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	<title>Arquivos Prevenção - SPSP</title>
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	<title>Arquivos Prevenção - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Evolução nos cuidados e tratamentos da hemofilia</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/evolucao-nos-cuidados-e-tratamentos-da-hemofilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 18:53:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Aproveitamos o Dia Internacional da Hemofilia, que acontece no dia 17 de abril, para falar um pouco sobre essa doença, como identificá-la e dar algumas dicas aos pais e cuidadores de crianças e adolescentes. A hemofilia é uma doença genética que afeta a capacidade do sangue de coagular corretamente. Isso acontece porque a pessoa nasce com falta ou deficiência de algumas proteínas, chamadas “fatores de coagulação”, que são essenciais para estancar sangramentos. Quando há falta do fator VIII, chamamos de hemofilia A, e do fator IX, de hemofilia B. Por causa dessa deficiência de fator, pequenos machucados podem sangrar por mais tempo que o normal e podem ocorrer sangramentos internos e espontâneos, especialmente nas articulações e músculos, mesmo sem trauma evidente. Para quem convive com a hemofilia, alguns cuidados no dia a dia ajudam a prevenir complicações e dar mais segurança ao paciente. É importante manter acompanhamento regular com um serviço especializado e seguir corretamente o tratamento prescrito. Em casa, vale adaptar o ambiente para reduzir riscos de quedas e traumas, principalmente para crianças pequenas, como a colocação de tapetes antiderrapantes e criar proteção em cantos, além de incentivar o uso de equipamentos de proteção em atividades físicas, como capacete, joelheira e cotoveleira, entre outros. Pais e cuidadores devem estar sempre atentos a sinais de sangramento. Deve-se seguir o plano previamente combinado com seu hematologista e procurar atendimento precoce em casos de inchaço, dor ou limitação de movimento nas articulações. Em casos de traumas mais graves ou na cabeça, sempre é necessário ser avaliado por um médico. É fundamental informar a escola e outros responsáveis sobre a condição da criança e como agir em caso de sangramento, tendo um plano de ação para emergências e acesso rápido ao fator de coagulação. Deve-se evitar medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anti-inflamatórios (por exemplo, o ibuprofeno) e antiagregantes (como o AAS), e manter as vacinas em dia (realizar preferencialmente por via subcutânea em centro de referência). Ao longo dos últimos 100 anos, o tratamento da hemofilia evoluiu de forma extraordinária, transformando uma condição frequentemente fatal na infância em uma doença crônica com boa qualidade de vida. No Brasil, desde o início e até hoje, todos os cuidados e tratamentos necessários são fornecidos pelo SUS. No início do século XX, as opções eram limitadas a transfusões de sangue total ou plasma, com eficácia restrita e muitas complicações. A partir da década de 1960, a introdução dos concentrados de fator de coagulação revolucionou o manejo, permitindo tratamento mais direcionado, embora tenha sido marcada, nas décadas seguintes, por complicações graves, como a transmissão de vírus (principalmente HIV e hepatites) através dos hemoderivados. Com o avanço das técnicas de purificação e o desenvolvimento de fatores recombinantes nas décadas de 1980 e 1990, a segurança aumentou significativamente. Atualmente, seu tratamento é feito principalmente com a reposição do fator de coagulação que falta, aplicado na veia, seja para tratar sangramentos ou para preveni-los de forma regular &#8211; a profilaxia regular tornou-se padrão de cuidado, prevenindo sangramentos e sequelas articulares. Mais recentemente, no início de 2026, uma nova medicação foi incorporada para uso em crianças abaixo de seis anos com hemofilia A grave: o emicizumabe, que é um medicamento aplicado de forma subcutânea, com menor frequência e que ajuda a “substituir” a função do fator VIII. Ele tem se mostrado muito eficaz na prevenção de sangramentos, inclusive em pacientes com formas mais complexas da doença, tornando o tratamento mais prático e melhorando a qualidade de vida dessas crianças. Ainda há espaço para avanços no tratamento, principalmente para os pacientes com hemofilia B. A área continua evoluindo rapidamente, com perspectivas promissoras de novos tratamentos, como as terapias de reequilíbrio da coagulação e a terapia gênica, que podem transformar ainda mais o tratamento no futuro. Relatora: Julia L. SionHematologista Pediátrica do Hospital Infantil Sabará e do Hemocentro do Hospital das Clínicas da FMUSP-SPMembro do Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/evolucao-nos-cuidados-e-tratamentos-da-hemofilia/">Evolução nos cuidados e tratamentos da hemofilia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-da-Hemofilia-500x500.jpeg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Aproveitamos o Dia Internacional da Hemofilia, que acontece no dia 17 de abril, para falar um pouco sobre essa doença, como identificá-la e dar algumas dicas aos pais e cuidadores de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A hemofilia é uma doença genética que afeta a capacidade do sangue de coagular corretamente. Isso acontece porque a pessoa nasce com falta ou deficiência de algumas proteínas, chamadas “fatores de coagulação”, que são essenciais para estancar sangramentos. Quando há falta do fator VIII, chamamos de hemofilia A, e do fator IX, de hemofilia B. Por causa dessa deficiência de fator, pequenos machucados podem sangrar por mais tempo que o normal e podem ocorrer sangramentos internos e espontâneos, especialmente nas articulações e músculos, mesmo sem trauma evidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem convive com a hemofilia, alguns cuidados no dia a dia ajudam a prevenir complicações e dar mais segurança ao paciente. É importante manter acompanhamento regular com um serviço especializado e seguir corretamente o tratamento prescrito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em casa, vale adaptar o ambiente para reduzir riscos de quedas e traumas, principalmente para crianças pequenas, como a colocação de tapetes antiderrapantes e criar proteção em cantos, além de incentivar o uso de equipamentos de proteção em atividades físicas, como capacete, joelheira e cotoveleira, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Pais e cuidadores devem estar sempre atentos a sinais de sangramento. Deve-se seguir o plano previamente combinado com seu hematologista e procurar atendimento precoce em casos de inchaço, dor ou limitação de movimento nas articulações. Em casos de traumas mais graves ou na cabeça, sempre é necessário ser avaliado por um médico.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental informar a escola e outros responsáveis sobre a condição da criança e como agir em caso de sangramento, tendo um plano de ação para emergências e acesso rápido ao fator de coagulação.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se evitar medicamentos que aumentam o risco de sangramento, como anti-inflamatórios (por exemplo, o ibuprofeno) e antiagregantes (como o AAS), e manter as vacinas em dia (realizar preferencialmente por via subcutânea em centro de referência).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos 100 anos, o tratamento da hemofilia evoluiu de forma extraordinária, transformando uma condição frequentemente fatal na infância em uma doença crônica com boa qualidade de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, desde o início e até hoje, todos os cuidados e tratamentos necessários são fornecidos pelo SUS. No início do século XX, as opções eram limitadas a transfusões de sangue total ou plasma, com eficácia restrita e muitas complicações. A partir da década de 1960, a introdução dos concentrados de fator de coagulação revolucionou o manejo, permitindo tratamento mais direcionado, embora tenha sido marcada, nas décadas seguintes, por complicações graves, como a transmissão de vírus (principalmente HIV e hepatites) através dos hemoderivados. Com o avanço das técnicas de purificação e o desenvolvimento de fatores recombinantes nas décadas de 1980 e 1990, a segurança aumentou significativamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, seu tratamento é feito principalmente com a reposição do fator de coagulação que falta, aplicado na veia, seja para tratar sangramentos ou para preveni-los de forma regular &#8211; a profilaxia regular tornou-se padrão de cuidado, prevenindo sangramentos e sequelas articulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais recentemente, no início de 2026, uma nova medicação foi incorporada para uso em crianças abaixo de seis anos com hemofilia A grave: o emicizumabe, que é um medicamento aplicado de forma subcutânea, com menor frequência e que ajuda a “substituir” a função do fator VIII. Ele tem se mostrado muito eficaz na prevenção de sangramentos, inclusive em pacientes com formas mais complexas da doença, tornando o tratamento mais prático e melhorando a qualidade de vida dessas crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda há espaço para avanços no tratamento, principalmente para os pacientes com hemofilia B. A área continua evoluindo rapidamente, com perspectivas promissoras de novos tratamentos, como as terapias de reequilíbrio da coagulação e a terapia gênica, que podem transformar ainda mais o tratamento no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Julia L. Sion<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Hematologista Pediátrica do Hospital Infantil Sabará e do Hemocentro do Hospital das Clínicas da FMUSP-SP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Hematologia e Hemoterapia da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia do “Desarmamento Infantil”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Desde 2001, no dia 15 de abril é comemorado o Dia do Desarmamento Infantil, data criada com o objetivo principal de debater as consequências que o uso de armas por crianças (incluindo as de brinquedo e as virtuais) pode causar em relação ao aumento da violência. As armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes nos EUA e em vários países do mundo. A maioria dos ferimentos, em crianças, está relacionada ao armazenamento inadequado das mesmas em casa. Muito se fala a respeito de segurança com arma de fogo. O que se tem bem estabelecido é que a forma mais segura de proteger uma criança/adolescente de lesões é não ter armas em casa. Crianças pequenas são curiosas, exploram e diante de uma arma não têm capacidade de entender o perigo. Adolescentes, por outro lado, vivem fases de impulsividade, conflitos emocionais e busca por identidade. Nesse contexto, o acesso a uma arma pode transformar um momento passageiro em uma tragédia