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	<title>Arquivos Puericultura - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Puericultura - SPSP</title>
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	<item>
		<title>O que é a Puericultura?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-e-a-puericultura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 11:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Puericultura é a arte de promover e proteger a saúde das crianças, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento, com suas particularidades. É uma especialidade médica incluída e integrada à Pediatria, que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto biopsicossociocultural. Este atendimento é sempre realizado pelo pediatra, também chamado de puericultor e destina-se a uma análise de diversos aspectos da saúde da criança ou do adolescente. O atendimento exige mais tempo e o conhecimento global do desenvolvimento nestas faixas etárias. São avaliados itens como condição nutricional, curva de crescimento, estado vacinal, desenvolvimento neuropsicomotor e cuidados domiciliares dispensados à criança. Quando identificados desvios da normalidade, é realizada uma intervenção rápida e eficaz. As consultas de Puericultura são consultas de rotina, sendo esclarecidas dúvidas aos pais ou responsáveis quanto ao crescimento (peso e altura), vacinas, pressão arterial, desempenho escolar, relacionamento social, hábitos alimentares, sono e prevenção de acidentes. Para que a consulta seja realizada com tranquilidade e maior eficácia, orienta-se o agendamento em um período em que a criança não esteja em tratamento de alguma doença. Diferentemente do Atendimento de Puericultura, entende-se por consulta tradicional em Pediatria aquela em que há uma queixa específica do paciente e/ou de sua família, ou seja, é uma consulta que avalia o que foi relatado e tomam-se as condutas inerentes à sua resolução. Normalmente não deve ser enquadrada como consulta de rotina, sendo avaliada em conformidade com a premência do problema apresentado, sendo muitas vezes realizada em pronto atendimento. O pediatra geral, tanto na unidade de saúde pública como no consultório privado, realiza os dois tipos de atendimento, a Puericultura e a consulta tradicional relacionada a uma queixa específica. O que vem a ser Atendimento Ambulatorial em Puericultura? Em 2014, a Sociedade Brasileira de Pediatria postulou e conseguiu incluir, junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Atendimento Ambulatorial em Puericultura no “rol de cobertura obrigatória” para TODAS as Operadoras de Planos de Saúde (OPS). Tal procedimento já constava para atendimento pediátrico na Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira (CBHPM – AMB), uma tabela de procedimentos que serve de referência para a inclusão de atos médicos no rol de procedimentos da ANS. A última versão da CBHPM é de 2023 e mantém o Atendimento Ambulatorial em Puericultura, assim como no próprio rol de procedimentos (obrigatórios) da ANS. O Atendimento Ambulatorial em Puericultura refere-se a atendimento em consultórios pediátricos por convênios ou OPS que, por sua vez, estão sob a regulação da ANS. Importante destacar que tal atendimento é diferente do atendimento de patologia aguda ou crônica em Pediatria. São dois códigos que especificam tais atendimentos no rol da ANS: Consulta em Pediatria &#8211; código 1.01.01.01-2 Atendimento Ambulatorial em Puericultura &#8211; código 1.01.06.14-6 Ou seja, o rol da ANS permite ao pediatra e aos pais ou responsáveis pela criança identificar os dois códigos para atendimento pediátrico em convênios e é muito importante que possam usufruir desses benefícios, muitas vezes desconhecidos por ambos. A complexidade é diferente para cada tipo de consulta, sendo que a CBHPM considera o Atendimento Ambulatorial em Puericultura como porte 3B, de maiores complexidade e valor do que o porte 2B, que se refere à consulta de Pediatria. Na prática do dia a dia, significa que o atendimento de rotina, na grande maioria das vezes, acontece por meio do Atendimento Ambulatorial em Puericultura, e a consulta, quando a criança apresenta alguma patologia, ocorrerá mediante a consulta em Pediatria, obedecendo a inclusão correta do código para o atendimento do convênio. O Atendimento Ambulatorial em Puericultura deve ter uma periodicidade, que está na Tabela a seguir:   Em alguns momentos poderá haver até dois atendimentos pelo pediatra para um mesmo usuário, pois apresentam códigos distintos para o atendimento. Tal fato contribui muito na assistência pediátrica, por permitir que muitas consultas sejam realizadas pelo pediatra que habitualmente atende a criança, ao invés de ocorrer no pronto atendimento. Por sua vez, o pediatra deve informar a seus pacientes, familiares e responsáveis a respeito do Atendimento Ambulatorial em Puericultura junto à sua operadora de planos de saúde. Desta forma, terão maior liberdade de atendimento com o seu pediatra, permitindo que este possa atender com maior frequência e sempre que houver necessidade. A Sociedade de Pediatria de São Paulo entende que esta situação aqui exposta é um direito inalienável das crianças atendidas em consultório pelo seu pediatra, que também terá seu direito preservado. É nosso desejo que este comunicado alcance os pediatras brasileiros e as crianças, adolescentes e suas famílias assistidos, fazendo valer o propósito da Sociedade Brasileira de Pediatria, quando da implantação deste importante procedimento de Puericultura.   Saiba mais: &#8211; https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-conquista-puericultura-na-saude-suplementar/ &#8211; https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/puericultura-no-rol-da-ans-esclarecimento/ &#8211; https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/pareceres-tecnicos-da-ans/2020/parecer_tecnico_no_06_2021_atendimento_ambulatorial_em_puericultura.pdf   Relator:Paulo Tadeu FalangheMembro da Diretoria Executiva da Sociedade de Pediatria de São PauloDiretor de Defesa Profissional da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-e-a-puericultura/">O que é a Puericultura?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-150x150.jpeg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/Imagem-puericultura-75x75.jpeg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Puericultura é a arte de promover e proteger a saúde das crianças, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento, com suas particularidades. É uma especialidade médica incluída e integrada à Pediatria, que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto biopsicossociocultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Este atendimento é sempre realizado pelo pediatra, também chamado de puericultor e destina-se a uma análise de diversos aspectos da saúde da criança ou do adolescente. O atendimento exige mais tempo e o conhecimento global do desenvolvimento nestas faixas etárias. São avaliados itens como condição nutricional, curva de crescimento, estado vacinal, desenvolvimento neuropsicomotor e cuidados domiciliares dispensados à criança. Quando identificados desvios da normalidade, é realizada uma intervenção rápida e eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">As consultas de Puericultura são consultas de rotina, sendo esclarecidas dúvidas aos pais ou responsáveis quanto ao crescimento (peso e altura), vacinas, pressão arterial, desempenho escolar, relacionamento social, hábitos alimentares, sono e prevenção de acidentes. Para que a consulta seja realizada com tranquilidade e maior eficácia, orienta-se o agendamento em um período em que a criança não esteja em tratamento de alguma doença.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente do Atendimento de Puericultura, entende-se por consulta tradicional em Pediatria aquela em que há uma queixa específica do paciente e/ou de sua família, ou seja, é uma consulta que avalia o que foi relatado e tomam-se as condutas inerentes à sua resolução. Normalmente não deve ser enquadrada como consulta de rotina, sendo avaliada em conformidade com a premência do problema apresentado, sendo muitas vezes realizada em pronto atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O pediatra geral, tanto na unidade de saúde pública como no consultório privado, realiza os dois tipos de atendimento, a Puericultura e a consulta tradicional relacionada a uma queixa específica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que vem a ser Atendimento Ambulatorial em Puericultura?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2014, a Sociedade Brasileira de Pediatria postulou e conseguiu incluir, junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Atendimento Ambulatorial em Puericultura no “rol de cobertura obrigatória” para <strong>TODAS</strong> as Operadoras de Planos de Saúde (OPS). Tal procedimento já constava para atendimento pediátrico na Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira (CBHPM – AMB), uma tabela de procedimentos que serve de referência para a inclusão de atos médicos no rol de procedimentos da ANS. A última versão da CBHPM é de 2023 e mantém o Atendimento Ambulatorial em Puericultura, assim como no próprio rol de procedimentos (obrigatórios) da ANS. O Atendimento Ambulatorial em Puericultura refere-se a atendimento em consultórios pediátricos por convênios ou OPS que, por sua vez, estão sob a regulação da ANS. Importante destacar que tal atendimento é diferente do atendimento de patologia aguda ou crônica em Pediatria.</p>
<p style="text-align: justify;">São dois códigos que especificam tais atendimentos no rol da ANS:</p>
<p style="text-align: justify;">Consulta em Pediatria &#8211; código 1.01.01.01-2</p>
