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	<title>Arquivos Problemas oftalmológicos - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Problemas oftalmológicos - SPSP</title>
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		<title>Triagem oftalmológica de recém-nascidos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/triagem-oftalmologica-de-recem-nascidos-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 18:28:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) tem fundamental importância na prevenção à cegueira infantil, pois detecta precocemente alterações no eixo visual e malformações congênitas da retina e nervo óptico, como catarata, glaucoma e infeções congênitas. Deve ser realizado pelo pediatra no berçário e nas consultas de rotina com 1 e 3 anos. Quando o TRV for ausente ou alterado o pediatra deve encaminhar a criança para exame oftalmológico especializado para investigar a etiologia desta alteração e tratar a causa se necessário. Recentemente, relato na mídia informou que o TRV Ampliado, que é uma foto do fundo do olho feita por uma câmera com lente grande angular, seria mais adequado. Tal fato levou a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) a se posicionar (clique aqui e leia o texto na integra) pois as mídias digitais têm grande valia na telemedicina, mas não são superiores nas crianças sem riscos. Se o pediatra pode fazer um TRV sem perda de qualidade, nas doenças de retina a falta de um oftalmologista especializado neste Brasil continental pode ser suprida por um exame digital que será avaliado por oftalmologista a distância. ___ Relatora: Dra. Rosa Maria Graziano Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP. Publicado em 29/01/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/triagem-oftalmologica-de-recem-nascidos-2/">Triagem oftalmológica de recém-nascidos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) tem fundamental importância na prevenção à cegueira infantil, pois detecta precocemente alterações no eixo visual e malformações congênitas da retina e nervo óptico, como catarata, glaucoma e infeções congênitas. Deve ser realizado pelo pediatra no berçário e nas consultas de rotina com 1 e 3 anos.</p>
<p>Quando o TRV for ausente ou alterado o pediatra deve encaminhar a criança para exame oftalmológico especializado para investigar a etiologia desta alteração e tratar a causa se necessário.</p>
<p>Recentemente, relato na mídia informou que o TRV Ampliado, que é uma foto do fundo do olho feita por uma câmera com lente grande angular, seria mais adequado. Tal fato levou a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) a se posicionar (<a href="http://www.sbop.com.br/wp-content/uploads/2019/01/parecer-sbop-trv.pdf" target="_blank" rel="noopener">clique aqui e leia o texto na integra</a>) pois as mídias digitais têm grande valia na telemedicina, mas não são superiores nas crianças sem riscos.</p>
<p>Se o pediatra pode fazer um TRV sem perda de qualidade, nas doenças de retina a falta de um oftalmologista especializado neste Brasil continental pode ser suprida por um exame digital que será avaliado por oftalmologista a distância.</p>
<div id="attachment_2418" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2418" class="size-large wp-image-2418" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/01/baby_eyes_1548775978-1024x685.jpg" alt="" width="838" height="561" /><p id="caption-attachment-2418" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/jeniffertn/">jeniffertn</a> | Pixabay</p></div>
<p>___<br />
<strong>Relatora:<br />
Dra. Rosa Maria Graziano</strong><br />
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP.</p>
<p>Publicado em 29/01/2019.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/triagem-oftalmologica-de-recem-nascidos-2/">Triagem oftalmológica de recém-nascidos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Miopia na era digital</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/miopia-na-era-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2018 19:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Atualmente vivemos uma epidemia de miopia em crianças no mundo todo. Nos últimos anos, houve um aumento de 35% de crianças míopes, chegando a 60% em alguns países asiáticos, como Singapura. Vários estudos têm sido realizados para se descobrir quais fatores estão relacionados com o aparecimento da miopia na criança e como podemos preveni-la. Essa preocupação é justificada pelo fato de sabermos que quanto mais cedo começa a miopia, maior será o grau alcançado na idade adulta. E graus altos, acima de 5,00, aumentam o risco de descolamento de retina, catarata e glaucoma. O fator hereditário é uma causa importante, pois se ambos os pais têm miopia, a criança tem de 30 a 40% de chance de apresentá-la. Se apenas um dos pais tem, essa probabilidade cai para 20 a 25% e o risco será menor que 10% quando não existe antecedente hereditário. Os fatores ambientais e os hábitos da criança tornam-se cada vez mais importantes na gênese da miopia. Estudos demonstraram que crianças que moram em zonas urbanas, por ficarem mais dentro de casa, têm uma prevalência maior de miopia do que as que moram em zonas rurais, que usam mais a visão para longe no horizonte. Outro estudo demonstrou que crianças que praticam esportes e passam mais tempo brincando em locais externos têm menos risco de desenvolver miopia. Já as crianças que fazem atividades usando a visão para perto, a menos de 30 cm, e de forma prolongada tiveram uma incidência maior de miopia. A luz natural do sol controla o crescimento do globo ocular, além de dar maior profundidade de foco, por isso crianças que brincam ou estudam usando a luz natural tem menos miopia. As salas de aula com grandes janelas e entrada de sol são melhores do que as que utilizam a luz artificial, uma vez que podem prevenir o desenvolvimento ou o aumento da miopia. Na era digital, onde as crianças são expostas cada vez mais cedo ao uso de celulares e tablets, fica difícil para os pais proibir ou inibir o uso desses dispositivos eletrônicos. Mas algumas medidas devem ser tomadas na tentativa de reduzir o aparecimento da miopia e sua progressão: • Limitar o uso dos dispositivos em 30 minutos por período (manhã, tarde e noite); • Nunca usar com proximidade menor que 30 cm e, se for possível, fazer a criança assistir televisão a distâncias maiores; • Levar a criança para brincar em locais abertos onde ela será estimulada a usar a visão para longe; • Tomar sol pelo menos 2 horas ao dia; • Estudar próximo a janela, usando a iluminação natural do sol, e olhar para longe a cada 15 ou 20 minutos; • Praticar esportes e brincadeiras de rua. ___ Relatora: Dra. Marcia Keiko Uyeno Tabuse Membro do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP Publicado em 11/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/miopia-na-era-digital/">Miopia na era digital</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Atualmente vivemos uma epidemia de miopia em crianças no mundo todo. Nos últimos anos, houve um aumento de 35% de crianças míopes, chegando a 60% em alguns países asiáticos, como Singapura.</p>