irreversível. Se houver arma em casa, ela deverá estar armazenada adequadamente – em cofre com chave ou segredo (que a criança/adolescente desconheçam) e estar descarregada (a munição deverá ser guardada separadamente). Portanto, nem crianças nem adolescentes devem ter acesso a armas de fogo. Devem ser ensinados a não mexer caso encontrem uma arma, sair da área e avisar um adulto. Mas e quanto à premissa de que crianças e adolescentes que brincam com armas de brinquedo ou virtuais podem se tornar adultos violentos? Não há estudos consistentes mostrando que crianças que brincam com armas de brinquedo (revólveres, espingardas, espadas etc.) serão adultos mais violentos ou terão comportamento criminoso na vida adulta. Elas aprendem educando o imaginário, ao representar papéis como herói, polícia, vilão. Exploram conceitos de certo e errado, de justiça, poder e proteção. Brincar dessa forma pode ajudar a controlar impulsos agressivos e a aprender a autorregulação em um ambiente controlado. A expressão de agressividade depende de uma série de fatores ambientais durante o desenvolvimento do indivíduo. Essa é a base da psicologia do desenvolvimento: o comportamento agressivo não nasce de um único fator, mas sim da interação entre a criança e o ambiente em que ela cresce. O modelo dos adultos com quem ela convive (pais, cuidadores, responsáveis), seu ambiente emocional (seguro x instável), a exposição à violência real (doméstica, comunitária), suas relações sociais (acolhimento x rejeição), cultura e valores familiares, essa interação de fatores, ensinam a criança como expressar emoções (inclusive raiva). Portanto, não é a arma de brinquedo que ensina violência – é o contexto que molda o significado da brincadeira. Contudo, a segurança física é indispensável. Responsáveis devem garantir que os brinquedos sejam adequados à faixa etária e não se assemelhem excessivamente a armas reais. Equipamentos que disparam projéteis não devem ser utilizados em crianças de qualquer idade – e exigem dispositivos de proteção e supervisão, pois podem causar ferimentos graves. O Dia do “Desarmamento Infantil” deve focar na prevenção de acidentes com armas de fogo, através da premissa bem estabelecida de que crianças não têm maturidade para lidar com armas reais A prevenção deve estar em: reduzir acesso a armas reais, ensinar diferença entre fantasia e realidade e supervisão ativa.   Saiba mais: . Smith S, Ferguson CJ, Beaver KM. Learning to blast a way into crime, or just good clean fun? Examining aggressive play with toy weapons and its relation with crime. Crim Behav Ment Health. 2018;28:313–323. https://doi.org/10.1002/cbm.2070 . Ferguson CJ. Does media violence predict societal violence? It depends on what you look at and when. Journal of Communication, November 2014. https://doi.org/10.1111/jcom.12129 . AAP &#8211; Pediatric patient education. A parent&#8217;s guide to toy safety. Apr 03 2025 Disponível em: https://www.pediatrust.com/safety/a-parents-guide-to-toy-safety   Relatora: Tania ZamataroMembro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP    </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/">Dia do “Desarmamento Infantil”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-500x500.png 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Desde 2001, no dia 15 de abril é comemorado o Dia do Desarmamento Infantil, data criada com o objetivo principal de debater as consequências que o uso de armas por crianças (incluindo as de brinquedo e as virtuais) pode causar em relação ao aumento da violência.</p>
<p style="text-align: justify;">As armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes nos EUA e em vários países do mundo. A maioria dos ferimentos, em crianças, está relacionada ao armazenamento inadequado das mesmas em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se fala a respeito de segurança com arma de fogo. O que se tem bem estabelecido é que a forma mais segura de proteger uma criança/adolescente de lesões é <strong>não ter armas em casa.</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Crianças pequenas são curiosas, exploram e diante de uma arma não têm capacidade de entender o perigo.</li>
<li>Adolescentes, por outro lado, vivem fases de impulsividade, conflitos emocionais e busca por identidade. Nesse contexto, o acesso a uma arma pode transformar um momento passageiro em uma tragédia irreversível.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se houver arma em casa, ela deverá estar armazenada adequadamente –</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>em cofre com chave ou segredo (que a criança/adolescente desconheçam) e estar descarregada (a munição deverá ser guardada separadamente).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Portanto, nem crianças nem adolescentes devem ter acesso a armas de fogo. Devem ser ensinados a não mexer caso encontrem uma arma, sair da área e avisar um adulto.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas e quanto à premissa de que crianças e adolescentes que brincam com armas de brinquedo ou virtuais podem se tornar adultos violentos?</p>
<p style="text-align: justify;">Não há estudos consistentes mostrando que crianças que brincam com armas de brinquedo (revólveres, espingardas, espadas etc.) serão adultos mais violentos ou terão comportamento criminoso na vida adulta. Elas aprendem educando o imaginário, ao representar papéis como herói, polícia, vilão. Exploram conceitos de certo e errado, de justiça, poder e proteção. Brincar dessa forma pode ajudar a controlar impulsos agressivos e a aprender a autorregulação em um ambiente controlado.</p>
<p style="text-align: justify;">A expressão de agressividade depende de uma série de fatores ambientais durante o desenvolvimento do indivíduo. Essa é a base da psicologia do desenvolvimento: o comportamento agressivo não nasce de um único fator, mas sim da interação entre a criança e o ambiente em que ela cresce. O modelo dos adultos com quem ela convive (pais, cuidadores, responsáveis), seu ambiente emocional (seguro x instável), a exposição à violência real (doméstica, comunitária), suas relações sociais (acolhimento x rejeição), cultura e valores familiares, essa interação de fatores, ensinam a criança como expressar emoções (inclusive raiva). Portanto, não é a arma de brinquedo que ensina violência – é o contexto que molda o significado da brincadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, a segurança física é indispensável. Responsáveis devem garantir que os brinquedos sejam adequados à faixa etária e não se assemelhem excessivamente a armas reais. Equipamentos que disparam projéteis não devem ser utilizados em crianças de qualquer idade – e exigem dispositivos de proteção e supervisão, pois podem causar ferimentos graves.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia do “Desarmamento Infantil” deve focar na prevenção de acidentes com armas de fogo, através da premissa bem estabelecida de que <strong>crianças não têm maturidade para lidar com armas reais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção deve estar em: reduzir acesso a armas reais, ensinar diferença entre fantasia e realidade e supervisão ativa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">. Smith S, Ferguson CJ, Beaver KM. Learning to blast a way into crime, or just good clean fun? Examining aggressive play with toy weapons and its relation with crime. Crim Behav Ment Health. 2018;28:313–323. <a href="https://doi.org/10.1002/cbm.2070">https://doi.org/10.1002/cbm.2070</a></p>
<p style="text-align: justify;">. Ferguson CJ. Does media violence predict societal violence? It depends on what you look at and when. Journal of Communication, November 2014. <a href="https://doi.org/10.1111/jcom.12129">https://doi.org/10.1111/jcom.12129</a></p>
<p style="text-align: justify;">. AAP &#8211; Pediatric patient education. A parent&#8217;s guide to toy safety. Apr 03 2025 Disponível em: https://www.pediatrust.com/safety/a-parents-guide-to-toy-safety</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br />Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/">Dia do “Desarmamento Infantil”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Obesidade: um importante problema de saúde pública</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/obesidade-um-importante-problema-de-saude-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:35:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/obesidade-um-importante-problema-de-saude-publica/">Obesidade: um importante problema de saúde pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Obesidade2-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade. Desde 2020, a data é celebrada todos os anos em <strong>4 de março</strong>, servindo como um momento global de reflexão, informação e mobilização.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal objetivo da data é <strong>chamar a atenção para a obesidade como um importante problema de saúde pública</strong>, incentivar a prevenção e ampliar o acesso ao tratamento. Também busca reduzir o preconceito contra pessoas que vivem com obesidade e estimular governos e instituições a adotarem políticas que promovam ambientes mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversas organizações internacionais participam dessa iniciativa, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em muitos países, sociedades científicas, universidades e associações de profissionais de saúde organizam campanhas educativas, eventos e ações de conscientização.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, o Dia Mundial da Obesidade apresenta um tema específico para ampliar o debate. As campanhas procuram informar a população sobre os riscos da obesidade, incentivar hábitos saudáveis e mostrar que o problema é complexo, envolvendo fatores biológicos, sociais e ambientais – e não apenas escolhas individuais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desafios para prevenir a obesidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de décadas de campanhas de saúde pública, ainda existem lacunas importantes no conhecimento da população sobre obesidade, suas consequências e formas de tratamento. Estudos mostram que muitas pessoas <strong>não reconhecem corretamente seu próprio peso</strong> ou subestimam o impacto de hábitos como atividade física regular na manutenção da saúde. Além disso, nem sempre os profissionais de saúde abordam o tema de forma ativa nas consultas, o que pode atrasar a identificação do problema e o início de estratégias de controle do peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro desafio importante é o <strong>estigma associado à obesidade</strong>. Preconceito, discriminação e mensagens negativas podem causar sofrimento psicológico, isolamento social e até dificultar que as pessoas busquem ajuda ou adotem hábitos saudáveis. Por isso, campanhas de saúde precisam informar sobre os riscos da obesidade sem reforçar estereótipos ou culpabilizar indivíduos, reconhecendo que se trata de uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, sociais e ambientais.