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	<title>Arquivos pronto socorro - SPSP</title>
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		<title>Como falar com as crianças sobre o coronavírus?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 20:40:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de pandemia, são levantadas muitas questões sobre o que dizer ou não a uma criança acerca da Covid-19. É natural que surjam dúvidas e ansiedades sobre como abordar um capítulo tão triste da história, o qual não poderemos propositalmente “pular”, tal como fazemos quando queremos proteger os filhos de algo cruel como uma notícia da TV. Afinal, as restrições ao convívio social e até mesmo o comprometimento da saúde de amigos e parentes atingiram diretamente nossas crianças, tornando o assunto incontornável. Pensei ser interessante contextualizar que os jovens dessa pandemia nasceram em um mundo em que ser feliz e ter qualidade de vida são imperativos que se aplicam à tarefa de tornar os filhos felizes, a qual muitos pais confundem com não frustrar as crianças e elas não aprenderem a tolerar frustrações, como se elas não pudessem suportar contrariedades e percalços inerentes à vida de qualquer ser humano. Desde a primeira semana de confinamento da pandemia, foi frequente ouvir nos grupos de WhatsApp de mães e pais de escolas particulares de São Paulo sobre a preocupação a respeito de como ficariam as aulas e o conteúdo que as crianças teriam que cumprir neste ano. Críticas à escola, discussões, ameaças de cancelamentos de matrícula, tudo isso na primeira semana. Quem protegeria as crianças de terem qualquer perda? Quem poderia salvar o ano letivo? De fato, se pensarmos na agenda lotada dessas crianças, parar parece uma tragédia, quase um crime. Qual o impacto emocional para as crianças? É evidente que toda essa situação preocupa muito e merece reflexão, porém tão importante quanto o comprometimento da normalidade do dia a dia escolar, é pensar em como essas crianças entenderão a gravidade do que acontece no mundo neste exato momento. Quais impactos emocionais estariam sentindo em suas vidas? Ouvindo os pais em desespero com questões escolares, eu me perguntava se a grande angústia deles, na verdade, não seria a de não poderem suportar esse acidente de percurso nos maiores planos que fizeram aos filhos? Ou por estarem extremamente preocupados com o que farão com seus filhos em casa? Ou ainda suportar lidar com o fato de que agora estamos todos sendo frustrados e mergulhados em uma situação de bastante descontrole que não sabemos como terminará? Esse último elemento que agrega imensa angústia a qualquer um de nós. Na última semana, ouvi de uma paciente, preocupada a esse respeito e que perguntou ao filho, se ele pudesse estar em qualquer lugar do mundo, onde seria? Ficou tocada com a resposta: “No recreio da minha escola, com meus amigos”. A colocação desse menino me fez pensar que a grande perda para as crianças talvez seja a ausência do outro, do amigo, do abraço, da corrida no pátio, de jogar bola no recreio, da liberdade.Ainda que a condição mais favorável das classes média e média alta permita aos pais proteger os filhos de boa parte dos sofrimentos derivados da vulnerabilidade econômica e social, invariavelmente sempre existirão dois incontornáveis inimigos: a doença e a morte. São vilões democráticos e que na pandemia chegaram sem pedir licença, atingindo todos os países do mundo de uma única vez. Essa é a notícia que teremos que dar aos nossos filhos e pacientes: estamos diante de algo imponderável, que não poderá ser censurado ou esquecido de forma deliberada, para que todos sigamos sem perdas, como se nada tivesse acontecido. Esteja atento aos sinais de angústia e necessida de conversar Se antigamente os velórios eram realizados em casa e as crianças eram parte do cenário inevitável e natural da morte, hoje muitas crianças só entram em contato com ela mais tarde na vida. O fato é que a pandemia chegou e subverterá justamente a forma como morremos e lidamos com a morte. É impossível poupar os jovens de tais notícias. Por outro lado, temos em nossas mãos uma grande oportunidade de observar como cada criança lidará