<p style="text-align: justify;">Atendimento Ambulatorial em Puericultura &#8211; código 1.01.06.14-6</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, o rol da ANS permite ao pediatra e aos pais ou responsáveis pela criança identificar os dois códigos para atendimento pediátrico em convênios e é muito importante que possam usufruir desses benefícios, muitas vezes desconhecidos por ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">A complexidade é diferente para cada tipo de consulta, sendo que a CBHPM considera o Atendimento Ambulatorial em Puericultura como porte 3B, de maiores complexidade e valor do que o porte 2B, que se refere à consulta de Pediatria.</p>
<p style="text-align: justify;">Na prática do dia a dia, significa que o atendimento de rotina, na grande maioria das vezes, acontece por meio do Atendimento Ambulatorial em Puericultura, e a consulta, quando a criança apresenta alguma patologia, ocorrerá mediante a consulta em Pediatria, obedecendo a inclusão correta do código para o atendimento do convênio.</p>
<p style="text-align: justify;">O Atendimento Ambulatorial em Puericultura deve ter uma periodicidade, que está na Tabela a seguir:</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2024/07/puericulturaSPRS.png" /></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns momentos poderá haver até dois atendimentos pelo pediatra para um mesmo usuário, pois apresentam códigos distintos para o atendimento. Tal fato contribui muito na assistência pediátrica, por permitir que muitas consultas sejam realizadas pelo pediatra que habitualmente atende a criança, ao invés de ocorrer no pronto atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, o pediatra deve informar a seus pacientes, familiares e responsáveis a respeito do Atendimento Ambulatorial em Puericultura junto à sua operadora de planos de saúde. Desta forma, terão maior liberdade de atendimento com o seu pediatra, permitindo que este possa atender com maior frequência e sempre que houver necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A Sociedade de Pediatria de São Paulo entende que esta situação aqui exposta é um direito inalienável das crianças atendidas em consultório pelo seu pediatra, que também terá seu direito preservado.</p>
<p style="text-align: justify;">É nosso desejo que este comunicado alcance os pediatras brasileiros e as crianças, adolescentes e suas famílias assistidos, fazendo valer o propósito da Sociedade Brasileira de Pediatria, quando da implantação deste importante procedimento de Puericultura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-conquista-puericultura-na-saude-suplementar/</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/puericultura-no-rol-da-ans-esclarecimento/">https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/puericultura-no-rol-da-ans-esclarecimento/</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/pareceres-tecnicos-da-ans/2020/parecer_tecnico_no_06_2021_atendimento_ambulatorial_em_puericultura.pdf</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Paulo Tadeu Falanghe<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro da Diretoria Executiva da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Diretor de Defesa Profissional da SPSP</strong></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>5 de agosto é o Dia Nacional da Saúde. Com destaque para a saúde das crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/5-de-agosto-e-o-dia-nacional-da-saude-com-destaque-para-a-saude-das-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2022 15:48:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-75x75.jpg 75w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 1947, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausê</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/5-de-agosto-e-o-dia-nacional-da-saude-com-destaque-para-a-saude-das-criancas/">5 de agosto é o Dia Nacional da Saúde. Com destaque para a saúde das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Depositphotos_191410126_belchonock-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div><p style="text-align: justify;">Em 1947, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.”</p>
<p style="text-align: justify;">Este é um conceito válido até os dias de hoje; entretanto, quando falamos em SAÚDE DA CRIANÇA, vários adendos merecem destaque. Ser criança no século 21 significa ter uma série de direitos que ultrapassa o básico conceito de saúde, sendo essencial oferecer à criança uma educação plena, respeito, boa nutrição e o fundamental direito à vida com dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os séculos 19 e 20 foram criados os primeiros Estatutos da Criança. São conjuntos de regras que determinam os direitos e as metas para seu desenvolvimento pleno. A infância passou a ser dividida por fases e foi criado o conceito de adolescência. Em 1959, a ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou a “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, que inclui direitos como cidadania, igualdade, escolaridade gratuita e alimentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde 2008, quando a tradicional revista de publicações médicas <strong>Lancet</strong> publicou uma série de artigos abordando a importância de um conjunto de intervenções ou &#8220;janelas de oportunidades&#8221;, no período dos “primeiros mil dias da vida de uma criança”, compreendidos entre o tempo da gestação a termo (280 dias) somado aos primeiros dois anos de idade (730 dias), que apresentam alto impacto na redução da mortalidade e morbidade, incluindo danos ao crescimento pôndero-estatural e ao desenvolvimento neurológico da criança, houve uma grande mudança no acompanhamento da saúde das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das grandes novidades foi a inserção da consulta com o pediatra no terceiro trimestre do pré-natal, fato que representa uma oportunidade de antecipação de riscos e um dos pilares de uma tríade para redução da morbimortalidade perinatal, juntamente com a assistência ao recém-nascido (RN) em sala de parto e a consulta pós-natal dentro da primeira semana de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da antecipação de riscos nessa consulta, o pediatra desmistifica temores da família em torno do nascimento e do período neonatal e disponibiliza informações e recursos estratégicos para o enfrentamento e a resolução de situações do cotidiano das famílias e dos bebês.</p>
<p style="text-align: justify;">Posteriormente, seguem-se as consultas periódicas com o pediatra, chamadas de consulta de Puericultura, que podem ser classificadas como uma “arte de promover e proteger a saúde das crianças”, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento com suas particularidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A Puericultura é como se fosse uma especialidade médica contida na Pediatria, que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando todo o conjunto biopsicossociocultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessas consultas periódicas, o pediatra observa a criança, indaga aos pais sobre as atividades do filho, suas reações frente a estímulos e realiza o exame clínico. Quanto mais nova a criança, mais frágil e vulnerável ela é, daí a necessidade de consultas mais frequentes. Em cada consulta, o pediatra vai pedir informações sobre como a criança se alimenta, se as vacinas estão em dia, como ela brinca, sobre condições de higiene, seu cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento do crescimento, através da aferição periódica do peso, da altura e do perímetro cefálico, e sua análise em gráficos são indicadores das condições de saúde das crianças. Sempre, a cada consulta, bebês, pré-escolares, escolares e jovens devem ter seu crescimento e seu desenvolvimento avaliados.</p>
<p style="text-align: justify;">Crescimento é o ganho de peso e altura, um fenômeno quantitativo, que termina ao final da adolescência. Por outro lado, o desenvolvimento é qualitativo, significa aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se independente e, geralmente, é um processo contínuo.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja como falar e escrever sobre SAÚDE DA CRIANÇA é complexo, pois envolve toda uma integração do pediatra com os pais, cuidadores, escola, parentes, comunidade, sociedade, enfim, temos muitos entraves que ainda separam as crianças brasileiras de um cenário onde todas elas possam desenvolver seu potencial e receber todo o afeto de que precisam. São obstáculos novos e antigos que permeiam as áreas socioeconômicas, educacionais e aquelas que envolvem saúde ou políticas públicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nós, pediatras, acreditamos que com muito trabalho, persistência e perseverança podemos, sim, realmente, incluir a SAÚDE DA CRIANÇA no estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas na ausência de doenças.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>Relator:<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Tadeu Fernando Fernandes<br />
</strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Foto: </strong>belchonock | depositphotos.com</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novembro Roxo &#8211; Separação zero: aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/novembro-roxo-separacao-zero-aja-agora-mantenha-pais-e-bebes-prematuros-juntos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Nov 2021 16:39:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
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		<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
		<category><![CDATA[Recém-nascido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.spsp.org.br/?p=30445</guid>

