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	<title>Arquivos Saúde Mental - SPSP</title>
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	<description>Sociedade de Pediatria de São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Saúde Mental - SPSP</title>
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	<item>
		<title>O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 12:49:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>No dia 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento</p>
<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/o-que-a-sua-familia-precisa-saber-para-proteger-o-futuro-das-criancas/">O que a sua família precisa saber para proteger o futuro das crianças</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2026/04/Imagem-Dia-Mundial-da-Saude-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 7 de abril, celebramos o <strong>Dia Mundial da Saúde</strong>. Para nós, pediatras da Sociedade de Pediatria de São Paulo, essa data é um convite para olhar além das consultas de rotina. É o momento de lembrarmos que a saúde de uma criança não é apenas a ausência de febre ou tosse, mas um estado de equilíbrio que envolve o corpo, a mente e o ambiente em que ela vive.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da saúde infantil em 2026 traz novos desafios. O mundo mudou, e as necessidades dos nossos filhos também. A seguir, destacamos os pilares fundamentais que toda família deve observar para garantir um desenvolvimento saudável e feliz.</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong> A vacinação: o escudo invisível</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Não há ferramenta de saúde pública mais eficaz do que a vacina. Ela é a prova de amor mais concreta que podemos oferecer. Manter a caderneta de vacinação em dia protege não apenas o seu filho, mas toda a comunidade, impedindo que doenças que considerávamos &#8220;vencidas&#8221; retornem. Em caso de dúvidas sobre novas vacinas ou reforços, o seu pediatra é a fonte mais segura de informação.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong> O equilíbrio no mundo digital</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era hiperconectada. Se por um lado a tecnologia ajuda no aprendizado, o excesso de telas pode prejudicar o sono, o desenvolvimento da fala e a socialização.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Dica prática:</strong> Estabeleça &#8220;zonas livres de telas&#8221; (como a mesa de jantar e o quarto antes de dormir) e priorize o brincar ao ar livre. O contato com a natureza é um &#8220;santo remédio&#8221; para a saúde mental e física.</li>
</ul>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong> Alimentação e movimento</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A base da saúde do adulto é construída na infância. Estimular o consumo de alimentos naturais – frutas, legumes e verduras – e evitar os ultraprocessados (aqueles cheios de corantes e conservantes) é um investimento a longo prazo. Além disso, o corpo da criança foi feito para se mexer. O sedentarismo infantil é um risco real para a obesidade e doenças cardiovasculares precoces.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="4">
<li><strong> Saúde mental e afeto</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Criança saudável é criança que se sente segura. O estresse tóxico, causado por ambientes instáveis ou violência, pode deixar marcas profundas no desenvolvimento cerebral. O diálogo, o acolhimento das emoções e o tempo de qualidade em família são tão importantes quanto as vitaminas. Esteja atento a mudanças bruscas de comportamento, isolamento ou queda no rendimento escolar; a saúde emocional merece a mesma atenção que a física.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong> Prevenção de acidentes e violência</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">A maior parte dos acidentes domésticos pode ser evitada com medidas simples de segurança. Além disso, a proteção contra qualquer forma de violência – física, sexual, psicológica ou digital – é um direito inalienável da criança. Como sociedade, precisamos estar vigilantes. Se algo parece errado no comportamento do seu filho ou no ambiente ao redor dele, não hesite em buscar orientação profissional.</p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><strong> A ética no cuidado</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Como pais e cuidadores, vocês são os principais defensores dos direitos dos seus filhos. Na relação com o médico, exijam sempre clareza, respeito e humanidade. A bioética na pediatria nada mais é do que garantir que cada decisão médica seja tomada pensando no melhor interesse da criança, respeitando sua dignidade em todas as etapas da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conclusão: um olhar atento hoje, um adulto saudável amanhã</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste Dia Mundial da Saúde, nosso desejo é que cada família veja o pediatra como um parceiro de jornada. Mais do que tratar doenças, nosso objetivo comum é cultivar a saúde. Que possamos, juntos, construir um ambiente onde cada criança tenha a oportunidade de crescer com alegria, segurança e plenitude.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pediatria: A arte de cuidar do futuro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mario Roberto Hirschheimer<br />2º Secretário da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP</strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bem-estar mental da criança: um modo de existir, compreender e transformar a realidade</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/bem-estar-mental-da-crianca-um-modo-de-existir-compreender-e-transformar-a-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem-Saude-Mental-500x500.jpg 500w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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<p style="text-align: justify;">A Organização Mundial da Saúde define saúde mental como um estado de “bem-estar mental que permite à pessoa lidar com o estresse da vida, realizar as suas capacidades, aprender bem e trabalhar bem, e contribuir para a sua comunidade”.* Definir saúde mental, no entanto, não é tarefa fácil, pois para além do resultado produtivo (aprender bem, trabalhar bem e contribuir para a comunidade), ela se relaciona à maneira como as pessoas reagem às adversidades e a sua sensação de bem-estar no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando olhamos para a infância, esse conceito ganha novas nuances, referindo-se ao bem-estar emocional e social, que pode ser observado na maneira como a criança se desenvolve, aprende, relaciona-se com seus pares e familiares e lida com os problemas. A saúde mental da criança não se mede por desempenho ou obediência, mas pela sua capacidade de imaginar, de se expressar e brincar.</p>