<div id="attachment_2302" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2302" class="size-large wp-image-2302" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/09/children_tablet_1536692716-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2302" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/twinquinn84/">twinquinn84</a> | Pixabay</p></div>
<p>Vários estudos têm sido realizados para se descobrir quais fatores estão relacionados com o aparecimento da miopia na criança e como podemos preveni-la. Essa preocupação é justificada pelo fato de sabermos que quanto mais cedo começa a miopia, maior será o grau alcançado na idade adulta. E graus altos, acima de 5,00, aumentam o risco de descolamento de retina, catarata e glaucoma.</p>
<p>O fator hereditário é uma causa importante, pois se ambos os pais têm miopia, a criança tem de 30 a 40% de chance de apresentá-la. Se apenas um dos pais tem, essa probabilidade cai para 20 a 25% e o risco será menor que 10% quando não existe antecedente hereditário.</p>
<p>Os fatores ambientais e os hábitos da criança tornam-se cada vez mais importantes na gênese da miopia. Estudos demonstraram que crianças que moram em zonas urbanas, por ficarem mais dentro de casa, têm uma prevalência maior de miopia do que as que moram em zonas rurais, que usam mais a visão para longe no horizonte. Outro estudo demonstrou que crianças que praticam esportes e passam mais tempo brincando em locais externos têm menos risco de desenvolver miopia. Já as crianças que fazem atividades usando a visão para perto, a menos de 30 cm, e de forma prolongada tiveram uma incidência maior de miopia.</p>
<p>A luz natural do sol controla o crescimento do globo ocular, além de dar maior profundidade de foco, por isso crianças que brincam ou estudam usando a luz natural tem menos miopia. As salas de aula com grandes janelas e entrada de sol são melhores do que as que utilizam a luz artificial, uma vez que podem prevenir o desenvolvimento ou o aumento da miopia.</p>
<p>Na era digital, onde as crianças são expostas cada vez mais cedo ao uso de celulares e tablets, fica difícil para os pais proibir ou inibir o uso desses dispositivos eletrônicos. Mas algumas medidas devem ser tomadas na tentativa de reduzir o aparecimento da miopia e sua progressão:<br />
• Limitar o uso dos dispositivos em 30 minutos por período (manhã, tarde e noite);<br />
• Nunca usar com proximidade menor que 30 cm e, se for possível, fazer a criança assistir televisão a distâncias maiores;<br />
• Levar a criança para brincar em locais abertos onde ela será estimulada a usar a visão para longe;<br />
• Tomar sol pelo menos 2 horas ao dia;<br />
• Estudar próximo a janela, usando a iluminação natural do sol, e olhar para longe a cada 15 ou 20 minutos;<br />
• Praticar esportes e brincadeiras de rua.</p>
<div id="attachment_2303" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2303" class="size-large wp-image-2303" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/09/children_playing_1536692795-1024x682.jpg" alt="" width="838" height="558" /><p id="caption-attachment-2303" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/USAGI_POST/">USAGI_POST</a> | Pixabay</p></div>
<p>___<br />
Relatora:<br />
Dra. Marcia Keiko Uyeno Tabuse<br />
Membro do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP</p>
<p>Publicado em 11/09/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/miopia-na-era-digital/">Miopia na era digital</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Entenda o que é catarata congênita</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/entenda-o-que-e-catarata-congenita-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2018 17:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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		<category><![CDATA[Oftalmologia pediátrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas oftalmológicos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[Teste do Reflexo Vermelho]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Quando se pensa em catarata, o imaginário comum já cria o conceito de doença que atinge a população mais velha. Em geral, não é falsa esta ideia: a maioria das pessoas acima de 55 anos é afetada, o que a enquadra como a principal causa de cegueira. A Organização Mundial de Saúde estima que, no Brasil, ela é responsável por 350 mil novos casos de falha na visão anualmente – em todo o mundo este número chega a 18 milhões. Porém, não apenas os adultos são vítimas desse mal. A catarata congênita também é uma das principais responsáveis pela cegueira na infância – todavia, na maior parte dos casos, é prevenível e tratável. “A catarata congênita é a opacificação parcial ou total do cristalino que pode reduzir a acuidade visual. A pupila branca ou leucocoria é o principal sintoma. Outros sinais que podem estar associados são o estrabismo, nistagmo e ausência de fixação visual”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Quando congênita, a catarata pode apresentar diversas etiologias, como resultado de infecções intrauterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus); hereditárias; erros inatos do metabolismo; síndromes genéticas; ou ser de ordem idiopática. Inclusive, muitas cataratas infantis podem ser adquiridas após trauma ocular, ou secundárias à uveítes, radiações e medicamentos”, informa a especialista. Diagnóstico É possível identificar a doença pelo Teste do Reflexo Vermelho (TRV), realizado pelo pediatra nas primeiras 72 horas de vida. Quando não for realizado no berçário o pediatra deve realiza-lo na primeira consulta de puericultura. Se o TRV for inexistente ou duvidoso a criança deve ser encaminhada para avaliação oftalmológica completa. Ele é um teste de triagem e indica que existe uma alteração no eixo visual, quando ausente. O oftalmologista fará a confirmação da doença que esta comprometendo o olho. As