					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Em 2020, fomos todos atingidos pela pandemia da Covid-19. Por um ano, medidas restritivas foram necessárias e hospitais precisaram rever seus fluxos de entrada e saída de pacientes. </p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/novembro-roxo-separacao-zero-aja-agora-mantenha-pais-e-bebes-prematuros-juntos/">Novembro Roxo &#8211; Separação zero: aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Depositphotos_293536948_serrnovik-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 25/11/2021</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>Em 2020, fomos todos atingidos pela pandemia da Covid-19. Por um ano, medidas restritivas foram necessárias e hospitais precisaram rever seus fluxos de entrada e saída de pacientes e acompanhantes. Inúmeras medidas foram tomadas para permitir a presença dos pais, sobretudo nas unidades de terapia intensiva neonatais, mas nem sempre foram suficientes. As gestantes acometidas pela doença que tiveram recém-nascidos prematuros não podiam circular durante o isolamento preconizado. Seus parceiros muitas vezes estavam doentes ou ainda cumprindo a quarentena necessária. As mães que desenvolveram formas mais graves da doença e necessitaram, elas mesmas, de UTI foram separadas de seus filhos por falta de condições clínicas. 2020 foi um ano de ruptura.</p>



<p>Em 2021, a bandeira SEPARAÇÃO ZERO tornou-se uma necessidade: é preciso voltar a falar não só da presença dos pais em tempo integral nas UTIs neonatais, prevista por lei. Além disso, é essencial que as ações para trazê-los de volta para dentro do hospital sejam resgatadas o mais precocemente possível. Cabe aos profissionais de saúde retomar as práticas de estimular e possibilitar o contato dos pais com o seu bêbê desde a primeira ida na UTI&nbsp; neonatal. Nesse ambiente, acolhimento, humanização e contato norteiam a excelência do cuidado e não há espaço para &nbsp;“trabalho remoto” e “ modelo híbrido”.</p>



