<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos On-line - SPSP</title>
	<atom:link href="https://www.spsp.org.br/tag/on-line/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/on-line/</link>
	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Aug 2025 11:39:10 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.5</generator>

<image>
	<url>https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos On-line - SPSP</title>
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/on-line/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Uso responsável de telas e tecnologia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/uso-responsavel-de-telas-e-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 19:07:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Acesso]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[Conteúdos]]></category>
		<category><![CDATA[Dispositivos Móveis]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Off-Line]]></category>
		<category><![CDATA[On-line]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[supervisão]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Telas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=52847</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O uso de tecnologias por crianças e adolescentes cresce de forma rápida e descontrolada. É fascinante esse mundo imediato que oferece milhares de possibilidades na busca de inform</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/uso-responsavel-de-telas-e-tecnologia/">Uso responsável de telas e tecnologia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Imagem-criancas-e-telas-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: left;">O uso de tecnologias por crianças e adolescentes cresce de forma rápida e descontrolada.</p>
<p style="text-align: left;">É fascinante esse mundo imediato que oferece milhares de possibilidades na busca de informações, comunicação, conexão com o mundo e diversão.</p>
<p style="text-align: left;">Bem-vindo a esse universo, conhecido como <strong>ambiente digital</strong>: o “on-line”, das interações virtuais, que teima em superar o “off-line”, das interações reais.</p>
<p style="text-align: left;">Sim, as crianças e adolescentes têm o <strong>direito</strong> de “passear” pelo ambiente digital. Mas, na qualidade de pais, adultos responsáveis e como sociedade, temos o <strong>dever</strong> de promover e garantir o <strong>acesso</strong> saudável e seguro, com proximidade, supervisão e muito diálogo.</p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>Como agir?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Deve-se considerar todos os contextos que englobam a navegação, exposição e vulnerabilidade de crianças e adolescentes.</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Para os que acessam e/ou assistem – o conteúdo é apropriado para idade e maturidade?</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">&#8211; Os conteúdos assistidos e os aplicativos “baixados” são de conhecimento e entendimento dos responsáveis? Reconhecem todos os ícones?</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" class="alignleft" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-22-160356.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"><br /><br />&#8211; Estão cientes de que aplicativos e redes sociais apresentam classificação indicativa que precisa ser respeitada? (<strong>WhatsApp, Instagram, TikTok e X – antigo Twitter</strong>)</p>
<p style="text-align: left;"><img decoding="async" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-22-160405.png" alt="" /></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Como é a interação com dispositivo – utiliza sozinho, com amigos e/ou com adulto?</li>
<li>Local em que acessa – em casa: no quarto/na sala e/ou em ambiente não controlado?</li>
<li>Qual a finalidade do uso – aprendizado, distração, regulação emocional?</li>
<li>Em quais momentos do dia a rede é acessada – durante as refeições, em eventos familiares, antes de dormir ou sem nenhum controle de tempo?</li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>Como controlar o acesso aos dispositivos móveis?</strong></p>
<p style="text-align: left;">Recomenda-se que crianças menores de 12 anos não possuam smartphone próprio. Um assunto um tanto polêmico, mas é necessária a abordagem entre as famílias. Reforçando que cada família tem um papel importante, como modelo, na convivência on-line.</p>
<p style="text-align: left;">Os acordos sobre tempo de telas precisam ser claros e o adulto precisa participar ativamente do que foi definido como momentos “on-line” e momentos “off-line”.</p>
<p style="text-align: left;">Assim, ficam estipulados o tempo diário de navegação, o local de uso das telas, as verificações periódicas dos conteúdos navegados e das atividades recentes nos dispositivos.</p>
<p style="text-align: left;">Nos momentos “on-line”, o uso criativo e compartilhado de conteúdos, jogos e séries aproxima diferentes gerações e os olhares se complementam. Uma oportunidade para contribuir com a construção de futuros adultos: atentos, críticos e responsáveis. Capazes de reconhecer suas habilidades emocionais e exercerem o direito à cidadania.</p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>Exposição nas redes sociais – um alerta</strong></p>
