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	<title>Arquivos proteção - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos proteção - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Dia do “Desarmamento Infantil”</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:22:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Desde 2001, no dia 15 de abril é comemorado o Dia do Desarmamento Infantil, data criada com o objetivo principal de debater as consequências que o uso de armas por crianças (incluindo as de brinquedo e as virtuais) pode causar em relação ao aumento da violência. As armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes nos EUA e em vários países do mundo. A maioria dos ferimentos, em crianças, está relacionada ao armazenamento inadequado das mesmas em casa. Muito se fala a respeito de segurança com arma de fogo. O que se tem bem estabelecido é que a forma mais segura de proteger uma criança/adolescente de lesões é não ter armas em casa. Crianças pequenas são curiosas, exploram e diante de uma arma não têm capacidade de entender o perigo. Adolescentes, por outro lado, vivem fases de impulsividade, conflitos emocionais e busca por identidade. Nesse contexto, o acesso a uma arma pode transformar um momento passageiro em uma tragédia irreversível. Se houver arma em casa, ela deverá estar armazenada adequadamente – em cofre com chave ou segredo (que a criança/adolescente desconheçam) e estar descarregada (a munição deverá ser guardada separadamente). Portanto, nem crianças nem adolescentes devem ter acesso a armas de fogo. Devem ser ensinados a não mexer caso encontrem uma arma, sair da área e avisar um adulto. Mas e quanto à premissa de que crianças e adolescentes que brincam com armas de brinquedo ou virtuais podem se tornar adultos violentos? Não há estudos consistentes mostrando que crianças que brincam com armas de brinquedo (revólveres, espingardas, espadas etc.) serão adultos mais violentos ou terão comportamento criminoso na vida adulta. Elas aprendem educando o imaginário, ao representar papéis como herói, polícia, vilão. Exploram conceitos de certo e errado, de justiça, poder e proteção. Brincar dessa forma pode ajudar a controlar impulsos agressivos e a aprender a autorregulação em um ambiente controlado. A expressão de agressividade depende de uma série de fatores ambientais durante o desenvolvimento do indivíduo. Essa é a base da psicologia do desenvolvimento: o comportamento agressivo não nasce de um único fator, mas sim da interação entre a criança e o ambiente em que ela cresce. O modelo dos adultos com quem ela convive (pais, cuidadores, responsáveis), seu ambiente emocional (seguro x instável), a exposição à violência real (doméstica, comunitária), suas relações sociais (acolhimento x rejeição), cultura e valores familiares, essa interação de fatores, ensinam a criança como expressar emoções (inclusive raiva). Portanto, não é a arma de brinquedo que ensina violência – é o contexto que molda o significado da brincadeira. Contudo, a segurança física é indispensável. Responsáveis devem garantir que os brinquedos sejam adequados à faixa etária e não se assemelhem excessivamente a armas reais. Equipamentos que disparam projéteis não devem ser utilizados em crianças de qualquer idade – e exigem dispositivos de proteção e supervisão, pois podem causar ferimentos graves. O Dia do “Desarmamento Infantil” deve focar na prevenção de acidentes com armas de fogo, através da premissa bem estabelecida de que crianças não têm maturidade para lidar com armas reais A prevenção deve estar em: reduzir acesso a armas reais, ensinar diferença entre fantasia e realidade e supervisão ativa.   Saiba mais: . Smith S, Ferguson CJ, Beaver KM. Learning to blast a way into crime, or just good clean fun? Examining aggressive play with toy weapons and its relation with crime. Crim Behav Ment Health. 2018;28:313–323. https://doi.org/10.1002/cbm.2070 . Ferguson CJ. Does media violence predict societal violence? It depends on what you look at and when. Journal of Communication, November 2014. https://doi.org/10.1111/jcom.12129 . AAP &#8211; Pediatric patient education. A parent&#8217;s guide to toy safety. Apr 03 2025 Disponível em: https://www.pediatrust.com/safety/a-parents-guide-to-toy-safety   Relatora: Tania ZamataroMembro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP    </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-do-desarmamento-infantil/">Dia do “Desarmamento Infantil”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-150x150.png 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-75x75.png 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-do-Desarmamento-Infantil-500x500.png 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Desde 2001, no dia 15 de abril é comemorado o Dia do Desarmamento Infantil, data criada com o objetivo principal de debater as consequências que o uso de armas por crianças (incluindo as de brinquedo e as virtuais) pode causar em relação ao aumento da violência.</p>
<p style="text-align: justify;">As armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes nos EUA e em vários países do mundo. A maioria dos ferimentos, em crianças, está relacionada ao armazenamento inadequado das mesmas em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se fala a respeito de segurança com arma de fogo. O que se tem bem estabelecido é que a forma mais segura de proteger uma criança/adolescente de lesões é <strong>não ter armas em casa.</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Crianças pequenas são curiosas, exploram e diante de uma arma não têm capacidade de entender o perigo.</li>
<li>Adolescentes, por outro lado, vivem fases de impulsividade, conflitos emocionais e busca por identidade. Nesse contexto, o acesso a uma arma pode transformar um momento passageiro em uma tragédia irreversível.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se houver arma em casa, ela deverá estar armazenada adequadamente –</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>em cofre com chave ou segredo (que a criança/adolescente desconheçam) e estar descarregada (a munição deverá ser guardada separadamente).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Portanto, nem crianças nem adolescentes devem ter acesso a armas de fogo. Devem ser ensinados a não mexer caso encontrem uma arma, sair da área e avisar um adulto.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas e quanto à premissa de que crianças e adolescentes que brincam com armas de brinquedo ou virtuais podem se tornar adultos violentos?</p>