<p>Estamos em um momento de reconstrução e retomada das boas práticas para muitas unidades. É importante relembrar que a presença dos pais deve ser encorajada. Precisamos fortalecer o papel dos pais como moduladores do bem-estar de seus filhos durante a permanência no hospital; valorizar o papel das mães como capazes de cuidar de seus filhos, esclarecer e evidenciar como elas podem atuar nesse lugar de incubadoras, monitores e alarmes; estimular o aleitamento materno e sua importância, ainda que não seja no modelo convencional de amamentação.&nbsp;</p>



<p>A transparência nas conversas com as famílias permite alinhamento das expectativas em relação ao momento que o bebê poderá começar o contato pele-a-pele, início do treinamento da mamada ao seio. E gradativamente, profissionais de saúde e família criam o sentimento de autoconfiança para a mãe do prematuro e a segurança na programação da alta. A proximidade da equipe de saúde permite a identificação de fragilidades na rede de apoio que possam ser corrigidas, diminuindo eventuais riscos ao bem-estar do recém-nascido.&nbsp;</p>



<p>Separação Zero pelo Prematuro para garantir uma alta feliz para o convívio com sua família.</p>



<p><strong>Relatora</strong><br><strong>Maria Augusta Gibelli</strong><br><strong>Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



<p>Foto: serrnovik |&nbsp;<a href="http://depositphotos.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">depositphotos.com</a></p>
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		<title>Pediatras! quem somos?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/pediatras-quem-somos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2021 20:19:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
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<p>Nós Pediatras somos os profissionais da saúde que temos o privilégio de acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança e atuar como “consultores familiares”. Somos interlocutores com poder de influência e de interação com as famílias.</p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 27/07/2021</p>





<p>Nós Pediatras somos os profissionais da saúde que temos o privilégio de acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança e atuar como “consultores familiares”. Somos interlocutores com grande poder de influência e de interação com as famílias. Para um mundo cambiante, dramaticamente veloz em suas transformações, não podemos deixar de testemunhar essas mudanças e não podemos deixar que as crianças se “adultizem” antes do tempo, que se “erotizem” antes da hora, que se alienem, que deixem de desfrutar da natureza e de a explorar com olhos de encantamento.&nbsp; Nós Pediatras somos os defensores das crianças e curadores dessa responsabilidade quanto ao seu desenvolvimento.</p>



<p>Segue um texto do nosso grande educador Rubem Aves (15/10/2012), com os “<em>Dez direitos naturais das crianças”:</em></p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Direito ao ócio: Toda criança tem o direito de viver momentos de tempo não programado pelos adultos;</li><li>Direito a sujar-se: Toda criança tem o direito de brincar com a terra, a areia, a água, a lama, as pedras;</li><li>Direito aos sentidos: Toda criança tem o direito de sentir os gostos e os perfumes oferecidos pela natureza;</li><li>Direito ao diálogo: Toda criança tem o direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas ideias, de ter explicações para as suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos;</li><li>Direito ao uso das mãos: Toda criança tem o direito de pregar pregos, de cortar e raspar madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo;</li><li>Direito a um bom início: Toda criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro;</li><li>Direito à rua: Toda criança tem o direito de brincar na rua e na praça e de andar livremente pelos caminhos, sem medo de ser atropelada por motoristas que pensam que as vias lhes pertencem;</li><li>Direito à natureza selvagem. Toda criança tem o direito de construir uma cabana nos bosques, de ter um arbusto onde se esconder e arvores nas quais subir;</li><li>Direito ao silêncio: Toda criança tem o direito de escutar o rumor do vento, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas;</li><li>Direito à poesia: Toda criança tem o direito de ver o sol nascer e se pôr e de ver as estrelas e a lua.</li></ol>



<p>Brincar é coisa de criança – direito que lhe é próprio e inalienável. Brincar é coisa séria, é por meio do brincar que a criança processa a realidade, cria e recria o mundo em que vive, tenta entender o que lhe acontece, elabora saídas, explicita suas dúvidas e angústias. O brincar ajuda a criança a amadurecer, oferecendo-lhe desafios intelectuais e emocionais.</p>



