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	<title>Arquivos preconceito - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos preconceito - SPSP</title>
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		<title>“Pessoas com nanismo: vidas inteiras, cuidados integrais”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/pessoas-com-nanismo-vidas-inteiras-cuidados-integrais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo, instituído no dia 25 de outubro, convida a sociedade e os profissionais de saúde a refletirem</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/pessoas-com-nanismo-vidas-inteiras-cuidados-integrais/">“Pessoas com nanismo: vidas inteiras, cuidados integrais”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Dia-do-Nanismo-1-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo, instituído no dia 25 de outubro, convida a sociedade e os profissionais de saúde a refletirem sobre a importância do cuidado integral e da valorização da diversidade humana. O nanismo, especialmente a acondroplasia, é uma condição genética rara que afeta o crescimento ósseo e resulta de uma variante patogênica do gene que codifica o receptor 3 do fator de crescimento de fibroblastos (<em>FGFR3)</em> localizado no braço curto do cromossomo 4. Estima-se que sua incidência seja cerca de 1/25.000 nascidos vivos, mas cada pessoa com nanismo traz consigo uma história e uma forma singular de estar no mundo – e o papel da medicina é assegurar que todos possam viver com saúde, dignidade e oportunidades plenas.</p>
<p style="text-align: justify;">O pediatra deve exercer um papel central nessa trajetória, acompanhando o desenvolvimento da gestação, nascimento, até a transição para a vida adulta. É ele quem escuta, acolhe, orienta e articula os diferentes profissionais envolvidos no cuidado. Seu olhar atento é essencial para identificar precocemente complicações mais comuns na população com nanismo e realizar os encaminhamentos necessários a uma equipe interdisciplinar, que pode ser composta por geneticistas, neurologistas, otorrinolaringologistas, ortopedistas, endocrinologistas e equipe terapêutica, indicada de acordo com as necessidades individuais de cada criança, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">A atuação integrada e o encaminhamento precoce são fundamentais para garantir qualidade de vida e bem-estar. Entre as manifestações que requerem atenção especial do pediatra estão:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>as alterações neurológicas, como a estenose do forame magno, a compressão cervicomedular e a hidrocefalia</li>
<li>as condições otorrinolaringológicas e respiratórias, como a otite média de repetição, a obstrução das vias aéreas superiores e a apneia do sono</li>
<li>as alterações ortopédicas, como a cifose toracolombar, a lordose lombar, a estenose medular e o genu varo</li>
<li>atraso do desenvolvimento motor e da fala.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos, o avanço científico trouxe novas possibilidades de tratamento, ampliando o horizonte do cuidado clínico. A vosoritida, aprovada no Brasil em novembro de 2021 para pacientes com acondroplasia, atualmente a partir de seis meses de vida, tem se mostrado eficaz na melhora da velocidade de crescimento, provável redução das comorbidades ortopédicas e da dor e no ganho de qualidade de vida. É importante que pediatras conheçam os novos tratamentos e indiquem em conjunto com a equipe interdisciplinar, acompanhando seu uso de forma responsável e integrada ao conjunto de medidas clínicas e psicossociais que compõem o cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas com nanismo são parte viva da pluralidade humana, com talentos, afetos e projetos de vida que enriquecem a sociedade. Garantir acessibilidade, combater o preconceito e reconhecer suas potencialidades é uma responsabilidade compartilhada entre todos os profissionais de saúde. Promover o cuidado das pessoas com nanismo é reconhecer que cada corpo e cada trajetória carrega uma potência única. É fazer da escuta, da ciência e da empatia instrumentos de transformação. E é, acima de tudo, reafirmar que o papel da pediatria vai muito além da prevenção e do tratamento de doenças: é um compromisso com a vida, com a diversidade e com o respeito à singularidade de cada ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saiba mais:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">. Savarirayan R et al. International consensus statement on the diagnosis, multidisciplinary management and lifelong care of individuals with achondroplasia. Nature Reviews Endocrinology, 2021.</p>