doenças mais graves e que cursam com o TRV ausente são o glaucoma, catarata congênita e mais raramente o retinoblastoma, que necessitam tratamento urgente. O TRV deve ser repetido após 1, 3, 6, 12 meses e a seguir anualmente nas consultas de puericultura, pois outras doenças oculares podem aparecer mais tardiamente como a catarata infantil, que aparece após um ano de vida, retinoblastoma e processos infecciosos e parasitários. “Para o diagnóstico etiológico, as sorologias para infecções congênitas devem ser solicitadas. Não somente, o resultado do teste do pezinho precisa ser avaliado, da mesma forma que o histórico familiar e de consanguinidade, para detecção de alterações metabólicas, assim como pesquisar as condições de gestação. Na catarata infantil tardia deve-se também pesquisar história de trauma ocular, radiações, uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos contendo corticóides e inflamações oculares (uveíte) por doenças reumáticas”, detalha a oftalmologista. Tratamento A terapêutica depende da intensidade da opacificação e consequente déficit visual ocasionado; bem como das alterações oculares associadas, como um olho pequeno ou microftalmico, da idade da criança e se é uni ou binocular. “Cataratas totais presentes ao nascimento, com baixa acentuada de visão, devem ser operadas precocemente para evitar a instalação de ambliopia severa e irreversível. Já as parciais requerem avaliação individual, considerando que, a depender da acuidade visual da criança, poderá ter bom resultado funcional com correção óptica e ou midríase”, afirma. A cirurgia consiste na remoção das opacidades do cristalino, preservando sua cápsula, que sustentará a lente intra-ocular (LIO) quando implantada. “A maioria dos cirurgiões implanta LIO em crianças maiores de quatro anos e ainda é controverso seu uso nas menores. A técnica cirúrgica, assim como o tipo de lente e sua dioptria, deve ser avaliada individualmente”, observa. Quando não é implantada LIO, a alta hipermetropia presente no pós-operatório será corrigida com a prescrição de óculos ou lente de contato, para o restabelecimento visual da criança. O mecanismo de acomodação passa a não existir, com a necessidade também da correção da visão para perto. “A prevenção da cegueira por catarata congênita deve ser feita através de medidas efetivas de imunização para rubéola, acompanhamento pré-natal correto e detecção precoce por meio do teste do reflexo vermelho, além de encaminhamento imediato para tratamento adequado”, conclui. O glaucoma congênito e a catarata congênita com indicação cirúrgica devem ser operados antes dos três meses de vida para ter uma melhor acuidade visual. É importante que se tenha previamente estabelecida a rede de referencia para que a criança seja rapidamente atendida em centros oftalmológicos. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 25/01/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/entenda-o-que-e-catarata-congenita-3/">Entenda o que é catarata congênita</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Quando se pensa em catarata, o imaginário comum já cria o conceito de doença que atinge a população mais velha. Em geral, não é falsa esta ideia: a maioria das pessoas acima de 55 anos é afetada, o que a enquadra como a principal causa de cegueira. A Organização Mundial de Saúde estima que, no Brasil, ela é responsável por 350 mil novos casos de falha na visão anualmente – em todo o mundo este número chega a 18 milhões.</p>
<div id="attachment_1929" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1929" class="size-large wp-image-1929" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2018/01/child_eyes_1516197796-1024x683.jpg" alt="" width="838" height="559" /><p id="caption-attachment-1929" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/virginia332/">virginia332</a> | Pixabay</p></div>
<p>Porém, não apenas os adultos são vítimas desse mal. A catarata congênita também é uma das principais responsáveis pela cegueira na infância – todavia, na maior parte dos casos, é prevenível e tratável.</p>
<p>“A catarata congênita é a opacificação parcial ou total do cristalino que pode reduzir a acuidade visual. A pupila branca ou leucocoria é o principal sintoma. Outros sinais que podem estar associados são o estrabismo, nistagmo e ausência de fixação visual”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).</p>
<p>“Quando congênita, a catarata pode apresentar diversas etiologias, como resultado de infecções intrauterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus); hereditárias; erros inatos do metabolismo; síndromes genéticas; ou ser de ordem idiopática. Inclusive, muitas cataratas infantis podem ser adquiridas após trauma ocular, ou secundárias à uveítes, radiações e medicamentos”, informa a especialista.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong><br />
É possível identificar a doença pelo Teste do Reflexo Vermelho (TRV), realizado pelo pediatra nas primeiras 72 horas de vida. Quando não for realizado no berçário o pediatra deve realiza-lo na primeira consulta de puericultura. Se o TRV for inexistente ou duvidoso a criança deve ser encaminhada para avaliação oftalmológica completa. Ele é um teste de triagem e indica que existe uma alteração no eixo visual, quando ausente. O oftalmologista fará a confirmação da doença que esta comprometendo o olho.</p>
<p>As doenças mais graves e que cursam com o TRV ausente são o glaucoma, catarata congênita e mais raramente o retinoblastoma, que necessitam tratamento urgente. O TRV deve ser repetido após 1, 3, 6, 12 meses e a seguir anualmente nas consultas de puericultura, pois outras doenças oculares podem aparecer mais tardiamente como a catarata infantil, que aparece após um ano de vida, retinoblastoma e processos infecciosos e parasitários.</p>
<p>“Para o diagnóstico etiológico, as sorologias para infecções congênitas devem ser solicitadas. Não somente, o resultado do teste do pezinho precisa ser avaliado, da mesma forma que o histórico familiar e de consanguinidade, para detecção de alterações metabólicas, assim como pesquisar as condições de gestação. Na catarata infantil tardia deve-se também pesquisar história de trauma ocular, radiações, uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos contendo corticóides e inflamações oculares (uveíte) por doenças reumáticas”, detalha a oftalmologista.</p>
<p><strong>Tratamento</strong><br />
