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	<title>Arquivos Sars-CoV-2 - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Sars-CoV-2 - SPSP</title>
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	<item>
		<title>Um alerta sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/um-alerta-sobre-a-sindrome-inflamatoria-multissistemica-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2020 22:59:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia global da COVID-19 tem causado muitos casos graves e mortes entre adultos e idosos com comorbidades, mas, entre crianças e adolescentes, na maioria das vezes, a doença é assintomática ou apresenta sintomas leves da infecção.Entretanto, algumas crianças ou adolescentes podem desenvolver manifestações clínicas graves. É um novo fenômeno, chamado de “síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica”. O que é essa síndrome? É uma situação clínica, na qual ocorre uma intensa inflamação de vários sistemas do corpo: dos vasos sanguíneos (vasculites), causando extravasamento (vazamento) de líquidos e seu acúmulo nos pulmões, coração, rins e outros órgãos, além de diminuição da pressão arterial (quadro de choque). Em alguns países, inclusive no Brasil, nas últimas semanas, infelizmente tem havido alguns casos em crianças e adolescentes desta síndrome, que tem em comum algumas características da Doença de Kawasaki (vasculite aguda rara, cujo diagnóstico baseia-se na presença de febre persistente, quadro de erupção cutânea, aumento de gânglios, conjuntivite com vermelhidão nos olhos, inflamação nas mucosas, alterações nas extremidades e sua principal complicação são os aneurismas das artérias coronárias) e da Síndrome do Choque Tóxico (causada por algumas bactérias que produzem toxinas, ocorre disfunção de múltiplos órgãos e instabilidade da pressão arterial, com choque). O que chama a atenção nesses casos é que as crianças ou adolescentes tem nos exames para SARS-CoV-2: PCR positivo numa minoria dos casos e sorologia (IgG) positiva em sua maioria; além disso, sua faixa etária é mais alta do que a dos pacientes com Doença de Kawasaki. Quais são os sintomas que a maioria dessas crianças apresenta? A COVID-19 pode infectar os pacientes não apenas pelo trato respiratório, na forma de gotículas de ar, mas também pelo trato digestório, por contato ou transmissão fecal-oral.Os sintomas iniciais podem ser gastrointestinais, com dor abdominal, vômitos e diarreia e pode haver ausência de sintomas respiratórios nesta fase. Entretanto, com o passar dos dias os sintomas envolvem inflamações na pele, sangue, coração e veias: febre, cefaleia, confusão mental, erupção na pele, descamação, hipotensão e disfunção de múltiplos órgãos. Sintomas que servem de alerta: dores abdominais, gastrointestinais e inflamação cardíaca O que pode gerar confusão frente aos sintomas? Alguns fatores interferem negativamente para a detecção precoce dessa síndrome em crianças, principalmente em sua fase inicial: não apresentar sintomas respiratórios (que seriam os esperados), estar com febre ou com alguma outra doença. É importante lembrar que esta síndrome causa uma reação inflamatória atípica e desproporcional a uma infecção banal. E o que os pais podem fazer? Primeiro de tudo, mantenham a calma! Considerem que o número de casos é muito pequeno; Fiquem atentos aos sintomas de alarme, tanto pela COVID-19, como de outras doenças que possam justificar o atendimento em pronto socorro; Se estiverem preocupados com algum sintoma que seu filho esteja apresentando, ou se estiver com alguns dos citados acima, entrem em contato com seu pediatra. Caso não seja possível, dirijam-se ao serviço de urgências pediátricas que tenha estrutura de internação em unidade de cuidados intensivos; Estes conhecimentos possibilitam o diagnóstico precoce de doenças que requerem intervenção imediata, não só nos casos do novo coronavírus.&#160; Lembrar que: o reconhecimento precoce e o tratamento definitivo são fundamentais para melhorar os resultados e sobrevida dos pacientes dessa síndrome grave, que pode requerer cuidados intensivos, para abordar as múltiplas insuficiências, com destaque para: coração, pulmões e rins. ___Relatores:Dra. Renata D. WaksmanVice-Presidente da SPSP e Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSPDr. Eitan N. BerezinPresidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-alerta-sobre-a-sindrome-inflamatoria-multissistemica-pediatrica/">Um alerta sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A pandemia global da COVID-19 tem causado muitos casos graves e mortes entre adultos e idosos com comorbidades, mas, entre crianças e adolescentes, na maioria das vezes, a doença é assintomática ou apresenta sintomas leves da infecção.<br>Entretanto, algumas crianças ou adolescentes podem desenvolver manifestações clínicas graves. É um novo fenômeno, chamado de “síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Depositphotos_303864658_milkos-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3261"/><figcaption>milkos | depositphotos.com</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O
que é essa síndrome?</strong></h4>



<p>É uma situação clínica, na qual ocorre uma intensa inflamação de vários sistemas do corpo: dos vasos sanguíneos (vasculites), causando extravasamento (vazamento) de líquidos e seu acúmulo nos pulmões, coração, rins e outros órgãos, além de diminuição da pressão arterial (quadro de choque). <br>Em alguns países, inclusive no Brasil, nas últimas semanas, infelizmente tem havido alguns casos em crianças e adolescentes desta síndrome, que tem em comum algumas características da <strong>Doença de Kawasaki</strong> (vasculite aguda rara, cujo diagnóstico baseia-se na presença de febre persistente, quadro de erupção cutânea, aumento de gânglios, conjuntivite com vermelhidão nos olhos, inflamação nas mucosas, alterações nas extremidades e sua principal complicação são os aneurismas das artérias coronárias) e da <strong>Síndrome do Choque Tóxico</strong> (causada por algumas bactérias que produzem toxinas, ocorre disfunção de múltiplos órgãos e instabilidade da pressão arterial, com choque). <br>O que chama a atenção nesses casos é que as crianças ou adolescentes tem nos exames para SARS-CoV-2: PCR positivo numa minoria dos casos e sorologia (IgG) positiva em sua maioria; além disso, sua faixa etária é mais alta do que a dos pacientes com Doença de Kawasaki.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quais
são os sintomas que a maioria dessas crianças apresenta?</strong></h4>



<p>A COVID-19 pode infectar os pacientes não apenas pelo trato respiratório, na forma de gotículas de ar, mas também pelo trato digestório, por contato ou transmissão fecal-oral.<br>Os sintomas iniciais podem ser gastrointestinais, com dor abdominal, vômitos e diarreia e pode haver ausência de sintomas respiratórios nesta fase. Entretanto, com o passar dos dias os sintomas envolvem inflamações na pele, sangue, coração e veias: febre, cefaleia, confusão mental, erupção na pele, descamação, hipotensão e disfunção de múltiplos órgãos. <br><strong>Sintomas que servem de alerta</strong>: dores abdominais, gastrointestinais e inflamação cardíaca</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O
que pode gerar confusão frente aos sintomas?</strong></h4>



<p>Alguns fatores interferem negativamente
para a detecção precoce dessa síndrome em crianças, principalmente em sua fase
inicial: não apresentar sintomas respiratórios (que seriam os esperados), estar
com febre ou com alguma outra doença. É importante lembrar que esta síndrome
causa uma reação inflamatória atípica e desproporcional a uma infecção banal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E
o que os pais podem fazer?</strong></h4>



<ul class="wp-block-list"><li>Primeiro de tudo, mantenham a calma!
Considerem que o número de casos é muito pequeno;</li><li>Fiquem atentos aos sintomas de alarme,
tanto pela COVID-19, como de outras doenças que possam justificar o atendimento
em pronto socorro;</li><li>Se estiverem preocupados com algum sintoma
que seu filho esteja apresentando, ou se estiver com alguns dos citados acima,
entrem em contato com seu pediatra. Caso não seja possível, dirijam-se ao
serviço de urgências pediátricas que tenha estrutura de internação em unidade
de cuidados intensivos;</li><li>Estes conhecimentos possibilitam o
diagnóstico precoce de doenças que requerem intervenção imediata, não só nos
casos do novo coronavírus.&nbsp; </li></ul>



<p><strong>Lembrar
que: </strong>o reconhecimento precoce e o tratamento definitivo são
fundamentais para melhorar os resultados e sobrevida dos pacientes dessa
síndrome grave, que pode requerer cuidados intensivos, para abordar as
múltiplas insuficiências, com destaque para: coração, pulmões e rins.</p>