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é fundamental considerar o papel dos chamados <strong>“ambientes obesogênicos”</strong> – contextos que favorecem o ganho de peso. Em muitas cidades, há grande oferta de alimentos ultraprocessados e calóricos, porções cada vez maiores, intensa publicidade de produtos pouco saudáveis e poucas oportunidades para atividade física segura. Esse cenário mostra que a prevenção da obesidade não depende apenas de decisões individuais, mas também de <strong>políticas públicas e mudanças no ambiente</strong> que facilitem escolhas mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse problema exige <strong>informação, empatia e ação coletiva</strong>, envolvendo indivíduos, profissionais de saúde, governos e toda a sociedade na construção de ambientes mais saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caminhos para o futuro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Especialistas destacam que o enfrentamento da obesidade exige <strong>ações contínuas ao longo de todo o ano</strong>, e não apenas campanhas pontuais. O Dia Mundial da Obesidade deve servir como um ponto de partida para programas permanentes de prevenção, educação e cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é essencial reduzir desigualdades. A obesidade atinge de forma mais intensa populações socialmente vulneráveis, que muitas vezes vivem em ambientes com menos acesso a alimentação saudável e oportunidades de atividade física. Políticas públicas devem buscar garantir <strong>acesso equitativo à prevenção e ao tratamento</strong> para toda a população.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto importante é avaliar melhor as iniciativas de prevenção. Muitos países realizam campanhas e programas criativos, mas ainda há pouca evidência sobre o impacto real dessas ações no comportamento, no conhecimento das pessoas e nos resultados de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de <strong>combater o estigma e promover abordagens mais humanas e respeitosas</strong>, tratando a obesidade como uma condição de saúde complexa que exige cuidado, apoio e informação – e não julgamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, a cooperação entre países e instituições é fundamental para compartilhar experiências e estratégias eficazes. Trocar conhecimentos e aprender com diferentes realidades pode ajudar a fortalecer ações de prevenção e tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma responsabilidade de todos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade está associada a diversas doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de representar um grande impacto para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Dia Mundial da Obesidade</strong> reforça que enfrentar esse desafio exige <strong>informação, empatia e ação coletiva</strong>. Mais do que uma data no calendário, ele é um convite para que governos, profissionais de saúde, escolas, famílias e comunidades trabalhem juntos na construção de ambientes mais saudáveis e de um futuro com melhor qualidade de vida para todos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares – CENDA – Instituto Pensi<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Associado (SR) do Departamento de Pediatria EPM-UNIFESP Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</strong></p>
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		<title>O papel do médico na prevenção antes da concepção</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-papel-do-medico-na-prevencao-antes-da-concepcao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 11:38:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Aconselhamento Genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, instituído em 3 de março, é uma oportunidade estratégica para reflexão e ação na prática médica. Embora muitos defeitos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/Imagem-Defeitos-do-Nascimento-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, instituído em 3 de março, é uma oportunidade estratégica para reflexão e ação na prática médica. Embora muitos defeitos congênitos tenham base genética ou multifatorial, uma parcela significativa deles pode ser prevenida ou ter seu risco reduzido por meio de intervenções realizadas antes mesmo da concepção e no início da gestação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse contexto, os médicos, especialmente pediatras, obstetras, médicos de família e geneticistas, ocupam um papel central na educação em saúde reprodutiva e no cuidado pré-concepcional.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Defeitos do nascimento: um problema relevante de saúde pública</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os defeitos do nascimento estão entre as principais causas de mortalidade infantil, morbidade crônica e deficiência ao longo da vida. Incluem malformações estruturais, alterações metabólicas, genéticas e funcionais, com impacto não apenas para a criança, mas para toda a família e para os sistemas de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Prevenção começa antes da gravidez</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Aconselhamento genético e riscos da consanguinidade</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">O casamento ou união consanguínea é um fator de risco bem estabelecido para doenças genéticas autossômicas recessivas e para defeitos congênitos. Em populações com maior prevalência de consanguinidade, observa-se aumento significativo de malformações, erros inatos do metabolismo e síndromes genéticas raras.</p>
<p style="text-align: justify;">O aconselhamento genético deve ser oferecido de forma ética, clara e não diretiva, especialmente quando há:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Grau de parentesco entre os futuros pais</li>
<li>História familiar de doenças genéticas, malformações ou óbitos infantis</li>
<li>Abortamentos recorrentes ou natimortos</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Orientar, informar riscos e discutir alternativas faz parte do cuidado preventivo e humanizado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong> Uso de ácido fólico: uma intervenção simples e altamente eficaz</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A suplementação de ácido fólico é uma das medidas preventivas mais bem documentadas na medicina. Seu uso adequado reduz de forma significativa o risco de defeitos do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia.</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendações gerais:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Iniciar pelo menos 30 dias antes da concepção idealmente dois meses se o casal estiver tentando engravidar</li>
<li>Manter até o final do primeiro trimestre</li>
<li>Dose padrão: 400 mcg/dia</li>
<li>Doses maiores podem ser indicadas em situações específicas (história prévia de defeitos do tubo neural, diabetes, obesidade, epilepsia, uso de anticonvulsivantes, mutações em genes do metabolismo do folato)</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Esse é um exemplo claro de como prevenção custa pouco e impacta muito.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong> Preparar-se para conceber: saúde parental importa!</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A concepção de um filho saudável começa com a saúde do casal. A consulta pré-concepcional deve ser incentivada como parte do cuidado médico de rotina.</p>
<p style="text-align: justify;">Pontos essenciais incluem:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Controle de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, epilepsia, doenças autoimunes)</li>
<li>Revisão de medicamentos potencialmente teratogênicos</li>
<li>Atualização vacinal</li>
<li>Avaliação nutricional e do estado de micronutrientes</li>
<li>Orientação sobre cessação de álcool, tabaco e outras substâncias</li>
<li>Redução de exposições ambientais e ocupacionais nocivas</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A saúde paterna também merece atenção: idade avançada, tabagismo, álcool, obesidade e exposições ambientais podem impactar a qualidade espermática e o risco de alterações genéticas e epigenéticas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong> Vacinação materna e prevenção de malformações secundárias a infecções</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Infecções adquiridas na gestação representam causa relevante e potencialmente evitável de malformações congênitas. A síndrome da rubéola congênita, toxoplasmose congênita, sífilis congênita, as complicações associadas ao vírus da varicela, a infecção por citomegalovírus e outras infecções do grupo STORCH exemplificam o impacto teratogênico de agentes infecciosos.</p>
<p style="text-align: justify;">As letras da sigla STORCH representam as seguintes doenças:</p>
<p style="text-align: justify;">S &#8211; Sífilis (congênita)</p>
<p style="text-align: justify;">T &#8211; Toxoplasmose (<em>Toxoplasma gondii</em>)</p>
<p style="text-align: justify;">O &#8211; Outras infecções (HIV, varicela-zóster, parvovírus B19, hepatite B, zika vírus, Chagas)</p>
<p style="text-align: justify;">R &#8211; Rubéola</p>
<p style="text-align: justify;">C &#8211; Citomegalovírus (CMV)</p>
<p style="text-align: justify;">H &#8211; Herpes Simples (HSV)</p>
<p style="text-align: justify;">A vacinação adequada antes da concepção – e, quando indicado, durante a gestação – constitui estratégia essencial de prevenção primária.</p>
<p style="text-align: justify;">Recomenda-se:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Verificação e atualização do status vacinal no período pré-concepcional, garantindo a administração de vacinas com vírus vivos atenuados (como rubéola e varicela) e respeitando o intervalo adequado para a concepção.</li>
<li>Administração de vacinas recomendadas durante a gestação, como influenza e dTpa, conforme calendários oficiais</li>