<p style="text-align: justify;">Não há estudos consistentes mostrando que crianças que brincam com armas de brinquedo (revólveres, espingardas, espadas etc.) serão adultos mais violentos ou terão comportamento criminoso na vida adulta. Elas aprendem educando o imaginário, ao representar papéis como herói, polícia, vilão. Exploram conceitos de certo e errado, de justiça, poder e proteção. Brincar dessa forma pode ajudar a controlar impulsos agressivos e a aprender a autorregulação em um ambiente controlado.</p>
<p style="text-align: justify;">A expressão de agressividade depende de uma série de fatores ambientais durante o desenvolvimento do indivíduo. Essa é a base da psicologia do desenvolvimento: o comportamento agressivo não nasce de um único fator, mas sim da interação entre a criança e o ambiente em que ela cresce. O modelo dos adultos com quem ela convive (pais, cuidadores, responsáveis), seu ambiente emocional (seguro x instável), a exposição à violência real (doméstica, comunitária), suas relações sociais (acolhimento x rejeição), cultura e valores familiares, essa interação de fatores, ensinam a criança como expressar emoções (inclusive raiva). Portanto, não é a arma de brinquedo que ensina violência – é o contexto que molda o significado da brincadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, a segurança física é indispensável. Responsáveis devem garantir que os brinquedos sejam adequados à faixa etária e não se assemelhem excessivamente a armas reais. Equipamentos que disparam projéteis não devem ser utilizados em crianças de qualquer idade – e exigem dispositivos de proteção e supervisão, pois podem causar ferimentos graves.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia do “Desarmamento Infantil” deve focar na prevenção de acidentes com armas de fogo, através da premissa bem estabelecida de que <strong>crianças não têm maturidade para lidar com armas reais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A prevenção deve estar em: reduzir acesso a armas reais, ensinar diferença entre fantasia e realidade e supervisão ativa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">. Smith S, Ferguson CJ, Beaver KM. Learning to blast a way into crime, or just good clean fun? Examining aggressive play with toy weapons and its relation with crime. Crim Behav Ment Health. 2018;28:313–323. <a href="https://doi.org/10.1002/cbm.2070">https://doi.org/10.1002/cbm.2070</a></p>
<p style="text-align: justify;">. Ferguson CJ. Does media violence predict societal violence? It depends on what you look at and when. Journal of Communication, November 2014. <a href="https://doi.org/10.1111/jcom.12129">https://doi.org/10.1111/jcom.12129</a></p>
<p style="text-align: justify;">. AAP &#8211; Pediatric patient education. A parent&#8217;s guide to toy safety. Apr 03 2025 Disponível em: https://www.pediatrust.com/safety/a-parents-guide-to-toy-safety</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br />Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Um convite ao cuidado, ao diálogo e à prevenção</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-convite-ao-cuidado-ao-dialogo-e-a-prevencao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 12:09:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[De olho no vício]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado em 20 de fevereiro, é mais do que uma data no calendário: é um alerta para famílias, escolas e toda a sociedade sobre</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Imagem-Combate-as-Drogas-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado em 20 de fevereiro, é mais do que uma data no calendário: é um alerta para famílias, escolas e toda a sociedade sobre um tema que começa cada vez mais cedo e pode impactar profundamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que falar sobre isso desde cedo?</p>
<p style="text-align: justify;">O uso de álcool e outras drogas na adolescência traz riscos severos e muitas vezes irreversíveis, pois ocorre em uma fase crítica de maturação cerebral. O cérebro humano continua em desenvolvimento até cerca dos 25 anos. Durante a infância e a adolescência, áreas fundamentais para tomada de decisões, controle dos impulsos, planejamento e avaliação de riscos ainda estão amadurecendo. O uso precoce de álcool e outras drogas pode interferir nesse processo e aumentar o risco de desenvolver problemas de memória e atenção, ansiedade e depressão, psicose – incluindo esquizofrenia, comportamentos de risco e dependência química na vida adulta (quanto mais cedo o início de uso de drogas, maior o risco de dependência, do desenvolvimento de transtornos mentais associados e de alterações de comportamento).</p>
<p style="text-align: justify;">Álcool também é droga e das mais perigosas para adolescentes. Existe uma falsa ideia de que o álcool é “menos grave” por ser legalizado. Seu uso está associado a maior impulsividade, redução da capacidade de julgamento, exposição a acidentes, violências, relações sexuais desprotegidas e a maior chance de experimentar outras substâncias. Nenhuma quantidade é segura para adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O maior fator de proteção ainda mora dentro de casa: o vínculo familiar é uma das mais poderosas medidas de segurança. O adolescente que se sente ouvido, que tem espaço para conversar sem medo, apresenta menor risco de uso de álcool e drogas. O exemplo fala ainda mais alto. Crianças aprendem muito mais pelo que observam do que pelo que escutam. Portanto, vale a reflexão: como o álcool aparece na rotina da família? Ele está associado à diversão obrigatória? Existe consumo exagerado em frente aos filhos? A família é um espaço de proteção, quando os pais se preocupam com as atitudes dos filhos e os desencorajam a atitudes consideradas de risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Prevenir o uso de drogas não significa criar uma redoma, mas formar jovens capazes de fazer escolhas seguras mesmo quando os pais não estão por perto. Muitos pais têm receio de abordar o assunto por medo de “dar ideias”. A ciência mostra exatamente o oposto: crianças e adolescentes que conversam abertamente com seus pais têm menor risco de uso precoce de álcool e drogas. A disponibilidade de informações, adquiridas por diálogos e observação acerca do consumo de drogas e suas complicações, e os laços afetivos entre pais e filhos são importantes para a redução das possibilidades do uso das drogas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para você que é adolescente e está lendo este texto:</p>
<p style="text-align: justify;">Ser independente não é fazer tudo que os outros fazem: é ter coragem de dizer não e de fazer o que é melhor para você. Você tem uma vida inteira pela frente. Não arrisque!!!</p>
<p style="text-align: justify;">No Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, transforme o silêncio em conversa, o medo em orientação e a informação em proteção.</p>
