<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Prematuridade - SPSP</title>
	<atom:link href="https://www.spsp.org.br/tag/prematuridade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/prematuridade/</link>
	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Wed, 26 Nov 2025 14:02:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.5</generator>

<image>
	<url>https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Prematuridade - SPSP</title>
	<link>https://www.spsp.org.br/tag/prematuridade/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Mês de novembro se destaca por ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/mes-de-novembro-se-destaca-por-acoes-de-prevencao-da-prematuridade-e-de-cuidados-ao-recem-nascido-prematuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 15:18:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[17 de Novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Ações]]></category>
		<category><![CDATA[Baixa e Média]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cor]]></category>
		<category><![CDATA[EFCNI]]></category>
		<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Mês]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro Roxo]]></category>
		<category><![CDATA[Países]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-Nascidos Prematuros]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=54236</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A prematuridade ainda persiste como um problema de saúde pública mundial. Dados recentes de 2023, apontados</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/mes-de-novembro-se-destaca-por-acoes-de-prevencao-da-prematuridade-e-de-cuidados-ao-recem-nascido-prematuro/">Mês de novembro se destaca por ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prematuridade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A prematuridade ainda persiste como um problema de saúde pública mundial. Dados recentes de 2023, apontados pelo relatório <em>Born to Soon, </em>da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que infelizmente a taxa não sofreu decréscimo no período de 2010 a 2020 e a prematuridade tem impacto sobre a mortalidade e o aparecimento de problemas clínicos, especialmente relacionados ao desenvolvimento neurológico.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão da prematuridade se intensifica nos países de baixa e média renda. O mesmo relatório da OMS mostra que, nos casos de recém-nascidos prematuros extremos, ou seja, nascidos antes de 28 semanas de gestação, nos países de alta renda, 9 em cada 10 deles sobrevivem, e no cenário dos países de baixa e média renda, a proporção se inverte: apenas uma em 10 crianças nessa categoria de nascimento sobrevive.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, uma em cada 10 crianças nasce abaixo de 37 semanas de gestação, representando o nascimento de cerca de 300 mil crianças prematuras ao ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, além dos esforços gigantescos das instituições governamentais e oficiais na promoção da prevenção do parto prematuro, bem como da assistência ao recém-nascido pré-termo, a Fundação Europeia para o Cuidado do Recém-nascido (EFCNI, da denominação em inglês <em>European Foundation for the Care of Newborn Infants</em>) realizou, entre muitas atividades, um encontro de organizações de pais de recém-nascidos prematuros em Roma, Itália, e uma das decisões desse encontro foi de criar um dia mundial de conscientização para os prematuros e suas famílias. </p>
<p style="text-align: justify;">Escolheu-se então o dia 17 de novembro como o “Dia Mundial da Prematuridade”, por um fato marcante na vida de um dos fundadores da EFCNI – após a perda de filhos nascidos trigêmeos prematuros, ele foi pai de uma filha nascida em 17 de novembro de 2008. A ideia em seguida foi apoiada pela Organização <em>March of Dimes</em> norte-americana, instituição famosa mundialmente pela busca de qualidade de atendimento perinatal.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, em 2014, houve o início das comemorações do Novembro Roxo, no sentido de promover e conscientizar os profissionais de saúde e o público em geral sobre a questão da prematuridade. A escolha da cor roxa se deu pelo fato de a cor simbolizar sensibilidade e individualidade, características estas muito peculiares aos recém-nascidos prematuros, além de significar também a transmutação, indicando o processo de poder se transformar, de se modificar, de evoluir, fenômeno também do complexo da prematuridade, pois são crianças que necessitam de todo apoio no sentido de se desenvolverem e crescerem de modo adequado, mesmo fora do ambiente materno, já que nasceram prematuramente. Percebe-se então um alinhamento das atividades do Novembro Roxo com as práticas preconizadas pelo Método Canguru, estabelecidas pelo Ministério da Saúde do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2015, a Organização Não Governamental Prematuridade.com propôs um projeto de lei para instituir o 17 de novembro como &#8220;Dia da Prematuridade&#8221;. Nesse aspecto, na semana que cerca essa data tão significativa, há promoção de ações de enfrentamento ao parto prematuro e campanhas de sensibilização sobre a prematuridade. Engloba assim todas as categorias de profissionais que atuam na atenção perinatal e envolvidos na prevenção da prematuridade e também, de modo importante, no estabelecimento de rotinas de cuidados para aquele que acabou por nascer prematuro e demanda atenção especializada e individualizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Gradativamente, com o Dia da Prematuridade, o Novembro Roxo tem se tornado um mês especial, no qual as instituições públicas e não governamentais de promoção à saúde encontram um espaço para destacar ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro, estimulando que essas ações se prolonguem ao longo de todo o ano.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Organização Mundial da Saúde. Born too Soon. Disponível em <a href="https://www.who.int/publications/i/item/9789240073890">https://www.who.int/publications/i/item/9789240073890</a>.</li>
<li>Prematuridade.com. Disponível em <a href="https://www.prematuridade.com">https://www.prematuridade.com</a>.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção humanizada ao recém-nascido: Método Canguru: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 3 ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2017. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_humanizada_metodo_canguru_manual_3ed.pdf.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jamil Pedro de Siqueira Caldas<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SPSP</strong></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/mes-de-novembro-se-destaca-por-acoes-de-prevencao-da-prematuridade-e-de-cuidados-ao-recem-nascido-prematuro/">Mês de novembro se destaca por ações de prevenção da prematuridade e de cuidados ao recém-nascido prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por uma maior conscientização sobre a prematuridade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bebês]]></category>
		<category><![CDATA[Coscientização]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Parto Prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Pré-natal]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<category><![CDATA[Roxo]]></category>
		<category><![CDATA[Sobrevida]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<category><![CDATA[UTIN]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=48922</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O dia 17 de novembro, considerado o Dia Internacional de Conscientização Sobre Prematuridade, foi criado por organizações de mães na Europa e pela European Foundation for the Care</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho-2/">Por uma maior conscientização sobre a prematuridade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-prematuridade-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O dia 17 de novembro, considerado o Dia Internacional de Conscientização Sobre Prematuridade, foi criado por organizações de mães na Europa e pela European Foundation for the Care of Newborn Infants (EFCNI) em 2008. Em 2010, a organização norte-americana <a href="https://www.marchofdimes.org/index.aspx">March of Dimes</a>, a organização africana <a href="http://littlebigsoulsghana.com/">LittleBigSouls,</a> a Australian National Preemie Foundation e a EFCNI se juntaram para celebrar esse dia especial.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde 2011 é designado o Dia Mundial da Prematuridade e, desde então, vem abarcando mais e mais países no mundo. Em 2013 eram 60 e em 2019 já tinham mais 100 países, em que grupos de pais, famílias, profissionais de saúde, políticos, hospitais, organizações e outras partes interessadas envolvidas no nascimento prematuro realizam campanhas de mídia, eventos locais e outras atividades em níveis local, regional, nacional ou internacional para conscientizar o público.