<li>Orientação clara quanto à segurança e aos benefícios da imunização materna</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A prevenção de infecções maternas é, portanto, uma medida concreta de redução do risco de malformações estruturais, déficits neurológicos e outras sequelas congênitas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O médico como agente de prevenção e transformação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre defeitos do nascimento não deve se limitar ao diagnóstico pós-natal. O verdadeiro impacto ocorre quando o médico atua antes do problema existir, promovendo educação, planejamento reprodutivo consciente e intervindo na prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, o convite é claro: menos foco apenas na correção, mais ênfase na prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Preparar famílias para gerar filhos é, também, uma das formas mais nobres de cuidar da próxima geração.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Patrícia Salmona<br />Médica Pediatra e Geneticista<br />Presidente do Departamento Científico de Genética da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Informação que protege o futuro</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/informacao-que-protege-o-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A gravidez na adolescência ainda é um tema de grande relevância, tanto pelos impactos na vida dos adolescentes e de suas famílias, quanto pelos possíveis riscos à saúde do bebê e da própria adolescente. Apesar da redução observada nos últimos anos, os índices continuam elevados: estima-se uma média de 43,6 nascimentos por mil adolescentes entre 15 e 19 anos, número quase duas vezes maior que o observado em países de renda média-alta. A adolescência é um período marcado por intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Quando a gravidez ocorre nessa fase, surgem desafios importantes, como a interrupção dos estudos, o afastamento do convívio social, dificuldades financeiras e responsabilidades precoces relacionadas à criação e aos cuidados com uma criança. Assumir a maternidade ou a paternidade exige tempo, apoio emocional e condições adequadas para garantir o desenvolvimento saudável do bebê. Além disso, o adolescente precisa lidar com mudanças significativas na rotina, nos projetos de vida e nas relações sociais. Por isso, a prevenção é fundamental. O acesso à informação correta e de qualidade sobre sexualidade, métodos contraceptivos e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) contribuem para que os jovens façam escolhas mais conscientes e responsáveis. A orientação para a prevenção da gravidez precoce na adolescência começa na infância. Familiares que dialogam com os filhos sobre o exercício da sexualidade – prevenção de abuso, primeiras impressões sobre namoro ou sobre o gostar, os primeiros contatos com a intenção de paquera ou “crush”, intimidade com responsabilidade – tendem a lidar melhor com o que chamamos de primeiras experiências no exercício da sexualidade humana. E elas são precoces em alguns adolescentes. A temática da criação de filhos com escuta e autocuidado está relacionada a maior responsabilidade afetiva de meninos e meninas no início da adolescência. Dessa maneira, a prevenção da gravidez envolve o cuidado e a responsabilidade de meninos e meninas na jornada do adolescer com saúde. O convívio familiar e a parentalidade consciente traduzem todo o caminho que o jovem irá trilhar de sua sexualidade, inclusive para aqueles que pretendem não exercer a sexualidade em sua vida. Um aspecto importante da prevenção é a dupla proteção, que consiste no uso do preservativo associado a outro método contraceptivo. Essa estratégia é eficaz tanto na prevenção da gravidez não planejada quanto das ISTs, promovendo maior segurança e cuidado com a saúde. Também é essencial que o diálogo sobre sexualidade aconteça em diferentes ambientes sociais – escola, nos serviços de saúde e na comunidade – de forma clara, responsável e acolhedora. Falar sobre o tema sem preconceito e sem pudor excessivo fortalece a confiança, estimula o autocuidado e favorece decisões mais seguras. Durante a Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que acontece de 1º a 8 de fevereiro, reforçamos a importância da educação em saúde, do diálogo aberto entre adolescentes, famílias, escolas e serviços de saúde, além do apoio àqueles que já vivenciam essa realidade. Prevenir é cuidar do presente e investir no futuro dos nossos jovens e das próximas gerações.   Relatoras:Mariana Telles de CastroCarolina Maria Soares CresciuloDepartamento Científico de Adolescência da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/01/Imagem-Gravidez-na-Adolescencia-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A gravidez na adolescência ainda é um tema de grande relevância, tanto pelos impactos na vida dos adolescentes e de suas famílias, quanto pelos possíveis riscos à saúde do bebê e da própria adolescente. Apesar da redução observada nos últimos anos, os índices continuam elevados: estima-se uma média de <strong>43,6 nascimentos por mil adolescentes entre 15 e 19 anos</strong>, número quase duas vezes maior que o observado em países de renda média-alta.</p>
<p style="text-align: justify;">A adolescência é um período marcado por intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Quando a gravidez ocorre nessa fase, surgem desafios importantes, como a interrupção dos estudos, o afastamento do convívio social, dificuldades financeiras e responsabilidades precoces relacionadas à criação e aos cuidados com uma criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Assumir a maternidade ou a paternidade exige tempo, apoio emocional e condições adequadas para garantir o desenvolvimento saudável do bebê. Além disso, o adolescente precisa lidar com mudanças significativas na rotina, nos projetos de vida e nas relações sociais. Por isso, a prevenção é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">O acesso à informação correta e de qualidade sobre sexualidade, métodos contraceptivos e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) contribuem para que os jovens façam escolhas mais conscientes e responsáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A orientação para a prevenção da gravidez precoce na adolescência começa na infância. Familiares que dialogam com os filhos sobre o exercício da sexualidade – prevenção de abuso, primeiras impressões sobre namoro ou sobre o gostar, os primeiros contatos com a intenção de paquera ou “crush”, intimidade com responsabilidade – tendem a lidar melhor com o que chamamos de primeiras experiências no exercício da sexualidade humana.</p>
<p style="text-align: justify;">E elas são precoces em alguns adolescentes. A temática da criação de filhos com escuta e autocuidado está relacionada a maior responsabilidade afetiva de meninos e meninas no início da adolescência.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, a prevenção da gravidez envolve o cuidado e a responsabilidade de meninos e meninas na jornada do adolescer com saúde. O convívio familiar e a parentalidade consciente traduzem todo o caminho que o jovem irá trilhar de sua sexualidade, inclusive para aqueles que pretendem não exercer a sexualidade em sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Um aspecto importante da prevenção é a <strong>dupla proteção</strong>, que consiste no uso do preservativo associado a outro método contraceptivo. Essa estratégia é eficaz tanto na prevenção da gravidez não planejada quanto das ISTs, promovendo maior segurança e cuidado com a saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é essencial que o diálogo sobre sexualidade aconteça em diferentes ambientes sociais – escola, nos serviços de saúde e na comunidade – de forma clara, responsável e acolhedora.</p>
<p style="text-align: justify;">Falar sobre o tema <strong>sem preconceito e sem pudor excessivo</strong> fortalece a confiança, estimula o autocuidado e favorece decisões mais seguras.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência, que acontece de 1º a 8 de fevereiro, reforçamos a importância da educação em saúde, do diálogo aberto entre adolescentes, famílias, escolas e serviços de saúde, além do apoio àqueles que já vivenciam essa realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Prevenir é cuidar do presente e investir no futuro dos nossos jovens e das próximas gerações.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatoras:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Mariana Telles de Castro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Carolina Maria Soares Cresciulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Adolescência da SPSP</strong></p>



<p></p>
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		<title>Eliminação da transmissão vertical do HIV e certificação do Brasil</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/eliminacao-da-transmissao-vertical-do-hiv-e-certificacao-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 19:49:01 +0000</pubDate>
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<p>Dezembro é o mês de conscientização e luta contra a Aids. Os primeiros casos notificados de HIV/Aids são do início da década de 1980, sendo a primeira criança notificada no Brasil do ano</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dezembro-Vermelho-HIV-Aids-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dezembro-Vermelho-HIV-Aids-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dezembro-Vermelho-HIV-Aids-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Imagem-Dezembro-Vermelho-HIV-Aids-500x500.png 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Dezembro é o mês de conscientização e luta contra a Aids. Os primeiros casos notificados de HIV/Aids são do início da década de 1980, sendo a primeira criança notificada no Brasil do ano de 1987. Transcorridas quatro décadas desde então, assistimos a importantes avanços no diagnóstico, tratamento e monitoramento da infecção, convertendo a Aids de doença grave potencialmente fatal para infecção crônica controlável. Junto com esse avanço, houve toda uma mudança do perfil da doença na área materno-infantil.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante relembrar ou informar que temos formas bem definidas de transmissão e dentro da população pediátrica a principal é a chamada transmissão vertical, que é aquela transmitida da mãe para o filho, que pode acontecer na vida intraútero, durante o parto ou no aleitamento materno.</p>
<p style="text-align: justify;">Assistimos ao aumento da sobrevida dos pacientes em geral, incluindo as crianças, e redução das infecções oportunistas, e com isso um “envelhecimento” da população pediátrica que nasceu com o vírus HIV, com 80%-90% dos pacientes pediátricos infectados hoje já adolescentes, jovens e muitos adultos. Muitos deles são já mães e pais, ou seja, já estamos frente à terceira geração que vive ou convive com o HIV e a excelente</p>
<p style="text-align: justify;">notícia é que a imensa maioria dessas crianças, nascidas de pais que vivem com HIV por transmissão vertical, nasceram livres de HIV e saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso acontece graças ao protocolo de prevenção de transmissão vertical, que é um conjunto de medidas que começam antes mesmo da concepção, acontecendo durante toda a gestação, com tratamento contínuo da gestante e se mantendo com o bebê usando medicação por 28 dias, realizando exames e não sendo amamentado com leite materno.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse conjunto de medidas, quando realizadas na sua totalidade, faz com que a taxa de transmissão vertical seja reduzida de até 30% a 40% quando não acontece o tratamento, para taxas menores de 2%, quando todo o protocolo ocorre.</p>