<p style="text-align: justify;">O brincar é, para ela, um modo de existir, compreender e transformar a realidade. A criança emocionalmente saudável sente-se segura para explorar o mundo e confia nos adultos que ama. Sabe que será acolhida quando os problemas aparecerem ou quando se sentir triste, com medo ou mesmo com raiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao nascer, embora já tenhamos uma série de experiências da nossa vida no útero materno, somos seres extremamente frágeis, totalmente dependentes dos cuidados de quem nos acolhe. Nascemos inacabados – e também assim partimos, pois nunca estamos prontos –, e será por meio das interações que vivenciamos que nos constituiremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa fragilidade inicial, entretanto, está nossa potência: nossa diversidade. Nascemos para todas as línguas, para todas as culturas, para todos os ambientes. As interações que experienciamos nos primeiros anos de vida formam caminhos que deixam uma assinatura única no nosso cérebro. Somos seres plurais, mas totalmente singulares – fruto da experiência dos que nos antecederam e do nosso tempo, porém completamente únicos. Nunca, em nenhum outro momento, existirá alguém igual a nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos seres geneticamente sociais, já dizia Wallon; a interdependência, portanto, não é uma característica apenas da criança. É um pressuposto do humano, aliás do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 10 de outubro, em que se comemora o Dia Mundial da Saúde Mental &#8211; no mesmo mês do Dia das Crianças -, desejamos que não falemos sobre doenças mentais, diagnósticos ou riscos. Desejamos que todas as mães e pais confiem na sua potencialidade e menos nas milhares de receitas sobre como criar as crianças, das quais eles, pais, são os maiores conhecedores. Desejamos que todos nós aceitemos que, algumas vezes, as coisas podem não dar certo – e que os erros também são importantes para a saúde mental humana. Desejamos que celebremos as pequenas alegrias, as conexões reais, a beleza da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Que possamos nos encantar com os instantes do cotidiano sem que precisemos fotografá-los e que tenhamos uma imensa gratidão por termos a oportunidade de cuidar das crianças e, pelo menos em alguns momentos, olharmos o mundo com os olhares delas. Que possamos, enfim, “<strong>transver” o mundo</strong>!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;">* OMS, 2022: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-strengthening-our-response.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Rosa Resegue<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP</strong></p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Amizade: hábito do afeto, laço que vira virtude</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/amizade-habito-do-afeto-laco-que-vira-virtude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 15:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
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<p>O post <a href="https://www.spsp.org.br/amizade-habito-do-afeto-laco-que-vira-virtude/">Amizade: hábito do afeto, laço que vira virtude</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.spsp.org.br">SPSP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-75x75.jpg 75w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/07/Imagem-Dia-da-Amizade-500x500.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">Na semana retrasada, no dia 20 de julho, comemoramos o Dia do Amigo no Brasil. Hoje, 30 de julho, celebramos o Dia Internacional da Amizade. Curiosamente, é a única data comemorativa no calendário que se repete em um intervalo tão curto. Simbólico nos tempos atuais, pois deveríamos celebrar a amizade todos os dias, como um<strong> hábito</strong> cultivado com energia e constância.</p>
<p style="text-align: justify;">Construir uma amizade — assim como adquirir um novo hábito — exige tempo, trabalho e disponibilidade afetiva. Isso desafia a lógica da chamada &#8220;Sociedade Adolescente&#8221;, termo que descreve o nosso modo de viver atual em busca de soluções instantâneas e baixa tolerância à frustração. Nessa dinâmica social, os vínculos se afrouxam, muitas vezes reduzidos às interações rasas com emojis sorridentes, foguinhos e cancelamento, através de bloqueio e delete de quem não é mais amigo ou pensa diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fragilidade do laço social é um dos pilares da crise de saúde mental que atinge crianças e adolescentes.  Na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019, 30% dos adolescentes achavam que ninguém se <strong>preocupava</strong> com eles<strong>.</strong>  E a angústia avança&#8230; e se torna ainda mais profunda do que não ter nem um amigo para se apoiar. Há também uma crítica à qualidade das relações: uma das perguntas que crianças e adolescentes têm mais se perguntado ao ChatGPT é <em>&#8220;Por que me sinto tão sozinho(a) mesmo com amigos?&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses dados apontam para uma conexão direta entre o sofrimento psíquico e a falta de interlocução. Uma pesquisa recente publicada pela Harvard Business Review mostrou que, de 2024 para 2025, a busca por companhia e terapia no ChatGPT saltou de <strong>segundo para primeiro lugar</strong> entre os usos da Inteligência Artificial (IA). Diante desse cenário, nosso papel &#8211; como pediatras, hebiatras, psicanalistas &#8211; é ajudar o paciente a transferir as angústias humanas endereçadas ao robô para um <strong>Outro</strong> que o enlace nos vínculos <strong>reais e </strong>identificações que o sustente psiquicamente como sujeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Incentivar a amizade verdadeira é mais do que promover saúde mental — é uma aposta no outro. Exige cuidado e resiliência. É ter a capacidade de suspender momentaneamente nossas verdades para escutar ativamente às do outro. É sobre concordar em discordar. É movimento, dança; expressão, resistência. Um exercício de humanidade que vai muito além da capacidade “apaziguadora” que a IA tem a nos oferecer. Segundo o filósofo Roman Krznaric, a amizade é mais do que ter compaixão pelo outro: é ter empatia, pois trata-se de tentar ver o mundo<strong> sob a perspectiva do outro</strong>, compreendendo não <strong>apenas o que a pessoa sente</strong>, mas também <strong>por que</strong> <strong>ela sente e de que forma ela sente</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Convido o leitor, neste Dia Internacional da Amizade, a não se limitar ao 30 de julho. Que essa data se transforme em um hábito diário “de bem agir” — aquilo que Aristóteles chamava de <strong>Virtude.</strong> No século IV a.C., o filósofo grego já definia a amizade como uma virtude essencial à vida: os bens que ela proporciona — como riqueza, prestígio ou sucesso — não podem ser plenamente desfrutados ou sustentados sem a presença de amigos.          </p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>A amizade é uma experiência de Ser, não de ter.</strong> Como canta Emicida, “Quem tem um amigo tem tudo”.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>BAGWELL, C. L.; SCHMIDT, M. E.</strong> The nature of friendship. In: ______. <em>Friendships in Childhood and Adolescence</em>. ed. New York: Guilford Press, 2011. cap. 1, p. 3–29</li>
<li>KLEIN, Marina Vasques. <em>Adolescer: a dor e a delícia</em>. Porto Alegre: Artmed, 2011</li>
<li>BRASIL<strong>.</strong> Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. <em>Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: 2019</em>. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101852.pdf. Acesso em: 26 jul. 2025.</li>
<li><strong>ZAO‑SANDERS, Marc.</strong> <em>How People Are Really Using Gen AI in 2025</em>. Harvard Business Review, 9 abr. 2025.</li>
<li>KRZNARIC, Roman. <em>O poder da empatia: a arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo</em>. São Paulo: Zahar, 2015. 262 p. ISBN 978‑8537814567</li>
<li>ARISTÓTELES. <em>Ética a Nicômaco</em>. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. 6. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores).</li>
<li><em>Quem tem um amigo (tem tudo)</em>. Participação: Zeca Pagodinho, Tokyo Ska Paradise Orchestra, Prettos. In: AmarElo [CD]. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2019.</li>
<li>VIBES EM ANÁLISE (Podcast<strong>).</strong> Episódio <em>“Da Rixa ao Ranço”</em>. Apresentação: André Alves e Lucas Liedke. São Paulo: Floatvibes / Dia Estúdio, 5 jun. 2025. Disponível em: Spotify e Apple Podcasts. Acesso em: 26 jul. 2025</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora<br />Maíra Terra Cunha Di Sarno<br />Médica Pediatra e Hebiatra e Psicanalista<br /></strong><strong style="color: initial;">Membro do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da </strong><strong style="color: initial;">Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong><span style="color: initial;"> </span><strong style="color: initial;">  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>