com essa nova realidade. Será importante estarmos atentos aos sinais de angústia, aos sintomas e a necessidade de falar sobre a morte e a doença, que surgirão de qualquer forma, dependendo da faixa etária. Em crianças pequenas, por exemplo, a angústia em seu entorno, característica desse período, pode produzir retrocessos em habilidades consolidadas, como, por exemplo, voltar a fazer xixi na cama e pedir a mamadeira, fatos que podem ser a expressão de toda tensão familiar. Nesse período, podem aparecer também angústias difusas e escamoteadas e que ganham outras facetas, outros nomes: o medo de ficar sozinho, a necessidade de ficar colado ao pai e/ou a mãe o dia todo, pavor em sair na rua, medo de dormir sozinho, são exemplos que qualquer profissional que cuida de crianças escuta cotidianamente, mas que nas últimas semanas vêm se intensificando. Nesse momento, penso ser importante não silenciar ou distrair as crianças e os jovens, mas ter a coragem e dignidade de atravessar com eles período tão triste. Na hora de conversar, considere a idade da criança Evidente que cada criança, dependendo de sua idade, deve ser exposta às notícias de acordo com a possibilidade de compreensão e elaboração da angústia. Com crianças bem pequenas não devemos apresentar as agruras da pandemia, como caixões em fila ou coisas do tipo, e mesmo com as mais velhas devemos preservar certas imagens e situações. Por outro lado, diante das constatações e perguntas das crianças mais velhas sobre desfechos piores, não devemos nos esquivar em dar esse triste dado de realidade. Essa será uma ocasião para mostrarmos a elas como lidar com tanta dor e incerteza e manter a esperança, tarefa que será individual e intransferível. Lidar com tais angústias precocemente nos parece cruel, porém essa experiência pode se traduzir em importante ferramenta para o enfrentamento da frustração e da adversidade. Teremos a oportunidade de refletir sobre como a felicidade é uma aspiração que, em qualquer biografia, estará mesclada à dor e ao sofrimento, que tudo isso faz parte da vida, que capítulos tristes, tal como nas histórias infantis, podem ser parte de uma vida feliz e, que a tristeza...</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/como-falar-com-as-criancas-sobre-o-coronavirus/">Como falar com as crianças sobre o coronavírus?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em tempos de pandemia, são levantadas muitas questões sobre o que dizer ou não a uma criança acerca da Covid-19. É natural que surjam dúvidas e ansiedades sobre como abordar um capítulo tão triste da história, o qual não poderemos propositalmente “pular”, tal como fazemos quando queremos proteger os filhos de algo cruel como uma notícia da TV. Afinal, as restrições ao convívio social e até mesmo o comprometimento da saúde de amigos e parentes atingiram diretamente nossas crianças, tornando o assunto incontornável. <br>Pensei ser interessante contextualizar que os jovens dessa pandemia nasceram em um mundo em que ser feliz e ter qualidade de vida são imperativos que se aplicam à tarefa de tornar os filhos felizes, a qual muitos pais confundem com não frustrar as crianças e elas não aprenderem a tolerar frustrações, como se elas não pudessem suportar contrariedades e percalços inerentes à vida de qualquer ser humano.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Depositphotos_47119131_petrograd99-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-3300"/><figcaption>petrograd99 | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p><br>Desde a primeira semana de confinamento da pandemia, foi frequente ouvir nos grupos de WhatsApp de mães e pais de escolas particulares de São Paulo sobre a preocupação a respeito de como ficariam as aulas e o conteúdo que as crianças teriam que cumprir neste ano. Críticas à escola, discussões, ameaças de cancelamentos de matrícula, tudo isso na primeira semana. Quem protegeria as crianças de terem qualquer perda? Quem poderia salvar o ano letivo? De fato, se pensarmos na agenda lotada dessas crianças, parar parece uma tragédia, quase um crime. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Qual o impacto emocional para as
crianças?</strong></h4>