A terapêutica depende da intensidade da opacificação e consequente déficit visual ocasionado; bem como das alterações oculares associadas, como um olho pequeno ou microftalmico, da idade da criança e se é uni ou binocular. “Cataratas totais presentes ao nascimento, com baixa acentuada de visão, devem ser operadas precocemente para evitar a instalação de ambliopia severa e irreversível. Já as parciais requerem avaliação individual, considerando que, a depender da acuidade visual da criança, poderá ter bom resultado funcional com correção óptica e ou midríase”, afirma.</p>
<p>A cirurgia consiste na remoção das opacidades do cristalino, preservando sua cápsula, que sustentará a lente intra-ocular (LIO) quando implantada. “A maioria dos cirurgiões implanta LIO em crianças maiores de quatro anos e ainda é controverso seu uso nas menores. A técnica cirúrgica, assim como o tipo de lente e sua dioptria, deve ser avaliada individualmente”, observa. Quando não é implantada LIO, a alta hipermetropia presente no pós-operatório será corrigida com a prescrição de óculos ou lente de contato, para o restabelecimento visual da criança. O mecanismo de acomodação passa a não existir, com a necessidade também da correção da visão para perto.</p>
<p>“A prevenção da cegueira por catarata congênita deve ser feita através de medidas efetivas de imunização para rubéola, acompanhamento pré-natal correto e detecção precoce por meio do teste do reflexo vermelho, além de encaminhamento imediato para tratamento adequado”, conclui.</p>
<p>O glaucoma congênito e a catarata congênita com indicação cirúrgica devem ser operados antes dos três meses de vida para ter uma melhor acuidade visual. É importante que se tenha previamente estabelecida a rede de referencia para que a criança seja rapidamente atendida em centros oftalmológicos.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 25/01/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/entenda-o-que-e-catarata-congenita-3/">Entenda o que é catarata congênita</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Momento Saúde: estrabismo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-estrabismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 17:30:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Estrabismo em crianças O que é? Estrabismo é a falta de alinhamento entre os olhos. Enquanto um dos olhos aponta para frente, o outro olho desvia para dentro, para fora, ou no plano vertical. A criança com estrabismo pode manifestar o desvio de forma constante ou episódica. Por que acontece? Estrabismo não é raro em crianças e resulta de um problema no controle do movimento ocular. A via responsável por esse controle tem início no cérebro, seguindo pelos nervos e atingindo os músculos dos olhos. Qualquer anormalidade nesta via pode resultar em estrabismo. Pode haver um componente familiar, no qual vários membros da família têm problema semelhante, ou pode aparecer em crianças sem nenhum histórico familiar. Como é feito o diagnóstico? Por vezes, nos grandes desvios, qualquer pessoa consegue ver que um dos olhos está desviado, mas é na avaliação ortóptica que se avalia a força e a interação dos músculos e que se confirma o diagnóstico de estrabismo. Deve ser salientado que os pequenos desvios são tão nocivos quanto os grandes e que algumas condições, como o epicanto (uma prega de pele da pálpebra superior), levam ao falso aspecto de estrabismo. Tratamento O objetivo do tratamento é promover o alinhamento para que os dois olhos apontem para a mesma direção e assim possam trabalhar juntos promovendo a visão de profundidade. Existem diferentes formas de tratamento, que são indicadas conforme o quadro clínico, e podem ser aplicadas individualmente ou de forma combinada: • Prescrição de óculos de grau que neutralizam total ou parcialmente o desvio ocular. • Óculos com prismas para aliviar o sintoma de visão dupla se presente. • Prescrição de exercícios para fazer em casa. • Correção cirúrgica. Como é feita a cirurgia? Uma pequena abertura é feita na conjuntiva (membrana que recobre o olho) para acessar um ou mais dos seis músculos oculares. Os músculos são, então, reposicionados na parede do olho, com procedimentos para fortalecê-los ou enfraquecê-los, de modo a criar um novo equilíbrio de forças que alinha os olhos. A anestesia geral e a alta no mesmo dia é a regra. A recuperação é rápida e a criança retorna à escola em poucos dias. Depois da cirurgia a criança deixa de usar os óculos? A cirurgia corrige o alinhamento ocular, mas não o grau para óculos. Muitas crianças continuam a usar os óculos depois da cirurgia. &#160; &#160; ___ Relator: Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP Publicado em 7/02/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-estrabismo/">Momento Saúde: estrabismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><h1><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1842 size-medium" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/11/MomentoOftalmologia-300x200.png" alt="oftalmologia" width="300" height="200" /><strong>Estrabismo em crianças</strong></h1>
<p><strong>O que é?</strong><br />
Estrabismo é a falta de alinhamento entre os olhos. Enquanto um dos olhos aponta para frente, o outro olho desvia para dentro, para fora, ou no plano vertical. A criança com estrabismo pode manifestar o desvio de forma constante ou episódica.</p>
<p><strong>Por que acontece?</strong><br />
Estrabismo não é raro em crianças e resulta de um problema no controle do movimento ocular. A via responsável por esse controle tem início no cérebro, seguindo pelos nervos e atingindo os músculos dos olhos. Qualquer anormalidade nesta via pode resultar em estrabismo. Pode haver um componente familiar, no qual vários membros da família têm problema semelhante, ou pode aparecer em crianças sem nenhum histórico familiar.</p>
<h1><strong>Como é feito o diagnóstico?</strong></h1>
<p>Por vezes, nos grandes desvios, qualquer pessoa consegue ver que um dos olhos está desviado, mas é na avaliação ortóptica que se avalia a força e a interação dos músculos e que se confirma o diagnóstico de estrabismo.</p>
<p>Deve ser salientado que os pequenos desvios são tão nocivos quanto os grandes e que algumas condições, como o epicanto (uma prega de pele da pálpebra superior), levam ao falso aspecto de estrabismo.</p>
<h1><strong>Tratamento</strong></h1>
<p>O objetivo do tratamento é promover o alinhamento para que os dois olhos apontem para a mesma direção e assim possam trabalhar juntos promovendo a visão de profundidade. Existem diferentes formas de tratamento, que são indicadas conforme o quadro clínico, e podem ser aplicadas individualmente ou de forma combinada:<br />