<p style="text-align: justify;">. Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes acondroplasia: etiologia, apresentação clínica e tratamento. Departamento Científico de Genética, 2023.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fábio Watanabe<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Médico Pediatra<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Para que acessibilidade?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/para-que-acessibilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 16:22:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-75x75.png 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 5 de dezembro comemora-se o Dia Nacional da Acessibilidade. E qual a relação da acessibilidade com o cuidado? Para que acessibilidade? Acessar é um verbo que pressupõe movimento e exige um impulso sensorial. No dicionário, &#8220;acesso&#8221; pode se referir à entrada, ao ingresso ou à possibilidade de chegar a algum lugar. Em um sentido mais abstrato, também pode indicar formas de comunicação. Independentemente da definição, acessar implica uma interação entre o indivíduo e o ambiente. Mas o que acontece quando o ambiente não está preparado para a forma como alguém pode interagir com ele? Será que todos experimentamos o mundo da mesma maneira? Temos todos o mesmo tipo de acesso? A resposta, infelizmente, é não. E é aqui que a acessibilidade se torna crucial. Acessibilidade é um direito humano fundamental, como consagrado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Ela garante o direito à livre circulação, à saúde, ao lazer, ao trabalho, ao estudo e à participação plena na sociedade. No entanto, para que esses direitos sejam de fato universais, precisamos de ambientes que considerem a diversidade humana e ofereçam diferentes possibilidades de interação. Embora a acessibilidade seja frequentemente associada às pessoas com deficiência – que representam mais de um bilhão de indivíduos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde – ela beneficia uma gama muito mais ampla de pessoas: crianças, idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida temporária, indivíduos com características físicas ou sensoriais específicas, e até mesmo aqueles que enfrentam barreiras linguísticas ou culturais também necessitam de ambientes e serviços acessíveis. Afinal, todos têm suas particularidades e podem, em algum momento da vida, precisar de soluções que facilitem sua interação com o mundo. A ausência de acessibilidade priva não apenas as pessoas com deficiência, mas qualquer indivíduo que não se enquadre no modelo-padrão para o qual os ambientes e serviços geralmente são projetados. Isso perpetua barreiras sociais e físicas, agravando desigualdades e alimentando formas de preconceito estrutural, como o capacitismo. Esse preconceito, embora inicialmente voltado à discriminação contra pessoas com deficiência, pode ser ampliado para qualquer situação em que a sociedade falha em reconhecer e atender às necessidades de diferentes grupos. Não existe um manual único para tornar o mundo acessível, e isso é compreensível. A dificuldade de interação com o ambiente pode ser espacial, sensorial ou comunicacional, exigindo soluções variadas e em constante evolução. A acessibilidade, portanto, não é estática; ela deve acompanhar as mudanças tecnológicas, sociais e culturais. Desde a implementação de rampas e elevadores até o desenvolvimento de tecnologias digitais adaptadas, como leitores de tela e softwares inclusivos, cada avanço é um passo em direção à equidade. Um ponto essencial é que a acessibilidade precisa ser pensada a partir das demandas reais de todos os grupos da sociedade, e não apenas do olhar de quem projeta os espaços. Esse protagonismo é fundamental para garantir que soluções sejam adequadas, funcionais e respeitosas. Além disso, é importante considerar que o processo de envelhecimento é inerente a todos nós. Com o tempo, nossa forma de interagir com o mundo muda, e espaços acessíveis se tornam indispensáveis para qualquer pessoa, em qualquer etapa da vida. Os benefícios do desenho universal vão além da garantia de direitos fundamentais. Ele promove maior eficiência e inovação no design de espaços e produtos, ao criar soluções que atendem a um público mais amplo. Ambientes planejados de forma acessível são mais funcionais para todos, reduzindo barreiras não apenas para quem tem deficiência, mas também para pessoas temporariamente imobilizadas, gestantes, idosos ou famílias com crianças pequenas. Uma sociedade que adota o desenho universal, economiza recursos a longo prazo ao evitar reformas e adaptações futuras, e cria um padrão que se adapta às necessidades de uma população diversa e em constante mudança. Além disso, a prática do desenho universal fortalece o “tecido social”, ao promover uma convivência mais integrada e empática. Quando espaços públicos e privados são projetados para incluir todas as pessoas, criam-se oportunidades para interações mais ricas e diversificadas. Isso contribui para uma sociedade mais coesa, que valoriza e celebra a pluralidade de vivências. Ambientes verdadeiramente acessíveis inspiram uma cultura de acolhimento, onde cada indivíduo se sente respeitado e pertencente. Falar sobre acessibilidade, portanto, é falar sobre inclusão, direitos humanos e, acima de tudo, sobre todos nós. Um mundo acessível é um mundo que abraça a diversidade e reconhece que as diferenças nos tornam mais fortes como sociedade. Construí-lo é um desafio coletivo, mas também uma oportunidade única de criar ambientes mais justos e acolhedores, onde cada indivíduo tenha a liberdade de ser, viver e participar plenamente. É nossa responsabilidade provocar reflexões sobre este tema e garantir que nos espaços onde circulamos, a acessibilidade esteja assegurada para todas as pessoas em suas diversidades de corpos, de comunicação e cognitivas. Relator:Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-Dia-da-Acessibilidade-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 5 de dezembro comemora-se o Dia Nacional da Acessibilidade. E qual a relação da acessibilidade com o cuidado? Para que acessibilidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Acessar é um verbo que pressupõe movimento e exige um impulso sensorial. No dicionário, &#8220;acesso&#8221; pode se referir à entrada, ao ingresso ou à possibilidade de chegar a algum lugar. Em um sentido mais abstrato, também pode indicar formas de comunicação. Independentemente da definição, acessar implica uma interação entre o indivíduo e o ambiente. Mas o que acontece quando o ambiente não está preparado para a forma como alguém pode interagir com ele? Será que todos experimentamos o mundo da mesma maneira? Temos todos o mesmo tipo de acesso?