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	<title>Arquivos Pais - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Pais - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Evolução nos cuidados e tratamentos da hemofilia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/evolucao-nos-cuidados-e-tratamentos-da-hemofilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 18:53:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Aproveitamos o Dia Internacional da Hemofilia, que acontece no dia 17 de abril, para falar um pouco sobre essa doença, como identificá-la e dar algumas dicas aos pais e cuidadores de crianças e adolescentes. A hemofilia é uma doença genética que afeta a capacidade do sangue de coagular corretamente. Isso acontece porque a pessoa nasce com falta ou deficiência de algumas proteínas, chamadas “fatores de coagulação”, que são essenciais para estancar sangramentos. Quando há falta do fator VIII, chamamos de hemofilia A, e do fator IX, de hemofilia B. Por causa dessa deficiência de fator, pequenos machucados podem sangrar por mais tempo que o normal e podem ocorrer sangramentos internos e espontâneos, especialmente nas articulações e músculos, mesmo sem trauma evidente. Para quem convive com a hemofilia, alguns cuidados no dia a dia ajudam a prevenir complicações e dar mais segurança ao paciente. É importante manter acompanhamento regular com um serviço especializado e seguir corretamente o tratamento prescrito. Em casa, vale adaptar o ambiente para reduzir riscos de quedas e traumas, principalmente para crianças pequenas, como a colocação de tapetes antiderrapantes e criar proteção em cantos, além de incentivar o uso de equipamentos de proteção em atividades físicas, como capacete, joelheira e cotoveleira, entre outros. Pais e cuidadores devem estar sempre atentos a sinais de sangramento. Deve-se seguir o plano previamente combinado com seu hematologista e procurar atendimento precoce em casos de inchaço, dor ou limitação de movimento nas articulações. Em casos de traumas mais graves ou na cabeça, sempre é necessário ser avaliado por um médico. É fundamental informar a escola e outros responsáveis sobre a condição da criança e como agir em caso de sangramento, tendo um plano de ação para emergências e acesso rápido ao fator de coagulação. Deve-se evitar medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anti-inflamatórios (por exemplo, o ibuprofeno) e antiagregantes (como o AAS), e manter as vacinas em dia (realizar preferencialmente por via subcutânea em centro de referência). Ao longo dos últimos 100 anos, o tratamento da hemofilia evoluiu de forma extraordinária, transformando uma condição frequentemente fatal na infância em uma doença crônica com boa qualidade de vida. No Brasil, desde o início e até hoje, todos os cuidados e tratamentos necessários são fornecidos pelo SUS. No início do século XX, as opções eram limitadas a transfusões de sangue total ou plasma, com eficácia restrita e muitas complicações. A partir da década de 1960, a introdução dos concentrados de fator de coagulação revolucionou o manejo, permitindo tratamento mais direcionado, embora tenha sido marcada, nas décadas seguintes, por complicações graves, como a transmissão de vírus (principalmente HIV e hepatites) através dos hemoderivados. Com o avanço das técnicas de purificação e o desenvolvimento de fatores recombinantes nas décadas de 1980 e 1990, a segurança aumentou significativamente. Atualmente, seu tratamento é feito principalmente com a reposição do fator de coagulação que falta, aplicado na veia, seja para tratar sangramentos ou para preveni-los de forma regular &#8211; a profilaxia regular tornou-se padrão de cuidado, prevenindo sangramentos e sequelas articulares. Mais recentemente, no início de 2026, uma nova medicação foi incorporada para uso em crianças abaixo de seis anos com hemofilia A grave: o emicizumabe, que é um medicamento aplicado de forma subcutânea, com menor frequência e que ajuda a “substituir” a função do fator VIII. Ele tem se mostrado muito eficaz na prevenção de sangramentos, inclusive em pacientes com formas mais complexas da doença, tornando o tratamento mais prático e melhorando a qualidade de vida dessas crianças. Ainda há espaço para avanços no tratamento, principalmente para os pacientes com hemofilia B. A área continua evoluindo rapidamente, com perspectivas promissoras de novos tratamentos, como as terapias de reequilíbrio da coagulação e a terapia gênica, que podem transformar ainda mais o tratamento no futuro. Relatora: Julia L. SionHematologista Pediátrica do Hospital Infantil Sabará e do Hemocentro do Hospital das Clínicas da FMUSP-SPMembro do Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/evolucao-nos-cuidados-e-tratamentos-da-hemofilia/">Evolução nos cuidados e tratamentos da hemofilia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Aproveitamos o Dia Internacional da Hemofilia, que acontece no dia 17 de abril, para falar um pouco sobre essa doença, como identificá-la e dar algumas dicas aos pais e cuidadores de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A hemofilia é uma doença genética que afeta a capacidade do sangue de coagular corretamente. Isso acontece porque a pessoa nasce com falta ou deficiência de algumas proteínas, chamadas “fatores de coagulação”, que são essenciais para estancar sangramentos. Quando há falta do fator VIII, chamamos de hemofilia A, e do fator IX, de hemofilia B. Por causa dessa deficiência de fator, pequenos machucados podem sangrar por mais tempo que o normal e podem ocorrer sangramentos internos e espontâneos, especialmente nas articulações e músculos, mesmo sem trauma evidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem convive com a hemofilia, alguns cuidados no dia a dia ajudam a prevenir complicações e dar mais segurança ao paciente. É importante manter acompanhamento regular com um serviço especializado e seguir corretamente o tratamento prescrito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casa, vale adaptar o ambiente para reduzir riscos de quedas e traumas, principalmente para crianças pequenas, como a colocação de tapetes antiderrapantes e criar proteção em cantos, além de incentivar o uso de equipamentos de proteção em atividades físicas, como capacete, joelheira e cotoveleira, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e cuidadores devem estar sempre atentos a sinais de sangramento. Deve-se seguir o plano previamente combinado com seu hematologista e procurar atendimento precoce em casos de inchaço, dor ou limitação de movimento nas articulações. Em casos de traumas mais graves ou na cabeça, sempre é necessário ser avaliado por um médico.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental informar a escola e outros responsáveis sobre a condição da criança e como agir em caso de sangramento, tendo um plano de ação para emergências e acesso rápido ao fator de coagulação.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se evitar medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anti-inflamatórios (por exemplo, o ibuprofeno) e antiagregantes (como o AAS), e manter as vacinas em dia (realizar preferencialmente por via subcutânea em centro de referência).