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	<title>Arquivos Pele - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Pele - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Vitiligo &#8211; Sintomas, Diagnóstico e Tratamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vitiligo-sintomas-diagnostico-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2025 18:51:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vitiligo-sintomas-diagnostico-e-tratamento/">Vitiligo &#8211; Sintomas, Diagnóstico e Tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Dia-Mundial-do-Vitiligo-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, portanto não passa de uma pessoa para outra. Essa é uma doença que afeta pessoas com e até mesmo sem predisposição genética.</p>
<p style="text-align: justify;">Impactos emocionais não pioram a doença em pacientes predispostos, mas acabam agindo como gatilhos, como fator agravante.</p>
<p style="text-align: justify;">O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas. No entanto, os seus principais sintomas são:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pode ocorrer clareamento dos pelos do corpo e cabelos, incluindo cílios e barba;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais);</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Não apresenta sintomas como coceira ou dor;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar caso a caso para tratar cada forma de maneira correta.</p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também na época que o diagnóstico é feito. Quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o momento não há cura e o tratamento é crônico.</p>
<p style="text-align: justify;">Há o tratamento tópico, direcionado para cada fase do vitiligo, além de imunomoduladores tópicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles incluem medicações locais, medicações orais e fototerapia. E há os medicamentos imunobiológicos, que estão em estudo e são mais específicos. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico do tipo de vitiligo para a escolha do tratamento mais adequado, inclusive pesquisar outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho. E para comemorarmos a criação deste dia, ressaltamos a importância de se proteger do sol com a utilização de protetores solares de alta cobertura, sendo estes obrigatórios, pois são áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele, além de agravar o vitiligo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Selma Hélène<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dia Mundial do Vitiligo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-do-vitiligo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 13:40:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-vitiligo-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-vitiligo-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-vitiligo-1-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho, data criada para conscientizar e minimizar o preconceito sobre a doença. O vitiligo é uma doença dermatológica em que somente a pele é afetada. Não é contagioso e podem estar associadas a ele alterações da tireoide, que devem ser investigadas quando o diagnóstico de vitiligo estiver estabelecido.É uma doença autoimune, ou seja, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.Vários fatores estão relacionados ao aparecimento das manchas. O fator genético e história na família podem predispor o paciente a ter a doença.Existem várias formas de vitiligo. Ou seja, nem todas as formas vão determinar o aparecimento das manchas brancas no corpo todo. Existem formas localizadas também.Ao contrário do que se pensa, o sol é um fator agravante da doença, piorando as manchas e podendo agravar a doença. O paciente com suspeita de vitiligo deve ser avaliado pelo médico habilitado, pois existem muitas doenças de pele que podem ser confundidas com ele.Algumas vezes o uso de lâmpadas específicas, usadas no exame da superfície corporal, ajuda a fazer o diagnóstico diferencial entre manchas duvidosas. O diagnóstico é feito através do exame clínico, não sendo indicadas biópsias da pele, por estas não serem conclusivas, ou seja, muitas doenças podem apresentar o mesmo resultado.Existem vários tratamentos para o vitiligo. Para cada forma de vitiligo, áreas do corpo acometidas e avanço da doença há tratamentos adequados. Eles podem ser locais, assim como tratamentos associados para controle das manchas. O uso de protetores solares diários é fundamental no controle da doença.   RelatoraSelma M. F. HélènePresidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-vitiligo-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-vitiligo-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-vitiligo-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho, data criada para conscientizar e minimizar o preconceito sobre a doença. O vitiligo é uma doença dermatológica em que somente a pele é afetada. Não é contagioso e podem estar associadas a ele alterações da tireoide, que devem ser investigadas quando o diagnóstico de vitiligo estiver estabelecido.<br /><span style="font-size: revert; color: initial;">É uma doença autoimune, ou seja, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.<br /></span><span style="color: initial; font-size: revert;">Vários fatores estão relacionados ao aparecimento das manchas. O fator genético e história na família podem predispor o paciente a ter a doença.<br /></span><span style="color: initial; font-size: revert;">Existem várias formas de vitiligo. Ou seja, nem todas as formas vão determinar o aparecimento das manchas brancas no corpo todo. Existem formas localizadas também.<br /></span><span style="font-size: revert; color: initial;">Ao contrário do que se pensa, o sol é um fator agravante da doença, piorando as manchas e podendo agravar a doença. O paciente com suspeita de vitiligo deve ser avaliado pelo médico habilitado, pois existem muitas doenças de pele que podem ser confundidas com ele.<br /></span><span style="font-size: revert; color: initial;">Algumas vezes o uso de lâmpadas específicas, usadas no exame da superfície corporal, ajuda a fazer o diagnóstico diferencial entre manchas duvidosas. O diagnóstico é feito através do exame clínico, não sendo indicadas biópsias da pele, por estas não serem conclusivas, ou seja, muitas doenças podem apresentar o mesmo resultado.