<p style="text-align: left;">Um tema recorrente e atual reacende a discussão sobre a exposição de crianças e adolescentes nas mídias sociais. Na maioria das vezes, despretensiosa e inocente. Pais e/ou filhos postam sobre o dia a dia, passeios e viagens; entram em <em>trends </em>(dancinhas para se divertirem). Esses vídeos e imagens são entregues, pelos algoritmos das plataformas, indiscriminadamente, e podem ser deturpados por quem consome.</p>
<p style="text-align: left;">A Inteligência Artificial colabora com essa nova realidade. A partir dela, geram-se conteúdos impróprios através da distorção de imagens reais. O que se torna atraente para quem só tem um objetivo: monetização e lucro, alimentando uma rede de crimes contra crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>A importância da mediação familiar </strong></p>
<p style="text-align: left;">É importante promover o diálogo e reflexão com as crianças e adolescentes sobre os riscos e benefícios do uso das telas. Esse comportamento previne riscos, estimula o autoconhecimento e fortalece as relações.</p>
<p style="text-align: left;">O uso responsável de telas vai muito além do mero limite de tempo: extrapola na preocupação em direcionar escolhas através de um “menu digital” atento na classificação indicativa de cada aplicativo e plataforma; amplia-se para o conhecimento sobre as camadas de <strong>segurança na internet, </strong>que são educação, diálogo aberto, supervisão parental e a utilização de ferramentas adequadas (filtros parentais e dos próprios serviços e apps que restringem os conteúdos contraindicados para a faixa etária).</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Reflexão</strong></p>
<p style="text-align: left;">É urgente que monitoremos os usos dos dispositivos móveis e que verifiquemos com frequência o uso de todas as plataformas consumidas por nossas crianças e adolescentes. Como proteção e não punição. O estabelecimento de regras claras, limites e conversas sistemáticas são ações que garantirão o direito a uma navegação segura no ambiente digital saudável. Fiquemos atentos com quem e onde estão sendo compartilhados vídeos e imagens pessoais. E se essa exposição exagerada se faz, de fato, necessária.</p>
<p style="text-align: left;">Eles merecem todo esse cuidado.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Relatora:<br />Betina Lahterman<br />Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/uso-responsavel-de-telas-e-tecnologia/">Uso responsável de telas e tecnologia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Adolescentes e redes sociais</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/adolescentes-e-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2024 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamentos]]></category>
		<category><![CDATA[computador]]></category>
		<category><![CDATA[Conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[Digitais]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[On-line]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Riscos]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=46814</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 30 de junho comemora-se o Dia Mundial das Redes Sociais. As tecnologias de informação e comunicação vêm alterando a maneira de ser e de viver da sociedade e das famílias, configurando-se uma verdadeira revolução na organização social, que diminuiu as distâncias e otimizou o tempo. É natural que pais e educadores de adolescentes, diante desse tema tão complexo, tenham preocupações relativas à segurança sobre o uso dos dispositivos tecnológicos e das novas mídias pelos jovens. O computador ou, mais modernamente, um dispositivo que caiba na mão, como o smartphone (que proporcione a mesma plena experiência de navegação), é um dos bens de consumo mais disseminados e desejados hoje em dia. Para refletir sobre a maneira como os adolescentes interagem com este mundo e como os responsáveis pelo cuidado e educação desses jovens se posicionam e estabelecem normas para essa interação, é necessário destacar algumas premissas: Violências, como racismo, homofobia, misoginia, injúria, calúnia ou difamação, dentre tantos outros, são crimes, seja no ambiente on-line ou off-line. Desde que o mundo é mundo, pais querem (e devem) saber com quem seus filhos estão se relacionando. Regras e valores existem no mundo e na casa e a tecnologia é apenas mais um componente a ser regrado. Poderíamos terminar nossas reflexões por aqui: falando que o papel mais importante dos pais e educadores dos dias de hoje é o estímulo para conhecerem juntos aos seus adolescentes esse campo de possibilidades que tem se aberto com o uso das tecnologias. Vivemos em uma era diferente: inundados por um excesso de informações, submersos num mar de possibilidades e de cliques de fotos, textos, conversas e produtos. É um grande equívoco querer medir esse fenômeno com uma perspectiva saudosista e “tecnofóbica”, quando “tudo antes era melhor”. Por outro lado, é falha a perspectiva de idolatria à tecnologia que considera que todas as necessidades do mundo irão se resolver. Extremos perigosos. Preferimos ir pelo meio: o mundo virtual e digital está aí, nas nossas mãos e de nossos adolescentes. A internet não é a rede mundial de computadores, a internet é a rede mundial de pessoas conectadas atrás de cada computador. Indivíduos em grupos tendem a agir de maneira diferente do que fariam isoladamente, muitas vezes adotando comportamentos e crenças