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	<title>Arquivos Poliomielite - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Poliomielite - SPSP</title>
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		<title>Vacinação é fundamental para a erradicação da poliomielite</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacinacao-e-fundamental-para-a-erradicacao-da-poliomielite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 11:33:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/vacinacao-e-fundamental-para-a-erradicacao-da-poliomielite/">Vacinação é fundamental para a erradicação da poliomielite</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral. O quadro clínico varia em gravidade, desde formas inaparentes ou com sintomas leves, como febre, mal-estar, cefaleia, sintomas gastrointestinais, até paralisia flácida e atrofia permanente, geralmente unilateral, em membros inferiores. Um em cada 200 infectados desenvolve uma paralisia irreversível e, dentre estes, 5%-10% morrem quando há o comprometimento da musculatura respiratória. Não há tratamento, mas há prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacina pólio oral (VOP) mudou o cenário mundial da poliomielite. A VOP é uma vacina produzida com o poliovírus enfraquecido que estimula a imunidade contra a poliomielite. A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio criada em 1988 teve muito sucesso com a redução dos casos. Porém, dois países, Paquistão e Afeganistão, ainda apresentam casos. Até que a transmissão do poliovírus seja interrompida nesses países, todos os países permanecem em risco de importação de pólio.</p>
<p style="text-align: justify;">O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba, e o Brasil, com os demais países da América, obteve o certificado de área livre do poliovírus selvagem em seu território desde 1994, conferido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de então, o Brasil assumiu um compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de não permitir a reintrodução da doença no país. Para isto, precisamos manter altas coberturas vacinais, ou seja, que a população menor de cinco anos seja vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a vacinação, dos três tipos de poliovírus, o sorotipo 2 (P2) e o sorotipo 3 (P3) desapareceram em 1999 e 2012, respectivamente. O sorotipo 1 (P1) é o que tem causado os casos de poliomielite nos últimos anos em países endêmicos (Afeganistão e Paquistão). Além desses tipos selvagens, a poliomielite pode ser causada por um poliovírus derivado da vacina pólio oral (VDPV), quando o vírus vacinal excretado no ambiente, apesar de enfraquecido, readquire a capacidade de causar a doença, levando a surtos em locais onde há baixa cobertura vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido a isto, para manter o país livre da poliomielite, conforme a orientação da OMS, progressivamente a VOP foi retirada do calendário da criança e, desde novembro de 2024, as crianças recebem apenas a vacina pólio inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses, com uma dose de reforço aos 15 meses. A VIP não causa poliomielite porque não é uma vacina viva. Então, no Brasil, a vacina pólio oral não é mais administrada. No entanto, o Zé Gotinha não se aposentou; ele é um símbolo das Campanhas Nacionais de Vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um esforço mundial para a erradicação da poliomielite, ou seja, para que o poliovírus não seja mais detectado, não circule mais e não ocorram mais casos da doença. O trabalho constante das equipes de saúde para garantir a vacinação mesmo em locais de difícil acesso, como locais acometidos por catástrofes naturais, enchentes, terremotos, ou guerras, é louvável. Em nosso meio, tem sido observada, desde 2016, uma queda progressiva na cobertura vacinal para poliomielite, assim como para outras vacinas, o que se agravou durante a pandemia da Covid-19. As campanhas de multivacinação para atualização vacinal são importantes para melhorar estes números.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante mantermos altas coberturas vacinais, porque se houver casos de pólio provenientes de outros países (casos importados), pode haver disseminação do vírus entre as crianças não vacinadas e surgirem casos após 36 anos sem registro de poliomielite em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, neste Dia Mundial de Combate à Poliomielite, devemos lembrar da vacinação como medida fundamental para a prevenção de casos de pólio, uma doença que pode ser grave e deixar sequelas permanentes, e que está caminhando para a erradicação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>World Health Organization Weekly epidemiological record. Polio vaccines: WHO position paper – June 2022; 97: 277-300.</li>
<li>World Health Organization. Highlights of new wild poliovirus and cVDPV positives reported globally this week. Disponível em: application/pdf 44_Polio_Global_update_02Nov2022_.pdf — 1433 KB.</li>
<li>Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – Divisão de Imunização. Documento Técnico: Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente. 03/08/2022. Estado de São Paulo. Disponível em: <a href="https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf">https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf</a>. Acesso em 05/12/2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Alessandra Ramos<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vacina é vida: um ato de amor e responsabilidade!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-e-vida-um-ato-de-amor-e-responsabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 11:25:24 +0000</pubDate>
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<p>Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-da-Vacinacao-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Em 17 de outubro comemoramos o Dia Nacional da Vacinação. A data acende um alerta, especialmente frente às dificuldades que temos enfrentado em escala crescente, desde a pandemia da Covid-19, em relação aos movimentos antivacinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas informações falsas têm circulado e assustado os pais, e quando essas declarações vêm de líderes políticos ou profissionais de saúde sem embasamento em literatura científica ou dados mundiais de farmacovigilância, a situação se torna ainda mais preocupante em relação à importância da prevenção por meio da vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Importante lembrar que a imunização não se trata apenas de uma ação individual e sim coletiva. Vacinar traz consigo amor-próprio e amor ao próximo. Sim, porque a vacina protege quem a recebe e também quem está ao redor e que, por razões variadas, não pode receber a vacina, como bebês em determinadas faixas etárias, pessoas que fazem tratamento oncológico ou reumatológico e idosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos pais não sabem, mas a vacinação é apontada como o segundo maior avanço da humanidade em termos de saúde pública, atrás apenas da ampliação da oferta de água potável.