<p style="text-align: justify;">De olho no vício!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Alcohol e-cigarettes, cannabis: concerning trends in adolescent substance use, shows new WHO/Europe report. Disponível em: <a href="https://www.who.int/europe/news/item/25-04-2024-alcohol--e-cigarettes--cannabis--concerning-trends-in-adolescent-substance-use--shows-new-who-europe-report">https://www.who.int/europe/news/item/25-04-2024-alcohol&#8211;e-cigarettes&#8211;cannabis&#8211;concerning-trends-in-adolescent-substance-use&#8211;shows-new-who-europe-report</a></li>
<li>Monteiro MG. Alcohol and public health in the Americas: a case for action. Washington, D.C: PAHO, © 2007. Disponível em -https://www.who.int/docs/default-source/substance-use/alcohol-public-health-americas.pdf?sfvrsn=9227a4f_2</li>
<li>WHO: Neurociencia del consumo y dependencia de sustancias psicoactivas. Washington, D.C: OPS© 2005. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/substance-use/neuroscience-spanish.pdf</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tania Zamataro<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Combate à dengue: protegendo nossas crianças e a comunidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/combate-a-dengue-protegendo-nossas-criancas-e-a-comunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 15:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Momento Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro – dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/combate-a-dengue-protegendo-nossas-criancas-e-a-comunidade/">Combate à dengue: protegendo nossas crianças e a comunidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-75x75.jpeg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/11/Imagem-Dengue-1-500x500.jpeg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No Dia Nacional de Combate à Dengue, celebrado no penúltimo sábado do mês de novembro &#8211; dia 22 neste ano –, a Sociedade de Pediatria de São Paulo reforça a importância da vigilância e da ação conjunta de toda a população contra essa doença que, infelizmente, continua a ser um grave problema de saúde pública em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">A dengue é uma infecção viral séria, transmitida pela picada de um mosquito, que pode afetar qualquer pessoa, mas exige atenção redobrada quando se trata de crianças, que são mais vulneráveis e podem apresentar quadros mais graves.</p>
<p style="text-align: justify;">A transmissão da dengue ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito <em>Aedes aegypti</em>, que se reproduz em locais com água parada. Com o clima tropical do Brasil, e especialmente em grandes centros urbanos de um Estado populoso como São Paulo, a proliferação do mosquito é facilitada, tornando a prevenção uma tarefa contínua.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossas crianças, com seu sistema imunológico em desenvolvimento e muitas vezes com dificuldade para expressar o que sentem, estão em maior risco e precisam da nossa proteção constante.</p>
<p style="text-align: justify;">Os sintomas da dengue em crianças podem ser variados e, por vezes, confundidos com outras doenças comuns da infância. Deve-se ficar atento a febre alta repentina, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, cansaço extremo, náuseas, vômitos e dor abdominal.</p>
<p style="text-align: justify;">É crucial procurar atendimento médico imediatamente se a criança apresentar sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (nariz, gengiva), sonolência excessiva ou irritabilidade. A rapidez no diagnóstico e tratamento pode salvar vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhor forma de combater a dengue é através da prevenção, eliminando os focos do mosquito. Dedique alguns minutos do seu dia para verificar e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água: vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas entupidas, caixas d’água destampadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras medidas importantes: usar repelentes adequados para a idade da criança, instalar telas em janelas e portas e vestir roupas que cubram braços e pernas, especialmente nos horários de maior atividade do mosquito (manhã e fim de tarde).</p>
<p style="text-align: justify;">A participação de cada família e de toda a comunidade é fundamental. Em algumas cidades há a disponibilidade gratuita da vacinação para adolescentes de 10 a 14 anos, mas aqueles de 4 a 60 anos que não estiverem contemplados por gratuidade podem procurar a prevenção pela vacinação em serviços privados também.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntos, podemos construir um ambiente mais seguro e saudável para todos. A luta contra a dengue é um compromisso coletivo que exige informação, conscientização e atitude. Sua ação hoje, por menor que pareça, é um passo gigante na proteção da vida e na construção de um futuro livre dessa doença. Vamos juntos nessa batalha!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melissa Palmieri<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Secretária do Departamento Científico de Imunizações da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Cuidados e proteção da primeira infância: prioridade nacional!</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/cuidados-e-protecao-da-primeira-infancia-prioridade-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 18:33:29 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">A Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância (12 a 18 de outubro) foi instituída pela Lei nº 11.523/2007, com o objetivo de mobilizar a sociedade para proteger crianças de 0 a 6 anos (fase que vai da concepção aos 6 anos de idade) contra todas as formas de violência e conscientizar a população sobre a importância desse período na formação de um cidadão voltado para a convivência social e a cultura da paz.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira infância é um período de rápido e intenso processo de formação das conexões neurais, durante o qual fatores genéticos e ambientais interagem de forma contínua para o desenvolvimento do cérebro e de todo o sistema nervoso central.</p>
<p style="text-align: justify;">Consequentemente, as experiências vivenciadas durante a primeira infância determinam a estrutura neural para o desenvolvimento das habilidades físicas, cognitivas e socioemocionais necessárias para garantir a saúde física e mental dos indivíduos durante toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa fase, se ocorrem experiências adversas — como algumas formas de violência: negligência, maus-tratos físicos ou psicológicos — pode-se gerar consequências permanentes na saúde, aprendizagem e comportamento, além de aumentar o risco de doenças crônicas e transtornos mentais na vida adulta.</p>