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O</em> dia foi ampliado para todo o mês de novembro, sendo escolhido o roxo, por simbolizar sensibilidade e individualidade, características que são muito peculiares aos recém-nascidos pré-termos. O roxo também significa transmutação, ou seja, mudança, transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">O número de bebês prematuros no mundo ainda é muito elevado, segundo a Organização Mundial da Saúde. Em 2020, aproximadamente 13,4 milhões de bebês nasceram prematuros no mundo, representando mais de 10% de todos os nascimentos. No Brasil, em 2023, a ocorrência desses nascimentos chegou a cerca de 301.718 (11,9% dos nascidos vivos), sendo equivalente a 840 por dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O Novembro Roxo é o mês dedicado às ações de sensibilização voltadas para prevenir ou minimizar o nascimento prematuro, já que é atualmente uma das principais causas de óbito no período neonatal e entre crianças menores de cinco anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante esse mês são realizadas atividades e mobilizações direcionadas ao enfrentamento do parto prematuro, com foco na prevenção do nascimento antecipado e na conscientização sobre os riscos envolvidos, bem como na assistência, proteção e promoção dos direitos dos bebês prematuros e suas famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">O parto prematuro pode, em grande parte, ser prevenido com um pré-natal adequado e iniciado precocemente. A detecção de problemas maternos, que podem desencadear o parto prematuro, deve ser feita durante as consultas de pré-natal, incluindo avaliação de exames clínico-laboratoriais, que estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde. Um atendimento adequado no pré-natal já irá diminuir o número de bebês que nascem antes de 37 semanas de idade gestacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, mesmo realizando um pré-natal adequado, o bebê pode nascer prematuro, seja por doenças maternas graves ou por problemas do próprio bebê. Nesses casos eles deverão nascer em hospitais que tenham Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), possibilitando o cuidado adequado para esses pequenos pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Os problemas da prematuridade vão além do baixo peso, um prematuro precisa de cuidados especiais na UTI, o que aumenta em três vezes o risco de morte e sequelas futuras para sua vida adulta. Observa-se que com os avanços tecnológicos dos últimos anos está aumentando a sobrevida de recém-nascidos cada vez mais prematuros, com possibilidade de sobrevida de bebês que nascem a partir de 24-25 semanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas crianças permanecem por um longo tempo internadas e, durante esse período, seus pais passam por vários graus de ansiedade e de medos. Medo da perda, de sequelas e depois, próximo da alta, o medo de cuidar em casa. Portanto, além da equipe da UTIN cuidar do recém-nascido, deve cuidar também da família, que irá necessitar de muito apoio e acolhimento. E progressivamente, de acordo com a evolução do bebê, ir estimulando os pais a participarem dos cuidados do dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacao-aos-pais-sobre-dislexia-entendendo-e-apoiando-seu-filho-2/">Por uma maior conscientização sobre a prematuridade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Leite Humano e Prematuridade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/leite-humano-e-prematuridade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 14:14:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Leite humano]]></category>
		<category><![CDATA[Mães]]></category>
		<category><![CDATA[neonatal]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro Roxo]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[recém-nascidos]]></category>
		<category><![CDATA[RNPT]]></category>
		<category><![CDATA[spsp]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=35509</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-prematuro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-prematuro-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-prematuro-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Recém-nascido pré-termo (RNPT) é aquele que nasce com idade gestacional inferior a 37 semanas. No Brasil, cerca de 11,5% dos nascimentos ocorrem prematuramente, ou seja, 340 mil recém-nascidos (RN) por ano prematuridade é a primeira causa de óbito neonatal em nosso país.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/leite-humano-e-prematuridade/">Leite Humano e Prematuridade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-prematuro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-prematuro-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-prematuro-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Recém-nascido pré-termo (RNPT) é aquele que nasce com idade gestacional inferior a 37 semanas. No Brasil, cerca de 11,5% dos nascimentos ocorrem prematuramente, ou seja, 340 mil recém-nascidos (RN) por ano. Prematuridade é a primeira causa de óbito neonatal em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">Novembro é o Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, denominado “Novembro Roxo”, pois a cor roxa simboliza Sensibilidade, Individualidade e Transformação. <strong>Comemora-se em 17 de novembro o Dia Mundial da Prematuridade, com o objetivo de elaborar estratégias para a redução das taxas de prematuridade.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os RNPT apresentam maior risco de evoluir com doenças crônicas e cardiovasculares, alterações no padrão de crescimento, atraso no desenvolvimento sensorial, motor e cognitivo. Sua mortalidade é cerca de três ou mais vezes maior quando comparada à de RN de termo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre as propostas estabelecidas para prevenir ou minimizar os agravos, o uso de leite humano (LH), de preferência da própria mãe, é o padrão ouro de nutrição. O LH produzido por mães de RNPT possui, nas primeiras duas a quatro semanas de lactação, maiores concentrações de nitrogênio, proteínas nutritivas, gorduras e vitaminas, calorias e função imunológica em relação ao leite de mães de RN de termo.</p>
<p style="text-align: justify;">A utilização do leite cru da própria mãe resulta em efeitos benéficos inigualáveis para: digestão e absorção de nutrientes; estímulo da imunidade por proteção direta e ação imunomoduladora; desenvolvimento neurológico e cognitivo; proteção contra sepse (redução de 50%), enterocolite necrosante, displasia broncopulmonar e retinopatia da prematuridade; desenvolvimento do sistema sensório-motor oral e redução de má oclusão dentária em 68%; redução da prevalência de doenças atópicas, alérgicas e autoimunes, de obesidade e doenças do adulto; efeito psicológico na relação mãe-filho. Existe ainda um efeito protetor adicional, através do qual a mãe colonizada pelas bactérias da UTI neonatal pode sintetizar anticorpos específicos contra os patógenos hospitalares e excretá-los no leite.</p>
<p style="text-align: justify;">O colostro, leite produzido até o 7º dia de vida, possui reconhecidas propriedades anti-infecciosas e imunomoduladoras. A colostroterapia, também chamada de colostro precoce, consiste na administração de pequenas alíquotas na cavidade oral, desde as primeiras horas de vida, para proteger os RNPT até o início da nutrição “verdadeira”.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, conclui-se que alimentar o RNPT com LH, de preferência da própria mãe ou, na falta deste, pasteurizado em banco de leite humano, torna sua trajetória mais suave, resultando em melhor desenvolvimento.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Valdenise Martins Laurindo Tuma Calil<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Assistente do Centro Neonatal do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Diretora do Banco de Leite Humano do Hospital das Clínicas (FMUSP)<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial; text-align: justify;">Membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo </strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/leite-humano-e-prematuridade/">Leite Humano e Prematuridade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novembro Roxo &#8211; Separação zero: aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/novembro-roxo-separacao-zero-aja-agora-mantenha-pais-e-bebes-prematuros-juntos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Nov 2021 16:39:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=30445</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 2020, fomos todos atingidos pela pandemia da Covid-19. Por um ano, medidas restritivas foram necessárias e hospitais precisaram rever seus fluxos de entrada e saída de pacientes. </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/novembro-roxo-separacao-zero-aja-agora-mantenha-pais-e-bebes-prematuros-juntos/">Novembro Roxo &#8211; Separação zero: aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 25/11/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Em 2020, fomos todos atingidos pela pandemia da Covid-19. Por um ano, medidas restritivas foram necessárias e hospitais precisaram rever seus fluxos de entrada e saída de pacientes e acompanhantes. Inúmeras medidas foram tomadas para permitir a presença dos pais, sobretudo nas unidades de terapia intensiva neonatais, mas nem sempre foram suficientes. As gestantes acometidas pela doença que tiveram recém-nascidos prematuros não podiam circular durante o isolamento preconizado. Seus parceiros muitas vezes estavam doentes ou ainda cumprindo a quarentena necessária. As mães que desenvolveram formas mais graves da doença e necessitaram, elas mesmas, de UTI foram separadas de seus filhos por falta de condições clínicas. 2020 foi um ano de ruptura.</p>