<br /></span><span style="font-size: revert; color: initial;">Existem vários tratamentos para o vitiligo. Para cada forma de vitiligo, áreas do corpo acometidas e avanço da doença há tratamentos adequados. Eles podem ser locais, assim como tratamentos associados para controle das manchas. O uso de protetores solares diários é fundamental no controle da doença.</span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Selma M. F. Hélène<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Internacional da Conscientização do Albinismo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-internacional-da-conscientizacao-do-albinismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jun 2024 15:45:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O albinismo é uma condição genética, congênita, rara, que se caracteriza pela ausência total ou parcial da pigmentação da pele, dos pelos e olhos. Sua incidência é de 1:20.000 nasci</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/06/Imagem-Albinismo-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O albinismo é uma condição genética, congênita, rara, que se caracteriza pela ausência total ou parcial da pigmentação da pele, dos pelos e olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua incidência é de 1:20.000 nascidos vivos, portanto considerada uma doença rara.</p>
<p style="text-align: justify;">De uma maneira geral, o albinismo ocorre em consequência a uma alteração na enzima tirosinase envolvida na produção de melanina. Mais profundamente, existem 19 genes envolvidos no albinismo e, em cada um desses genes, diferentes mutações podem ocorrer, determinando, desse modo, diferentes manifestações clínicas. Assim, temos um espectro clínico do albinismo que pode variar muito de uma pessoa para outra.</p>
<p style="text-align: justify;">A melanina se distribui por todo o corpo, dando cor amarronzada de nossas peles, confere proteção à pele, cabelos, pelos e coloração à íris dos olhos. Além do que, a melanina funciona como agente protetor contra os raios ultravioleta do sol.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tipos de albinismo </strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong>Oculocutâneo</strong> (completo/total) – em que há o acometimento da pele- olhos-pelos.</li>
<li><strong>Ocular </strong>– somente os olhos sofrem da despigmentação; e os problemas de visão são mais graves; no albinismo ocular, a cor da íris pode variar de azul a verde e, em alguns casos, castanho-claro.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> As complicações nos preocupam no albinismo e merecem atenção redobrada:</p>
<p style="text-align: justify;">câncer de pele, deficiência visual severa, queimaduras solares, hipovitaminose D. </p>
<p style="text-align: justify;">O albinismo é associado com um número de alterações oftalmológicas, como: erros de refração, tais quais astigmatismo, estrabismo, miopia, hipermetropia, além de fotofobia, nistagmo, baixa visão. </p>
<p style="text-align: justify;">Todos os indivíduos albinos terão algum grau de comprometimento visual provocado pela falta de melanina, que é muito importante para a preservação da função do nervo óptico e desenvolvimento da visão. Essas modificações da estrutura e do funcionamento ocular é que desencadeiam os problemas visuais.</p>
<p style="text-align: justify;">A falta de pigmentação da pele faz com que o organismo fique mais suscetível a queimaduras solares e cânceres de pele.</p>
<p style="text-align: justify;">A exposição ao sol não produz o bronzeamento e acaba por causar queimaduras de graus variados.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, muitos albinos preferem a noite para desenvolvimento de suas atividades, daí o nome <em>filhos da lua</em>. Muitos indivíduos albinos sofrem dificuldades de adaptação social e emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos casos de albinismo são diagnosticados nos primeiros dias de vida, levando em conta as alterações na pigmentação da pele, dos cabelos, cílios e sobrancelhas. No entanto, o exame oftalmológico minucioso é o instrumento mais importante para o diagnóstico clínico do albinismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, não podemos esquecer dos exames genéticos moleculares, que podem ser requisitados a fim de determinar as mutações e estabelecer os diagnósticos diferenciais e aconselhamento genético.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso é indicada a pesquisa molecular para definição exata do tipo de mutação. No entanto, esse exame não está disponível no sistema público de saúde brasileiro por enquanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, o diagnóstico genético é de fundamental importância na abordagem dos pacientes albinos. Por meio da pesquisa molecular poderemos realizar a classificação dos subtipos, o que não é possível unicamente pela avaliação clínica fenotípica diagnosticar os casos não evidentes clinicamente, promover aconselhamento genético adequado e identificar as formas sindrômicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os recursos terapêuticos recomendados na infância e ao longo da vida são vários:</p>
<p style="text-align: justify;">1 &#8211; Uso de lentes corretivas</p>
<p style="text-align: justify;">2 &#8211; Tampões e óculos para corrigir o estrabismo;</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Óculos escuros com proteção UV para controle da fotofobia e para proteger a retina dos raios ultravioleta;</p>
<p style="text-align: justify;">4 &#8211; Existem lentes especiais que escurecem à medida que a claridade aumenta, que podem ser muito úteis no dia a dia dos albinos;</p>
<p style="text-align: justify;">5 &#8211; O acompanhamento por um oftalmologista e dermatologista é mandatório e deve ser iniciado precocemente;</p>
<p style="text-align: justify;">6 &#8211; Pelo menos uma vez por ano, a pessoa albina deve passar pela avaliação de um dermatologista, mas os cuidados com a pele precisam ser permanentes; </p>
<p style="text-align: justify;">7 &#8211; É fundamental evitar a exposição solar, especialmente entre 10 e 16 horas;</p>
<p style="text-align: justify;">8 &#8211; Usar protetor solar (no mínimo FPS 30), que deve ser reaplicado (a cada 2 horas), várias vezes por dia, mesmo nos dias nublados;</p>