</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta, infelizmente, é não. E é aqui que a acessibilidade se torna crucial. Acessibilidade é um direito humano fundamental, como consagrado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Ela garante o direito à livre circulação, à saúde, ao lazer, ao trabalho, ao estudo e à participação plena na sociedade. No entanto, para que esses direitos sejam de fato universais, precisamos de ambientes que considerem a diversidade humana e ofereçam diferentes possibilidades de interação.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a acessibilidade seja frequentemente associada às pessoas com deficiência – que representam mais de um bilhão de indivíduos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde – ela beneficia uma gama muito mais ampla de pessoas: crianças, idosos, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida temporária, indivíduos com características físicas ou sensoriais específicas, e até mesmo aqueles que enfrentam barreiras linguísticas ou culturais também necessitam de ambientes e serviços acessíveis. Afinal, todos têm suas particularidades e podem, em algum momento da vida, precisar de soluções que facilitem sua interação com o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A ausência de acessibilidade priva não apenas as pessoas com deficiência, mas qualquer indivíduo que não se enquadre no modelo-padrão para o qual os ambientes e serviços geralmente são projetados. Isso perpetua barreiras sociais e físicas, agravando desigualdades e alimentando formas de preconceito estrutural, como o capacitismo. Esse preconceito, embora inicialmente voltado à discriminação contra pessoas com deficiência, pode ser ampliado para qualquer situação em que a sociedade falha em reconhecer e atender às necessidades de diferentes grupos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existe um manual único para tornar o mundo acessível, e isso é compreensível. A dificuldade de interação com o ambiente pode ser espacial, sensorial ou comunicacional, exigindo soluções variadas e em constante evolução. A acessibilidade, portanto, não é estática; ela deve acompanhar as mudanças tecnológicas, sociais e culturais. Desde a implementação de rampas e elevadores até o desenvolvimento de tecnologias digitais adaptadas, como leitores de tela e softwares inclusivos, cada avanço é um passo em direção à equidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto essencial é que a acessibilidade precisa ser pensada a partir das demandas reais de todos os grupos da sociedade, e não apenas do olhar de quem projeta os espaços. Esse protagonismo é fundamental para garantir que soluções sejam adequadas, funcionais e respeitosas. Além disso, é importante considerar que o processo de envelhecimento é inerente a todos nós. Com o tempo, nossa forma de interagir com o mundo muda, e espaços acessíveis se tornam indispensáveis para qualquer pessoa, em qualquer etapa da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Os benefícios do desenho universal vão além da garantia de direitos fundamentais. Ele promove maior eficiência e inovação no design de espaços e produtos, ao criar soluções que atendem a um público mais amplo. Ambientes planejados de forma acessível são mais funcionais para todos, reduzindo barreiras não apenas para quem tem deficiência, mas também para pessoas temporariamente imobilizadas, gestantes, idosos ou famílias com crianças pequenas. Uma sociedade que adota o desenho universal, economiza recursos a longo prazo ao evitar reformas e adaptações futuras, e cria um padrão que se adapta às necessidades de uma população diversa e em constante mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a prática do desenho universal fortalece o “tecido social”, ao promover uma convivência mais integrada e empática. Quando espaços públicos e privados são projetados para incluir todas as pessoas, criam-se oportunidades para interações mais ricas e diversificadas. Isso contribui para uma sociedade mais coesa, que valoriza e celebra a pluralidade de vivências. Ambientes verdadeiramente acessíveis inspiram uma cultura de acolhimento, onde cada indivíduo se sente respeitado e pertencente.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre acessibilidade, portanto, é falar sobre inclusão, direitos humanos e, acima de tudo, sobre todos nós. Um mundo acessível é um mundo que abraça a diversidade e reconhece que as diferenças nos tornam mais fortes como sociedade. Construí-lo é um desafio coletivo, mas também uma oportunidade única de criar ambientes mais justos e acolhedores, onde cada indivíduo tenha a liberdade de ser, viver e participar plenamente.</p>