<p></p>
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		<title>A influência das mídias digitais na saúde mental dos adolescentes: reflexões a partir da série &#8216;Adolescência&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, nas quais os jovens buscam compreender a própria identidade e estabelecer conexões significativas com o mundo ao seu redor. Em tempos modernos, as mídias digitais desempenham um papel central nesse processo, oferecendo tanto oportunidades quanto riscos ao desenvolvimento psíquico e social. Para muitos adolescentes, as redes sociais não são apenas um espaço de convivência, mas um refúgio emocional e uma plataforma para construir e expressar suas identidades. É nesse contexto que surge um delicado paradoxo: ao mesmo tempo em que as mídias digitais proporcionam um espaço para expressão e conexão, também podem desencadear processos de isolamento, radicalização e prejuízos à saúde mental.</p>
<p style="text-align: justify;">A série da Netflix &#8216;Adolescência&#8217; provoca uma reflexão contundente sobre os impactos da radicalização e do uso problemático das redes sociais entre jovens. Para entender melhor esse processo, podemos nos basear no livro &#8216;Handbook of Adolescent Digital Media Use and Mental Health&#8217;, organizado por Nesi, Telzer e Prinstein (2022), que apresenta uma análise teórica aprofundada sobre como as plataformas digitais podem influenciar a saúde mental dos adolescentes. A convergência entre a ficção e a realidade evidencia como os adolescentes podem ser tragados por dinâmicas digitais que moldam identidades frágeis e em formação.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro explora como as mídias digitais influenciam a formação identitária por meio de processos psicológicos fundamentais: introspecção, narrativa pessoal e diálogo. A introspecção, que deveria ser um exercício de autoconhecimento, torna-se nas redes sociais, muitas vezes, um ciclo de ruminação e reforço de pensamentos negativos, especialmente quando realizada em espaços digitais permeados por discursos extremistas. Fóruns radicais e comunidades fechadas reforçam preconceitos e ampliam sentimentos de revolta e inadequação, validando percepções distorcidas e intensificando emoções negativas. A narrativa pessoal, por sua vez, envolve a construção de histórias que representam a forma como os jovens se percebem e se apresentam ao mundo. Contudo, quando essa expressão depende excessivamente de curtidas, comentários e validações digitais, há o risco de consolidar identidades frágeis e suscetíveis à manipulação externa. O diálogo digital é um espaço para o confronto de ideias e a construção de perspectivas diversas. No entanto, muitas vezes ele se transforma em bolhas de opinião e câmaras de eco que reforçam convicções perigosas, reduzindo a capacidade de empatia e comprometendo o desenvolvimento saudável da identidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A série &#8216;Adolescência&#8217; traz à tona a jornada de Jamie Miller, um adolescente que, ao enfrentar o isolamento social e o bullying, busca refúgio nas redes digitais. No entanto, em vez de encontrar suporte, ele se depara com conteúdos que reforçam uma masculinidade tóxica e discursos de ódio, levando-o a um processo de radicalização. Uma cena mostra Jamie criando um diário digital onde compartilha pensamentos sombrios, expressando sua frustração e seu desejo de aceitação. A presença constante de mensagens extremistas distorce sua capacidade de reflexão crítica e alimenta um senso de injustiça e ressentimento. A criação de vídeos e textos em fóruns radicais reforça uma identidade negativa e fortalece um ciclo de ódio e isolamento, enquanto o contato com colegas e amigos se torna cada vez mais distante e conflituoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse processo reflete diretamente as teorias discutidas no livro, mostrando como o diálogo digital, quando restrito a bolhas de opinião, se converte em um ambiente de eco que reforça convicções perigosas e limita a empatia. O ambiente digital se torna um terreno fértil para a radicalização, onde as emoções são manipuladas por discursos polarizados e narrativas agressivas. No entanto, a realidade mostrada na série não é apenas um alerta sobre os perigos das mídias digitais, mas também uma reflexão sobre a falta de apoio emocional e intervenções adequadas que poderiam ter evitado o aprofundamento do sofrimento de Jamie, tanto em casa, quanto na escola e nos lugares da comunidade frequentado pelo jovem.</p>
<p style="text-align: justify;">Para profissionais da saúde mental, pediatras e educadores, a análise conjunta da série e do livro evidencia a urgência de criar estratégias que favoreçam o uso responsável das mídias digitais pelos adolescentes. Isso inclui fomentar discussões abertas com jovens e suas famílias sobre os riscos e as armadilhas emocionais das redes sociais, incentivando práticas que valorizem a autenticidade e o senso crítico. Também é fundamental compreender os sinais de isolamento e comportamentos radicais como possíveis manifestações de um processo de vulnerabilidade emocional agravada pelas interações digitais.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, somos todos desafiados a repensarmos o papel das mídias digitais na vida dos adolescentes, enfatizando que a tecnologia, em si, não é um vilão ou uma solução mágica, mas um recurso que precisa ser compreendido e manejado com cautela. Para mitigar os danos e potencializar os benefícios, é essencial que educadores, pais e profissionais de saúde promovam o diálogo aberto, a escuta ativa e o apoio emocional, para que as experiências digitais possam ser aproveitadas de maneira positiva e segura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Bianca Seixas Soares Sgambatti<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>