do próprio grupo. Um ponto de destaque da relação entre as redes sociais e as características contemporâneas é a “normalização de comportamentos”. De uma maneira bem simples, significa que um comportamento gerado numa rede social passa a ser compreendido pelos seus participantes como habitual e comum. Surpreende-nos o número de curtidas em comunidades que ensinam comportamentos alimentares restritivos e purgativos escondidos dos pais, desafios perigosos de asfixia ou outros hábitos pouco saudáveis de vida. A normalização de comportamentos em redes sociais é um fenômeno influenciado pela busca de aprovação social, pela dinâmica de comportamento de grupo e pelas características intrínsecas das plataformas digitais. Este processo de “normalização” pode ter implicações significativas, tanto positivas quanto negativas, para a sociedade. Por um lado, pode promover a solidariedade e o apoio mútuo; por outro, pode levar à disseminação de comportamentos prejudiciais ou estimuladores de preconceitos e divisões. O fenômeno do &#8220;Fear of Missing Out&#8221; (FOMO), ou medo de estar perdendo algo, tornou-se uma questão significativa, especialmente entre adolescentes imersos nas redes sociais. Este conceito reflete a ansiedade e o desconforto gerados pela percepção de que outros podem estar vivenciando eventos, interações ou experiências das quais um indivíduo está ausente. Adolescentes, estando em uma fase crítica de desenvolvimento de identidade e pertencimento social, são particularmente vulneráveis a esse sentimento. A constante exposição a atualizações, fotos e vídeos de amigos e conhecidos participando de atividades aparentemente gratificantes pode criar uma sensação persistente de estar de fora, exacerbando sentimentos de solidão, insatisfação, ansiedade e depressão. Além disso, o FOMO pode contribuir para a deterioração da qualidade do sono, uma vez que muitos adolescentes permanecem on-line até tarde da noite, e para a diminuição da capacidade de concentração e desempenho acadêmico. Os riscos on-line podem ser divididos em quatro categorias: Riscos de Conteúdo: indivíduos são expostos a conteúdos indesejáveis e potencialmente prejudiciais (imagens sexuais, publicidade inapropriada, material racista, discriminatório, extremista, violento e fake news, por exemplo). Riscos de Contato: o sujeito participa de comunicações arriscadas, como com um adulto buscando contato inapropriado, para fins sexuais ou persuasões para participar em comportamentos perigosos. Riscos de Conduta: quando uma criança ou adolescente se comporta de maneira a contribuir para conteúdo ou contato arriscado, participando ou testemunhando condutas potencialmente danosas (cyberbullying, trollagens, “cancelamentos” e todos os atos com o intuito de causar constrangimento público). Riscos de Contrato: quando o adolescente &#8220;aceita” os termos e condições de um provedor de serviços digitais (marketing exploratório para a idade, roubo de dados, entre outros). Pais, educadores e profissionais de saúde têm um papel fundamental para as mediações com os adolescentes, para boas escolhas nesses tempos de mobilidade e interação. E nesse contexto, devem orientar, mesmo que se sintam distantes das habilidades tecnológicas, que são eles, os adolescentes, protagonistas da discussão sobre respeito, liberdade, cuidado de si e do próximo, tolerância e diálogo. E, ao enfrentar essas questões, não apenas os adolescentes podem se sentir mais satisfeitos e seguros em sua vida social, mas também capacitados em sua autonomia para construir relações off-line mais autênticas e significativas.   Relatores:Benito LourençoMaíra Pieri RibeiroDepartamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/adolescentes-e-redes-sociais/">Adolescentes e redes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-redes-sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 30 de junho comemora-se o Dia Mundial das Redes Sociais. As tecnologias de informação e comunicação vêm alterando a maneira de ser e de viver da sociedade e das famílias, configurando-se uma verdadeira revolução na organização social, que diminuiu as distâncias e otimizou o tempo. É natural que pais e educadores de adolescentes, diante desse tema tão complexo, tenham preocupações relativas à segurança sobre o uso dos dispositivos tecnológicos e das novas mídias pelos jovens. O computador ou, mais modernamente, um dispositivo que caiba na mão, como o <em>smartphone</em> (que proporcione a mesma plena experiência de navegação), é um dos bens de consumo mais disseminados e desejados hoje em dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Para refletir sobre a maneira como os adolescentes interagem com este mundo e como os responsáveis pelo cuidado e educação desses jovens se posicionam e estabelecem normas para essa interação, é necessário destacar algumas premissas:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Violências, como racismo, homofobia, misoginia, injúria, calúnia ou difamação, dentre tantos outros, são crimes, seja no ambiente <em>on-line</em> ou <em>off-line</em>.</li>
<li>Desde que o mundo é mundo, pais querem (e devem) saber com quem seus filhos estão se relacionando.</li>