<p style="text-align: justify;">É nossa responsabilidade provocar reflexões sobre este tema e garantir que nos espaços onde circulamos, a acessibilidade esteja assegurada para todas as pessoas em suas diversidades de corpos, de comunicação e cognitivas.</p>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/para-que-acessibilidade/">Para que acessibilidade?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Encontro com o Especialista debateu o uso da melatonina em pediatria</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-debateu-o-uso-da-melatonina-em-pediatria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 12:47:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto divulgado em 20/09/2024 No dia 17 de setembro foi realizado o Encontro com o Especialista &#8211; Melatonina em Pediatria – Quando usar?, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP, o evento, dirigido a pediatras, teve por objetivo discutir quando utilizar a melatonina em pediatria. Coordenado por Cristiane Fumo dos Santos, presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da SPSP, que coordenou e moderou a mesa, o Encontro com o Especialista contou, ainda, com a participação de Clarissa Bueno, vice-presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente. Com um público de 34 espectadores, os temas discutidos no evento foram Conceitos básicos em medicina do sono e Afinal, quais as indicações de melatonina em pediatria?. Ao término da atividade, as especialistas responderam dúvidas do público enviadas pelo chat. A gravação deste Encontro com o Especialista está disponível no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-debateu-o-uso-da-melatonina-em-pediatria/">Encontro com o Especialista debateu o uso da melatonina em pediatria</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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<p style="font-weight: 400;">Texto divulgado em 20/09/2024</p>
<hr />
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">No dia 17 de setembro foi realizado o <em>Encontro com o Especialista &#8211; Melatonina em Pediatria – Quando usar?</em>, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP, o evento, dirigido a pediatras, teve por objetivo discutir quando utilizar a melatonina em pediatria.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Coordenado por Cristiane Fumo dos Santos, presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente da SPSP, que coordenou e moderou a mesa, o Encontro com o Especialista contou, ainda, com a participação de Clarissa Bueno, vice-presidente do DC de Medicina do Sono na Criança e no Adolescente.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Com um público de 34 espectadores, os temas discutidos no evento foram <strong>Conceitos básicos em medicina do sono</strong> e <strong>Afinal, quais as indicações de melatonina em pediatria?</strong>. Ao término da atividade, as especialistas responderam dúvidas do público enviadas pelo chat.</p>
<p style="font-weight: 400;">A gravação deste Encontro com o Especialista está disponível no portal SPSP Educa (<a href="http://www.spspeduca.org.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.spspeduca.org.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1726916801517000&amp;usg=AOvVaw275evdgprHRObeV8y_lAK6">www.spspeduca.org.br</a>).</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-debateu-o-uso-da-melatonina-em-pediatria/">Encontro com o Especialista debateu o uso da melatonina em pediatria</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia da “Criança Especial” – quando a terminologia faz a diferença</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-da-crianca-especial-quando-a-terminologia-faz-a-diferenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 18:46:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-crianca-com-deficiencia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-crianca-com-deficiencia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-crianca-com-deficiencia-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 9 de dezembro é celebrado o Dia da “Criança Especial”. Para iniciar este texto, lanço três questões com o objetivo de gerar reflexões sobre as terminolog</p>
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<p>No dia 9 de dezembro é celebrado o Dia da &#8220;Criança Especial&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para iniciar este texto, lanço três questões com o objetivo de gerar reflexões sobre as terminologias e as atitudes que temos em nossas práticas de cuidado em saúde.</p>
<p>Quem são as “crianças especiais”?</p>
<p>Quais características uma criança precisa ter ou adquirir para ser especial?</p>
<p>Em nossa sociedade, as “crianças especiais” são respeitadas e valorizadas?</p>
