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	<title>Arquivos Olhos - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Olhos - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Ambliopia e desenvolvimento visual infantil: o olhar do pediatra no mês mundial da visão</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/ambliopia-e-desenvolvimento-visual-infantil-o-olhar-do-pediatra-no-mes-mundial-da-visao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 17:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Ambliopia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Ambliopia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Ambliopia-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Ambliopia-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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<p style="text-align: justify;">O mês de outubro é internacionalmente reconhecido como o Mês da Visão, e nele celebra-se o Dia Mundial da Visão, uma oportunidade para reforçar a importância da detecção precoce das doenças oculares que afetam o desenvolvimento infantil. A infância é um período crítico para o amadurecimento do sistema visual, que depende de estímulos adequados para o pleno desenvolvimento das vias ópticas e da integração sensorial. Nesse contexto, o pediatra desempenha papel essencial como primeiro ponto de contato com a criança e sua família, sendo frequentemente o profissional que pode identificar os primeiros sinais de alterações visuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as causas mais relevantes de deficiência visual evitável na infância, destaca-se a ambliopia, definida como a redução da acuidade visual causada por falta de estimulação adequada do olho em desenvolvimento. Ocorre durante o chamado período crítico de plasticidade neural, quando o cérebro aprende a processar as imagens recebidas dos olhos. Se um dos olhos envia uma imagem desfocada, o córtex visual passa a suprimir o estímulo proveniente dele, resultando em perda funcional.</p>
<p style="text-align: justify;">A ambliopia pode ser classificada em três tipos principais.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ambliopia estrábica, quando há desalinhamento ocular (estrabismo) e o cérebro “desliga” um dos olhos para evitar diplopia.</li>
<li>Ambliopia anisometrópica: decorrente de diferença significativa de grau entre os olhos, levando o cérebro a privilegiar a imagem do olho com melhor foco.</li>
<li>Ambliopia por privação, causada por dificuldade à formação da imagem, como catarata congênita, ptose (queda) palpebral severa ou opacidades corneanas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A identificação precoce é determinante para o sucesso terapêutico, pois após o fechamento do período de plasticidade visual (em torno dos 7 a 8 anos de idade), o tratamento se torna muito menos eficaz. Por isso, a avaliação oftalmológica na infância deve ser parte do acompanhamento de rotina, iniciando-se ainda no período neonatal com o Teste do Reflexo Vermelho, conhecido como teste do olhinho. Esse exame é simples e indolor e quando alterado permite detectar alterações como catarata congênita, glaucoma e tumores intraoculares, possibilitando o encaminhamento imediato ao oftalmologista.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento oftalmológico periódico deve ser reforçado em crianças prematuras, com histórico familiar de doenças oculares, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor ou que apresentem sinais clínicos como estrabismo, nistagmo, lacrimejamento persistente ou fotofobia. Nesses casos, o pediatra é o profissional-chave para orientar a família e garantir o encaminhamento adequado.</p>
<p style="text-align: justify;">A integração entre pediatria e oftalmologia, sobretudo no âmbito da atenção primária à saúde, é fundamental para que distúrbios visuais sejam identificados e tratados de forma rápida e eficiente. Quando o oftalmologista é incluído na rede de atenção básica, amplia-se o alcance da triagem, reduz-se o tempo até o diagnóstico e fortalecem-se as estratégias de prevenção da cegueira infantil.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o Mês Mundial da Visão é essencial lembrar que ver bem é um processo que se constrói desde os primeiros dias de vida. A ambliopia, embora silenciosa, é tratável se reconhecida precocemente. Ao pediatra cabe o papel de vigilante do desenvolvimento global da criança e isso inclui o olhar, que é a janela mais importante para o aprendizado, o vínculo e o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Marcelo Alexandre A. Cavalcante<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP</strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Saúde visual de crianças e adolescentes: cuidados essenciais para um desenvolvimento saudável</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/saude-visual-de-criancas-e-adolescentes-cuidados-essenciais-para-um-desenvolvimento-saudavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiego Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 16:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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<p>O Dia da Saúde Ocular é celebrado todos os anos no dia 10 de julho. A visão é um dos sentidos mais importantes para</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Saude-Ocular-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Saude-Ocular-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Saude-Ocular-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p></p>


<p style="text-align: justify;">O Dia da Saúde Ocular é celebrado todos os anos no dia 10 de julho. A visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento humano. Desde o nascimento, até o final da adolescência, os olhos passam por diversas etapas de amadurecimento, sendo essenciais para o aprendizado, a socialização, a autonomia e a qualidade de vida. Garantir que crianças e adolescentes tenham uma boa saúde visual vai muito além de prevenir doenças: trata-se de proporcionar oportunidades para que eles cresçam com segurança, confiança e bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os primeiros dias de vida, é fundamental que os pais e cuidadores estejam atentos à saúde ocular dos pequenos. O primeiro exame oftalmológico, o teste do reflexo vermelho – popularmente conhecido como teste do olhinho – deve ser realizado ainda na maternidade. Ele é simples, rápido e pode detectar alterações graves, como catarata congênita, glaucoma e até tumores oculares.</p>