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		<title>Juventude em movimento: o papel do esporte na saúde física e mental</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/juventude-em-movimento-o-papel-do-esporte-na-saude-fisica-e-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 19:27:00 +0000</pubDate>
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<p>O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo</p>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo e os transtornos de saúde mental se destacam, criando um cenário preocupante. O aumento da inatividade física está diretamente relacionado ao crescimento dos índices de obesidade, doenças metabólicas e transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A geração ansiosa e a epidemia do sedentarismo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma era hiperconectada, em que o tempo de tela e a vida digital estão substituindo, cada vez mais, as interações presenciais e a prática de atividades ao ar livre. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes entre 11 e 17 anos não atingem o nível recomendado de atividade física, que é de pelo menos 60 minutos diários de exercícios moderados a intensos. Esse comportamento sedentário compromete não apenas a saúde física, mas também contribui para o aumento dos casos de ansiedade e depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo publicado no JAMA Pediatrics revelou que jovens que passam mais de sete horas diárias em dispositivos eletrônicos têm o dobro do risco de desenvolver sintomas ansiosos e depressivos em comparação a aqueles com menos tempo de exposição. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que quase 30% dos adolescentes relataram se sentir tristes ou desesperançosos de forma recorrente: um número alarmante!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O poder transformador da atividade física</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se o sedentarismo e a ansiedade são problemas crescentes, a boa notícia é que a solução está ao alcance de todos. A prática esportiva tem um papel essencial na promoção da saúde física e mental, ajudando a juventude a construir um futuro mais equilibrado e cheio de vitalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A atividade física regular traz inúmeros benefícios, como melhoria do condicionamento físico, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência e melhora da circulação sanguínea. Além disso, reduz o risco de obesidade, diabetes, problemas cardíacos e hipertensão, além de proporcionar mais energia e disposição para as atividades diárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos impactos no corpo, a atividade física exerce uma influência direta na saúde mental. Estudos demonstram que praticar esportes reduz em até 30% os sintomas de ansiedade e depressão em adolescentes. Isso acontece porque o exercício libera hormônios como endorfina, serotonina e dopamina, neurotransmissores fundamentais para a regulação do humor e do bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">A prática esportiva também melhora a autoestima e a confiança, fortalece os laços sociais e promove valores como disciplina, respeito e cooperação. Outro ponto positivo é o impacto no desempenho acadêmico, pois a atividade física contribui para um cérebro mais ativo e preparado para aprender.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O papel da família e do pediatra: como incentivar o adolescente a se movimentar?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A adolescência é um período de transição, no qual os jovens buscam autonomia e identidade. Por isso, impor regras rígidas pode ser menos eficaz do que estimular o engajamento e a descoberta de uma atividade prazerosa. O incentivo deve vir tanto da família quanto dos pediatras e profissionais de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pais, ser exemplo é essencial. Crianças e adolescentes que crescem em um ambiente familiar ativo têm mais chances de valorizar o exercício físico. Apresentar diferentes esportes, equilibrar o tempo de telas e transformar a atividade física em um momento de conexão familiar são estratégias fundamentais para que o jovem se envolva no processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os pediatras, a recomendação de atividade física deve fazer parte da rotina de avaliação da saúde dos adolescentes. A cada consulta, é importante questionar sobre o nível de atividade do paciente e reforçar os benefícios do movimento. Além disso, o profissional pode sugerir modalidades esportivas adaptadas ao perfil do jovem, mostrar que a atividade física traz benefícios além da saúde física e incentivar metas realistas para manter o engajamento ao longo do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Juntos, podemos transformar o futuro da juventude</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A juventude é uma fase de crescimento, descobertas e aprendizado. E nada melhor do que garantir que essa geração tenha saúde, energia e equilíbrio emocional para enfrentar os desafios da vida. Como pais, educadores e pediatras, temos um papel essencial em incentivar hábitos saudáveis desde cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao proporcionar oportunidades para o movimento, estimular o esporte como parte da rotina e apoiar os jovens na escolha de uma atividade física de que gostem, estamos investindo não apenas na saúde presente, mas no futuro deles. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer toda a diferença na prevenção do sedentarismo e na promoção do bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">Que tal começar hoje? Incentive, apoie e faça parte dessa mudança. A juventude precisa de movimento, e o primeiro passo pode começar com você. Vamos juntos construir uma geração mais saudável, ativa e equilibrada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relator:<br />Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong> </p>
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		<title>Dia Mundial da Prevenção do Suicídio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-da-prevencao-do-suicidio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 17:48:15 +0000</pubDate>
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<p style="text-align: justify;">O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio ocorre no dia 10 de setembro e visa ampliar a conscientização da população acerca do tema. Esse debate é cada vez mais importante, sendo essa a percepção da Sociedade de Pediatria de São Paulo, pois o suicídio, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma das principais causas de morte em todo o mundo e, entre jovens de 15 a 29 anos, a quarta causa de morte.</p>
<p style="text-align: justify;">De partida, é fundamental reforçar que o suicídio tem causa multifatorial, em que interferem elementos psicológicos, sociais e culturais. Entre os fatores de risco para o suicídio mais conhecidos estão: transtornos mentais, dependências químicas, abusos, traumas, perdas econômicas e tentativas anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse cenário, é inevitável nos perguntarmos se é possível falar em efetivas medidas de prevenção. Cuidar da saúde mental, não só da criança, mas de todos que a cercam, é o primeiro passo desse caminho. A saúde mental precisa estar ligada aos cuidados cotidianos, onde a presença do cuidador demanda ser além da presença física, uma presença implicada, emocionalmente presente. Esse primeiro cuidado pode contribuir para que mais tarde, na adolescência, mesmo diante de tantos desafios para crescer e construir sua subjetividade, o jovem encontre amparo psíquico que lhe permita fazer escolhas e suportar as adversidades. Não é incomum que casos de <em>bullying</em> estejam conectados e façam parte do cenário de agravamento da saúde mental de um adolescente. O enfrentamento a essas situações sem dúvida é necessário. Para uma criança ou adolescente que experimenta maior dificuldade no enfrentamento de situações de angústia psíquica, o <em>bullying</em> pode se tornar um excesso impossível de ser suportado.