<p style="text-align: justify;">Os termos &#8220;criança especial&#8221; e &#8220;crianças com necessidades especiais&#8221; são utilizados dentro e fora da área da saúde para se referirem a crianças com deficiências, autistas e outras diversidades. Hoje, em 2023, essa terminologia é considerada imprópria, redutora, e até pode ser interpretada como uma forma de preconceito, ao fazer pessoas se tornarem especiais pelo seu diagnóstico e não pelo o que são ou o que fazem em sua trajetória de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Discutir a palavra “especial” e outras terminologias, para o Núcleo de Estudos sobre as Crianças e Adolescentes com Deficiências da Sociedade de Pediatria de São Paulo, é algo fundamental, um ponto de partida, pois acreditamos que respeitar a pessoa com deficiência começa pela forma com a qual nos referimos a elas, pelas nossas atitudes diárias e pela luta contra todas as formas de capacitismo, que é o preconceito contra pessoas com deficiência. E se os próprios sujeitos que vivenciam a condição da deficiência questionam o termo “especial” em suas oratórias, por que nós cuidadores faríamos diferente?</p>
<p style="text-align: justify;">O uso da terminologia correta é uma porta de entrada para o cuidado eficaz. Termos inadequados, desatualizados e discriminatórios podem afastar a pessoa com deficiência e a sua família da relação de cuidado, reduzindo a confiança na equipe de saúde e a aderência ao acompanhamento. Para ter sucesso em nossas orientações e prescrições, é fundamental que seja construída uma relação que compreenda a diversidade, valorize as diferenças, respeite as individualidades e acolha cada sujeito, com ou sem uma deficiência.</p>
<p style="text-align: justify;">As crianças especiais são todas as crianças, com e sem deficiências. Especiais pela sua existência, pela sua capacidade de modificação da sociedade, pela sua curiosidade de explorar o mundo, pelas suas habilidades e potenciais, pela sua forma única de ser. Crianças podem ser especiais para as suas famílias e pessoas que as rodeiam pelo que são, e não por um diagnóstico.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas têm algum tipo de deficiência no mundo, sendo 1 em cada 10, criança. Dados do IBGE de 2010 mostram que o Brasil tem cerca de 4 milhões de crianças de 0 a 14 anos de idade com uma deficiência. Pelo Relatório Mundial sobre a Deficiência da ONU de 2011, em todo o mundo, as pessoas com algum tipo de deficiência ainda apresentam piores perspectivas de saúde, níveis mais baixos de escolaridade, participação econômica menor e taxas de pobreza mais elevadas em comparação às pessoas sem deficiência. Esses dados mostram que as crianças e adolescentes com deficiência ainda têm uma vida de lutas por direitos básicos, garantidos no papel pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI), em uma sociedade que contraditoriamente ainda as chama de “especiais”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para avançarmos na temática da criança e do adolescente com deficiência é preciso discutir terminologia, atitude, inclusão, acessibilidade, equidade de cuidados, direitos da pessoa com deficiência, deveres dos profissionais atuantes na infância, capacitismo, individualização da assistência, entre tantas outras temáticas que ainda hoje não são naturalizadas e aplicadas na sociedade em geral, onde se incluem os pediatras e demais profissionais da saúde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fábio Watanabe<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo </strong></p>
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		<title>“Quem dá o tapa esquece com facilidade, quem leva nunca esquece”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/quem-da-o-tapa-esquece-com-facilidade-quem-leva-nunca-esquece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 17:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Abolição]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Escravos]]></category>
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		<category><![CDATA[Pele]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Três recados para lembrar o Dia da Consciência Negra – 20 de novembro O antigo ditado popular, que dá título a este artigo, auxilia a abordar o tema preconceito racial de forma adequa</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-consciencia-negra-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p>Três recados para lembrar o Dia da Consciência Negra &#8211; 20 de novembro</p>
<p style="text-align: justify;">O antigo ditado popular, que dá título a este artigo, auxilia a abordar o tema preconceito racial de forma adequada: quem não tem a pele preta, só pode falar sobre o tema, porque está de fora; quem tem a pele escura pode falar do assunto, porque o experimenta na pele e, especialmente, debaixo dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo, então, sob a perspectiva do primeiro grupo citado. Comento, fazendo uma análise, fruto de leitura, observação, reflexão. Começo enfatizando que todo ser humano tem potencial para o preconceito, uma vez que ao se deparar com um fato, o interpreta sob uma lente própria, calcada na sua história de vida, na sua cultura, no seu país, no local onde reside, nas condições sociais e políticas vigentes, enfim, é sob um ponto de vista – o seu. No entanto, a mesmo fato pode ser visto de outros pontos de observação &#8211; o ponto de vista de onde está cada observador, com a lente pessoal de cada um. Tem razão Leonardo Boff quando diz que “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1º Recado:</strong> <strong>temos que ser</strong> <strong>vigilantes para não cair na armadilha do preconceito</strong>, que muitas vezes nos pega despercebidos. Desde a Abolição (1988) muito pouco tempo se passou até aqui. Convivemos com inúmeras consequências desse fato histórico