<p>É evidente que toda essa situação preocupa muito e merece reflexão, porém tão importante quanto o comprometimento da normalidade do dia a dia escolar, é pensar em como essas crianças entenderão a gravidade do que acontece no mundo neste exato momento. Quais impactos emocionais estariam sentindo em suas vidas? Ouvindo os pais em desespero com questões escolares, eu me perguntava se a grande angústia deles, na verdade, não seria a de não poderem suportar esse acidente de percurso nos maiores planos que fizeram aos filhos? Ou por estarem extremamente preocupados com o que farão com seus filhos em casa? Ou ainda suportar lidar com o fato de que agora estamos todos sendo frustrados e mergulhados em uma situação de bastante descontrole que não sabemos como terminará? Esse último elemento que agrega imensa angústia a qualquer um de nós. <br>Na última semana, ouvi de uma paciente, preocupada a esse respeito e que perguntou ao filho, se ele pudesse estar em qualquer lugar do mundo, onde seria? Ficou tocada com a resposta: “<em>No recreio da minha escola, com meus amigos</em>”. A colocação desse menino me fez pensar que a grande perda para as crianças talvez seja a ausência do outro, do amigo, do abraço, da corrida no pátio, de jogar bola no recreio, da liberdade.<br>Ainda que a condição mais favorável das classes média e média alta permita aos pais proteger os filhos de boa parte dos sofrimentos derivados da vulnerabilidade econômica e social, invariavelmente sempre existirão dois incontornáveis inimigos: a doença e a morte. São vilões democráticos e que na pandemia chegaram sem pedir licença, atingindo todos os países do mundo de uma única vez. Essa é a notícia que teremos que dar aos nossos filhos e pacientes: estamos diante de algo imponderável, que não poderá ser censurado ou esquecido de forma deliberada, para que todos sigamos sem perdas, como se nada tivesse acontecido.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Esteja atento aos sinais de angústia
e necessida de conversar</strong></h4>