<p style="text-align: justify;">É recomendável que entre seis meses e um ano de idade a criança passe por uma avaliação completa com um oftalmologista infantil. Mesmo que nenhum sintoma esteja presente, os exames devem ser realizados anualmente ou conforme a orientação médica, pois diversas doenças oculares se desenvolvem de forma silenciosa e só se manifestam quando já estão avançadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Crianças pequenas nem sempre conseguem comunicar que não estão enxergando bem. Cabe aos pais e responsáveis observar alguns sinais, como o hábito de aproximar objetos do rosto, tropeçar com frequência, coçar ou esfregar os olhos constantemente, lacrimejamento sem motivo aparente, sensibilidade à luz, olhos vermelhos, queixa de dores de cabeça frequentes, rendimento escolar abaixo do esperado ou desinteresse por atividades que exigem atenção visual. O desvio de um ou ambos os olhos, conhecido como estrabismo, também é um sinal de alerta. Em qualquer um desses casos, a avaliação oftalmológica deve ser realizada o mais rápido possível.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos grandes desafios da saúde ocular infantil nos dias atuais é o uso excessivo de telas. O contato precoce e prolongado com celulares, tablets e computadores tem sido associado a um aumento significativo de casos de miopia. Além disso, o tempo prolongado focando em curta distância causa fadiga ocular, olhos secos e dores de cabeça, além de miopia. Por isso, é fundamental limitar o uso de telas de acordo com a idade da criança. Até os dois anos, o ideal é evitar totalmente a exposição. Entre dois e cinco anos, o tempo deve ser restrito a, no máximo, uma hora por dia, sempre com supervisão e conteúdo apropriado. A partir dos seis anos, até os dez anos, o uso pode ser mais flexível, de até duas horas por dia, com supervisão, mas deve incluir pausas frequentes — uma boa regra é a do 20-20-20: a cada 20 minutos de uso de tela, olhar por 20 segundos para algo a 6 metros de distância (que correspondem a 20 pés).</p>
<p style="text-align: justify;">Para além das telas, atividades ao ar livre devem ser estimuladas e é uma das estratégias mais eficazes na prevenção da miopia e no fortalecimento da visão. Pesquisas apontam que o contato diário com a luz natural estimula substâncias nos olhos que ajudam a evitar o crescimento exagerado do globo ocular, que é a principal causa do aumento da miopia. Por isso, brincadeiras ao ar livre, como correr, andar de bicicleta, explorar a natureza ou simplesmente brincar no quintal são altamente recomendadas. De uma a duas horas por dia de exposição à luz solar natural, em horários adequados, já faz uma diferença significativa.</p>
<p style="text-align: justify;">A alimentação também desempenha um papel importante na saúde visual. Uma dieta rica em vitaminas A, C e E, além de ômega-3, luteína, zeaxantina e zinco, favorece o bom funcionamento da retina e protege contra diversas doenças. Alimentos como cenoura, abóbora, espinafre, brócolis, manga, peixes, ovos e sementes devem fazer parte da alimentação das crianças. Além disso, manter a hidratação adequada é fundamental, especialmente em ambientes com ar condicionado ou para crianças que fazem uso frequente de dispositivos eletrônicos, já que estes contribuem para a síndrome do olho seco.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção de acidentes também deve ser levada em consideração. Brinquedos com pontas, objetos cortantes, produtos químicos e materiais escolares podem causar lesões graves nos olhos. É importante orientar as crianças sobre os riscos e garantir um ambiente seguro para brincadeiras. Em atividades esportivas ou em laboratórios escolares, o uso de óculos de proteção é indispensável.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto fundamental é evitar a automedicação. Colírios, pomadas e qualquer tipo de medicamento oftálmico devem ser utilizados apenas com prescrição médica. Substâncias aparentemente inofensivas podem causar alergias, intoxicações ou agravar o quadro clínico. Da mesma forma, o uso de óculos deve ser feito somente com a orientação de um oftalmologista. Óculos com grau inadequado ou armações mal ajustadas podem piorar a visão e causar desconforto.</p>
<p style="text-align: justify;">Promover a saúde visual na infância é garantir que a criança tenha as melhores condições para aprender, brincar, explorar o mundo e se desenvolver com plenitude. Os pais e cuidadores têm papel fundamental nesse processo, seja oferecendo estímulos adequados, acompanhando o uso de tecnologias, incentivando hábitos saudáveis ou levando a criança ao oftalmologista de forma preventiva. A visão é uma janela para o mundo e merece toda a nossa atenção.</p>
<p><strong>Relator:<br />Marcelo Alexandre A. C. Costa<br />Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>


<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Glaucoma &#8211; diagnóstico precoce é fundamental para evitar perda da visão</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/glaucoma-diagnostico-precoce-e-fundamental-para-evitar-perda-da-visao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 12:52:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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<p>26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma como sendo a principal causa</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Glaucoma-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Glaucoma-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Glaucoma-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma como sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo, que afeta mais pessoas a partir dos 40 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de mais raro (1 a cada 10 mil bebês), o glaucoma congênito ou infantil é muito grave e, se não for diagnosticado e tratado precocemente, leva à cegueira de forma muito rápida.</p>
<p style="text-align: justify;">O glaucoma se deve a um desequilíbrio entre a formação e a drenagem de um líquido interno do olho, o humor aquoso. O acúmulo desse líquido gera um aumento da pressão ocular, que vai comprimir a cabeça do nervo óptico, levando à cegueira.</p>