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, vivemos num mundo onde a mortalidade infantil por doenças imunopreveníveis diminuiu de forma significativa, aumentando a nossa expectativa de vida e gerando uma <strong>falsa sensação de segurança</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de combate às mortes infantis é ainda mais preocupante frente à queda na cobertura vacinal no Brasil e no mundo, que se agravou no período pós-pandemia.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), diversas estratégias foram implementadas para reduzir a mortalidade infantil e ampliar a expectativa de vida da população. Nesse processo, a política de vacinação, conduzida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e apoiada pelas Sociedades Científicas, como a Sociedade de Pediatria de São Paulo, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunizações, desempenhou papel central, assegurando avanços significativos na qualidade de vida de crianças, adolescentes e suas famílias em todo o Brasil. Além disso, o setor privado de vacinação, bastante qualificado no país, reforça a possibilidade de melhorar a proteção individual, além da proteção coletiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar desses resultados, doenças como a poliomielite e o sarampo ainda preocupam, pois são endêmicas em outros países, o que reforça a necessidade de mantermos elevadas coberturas vacinais em todo o território nacional, pois a globalização traz consigo risco de contágio na população não vacinada ou incompletamente vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mitos e inverdades precisam ser combatidos com informações seguras e científicas, pois representam risco de adoecimento, sequelas e mortes nas famílias, principalmente <em>“fake news”</em> que relacionam vacinas ao autismo e a outras doenças causadas pelas vacinas de RNAm, vacinas preventivas do câncer, presença de mercúrio ou alumínio nas formulações, sobrecarga do sistema imunológico, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nesse Dia Nacional da Vacinação é importante reforçarmos que: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Inúmeros estudos científicos bem conduzidos comprovam que <strong>não há relação entre nenhuma vacina e o transtorno do espectro autista (TEA)</strong>, como é conhecido o autismo. O trabalho publicado que deu origem a essa questão foi contestado pela comunidade científica por ter graves falhas metodológicas, sendo o autor acusado de fraudar informações apresentadas no estudo e receber pagamento de escritórios de advocacia envolvidos em processos por compensação de danos vacinais. O autor teve seu registro cassado e a revista <em>Lancet </em>excluiu o trabalho de seus arquivos e a maioria dos colaboradores solicitou a retirada de seus nomes da publicação. Apesar de todas as evidências científicas, grupos antivacinistas ainda reproduzem o discurso, que induz muitas famílias à hesitação ou à recusa vacinal.</li>
<li>A relação entre o timerosal, substância à base de mercúrio presente em vacinas multidoses desde 1930, e o autismo, também foi amplamente investigada e descartada. O tipo de composto utilizado (etilmercúrio) é degradado e expelido rapidamente do organismo, portanto, <strong>não acumula nos órgãos ou corpo, nem traz qualquer prejuízo à saúde</strong>. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a <em>Food and Drugs Administration</em> (FDA), a Academia Americana de Pediatria (AAP), entre outros regulatórios, já emitiram posicionamentos positivos sobre a segurança do timerosal nas vacinas.</li>
<li>Compostos de alumínio, utilizados como adjuvante <strong>em algumas vacinas inativadas</strong>, <strong>não estão associados</strong> ao aumento do risco de distúrbios do neurodesenvolvimento, doenças autoimunes crônicas ou quadros alérgicos e atópicos. Vale destacar que a exposição humana ao alumínio é frequente, uma vez que o metal está presente no solo, em chás e ervas, temperos, utensílios de cozinha, latinhas de bebidas, creme dental, cosméticos e até mesmo na água tratada.</li>
<li>O uso de vacinas combinadas e a aplicação de várias vacinas no mesmo momento para prevenção de mais de uma doença <strong>não é capaz de sobrecarregar o sistema imunológico</strong>. O número de antígenos com o qual o organismo entra em contato devido à vacinação é muito inferior à exposição que acontece naturalmente no dia a dia.</li>
<li>A vacina contra hepatite B administrada já nas primeiras horas após o nascimento tem o objetivo de evitar a doença caso o vírus seja transmitido da mãe para o filho durante a gestação, parto ou por meio da amamentação. <strong>Nove entre dez recém-nascidos infectados pelo vírus da hepatite B, não vacinados,</strong> desenvolvem a forma crônica da doença, que pode evoluir com gravidade e levar à cirrose ou ao câncer de fígado, geralmente na adolescência ou vida adulta.</li>
<li><strong>Vacinas de RNAm</strong> <strong>não alteram o cromossomo nem o DNA das pessoas</strong>. Elas usam uma molécula de RNA mensageiro envolta em pequenas partículas de gordura, para <strong>levar instruções às células e gerar uma resposta imunológica.</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Apesar da <strong>tecnologia de RNA mensageiro ser estudada há décadas</strong>, a aplicação dela só teve repercussão mundial quando foi utilizada para a produção da vacina Covid-19, criando especulações e desinformação. A vacinação contra a Covid-19 teve grande impacto na redução da morbimortalidade da doença, evitando milhares de óbitos e internações no mundo, desde a sua introdução no ano de 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a função do RNA mensageiro vai além; a tecnologia abre a perspectiva de que<strong> vários tipos de câncer </strong>que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia<strong>, Aids, doenças genéticas raras ou outros distúrbios associados a proteínas ausentes ou que não funcionem corretamente</strong> possam ser tratados.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Avaliação das coberturas vacinais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A análise recente das coberturas vacinais evidencia avanços significativos no país, com destaque para o período a partir de 2023, quando se observou incremento consistente em diversas vacinas ofertadas para os menores de 2 anos, porém ainda precisamos melhorar.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses progressos reforçam a pertinência das ações realizadas, como também a oportunidade estratégica para ampliar o acesso, reduzir desigualdades e assegurar maior homogeneidade das coberturas vacinais no país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Objetivos principais do Dia Nacional da Vacinação: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ampliar o acesso da população de crianças e adolescentes à vacinação, conforme o Calendário Nacional de Vacinação;</li>