<p style="text-align: justify;">9 &#8211; Uso de roupas com proteção UV;</p>
<p style="text-align: justify;">10 &#8211; A suplementação de vitamina D é necessária.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O albinismo não é contagioso, não compromete o desenvolvimento físico ou intelectual desses indivíduos. Infelizmente, muitos são cercados de mitos e preconceitos que têm impacto negativo sobre sua autoestima e sociabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, é preciso que a criança albina desde pequena aprenda:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>A cuidar do próprio corpo, evitando a exposição ao sol e usando protetor solar o tempo todo;</li>
<li>A lidar com os desafios que pode enfrentar nos relacionamentos;</li>
<li>A desenvolver habilidades que a ajudem a superar a deficiência visual. Por exemplo, sentar-se nas carteiras da frente da sala de aula, longe de focos de luz muito fortes, usar lupas para aumentar o tamanho das letras, são estratégias que revertem em benefício do aluno e em seu rendimento escolar.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> O albinismo é hereditário, e transmite-se de duas formas distintas:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Autossômica recessiva;</li>
<li>Autossômica dominante.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Assim, o aconselhamento genético e evitar casamento consanguíneo é importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não termos cura, o acompanhamento clínico já está bem estabilizado, e trabalhar preventivamente, rastreando as patologias que podem vir a aparecer com maior frequência, é a base desse acompanhamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda atualmente, especialmente em países africanos, existem casos de albinos sendo mortos e seus corpos usados em rituais. Outro sério problema é a falsa crença de que relações sexuais com uma mulher albina iriam curar a Aids, crença essa que acarreta estupros e, consequentemente, infecções de HIV.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrando que dia 13/6 é o Dia Internacional da Conscientização do Albinismo e este texto traz luz às questões de preconceito, cuidados e a luta em disseminar informações sérias referentes ao albinismo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong><strong><br />Patrícia Salmona<br />Pediatra e Geneticista Clínica<br />Secretária do Departamento Científico de Genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-nacional-dos-portadores-de-vitiligo-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2023 19:44:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-vitiligo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-vitiligo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Imagem-vitiligo-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>1º de agosto é o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo, uma doença (e não uma condição) cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é </p>
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<p>1º de agosto é o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo, uma doença (e não uma condição) cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda de pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">O vitiligo é uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas. Muito importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, ou seja, não passa de uma pessoa para outra. É uma doença que afeta pessoas com predisposição genética, ou até mesmo sem predisposição genética, mas exclusivamente que possuem a alteração em seus melanócitos.</p>
<p><strong>Quais são as possíveis causas da doença?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como dito anteriormente, alguns pacientes podem apresentar predisposição genética; impactos emocionais não determinam a doença, mas auxiliam a dermatose a aparecer, agindo como gatilhos.</p>
<p><strong>Como se manifesta?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas; no entanto, os seus principais sintomas são:</p>
<p>&#8211; perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; cabelos e pelos do corpo, dependendo da área afetada, podem descolorir; incluindo cílios e barba, o que acontece de maneira irregular;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais) e não apresentam sintomas como coceira ou dor.</p>
<p><strong>Como o vitiligo começa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito. Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar cada caso para tratar cada forma de maneira correta.</p>
<p><strong>Há tratamento para o vitiligo? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também do período em que o diagnóstico é feito: quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas. Entretanto, o tratamento é crônico, pois ainda não há cura para a doença. O tratamento inclui medicações locais, medicações orais, fototerapia; imunobiológicos estão em estudo, que são medicações mais especificas. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico e o tratamento adequado, inclusive na pesquisa de outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.</p>
<p style="text-align: justify;">Não tomar sol. Os protetores solares de alta coberturas são obrigatórios, pois protegem áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele.</p>
<p><strong>Qual o impacto do vitiligo no portador dessa doença? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O vitiligo é uma doença benigna, porém autoimune, por isso deve ser acompanhado, uma vez que traz um impacto social e emocional frequentemente importante. Dessa maneira, cabe ao dermatologista avaliar cada caso para indicação de suporte com terapias e até medicamentos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Selma M. F. Hélène<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São P</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">aulo</strong></p>
<p> </p>
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		<title>Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-nacional-de-combate-a-discriminacao-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 19:17:16 +0000</pubDate>
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<p>Dia 3 de julho é o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. A data é necessária, pois temos cinco séculos de construção como nação colonizada por</p>