<p>Um bom brinquedo (ou uma boa brincadeira) não necessariamente precisa ser comprado, nem ser do último tipo produzido pela moderna tecnologia. Um bom brinquedo pode ser feito em casa, com coisas tão simples quanto uma folha de papel, uma caixa de lápis de cor, uma lata vazia, uma caixa de papelão, revistas e jornais velhos, pedaços de pano e de cordas, botões e tantas outras coisas simples. Não basta, entretanto, darmos brinquedos para nossos filhos, é necessário brincar com eles, “estar junto”. Algumas razões:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A infância passa rápido e não volta, nem para a criança, nem para os pais;<ul><li>Este é um tempo fundamental para o estabelecimento da personalidade;</li></ul><ul><li>Os filhos vão guardar na lembrança muito mais o momento do convívio entre eles e os pais, do que do modelo “X” ou “Y” de determinado brinquedo que tiveram na infância. Lembrarão aquele seu olhar, aquele seu gesto, aquele seu sorriso, o contato pele a pele, o pegar no colo, o sentar-se no chão, o correr atrás, o andar na garupa da bicicleta agarrado à sua cintura, o tom da voz quando você lhe contou uma determinada história, o seu interesse demonstrado por elas.</li></ul></li></ul>



<p>Isso não tem preço, e é uma questão de prioridade. Não podemos esquecer que esse mundo da criança é o nosso objeto de trabalho, interesse e satisfação.</p>



<p><strong>Relator:</strong><br><strong>Fernando M F Oliveira</strong><br><strong>Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>
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		<title>27 DE JULHO – DIA DO PEDIATRA</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/27-de-julho-dia-do-pediatra-6/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2021 14:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
		<category><![CDATA[apoio]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Pediatra]]></category>
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<p>Estudiosos na antiguidade já entendiam que crianças e adultos demandavam tratamentos diferentes. A Pediatria surgiu como especialidade médica, por causa dos altos índices de mortalidade infantil e ausência de profissionais especializados em cuidar de crianças.</p>
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<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 27/07/2021</p>





<p>Estudiosos na antiguidade, como Hipócrates e Aristóteles, já entendiam que crianças e adultos demandavam tratamentos diferentes. Os primeiros hospitais com atendimento específico e separado de crianças surgiram no início do século XIX e a Pediatria só foi surgir como especialidade médica no final do mesmo século, devido aos elevados índices de mortalidade infantil e ausência de profissionais especializados em cuidar de crianças.</p>



<p>Em 1959, a assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Declaração dos Direitos da Criança e, em 20 de novembro de 1989, foi assinada a Convenção sobre os Direitos da Criança, que reconhece os direitos de todas as crianças a terem o mais alto padrão de saúde possível, a instituição de tratamento de doenças e a reabilitação da saúde. Desde então, em muitos países, o Dia da Criança é comemorado em 20 de novembro e em alguns deles é também o Dia do Pediatra.</p>



<p>Aqui no Brasil, o Dia do Pediatra é celebrado anualmente no dia 27 de julho e esta data foi escolhida por ter sido a da fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria, em 1910.</p>



<p>O termo &#8220;pediatria&#8221; é derivado de palavras gregas que significam &#8220;criança&#8221;, “doutor / aquele que cura&#8221;, sendo a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos aspectos preventivos (aleitamento materno, imunizações, prevenção de acidentes, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento saudáveis &#8211; puericultura), e aos curativos (procedimentos e tratamentos das doenças exclusivas ou não da criança e do adolescente).</p>



<p>É importante que a escolha do pediatra aconteça antes mesmo de o bebê nascer e que todos os envolvidos busquem ter uma relação de harmonia e empatia, já que estaremos juntos na rotina da criança, do adolescente e da família por muitos anos, até a entrada na vida adulta. A Academia Americana de Pediatria recomenda que os cuidados pediátricos se estendam até os 21 anos.</p>



<p>Nós acabamos sendo “salva-vidas”, terapeutas, conselheiros e, muitas vezes, o médico principal na vida das famílias. Esse é o nosso diferencial entre as outras especialidades médicas, exigindo uma longa formação, atualização frequente e constante. Algumas ações que, a nosso ver, são fundamentais:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Desenvolver uma relação empática e de respeito com a família.</li><li>Ouvir e escutar, sem críticas ou imposições.</li><li>Tratar a criança e seus pais pelo primeiro nome.</li><li>Anotar os comentários e perguntas que são feitos, assim como todas as informações relevantes da criança e sua família.</li><li>Acompanhar as necessidades psicoemocionais específicas dos pais, pois, qualquer disfunção nessa área repercute no desempenho dos papéis que no momento estão exercendo &#8211; o de pai e mãe.</li><li>Aconselhar quanto a algumas questões de cunho pessoal e familiar, sem intromissões que não tenham sido solicitadas, auxiliar na procura de recursos que a família possa estar precisando.</li><li>Promover, no consultório, um ambiente acolhedor com atendimento caloroso, educado e atencioso, no qual as famílias sintam-se bem desde o momento que nele entram. &nbsp;</li><li>Respeitar o horário marcado para o atendimento. Atrasos eventuais devem ser comunicados com antecedência, se possível.</li><li>Oferecer um espaço lúdico e seguro para as crianças brincarem.</li></ul>



<p>O hábito – cada vez mais frequente – de usar o atendimento de urgência (“prontosocorrização”) para obter diagnósticos, tratamentos ou exames médicos rápidos faz com que a criança ou adolescente seja visto rapidamente, por alguém que não os conhece, nem à sua família, não sabe de seus antecedentes e histórico ou talvez nem seja pediatra de formação. Nesse local não haverá oportunidade para que os pais tenham suas perguntas respondidas a respeito do crescimento, comportamento, habilidades e se seu filho está atingindo os marcos de desenvolvimento apropriados para a sua idade, não haverá tempo para fornecer as informações sobre as necessidades de nutrição, vacinas, saúde, segurança e atividades físicas. O atendimento é focado na urgência do momento, por isso incompleto, correndo o risco de subestimar algum processo que exija acompanhamento contínuo ou, o que é pior, de atrasar o diagnóstico de determinadas situações físicas e/ou emocionais.</p>