e, sub-repticiamente, repetimos no falar, no comportamento, nas relações interpessoais, na mídia, nas piadas, nas estruturas institucionais, as mazelas desse tempo. Por isso, embora a história já tenha acabado, há herdeiros hoje, após cinco gerações, que experimentam sob a pele a mesma dor dos que foram escravizados <strong>(Lembrete óbvio: escravo não é uma condição natural, nem normal. A África não é o lugar onde moravam os escravos que poderiam ser buscados lá)</strong>. Há uma dívida sim, histórica a ser resgatada, no aqui e agora. Além do simbolismo que as políticas afirmativas desempenham, elas também cumprem a busca da equidade, pressuposto básico para o tratamento digno devido a qualquer pessoa. É uma questão de justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">O preconceito é um fenômeno passional, movido por inúmeros fatores, muitas vezes não percebidos pelo indivíduo (fato que não o exime de culpa) que faz diminuir a capacidade de conviver, de refletir, de trazer novidade, de partilhar.</p>
<p>O preconceito empobrece a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto fulcral do preconceito é que ele desqualifica o outro, ao classificá-lo como ser de menor valia, inferior. Nessa assimetria, o outro deixa de ser pessoa e passa a ser “coisa” – objeto de manipulação ou de descarte. A pessoa preconceituosa acredita ser o único tipo válido de ser humano e relaciona-se com o outro como se ele fosse algo menor. Os motivos para esse comportamento abrangem um leque grande de opções: o dinheiro acumulado, a cor da pele, o nível de escolaridade, a religião professada, o sotaque que ostenta, o time para o qual torce etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Mário Sergio Cortella faz um comentário interessante em seu livro Ser Humano &#8211; é Ser &#8211; Junto: “O que são os outros para nós mesmos? O mesmo que nós somos para os outros, ou seja, outros”. Todos somos o um e, também, o outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Freire, em seu livro Pedagogia do Oprimido, diz: “O preconceito torna vítima tanto aquele que sofre quanto o autor da ação. Porque se o preconceito humilha a vítima, ele diminui a dignidade do agressor”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2º Recado:</strong> <strong>A linha que separa o preconceito da discriminação é estreita</strong>, por isso cabe vigilância por parte de todos. O combate ao preconceito precisa se dar em várias frentes: na autoavaliação de cada um, na escola, na família, nas instituições sociais, na construção de leis e punições adequadas aos infratores, na política. O preconceito pode ser superado; erradicado, provavelmente, não.</p>
<p style="text-align: justify;">O preconceito é uma forma de intolerância, que não admite a diversidade; no entanto, beleza e diversidade são inseparáveis. A intolerância abre as portas do confronto e cerra as portas do diálogo. A intolerância ergue muros, o diálogo constrói pontes. A intolerância afasta, o diálogo aproxima.</p>
<p>O preconceito é feio. É fratricida, matando, às vezes sem derramar sangue, em outras tantas, vertendo-o.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3º Recado: <em>“Ética é a vida boa para todas as pessoas, em instituições justas”,</em> </strong>citando Paul Ricoeur. Cito a seguir trecho do livro do Cortella, antes referido: “O que é vida boa? É aquela que o indivíduo não é humilhado pela falta de trabalho digno, não é ofendido pela ausência de lazer sadio, não é vitimado pela falta de moradia adequada, não é atingido pela falta de comida, de escolaridade aceitável, de religiosidade livre, de sexualidade autônoma. Isso é vida boa. E o que são “Instituições justas? São as que conseguem garantir vida boa para todas as pessoas. Só assim, a escola, a família, o poder público, a mídia, a religião, a empresa, etc., poderão se denominar justos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Vida boa para todos e todas, de todas as cores, de todas as crenças e ideologias. Basta ser humano para merecê-la. Aos intolerantes, entretanto, fico com Karl Popper: “Devemos, então, nos reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante” (A sociedade aberta e seus inimigos).</p>
<p> </p>
<p><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>21/03 &#8211; Dia Internacional contra a Discriminação Racial</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/21-03-dia-internacional-contra-a-discriminacao-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2022 14:32:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_84033216_Rawpixel-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_84033216_Rawpixel-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/03/Depositphotos_84033216_Rawpixel-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Internacional contra a Discriminação Racial, 21 de março, foi escolhido pela Organização das Nações Unidas em memória às vítimas fatais do “Massacre de Sharpeville”, ocorrido na África do Sul, em 1960. </p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 21/03/2022</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>O Dia Internacional contra a Discriminação Racial, 21 de março, foi escolhido pela Organização das Nações Unidas em memória às vítimas fatais do “Massacre de Sharpeville”, ocorrido na África do Sul, em 1960, durante o regime do <em>apartheid</em>.</p>