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<p style="text-align: justify;">Dia 3 de julho é o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. A data é necessária, pois temos cinco séculos de construção como nação colonizada por brancos europeus, com a escravidão inicial de índios (povos originários) e depois de negros trazidos da África para o trabalho pesado nos engenhos e fazendas.</p>
<p style="text-align: justify;">O bebê não nasce com preconceitos em relação à cor da pele ou tipo de cabelo; pelo contrário, em geral, o bebê se sente atraído por alguém diferente dele e tem muita curiosidade do contato e do relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso reforça a ideia de que não nascemos racistas ou com preconceitos, mas, sim, somos impactados pelos adultos com quem convivemos. Crianças tendem a imitar seus pais, observando de modo muito atento a tudo o que estes fazem. Deste modo, as pequenas atitudes são fixadas na mente em desenvolvimento da criança, ajudando na construção de seu conjunto de valores.</p>
<p>A convivência com pessoas de diversas etnias e tons de pele é altamente recomendada e pode trazer à criança noções de tolerância, de aceitação e de diversidade. Um ambiente escolar bem diversificado, assim como frequentar parques e locais públicos com diferentes tipos de pessoas é importante ferramenta para este aprendizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro aspecto interessante é a participação em brincadeiras, gincanas e esportes coletivos, pois a criança pode interagir com os mais diversos grupos de pessoas e camadas sociais e construir relacionamentos de amizades fora de sua bolha social.</p>
<p style="text-align: justify;">Ensinar à criança a conhecer as pessoas pelo nome próprio e não por características de pele, cabelo, olhos, ajuda a entender a importância de valorizar a pessoa em si e não os detalhes. Contar histórias dos antepassados e ter amigos de diversas raças também ajudam nesta construção de um mundo mais equalitário. Afinal, todos somos da raça humana, sejam pretos, pardos, brancos, amarelos ou vermelhos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br />Fausto Flor Carvalho<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>“Quem dá o tapa esquece com facilidade, quem leva nunca esquece”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/quem-da-o-tapa-esquece-com-facilidade-quem-leva-nunca-esquece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 17:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
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<p>Três recados para lembrar o Dia da Consciência Negra – 20 de novembro O antigo ditado popular, que dá título a este artigo, auxilia a abordar o tema preconceito racial de forma adequa</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p>Três recados para lembrar o Dia da Consciência Negra &#8211; 20 de novembro</p>
<p style="text-align: justify;">O antigo ditado popular, que dá título a este artigo, auxilia a abordar o tema preconceito racial de forma adequada: quem não tem a pele preta, só pode falar sobre o tema, porque está de fora; quem tem a pele escura pode falar do assunto, porque o experimenta na pele e, especialmente, debaixo dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo, então, sob a perspectiva do primeiro grupo citado. Comento, fazendo uma análise, fruto de leitura, observação, reflexão. Começo enfatizando que todo ser humano tem potencial para o preconceito, uma vez que ao se deparar com um fato, o interpreta sob uma lente própria, calcada na sua história de vida, na sua cultura, no seu país, no local onde reside, nas condições sociais e políticas vigentes, enfim, é sob um ponto de vista – o seu. No entanto, a mesmo fato pode ser visto de outros pontos de observação &#8211; o ponto de vista de onde está cada observador, com a lente pessoal de cada um. Tem razão Leonardo Boff quando diz que “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1º Recado:</strong> <strong>temos que ser</strong> <strong>vigilantes para não cair na armadilha do preconceito</strong>, que muitas vezes nos pega despercebidos. Desde a Abolição (1988) muito pouco tempo se passou até aqui. Convivemos com inúmeras consequências desse fato histórico e, sub-repticiamente, repetimos no falar, no comportamento, nas relações interpessoais, na mídia, nas piadas, nas estruturas institucionais, as mazelas desse tempo. Por isso, embora a história já tenha acabado, há herdeiros hoje, após cinco gerações, que experimentam sob a pele a mesma dor dos que foram escravizados <strong>(Lembrete óbvio: escravo não é uma condição natural, nem normal. A África não é o lugar onde moravam os escravos que poderiam ser buscados lá)</strong>. Há uma dívida sim, histórica a ser resgatada, no aqui e agora. Além do simbolismo que as políticas afirmativas desempenham, elas também cumprem a busca da equidade, pressuposto básico para o tratamento digno devido a qualquer pessoa. É uma questão de justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">O preconceito é um fenômeno passional, movido por inúmeros fatores, muitas vezes não percebidos pelo indivíduo (fato que não o exime de culpa) que faz diminuir a capacidade de conviver, de refletir, de trazer novidade, de partilhar.</p>
<p>O preconceito empobrece a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto fulcral do preconceito é que ele desqualifica o outro, ao classificá-lo como ser de menor valia, inferior. Nessa assimetria, o outro deixa de ser pessoa e passa a ser “coisa” – objeto de manipulação ou de descarte. A pessoa preconceituosa acredita ser o único tipo válido de ser humano e relaciona-se com o outro como se ele fosse algo menor. Os motivos para esse comportamento abrangem um leque grande de opções: o dinheiro acumulado, a cor da pele, o nível de escolaridade, a religião professada, o sotaque que ostenta, o time para o qual torce etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Mário Sergio Cortella faz um comentário interessante em seu livro Ser Humano &#8211; é Ser &#8211; Junto: “O que são os outros para nós mesmos? O mesmo que nós somos para os outros, ou seja, outros”. Todos somos o um e, também, o outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Freire, em seu livro Pedagogia do Oprimido, diz: “O preconceito torna vítima tanto aquele que sofre quanto o autor da ação. Porque se o preconceito humilha a vítima, ele diminui a dignidade do agressor”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2º Recado:</strong> <strong>A linha que separa o preconceito da discriminação é estreita</strong>, por isso cabe vigilância por parte de todos. O combate ao preconceito precisa se dar em várias frentes: na autoavaliação de cada um, na escola, na família, nas instituições sociais, na construção de leis e punições adequadas aos infratores, na política. O preconceito pode ser superado; erradicado, provavelmente, não.</p>