<p style="text-align: justify;">Em paralelo a esse crescimento da população pediátrica, com a maternidade e paternidade neles, tivemos também todo um incentivo à saúde sexual, reprodutiva e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, que associados aos avanços do protocolo de</p>
<p style="text-align: justify;">prevenção da transmissão vertical, possibilitaram que muitas famílias que vivem com HIV realizassem o sonho de constituir uma família e ter filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil é um país de referência mundial no tratamento de HIV/Aids e mostra-se também</p>
<p style="text-align: justify;">como um país de ponta na abordagem da prevenção da transmissão vertical. Temos as medicações antirretrovirais distribuídas pelo SUS em 100% do território nacional. O cumprimento correto do protocolo e o trabalho incessante dos profissionais da saúde, associados a investimentos sustentáveis no diagnóstico, tratamento e manejo clínico do binômio mãe-filho, possibilitaram que o Brasil iniciasse o processo de certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV no nosso país em 2017, seguindo todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), iniciando a premiação para municípios que tivessem transmissão vertical menor que 2% e todo o cumprimento dos protocolos em diferentes níveis (gestão, processos, garantia de respeito aos direitos humanos, entre outros).</p>
<p style="text-align: justify;">O processo se iniciou em 2017 certificando Curitiba (PR), mantendo-se o trabalho constante no transcorrer desses anos, atingindo em 2024 a marca de 151 municípios e 19 Estados com algum tipo de certificação pela eliminação ou selo de boas práticas para HIV, sífilis e/ou hepatite B. Importante ressaltar que o município de São Paulo está certificado da eliminação da transmissão vertical desde 2019 e o Estado de São Paulo desde 2023.</p>
<p style="text-align: justify;">E o trabalho não acaba. O Brasil está requerendo à OMS a certificação nacional este ano, de país eliminado da transmissão vertical do HIV, estando toda a documentação em avaliação.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar que eliminar o agravo não significa que não temos mais a transmissão, mas sim que esta atinge parâmetros muito baixos (menores de 2%), permitindo a avaliação da certificação. A transmissão infelizmente ainda existe em alguns casos e nós profissionais da saúde estamos sempre aqui, lutando contra ela.</p>
<p style="text-align: justify;">E como pode ser a participação da população geral, que não vive com HIV nesse processo? Todos podem auxiliar muito, se aproximando do tema, lutando contra o estigma, preconceito e discriminação, que se mostram como os grandes obstáculos aos diagnósticos e tratamentos, incluindo as gestantes vivendo com HIV, interferindo diretamente no risco de transmissão vertical e na saúde do bebê.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Daniela Vinhas Bertolini<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
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		<title>Combate à dengue: protegendo nossas crianças e a comunidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/combate-a-dengue-protegendo-nossas-criancas-e-a-comunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 15:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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<p>No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro – dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância</p>
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<p style="text-align: justify;">No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro &#8211; dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância e da ação conjunta de toda a população contra essa doença que, infelizmente, continua a ser um grave problema de saúde pública em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">A dengue é uma infecção viral séria, transmitida pela picada de um mosquito, que pode afetar qualquer pessoa, mas exige atenção redobrada quando se trata de crianças, que são mais vulneráveis e podem apresentar quadros mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão da dengue ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, que se reproduz em locais com água parada. Com o clima tropical do Brasil, e especialmente em grandes centros urbanos de um Estado populoso como São Paulo, a proliferação do mosquito é facilitada, tornando a prevenção uma tarefa contínua.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossas crianças, com seu sistema imunológico em desenvolvimento e muitas vezes com dificuldade para expressar o que sentem, estão em maior risco e precisam da nossa proteção constante.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas da dengue em crianças podem ser variados e, por vezes, confundidos com outras doenças comuns da infância. Deve-se ficar atento a febre alta repentina, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo, náuseas, vômitos e dor abdominal.</p>
<p style="text-align: justify;">É crucial procurar atendimento médico imediatamente se a criança apresentar sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (nariz, gengiva), sonolência excessiva ou irritabilidade. A rapidez no diagnóstico e tratamento pode salvar vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor forma de combater a dengue é através da prevenção, eliminando os focos do mosquito. Dedique alguns minutos do seu dia para verificar e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água: vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas entupidas, caixas d’água destampadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras medidas importantes: usar repelentes adequados para a idade da criança, instalar telas em janelas e portas e vestir roupas que cubram braços e pernas, especialmente nos horários de maior atividade do mosquito (manhã e fim de tarde).</p>
<p style="text-align: justify;">A participação de cada família e de toda a comunidade é fundamental. Em algumas cidades há a disponibilidade gratuita da vacinação para adolescentes de 10 a 14 anos, mas aqueles de 4 a 60 anos que não estiverem contemplados por gratuidade podem procurar a prevenção pela vacinação em serviços privados também.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntos, podemos construir um ambiente mais seguro e saudável para todos. A luta contra a dengue é um compromisso coletivo que exige informação, conscientização e atitude. Sua ação hoje, por menor que pareça, é um passo gigante na proteção da vida e na construção de um futuro livre dessa doença. Vamos juntos nessa batalha!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melissa Palmieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>10 de novembro &#8211; Uma data para escutarmos o silêncio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/10-de-novembro-uma-data-para-escutarmos-o-silencio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 13:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O dia 10 de novembro é mais do que uma data no calendário. É um convite para uma pausa, uma reflexão profunda sobre um sentido que, muitas vezes, damos como certo: a audição</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Prevencao-da-Surdez-1-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O dia 10 de novembro é mais do que uma data no calendário. É um convite para uma pausa, uma reflexão profunda sobre um sentido que, muitas vezes, damos como certo: a audição. O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, instituído pelo Ministério da Saúde, é um farol que ilumina a importância de cuidarmos da saúde auditiva das nossas crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entendendo a Audição – A Orquestra Interna</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para cuidar, é preciso entender. Nosso sistema auditivo é uma obra-prima da engenharia biológica, uma orquestra perfeitamente sincronizada que transforma ondas sonoras em informações compreensíveis para o cérebro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As Partes do Ouvido: Uma Jornada do Som</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Ouvido Externo:</strong> É a parte visível (o pavilhão auricular, ou &#8220;orelha&#8221;) e o canal auditivo. Sua função é simples, mas vital: coletar as ondas sonoras e conduzi-las para dentro, como uma concha acústica natural.</li>
<li><strong>Ouvido Médio:</strong> Uma câmara cheia de ar que abriga os três menores ossos do corpo humano: o <strong>martelo</strong>, a <strong>bigorna</strong> e o <strong>estribo</strong>. Quando as ondas sonoras chegam, eles entram em vibração, amplificando e transmitindo o som para o ouvido interno. A Trompa de Eustáquio, que liga o ouvido médio à garganta, é a responsável por equalizar a pressão.</li>
<li><strong>Ouvido Interno (Cóclea ou Caracol):</strong> Aqui, a mágica acontece. A cóclea é um tubo em espiral preenchido por líquido e forrado por milhares de <strong>células ciliadas</strong> microscópicas. As vibrações do estribo movem esse líquido, que, por sua vez, faz as células ciliadas se curvarem. Esse movimento é transformado em impulsos elétricos.</li>
<li><strong>Nervo Auditivo:</strong> É o cabo de transmissão. Ele leva esses impulsos elétricos diretamente para o cérebro.</li>
<li><strong>Cérebro:</strong> O maestro da orquestra. É ele que decodifica esses sinais, interpretando-os como a voz da mãe, uma música, o barulho do carro ou o canto dos pássaros.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Qualquer interrupção nesse caminho, por mais mínima que seja, pode resultar em uma perda auditiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Diferentes Tipos e Graus da Surdez </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A perda auditiva, especialmente na infância e adolescência, pode ser silenciosa, mas suas consequências são profundas, afetando a comunicação, o aprendizado, a socialização e a autoestima. A boa notícia é que, em muitos casos, ela pode ser prevenida, identificada precocemente e tratada com sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Graus de Perda Auditiva (o quanto se ouve):</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Leve (20 a 40 decibels &#8211; dB):</strong> Dificuldade para ouvir sons fracos ou distantes. Em sala de aula, a criança pode perder até 50% do conteúdo.</li>
<li><strong>Moderada (41 a 70 dB):</strong> Dificuldade com conversas em volume normal. O desenvolvimento da fala e da linguagem pode ser seriamente afetado se não for tratado.</li>
<li><strong>Severa (71 a 90 dB):</strong> A criança só ouve sons muito altos. A fala espontânea não se desenvolve sem intervenção.</li>
