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	<title>Arquivos Peso - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Peso - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Dia de prevenir a obesidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-de-prevenir-a-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso. A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?). Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia. No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira. A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco. Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso. Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade. Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará. Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados. No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua. Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial. Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento. No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade. Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.   Relator: Mauro FisbergPediatra e NutrólogoCoordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSIProfessor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESPPresidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Nutrólogo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Transtornos alimentares: um problema do século XXI?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/transtornos-alimentares-um-problema-do-seculo-xxi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 11:51:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Transtornos-Alimentares-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Os transtornos alimentares existem há muito tempo, tendo sido descritos inicialmente na literatura religiosa, por volta do século V e na literatura médica, a partir de meados do século XIX. Atualmente, no entanto, percebe-se um aumento de diagnósticos, principalmente em adolescentes do sexo feminino, não sendo exclusivos de mulheres ou dessa faixa etária. Pode ocorrer por vários fatores, como predisposição pessoal, presença de transtornos psíquicos (como ansiedade ou depressão, por exemplo), relações familiares e suscetibilidade a fatores externos, como influência da mídia e pressão social. A pandemia da Covid-19 foi um acelerador para o aumento de casos, possivelmente pela ansiedade gerada com o isolamento social e as incertezas sobre o futuro, as mudanças de hábitos alimentares e de práticas esportivas, além do maior uso de redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Fatores psíquicos e biológicos interagem entre si: a predisposição genética pode ser “acionada” por fatores como estresse emocional, baixa autoestima e pressão estética. A ideia de que só a magreza está associada à beleza, ao sucesso social e profissional, impacta fortemente a atual geração de adolescentes, aumentando sua vulnerabilidade aos transtornos alimentares.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista da família, a forma como os responsáveis falam sobre comida, corpo e aparência pode ter grande impacto nas crianças e adolescentes. Comentários frequentes sobre dietas, peso, “corpos ideais ou perfeitos” ou críticas ao próprio corpo e ao corpo de outras pessoas podem, mesmo sem intenção, reforçar a ideia de que o valor de alguém está associado à aparência física.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente as redes sociais têm um papel significativo na construção da autoestima dos adolescentes. Plataformas como Instagram, TikTok e outras estão repletas de imagens de corpos magros, esculpidos, frequentemente editados por filtros ou manipulados digitalmente. Influenciadores digitais promovem rotinas alimentares rígidas, desafios de perda de peso e estilos de vida que nem sempre são saudáveis ou alcançáveis. Esse bombardeio constante pode levar os jovens a desenvolverem uma percepção distorcida de si mesmos, comparando-se com padrões estéticos inalcançáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A validação por meio de curtidas e comentários também pode reforçar a ideia de que a aparência física é mais importante do que o bem-estar emocional e a saúde. Aplicativos para controle de calorias são de fácil acesso e extremamente perigosos quando utilizados sem o conhecimento das necessidades básicas individuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a adolescência, a necessidade de aceitação por parte do grupo de amigos se torna especialmente importante. Comentários sobre peso ou aparência feitos por colegas, brincadeiras de mau gosto ou a exclusão social podem afetar profundamente a autoestima. Adolescentes podem adotar dietas extremas ou esconder comportamentos alimentares prejudiciais para se adequarem ao grupo ou evitar críticas. Não é incomum que em um grupo de amigos várias pessoas tenham comportamentos de risco para o desencadeamento de transtornos alimentares, como um pacto entre amigos, para controle de alimentação e de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes não é fácil identificar um transtorno alimentar, mas existem sinais de alerta que os familiares devem observar:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Mudanças bruscas nos hábitos alimentares: recusa em comer certos grupos de alimentos, pular refeições ou adoção de dietas restritivas sem orientação médica. É preciso ficar atento quando adolescentes se tornam repentinamente saudáveis e passam a querer comer somente vegetais e proteínas, rejeitando carboidratos, bolos, bolachas, chocolates e balas de que sempre gostaram. Outro sinal que chama a atenção é a recusa em comer fora de casa ou aceitarem somente alimentos que eles próprios preparam.</li>
<li>Mudanças de comportamento alimentar, como querer comer sozinho, ir frequentemente ao banheiro logo após as refeições, demonstrar culpa ou arrependimento por ter comido.</li>