<p>Em 2021, a bandeira SEPARAÇÃO ZERO tornou-se uma necessidade: é preciso voltar a falar não só da presença dos pais em tempo integral nas UTIs neonatais, prevista por lei. Além disso, é essencial que as ações para trazê-los de volta para dentro do hospital sejam resgatadas o mais precocemente possível. Cabe aos profissionais de saúde retomar as práticas de estimular e possibilitar o contato dos pais com o seu bêbê desde a primeira ida na UTI&nbsp; neonatal. Nesse ambiente, acolhimento, humanização e contato norteiam a excelência do cuidado e não há espaço para &nbsp;“trabalho remoto” e “ modelo híbrido”.</p>



<p>Estamos em um momento de reconstrução e retomada das boas práticas para muitas unidades. É importante relembrar que a presença dos pais deve ser encorajada. Precisamos fortalecer o papel dos pais como moduladores do bem-estar de seus filhos durante a permanência no hospital; valorizar o papel das mães como capazes de cuidar de seus filhos, esclarecer e evidenciar como elas podem atuar nesse lugar de incubadoras, monitores e alarmes; estimular o aleitamento materno e sua importância, ainda que não seja no modelo convencional de amamentação.&nbsp;</p>



<p>A transparência nas conversas com as famílias permite alinhamento das expectativas em relação ao momento que o bebê poderá começar o contato pele-a-pele, início do treinamento da mamada ao seio. E gradativamente, profissionais de saúde e família criam o sentimento de autoconfiança para a mãe do prematuro e a segurança na programação da alta. A proximidade da equipe de saúde permite a identificação de fragilidades na rede de apoio que possam ser corrigidas, diminuindo eventuais riscos ao bem-estar do recém-nascido.&nbsp;</p>



<p>Separação Zero pelo Prematuro para garantir uma alta feliz para o convívio com sua família.</p>



<p><strong>Relatora</strong><br><strong>Maria Augusta Gibelli</strong><br><strong>Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: serrnovik |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/novembro-roxo-separacao-zero-aja-agora-mantenha-pais-e-bebes-prematuros-juntos/">Novembro Roxo &#8211; Separação zero: aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Meu bebê nasceu prematuro: como vai ser seu desenvolvimento no primeiro ano de vida?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/meu-bebe-nasceu-prematuro-como-vai-ser-seu-desenvolvimento-no-primeiro-ano-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 19:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[assistência médica]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[pai]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3637</guid>

					<description><![CDATA[<p>Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro No Brasil, nascem cerca de 340 mil prematuros por ano. A sobrevida de bebês prematuros aumenta a cada ano, com foco cada vez maior na melhor qualidade de vida. Assim, a prematuridade é uma preocupação crescente tanto para saúde pública brasileira e mundial quanto para a sociedade, os pais e as famílias. O nascimento de um recém-nascido prematuro é quase sempre uma surpresa e junto com ele muitas questões são levantadas pelos pais: Meu filho terá um desenvolvimento normal? Irá correr, comer, falar e brincar? O que posso fazer para mantê-lo saudável? O que esperar do seu crescimento e desenvolvimento? Você se identificou com essas dúvidas? Vamos tentar diminuir sua ansiedade com esse texto. Afinal, quando um bebê é considerado prematuro? Prematuro é todo recém-nascido que nasce antes de completar a idade gestacional de 37 semanas. Muitos bebês prematuros vão se desenvolver normalmente, porém alguns podem apresentar dificuldades motoras, sensoriais e de comportamento, desde atraso para se sentar, andar e falar até cegueira, surdez e paralisia cerebral. Isso vai depender do grau de prematuridade e das intercorrências pelas quais passou durante a internação, como infecção, necessidade de ventilação mecânica, além de suas condições nutricionais. O grau da prematuridade influencia diretamente no desenvolvimento, ou seja, quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento do seu bebê, mais imaturo seus órgãos, como o coração, o pulmão, o cérebro e o intestino. Assim, maior será sua dependência de cuidados especiais, mais vulnerável a agressões externas e maior o risco de alterações no desenvolvimento desta criança. Já ouviu falar em idade corrigida? Para avaliar o desenvolvimento de uma criança prematura, é importante considerarmos a idade corrigida. Idade corrigida: Idade que a criança estaria se tivesse nascido de 40 semanas. &#160; Por exemplo, um prematuro de 30 semanas, após 16 semanas, estaria com idade corrigida de 6 semanas. Nesse caso, as 10 semanas que faltaram para completar a gestação são descontadas do tempo de vida do bebê. Isso significa que o seu desenvolvimento deve ser o esperado para um bebê de 6 semanas e não de 16 semanas.&#160; A avaliação do desenvolvimento por meio da “idade corrigida” é importante nos primeiros 2 a 3 anos de vida do prematuro para compararmos o comportamento esperado de acordo com a maturidade de seu cérebro e ajustar os estímulos adequados e as nossas expectativas em relação àquela criança.&#160; Lembre-se! Seu bebê é único! A avaliação de seu desenvolvimento deve ser feita por um profissional capacitado, respeitando as particularidades de cada criança. O acompanhamento regular do prematuro é fundamental para avaliações precoces, início de terapias em tempo oportuno e estímulos adequados para o melhor desenvolvimento da criança. Ele deve ser individualizado para aquele bebê e para sua família, englobando não só a consulta pediátrica, mas com fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, oftalmologia, neurologia e outras especialidades, se necessário. Você já ouviu falar no exame neuromotor?&#160; No primeiro ano de vida, uma atenção especial é dada à parte motora da criança, avaliando em conjunto sua movimentação, força, postura e reflexos. O exame neuromotor é um importante indicador do desenvolvimento do seu bebê. Se estiver adequado no segundo semestre de vida, a chance de desenvolvimento motor normal na criança maior é muito grande.&#160; O que você pode fazer para estimular o melhor desenvolvimento do seu bebê? Manter o acompanhamento multidisciplinar, conforme as demandas de seu filho(a). Manter estímulos adequados de acordo com as orientações para cada fase do bebê. Estimular o crescimento e desenvolvimento em um ambiente alegre, tranquilo e carinhoso. A participação ativa dos pais influencia em todo o desenvolvimento da criança Lembre-se: Cada bebê se desenvolve individualmente, no seu próprio ritmo. A melhor comparação é com ele mesmo! Informe-se em fontes seguras e converse com seu pediatra! ___Relatora:Renata Sayuri Ansai Pereira de CastroDepartamento Científico de Neonatologia Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-bebe-nasceu-prematuro-como-vai-ser-seu-desenvolvimento-no-primeiro-ano-de-vida/">Meu bebê nasceu prematuro: como vai ser seu desenvolvimento no primeiro ano de vida?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</strong></h4>



<p>No Brasil, nascem cerca de 340 mil prematuros por ano. A sobrevida de bebês prematuros aumenta a cada ano, com foco cada vez maior na melhor qualidade de vida. Assim, a prematuridade é uma preocupação crescente tanto para saúde pública brasileira e mundial quanto para a sociedade, os pais e as famílias.</p>



<p>O nascimento de um recém-nascido prematuro é quase sempre uma surpresa e junto com ele muitas questões são levantadas pelos pais:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Meu filho terá um desenvolvimento normal?</li><li>Irá correr, comer, falar e brincar?</li><li>O que posso fazer para mantê-lo saudável?</li><li>O que esperar do seu crescimento e desenvolvimento?</li></ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2021/03/Depositphotos_136134516_jolopes-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3638"/><figcaption>jolopes | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>Você se identificou com essas dúvidas? Vamos tentar diminuir sua ansiedade com esse texto.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Afinal, quando um bebê é considerado prematuro?</strong></h4>



<p>Prematuro é todo recém-nascido que nasce antes de completar a idade gestacional de 37 semanas. Muitos bebês prematuros vão se desenvolver normalmente, porém alguns podem apresentar dificuldades motoras, sensoriais e de comportamento, desde atraso para se sentar, andar e falar até cegueira, surdez e paralisia cerebral. Isso vai depender do grau de prematuridade e das intercorrências pelas quais passou durante a internação, como infecção, necessidade de ventilação mecânica, além de suas condições nutricionais.</p>



<p>O grau da prematuridade influencia diretamente no desenvolvimento, ou seja, quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento do seu bebê, mais imaturo seus órgãos, como o coração, o pulmão, o cérebro e o intestino. Assim, maior será sua dependência de cuidados especiais, mais vulnerável a agressões externas e maior o risco de alterações no desenvolvimento desta criança.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Já ouviu falar em idade corrigida?</strong></h4>