<p style="text-align: justify;">O chamado estresse tóxico na primeira infância (0 a 6 anos) pode, então, comprometer de forma permanente o desenvolvimento cerebral e afetar o sistema nervoso. A exposição contínua à violência está associada a comportamentos agressivos, uso de substâncias, práticas sexuais de risco e envolvimento em atividades ilícitas. No âmbito familiar, a violência frequentemente se relaciona à violência doméstica, perpetuando ciclos que atravessam gerações e afetam todos os membros da família.</p>
<p style="text-align: justify;">Daí ser extremamente importante que as crianças estejam inseridas em um ambiente enriquecedor, onde os fatores de proteção se sobressaiam aos fatores de risco ao desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">A Declaração Universal dos Direitos da Criança em 1959, a Convenção dos Direitos da Criança em 1989 e o nosso Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 são contra a violência e a favor da dignidade, do respeito e da proteção social da criança, na Família, na Sociedade e no Estado. Isso significa que “bater” na criança não é permitido em nenhuma circunstância e sempre é injustificável: “maltratar” significa prejudicar alguém e “maus-tratos” são todos os tipos de abuso, negligência, abandono ou exploração.</p>
<p style="text-align: justify;">Promover ambientes seguros, vínculos afetivos saudáveis e políticas públicas integradas é essencial para garantir que todas as crianças tenham a oportunidade de crescer com dignidade, saúde e amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma infância que seja segura e acolhedora fortalece vínculos familiares e investe no futuro de toda a sociedade, que será mais justa, saudável e resiliente.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Renata D Waksman<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra a Criança e o Adolescente da SPSP<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p></p>
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		<title>O que significa “deficiência” para você?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-significa-deficiencia-para-voce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">Hoje, 21 de setembro, é o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência. A data é comemorativa, mas o verbo é de trabalho: lutar. Avançamos nas últimas décadas – leis, políticas, narrativas –, porém a trilha da inclusão continua diária e árdua. Para incluir, é necessário registrar e compreender: de quantas pessoas estamos falando, onde estão e que barreiras encontram. Ao mesmo tempo, a deficiência – como toda condição humana – é diversa. Entender as singularidades de cada criança e de sua família requer escuta, tempo e respostas ajustadas. Não há solução única: há adaptações e apoios que respeitam diferentes modos de funcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Crianças e famílias seguem enfrentando barreiras de acesso à saúde, à educação e à proteção. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 240 milhões de crianças no mundo – uma em cada dez – vivem com alguma deficiência e, em média, apresentam os piores indicadores nesses três campos. Em 2021, a UNICEF reforçou o alerta com um retrato que não podemos ignorar: crianças com deficiência têm 24% menos probabilidade de receber estimulação precoce e cuidados responsivos, 42% menos chances de alcançar habilidades fundamentais de leitura e matemática e 49% mais probabilidade de nunca frequentar a escola. Em saúde, há 25% mais chances de desnutrição, 34% mais de prejuízos no crescimento e ganho de peso e 53% mais de sintomas de infecção respiratória aguda. No bem-estar e na proteção, há 51% mais probabilidade de se sentirem infelizes no dia a dia, 41% mais de sofrer discriminação e 32% mais de punição corporal severa.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses números não definem pessoas: expõem barreiras. Crianças que precisam de mais apoio para comunicação e autocuidado estão entre as que mais ficam fora da escola. Quando há múltiplas deficiências, a evasão cresce ainda mais. A resposta pública e institucional, portanto, precisa sair da lógica do “padrão” e assumir o desenho universal, com acessibilidade arquitetônica, comunicacional, atitudinal e pedagógica, além de ajustes razoáveis que tornem ambientes e serviços utilizáveis por todas as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Educação inclusiva não é utopia – é base de cidadania. Atenção integral à saúde não é favor – é direito. E direitos reais pedem orçamento, formação continuada, protocolos intersetoriais e monitoramento. Também pedem humildade institucional para aprender com as famílias e com as próprias crianças o que funciona, quando e como. Na prática, isso significa registrar adequadamente, mapear necessidades com participação das famílias, garantir acessibilidade e recursos de apoio, ajustar fluxos de cuidado e formar equipes para acolher sem infantilização nem estigma. E, sobretudo, sustentar políticas com continuidade e avaliação de impacto, em corresponsabilidade entre saúde, educação e assistência – porque a vida não cabe em uma secretaria só.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando perguntamos “o que significa deficiência para você?”, não buscamos uma definição de dicionário, mas um compromisso: reconhecer a pluralidade humana e, diante dela, escolher práticas que não deixem ninguém para trás. Hoje – e todos os dias – que a nossa resposta seja concreta: olhar, contar e cuidar. O resto é discurso. E discurso, sem acesso real, segue produzindo aquilo contra o que diz lutar: invisibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Organização Mundial da Saúde (OMS). Global report on children with disabilities. Geneva: World Health Organization, 2021.</li>
<li>Seen, Counted, Included: Using data to shed light on the well-being of children with disabilities. New York: United Nations Children’s Fund, 2021.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Anna Dominguez Bohn<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Carolina Videira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da SPSP</strong></p>
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		<item>
		<title>35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/35-anos-do-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-eca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thiego Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 18:24:41 +0000</pubDate>