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos 100 anos, o tratamento da hemofilia evoluiu de forma extraordinária, transformando uma condição frequentemente fatal na infância em uma doença crônica com boa qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, desde o início e até hoje, todos os cuidados e tratamentos necessários são fornecidos pelo SUS. No início do século XX, as opções eram limitadas a transfusões de sangue total ou plasma, com eficácia restrita e muitas complicações. A partir da década de 1960, a introdução dos concentrados de fator de coagulação revolucionou o manejo, permitindo tratamento mais direcionado, embora tenha sido marcada, nas décadas seguintes, por complicações graves, como a transmissão de vírus (principalmente HIV e hepatites) através dos hemoderivados. Com o avanço das técnicas de purificação e o desenvolvimento de fatores recombinantes nas décadas de 1980 e 1990, a segurança aumentou significativamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, seu tratamento é feito principalmente com a reposição do fator de coagulação que falta, aplicado na veia, seja para tratar sangramentos ou para preveni-los de forma regular &#8211; a profilaxia regular tornou-se padrão de cuidado, prevenindo sangramentos e sequelas articulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais recentemente, no início de 2026, uma nova medicação foi incorporada para uso em crianças abaixo de seis anos com hemofilia A grave: o emicizumabe, que é um medicamento aplicado de forma subcutânea, com menor frequência e que ajuda a “substituir” a função do fator VIII. Ele tem se mostrado muito eficaz na prevenção de sangramentos, inclusive em pacientes com formas mais complexas da doença, tornando o tratamento mais prático e melhorando a qualidade de vida dessas crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda há espaço para avanços no tratamento, principalmente para os pacientes com hemofilia B. A área continua evoluindo rapidamente, com perspectivas promissoras de novos tratamentos, como as terapias de reequilíbrio da coagulação e a terapia gênica, que podem transformar ainda mais o tratamento no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Julia L. Sion<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Hematologista Pediátrica do Hospital Infantil Sabará e do Hemocentro do Hospital das Clínicas da FMUSP-SP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>Alerta aos pais, familiares e adolescentes: cigarros eletrônicos (vapes e pods) não são inofensivos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/alerta-aos-pais-familiares-e-adolescentes-cigarros-eletronicos-vapes-e-pods-nao-sao-inofensivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 18:52:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Hoje, com o uso cada vez mais comum dos cigarros eletrônicos, muitos jovens – e também seus pais – estão começando a perceber algo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Vapes-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Hoje, com o uso cada vez mais comum dos cigarros eletrônicos, muitos jovens – e também seus pais – estão começando a perceber algo preocupante: a forte dependência de nicotina que esses dispositivos causam. Há adolescentes que já não conseguem assistir a uma aula inteira sem sair da sala para “vaporizar”, ou que usam escondido no fundo da classe, já que a fumaça quase não tem cheiro. Muitos dizem que não fumam – apenas “vaporizam”. Mas o efeito no corpo é real e perigoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses aparelhos contêm altas doses de nicotina, uma substância que causa vício rapidamente, além de diversos produtos químicos tóxicos que prejudicam os pulmões, o coração e o cérebro – especialmente em crianças e adolescentes, que ainda estão em desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem usa vape pode ter de cinco a seis vezes mais nicotina no sangue do que quem fuma o cigarro tradicional. Com isso, a dependência é maior e parar se torna muito mais difícil.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse fenômeno não é por acaso. Existe um marketing bem planejado de uma indústria que aumentou a concentração de nicotina e criou sabores doces e agradáveis para atrair cada vez mais jovens, formando consumidores por muitos anos. Os sabores de frutas, menta e doces facilitam o início do uso e passam a falsa ideia de algo inofensivo. É importante reforçar: vape não é vapor de água! É um aerossol cheio de substâncias prejudiciais, incluindo metais pesados, produtos cancerígenos e compostos que podem causar inflamações graves nos pulmões.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses dispositivos foram divulgados como uma alternativa “menos prejudicial”, mas já se sabe que podem causar doenças pulmonares graves e precoces, tão sérias quanto problemas conhecidos, como o enfisema. Além disso, muitas informações falsas circulam nas redes sociais, minimizando os riscos e incentivando o uso entre adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto preocupante é quando adultos acabam normalizando o consumo – seja usando vape junto com os filhos ou tratando isso como algo sem perigo. O exemplo dentro de casa tem enorme influência.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos mostram que:<br /> • Quando os pais fumam, cerca de metade dos filhos tende a repetir o hábito<br /> • Quando os pais não fumam, esse número cai muito<br /> O mesmo acontece com o consumo de álcool.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, o comportamento da família faz grande diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">É verdade que nem todas as pessoas que fumam terão doenças graves, mas o risco existe – e aumenta muito quando há histórico familiar de câncer ou problemas respiratórios. O tabagismo pode multiplicar essas chances.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos jovens começam por curiosidade com amigos, às vezes aos 12 ou 13 anos, e quando os pais percebem, o uso já se tornou diário.</p>
<p style="text-align: justify;">O consumo começa cada vez mais cedo e traz riscos reais à saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale a pena correr esse risco?</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar hoje é proteger o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatores:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Marina Buarque de Almeida<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">João Paulo Lotufo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP</strong></p>
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		<title>Como dizer não sem passar vergonha</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/como-dizer-nao-sem-passar-vergonha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 18:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Você já fez algo só pra não ficar de fora? Entendo… Medo de ser zoado, de parecer fraco, de perder amigos… A pressão do grupo é comum, mas ceder não é obrigatório. Se você não</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-De-olho-no-vicio-como-dizer-nao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Você já fez algo só pra não ficar de fora?</p>
<p>Entendo&#8230; Medo de ser zoado, de parecer fraco, de perder amigos&#8230;</p>