<p>Para avaliar o desenvolvimento de uma criança prematura, é importante considerarmos a idade corrigida.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>Idade corrigida: Idade que a criança estaria se tivesse nascido de 40 semanas.</strong> &nbsp; Por exemplo, um prematuro de 30 semanas, após 16 semanas, estaria com idade corrigida de 6 semanas. Nesse caso, as 10 semanas que faltaram para completar a gestação são descontadas do tempo de vida do bebê. Isso significa que o seu desenvolvimento deve ser o esperado para um bebê de 6 semanas e não de 16 semanas.&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A avaliação do desenvolvimento por meio da “idade corrigida” é importante nos primeiros 2 a 3 anos de vida do prematuro para compararmos o comportamento esperado de acordo com a maturidade de seu cérebro e ajustar os estímulos adequados e as nossas expectativas em relação àquela criança.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Lembre-se! Seu bebê é único! A avaliação de seu desenvolvimento deve ser feita por um profissional capacitado, respeitando as particularidades de cada criança.</strong></h4>



<p>O acompanhamento regular do prematuro é fundamental para avaliações precoces, início de terapias em tempo oportuno e estímulos adequados para o melhor desenvolvimento da criança. Ele deve ser individualizado para aquele bebê e para sua família, englobando não só a consulta pediátrica, mas com fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, oftalmologia, neurologia e outras especialidades, se necessário.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Você já ouviu falar no exame neuromotor?&nbsp;</strong></h4>



<p>No primeiro ano de vida, uma atenção especial é dada à parte motora da criança, avaliando em conjunto sua movimentação, força, postura e reflexos.</p>



<p>O exame neuromotor é um importante indicador do desenvolvimento do seu bebê. Se estiver adequado no segundo semestre de vida, a chance de desenvolvimento motor normal na criança maior é muito grande.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que você pode fazer para estimular o melhor desenvolvimento do seu bebê?</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Manter o acompanhamento multidisciplinar, conforme as demandas de seu filho(a).</li><li>Manter estímulos adequados de acordo com as orientações para cada fase do bebê.</li><li>Estimular o crescimento e desenvolvimento em um ambiente alegre, tranquilo e carinhoso.</li></ul>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><strong>A participação ativa dos pais influencia em todo o desenvolvimento da criança</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Lembre-se: Cada bebê se desenvolve individualmente, no seu próprio ritmo. A melhor comparação é com ele mesmo!</p>



<p>Informe-se em fontes seguras e converse com seu pediatra!</p>



<p>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Renata Sayuri Ansai Pereira de Castro</strong><br><strong>Departamento Científico de Neonatologia Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>







<p></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/meu-bebe-nasceu-prematuro-como-vai-ser-seu-desenvolvimento-no-primeiro-ano-de-vida/">Meu bebê nasceu prematuro: como vai ser seu desenvolvimento no primeiro ano de vida?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sinais de alerta no bebê prematuro após a alta</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/sinais-de-alerta-no-bebe-prematuro-apos-a-alta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Alta do prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Canguru]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados intermediários]]></category>
		<category><![CDATA[Método canguru]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[UTI Neonatal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3062</guid>

					<description><![CDATA[<div></div>
<p>A permanência do filho prematuro na UTI Neonatal e, posteriormente, em Cuidados Intermediários, gera a sensação de que, a qualquer momento, pode ocorrer algo inesperado e fora de controle, o que provoca angústia e ansiedade. Essas emoções podem ficar mais intensas quando se aproxima a alta do bebê, devido ao receio dos pais de não saberem identificar sinais de que algo não esteja bem. A alta segura de um prematuro requer que a mãe, ou um cuidador responsável por ele, esteja na unidade neonatal para conhecer os aspectos físicos e as reações corporais normais do bebê. Se o prematuro estiver no setor de Cuidados Intermediários ou no setor Canguru, procure conhecer sua rotina diária, seu modo de se alimentar, como é seu choro e seu comportamento. Observe o ritmo de eliminação de urina e de fezes. Perceba como é a sua respiração, sua cor de pele e de lábios, aprenda a medir a temperatura corporal. Converse com a equipe multiprofissional que cuida do bebê hospitalizado e tire suas dúvidas. Antes de sair do hospital, saiba quem será o pediatra que fará o seguimento ambulatorial do bebê e verifique qual o setor de emergência mais próximo de casa e que tenha pediatra de plantão. Em casa, é importante saber identificar sinais de alerta, que podem significar alguma doença ou situação de risco, indicando a procura de auxílio médico. Verifique se o bebê: • está com dificuldade em respirar (o peito está subindo e descendo mais profundamente ou de forma mais rápida) ou para de respirar por alguns segundos (diferente do habitual);• está tossindo frequentemente e cada tosse dura muito tempo;• apresenta a pele e os lábios azulados ou muito pálidos &#8211; observe manchas roxas espalhadas no corpo;• está vomitando após as mamadas ou várias vezes, mesmo sem mamar;• adormece ou se sente cansado após pequenas refeições ou tem pausas frequentes na alimentação para recuperar o fôlego;• está tendo convulsões, que podem se manifestar com movimentos corporais diferentes, como esticar e encolher as pernas e braços ou tremores, ou movimentos dos lábios, como se estivesse mamando sem parar. Observe se a coloração da pele ficou mais arroxeada nesse momento;• chora muito e sem parar, com dificuldade de se acalmar ou chora ao engolir, como se estivesse com dor;• está muito agitado, não consegue dormir;• está dormindo muito e é mais difícil de acordar, até mesmo para mamar, ou está muito quieto, sem atividade;• apresenta a temperatura medida com termômetro em axila maior do 38°C ou menor do que 35,5°C;• está com a barriga muito crescida, não elimina gases ou fezes ou, ainda, as fezes estão vermelhas, pretas ou brancas, como massa de vidraceiro;• mostra sinais de desidratação, eliminando pouca quantidade de urina (xixi) e geralmente de coloração amarela mais escura; • está com a boca seca, mais irritado ou mais sonolento. Diante desses sinais de alerta, procure ajuda médica imediatamente. ___Relatora:Dra. Celeste Gomez SardinhaDepartamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/sinais-de-alerta-no-bebe-prematuro-apos-a-alta/">Sinais de alerta no bebê prematuro após a alta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p>A permanência do filho prematuro na <a href="https://www.pediatraorienta.org.br/desmistificando-a-uti-neonatal/">UTI Neonatal</a> e, posteriormente, em Cuidados Intermediários, gera a sensação de que, a qualquer momento, pode ocorrer algo inesperado e fora de controle, o que provoca angústia e ansiedade.</p>



<p>Essas emoções podem ficar mais intensas quando se aproxima a alta do bebê, devido ao receio dos pais de não saberem identificar sinais de que algo não esteja bem. A alta segura de um <a href="https://www.pediatraorienta.org.br/a-experiencia-de-ter-um-filho-prematuro/">prematuro</a> requer que a mãe, ou um cuidador responsável por ele, esteja na unidade neonatal para conhecer os aspectos físicos e as reações corporais normais do bebê. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Depositphotos_4018689_icefront-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3063"/><figcaption><em>icefront | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<p>Se o prematuro estiver no setor de Cuidados Intermediários ou no setor <a href="https://www.pediatraorienta.org.br/metodo-canguru-no-cuidado-do-bebe-prematuro/">Canguru</a>, procure conhecer sua rotina diária, seu modo de se alimentar, como é seu choro e seu comportamento. Observe o ritmo de eliminação de urina e de fezes. Perceba como é a sua respiração, sua cor de pele e de lábios, aprenda a medir a temperatura corporal. Converse com a equipe multiprofissional que cuida do bebê hospitalizado e tire suas dúvidas. Antes de sair do hospital, saiba quem será o pediatra que fará o seguimento ambulatorial do bebê e verifique qual o setor de emergência mais próximo de casa e que tenha pediatra de plantão. </p>