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em um país marcado por diferenças sociais e econômicas drásticas, no qual o acesso aos recursos de saúde, educação e moradia são muito desiguais, sendo possível assim imaginar o quão desafiador pode ser para muitas famílias administrarem suas exigentes jornadas de trabalhos e ainda assim cuidarem da saúde e bem-estar de seus vínculos familiares. É um enorme desafio!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando assistimos entristecidos os casos de suicídio em jovens, surgem as inúmeras perguntas e apontamentos automáticos, culpas e recomendações. Todo cuidado é pouco ao abordarmos tema tão delicado e complexo. Ao observarmos os fatores de risco para o suicídio, surge a recomendação para que jovens que estejam em evidente sofrimento sejam acompanhados e recebam auxílio psicológico. Porém, quando levamos em consideração a adolescência e a velocidade de transformações que ela imprime no indivíduo, podemos considerar que mesmo um jovem aparentemente ‘’bem-sucedido’’ do ponto de vista dos anseios sociais pode estar sofrendo grande pressão. Somadas a isso temos as crescentes exigências dos mercados de trabalho, os apelos estéticos e de consumo (impulsionados e veiculados pelas redes sociais), encaixando o jovem num ‘‘padrão’’: um aluno de alta performance, por exemplo, mas em franco sofrimento, ainda que não aparente. É importante, nesse sentido, nos atentarmos enquanto pais, profissionais de saúde e de educação, para outras formas de adoecimento menos evidentes, mas com grande potencial de risco. Estas situações descritas já são potencialmente deletérias e vêm moldando a forma de ser e sofrer dos jovens e dos adultos na atualidade. Também observamos, com certa frequência, que tanto os pais quanto os profissionais de saúde e de educação se veem perdidos frente aos seus impactos. Há um esgarçamento social em curso, no qual há carência de recursos de amparo no meio social mais amplo. E no desamparo procuramos e precisamos de amparo.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante considerar que o desenvolvimento, desde a infância, não se processa de forma linear e que ao longo da vida crianças e adolescentes podem evoluir ou regredir em função do modo como são cuidados e das adversidades que encontram pelo caminho. Crescimento não significa apenas ganhos e é preciso estar atento, porque eles podem dar sinais sutis de que não estão conseguindo elaborar os desafios e as perdas que o crescimento também implica.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma dessas vias de expressão de sofrimento é o corpo, que o adolescente utiliza para várias coisas e que está no cerne de sua relação com o mundo, o que podemos constatar não apenas no modo como a imagem é cultuada, mas também nos comportamentos de autolesão, e em última instância, no suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;">Na autolesão, o corpo se torna o cenário de expressão dos conflitos internos e de descarga das experiências emocionais dolorosas, o que propicia um alívio momentâneo, frente a vivência de um caos emocional e da dificuldade de transformá-lo em palavras. Com isso, o jovem continua conseguindo se manter agarrado à vida, à realidade que o circunda e ao grupo ao qual pertence. Mas, como o alívio é transitório, o ato tende se repetir, agravando o sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O suicídio é o desfecho mais grave da junção entre um excesso de dor, de perturbação e de pressão emocional, de falta de sentido no viver, e revela um enfraquecimento dos vínculos reais do jovem com as pessoas que lhe são significativas e que poderiam lhe proporcionar os recursos de proteção.</p>
<p style="text-align: justify;">Os recursos de proteção são construídos no meio familiar e social e estão intimamente relacionados com os vínculos afetivos na família, na escola e na comunidade na qual o jovem se insere, mas também estão atrelados às percepções e senso de si que ele constrói desde a infância: os sentimentos de autoestima, autoconfiança, as perspectivas de futuro e as habilidades afetivas, sociais e cognitivas.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal fator de proteção é o sentimento de estar conectado, numa relação de intimidade e confiança, bem-estar e apoio, de referência para as escolhas e enfrentamento dos desafios que a vida coloca. Em suma, saber que pode contar com alguém, ao longo do percurso da vida e não apenas nos momentos de crise ou de enorme sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Ter um sentido para a vida previne e protege do suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relatoras:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Cristiane da Silva Geraldo Folino<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Flávia Schimith Escrivão<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Vera da Penha M. Ferrari Rego Barros<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Núcleo de Estudos de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/dia-mundial-de-prevencao-ao-suicidio-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Sep 2023 18:40:41 +0000</pubDate>
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<p>O dia 10 de setembro é destinado mundialmente à prevenção do suicídio. Conscientizar a população e os profissionais de saúde é importante pois, segundo dados da OMS – Organização</p>
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<p style="text-align: justify;">O dia 10 de setembro é destinado mundialmente à prevenção do suicídio. Conscientizar a população e os profissionais de saúde é importante pois, segundo dados da OMS &#8211; Organização Mundial da Saúde, em 2018, o suicídio foi a causa de 56% das mortes violentas no mundo, sendo que, no Brasil, entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio figura como segunda maior causa de morte. Outro recorte, pertinente ao Município de São Paulo, recentemente publicado no jornal Folha de S. Paulo, na edição de 25/8/2023, dá conta de que, no primeiro semestre deste ano, o número de tentativas de suicídio e casos de autoagressão foi 82% maior se comparado ao mesmo período no ano de 2019. Essas transformações tornaram o dia a dia dos profissionais de saúde mais desafiador, tornando o suicídio uma questão de saúde pública.</p>
<p style="text-align: justify;">O suicídio é um acontecimento de extrema complexidade e de causa multifatorial. O que observamos no dia a dia da clínica em saúde mental é que é um tema que não admite respostas óbvias e uniformes. Atribuir o suicídio a um evento único na vida da pessoa, como, por exemplo, ao término de um relacionamento, é uma leitura ingênua. Podemos elencar alguns fatores correlacionados a maior risco de suicídio: tentativas anteriores, dependência química, transtornos mentais, histórico de abusos e traumas.   <br /><br />Não é possível antever um suicídio, mas podemos auxiliar a todos que estão envolvidos na vida das crianças e adolescentes a cuidarem, desde o início da infância, preventivamente, de situações que levem a pessoa a um momento de tamanha dor, a ponto de ela sentir que está “sem saída”, enxergando no suicídio a única opção para lidar com suas angústias. O Estado, a escola, as famílias, pediatras e os profissionais de saúde mental se tornam, nesse sentido, as redes de proteção e auxílio aos jovens, contribuindo para que eles lidem melhor com as adversidades inerentes ao seu desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando nos aspectos de prevenção, famílias e pediatras podem observar com atenção situações durante a infância indicativas de um maior sofrimento mental, que podem ganhar expressão em sintomas tais como as compulsões (por comida, jogos, uso de telas, uso de álcool, cigarro e outras drogas), comportamentos autolesivos, transtornos alimentares e de ansiedade, desinvestimento e isolamento excessivo da própria família e de amigos, envolvimento em <em>bullying</em>, tanto como autor, quanto como vítima. Esses sinais podem ganhar colorido mais intenso na adolescência, período que envolve uma série de transformações de ordem física e mental. Aumento da impulsividade de forma geral, somado a maior exigência em demandas acadêmicas (vestibular, escolha da futura profissão), bem como as descobertas e vivências sexuais, todas situações que, concomitantes, demandam, em um curto espaço de tempo, uma transformação e maturidade enormes.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os sintomas elencados acima podem ser interpretados como dificuldade de elaboração de sentimentos, os quais indicam a ocorrência de um sofrimento maior. Uma importante orientação aos pais, em relação à prevenção das situações-limite em saúde mental, é que não deixem para depois esse tipo de cuidado: não esperem até que uma situação se agrave para contarem com ajuda de profissionais de saúde mental. Não é possível, a nenhuma família, impedir um filho de viver as adversidades inerentes e que surgem na vida de qualquer criança, porém é possível ajudá-lo a construir recursos para lidar com suas angústias de uma maneira mais saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante ressaltar que uma tentativa de suicídio pode representar não apenas a vontade de colocar fim a um sofrimento extremo, como também a comunicação de um sofrimento, um pedido urgente de ajuda. A todos os envolvidos em situações-limite como essas, sejam famílias, pediatras ou escola, é fundamental cuidar para também não se moverem por angústia, não fazerem movimentos bruscos e impulsivos, algo que esse tipo de situação grave inevitavelmente mobiliza.</p>