• Prescrição de óculos de grau que neutralizam total ou parcialmente o desvio ocular.<br />
• Óculos com prismas para aliviar o sintoma de visão dupla se presente.<br />
• Prescrição de exercícios para fazer em casa.<br />
• Correção cirúrgica.</p>
<h1><strong>Como é feita a cirurgia?</strong></h1>
<p>Uma pequena abertura é feita na conjuntiva (membrana que recobre o olho) para acessar um ou mais dos seis músculos oculares. Os músculos são, então, reposicionados na parede do olho, com procedimentos para fortalecê-los ou enfraquecê-los, de modo a criar um novo equilíbrio de forças que alinha os olhos. A anestesia geral e a alta no mesmo dia é a regra. A recuperação é rápida e a criança retorna à escola em poucos dias.</p>
<p><strong>Depois da cirurgia a criança deixa de usar os óculos?</strong><br />
A cirurgia corrige o alinhamento ocular, mas não o grau para óculos. Muitas crianças continuam a usar os óculos depois da cirurgia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1871" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1871" class="wp-image-1871 size-full" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/11/child_eyes_1511369259.jpg" alt="" width="1280" height="441" /><p id="caption-attachment-1871" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/Pezibear/">Pezibear</a> | Pixabay</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>___<br />
<strong>Relator:</strong><br />
<strong>Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP<br />
</strong></p>
<p>Publicado em 7/02/2018.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-estrabismo/">Momento Saúde: estrabismo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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		<title>Problemas de visão entre as crianças: como notar?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/problemas-de-visao-entre-as-criancas-como-notar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2017 18:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Oftalmopediatra explica no que ficar atento para saber se está tudo bem com os olhos do pequeno. Por Dra. Rosa Maria Graziano A visão é o sentido mais importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Gestos e condutas são apreendidos quando ela observa as pessoas ao seu redor. Pensando nisso, pais, pediatras e professores devem ficar atentos ao comportamento dos pequenos, pois um prejuízo no desenvolvimento visual pode ter consequências negativas para o resto da vida. Os três primeiros meses de vida são considerados o período crítico para esse processo. Entre os 2 e os 3 anos de idade, a criança atinge a visão do adulto. Dos 7 aos 9 anos, o desenvolvimento visual está completo. É mais difícil tratar o que chamamos de ambliopia — popularmente conhecida como “olho preguiçoso” — depois disso. Mas de que maneira observamos alterações nos olhos dos pequenos? Existem algumas pistas que permitem ao médico flagrar problemas logo cedo. O Teste do Reflexo Vermelho (TRV), por exemplo, deve ser realizado pelo pediatra no berçário e repetido aos 30 dias, 1 e 3 anos de idade para avaliar alterações da transparência dos meios ópticos do olho e, dessa maneira, detectar a presença de catarata e glaucoma congênitos (quando a criança nasce com esses problemas) ou retinoblastoma (um tumor ocular que aparece ao redor dos 18 meses de vida). Com o tratamento precoce, é possível restabelecer boa parte da visão. Os pais, por sua vez, podem tirar fotos e observar nelas o reflexo vermelho na área da pupila de seus filhos. Devem ainda analisar a face da criança observando assimetrias ou alterações dos olhos e seus anexos. Existe assimetria facial ou das fendas das pálpebras? As bordas da pálpebra são vermelhas e possuem crostas? Há lacrimejamento ou olhos vermelhos? A pupila é branca, está fora da posição central ou tem tamanhos diferentes? O que faz suspeitar que a criança pode não enxergar? Preste atenção se o pequeno apresenta desinteresse por leitura ou é muito disperso, se ele se aproxima muito dos livros, da lousa ou da televisão para enxergar melhor e se costuma apertar os olhos para ver com nitidez. Dificuldades de aprendizado na escola podem ter uma causa visual — por isso ela deve ser avaliada e afastada. Ainda assim, devemos lembrar que existem outras razões para que isso aconteça, como déficit auditivo, problemas psicológicos ou emocionais e condições como dislexia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). O erro refrativo, que compromete a capacidade visual, está presente em 8% das crianças menores de 4 anos e em 22% das crianças com até 9 anos. Quando os erros refrativos de alto grau não são corrigidos, o mundo da criança é limitado, seu rendimento escolar prejudicado e, muitas vezes, surgem queixas de dor de cabeça e dispersão. Há repercussões também no comportamento: a miopia, quando não tratada, pode estar associada a uma personalidade introvertida. Hipermetropia e astigmatismo também podem levar a cefaleia, dispersão e pouca disposição para a leitura. Cabe observar também se os olhos da criança estão constantemente vermelhos ou se ela acusa dor na região. Isso pode sugerir a existência de um grupo de doenças como conjuntivite, uveíte e neurite óptica, o que exige tratamento imediato. Erros refrativos, olho seco e até tumores cerebrais também podem provocar dor. Não existe um consenso de quando a criança deve ser avaliada preventivamente quanto à saúde ocular. Mas, como não é fácil cravar em casa se a criança está enxergando bem, sugere-se que a avaliação com o oftalmologista deva ocorrer a cada um ou dois anos. Isso ajuda a detectar precocemente erros refrativos, estrabismo e doenças oculares capazes de prejudicar o desenvolvimento visual da criança. O exame no consultório é objetivo e as crianças não precisam necessariamente falar para serem avaliadas. Para cada idade, existem tabelas apropriadas. ___ Texto produzido pela Dra. Rosa Maria Graziano para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/problemas-de-visao-entre-as-criancas-como-notar-os-sintomas/ Dra. Rosa Maria Graziano é médica, doutora em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo, presidente do Departamento de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 18/07/2017. photo credit: EME &#124; Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/problemas-de-visao-entre-as-criancas-como-notar/">Problemas de visão entre as crianças: como notar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Oftalmopediatra explica no que ficar atento para saber se está tudo bem com os olhos do pequeno.<br />