<p>A pressão do grupo é comum, mas ceder não é obrigatório. Se você não concorda com o que é proposto, não faça. Vergonha não é dizer não: é falar ou fazer algo só para agradar aos outros.</p>
<p>Dizer “não” é habilidade – e pode ser treinada. Vamos lá, então, para algumas dicas de como fazer sem “passar vergonha”!</p>
<p>Primeiro: você não precisa se explicar. Quanto menos justificativas, menos pressão. Responda diretamente:</p>
<p>“Tô fora.”</p>
<p>“Não curto.”</p>
<p>“Hoje não.”</p>
<p>“Vou passar.”</p>
<p>Se houver insistência, use a técnica do disco quebrado:</p>
<p>“Valeu, mas não quero.”<br />“Sério, não quero.”<br />“Já falei que não.”</p>
<p>Você pode usar saídas estratégicas, como colocar a culpa nos pais! Funciona bem!!!</p>
<p>“Meus pais são surtados com isso.”</p>
<p>“Se eu chegar com cheiro, tô morto.”</p>
<p>“Minha mãe rastreia meu celular.”</p>
<p>Isso vale também para mudanças de decisões. Se você topou fazer algo e percebe que está errado, que poderá causar problemas para você ou para outras pessoas, recue!</p>
<p>Não é pagar mico ou ser fraco. Pior do que mudar de ideia é fazer algo que você não queira ou não ache certo. Ser forte, ter personalidade, é saber sair de uma situação que não combina com você.</p>
<p>Lembre-se que você tem uma vida inteira pela frente. Dizer não, não afasta amigos: afasta problemas! Muitas coisas não serão proibidas pra sempre.<br />São arriscadas agora. Calma! Divirta-se sem “se fazer mal” e sem fazer mal aos outros!</p>
<p>De olho no vício</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Relatora:</strong></p>
<p><strong>Tania Zamataro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bem-estar mental da criança: um modo de existir, compreender e transformar a realidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/bem-estar-mental-da-crianca-um-modo-de-existir-compreender-e-transformar-a-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A Organização Mundial da Saúde define saúde mental como um estado de “bem-estar mental que permite à pessoa lidar com o estresse da </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/bem-estar-mental-da-crianca-um-modo-de-existir-compreender-e-transformar-a-realidade/">Bem-estar mental da criança: um modo de existir, compreender e transformar a realidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde define saúde mental como um estado de “bem-estar mental que permite à pessoa lidar com o estresse da vida, realizar as suas capacidades, aprender bem e trabalhar bem, e contribuir para a sua comunidade”.* Definir saúde mental, no entanto, não é tarefa fácil, pois para além do resultado produtivo (aprender bem, trabalhar bem e contribuir para a comunidade), ela se relaciona à maneira como as pessoas reagem às adversidades e a sua sensação de bem-estar no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando olhamos para a infância, esse conceito ganha novas nuances, referindo-se ao bem-estar emocional e social, que pode ser observado na maneira como a criança se desenvolve, aprende, relaciona-se com seus pares e familiares e lida com os problemas. A saúde mental da criança não se mede por desempenho ou obediência, mas pela sua capacidade de imaginar, de se expressar e brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">O brincar é, para ela, um modo de existir, compreender e transformar a realidade. A criança emocionalmente saudável sente-se segura para explorar o mundo e confia nos adultos que ama. Sabe que será acolhida quando os problemas aparecerem ou quando se sentir triste, com medo ou mesmo com raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao nascer, embora já tenhamos uma série de experiências da nossa vida no útero materno, somos seres extremamente frágeis, totalmente dependentes dos cuidados de quem nos acolhe. Nascemos inacabados – e também assim partimos, pois nunca estamos prontos –, e será por meio das interações que vivenciamos que nos constituiremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa fragilidade inicial, entretanto, está nossa potência: nossa diversidade. Nascemos para todas as línguas, para todas as culturas, para todos os ambientes. As interações que experienciamos nos primeiros anos de vida formam caminhos que deixam uma assinatura única no nosso cérebro. Somos seres plurais, mas totalmente singulares – fruto da experiência dos que nos antecederam e do nosso tempo, porém completamente únicos. Nunca, em nenhum outro momento, existirá alguém igual a nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos seres geneticamente sociais, já dizia Wallon; a interdependência, portanto, não é uma característica apenas da criança. É um pressuposto do humano, aliás do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de outubro, em que se comemora o Dia Mundial da Saúde Mental &#8211; no mesmo mês do Dia das Crianças -, desejamos que não falemos sobre doenças mentais, diagnósticos ou riscos. Desejamos que todas as mães e pais confiem na sua potencialidade e menos nas milhares de receitas sobre como criar as crianças, das quais eles, pais, são os maiores conhecedores. Desejamos que todos nós aceitemos que, algumas vezes, as coisas podem não dar certo – e que os erros também são importantes para a saúde mental humana. Desejamos que celebremos as pequenas alegrias, as conexões reais, a beleza da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Que possamos nos encantar com os instantes do cotidiano sem que precisemos fotografá-los e que tenhamos uma imensa gratidão por termos a oportunidade de cuidar das crianças e, pelo menos em alguns momentos, olharmos o mundo com os olhares delas. Que possamos, enfim, “<strong>transver” o mundo</strong>!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">* OMS, 2022: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-strengthening-our-response.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Rosa Resegue<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP</strong></p>



<p></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Um gesto que transforma a vida!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-gesto-que-transforma-a-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2025 10:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Doação de Órgãos]]></category>