<p style="text-align: justify;">O preconceito é uma forma de intolerância, que não admite a diversidade; no entanto, beleza e diversidade são inseparáveis. A intolerância abre as portas do confronto e cerra as portas do diálogo. A intolerância ergue muros, o diálogo constrói pontes. A intolerância afasta, o diálogo aproxima.</p>
<p>O preconceito é feio. É fratricida, matando, às vezes sem derramar sangue, em outras tantas, vertendo-o.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3º Recado: <em>“Ética é a vida boa para todas as pessoas, em instituições justas”,</em> </strong>citando Paul Ricoeur. Cito a seguir trecho do livro do Cortella, antes referido: “O que é vida boa? É aquela que o indivíduo não é humilhado pela falta de trabalho digno, não é ofendido pela ausência de lazer sadio, não é vitimado pela falta de moradia adequada, não é atingido pela falta de comida, de escolaridade aceitável, de religiosidade livre, de sexualidade autônoma. Isso é vida boa. E o que são “Instituições justas? São as que conseguem garantir vida boa para todas as pessoas. Só assim, a escola, a família, o poder público, a mídia, a religião, a empresa, etc., poderão se denominar justos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Vida boa para todos e todas, de todas as cores, de todas as crenças e ideologias. Basta ser humano para merecê-la. Aos intolerantes, entretanto, fico com Karl Popper: “Devemos, então, nos reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante” (A sociedade aberta e seus inimigos).</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>Prurido do traje de banho ou piolho-do-mar. Já ouviu falar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/prurido-do-traje-de-banho-ou-piolho-do-mar-ja-ouviu-falar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 11:54:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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<p>Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar? Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos</p>
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<p>Você já ouviu falar em prurido do traje de banho ou piolho-do-mar?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é! Na volta desse feriado de 15 de novembro notamos um aumento da procura de consultas no pronto-socorro e nos consultórios, por crianças que voltaram da praia e que começaram com manchas vermelhas em todo o corpo, com coceira intensa, após terem entrado na água do mar. Essas manchas aparecem no tórax, braços, pernas, glúteos e se parecem muito com picadas de inseto ou “alergia”. Isso é causado por minúsculas larvas (menores que um grão de pimenta moída) que vão virar água-viva. Quando elas entram em contato com o corpo e ficam presas nas axilas, no biquíni, na sunga ou maiô, liberam substâncias (toxinas) que causam essas manchas na pele, geralmente após 24 horas do banho de mar. Na grande maioria das vezes, os sintomas ficam restritos à pele, mas podem ocorrer febre, náuseas e calafrios. O tratamento é à base de antialérgico e medidas para aliviar a coceira. A duração dos sintomas pode ser de até duas semanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar esse desconforto, a maneira mais segura é ficar fora da água. Mas, como sabemos que isso não é tarefa nada fácil com as crianças, ao sair da água não secar com toalha, porque isso pode ativar os ferrões das larvas, lavar bem o corpo e as roupas de banho com água corrente.</p>
<p>Se identificar algo parecido, procure o seu pediatra para maiores esclarecimentos!</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:</strong></p>
<p><strong>Milena de Paulis</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Membro do Departamento Científico de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia Mundial da Urticária</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-da-urticaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2022 18:08:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-urticaria-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-urticaria-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-urticaria-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A urticária afeta por volta de 20% da população, desde a criança ao idoso, o que significa que uma em cada cinco pessoas apresenta pelo menos um episódio da doença em algum momento da vida. Dada a sua elevada prevalência, além do impacto na vida dos acometidos, em 2014 uma organização espanhola, a Asociación de Afectados de Urticaria Crónica (AAUC), criou o ‘Dia Mundial da Urticária’ em 1º de outubro, com o propósito de promover o intercâmbio de informações e experiências com a população. No Brasil, essa data marca um momento de conscientização sobre a doença, especialmente para aqueles que convivem cronicamente com o problema. Podemos descrever a urticária como: lesões elevadas e avermelhadas na pele, à semelhança de vergões, que podem se confluir em placas fugazes de vários tamanhos, que mudam de lugar, durando na maioria dos casos menos de 24 horas. O impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes é proveniente do incômodo causado pela coceira importante, irritação e interferência no sono, que levam até à ansiedade e depressão. Algumas vezes é acompanhada de um inchaço mais profundo na pele das pálpebras, lábios, mãos, pés e/ou genitais, recebendo o nome de angioedema. Há dois tipos de urticária e a mais frequente na criança é a aguda, que dura pouco tempo. O outro tipo é a crônica, que dura mais de seis semanas e pode ser induzida (por fatores físicos ou outros agentes) ou espontânea. Embora os sintomas de urticária crônica possam causar transtornos avassaladores no comportamento dos pacientes, a doença aguda pode ser temerária. Sintomas raros, mas perigosos, podem ser facilmente identificados caso a criança apresente falta de ar, dificuldade para engolir ou para falar, barulhos na respiração, palidez, arroxeamento da pele, sonolência, muita irritabilidade ou perda de consciência. Nesses casos, os responsáveis devem procurar imediatamente um serviço de emergência. Tanto as crianças e/ou adolescentes que vivem a experiência crônica desses sintomas, como aqueles que já apresentaram quadros agudos graves, devem procurar o alergista/imunologista pediátrico para o devido acompanhamento.   