<em>Por Dra. Rosa Maria Graziano</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1731" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/07/EME_girl-336964_1280-300x225.jpg" alt="" width="600" height="450" /></p>
<p>A visão é o sentido mais importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Gestos e condutas são apreendidos quando ela observa as pessoas ao seu redor. Pensando nisso, pais, pediatras e professores devem ficar atentos ao comportamento dos pequenos, pois um prejuízo no desenvolvimento visual pode ter consequências negativas para o resto da vida.</p>
<p>Os três primeiros meses de vida são considerados o período crítico para esse processo. Entre os 2 e os 3 anos de idade, a criança atinge a visão do adulto. Dos 7 aos 9 anos, o desenvolvimento visual está completo. É mais difícil tratar o que chamamos de ambliopia — popularmente conhecida como “olho preguiçoso” — depois disso.</p>
<p><strong>Mas de que maneira observamos alterações nos olhos dos pequenos?</strong></p>
<p>Existem algumas pistas que permitem ao médico flagrar problemas logo cedo. O Teste do Reflexo Vermelho (TRV), por exemplo, deve ser realizado pelo pediatra no berçário e repetido aos 30 dias, 1 e 3 anos de idade para avaliar alterações da transparência dos meios ópticos do olho e, dessa maneira, detectar a presença de catarata e glaucoma congênitos (quando a criança nasce com esses problemas) ou retinoblastoma (um tumor ocular que aparece ao redor dos 18 meses de vida). Com o tratamento precoce, é possível restabelecer boa parte da visão.</p>
<p>Os pais, por sua vez, podem tirar fotos e observar nelas o reflexo vermelho na área da pupila de seus filhos. Devem ainda analisar a face da criança observando assimetrias ou alterações dos olhos e seus anexos. Existe assimetria facial ou das fendas das pálpebras? As bordas da pálpebra são vermelhas e possuem crostas? Há lacrimejamento ou olhos vermelhos? A pupila é branca, está fora da posição central ou tem tamanhos diferentes?</p>
<p><strong>O que faz suspeitar que a criança pode não enxergar?</strong></p>
<p>Preste atenção se o pequeno apresenta desinteresse por leitura ou é muito disperso, se ele se aproxima muito dos livros, da lousa ou da televisão para enxergar melhor e se costuma apertar os olhos para ver com nitidez.</p>
<p>Dificuldades de aprendizado na escola podem ter uma causa visual — por isso ela deve ser avaliada e afastada. Ainda assim, devemos lembrar que existem outras razões para que isso aconteça, como déficit auditivo, problemas psicológicos ou emocionais e condições como dislexia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).</p>
<p>O erro refrativo, que compromete a capacidade visual, está presente em 8% das crianças menores de 4 anos e em 22% das crianças com até 9 anos. Quando os erros refrativos de alto grau não são corrigidos, o mundo da criança é limitado, seu rendimento escolar prejudicado e, muitas vezes, surgem queixas de dor de cabeça e dispersão. Há repercussões também no comportamento: a miopia, quando não tratada, pode estar associada a uma personalidade introvertida. Hipermetropia e astigmatismo também podem levar a cefaleia, dispersão e pouca disposição para a leitura.</p>
<p>Cabe observar também se os olhos da criança estão constantemente vermelhos ou se ela acusa dor na região. Isso pode sugerir a existência de um grupo de doenças como conjuntivite, uveíte e neurite óptica, o que exige tratamento imediato. Erros refrativos, olho seco e até tumores cerebrais também podem provocar dor.</p>
<p>Não existe um consenso de quando a criança deve ser avaliada preventivamente quanto à saúde ocular. Mas, como não é fácil cravar em casa se a criança está enxergando bem, sugere-se que a avaliação com o oftalmologista deva ocorrer a cada um ou dois anos. Isso ajuda a detectar precocemente erros refrativos, estrabismo e doenças oculares capazes de prejudicar o desenvolvimento visual da criança. O exame no consultório é objetivo e as crianças não precisam necessariamente falar para serem avaliadas. Para cada idade, existem tabelas apropriadas.</p>
<p>___<br />
<strong>Texto produzido pela Dra. Rosa Maria Graziano para o site SAÚDE.</strong><br />
Link original: <a href="http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/problemas-de-visao-entre-as-criancas-como-notar-os-sintomas/">http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/problemas-de-visao-entre-as-criancas-como-notar-os-sintomas/</a></p>
<p>Dra. Rosa Maria Graziano é médica, doutora em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo, presidente do Departamento de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</p>
<p>Publicado em 18/07/2017.<br />
photo credit: EME | Pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/problemas-de-visao-entre-as-criancas-como-notar/">Problemas de visão entre as crianças: como notar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Exposição precoce às tecnologias pode ser prejudicial</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/exposicao-precoce-as-tecnologias-pode-ser-prejudicial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jun 2017 18:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infância]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>De acordo com dados do Painel Nacional de Televisão, realizado pelo Ibope, crianças e adolescentes passam cinco horas e trinta e cinco minutos em frente à televisão, em média. Levantamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil aponta que 82% dos jovens acessam internet pelo celular diariamente. Os números estão na contramão do recomendado pela Academia Americana de Pediatria (AAP), cuja orientação é de, no máximo, duas horas diárias – aos menores de dois anos, contraindica-se o uso de qualquer tipo de dispositivo eletrônico. Assunto controverso entre pais e médicos, e já existindo uma tendência da AAP para rever suas recomendações em 2016, de forma a mais que limitar o tempo de uso, faz-se importante avaliar o conteúdo e participar destas atividades com a criança, pois a internet hoje apresenta muitos sites e jogos com conteúdo educacional. Os pais devem avaliar com bom senso a forma como as crianças utilizam seu tempo, mesclando atividades ao ar livre e mídias digitais. A Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), explica que observar objetos em curta distância leva a acomodação (ação do cristalino para fixar algo que está perto) e “existem