<p style="text-align: justify;">O bebê que nasce com obstrução do local de drenagem desse líquido tem sinais diferentes do glaucoma do adulto.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o olho do bebê é menos rígido que o do adulto, essa elevação da pressão interna do olho leva a um crescimento excessivo do globo ocular (buftalmo), e também a um edema (inchaço) da córnea, que dá um tom azulado da camada mais anterior do olho.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas decorrentes dessas alterações nos olhos são: lacrimejamento excessivo, muita fotofobia (o bebê não consegue abrir os olhos diante de luminosidade), olhos irritados e vermelhos, aumento do diâmetro da córnea.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento na maioria dos casos é cirúrgico, com o intuito de baixar a pressão intraocular. E deve ser feito após o diagnóstico, com exame sob narcose para medida da pressão ocular e fundo de olho do bebê.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o diagnóstico deve ser feito de forma rápida e precoce, pois reduzir a pressão ocular do bebê é fundamental para que não ocorra uma perda do nervo óptico e cegueira irreversível.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Márcia Keiko Uyeno Tabuse<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conjuntivite em crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/conjuntivite-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 19:12:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=47781</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-conjuntivite-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-conjuntivite-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-conjuntivite-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Nesta época do ano, quando as crianças costumam ficar “mais gripadas”, é comum terem conjuntivite associada ao quadro gripal. A criança com conjuntivite acorda com os olhos cheios de secreção, “grudados”, até com dificuldade para abri-los. Os olhos ficam vermelhos e às vezes inchados.  Quais são os tipos de conjuntivite e como diferenciar? Geralmente as conjuntivites virais apresentam secreção aquosa que se acumula principalmente quando a criança acorda, de cor branco-amarelada. Vem acompanhando quadro viral de vias aéreas superiores, causado principalmente pelo adenovírus e podendo apresentar gânglio pré-auricular. Já as conjuntivites bacterianas apresentam secreção amarelada, que após limpar voltam a secretar frequentemente no decorrer do dia e são causadas por estafilococo ou estreptococo. As conjuntivites alérgicas manifestam-se por coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento e geralmente estão associadas a quadros de rinite alérgica, a ácaros, poeira, pólen e pelos de animais. O diagnóstico oftalmológico é realizado pelo exame na lâmpada de fenda ou biomicroscopia, em que podemos avaliar se existe reação conjuntival com presença de folículo, fala a favor de ser viral, ou se tem papilas, correspondendo mais a um quadro bacteriano. Além de nódulos no limbo e papilas gigantes na conjuntiva tarsal, características das alérgicas.  Como devemos proceder nesses casos? É importante limpar bem os olhos sempre que estiverem com secreção. E essa limpeza pode ser feita com gaze ou algodão embebido de soro fisiológico ou água morna. Geralmente esse quadro de secreção dura de cinco a sete dias. Mas como depende da resposta imune da criança, o período de duração pode variar bastante. Nessa fase a criança pode transmitir para toda a família e para os amigos. Por isso é prudente ela não frequentar a escola enquanto estiver com os olhos secretando. A transmissão ocorre de forma direta, pelo abraço e contato próximo com o rosto e mão da criança. De forma indireta, quando a criança passa a mão nos olhos, pega um brinquedo ou outro objeto e outra criança pega o brinquedo e leva as mãos ao olho, ela vai se infectar. Lembrando que o vírus fica vivo por 48 horas nas superfícies secas. Por essa razão, as mãos da criança devem ser mantidas sempre limpas, evitar coçar ou colocá-las nos olhos e separar as toalhas e fronhas da criança que está com conjuntivite.  Qual o tratamento para cada tipo de conjuntivite? Além da limpeza e retirada das secreções externamente, utilizar um colírio lubrificante em flaconetes de uso único, sem conservantes, abrindo bem os olhos, ajuda a eliminar as secreções que ficam no fundo de saco conjuntival. Caso não ocorra melhora da conjuntivite viral após cinco a sete dias ou se apresentar dor com inchaço palpebral, a criança deverá ser avaliada por oftalmologista. Se houver membrana inflamatória, esta poderá ser removida, associando a aplicação de colírio de corticoide, para melhora do quadro. As conjuntivites bacterianas são tratadas com colírios antibióticos com ou sem corticoide, a depender do grau de inflamação e com remissão do quadro após 48 a 72 horas. E as alérgicas, nos casos brandos e pontuais, as compressas geladas aliviam o prurido e podem ser associadas a colírios anti-histamínicos. Nos casos crônicos, o tratamento deve ser avaliado pelo oftalmologista, que irá indicar o uso ou não de colírios de corticoide ou tacrolimo.  Como prevenir a conjuntivite? Orientar as crianças quanto a não coçar os olhinhos, pelo risco de contaminação e de deformação da córnea. Manter as mãos limpas e evitar contato com pessoas em fase de transmissão. Evitar a automedicação, que pode levar à resistência bacteriana e ceratotoxicidade.   Relatora:Márcia Keiko TabusePresidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-conjuntivite-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-conjuntivite-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem-conjuntivite-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Nesta época do ano, quando as crianças costumam ficar “mais gripadas”, é comum terem conjuntivite associada ao quadro gripal. A criança com conjuntivite acorda com os olhos cheios de secreção, “grudados”, até com dificuldade para abri-los. Os olhos ficam vermelhos e às vezes inchados.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em><em>Quais são os tipos de conjuntivite e como diferenciar? </em></p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente as conjuntivites virais apresentam secreção aquosa que se acumula principalmente quando a criança acorda, de cor branco-amarelada. Vem acompanhando quadro viral de vias aéreas superiores, causado principalmente pelo adenovírus e podendo apresentar gânglio pré-auricular.</p>