Relatora:Vera Esteves Vagnozzi RulloDepartamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo   Foto: @ShevtsovaYuliya / www.freepik.com</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-mundial-da-urticaria/">Dia Mundial da Urticária</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-urticaria-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-urticaria-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/09/Imagem-urticaria-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p style="text-align: justify;">A urticária afeta por volta de 20% da população, desde a criança ao idoso, o que significa que uma em cada cinco pessoas apresenta pelo menos um episódio da doença em algum momento da vida. Dada a sua elevada prevalência, além do impacto na vida dos acometidos, em 2014 uma organização espanhola, a <em>Asociación de Afectados de Urticaria Crónica (AAUC)</em>, criou o ‘Dia Mundial da Urticária’ em 1º de outubro, com o propósito de promover o intercâmbio de informações e experiências com a população. No Brasil, essa data marca um momento de conscientização sobre a doença, especialmente para aqueles que convivem cronicamente com o problema.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos descrever a urticária como: lesões elevadas e avermelhadas na pele, à semelhança de vergões, que podem se confluir em placas fugazes de vários tamanhos, que mudam de lugar, durando na maioria dos casos menos de 24 horas. O impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes é proveniente do incômodo causado pela coceira importante, irritação e interferência no sono, que levam até à ansiedade e depressão. Algumas vezes é acompanhada de um inchaço mais profundo na pele das pálpebras, lábios, mãos, pés e/ou genitais, recebendo o nome de angioedema.</p>
<p style="text-align: justify;">Há dois tipos de urticária e a mais frequente na criança é a aguda, que dura pouco tempo. O outro tipo é a crônica, que dura mais de seis semanas e pode ser induzida (por fatores físicos ou outros agentes) ou espontânea. Embora os sintomas de urticária crônica possam causar transtornos avassaladores no comportamento dos pacientes, a doença aguda pode ser temerária.</p>
<p style="text-align: justify;">Sintomas raros, mas perigosos, podem ser facilmente identificados caso a criança apresente falta de ar, dificuldade para engolir ou para falar, barulhos na respiração, palidez, arroxeamento da pele, sonolência, muita irritabilidade ou perda de consciência. Nesses casos, os responsáveis devem procurar imediatamente um serviço de emergência.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto as crianças e/ou adolescentes que vivem a experiência crônica desses sintomas, como aqueles que já apresentaram quadros agudos graves, devem procurar o alergista/imunologista pediátrico para o devido acompanhamento.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vera Esteves Vagnozzi Rullo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Foto:</strong> <strong>@</strong><strong><a href="https://www.freepik.com/author/shevtsovayuliya">ShevtsovaYuliya</a> / www.freepik.com</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Uso de cosméticos na infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/uso-de-cosmeticos-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jun 2018 18:23:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Alergia]]></category>
		<category><![CDATA[Cosméticos na infância]]></category>
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		<category><![CDATA[Proteção da pele na infência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Cosméticos são produtos aplicados na pele com a finalidade de limpar, proteger, conservar, perfumar e modificar a aparência. Portanto, são considerados cosméticos todos os produtos de higiene (sabonetes, xampus, espumas de banho, antissépticos), hidratantes, cremes para prevenir assaduras, talcos, óleos, filtros solares, perfumes e maquiagens. Os cuidados com a pele são benéficos e necessários, porém é importante lembrar que a pele da criança tem características diferentes da pele do adulto, principalmente nos dois primeiros anos de vida, sendo mais fina, mais sensível e com maior capacidade de absorção das substâncias aplicadas sobre ela. Portanto, necessita muito mais atenção e critério na escolha dos produtos utilizados diariamente. Toda substância aplicada sobre a pele da criança deve ser apropriada para uso na infância. Os cosméticos infantis são mais suaves, menos tóxicos e com menor risco de causar irritação e alergias. O uso de produtos para a higiene e conservação da pele na infância deve ser, de preferência, orientado pelo pediatra ou dermatologista, principalmente nos recém-nascidos e até os dois anos de idade, pois quanto mais precoce a exposição a diferentes substâncias químicas na pele, maior é a chance de desenvolver sensibilização e alergias. A utilização cada vez mais precoce de maquiagens, esmaltes, tatuagens e tinturas ou alisantes de cabelos tem aumentado consideravelmente a ocorrência de dermatites de contato na infância. Além disso, crianças e adolescentes que utilizam, em excesso, maquiagens ou cremes que não são especialmente formulados para a sua pele, podem apresentar um tipo de acne chamada “acne cosmética&#8221;. O tratamento muitas vezes requer o uso de medicações que poderiam ser evitadas se as crianças não fossem expostas desnecessariamente a tais produtos. É muito importante que todos os produtos cosméticos utilizados na infância sejam avaliados quanto a sua necessidade e segurança. As substâncias que têm potencial para absorção e efeitos sistêmicos devem ser evitadas. Em relação