<p>___<br><strong>Relatores:</strong><br><strong>Dra. Renata D. Waksman</strong><br><strong>Vice-Presidente da SPSP e Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong><br><strong>Dr. Eitan N. Berezin</strong><br><strong>Presidente do Departamento Científico de Infectologia da SPSP</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/um-alerta-sobre-a-sindrome-inflamatoria-multissistemica-pediatrica/">Um alerta sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coronavírus, quarentena e “boa” alimentação dos nossos filhos</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/coronavirus-quarentena-e-boa-alimentacao-dos-nossos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 22:58:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescencia]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o crescimento do número de casos de COVID-19 no Brasil e no mundo, a pandemia do novo coronavírus evolui entre incertezas e constante geração de conhecimento científico relacionado às estratégias para prevenir e combater a infecção, ou pelo menos, tentar evitar as formas graves da doença. O isolamento social (permanência do maior tempo possível em casa) tem levado a modificações da dinâmica familiar. As dificuldades de lidar com essa fase, direta e indiretamente, podem acarretar consequências à saúde, que vão além da doença. A forma de realizar as refeições é uma dessas mudanças impostas pela quarentena e que pode ter como consequências os distúrbios nutricionais. Crianças e adolescentes, que realizavam pelo menos uma ou mais das refeições principais na escola, estão se alimentando em casa, em tempo integral. No entanto, garantir horários das refeições organizados e uma alimentação equilibrada qualitativa e quantitativamente não tem sido uma tarefa fácil para os pais, por diversas razões: maior número de afazeres domiciliares assumidos por eles, existência de maior ou menor acesso a alimentos saudáveis, a praticidade do fast food, a exigência de trabalhar remotamente e, nos diversos contextos sociais, pela necessidade de criar alternativas para manter uma fonte de renda suficiente para o bem-estar e sobrevivência. A boa nutrição, que é historicamente aliada à boa imunidade ou à defesa competente do organismo contra a agressão de agentes infecciosos, é basicamente resultado da boa alimentação, que inclui o consumo diário de nutrientes necessários para a boa atividade de órgãos e sistemas do corpo. Dentre essas boas características, aponto aqui, especificamente, os efeitos benéficos do estado nutricional adequado de vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco e selênio) na manutenção do sistema imune competente e, consequentemente, no seu papel no controle e prevenção de doenças infecciosas, como a COVID-19. Estes cinco micronutrientes participam dos mecanismos de defesa do organismo contra a invasão de vírus, bactérias e outros agentes estranhos, protegendo as mucosas respiratórias e gastrintestinais, regulando a inflamação, agindo como antioxidantes, garantindo a geração de anticorpos específicos ou fortalecendo células protetoras. Ok, mas o que oferecer para nossos filhos nesta época de “improviso” alimentar para garantir estas funções? Os alimentos considerados melhores fontes de vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco e selênio) e que devem ser oferecidos na mesa familiar estão dispostos no quadro abaixo. Micronutriente Origem/Alimentos Vitamina A Origem animal: carne e óleo de fígado (órgão de reserva), leite e ovos Origem vegetal: vegetais folhosos verde-escuros, óleos, frutas e vegetais com coloração do amarelo ao vermelho (manga, mamão, abóbora, cenoura, batata doce, espinafre, mostarda e couve) Vitamina C Frutas cítricas (limão, laranja, acerola e abacaxi), não cítricas (melancia, melão, cerejas, kiwi, manga, mamão, morango e tomate) e legumes (repolho, brócolis, couve, couve-flor, mostarda, pimentão vermelho e verde, ervilha e batata) Vitamina D* Peixes com alto teor de gordura (salmão, sardinha e atum), óleo de fígado de peixe, gema de ovo, fígado, leite e seus derivados Zinco Mariscos, ostras, carnes vermelhas, fígado, miúdos, ovos, grãos integrais e cereais matinais fortificados Selênio Castanha do Brasil, peixes (sardinha, salmão), fígado de boi, farelo de arroz, farinha de trigo integral, cebola, alho, cebolinha, mostarda, repolho, brócolis, couve-flor e cogumelos *Especificamente, o consumo diário de alimentos fonte de vitamina D é indispensável, pela redução da exposição solar decorrente da quarentena. Fonte: elaborada pelo autor Enfatizo que, embora existam algumas hipóteses recentemente levantadas, até o momento, não há qualquer evidência científica do benefício do uso de suplementos alimentares ou medicamentosos com estes micronutrientes para prevenir ou tratar a COVID-19 em indivíduos saudáveis, principalmente na faixa etária pediátrica. Além disso, altas doses levam ao risco de toxicidade e, consequentemente, prejudicam a saúde. No entanto, é fundamental destacar que o estado de deficiência de qualquer um destes micronutrientes deve ser identificado e reparado prontamente para garantir o bom funcionamento do sistema imune. Aqui sim, diante da forte suspeita clínica ou da deficiência nutricional comprovada, estratégias de suplementação e tratamento são, assim como eram antes da pandemia atual, altamente indicadas e contribuem significativamente com o combate às doenças infecciosas. Convido os pais para uma reflexão: este momento de pausa, sem trânsito, sem escolas, sem igreja, sem parques, sem praias, sem jogos de futebol, sem bares, restaurantes ou lanchonetes pode ser uma oportunidade para proporcionar uma alimentação mais saudável para toda família e para compartilhar o momento das refeições. Mesmo frente ao desafio da adaptação ao isolamento social, este certamente é um caminho para a promoção da saúde e fortalecimento familiar. Tal modificação da prática e comportamento alimentar pode surpreender nossas expectativas, quanto à possibilidade de aquisição de preferências e hábitos alimentares saudáveis pelos nossos filhos. ___Relator: Tulio KonstantynerDepartamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São PauloMembro titular do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/coronavirus-quarentena-e-boa-alimentacao-dos-nossos-filhos/">Coronavírus, quarentena e “boa” alimentação dos nossos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o crescimento do número de casos de
COVID-19 no Brasil e no mundo, a pandemia do novo coronavírus evolui entre
incertezas e constante geração de conhecimento científico relacionado às
estratégias para prevenir e combater a infecção, ou pelo menos, tentar evitar
as formas graves da doença.</p>



<p>O isolamento social (permanência do maior
tempo possível em casa) tem levado a modificações da dinâmica familiar. As
dificuldades de lidar com essa fase, direta e indiretamente, podem acarretar consequências
à saúde, que vão além da doença. A forma de realizar as refeições é uma dessas
mudanças impostas pela quarentena e que pode ter como consequências os
distúrbios nutricionais. Crianças e adolescentes, que realizavam pelo menos uma
ou mais das refeições principais na escola, estão se alimentando em casa, em
tempo integral. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/depositphotos_10880969_GekaSkr-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3254"/><figcaption>geka skr | depositphotos.com</figcaption></figure>



<p>No entanto, garantir horários das
refeições organizados e uma alimentação equilibrada qualitativa e
quantitativamente não tem sido uma tarefa fácil para os pais, por diversas
razões: maior número de afazeres domiciliares assumidos por eles, existência de
maior ou menor acesso a alimentos saudáveis, a praticidade do <em>fast food</em>,
a exigência de trabalhar remotamente e, nos diversos contextos sociais, pela
necessidade de criar alternativas para manter uma fonte de renda suficiente para
o bem-estar e sobrevivência.</p>



<p>A <strong>boa</strong> nutrição, que é
historicamente aliada à <strong>boa</strong> imunidade ou à defesa competente do
organismo contra a agressão de agentes infecciosos, é basicamente resultado da <strong>boa</strong>
alimentação, que inclui o consumo diário de nutrientes necessários para a <strong>boa</strong>
atividade de órgãos e sistemas do corpo.</p>



<p>Dentre essas boas características, aponto aqui, especificamente, os efeitos
benéficos do estado nutricional adequado de vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco
e selênio) na manutenção do sistema imune competente e, consequentemente, no seu
papel no controle e prevenção de doenças infecciosas, como a COVID-19.</p>



<p>Estes cinco micronutrientes participam dos
mecanismos de defesa do organismo contra a invasão de vírus, bactérias e outros
agentes estranhos, protegendo as mucosas respiratórias e gastrintestinais,
regulando a inflamação, agindo como antioxidantes, garantindo a geração de
anticorpos específicos ou fortalecendo células protetoras.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Ok,
mas o que oferecer para nossos filhos nesta época de “improviso” alimentar para
garantir estas funções?</strong> </h4>



<p>Os alimentos considerados melhores fontes de
vitaminas (A, C e D) e minerais (zinco e selênio) e que devem ser oferecidos na
mesa familiar estão dispostos no quadro abaixo.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"> <strong>Micronutriente</strong></td><td>
  <strong>Origem/Alimentos</strong>
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Vitamina
  A</strong>
  </td><td>
  Origem animal: carne e
  óleo de fígado (órgão de reserva), leite e ovos
  Origem
  vegetal: vegetais folhosos verde-escuros, óleos, frutas e vegetais com
  coloração do amarelo ao vermelho (manga, mamão, abóbora, cenoura, batata
  doce, espinafre, mostarda e couve)
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Vitamina
  C</strong>
  </td><td>
  Frutas
  cítricas (limão, laranja, acerola e abacaxi), não cítricas (melancia, melão,
  cerejas, kiwi, manga, mamão, morango e tomate) e legumes (repolho, brócolis,
  couve, couve-flor, mostarda, pimentão vermelho e verde, ervilha e batata)
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Vitamina
  D*</strong>
  </td><td>
  Peixes com alto teor de
  gordura (salmão, sardinha e atum), óleo de fígado de peixe, gema de ovo,
  fígado, leite e seus derivados
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Zinco</strong>
  </td><td>
  Mariscos, ostras,
  carnes vermelhas, fígado, miúdos, ovos, grãos integrais e cereais matinais
  fortificados
  </td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">
  <strong>Selênio</strong>
  </td><td>
  Castanha
  do Brasil, peixes (sardinha, salmão), fígado de boi, farelo de arroz, farinha
  de trigo integral, cebola, alho, cebolinha, mostarda, repolho, brócolis,
  couve-flor e cogumelos
  </td></tr></tbody></table></figure>



<p>*Especificamente,
o consumo diário de alimentos fonte de vitamina D é indispensável, pela redução
da exposição solar decorrente da quarentena.</p>



<p><em>Fonte: elaborada
pelo autor</em></p>



<p>Enfatizo que, embora existam algumas
hipóteses recentemente levantadas, até o momento, não há qualquer evidência
científica do benefício do uso de suplementos alimentares ou medicamentosos com
estes micronutrientes para prevenir ou tratar a COVID-19 em indivíduos
saudáveis, principalmente na faixa etária pediátrica. Além disso, altas doses levam
ao risco de toxicidade e, consequentemente, prejudicam a saúde.</p>



<p>No entanto, é fundamental destacar que o
estado de deficiência de qualquer um destes micronutrientes deve ser
identificado e reparado prontamente para garantir o bom funcionamento do
sistema imune. Aqui sim, diante da forte suspeita clínica ou da deficiência
nutricional comprovada, estratégias de suplementação e tratamento são, assim
como eram antes da pandemia atual, altamente indicadas e contribuem
significativamente com o combate às doenças infecciosas.</p>



<p>Convido os pais para uma reflexão: este
momento de pausa, sem trânsito, sem escolas, sem igreja, sem parques, sem praias,
sem jogos de futebol, sem bares, restaurantes ou lanchonetes pode ser uma
oportunidade para proporcionar uma alimentação mais saudável para toda família
e para compartilhar o momento das refeições. Mesmo frente ao desafio da
adaptação ao isolamento social, este certamente é um caminho para a promoção da
saúde e fortalecimento familiar. Tal modificação da prática e comportamento
alimentar pode surpreender nossas expectativas, quanto à possibilidade de
aquisição de preferências e hábitos alimentares saudáveis pelos nossos filhos. </p>



<p>___<br><strong>Relator: Tulio Konstantyner</strong><br><strong>Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><br><strong>Membro titular do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria</strong></p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>




<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/coronavirus-quarentena-e-boa-alimentacao-dos-nossos-filhos/">Coronavírus, quarentena e “boa” alimentação dos nossos filhos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O uso de máscaras de tecido em crianças</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/o-uso-de-mascaras-de-tecido-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2020 18:40:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[Uso de máscara]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3226</guid>