<li><strong>Profunda (acima de 91 dB):</strong> Não consegue ouvir até mesmo sons muito altos. A comunicação se dá principalmente pela Língua de Sinais (Libras) e leitura labial.<br /><br /></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Audiograma-dos-Sons-Familiares.png" alt="" width="589" height="599" /></p>
<p style="text-align: center;">Fonte: Hearing First &#8211; hearingfirst.org &#8211; info@hearingfirst.org</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinais de Alerta – Aprendendo a &#8220;ouvir&#8221; o que a criança não diz</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reações que a criança com perda auditiva pode apresentar, por faixa etária: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A detecção precoce é a nossa maior arma. Muitas vezes, a criança não sabe ou não consegue comunicar que não está ouvindo bem. Cabe a nós, adultos atentos, observar os sinais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Recém-Nascido e Bebê (0 a 2 anos):</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não se assusta ou acorda com sons altos e repentinos.</li>
<li>Não vira a cabeça na direção de um som após os 4 meses.</li>
<li>Não balbucia (&#8220;ahh&#8221;, &#8220;ohh&#8221;, &#8220;gugu&#8221;) ou para de balbuciar.</li>
<li>Não responde quando chamado pelo nome.</li>
<li>Não reconhece e não reage a palavras familiares (&#8220;mamá&#8221;, &#8220;papá&#8221;, &#8220;não&#8221;) por volta de 1 ano.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Criança Pequena (2 a 5 anos):</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Atraso no desenvolvimento da fala ou fala muito &#8220;enrolada&#8221;, de difícil entendimento.</li>
<li>Fala muito alto ou muito baixo.</li>
<li>Precisa que as instruções sejam repetidas constantemente (&#8220;o quê?&#8221;).</li>
<li>Aumenta excessivamente o volume da TV ou tablet.</li>
<li>Parece desatenta ou &#8220;no mundo da lua&#8221; em ambientes barulhentos.</li>
<li>Tem frequentes infecções de ouvido (otites).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Criança em Idade Escolar e Adolescente (6 a 18 anos):</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Dificuldade de acompanhar as aulas e queda no rendimento escolar.</li>
<li>Solicita frequentemente a repetição do que foi dito.</li>
<li>Tem dificuldade em localizar a origem de um som.</li>
<li>Apresenta comportamento retraído ou tímido em grupos.</li>
<li>Queixa de zumbido constante (&#8220;um barulhinho no ouvido&#8221;).</li>
<li><strong>Sinal CRÍTICO na adolescência:</strong> Uso constante de fones de ouvido em volume alto (outras pessoas conseguem ouvir o que está saindo do fone).</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você observar qualquer um desses sinais, não espere. Procure um profissional!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção, Pais e Cuidadores!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se o seu filho apresenta vários dos sinais de alerta listados acima para a faixa etária dele, ou se você tem uma <strong>preocupação intuitiva</strong> sobre a audição ou a fala dele, <strong>confie nos seus instintos!</strong> Procure um profissional. O pediatra é o primeiro passo, que poderá encaminhar para uma avaliação mais detalhada com um <strong>fonoaudiólogo</strong> e/ou um <strong>otorrinolaringologista</strong>. Lembre-se: a intervenção precoce faz toda a diferença no futuro da criança.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Prevenção – A Chave Mestra da Saúde Auditiva</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este é o coração da nossa missão no dia 10 de novembro. A prevenção começa antes mesmo do nascimento e se estende por toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Primeira Linha de Defesa: A Triagem Auditiva Neonatal (Teste da Orelhinha)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é?</strong> Um exame rápido, indolor e obrigatório por lei, realizado preferencialmente nos primeiros dias de vida, ainda na maternidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinais de alerta: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os especialistas criaram uma lista de situações que aumentam a chance de uma criança ter perda auditiva. São os chamados indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA). Se seu filho se enquadra em algum deles, é preciso redobrar a atenção e garantir que a avaliação auditiva seja feita o quanto antes.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se utilizar 2 tipos de testagem:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA)</strong></li>
</ol>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>O que é?</strong> É o teste mais comum na triagem inicial, conhecido por ser rápido (dura de 5 a 10 minutos) e indolor.</li>
<li><strong>Como funciona?</strong> Um pequeno fone é colocado no canal auditivo do bebê, que emite estímulos sonoros de baixa intensidade. Se a cóclea (o &#8220;caracol&#8221; do ouvido interno) estiver saudável, ela produzirá uma resposta, uma espécie de &#8220;eco&#8221; quase imperceptível, que é captado pelo aparelho. É um teste que verifica a integridade da parte mais periférica do sistema auditivo.</li>
<li><strong>Resultado:</strong> Quando esse &#8220;eco&#8221; é detectado, o resultado é &#8220;passou&#8221; ou &#8220;presente&#8221;. Isso indica que a cóclea está funcionando adequadamente naquele momento. Se o &#8220;eco&#8221; não for detectado (&#8220;reprovou&#8221; ou &#8220;ausente&#8221;), <strong>não significa necessariamente que o bebê tem surdez</strong>. Pode indicar que há líquido ou restos de vérnix no canal auditivo, comuns nos primeiros dias de vida. Por isso, uma nova triagem será necessária.</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE ou BERA)</strong></li>
</ol>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>O que é?</strong> Este é o exame de <strong>confirmação e maior profundidade e de escolha para as crianças com IRDA</strong>. Ele é mais completo e é obrigatório para bebês que permanecem com resultado &#8220;reprovado&#8221; na reavaliação das EOA, ou mesmo como primeiro exame em recém-nascidos de alto risco (ex.: histórico familiar de surdez, infecções congênitas, baixo peso, icterícia grave).</li>
<li><strong>Como funciona?</strong> São colocados pequenos eletrodos adesivos na cabeça do bebê e fones nos ouvidos. Os estímulos sonoros são apresentados, e o aparelho registra a atividade elétrica do nervo auditivo e das vias nervosas no tronco encefálico em resposta a esses sons. É como se o exame &#8220;escutasse&#8221; o cérebro para ver se o sinal sonoro está chegando até lá. Este exame é capaz de identificar o <strong>tipo e o grau</strong> da perda auditiva.</li>
<li><strong>Por que é tão importante?</strong> O PEATE é a ferramenta definitiva para triar, com precisão, uma perda auditiva neurossensorial (quando o dano está no ouvido interno ou no nervo auditivo). Quando uma bebê falha no teste e reteste do PEATE, ele deve ser encaminhado para a confirmação diagnóstica (com uma avaliação audiológica mais complexa e completa). Isso permite que a intervenção (com aparelhos auditivos, terapia) comece o mais cedo possível, antes dos 6 meses de idade, que é o período crítico para o desenvolvimento da linguagem.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se seu bebê não fez o teste, ou se falhou e não fez a reavaliação, procure um pediatra ou serviço de saúde IMEDIATAMENTE.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cuidados no Dia a Dia: Do Berço à Adolescência</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Cuidado com as Otites:</strong> Infecções de ouvido são comuns, mas não podem ser negligenciadas. Sempre siga o tratamento prescrito pelo médico até o fim e faça as revisões. Amamentar o bebê em posição semielevada ajuda a prevenir otites.</li>
<li><strong>Higiene Correta:</strong> Limpe apenas a parte externa da orelha com uma toalha. <strong>NUNCA use hastes flexíveis (cotonetes) dentro do canal auditivo.</strong> Elas empurram a cera para dentro e podem perfurar o tímpano.</li>
<li><strong>Vacinação em Dia:</strong> Manter a carteira de vacinação atualizada protege contra doenças como caxumba, sarampo e rubéola, que podem causar perda auditiva.</li>
<li><strong>Cuidados na Gestação:</strong> Pré-natal rigoroso para prevenir infecções como a rubéola e sífilis, que podem afetar a audição do feto.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Proteção em Ambientes Ruidosos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Festas infantis barulhentas, <em>shows</em>, fogos de artifício, cinemas. Em situações com ruído intenso, considere o uso de <strong>protetores auriculares</strong>. Existem modelos específicos para crianças, confortáveis e que diminuem o volume sem cortar completamente o som.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E Se a Perda Auditiva For Identificada? O Caminho da Intervenção</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Receber o diagnóstico de que uma criança tem perda auditiva pode ser assustador, mas é importante saber que há um caminho bem estabelecido e cheio de esperança.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> A Equipe Multidisciplinar:</strong></li>
</ol>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Otorrinolaringologista:</strong> é o especialista que fará o diagnóstico definitivo, investigará as causas e indicará o tratamento clínico ou cirúrgico.</li>
<li><strong>Fonoaudiólogo:</strong> profissional fundamental para a (re)habilitação. Ele trabalhará o desenvolvimento da linguagem (oral ou de sinais), a leitura labial e a adaptação aos aparelhos de amplificação.</li>
<li><strong>Pediatra:</strong> é quem acompanha o desenvolvimento global da criança.</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Opções de tratamento e tecnologia:</strong></li>
</ol>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Aparelhos Auditivos:</strong> São amplificadores de som personalizados. Quanto mais cedo forem adaptados, melhor para o desenvolvimento da criança. Eles evoluíram muito, sendo hoje discretos e muito eficientes.</li>
<li><strong>Implantes Cocleares:</strong> Um dispositivo eletrônico complexo que é implantado cirurgicamente e substitui a função da cóclea danificada. É indicado para perdas auditivas de severas a profundas que não são beneficiadas por aparelhos auditivos convencionais.</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> Abordagens de (re)habilitação e comunicação:</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Aqui, a jornada se personaliza. Não existe uma única forma &#8220;correta&#8221; de se comunicar. A escolha da abordagem deve considerar o tipo e grau da perda auditiva, o contexto familiar e as necessidades individuais da criança. O trabalho do fonoaudiólogo é essencial em todas elas.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Abordagem Oral:</strong> O foco é desenvolver a linguagem oral (fala) e a competência auditiva. Utiliza-se, de forma intensiva, a amplificação sonora (aparelhos ou implante), a leitura labial e o treinamento auditivo para que a criança aprenda a ouvir e a se expressar verbalmente.</li>