<p style="text-align: justify;">Já as conjuntivites bacterianas apresentam secreção amarelada, que após limpar voltam a secretar frequentemente no decorrer do dia e são causadas por estafilococo ou estreptococo.</p>
<p style="text-align: justify;">As conjuntivites alérgicas manifestam-se por coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento e geralmente estão associadas a quadros de rinite alérgica, a ácaros, poeira, pólen e pelos de animais.</p>
<p style="text-align: justify;">O diagnóstico oftalmológico é realizado pelo exame na lâmpada de fenda ou biomicroscopia, em que podemos avaliar se existe reação conjuntival com presença de folículo, fala a favor de ser viral, ou se tem papilas, correspondendo mais a um quadro bacteriano. Além de nódulos no limbo e papilas gigantes na conjuntiva tarsal, características das alérgicas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em><em>Como devemos proceder nesses casos?</em></p>
<p style="text-align: justify;">É importante limpar bem os olhos sempre que estiverem com secreção. E essa limpeza pode ser feita com gaze ou algodão embebido de soro fisiológico ou água morna.</p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente esse quadro de secreção dura de cinco a sete dias. Mas como depende da resposta imune da criança, o período de duração pode variar bastante. Nessa fase a criança pode transmitir para toda a família e para os amigos. Por isso é prudente ela não frequentar a escola enquanto estiver com os olhos secretando.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão ocorre de forma direta, pelo abraço e contato próximo com o rosto e mão da criança. De forma indireta, quando a criança passa a mão nos olhos, pega um brinquedo ou outro objeto e outra criança pega o brinquedo e leva as mãos ao olho, ela vai se infectar. Lembrando que o vírus fica vivo por 48 horas nas superfícies secas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por essa razão, as mãos da criança devem ser mantidas sempre limpas, evitar coçar ou colocá-las nos olhos e separar as toalhas e fronhas da criança que está com conjuntivite.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> Q</em><em>ual o tratamento para cada tipo de conjuntivite? </em></p>
<p style="text-align: justify;">Além da limpeza e retirada das secreções externamente, utilizar um colírio lubrificante em flaconetes de uso único, sem conservantes, abrindo bem os olhos, ajuda a eliminar as secreções que ficam no fundo de saco conjuntival.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso não ocorra melhora da conjuntivite viral após cinco a sete dias ou se apresentar dor com inchaço palpebral, a criança deverá ser avaliada por oftalmologista. Se houver membrana inflamatória, esta poderá ser removida, associando a aplicação de colírio de corticoide, para melhora do quadro.</p>
<p style="text-align: justify;">As conjuntivites bacterianas são tratadas com colírios antibióticos com ou sem corticoide, a depender do grau de inflamação e com remissão do quadro após 48 a 72 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">E as alérgicas, nos casos brandos e pontuais, as compressas geladas aliviam o prurido e podem ser associadas a colírios anti-histamínicos. Nos casos crônicos, o tratamento deve ser avaliado pelo oftalmologista, que irá indicar o uso ou não de colírios de corticoide ou tacrolimo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em><em>Como prevenir a conjuntivite? </em></p>
<p style="text-align: justify;">Orientar as crianças quanto a não coçar os olhinhos, pelo risco de contaminação e de deformação da córnea.</p>
<p style="text-align: justify;">Manter as mãos limpas e evitar contato com pessoas em fase de transmissão.</p>
<p style="text-align: justify;">Evitar a automedicação, que pode levar à resistência bacteriana e ceratotoxicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Márcia Keiko Tabuse<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
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		<title>Dia Internacional da Conscientização do Albinismo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-internacional-da-conscientizacao-do-albinismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 15:45:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Aconselhamento Genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O albinismo é uma condição genética, congênita, rara, que se caracteriza pela ausência total ou parcial da pigmentação da pele, dos pelos e olhos. Sua incidência é de 1:20.000 nasci</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O albinismo é uma condição genética, congênita, rara, que se caracteriza pela ausência total ou parcial da pigmentação da pele, dos pelos e olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua incidência é de 1:20.000 nascidos vivos, portanto considerada uma doença rara.</p>
<p style="text-align: justify;">De uma maneira geral, o albinismo ocorre em consequência a uma alteração na enzima tirosinase envolvida na produção de melanina. Mais profundamente, existem 19 genes envolvidos no albinismo e, em cada um desses genes, diferentes mutações podem ocorrer, determinando, desse modo, diferentes manifestações clínicas. Assim, temos um espectro clínico do albinismo que pode variar muito de uma pessoa para outra.</p>
<p style="text-align: justify;">A melanina se distribui por todo o corpo, dando cor amarronzada de nossas peles, confere proteção à pele, cabelos, pelos e coloração à íris dos olhos. Além do que, a melanina funciona como agente protetor contra os raios ultravioleta do sol.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tipos de albinismo </strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Oculocutâneo</strong> (completo/total) – em que há o acometimento da pele- olhos-pelos.</li>
<li><strong>Ocular </strong>– somente os olhos sofrem da despigmentação; e os problemas de visão são mais graves; no albinismo ocular, a cor da íris pode variar de azul a verde e, em alguns casos, castanho-claro.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> As complicações nos preocupam no albinismo e merecem atenção redobrada:</p>