					<description><![CDATA[<p>A recomendação do uso de máscaras para toda a população, quando sair de seu domicílio, em várias cidades e regiões do mundo, decorre da necessidade imposta pela pandemia da COVID-19. O objetivo é reduzir o risco de transmissão do vírus quando as pessoas estiverem fora do isolamento social. Apesar de haver poucos estudos sobre o uso de máscaras faciais, particularmente em crianças, elas têm sido recomendadas em situações de epidemias como a de influenza, da SARS e MERS, como medida de proteção. A Academia Americana de Pediatria, o Centro de Controle de Doenças Norte-americano e Europeu indicam o uso em crianças todas as vezes que forem sair de casa. Todas as crianças devem usar máscaras? Não é recomendado o uso em crianças menores de dois anos de idade e naquelas com déficits cognitivos, dificuldade de comunicação ou movimentação e doenças respiratórias prévias. Portanto, não deve ser utilizada em qualquer criança que esteja incapacitada de remover a máscara por si mesma, evitando o risco de sufocamento. Se a criança ficar com muito medo ou resistir a cobrir o rosto? Conversar bastante com a criança antes, explicar que não precisa ter medo. Para as pequenas, em geral menores de três anos, explicar que todos estão usando para evitar ficarem doentes, inclusive seus pais, irmãos maiores, avós e quando tudo ficar bem não mais precisará usar; e para as maiores, detalhar os motivos falando sobre os vírus e o risco de aquisição pelo contato com pessoas sintomáticas ou não. Algumas ideias que podem ajudar: colocar uma máscara no bichinho de pelúcia de estimação; olhar no espelho portando a máscara e conversar sobre; oferecer uma máscara decorada ou personalizada; mostrar foto de outras crianças usando máscara. Em resumo, prepará-la previamente. Se a criança já teve crise de chiado ou asma e fez inalações e usou máscara inalatória, lembrá-la de como foi bom para a sua saúde. Como usar adequadamente a máscara? lavar as mãos antes de colocar e também após retirar a máscara. Se estiver em local onde não possa lavar as mãos, higienizá-las com álcool gel; a máscara deve ser de tecido confortável duplo (duas camadas) e ficar bem ajustada ao tamanho do rosto da criança, com acabamento de elástico que deve ser fixado atrás das orelhas. Há moldes disponíveis na internet para diferentes idades; deve cobrir completamente desde o nariz até o queixo; conversar muito com a criança para não tocar na máscara; quando reconsiderar o uso da máscara: caso a criança não suporte permanecer com ela, apresentando respiração muito forçada ou sensação de falta de ar, claustrofobia, se ficar tocando muito o rosto &#8211; o uso da máscara pode trazer mais riscos do que benefícios. Nestes casos, é melhor ficar com a criança em casa ou garantir sempre uma distância de ao menos dois metros de outras pessoas; lavar a máscara com água e sabão após o uso. Existe recomendação de uso de face shield em crianças? Não há recomendação para uso em crianças, uma vez que é um equipamento de proteção individual para ser usado no ambiente de trabalho. Porém, em alguns países e mesmo no Brasil já tem sido utilizada, como na alta da maternidade de bebês prematuros e de termo, em tamanho especialmente confeccionado para os recém-nascidos. Entretanto, não há evidência de proteção para crianças pequenas. Alguns endereços eletrônicos com informações adicionais: https://www.healthychildren.org/English/health-issues/conditions/chest-lungs/Pages/Cloth-Face-Coverings-for-Children-During-COVID-19.aspx https://www.latimes.com/lifestyle/story/2020-04-24/should-kids-wear-coronavirus-face-masks https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/diy-cloth-face-coverings.html ___ Relatora: Dra. Heloisa Helena de Sousa MarquesDepartamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-uso-de-mascaras-de-tecido-em-criancas/">O uso de máscaras de tecido em crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A recomendação do uso de máscaras para toda a população, quando sair de seu domicílio, em várias cidades e regiões do mundo, decorre da necessidade imposta pela pandemia da COVID-19. O objetivo é reduzir o risco de transmissão do vírus quando as pessoas estiverem fora do isolamento social.</p>



<p>Apesar de haver poucos estudos sobre o uso de máscaras faciais, particularmente em crianças, elas têm sido recomendadas em situações de epidemias como a de influenza, da SARS e MERS, como medida de proteção. A Academia Americana de Pediatria, o Centro de Controle de Doenças Norte-americano e Europeu indicam o uso em crianças todas as vezes que forem sair de casa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Depositphotos_363275950_BravissimoS-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3228"/><figcaption><em>bravíssimos | depositphotos.com</em></figcaption></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading">Todas as crianças devem usar máscaras? </h4>



<p>Não é recomendado o uso em crianças menores de dois anos de idade e naquelas com déficits cognitivos, dificuldade de comunicação ou movimentação e doenças respiratórias prévias. Portanto, não deve ser utilizada em qualquer criança que esteja incapacitada de remover a máscara por si mesma, evitando o risco de sufocamento.</p>



<h4 class="wp-block-heading"> Se a criança ficar com muito medo ou resistir a cobrir o rosto? </h4>



<p>Conversar bastante com a criança antes, explicar que não precisa ter medo. Para as pequenas, em geral menores de três anos, explicar que todos estão usando para evitar ficarem doentes, inclusive seus pais, irmãos maiores, avós e quando tudo ficar bem não mais precisará usar; e para as maiores, detalhar os motivos falando sobre os vírus e o risco de aquisição pelo contato com pessoas sintomáticas ou não. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Algumas ideias que podem ajudar:</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>colocar uma máscara no bichinho de pelúcia de estimação;</li><li>olhar no espelho portando a máscara e conversar sobre; </li><li>oferecer uma máscara decorada ou personalizada;</li><li>mostrar foto de outras crianças usando máscara.</li></ul>



<p>Em resumo, prepará-la previamente. Se a criança já teve crise de chiado ou asma e fez inalações e usou máscara inalatória, lembrá-la de como foi bom para a sua saúde.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como usar adequadamente a máscara?</h4>



<ul class="wp-block-list"><li>lavar as mãos antes de colocar e também após retirar a máscara. Se estiver em local onde não possa lavar as mãos, higienizá-las com álcool gel;</li><li>a máscara deve ser de tecido confortável duplo (duas camadas) e ficar bem ajustada ao tamanho do rosto da criança, com acabamento de elástico que deve ser fixado atrás das orelhas. Há moldes disponíveis na internet para diferentes idades;</li><li>deve cobrir completamente desde o nariz até o queixo;</li><li>conversar muito com a criança para não tocar na máscara;</li><li>quando reconsiderar o uso da máscara: caso a criança não suporte permanecer com ela, apresentando respiração muito forçada ou sensação de falta de ar, claustrofobia, se ficar tocando muito o rosto &#8211; o uso da máscara pode trazer mais riscos do que benefícios. Nestes casos, é melhor ficar com a criança em casa ou garantir sempre uma distância de ao menos dois metros de outras pessoas;</li><li>lavar a máscara com água e sabão após o uso.  </li></ul>



<h4 class="wp-block-heading"> Existe recomendação de uso de<em> face shield</em> em crianças? </h4>



<p>Não há recomendação para uso em crianças, uma vez que é um equipamento de proteção individual para ser usado no ambiente de trabalho. Porém, em alguns países e mesmo no Brasil já tem sido utilizada, como na alta da maternidade de bebês prematuros e de termo, em tamanho especialmente confeccionado para os recém-nascidos. Entretanto, não há evidência de proteção para crianças pequenas.<br></p>



<h4 class="wp-block-heading">Alguns endereços eletrônicos com informações adicionais:</h4>



<ol class="wp-block-list"><li><a href="https://www.healthychildren.org/English/health-issues/conditions/chest-lungs/Pages/Cloth-Face-Coverings-for-Children-During-COVID-19.aspx">https://www.healthychildren.org/English/health-issues/conditions/chest-lungs/Pages/Cloth-Face-Coverings-for-Children-During-COVID-19.aspx</a></li><li><a href="https://www.latimes.com/lifestyle/story/2020-04-24/should-kids-wear-coronavirus-face-masks">https://www.latimes.com/lifestyle/story/2020-04-24/should-kids-wear-coronavirus-face-masks</a></li><li><a href="https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/diy-cloth-face-coverings.html">https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prevent-getting-sick/diy-cloth-face-coverings.html</a></li></ol>



<p> <strong>___</strong> <br><strong>Relatora: <br>Dra. Heloisa Helena de Sousa Marques<br>Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Orientações para a criança com cardiopatia e a Covid-19</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/orientacoes-para-a-crianca-com-cardiopatia-e-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 19:55:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Cardiopatia]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Defeitos cardíacos]]></category>
		<category><![CDATA[Dispositivos cardíacos]]></category>
		<category><![CDATA[Fique em casa]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Novo coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3222</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Departamento de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) responde dúvidas sobre a Covid-19 e os pacientes com cardiopatia. Quão perigosa é a Covid-19? A maioria das crianças teve sintomas leves, muitas melhoraram em alguns dias e muito poucas morreram. Mas isso não significa que as crianças estão completamente seguras, pois podem transmitir a Covid-19. Poucas crianças vão precisar ser hospitalizadas e, conforme a pandemia avança, algumas informações até poderão mudar à medida que aprendemos mais sobre a doença. Existem riscos especiais para crianças com cardiopatias ou defeitos cardíacos? Não sabemos como esse o novo coronavírus afetará as pessoas com defeitos cardíacos. A maioria dos centros não viu pacientes com cardiopatias congênitas com Covid-19 até agora, porém outros tipos de problemas cardíacos levam a um risco maior. Ao ter defeitos cardíacos, esses pacientes podem ter alterações também nos pulmões, com chance maior de pegar o vírus. No entanto, não é porque tem um defeito cardíaco que o risco seja alto ou maior. Quando a Covid-19 pode trazer maior risco para crianças? Alguns defeitos cardíacos podem fazer com que a infecção seja mais grave: Defeitos muito complexos; Ventrículo único; Cardiopatia com níveis baixos de oxigênio (com cianose &#8211; coloração azul violácea da pele e das mucosas, devido à oxigenação insuficiente do sangue); Força cardíaca reduzida ou insuficiência cardíaca; Problemas de ritmo cardíaco; Problemas pulmonares, como pressão alta do pulmão (hipertensão pulmonar); Cirurgia cardíaca nos últimos três meses; Transplante de coração. Se meu filho tem uma das doenças cardíacas de alto risco listadas acima, pode sair um pouco? Ninguém, seja quem tem problema cardíaco ou não, deve sair de casa! Que outros problemas de saúde podem colocar adultos e crianças em maior risco? Obesidade, diabetes, tabagismo, outros defeitos congênitos, problemas no fígado ou nos rins e sistema imunológico fraco podem aumentar o risco. Asma que requer uso de medicação frequente também entra na lista. Os dispositivos cardíacos, como marcapassos, válvulas cardíacas, stents, cateteres e tubos podem ser infectados? Não. A Covid-19 não infectará nenhum dispositivo que esteja no coração ou no peito. Existe uma vacina ou medicamento para a Covid-19? No momento, não há vacina para prevenir ou tratar a Covid-19. Vários medicamentos estão sendo tentados para ver se são seguros e funcionam. Meu filho tem uma data para cirurgia em breve. O que deveríamos fazer? No momento, a maioria dos hospitais está realizando apenas cirurgias de emergência e urgência. Algumas cirurgias cardíacas podem ser atrasadas sem grandes riscos. A criança pode ficar mais segura se a operação for adiada por um tempo. De qualquer forma, é importante entrar em contato com o médico que acompanha a criança e o hospital onde a cirurgia está programada para saber se poderá ser adiada. O que devo fazer se achar que meu filho pegou a Covid-19? Se qualquer pessoa em sua casa desenvolver sintomas, isole-a imediatamente. NÃO corra para o hospital ou clínica. Entre em contato com a equipe médica por telefone para relatar o que está acontecendo (ou se os sintomas estão piorando), para obter a orientação adequada. Existem medicamentos para o coração que devem ser interrompidos por causa da Covid-19? Continue com todos os medicamentos para o coração regularmente, a menos que seu médico informe o contrário. Isso inclui anticoagulantes, remédio para pressão, remédio para ritmo cardíaco e vitaminas. Entre em contato com seu médico se tiver dúvidas sobre a medicação. Quais medicamentos podem ser usados ​​para ajudar com os sintomas da gripe? O paracetamol e a dipirona podem controlar e atenuar dor e febre. Pergunte ao seu médico antes de usar outros medicamentos. O que devo fazer se a condição cardíaca do meu filho piorar? Procure ajuda médica imediatamente se seu filho ficar com cianose (roxo) ou se ela aumentar, se ficar sem fôlego, se tiver batimentos cardíacos muito rápidos ou mais lentos ou ficar sonolento. Se for possível, vá para o hospital onde estão acostumados a ir, ou ao mais próximo e entre em contato com o médico que o acompanha e com o hospital, para que possam dar as primeiras orientações, preparar e planejar o tratamento. ___Relator:Paulo Henrique MansoPresidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacoes-para-a-crianca-com-cardiopatia-e-a-covid-19/">Orientações para a criança com cardiopatia e a Covid-19</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Departamento de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) responde dúvidas sobre a Covid-19 e os pacientes com cardiopatia. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Quão perigosa é a Covid-19?</h4>