<p>Se antigamente os velórios eram realizados em casa e as crianças eram parte do cenário inevitável e natural da morte, hoje muitas crianças só entram em contato com ela mais tarde na vida. O fato é que a pandemia chegou e subverterá justamente a forma como morremos e lidamos com a morte. É impossível poupar os jovens de tais notícias. Por outro lado, temos em nossas mãos uma grande oportunidade de observar como cada criança lidará com essa nova realidade. Será importante estarmos atentos aos sinais de angústia, aos sintomas e a necessidade de falar sobre a morte e a doença, que surgirão de qualquer forma, dependendo da faixa etária. Em crianças pequenas, por exemplo, a angústia em seu entorno, característica desse período, pode produzir retrocessos em habilidades consolidadas, como, por exemplo, voltar a fazer xixi na cama e pedir a mamadeira, fatos que podem ser a expressão de toda tensão familiar. <br>Nesse período, podem aparecer também angústias difusas e escamoteadas e que ganham outras facetas, outros nomes: o medo de ficar sozinho, a necessidade de ficar colado ao pai e/ou a mãe o dia todo, pavor em sair na rua, medo de dormir sozinho, são exemplos que qualquer profissional que cuida de crianças escuta cotidianamente, mas que nas últimas semanas vêm se intensificando. Nesse momento, penso ser importante não silenciar ou distrair as crianças e os jovens, mas ter a coragem e dignidade de atravessar com eles período tão triste. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Na hora de conversar, considere a
idade da criança</strong><strong></strong></h4>



<p>Evidente que cada criança, dependendo de sua idade, deve ser
exposta às notícias de acordo com a possibilidade de compreensão e elaboração
da angústia. Com crianças bem pequenas não devemos apresentar as agruras da
pandemia, como caixões em fila ou coisas do tipo, e mesmo com as mais velhas
devemos preservar certas imagens e situações. Por outro lado, diante das
constatações e perguntas das crianças mais velhas sobre desfechos piores, não
devemos nos esquivar em dar esse triste dado de realidade. Essa será uma ocasião
para mostrarmos a elas como lidar com tanta dor e incerteza e manter a
esperança, tarefa que será individual e intransferível. Lidar com tais
angústias precocemente nos parece cruel, porém essa experiência pode se traduzir
em importante ferramenta para o enfrentamento da frustração e da adversidade.
Teremos a oportunidade de refletir sobre como a felicidade é uma aspiração que,
em qualquer biografia, estará mesclada à dor e ao sofrimento, que tudo isso faz
parte da vida, que capítulos tristes, tal como nas histórias infantis, podem
ser parte de uma vida feliz e, que a tristeza e a alegria coexistem o tempo
todo. Tirar lições e conclusões sobre os impactos dessa pandemia é impossível,
pois ela ainda está viva e faz parte do nosso presente. O que sabemos por ora é
que ela nos trouxe medo extremo, uma impotência maior ainda e uma incerteza que
por alguns momentos parece engolir toda esperança. Ora, se não sabemos como
lidar com todos esses sentimentos e fatos, talvez seja melhor usarmos esse
tempo para refletir, observar, aprender, ao invés de, como seres pós-modernos
que somos, sairmos concluindo ou cobrando coisas, seja da escola, de nossos
filhos e até de nós mesmos. Graças à pandemia, ganhamos uma oportunidade sem
precedentes na história recente de ficarmos juntos dos nossos filhos por longos
períodos, suportando dividir a dor, o receio, o tédio e os momentos de alegria.
Nossas crianças conhecerão novos capítulos felizes se soubermos aguardar,
refletir, suportar a angústia, conversar e preservar nossos vínculos
solidários. A grande questão é: essas são tarefas árduas para todos nós, seres
individualistas e acostumados à velocidade da luz e à felicidade ao alcance de
uma curtida.</p>