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<p>Em 13 de julho de 2025, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 35 anos. Firmado no princípio da proteção integral, com base no artigo 227 da Constituição Federal, </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-ECA-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-ECA-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-ECA-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">Em 13 de julho de 2025, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 35 anos. Firmado no princípio da proteção integral, com base no artigo 227 da Constituição Federal, o ECA* é um marco na defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde sua criação, tem sido uma ferramenta fundamental para garantir o bem-estar e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. No entanto, ainda enfrenta obstáculos que exigem atualizações e efetiva implementação de suas diretrizes.</p>
<p style="text-align: justify;">Quais são os principais desafios do ECA na atualidade?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; que a implementação e fiscalização de suas diretrizes sejam respeitadas e seguidas;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; que sejam transpostos os entraves da subnotificação e da impunidade, para que o ECA atinja plenamente sua finalidade e impeça que, ainda hoje, crianças e adolescentes sigam sendo vítimas de abusos físicos, psicológicos, sexuais e negligência.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; o trabalho infantil, apesar da proibição para menores de 14 anos (exceto como aprendizes) é outro desafio persistente;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; há muitos menores em abrigos sem perspectiva de adoção ou reintegração às suas famílias de origem.</p>
<p style="text-align: justify;">Quais são os motivos de existirem tantos desafios?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; as imensas desigualdades social e regional resultam em diferenças significativas na aplicação das políticas de proteção;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; falta de recursos e capacitação de profissionais;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; casos emblemáticos de violência infantil escancaram falhas no sistema. Lembramos de algumas dessas vítimas: Henry Borel, Isabella Nardoni, Bernardo Boldrini, Joaquim Ponte Marques, Rhuan Maycon, Ágatha Felix, Miguel Otávio;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; a pobreza e ausência de oportunidades favorecem o trabalho infantil e a vulnerabilidade;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; projetos de lei ameaçam conquistas históricas, como as propostas de redução da maioridade penal e da idade mínima para o trabalho;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; crianças negras, indígenas, com deficiência ou disforia de gênero seguem invisibilizadas; ser “como eles” não é, em muitos lugares e regiões, uma possibilidade na nossa sociedade;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; falta de oportunidades de trabalho, educação, atendimento e profissionalização para os jovens de 14 a 21 anos com defasagem escolar, vulnerabilidade, conflito com a lei e dependentes de drogas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; burocracia excessiva na adoção e falta de apoio às famílias acolhedoras;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Subfinanciamento de programas e ausência de políticas públicas efetivas para erradicação do trabalho infantil, implementação de medidas socioeducativas, programas de oportunidades e inclusão para as famílias e no atendimento às vítimas de abuso.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; órgãos de proteção, como conselhos tutelares são insuficientes e ineficazes. O poder judiciário não tem estrutura adequada: juízes acumulam funções e não contam com equipes de técnicos para auxiliá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">O ECA tem passado por importantes mudanças, como a Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), de 2012, que estabelece que as medidas aplicadas aos adolescentes envolvidos em atos infracionais devem ser individualizadas e que os jovens tenham acesso à educação e capacitação profissional. Em 2014 uma alteração garantiu prioridade na adoção de crianças e adolescentes com deficiência e doenças crônicas. Em abril do mesmo ano, uma mudança passou a assegurar a convivência da criança com o pai ou mãe encarcerado. A lei do Menino Bernardo, de junho de 2014, trouxe proibição do castigo e da violência física como forma de educar os filhos, conhecida como Lei da Palmada.</p>
<p style="text-align: justify;">A Lei Henry Borel foi sancionada em 2022. Com ela, houve aumento das penas para Crimes de Violência Infantil (especialmente violência doméstica); criou protocolos específicos de atendimento de casos de violência contra crianças, previu a integração em rede de proteção de diversas instituições, como saúde, educação, assistência social e segurança pública e obrigou a capacitação contínua de profissionais que atuam na rede de proteção à criança.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que leis, precisamos de compromisso. O ECA é uma legislação brilhante, um instrumento fundamental, mas é preciso um olhar humanizado e comprometido com o acesso de todas as crianças e adolescentes à educação, saúde, cultura e lazer. Só assim enfrentaremos desigualdades, garantiremos segurança alimentar, qualidade de vida e proteção diante de crises sanitárias e ambientais.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós precisamos sim ser um divisor de águas na história da proteção à infância e adolescência no Brasil – temos que reafirmar o compromisso do ECA com a concretização dos direitos das crianças e adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">* O ECA considera, de acordo com seu artigo 2 &#8211; caput, criança como a pessoa com até 12 (doze) anos incompletos, adolescente aquela que tiver entre 12 (doze) e 18 (dezoito) anos e, excepcionalmente, nos casos expressos em lei, aplica-se às pessoas entre 18 e 21 anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Principais tópicos do ECA. Disponível em:</p>
<p style="text-align: justify;">https://www.jusbrasil.com.br/artigos/principais-topicos-do-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-eca/781144743</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Conquistas e Desafios do ECA aos 34 anos e as Importantes Atualizações da Lei Henry Borel. Disponível em:</p>
<p style="text-align: justify;">https://www.jusbrasil.com.br/artigos/conquistas-e-desafios-do-eca-aos-34-anos-e-as-importantes-atualizacoes-da-lei-henry-borel/2626508348</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Ferreira W. 31 anos de ECA: Celebrar o quê? Disponível em:</p>
<p style="text-align: justify;">https://periferiaemmovimento.com.br/eca31anos/</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora: </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Renata D Waksman</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vice-Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>