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		<category><![CDATA[Nefrologia Pediátrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Transplante]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 27 de setembro celebramos o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para reforçar a importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo. Quando falamos em transplante, pensamos com frequência em adultos, mas é fundamental lembrar que crianças e adolescentes também podem ser doadores e receptores. Para muitos deles, o transplante representa a única chance de viver, crescer e se desenvolver plenamente. A lista de espera por órgãos no Brasil é longa, e, entre os milhares de pacientes cadastrados, há meninos e meninas em idade escolar, bebês e adolescentes que convivem diariamente com doenças graves do coração, fígado, pulmões ou rins. No caso da nefrologia pediátrica, por exemplo, o transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica em estágio terminal, permitindo uma vida mais próxima do normal do que a terapia dialítica poderia oferecer. Ao contrário do que muitos pensam, no Brasil a doação de órgãos por crianças e adolescentes de qualquer idade é possível, com a autorização da família após a morte do menor. Isso significa que não basta expressar em vida o desejo de ser doador, mas que também é fundamental conversar abertamente sobre o assunto com os familiares. Esse diálogo pode ser transformador, especialmente quando envolve pais e filhos. Crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre empatia, solidariedade e cidadania quando presenciam seus responsáveis tratando desse tema com clareza e sensibilidade. No contexto pediátrico, há uma particularidade: pais podem autorizar a doação de órgãos dos filhos menores em situações de morte encefálica confirmada. Trata-se de uma decisão extremamente delicada, mas que pode significar esperança para várias outras crianças e adolescentes. Muitas famílias que aceitaram a doação relatam que esse gesto trouxe conforto diante da dor da perda, por saberem que parte de seu filho continua vivendo em outra criança. O transplante de órgãos na infância não significa apenas salvar uma vida. Ele representa a possibilidade de ir à escola, brincar, praticar esportes, fazer planos para o futuro. É devolver à infância aquilo que a doença havia limitado. Para os adolescentes, significa retomar o caminho para a vida adulta com maior independência e qualidade de vida. Na nefrologia pediátrica, acompanhamos de perto histórias de crianças que dependiam de sessões frequentes de diálise, com restrições severas na alimentação e no cotidiano. Após o transplante, essas mesmas crianças conseguem brincar, viajar com a família e planejar uma vida mais livre. É difícil imaginar um contraste mais nítido entre a limitação e a possibilidade. O pediatra, que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida, tem um papel fundamental na educação em saúde sobre doação de órgãos. Ele pode orientar pais e responsáveis, esclarecer dúvidas, desmistificar medos e reforçar que a doação é um ato seguro, ético e cercado de critérios médicos rigorosos. Além disso, o pediatra pode ser um elo entre famílias e equipes de transplante, ajudando na identificação precoce de doenças graves que podem evoluir para necessidade de transplante. Como falar sobre doação de órgãos com crianças e adolescentes? A maneira de abordar o tema deve respeitar a idade e o grau de compreensão da criança: Para os pequenos, podemos falar em linguagem simples, destacando a ideia de que doar é ajudar outra pessoa a ficar bem. Já com os adolescentes, é possível discutir de forma mais direta, incluindo informações sobre cidadania, empatia e responsabilidade social. Essas conversas abrem espaço para formar uma geração mais consciente e solidária. O Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma oportunidade para refletirmos sobre como cada um de nós pode fazer a diferença. Declarar-se doador é um gesto simples, mas com impacto imensurável. No caso das crianças e adolescentes que aguardam na fila, cada doação significa a chance de uma vida inteira pela frente. Como médicos e cidadãos, temos a responsabilidade de difundir essa mensagem. A doação de órgãos não é apenas um ato de generosidade: é a concretização da esperança. Que possamos, juntos, transformar essa esperança em realidade para milhares de crianças e adolescentes.   Relator: Flavio de Oliveira IharaSecretário do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Doacao-de-Orgaos-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 27 de setembro celebramos o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para reforçar a importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo. Quando falamos em transplante, pensamos com frequência em adultos, mas é fundamental lembrar que crianças e adolescentes também podem ser doadores e receptores. Para muitos deles, o transplante representa a única chance de viver, crescer e se desenvolver plenamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A lista de espera por órgãos no Brasil é longa, e, entre os milhares de pacientes cadastrados, há meninos e meninas em idade escolar, bebês e adolescentes que convivem diariamente com doenças graves do coração, fígado, pulmões ou rins. No caso da nefrologia pediátrica, por exemplo, o transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica em estágio terminal, permitindo uma vida mais próxima do normal do que a terapia dialítica poderia oferecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do que muitos pensam, no Brasil a doação de órgãos por crianças e adolescentes de qualquer idade é possível, com a autorização da família após a morte do menor. Isso significa que não basta expressar em vida o desejo de ser doador, mas que também é fundamental conversar abertamente sobre o assunto com os familiares. Esse diálogo pode ser transformador, especialmente quando envolve pais e filhos. Crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre empatia, solidariedade e cidadania quando presenciam seus responsáveis tratando desse tema com clareza e sensibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No contexto pediátrico, há uma particularidade: pais podem autorizar a doação de órgãos dos filhos menores em situações de morte encefálica confirmada. Trata-se de uma decisão extremamente delicada, mas que pode significar esperança para várias outras crianças e adolescentes. Muitas famílias que aceitaram a doação relatam que esse gesto trouxe conforto diante da dor da perda, por saberem que parte de seu filho continua vivendo em outra criança.</p>
<p style="text-align: justify;">O transplante de órgãos na infância não significa apenas salvar uma vida. Ele representa a possibilidade de ir à escola, brincar, praticar esportes, fazer planos para o futuro. É devolver à infância aquilo que a doença havia limitado. Para os adolescentes, significa retomar o caminho para a vida adulta com maior independência e qualidade de vida. Na nefrologia pediátrica, acompanhamos de perto histórias de crianças que dependiam de sessões frequentes de diálise, com restrições severas na alimentação e no cotidiano. Após o transplante, essas mesmas crianças conseguem brincar, viajar com a família e planejar uma vida mais livre. É difícil imaginar um contraste mais nítido entre a limitação e a possibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">O pediatra, que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida, tem um papel fundamental na educação em saúde sobre doação de órgãos. Ele pode orientar pais e responsáveis, esclarecer dúvidas, desmistificar medos e reforçar que a doação é um ato seguro, ético e cercado de critérios médicos rigorosos. Além disso, o pediatra pode ser um elo entre famílias e equipes de transplante, ajudando na identificação precoce de doenças graves que podem evoluir para necessidade de transplante.</p>