<p>___<br><strong>Relator</strong><br><strong>Dra. Flavia Schimith Escrivão</strong><br><strong>Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O medo da COVID-19 afasta as crianças de consultas com pediatras ou emergências</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-medo-da-covid-19-afasta-as-criancas-de-consultas-com-pediatras-ou-emergencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 20:04:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Crianças podem pegar e transmitir o coronavírus, mas raramente de forma grave e, se seu filho estiver doente, há uma grande chance de ser outra doença, que não COVID-19. Um dos papéis do pediatra é garantir que as crianças tenham avaliação, investigação e diagnóstico rapidamente, para que o tratamento específico, quando for necessário, comece assim que possível, ou seja, tomar os cuidados adequados, no momento e no local certos. No entanto, surgem relatos que, nos dias de hoje, muitos pais estão hesitantes ou esperando demais para procurar atendimento médico quando seu filho está doente ou se sofreu algum acidente ou trauma. Menos crianças são trazidas aos consultórios pediátricos ou aos serviços de emergência com condições muitas vezes sérias e, quando chegam, estão em situação grave. Segundo o Center of Diseases Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos, os atendimentos em pronto-socorro para emergências não-COVID-19 caíram 42% durante a pandemia, sendo as reduções mais acentuadas entre menores de 14 anos. Em 2019, 12% de todas as visitas ao departamento de emergência ocorreram em menores de 10 anos, em comparação com 6% durante o mesmo período deste ano, durante a quarentena. E por que isso acontece? Alguns pais não procuram ajuda por estarem preocupados em pegar COVID-19 no consultório ou no hospital, ou que seu filho contraia a doença. Há quem assuma que tudo é causado pelo coronavírus e, por ser criança, vai melhorar logo. Outros acham que podem cuidar em casa, minimizando os riscos, até quando seu filho tem alguma doença crônica, ou que situações como cortes, fraturas e queimaduras vão sarar logo, sem necessidade de atendimento médico. Levar o filho ao hospital pode ser uma experiência estressante, mas, ao contrário do que muitos pensam, o serviço de emergência ainda é um lugar muito seguro, especialmente para crianças, apesar da pandemia. A sala de espera lotada não é mais a realidade no momento e a maioria dos hospitais segue práticas rigorosas para impedir a propagação do vírus entre pacientes e funcionários, &#160;ressaltando que &#160;todos devem usar&#160; máscara o tempo todo enquanto estiverem no hospital; praticar o distanciamento social (de 1,5 metro entre as pessoas); isolar todos os pacientes suspeitos e positivos de COVID-19 em áreas privadas; minimizar o contato através de um sistema de triagem, incluindo admissão e transferência direta no hospital; evitar o serviço de emergência sempre que possível; visitação limitada (uma só pessoa para pacientes com até 18 anos); testar todos os pacientes admitidos para o setor de COVID-19 (na emergência, na &#160;observação e internados) e limpeza/ higienização regulares de todas as superfícies e salas. O que os pais podem fazer? Entre em contato com seu pediatra e verifique se a consulta deverá ser presencial ou por teleconsulta, através de outras mídias (aplicativos como: WhatsApp, FaceTime, Zoom, Webex, Skype, Google Meet, etc.). Nessas consultas de telemedicina, podem ser obtidas orientações para vocês e seus filhos sobre alimentação, imunizações, desenvolvimento. Além disso, podem ser feitas solicitações de exames laboratoriais, receitas simples, de controle especial e de orientações gerais. A maioria dos consultórios está aberta e adotando medidas extras para garantir que você e seus filhos fiquem seguros. Alguns consultórios separaram as crianças que “estão bem” das que “estão doentes” e agendam recém-nascidos e bebês pequenos nos primeiros horários. Algumas situações demandam atendimento presencial, como consultas de recém-nascido e bebês pequenos, monitoração de crescimento, pressão arterial e outros sinais vitais e tratamento de doenças, lesões e/ou infecções. O que fazer se o seu filho ficar doente Se a criança foi exposta ao coronavírus ou vocês estão preocupados com os sintomas que apresenta, entrem imediatamente em contato com o pediatra. Sabemos que às vezes é difícil descrever como está a criança ou o quanto doente está e seu pediatra, conhecendo a família, vai fazer algumas perguntas e, de acordo com as respostas, poderá orientar algumas medidas iniciais a serem tomadas, os sinais de alerta ou de piora e quando deverão ir para o hospital. Quando devem ir ao Serviço de Emergência De acordo com as orientações elaboradas pelos The Royal College of Paediatrics and Child Health (RCPCH), no Reino Unido, através de um sistema de semáforo nas cores vermelha, âmbar (alaranjada) e verde, os pais devem avaliar quando devem procurar atendimento médico e de que tipo, se a criança está doente ou sofreu um acidente. Seguem as recomendações, adaptadas para a nossa realidade: SINAL VERMELHO Seu filho apresenta ou está com: Pele e mucosas pálidas, frias ou extremidades e lábios roxos (cianose). Erupção cutânea que não desaparece com a pressão (manchas vermelhas ou roxas). Respiração com paradas ou pausas (apneia), irregular, gemente, com som como “um grunhido”, grande desconforto. Nível de consciência: agitação, irritabilidade, choro inconsolável, letárgico (difícil de ser acordado), sonolência ou falta de resposta. Convulsão Dor testicular em meninos. O QUE FAZER: ir ao Serviço de Emergência mais próximo.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; SINAL ÂMBAR Se seu filho tem um dos seguintes sinais ou sintomas: Febre de 38º C ou superior em recém-nascidos e bebês com menos de 3 meses de idade, temperatura acima de 39ºC em bebês de 3 a 6 meses de idade e febre acima de 38ºC por mais de 5 dias para todos os lactentes e crianças. Dificuldade para respirar, batimento das asas do nariz, contração dos músculos no pescoço, abaixo ou entre as costelas, crise grave de asma. Dor abdominal severa e persistente. Desidratação (boca seca, olhos fundos, chora sem lágrimas, sonolento ou urinando menos do que o habitual), vômitos repetidos ou logo após ingerir algum líquido e recusa de qualquer líquido ou sólido, episódios de diarreia. Muita sonolência, dificuldade de ser acordado ou irritabilidade (sem estar com febre). Tremores ou dores musculares. Urina ou evacuação com sangue. Qualquer lesão em algum membro causando movimento reduzido, dor persistente. Lesão na cabeça causando choro persistente ou sonolência. Está piorando ou se vocês estão preocupados. O QUE FAZER: entrar em contato com o pediatra ou serviço de emergência; se não conseguirem rapidamente ou se os sintomas persistirem por quatro horas, levar a criança ao Serviço de Emergência mais próximo. SINAL...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Crianças podem pegar e transmitir o coronavírus, mas raramente de forma grave e, se seu filho estiver doente, há uma grande chance de ser outra doença, que não COVID-19.</p>