<p>A maioria das crianças teve sintomas leves, muitas melhoraram em alguns dias e muito poucas morreram. Mas isso não significa que as crianças estão completamente seguras, pois podem transmitir a Covid-19. Poucas crianças vão precisar ser hospitalizadas e, conforme a pandemia avança, algumas informações até poderão mudar à medida que aprendemos mais sobre a doença.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Existem riscos especiais para crianças com cardiopatias ou defeitos cardíacos?</h4>



<p>Não sabemos como esse o novo coronavírus afetará as pessoas com defeitos cardíacos. A maioria dos centros não viu pacientes com cardiopatias congênitas com Covid-19 até agora, porém outros tipos de problemas cardíacos levam a um risco maior. Ao ter defeitos cardíacos, esses pacientes podem ter alterações também nos pulmões, com chance maior de pegar o vírus. No entanto, não é porque tem um defeito cardíaco que o risco seja alto ou maior.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/pixabay_217246_PublicDomainPictures-1024x678.jpg" alt="" class="wp-image-3223"/><figcaption><em>public domain pictures | pixabay.com</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Quando a Covid-19 pode trazer maior risco para crianças? </h4>



<p>Alguns
defeitos cardíacos podem fazer com que a infecção seja mais grave:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Defeitos
muito complexos;</li><li>Ventrículo
único;</li><li>Cardiopatia
com níveis baixos de oxigênio (com cianose &#8211; coloração azul violácea da pele e
das mucosas, devido à oxigenação insuficiente do sangue);</li><li>Força
cardíaca reduzida ou insuficiência cardíaca;</li><li>Problemas
de ritmo cardíaco;</li><li>Problemas
pulmonares, como pressão alta do pulmão (hipertensão pulmonar);</li><li>Cirurgia
cardíaca nos últimos três meses;</li><li>Transplante
de coração.</li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">Se meu filho tem uma das doenças cardíacas de alto risco listadas acima, pode sair um pouco?</h4>



<p>Ninguém,
seja quem tem problema cardíaco ou não, deve sair de casa!</p>



<h4 class="wp-block-heading">Que outros problemas de saúde podem colocar adultos e crianças em maior risco?</h4>



<p>Obesidade,
diabetes, tabagismo, outros defeitos congênitos, problemas no fígado ou nos
rins e sistema imunológico fraco podem aumentar o risco. Asma que requer uso de
medicação frequente também entra na lista. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Os dispositivos cardíacos, como marcapassos, válvulas cardíacas, <em>stents</em>, cateteres e tubos podem ser infectados?</h4>



<p>Não. A Covid-19 não infectará nenhum dispositivo que esteja no coração ou no peito.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Existe uma vacina ou medicamento para a Covid-19?</h4>



<p>No momento, não há vacina para prevenir ou tratar a Covid-19. Vários medicamentos estão sendo tentados para ver se são seguros e funcionam.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Meu filho tem uma data para cirurgia em breve. O que deveríamos fazer?</h4>



<p>No momento, a maioria dos hospitais está realizando apenas cirurgias de emergência e urgência. Algumas cirurgias cardíacas podem ser atrasadas sem grandes riscos. A criança pode ficar mais segura se a operação for adiada por um tempo. De qualquer forma, é importante entrar em contato com o médico que acompanha a criança e o hospital onde a cirurgia está programada para saber se poderá ser adiada.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que devo fazer se achar que meu filho pegou a Covid-19?</h4>



<p>Se
qualquer pessoa em sua casa desenvolver sintomas, isole-a imediatamente. NÃO
corra para o hospital ou clínica. Entre em contato com a equipe médica por
telefone para relatar o que está acontecendo (ou se os sintomas estão
piorando), para obter a orientação adequada.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Existem medicamentos para o coração que devem ser interrompidos por causa da Covid-19?</h4>



<p>Continue
com todos os medicamentos para o coração regularmente, a menos que seu médico
informe o contrário. Isso inclui anticoagulantes, remédio para pressão, remédio
para ritmo cardíaco e vitaminas. Entre em contato com seu médico se tiver
dúvidas sobre a medicação.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quais medicamentos podem ser usados ​​para ajudar com os sintomas da gripe?</h4>



<p>O
paracetamol e a dipirona podem controlar e atenuar dor e febre. Pergunte ao seu
médico antes de usar outros medicamentos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que devo fazer se a condição cardíaca do meu filho piorar?</h4>



<p>Procure ajuda médica imediatamente se seu filho ficar com cianose (roxo) ou se ela aumentar, se ficar sem fôlego, se tiver batimentos cardíacos muito rápidos ou mais lentos ou ficar sonolento. Se for possível, vá para o hospital onde estão acostumados a ir, ou ao mais próximo e entre em contato com o médico que o acompanha e com o hospital, para que possam dar as primeiras orientações, preparar e planejar o tratamento.</p>



<p>___<br><strong>Relator:</strong><br><strong>Paulo Henrique Manso</strong><br><strong>Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/orientacoes-para-a-crianca-com-cardiopatia-e-a-covid-19/">Orientações para a criança com cardiopatia e a Covid-19</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crianças com autismo e isolamento social</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/criancas-com-autismo-e-isolamento-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2020 18:40:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Autismo]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Isolamento social]]></category>
		<category><![CDATA[Novo coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pediatra]]></category>
		<category><![CDATA[Quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno do espectro autista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3210</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como sabemos, as crianças com autismo não se encontram no grupo de risco da Covid-19, mas as consequências advindas do isolamento social ao qual estamos todos submetidos vão se fazer sentir mais intensamente nessas crianças e seus familiares. Todas as famílias estão precisando se adaptar a essa nova realidade: ausência da rotina a que estavam acostumados, mudança de hábitos, busca de novas alternativas, aumento da capacidade de tolerar frustrações e incertezas. Se nada disso é fácil para todos nós, para as crianças com autismo e seus pais pode representar um desafio maior ainda. Essas crianças têm muita dificuldade em lidar com o que é novo e diferente, com o que foge à sua sensação de controle. Muitas delas não se comunicam verbalmente nem brincam e o fato de serem submetidas a grandes mudanças de ritmo e rotina pode fazer emergir comportamentos agressivos e outros que já haviam sido abandonados. Isso acarreta uma dificuldade maior ainda para os pais que agora precisam permanecer em casa, muitos em home office e sem a rede de apoio terapêutica com a qual contavam. Vale sempre lembrar que existe, em qualquer situação, a possibilidade de crescimento e aprendizado. Quem sabe esta não é uma oportunidade para conhecer melhor seu filho(a), sentir-se mais próximo e, também, descobrir-se capaz de acolher e aprender muito com ele? Trabalhando há anos com crianças dentro do espectro autista, eles têm me ensinado muito sobre a vida. O que poderíamos sugerir que se levasse em consideração no acompanhamento de seus filhos com autismo? Primeiro, ainda que o uso da tecnologia seja necessário e inevitável em certos momentos, é importante a utilização com parcimônia, sem exagero, pois sabemos que o excesso no uso de celulares, tablets e televisão favorece o isolamento autístico e o contato com um mundo bidimensional e não compartilhável. Além disso, gera uma sobrecarga de excitação que se reflete em agitação e insônia para muitas dessas crianças. Em segundo lugar, manter a rotina: ela é importante para seus filhos, assim como para todos nós, pois ela é organizadora e permite a sensação de segurança. Por outro lado, estabelecer uma rotina não significa inflexibilidade, nem comportamentos totalmente mecânicos, preestabelecidos, pois se assim o fizermos corremos o risco de fortalecer as manobras autísticas e os comportamentos rígidos. Em terceiro, assim como com qualquer criança, precisamos estar atentos às emoções que essa situação inusitada está gerando e conversar com elas sobre isso. Poder nomear seus medos, sua raiva, seu desconforto, porque ainda que as crianças com autismo não falem, ou não demonstrem seus sentimentos, elas sentem e sofrem, assim como todos nós. Enfim, mesmo que o comportamento das crianças com autismo seja, muitas vezes, estereotipado e rígido, é nossa função é trazê-las para o mundo compartilhável. Oferecermos a possibilidade de uma nova experiência, de usarmos nossa criatividade para ajudá-las a vivenciar outras situações. Podem ter certeza, vocês irão se surpreender com elas e com suas potencialidades ainda desconhecidas.&#160;&#160;&#160; ___Relatora:Dra. Fátima M. Vieira BatistelliMembro do Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/criancas-com-autismo-e-isolamento-social/">Crianças com autismo e isolamento social</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como sabemos, as crianças com autismo não se encontram no grupo de risco da Covid-19, mas as consequências advindas do isolamento social ao qual estamos todos submetidos vão se fazer sentir mais intensamente nessas crianças e seus familiares. </p>



<p>Todas
as famílias estão precisando se adaptar a essa nova realidade: ausência da
rotina a que estavam acostumados, mudança de hábitos, busca de novas
alternativas, aumento da capacidade de tolerar frustrações e incertezas. Se
nada disso é fácil para todos nós, para as crianças com autismo e seus pais
pode representar um desafio maior ainda.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/pixabay_286789_white77-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3211"/><figcaption><em>white77 | pixabay.com</em></figcaption></figure>



<p>Essas crianças têm muita dificuldade em lidar com o que é novo e diferente, com o que foge à sua sensação de controle. Muitas delas não se comunicam verbalmente nem brincam e o fato de serem submetidas a grandes mudanças de ritmo e rotina pode fazer emergir comportamentos agressivos e outros que já haviam sido abandonados. Isso acarreta uma dificuldade maior ainda para os pais que agora precisam permanecer em casa, muitos em <em>home office </em>e sem a rede de apoio terapêutica com a qual contavam. </p>



<p>Vale sempre lembrar que existe, em qualquer situação, a possibilidade de crescimento e aprendizado. Quem sabe esta não é uma oportunidade para conhecer melhor seu filho(a), sentir-se mais próximo e, também, descobrir-se capaz de acolher e aprender muito com ele? Trabalhando há anos com crianças dentro do espectro autista, eles têm me ensinado muito sobre a vida.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O que poderíamos sugerir que se levasse em consideração no acompanhamento de seus filhos com autismo?</h4>



<p>Primeiro, ainda que o uso da tecnologia seja necessário e inevitável em certos momentos, é importante a utilização com parcimônia, sem exagero, pois sabemos que o excesso no uso de celulares, <em>tablets</em> e televisão favorece o isolamento autístico e o contato com um mundo bidimensional e não compartilhável. Além disso, gera uma sobrecarga de excitação que se reflete em agitação e insônia para muitas dessas crianças.</p>