<p style="text-align: justify;">câncer de pele, deficiência visual severa, queimaduras solares, hipovitaminose D. </p>
<p style="text-align: justify;">O albinismo é associado com um número de alterações oftalmológicas, como: erros de refração, tais quais astigmatismo, estrabismo, miopia, hipermetropia, além de fotofobia, nistagmo, baixa visão. </p>
<p style="text-align: justify;">Todos os indivíduos albinos terão algum grau de comprometimento visual provocado pela falta de melanina, que é muito importante para a preservação da função do nervo óptico e desenvolvimento da visão. Essas modificações da estrutura e do funcionamento ocular é que desencadeiam os problemas visuais.</p>
<p style="text-align: justify;">A falta de pigmentação da pele faz com que o organismo fique mais suscetível a queimaduras solares e cânceres de pele.</p>
<p style="text-align: justify;">A exposição ao sol não produz o bronzeamento e acaba por causar queimaduras de graus variados.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, muitos albinos preferem a noite para desenvolvimento de suas atividades, daí o nome <em>filhos da lua</em>. Muitos indivíduos albinos sofrem dificuldades de adaptação social e emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos casos de albinismo são diagnosticados nos primeiros dias de vida, levando em conta as alterações na pigmentação da pele, dos cabelos, cílios e sobrancelhas. No entanto, o exame oftalmológico minucioso é o instrumento mais importante para o diagnóstico clínico do albinismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, não podemos esquecer dos exames genéticos moleculares, que podem ser requisitados a fim de determinar as mutações e estabelecer os diagnósticos diferenciais e aconselhamento genético.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso é indicada a pesquisa molecular para definição exata do tipo de mutação. No entanto, esse exame não está disponível no sistema público de saúde brasileiro por enquanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, o diagnóstico genético é de fundamental importância na abordagem dos pacientes albinos. Por meio da pesquisa molecular poderemos realizar a classificação dos subtipos, o que não é possível unicamente pela avaliação clínica fenotípica diagnosticar os casos não evidentes clinicamente, promover aconselhamento genético adequado e identificar as formas sindrômicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os recursos terapêuticos recomendados na infância e ao longo da vida são vários:</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Uso de lentes corretivas</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Tampões e óculos para corrigir o estrabismo;</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Óculos escuros com proteção UV para controle da fotofobia e para proteger a retina dos raios ultravioleta;</p>
<p style="text-align: justify;">4 &#8211; Existem lentes especiais que escurecem à medida que a claridade aumenta, que podem ser muito úteis no dia a dia dos albinos;</p>
<p style="text-align: justify;">5 &#8211; O acompanhamento por um oftalmologista e dermatologista é mandatório e deve ser iniciado precocemente;</p>
<p style="text-align: justify;">6 &#8211; Pelo menos uma vez por ano, a pessoa albina deve passar pela avaliação de um dermatologista, mas os cuidados com a pele precisam ser permanentes; </p>
<p style="text-align: justify;">7 &#8211; É fundamental evitar a exposição solar, especialmente entre 10 e 16 horas;</p>
<p style="text-align: justify;">8 &#8211; Usar protetor solar (no mínimo FPS 30), que deve ser reaplicado (a cada 2 horas), várias vezes por dia, mesmo nos dias nublados;</p>
<p style="text-align: justify;">9 &#8211; Uso de roupas com proteção UV;</p>
<p style="text-align: justify;">10 &#8211; A suplementação de vitamina D é necessária.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O albinismo não é contagioso, não compromete o desenvolvimento físico ou intelectual desses indivíduos. Infelizmente, muitos são cercados de mitos e preconceitos que têm impacto negativo sobre sua autoestima e sociabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, é preciso que a criança albina desde pequena aprenda:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>A cuidar do próprio corpo, evitando a exposição ao sol e usando protetor solar o tempo todo;</li>
<li>A lidar com os desafios que pode enfrentar nos relacionamentos;</li>
<li>A desenvolver habilidades que a ajudem a superar a deficiência visual. Por exemplo, sentar-se nas carteiras da frente da sala de aula, longe de focos de luz muito fortes, usar lupas para aumentar o tamanho das letras, são estratégias que revertem em benefício do aluno e em seu rendimento escolar.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> O albinismo é hereditário, e transmite-se de duas formas distintas:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Autossômica recessiva;</li>
<li>Autossômica dominante.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Assim, o aconselhamento genético e evitar casamento consanguíneo é importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não termos cura, o acompanhamento clínico já está bem estabilizado, e trabalhar preventivamente, rastreando as patologias que podem vir a aparecer com maior frequência, é a base desse acompanhamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda atualmente, especialmente em países africanos, existem casos de albinos sendo mortos e seus corpos usados em rituais. Outro sério problema é a falsa crença de que relações sexuais com uma mulher albina iriam curar a Aids, crença essa que acarreta estupros e, consequentemente, infecções de HIV.