<li><strong>Comunicação Total (ou Bilinguismo/Bimodalismo):</strong><br />Esta é uma filosofia inclusiva que defende o uso de <strong>todas as formas de comunicação disponíveis</strong> para garantir que a criança se expresse e compreenda o mundo ao seu redor, sem restrições. É um conceito que empodera a criança e a família.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Além da Prevenção e da Intervenção – Inclusão, Cidadania e a Riqueza da Diversidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Combater a surdez vai muito além dos cuidados médicos e terapêuticos. É um trabalho contínuo de construir uma sociedade verdadeiramente acessível, que não apenas &#8220;aceite&#8221;, mas valorize ativamente as diferentes formas de se comunicar e experienciar o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Respeitando e Incluindo Todas as Formas de Comunicação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A jornada de uma criança com perda auditiva é única. Como vimos, algumas famílias e indivíduos focam na reabilitação oral, outras adotam a Comunicação Total e outras ainda mergulham na Língua de Sinais como base de sua identidade. <strong>Todas essas escolhas são válidas e merecem respeito.</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Para famílias que optam pela Abordagem Oral:</strong> A inclusão significa garantir que a criança tenha acesso a tecnologia de ponta (aparelhos, implantes), que os professores saibam da necessidade de falar de frente, em um ambiente com menos ruído, e que os colegas sejam ensinados sobre paciência e repetição.</li>
<li><strong>Para famílias que adotam a Comunicação Total:</strong> A inclusão é sobre <strong>flexibilidade</strong>. É criar espaços onde a criança possa usar um gesto, um sinal, a fala ou uma expressão facial para se fazer entender, sem barreiras. É incentivar que a família e os amigos mais próximos aprendam sinais básicos para enriquecer a comunicação.</li>
<li><strong>Para famílias e indivíduos da Comunidade Surda:</strong> A inclusão se baseia no reconhecimento da <strong>Libras não como uma &#8220;ajuda&#8221;, mas como uma Língua</strong> completa, complexa e com status igual ao do Português. É sobre identidade e cultura.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Língua Brasileira de Sinais (Libras) como Direito e Patrimônio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Libras é um pilar de acessibilidade e cidadania para milhões de brasileiros.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>É uma Língua, não um gesto:</strong> Possui gramática, sintaxe e estrutura próprias, totalmente independente do Português.</li>
<li><strong>Acesso à Informação e Educação:</strong> A presença de intérpretes de Libras em salas de aula, universidades, consultórios médicos e eventos públicos não é um favor; é um direito garantido por lei. É o que permite a plena participação social e acadêmica.</li>
<li><strong>Incentive o Aprendizado:</strong> Encorajar que familiares, educadores e outras crianças aprendam o básico de Libras (cumprimentos, cores, frases do dia a dia) é um ato profundo de inclusão que quebra barreiras e constrói pontes.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acessibilidade: Um Dever de Todos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A inclusão também é prática e está nos detalhes do dia a dia:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Legendagem e <em>Closed Caption</em> (“Legenda oculta”):</strong> Exigir e utilizar a legenda em TODOS os vídeos, filmes e programas de TV, não apenas para quem tem perda auditiva, mas também em ambientes barulhentos ou para auxiliar na alfabetização de todas as crianças.</li>
<li><strong>Ambientes Acessíveis:</strong> Buscar locais que ofereçam <em>loops</em> de indução (sistema que transmite o som diretamente para o aparelho auditivo) em balcões de atendimento e teatros.</li>
<li><strong>Tecnologia Assistiva:</strong> Aplicativos de transcrição de fala em tempo real, alertas visuais para campainhas e telefones, são ferramentas que promovem autonomia.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Semente da Empatia: Ensinando Nossos Filhos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A construção de um mundo mais inclusivo começa em casa. Podemos ensinar nossas crianças, com ou sem perda auditiva, a:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Falar de frente, com clareza e paciência.</li>
<li>Repetir ou reformular a frase se notar que não foram compreendidas, sem demonstrar irritação.</li>
<li>Valorizar a comunicação para além da fala, observando gestos, expressões e a Língua de Sinais com curiosidade e respeito.</li>
<li>Enxergar a diversidade humana – incluindo o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares – como algo natural e enriquecedor.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da saúde auditiva é um ato de amor. Escolher uma abordagem de comunicação é um ato de autonomia. E construir uma sociedade inclusiva é um ato de cidadania.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nossa Voz no Mundo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, somos lembrados de que a audição é uma ponte vital para o mundo. É pela audição que uma criança aprende a falar, que um adolescente compartilha suas descobertas, que nos conectamos com a música, a natureza e com quem amamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como pais e cuidadores, temos o poder e a responsabilidade de proteger essa ponte. Através da informação, da observação atenta e da adoção de hábitos saudáveis, podemos garantir que as futuras gerações possam desfrutar da riqueza do mundo sonoro em toda a sua plenitude.</p>
<p style="text-align: justify;">A saúde auditiva não é um detalhe. É fundamental para uma vida plena. Vamos fazer do dia 10 de novembro um ponto de partida, não apenas uma data no calendário. Vamos espalhar essa conscientização, conversar com nossos filhos, exigir os exames preventivos e buscar ajuda sempre que necessário.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Juntos, podemos fazer a diferença. Um som de cada vez.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Manoel de Nobrega<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/10-de-novembro-uma-data-para-escutarmos-o-silencio/">10 de novembro &#8211; Uma data para escutarmos o silêncio</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novembrinho Azul &#8211; Cuidados com a saúde masculina começa na infância</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/novembrinho-azul-cuidados-com-a-saude-masculina-comeca-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 14:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Neste mês de novembro, queremos ressaltar que a saúde do homem começa desde a infância: pediatra orientando higiene pessoal e hábitos</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/novembrinho-azul-cuidados-com-a-saude-masculina-comeca-na-infancia/">Novembrinho Azul &#8211; Cuidados com a saúde masculina começa na infância</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-2-Novembrinho-Azul-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Neste mês de novembro, queremos ressaltar que a saúde do homem começa desde a infância: pediatra orientando higiene pessoal e hábitos saudáveis, como alimentação, sono, esporte. Lembrar que o cuidado desde criança vai fazer com que o adulto se preocupe e continue a cuidar de sua saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso nós pediatras e hebiatras (médicos de adolescentes) também nos engajamos nessa campanha e queremos conversar com os pais, crianças e adolescentes sobre prevenção e cuidados.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda prevenção de agravos à saúde deve ser iniciada na puericultura. O pediatra tem uma ligação de longa data com os pais, e desse modo pode preparar a família a desenvolver o autocuidado e a falar sobre esses temas de forma mais natural com seus filhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) </strong></p>
<p style="text-align: justify;">As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) na adolescência são um problema preocupante, pois muitas vezes não apresentam sintomas, podendo levar a complicações sérias como infertilidade e até câncer, especialmente se não tratadas precocemente. As mais comuns incluem clamídia, gonorreia, sífilis, HPV (Papilomavírus humano) e herpes genitalvírus (Herpes simplex tipo 1 e tipo 2). Além das hepatites B, C e o HIV.</p>
<p style="text-align: justify;">O que torna adolescentes vulneráveis a essas doenças é a falta de informações adequadas, passadas de forma clara e sem julgamentos. Por isso a educação em sexualidade nas escolas e a consulta com o pediatra são tão importantes. Assim como ter acesso a preservativos em locais em que os adolescentes não se sintam expostos ao adquiri-los e manter a carteira de vacinação em dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Como se proteger das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do método mais eficaz de prevenção das ISTs continuar sendo o uso de preservativos, algumas ISTs também devem ser prevenidas por meio de vacinas, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e/ou nas clínicas particulares. É o caso das vacinas de HPV e da hepatite B.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Vacina contra HPV protege contra quatro ou nove sorotipos do vírus </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O vírus HPV compreende uma família com muitos subtipos, vários dos quais afetam a região genital, incluindo aqueles responsáveis por desencadear cânceres de colo do útero, vagina, ânus, vulva, pênis e câncer de orofaringe, além de verrugas genitais. A vacina de HPV quadrivalente está disponível no SUS e a de HPV nonavalente nas clínicas particulares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Vacina da hepatite B </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A hepatite B é uma infecção viral, silenciosa, que prejudica o funcionamento do fígado e, ao longo do tempo, se não for tratada, lesiona consideravelmente os tecidos do órgão, podendo levar a uma cirrose hepática. Transmitida por meio de sangue e fluidos corporais, é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), uma vez que a transmissão mais comum é a sexual. A vacina de hepatite B encontra-se disponível no SUS e é importante para a proteção.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem outras vacinas superimportantes para os adolescentes, como:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Meningite ACWY </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A vacina da meningite ACWY previne meningites e infecções generalizadas causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y e está disponível no SUS dos 11 aos 14 anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Meningite B </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A vacina da meningite B previne meningite e infecções generalizadas causadas pela bactéria meningococo do tipo B. Tem em rede privada, sendo feita em duas doses, com intervalo de um a dois meses a partir de três meses de idade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vacina DTpa ou DT </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nas unidades de saúde é feita a DT (difteria/tétano) como dose de reforço entre 14 e 15 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto a DTpa (difteria/tétano/coqueluche) tem a mais a coqueluche e é encontrada em rede privada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vacina Qdenga </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A vacina contra a dengue previne a infecção causada pelos quatro sorotipos do vírus: Denv-1, Denv-2, Denv-3 e Denv-4.</p>