<p>Os cuidados de puericultura realizados por nós, pediatras, representam um dos maiores valores da medicina, ao oferecer qualidade e prevenir doenças e lesões que poderiam gerar um enorme custo emocional e financeiro.</p>



<p>A compreensão de que nosso trabalho não passa desapercebido aquece a alma de todos nós, que procuramos dar o exemplo ao fazer tudo com amor, dedicação, disponibilidade e competência, deixando muito claro para todos que o principal na vida é a saúde.</p>



<p><strong>Mais informações:</strong></p>



<p>1- When celebrate the day of the pediatrician.<br><a href="https://geek-tips.imtqy.com/articles/4637479857360338/index.html">https://geek-tips.imtqy.com/articles/4637479857360338/index.html</a></p>



<p>2- Pediatricians Partnering with Families.<br><a href="https://www.nichq.org/insight/pediatricians-partnering-families">https://www.nichq.org/insight/pediatricians-partnering-families</a></p>



<p>3- A day in the life of a pediatrician.<br><a href="https://www.sgu.edu/blog/medical/a-day-in-the-life-of-a-pediatrician/">https://www.sgu.edu/blog/medical/a-day-in-the-life-of-a-pediatrician/</a></p>



<p><strong>Relatores:</strong><br><strong>Renata D Waksman</strong><br><strong>Moises Chencinski</strong><br><strong>Fernando M F Oliveira</strong><br><strong>Tania M R Zamataro</strong><br><strong>Coordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo.</strong></p>
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		<item>
		<title>O desfralde e a higiene natural</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-desfralde-e-a-higiene-natural/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 19:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento e desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados primários]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_57360161_lianna_s-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_57360161_lianna_s-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_57360161_lianna_s-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>O desfralde é uma importante fase na vida da criança, por isso é essencial que se respeite o tempo individual para que seja um período livre de traumas. É um dos primeiros passos rumo à autonomia, além de um momento de descobertas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_57360161_lianna_s-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_57360161_lianna_s-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Depositphotos_57360161_lianna_s-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Texto divulgado em 22/04/2021</p>
<hr>
<p>O desfralde é uma importante fase na vida da criança e dos pais, por isso é essencial que se respeite o tempo individual para que seja um período livre de traumas. É um dos primeiros passos rumo à autonomia, além de um momento de descobertas – tanto de suas capacidades, como do seu próprio corpo.</p>
<p>O funcionamento urinário e intestinal depende de um amadurecimento neurológico e esse processo não pode ser acelerado. Além disso, existe o amadurecimento psicológico, que não é necessariamente alcançado junto com o neurológico.</p>
<p>Acredita-se que por volta dos 2 e 3 anos de idade a maioria das crianças esteja em uma etapa do desenvolvimento adequada para iniciar o treinamento de controle do cocô e do xixi, isto é, tem as habilidades necessárias para isso.</p>
<p>A identificação da hora certa para começar o desfralde ocorre a partir da observação dos sinais emitidos por cada criança. Ela deve apresentar bom desenvolvimento neurológico, andar, falar e ter o corpo mais firme, com estabilidade. O sinal mais característico é quando a criança começa a anunciar que irá fazer xixi e/ou cocô.</p>
<p>Os bebês já mostram sinais de suas necessidades desde muito cedo. Quando querem fazer cocô ou xixi podem ficar vermelhos, fazer bico, soltar gases e se espremerem. Podem chorar, ter dificuldade para dormir, ficar irritados e, durante a amamentação, pegar e soltar o peito. São experiências próprias e de aprendizado, sem indicar ainda uma consciência corporal.</p>
<p>Às vezes, esses sinais podem ser confundidos com cólicas ou alguma outra doença. Temos que lembrar que a grande maioria dos bebês não sofrerá com cólicas, constipação intestinal ou dificuldade para dormir. As assaduras, hoje em dia, também são raras, facilmente evitáveis com medidas simples de higiene.</p>
<p>O método da <strong>higiene natural</strong> vem sendo discutido e conta com muitos adeptos. Ele consiste em atender às necessidades de evacuações do bebê e dar uma assistência de banheiro desde o nascimento, podendo ser utilizado em qualquer idade. Os pais e cuidadores devem ficar atentos aos sinais que o bebê emite para auxiliá-los na evacuação e micção, coletando a urina e as fezes em um penico, por exemplo. Famílias adeptas do método dispensam fraldas na maioria do tempo.</p>
<p>Para isso deve haver um cuidador à disposição do bebê com muita paciência e dedicação. Os bebês podem fazer xixi quando estão dormindo e, quando em aleitamento materno, podem evacuar a cada mamada, muitas vezes já “capotados” de sono.</p>
<p>Já nos mais velhos esse método pode causar estresse já que com certeza muitos escapes acontecerão. Vivemos em sociedade, onde não podemos fazer nossas necessidades fisiológicas em qualquer lugar!</p>
<p>Na <strong>higiene natural</strong> alguns pontos merecem uma atenção especial. A questão ambiental, financeira e emocional, por exemplo: cada bebê pode evacuar em média de 6 a 8 vezes ao dia em seu primeiro mês de vida. Isso gera uma enorme quantidade de fraldas descartáveis. Mesmo usando fraldas de pano teria o gasto de água para lavá-las. Esse convívio tão de perto com o bebê, tentando decifrar seus sinais, com certeza aumenta o vínculo mãe-bebê e isso sempre é bom. Mas não há nenhum estudo a longo prazo que comprove que a técnica não apresente riscos para as crianças.</p>