<li>Contribuir na redução da incidência das doenças imunopreveníveis;</li>
<li>Enfrentar a hesitação vacinal com ações de comunicação e mobilização social;</li>
<li>Oportunizar a vacinação contra epidemias (febre amarela, dengue, sarampo, etc.) em locais de risco;</li>
<li>Possibilitar o resgate de crianças e adolescentes não vacinados;</li>
<li>Proporcionar a vacinação de adultos e idosos, especialmente quando acompanham as crianças ao posto de vacinação;</li>
<li>Monitorar casos de doenças imunopreveníveis já erradicadas no mundo;</li>
<li>Manter o status de eliminação da poliomielite e do sarampo no Brasil e no mundo;</li>
<li>Realizar o monitoramento da segurança das vacinas;</li>
<li>Combater informações falsas, oferecendo referências científicas acessíveis e claras para tranquilizar a população.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional da Vacinação é uma excelente oportunidade para relembrarmos quantas vidas têm sido salvas, quantas sequelas têm sido evitadas, quanto sofrimento e preocupação desapareceram, desde que as vacinas surgiram.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Silvia Bardella<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Infectopediatra<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estamos definitivamente livres da paralisia infantil?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/estamos-definitivamente-livres-da-paralisia-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Oct 2023 19:13:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Dia 24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. Já imaginou seu(sua) filho(a) com um quadro febril, sem causa aparente para a febre, que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-vacina-polio-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p>Dia 24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite<em>.</em></p>
<p>Já imaginou seu(sua) filho(a) com um quadro febril, sem causa aparente para a febre, que vai dormir e acorda com as pernas paralisadas? E pior, muitas vezes com um quadro irreversível, que vai acompanhá-lo(a) para o resto da vida?</p>
<p>Pois é&#8230; esse era o fantasma que rondava, há algumas décadas, o imaginário de muitos pais quando seus filhos adoeciam.</p>
<p>Estamos falando da poliomielite, ou paralisia infantil, doença que foi eliminada das Américas em 1994, e hoje quase erradicada do mundo – Paquistão e Afeganistão ainda registram casos da doença. O Brasil registrou o último caso em 1989, na Paraíba.</p>
<p>O fim da pólio entre nós se deu pelas altas taxas de vacinação da população. Uma eficaz vacina, barata, oral, associada a uma elevada proporção de vacinados no país, através das campanhas de vacinação, foram as principais razões para a eliminação do vírus.</p>
<p>O Brasil se notabilizou por ser o país da vacina! Nosso querido Zé Gotinha virou personagem icônico da nossa história. A família do Zé cresceu e hoje as vacinas são muitas e para todas as idades.</p>
<p>Infelizmente, e por razões diversas, vivenciamos hoje, acreditem, o risco de retorno da paralisa infantil entre nós!</p>
<p>A falsa percepção de que a doença nunca mais voltará, de que tudo está sob controle e o desconhecimento da gravidade da pólio são exemplos dos fatores que têm contribuído para uma menor adesão das famílias à vacinação, colocando-nos sob a ameaça de retorno desse terrível vírus.</p>
<p>É importante lembrar que enquanto o mundo não estiver livre da pólio, ninguém estará e necessitaremos manter nossas crianças vacinadas.</p>
<p>No mês da poliomielite e no ano que nosso Programa Nacional de Imunizações comemora 50 anos de idade, não podemos sofrer esse grande retrocesso nas conquistas alcançadas.</p>
<p>Se você nunca ouviu falar da doença, ou não conhece ninguém que teve poliomielite, é porque seus pais o(a) vacinaram e você cresceu numa geração livre da pólio.</p>
<p>Converse com seus avós: garanto que eles terão uma história triste para contar, de alguém que ficou paralisado, usando aparelhos, em cadeira de rodas e às vezes até perdeu a vida.</p>
<p>Vacinas são seguras, protegem e evitam sofrimento. Vacina é vida, vacinar é um ato de amor!</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renato Kfouri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title> 24 de outubro &#8211; Dia Mundial de Combate à Poliomielite</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/24-de-outubro-dia-mundial-de-combate-a-poliomielite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2022 18:48:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Cobertura Vacinal]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-poliomielite-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A poliomielite, comumente chamada de pólio, é uma doença grave e altamente contagiosa, causada pelo poliovírus na sua forma selvagem e também por um poliovírus atenuado, que fica circula</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/10/imagem-poliomielite-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A poliomielite, comumente chamada de pólio, é uma doença grave e altamente contagiosa, causada pelo poliovírus na sua forma selvagem e também por um poliovírus atenuado, que fica circulando nos esgotos sofrendo mutações várias, chegando a readquirir a capacidade de neurovirulência, causando a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Independentemente do tipo do poliovírus, a doença causada é semelhante na sua clínica, duração, gravidade e sequelas. Em 1 a 200 casos, o vírus destrói partes do sistema nervoso, causando paralisia irreversível nas pernas ou braços, podendo atacar as partes do cérebro que ajudam a respirar, o que pode levar à morte.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil não são notificados casos de pólio há mais de 30 anos. Seguramente a vacinação, que alcançava índices recomendados ao redor de 95% até pouco tempo atrás, é a responsável por isso!