evidências de que tal postura pode levar as crianças em desenvolvimento visual a evoluírem com tendência à miopia”. “Entretanto, o hábito de permanecer muito próximo ao aparelho ou de livros pode indicar a presença de erros refrativos”, afirma. Dessa forma, os pais devem prestar atenção aos hábitos dos filhos a fim de identificar tais comportamentos que podem indicar alguns problemas, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia. A Organização Mundial de Saúde estima que 100 mil crianças brasileiras apresentem alguma deficiência visual; por isso, os exames oftalmológicos preventivos são fundamentais. Questionada sobre a saúde ocular e os danos que este contato frequente com as mídias digitais pode acarretar, a oftalmologista afirma que assistir TV por estar posicionada a distância maior que os celulares e tablets pode ser melhor para assistir vídeos ou jogos, pois necessita menor efeito acomodativo. Cada vez mais cedo Pesquisa do Centro de Estudos Sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação denuncia que o manejo de smatphones e tablets começa cada vez mais precocemente. Aos nove anos, 24% das crianças têm celular; aos seis, 16%; aos cinco, 7%. Dra. Rosa informa que, mundialmente, trabalhos mostram que jovens de cidades grandes apresentam maior porcentagem de erros refrativos do que as que vivem no interior. O uso de dispositivos eletrônicos e a falta de sol podem explicar este cenário. “Atualmente, a criança encontra nesses aparelhos formas de comunicação e lazer, assim, pouco saem para brincar ao ar livre. Desta forma, recomendamos o bom senso para modular esse uso, intercalando com atividades em espaço aberto. Contudo, é importante não demonizar esses estímulos tecnológicos, considerando que são interessantes para o desenvolvimento intelectual e pessoal”, destaca. Piscar Outro aspecto pertinente de ser observado é o piscar, importante mecanismo para lubrificar a córnea e a conjuntiva. “Durante a leitura, a frequência do piscar involuntário diminui, acarretando ressecamento, ardor e desconforto visual. Ao ler, em computador ou não, a pessoa deve piscar voluntariamente, fazer pausas e usar lágrimas artificiais”, recomenda a especialista. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 22/06/2017. photo credit: Ben_Kerckx &#124; Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/exposicao-precoce-as-tecnologias-pode-ser-prejudicial/">Exposição precoce às tecnologias pode ser prejudicial</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1709" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2017/06/child-684617_1280-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" />De acordo com dados do Painel Nacional de Televisão, realizado pelo Ibope, crianças e adolescentes passam cinco horas e trinta e cinco minutos em frente à televisão, em média. Levantamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil aponta que 82% dos jovens acessam internet pelo celular diariamente. Os números estão na contramão do recomendado pela Academia Americana de Pediatria (AAP), cuja orientação é de, no máximo, duas horas diárias – aos menores de dois anos, contraindica-se o uso de qualquer tipo de dispositivo eletrônico.</p>
<p>Assunto controverso entre pais e médicos, e já existindo uma tendência da AAP para rever suas recomendações em 2016, de forma a mais que limitar o tempo de uso, faz-se importante avaliar o conteúdo e participar destas atividades com a criança, pois a internet hoje apresenta muitos sites e jogos com conteúdo educacional. Os pais devem avaliar com bom senso a forma como as crianças utilizam seu tempo, mesclando atividades ao ar livre e mídias digitais.</p>
<p>A Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), explica que observar objetos em curta distância leva a acomodação (ação do cristalino para fixar algo que está perto) e “existem evidências de que tal postura pode levar as crianças em desenvolvimento visual a evoluírem com tendência à miopia”. “Entretanto, o hábito de permanecer muito próximo ao aparelho ou de livros pode indicar a presença de erros refrativos”, afirma. Dessa forma, os pais devem prestar atenção aos hábitos dos filhos a fim de identificar tais comportamentos que podem indicar alguns problemas, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia.</p>
<p>A Organização Mundial de Saúde estima que 100 mil crianças brasileiras apresentem alguma deficiência visual; por isso, os exames oftalmológicos preventivos são fundamentais.</p>
<p>Questionada sobre a saúde ocular e os danos que este contato frequente com as mídias digitais pode acarretar, a oftalmologista afirma que assistir TV por estar posicionada a distância maior que os celulares e tablets pode ser melhor para assistir vídeos ou jogos, pois necessita menor efeito acomodativo.</p>
<p><strong>Cada vez mais cedo</strong><br />
Pesquisa do Centro de Estudos Sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação denuncia que o manejo de smatphones e tablets começa cada vez mais precocemente. Aos nove anos, 24% das crianças têm celular; aos seis, 16%; aos cinco, 7%. Dra. Rosa informa que, mundialmente, trabalhos mostram que jovens de cidades grandes apresentam maior porcentagem de erros refrativos do que as que vivem no interior. O uso de dispositivos eletrônicos e a falta de sol podem explicar este cenário.</p>
<p>“Atualmente, a criança encontra nesses aparelhos formas de comunicação e lazer, assim, pouco saem para brincar ao ar livre. Desta forma, recomendamos o bom senso para modular esse uso, intercalando com atividades em espaço aberto. Contudo, é importante não demonizar esses estímulos tecnológicos, considerando que são interessantes para o desenvolvimento intelectual e pessoal”, destaca.</p>
<p><strong>Piscar</strong><br />
Outro aspecto pertinente de ser observado é o piscar, importante mecanismo para lubrificar a córnea e a conjuntiva. “Durante a leitura, a frequência do piscar involuntário diminui, acarretando ressecamento, ardor e desconforto visual. Ao ler, em computador ou não, a pessoa deve piscar voluntariamente, fazer pausas e usar lágrimas artificiais”, recomenda a especialista.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 22/06/2017.<br />
photo credit: Ben_Kerckx | Pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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		<title>Problemas oftalmológicos podem causar desinteresse escolar</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/problemas-oftalmologicos-podem-causar-desinteresse-escolar-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2016 13:44:38 +0000</pubDate>