<p>Em casa, é importante saber identificar sinais de alerta, que podem significar alguma doença ou situação de risco, indicando a procura de auxílio médico. Verifique se o bebê: <br>• está com dificuldade em respirar (o peito está subindo e descendo mais profundamente ou de forma mais rápida) ou para de respirar por alguns segundos (diferente do habitual);<br>• está tossindo frequentemente e cada tosse dura muito tempo;<br>• apresenta a pele e os lábios azulados ou muito pálidos &#8211; observe manchas roxas espalhadas no corpo;<br>• está vomitando após as mamadas ou várias vezes, mesmo sem mamar;<br>• adormece ou se sente cansado após pequenas refeições ou tem pausas frequentes na alimentação para recuperar o fôlego;<br>• está tendo convulsões, que podem se manifestar com movimentos corporais diferentes, como esticar e encolher as pernas e braços ou tremores, ou movimentos dos lábios, como se estivesse mamando sem parar. Observe se a coloração da pele ficou mais arroxeada nesse momento;<br>• chora muito e sem parar, com dificuldade de se acalmar ou chora ao engolir, como se estivesse com dor;<br>• está muito agitado, não consegue dormir;<br>• está dormindo muito e é mais difícil de acordar, até mesmo para mamar, ou está muito quieto, sem atividade;<br>• apresenta a temperatura medida com termômetro em axila maior do 38°C ou menor do que 35,5°C;<br>• está com a barriga muito crescida, não elimina gases ou fezes ou, ainda, as fezes estão vermelhas, pretas ou brancas, como massa de vidraceiro;<br>• mostra sinais de desidratação, eliminando pouca quantidade de urina (xixi) e geralmente de coloração amarela mais escura; <br>• está com a boca seca, mais irritado ou mais sonolento.</p>



<p>Diante desses sinais de alerta, procure
ajuda médica imediatamente.</p>



<p>___<br><strong>Relatora:<br>Dra. Celeste Gomez Sardinha<br>Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/LogoPrematuro-1024x1024.jpg" alt="março lilás" class="wp-image-1983" width="584" height="584"/></figure>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>




<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/sinais-de-alerta-no-bebe-prematuro-apos-a-alta/">Sinais de alerta no bebê prematuro após a alta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desmistificando a UTI Neonatal</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/desmistificando-a-uti-neonatal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 18:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Campanha SPSP]]></category>
		<category><![CDATA[Março Lilás]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[UTI]]></category>
		<category><![CDATA[UTI Neonatal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3040</guid>

					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Meu filho nasceu prematuro e foi para a UTI. E agora? No Brasil, em 2017, 11% dos nascidos vivos foram prematuros e 1,4% dos recém-nascidos pesaram menos que 1.500 gramas. Alguns prematuros necessitam de cuidados especiais e, por isso, logo após o nascimento, são encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Na UTIN, eles recebem todos os cuidados para tratar as doenças da prematuridade e, ao mesmo tempo, dar condições para o seu corpo continuar a se desenvolver. Quais são os cuidados que ele vai receber? Na UTIN, os cuidados são dados aos bebês prematuros de acordo com a necessidade de cada um. Os bebês podem precisar de ajuda para respirar e por isso recebem oxigênio, que pode ser administrado de diversas maneiras. A pressão arterial do prematuro pode oscilar e pode ser necessário o uso de medicações. Além disso, outros problemas que ele porventura apresente são rapidamente identificados e tratados. Ele faz alguns exames para detectar problemas no cérebro, nos olhos e na audição, que não são percebidos com o exame físico do bebê e que são tratados se necessário. E como eu vou amamentar meu filho? Os prematuros muito pequenos não conseguem se alimentar sozinhos. No início, eles podem receber a nutrição parenteral, que é administrada diretamente na veia, mas tão logo seja possível, começa-se a oferecer o leite materno da própria mãe, de preferência cru, ou se não for possível, o leite humano que é pasteurizado no Banco de Leite Humano. Assim, é muito importante, caso o bebê não consiga mamar, que se faça a extração do leite da mãe para que possa ser oferecido a ele, com orientação dos profissionais de enfermagem. Como o prematuro muito pequeno não consegue coordenar a sucção, a respiração e a deglutição, o leite da mãe é oferecido por uma sonda que vai direto ao estômago. À medida que o bebê for crescendo, ele adquire essa capacidade. O fonoaudiólogo faz uma avaliação e diz quando é possível começar a oferecer o leite pela boca, direto do seio materno. Nos horários em que a mãe não estiver na UTIN, o leite é oferecido pelo copinho. E quem vai cuidar do meu bebê? A UTIN tem uma equipe multiprofissional, composta por pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais que trabalham de forma integrada para oferecer o melhor cuidado para cada bebê. Diariamente, os diferentes profissionais se reúnem para discutir cada paciente e definir, em conjunto, o que é melhor para ele em um cuidado individualizado. O que é o cuidado individualizado? O cuidado individualizado para o prematuro tem como objetivo ajudar o desenvolvimento do seu cérebro enquanto ele está na UTIN. O ambiente da UTIN apresenta vários estímulos visuais e auditivos que podem causar estresse ao bebê: os tratamentos necessários para salvar a sua vida podem causar desconforto e a separação do bebê de seus pais pode interferir na formação do vínculo entre eles. Todos esses fatores podem dificultar o desenvolvimento do cérebro do prematuro, requerendo, dessa forma, um cuidado planejado. Cada procedimento deve ser adaptado de acordo com a sensibilidade de cada um. O cuidado individualizado baseia-se nas respostas comportamentais do bebê e é adaptado para que o prematuro se mantenha calmo e organizado a maior parte do tempo e, assim, seu cérebro se desenvolva. E os pais podem participar do cuidado ao prematuro? A participação dos pais no cuidado do bebê prematuro não só é possível, como também é recomendada. Ela traz muitos benefícios como, por exemplo, o fortalecimento do vínculo dos pais com o bebê. Para isso, é recomendado que os pais venham diariamente a UTIN e fiquem com o seu bebê o maior tempo possível. Com o passar dos dias, os pais se acostumam com o ambiente da UTIN, ficam menos estressados e passam a interagir cada vez mais com os profissionais que lá atuam, contribuindo para um melhor cuidado nesse primeiro lar do prematuro. Durante a internação, os pais vão conhecendo cada dia mais o seu filho e a melhor maneira de realizar os procedimentos com o bebê. Quando for possível, os pais passam a cuidar do bebê, trocando as fraldas, dando banho e alimentando, de forma que, ao chegar no momento da alta, eles estejam preparados para continuar com os cuidados ao seu filho no novo lar. ___Relatora:Dra. Marina Carvalho de Moraes Barros Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desmistificando-a-uti-neonatal/">Desmistificando a UTI Neonatal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<h4 class="wp-block-heading">Meu filho nasceu prematuro e foi para a UTI. E agora? </h4>



<p>No Brasil, em 2017, 11% dos nascidos vivos foram prematuros e 1,4% dos recém-nascidos pesaram menos que 1.500 gramas. Alguns prematuros necessitam de cuidados especiais e, por isso, logo após o nascimento, são encaminhados para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Na UTIN, eles recebem todos os cuidados para tratar as doenças da prematuridade e, ao mesmo tempo, dar condições para o seu corpo continuar a se desenvolver. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Depositphotos_104249688_Ondrooo-1024x689.jpg" alt="" class="wp-image-3044"/><figcaption><em>ondrooo | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Quais são os cuidados que ele vai receber? </h4>