<p>Em segundo lugar, manter a rotina: ela é importante para seus filhos, assim como para todos nós, pois ela é organizadora e permite a sensação de segurança. Por outro lado, estabelecer uma rotina não significa inflexibilidade, nem comportamentos totalmente mecânicos, preestabelecidos, pois se assim o fizermos corremos o risco de fortalecer as manobras autísticas e os comportamentos rígidos. </p>



<p>Em
terceiro, assim como com qualquer criança, precisamos estar atentos às emoções
que essa situação inusitada está gerando e conversar com elas sobre isso. Poder
nomear seus medos, sua raiva, seu desconforto, porque ainda que as crianças com
autismo não falem, ou não demonstrem seus sentimentos, elas sentem e sofrem,
assim como todos nós.</p>



<p>Enfim,
mesmo que o comportamento das crianças com autismo seja, muitas vezes,
estereotipado e rígido, é nossa função é trazê-las para o mundo compartilhável.
Oferecermos a possibilidade de uma nova experiência, de usarmos nossa
criatividade para ajudá-las a vivenciar outras situações. Podem ter certeza, vocês
irão se surpreender com elas e com suas potencialidades ainda
desconhecidas.&nbsp;&nbsp;&nbsp; </p>



<p><strong>___<br>Relatora:<br>Dra. Fátima M. Vieira Batistelli<br>Membro do Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dicas práticas para uma alimentação saudável durante a quarentena</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dicas-praticas-para-uma-alimentacao-saudavel-durante-a-quarentena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2020 17:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Devido à pandemia da Covid-19, as crianças têm permanecido em casa por mais tempo, condição que é uma oportunidade para pais, cuidadores e ensino escolar à distância de incentivá-las a terem um maior contato com os alimentos, visando a formação e manutenção de bons hábitos. A criança pode participar do processo da elaboração das refeições, desde a higienização até o preparo final – atividades que podem ser realizadas por diferentes faixas etárias, sob a coordenação de um adulto e que incentivam práticas alimentares mais saudáveis. Esse momento é propício para estimular e incentivar o maior consumo de verduras, legumes, frutas, cereais (arroz, milho, trigo), leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilha). Além disso, é preciso evitar o consumo de alimentos de alta densidade calórica e baixo valor nutricional, ricos em sal, açúcar e gordura, como os refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e algumas &#8220;comidas prontas&#8221; ou enviadas por delivery. A família deve proporcionar às crianças as primeiras experiências com os alimentos, que podem ser decisivas para uma aceitação variada e para adquirir hábitos saudáveis em médio e longo prazo. O ambiente onde a criança vive e o estímulo que lhe é dado para se relacionar com os alimentos – variedade de sabores, cores e texturas, manipulação e preparo – é que vão determinar sua autonomia em relação às escolhas mais adequadas. Algumas orientações práticas Antes de iniciar o preparo, cuidados com a higiene alimentar: antes de realizar as refeições e/ou manipular os alimentos, lavar as mãos com água e sabão. Quando não houver essa possibilidade, utilizar álcool gel a 70%; para alimentos que serão consumidos crus, como os vegetais folhosos e frutas, a recomendação é remover as folhas externas ou danificadas, separar uma a uma, lavá-las com água tratada abundante e deixá-las em imersão, por 15 minutos, em uma solução de água sanitária (uma colher de sopa diluída em um litro de água), lavando-as depois com água tratada corrente novamente. Dicas para alimentação saudável: incentivar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais, tubérculos, leguminosas, carnes, ovos e leite; hidratar-se adequadamente: aumentar o consumo de água; quando possível, permitir e ajudar a criança a montar o seu prato de forma atrativa e colorida com diferentes tipos de alimentos; comer com regularidade em horários estabelecidos e com atenção, isto é, devagar e saboreando os alimentos e preparações; comer com calma em horários e ambiente apropriados em conjunto com os demais membros da família, isento de distrações; evitar realizar refeições na presença de telinhas (ou telões!), como televisão, computador, celular, tablet; evitar lanchinhos ou beliscar entre as refeições. Como incentivar crianças e adolescentes a uma alimentação saudável: dar o exemplo e servir de modelo: os pais devem consumir os mesmos alimentos oferecidos às crianças; disponibilizar frutas, verduras e legumes nas refeições junto aos alimentos preferidos, tornando-os acessíveis (lavados, descascados, picados e conservados em geladeira quando perecíveis); fazer receitas simples com a participação das crianças, como saladas de verduras, legumes e de frutas. Essa interação é importante para estimular o contato, principalmente, com novos alimentos; oferecer o mesmo alimento em diferentes formas de preparação e apresentação (ex: cenoura – adicionar a bolos, sucos, arroz, omelete, molhos. Oferecer ralada, fatiada, cozida, crua, etc); compreender que, por vezes, a criança pode estar sem fome ou indisposta para comer; oferecer água com frequência e evitar bebidas açucaradas; limitar a oferta de alimentos industrializados como biscoitos, sorvetes, carnes processadas (hambúrguer, salsicha, etc), salgadinhos. O que não deve ser feito: obrigar ou forçar a criança a comer, o que pode gerar conflitos; “chantagear” a criança. Exemplo: &#8220;se comer todo o legume, vai ganhar a sobremesa&#8221;; substituir o alimento recusado por outro de preferência da criança; desistir de oferecer o alimento após poucas tentativas; substituir a refeição por pães, biscoitos, leite, em caso de inapetência; obrigar o filho a terminar o prato quando ele não quer mais ou não permitir que ele repita algo, quando pede mais. ___Relator: Dr. Rubens FeferbaumDepartamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São PauloColaboração:Nutricionistas Ana Paula Alves Reis, Adriana Servilha Gandolfo e Patrícia Zamberlan</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/dicas-praticas-para-uma-alimentacao-saudavel-durante-a-quarentena/">Dicas práticas para uma alimentação saudável durante a quarentena</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Devido à pandemia da Covid-19, as crianças têm permanecido em casa por mais tempo, condição que é uma oportunidade para pais, cuidadores e ensino escolar à distância de incentivá-las a terem um maior contato com os alimentos, visando a formação e manutenção de bons hábitos.</p>



<p>A criança pode participar do processo da elaboração das refeições, desde a higienização até o preparo final – atividades que podem ser realizadas por diferentes faixas etárias, sob a coordenação de um adulto e que incentivam práticas alimentares mais saudáveis. </p>



<p>Esse
momento é propício para estimular e incentivar o maior consumo de verduras,
legumes, frutas, cereais (arroz, milho, trigo), leguminosas (feijão, lentilha,
grão de bico, ervilha). Além disso, é preciso evitar o consumo de alimentos de
alta densidade calórica e baixo valor nutricional, ricos em sal, açúcar e
gordura, como os refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e algumas
&#8220;comidas prontas&#8221; ou enviadas por <em>delivery</em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Depositphotos_25521441_michaeljung-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3208"/><figcaption><em>michaeljung  depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<p>A
família deve proporcionar às crianças as primeiras experiências com os
alimentos, que podem ser decisivas para uma aceitação variada e para adquirir
hábitos saudáveis em médio e longo prazo. </p>



<p>O ambiente onde a criança vive e o estímulo que lhe é dado para se relacionar com os alimentos – variedade de sabores, cores e texturas, manipulação e preparo – é que vão determinar sua autonomia em relação às escolhas mais adequadas. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Algumas orientações práticas</h4>



<p><strong>Antes
de iniciar o preparo, cuidados com a higiene alimentar:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>antes de realizar as refeições e/ou manipular os alimentos, lavar as mãos com água e sabão. Quando não houver essa possibilidade, utilizar álcool gel a 70%;</li><li>para alimentos que serão consumidos crus, como os vegetais folhosos e frutas, a recomendação é remover as folhas externas ou danificadas, separar uma a uma, lavá-las com água tratada abundante e deixá-las em imersão, por 15 minutos, em uma solução de água sanitária (uma colher de sopa diluída em um litro de água), lavando-as depois com água tratada corrente novamente.</li></ul>



<p><strong>Dicas
para alimentação saudável</strong><strong>:</strong><strong></strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>incentivar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais, tubérculos, leguminosas, carnes, ovos e leite;</li><li>hidratar-se adequadamente: aumentar o consumo de água;</li><li>quando possível, permitir e ajudar a criança a montar o seu prato de forma atrativa e colorida com diferentes tipos de alimentos;</li><li>comer com regularidade em horários estabelecidos e com atenção, isto é, devagar e saboreando os alimentos e preparações; </li><li>comer com calma em horários e ambiente apropriados em conjunto com os demais membros da família, isento de distrações;</li><li>evitar realizar refeições na presença de telinhas (ou telões!), como televisão, computador, celular, <em>tablet</em>;</li><li>evitar lanchinhos ou beliscar entre as refeições.</li></ul>



<p><strong>Como incentivar crianças e adolescentes a uma
alimentação saudável:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>dar o exemplo e servir de modelo: os pais devem consumir os mesmos alimentos oferecidos às crianças;</li><li>disponibilizar frutas, verduras e legumes nas refeições junto aos alimentos preferidos, tornando-os acessíveis (lavados, descascados, picados e conservados em geladeira quando perecíveis);</li><li>fazer receitas simples com a participação das crianças, como saladas de verduras, legumes e de frutas. Essa interação é importante para estimular o contato, principalmente, com novos alimentos;</li><li>oferecer o mesmo alimento em diferentes formas de preparação e apresentação (ex: cenoura – adicionar a bolos, sucos, arroz, omelete, molhos. Oferecer ralada, fatiada, cozida, crua, etc);</li><li>compreender que, por vezes, a criança pode estar sem fome ou indisposta para comer;</li><li>oferecer água com frequência e evitar bebidas açucaradas;</li><li>limitar a oferta de alimentos industrializados como biscoitos, sorvetes, carnes processadas (hambúrguer, salsicha, etc), salgadinhos.</li></ul>



<p><strong>O que não deve ser feito:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>obrigar ou forçar a criança a comer, o que pode gerar conflitos;</li><li>“chantagear” a criança. Exemplo: &#8220;se comer todo o legume, vai ganhar a sobremesa&#8221;;</li><li>substituir o alimento recusado por outro de preferência da criança;</li><li>desistir de oferecer o alimento após poucas tentativas;</li><li>substituir a refeição por pães, biscoitos, leite, em caso de inapetência;</li><li>obrigar o filho a terminar o prato quando ele não quer mais ou não permitir que ele repita algo, quando pede mais.</li></ul>



<p><strong>___<br>Relator: <br>Dr. Rubens Feferbaum<br>Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Colaboração:<br>Nutricionistas Ana Paula Alves Reis, Adriana Servilha Gandolfo e Patrícia Zamberlan</strong></p>