<p style="text-align: justify;">Indicada para crianças a partir de quatro anos de idade e disponível na rede pública dos 10 aos 14 anos, feita em duas doses com intervalo de três meses.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vacina da gripe (Influenza) </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vacina contra a gripe: Trivalente encontrada no SUS e a quadrivalente em rede privada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A importância da higiene íntima masculina e saúde genital </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dados do Sistema Único de Saúde &#8211; SUS &#8211; revelam que toda semana, em média, nove homens sofrem amputação de pênis no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Medidas simples como uma higienização adequada evitam a maioria das afecções que acometem os homens.</p>
<p style="text-align: justify;">A limpeza adequada do pênis com água e sabão, puxando o prepúcio para higiene da glande, deve ser realizada todos os dias e após prática sexual para quem já iniciou atividade sexual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como higienizar o pênis? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A lavagem é simples e deve ser feita com água e sabão, na hora do banho. Para limpar o pênis, o adolescente precisa afastar o prepúcio e expor a cabeça do órgão, conhecida como glande. Muitas vezes a urina que fica embaixo da pele (prepúcio) é ácida e pode causar inflamação, caso não tenha uma boa higienização.</p>
<p style="text-align: justify;">A lavagem feita com água e sabão minimiza o risco de se ter um tumor de pênis ou doença mais grave.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outro tópico importante é a saúde dos testículos </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O alerta é: inchaço inexplicável e dor deve ser imediatamente avaliado pelo médico. Existem doenças como a torção de testículo que, se não resolvida em poucas horas, pode levar à perda do órgão.</p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação periódica é importante: a avaliação com o médico de adolescentes pode prevenir infertilidade na vida adulta, pois algumas doenças, como a varicocele, causada pelo mau funcionamento das válvulas das veias, podem levar ao acúmulo de sangue e à dilatação local.</p>
<p style="text-align: justify;">A produção de espermatozoides pode ser prejudicada. Na maioria das vezes é indolor e é a principal causa de infertilidade em homens adultos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fimose </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A fimose é uma condição em que o prepúcio (pele que recobre o pênis) não se expõe, ou seja, não pode ser retraído, o que dificulta a exposição da glande (cabeça do pênis).</p>
<p style="text-align: justify;">Ela é uma situação fisiológica que se resolve até a idade de três anos com uma higiene adequada. Até os três anos de idade, metade dos meninos já retraem o prepúcio e na adolescência quase todos já resolvem.</p>
<p style="text-align: justify;">A fimose, se não tratada, pode evoluir para câncer de pênis e outras doenças; o tratamento é cirúrgico.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, essas e muitas outras orientações podem ser dadas pelo médico de adolescente, encaminhando se necessário para o especialista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatoras:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Carolina Maria Soares Cresciulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Elisiane Elias Mendes Machado<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Elizete Prescinotti Andrade<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Maíra Pieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Adolescência da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/novembrinho-azul-cuidados-com-a-saude-masculina-comeca-na-infancia/">Novembrinho Azul &#8211; Cuidados com a saúde masculina começa na infância</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vacinação é fundamental para a erradicação da poliomielite</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacinacao-e-fundamental-para-a-erradicacao-da-poliomielite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 11:33:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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		<category><![CDATA[VIP]]></category>
		<category><![CDATA[Vírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Vacina-Poliomielite-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, causada por um poliovírus que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos, sendo transmitida por via fecal-oral. O quadro clínico varia em gravidade, desde formas inaparentes ou com sintomas leves, como febre, mal-estar, cefaleia, sintomas gastrointestinais, até paralisia flácida e atrofia permanente, geralmente unilateral, em membros inferiores. Um em cada 200 infectados desenvolve uma paralisia irreversível e, dentre estes, 5%-10% morrem quando há o comprometimento da musculatura respiratória. Não há tratamento, mas há prevenção.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacina pólio oral (VOP) mudou o cenário mundial da poliomielite. A VOP é uma vacina produzida com o poliovírus enfraquecido que estimula a imunidade contra a poliomielite. A Iniciativa Global de Erradicação da Pólio criada em 1988 teve muito sucesso com a redução dos casos. Porém, dois países, Paquistão e Afeganistão, ainda apresentam casos. Até que a transmissão do poliovírus seja interrompida nesses países, todos os países permanecem em risco de importação de pólio.</p>
<p style="text-align: justify;">O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba, e o Brasil, com os demais países da América, obteve o certificado de área livre do poliovírus selvagem em seu território desde 1994, conferido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de então, o Brasil assumiu um compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de não permitir a reintrodução da doença no país. Para isto, precisamos manter altas coberturas vacinais, ou seja, que a população menor de cinco anos seja vacinada.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a vacinação, dos três tipos de poliovírus, o sorotipo 2 (P2) e o sorotipo 3 (P3) desapareceram em 1999 e 2012, respectivamente. O sorotipo 1 (P1) é o que tem causado os casos de poliomielite nos últimos anos em países endêmicos (Afeganistão e Paquistão). Além desses tipos selvagens, a poliomielite pode ser causada por um poliovírus derivado da vacina pólio oral (VDPV), quando o vírus vacinal excretado no ambiente, apesar de enfraquecido, readquire a capacidade de causar a doença, levando a surtos em locais onde há baixa cobertura vacinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido a isto, para manter o país livre da poliomielite, conforme a orientação da OMS, progressivamente a VOP foi retirada do calendário da criança e, desde novembro de 2024, as crianças recebem apenas a vacina pólio inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses, com uma dose de reforço aos 15 meses. A VIP não causa poliomielite porque não é uma vacina viva. Então, no Brasil, a vacina pólio oral não é mais administrada. No entanto, o Zé Gotinha não se aposentou; ele é um símbolo das Campanhas Nacionais de Vacinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um esforço mundial para a erradicação da poliomielite, ou seja, para que o poliovírus não seja mais detectado, não circule mais e não ocorram mais casos da doença. O trabalho constante das equipes de saúde para garantir a vacinação mesmo em locais de difícil acesso, como locais acometidos por catástrofes naturais, enchentes, terremotos, ou guerras, é louvável. Em nosso meio, tem sido observada, desde 2016, uma queda progressiva na cobertura vacinal para poliomielite, assim como para outras vacinas, o que se agravou durante a pandemia da Covid-19. As campanhas de multivacinação para atualização vacinal são importantes para melhorar estes números.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante mantermos altas coberturas vacinais, porque se houver casos de pólio provenientes de outros países (casos importados), pode haver disseminação do vírus entre as crianças não vacinadas e surgirem casos após 36 anos sem registro de poliomielite em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, neste Dia Mundial de Combate à Poliomielite, devemos lembrar da vacinação como medida fundamental para a prevenção de casos de pólio, uma doença que pode ser grave e deixar sequelas permanentes, e que está caminhando para a erradicação.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>World Health Organization Weekly epidemiological record. Polio vaccines: WHO position paper – June 2022; 97: 277-300.</li>
<li>World Health Organization. Highlights of new wild poliovirus and cVDPV positives reported globally this week. Disponível em: application/pdf 44_Polio_Global_update_02Nov2022_.pdf — 1433 KB.</li>
<li>Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – Divisão de Imunização. Documento Técnico: Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente. 03/08/2022. Estado de São Paulo. Disponível em: <a href="https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf">https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Documento-Tecnico-Campanha-Polio-e-Multi_03-08-2022.pdf</a>. Acesso em 05/12/2022.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Alessandra Ramos<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Imunizações da SPSP</strong></p>
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<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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