<p>Na UTIN, os cuidados são dados aos bebês prematuros de acordo com a necessidade de cada um. Os bebês podem precisar de ajuda para respirar e por isso recebem oxigênio, que pode ser administrado de diversas maneiras. A pressão arterial do prematuro pode oscilar e pode ser necessário o uso de medicações. </p>



<p>Além
disso, outros problemas que ele porventura apresente são rapidamente
identificados e tratados. Ele faz alguns exames para detectar problemas no
cérebro, nos olhos e na audição, que não são percebidos com o exame físico do
bebê e que são tratados se necessário.</p>



<h4 class="wp-block-heading">E como eu vou amamentar meu filho? </h4>



<p>Os prematuros muito pequenos não conseguem se alimentar sozinhos. No início, eles podem receber a nutrição parenteral, que é administrada diretamente na veia, mas tão logo seja possível, começa-se a oferecer o leite materno da própria mãe, de preferência cru, ou se não for possível, o leite humano que é pasteurizado no Banco de Leite Humano. Assim, é muito importante, caso o bebê não consiga mamar, que se faça a extração do leite da mãe para que possa ser oferecido a ele, com orientação dos profissionais de enfermagem.</p>



<p>Como o prematuro muito pequeno não consegue coordenar a sucção, a respiração e a deglutição, o leite da mãe é oferecido por uma sonda que vai direto ao estômago. À medida que o bebê for crescendo, ele adquire essa capacidade. O fonoaudiólogo faz uma avaliação e diz quando é possível começar a oferecer o leite pela boca, direto do seio materno. Nos horários em que a mãe não estiver na UTIN, o leite é oferecido pelo copinho. </p>



<h4 class="wp-block-heading">E quem vai cuidar do meu bebê? </h4>



<p>A UTIN tem uma equipe multiprofissional, composta por pediatras, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais que trabalham de forma integrada para oferecer o melhor cuidado para cada bebê. Diariamente, os diferentes profissionais se reúnem para discutir cada paciente e definir, em conjunto, o que é melhor para ele em um cuidado individualizado. </p>



<h4 class="wp-block-heading">O que é o cuidado individualizado? </h4>



<p>O cuidado individualizado para o prematuro tem como objetivo ajudar o desenvolvimento do seu cérebro enquanto ele está na UTIN. O ambiente da UTIN apresenta vários estímulos visuais e auditivos que podem causar estresse ao bebê: os tratamentos necessários para salvar a sua vida podem causar desconforto e a separação do bebê de seus pais pode interferir na formação do vínculo entre eles. </p>



<p>Todos esses fatores podem dificultar o desenvolvimento do cérebro do prematuro, requerendo, dessa forma, um cuidado planejado. Cada procedimento deve ser adaptado de acordo com a sensibilidade de cada um. O cuidado individualizado baseia-se nas respostas comportamentais do bebê e é adaptado para que o prematuro se mantenha calmo e organizado a maior parte do tempo e, assim, seu cérebro se desenvolva. </p>



<h4 class="wp-block-heading">E os pais podem participar do cuidado ao prematuro? </h4>



<p>A participação dos pais no cuidado do bebê prematuro não só é possível, como também é recomendada. Ela traz muitos benefícios como, por exemplo, o fortalecimento do vínculo dos pais com o bebê. Para isso, é recomendado que os pais venham diariamente a UTIN e fiquem com o seu bebê o maior tempo possível. Com o passar dos dias, os pais se acostumam com o ambiente da UTIN, ficam menos estressados e passam a interagir cada vez mais com os profissionais que lá atuam, contribuindo para um melhor cuidado nesse primeiro lar do prematuro. Durante a internação, os pais vão conhecendo cada dia mais o seu filho e a melhor maneira de realizar os procedimentos com o bebê. Quando for possível, os pais passam a cuidar do bebê, trocando as fraldas, dando banho e alimentando, de forma que, ao chegar no momento da alta, eles estejam preparados para continuar com os cuidados ao seu filho no novo lar. </p>



<p>___<br><strong>Relatora:<br>Dra. Marina Carvalho de Moraes Barros <br>Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/LogoPrematuro-1024x1024.jpg" alt="março lilás" class="wp-image-1983" width="450" height="450"/></figure>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>




<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/desmistificando-a-uti-neonatal/">Desmistificando a UTI Neonatal</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2019 18:44:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Março Lilás]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2474</guid>