<p style="text-align: justify;">Como falar sobre doação de órgãos com crianças e adolescentes? A maneira de abordar o tema deve respeitar a idade e o grau de compreensão da criança: Para os pequenos, podemos falar em linguagem simples, destacando a ideia de que doar é ajudar outra pessoa a ficar bem. Já com os adolescentes, é possível discutir de forma mais direta, incluindo informações sobre cidadania, empatia e responsabilidade social. Essas conversas abrem espaço para formar uma geração mais consciente e solidária.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma oportunidade para refletirmos sobre como cada um de nós pode fazer a diferença. Declarar-se doador é um gesto simples, mas com impacto imensurável. No caso das crianças e adolescentes que aguardam na fila, cada doação significa a chance de uma vida inteira pela frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Como médicos e cidadãos, temos a responsabilidade de difundir essa mensagem. A doação de órgãos não é apenas um ato de generosidade: é a concretização da esperança. Que possamos, juntos, transformar essa esperança em realidade para milhares de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Flavio de Oliveira Ihara<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretário do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP</strong></p>



<p></p>
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		<title>O Dia dos Filhos em quatro palavras</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-dia-dos-filhos-em-quatro-palavras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 16:14:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia dos Filhos é celebrado todo dia 23 de setembro. Essa data comemorativa parece um tanto estranha; afinal, todo ser humano é filho (ou filha). Já nasce nessa condição, uma vez que não há vida humana fruto de geração espontânea. Nesse sentido, essa data poderia ser nomeada de ‘Dia do Ser Humano’. Então, qual é o objetivo dessa comemoração? A ciência, hoje, nos possibilita gerar descendentes sem que saibamos de que matriz genética o novo ser tenha vindo. As atuais técnicas de inseminação e fertilização garantem o sucesso dessa empreitada. Então, podemos ter filhos (ou filhas) que não sabem quem são seus pais biológicos. Hoje, ainda, necessitamos de um útero de mulher para gerar um novo ser humano. Em teoria e na ficção científica, entretanto, existe a possibilidade de que essa gestação se dê em úteros artificiais. Com o cenário descrito, a figura do(a) genitor(a) pode se tornar confusa e despersonalizada, esmaecendo o protagonismo e o glamour dessa função. Todos somos filhos(as), porém, nem todos os filhos(as) são pais ou mães. Uma palavra emerge da ‘desconstrução’ feita acima, neste texto – a palavra CUIDADO. Nossa espécie, diferentemente das outras, não produz descendentes aptos para a vida, plenos para o exercício da sua autonomia. Eles necessitam de cuidados por um período longo até ganharem a sua independência. Outra palavra aflora – DEPENDÊNCIA. Que ensino, então, deve ser resgatado na data que estamos comemorando? O que nasce frágil e despreparado necessita de cuidados que devem lhe ser prestados necessariamente, sob o risco de que, em faltando, a vida desse novo ser corre perigo. Há uma relação a ser desenvolvida entre um e outro – o que carece de cuidados e aqueles que os oferecem. Outra palavra surge – RELACIONAMENTO. Esse relacionamento, entretanto, é um processo peculiar, que deve ser urdido e fundamentado num elemento essencial – AFETO. Essa é mais uma palavra a chamar nossa atenção. Parece que estas quatro palavras salientadas dão sentido à comemoração deste dia: CUIDADO &#8211; DEPENDÊNCIA &#8211; RELACIONAMENTO &#8211; AFETO. Os filhos são um dom da vida e não uma posse, como bem lembrou o poeta: “Vossos filhos não são vossos filhos.São os filhos e as filhas do anelo da Vida por si mesma.Vêm através de vós, mas não de vós.E embora estejam convosco, a vós não pertencem.”¹ Filhos nos constrangem a amar e cuidar, educar sem aprisionar. Eles nos convidam a viver o amor de modo inteiro, mesmo nos gestos pequenos – um abraço, uma conversa, uma presença. Outro poeta já nos havia alertado: “Para ser grande, sê inteiro: nadaTeu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa. Põe quanto ésNo mínimo que fazes.Assim em cada lago a lua todaBrilha, porque alta vive”² O Dia dos Filhos tem como objetivo: Valorizar o papel dos filhos na vida familiar; Fortalecer vínculos afetivos entre pais, mães e filhos; Promover momentos de convivência e diálogo dentro da família; Ressaltar a importância do cuidado, da educação e do afeto na relação entre gerações. É, também, uma maneira de incentivar a reflexão sobre os direitos das crianças e adolescentes, aproximando o sentido da comemoração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).   Saiba mais: O profeta. Khalil Gibran, 1923. Odes (reunidas na edição de Poemas de Ricardo Reis, 1946. (Fernando Pessoa utilizou nessa obra um de seus heterônimos.)   Relator:Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-dia-dos-filhos-em-quatro-palavras/">O Dia dos Filhos em quatro palavras</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/09/Imagem-Dia-dos-Filhos-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia dos Filhos é celebrado todo dia 23 de setembro. Essa data comemorativa parece um tanto estranha; afinal, todo ser humano é filho (ou filha). Já nasce nessa condição, uma vez que não há vida humana fruto de geração espontânea. Nesse sentido, essa data poderia ser nomeada de ‘Dia do Ser Humano’.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Então, qual é o objetivo dessa comemoração?</em></p>
<p style="text-align: justify;">A ciência, hoje, nos possibilita gerar descendentes sem que saibamos de que matriz genética o novo ser tenha vindo. As atuais técnicas de inseminação e fertilização garantem o sucesso dessa empreitada. Então, podemos ter filhos (ou filhas) que não sabem quem são seus pais biológicos. Hoje, ainda, necessitamos de um útero de mulher para gerar um novo ser humano. Em teoria e na ficção científica, entretanto, existe a possibilidade de que essa gestação se dê em úteros artificiais. Com o cenário descrito, a figura do(a) genitor(a) pode se tornar confusa e despersonalizada, esmaecendo o protagonismo e o glamour dessa função.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Todos somos filhos(as), porém, nem todos os filhos(as) são pais ou mães.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Uma palavra emerge da ‘desconstrução’ feita acima, neste texto – a palavra <strong>CUIDADO</strong>. Nossa espécie, diferentemente das outras, não produz descendentes aptos para a vida, plenos para o exercício da sua autonomia. Eles necessitam de cuidados por um período longo até ganharem a sua independência. Outra palavra aflora – <strong>DEPENDÊNCIA.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Que ensino, então, deve ser resgatado na data que estamos comemorando?</em></p>
<p style="text-align: justify;">O que nasce frágil e despreparado necessita de cuidados que devem lhe ser prestados necessariamente, sob o risco de que, em faltando, a vida desse novo ser corre perigo. Há uma relação a ser desenvolvida entre um e outro – o que carece de cuidados e aqueles que os oferecem. Outra palavra surge – <strong>RELACIONAMENTO</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse relacionamento, entretanto, é um processo peculiar, que deve ser urdido e fundamentado num elemento essencial – <strong>AFETO</strong>. Essa é mais uma palavra a chamar nossa atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que estas quatro palavras salientadas dão sentido à comemoração deste dia: <strong><em>CUIDADO</em></strong><em> <strong>&#8211;</strong> <strong>DEPENDÊNCIA &#8211; RELACIONAMENTO &#8211; AFETO</strong>.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Os filhos são um dom da vida e não uma posse, como bem lembrou o poeta:</p>