<p>É essencial que os pais se informem sobre o método antes de tentar usá-lo nos filhos. Conversar com o pediatra e explicar como está a adaptação da criança é essencial. E sempre lembrar que cada criança tem o seu tempo e, às vezes, o que funciona para uma, não funciona para a outra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Relatora<br></strong><strong style="font-size: inherit;">Adriana Monteiro de Barros Pires<br></strong><strong style="font-size: inherit;">Grupo de Trabalho de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br></strong><strong style="font-size: inherit;">Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><br>Foto: lianna_s | depositphotos.com</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é Puericultura?</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-que-e-puericultura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2015 08:51:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Puericultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<div></div>
<p>Puericultura é a arte de promover e proteger a saúde das crianças, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento com suas particularidades. É uma especialidade médica contida na Pediatria que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto bio-psico-sócio-cultural. Nas consultas periódicas, o pediatra observa a criança, indaga aos pais sobre as atividades do filho, reações frente a estímulos e realiza o exame clínico. Quanto mais nova a criança, mais frágil e vulnerável, daí a necessidade de consultas mais frequentes. Em cada consulta o pediatra vai pedir informações de como a criança se alimenta, se as vacinas estão em dia, como ela brinca, condições de higiene, seu cotidiano. O acompanhamento do crescimento, através da aferição periódica do peso, da altura e do perímetro cefálico e sua análise em gráficos, são indicadores das condições de saúde das crianças. Sempre, a cada consulta, bebês, pré-escolares, escolares e jovens devem ter seu crescimento e seu desenvolvimento avaliado. Crescimento é o ganho de peso e altura, um fenômeno quantitativo, que termina ao final da adolescência. Por outro lado, o desenvolvimento é qualitativo, significa aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se independente e geralmente é um processo contínuo. O pediatra é a pessoa mais indicada para orientar os pais em relação à saúde de seus filhos, no sentido amplo da palavra saúde, ou seja, no seu contexto bio-psico-sócio-cultural, sempre levando em conta todos esses aspectos. Por isso, é importante também o pediatra conhecer o seu filho. É muito importante que os pais possam estabelecer uma relação de mútua cooperação com o seu pediatra, tendo alguém de confiança a quem recorrer nos casos de dúvidas, para o seguimento preventivo do crescimento e do desenvolvimento de seu filho e nos casos de doença, alguém habilitado para ajudar a cuidar adequadamente de seu filho. A Puericultura é algo de antigamente, mas que está cada dia mais contemporânea, modernizando-se com o estilo de vida atual. Vamos, então, a algumas dicas de Puericultura: Escolha o seu pediatra antes do bebê nascer! Faça uma consulta pré-natal, para conhecê-lo e peça uma visita dele ainda na maternidade, para que possa orientar a amamentação, tirar suas dúvidas iniciais e já conhecer a família. Quando tudo na maternidade ocorreu dentro do esperado e não houve nenhuma outra orientação à alta hospitalar, o recém-nascido deve ir ao pediatra até os 7 dias de vida, para que seja avaliado como está indo o aleitamento materno (que deve ter sido orientado desde a maternidade), o ganho de peso, o crescimento, entre outras coisas Se tudo estiver dentro do esperado, com 1 mês deve-se ter a segunda consulta. A partir daí, sugerimos que as consultas para acompanhamento normal da criança sejam mensais até 1 ano. No início da vida, as consultas devem ser frequentes, pois nessa fase de adaptação mãe-filho, pai-filho, é fundamental uma supervisão próxima, tanto para tirar dúvidas, como para orientações e um acompanhamento que garanta um desenvolvimento e crescimento saudáveis da criança. De 1 a 2 anos, em geral, as consultas são bimestrais no primeiro semestre e trimestrais no segundo. Dos 2 aos 4 anos, consultas semestrais e acima de 4 anos as consultas podem ser anuais, se tudo estiver dentro do esperado e a criança saudável, até a fase de iniciar a adolescência, quando sugerimos novamente estreitar a observação clínica a cada 6 meses. Estas recomendações são válidas para o acompanhamento da criança saudável, ou seja, sem nenhum agravo, seja este físico, psíquico, alimentar, ou de qualquer outra natureza. Assim sendo, se no acompanhamento da criança acontece qualquer alteração, doença ou situação em que ela precise ser mais avaliada ou supervisionada, o pediatra pode precisar agendar consultas e/ou retornos mais próximos ou frequentes. Sempre esclareça suas dúvidas com o pediatra! Não fique com dúvidas. Hábitos saudáveis geram cidadãos saudáveis. É importante estimular a alimentação saudável, a atividade física e a prática de esportes desde a infância. As leituras também devem ser estimuladas, pois são uma ótima forma de aprender e um hábito que traz cultura! Atenção: bebês de até 3 meses de idade não regulam bem sua temperatura corporal. Se estiver muito calor e eles estiverem muito agasalhados, podem ficar “febris”, mas conseguiremos saber se isso é febre mesmo, desagasalhando o bebê. Se ao desagasalharmos a temperatura cair é sinal de que não era febre e sim, uma hipertermia. Se, por outro lado, o desagasalharmos e ele continuar com a temperatura igual ou maior a 37,8° C (e, em geral, também mais “caidinho”, ou não mamando bem), isso pode indicar uma infecção e, neste caso, a orientação é de procurar seu pediatra imediatamente. Ou um pronto-socorro para que o bebê seja avaliado rapidamente, pois nessa faixa etária, uma infecção pode ser potencialmente grave. As crianças maiores estão “autorizadas” a terem uma febre de vez em quando, sem isso necessariamente indicar uma infecção! ___ Relatora: Raquel Quiles Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP. Publicado em 26/03/2015. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div></div><p>Puericultura é a arte de promover e proteger a saúde das crianças, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento com suas particularidades. É uma especialidade médica contida na Pediatria que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto bio-psico-sócio-cultural.</p>