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrando que dia 13/6 é o Dia Internacional da Conscientização do Albinismo e este texto traz luz às questões de preconceito, cuidados e a luta em disseminar informações sérias referentes ao albinismo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong><strong><br />Patrícia Salmona<br />Pediatra e Geneticista Clínica<br />Secretária do Departamento Científico de Genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Cuidados dos olhos na infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/cuidados-dos-olhos-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/07/Imagem-saude-ocular-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/07/Imagem-saude-ocular-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/07/Imagem-saude-ocular-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Cuidar dos olhos na infância é de extrema importância para garantir o desenvolvimento saudável da visão das crianças. Nessa fase crucial de crescimento e aprendizado, é essencial</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/07/Imagem-saude-ocular-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/07/Imagem-saude-ocular-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/07/Imagem-saude-ocular-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Cuidar dos olhos na infância é de extrema importância para garantir o desenvolvimento saudável da visão das crianças. Nessa fase crucial de crescimento e aprendizado, é essencial adotar medidas que promovam a saúde ocular. Os cuidados adequados desde cedo podem ajudar a prevenir problemas oculares no futuro e promover uma visão saudável ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das principais formas de cuidado é realizar exames oftalmológicos regulares. A primeira avaliação oftalmológica deve ocorrer ainda na maternidade, tanto pelo teste do reflexo vermelho como pelo teste do olhinho ampliado. Após isso, é recomendado que a primeira consulta com um oftalmologista ocorra no primeiro ano de vida, entre os 6 meses a 1 ano de idade e, caso esteja tudo normal, a criança deve ser reavaliada com 3 e 5 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os cinco primeiros anos de vida são cruciais no desenvolvimento da visão e, caso se detecte alguma alteração, ao ser tratada precocemente, ocorrerá reversão ou diminuição dos danos que uma doença possa causar. Essa avaliação precoce permite detectar e tratar qualquer problema visual, como miopia, hipermetropia ou astigmatismo, que possa afetar o desenvolvimento adequado da visão.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, é fundamental incentivar hábitos saudáveis para os olhos. Limitar o tempo de exposição da criança a dispositivos eletrônicos, como tablets, smartphones e televisão. O uso excessivo desses aparelhos pode causar fadiga ocular e contribuir para o desenvolvimento de problemas visuais, como a miopia. É importante estabelecer pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, permitindo que os olhos descansem.</p>
<p style="text-align: justify;">A proteção contra lesões oculares também é essencial. As crianças devem ser orientadas a evitar brincadeiras ou atividades que possam representar riscos para os olhos, como atirar objetos pontiagudos ou utilizar materiais químicos irritantes sem a devida proteção. O uso de óculos de proteção deve ser incentivado durante a prática de esportes e atividades físicas que possam colocar os olhos em perigo.</p>
<p style="text-align: justify;">A alimentação saudável desempenha um papel crucial na saúde ocular infantil. Alimentos ricos em nutrientes benéficos para os olhos devem ser incluídos, como frutas, vegetais de folhas verdes, peixes ricos em ômega-3 e ovos. Esses alimentos fornecem vitaminas e minerais essenciais para a saúde ocular e contribuem para o desenvolvimento adequado da visão.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante também ensinar as crianças sobre a importância da higiene ocular. Devem ser orientadas a lavar as mãos antes de tocar nos olhos, evitar coçá-los excessivamente, utilizar toalhas limpas e não compartilhar itens pessoais, como toalhas de rosto ou lenços.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, é importante lembrar que os pais e responsáveis têm um papel fundamental na promoção da prevenção de doenças oculares. Ao educar as crianças sobre a importância dos cuidados com os olhos e incentivá-las a adotar hábitos saudáveis, será criada uma base sólida para uma visão saudável ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, o cuidado com os olhos na infância envolve exame preventivo ao nascer, exames regulares, limitação do tempo de exposição a dispositivos eletrônicos, proteção contra lesões, alimentação saudável, higiene ocular adequada e um exemplo positivo por parte dos pais. Ao adotar essas medidas, contribuiremos para o bem-estar visual das crianças, promovendo uma visão saudável ao longo da vida.</p>
<p><strong>Relator:</strong><strong><br /></strong><strong>Marcelo Alexandre A. C. Costa<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Terçol e calázio: o que são e quais os tratamentos?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/tercol-e-calazio-o-que-sao-e-quais-os-tratamentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2021 13:07:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O terçol que aparece nas crianças, até mesmo em bebês, incomoda pela dor que causa quando a criança pisca e preocupa os pais, tanto pelo aspecto estético, quanto pelo tempo que leva para sarar.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/tercol-e-calazio-o-que-sao-e-quais-os-tratamentos/">Terçol e calázio: o que são e quais os tratamentos?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 06/04/2021</p>



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<p>O terçol que aparece nas crianças, até mesmo em bebês, incomoda pela dor que causa quando a criança pisca e preocupa os pais, tanto pelo aspecto estético, quanto pelo tempo que leva para sarar.</p>



<p>O terçol é a inflamação que ocorre nas glândulas que temos na borda da pálpebra. Quando uma bactéria penetra na glândula e inflama por dentro, ela incha e dói, formando uma “bolinha” vermelha na pálpebra, muitas vezes com um ponto amarelo.</p>



<p>Em geral, essa contaminação ocorre pelas mãozinhas da criança ou por uma blefarite crônica (inflamação que afeta a borda da pálpebra, no local onde emergem os cílios), que forma crostas e seborreia no local, favorecendo o crescimento das bactérias.</p>



<p>O terçol só sara com a drenagem do conteúdo da glândula inflamada, que pode ser por dentro, via conjuntiva, ou pela pele. Essa drenagem deve ser espontânea, com ajuda de compressas mornas que amolecem o conteúdo e abrem o orifício de saída da glândula. Aplicar as compressas logo que se percebe o terçol, três a quatro vezes ao dia, de 5 a 10 minutos, inclusive aproveitando a hora do banho, o que ajuda na drenagem.</p>