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<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Espiritualidade e a Covid-19</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/espiritualidade-e-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2020 17:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, crises humanitárias são “eventos de grandes proporções que afetam populações ou sociedades, causando consequências difíceis e angustiantes, como a perda maciça de vidas, interrupção dos meios de subsistência, colapso da sociedade, deslocamento forçado e ainda graves impactos políticos, econômicos com efeitos sociais, psicológicos e espirituais”. A espiritualidade é a busca e a expressão do significado da vida, do propósito, da transcendência e a relação ou a experiência de conexão consigo mesmo, com a família, com os outros, com a natureza e o significado do sagrado. No momento atual, o mundo inteiro foi invadido pela pandemia da Covid-19 e, consequentemente, foi recomendado que as famílias permaneçam em casa diante do caos instalado. A vulnerabilidade, a insegurança, o receio da doença e as informações veiculadas pelas mídias supervalorizam as notícias negativas e os fatos estressantes e angustiantes, o que colabora para a instalação do pânico e do medo.&#160; A quebra da rotina de vida, com a restrição das famílias dentro dos seus lares, se apresenta como uma situação nova e que exige um exercício de paciência, compreensão, tolerância e muita criatividade para que as horas de convivência sejam agradáveis. É a oportunidade de meditar, ouvir música, cantar, dançar, desenhar, pintar e interagir com as crianças em brincadeiras criativas.&#160; As crianças, com toda sua alegria e energia, são as mais tolhidas dentro do espaço restrito. Foram afastadas também de seus amigos e avós, tendo que lidar com a perda temporária da presença física, que é substituída pelo contato virtual, quando possível.&#160; De forma geral, as crianças refletem o ambiente onde se encontram e sofrem ansiedade, receio e angústia ao perceberem que, aqueles que poderiam confortá-las e acalmá-las nos seus receios, estão descontrolados e inseguros. Elas ficam mais inquietas, ansiosas e irritadiças, o que acaba se transformando num ciclo vicioso que piora a dinâmica do ambiente.&#160; Como os pais podem ajudar Os pais, entendendo que as crianças refletem o ambiente em que estão, podem mudar esse ciclo. Sugerimos utilizar uma música suave e conversas, explicando o porquê de precisamos ficar em casa, numa linguagem simples, acalmando as crianças. Podem também fazer juntos um pensamento positivo desejando que as pessoas doentes se recuperem e que todos se proponham a ficar em casa com a família por um tempo, até que os médicos, que estão cuidando da nossa saúde, informem que é possível retornar às nossas atividades habituais.&#160; Ao criar um momento de paz e tranquilidade, os pais podem incentivar as crianças a expressarem as suas inquietações, explicando-lhes que nem tudo foi tolhido. Dessa forma, enfrentam essa fase de reclusão como uma oportunidade para ficarem mais juntos, transmitir segurança, podendo utilizar, inclusive, o ato de contar histórias de superação como uma ferramenta para passar conteúdo construtivo de força, esperança e coragem.&#160;Ensinar a dar valor a todos os momentos da vida, mostrando que mesmo os difíceis nos mostram ocasiões de superação, também ajuda as crianças a compreender que irão retornar às suas atividades ao ar livre, aos parques e lazer. A verdade sempre é o melhor caminho e o exemplo de conduta; a melhor maneira de educar. É importante mostrar às crianças que estar em casa é uma oportunidade de se ter momentos ricos de aprendizado.&#160; Ficar em casa também é uma forma de se relacionar com os entes mais queridos.&#160; Estabelecer rotinas diárias com as crianças é muito saudável: preparar refeições juntos, arrumar a casa. Assim, a criança aprende a colaborar, a ser solidária e se sente valorizada pelo que consegue fazer. O trabalho conjunto torna o núcleo familiar mais forte, mais unido. A subjetividade, o eu interno, pode ser alimentado com conversas, músicas, jogos, brincadeiras, exercícios físicos, leituras, estudos, filmes em família.&#160; Mudando o indivíduo, a família se modifica, a sociedade se transforma e o mundo pode ser reconstruído tendo como base a solidariedade, a generosidade e o comprometimento.&#160;Esse reencontro com o outro através da prática do amor é a verdadeira essência do sagrado e do significado da vida, constituindo o exercício da espiritualidade diária.&#160; ___Relatoras:Dra. Lelia Cardamone GouveiaDra. Aida de Fatima Thome BarbosaNúcleo de Estudos da Espiritualidade da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, crises humanitárias são “eventos
de grandes proporções que afetam populações ou sociedades, causando
consequências difíceis e angustiantes, como a perda maciça de vidas,
interrupção dos meios de subsistência, colapso da sociedade, deslocamento
forçado e ainda graves impactos políticos, econômicos com efeitos sociais,
psicológicos e espirituais”.</p>



<p>A espiritualidade é a busca e a expressão do significado da vida, do propósito, da transcendência e a relação ou a experiência de conexão consigo mesmo, com a família, com os outros, com a natureza e o significado do sagrado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/pixabay_2736254_goodlynx-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3202"/><figcaption><em>goodlynx | pixabay.com</em></figcaption></figure>



<p>No momento atual, o mundo inteiro foi invadido pela pandemia da Covid-19 e, consequentemente, foi recomendado que as famílias permaneçam em casa diante do caos instalado. A vulnerabilidade, a insegurança, o receio da doença e as informações veiculadas pelas mídias supervalorizam as notícias negativas e os fatos estressantes e angustiantes, o que colabora para a instalação do pânico e do medo.&nbsp;</p>



<p>A quebra da rotina de vida, com a <a href="https://www.pediatraorienta.org.br/carta-aos-pais-na-quarentena/">restrição das famílias dentro dos seus lares</a>, se apresenta como uma situação nova e que exige um exercício de paciência, compreensão, tolerância e muita criatividade para que as horas de convivência sejam agradáveis.</p>



<p>É a
oportunidade de meditar, ouvir música, cantar, dançar, desenhar, pintar e
interagir com as crianças em brincadeiras criativas.&nbsp;</p>



<p>As
crianças, com toda sua alegria e energia, são as mais tolhidas dentro do espaço
restrito. Foram afastadas também de seus amigos e avós, tendo que lidar com a
perda temporária da presença física, que é substituída pelo contato virtual,
quando possível.&nbsp;</p>



<p>De forma
geral, as crianças refletem o ambiente onde se encontram e sofrem ansiedade,
receio e angústia ao perceberem que, aqueles que poderiam confortá-las e
acalmá-las nos seus receios, estão descontrolados e inseguros. Elas ficam mais
inquietas, ansiosas e irritadiças, o que acaba se transformando num ciclo
vicioso que piora a dinâmica do ambiente.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como os pais podem ajudar</h4>



<p>Os pais, entendendo que as crianças refletem o ambiente em que estão, podem mudar esse ciclo. Sugerimos utilizar uma música suave e conversas, explicando o porquê de precisamos ficar em casa, numa linguagem simples, acalmando as crianças. Podem também fazer juntos um pensamento positivo desejando que as pessoas doentes se recuperem e que todos se proponham a ficar em casa com a família por um tempo, até que os médicos, que estão cuidando da nossa saúde, informem que é possível retornar às nossas atividades habituais.&nbsp;</p>



<p>Ao criar um momento de paz e tranquilidade, os pais podem incentivar as crianças a expressarem as suas inquietações, explicando-lhes que nem tudo foi tolhido. Dessa forma, enfrentam essa fase de reclusão como uma oportunidade para ficarem mais juntos, transmitir segurança, podendo utilizar, inclusive, o ato de contar histórias de superação como uma ferramenta para passar conteúdo construtivo de força, esperança e coragem.&nbsp;Ensinar a dar valor a todos os momentos da vida, mostrando que mesmo os difíceis nos mostram ocasiões de superação, também ajuda as crianças a compreender que irão retornar às suas atividades ao ar livre, aos parques e lazer.</p>



<p>A verdade
sempre é o melhor caminho e o exemplo de conduta; a melhor maneira de educar. É
importante mostrar às crianças que estar em casa é uma oportunidade de se ter
momentos ricos de aprendizado.&nbsp;</p>



<p>Ficar em
casa também é uma forma de se relacionar com os entes mais queridos.&nbsp;
Estabelecer rotinas diárias com as crianças é muito saudável: preparar
refeições juntos, arrumar a casa. Assim, a criança aprende a colaborar, a ser
solidária e se sente valorizada pelo que consegue fazer. O trabalho conjunto
torna o núcleo familiar mais forte, mais unido.</p>



<p>A
subjetividade, o eu interno, pode ser alimentado com conversas, músicas, jogos,
brincadeiras, exercícios físicos, leituras, estudos, filmes em família.&nbsp;</p>



<p>Mudando o indivíduo, a família se modifica, a sociedade se transforma e
o mundo pode ser reconstruído tendo como base a solidariedade, a generosidade e
o comprometimento.&nbsp;Esse reencontro com o outro através da prática do amor
é a verdadeira essência do sagrado e do significado da vida, constituindo o
exercício da espiritualidade diária.&nbsp;</p>



<p><strong>___<br>Relatoras:<br>Dra. Lelia Cardamone Gouveia<br>Dra. Aida de Fatima Thome Barbosa<br>Núcleo de Estudos da Espiritualidade da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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			</item>
		<item>
		<title>Quarentena não evita violência doméstica</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/quarentena-nao-evita-violencia-domestica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 20:10:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Voz do Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Violência doméstica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos da “coronacrise”, a regra é clara: FIQUEM EM CASA! No entanto, para milhões de mulheres e crianças em todo o planeta, o confinamento pode virar um pesadelo e uma tortura, já que estão juntos com o agressor, fechados na mesma casa. Um dos grupos mais vulneráveis são os menores de idade e, segundo o UNICEF, essa situação aumenta o risco de que sofram abusos, abandono, exploração e violência. Uma denúncia frequente aos Conselhos Tutelares nesse período de quarentena é o abandono familiar &#8211; crianças e adolescentes estão sendo deixados sozinhos enquanto os pais saem de casa para trabalhar. Na China, durante a quarentena, na província de Hubei (onde fica Wuhan, local em que começou a pandemia), o número de casos de violência doméstica relatados em janeiro de 2020 triplicou, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na França, a violência doméstica aumentou 32% e medidas foram adotadas, como pagar quartos para as vítimas, abrir centros de aconselhamento e ter nas farmácias um sistema de alerta para ajudar mulheres e crianças. No Reino Unido, os telefonemas para o serviço nacional de denúncia contra abuso cresceram 65% no final de março e outros países, como Austrália e Argentina, também registraram aumento de incidentes de violência doméstica. Em Portugal foi lançado um alerta direto, com a mensagem que “o isolamento é necessário, mas pode aumentar o risco de violência doméstica. Se precisar de ajuda e não souber o que fazer, ligue para 800 202 148&#8243;. No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos registrou aumento de 9% nas ligações para o Disque 180 (Disque Denúncia &#8211; serviço de denúncia e de apoio às vítimas) e nas últimas semanas o total de notificações já é 50% maior no Rio de Janeiro. Existem vários “gatilhos” que podem desencadear comportamentos agressivos e violentos dentro de casa: aumento do desemprego, da pressão, do estresse e das preocupações de falta de dinheiro para comprar produtos básicos &#8211; alimentos, fórmula, fraldas, produtos de limpeza; quando as famílias têm que interagir por muito tempo (na situação de confinamento); falta de locais para fugir das agressões e quando a casa é pequena e obriga o contato constante entre as pessoas. E quem vê ou escuta alguém sofrer abuso? Em tempos ditos “normais” a denúncia para os órgãos competentes pouco acontece (em nosso meio ao Conselho Tutelar ou Delegacia da região de moradia da suposta vítima, de preferência uma Delegacia da Mulher ou da Criança e Adolescência onde elas existirem), imagine agora que a violência também está confinada! Em 5 de abril, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, divulgou um vídeo pedindo para que se protejam mulheres, crianças e idosos que estão em casa e fez um apelo para os que ouvirem algo (vizinhos geralmente): devem intervir e tomar atitudes como bater na porta, chamar no interfone, deslocar-se alguns metros para alertar que alguém está ouvindo e fazer a denúncia. Isso poderá significar a sobrevivência de uma ou mais pessoas. Ele também pediu o estabelecimento de &#8220;sistemas de alerta de emergência em farmácias e lojas de alimentos&#8221;, já que são os únicos locais que permanecem abertos em muitos países. E as vítimas, como devem pedir ajuda? As delegacias estão atuando em regime de plantão e o atendimento está restrito a alguns crimes, entre eles, violência doméstica e contra a criança ou adolescente. Se for possível, ligar para 180 (voltado para mulheres em situação de violência) ou 100 (voltado a violações de direitos humanos), que são serviços públicos, gratuitos e anônimos, que trabalham junto aos Conselhos Tutelares e fornecerão informações de locais próximos que estão abertos, para solicitar ajuda. Em São Paulo, pode-se fazer denúncia anônima por meio do Disque Denúncia – 181 e também pela internet, o Web Denúncia (acessar o site www.webdenuncia.org.br, clicar na opção &#8220;denuncie agora&#8221; e escolher o tipo de crime a ser relatado), ferramentas da Secretaria de Segurança Pública. O governo federal lançou novas plataformas para o envio de denúncias de violência doméstica: • aplicativo Direitos Humanos Brasil (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.direitoshumanosbrasil) • aplicativo do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, desenvolvido para Android e IOS, pelo site disponível no link da ouvidoria do Ministério (https://ouvidoria.mdh.gov.br/) e serve como alternativa para o Ligue 180 e o Disque 100 Importante também todos terem à mão ou decorar alguns números de apoio, como: delegacia, portaria do prédio, algum vizinho, amigo ou parente de confiança. Esta situação que agora vivemos é um desafio para todos e nossa obrigação primordial é proteger os mais vulneráveis: crianças, adolescentes e idosos. ___Relatora:Dra. Renata D. WaksmanVice-presidente da Sociedade de Pediatria de São PauloCoordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra Crianças e Adolescentes e do blog Pediatra Orienta da SPSP</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/quarentena-nao-evita-violencia-domestica/">Quarentena não evita violência doméstica</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em
tempos da “coronacrise”, a regra é clara: <strong>FIQUEM
EM CASA! </strong>No entanto, para milhões de mulheres e crianças em todo o planeta,
o confinamento pode virar um pesadelo e uma tortura, já que estão juntos com o
agressor, fechados na mesma casa. </p>