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas atualmente, o panorama mudou e o país corre o sério risco de voltar a notificar casos de pólio, porque sua cobertura vacinal tem sido baixíssima, não alcançando 70% na maioria dos Estados brasileiros, além da desigualdade na vacinação dentro das regiões. Lembrar que em um universo de quase 3.000.000 de crianças nascidas no país, com 30% de não vacinados ou com vacinação incompleta, em média teremos quase 1.000.000 de crianças suscetíveis à doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o último caso confirmado de poliomielite por poliovírus selvagem na Região das Américas tenha ocorrido em 1991, a ameaça continua. Apesar dos esforços para sua erradicação, em dois países asiáticos (Afeganistão e Paquistão), além de dois países africanos (Malawi e Moçambique), ainda existem crianças com paralisia permanente pelo vírus selvagem. Até o dia 11 de outubro de 2022 foram notificados 29 casos de pólio nos países citados, pelo poliovírus selvagem sorotipo 1.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a preocupação atual é também com os vírus atenuados mutantes que circulam livremente nos esgotos e águas residuais, como já mencionado, causando a mesma doença. Até 11 de outubro de 2022, foram notificados no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, 28 casos de pólio pelo vírus mutante sorotipo 1, 369 casos pelo vírus mutante sorotipo 2 e 1 caso pelo vírus mutante sorotipo 3. Este último caso ocorreu em Israel, país que não notificava nenhum caso da doença havia muitos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses números são bastante expressivos quando lembramos que temos vacinas contra a pólio e a doença já estava a curto caminho da erradicação. E também chamou a atenção, causando uma enorme comoção social, o caso de pólio em um adulto, notificado recentemente em Nova York.</p>
<p style="text-align: justify;">Vários fatores contribuem para o possível ressurgimento da doença nas Américas, sendo o Brasil um alvo bastante fácil, já que é considerado pela Organização Mundial da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde como o segundo país nas Américas de mais alto risco para seu retorno, antecedido apenas pelo Haiti.</p>
<p style="text-align: justify;">Questões políticas, sociais, religiosas e de controle sistemático da vacinação têm colaborado no ressurgimento da pólio em alguns países. Hoje presenciamos um fluxo migratório intenso, além de um saneamento básico inadequado, facilitando a circulação dos vírus e a contaminação das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente também estamos vendo grupos antivacinas crescerem, não tendo em conta a gravidade da doença nas suas formas paralíticas, tornando os indivíduos acometidos aleijados. Não podemos esquecer um fator que se avoluma no mundo, que é a circulação dos vírus atenuados mutantes nos esgotos, favorecendo a contaminação dos suscetíveis. Entretanto, o principal fator de risco para que crianças menores de 5 anos adquiram a doença é, sem dúvida, a baixa cobertura vacinal. Se um indivíduo receber a vacina correta, estará imune aos três sorotipos de vírus. Caso contrário, tem chance de contrair a doença.</p>
<p style="text-align: justify;">A poliomielite não tem cura. A única maneira de se evitar a doença é através da VACINAÇÃO.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem três sorotipos de vírus da pólio (sorotipos 1, 2 e 3), mas todos eles podem ser evitados com uma vacina chamada VIP, que contém vírus inativados de pólio, protegendo os vacinados, adultos ou crianças. Essa vacina é a única que protege contra os três sorotipos de vírus.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o calendário atual da vacina contra pólio recomenda três doses da VIP no primeiro ano de vida, na sua imunização básica e primária. As Sociedades Médicas recomendam reforços no segundo ano de vida com a vacina VIP. Dada a situação epidemiológica do momento, também os indivíduos adultos nunca vacinados com a vacina inativada e que se dirigem a regiões com casos de pólio devem ser informados sobre o risco de aquisição da doença e do benefício de sua proteção através das vacinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e/ou cuidadores de crianças, sejam responsáveis e VACINEM SEUS FILHOS! Não importa que eles já tenham sido vacinados. Devem receber reforços para impedir o avanço dos vírus da pólio. Ninguém que voltar a ver uma criança paralisada, usando muletas e cadeira de rodas ou impedida de respirar e morrer, por uma doença que pode ser prevenida pela vacinação! Isso não é justo, nem com ela, nem com a sociedade. Mas a criança não consegue ir sozinha no centro de vacinação, seja ele qual for, privado ou público. A criança tem que ser acompanhada. Cabe aos responsáveis pelas crianças essa tarefa.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos a um passo da erradicação de tão temida doença. Para isso é necessário completarmos a tarefa de vacinar contra pólio em, pelo menos, 95% da população-alvo e impedir sua disseminação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É preciso combater esse flagelo da humanidade!</strong> <strong>Poliomielite: vacinar para a doença não voltar! </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.polioeradication.org">www.polioeradication.org</a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Luiza Helena Falleiros Arlant<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente da Câmara Técnica de Especialistas para Certificação da Erradicação da Pólio no Ministério da Saúde do Brasil<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dia 24 outubro: Dia Mundial de Combate à Pólio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-24-outubro-dia-mundial-de-combate-a-polio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 18:46:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_54683945_gustavofrazao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_54683945_gustavofrazao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_54683945_gustavofrazao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O causador da poliomielite é um vírus, conhecido como poliovírus, transmitido de pessoa para pessoa, normalmente por água contaminada. Pode atacar o sistema nervoso e causar paralisia flácida irreversível.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_54683945_gustavofrazao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_54683945_gustavofrazao-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/10/Depositphotos_54683945_gustavofrazao-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 25/10/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>O causador da poliomielite é um vírus, conhecido como poliovírus, transmitido de pessoa para pessoa, normalmente por água contaminada. Pode atacar o sistema nervoso e causar paralisia flácida irreversível. Existem três cepas (cepa é uma variante que se comporta de maneira diferente em relação ao vírus original) de poliovírus selvagem, nenhuma das quais pode sobreviver por longos períodos fora do corpo humano. Se o vírus não conseguir encontrar uma pessoa não vacinada para infectar, ele morrerá.</p>