<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vacina BCG: história e sua importância na luta contra a tuberculose</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/vacina-bcg-historia-e-sua-importancia-na-luta-contra-a-tuberculose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 16:19:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Vacina-BCG-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose</p>
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<p>O Dia da Vacina BCG é celebrado em 1º de julho e chama atenção para o papel crucial dessa vacina na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921 pelos cientistas Albert Calmette e Camille Guérin, ela é uma das vacinas mais antigas ainda em uso e desempenha uma função vital na saúde pública, especialmente em países onde a doença é endêmica.</p>



<p>A tuberculose, causada pela bactéria&nbsp;<em>Mycobacterium tuberculosis</em>&nbsp;(bacilo de Koch), é uma doença infecciosa que se transmite pelo ar. Embora afete principalmente os pulmões, pode comprometer outros órgãos, levando a casos clínicos graves.&nbsp;</p>



<p><strong>Por que a BCG é tão importante?</strong></p>



<p>A BCG é aplicada principalmente em recém-nascidos e protege contra formas severas da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar em crianças. Em média, previne cerca de 82% dos casos graves, sendo essencial para reduzir complicações e a mortalidade infantil.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, a vacina foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação em 1977 e está disponível gratuitamente nos postos de saúde. A recomendação é que seja administrada logo após o nascimento ou até os 30 dias de vida. A aplicação é feita no braço direito, diretamente na camada intradérmica.</p>



<p><strong>Efeitos esperados após a vacinação</strong></p>



<p>É comum que, vários dias até semanas após a vacinação, o local apresente vermelhidão, apareça uma pequena ferida e, eventualmente, deixe uma cicatriz. Esse processo pode levar até três meses para cicatrizar totalmente. Caso ocorra, basta lavar com água e sabão e evitar coçar a área.&nbsp;</p>



<p>Aproximadamente 90% das pessoas desenvolvem algum tipo de reação no local, mas isso não significa que quem não observa as alterações (os 10%) esteja sem proteção.&nbsp;Por isso, nesses raros casos em que a marquinha não ocorreu não é indicada a revacinação.&nbsp;</p>



<p>Vale lembrar que a vacina não deve ser aplicada em bebês com imunodeficiências graves. Nesse caso, os testes de triagem neonatal (teste do pezinho básico com pesquisa para as imunodeficiências), além de avaliações cuidadosas são indispensáveis quando há histórico familiar de imunodeficiências.</p>



<p><strong>Impacto no combate à tuberculose</strong></p>



<p>A comemoração do Dia da Vacina BCG reforça a relevância da vacinação como ferramenta para salvar vidas e prevenir doenças graves. Além disso, a data serve para lembrar a importância dos programas de vacinação e promover o desenvolvimento de soluções ainda mais eficazes para erradicar a tuberculose.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, os números da tuberculose são alarmantes: cerca de 70 mil novos casos e 4,5 mil mortes ocorrem a cada ano. Por isso, a BCG permanece como recurso fundamental para a proteção das crianças, evitando formas agressivas da doença.</p>



<p><strong>Vacina BCG: uma proteção para o futuro</strong></p>



<p>A vacinação é um ato de amor e cuidado. Ao proteger nossas crianças contra a tuberculose, estamos oferecendo a elas a chance de crescerem saudáveis e livres dos riscos dessa doença tão severa.</p>



<p><strong>Vacinas salvam vidas!</strong>  <img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Vacina-BCG.png" alt="" width="148" height="98" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Estrelas-Emoji-Vacina-BCG.jpg" alt="" width="96" height="96" /></p>



<p><strong>Saiba mais sobre a vacina BCG e a prevenção da tuberculose:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Organização Mundial da Saúde:</strong>&nbsp;<a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>BCG Vaccine: WHO Position Paper</em></a> – https://www.who.int/publications/i/item/who-wer9308-73-96</li>



<li><strong>Ministério da Saúde do Brasil:</strong>&nbsp;<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Calendário Nacional de Vacinação</a> &#8211; <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao">https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao</a></li>



<li><strong>Sociedade Brasileira de Pediatria:</strong>&nbsp;<a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Recomendações sobre a Vacina BCG</a> &#8211; <a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Nota_Informativa_Vacina_BCG_Para_SBP_ARPCRK-MS.pdf">https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Nota_Informativa_Vacina_BCG_Para_SBP_ARPCRK-MS.pdf</a></li>