<p>Quando existe uma blefarite associada, formando crostas e “caspinhas” na raiz dos cílios, que pode causar oclusão dos orifícios de saída da glândula, é necessária a limpeza com a espuma fina do shampoo neutro, para evitar a formação de novos terçóis. Fazer essa higiene nas crianças com blefarite no final do banho é um ótimo hábito que deve ser mantido.</p>



<p>Em alguns casos mais persistentes faz-se necessário associar pomada de antibiótico ocular tópico. E, nas crianças com múltiplos terçóis de repetição, o uso de antibióticos orais com efeito de quebra da gordura das glândulas por período prolongado pode ser indicado pelo oftalmologista.</p>



<p>Outras medidas que podem ajudar são a dieta sem frituras, sem chocolate e rica em alimentos com ômega 3.</p>



<p>Alguns terçóis não drenam totalmente e “sobra” uma bolinha sem inflamação, durinha, encapsulada, que é o calázio &#8211; que também pode ser causado pela obstrução da glândula pela própria gordura, que não se infecta, mas vai formando um granuloma endurecido.</p>



<p>Quando o calázio for pequeno, não se faz nada, pois o próprio organismo vai absorver com o tempo. No entanto, quando for grande, pode comprimir a córnea da criança e causar um astigmatismo, por mudança na curvatura. Por isso, deve ser diagnosticado e tratado com óculos.</p>



<p>A cirurgia de retirada da glândula doente ou a injeção de corticoide dentro do calázio pode ser realizada nos casos de calázio grande e persistente.</p>



<p>___<br><strong>Relatora: </strong><br><strong>Márcia Keiko Uyeno Tabuse</strong><br><strong>Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p></p>


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		<title>Teste do olhinho: detecção precoce das doenças oculares</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/teste-do-olhinho-deteccao-precoce-das-doencas-oculares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2014 03:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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		<category><![CDATA[Oftalmopediatria]]></category>
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		<category><![CDATA[Teste do olhinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Muitas doenças e lesões que prejudicam o desenvolvimento da visão podem ser identificadas logo nos primeiros dias de vida do bebê. O recurso usado para isso é o teste do reflexo vermelho, popularmente conhecido como teste do olhinho, um exame simples, rápido e indolor, realizado pelo pediatra ou neonatologista. No teste, o médico ilumina o olho do recém-nascido com um feixe de luz e observa a presença de um reflexo vermelho, que só pode ser visto se não houver nenhum obstáculo para entrada e saída de luz pela pupila, o que significa um resultado normal. Se considerado duvidoso ou alterado, o bebê é encaminhado para uma consulta especializada com o oftalmologista. Segundo a Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente do Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), o teste propicia a detecção precoce de diversas doenças oculares, como catarata congênita, opacidades corneanas, glaucoma congênito, infecções intraoculares e retinoblastoma, que é um câncer da retina. “O ideal é que as patologias sejam identificadas o mais cedo possível, assim podem ser tratadas antes do seu agravamento, como é o caso de tumores, catarata congênita e traumas de parto. Caso não sejam diagnosticados a tempo, estes problemas podem levar à perda da visão”, diz a Dra. Lilian. Em muitos Estados e cidades do Brasil, o exame foi instituído por lei e é realizado nas maternidades públicas e também particulares antes da alta do recém-nascido. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 02/05/2014. photo credit: Chrispoliquin &#124; Dreamstime Stock Photos Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://comunidadespsp.files.wordpress.com/2014/05/dreamstimefree_2151232.jpg" rel="prettyphoto[26901]"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-612" src="http://comunidadespsp.files.wordpress.com/2014/05/dreamstimefree_2151232.jpg?w=300" alt="Amanda's Eye" width="300" height="200" /></a>Muitas doenças e lesões que prejudicam o desenvolvimento da visão podem ser identificadas logo nos primeiros dias de vida do bebê. O recurso usado para isso é o teste do reflexo vermelho, popularmente conhecido como teste do olhinho, um exame simples, rápido e indolor, realizado pelo pediatra ou neonatologista.</p>
<p>No teste, o médico ilumina o olho do recém-nascido com um feixe de luz e observa a presença de um reflexo vermelho, que só pode ser visto se não houver nenhum obstáculo para entrada e saída de luz pela pupila, o que significa um resultado normal. Se considerado duvidoso ou alterado, o bebê é encaminhado para uma consulta especializada com o oftalmologista.</p>
<p>Segundo a Dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente do Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), o teste propicia a detecção precoce de diversas doenças oculares, como catarata congênita, opacidades corneanas, glaucoma congênito, infecções intraoculares e retinoblastoma, que é um câncer da retina.</p>
<p>“O ideal é que as patologias sejam identificadas o mais cedo possível, assim podem ser tratadas antes do seu agravamento, como é o caso de tumores, catarata congênita e traumas de parto. Caso não sejam diagnosticados a tempo, estes problemas podem levar à perda da visão”, diz a Dra. Lilian.</p>
<p>Em muitos Estados e cidades do Brasil, o exame foi instituído por lei e é realizado nas maternidades públicas e também particulares antes da alta do recém-nascido.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 02/05/2014.<br />