<li>Perda ou ganho de peso acentuado e rápido e preocupação excessiva com o corpo, peso ou calorias.</li>
<li>Autoimagem distorcida: percepção negativa do próprio corpo, mesmo estando dentro do peso considerado saudável. A mudança de vestimentas, como a procura por roupas largas que disfarcem as formas corporais também pode ser um indício da má relação com o corpo.</li>
<li>Prática excessiva de exercícios físicos, muitas vezes sem orientação e de forma exagerada. Familiares costumam ficar orgulhosos quando adolescentes sedentários passam a praticar atividades físicas, mas é preciso observar a frequência, duração e/ou intensidade, pois um sinal de alerta acende quando essa se torna compulsiva. Assim como a relação comida-exercício: se a pessoa comeu mais do que o habitual, precisa se exercitar ou se não fez exercício no dia, come menos. Essa relação compensatória não é saudável e pode ser um sinal de transtorno alimentar.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Como ajudar?</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso estimular a saúde emocional e física de adolescentes, através de um diálogo aberto e acolhedor, sem julgamentos, validando seus sentimentos e oferecendo apoio emocional constante. Deve-se evitar comentários sobre peso, dieta ou aparência, mantendo o foco na promoção de saúde e não em padrões estéticos. Além disso, é positivo estimular a prática de atividades que promovam bem-estar físico e emocional, como esportes, arte, música ou leitura — o mais importante é que o adolescente se sinta realizado e pertencente.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível evitar o uso das redes sociais a partir de uma certa idade. Por isso é preciso fazer um trabalho preventivo, que estimule a maturidade e reduza os riscos.</p>
<p style="text-align: justify;">O “Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares” foi instituído no dia 2 de junho. É importante que haja conversas que conscientizem sobre os conteúdos consumidos, questionem estereótipos e que estimulem o pensamento crítico sobre o que é visto online, combinadas de supervisão aos acessos e postagens do adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso percebam sinais de alerta que sugiram a possibilidade de um transtorno alimentar, familiares devem procurar ajuda profissional especializada no tema. Quanto antes for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Andrea Hercowitz<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>4 de março &#8211; Dia Mundial da Obesidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/4-de-marco-dia-mundial-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 16:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-obesidade-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo aumento e acúmulo de gordura corporal, que pode trazer graves riscos à saúde. Considerada uma</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-obesidade-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo aumento e acúmulo de gordura corporal, que pode trazer graves riscos à saúde. Considerada uma epidemia e um grande desafio de saúde pública no Brasil, assim como em todo o mundo, pode ocorrer em qualquer fase da vida, mas o início precoce traz uma maior preocupação aos profissionais de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">O excesso de peso associa-se a um maior risco de aparecimento de alterações do colesterol, doenças cardiovasculares, hepáticas e ortopédicas. Outras complicações incluem hipertensão arterial, diabetes, alguns tipos de câncer, além de problemas psicológicos, que certamente impactarão todas as fases da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Dados recentes do Ministério da Saúde estimam que cerca de 6,4 milhões de crianças brasileiras menores de 10 anos estão acima do peso considerado saudável. Dentre essas, mais de 3 milhões já são consideradas obesas. Aproximadamente 11 milhões de adolescentes apresentam excesso de peso, dos quais 4,1 milhões são obesos.</p>
<p style="text-align: justify;">Filhos de pais obesos têm maior risco de desenvolver obesidade, e o início ainda na infância associa-se a uma maior chance de persistirem obesos na idade adulta – estima-se que 50% dos adolescentes com obesidade continuarão obesos na idade adulta. A doença atinge todas as classes sociais, mas o surgimento de novos casos é ainda maior entre os mais pobres.</p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade tem vários fatores envolvidos. O aumento expressivo de casos nas últimas quatro décadas parece, porém, resultar de uma combinação entre os fatores biológicos e comportamentais, presentes em vários cenários, como a família, a escola e a sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">No ambiente em que vivemos há um consumo exagerado de alimentos altamente calóricos e de baixa qualidade nutricional, associado à falta de atividade física e ao sedentarismo, decorrente do uso constante de computadores, smartphones, tablets, videogames, etc. As questões culturais, sociais e psicológicas, bem como a dinâmica familiar, contribuem com esses fatores.</p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção é a melhor forma de enfrentarmos esse grande desafio. Nesse sentido, dicas de prevenção podem ser úteis para contribuir nessa batalha:</p>