<p style="text-align: justify;">“Vossos filhos não são vossos filhos.<br />São os filhos e as filhas do anelo da Vida por si mesma.<br />Vêm através de vós, mas não de vós.<br />E embora estejam convosco, a vós não pertencem.”¹</p>
<p style="text-align: justify;">Filhos nos constrangem a amar e cuidar, educar sem aprisionar. Eles nos convidam a viver o amor de modo inteiro, mesmo nos gestos pequenos – um abraço, uma conversa, uma presença. Outro poeta já nos havia alertado:</p>
<p style="text-align: justify;">“Para ser grande, sê inteiro: nada<br />Teu exagera ou exclui.<br />Sê todo em cada coisa. Põe quanto és<br />No mínimo que fazes.<br />Assim em cada lago a lua toda<br />Brilha, porque alta vive”²</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia dos Filhos tem como objetivo: Valorizar o papel dos filhos na vida familiar; Fortalecer vínculos afetivos entre pais, mães e filhos; Promover momentos de convivência e diálogo dentro da família; Ressaltar a importância do cuidado, da educação e do afeto na relação entre gerações. É, também, uma maneira de incentivar a reflexão sobre os direitos das crianças e adolescentes, aproximando o sentido da comemoração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><em>O profeta</em>. Khalil Gibran, 1923.</li>
<li><em>Odes (</em>reunidas na edição de <em>Poemas de Ricardo Reis, </em>1946. (Fernando Pessoa utilizou nessa obra um de seus heterônimos.)</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fernando MF Oliveira<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>O paradoxo das redes sociais x solidão</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-paradoxo-das-redes-sociais-x-solidao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 16:38:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os novos meios digitais – como smartphones, tablets, notebooks, consoles de jogos eletrônicos, entre outros – ocupam um espaço cada vez maior na vida de crianças</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Os novos meios digitais – como smartphones, tablets, notebooks, consoles de jogos eletrônicos, entre outros – ocupam um espaço cada vez maior na vida de crianças e adolescentes. Paralelamente, pais e educadores têm observado uma crescente sobrecarga imposta por essas tecnologias, cujos impactos vão muito além do entretenimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos estudos científicos e observações de especialistas apontam que o contato saudável com as novas mídias depende do respeito aos estágios do desenvolvimento biológico, psicológico e social dos jovens. Isso significa que a introdução e o uso das tecnologias devem acompanhar, de forma responsável, a maturidade de cada faixa etária.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental, portanto, oferecer orientações claras sobre os riscos associados às mídias digitais. Isso inclui cuidados com o comportamento nas redes, prevenção à dependência tecnológica, proteção da privacidade, conscientização sobre conteúdos inadequados e perigos on-line, além das implicações legais e dos impactos à saúde causados pela exposição excessiva às telas. É necessário também revisar medidas de proteção e estabelecer protocolos preventivos para lidar com possíveis ameaças de forma eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos buscar um equilíbrio entre, de um lado, as necessidades e interesses dos jovens e, de outro, as restrições necessárias para protegê-los, incluindo o uso criterioso de softwares de segurança. Para isso, torna-se indispensável uma educação midiática preventiva, conduzida por pais e educadores, que considere o estágio de desenvolvimento da criança e reforce experiências no mundo real, promovendo o contato com a natureza, os vínculos afetivos e a socialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que nunca, precisamos cuidar dos pilares essenciais da saúde infantil: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, brincadeiras lúdicas, convívio social, sono de qualidade, hidratação, exposição ao sol, espiritualidade e contato com a natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecemos os avanços positivos que a tecnologia proporcionou, especialmente durante a pandemia. No entanto, não podemos negligenciar nossa responsabilidade – como pais, educadores e profissionais de saúde – de proteger crianças e adolescentes dos danos associados ao uso excessivo e inadequado das telas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma responsabilidade compartilhada por todos: professores, pediatras e especialistas devem orientar famílias e comunidades para enfrentarmos juntos os desafios impostos pelas mídias digitais e redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 30 de junho, celebramos o Dia Mundial das Redes Sociais. Para que essa data possa, de fato, ser comemorada com sentido, precisamos garantir que nossas crianças e adolescentes não percam seus vínculos essenciais: com a realidade, com a família, com a sociedade e com a natureza. Afinal, sem esses laços, corremos o risco de formar uma geração órfã de experiências fundamentais ao seu pleno desenvolvimento – físico, emocional, social e espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">Unamo-nos por essa causa. Que o ser humano não se transforme em objeto ou mercadoria, nem se isole a ponto de adoecer na solidão. É nosso dever coletivo preservar o que nos torna verdadeiramente humanos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Silvia Guiguer Chaim<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente da Regional do Grande ABC da Sociedade de Pediatria de São Paulo </strong><strong style="font-size: revert; color: initial;"><br /></strong></p>



<p></p>
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		<title>Diálogo, informação e empatia são o caminho para a prevenção de uma gravidez precoce</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dialogo-informacao-e-empatia-sao-o-caminho-para-a-prevencao-de-uma-gravidez-precoce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 16:09:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Gravidez-Adolescencia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Gravidez-Adolescencia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Gravidez-Adolescencia-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência! Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Gravidez-Adolescencia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Gravidez-Adolescencia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Gravidez-Adolescencia-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência!</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam o que podem fazer para que mulheres não engravidem nessa fase.</p>