<p>Um
dos grupos mais vulneráveis são os menores de idade e, segundo o UNICEF, essa
situação aumenta o risco de que sofram abusos, abandono, exploração e
violência. Uma denúncia frequente aos Conselhos Tutelares nesse período de
quarentena é o abandono familiar &#8211; crianças e adolescentes estão sendo deixados
sozinhos enquanto os pais saem de casa para trabalhar. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/Depositphotos_183125472_AllaSerebrina-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3199"/><figcaption><em>alla serebrina | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<p>Na
China, durante a quarentena, na província de Hubei (onde fica Wuhan, local em
que começou a pandemia), o número de casos de violência doméstica relatados em
janeiro de 2020 triplicou, em comparação com o mesmo período do ano anterior. </p>



<p>Na
França, a violência doméstica aumentou 32% e medidas foram adotadas, como pagar
quartos para as vítimas, abrir centros de aconselhamento e ter nas farmácias um
sistema de alerta para ajudar mulheres e crianças.</p>



<p>No
Reino Unido, os telefonemas para o serviço nacional de denúncia contra abuso
cresceram 65% no final de março e outros países, como Austrália e Argentina,
também registraram aumento de incidentes de violência doméstica.</p>



<p>Em
Portugal foi lançado um alerta direto, com a mensagem que “o isolamento é
necessário, mas pode aumentar o risco de violência doméstica. Se precisar de
ajuda e não souber o que fazer, ligue para 800 202 148&#8243;.</p>



<p>No
Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos registrou
aumento de 9% nas ligações para o Disque 180 (Disque Denúncia &#8211; serviço de
denúncia e de apoio às vítimas) e nas últimas semanas o total de notificações
já é 50% maior no Rio de Janeiro. </p>



<p>Existem
vários “gatilhos” que podem desencadear comportamentos agressivos e violentos
dentro de casa: aumento do desemprego, da pressão, do estresse e das
preocupações de falta de dinheiro para comprar produtos básicos &#8211; alimentos,
fórmula, fraldas, produtos de limpeza; quando as famílias têm que interagir por
muito tempo (na situação de confinamento); falta de locais para fugir das
agressões e quando a casa é pequena e obriga o contato constante entre as
pessoas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">E quem vê ou escuta alguém sofrer abuso?</h4>



<p>Em
tempos ditos “normais” a denúncia para os órgãos competentes pouco acontece (em
nosso meio ao Conselho Tutelar ou Delegacia da região de moradia da suposta
vítima, de preferência uma Delegacia da Mulher ou da Criança e Adolescência
onde elas existirem), imagine agora que a violência também está confinada!</p>



<p>Em 5 de abril, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, divulgou um vídeo pedindo para que se protejam mulheres, crianças e idosos que estão em casa e fez um apelo para os que ouvirem algo (vizinhos geralmente): devem intervir e tomar atitudes como bater na porta, chamar no interfone, deslocar-se alguns metros para alertar que alguém está ouvindo e fazer a denúncia. Isso poderá significar a sobrevivência de uma ou mais pessoas. Ele também pediu o estabelecimento de &#8220;sistemas de alerta de emergência em farmácias e lojas de alimentos&#8221;, já que são os únicos locais que permanecem abertos em muitos países.</p>



<h4 class="wp-block-heading">E as vítimas, como devem pedir ajuda? </h4>



<p>As
delegacias estão atuando em regime de plantão e o atendimento está restrito a
alguns crimes, entre eles, violência doméstica e contra a criança ou
adolescente.</p>



<p>Se
for possível, ligar para 180 (voltado para mulheres em situação de violência)
ou 100 (voltado a violações de direitos humanos), que são serviços públicos,
gratuitos e anônimos, que trabalham junto aos Conselhos Tutelares e fornecerão
informações de locais próximos que estão abertos, para solicitar ajuda. </p>



<p>Em São Paulo, pode-se fazer denúncia anônima por meio do Disque Denúncia – 181 e também pela internet, o Web Denúncia (acessar o site <a href="http://www.webdenuncia.org.br">www.webdenuncia.org.br</a>, clicar na opção &#8220;denuncie agora&#8221; e escolher o tipo de crime a ser relatado), ferramentas da Secretaria de Segurança Pública. </p>



<p>O governo federal lançou novas plataformas para o envio de denúncias de violência doméstica: <br>• aplicativo <em>Direitos Humanos Brasil</em> (<a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.direitoshumanosbrasil">https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.direitoshumanosbrasil</a>) <br>• aplicativo do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, desenvolvido para Android e IOS, pelo site disponível no link da ouvidoria do Ministério (<a href="https://ouvidoria.mdh.gov.br/">https://ouvidoria.mdh.gov.br/</a>) e serve como alternativa para o Ligue 180 e o Disque 100</p>



<p>Importante também todos terem à mão ou decorar alguns números de apoio, como: delegacia, portaria do prédio, algum vizinho, amigo ou parente de confiança.</p>



<p>Esta
situação que agora vivemos é um desafio para todos e nossa obrigação primordial
é proteger os mais vulneráveis: crianças, adolescentes e idosos.</p>



<p><strong>___<br>Relatora:<br>Dra. Renata D. Waksman<br>Vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo<br>Coordenadora do Núcleo de Estudos da Violência contra Crianças e Adolescentes e do blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Recomendações médicas aos pais e cuidadores sobre coronavírus e a Covid-19</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/recomendacoes-medicas-aos-pais-e-cuidadores-sobre-coronavirus-e-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 18:31:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Sinais e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
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		<category><![CDATA[Quarentena]]></category>
		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O coronavírus de 2019 (Sars-CoV-2) é o vírus causador da doença (Covid-19) que se alastrou pelo mundo causando uma pandemia. Pode infectar crianças e causar uma variedade de manifestações clínicas, desde a ausência de sintomas, síndrome gripal leve (semelhante a outras gripes) até, em menor número, quadros mais graves que necessitem de internação hospitalar, inclusive em UTI. A transmissão acontece quando um indivíduo saudável entra em contato com o vírus, através de gotículas respiratórias de uma pessoa infectada ou colocando a mão em superfícies que contenham o vírus e levando a mão a alguma mucosa, como boca, nariz ou olhos. Por enquanto, não há evidências de que o vírus seja transmitido via placentária (de mãe infectada para o feto), nem pelo leite materno, não sendo aconselhável a suspensão do aleitamento materno caso a mãe esteja com Covid-19. Nesse caso, a mãe deve lavar sempre bem as mãos antes de ter contato com o bebê e amamentar usando máscara. O período de incubação (tempo decorrido entre a infecção e as manifestações clínicas) é de 5 a 7 dias, mas pode se estender por até 14 dias. Quadro clínico Os principais sintomas são: febre, tosse seca ou com catarro, dor de garganta e coriza. Podem também ocorrer falta de ar, fadiga, falta de apetite, dor no corpo, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais, como diarreia, náusea e vômitos. Alguns casos podem não manifestar febre. Lesões de pele como rash cutâneo e alteração nas extremidades de dedos por dificuldade na circulação local também são descritas. Quando procurar atendimento hospitalar Quando a criança apresentar febre alta, respiração ofegante e acelerada, lábios arroxeados, palidez, gemência, dificuldade ou incapacidade para mamar ou beber líquidos, fala entrecortada (dificuldade em dizer frases inteiras) os pais devem buscar um pronto atendimento pediátrico.&#160; Diagnóstico A confirmação diagnóstica é feita através de testes que verificam a presença do vírus no organismo e testes que detectam anticorpos, seguindo as recomendações de coleta pelo Ministério da Saúde. A tomografia de tórax deve ser ponderada caso a caso, ficando restrita aos casos de maior gravidade e preferencialmente utilizando protocolos de baixa radiação. Tratamento O tratamento é de suporte: higiene nasal com soro fisiológico, ingestão de água, sintomáticos para febre e dor, usando preferencialmente paracetamol e dipirona (se possível evitar anti-inflamatórios não hormonais). Medicamentos com corticoide devem ser receitados somente com a prescrição do pediatra da criança. Evitar inalações e nebulizações, pois estas podem aumentar a dispersão local do vírus, contaminando mais pessoas. Crianças com doenças crônicas Nesses casos, os cuidados devem ser redobrados, pois fazem parte do grupo de risco para manifestações mais graves da Covid-19. Por isso, é fundamental manter distanciamento e isolamento social. Não é recomendado compartilhar brinquedos ou outros objetos com outras pessoas e deve-se evitar aglomeração de crianças, mesmo em locais abertos. É importante manter o uso de medicações de uso contínuo, inclusive as que contenham corticoide inalatório (“bombinhas”), indicadas para asma. Lembre-se que o espaçador é de uso individual e não deve ser compartilhado entre pacientes. Vacinas: manter a rotina de vacinação, inclusive para gripe. Prevenção: deve-se higienizar as mãos com álcool 70% em gel, ou água e sabão. Para outras superfícies e calçados pode ser utilizada água sanitária diluída (25ml do produto em 1 litro de água). Uso de máscaras Máscaras cirúrgicas: recomendadas para sintomáticos respiratórios, ou seja, para aqueles com quadro gripal – tosse, espirros, falta de ar. Elas devem ser usadas por um período máximo de duas horas e não podem ser reutilizadas. Máscaras artesanais para a população em geral: em situações de exposição a maior número de pessoas como em transporte coletivo, idas ao mercado e à feira, deve-se lavar as mãos com água e sabão, ou higienizá-las com álcool 70%, antes e após o uso. Tais máscaras deverão ser descartadas ou rigorosamente lavadas depois de utilizadas. Lembrando que essas máscaras não têm poder de contenção de partículas pequenas como o vírus, mas ainda são uma barreira a ele e seu uso não exclui a adoção de outras medidas de prevenção como: higiene rigorosa e periódica das mãos, não tocar o rosto e o isolamento social. ___Relatora:Dra. Maria Cristina Iacomussi ReganinRevisores: Dra. Marina Buarque de Almeida, Dra. Lenisa S. M. Bolonetti, Dr. Alfonso Eduardo AlvarezDepartamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/recomendacoes-medicas-aos-pais-e-cuidadores-sobre-coronavirus-e-a-covid-19/">Recomendações médicas aos pais e cuidadores sobre coronavírus e a Covid-19</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O coronavírus de 2019 (Sars-CoV-2) é o vírus causador da doença (Covid-19) que se alastrou pelo mundo causando uma pandemia. </p>