<p>Um
dos papéis do pediatra é garantir que as crianças tenham avaliação,
investigação e diagnóstico rapidamente, para que o tratamento específico,
quando for necessário, comece assim que possível, ou seja, tomar os cuidados adequados,
no momento e no local certos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Depositphotos_237369902_AndreyPopov-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3292"/><figcaption>andrey popov | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>No
entanto, surgem relatos que, nos dias de hoje, muitos pais estão hesitantes ou esperando
demais para procurar atendimento médico quando seu filho está doente ou se
sofreu algum acidente ou trauma. Menos crianças são trazidas aos consultórios
pediátricos ou aos serviços de emergência com condições muitas vezes sérias e,
quando chegam, estão em situação grave. Segundo o <em>Center of Diseases Control and Prevention</em> (CDC) dos Estados Unidos,
os atendimentos em pronto-socorro para emergências não-COVID-19 caíram 42%
durante a pandemia, sendo as reduções mais acentuadas entre menores de 14 anos.
Em 2019, 12% de todas as visitas ao departamento de emergência ocorreram em menores
de 10 anos, em comparação com 6% durante o mesmo período deste ano, durante a
quarentena.</p>



<p>E
por que isso acontece? Alguns pais não procuram ajuda por estarem preocupados
em pegar COVID-19 no consultório ou no hospital, ou que seu filho contraia a
doença. Há quem assuma que tudo é causado pelo coronavírus e, por ser criança,
vai melhorar logo. Outros acham que podem cuidar em casa, minimizando os riscos,
até quando seu filho tem alguma doença crônica, ou que situações como cortes,
fraturas e queimaduras vão sarar logo, sem necessidade de atendimento médico. </p>



<p>Levar
o filho ao hospital pode ser uma experiência estressante, mas, ao contrário do
que muitos pensam, o serviço de emergência ainda é um lugar muito seguro,
especialmente para crianças, apesar da pandemia. A sala de espera lotada não é
mais a realidade no momento e a maioria dos hospitais segue práticas rigorosas
para impedir a propagação do vírus entre pacientes e funcionários, &nbsp;ressaltando que &nbsp;todos devem usar&nbsp; máscara o tempo todo enquanto estiverem no
hospital; praticar o distanciamento social (de 1,5 metro entre as pessoas);
isolar todos os pacientes suspeitos e positivos de COVID-19 em áreas privadas;
minimizar o contato através de um sistema de triagem, incluindo admissão e
transferência direta no hospital; evitar o serviço de emergência sempre que possível;
visitação limitada (uma só pessoa para pacientes com até 18 anos); testar todos
os pacientes admitidos para o setor de COVID-19 (na emergência, na &nbsp;observação e internados) e limpeza/
higienização regulares de todas as superfícies e salas. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que os pais podem fazer?</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Entre em contato com seu pediatra e
verifique se a consulta deverá ser presencial ou por teleconsulta, através de
outras mídias (aplicativos como: WhatsApp, FaceTime, Zoom, Webex, Skype, Google
Meet, etc.).</li><li>Nessas consultas de telemedicina, podem
ser obtidas orientações para vocês e seus filhos sobre alimentação,
imunizações, desenvolvimento. Além disso, podem ser feitas solicitações de
exames laboratoriais, receitas simples, de controle especial e de orientações
gerais.</li><li>A maioria dos consultórios está aberta e
adotando medidas extras para garantir que você e seus filhos fiquem seguros.
Alguns consultórios separaram as crianças que “estão bem” das que “estão doentes”
e agendam recém-nascidos e bebês pequenos nos primeiros horários.</li><li>Algumas situações demandam atendimento
presencial, como consultas de recém-nascido e bebês pequenos, monitoração de
crescimento, pressão arterial e outros sinais vitais e tratamento de doenças,
lesões e/ou infecções.</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que fazer se o seu filho ficar doente</strong></h4>



<p>Se
a criança foi exposta ao coronavírus ou vocês estão preocupados com os sintomas
que apresenta, entrem imediatamente em contato com o pediatra. Sabemos que às
vezes é difícil descrever como está a criança ou o quanto doente está e seu
pediatra, conhecendo a família, vai fazer algumas perguntas e, de acordo com as
respostas, poderá orientar algumas medidas iniciais a serem tomadas, os sinais
de alerta ou de piora e quando deverão ir para o hospital.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quando devem ir ao Serviço de Emergência</strong></h4>



<p>De
acordo com as orientações elaboradas pelos <em>The Royal College of Paediatrics and Child Health</em> (RCPCH), no Reino Unido, através de um sistema de
semáforo nas cores vermelha, âmbar (alaranjada) e verde, os pais devem
avaliar quando devem procurar atendimento médico e de que tipo, se a criança
está doente ou sofreu um acidente.</p>



<p>Seguem
as recomendações, adaptadas para a nossa realidade:</p>



<h4 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#ff0000"><strong>SINAL VERMELHO</strong></h4>



<p>Seu filho
apresenta ou está com:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Pele
e mucosas pálidas, frias ou extremidades e lábios roxos (cianose).</li><li>Erupção
cutânea que não desaparece com a pressão (manchas vermelhas ou roxas).</li><li>Respiração
com paradas ou pausas (apneia), irregular, gemente, com som como “um grunhido”,
grande desconforto.</li><li>Nível
de consciência: agitação, irritabilidade, choro inconsolável, letárgico
(difícil de ser acordado), sonolência ou falta de resposta.</li><li>Convulsão</li><li>Dor
testicular em meninos.</li></ul>



<p>O QUE FAZER: ir ao
Serviço de Emergência mais próximo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>