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<p>De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 36% da população apresenta miopia e 34%, hipermetropia. Juntamente ao astigmatismo, os erros refrativos podem surgir também em crianças. Os erros refrativos ocorrem quando a luz que entra no olho não forma uma imagem na retina. “O olho apresenta duas lentes – cristalino e córnea – que devem, em conjunto, focalizar a imagem na retina. A nitidez depende do poder de convergência destas lentes, bem como do tamanho do olho”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Hipermetropia A especialista explica que, na infância, a mais prevalente é a hipermetropia de pequeno grau, que diminui com o crescimento da criança. Pode manifestar-se desde o nascimento e caracteriza-se pelo modo como o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. “Para manter a acuidade visual, a criança mantém o esforço de acomodação, contraindo a musculatura ciliar e aumentando a capacidade de convergência do cristalino, direcionando a luz ao ponto focal da retina. Este esforço pode acarretar em astenopia, caracterizada por dor de cabeça, sensação de peso, ardor, lacrimejamento e hiperemia conjuntival, principalmente para leitura de perto”, lista a médica. Contudo, quando a acomodação não for suficiente para compensar o alto grau de hipermetropia, a visão pode ficar comprometida. Dra. Rosa Maria informa que a criança hipermetrope, com baixa acuidade visual e astenopia, corre o risco de desinteressar-se por atividades que exijam percepção acurada, como trabalhos manuais e leituras. Na sala de aula, ela pode se mostrar dispersa. Miopia Em geral, a miopia manifesta-se ao redor dos oito anos de idade, quando o crescimento infantil pode ser acompanhado por um aumento do diâmetro antero-posterior do globo ocular, fazendo com que a imagem caia em um ponto anterior à retina. “O míope, ao contrário do hipermetrope, não dispõe de mecanismos que levem a imagem a se focalizar na retina. Assim, para conseguir boa visão, aproxima-se do objeto e diminui a fenda palpebral, também acarretando em cefaleia e desinteresse”, ressalta a oftalmologista pediátrica. Astigmatismo O astigmatismo é determinado por curvaturas diferentes entre os dois meridianos principais da córnea e/ou do cristalino, fazendo com que os raios de luz, ao passar por esses meridianos, não caiam no mesmo ponto da retina. “A imagem focada é distorcida: ou seja, quando as linhas verticais são vistas claramente, as horizontais não são – e vice e versa”, exemplifica Dra. Rosa Maria. “A criança astigmata pode apresentar acuidade visual deficiente para perto e para longe nos altos graus, assim como cefaleia, ardor e hiperemia, desencadeados por esforço visual”, diz a médica. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 13/10/2016. photo credit: RondellMelling &#124; Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/problemas-oftalmologicos-podem-causar-desinteresse-escolar-3/">Problemas oftalmológicos podem causar desinteresse escolar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1399" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2016/10/smart-187696_640-300x203.jpg" alt="smart-187696_640" width="300" height="203" />De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 36% da população apresenta miopia e 34%, hipermetropia. Juntamente ao astigmatismo, os erros refrativos podem surgir também em crianças. Os erros refrativos ocorrem quando a luz que entra no olho não forma uma imagem na retina.</p>
<p>“O olho apresenta duas lentes – cristalino e córnea – que devem, em conjunto, focalizar a imagem na retina. A nitidez depende do poder de convergência destas lentes, bem como do tamanho do olho”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).</p>
<p><strong>Hipermetropia</strong><br />
A especialista explica que, na infância, a mais prevalente é a hipermetropia de pequeno grau, que diminui com o crescimento da criança. Pode manifestar-se desde o nascimento e caracteriza-se pelo modo como o olho, menor do que o normal, foca a imagem atrás da retina. “Para manter a acuidade visual, a criança mantém o esforço de acomodação, contraindo a musculatura ciliar e aumentando a capacidade de convergência do cristalino, direcionando a luz ao ponto focal da retina. Este esforço pode acarretar em astenopia, caracterizada por dor de cabeça, sensação de peso, ardor, lacrimejamento e hiperemia conjuntival, principalmente para leitura de perto”, lista a médica.</p>
<p>Contudo, quando a acomodação não for suficiente para compensar o alto grau de hipermetropia, a visão pode ficar comprometida. Dra. Rosa Maria informa que a criança hipermetrope, com baixa acuidade visual e astenopia, corre o risco de desinteressar-se por atividades que exijam percepção acurada, como trabalhos manuais e leituras. Na sala de aula, ela pode se mostrar dispersa.</p>
<p><strong>Miopia</strong><br />
Em geral, a miopia manifesta-se ao redor dos oito anos de idade, quando o crescimento infantil pode ser acompanhado por um aumento do diâmetro antero-posterior do globo ocular, fazendo com que a imagem caia em um ponto anterior à retina. “O míope, ao contrário do hipermetrope, não dispõe de mecanismos que levem a imagem a se focalizar na retina. Assim, para conseguir boa visão, aproxima-se do objeto e diminui a fenda palpebral, também acarretando em cefaleia e desinteresse”, ressalta a oftalmologista pediátrica.</p>
<p><strong>Astigmatismo </strong><br />
O astigmatismo é determinado por curvaturas diferentes entre os dois meridianos principais da córnea e/ou do cristalino, fazendo com que os raios de luz, ao passar por esses meridianos, não caiam no mesmo ponto da retina. “A imagem focada é distorcida: ou seja, quando as linhas verticais são vistas claramente, as horizontais não são – e vice e versa”, exemplifica Dra. Rosa Maria. “A criança astigmata pode apresentar acuidade visual deficiente para perto e para longe nos altos graus, assim como cefaleia, ardor e hiperemia, desencadeados por esforço visual”, diz a médica.</p>
<p>___<br />
Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.</p>
<p>Publicado em 13/10/2016.<br />
photo credit: RondellMelling | Pixabay.com</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/problemas-oftalmologicos-podem-causar-desinteresse-escolar-3/">Problemas oftalmológicos podem causar desinteresse escolar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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