<p>O dia 24 de outubro foi estabelecido como o Dia Mundial de Combate à Poliomielite, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a todos sobre a necessidade de erradicar esta doença trágica.</p>



<p>Em 1988, com o intuito de erradicar a poliomielite até o ano 2000, criou-se a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (IGEP), parceria público-privada abraçada por países de todo o mundo e com seis parceiros principais: OMS, Rotary International, Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, UNICEF, Bill e Melinda Gates Foundation e Gavi (Vaccine Alliance).</p>



<p>De acordo com a OMS (2015), para a erradicação da poliomielite, 10 fatos devem ser considerados:</p>



<p>1. Continua afetando e paralisando principalmente crianças menores de cinco anos e ainda existe em alguns lugares – 1 em cada 200 infecções causa paralisia (geralmente nas pernas) e, dentre os paralisados, 5 a 10% morrem por falência respiratória (quando atinge os músculos respiratórios);</p>



<p>2. Estamos a 99,9% do caminho para erradicá-la globalmente &#8211; em 1988, atingia mais de 350 mil pessoas por ano e, desde então, o número de casos diminuiu em mais de 99%;</p>



<p>3. Existem apenas três países que nunca pararam de transmiti-la: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Eles enfrentam uma série de desafios, como insegurança, sistemas de saúde fracos e saneamento deficiente. A pólio pode se espalhar a partir desses países &#8220;endêmicos&#8221; para infectar crianças em outros países com vacinação insuficiente;</p>



<p>4. Pode ser completamente erradicada. Não há cura, mas pode ser prevenida com vacinas, como as que foram criadas pelo Dr. Jonas Salk (em 1955, a primeira declarada segura e eficaz) e a oral, produzida em 1960 pelo Dr. Albert Sabin;</p>



<p>5. Vacinas baratas e eficazes estão disponíveis para sua prevenção &#8211; existem duas formas de vacinas disponíveis – a vacina oral (OPV) e a vacina inativada (IPV). A vacina oral pode ser administrada por qualquer pessoa e uma dose pode custar apenas 11 centavos de dólar americano.</p>



<p>6. O esforço global de saúde pública para sua erradicação é composto pela maior parceria público-privada, coordenada internacionalmente e liderada por governos nacionais (IGEP). Existe uma rede de apoio de mais de 20 milhões de voluntários em todo o mundo, que imunizaram coletivamente quase 3 bilhões de crianças nos últimos 20 anos;</p>



<p>7. As campanhas de vacinação em grande escala ajudam a aumentar rapidamente a imunidade – a IGEP auxilia os países a realizar a vigilância da pólio e as rodadas de vacinação em larga escala;</p>



<p>8. Todas as crianças devem ser vacinadas para erradicar a poliomielite, inclusive as que vivem em áreas remotas, em zonas de conflito, em terrenos difíceis e carentes do planeta. Para a vacina chegar para todos em todos os lugares, meios de transporte diversificados são utilizados, como: burros, motocicletas e helicópteros.</p>



<p>9. Funcionários, estratégias e recursos financiados pela pólio também são usados para promover outras iniciativas de saúde: ao mapear crianças, por exemplo, em uma comunidade remota, os vacinadores podem, por um pequeno custo adicional, fornecer outras intervenções de saúde enquanto lá estiverem, por exemplo, administração de vitamina A, que foi feita juntamente com as campanhas da pólio;</p>



<p>10. Até acabarmos com a pólio, todas as crianças estarão em risco. O poliovírus selvagem do tipo 2 foi erradicado em 1999 e o número de casos do poliovírus selvagem do tipo 3 caiu para os níveis mais baixos de todos os tempos. Em 2011, uma menina foi a última vítima da paralisia na Índia. A região da OMS no Sudeste Asiático foi declarada livre da pólio em 2014, marcando um salto significativo na erradicação global, com 80% da população mundial vivendo agora em regiões certificadas como livres da pólio.</p>



<p>Em 10 de junho de 2021, a IGEP lançou de forma virtual a Estratégia de Erradicação da Pólio 2022-2026: cumprindo a promessa de superar os desafios restantes para acabar com a doença, incluindo os contratempos causados pela covid-19.</p>



<p>Embora os casos de poliomielite tenham reduzido muito, a pandemia contribuiu para um aumento nos casos: em 2020, foram registrados 1.226 casos de todas as formas de pólio, em comparação com 138 em 2018 e 175 casos relatados em 2019.</p>



<p>Em 2020, a IGEP interrompeu as campanhas porta-a-porta da pólio por quatro meses para proteger as comunidades da propagação da covid-19.</p>