<li><strong><em>Centers for Disease Control and Prevention:</em></strong><em>&nbsp;</em><a href="https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>BCG Vaccine Information</em></a><em> </em>&#8211; https://www.cdc.gov/tb/hcp/vaccines/index.html</li>
</ul>



<p><strong>Relatora:<br>Melissa Palmieri</strong><br><strong>Membro dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p></p>
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		<title>O paradoxo das redes sociais x solidão</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-paradoxo-das-redes-sociais-x-solidao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 16:38:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Os novos meios digitais – como smartphones, tablets, notebooks, consoles de jogos eletrônicos, entre outros – ocupam um espaço cada vez maior na vida de crianças</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Imagem-Redes-Sociais-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Os novos meios digitais – como smartphones, tablets, notebooks, consoles de jogos eletrônicos, entre outros – ocupam um espaço cada vez maior na vida de crianças e adolescentes. Paralelamente, pais e educadores têm observado uma crescente sobrecarga imposta por essas tecnologias, cujos impactos vão muito além do entretenimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos estudos científicos e observações de especialistas apontam que o contato saudável com as novas mídias depende do respeito aos estágios do desenvolvimento biológico, psicológico e social dos jovens. Isso significa que a introdução e o uso das tecnologias devem acompanhar, de forma responsável, a maturidade de cada faixa etária.</p>
<p style="text-align: justify;">É fundamental, portanto, oferecer orientações claras sobre os riscos associados às mídias digitais. Isso inclui cuidados com o comportamento nas redes, prevenção à dependência tecnológica, proteção da privacidade, conscientização sobre conteúdos inadequados e perigos on-line, além das implicações legais e dos impactos à saúde causados pela exposição excessiva às telas. É necessário também revisar medidas de proteção e estabelecer protocolos preventivos para lidar com possíveis ameaças de forma eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Devemos buscar um equilíbrio entre, de um lado, as necessidades e interesses dos jovens e, de outro, as restrições necessárias para protegê-los, incluindo o uso criterioso de softwares de segurança. Para isso, torna-se indispensável uma educação midiática preventiva, conduzida por pais e educadores, que considere o estágio de desenvolvimento da criança e reforce experiências no mundo real, promovendo o contato com a natureza, os vínculos afetivos e a socialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que nunca, precisamos cuidar dos pilares essenciais da saúde infantil: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, brincadeiras lúdicas, convívio social, sono de qualidade, hidratação, exposição ao sol, espiritualidade e contato com a natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Reconhecemos os avanços positivos que a tecnologia proporcionou, especialmente durante a pandemia. No entanto, não podemos negligenciar nossa responsabilidade – como pais, educadores e profissionais de saúde – de proteger crianças e adolescentes dos danos associados ao uso excessivo e inadequado das telas.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma responsabilidade compartilhada por todos: professores, pediatras e especialistas devem orientar famílias e comunidades para enfrentarmos juntos os desafios impostos pelas mídias digitais e redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 30 de junho, celebramos o Dia Mundial das Redes Sociais. Para que essa data possa, de fato, ser comemorada com sentido, precisamos garantir que nossas crianças e adolescentes não percam seus vínculos essenciais: com a realidade, com a família, com a sociedade e com a natureza. Afinal, sem esses laços, corremos o risco de formar uma geração órfã de experiências fundamentais ao seu pleno desenvolvimento – físico, emocional, social e espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;">Unamo-nos por essa causa. Que o ser humano não se transforme em objeto ou mercadoria, nem se isole a ponto de adoecer na solidão. É nosso dever coletivo preservar o que nos torna verdadeiramente humanos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Silvia Guiguer Chaim<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vice-Presidente da Regional do Grande ABC da Sociedade de Pediatria de São Paulo </strong><strong style="font-size: revert; color: initial;"><br /></strong></p>