<p style="text-align: justify;">É também necessário cuidar para que um jovem que passou por tal situação não seja estigmatizado, pois isso pode contribuir para uma maior dificuldade em se conectar com aqueles que estão lhe oferecendo ajuda, aumentando seu isolamento e desespero. O maior fator de contribuição nesses casos é cuidar inicialmente para que essa pessoa seja amparada e esteja fora de risco, para que então, estabilizada a situação, seu sofrimento seja devidamente escutado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem passa por tal experiência deve ter a oportunidade de se conectar a profissionais de saúde que o auxiliem, construindo novas possibilidades de enfrentamento de suas dores, transtornos mentais e sintomas. É fundamental que a família da pessoa que tentou suicídio seja incluída no tratamento pós-evento, pois os familiares também precisarão construir outros caminhos, novas formas de ajudar e reconhecer os sinais de sofrimento de seus filhos, além de lidar com a própria angústia e sofrimento que tais situações geram neles.</p>
<p> </p>
<p><strong>Relatora:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Flavia Schimith Escrivão<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Psicóloga Especialista em Psicologia Clínica e Psicanalista.<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Membro dos Núcleos de Estudos de Saúde Mental e de Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
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		<title>27 de agosto: Dia do Psicólogo</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/27-de-agosto-dia-do-psicologo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 13:34:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Dia-do-Psicologo-1024x683-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Dia-do-Psicologo-1024x683-1-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Imagem-Dia-do-Psicologo-1024x683-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Estamos há exatos 60 anos da Lei nº 4.119, que regulamentou a profissão de Psicologia, sancionada em 27 de agosto de 1962, dando origem à data comemorativa que passou a homenagear esse profissional plural que é o psicólogo. Da construção grega dos termos PSYKHE = alma e LOGIA = estudo, que a definiu como o “estudo da alma”, a psicologia se ocupa da complexidade dos processos mentais e sua repercussão em toda a vida do indivíduo no âmbito físico, interpessoal, social, político e cultural, o que a coloca necessariamente em interlocução com as demais áreas de conhecimento, que não podem prescindir de suas contribuições para uma visão global do indivíduo e dos grupos humanos. Essa característica multifacetada da Psicologia se desdobra na amplitude de seu campo de atuação: escolar, hospitalar, empresarial, esportivo, jurídico, além de sua mais conhecida atuação em consultórios e ambulatórios, mais especificamente no trabalho individual de psicoterapia. Além do vértice prático, tem forte atuação no campo acadêmico desde 1879, quando Wilhelm Wundt abriu o primeiro laboratório experimental de Psicologia na Universidade de Leipzig, na Alemanha. A Pediatria é um dos campos de fundamental importância para essa interlocução e parceria, pela importância de considerar os processos mentais desde o ventre materno e nos primeiros anos de vida da criança, como estrutura básica do que se considera saúde global. Corpo e psiquismo estão em permanente articulação, e as consideradas “doenças do corpo” são também formas de expressão de sofrimento psíquico, que precisa ser compreendido nessa natureza multidisciplinar. Com o conhecimento mais sofisticado que hoje se tem sobre o indivíduo, não podemos mais manter o equívoco de um corpo funcionando em separado de sua mente. É preciso um cuidado amplificado, seja ao próprio indivíduo, ao ambiente e ao grupo ao qual pertence. A pandemia revelou a importância dessa ampliação da atenção à saúde, e o quanto a saúde mental se mostrou em estado de emergência. Hoje temos um cenário de extrema preocupação, ao ver o sofrimento e a desesperança de crianças e jovens que desistem da vida. É urgente essa aliança multidisciplinar para acolher o estado agudo de sofrimento físico e mental que assola a infância e adolescência. Nós, como Sociedade de Pediatria, reconhecemos e acolhemos essa multiplicidade de saberes para o cuidado com a criança e o adolescente. A homenagem aos Psicólogos na data de hoje é apenas a reiteração desse nosso compromisso. Parabéns, colegas Psicólogos!   Relatora:Denise de Sousa FelicianoPresidente do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo   Foto: @prostooleh / br.freepik.com</p>
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<p style="text-align: justify;">Estamos há exatos 60 anos da Lei nº 4.119, que regulamentou a profissão de Psicologia, sancionada em 27 de agosto de 1962, dando origem à data comemorativa que passou a homenagear esse profissional plural que é o psicólogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Da construção grega dos termos PSYKHE = alma e LOGIA = estudo, que a definiu como o “estudo da alma”, a psicologia se ocupa da complexidade dos processos mentais e sua repercussão em toda a vida do indivíduo no âmbito físico, interpessoal, social, político e cultural, o que a coloca necessariamente em interlocução com as demais áreas de conhecimento, que não podem prescindir de suas contribuições para uma visão global do indivíduo e dos grupos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa característica multifacetada da Psicologia se desdobra na amplitude de seu campo de atuação: escolar, hospitalar, empresarial, esportivo, jurídico, além de sua mais conhecida atuação em consultórios e ambulatórios, mais especificamente no trabalho individual de psicoterapia. Além do vértice prático, tem forte atuação no campo acadêmico desde 1879, quando Wilhelm Wundt abriu o primeiro laboratório experimental de Psicologia na Universidade de Leipzig, na Alemanha.</p>
<p style="text-align: justify;">A Pediatria é um dos campos de fundamental importância para essa interlocução e parceria, pela importância de considerar os processos mentais desde o ventre materno e nos primeiros anos de vida da criança, como estrutura básica do que se considera saúde global.</p>
<p style="text-align: justify;">Corpo e psiquismo estão em permanente articulação, e as consideradas “doenças do corpo” são também formas de expressão de sofrimento psíquico, que precisa ser compreendido nessa natureza multidisciplinar. Com o conhecimento mais sofisticado que hoje se tem sobre o indivíduo, não podemos mais manter o equívoco de um corpo funcionando em separado de sua mente. É preciso um cuidado amplificado, seja ao próprio indivíduo, ao ambiente e ao grupo ao qual pertence.</p>