ao uso de cosméticos na infância, podemos concluir que: • os produtos de higiene utilizados na infância são cosméticos; • os cosméticos são produtos com várias substâncias químicas em sua composição; • essas substâncias químicas podem provocar irritação, alergias e sensibilização da pele; • a pele da criança tem características estruturais e de absorção diferentes da pele do adulto; • as substâncias químicas contidas nesses produtos são passíveis de absorção cutânea; • os riscos dessa absorção cutânea são maiores na infância. ___ Relatora: Dra. Silmara Cestari Departamento Científico de Dermatologia da SPSP. Publicado em 19/06/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Cosméticos são produtos aplicados na pele com a finalidade de limpar, proteger, conservar, perfumar e modificar a aparência. Portanto, são considerados cosméticos todos os produtos de higiene (sabonetes, xampus, espumas de banho, antissépticos), hidratantes, cremes para prevenir assaduras, talcos, óleos, filtros solares, perfumes e maquiagens.</p>
<p><div id="attachment_2144" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2144" class="size-large wp-image-2144" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/06/makeup_1528903815-1024x683.jpg" alt="maquiagem na infância" width="838" height="559" /><p id="caption-attachment-2144" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Bess-Hamiti/">Bess-Hamiti</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>Os cuidados com a pele são benéficos e necessários, porém é importante lembrar que a pele da criança tem características diferentes da pele do adulto, principalmente nos dois primeiros anos de vida, sendo mais fina, mais sensível e com maior capacidade de absorção das substâncias aplicadas sobre ela. Portanto, necessita muito mais atenção e critério na escolha dos produtos utilizados diariamente.<br />
Toda substância aplicada sobre a pele da criança deve ser apropriada para uso na infância. Os cosméticos infantis são mais suaves, menos tóxicos e com menor risco de causar irritação e alergias.</p>
<p>O uso de produtos para a higiene e conservação da pele na infância deve ser, de preferência, orientado pelo pediatra ou dermatologista, principalmente nos recém-nascidos e até os dois anos de idade, pois quanto mais precoce a exposição a diferentes substâncias químicas na pele, maior é a chance de desenvolver sensibilização e alergias.</p>
<p>A utilização cada vez mais precoce de maquiagens, esmaltes, tatuagens e tinturas ou alisantes de cabelos tem aumentado consideravelmente a ocorrência de dermatites de contato na infância. Além disso, crianças e adolescentes que utilizam, em excesso, maquiagens ou cremes que não são especialmente formulados para a sua pele, podem apresentar um tipo de acne chamada “acne cosmética&#8221;. O tratamento muitas vezes requer o uso de medicações que poderiam ser evitadas se as crianças não fossem expostas desnecessariamente a tais produtos.</p>
<p>É muito importante que todos os produtos cosméticos utilizados na infância sejam avaliados quanto a sua necessidade e segurança. As substâncias que têm potencial para absorção e efeitos sistêmicos devem ser evitadas.</p>
<p>Em relação ao uso de cosméticos na infância, podemos concluir que:<br />
• os produtos de higiene utilizados na infância são cosméticos;<br />
• os cosméticos são produtos com várias substâncias químicas em sua composição;<br />
• essas substâncias químicas podem provocar irritação, alergias e sensibilização da pele;<br />
• a pele da criança tem características estruturais e de absorção diferentes da pele do adulto;<br />
• as substâncias químicas contidas nesses produtos são passíveis de absorção cutânea;<br />
• os riscos dessa absorção cutânea são maiores na infância.</p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong> Dra. Silmara Cestari</strong><br />
Departamento Científico de Dermatologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 19/06/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A menininha de azul e a dermatomiosite juvenil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-menininha-de-azul-e-a-dermatomiosite-juvenil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 09:10:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Dermatomiosite]]></category>
		<category><![CDATA[Dermatomiosite juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[Fotossensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Pele]]></category>
		<category><![CDATA[Reumatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reumatologista Pediátrico]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/05/226_787_grd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/05/226_787_grd-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/05/226_787_grd-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Amedeo Modigliani (1884-1920) nasceu e teve formação artística na Itália, transferindo-se para Paris em 1906, durante os anos turbulentos da 1ª Guerra Mundial. No mundo da arte, vários movimentos se seguiram: simbolismo, impressionismo, cubismo, fauvismo, mas Modigliani não se encaixava em nenhum destes, era um pintor retratista talentoso, pois retratava a vida de forma quase caricatural: mantinha linhas essenciais alongando a face e pescoço, turvando os olhos, removendo a individualidade em paleta explosiva de cores na face de meninos camponeses para expressar saúde ou faces pálidas e tristes de pessoas fragilizadas pela tuberculose. Entre as pessoas comuns retratadas por Modigliani, a menininha de azul representa alguns sinais observados em algumas doenças reumáticas pediátricas. Um olhar mais atento revela a coloração vermelho-violácea de suas bochechas em contraste com a cor pálida, olhos azuis tristes e as mãos entrelaçadas. A menina, entre 8 e 9 anos, foi colocada no centro da pintura no ângulo entre paredes cinza com a sombra de sua silhueta à direita. Ela se veste em azul claro e com a fita vermelha nos cabelos. Com a cabeça inclinada para a esquerda, a menina segura suas mãos apoiadas no colo, onde as linhas são distorcidas, a pele é áspera e as juntas dos dedos das mãos e as bochechas são realçadas em vermelho. Poderiam estes sinais serem indicativos de dermatomiosite juvenil? Assim especulam os especialistas. A erupção avermelhada na sua face, tal como descrito, pode