<h4 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#ffd000"><strong>SINAL ÂMBAR</strong></h4>



<p>Se seu filho tem
um dos seguintes sinais ou sintomas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Febre
de 38º C ou superior em recém-nascidos e bebês com menos de 3 meses de idade,
temperatura acima de 39ºC em bebês de 3 a 6 meses de idade e febre acima de
38ºC por mais de 5 dias para todos os lactentes e crianças.</li><li>Dificuldade
para respirar, batimento das asas do nariz, contração dos músculos no pescoço,
abaixo ou entre as costelas, crise grave de asma. </li><li>Dor
abdominal severa e persistente. </li><li>Desidratação
(boca seca, olhos fundos, chora sem lágrimas, sonolento ou urinando menos do
que o habitual), vômitos repetidos ou logo após ingerir algum líquido e recusa
de qualquer líquido ou sólido, episódios de diarreia.</li><li>Muita
sonolência, dificuldade
de ser acordado ou irritabilidade (sem estar com febre).</li><li>Tremores
ou dores musculares.</li><li>Urina
ou evacuação com sangue.</li><li>Qualquer
lesão em algum membro causando movimento reduzido, dor persistente.</li><li>Lesão
na cabeça causando choro persistente ou sonolência.</li><li>Está
piorando ou se vocês estão preocupados.</li></ul>



<p>O QUE FAZER:
entrar em contato com o pediatra ou serviço de emergência; se não conseguirem
rapidamente ou se os sintomas persistirem por quatro horas, levar a criança ao
Serviço de Emergência mais próximo.</p>



<h4 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#00a87c"><strong>SINAL VERDE</strong></h4>



<p>Se nenhum dos
sintomas ou sinais acima estiver presente:</p>



<p>O QUE FAZER:
entrar em contato com o pediatra ou serviço de emergência, aguardar resposta e
continuar prestando assistência em casa. Se os sintomas mudarem ou aumentarem,
entrar em contato com o pediatra. E, se não for possível, ir ao Serviço de
Emergência que estão acostumados.</p>



<p>Confiem
em seus instintos e, se for possível, entrem em contato com seu pediatra
primeiro, para ajudar por telefone, ao orientar e coordenar os cuidados, sem
que haja necessidade de levar a criança ao hospital.</p>



<p>Sabemos
que realmente estão assustados. Nós pediatras estamos por aqui, prontos para
ajudá-los a cuidar de seu filho, mantendo todos seguros. Nosso trabalho é
prestar assistência às crianças e adolescentes e continuaremos a fazê-lo
durante toda a pandemia.</p>



<p>Leituras adicionais:<br>1- Royal College of Paediatrics and Child Health. Advice for parents when your child is unwell or injured during coronavirus. England: RCPCH; 2020. Disponível em: <a href="https://www.rcpch.ac.uk/sites/default/files/2020-04/covid19_advice_for_parents_when_child_unwell_or_injured_poster.pdf">https://www.rcpch.ac.uk/sites/default/files/2020-04/covid19_advice_for_parents_when_child_unwell_or_injured_poster.pdf</a><br>2- Jennifer Shu. Is it OK to call my pediatrician during COVID-19? FAAP. Disponível em: <a href="https://www.healthychildren.org/English/tips-tools/ask-the-pediatrician/Pages/Is-it-OK-to-call-the-pediatrician-during-COVID-19-even-if-Im-not-sure-my-child-is-sick.aspx">https://www.healthychildren.org/English/tips-tools/ask-the-pediatrician/Pages/Is-it-OK-to-call-the-pediatrician-during-COVID-19-even-if-Im-not-sure-my-child-is-sick.aspx</a><br>3- ER visits for non-Covid emergencies have dropped 42% during the pandemic, CDC says. Disponível em: <a href="https://whnt.com/news/coronavirus/cdc-says-er-visits-have-dropped-42-percent-during-covid-19-pandemic/">https://whnt.com/news/coronavirus/cdc-says-er-visits-have-dropped-42-percent-during-covid-19-pandemic/</a></p>



<p>___<br><strong>Relator: </strong><br><strong>Dra. Renata D. Waksman</strong><br><strong>Vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><br><strong>Coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra Crianças e Adolescentes e do blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-medo-da-covid-19-afasta-as-criancas-de-consultas-com-pediatras-ou-emergencias/">O medo da COVID-19 afasta as crianças de consultas com pediatras ou emergências</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