<p><div id="attachment_2616" style="width: 756px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2616" class="size-large wp-image-2616" src="http://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2019/05/family_1558792204-1024x682.jpg" alt="" width="746" height="497" /><p id="caption-attachment-2616" class="wp-caption-text"><a href="https://pixabay.com/users/PublicDomainPictures/">PublicDomainPictures</a> | Pixabay</p></div></p>
<p>Nas consultas periódicas, o pediatra observa a criança, indaga aos pais sobre as atividades do filho, reações frente a estímulos e realiza o exame clínico. Quanto mais nova a criança, mais frágil e vulnerável, daí a necessidade de consultas mais frequentes. Em cada consulta o pediatra vai pedir informações de como a criança se alimenta, se as vacinas estão em dia, como ela brinca, condições de higiene, seu cotidiano. O acompanhamento do crescimento, através da aferição periódica do peso, da altura e do perímetro cefálico e sua análise em gráficos, são indicadores das condições de saúde das crianças. Sempre, a cada consulta, bebês, pré-escolares, escolares e jovens devem ter seu crescimento e seu desenvolvimento avaliado. Crescimento é o ganho de peso e altura, um fenômeno quantitativo, que termina ao final da adolescência. Por outro lado, o desenvolvimento é qualitativo, significa aprender a fazer coisas, evoluir, tornar-se independente e geralmente é um processo contínuo.</p>
<p>O pediatra é a pessoa mais indicada para orientar os pais em relação à saúde de seus filhos, no sentido amplo da palavra saúde, ou seja, no seu contexto bio-psico-sócio-cultural, sempre levando em conta todos esses aspectos. Por isso, é importante também o pediatra conhecer o seu filho. É muito importante que os pais possam estabelecer uma relação de mútua cooperação com o seu pediatra, tendo alguém de confiança a quem recorrer nos casos de dúvidas, para o seguimento preventivo do crescimento e do desenvolvimento de seu filho e nos casos de doença, alguém habilitado para ajudar a cuidar adequadamente de seu filho.</p>
<p>A Puericultura é algo de antigamente, mas que está cada dia mais contemporânea, modernizando-se com o estilo de vida atual.</p>
<p>Vamos, então, a algumas dicas de Puericultura:</p>
<ul>
<li>Escolha o seu pediatra antes do bebê nascer! Faça uma consulta pré-natal, para conhecê-lo e peça uma visita dele ainda na maternidade, para que possa orientar a amamentação, tirar suas dúvidas iniciais e já conhecer a família.</li>
<li>Quando tudo na maternidade ocorreu dentro do esperado e não houve nenhuma outra orientação à alta hospitalar, o recém-nascido deve ir ao pediatra até os 7 dias de vida, para que seja avaliado como está indo o aleitamento materno (que deve ter sido orientado desde a maternidade), o ganho de peso, o crescimento, entre outras coisas Se tudo estiver dentro do esperado, com 1 mês deve-se ter a segunda consulta. A partir daí, sugerimos que as consultas para acompanhamento normal da criança sejam mensais até 1 ano. No início da vida, as consultas devem ser frequentes, pois nessa fase de adaptação mãe-filho, pai-filho, é fundamental uma supervisão próxima, tanto para tirar dúvidas, como para orientações e um acompanhamento que garanta um desenvolvimento e crescimento saudáveis da criança. De 1 a 2 anos, em geral, as consultas são bimestrais no primeiro semestre e trimestrais no segundo. Dos 2 aos 4 anos, consultas semestrais e acima de 4 anos as consultas podem ser anuais, se tudo estiver dentro do esperado e a criança saudável, até a fase de iniciar a adolescência, quando sugerimos novamente estreitar a observação clínica a cada 6 meses.</li>
<li>Estas recomendações são válidas para o acompanhamento da criança saudável, ou seja, sem nenhum agravo, seja este físico, psíquico, alimentar, ou de qualquer outra natureza. Assim sendo, se no acompanhamento da criança acontece qualquer alteração, doença ou situação em que ela precise ser mais avaliada ou supervisionada, o pediatra pode precisar agendar consultas e/ou retornos mais próximos ou frequentes.</li>
<li>Sempre esclareça suas dúvidas com o pediatra! Não fique com dúvidas.</li>
<li>Hábitos saudáveis geram cidadãos saudáveis. É importante estimular a alimentação saudável, a atividade física e a prática de esportes desde a infância.</li>
<li>As leituras também devem ser estimuladas, pois são uma ótima forma de aprender e um hábito que traz cultura!</li>
<li><strong>Atenção:</strong> bebês de até 3 meses de idade não regulam bem sua temperatura corporal. Se estiver muito calor e eles estiverem muito agasalhados, podem ficar “febris”, mas conseguiremos saber se isso é febre mesmo, desagasalhando o bebê. Se ao desagasalharmos a temperatura cair é sinal de que não era febre e sim, uma hipertermia. Se, por outro lado, o desagasalharmos e ele continuar com a temperatura igual ou maior a 37,8° C (e, em geral, também mais “caidinho”, ou não mamando bem), isso pode indicar uma infecção e, neste caso, a orientação é de procurar seu pediatra imediatamente. Ou um pronto-socorro para que o bebê seja avaliado rapidamente, pois nessa faixa etária, uma infecção pode ser potencialmente grave. As crianças maiores estão “autorizadas” a terem uma febre de vez em quando, sem isso necessariamente indicar uma infecção!</li>
</ul>
<p>___<br />
<strong>Relatora:</strong><br />
<strong> Raquel Quiles</strong><br />
Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP.</p>
<p>Publicado em 26/03/2015.</p>
<p>Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license"><img decoding="async" style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />
Esta obra foi licenciado sob uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil</a>.</p>
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