<p style="text-align: justify;"> &#8211; Gestação: período de oportunidade para a reflexão e adoção de hábitos alimentares e um estilo de vida mais saudável. Assim, é possível prevenir o ganho de peso excessivo durante esse período, proporcionando um desenvolvimento adequado ao feto. Além disso, sabe-se que a alimentação da gestante pode influenciar a preferência alimentar da criança após o nascimento.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Aleitamento materno: exclusivo até os 6 meses de idade e complementar até os 2 anos ou mais tem efeito protetor, diminuindo o risco de a criança desenvolver obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Alimentação complementar: realizar a introdução na idade adequada, respeitando o desenvolvimento da criança, através da introdução de refeições nutritivas e balanceadas, que favoreçam o crescimento, desenvolvimento e a aquisição de um comportamento alimentar saudável precocemente, que terá maior chance de persistir durante toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> &#8211; Consumo de alimentos: preferir alimentos naturais como arroz, feijão, carnes magras, verduras, legumes e frutas, evitando os alimentos industrializados. É interessante oferecer várias vezes o mesmo alimento para que a criança tenha inúmeras oportunidades de experimentar e se familiarizar com novas texturas e sabores. Estimular a curiosidade natural dos lactentes por alimentos novos é uma boa estratégia para criar um hábito alimentar saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Respeitar a fome e saciedade de cada criança, compreendendo sua capacidade de autorregulação para a ingestão de alimentos, evitando dessa forma a insistência e a cobrança, que podem estimular o consumo alimentar excessivo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Evitar oferecer alimentos diante de qualquer desconforto, expresso ou não através do choro. Nem todo choro é fome – pode ser a expressão de outras sensações e emoções como desconforto, tristeza e frustração, que fazem parte da vida e não são resolvidas através da ingestão de alimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Os pais e outros familiares têm a responsabilidade de dar o bom exemplo às crianças durante os momentos de refeição em família, com hábitos alimentares saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; O estabelecimento de regras e o respeito a uma disciplina na rotina alimentar, com horários e local adequados para as refeições principais, são fundamentais para a aquisição de um hábito alimentar saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Proibir distrações como televisão, celular e tablets durante as refeições, para que a criança possa usufruir ao máximo esse momento, sentindo com prazer sensações como cheiro, sabor e visual dos alimentos oferecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Incentivar, proporcionar e promover a atividade física através de brincadeiras ao ar livre, passeios a parques, jogos de recreação e atividades esportivas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Controlar o tempo gasto com telas de um modo geral (televisão, smartphone, tablets, computador e videogames), reduzindo essa exposição ao mínimo possível.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Estabelecer uma rotina de sono, respeitando horários adequados para cada faixa etária, em ambiente tranquilo e com pouca iluminação.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; As consultas de rotina com o pediatra oferecem uma oportunidade de aprendizagem, apoio, incentivo e reforço de comportamentos que favoreçam a construção de um ambiente familiar saudável para o desenvolvimento da criança. Esse acompanhamento é fundamental para a prevenção da obesidade e outras doenças, através do constante monitoramento do crescimento e desenvolvimento, além do estabelecimento de uma rotina que contribua com a promoção da saúde das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
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<p style="text-align: justify;">Cassoni C. Estilos parentais e práticas educativas parentais: revisão sistemática e crítica da literatura. Tese de Mestrado, 2013. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-14122013-105111/publico/MESTRADO_CYNTHIA_CASSONI.pdf</p>
<p style="text-align: justify;">Dietz WH. Childhood weight affects adult morbidity and mortality. <strong>The Journal Of Nutrition 1998;</strong>[s.l.]128(2):411-414. Oxford University Press (OUP). Disponível em: https://academic.oup.com/jn/article/128/2/411S/ 4724031. Acesso em: 20 fev. 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Karnik S, Kanekar A. Childhood obesity: A global public health crisis. <strong>Int J Prev Med</strong>, Bethesda. 2012;1(3):1-7. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3278864/. Acesso em: 21 maio 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Lopez NV, Schembre S, Belcher BR, O’Connor S, Maher JP, Arbel R, et al. Parental styles, food-related parenting practices, and children’s healthy eating: A mediation analysis to examine relationships between parenting and child diet. Appetite. 2018 Sep 1;128:205-213. doi: 10.1016/j.appet.2018.06.021. Epub 2018 Jun 18. PMID: 29920321; PMCID: PMC7529118. &lt;https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29920321/&gt; Acesso em 20/05/2021.</p>
<p style="text-align: justify;">Ministério da Saúde – Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) – Promoção da Saúde e da Alimentação Adequada e Saudável</p>
<p style="text-align: justify;">Santana CP et al. Associação entre supervisão parental e comportamento sedentário e de inatividade física em adolescentes brasileiros. <strong>Cien Saude Colet</strong> Rio de Janeiro; 2019;05(01):01-01. Disponível em: https://bit.ly/2ymlyl6. Acesso em: 10 fev. 2020.</p>
<p style="text-align: justify;">Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação &#8211; Obesidade na Infância e na Adolescência. 3. Edição Revisada e Ampliada https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Manual_de_Obesidade_-_3a_Ed_web_compressed.pdf</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Valéria Moro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/4-de-marco-dia-mundial-da-obesidade/">4 de março &#8211; Dia Mundial da Obesidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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