<p>Atualmente dois países que ainda não interromperam a transmissão da pólio selvagem &#8211; Paquistão e Afeganistão &#8211; pediram solidariedade global, recursos contínuos necessários para erradicá-la e se comprometeram a fortalecer sua parceria com a IGEP para melhorar as campanhas de vacinação e o envolvimento das comunidades com alto risco de pólio.</p>



<p>A Estratégia 2022-2026 ressalta a urgência de retomar os esforços de erradicação e oferece um conjunto abrangente de ações para alcançar um mundo livre da pólio. Essas ações, muitas das quais em andamento em 2021, incluem:</p>



<p>•integração de atividades de combate à pólio com serviços essenciais de saúde e construção de parcerias mais estreitas com comunidades de alto risco, visando imunização e atender melhor suas necessidades de saúde, aplicando uma lente de igualdade de gênero para executar os programas, reconhecendo a importância das trabalhadoras para construir a confiança da comunidade e melhorar a aceitação das vacinas;</p>



<p>•fortalecimento da defesa dos direitos para exigir maior responsabilidade e propriedade do programa em todos os níveis, incluindo avaliação de desempenho e envolvimento com novos parceiros; e</p>



<p>•colocação em prática de novas ferramentas inovadoras, como pagamentos digitais para profissionais de saúde da linha de frente, para melhorar ainda mais o impacto e a eficiência das campanhas de pólio.</p>



<p>E, de acordo com o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS e membro do Conselho de Supervisão da Pólio: “com esta nova estratégia, a IGEP descreveu claramente como superar as barreiras finais para garantir um mundo livre da pólio e melhorar a saúde e o bem-estar das comunidades para as gerações futuras. Mas, para ter sucesso, precisamos urgentemente de compromissos políticos e financeiros renovados de governos e doadores. A erradicação da pólio está em um momento crucial. É importante capitalizarmos o ímpeto da nova Estratégia e fazermos história juntos, acabando com esta doença”.</p>



<p>Quanto à pandemia que vivemos desde 2020, vale citar a declaração de Henrietta Fore, Diretora Executiva do UNICEF: “não permitiremos que a luta contra uma doença mortal nos faça perder terreno na luta contra a poliomielite e outras doenças infantis. O apoio renovado do governo e de doadores nos permitirá alcançar e imunizar mais de 400 milhões de crianças contra a pólio todos os anos e garantir que nenhuma família nunca mais tenha que viver com o medo de que seu filho fique paralisado por esta doença mortal”.</p>



<p>A campanha de vacinação chamada <em>End Polio Now</em> está acontecendo em todo o Brasil durante o mês de outubro.</p>



<p>E, segundo citação da OMS: “O mundo pode ser libertado da ameaça da poliomielite &#8211; com o compromisso de todos, desde pais a funcionários do governo e líderes políticos à comunidade internacional”.</p>



<p><strong>Mais informações:</strong></p>



<p>1. WHO: 10 Facts on Polio Eradication. Disponível em: https://theimmunizationpartnership.wordpress.com/2015/04/10/who-10-facts-on-polio-eradication/</p>



<p>2. Countries reaffirm commitment to ending polio at launch of new eradication strategy. Disponível em: https://www.who.int/news/item/10-06-2021-countries-reaffirm-commitment-to-ending-polio-at-launch-of-new-eradication-strategy.</p>