<p style="text-align: justify;">A gravidez precoce, desejada ou não, tem como definição aquela que ocorre antes dos 20 anos de idade. Uma fase da vida da mulher em que mudanças físicas, psíquicas e aquisições acadêmicas definirão seu futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a gravidez precoce continua sendo um dos principais fatores que contribuem para a mortalidade materna e infantil e para o ciclo de doenças e pobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">Os fatores de risco para gravidez na adolescência são: baixa escolaridade, menor renda familiar, abandono escolar, falta de companheiro, ausência de planos para o futuro, repetição do padrão familiar (mãe que também engravidou na adolescência), início precoce da atividade sexual, baixa autoestima, abuso de álcool e outras drogas, falta de conhecimento dos métodos contraceptivos, falta de conhecimento a respeito da sexualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção da gravidez na adolescência começa com educação sexual desde pequenos, dentro da família. A família representa o primeiro núcleo de socialização do indivíduo, de busca de estratégias para resolução de problemas pessoais, financeiros e espirituais; é a primeira fonte de segurança, oferecendo críticas e cobranças que podem ter efeito positivo ou negativo ao longo da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguem algumas dicas úteis para pais, responsáveis, professores e educadores:</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, sejam empáticos, abertos ao diálogo. Ouçam com atenção o que o adolescente está falando:  deixem que ele/ela fale primeiro e observem o silêncio ou reações quando determinados assuntos aparecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Conversem sobre a importância do respeito com o próprio corpo, de construírem a autoimagem, de se aceitarem como são, mudando o que é possível e aceitando o que não se pode mudar, trabalhando assim a resiliência.</p>
<p style="text-align: justify;">Estimule sempre a estudar, fazer planos para o futuro e manter a autoestima elevada.</p>
<p style="text-align: justify;">Sejam claros, sucintos, objetivos nas perguntas e nas respostas. Não inventem, não aumentem, nem menosprezem as informações e os sentimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">O adolescente precisa ter direito à informação correta sobre sexualidade e acesso a métodos contraceptivos seguros e eficazes, assim como serviços de saúde confiáveis, confidenciais e acessíveis. E, junto ao médico, podem e devem saber o método de anticoncepção que mais lhes convém.</p>
<p style="text-align: justify;">O envolvimento de pais, mães e responsáveis está ligado ao aumento do bem-estar e da autoestima de crianças e adolescentes, o que previne o consumo de álcool e outras drogas, melhora o desempenho escolar, a capacidade de socialização, diminui o risco de abandono escolar, depressão, pensamentos suicidas e gravidez na adolescência.</p>
<p style="text-align: justify;">Exercer a sexualidade com responsabilidade pode evitar riscos de graus variáveis, como infecções sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce. O diálogo, informação, empatia e amor são o caminho para o sucesso!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">Adolescência e sexualidade: visão atual. Coordenadores: Maria Ignez Saito et al. São Paulo: Editora Atheneu, 2016 (Série Atualizações Pediátricas).</p>
<p style="text-align: justify;">Desafios atuais para a saúde e bem-estar dos adolescentes. Editores: Elizete Prescinotti Andrade, Elisiane Elias Mendes Machado, Alexandre Massashi Hirata. 1. edição. Rio de Janeiro: Atheneu, 2024.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Elisiane Elias Mendes Machado<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Ambiente de sono seguro: cobertores vestíveis são mais seguros</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/ambiente-de-sono-seguro-cobertores-vestiveis-sao-mais-seguros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 16:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Garantir um ambiente de sono seguro para bebês é essencial para a segurança e bem-estar dos pequenos. Um dos principais cuidados está na escolha </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Imagem-Cobertor-Vestivel-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Garantir um ambiente de sono seguro para bebês é essencial para a segurança e bem-estar dos pequenos. Um dos principais cuidados está na escolha do que o bebê vai usar durante o sono, especialmente em relação a cobertores e roupas de cama. Um dos itens mais recomendados é o <strong>cobertor vestível</strong>, também conhecido como &#8220;saco de dormir&#8221;, que pode ser uma alternativa mais segura aos cobertores tradicionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é um cobertor vestível?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O cobertor vestível é uma peça de roupa que o bebê usa durante o sono, funcionando como um cobertor, mas de forma mais segura. Ele cobre o bebê como um saco, permitindo liberdade para os movimentos das pernas, enquanto mantém o corpo aquecido sem o risco de sufocação, estrangulamento ou superaquecimento, algo que pode acontecer com cobertores comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Em geral possuem um zíper ou uma série de botões de pressão, normalmente na frente, tornando extremamente fácil vestir. O design do cobertor vestível impede que ele se desloque durante a noite, garantindo que o bebê fique coberto sem o perigo de sufocamento. Os braços devem ser livres para o caso de o bebê rolar, poder voltar para a posição original. Os sacos de dormir podem ser usados desde recém-nascido até os dois anos de idade, sendo importante verificar o tamanho adequado para o bebê.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Cobertor-Vestivel.png" alt="" width="283" height="263" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que os cobertores vestíveis são mais seguros?</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Redução do risco de sufocamento:</strong> Cobertores e edredons soltos podem cobrir o rosto do bebê, aumentando o risco de sufocamento. Com os cobertores vestíveis, o bebê fica sempre coberto de forma segura, sem o risco de se enroscar.</li>
<li><strong>Prevenção do superaquecimento</strong>: Bebês têm maior dificuldade em regular a temperatura do corpo. Cobertores pesados ou roupas de cama excessivas podem causar superaquecimento, o que está associado ao risco de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI).</li>
<li><strong>Facilidade de uso:</strong> Ao contrário dos cobertores tradicionais, que podem se deslocar facilmente, o cobertor vestível mantém o bebê aquecido sem que os pais precisem se preocupar em ajustar durante a noite. Além disso, muitos modelos têm fechos que tornam fácil colocar e tirar o bebê de forma rápida, sem interrupções no sono.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras dicas para um ambiente de sono seguro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além de optar por um cobertor vestível, existem outras práticas recomendadas para garantir um ambiente de sono seguro para o bebê:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Crianças menores de 1 ano devem ser colocadas para dormir de “barriga para cima”:</strong> A posição de dormir é fundamental para reduzir o risco de SMSI. O bebê deve sempre ser colocado para dormir de “barriga para cima“ em qualquer sono.</li>