<p></p>
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		<title>Uma sociedade saudável cuida de seus filhos </title>
		<link>https://www.spsp.org.br/uma-sociedade-saudavel-cuida-de-seus-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jul 2024 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-ECA-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-ECA-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-ECA-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No país das muitas siglas, esta é facilmente identificada – ECA. É benquista. Seu mérito é reconhecido. Traduz uma Lei que “pegou”. O  Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-ECA-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-ECA-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-ECA-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No país das muitas siglas, esta é facilmente identificada &#8211; ECA. É benquista. Seu mérito é reconhecido. Traduz uma Lei que “pegou”. O  <strong>Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</strong>,<strong>  </strong>lei de nº 8.069/1990, promulgada em julho de 1990, tem o objetivo de proteger integralmente a infância e adolescência, ao promover a assistência integral às crianças e adolescentes e a proteção dos seus direitos básicos.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil tem uma base sólida em termos de legislação e políticas públicas para a proteção de crianças e adolescentes, comparável a muitos países desenvolvidos. No entanto, a eficácia dessas políticas é prejudicada por desafios estruturais, socioeconômicos e de implementação. A redução da desigualdade, o aumento do investimento em saúde e educação e a melhoria na execução das políticas são áreas críticas para que o país possa alcançar níveis de proteção semelhantes aos do mundo desenvolvido.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>ECA</strong> é um dos diversos componentes da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2022, entre os crimes não letais contra crianças e adolescentes de zero a 17 anos, foram registrados no Brasil, em 2021, 45.076 casos de estupro, 7.908 casos de abandono de incapaz, 19.136 de maus-tratos e 18.461 de lesões corporais em violência doméstica, entre outras violações de direitos. O registro contabiliza 2.555 crianças ou adolescentes vítimas fatais de violência, sendo que 81% dos crimes dos maus-tratos ocorreram nas residências.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda há muito o que fazer&#8230;..</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />Direitos básicos da criança e dos adolescentes:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não sofrer nenhum tipo de violência, seja ela física ou psicológica;</li>
<li>Poder expressar seus pensamentos, gostos e religião;</li>
<li>Ter acesso a condições dignas de saúde, com assistência médica e odontológica desde a fase de gestação até a adolescência;</li>
<li>Conviver em família e com a comunidade;</li>
<li>Ter acesso à educação de qualidade, cultura, lazer e esporte;</li>
<li>Ser protegido contra o trabalho infantil;</li>
<li>Ter a proteção de uma família, seja ela natural ou adotiva;</li>
<li>Desde o dia em que nascer, ter o direito ao nome e à nacionalidade, tornando-se, assim, um cidadão brasileiro.</li>
<li>São deveres dos pais e responsáveis, dos educadores, do Estado e da sociedade como um todo zelar para que todas as crianças e adolescentes brasileiros tenham seus direitos fundamentais resguardados.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Fernando MF Oliveira<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dia da Vacina BCG: Importância e História</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-da-vacina-bcg-importancia-e-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 19:17:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O Dia da Vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é celebrado anualmente em 1º de julho, destacando sua relevância na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-da-vacina-bcg-importancia-e-historia/">Dia da Vacina BCG: Importância e História</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-vacina-BCG1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">O Dia da Vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é celebrado anualmente em 1º de julho, destacando sua relevância na prevenção das formas graves da tuberculose. Desenvolvida em 1921 pelos cientistas Albert Calmette e Camille Guérin, a BCG é uma das vacinas mais antigas ainda em uso e é fundamental na luta contra a tuberculose, uma doença infecciosa causada pela bactéria <em>Mycobacterium tuberculosis</em>, também conhecida como bacilo de Koch. A tuberculose é transmitida por via respiratória e afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos, resultando em formas graves.</p>
<p style="text-align: justify;">A vacina BCG é administrada principalmente em recém-nascidos em países onde a tuberculose é endêmica. Ela é eficaz na proteção contra formas graves da doença, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa em crianças, proporcionando cerca de 82% de proteção contra a tuberculose grave. Embora não ofereça proteção completa contra todas as formas da doença, a BCG desempenha um papel crucial na redução da mortalidade infantil e na prevenção de complicações severas. No Brasil, a BCG foi incluída no Calendário Básico de Vacinação em 1977 e é recomendada ao nascimento ou nos primeiros 30 dias de vida, sendo aplicada via intradérmica no braço direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a aplicação, é comum que o local da injeção apresente vermelhidão e uma pequena ferida, que pode demorar até três meses para cicatrizar. Cuidados pós-vacinação incluem lavar o local com água e sabão e evitar coçar a área. Cerca de 90% das pessoas desenvolvem uma reação no local da injeção, mas 10% não apresentam alterações. A cicatriz resultante não garante proteção e a revacinação não é recomendada pela Organização Mundial da Saúde desde 2018. Pacientes com imunodeficiências graves não devem receber a BCG, e a triagem neonatal é aconselhada em casos de histórico familiar de imunodeficiências.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrar deste dia visa aumentar a conscientização sobre a importância da vacinação, promover a continuidade dos programas de imunização e incentivar pesquisas para o desenvolvimento de vacinas mais eficazes contra a tuberculose. Além disso, a data serve como um lembrete da necessidade de esforços contínuos para erradicar a tuberculose globalmente. No Brasil, onde ocorrem cerca de 70 mil novos casos de tuberculose e 4,5 mil mortes anuais, a vacina BCG continua sendo a única forma de proteção contra formas graves da doença em crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso principal objetivo é de oferecer às crianças a oportunidade de se protegerem contra uma doença extremamente grave, que pode deixar muitas sequelas e até levar à morte. </p>
<p style="text-align: justify;"> Vacinas salvam vidas!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><br />Organização Mundial da Saúde. BCG Vaccine: WHO Position Paper. Disponível em: [<a href="https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018%5d(https:/www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018)">https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018](https://www.who.int/publications/i/item/WHO-wer9308-2018)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.<br />2. Ministério da Saúde do Brasil. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: [<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao%5d(https:/www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao)">https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao](https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/calendario-nacional-de-vacinacao)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.<br />3. Sociedade Brasileira de Pediatria. Recomendações sobre a Vacina BCG. Disponível em: [<a href="https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf%5d(https:/www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf)">https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf](https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2018/02/BCG.pdf)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.<br />4. Centers for Disease Control and Prevention. BCG Vaccine Information. Disponível em: [<a href="https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm%5d(https:/www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm)">https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm](https://www.cdc.gov/tb/publications/factsheets/prevention/BCG.htm)</a>. Acesso em: 30 de junho de 2024.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br />Melissa Palmieri<br />Membro dos Departamentos Científicos de Imunizações e Infectologia da SPSP<br />Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dia-da-vacina-bcg-importancia-e-historia/">Dia da Vacina BCG: Importância e História</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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	</channel>
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