientar os responsáveis a definir como o melhor esporte aquele que, sendo apresentado aos seus filhos, revele-se como o que eles mais gostaram e se identificaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece óbvio, mas muitas vezes surgem situações em que os pais insistem em manter as crianças e adolescentes em esportes que não lhes agradam, ou em que não apresentam um bom desempenho, criando uma experiência frustrante para eles, tendo como resultado o abandono e o desincentivo à atividade física em suas rotinas.</p>
<p style="text-align: justify;">A razão para a estratégia da escolha pelo gosto da modalidade é a manutenção do indivíduo na atividade física pelo prazer que esta proporciona, assim como pelas boas lembranças dessa experiência na infância e na adolescência, influindo positivamente na continuidade dessa atividade, auxiliando a manter a saúde física e mental, com menor incidência de doenças. Torna-se, assim, uma questão de saúde pública.</p>
<p style="text-align: justify;">Para as crianças menores, a orientação deve ser baseada em fazer diferentes tipos de esporte, não encorajando a competição e priorizando o desenvolvimento individual. Por essa razão, a prática esportiva deve ter caráter lúdico, apresentada nessa fase da vida como uma brincadeira, sem exigir performance.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas competições, as medalhas devem ser distribuídas para todos os participantes, evitando eleger apenas os melhores. É muito comum a criança desistir de uma modalidade pelo seu baixo rendimento, principalmente em esportes coletivos. Esta má experiência psicológica muitas vezes é tão ou mais importante que uma lesão física, denominada &#8220;burnout&#8221; do atleta mirim. Frequentemente a frustração funciona como desestímulo a qualquer outra atividade física futura, mesmo na idade adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à escolha do esporte, temos que levar em conta a idade. Entre 2-5 anos de idade, a habilidade motora é limitada, com as reações de equilíbrio ainda não definidas, dificuldade para atenção seletiva, sendo o aprendizado egocêntrico, por erros e acertos. Quanto à visão, a criança é inábil para acompanhar objetos em movimento e avaliar velocidades. Deve-se enfatizar as habilidades fundamentais, as instruções simples e o aspecto lúdico, com treinos em circuitos de atividades, sob supervisão adequada.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática, as escolas de esportes são bem indicadas entre 4-6 anos de idade, por apresentarem muitas modalidades esportivas à criança, até que esta, no futuro, acabe se adaptando melhor a uma modalidade específica. A natação pode ser iniciada antes do primeiro ano de vida, para adaptar a criança ao meio líquido, mas sem a pretensão de que ela consiga, nessa fase, evitar o afogamento. Na média da população, a criança só terá capacidade neurológica e motora para nadar sem auxílio a partir dos 4 anos de vida, sempre com supervisão de adultos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre 6-9 anos de idade ocorre a melhora do equilíbrio e das reações automáticas. Quanto ao aprendizado de regras, pode haver dificuldade de atenção, com o início do desenvolvimento da memória, ainda com limitação para decisões rápidas na prática esportiva. A visão melhora, com capacidade para acompanhar objetos móveis, mas com alguma dificuldade no direcionamento. Os esportes praticados com regras flexíveis são mais bem aceitos, o que permite sua prática no tempo livre das crianças, com poucas instruções e o mínimo de competição. Começam a ser indicadas as escolinhas de futebol, esportes de quadra, judô e natação.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre 10-12 anos, a habilidade motora melhora, com o aumento da capacidade de atenção seletiva e do uso da memória para estratégia em jogos, apesar de certa dificuldade de equilíbrio, relacionada ao crescimento rápido da puberdade. Com a visão no padrão adulto, pode-se enfatizar o desenvolvimento de habilidades, táticas e estratégias em grupos com maturação similar em praticamente todos os esportes coletivos de quadra, tênis, artes marciais e demais modalidades. Nessa fase, o esporte preferido é escolhido pelo adolescente, geralmente de acordo com seu gosto e sua performance.</p>
<p style="text-align: justify;">O esporte faz bem à saúde, mas existe uma linha-limite. Estudos têm como premissa que atividades esportivas intensas acima de 16 horas por semana aumentam a incidência de lesões. De acordo com a orientação dada pela American Academy of Sports Medicine, os atletas em crescimento devem praticar uma modalidade esportiva (evitar fazer vários esportes), com frequência de 3 treinos semanais, acrescidos de um dia de competição, devendo haver intervalo de 1 dia entre os treinos para a recuperação física. Muitas crianças exageram no número de dias e de modalidades praticadas. A soma das atividades agendadas também pode ser no total de três vezes por semana, diminuindo assim a frequência das lesões por sobreúso, como as fraturas de estresse. A natação pode ser acrescida à parte deste cálculo, desde que não seja competitiva.</p>
<p style="text-align: justify;">A educação alimentar da criança no contexto do esporte competitivo, ou do tratamento da obesidade por meio de modalidades esportivas, pode ser acompanhada por nutricionista, objetivando a prevenção de patologias futuras.</p>
<p style="text-align: justify;">A força muscular na infância aumenta com a ativação das unidades motoras (motoneurônio e fibra muscular), as quais são recrutadas pelo organismo à medida que ocorre o estímulo para isso. Na adolescência, a força deve aumentar devido à atuação dos hormônios sexuais, sendo a principal época de hipertrofia muscular e óssea no sexo feminino.</p>
<p style="text-align: justify;">Os exercícios para desenvolvimento da força devem ser realizados utilizando o próprio peso corporal. Seria ideal individualizar as crianças, principalmente as iniciantes, as portadoras de obesidade ou outras enfermidades, determinando sua capacidade aeróbica e necessidade de alongamentos musculares específicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, a prática esportiva auxilia no desenvolvimento físico, mental e social das crianças e adolescentes, melhorando a sua saúde, até mesmo na fase adulta.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Nei Botter Montenegro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Ortopedia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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