<p>Pode infectar crianças e causar uma variedade de manifestações clínicas, desde a ausência de sintomas, síndrome gripal leve (semelhante a outras gripes) até, em menor número, quadros mais graves que necessitem de internação hospitalar, inclusive em UTI.</p>



<p>A transmissão acontece quando um indivíduo saudável entra em contato com o vírus, através de gotículas respiratórias de uma pessoa infectada ou colocando a mão em superfícies que contenham o vírus e levando a mão a alguma mucosa, como boca, nariz ou olhos. Por enquanto, não há evidências de que o vírus seja transmitido via placentária (de mãe infectada para o feto), nem pelo leite materno, não sendo aconselhável a suspensão do aleitamento materno caso a mãe esteja com Covid-19. Nesse caso, a mãe deve lavar sempre bem as mãos antes de ter contato com o bebê e amamentar usando máscara.</p>



<p>O
período de incubação (tempo decorrido entre a infecção e as manifestações
clínicas) é de 5 a 7 dias, mas pode se estender por até 14 dias.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/03/Depositphotos_220779026_EdZbarzhyvetsky_p-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3072" width="702" height="702"/><figcaption><em>edzbarzhyvetsky | depositphotos.com</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Quadro clínico </h4>



<p>Os principais sintomas são: febre, tosse seca ou com catarro, dor de garganta e coriza. Podem também ocorrer falta de ar, fadiga, falta de apetite, dor no corpo, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais, como diarreia, náusea e vômitos. Alguns casos podem não manifestar febre. Lesões de pele como <em>rash</em> cutâneo e alteração nas extremidades de dedos por dificuldade na circulação local também são descritas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quando procurar atendimento hospitalar</h4>



<p>Quando
a criança apresentar febre alta, respiração ofegante e acelerada, lábios arroxeados,
palidez, gemência, dificuldade ou incapacidade para mamar ou beber líquidos,
fala entrecortada (dificuldade em dizer frases inteiras) os pais devem buscar
um pronto atendimento pediátrico.&nbsp; </p>



<h4 class="wp-block-heading">Diagnóstico </h4>



<p>A
confirmação diagnóstica é feita através de testes que verificam a presença do
vírus no organismo e testes que detectam anticorpos, seguindo as recomendações
de coleta pelo Ministério da Saúde.</p>



<p>A tomografia de tórax deve ser ponderada caso a caso, ficando restrita aos casos de maior gravidade e preferencialmente utilizando protocolos de baixa radiação.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Tratamento</h4>



<p>O
tratamento é de suporte: higiene nasal com soro fisiológico, ingestão de água,
sintomáticos para febre e dor, usando preferencialmente paracetamol e dipirona (se
possível evitar anti-inflamatórios não hormonais). Medicamentos com corticoide devem
ser receitados somente com a prescrição do pediatra da criança. Evitar
inalações e nebulizações, pois estas podem aumentar a dispersão local do vírus,
contaminando mais pessoas. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Crianças com doenças crônicas</h4>



<p>Nesses casos, os cuidados devem ser redobrados, pois fazem parte do grupo de risco para manifestações mais graves da Covid-19.</p>



<p>Por
isso, é fundamental manter distanciamento e isolamento social. Não é
recomendado compartilhar brinquedos ou outros objetos com outras pessoas e deve-se
evitar aglomeração de crianças, mesmo em locais abertos.</p>



<p>É
importante manter o uso de medicações de uso contínuo, inclusive as que
contenham corticoide inalatório (“bombinhas”), indicadas para asma. Lembre-se
que o espaçador é de uso individual e não deve ser compartilhado entre
pacientes.</p>



<p><strong>Vacinas:</strong>
manter a rotina de vacinação, inclusive para gripe. </p>



<p><strong>Prevenção:</strong>
deve-se higienizar as mãos com álcool 70% em gel, ou água e sabão. Para outras
superfícies e calçados pode ser utilizada água sanitária diluída (25ml do
produto em 1 litro de água).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Uso de máscaras </h4>



<p><strong>Máscaras cirúrgicas:</strong> recomendadas para sintomáticos respiratórios, ou seja, para aqueles com quadro gripal – tosse, espirros, falta de ar. Elas devem ser usadas por um período máximo de duas horas e não podem ser reutilizadas.</p>



<p><strong>Máscaras artesanais para a população em geral:</strong> em situações de exposição a maior número de pessoas como em transporte coletivo, idas ao mercado e à feira, deve-se lavar as mãos com água e sabão, ou higienizá-las com álcool 70%, antes e após o uso. Tais máscaras deverão ser descartadas ou rigorosamente lavadas depois de utilizadas. Lembrando que essas máscaras não têm poder de contenção de partículas pequenas como o vírus, mas ainda são uma barreira a ele e seu uso não exclui a adoção de outras medidas de prevenção como: higiene rigorosa e periódica das mãos, não tocar o rosto e o isolamento social. </p>



<p>___<br><strong>Relatora:</strong><br><strong>Dra. Maria Cristina Iacomussi Reganin</strong><br><strong>Revisores: Dra. Marina Buarque de Almeida, Dra. Lenisa S. M. Bolonetti, Dr. Alfonso Eduardo Alvarez</strong><br><strong>Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/recomendacoes-medicas-aos-pais-e-cuidadores-sobre-coronavirus-e-a-covid-19/">Recomendações médicas aos pais e cuidadores sobre coronavírus e a Covid-19</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como suspeitar e o que fazer caso o bebê apresente sintomas da Covid-19</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/como-suspeitar-e-o-que-fazer-caso-o-bebe-apresente-sintomas-da-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[pediatria@spsp.org.br]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 13:02:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bebê]]></category>
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		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[Gravidez e Covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[Sars-CoV-2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos esclarecer algumas dúvidas sobre como suspeitar e o que fazer caso o bebê apresente sintomas da doença após a alta da maternidade. Quais são os sinais que, quando observados no bebê, podem alertar para a suspeita da Covid-19? Os principais sinais de alerta são:• mudanças no estado geral, isto é, a sensação de que seu filho está diferente do habitual: pouco ativo, sonolento ou irritado;• cor da pele arroxeada, pálida, marmórea ou com vermelhidão;• temperatura axilar maior ou igual a 37,5ºc (febre) ou abaixo de 36ºc (hipotermia);• dificuldades na alimentação, como recusa da mamada, sugar pouco ou presença de vômitos frequentes;• alterações na respiração, que é o sinal mais importante da doença, e caracterizando-se por respiração ruidosa, gemido, ausência de movimentos respiratórios ou pausa respiratória. Também podem aparecer coriza, tosse, falta de ar e esforço para respirar;• alteração das fezes (maior volume, mais vezes e até presença de sangue) e o abdômen distendido também podem acontecer. O que fazer ao suspeitar que o bebê pegou o novo coronavírus? Leve o bebê para atendimento médico com o pediatra ou no serviço de saúde. Se o bebê estiver pouco reativo, com cianose, palidez intensa ou falta de ar, leve imediatamente ao pronto-socorro, pois esses sinais indicam a necessidade de internação. Se você tiver dúvidas, converse com o pediatra/neonatologista de seu bebê e siga as orientações dele, evitando informações equivocadas que se espalham nas redes sociais. Nosso maior desejo é SAÚDE para todos!! ___Relator:Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vamos esclarecer algumas dúvidas sobre como
suspeitar e o que fazer caso o bebê apresente sintomas da doença após a alta da
maternidade. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://www.pediatraorienta.org.br/wp-content/uploads/2020/05/pixabay_743247_jansteiner-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-3193"/><figcaption><em>jan steiner | pixabay</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Quais são os sinais que, quando observados no bebê, podem alertar para a suspeita da Covid-19? </h4>



<p>Os principais <strong>sinais de alerta </strong>são:<br>• mudanças no estado geral, isto é, a sensação de que seu filho está diferente do habitual: pouco ativo, sonolento ou irritado;<br>• cor da pele arroxeada, pálida, marmórea ou com vermelhidão;<br>• temperatura axilar maior ou igual a 37,5ºc (febre) ou abaixo de 36ºc (hipotermia);<br>• dificuldades na alimentação, como recusa da mamada, sugar pouco ou presença de vômitos frequentes;<br>• alterações na respiração, que é o sinal mais importante da doença, e caracterizando-se por respiração ruidosa, gemido, ausência de movimentos respiratórios ou pausa respiratória. Também podem aparecer coriza, tosse, falta de ar e esforço para respirar;<br>• alteração das fezes (maior volume, mais vezes e até presença de sangue) e o abdômen distendido também podem acontecer. </p>



<h4 class="wp-block-heading">O que fazer ao suspeitar que o bebê pegou o novo coronavírus? </h4>



<p>Leve o bebê para atendimento médico com o pediatra ou no serviço de saúde. Se o bebê estiver pouco reativo, com cianose, palidez intensa ou falta de ar, leve imediatamente ao pronto-socorro, pois esses sinais indicam a necessidade de internação. </p>



<p>Se você tiver dúvidas, converse com o pediatra/neonatologista de seu bebê e siga as orientações dele, evitando informações equivocadas que se espalham nas redes sociais. </p>



<p>Nosso maior desejo é SAÚDE para todos!!</p>



<p>___<br><strong>Relator:</strong><br><strong>Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>



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<p></p>
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