<p>A data representa a luta pelo fim do preconceito, discriminação e racismo, que não se refere apenas a cor da pele, mas também à religião, sexo, gênero e etnia.</p>



<p>No Brasil, desde a Assembleia Nacional Constituinte de 1988, o racismo é crime inafiançável e imprescritível. Mesmo assim, permanece latente no país.</p>



<p>Inicialmente, vamos definir alguns termos, que muitas vezes são usados como sinônimos, mas não o são.</p>



<p>Preconceito é uma opinião equivocada que antecede o conhecimento sobre uma pessoa, fato ou situação. Ela é norteada pela intolerância e não apresenta base científica ou de realidade.</p>



<p>Enquanto o preconceito é uma ideia, a discriminação é uma ação, geralmente ostensiva, sustentada por opinião preconceituosa e que leva a segregação.</p>



<p>Preconceito e discriminação podem ter caráter social, religioso, cultural, linguístico, de gênero, quanto à orientação sexual, racial (racismo) e a estrangeiros (xenofobia).</p>



<p>Acreditar que um jovem andando na rua seja um ladrão por sua cor é um preconceito. Impedi-lo de entrar num restaurante é discriminação.</p>



<p>Raça e etnia também não são sinônimos.</p>



<p>A palavra etnia significa &#8220;povo que tem os mesmos costumes&#8221;. Define um grupo com a mesma origem, língua e cultura que são transmitidas de geração a geração.</p>



<p>Raça é conceito biológico determinando subclasses de uma mesma espécie. Como não há subclasses dentro da espécie humana, esse conceito não se aplica.</p>



<p>O Brasil possui enorme miscigenação étnica: indígenas, portugueses, holandeses, italianos, negros, japoneses, árabes, caboclos e mulatos formam a aquarela das etnias nacionais. Não há diferença racial entre os brasileiros; não há várias raças humanas e sim uma ÚNICA espécie humana.</p>



<p>O racismo é perverso. Considerado um dos principais determinantes das desigualdades sociais, exacerba a pobreza, leva a resultados escolares negativos, menor acesso a emprego, maior exposição à criminalidade, ameaça ao bem-estar, saúde física e mental de adultos e crianças.</p>



<p>Pelo conceito de “vidas vinculadas”, o que atinge uma pessoa pode afetar as demais. A ação racista gera efeitos nocivos indiretos sobre as crianças que testemunham, ouvem, leem ou assistem, mesmo que <em>online,</em> seus pais, cuidadores, familiares, amigos ou desconhecidos serem maltratados ou prejudicados por atitudes racistas. Elas podem imaginar a si mesmas ou a um ente querido no lugar do alvo e, assim, sofrer consequências emocionais, psicológicas ou fisiológicas. As experiências de discriminação racial dos cuidadores podem levar a tensões na relação pais-filhos, a conflitos familiares, práticas parentais duras e violentas.</p>



<p>Essas experiências, vivenciadas em fase de desenvolvimento, ameaçam o senso que a criança tem de um mundo justo e seguro, gerando sentimento de desamparo, medo e desespero. Crianças mais novas podem ser afetadas mais intensamente, enquanto adolescentes podem ter habilidades de enfrentamento mais desenvolvidas.</p>



<p>A saúde mental é a que sofre maior efeito negativo, com sentimentos de baixa autoestima, ansiedade, depressão, ideação suicida e suicídio.</p>



<p>Quanto à saúde física, obesidade e hipertensão arterial parecem ter associação com experiências racistas.</p>



<p>Medidas preventivas contra preconceito, discriminação e racismo passam pela educação de um povo, lapidação de seus valores e crenças para que atitudes sejam transformadas. Acesso à escola, trabalho, moradia, saúde e compaixão são responsabilidade não de um governo, mas sim de toda sociedade.</p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Stela Maria Tavolieri de Oliveira</strong><br><strong>Núcleo de Estudo da Violência Doméstica contra a Criança e o Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: rawpixel |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>


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		<title>01/03 &#8211; Dia Mundial de Zero Discriminação</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/01-03-dia-mundial-de-zero-discriminacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 16:34:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[união]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/depositphotos_71577525_rawpixel-1024x665-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/depositphotos_71577525_rawpixel-1024x665-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/depositphotos_71577525_rawpixel-1024x665-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial de Zero Discriminação, em 1° de março, marca a data da luta contra o racismo, a discriminação na escola, no trabalho e em outras atividades que possam reduzir a capacidade de participação plena.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/01-03-dia-mundial-de-zero-discriminacao/">01/03 &#8211; Dia Mundial de Zero Discriminação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/depositphotos_71577525_rawpixel-1024x665-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/depositphotos_71577525_rawpixel-1024x665-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/02/depositphotos_71577525_rawpixel-1024x665-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>


<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 25/02/2022 </p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>O Dia Mundial de Zero Discriminação, celebrado em 1° de março, marca a data da luta contra o racismo, a discriminação na escola, no trabalho e em outras atividades que possam reduzir a capacidade de participação plena e significativa da população na sociedade.</p>