					<description><![CDATA[<p>Neste mês de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove mais uma campanha: Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, um tema muito importante, uma vez que no Brasil nascem ao redor de 3 milhões de crianças por ano e, destas, cerca de 11% são prematuras (com idade gestacional abaixo de 37 semanas). Em São Paulo, o número de nascimentos ao ano é ao redor de 600 mil crianças, mantendo a mesma proporção de prematuros. De acordo com a coordenadora da campanha, Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente da SPSP e presidente do Departamento de Neonatologia da SPSP, esses prematuros nascem por diversas causas, que devem ser avaliadas e discutidas junto às Sociedades de Pediatria, Obstetrícia e órgãos públicos, com o objetivo de prevenir a prematuridade. “Para isso, temos o dia 17 de novembro como o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em mais de 50 países, com o intuito de lembrar as causas da prematuridade e discutir estratégias para diminuir essa taxa”, afirma. Atenção à saúde do prematuro Conforme explica Lilian, os pediatras e neonatologistas, preocupados com os cuidados e desafios relacionados aos bebês que nascem prematuros, batalharam e conseguiram a promulgação, em 2009, do Projeto de lei nº 146, que instituiu o Dia da Atenção ao Cuidado do Bebê Prematuro, comemorado todo o dia 14 de março, no âmbito do Estado de São Paulo. “Em 2017, a SPSP lançou a campanha Março Lilás, ampliando a atenção à saúde do prematuro para todo o mês de março”, comenta a médica. “Um dos motivos pelos quais lançamos campanha foi, em primeiro lugar, devido ao aumento no número de casos de prematuros no Brasil e em São Paulo. Além do alto índice no nascimento de prematuros, também observamos um número cada vez mais crescente de prematuros com idade gestacional mais baixa”, revela Claudio Barsanti, presidente da SPSP, enfatizando que a atenção neonatal se desenvolveu muito nas últimas décadas e que, atualmente, o cuidado ao bebê prematuro, mesmo aqueles com menos idade e peso, tem obtido muito mais sucesso. O médico ressalta que existem cuidados que devem ser dirigidos especificamente ao bebê prematuro, pois existem riscos que são inerentes (ou maiores) nesta população. Ele declara que é fundamental que haja uma atenção muito bem-feita, seja no pós-natal imediato como também após a alta, durante o acompanhamento desse bebê. “Dessa forma, diante do aumento na incidência de prematuros e da importância de se ter um atendimento/seguimento adequado, a SPSP destacou esse tema como uma de suas campanhas”, afirma Barsanti. Equipe bem treinada No período da campanha, deve-se intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais, constituídas por neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. “É importante não só melhorar as taxas de sobrevida desses pacientes, como também garantir uma qualidade de vida adequada”, relata Lilian. De acordo com a neonatologista, os cuidados essenciais com o prematuro já começam no momento do nascimento, com uma boa atenção obstétrica e neonatal nesse período de grande vulnerabilidade, que é a transição da vida intra-uterina para a extra-uterina. “Para isso, é necessário uma equipe treinada para fazer a recepção e realizar todas as manobras de reanimação que o bebê prematuro poderá necessitar. Isso já implica que ele deve nascer em um serviço capacitado”, aponta a médica, esclarecendo que após o nascimento, um grande número desses bebês irá necessitar de cuidados intensivos, como suporte ventilatório, monitorização dos sinais vitais e nutrição parenteral. Lilian destaca, ainda, que durante sua internação, o bebê prematuro poderá apresentar uma série de intercorrências que irão demandar algum cuidado do neonatologista e da equipe multiprofissional, além de outras especialidades médicas. “Quanto mais prematuro maior o risco de morrer e maior o tempo de internação. Vale ressaltar que a mortalidade entre os RN prematuros é muito elevada: dados do DataSUS, de 2016, mostram que 79 (no Brasil) e 70 (em São Paulo) para cada mil RN nascidos prematuros evoluem a óbito no período neonatal (até 28 dias de vida)”, informa a neonatologista. Para Barsanti, é preocupação constante da SPSP, desde a sua fundação, dar enfoque na discussão e na apresentação de temas de grande importância da Pediatria, o que inclui as campanhas promovidas pela SPSP, entre as quais o Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro”. “A SPSP já vem promovendo reuniões, encontros e palestras científicas diretamente relacionadas à abordagem do recém-nascido e à área neonatal, e daremos maior ênfase ao tema durante o mês de março, quando ocorre a campanha. Assim teremos não só a possibilidade de realizar um uptodate e discutir ações com os profissionais dessa área, como também estaremos presentes para a sociedade em geral, alertando as pessoas para o risco da prematuridade e como deve ser esse acompanhamento”, conclui o presidente da SPSP. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 01/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2-2/">Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês de março, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove mais uma campanha: <strong>Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</strong>, um tema muito importante, uma vez que no Brasil nascem ao redor de 3 milhões de crianças por ano e, destas, cerca de 11% são prematuras (com idade gestacional abaixo de 37 semanas). Em São Paulo, o número de nascimentos ao ano é ao redor de 600 mil crianças, mantendo a mesma proporção de prematuros.</p>
<p>De acordo com a coordenadora da campanha, Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente da SPSP e presidente do Departamento de Neonatologia da SPSP, esses prematuros nascem por diversas causas, que devem ser avaliadas e discutidas junto às Sociedades de Pediatria, Obstetrícia e órgãos públicos, com o objetivo de prevenir a prematuridade. “Para isso, temos o dia 17 de novembro como o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em mais de 50 países, com o intuito de lembrar as causas da prematuridade e discutir estratégias para diminuir essa taxa”, afirma.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1982" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BannerMarcoLilas.png" alt="março lilás" width="700" height="395"></p>
<h2>Atenção à saúde do prematuro</h2>
<p>Conforme explica Lilian, os pediatras e neonatologistas, preocupados com os cuidados e desafios relacionados aos bebês que nascem prematuros, batalharam e conseguiram a promulgação, em 2009, do Projeto de lei nº 146, que instituiu o Dia da Atenção ao Cuidado do Bebê Prematuro, comemorado todo o dia 14 de março, no âmbito do Estado de São Paulo. “Em 2017, a SPSP lançou a campanha Março Lilás, ampliando a atenção à saúde do prematuro para todo o mês de março”, comenta a médica.</p>
<p>“Um dos motivos pelos quais lançamos campanha foi, em primeiro lugar, devido ao aumento no número de casos de prematuros no Brasil e em São Paulo. Além do alto índice no nascimento de prematuros, também observamos um número cada vez mais crescente de prematuros com idade gestacional mais baixa”, revela Claudio Barsanti, presidente da SPSP, enfatizando que a atenção neonatal se desenvolveu muito nas últimas décadas e que, atualmente, o cuidado ao bebê prematuro, mesmo aqueles com menos idade e peso, tem obtido muito mais sucesso.</p>
<p>O médico ressalta que existem cuidados que devem ser dirigidos especificamente ao bebê prematuro, pois existem riscos que são inerentes (ou maiores) nesta população. Ele declara que é fundamental que haja uma atenção muito bem-feita, seja no pós-natal imediato como também após a alta, durante o acompanhamento desse bebê. “Dessa forma, diante do aumento na incidência de prematuros e da importância de se ter um atendimento/seguimento adequado, a SPSP destacou esse tema como uma de suas campanhas”, afirma Barsanti.</p>
<h2>Equipe bem treinada</h2>
<p>No período da campanha, deve-se intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais, constituídas por neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. “É importante não só melhorar as taxas de sobrevida desses pacientes, como também garantir uma qualidade de vida adequada”, relata Lilian.</p>
<p>De acordo com a neonatologista, os cuidados essenciais com o prematuro já começam no momento do nascimento, com uma boa atenção obstétrica e neonatal nesse período de grande vulnerabilidade, que é a transição da vida intra-uterina para a extra-uterina. “Para isso, é necessário uma equipe treinada para fazer a recepção e realizar todas as manobras de reanimação que o bebê prematuro poderá necessitar. Isso já implica que ele deve nascer em um serviço capacitado”, aponta a médica, esclarecendo que após o nascimento, um grande número desses bebês irá necessitar de cuidados intensivos, como suporte ventilatório, monitorização dos sinais vitais e nutrição parenteral.</p>
<p>Lilian destaca, ainda, que durante sua internação, o bebê prematuro poderá apresentar uma série de intercorrências que irão demandar algum cuidado do neonatologista e da equipe multiprofissional, além de outras especialidades médicas. “Quanto mais prematuro maior o risco de morrer e maior o tempo de internação. Vale ressaltar que a mortalidade entre os RN prematuros é muito elevada: dados do DataSUS, de 2016, mostram que 79 (no Brasil) e 70 (em São Paulo) para cada mil RN nascidos prematuros evoluem a óbito no período neonatal (até 28 dias de vida)”, informa a neonatologista.</p>
<p>Para Barsanti, é preocupação constante da SPSP, desde a sua fundação, dar enfoque na discussão e na apresentação de temas de grande importância da Pediatria, o que inclui as campanhas promovidas pela SPSP, entre as quais o Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro”. “A SPSP já vem promovendo reuniões, encontros e palestras científicas diretamente relacionadas à abordagem do recém-nascido e à área neonatal, e daremos maior ênfase ao tema durante o mês de março, quando ocorre a campanha. Assim teremos não só a possibilidade de realizar um uptodate e discutir ações com os profissionais dessa área, como também estaremos presentes para a sociedade em geral, alertando as pessoas para o risco da prematuridade e como deve ser esse acompanhamento”, conclui o presidente da SPSP.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 01/03/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2-2/">Campanha Março Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Março Lilás &#8211; prematuridade e aleitamento materno</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/marco-lilas-prematuridade-e-aleitamento-materno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 19:09:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[aleitamento]]></category>
		<category><![CDATA[Aleitamento Materno]]></category>
		<category><![CDATA[Amamentar]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Leite materno]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2005</guid>

