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	<title>Arquivos Problemas - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Problemas - SPSP</title>
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		<title>Dia de prevenir a obesidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-de-prevenir-a-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso. A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?). Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia. No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira. A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco. Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso. Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade. Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará. Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados. No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua. Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial. Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento. No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade. Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.   Relator: Mauro FisbergPediatra e NutrólogoCoordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSIProfessor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESPPresidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Obesidade-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?).</p>
<p style="text-align: justify;">Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa&#8230; O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mauro Fisberg<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Pediatra e Nutrólogo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Professor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP</strong></p>
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		<title>Bem-estar mental da criança: um modo de existir, compreender e transformar a realidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/bem-estar-mental-da-crianca-um-modo-de-existir-compreender-e-transformar-a-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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<p>A Organização Mundial da Saúde define saúde mental como um estado de “bem-estar mental que permite à pessoa lidar com o estresse da </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde define saúde mental como um estado de “bem-estar mental que permite à pessoa lidar com o estresse da vida, realizar as suas capacidades, aprender bem e trabalhar bem, e contribuir para a sua comunidade”.* Definir saúde mental, no entanto, não é tarefa fácil, pois para além do resultado produtivo (aprender bem, trabalhar bem e contribuir para a comunidade), ela se relaciona à maneira como as pessoas reagem às adversidades e a sua sensação de bem-estar no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando olhamos para a infância, esse conceito ganha novas nuances, referindo-se ao bem-estar emocional e social, que pode ser observado na maneira como a criança se desenvolve, aprende, relaciona-se com seus pares e familiares e lida com os problemas. A saúde mental da criança não se mede por desempenho ou obediência, mas pela sua capacidade de imaginar, de se expressar e brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">O brincar é, para ela, um modo de existir, compreender e transformar a realidade. A criança emocionalmente saudável sente-se segura para explorar o mundo e confia nos adultos que ama. Sabe que será acolhida quando os problemas aparecerem ou quando se sentir triste, com medo ou mesmo com raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao nascer, embora já tenhamos uma série de experiências da nossa vida no útero materno, somos seres extremamente frágeis, totalmente dependentes dos cuidados de quem nos acolhe. Nascemos inacabados – e também assim partimos, pois nunca estamos prontos –, e será por meio das interações que vivenciamos que nos constituiremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa fragilidade inicial, entretanto, está nossa potência: nossa diversidade. Nascemos para todas as línguas, para todas as culturas, para todos os ambientes. As interações que experienciamos nos primeiros anos de vida formam caminhos que deixam uma assinatura única no nosso cérebro. Somos seres plurais, mas totalmente singulares – fruto da experiência dos que nos antecederam e do nosso tempo, porém completamente únicos. Nunca, em nenhum outro momento, existirá alguém igual a nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos seres geneticamente sociais, já dizia Wallon; a interdependência, portanto, não é uma característica apenas da criança. É um pressuposto do humano, aliás do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de outubro, em que se comemora o Dia Mundial da Saúde Mental &#8211; no mesmo mês do Dia das Crianças -, desejamos que não falemos sobre doenças mentais, diagnósticos ou riscos. Desejamos que todas as mães e pais confiem na sua potencialidade e menos nas milhares de receitas sobre como criar as crianças, das quais eles, pais, são os maiores conhecedores. Desejamos que todos nós aceitemos que, algumas vezes, as coisas podem não dar certo – e que os erros também são importantes para a saúde mental humana. Desejamos que celebremos as pequenas alegrias, as conexões reais, a beleza da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Que possamos nos encantar com os instantes do cotidiano sem que precisemos fotografá-los e que tenhamos uma imensa gratidão por termos a oportunidade de cuidar das crianças e, pelo menos em alguns momentos, olharmos o mundo com os olhares delas. Que possamos, enfim, “<strong>transver” o mundo</strong>!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">* OMS, 2022: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-strengthening-our-response.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Rosa Resegue<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP</strong></p>



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