<p>Afirmamos aqui o direito de todas as pessoas, não importando sua origem, idade, raça, etnia, religião, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, ocupação, renda e outros a uma vida plena, digna e produtiva. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, já consagrou que todas as pessoas são iguais, em dignidade e valor, sem estigmas ou discriminações.</p>



<p>E não podemos falar de discriminação sem nos referir às desigualdades, por estarem intimamente conectadas. A discriminação, seja ela estrutural ou social, pode levar à muitas desigualdades, sejam relacionadas à saúde, educação, renda, emprego e justiça e às próprias desigualdades também podem levar ao estigma e à discriminação.</p>



<p>Em 2015, os Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) &#8211; são 193, incluindo o Brasil &#8211; comprometeram-se a trabalhar para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) num plano de ação global para eliminar a pobreza extrema, a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030. Cumprir a promessa de combater a desigualdade salvará milhões de vidas e beneficiará a sociedade como um todo. Para fazer isso, devemos enfrentar a discriminação em todas as suas formas.</p>



<p><strong>E quais são os principais fatos sobre a discriminação?</strong> <br>(Adaptado de <a rel="noreferrer noopener" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/02/ZDD_brochure_PT.pdf)" target="_blank">UNAIDS</a>) </p>



<p>1. A discriminação é o tratamento negativo de uma pessoa ou de um grupo de pessoas com base em: gênero, raça, etnia ou nacionalidade, religião, deficiência, orientação sexual, classe social, idade, estado civil, responsabilidades familiares;</p>



<p>2. Cento e trinta milhões de meninas entre seis e 17 anos de idade estão fora da escola e 15 milhões de meninas em idade para frequentar o ensino fundamental nunca entrarão em uma sala de aula, metade das quais vivem na África Subsaariana. Mantê-las na escola beneficia não só a elas como suas famílias e suas comunidades e, no entanto, quase quatro em cada 10 alunas são ridicularizadas por serem mulheres;</p>



<p>3. De 143 economias, quase 90% tem pelo menos uma barreira legal que restringe as oportunidades econômicas das mulheres e 79 países têm leis que restringem o tipo de empregos que as mulheres podem ter. A discriminação contra as mulheres afeta a produção de alimentos, uma vez que representam 43% da força de trabalho agrícola em países em desenvolvimento e apenas 5% podem ter acesso a serviços de consultoria agrícola;</p>



<p>4. Mais de um bilhão de pessoas vivem com alguma forma de deficiência &#8211; são mais propensas a terem serviços de saúde negados e reportam maus-tratos por parte da equipe de saúde;</p>



<p>5. Três das doenças transmissíveis mais fatais do mundo &#8211; malária, HIV e tuberculose &#8211; afetam desproporcionalmente as populações mais pobres e são agravadas por outras desigualdades, como: gênero, idade, orientação sexual, identidade de gênero e situação migratória;</p>



<p>6. O estigma e a discriminação em relação às populações-chave são reforçados por leis penais e outras barreiras estruturais, que alimentam a violência, a exploração e o clima de medo;</p>



<p>7. Quase 30% das mulheres sofreram violência física ou sexual por um parceiro íntimo pelo menos uma vez na vida;</p>



<p>8. Todas as pessoas são iguais perante a lei e têm direito à proteção da lei sem discriminação.</p>



<p>Não podemos alcançar o desenvolvimento sustentável e tornar o planeta melhor se os direitos de todos não forem protegidos, se seguirem excluídos da chance de uma vida melhor, se não nos atentarmos aos desfavorecidos e marginalizados, se não denunciarmos a discriminação, se não trabalharmos para reduzir as desigualdades. No mundo globalizado de hoje a desigualdade afeta a todos nós, não importa quem somos ou de onde viemos.</p>



<p><strong>Saiba mais:</strong></p>



<p><a href="https://www.unicef.org/brazil/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>UNICEF.</strong></a></p>



<p><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.vercalendario.info/pt/evento/dias-mundiais-1-marco-2022.html" target="_blank"><strong>ONU.</strong></a></p>



<p><a rel="noreferrer noopener" href="http://Dia Mundial de Zero Discriminação. Caio Dominato-março de 2021. https://programaescoladafamiliapinhal.blogspot.com/2021/03/dia-mundial-de-zero-discriminacao.html" target="_blank"><strong>Dia Mundial de Zero Discriminação.</strong></a></p>



<p><a rel="noreferrer noopener" href="https://escolaamiga.pt/blog/59e668a0-a8ab-41c8-9c0b-9184bac97f4c" target="_blank"><strong>DIA MUNDIAL DO ELOGIO E ZERO DISCRIMINAÇÃO.</strong></a></p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: rawpixel | depositphotos.com</p>
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