<p style="text-align: justify;">A pandemia revelou a importância dessa ampliação da atenção à saúde, e o quanto a saúde mental se mostrou em estado de emergência. Hoje temos um cenário de extrema preocupação, ao ver o sofrimento e a desesperança de crianças e jovens que desistem da vida. É urgente essa aliança multidisciplinar para acolher o estado agudo de sofrimento físico e mental que assola a infância e adolescência.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós, como Sociedade de Pediatria, reconhecemos e acolhemos essa multiplicidade de saberes para o cuidado com a criança e o adolescente. A homenagem aos Psicólogos na data de hoje é apenas a reiteração desse nosso compromisso. Parabéns, colegas Psicólogos!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><strong>Relatora:</strong><strong><br />Denise de Sousa Feliciano<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Presidente do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Foto: </strong><strong>@</strong><strong><a href="https://br.freepik.com/autor/prostooleh">prostooleh</a></strong><strong> / br.freepik.com</strong></p>
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		<title>A importância de se avaliar a saúde mental e o risco de suicídio em adolescentes</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-importancia-de-se-avaliar-a-saude-mental-e-o-risco-de-suicidio-em-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 15:31:20 +0000</pubDate>
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<p>A adolescência para a OMS (Organização Mundial da Saúde) inicia-se aos dez anos e estende-se até os 19 anos completos. Essa é uma fase complexa, em que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Risco-de-suicidio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Risco-de-suicidio-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Risco-de-suicidio-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p style="text-align: justify;">A adolescência para a OMS (Organização Mundial da Saúde) inicia-se aos dez anos e estende-se até os 19 anos completos. Essa é uma fase complexa, em que o meio ambiente interage com as particularidades do desenvolvimento físico e psicológico, sendo um importante agente de agravos à saúde. As quatro principais causas de morte de adolescentes no Brasil são de fatores externos. A taxa de mortalidade/100.000 habitantes na faixa etária de 10 a 24 anos, das 4 principais causas, em 2019, nas meninas foram: acidentes de trânsito: 6,1; violência interpessoal (homicídio): 6,0; transtornos maternos: 2,3; autolesão (suicídio): 2,0. E nos meninos foram: violência interpessoal: 78,9; acidentes de trânsito: 26,6; autolesão: 6,5; afogamento: 5,3.</p>
<p style="text-align: justify;">Em estudo de 2016, 30% dos adolescentes brasileiros apresentavam doença mental. No último censo sobre saúde escolar (PeNSE, 2019), 21% dos adolescentes avaliados referiam que a vida não valia a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre nos últimos 30 dias da pesquisa. Nos últimos anos, tem sido notificado um aumento dos casos de suicídios no Brasil em todas as faixas etárias, mas chama a atenção a sua ocorrência na infância e principalmente entre 15 e 19 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a saúde mental dos adolescentes já não estava boa, a pandemia a afetou ainda mais, pois levou ao isolamento social, afastou os adolescentes da escola e de seus amigos, gerou o luto pela perda de familiares, aumentou incertezas e inseguranças. O impacto da pandemia na saúde mental dos adolescentes não ocorreu somente no Brasil; no mundo todo se observou aumento de casos de suicídios nessa faixa etária.</p>
<p style="text-align: justify;">Os adolescentes mais vulneráveis são os que têm história familiar de tentativas de suicídio ou suicídio, problemas de saúde mental dos pais, questões quanto à orientação sexual e/ou identidade de gênero, histórico de abuso físico, psíquico ou sexual, abuso de álcool ou outras substâncias psicoativas (álcool, maconha, cigarro e outras drogas). Entretanto, existem dois fatores socioambientais que são muito relevantes na infância e adolescência &#8211; o <em>bullying</em> e o uso abusivo de internet.</p>
<p style="text-align: justify;">O <em>bullying</em> continua sendo muito frequente nas escolas e, em alguns países como a Inglaterra, foi associado a 50% das tentativas de suicídio. É importante salientar que essa alta associação entre <em>bullying </em>e suicídio ocorre tanto para quem é alvo de <em>bullying</em> como para quem o pratica. O mau uso ou o uso abusivo da internet está associado ao risco aumentado de depressão, de exposição ao cyberbullying e ao fácil acesso a informações sobre tópicos relacionados ao suicídio.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tudo isso, apesar da adolescência ser um período de poucas infecções e os pais se preocuparem menos com a saúde física de seus filhos, é importante manter consultas médicas periódicas. Nessa fase, a partir dos dez anos, a consulta médica deve incluir um período de entrevista somente com os adolescentes, sem a presença dos pais ou responsáveis, para que se avaliem comportamentos de risco, a saúde mental deles e para que se possa realizar intervenções preventivas. É importante o uso de questionários padronizados para que a percepção e os vieses do profissional não influenciem sua avaliação.</p>
<p style="text-align: justify;">O médico pediatra conhece o adolescente e a família em um acompanhamento de longo prazo e, portanto, conhece a dinâmica familiar e pode auxiliar os pais a terem um papel positivo junto aos adolescentes e jovens, para que estes desenvolvam ferramentas sociais que os auxiliem no autocuidado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;">Figura 1: Evolução das taxas de mortalidade por suicídio, por idade 2010-2019</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/imaagem.png" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 16px;">Boletim Epidemiológico | Secretaria de Vigilância em Saúde | Ministério da Saúde 4 Volume 52 | Nº 33 | Set. 2021</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Procure Ajuda</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Caso você perceba que seu filho esteja com sofrimento emocional, praticando autoagressão não suicida (<em>cutting</em>), esteja se isolando, deixando de fazer coisas que antes considerava prazerosas e que esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada. Você pode falar com seu pediatra, psicólogo ou procurar um CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) de sua cidade. Ou ligue para o CVV (Centro de Valorização da Vida) <a href="https://www.cvv.org.br/">https://www.cvv.org.br/</a>, que funciona 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados, pelo telefone 188, pelo e-mail, chat ou pessoalmente (verifique se existe um posto de atendimento em sua cidade).  </p>
<p> </p>
<p><strong>Relatoras:<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Elizete Prescinotti Andrade<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Lilia D’Souza Li<br /></strong><strong style="font-size: revert; color: initial;">Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>
<p><strong>Foto: </strong>hay dmitriy | depositphotos.com</p>
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		<item>
		<title>A criança e a depressão em tempos de pós-isolamento</title>
		<link>https://www.spsp.org.br/a-crianca-e-a-depressao-em-tempos-de-pos-isolamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabio Teófilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2022 12:52:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos]]></category>
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		<category><![CDATA[Campanha Maio Amarelo]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/MaioAmarelo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/MaioAmarelo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/MaioAmarelo-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>A depressão infantil afeta exatamente as condições e situações por meio das quais a criança é estimulada a crescer, a aprender, a se fortalecer, a construir suas habilidades e competências.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div><img width="150" height="150" src="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/MaioAmarelo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" style="margin-bottom: 15px;" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/MaioAmarelo-150x150.jpg 150w, https://www.spsp.org.br/wp-content/uploads/2022/05/MaioAmarelo-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></div>
<p>Sociedade de Pediatria de São Paulo<br />Texto divulgado em 10/05/2022</p>
<hr />
<p> </p>