					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O leite materno sabidamente é o alimento mais completo para o bebê até o sexto mês de vida (em idade corrigida para 40 semanas), pois além de alimentá-lo e protegê-lo contra infecções, melhora o desenvolvimento psicomotor, emocional e favorece o vínculo mãe-filho. O leite materno e o aleitamento são especialmente importantes quando se trata de recém-nascidos prematuros, com introdução alimentar após o sexto mês de idade corrigida, mantidos até dois anos ou mais, com desmame natural. Prematuros apresentam maior risco para desenvolver infecções graves como a enterocolite necrosante (lesão na superfície interna do intestino), sepse e meningite. O leite materno possui fatores de crescimento que amadurecem o trato gastrointestinal e favorecem o processo de digestão e absorção de nutrientes, além de propriedades anti-infecciosas que diminuem a ocorrência dessas doenças. Outro aspecto interessante é que bebês amamentados apresentam melhor desempenho motor, cognitivo e comportamental, não só nos primeiros 2 anos de vida, como observado em avaliações de desenvolvimento, mas também em idades futuras. O contato mãe-filho também libera o hormônio ocitocina, chamado de hormônio da felicidade e do bem-estar. Com isso a relação torna-se mais afetuosa e carinhosa, com consequente impacto na qualidade de vida da criança. Quando um bebê prematuro pode ser colocado ao seio materno? Para colocar o bebê prematuro ao seio materno é importante que ele tenha estabilidade dos sinais fisiológicos, que tenha sucção e mantenha o estado de alerta. A avaliação individualizada permite que bebês com idade gestacional de 32-33 semanas, com boa coordenação da sucção e deglutição, possam ser colocados em contato pele-a-pele (método Canguru) e ao seio materno, inicialmente com o peito vazio, ou seja, após a mãe ter feito a ordenha do leite. A coordenação da sucção-deglutição-respiração é complexa para prematuros e o aleitamento pode ajudar nesse processo, com apoio de fonoaudióloga. No ato da sucção, o movimento da língua desencadeia também o movimento de peristalse do intestino, favorecendo a deglutição. Além disso, o fato de ele alternar sucções fortes com momentos de pausa e descanso faz com que o volume de leite a ser engolido seja controlado, evitando o maior gasto de energia. Estudos também mostram que bebês prematuros alimentados ao seio materno, quando comparados com outros que recebem mamadeira, controlam melhor a temperatura corporal, estabilizam frequência cardíaca e respiratória e mantêm melhor padrão de saturação de oxigênio. Se ficam mais estáveis e protegidos de infecção, podem ficar menos tempo internados. Nesse sentido, o contato pele a pele, precocemente, já na UTI Neonatal, e o método Canguru favorecem todo esse preparo, contribuem para a estabilização dos sinais fisiológicos do bebê e deixam a mãe muito mais segura e preparada para a amamentação e para o cuidado do prematuro. O aleitamento materno no prematuro não é tarefa fácil, mas deve ser encarado como prioridade por todos. Depende da motivação da mãe, do apoio dos seus familiares e, também, da motivação de toda equipe de profissionais de saúde envolvidos no cuidado. O olhar atento e individualizado ao bebê prematuro pode fazer toda a diferença no sucesso da amamentação. ___ Relatora: Dra. Maria Regina Bentlin Departamento Científico de Neonatologia da SPSP. Publicado em 23/03/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/marco-lilas-prematuridade-e-aleitamento-materno/">Março Lilás &#8211; prematuridade e aleitamento materno</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>O leite materno sabidamente é o alimento mais completo para o bebê até o sexto mês de vida (em idade corrigida para 40 semanas), pois além de alimentá-lo e protegê-lo contra infecções, melhora o desenvolvimento psicomotor, emocional e favorece o vínculo mãe-filho. O leite materno e o aleitamento são especialmente importantes quando se trata de recém-nascidos prematuros, com introdução alimentar após o sexto mês de idade corrigida, mantidos até dois anos ou mais, com desmame natural.</p>
<p>Prematuros apresentam maior risco para desenvolver infecções graves como a enterocolite necrosante (lesão na superfície interna do intestino), sepse e meningite. O leite materno possui fatores de crescimento que amadurecem o trato gastrointestinal e favorecem o processo de digestão e absorção de nutrientes, além de propriedades anti-infecciosas que diminuem a ocorrência dessas doenças.</p>
<p>Outro aspecto interessante é que bebês amamentados apresentam melhor desempenho motor, cognitivo e comportamental, não só nos primeiros 2 anos de vida, como observado em avaliações de desenvolvimento, mas também em idades futuras. O contato mãe-filho também libera o hormônio ocitocina, chamado de hormônio da felicidade e do bem-estar. Com isso a relação torna-se mais afetuosa e carinhosa, com consequente impacto na qualidade de vida da criança.</p>
<p><div id="attachment_1827" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1827" class="size-large wp-image-1827" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/10/newborn_1508271240-1024x768.jpg" alt="" width="838" height="629" /><p id="caption-attachment-1827" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Pexels/">Pexels</a> | Pixabay</p></div></p>
<h3>Quando um bebê prematuro pode ser colocado ao seio materno?</h3>
<p>Para colocar o bebê prematuro ao seio materno é importante que ele tenha estabilidade dos sinais fisiológicos, que tenha sucção e mantenha o estado de alerta. A avaliação individualizada permite que bebês com idade gestacional de 32-33 semanas, com boa coordenação da sucção e deglutição, possam ser colocados em contato pele-a-pele (método Canguru) e ao seio materno, inicialmente com o peito vazio, ou seja, após a mãe ter feito a ordenha do leite.</p>
<p>A coordenação da sucção-deglutição-respiração é complexa para prematuros e o aleitamento pode ajudar nesse processo, com apoio de fonoaudióloga. No ato da sucção, o movimento da língua desencadeia também o movimento de peristalse do intestino, favorecendo a deglutição. Além disso, o fato de ele alternar sucções fortes com momentos de pausa e descanso faz com que o volume de leite a ser engolido seja controlado, evitando o maior gasto de energia. Estudos também mostram que bebês prematuros alimentados ao seio materno, quando comparados com outros que recebem mamadeira, controlam melhor a temperatura corporal, estabilizam frequência cardíaca e respiratória e mantêm melhor padrão de saturação de oxigênio. Se ficam mais estáveis e protegidos de infecção, podem ficar menos tempo internados.</p>
<p>Nesse sentido, o contato pele a pele, precocemente, já na UTI Neonatal, e o método Canguru favorecem todo esse preparo, contribuem para a estabilização dos sinais fisiológicos do bebê e deixam a mãe muito mais segura e preparada para a amamentação e para o cuidado do prematuro.</p>
<p>O aleitamento materno no prematuro não é tarefa fácil, mas deve ser encarado como prioridade por todos. Depende da motivação da mãe, do apoio dos seus familiares e, também, da motivação de toda equipe de profissionais de saúde envolvidos no cuidado. O olhar atento e individualizado ao bebê prematuro pode fazer toda a diferença no sucesso da amamentação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1982" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BannerMarcoLilas.png" alt="março lilás" width="700" height="395" /></p>
<p>___<br />
<strong>Relatora:<br />
Dra. Maria Regina Bentlin</strong><br />
Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 23/03/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/marco-lilas-prematuridade-e-aleitamento-materno/">Março Lilás &#8211; prematuridade e aleitamento materno</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Campanha Março Lilás &#8211; atenção ao cuidado do bebê prematuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2018 18:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[familiares e cuidadores de prematuros após a alta hospitalar]]></category>
		<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Manual de orientação aos pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuridade]]></category>
		<category><![CDATA[Prematuro]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1986</guid>

					<description><![CDATA[<div></div>
<p>&#160; A campanha Marços Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro, criada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), tem o objetivo de intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. Além de proporcionar às famílias de bebês prematuros informações confiáveis sobre sua evolução e da importância de sua participação durante a internação e no seguimento do tratamento. Como parte da campanha, a SPSP disponibilizou o e-book Manual de Orientação aos pais, familiares e cuidadores de prematuros após a alta hospitalar. O Manual é gratuito, baixe o seu!</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2/">Campanha Março Lilás &#8211; atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1982 alignnone" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/03/BannerMarcoLilas.png" alt="março lilás" width="700" height="395" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A campanha <strong>Marços Lilás – Atenção ao cuidado do bebê prematuro</strong>, criada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), tem o objetivo de intensificar a capacitação das equipes multiprofissionais na prestação dos cuidados especializados que o bebê prematuro e sua família necessitam, não só durante a internação, mas também durante o acompanhamento após a alta hospitalar. Além de proporcionar às famílias de bebês prematuros informações confiáveis sobre sua evolução e da importância de sua participação durante a internação e no seguimento do tratamento.</p>
<p>Como parte da campanha, a SPSP disponibilizou o e-book <a href="http://www.spsp.org.br/PDF/Manual%20de%20orientacao%20pais%20de%20prematuros.pdf">Manual de Orientação aos pais, familiares e cuidadores de prematuros após a alta hospitalar</a>. O Manual é gratuito, baixe o seu!</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/campanha-marco-lilas-atencao-ao-cuidado-do-bebe-prematuro-2/">Campanha Março Lilás &#8211; atenção ao cuidado do bebê prematuro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