<p>3. WHO Results Report &#8211; Programme Budget 2018-2019. Polio eradication and polio transition. Disponível em:&nbsp; https://www.who.int/about/accountability/results/2018-2019/polio.</p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: gustavo frazao |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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		<title>Futuro em risco: o perigo de não vacinar as crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/futuro-em-risco-o-perigo-de-nao-vacinar-as-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2018 18:30:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Especialistas defendem por que a vacinação infantil é crucial para termos um mundo mais saudável e livre de surtos e epidemias. Por Dr. Guido Carlos Levi, infectologista, e Dra. Monica Levi, pediatra Recentemente, no final de uma palestra sobre imunização para uma sala lotada de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, alguém da plateia levantou a mão e nos fez essa surpreendente pergunta: “Mas as vacinas são realmente necessárias?” Poderíamos ter respondido com um monossilábico “sim”, mas preferimos adotar outra tática para sermos mais convincentes. Por isso, devolvemos para a plateia: — Quem de vocês já viu um caso de varíola? Ninguém havia visto. — Quem de vocês já viu um caso de sarampo? Como o encontro ocorreu antes dos recentes surtos dessa doença, a resposta foi unânime: nenhuma pessoa na plateia tinha visto. Continuamos: — E quem de vocês já viu uma criança com pólio? Novamente ninguém se manifestou. Veja só: há coisa de um pouco mais de 50 anos, nossos hospitais abrigavam numerosos casos de varíola em adultos e crianças, com altas taxas de mortalidade. Na década de 1980, havia enfermarias lotadas de crianças com sarampo. O problema era, inclusive, a segunda causa mais frequente de doença infecciosa a vitimar nossa população infantil. E a pólio, então, uma das principais razões por trás de crianças com limitações de movimento até a década de 1960. Como vocês acham que essas doenças, tão comuns e graves, tornaram-se desconhecidas na atualidade? Não adianta pensar em explicações esotéricas ou alternativas. A resposta é uma só: graças ao sucesso das vacinas. Os imunizantes trouxeram, e continuam trazendo, enormes benefícios na prevenção desses e de outros males infecciosos. Onde foi parar a difteria? A rubéola congênita? E o tétano neonatal? Não precisamos nos alongar muito para deixar claro que as vacinas são o maior presente que a Medicina ofereceu à humanidade. No entanto, apesar dos inegáveis resultados positivos, nunca estiveram tão ativos, no mundo todo, grupos contrários às imunizações. Eles vêm incendiando a mídia, especialmente a eletrônica, com informações e orientações contra o uso de vacinas. Suas motivações são variadas: • Religiosas: “Só Deus pode decidir sobre o destino dos homens.” • Filosóficas: “Só o que é natural é bom. As vacinas não são naturais. Logo, não são boas.” • Pseudomédicas: “As vacinas sobrecarregam o sistema imunológico da criança.” Sim, há uma miscelânea de argumentos. Todos, porém, têm algumas características em comum: • A absoluta falta de base científica • O total desconhecimento histórico • A impermeabilidade a provas contrárias a seu ponto de vista • O alarmismo de suas manifestações Como consequência desse movimento, muitas das doenças que poderiam ter sido erradicadas, ou pelo menos controladas, ainda dão origem a surtos e até mesmo epidemias. Se o ressurgimento da difteria e do sarampo na Venezuela, assim como a pólio e o sarampo na Nigéria, no Paquistão e no Afeganistão, pode em grande parte ser atribuído à pobreza, ao descaso das autoridades locais, à falta de infraestrutura no atendimento a saúde e a conflitos civis, os mesmos argumentos não servem para justificar os recentes surtos de sarampo em vários países da Europa. Eles foram causados principalmente pela insuficiente cobertura da vacina, ainda que o agente imunizante estivesse amplamente disponível. A atuação dos grupos antivacina foi lamentavelmente decisiva para esses surtos. Pode-se alegar que o temor das reações adversas das vacinas também está por trás de boa parcela dos casos de recusa. De fato, as imunizações são potencialmente acompanhadas de efeitos colaterais indesejáveis. Contudo, eles são muito inferiores, quando aparecem, do que é propagado por aí pelos grupos antivacinas. No balanço entre riscos e benefícios, são incomparavelmente mais brandos do que as doenças evitadas com seu uso. Para reverter a subutilização dessa arma tão segura e eficaz e proteger a população dos sofrimentos impostos pelas enfermidades infecciosas, é necessário conscientizar permanentemente a população sobre as vantagens da vacinação. Para tanto, é importante, inclusive, que os profissionais de saúde — em particular aqueles em maior contato com os pais e responsáveis pelas crianças — conheçam as evidências científicas a respeito para que possam esclarecer as pessoas sobre os benefícios das vacinas e o que fazer diante de eventuais efeitos adversos — e isso precisa ser feito, claro, com paciência e linguagem clara e acessível. Da mesma maneira, é fundamental que os profissionais e a sociedade se empenhem em combater as notícias falsas (tão em moda hoje), divulgadas sem qualquer embasamento científico. A mídia tradicional deve ser uma aliada, como aliás tem se mostrado na maioria das vezes, na luta e na conscientização para uma saúde cada vez melhor. E o campo da vacinação não permite acomodações, sob pena de retrocessos inaceitáveis numa área da medicina cujos benefícios já estão mais que comprovados. O futuro aponta para uma progressiva expansão das imunizações, tanto em termos de alcance quanto no número de vacinas disponíveis. Não há sentido em permitir que a desinformação e movimentos sem sentido comprometam os avanços inestimáveis da vacinação, algo capaz de colocar em risco as crianças e um mundo melhor e mais saudável. ___ Texto produzido por Dr. Guido Carlos Levi, infectologista, e Dra. Monica Levi, pediatra para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/futuro-em-risco-o-perigo-de-nao-vacinar-as-criancas/ A Dra. Monica Levi é pediatra, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), membro da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coautora do livro Vacinar, Sim ou Não? (MG Editores). O Dr. Guido Carlos Levi é infectologista, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) e coautor do livro Vacinar, Sim ou Não? (MG Editores). Revisão técnica: Dr. Marco Aurélio Sáfadi, pediatra, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e diretor do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 26/04/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Especialistas defendem por que a vacinação infantil é crucial para termos um mundo mais saudável e livre de surtos e epidemias.<br />
<em>Por Dr. Guido Carlos Levi, infectologista, e Dra. Monica Levi, pediatra</em></p>