<li>Regras e valores existem no mundo e na casa e a tecnologia é apenas mais um componente a ser regrado.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Poderíamos terminar nossas reflexões por aqui: falando que o papel mais importante dos pais e educadores dos dias de hoje é o estímulo para conhecerem juntos aos seus adolescentes esse campo de possibilidades que tem se aberto com o uso das tecnologias.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era diferente: inundados por um excesso de informações, submersos num mar de possibilidades e de <em>cliques</em> de fotos, textos, conversas e produtos. É um grande equívoco querer medir esse fenômeno com uma perspectiva saudosista e “tecnofóbica”, quando “tudo antes era melhor”. Por outro lado, é falha a perspectiva de idolatria à tecnologia que considera que todas as necessidades do mundo irão se resolver. Extremos perigosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Preferimos ir pelo meio: o mundo virtual e digital está aí, nas nossas mãos e de nossos adolescentes. A internet não é a rede mundial de computadores, a internet é a rede mundial de pessoas conectadas atrás de cada computador.</p>
<p style="text-align: justify;">Indivíduos em grupos tendem a agir de maneira diferente do que fariam isoladamente, muitas vezes adotando comportamentos e crenças do próprio grupo. Um ponto de destaque da relação entre as redes sociais e as características contemporâneas é a “normalização de comportamentos”. De uma maneira bem simples, significa que um comportamento gerado numa rede social passa a ser compreendido pelos seus participantes como habitual e comum. Surpreende-nos o número de curtidas em comunidades que ensinam comportamentos alimentares restritivos e purgativos escondidos dos pais, desafios perigosos de asfixia ou outros hábitos pouco saudáveis de vida. A normalização de comportamentos em redes sociais é um fenômeno influenciado pela busca de aprovação social, pela dinâmica de comportamento de grupo e pelas características intrínsecas das plataformas digitais. Este processo de “normalização” pode ter implicações significativas, tanto positivas quanto negativas, para a sociedade. Por um lado, pode promover a solidariedade e o apoio mútuo; por outro, pode levar à disseminação de comportamentos prejudiciais ou estimuladores de preconceitos e divisões.</p>
<p style="text-align: justify;">O fenômeno do &#8220;<em>Fear of Missing Out</em>&#8221; (FOMO), ou medo de estar perdendo algo, tornou-se uma questão significativa, especialmente entre adolescentes imersos nas redes sociais. Este conceito reflete a ansiedade e o desconforto gerados pela percepção de que outros podem estar vivenciando eventos, interações ou experiências das quais um indivíduo está ausente. Adolescentes, estando em uma fase crítica de desenvolvimento de identidade e pertencimento social, são particularmente vulneráveis a esse sentimento. A constante exposição a atualizações, fotos e vídeos de amigos e conhecidos participando de atividades aparentemente gratificantes pode criar uma sensação persistente de estar de fora, exacerbando sentimentos de solidão, insatisfação, ansiedade e depressão. Além disso, o FOMO pode contribuir para a deterioração da qualidade do sono, uma vez que muitos adolescentes permanecem <em>on-line</em> até tarde da noite, e para a diminuição da capacidade de concentração e desempenho acadêmico.</p>
<p style="text-align: justify;">Os riscos <em>on-line</em> podem ser divididos em quatro categorias:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Conteúdo:</strong> indivíduos são expostos a conteúdos indesejáveis e potencialmente prejudiciais (imagens sexuais, publicidade inapropriada, material racista, discriminatório, extremista, violento e <em>fake news</em>, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Contato:</strong> o sujeito participa de comunicações arriscadas, como com um adulto buscando contato inapropriado, para fins sexuais ou persuasões para participar em comportamentos perigosos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Conduta:</strong> quando uma criança ou adolescente se comporta de maneira a contribuir para conteúdo ou contato arriscado, participando ou testemunhando condutas potencialmente danosas (<em>cyberbullying</em>, <em>trollagens, </em>“cancelamentos” e todos os atos com o intuito de causar constrangimento público).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Riscos de Contrato:</strong> quando o adolescente &#8220;aceita” os termos e condições de um provedor de serviços digitais (marketing exploratório para a idade, roubo de dados, entre outros).</p>
<p style="text-align: justify;">Pais, educadores e profissionais de saúde têm um papel fundamental para as mediações com os adolescentes, para boas escolhas nesses tempos de mobilidade e interação. E nesse contexto, devem orientar, mesmo que se sintam distantes das habilidades tecnológicas, que são eles, os adolescentes, protagonistas da discussão sobre respeito, liberdade, cuidado de si e do próximo, tolerância e diálogo. E, ao enfrentar essas questões, não apenas os adolescentes podem se sentir mais satisfeitos e seguros em sua vida social, mas também capacitados em sua autonomia para construir relações <em>off-line</em> mais autênticas e significativas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatores:<br /></strong><strong>Benito Lourenço<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Maíra Pieri Ribeiro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/adolescentes-e-redes-sociais/">Adolescentes e redes sociais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