ocorrer na dermatite atópica, dermatite seborreica, erisipela e reações aos medicamentos. Crianças com a pele mais clara também são mais suscetíveis aos danos causados pela exposição solar e ao frio extremo. Mas a exposição solar raramente afeta as mãos, contribuindo para especular tal diagnóstico. Na dermatomiosite juvenil ocorre uma erupção cutânea sensível à exposição solar, que é chamada de fotossensibilidade. Esta doença também causa erupções muito características nas proeminências ósseas de articulações das mãos, joelhos e cotovelos. A dermatomiosite juvenil também causa fraqueza muscular, levando a dificuldades para caminhar, subir escadas, brincar e fazer exercícios vigorosos. Embora não pareça ser foto-sensibilidade, a característica de estilo de Modigliani, pintando com cores vivas, mas raramente realçando as mãos, este quadro foi elaborado em linhas claras mostrando forma e movimento, para dar a ideia de textura da pele, com diferentes cores e densidades, que indicam deformidades. Pouco se sabe sobre a menininha de azul, exceto o mencionado por Jeanne Modigliani, na biografia de seu pai. Modigliani não tinha nenhum conhecimento médico, além de sua própria doença. Suscetível desde a infância, ele contraiu tuberculose aos 11 anos de idade com muitas recaídas até a morte por meningite, dois anos após pintar a menininha em azul. A pré-adolescente vivia no sul da França em 1918, e não parecia ter uma doença aguda, mas pelo envolvimento da face e das mãos, não se pode concluir definitivamente. Mediante as manifestações cutâneas típicas com acometimento das bochechas, dorso nasal e das mãos, acompanhadas de fraqueza muscular em graus variáveis sugerem ao Reumatologista Pediátrico o diagnóstico de dermatomiosite juvenil. Portanto, é importante saber que, embora a doença seja rara, há benefícios no reconhecimento precoce e no início do tratamento com acompanhamento pelo especialista. ___ Relatora: Dra. Claudia Saad Magalhães Membro do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP. Publicado em 02/02/2016. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/a-menininha-de-azul-e-a-dermatomiosite-juvenil/">A menininha de azul e a dermatomiosite juvenil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/05/226_787_grd-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/05/226_787_grd-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2013/05/226_787_grd-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1072" src="https://comunidadespsp.files.wordpress.com/2016/02/menininhaazul.jpg?w=189" alt="MenininhaAzul" width="189" height="300" />Amedeo Modigliani (1884-1920) nasceu e teve formação artística na Itália, transferindo-se para Paris em 1906, durante os anos turbulentos da 1ª Guerra Mundial. No mundo da arte, vários movimentos se seguiram: simbolismo, impressionismo, cubismo, fauvismo, mas Modigliani não se encaixava em nenhum destes, era um pintor retratista talentoso, pois retratava a vida de forma quase caricatural: mantinha linhas essenciais alongando a face e pescoço, turvando os olhos, removendo a individualidade em paleta explosiva de cores na face de meninos camponeses para expressar saúde ou faces pálidas e tristes de pessoas fragilizadas pela tuberculose.</p>
<p>Entre as pessoas comuns retratadas por Modigliani, a menininha de azul representa alguns sinais observados em algumas doenças reumáticas pediátricas. Um olhar mais atento revela a coloração vermelho-violácea de suas bochechas em contraste com a cor pálida, olhos azuis tristes e as mãos entrelaçadas. A menina, entre 8 e 9 anos, foi colocada no centro da pintura no ângulo entre paredes cinza com a sombra de sua silhueta à direita. Ela se veste em azul claro e com a fita vermelha nos cabelos. Com a cabeça inclinada para a esquerda, a menina segura suas mãos apoiadas no colo, onde as linhas são distorcidas, a pele é áspera e as juntas dos dedos das mãos e as bochechas são realçadas em vermelho. Poderiam estes sinais serem indicativos de dermatomiosite juvenil? Assim especulam os especialistas.</p>
<p>A erupção avermelhada na sua face, tal como descrito, pode ocorrer na dermatite atópica, dermatite seborreica, erisipela e reações aos medicamentos. Crianças com a pele mais clara também são mais suscetíveis aos danos causados pela exposição solar e ao frio extremo. Mas a exposição solar raramente afeta as mãos, contribuindo para especular tal diagnóstico.</p>
<p>Na dermatomiosite juvenil ocorre uma erupção cutânea sensível à exposição solar, que é chamada de fotossensibilidade. Esta doença também causa erupções muito características nas proeminências ósseas de articulações das mãos, joelhos e cotovelos. A dermatomiosite juvenil também causa fraqueza muscular, levando a dificuldades para caminhar, subir escadas, brincar e fazer exercícios vigorosos.</p>
<p>Embora não pareça ser foto-sensibilidade, a característica de estilo de Modigliani, pintando com cores vivas, mas raramente realçando as mãos, este quadro foi elaborado em linhas claras mostrando forma e movimento, para dar a ideia de textura da pele, com diferentes cores e densidades, que indicam deformidades.</p>
<p>Pouco se sabe sobre a menininha de azul, exceto o mencionado por Jeanne Modigliani, na biografia de seu pai. Modigliani não tinha nenhum conhecimento médico, além de sua própria doença. Suscetível desde a infância, ele contraiu tuberculose aos 11 anos de idade com muitas recaídas até a morte por meningite, dois anos após pintar a menininha em azul. A pré-adolescente vivia no sul da França em 1918, e não parecia ter uma doença aguda, mas pelo envolvimento da face e das mãos, não se pode concluir definitivamente.</p>
<p>Mediante as manifestações cutâneas típicas com acometimento das bochechas, dorso nasal e das mãos, acompanhadas de fraqueza muscular em graus variáveis sugerem ao Reumatologista Pediátrico o diagnóstico de dermatomiosite juvenil. Portanto, é importante saber que, embora a doença seja rara, há benefícios no reconhecimento precoce e no início do tratamento com acompanhamento pelo especialista.</p>
<p>___<br />
Relatora:<br />
Dra. Claudia Saad Magalhães<br />
Membro do Departamento Científico de Reumatologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 02/02/2016.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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