photo credit: Chrispoliquin | Dreamstime Stock Photos</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Olhos: cuide bem de um bem precioso</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/olhos-cuide-bem-de-um-bem-precioso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2013 11:18:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Oftalmopediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Olhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Hoje existe uma subespecialidade pediátrica que é chamada de Oftalmopediatria e o oculista que se especializou em problemas oculares da infância é o oftalmopediatra. Os olhos no começo da vida Todo recém-nascido precisa de uma consulta com o oftalmopediatra? Depende. Sem dúvida, todo prematuro (peso ao nascer menor que 1500gr e/ou idade gestacional menor que 32 semanas), sim. Os outros recém-nascidos são examinados por neonatologista que têm um treino específico para esse fim. É ele quem encaminha ao oftalmopediatra, os casos suspeitos de infecções, trauma, glaucoma, defeito congênito, reflexo vermelho anormal. Isso permite um tratamento precoce e eficaz. O próprio pediatra, em suas consultas de rotina, deve orientar os pais a perceber sinais suspeitos como a falta de interesse da criança em seguir objetos. Além disso, em crianças maiores, deve fazer, no consultório, teste de visão com as tabelas de Snellen com os E em posição diferentes. O pediatra deve também orientar a família, quanto aos sinais de alerta para consulta imediata ao oftalmopediatra: olhos e/ou bordas das pálpebras sempre vermelhos; lacrimejamento constante; apertar os olhos para ver melhor; olho torto; aproximar demais para assistir televisão ou ler livro; desinteresse pela leitura e outras atividades que requerem boa visão; pulila branca/”menina dos olhos” deformada. Observação: geralmente, dor de cabeça de repetição em criança saudável, não é problema ocular. De rotina, qual é uma boa idade para a criança ser examinada pelo oftalmopediatra? Aos 3 anos. Qual é o objetivo do exame mesmo se a criança parece normal? Esse exame visa detectar pequenos, mas importantes defeitos oculares como estrabismo (“olho torto”) ou anisometropia. Anisometropia é quando a criança tem uma diminuição da acuidade visual, mas ela é muito diferente em cada olho; a criança tende a usar o olho melhor; o outro fica o “olho preguiçoso” – vai perdendo sua função e pode chegar a cegar (ambliopia). Tudo isso pode ser evitado com medidas tomadas a tempo. Quando a criança não coopera e não sabe ler, como o oftalmopediatra faz o exame? O exame oftalmológico é objetivo. Não é necessário que a criança fale ou leia para se saber o quanto ela enxerga. Calculamos o grau de óculos independente da informação da criança através de auto-refratores computadorizados ou com lentes soltas. Nos casos em que se quer “medir a visão” ou confirmar algum déficit visual, podemos lançar mão de testes como o Teller ou testes eletrofisiológicos. ___ Relator: Dr. Jayme Murahovschi Membro da Diretoria da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2007-2009). Publicado no site da SPSP em 01/07/2009. photo credit: notsogoodphotography via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/olhos-cuide-bem-de-um-bem-precioso/">Olhos: cuide bem de um bem precioso</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><a href="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2013/10/medium_1799039821.jpg" rel="prettyphoto[26803]"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-213" alt="medium_1799039821" src="http://localhost/spsp/wp-content/uploads/2013/10/medium_1799039821.jpg?w=300" width="300" height="226" /></a>Hoje existe uma subespecialidade pediátrica que é chamada de Oftalmopediatria e o oculista que se especializou em problemas oculares da infância é o oftalmopediatra.</p>
<p>Os olhos no começo da vida</p>
<p><strong>Todo recém-nascido precisa de uma consulta com o oftalmopediatra?</strong><br />
Depende.<br />
Sem dúvida, todo prematuro (peso ao nascer menor que 1500gr e/ou idade gestacional menor que 32 semanas), sim. Os outros recém-nascidos são examinados por neonatologista que têm um treino específico para esse fim. É ele quem encaminha ao oftalmopediatra, os casos suspeitos de infecções, trauma, glaucoma, defeito congênito, reflexo vermelho anormal. Isso permite um tratamento precoce e eficaz.</p>
<p>O próprio pediatra, em suas consultas de rotina, deve orientar os pais a perceber sinais suspeitos como a falta de interesse da criança em seguir objetos. Além disso, em crianças maiores, deve fazer, no consultório, teste de visão com as tabelas de Snellen com os E em posição diferentes.</p>
<p>O pediatra deve também orientar a família, quanto aos sinais de alerta para consulta imediata ao oftalmopediatra:</p>
<ul>
<li>olhos e/ou bordas das pálpebras sempre vermelhos;</li>
<li>lacrimejamento constante;</li>
<li>apertar os olhos para ver melhor;</li>
<li>olho torto;</li>
<li>aproximar demais para assistir televisão ou ler livro;</li>
<li>desinteresse pela leitura e outras atividades que requerem boa visão;</li>
<li>pulila branca/”menina dos olhos” deformada.</li>
</ul>
<p>Observação: geralmente, dor de cabeça de repetição em criança saudável, não é problema ocular.</p>
<p><strong>De rotina, qual é uma boa idade para a criança ser examinada pelo oftalmopediatra?</strong><br />
Aos 3 anos.</p>
<p><strong>Qual é o objetivo do exame mesmo se a criança parece normal?</strong><br />
Esse exame visa detectar pequenos, mas importantes defeitos oculares como estrabismo (“olho torto”) ou anisometropia. Anisometropia é quando a criança tem uma diminuição da acuidade visual, mas ela é muito diferente em cada olho; a criança tende a usar o olho melhor; o outro fica o “olho preguiçoso” – vai perdendo sua função e pode chegar a cegar (ambliopia). Tudo isso pode ser evitado com medidas tomadas a tempo.</p>
<p><strong>Quando a criança não coopera e não sabe ler, como o oftalmopediatra faz o exame?</strong><br />
O exame oftalmológico é objetivo. Não é necessário que a criança fale ou leia para se saber o quanto ela enxerga. Calculamos o grau de óculos independente da informação da criança através de auto-refratores computadorizados ou com lentes soltas. Nos casos em que se quer “medir a visão” ou confirmar algum déficit visual, podemos lançar mão de testes como o Teller ou testes eletrofisiológicos.</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong> Dr. Jayme Murahovschi</strong><br />
Membro da Diretoria da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2007-2009).</p>
<p>Publicado no site da <a href="http://www.spsp.org.br" target="_blank" rel="noopener">SPSP</a> em 01/07/2009.<br />
photo credit: <a href="http://www.flickr.com/photos/notsogoodphotography/1799039821/">notsogoodphotography</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">cc</a></p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" alt="Licença Creative Commons" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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