<li><strong>Usar um colchão firme:</strong> Evite colchões muito macios, que podem aumentar o risco de asfixia. O colchão deve ser firme e bem ajustado ao berço, plano e sem inclinação. O lençol deve ser preso ao colchão com elástico.</li>
<li><strong>Evitar objetos no berço:</strong> Não coloque travesseiros, protetores de berço, brinquedos ou cobertores soltos no berço. Estes itens podem representar um risco de sufocamento ou estrangulamento.</li>
<li><strong>Escolher berço certificado pelo “INMETRO”.</strong> Os berços certificados garantem que passaram por testes de segurança e qualidade.</li>
<li><strong>Manter a temperatura do ambiente confortável:</strong> O quarto do bebê deve ter uma temperatura amena. Evite agasalhar demais o bebê, já que o superaquecimento é um risco para a saúde dele.</li>
<li><strong>Compartilhar o quarto, mas não a mesma cama.</strong> É recomendado que o bebê compartilhe o quarto com os pais até pelo menos 6 meses, mas nunca a mesma cama. O compartilhamento de sofás e poltronas é muito perigoso, aumentando consideravelmente o risco de morte.</li>
<li><strong>O aleitamento materno tem efeito protetor contra a morte súbita. </strong>Quanto maior o tempo de amamentação, maior a proteção contra a morte súbita.</li>
<li><strong>Evitar tabagismo, consumo de álcool ou drogas ilícitas na gestação ou parto. </strong>Estes fatores estão relacionados a mortes de bebês durante o sono.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Ao seguir essas orientações, os pais podem garantir que o ambiente de sono do bebê seja o mais seguro possível, reduzindo os riscos e promovendo uma boa noite de descanso para o pequeno. Lembre-se, a segurança no sono do bebê é uma prioridade e deve ser levada a sério desde os primeiros dias de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sarah Saul<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Que tipo de escola comemorar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/que-tipo-de-escola-comemorar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Mar 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>            Dia 15 de março é o Dia da Escola. Para um país continental como é o nosso Brasil, cheio de variações regionais, de diferentes culturas, com diversidade de sotaques, quando falamos em escola, qual escola nós estamos nos referindo?             Existem escolas públicas, particulares, civis, militares, as que estão em regiões nobres, outras em periferias e subúrbios e algumas na zona rural, no sertão ou dentro da floresta. Há escolas com paredes de madeira, outras de alvenaria, algumas em containers de metal, outras quase sem estrutura alguma.             Se queremos realmente um país melhor, mais justo, com mais oportunidades e que se desenvolva com prosperidade, precisamos olhar para dentro das nossas escolas. Infelizmente encontramos nelas profissionais cansados, sobrecarregados, pouco valorizados. Precisamos avaliar as condições de ventilação, de arejamento, de iluminação e de piso onde as nossas crianças estão. Verificar se há banheiros em número ideal, ver como é feita a higiene do ambiente. Saber qual tem sido o envolvimento dos pais e da comunidade com a instituição.             É preciso destacar que ainda existem profissionais dedicados e criativos, que ainda existem alunos interessados, que existe um potencial imenso de criatividade e que o choque de gerações deve melhorar os relacionamentos e não causar distanciamento.             Essencial eleger a leitura como pilar para o desenvolvimento das atividades, de provocar a curiosidade com livros e mais livros. De falar sobre a liberdade de pensar e de se responsabilizar pelo pensamento, de falar sobre como mudar e como transformar o mundo.             Lembramos que escola não é depósito de crianças para os pais poderem trabalhar, a educação deve começar em casa, com o ensino do respeito e da gentileza e que o convívio com pessoas da mesma faixa de idade será importante para os nossos filhos.             Temos muito a fazer. Por isso, convido a todos que estão lendo este texto a conhecer a escola de seus filhos, ou a escola mais próxima de sua casa. Se possível, seja um voluntário. Ajudem a fazer diferença para construir um mundo melhor.   Relator:Fausto Flor CarvalhoPresidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São PauloCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/03/Imagem-dia-da-escola-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">            Dia 15 de março é o Dia da Escola. Para um país continental como é o nosso Brasil, cheio de variações regionais, de diferentes culturas, com diversidade de sotaques, quando falamos em escola, qual escola nós estamos nos referindo?</p>
<p style="text-align: justify;">            Existem escolas públicas, particulares, civis, militares, as que estão em regiões nobres, outras em periferias e subúrbios e algumas na zona rural, no sertão ou dentro da floresta. Há escolas com paredes de madeira, outras de alvenaria, algumas em containers de metal, outras quase sem estrutura alguma.</p>
<p style="text-align: justify;">            Se queremos realmente um país melhor, mais justo, com mais oportunidades e que se desenvolva com prosperidade, precisamos olhar para dentro das nossas escolas. Infelizmente encontramos nelas profissionais cansados, sobrecarregados, pouco valorizados. Precisamos avaliar as condições de ventilação, de arejamento, de iluminação e de piso onde as nossas crianças estão. Verificar se há banheiros em número ideal, ver como é feita a higiene do ambiente. Saber qual tem sido o envolvimento dos pais e da comunidade com a instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">            É preciso destacar que ainda existem profissionais dedicados e criativos, que ainda existem alunos interessados, que existe um potencial imenso de criatividade e que o choque de gerações deve melhorar os relacionamentos e não causar distanciamento.</p>
<p style="text-align: justify;">            Essencial eleger a leitura como pilar para o desenvolvimento das atividades, de provocar a curiosidade com livros e mais livros. De falar sobre a liberdade de pensar e de se responsabilizar pelo pensamento, de falar sobre como mudar e como transformar o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">            Lembramos que escola não é depósito de crianças para os pais poderem trabalhar, a educação deve começar em casa, com o ensino do respeito e da gentileza e que o convívio com pessoas da mesma faixa de idade será importante para os nossos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">            Temos muito a fazer. Por isso, convido a todos que estão lendo este texto a conhecer a escola de seus filhos, ou a escola mais próxima de sua casa. Se possível, seja um voluntário. Ajudem a fazer diferença para construir um mundo melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Fausto Flor Carvalho<br />Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/que-tipo-de-escola-comemorar/">Que tipo de escola comemorar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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