<p>Recentemente, no final de uma palestra sobre imunização para uma sala lotada de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, alguém da plateia levantou a mão e nos fez essa surpreendente pergunta: “Mas as vacinas são realmente necessárias?”</p>
<p>Poderíamos ter respondido com um monossilábico “sim”, mas preferimos adotar outra tática para sermos mais convincentes. Por isso, devolvemos para a plateia:</p>
<p>— Quem de vocês já viu um caso de varíola?</p>
<p>Ninguém havia visto.</p>
<p>— Quem de vocês já viu um caso de sarampo?</p>
<p>Como o encontro ocorreu antes dos recentes surtos dessa doença, a resposta foi unânime: nenhuma pessoa na plateia tinha visto.</p>
<p>Continuamos:</p>
<p>— E quem de vocês já viu uma criança com pólio?</p>
<p>Novamente ninguém se manifestou.</p>
<p>Veja só: há coisa de um pouco mais de 50 anos, nossos hospitais abrigavam numerosos casos de varíola em adultos e crianças, com altas taxas de mortalidade. Na década de 1980, havia enfermarias lotadas de crianças com sarampo. O problema era, inclusive, a segunda causa mais frequente de doença infecciosa a vitimar nossa população infantil. E a pólio, então, uma das principais razões por trás de crianças com limitações de movimento até a década de 1960.</p>
<p>Como vocês acham que essas doenças, tão comuns e graves, tornaram-se desconhecidas na atualidade? Não adianta pensar em explicações esotéricas ou alternativas. A resposta é uma só: graças ao sucesso das vacinas.</p>
<p><div id="attachment_2056" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2056" class="size-large wp-image-2056" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/04/child_smiling_1524066429-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2056" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/ast25rulos/">ast25rulos</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>Os imunizantes trouxeram, e continuam trazendo, enormes benefícios na prevenção desses e de outros males infecciosos. Onde foi parar a difteria? A rubéola congênita? E o tétano neonatal? Não precisamos nos alongar muito para deixar claro que as vacinas são o maior presente que a Medicina ofereceu à humanidade.</p>
<p>No entanto, apesar dos inegáveis resultados positivos, nunca estiveram tão ativos, no mundo todo, grupos contrários às imunizações. Eles vêm incendiando a mídia, especialmente a eletrônica, com informações e orientações contra o uso de vacinas. Suas motivações são variadas:</p>
<p>• Religiosas: “Só Deus pode decidir sobre o destino dos homens.”<br />
• Filosóficas: “Só o que é natural é bom. As vacinas não são naturais. Logo, não são boas.”<br />
• Pseudomédicas: “As vacinas sobrecarregam o sistema imunológico da criança.”</p>
<p>Sim, há uma miscelânea de argumentos. Todos, porém, têm algumas características em comum:</p>
<p>• A absoluta falta de base científica<br />
• O total desconhecimento histórico<br />
• A impermeabilidade a provas contrárias a seu ponto de vista<br />
• O alarmismo de suas manifestações</p>
<p>Como consequência desse movimento, muitas das doenças que poderiam ter sido erradicadas, ou pelo menos controladas, ainda dão origem a surtos e até mesmo epidemias. Se o ressurgimento da difteria e do sarampo na Venezuela, assim como a pólio e o sarampo na Nigéria, no Paquistão e no Afeganistão, pode em grande parte ser atribuído à pobreza, ao descaso das autoridades locais, à falta de infraestrutura no atendimento a saúde e a conflitos civis, os mesmos argumentos não servem para justificar os recentes surtos de sarampo em vários países da Europa. Eles foram causados principalmente pela insuficiente cobertura da vacina, ainda que o agente imunizante estivesse amplamente disponível. A atuação dos grupos antivacina foi lamentavelmente decisiva para esses surtos.</p>
<p>Pode-se alegar que o temor das reações adversas das vacinas também está por trás de boa parcela dos casos de recusa. De fato, as imunizações são potencialmente acompanhadas de efeitos colaterais indesejáveis. Contudo, eles são muito inferiores, quando aparecem, do que é propagado por aí pelos grupos antivacinas. No balanço entre riscos e benefícios, são incomparavelmente mais brandos do que as doenças evitadas com seu uso.</p>
<p>Para reverter a subutilização dessa arma tão segura e eficaz e proteger a população dos sofrimentos impostos pelas enfermidades infecciosas, é necessário conscientizar permanentemente a população sobre as <a href="http://www.pediatraorienta.org.br/abril-azul-confianca-nas-vacinas/">vantagens da vacinação</a>. Para tanto, é importante, inclusive, que os profissionais de saúde — em particular aqueles em maior contato com os pais e responsáveis pelas crianças — conheçam as evidências científicas a respeito para que possam esclarecer as pessoas sobre os benefícios das vacinas e o que fazer diante de eventuais efeitos adversos — e isso precisa ser feito, claro, com paciência e linguagem clara e acessível.</p>
<p>Da mesma maneira, é fundamental que os profissionais e a sociedade se empenhem em combater as notícias falsas (tão em moda hoje), divulgadas sem qualquer embasamento científico. A mídia tradicional deve ser uma aliada, como aliás tem se mostrado na maioria das vezes, na luta e na conscientização para uma saúde cada vez melhor. E o campo da vacinação não permite acomodações, sob pena de retrocessos inaceitáveis numa área da medicina cujos benefícios já estão mais que comprovados.</p>
<p>O futuro aponta para uma progressiva expansão das imunizações, tanto em termos de alcance quanto no número de vacinas disponíveis. Não há sentido em permitir que a desinformação e movimentos sem sentido comprometam os avanços inestimáveis da vacinação, algo capaz de colocar em risco as crianças e um mundo melhor e mais saudável.</p>
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<strong>Texto produzido por Dr. Guido Carlos Levi, infectologista, e Dra. Monica Levi, pediatra para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/futuro-em-risco-o-perigo-de-nao-vacinar-as-criancas/">https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/futuro-em-risco-o-perigo-de-nao-vacinar-as-criancas/</a></p>
<p>A Dra. Monica Levi é pediatra, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), membro da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coautora do livro <a href="https://www.amazon.com.br/Vacinar-sim-N%C3%A3o-Guia-Fundamental/dp/8572551298?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=vacinar+sim+ou+n%C3%A3o&amp;qid=1522940592&amp;sr=1-1-fkmrnull&amp;ref=sr_1_fkmrnull_1" target="_blank" rel="noopener">Vacinar, Sim ou Não?</a> (MG Editores).</p>
<p>O Dr. Guido Carlos Levi é infectologista, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) e coautor do livro Vacinar, Sim ou Não? (MG Editores).</p>
<p>Revisão técnica: Dr. Marco Aurélio Sáfadi, pediatra, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e diretor do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>Publicado em 26/04/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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