<p>Nestes tempos pós-quarentena, vimos várias alterações no comportamento das crianças ao retomarem uma rotina de vida mais próxima da que levavam antes das restrições e do “Fique em casa!”.</p>



<p>Algumas dessas mudanças tiveram início já durante o isolamento pela própria condição de vulnerabilidade trazida pelo medo do contágio pela covid-19 e pelo clima assustador que se instalou frente à impossibilidade de controlar a situação, mesmo por parte dos adultos.</p>



<p>Todos, indistintamente, tinham possibilidade de serem contaminados e adoecerem gravemente e isso, muito frequentemente, agravou o medo das crianças por fantasiarem a perda dos pais, justo estes que deveriam sempre protegê-los.<s></s></p>



<p>As crianças também tiveram uma quebra importante nas oportunidades de encontros e interações enriquecedores com indivíduos da própria idade e com os outros adultos que são significativos em sua vida, como avós, tios, professores.</p>



<p><strong>E, dois anos parece uma eternidade para uma criança&#8230;</strong></p>



<p>No retorno às atividades, muitas crianças se sentiram receosas com a possiblidade de não conseguirem se “enturmar”, de não saberem como reatar as amizades ou fazer novos amigos, um abalo na autoestima por se verem inseguras quanto as suas capacidades e competências. <s></s></p>



<p>Em outras, a dificuldade ou impossibilidade em acompanhar o aprendizado <em>online</em> produziu uma ansiedade muito grande pelo receio de não “conseguir mais aprender”, de tirar notas baixas, de repetir o ano ou decepcionar os pais, e que só foi sentido no retorno às aulas presenciais.</p>



<p>Então, vamos percebendo crianças ansiosas, inquietas, agitadas, irritadiças, agressivas, tristes, com dificuldade em se concentrar, com reações inesperadas, às vezes desproporcionais às circunstâncias, mais isoladas ou caladas, mais apegadas aos pais, com insônia ou dificuldade para dormir, sem nenhum apetite ou com muito apetite, com queixas constantes de dores no corpo ou cansaço para fazer qualquer coisa, sejam as tarefas da escola ou brincar e se divertir.</p>



<p>Os pais podem verbalizar que essas atitudes, esses comportamentos e sentimentos estão relacionados com o estresse, a incerteza e o desconhecido que atravessou a vida das famílias de forma geral e das crianças, em particular. E estão corretos.</p>



<p>Podem acreditar que é só uma fase e que com paciência tudo volta ao normal.</p>



<p>Aí, já precisamos ter mais cuidado e estar muito atentos.</p>



<p><strong>E por quê?</strong></p>



<p>Porque a pandemia e o isolamento alteraram todos os pontos de referência e de segurança que as crianças tinham e que lhes davam a sensação de controle, de que podiam prever como iria ser o seu dia seguinte e se preparar para ele, dormir e acordar como todos os dias e de que podiam cuidar das coisas que faziam parte de sua rotina – escola, amigos, pais, irmãos, diversão&#8230;</p>



<p>E, de pronto, não havia nada para reassegurar a criança de que tudo iria ficar bem de novo.</p>



<p>Então, pode não ser apenas uma fase.</p>



<p>Os pais precisam prestar muita atenção para o caso dessas queixas persistirem, de piorarem ao invés de diminuírem, de que a criança não consiga ou não queira aumentar o contato com os amigos ou mesmo sair e brincar mais tempo fora de casa ou, ainda, voltar a ter comportamentos e atitudes muito infantis para a idade.</p>



<p>Porque um combinado de comportamentos ou sentimentos, de modo muito duradouro, que modificam e prejudicam muito a interação da criança com as coisas e pessoas que fazem parte de seu mundo, podem sinalizar que estamos frente a um quadro de depressão infantil, que traz muito sofrimento emocional, com consequências importantes para o desenvolvimento da criança.</p>



<p>A depressão infantil afeta exatamente as condições e situações por meio das quais a criança é estimulada a crescer, a aprender, a se fortalecer, a construir suas habilidades e competências em todos os campos.</p>



<p>Nestes casos, é importante que a criança possa ser avaliada para confirmar o que exatamente está acontecendo com ela e para que os pais possam ser auxiliados quanto ao que podem ou precisam fazer para ajudá-la.</p>



<p>Os pais não devem hesitar em procurar auxílio.</p>



<p>Podem falar com a orientadora da escola da criança e solicitar orientação e apoio. Podem buscar atendimento pediátrico e psicológico em alguma unidade da Rede Básica de Saúde. Podem, ainda, conversar com o pediatra da criança, se a criança dispuser de um médico que a acompanhe.</p>



<p>O mais importante é entender que a criança faz parte de uma família e que, juntos, fica mais fácil encontrar uma forma de ajudá-la a tratar essas dificuldades, superá-las e retomar o curso de sua vida novamente.</p>



<p><strong>Relatora:</strong><br><strong>Vera Ferrari Rego Barros</strong><br><strong>Presidente do Núcleo de Estudo sobre Depressão entre Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo</strong></p>


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